Blog do Eliomar

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Plano Safra Semiárido promete R$ 7 bi em crédito para agricultor nordestino

Com as presenças do governador Cid Gomes e do ministro Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Pepe Vargas, o Plano Safra Semiárido terá solenidade de lançamento nesta sexta-feira (12), a partir das 9 horas, no Parque de Exposições Governador César Cals, no bairro São Gerardo. Durante a solenidade, serão entregues 117 equipamentos, sendo duas retroescavadeiras e 115 motoniveladoras, em um investimento de R$ 53,2 milhões.

Segundo o MDA, será o primeiro projeto voltado para o semiárido nordestino, que prevê ainda uma linha de crédito de R$ 7 bilhões para os agricultores, com taxas de juros de 1% a 3% ao ano para custeio, e 1% a 1,5% ao ano, para investimento.

Cid chega ao Brasil no domingo à noite para tratar de recursos em Brasília

O governador Cid Gomes chegará ao Brasil na noite do domingo (7), quando desembarcará em Brasília. Na segunda-feira (8), o governador do Ceará estará no Planejamento, Orçamento e Gestão, onde tentará mais recursos para o Estado com a ministra Miriam Belchior.

Nesta sexta-feira (5), Cid Gomes se encontra na Itália, onde visitou a empresa que fornecerá os trens da Linha Sul do Metrofor.

Manifestantes perguntam: “Onde está Cid”?

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Os médicos farão protesto na tarde desta quarta-feira (3), a partir das 14 horas, com saída do Palácio da Abolição. A mobilização cumpre uma agenda nacional e o percurso deixará o Palácio, seguindo para a avenida Beira Mar, até as proximidades do Jardim Japonês, de acordo com informações da organização.

Pela manhã, um grupo esteve na Assembleia Legislativa e foi recebido pelo deputado Tim Gomes, presidente em exercício da Casa. Os médicos Protestam contra a proposta de importação de médicos de Cuba.

Um grupo de médicos, porém, está criticando a ausência do governador Cid Gomes, que deixou o Ceará na última semana em viagem para o Exterior. E questiona: “Onde está Cid”?

Na forma mais do que criativa, já há, inclusive, alguns que adotaram a história infantil “Onde está Wally?”, como forma de ironizar o desaparecimento do governador nos útlimos dias, diante dos inúmeros protestos nas ruas.

Cid Gomes inaugura UPA do José Walter

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O governador Cid Gomes e o secretário Arruda Bastos inauguram na manhã deste sábado (15) a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Conjunto José Walter. O equipamento funcionará 24 horas, inclusive domingos e feriados, e servirá para o fortalecimento do atendimento à saúde para a Copa das Confederações.

Segundo a Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), a nova UPA recebeu investimentos de R$ 5 milhões, sendo que R$ 1,2 milhão foram utilizados na aquisição de equipamentos.

No Ceará, governador ainda consegue controlar os ânimos para eleição

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Se o cenário político nacional se movimenta para uma clara antecipação do processo eleitoral de 2014, no Ceará as articulações caminham em sentido oposto. Sem quaisquer indicações formais do governador Cid Gomes (PSB) sobre a escolha de seu sucessor, os principais atores da política local preferem tratar o assunto com cautela. Até agora, nenhum dos três maiores partidos do Estado – PSB, PMDB e PT – lançou oficialmente candidatura ao Governo.

Apesar de cobrarem que Eduardo Campos (PSB) antecipe se será ou não candidato à Presidência, os irmãos Cid e Ciro Gomes tratam o assunto em sentido oposto no Ceará. Até agora, todas as declarações do grupo político dos Ferreira Gomes tem sido orientadas em evitar o assunto.

“Esse debate eleitoral, de agenda política, deve acontecer só no ano que vem. O governador hoje está preocupado com o governo, com a seca, então seria desinteligente antecipar essa discussão”, diz Dr. Sarto (PSB), líder do governo na Assembleia Legislativa.

Só quem dá sinais de estar hoje em campanha pelo governo é o senador Eunício Oliveira (PMDB). As articulações, no entanto, ficam restritas aos bastidores. O peemedebista, que vem costurando apoios, promovendo diversas reuniões no interior e até em Brasília, não admite oficialmente a tese da candidatura.

Entre petistas, a ideia defendida é a da manutenção do arco de alianças definido para a reeleição de Dilma Rousseff (PT).

“A estratégia do Ceará será presidida pelos interesses da campanha da Dilma, seguindo o plano nacional do PT. Podem haver eventuais desavenças, mas creio que hoje são grandes as chances de manutenção da aliança com o governador Cid Gomes”, avalia o líder do PT na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT).

Apesar de ampla maioria de petistas que defendem a manutenção da aliança com o PSB, existem segmentos do partido – sobretudo ligados à ex-prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins – que defendem candidatura própria da legenda.

Oposição

Com a perspectiva da candidatura própria de Aécio Neves (PSDB) para a Presidência, cresce no Ceará a perspectiva do fortalecimento de uma candidatura própria do PSDB ao governo do Estado.

Na última semana, a Executiva Regional tucana no Estado estabeleceu ciclo de palestras e anunciou ampliação da participação do ex-senador Tasso Jereissati – que já governou o Ceará por três mandatos – no cenário político local.

(O POVO)

TCE aprova contas de 2012 do governo Cid

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O Tribunal de Contas do Estado (TCE) aprovou na tarde desta segunda-feira (27) as contas de 2012 do governo Cid Gomes. A decisão dos conselheiros foi acompanhada de uma série de recomendações para que sejam reparados problemas apontados no parecer do Ministério Público de Contas.

Um deles, por exemplo, foram os gastos de apenas 23% dos recursos previstos para o combate à seca no exercício, índice que o governo estadual contesta e diz ser maior. Técnicos da Secretaria de Desenvolvimento Agrário finalizam estudo para apresentação ao TCE do que se considera números verdadeiros dos gastos feitos, juntando várias pastas.

A conselheira Soraia Victor ainda tentou, sem sucesso, transformar as recomendações em ressalvas, termo tecnicamente mais forte. O secretário estadual de Planejamento, Eduardo Diogo, acompanhou a apreciação da pauta no TCE.

(O POVO Online)

A arte da guerra e a opinião pública

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Em artigo no O POVO deste sábado (25), o editor-adjunto do Núcleo de Conjuntura do O POVO, Luiz Henrique Campos, comenta as críticas mútuas entre o Governo do Estado e o grupo do Capitão Wagner. Confira:

No clássico A Arte da Guerra, um dos ensinamentos básicos diz respeito à estratégia a ser adotada no enfrentamento do inimigo no campo de batalha. Em linhas gerais, o pensamento do general chinês Sun Tzu, escrito há cerca de 2.500 anos, mas que permanece atual no mundo moderno, coloca três opções de decisão a depender do cenário e das condições objetivas existentes no conflito.

No primeiro, se o seu exército for mais forte que o do inimigo, ataque com força para destruí-lo imediatamente. No segundo, em sendo um pouco mais forte o do inimigo, ataque de lado, de surpresa, e calculadamente. No último e extremo caso, quando as forças inimigas forem bem mais fortes que as suas, corra o mais rápido possível.

Na última greve dos policiais militares no Ceará, o governo cometeu o pecado de não só minimizar a força do movimento como achou que poderia aos poucos ir minando essas forças. O resultado é que, quando tentou bater de frente, foi esmagado como consequência de cenário mal avaliado desde o início, que não permitiu a reação quando esta se mostrou necessária. Sucumbiu de maneira desmoralizante. Na guerra também, um grande risco é lutar contra o inimigo sem cara. Geralmente, o desconhecimento sobre com quem se luta, abre espaço para a surpresa. Foi o que aconteceu.

Agora, conscientemente ou não, o ex-governador Ciro Gomes, ao lançar suspeitas sobre o capitão Wagner, de certa forma personaliza o movimento dos policiais no oficial. Certa ou errada a estratégia, o fato é que se, na era moderna conquistar a opinião pública é fundamental, o governo, no mínimo, joga sobre os ombros do militar os riscos inerentes a uma paralisação como a de policiais. O capitão, em vista disso, terá que ter muita habilidade para conduzir o movimento, que, pelo perfil, caracteriza-se como barril de pólvora, sob pena de arcar com atos fora do convencional.

Do lado do governo, já nas cordas em relação à sensação de insegurança da população, a aposta foi alta, mas, nesse momento, parece seguir à risca os ensinamentos de Sun Tzu, segundo os quais, o comandante não pode prescindir, na batalha, de qualidades como o segredo, a dissimulação e a surpresa.

Sinais do que pode ser um pouco de ordem, afinal

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Da coluna Política, no O POVO deste sábado (25), pelo jornalista Érico Firmo:

O dia de ontem foi alentador em meio à turbulência que agita a segurança estadual. A melhor notícia é de que tanto o secretário da área – Francisco Bezerra – quanto o principal dirigente de entidade representativa de policiais militares – o vereador Capitão Wagner (PR) – concordaram não haver clima para greve. Além disso, há o próprio fato de o coronel Bezerra, finalmente, colocar-se no papel institucional que exige a função pública que exerce. E o governador Cid Gomes (PSB) também tentou tornar menos confuso o papel de seu irmão Ciro Gomes (PSB) na área de segurança – embora caibam ponderações a esse respeito, que farei abaixo. De qualquer maneira, estabelece-se um pouco de ordem no que vinha se constituindo numa barafunda. Embora haja muito para caminhar.

Cid diz não gostar da mistura entre política e segurança. O uso eleitoreiro do setor é sempre arriscadíssimo – embora seja bom não esquecer a quantidade de parlamentares, aliados dele ou não, que abraçam tal bandeira como samba de uma nota só. Sem falar de o próprio ter adotado o tema como linha-mestra de sua primeira campanha. O que, aliás, é muito natural, pois o tema é absolutamente estratégico. O risco de querer afastar a política da segurança é restringir o problema a questão de Polícia. Se a perspectiva for restrita, não se chegará ao fundamento da crise. E o cerne passa pela lacuna de comando político, inclusive, na segurança.

Cid disse que nem chancela nem desautoriza o que Ciro Gomes (PSB) falou sobre milícias na Polícia Militar. Cada um fala por si e responde pelo que diz, conforme explicou. Normalmente, seria postura absolutamente natural. Mas, desta vez, é muito diferente. Não só pela contradição com a postura de quem coloca seu irmão informalmente na Secretaria da Segurança Pública. O ex-governador, ex-ministro, ex-prefeito e ex-deputado disse que há grupo criminoso dentro da PM, em aliança com o narcotráfico. O vereador Capitão Wagner Sousa (PR), acusado de comandar a milícia, negou envolvimento, mas confirmou que existem, sim, facções de bandidos na Polícia, que já haviam sido denunciadas por ele próprio. Então, os dois lados concordam que há grupos criminosos que agem dentro da corporação. Isso não é mero palavreado de políticos. É um escândalo, que precisa ser apurado.

Quem manda?

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Da coluna Política, no O POVO desta sexta-feira (24), pelo jornalista Érico Firmo:

Em questão na qual a autoridade sobre a tropa é tão crucial, há aspecto absolutamente inacreditável nessa história toda: o coronel Francisco Bezerra – secretário de direito da Segurança – simplesmente não se manifesta nessa confusão toda.

O governador já falou, o irmão dele meteu seu bedelho, o secretário do Planejamento, Eduardo Diogo, posicionou-se. E o doutor Bezerra permanece, sem trocadilho, tal qual vaca de presépio. Aliás, do mesmo modo como foi na época da greve.

A estratégia é a da guerra total

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Da coluna Política, no O POVO desta quarta-feira (22), pelo jornalista Érico Firmo:

A beligerância é da natureza da forma como Ciro Gomes faz política, da mesma forma como a conciliação é o método que caracteriza seu irmão Cid Gomes. Ele já recorria ao enfrentamento como tática mesmo no tempo em que era governador, quando tais posturas tinham potencial incomparavelmente mais explosivo. Vide a relação que manteve com professores, médicos…

Disciplina política nunca foi seu forte, daí que declaração de guerra vindo dele pode perfeitamente ocorrer em momento no qual a estratégia de seu grupo é evitar o embate. Mas agora é diferente. Cid começou a semana passada em tentativa de dialogar com mulheres de policiais que faziam protestos, mas logo depois a postura mudou, quando as negociações que se arrastavam desde o começo de 2012 foram interrompidas.

Vale notar o contraste entre o “cabeças rolarão” de agora com o “momento não é de caça às bruxas” de Ivo Gomes, então chefe de gabinete do governador, na primeira manifestação do núcleo que dirige o Estado depois da última greve da PM. E registre-se que, naquela oportunidade, Ciro já era contra essa política de apaziguamento. Queria punir aqueles a quem chamou de “marginais de farda”, responsáveis por motim, aquartelamento e insubordinação.

Agora, essa postura de embate é a linha mestra na relação entre o Palácio da Abolição e o movimento reivindicatório que já insinua possibilidade de nova paralisação, provavelmente na Copa das Confederações, daqui a menos de um mês. Conotação que se torna mais relevante diante da postura de auxiliar informal, sem cargo ou remuneração na Secretaria da Segurança Pública. Uma intervenção branca, secretário de fato, mas não de direito, dirigente sem cargo, indicado sem portaria. A situação mais esdrúxula da história da segurança no Ceará.

Enfermaria da Arena Castelão está fechada; Valdir assegura R$ 400 mil por título do Guarany

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Leitor do Blog, César Mendes, reclama que a enfermaria da Arena Castelão se encontra fechada. Leitor considera fechamento um absurdo, principalmente no dia da decisão do título estadual, entre Ceará e Guarany de Sobral.

Sem precisar da enfermaria, por enquanto, o assessor especial do Governo do Estado, Valdir Fernandes, também presidente da então junta governativa do Guarany de Sobral, põe a mão no bolso e promete gratificação de R$ 400 mil aos jogadores, em caso de título. O assessor especial do governador Cid Gomes assegura que o dinheiro está garantido por meio de cota de amigos.

Aliás, o governador Cid Gomes estará na decisão. Cid, que já apareceu em público com um chapéu do Ceará Sporting, deve torcer pelo Guarany. O assessor especial não falou se o governador está na “cota dos amigos”.

DETALHE – O gramado da Arena Castelão não foi preparado para a final do Campeonato Estadual. Mesmo após 10 dias do show de Paul McCartney, um dos gols está com o gramado completamente cinza.

Ceará é citado como modelo de investimento em Encontro Nacional de Turismo

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O Ceará foi o único estado brasileiro a ser citado pelo ministro Gastão Vieira, durante a abertura do Encontro Nacional de Turismo, em Brasília, na noite desta quarta-feira (15), como modelo de investimento no turismo. Segundo o ministro, o governador Cid Gomes mostra visão turística, diante dos equipamentos no Estado, como o novo Centro de Eventos.

O secretário de Turismo de Fortaleza, Salmito Filho, presente ao encontro, disse ao Blog que sentiu orgulho das ações do Estado. “O ministro mostrou com muita clareza que países europeus, como Espanha e Portugal, conseguiram amenizar a crise econômica por meio do turismo. Com relação ao Brasil, o Ceará foi o único estado citado pelo ministro. É uma prova que estamos no caminho certo”, comentou Salmito Filho.

“A determinação do prefeito Roberto Cláudio é que a sua equipe de governo siga as as boas práticas do governador Cid Gomes”, completou o secretário de Turismo de Fortaleza.

DETALHE – Do encontro, participou também o secretário do Turismo do Estado, Bismarck Maia. O encontro serviu para marcar também as comemorações dos 10 anos de criação do Ministério do Turismo.

Duas crises que desafiam Cid

Da coluna Política, no O POVO desta quarta-feira (15), pelo jornalista Érico Firmo:

Duas fraquezas hoje corroem a administração Cid Gomes (PSB) e, se não receberem respostas adequadas, comprometerão a avaliação dos oito anos do mandato que tem a ambição de demarcar seu lugar na história. São elas a criminalidade e a seca. O governo, justiça se faça, não está alheio aos problemas. Tampouco peca por omissão. Mas, resultado que é bom… O fato de muito dinheiro ter sido gasto sem efeito prático satisfatório só torna a situação pior. Os dois casos são espantosos.

A segurança já era prioridade do governador na campanha de 2006. Após eleito, buscou saídas criativas para o comando do setor, não economizou gastos – não é de todo exagero dizer mesmo que foi perdulário com o dinheiro alheio. Passados quatro anos, fez opção radicalmente oposta, em raro caso de troca relevante de secretário. E, a cada intervenção, a impressão que deixou foi de que mais se agravou o cenário.

A seca é de outra natureza – assim como deve ser a reação a ela. O fenômeno climático está configurado desde o ano passado. A rede de proteção federal e estadual evitou que as pessoas morressem de fome e sede, mas não amenizou a falência econômica que se abateu sobre o Interior. Não se foi além de arremedo emergencial à espera que chova o mais cedo possível. Até a presidente Dilma Rousseff (PT) visitou ao Ceará, há mais de mês, e deu ao Estado além do que foi pedido, conforme o governador. E, tal qual na segurança, o cenário se agrava a cada 15 minutos.

Enquanto isso, os dóceis deputados estaduais protagonizam espetáculo repetitivo de cobranças ao Governo Federal – justas, vale dizer – mas fazem de conta de que a administração estadual nada tem com isso. Jogam para as plateias interioranas que padecem com a falta de água sem se indispor com o governante que está mais próximo.

Não tem faltado dinheiro nem ação: a escassez tem sido de capacidade. Se não resolver esses dois desafios que se colocam de forma imediata, Cid pode até fazer o sucessor – o mais provável, aliás, é que o faça, em qualquer circunstância. Mas encerrará o mandato de forma melancólica.

Tasso critica política de segurança de Cid e muda tom sobre candidatura

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A decisão de sair da política para “cuidar dos netos” já não parece fazer mais parte dos planos do ex-senador Tasso Jereissati (PSDB). Nessa sexta-feira (10), durante a convenção que homologou os novos presidentes do partido, o tucano elevou o tom contra a política de segurança do governo Cid Gomes, prometeu engajamento na agenda da sigla rumo a 2014 e não descartou completamente hipótese de voltar a disputar eleições.

Perguntado se poderá ser candidato em 2014, Tasso disse que “neste ano, não” – em tom bem diferente do utilizado logo após a derrota para o Senado em 2010, quando ele anunciou que abandonaria a vida pública. “Não é meu objetivo, nesse momento, ser candidato”, afirmou.

O discurso do tucano-mor do Ceará, no entanto, deixa dúvidas sobre possíveis pretensões políticas. Ao fazer uma avaliação da reta final do governo Cid – com quem ele rompeu relações em 2010 –, o ex-senador disse que o Estado atingiu um ponto “insustentável na insegurança” pública e que Cid está “no caminho contrário” na fórmula de combate ao problema. “Primeiro é preciso um treinamento intensivo das polícias, montar um sistema de inteligência e, só depois, comprar equipamentos. Não adianta ter muitos carros rodando sem policiais treinados, sem uma avaliação de inteligência”, avaliou.

No palanque, ao criticar o tratamento dado pelo Governo Federal ao Ceará e questionar a “surpresa” do Palácio do Planalto com a seca do Nordeste, Tasso voltou a alfinetar o ex-aliado. “Para reconstruir o Ceará não é coisa que se faça em cima de palanque. (…) Cadê o nosso governador? Cadê ele?”, provocou.

Tasso chegou a fazer uma autocrítica e reconheceu “omissão”, ao reclamar da falta de oposição no Estado. “Estamos nesse nível, e eu me incluo nisso, por covardia. Estamos vivendo um momento de paralisia, e eu me incluo, pela acomodação acovardada”, afirmou.

(O POVO)

Direção nacional do PSB não define data para discutir sucessão presidencial

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A cúpula estadual do PSB se encontra reunida na noite desta segunda-feira (6), no auditório Murilo Aguiar, na Assembleia Legislativa, para discutir renovações nos diretórios do partido no interior do Estado.

Antes do início da reunião, o governador Cid Gomes, também presidente estadual do PSB, leu a resposta da cúpula nacional sobre sucessão presidencial. O governador havia solicitado à direção nacional um posicionamento quanto à viabilidade de candidatura própria. Em resposta, o partido assegurou tratar do assunto na próxima reunião nacional, mas não definiu data.

Vamos nós – É impressão minha ou estão querendo cozinhar os Ferreira Gomes?

Velhas novidades na Segurança

Da coluna Fábio Campos, no O POVO deste domingo (5):

(…) A (in)segurança pública já se transformou em um imenso problema para o Palácio da Abolição. Cid Gomes se elegeu com a bandeira da segurança, mas os índices pioraram numa proporção escandalosa. Até aqui, apenas uma palavra do governador. Foi em 26 de março passado. Vejam a seguir o que foi dito.

“O maior desafio hoje é reduzir o número de homicídios no Ceará… O primeiro passo é assumir que isso é uma realidade. O segundo é envolver toda a sociedade. O nosso desafio é reduzir esses números no Ceará. Eu quero deixar registrado publicamente, que esse desafio é um compromisso pessoal que assumo com o povo cearense”.

Desde então, vale a pergunta: foi estabelecida uma nova política de segurança capaz de oferecer os resultados que todos esperam e capaz de, como disse o governador, envolver a sociedade? Absolutamente, não. Que medidas de impacto foram tomadas para mudar o rumo das coisas? Não se sabe.

Mas parece haver um fato novo. Nos bastidores, comenta-se que o ex-governador Ciro Gomes é quem está no comando de fato (não de direito) da segurança pública no Ceará. Talvez seja um exagero. Talvez não. O mundo do “talvez” não nos oferece nenhum conforto. Pelo contrário.

Sabe-se, também extraoficialmente, que Ciro Gomes chegou a acompanhar uma batida policial no Bairro Bom Jardim, em Fortaleza. Outra ação perceptível foi a colocação de duplas de policiais em algumas esquinas dos bairros mais ricos da cidade (o assaltante apenas evitará tais esquinas).

É o que, até aqui, se sabe. Caso algo mais esteja em andamento, não se sabe. Muito melhor seria acabar com essa indefinição e Ciro assumisse logo a pasta da Segurança.

Após concluir mandato, Cid Gomes quer trabalhar no BID

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Ao terminar o mandato, no próximo ano, o governador Cid Gomes (PSB) pretende dar uma pausa na vida política para se dedicar mais à família e “descansar” nos Estados Unidos, trabalhando no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Ele fez a projeção durante ato ecumênico realizado na noite dessa sexta-feira (3), no Santuário Nossa Senhora da Assunção, no bairro Vila Velha, em comemoração ao seu aniversário de 50 anos, completos no último dia 27 de abril.

Ao afirmar que quer trabalhar no BID, Cid destacou que o banco “ajuda muito hoje o Estado do Ceará” na construção de estradas e creches, por meio de financiamentos. “É nele que quero atuar por um ou dois anos”, disse.

O ato ecumênico contou com a participação da família do governador, de vários parlamentares da Câmara Municipal e da Assembleia Legislativa, bem como de prefeitos como o de Fortaleza, Roberto Cláudio (PSB), de Sobral, Clodoveu Arruda, e de Canindé, Celso Crisóstomo, ambos do PT, entre outras autoridades.

Balanço

Durante o discurso, o governador fez um balanço de sua trajetória de vida. “É um momento de profunda reflexão, de olhar para trás e para a frente. Não devo passar dos 75 anos. Acho que já vivi dois terços da vida”, brincou. Lembrou quando sonhava ser prefeito, aos 16 anos, idade que hoje tem seu filho Rodrigo, que também acompanhava o ato ecumênico. Governar Sobral, segundo Cid, fazia parte do sonho de um mundo menos desigual e mais justo.

“Tive a graça de ir além do meu sonho, consegui ser governador do Estado por dois mandatos e tudo o que eu queria era terminar como em Sobral, com 94% de aprovação”, disse. Em seguida, admitiu que governar um estado é uma atividade “bem” mais complexa. “Mas tenho muita fé e quero até o último dia de minha vida trabalhar por aquilo que sempre sonhei”, afirmou.

(O POVO)

Cid diz que quer continuar no PSB

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O governador Cid Gomes disse na noite desta quarta-feira (1º), no Centro de Eventos, que pretende continuar no PSB.

A declaração ocorreu durante a solenidade de lançamento da biografia do industrial Ivens Dias Branco, que também recebeu o título de Cidadão de Fortaleza.

DETALHE – Ao cumprimentar os ex-governadores do Ceará, presentes ao evento, Cid Gomes citou o irmão Ciro Gomes, além de Adauto Bezerra e Tasso Jereissati. No entanto, esqueceu de Lúcio Alcântara. Esqueceu?…

(Fotos: Paulo MOska)

Título de cidadania a Ivens Dias Branco reúne personalidades políticas

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Fernando Bezerra (Integração Nacional), Cid, Leônidas Cristino (Portos) e o vice, Domingos Filho.

Além do governador Cid Gomes e do prefeito Roberto Cláudio, a solenidade do título de Cidadão de Fortaleza, ao industrial Ivens Dias Branco, na noite desta quarta-feira (1º), no Centro de Eventos, reúne outras personalidades políticas locais e nacionais. O ministro da Previdência Social e senador Garibaldi Alves e o vice-governador do Pernambuco, João Soares Lyra Neto (representando o governador Eduardo Campos), são os destaques nacionais.

Natural de Cedro, o industrial recebe o título de cidadania fortalezense em uma propositura do vereador Salmito Filho, atual secretário de Turismo de Fortaleza.

Ivens Dias Branco tinha apenas 18 anos de idade, quando começou a trabalhar com o pai Manuel Dias Branco. Atualmente, com 12 fábricas, o Grupo M.Dias Branco detém 14% do mercado nacional de biscoitos e 20% do mercado de massas. O crescimento dos investimentos alcança mais que o dobro da média nacional no setor. No ano passado, quando o Grupo foi apontado pela revista Forbes como um dos maiores investimentos do mundo.

(Foto: Paulo MOska)