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Nobel da Medicina sai para um inglês e dois americanos

O Prêmio Nobel de Medicina de 2019 foi concedido aos cientistas William G. Kaelin Jr., Sir Peter J. Ratcliffe e Gregg L. Semenza “pelas suas descobertas de como as células sentem e se adaptam à disponibilidade de oxigênio”. O anúncio foi feito hoje (7) em Estocolmo, na Suécia.

Na página oficial do Twitter, a organização do Nobel anuncia os três vencedores com um trabalho que “revela os mecanismos moleculares que demonstram como as células se adaptam às variações no fornecimento de oxigênio”.

Os vencedores são dois norte-americanos e um inglês. William Kaelin, nascido em 1957, em Nova Iorque, é especialista em medicina interna e oncologia. Gregg Semenza, também nascido em Nova Iorque, em 1955, é pediatra e o britânico Peter Ratcliffe, nascido em Lacashirem, em 1954, é perito em nefrologia.

Calendário de premiação
Este foi o primeiro dos seis prêmios mais cobiçados do mundo a ser distribuído este ano. Ainda na área da ciência, os próximos a serem distinguidos serão o Nobel da Física, a ser anunciado amanhã, e na quarta-feira, o prémio Nobel de Química.

Na quinta-feira será o dia em que serão anunciados os Nobel da Literatura de 2019 e também de 2018, depois de, no ano passado, a entrega ter sido suspensa por força de um escândalo (abusos sexuais e crimes financeiros) que afetou a Academia de Estocolmo.

Na sexta-feira será conhecido o nome que será distinguido com o Nobel da Paz. O último anúncio será no dia 14 de outubro – o Nobel da Economia.

O comitê do Nobel explicou que os três cientistas conseguiram com os seus trabalhos “identificar a maquinaria molecular que regula a atividade dos genes na resposta a variações de oxigênio”.

Como explica a organização dos prêmios, “a importância fundamental do oxigênio é conhecida há séculos, mas a forma como as células se adaptam às mudanças nos níveis de oxigênio tem sido, há muito tempo, desconhecida”.
“A detecção de oxigênio é central para um grande número de doenças. As descobertas feitas pelos vencedores do Nobel deste ano têm uma importância fundamental para a fisiologia e abriram o caminho para prometer novas estratégias para combater a anemia, o cancro e muitas outras doenças”, justifica a organização.

Os três cientistas dividirão igualmente o prêmio de 832.523 euros.

(Agência Brasil)

Artigo – “Ciência: caminho para o desenvolvimento”

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Com o título “Ciência: caminho para o desenvolvimento”, eis artigo de Inácio Arruda, secretário da Ciência, Tecnologia e Educação Superior do Ceará (Secitece). Ele aborda o cenário local da ciência e pesquisa, com ações da Funcap, num contraponto à conjuntura do segmento no País Confira:

Balbúrdia, incerteza e caos é o que assistimos na área mais estratégica para um projeto de Nação: os investimentos em ciência, tecnologia, inovação e educação superior. Ao contrário de qualquer país sério do mundo, que cuida da ciência e de seus cientistas como verdadeiros tesouros, o Brasil vive momentos de grandes indefinições, com governantes que descreem da ciência e que podem colocar o País na sarjeta do desenvolvimento.

A despeito da realidade obscura no plano federal, o Ceará, por orientação do governador Camilo Santana, mantém a ideia de que ciência, tecnologia, inovação e educação é a estrada larga por onde devemos seguir, garantindo avanços e inclusão social. A aposta neste setor é o caminho adequado para o desenvolvimento. Por isso a decisão de garantir 2% da receita tributária líquida do Estado para CT&I (Ciência, Tecnologia & Inovação), o que significa um aporte de mais de R$ 2 bilhões até o final de 2027.

O Estado investe no Paic – Programa de Alfabetização na Idade Certa, que elevou a qualidade do ensino acima da média nacional. Das 100 melhores escolas públicas do País, 82 são do Ceará. Destaque para as escolas profissionalizantes de ensino médio, com 122 unidades, e as 130 escolas de tempo integral. No ensino superior, mais de meio bilhão de reais são investidos nas três universidades públicas estaduais e nas duas faculdades tecnológicas, que somam cerca de 50 mil estudantes.

A Funcap mantém um amplo e ousado programa de apoio às universidades, empresas e setor público com bolsas de doutorado, mestrado, iniciação científica, fixação de doutores no interior, além de bolsa social para estudantes carentes. Comanda o revolucionário projeto de inovação no setor público, o “Cientista Chefe”, que já apresenta resultados significativos na área de inteligência da segurança pública. A Secitece aposta na inovação, apoiando programas que beneficiam pequenas empresas de base tecnológica e startups.

As universidades públicas brasileiras, que realizam mais de 90% da produção científica do País com apoio da Capes, CNPq e Finep, merecem nosso respeito. O Governo não medirá esforços para garantir que os programas de pesquisa desenvolvidos no Ceará sofram qualquer descontinuidade, e segue firme, consciente de que, a ciência, tecnologia, inovação e educação podem garantir o presente e o futuro do Brasil.

*Inácio Arruda,

Secretário da Ciência, Tecnologia e Educação Superior do Ceará (Secitece).

(Foto – Agência Senado)

Deputado cearense participa em Cuba de missão brasileira pela educação, comunicação e ciência

O deputado federal José Airton Cirilo (PT-CE) participa nesta quinta-feira (19) e nesta secta-feira (20), em Cuba, de missão oficial pela Educação, Cultura, Ciência, Tecnologia e Comunicação, do Parlamento Latino-Americano e Caribenho-Parlatino. A delegação brasileira é formada ainda pelo senador Jaques Wagner (BA) e pelos deputados federais Nelson Pelegrino (BA), Vinicius Farah (RJ) e Vanderlei Macris (SP).

A solenidade de abertura do encontro foi marcada pela palestra da diretora da UNESCO, Kathrine Muller-Marin, e do vice-presidente do Parlatino, deputado Miguel Enrique Charbonet, que abordaram os temas do Plano de Educação para o desenvolvimento e a integração da América Latina, a Rede de Parlamentares pela Educação para Todos – Parlared, a unidade de programas de capacitação do Parlatino, conforme a orientação aprovada pela ONU dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável-ODS, da agenda 2030.

A próxima reunião está marcada para os dias 7 e 8 de novembro, em Lima, no Peru.

(Foto: Divulgação)

A castração da Educação, a Ciência e Tecnologia e o desenvolvimento econômico do Brasil

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Em artigo sobre o que considera como política anti-intelectualista do atual governo, o professor Ivan Oliveira aponta que 84 mil pesquisadores espalhados pelo Brasil podem ser afetados com corte de bolsas. Confira:

Não precisa ser economista, tampouco um cientista político, para saber que o Brasil (e o mundo) vem atravessando uma crise econômica, política e social nos últimos anos que tem levado o país ao crescimento do desemprego, ao aumento da inflação, à perda de credibilidade do Estado e de suas formas de representação, à desesperança do povo por dias melhores e ao namoro dos oportunistas e de parte da população com o obscurantismo perigoso do anti-intelectualismo.

O discurso de negação às bases factuais das ciências pelos ditos intelectuais desta nova onda, capitaneada pelo Olavismo, tem arrebatado grande parte da sociedade a questionar teorias científicas (e.g. o uso das vacinas e da absurda aplicação da Teoria da Terra Plana) e a ignorar as condições sociais do nosso povo a partir de uma perspectiva hedonista que exacerba o individualismo e a intolerância social.

Esta perspectiva anti-intelectualista, por parte dos atuais governantes, materializa-se com os seguidos ataques à Educação e à Ciência & Tecnologia (C&T) desde o contingenciamento dos orçamentos (lê-se: corte na prática) de todas as instituições federais, tanto as universidades quanto os Institutos Federais (IFs), bem como outras ligadas a eles, como hospitais universitários; aos cortes dos orçamentos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Só para ter noção da ordem de grandeza destes congelamentos e supervenientes cortes, o impacto orçamentário do primeiro contingenciamento em maio chegou a R$ 33.470.512,00 dos recursos de custeio (ações 20RL e 4572) e R$ 600.276,00 de recursos de capital (ação 20RL) no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE); impactando no próprio funcionamento da instituição e na capacitação de servidores, conforme noticiou a própria Reitoria em nota.

O encurtamento dos orçamentos das supracitadas agências federais de financiamento de pesquisadores já levou o CNPq a suspender o processo de seleção de bolsistas no Brasil e no exterior, por falta de recursos; e a CAPES, a cancelar a concessão de 5.613 bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado, previstas para os quatro meses restantes do ano.

Caso o governo não consiga repassar o déficit de R$ 330 milhões para o orçamento do CNPq, a pesquisa científica será duramente golpeada com a suspensão do pagamento de bolsas a mais de 84 mil pesquisadores espalhados pelo Brasil; dos alunos do ensino médio beneficiados pelas olimpíadas de matemáticas, passando pelos licenciandos dos Programas de Residência Pedagógica (PRP) e Programa Instrucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), aos pesquisadores com bolsa de produtividade.

Será um verdadeiro processo de castração da Ciência e Tecnologia no país e de atrofiamento do sonhado desenvolvimento econômico do Brasil, pois o investimento em pesquisa e desenvolvimento (P&D) é um dos caminhos mais fecundos de produzir resultados em momentos de crises econômicas.

Sem investimentos em C&T, incapacita-se o país de se reproduzir para suas bases econômicas, políticas e sociais.

Segundo um relatório da organização não governamental Battelle Memorial Institute (2012 Global R&D Funding Forecast), os investimentos mundiais em P&D continuaram crescendo mesmo diante da crise econômica mundial como uma das alternativas mais eficientes para a retomada do crescimento das expectativas de retorno dos investimentos.

O Brasil vai exatamente à contramão das maiores potencias econômicas mundiais, tais como: Estados Unidos, Japão, Alemanha, França e Reino Unido que representam 78% dos investimentos mundiais em pesquisa e desenvolvimento (P&D) e usam a C&T para sobressair aos tempos difíceis impostos pelas crises econômicas.

Com o pretexto da falta de recursos e de uma incomparável analogia com a gestão orçamentária de um domicílio, usa-se da narrativa da necessidade de cortar o orçamento de todas as áreas, inclusive da educação e da C&T; além do fato de negar a assertiva do parágrafo anterior devido o Brasil ser um país emergente.

É uma lógica totalmente equivocada, pois, mesmo os países europeus em dificuldade econômica, como Portugal, Itália e Irlanda, continuam a investindo em P&D; bem como se vê um significativo crescimento de investimento nestas áreas pelos países asiáticos, tais como: Malásia, Indonésia e Arábia Saudita.

Não é por acaso que o Produto Interno Bruto (PIB) da Indonésia ficou no topo do ranking da lista dos 40 países com maior crescimento econômico neste último trimestre, elaborado pela agência de classificação de risco Austin Rating, inclusive batendo o crescimento dos Estados Unidos neste período de avaliação.

Já em solo brasileiro, as expectativas para o próximo ano são desesperadoras diante dos significativos cortes presentes na proposta de Lei Orçamentária (LOA) de 2020, segundo o Projeto de Lei (PL) nº 22/2019-CN, enviado pelo Poder Executivo no último dia 30 de agosto de 2019, que estima a receita e fixa a despesa da União para o exercício financeiro de 2020.

Com a castração da educação, da C&T e da P&D, a crise econômica, social e política ganhará uma amplitude nunca vista na história do Brasil e sentiremos as terríveis conseqüências com a inflação descontrolada, recessão, demissões em massa, atrofiamento do setor produtivo, fechamento de empresas, dentre outros efeitos econômicos; bem como a explosão da miséria, da violência, da desigualdade e da desesperança do povo por dias melhores.

Diante deste cenário tenebroso, o compromisso dos servidores da educação, dos pesquisadores e das próprias universidades e institutos federais se fortalece como um dos instrumentos fundamentais de resistência a estes tempos de obscurantismo, de anti-intelectualismo e de remoção de direitos, garantias e liberdades por mero desejo lunático de uma casta privilegiada.

Aos brasileiros e às brasileiras, precisamos de um Estado forte e pujante sem ódio à inteligência, ao conhecimento, à ciência, ao esclarecimento e ao discernimento; bem como a mitigação da “ignorância populista” usada pelos oportunistas (alguns autodenominados salvadores da pátria) para exercer um poder ilimitado sobre a população.

Às vossas Excelências, Presidente da República e Ministros de Estados, um país em crise investe em Educação, Ciência e Tecnologia (C&T), e Pesquisa e Desenvolvimento (P&D)!

Ivan Oliveira

Professor Doutor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE)

Labomar promove em Fortaleza curso sobre Biodiversidade Marinha

Debates na sede do Labomar.

O Programa de Pós-Graduação em Ciências Marinhas Tropicais da Universidade Federal do Ceará (Labomar/UFC) promove, de hoje até a próxima sexta-feira, a segunda edição da “Fortaleza’s Austral Spring School”, que terá como tema “Global Change and Marine Biodiversity” (“Mudança Global e Biodiversidade Marinha”). As atividades acontecem na sede do Labomar (Meireles).

O curso será ministrado pelos pesquisadores Sergio Rossi, da Università del Salento (Lecce), e Dra. Lucia Rizzo, da Stazione Zoologica Anton Dohrn (Nápoles), da Itália, e pelos pesquisadores Victor Cubillos e Oscar Chaparro, ambos da Universidad Austral de Chile (Valdivia). Também vai ministrar conteúdos o pesquisador Luiz Carlos Cotovicz Junior, professor visitante do Programa de Pós-Graduação em Ciências Marinhas Tropicais (Labomar/UFC).

O projeto tem apoio dos Programas de Pós-Graduação em Geografia e em Direito da UFC, por meio do Programa Capes/Print, e auxilio financeiro da Capes e da Funcap. Ministradas em inglês, as aulas acontecem nas dependências do Labomar de segunda (02) a sexta-feira (06), sempre das 8 às 12 horas e das 14 às 17 horas.

Professores do evento

Dr. Sergio Rossi, PhD in Biological Oceanography; Senior researcher at the Institut de Ciència I Tecnologia Ambientals (ICTA), Universitat Autònoma de Barcelona (UAB); Full Professor of Università del Salento (Lecce, Italy).

Dr. Lucia Rizzo. PhD in Biology; Senior researcher at the Stazione Zoologica Anton Dohrn (Naples, Italy); a world class specialist in the studies of climate change impacts on the microorganisms, mapping of the sea floor and metagenomic techniques.

Dr. Oscar Chaparro. PhD Memorial University of NF, St. John´s, Canada 1996; Researcher at the Universidad Austral de Chile (Valdivia, Chile); a world class specialist in the studies of ecophysiology of reproduction and estuarine biology. The research uses as model of study, mollusk species whose reproduction includes the incubatory process, as it happens in the gastropods.

Dr. Victor Cubillos. PhD University of Otago, Dunedin, New Zealand, 2013; Researcher at the Universidad Austral de Chile (Valdivia, Chile); a world class specialist in cellular responses of aquatic invertebrates (oxidative damage and antioxidant response) against environmental stressors and the use of photo-protective compounds.

Dr. Luiz C. Cotovicz Jr. PhD in Environmental Geochemistry and Environmental Sciences (UFF); Visiting Professor of Institute of Marine Sciences (LABOMAR), Federal University of Ceará (UFC).

Programação por dia

02/09/2019 (segunda-feira)
Prof. Victor Cubillos
Efeito das mudanças climáticas sobre a ecofisiologia dos organismos marinhos

03/09/2019 (terça-feira)
Dr. Oscar Chaparro
Efeitos das mudanças climáticas e da acidificação dos oceanos sobre a reprodução de invertebrados marinhos

04/09/2019 (quarta-feira)
Dr. Luiz C. Cotovicz Jr.
Ciclos biogeoquímicos no oceano, com ênfase no ciclo do carbono e efeitos da acidificação dos oceanos.

05/09/2019 (quinta-feira)
Dr. Lucia Rizzo
Como o lixo marinho afeta os sistemas biológicos e como os mesmos respondem à esses efeitos;

06/09/2019 (sexta-feira)
Dr. Sergio Rossi
Efeito de grandes obras, como o fechamento do estreito de Ormuz, sobre os aspectos ecológicos, sociais e econômicos.

(Foto – Arquivo)

MEC libera R$ 60 milhões para internet nas escolas rurais

O ministro da Educação (MEC), Abraham Weintraub, anunciou a liberação de R$ 60 milhões para o programa Inovação Educação Conectada que leva internet banda larga para escolas da zona rural do país. A expectativa é que até o final do ano, cerca de três milhões de estudantes sejam beneficiados com o programa.

Os recursos serão repassados para o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), responsável por realizar as conexões de internet. De acordo com o MEC, os recursos representam a segunda parcela do programa. A primeira, ainda em 2017, foi no mesmo valor. No total, serão seis repasses, um por ano, até 2023.

De acordo com a pasta, de janeiro até o momento já foram atendidas 5.662 instituições de ensino em 1758 municípios, com cerca de dois milhões de alunos beneficiados. A maior parte das escolas está localizada na Região Nordeste, 3.596. Depois vem a Região Norte, com 1.022 cidades. O Centro-Oeste aparece em seguida, com 653 municípios atendidos pelo programa.

Segundo o MEC, também houve uma aumento na meta de escolas que serão conectadas até o final de 2019; agora serão oito mil escolas rurais. Antes, o governo trabalhava com a meta de 6.500 escolas.

As conexões são feitas por meio de satélite, com velocidade de 10 megabytes por segundo (Mbs), realizada em parceria com a Telebras, vinculada ao MCTIC, ao custo mensal médio de R$ 750 por escola conectada.

Além do acesso, o MEC também tem um programa para os professores voltado para o uso pedagógico da internet, com conteúdos didáticos exclusivos que serão disponibilizados somente na plataforma própria do programa.

Ao entregar o cheque simbólico, Weintraub disse que a prioridade do governo é investir na universalização da banda larga e no ensino básico. “Esse cheque que o MEC está entregando é muito simbólico pela prioridade. A educação, a educação básica. A educação é um dos pilares para você ser livre”, disse. “A internet é uma coisa recente para toda a humanidade, mas ela é tão importante quanto o livro, saber ler e escrever. Ela dá a possibilidade de se ter acesso a todo conhecimento humano produzido até esse momento”, acrescentou.

Ao receber o cheque simbólico do segundo repasse, o ministro Marcos Pontes disse que o ministério tem tocado várias ações para levar a banda larga para regiões remotas do país. “Uma das nossas prioridades no ministério é conectar esses país”, disse Pontes.

(Agência Brasil)

R$ 300 milhões – Marcos Pontes busca recursos para rombo na Ciência e Tecnologia

O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Marcos Pontes, afirmou que a pasta busca um crédito suplementar para sanar o rombo de R$ 300 milhões.

Desde julho, o CNPq suspendeu a seleção de bolsistas no Brasil e no exterior até o dia 30 de setembro à espera de crédito.

O CNPq é a principal instituição federal financiadora de pesquisas no país juntamente com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). O conselho custeia desde alunos em programas de iniciação científica a projetos de pesquisa de professores e pesquisadores em instituições como universidades e centros de pesquisa.

Pontes disse que o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, teria “dado a palavra” de que haveria uma solução para o caso com a garantia de recursos.

(Com a Agência Brasil)

Nasa faz novo registro de Júpiter

A Agência Espacial Norte-Americana (Nasa) divulgou em seu site nova imagem de Júpiter, o maior planeta do sistema solar e quinto mais próximo do sol, depois de Marte e antes de Saturno.

A foto foi feita no final de junho pelo telescópio espacial Hubble – satélite artificial lançado pela Nasa na década de 1990.

A imagem permite visão da mancha de cor vermelha, em tom alaranjado, e das nuvens de gelo e amônia que circulam Júpiter. O planeta estava a mais de 640 milhões de quilômetros da Terra. Pesquisadores da Nasa também observam a ocorrência de ciclones no astro.

(Agência Brasil)

Cientistas criam lente de contato que dá zoom

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Um estudo publicado, na última semana, na Advanced Functional Materials apresentou um protótipo de lentes de contato que permitem dar zoom em determinados objetos.

As lentes são bem fáceis de usar: o indivíduo deve piscar duas vezes seguidas para dar zoom e repetir o mesmo procedimento para voltar à visão normal. Isso só é possível devido à diferença de potencial elétrico entre a parte da frente e de trás do globo ocular. O olho tem um campo elétrico que pode ser medido quando realizamos determinados movimentos, como olhar para a esquerda, direita ou piscar.

O que o protótipo faz é identificar os sinais elétricos do movimento (no caso, as duas piscadelas) e traduzi-lo no zoom. As lentes são feitas de um material flexível parecido com o cristalino — a parte do olho responsável pelo foco. Ao receber os sinais, as lentes são capazes de mudar de forma para alterar sua distância focal em até 32%.

Sem dinheiro, CNPq suspende seleção de bolsistas

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E agora?

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) suspendeu, até o dia 30 de setembro, a segunda fase de um processo de seleção de bolsistas no Brasil e no exterior, por falta de recursos. A retomada do financiamento de projetos que contribuam para o desenvolvimento científico e tecnológico e a inovação no Brasil depende, agora, da liberação de um crédito suplementar.

Os detalhes do processo seletivo foram divulgados em junho do ano passado, pela agência vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia Inovações e Comunicações (MCTIC). A chamada pública (CNPq Nº 22/2018) criou oportunidades para que propostas de doutorado e pós-doutorado selecionadas fossem financiadas com recursos do orçamento do CNPq. O valor global é estimado em R$ 60 milhões, mas a liberação do dinheiro depende de disponibilidade orçamentária e financeira do conselho.

A primeira fase da chamada pública foi cumprida e a previsão é que as bolsas sejam concedidas até agosto deste ano. Para essa fase, foram liberados R$ 51 milhões. Para a segunda fase, que foi suspensa, as bolsas começariam a ser pagas entre setembro deste ano e fevereiro de 2020. De acordo com a previsão global do edital, restam R$ 9 milhões a serem liberados.

“O processo foi suspenso no aguardo de uma recomposição orçamentária, tendo em vista que o orçamento aprovado para 2019 tem um déficit de cerca de R$ 300 milhões na rubrica de bolsas. Se houver um crédito suplementar destinado ao CNPq, as bolsas poderão ser concedidas, no limite dos recursos que forem destinados”, destacou, em nota, o CNPq.

Reação

A suspensão gerou reação de entidades ligadas à ciência no Brasil, como a Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (Anped), o Fórum Nacional de Diretores de Faculdades, Centros de Educação ou Equivalentes das Universidades Públicas Brasileiras e a Associação Nacional de Pesquisadores em Financiamento da Educação.

Em nota conjunta, as entidades lamentaram a redução dos investimentos em Ciência e Tecnologia alertando para um possível desmonte das condições de produção e internacionalização no Brasil.

“Historicamente e em todos os países com boa produção científica, a pesquisa com diálogo nacional e internacional se faz com regularidade e planejamento. As inscrições para seleção de bolsas especiais no país e exterior significam protocolos entre universidades, diálogo com supervisores no Brasil e no exterior. Não é possível produção científica quando pesquisadores não podem planejar suas ações e ao inscrever-se em um edital não sabem se ele existirá até o final”, afirmam as entidades.

(Agência Brasil)

Israel desenvolve pesquisa sobre retina artificial

O site Israel Notícias divulgou que Yael Hanein, diretora do Centro de Nanociência, Nanotecnologia e Nanomedicina da Universidade de Tel Aviv, acaba de apresentar os resultados do estudo que realizou, nos últimos 10 anos, com o objetivo de criar uma retina artificial para substituir a ação dos fotorrecetores naturais do olho, quando destruídos por degeneração macular relacionada com a idade (DMI).

De acordo com o site, os protótipos de visão artificial “foram desenvolvidos e testados no nosso laboratório, mas eram muito grandes e volumosos para uso cirúrgico”, afirma a pesquisadora. Ela adiantou que “o desafio é desenvolver algo compacto que possa ser inserido precisamente no olho e colocado na retina”.

Dentro dessa meta, os pesquisadores resolveram utilizar nanotubos de carbono, dentro dos quais são introduzidos os componentes fotossensíveis. Integrados com um polímero biocompatível, estes nanotubos podem criar o campo elétrico de estimulação retiniana necessária, adianta o estudo.

Ministro Marcos Pontes, em viagem oficial, vira atração turística da Nasa

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O presidente Jair Bolsonaro anunciou no Twitter que o ministro Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia) está na Flórida para fazer parcerias e pesquisas em ambiente de microgravidade. E que, na Nasa, ele iria se encontrar com astronautas nas celebrações dos 50 anos da Apolo 11 na lua.

Segundo informa a Coluna Radar desta quinta-feira da Veja Online, faltou o presidente contar que o ministro-astronauta será uma atração turística no Kennedy Space Center. A sua participação está até sendo comercializada lá por agências de turismo, dentro do chamado “Encontro com o astronauta Marcos Pontes”, com direito a almoço.

A entrada no complexo, onde haverá o encontro, diz um dos anúncios, custa 231 reais. Ele estará lá de 18 a 23 de julho. Serão várias palestras de vinte minutos ao longo do dia e somente uma em português, sempre às 14 horas. A opção do almoço com Pontes – o ingresso Space Pass Plus – tem uma taxa extra: 37 dólares para adultos e 19 dólares para crianças. Com direito a fotos com o protagonista.

(Foto – Agência Brasil)

Uece tem terceira patente internacional publicada

A Universidade Estadual do Ceará comemora. A Instituição obteve a publicação da terceira patente internacional, referente a uma técnica não invasiva de diagnóstico de reações alérgicas a alimentos e medicamentos. O trabalho, segundo a assessoria de imprensa da Uece, é umae Tese de Doutorado em Biotecnologia da Renorbio, orientado pela professora Maria Izabel Florindo Guedes, mostrando que a técnica, de baixo custo, consegue detectar em poucas horas na saliva da criança ou de adulto as imunoglobulinas (IgG1 e IgE) responsáveis por desencadear as reações alérgicas.

Foi desenvolvido no Laboratório de Biotecnologia e Biologia Molecular (LBBM), do Centro de Ciências da Saúde-CCS e com a Greenbean Biotecnologia, uma empresa cearense de base tecnológica, fundada em 2012, com objetivo de produzir proteínas transientes recombinantes para o desenvolvimento de kits de diagnósticos, fármacos, vacinas em plataformas vegetais, bem como desenvolve alimentos funcionais para atender os mercados humano e animal.

Publicações

A primeira patente internacional da UECE, desenvolvida pelo grupo de estudos do Laboratório de Manipulação de Óocitos e Folículos Ovarianos Pré-Antrais da Faculdade de Veterinária-Favet, foi publicada em abril deste ano. A tecnologia é relacionada à criopreservação de tecidos, aplicado a reprodução assistida de animais.

A segunda patente internacional da Uece foi o resultado de uma parceria entre a Unifor e a ACP Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (ACP), hoje empresa abrigada no Parque Tecnológico-TecParque da Uece. A pesquisa se refere a um filme de blenda polimérica com aplicação na área de Biotecnologia da Saúde, no campo da farmácia, visando o tratamento de osteorradionecrose e suas aplicações clínicas. A ACP é uma empresa de base tecnológica, especializada na pesquisa, desenvolvimento e fabricação de produtos que contenham como bioproduto a água de coco em pó para utilização em processos biotecnológicos na área da saúde humana e animal.

DETALHE – As empresas Greenbean e ACP passaram pelo programa de Incubação da Incubadora de Empresas da Uece–IncubaUece, que tem como missão, estimular e apoiar empreendedores no processo de geração, consolidação e crescimento de micro, pequenas e médias empresas no Ceará, promovendo o desenvolvimento regional sustentável.

(Foto – Divulgação)

Revista americana publica artigo sobre uso ginecológico de pele de tilápia desenvolvida na UFC

Saiu publicada na revista Fertility and Sterlity, publicação oficial da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva dos EUA, a descrição do procedimento inédito de uso da pele de tilápia para reconstrução vaginal. A informação é da assessoria de imprensa da Universidade Federal do Ceará, que é a sede dessa pesquisa.

A aplicação da pele de tilápia nesse tipo de intervenção foi desenvolvida no Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos (NPDM) da UFC e na Maternidade-Escola Assis Chateaubriand, onde a técnica começou a ser trabalhada há três anos, de forma pioneira, pelo professor Leonardo Bezerra, do Departamento de Saúde Materno-Infantil e um dos autores do artigo.

Como o público-alvo da revista é formado por ginecologistas, cirurgiões, biólogos e pesquisadores de áreas correlatas, a equipe cearense responsável pela pesquisa já está em contato com cientistas do mundo inteiro interessados em saber mais sobre a técnica, o que deve ampliar ainda mais a rede de pesquisa sobre a pele de tilápia.

Equipe

Além de Leonardo Bezerra, também assinam o artigo publicado na revista os pesquisadores Ana Cecilia Venancio, Ana Paula Negreiros Nunes Alves, Andreisa Paiva Monteiro Bilhar, Bruno Almeida Costa, Edmar Maciel Lima Júnior, Eduarda Syhara Rocha Matos, Lívia Cunha Rios, Manoel Odorico de Moraes Filho, Maria Tereza Pinto Medeiros Dias e Zenilda Vieira Bruno.

Síndrome

Também conhecida como agenesia vaginal, a síndrome de Rokitansky é considerada rara. Ocorre na proporção de 1 para cada 4.000 ou 5.000 nascimentos femininos e provoca alterações no útero e na parte interna da vagina, tornando o canal vaginal muito curto ou inexistente. Externamente, não há diferença em relação a uma vagina normal. Por isso, embora exista desde o nascimento da pessoa, o problema geralmente só é percebido na adolescência, devido a fatores como a ausência de menstruação.

A forma tradicional de fazer a construção do canal é a utilização de parte da pele da virilha da própria paciente. “Só que é uma cirurgia estigmatizante, pois deixa cicatrizes grandes, além de ser um procedimento de longa duração, com muitos riscos de complicações”, explica o Prof. Leonardo Bezerra.

No método desenvolvido na MEAC, cujo primeiro caso é relatado no artigo, a cirurgia é realizada abrindo-se um espaço entre a vagina e o ânus, forrando-o com a pele de tilápia. Após o procedimento, coloca-se um molde com formato de canal vaginal (também revestido com pele de tilápia), impedindo que as paredes da neovagina se fechem. Após alguns dias, o molde é removido e o canal está formado.

“Por incrível que pareça, a pele de tilápia se transforma no epitélio vaginal”, diz o Prof. Leonardo Bezerra. Ou seja, com o tempo, a prótese biológica se torna idêntica à pele da vagina, com as mesmas células e mesmas características funcionais e anatômicas, possibilitando inclusive que as pacientes tenham relações sexuais normalmente.

Pesquisas

A pele de tilápia é objeto de ampla pesquisa na UFC. Os estudos são coordenados pelo Prof. Odorico de Moraes (coordenador do NPDM) e pelo médico Edmar Maciel, presidente do Instituto de Apoio ao Queimado (IAQ) ‒ ambos estão entre os autores do estudo publicado na Fertility and Sterility.

Além da eficácia no tratamento de queimados, a pele de tilápia também tem sido aplicada com êxito em cirurgias ginecológicas. Recentemente, em procedimento também inédito no mundo, a pele foi usada na reconstrução vaginal após a redesignação sexual de uma paciente trans . Atualmente, há estudos sobre o uso do material em seis países, com 43 projetos de pesquisa em andamento.

(Foto – Viktor Braga)

NASA fez experiência com peles de tilápia; Ceará receberá produto de volta para análises

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Marcelo Borges, Jair Bolsonaro, Edmar Maciel e Odorico Moraes.

Chegarão ao Ceará, nesta semana, as amostras de pele de tilápia que foram levadas para o espaço no último dia 20, dentro de uma experiência realizada pela NASA (Virgínia-EUA) com um grupo de astrônomos da cidade de Campos/RJ.

De posse do produto, que está sendo utilizado em várias áreas da Medicina, Veterinária e Odontologia, os pesquisadores deverão analisar o comportamento das peles após terem sido submetidas a altas pressões atmosféricas, radiações e microgravidade. A ordem é verificar se essas ações causaram alguma interferência nas propriedades médicas da pele de tílápia.

A pesquisa está sendo desenvolvida em seis estados brasileiros (PE, RS, GO, SP, RJ e PR) e igual número de países (EUA, Alemanha, Holanda, Colômbia, Guatemala e Equador), por um grupo de 189 pesquisadores. Isso faz parte da Etapa 63, constituída de 42 projetos.

Os três cientistas que estão à frente da pesquisa, Edmar Maciel, Odorico Moraes e Marcelo Borges, apresentaram a pesquisa ao presidente Jair Bolsonaro, em Brasília, em maio deste ano.

(Foto – Pesidência da República)