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Seara da Ciência é sede do I Simpósio de Embriologia 4D e Mostra de Embriologia e Patologia Fetal

Foram abertos, na manhã desta sexta-feira (17), na Seara da Ciência, no Campus do Pici, o I Simpósio Embriologia 4D e a I Mostra de Embriologia e Patologia Fetal, organizados pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Morfofuncionais da Faculdade de Medicina (FAMED) da UFC em parceria com a Seara. O encontro, segundo a assessoria de comunicação da UFC, prossegue até este sábado com participação de professores, pesquisadores e alunos da UFC e de instituições locais e de outras regiões do País.

No auditório e outras dependências da Seara, ao longo dos dois dias, serão apresentados trabalhos acadêmicos, palestras, mesas- redondas e outras atividades, inclusive de extensão, enfocando embriologia e áreas correlatas como neonatologia, pediatria, ginecologia, odontopediatria, medicina fetal, patologia fetal, obstetrícia, epigenética, bioética, dentre outras.

As palestras que abriram a programação na manhã de hoje (17) foram “Teratologia: do mito à ciência”, com o Prof. José Eduardo Baroneza, da Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília (UnB); “Desvendando mecanismos da microcefalia induzida pelo vírus zika através de microtomografia e por contraste de raio-x”, com o Prof. José Xavier Neto, da FAMED; e “Desordens do desenvolvimento sexual: da embriologia à clínica”, com o médico Rafael Martins, do corpo clínico pediátrico do Hospital Infantil Albert Sabin. A programação completa está disponível no site do evento (https://embriologia4d.ufc.br/).

No hall de entrada da Seara, na I Mostra de Embriologia e Patologia Fetal, o participante pode ver em detalhes peças naturais e modelos sintéticos de embriões e fetos, que dão ideia da riqueza e complexidade do desenvolvimento da vida humana, com suas perfeições e imperfeições.

SERVIÇO

*Outras informações estão no site do simpósio (https://embriologia4d.ufc.br/) e nas páginas do evento no Instagram (https://www.instagram.com/simposioembriologia4d/) e no Facebook (https://www.facebook.com/embriologia4d/).

(Fotos – UFC)

Secitece lança III Feira do Conhecimento

A Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior e o Instituto Centec vão lançar, às 17h30min do próximo dia 16, a terceira edição da Feira do Conhecimento: Ciência, Tecnologia, Inovação e Negócios. O ato ocorrerá no Museu da Fotografia, tendo à frente o titular da Secitece, Inácio Arruda.

Na ocasião, serão apresentadas a programação preliminar da feira, a logomarca, a planta de estandes e o tema da edição 2019, prevista para o período de 16 a 19 de outubro, no Centro de Eventos. A ideia é ultrapassar os 200 expositores e receber mais de 15 mil pessoas, entre estudantes, professores, pesquisadores, jovens empreendedores, empresários, profissionais da área de tecnologia, gestores e comunidade em geral.

Com programação totalmente gratuita, a terceira edição da Feira do Conhecimento reunirá atrações em diversas áreas da CT&I, robótica, jogos digitais, inovações científicas, seminários, corrida de drones, hackathon, rodadas de negócios, apresentações culturais e muito mais.

SERVIÇO

*Museu da Fotografia – Rua Frederico Borges, 545 – Varjota

*Mais informações – https://www.sct.ce.gov.br/2019/05/08/secitece-lanca-terceira-edicao-da-feira-do-conhecimento/

Universidade desenvolve medicamento que reverte efeitos da overdose de cocaína

A Universidade Federal de Goiás (UFG) anunciou o desenvolvimento de uma nanopartícula capaz de capturar a cocaína em circulação na corrente sanguínea e, assim, evitar os efeitos da droga, até mesmo quando consumida em quantidades que causam “overdose” e podem levar à morte.

A nanopartícula é administrada por meio de medicamento intravenoso. Testes feitos com ratos nos laboratórios do Centro de Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação em Fármacos, Medicamentos e Cosméticos da UFG, o FarmaTec, indicam a capacidade de captura de até 70% da cocaína no organismo e o retorno quase imediato da pressão arterial e dos batimentos cardíacos ao estado normal.

“A pressão arterial e os batimentos cardíacos começam a voltar ao normal cerca de dois minutos após a administração da nanopartícula que desenvolvemos”, diz a farmacêutica Sarah Rodrigues Fernandes, em material de divulgação da UFG. Ela é autora da pesquisa, que resultou em sua dissertação de mestrado defendida há três semanas no Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas da universidade.

“Ao capturar a cocaína, a nanopartícula mantém a droga aprisionada em seu interior. Não permite que a droga se difunda pelo cérebro ou outras regiões do organismo. Possibilita, então, que haja tempo para uma terapia de resgate”, explica à Agência Brasil a farmacêutica Eliana Martins Lima, orientadora do trabalho e professora de nanotecnologia aplicada à área farmacêutica.

A cocaína aprisionada na partícula é retida pelo fígado na passagem da corrente sanguínea e é destruída no metabolismo feito pelo órgão.

“O que nós buscamos com isso foi viabilizar uma forma de que, no momento em que o paciente começa a perder sinais vitais, seja possível ao médico ou ao Samu [Serviço de Atendimento Móvel de Urgência] salvá-lo, reduzindo aquela dose tóxica que está na corrente sanguínea”, acrescenta a orientadora, que trabalhou como professora visitante no Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos.

Inovações

O experimento bem-sucedido traz duas inovações. Além de obter resultados quase imediatos para diminuir os efeitos da cocaína, a pesquisa muda e acrescenta o modo de usar nanotecnologia em terapias com medicamentos.

Desde os anos 1990, a nanotecnologia é utilizada para levar de forma mais eficaz partículas aos alvos no organismo que precisam de recuperação e proteção. O experimento mostra que a nanotecnologia também pode ser proveitosa para buscar e aprisionar substâncias e reverter um quadro crítico.

As chamadas partículas nanométricas, obtidas a partir de componentes químicos orgânicos naturais (lipídeos) e de moléculas de baixa massa (polímeros), são extremamente pequenas (1 nanômetro é 1 milhão de vezes menor que o milímetro) e, por isso, eficientes na circulação sanguínea.

Comercialização

A eventual disponibilização do medicamento para uso no socorro de pessoas em processo de overdose depende de parceria entre a universidade e laboratórios farmacêuticos. Até poder ser utilizado em seres humanos, o medicamento deve ser submetido a testes clínicos exigidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A produção de medicamento é investimento de médio a longo prazo.

(Agência Brasil)

Ciro Gomes cria canal no Youtube para receber convidados e falar sobre o Brasil

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Ciro Gomes acaba de lançar um canal no YouTube onde deverá exercitar sua veia de entrevistador. Ele vai apresentar uma série de conversas com representantes dos mais diferentes setores do Brasil.

O ex-ministro estreou conversou com o presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Ildeu de Castro Moreira. Os dois abordaram ciência, tecnologia, inovação, educação e o movimento que a SBPC realizará nos dias 8 e 9 de maio, em Brasília, em defesa da pesquisa.

SERVIÇO

*Para conferir é aqui.

Professor da UFC publica em revista internacional pesquisa inovadora que utiliza nano e microrrobôs

O professor Amauri Jardim de Paula, do Departamento de Física da Universidade Federal do Ceará, é um dos autores principais de uma pesquisa que pode representar grande avanço para a ciência. O artigo foi publicada na última semana em um periódico de grande prestígio no mundo, a revista Science Robotics. A informação é da assessoria de imprensa da UFC.

O artigo descreve um método revolucionário que utiliza nano e microrrobôs (assista ao vídeo abaixo) para erradicar biofilmes ‒ comunidades bacterianas que se associam a superfícies e são incrivelmente difíceis de tratar e remover, resultando em mortes e danos na área de saúde e em grandes prejuízos na indústria. Trata-se de mais um exemplo do alto grau de impacto das pesquisas desenvolvidas na UFC, conforme constatado recentemente em ranking internacional.

A pesquisa, considerada na linguagem científica como breakthrough (de descoberta, grande inovação, em inglês), foi feita em parceria com pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos.

Biofilmes

O pesquisador explica que os biofilmes se formam em superfícies abióticas ‒ como implantes ósseos, odontológicos, catéteres e sondas hospitalares ‒, bem como em superfícies bióticas, como dentes e mucosas, muitas vezes em espaços de difícil acesso para os instrumentos médicos atualmente disponíveis. Na área da saúde, após formados, os biofilmes produzem efeitos devastadores, incluindo infecções persistentes e várias complicações médicas.

Estima-se que nos Estados Unidos 1,7 milhão de pessoas adquirem infecções hospitalares desse tipo por ano, com alto índice de mortalidade (um para cada 17 casos). Em números gerais, estudos mostram que 7% dos pacientes internados em hospitais podem vir a desenvolver uma infecção por biofilme. Em países pobres, esse número sobe para 10%.

No contexto industrial, biofilmes entopem linhas de água, válvulas, filtros, tubulações e fendas, causando prejuízos anuais de bilhões de dólares na indústria marítima, em plantas de dessalinização, e na indústria química em geral.

Desafio

Um dos fatores que contribuem para a grande resistência dos biofilmes é a existência de uma camada de materiais, chamados exopolissacarídeos (EPS), que circunda as célulasImagem: Robôs CARs, moldados em formato de broca dupla hélice, fazendo a limpeza no canal de um dente (Imagem: Os autores) bacterianas, conferindo coesão à estrutura do biofilme. Fazendo uma analogia, o Prof. Amauri explica que os EPS representam tijolos de construção, os quais se alojam e dão resistência química e mecânica às bactérias.

Além disso, esse “tijolos” também atuam como barreiras contra os medicamentos antibacterianos (antibióticos), impedindo que as bactérias sejam mortas. “Dessa forma, em função da existência dos EPS, a erradicação completa dos biofilmes representa um enorme desafio tecnológico”, salienta o pesquisador.

Com a miniaturização de sistemas (sobretudo a nanotecnologia), os robôs têm ficado cada vez menores e com movimentos mais precisos. Na pesquisa em questão, os pesquisadores desenvolveram robôs antimicrobianos catalíticos (CARs), capazes de realizar múltiplas tarefas que resultam na eliminação completa de biofilmes.

Primeiramente, os CARs matam quimicamente as bactérias e degradam a matriz de EPS do biofilme. Na sequência, o controle de movimento dos CARs (feito através de campo magnético) permite que se colete e elimine os resíduos do biofilme. Moléculas reativas, geradas a partir de nanopartículas de óxido de ferro presentes nos CARs, se mostraram capazes de matar as bactérias com alta eficiência, e também destruir a matriz de EPS.

No artigo, foi explorada uma técnica de modelagem para fabricar robôs magnéticos em 3-D personalizados de pequena escala. “Produzimos robôs em duas formas: CARs duplos helicoidais, formados a partir de duas hélices enroladas em torno de um eixo central, e CARs do tipo palhetas, com estruturas semelhantes a barbatanas em torno de um núcleo central. A primeira forma foi inspirada na eficácia de propulsão das hélices helicoidais, que podem penetrar nas barreiras físicas, enquanto a última forma foi motivada pelo sucesso das ferramentas em forma de palhetas na ruptura dos biofilmes”, descreve Amauri.

Segundo o docente, “os próximos passos da pesquisa envolvem dar funções mais específicas aos robôs, produzindo-os com outros formatos ‒ como brocas, cones, entre outros ‒ e também partir para testes in vivo”.

Fiocruz e Nutec fecham acordo de cooperação técnico-científica

A Fundação Núcleo de Tecnologia Industrial do Ceará (Nutec) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) fecharam acordo de coopoeração técnico-científico com o objetivo de atender aos requisitos normativos como a ISO 17.025 e desenvolver pesquisas e atividades direcionadas para o setor produtivo e para a sociedade. A parceria objetiva elaborar e validar métodos analíticos, empregando-se cromatografia acoplada a espectrometria de massas, para o monitoramento de resíduos de agrotóxicos em solos, águas e alimentos ou qualquer outra matriz. As informações são da assessoria de imprensa da Fiocruz.

O Nutec e a Fiocruz já vem trabalhando em parceria desde 2017. Para Carlile Lavor, coordenador da Fiocruz no Ceará, o objetivo é fazer com que a indústria ligada à saúde cresça. “Temos como objetivo criar o polo industrial da saúde no Ceará. Por isso, é importante investir em pesquisas. Essa é mais uma etapa rumo ao desenvolvimento do Ceará, tanto na área da saúde, quanto da economia”, afirmou Lavor.

A iniciativa surgiu de Carlile Lavor, que conhecendo as instalações do Nutec e com o incentivo do secretário da Ciência, Tecnologia e Educação Superior, Inácio Arruda, trouxe a pesquisadora Margareth Gallo do Rio de Janeiro para a instituição e deu inicio às pesquisas.

Segundo Margareth, o acordo de cooperação-técnica é de ajuda mútua. “Como diria a música do Raul Seixas, ‘Sonho que se sonha só é só um sonho que se sonha só, mas sonho que se sonha junto é realidade‘. Juntos, com toda a equipe competente e a infraestrutura do Nutec, vamos chegar lá”.

Crisiana Andrade, coordenadora do Laboratório de Química Instrumental (LQI) do Nutec, destaca o desafio do projeto. “A Margareth só veio para somar nesse projeto tão desafiador. Temos que estar buscando sempre melhorar e se aperfeiçoar. Nossos primeiros objetivos são os métodos analíticos, com cromatografia acoplada a espectrometria de massas. Além disso, avançar nas pesquisas na área de agrotóxicos, que são diretamente ligados à saúde”.

Francisco Magalhães, presidente do Nutec, está com boas expectativas do projeto. “Estamos confiantes dos resultados que estão por vir. É hora de aproveitarmos o momento para juntarmos forças e fazermos mais pela sociedade”, disse.

(Foto – Arquivo)

Governo federal lança programa Ciência na Escola

Os ministérios da Educação (MEC) e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) lançaram nesta semana o programa Ciência na Escola. O objetivo da iniciativa é qualificar o ensino de temas relacionados à disciplina em escolas públicas, nos ensinos fundamental e médio. Serão disponibilizados R$ 100 milhões para instituições apresentarem projetos visando a estimular essa temática nos bancos escolares.

Poderão concorrer a esses recursos redes de instituições que envolvam escolas, universidades, centros de ciência e espaços de desenvolvimento científico e inovação. As verbas serão distribuídas em diferentes escalas de projetos, como estadual (R$ 4 milhões), interestadual (R$ 10 milhões) e regional (R$ 20 milhões).

Os ministérios anunciaram outros projetos dentro do programa. As pastas vão ampliar a Olimpíada Nacional de Ciências, atualmente uma iniciativa do MCTIC em parceria com a Universidade Federal do Piauí. O investimento previsto é de R$ 1 milhão. A meta é ampliar o escopo da competição e chegar a 1 milhão de alunos de diferentes estados.

Entre as medidas está prevista também uma chamada pública para destinar recursos a pesquisadores com estudos relacionados ao tema, com foco no ensino de matérias dos anos finais do ensino fundamental e do ensino médio. O Objetivo é disseminar a prática científica e aproximar universidades, instituições científicas e tecnológicas e escolas públicas.

Os ministérios vão implementar uma plataforma que ganhou o nome de “Ciência é 10”, voltada à qualificação de professores em assuntos vinculados à área. Professores poderão fazer especialização a distância em ensino de ciências. Além disso, outra plataforma foi desenvolvida pela Rede Nacional de Pesquisa para facilitar o acompanhamento das ações do conjunto do programa.

(Agência Brasil)

Fiocruz desenvolve teste para Zica mais barato e rápido

Exames para identificar infecção pelo vírus da Zika em breve vão poder ser feitos em 20 minutos. Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em Pernambuco, desenvolveram um método simples e 40 vezes mais barato que o tradicional. A expectativa é que chegue aos postos de saúde antes do final do ano, beneficiando, principalmente, os municípios afastados dos grandes centros, onde o resultado do teste de Zika pode demorar até 15 dias. As informações são de um dos criadores da técnica, o pesquisador da unidade Jefferson Ribeiro.

“Tendo em vista que a técnica atual (PCR) é extremamente cara e o Brasil tem poucos laboratórios de referência que podem realizar o diagnóstico de Zika – até um tempo atrás eram apenas cinco, inclusive a Fiocruz de Pernambuco -, uma cidade pequena, no interior do estado, acaba prejudicada. A amostra precisa sair do interior, ir para a capital, para ser processada, enfim, se pensarmos nesses municípios, o resultado pode demorar 15 dias”, destaca Ribeiro.

Outra vantagem do novo teste é que pode ser feito por qualquer pessoa nos posto de saúde, não exige treinamento complexo. Com um kit rápido, basta coletar amostras de saliva ou urina, misturar com reagentes fornecidos em um pequeno tubo plástico e depois aquecer em banho maria. Vinte minutos depois, se a cor da mistura se tornar amarela, está confirmado o diagnóstico de Zika, se ficar laranja, o resultado é negativo. Hoje, o teste PCR (reação em da polimerase), com reagentes importados, é feito com material genético retirado das amostras, o que demora mais.

O teste elaborado pela Fiocruz Pernambuco é também mais preciso, ou seja, tem uma taxa de erro menor, acusando a doença mesmo em casos que não foram detectados pela PCR.

A expectativa dos pesquisadores é que o kit seja desenvolvimento pela indústria nacional, com a participação da Bio-manguinhos, e disponibilizado até o fim do ano. Testes semelhantes já são usados para o vírus da dengue e outras bactérias. “Essa é a nossa pretensão, para facilitar a disponibilidade para o Sistema Único de Saúde”, disse Ribeiro.

Zica

O número de casos de Zika, que pode causar microcefalia em bebês, vem diminuindo nos últimos anos. No entanto, o país ainda teve 8.680 diagnósticos em 2018 (em 2017 foram 17.593), com maior incidência no Norte e Centro-Oeste. A doença está relacionada à falta de urbanização e de saneamento básico e costuma aumentar nas estações chuvosas.

A Zika é transmitida principalmente por picadas de mosquito, mas também durante a relação sexual desprotegida e de mãe para filho, na gestação. Provoca complicações neurológicas como a microcefalia e a Síndrome de Guillain Barré. Começa com manchas vermelhas pelo corpo, olho vermelho, febre baixa e dores pelos corpos e nas juntas, geralmente, sem complicações.

O novo teste para a Zika foi desenvolvido no mestrado em Biociências e Biotecnologia em Saúde, com orientação do professor Lindomar Pena. Em breve, será publicado em detalhes em revista científica. Anteriormente, os pesquisadores publicaram artigo com os resultados dos testes para amostras de mosquitos infectados e não de secreções humanas.

(Agência Brasil)

Fortaleza será sede do II Simpósio Cearense de Imunologia

Fortaleza será sede do II Simpósio Cearense de Imunologia (SIM), que está com inscrições abertas para estudantes de graduação e de pós-graduação, além de professores e profissionais da área de saúde. O evento, organizado pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará, tem o apoio institucional da Sociedade Brasileira de Imunologia e da Fundação Oswaldo Cruz

O simpósio ocorrerá nos dias 29 e 30 deste mês de abril, a partir das 8 horas, no auditório do Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos (Bairro Rodolfo Teófilo). A data de início do evento coincide com o Dia Mundial da Imunologia, celebrado em 29 de abril.

Neste ano, o simpósio traz como tema “Microrganismos como imunomoduladores: um universo de interações múltiplas” e reúne especialistas de destaque nacional no campo da imunologia. A programação do II SIM conta com palestras, mesas-redondas, rodas de conversa, além de apresentação de painéis clínicos e de trabalhos de pesquisa e extensão universitária.

SERVIÇO

*As inscrições deverão ser realizadas pelo site do evento: https://simposioimuno.ufc.br.

*Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos – Rua Coronel Nunes de Melo, 1000, Rodolfo Teófilo.

*Mais informações – Facebook (www.facebook.com/simposioimuno2019) e Instagram (@simposiodeimunologia) – (85) 3366 8301 / e-mail: sim2019@ufc.br


Universidade Federal do C

Câmara dos Deputados terá exposição sobre o eclipse que comprovou em Sobral a teoria de Einstein

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Leônidas Cristino divulga a exposição, que ocorrerá em Brasília.

O Centenário do Eclipse de Sobral é o tema de exposição a ser realizada na Câmara dos Deputados, no período de 13 de maio a 7 de junho próximo, no corredor de acesso ao plenário. A iniciativa é dos deputados federais Leônidas Cristino e André Figueiredo, ambos do PDT. O evento integra a programação das comemorações dos 100 anos da comprovação da Teoria da Relatividade Geral formulada pelo físico alemão Albert Einstein.

A Prefeitura de Sobral realizará uma extensa programação para comemorar o Centenário. No período de 27 a 30 deste mês de março, haverá uma reunião regional da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), no Centro de Convenções dessa cidade da Zona Norte.

O encontro da SBPC tem como tema “Educação Básica de Qualidade: currículo, carreira e gestão escolar”. A agenda inclui debates sobre a experiência educacional de Sobral, experiências exitosas na educação básica e o seminário uma Janela para o Cosmos Sob o Sol de Sobral com cientistas que darão palestras sobre o Centenário da Teoria Geral da Relatividade.

Expedição

Tudo começou quando uma expedição de cientistas da Inglaterra e Brasil se deslocou até Sobral para observar, no dia 29 de maio de 1919, o mais famoso eclipse solar da história. A observação ajudou a confirmar a teoria geral da relatividade, que superou a teoria gravitacional de Isaac Newton, um conhecimento consolidada há dois séculos, e veio a alterar profundamente a visão do universo pelo homem.

Mulheres assinam 72% dos artigos científicos publicados pelo Brasil

O Brasil é o país íbero-americano com a maior porcentagem de artigos científicos assinados por mulheres seja como autora principal ou como co-autora, de acordo com a Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI). Entre 2014 e 2017, o Brasil publicou cerca de 53,3 mil artigos, dos quais 72% são assinados por pesquisadoras mulheres.

Atrás do Brasil, aparecem a Argentina, Guatemala e Portugal com participação de mulheres em 67%, 66% e 64% dos artigos publicados, respectivamente. No extremo oposto estão El Salvador, Nicarágua e Chile, com mulheres participando em menos de 48% dos artigos publicados por cada país.

Além desses países, a OEI analisou a produção científica da Bolívia, Colômbia, Costa Rica, Cuba, República Dominicana, Equador, Espanha, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela. Os dados fazem parte do estudo As desigualdades de gênero na produção científica ibero-americana, do Observatório Ibero-americano de Ciência, Tecnologia e Sociedade (OCTS), instituição da OEI.

A pesquisa analisou os artigos publicados na chamada Web of Science, em português, web da ciência, que é um banco de dados que reúne mais de 20 mil periódicos internacionais.

Apesar de assinar a maior parte dos artigos, quando levado em conta o número de mulheres pesquisadoras que publicaram no período analisado, ele é menor que o dos homens. No Brasil, elas representam 49% dos autores, de acordo com os dados de 2017. A porcentagem se manteve praticamente constante em relação a 2014, quando elas eram 50%.

Com base nos números de 2017, o Paraguai ocupa o topo do ranking, com 60% das autoras mulheres. Na outra ponta, está o Chile, com 37%.

As diferenças aparecem também entre áreas de pesquisa. No Brasil, entre as áreas analisadas, medicina é a que conta com a maior parte das autoras mulheres, elas são 56% entre aqueles que publicaram entre 2014 e 2017. As engenharias estão na base, com a menor representatividade, 32%.

De acordo com o Censo da Educação Superior de 2016, última edição do levantamento, as mulheres representam 57,2% dos estudantes matriculados em cursos de graduação.

Elas são também maioria entre bolsistas da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), autarquia vinculada ao Ministério da Educação (MEC), representam 60% do total de beneficiários na pós-graduação e nos programas de formação de professores.

Entre os professores contratados, no entanto, o cenário muda, os homens são maioria. Dos 384.094 docentes da educação superior em exercício, 45,5% são mulheres.

(Agência Brasil)

Secretaria de Ciência e Tecnologia abre seleção para monitores do projeto Ciência Itinerante

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A Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior inscreve, até o dia 29 de março, para o processo seletivo de monitores do projeto Ciência Itinerante, que leva o conhecimento científico para crianças e jovens de todo o Estado. Ao todo, serão selecionados 196 monitores, que formarão um cadastro de reserva para apresentar experimentos científicos e tecnológicos em suas respectivas áreas de estudo durante as visitas do ônibus-laboratório às 14 macrorregiões do Ceará.

A seleção, de acordo com a assessoria de imprensa da Secitece, se dará observando os seguintes quesitos: análise documental (comprovantes da experiência acadêmica e da titulação do candidato), análise do projeto e análise do vídeo do experimento.

Inácio Arruda é o titular da Secitece.

Selecionados

Serão selecionados universitários e/ou graduados dos cursos de graduação em Biologia, Química, Física, Sistemas de Informação, dentre outros.

Os interessados deverão preencher a ficha de inscrição e enviar para a Secitece um projeto descritivo contendo informações sobre a pesquisa/experiência, além de um vídeo no qual o candidato apresenta o experimento.

O valor do auxílio financeiro pago para os monitores pelas apresentações no ônibus-laboratório será feito através de diárias que variam dependendo da fonte financiadora do projeto Ciência Itinerante (confira detalhes no edital).

SERVIÇO

*Acesse o edital aqui.

A UFC, a Secitece e um embrião do ITA

Da Coluna Eliomar de Lima, no O POVO desta quarta-feira (13):

Com apoio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Superior (Secitece), a Universidade Federal do Ceará deverá implantar um curso de Engenharia Aeronáutica. A informação é do titular da Secitece, Inácio Arruda, adiantando que o projeto já está no MEC aguardando a liberação.

“Estamos aguardando a liberação, até porque a UFC formou massa crítica nas áreas da navegabilidade e segurança de voo, além de ter know-how na área da Engenharia, uma das mais respeitadas no País”, acentua o secretário.

Ele destacou que a Instituição conta ainda com três mestrados apoiados pela pasta e que reforçam a certeza de que esse curso virá ainda neste ano.

Para Inácio, o curso chega como uma espécie de ITA (Instituto de Tecnologia da Aeronáutica) no Estado.

Para o diretor do Centro de Tecnologia da UFC, Almir Holanda, falta só um detalhe: apoio da bancada cearense para a conquista de recursos suplementares.

(Foto – Agência Senado)