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Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica tem inscrições abertas

Já estão abertas as inscrições para a 21ª Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA). A competição é aplicada em 13 mil escolas para alunos dos ensinos fundamental e médio. Os participantes da olimpíada recebem certificado e concorrem a 40 mil medalhas.

As escolas interessadas em participar da competição podem se inscrever até 18 de março no site oficial da olimpíada. As instituições de ensino que já participaram da edição passada da competição não precisam realizar um novo cadastro.

A competição será marcada para o dia 18 de maio e selecionará os representantes do Brasil na Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (IOAA) e na Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (OLAA). No mesmo dia do torneio, ocorrerá a Mostra Brasileira de Foguetes (MOBFOG).

As provas estão divididas em quatro níveis: três para os alunos do ensino fundamental e um para os do ensino médio. A avaliação tem dez perguntas em cada etapa: três de astronáutica e sete de astronomia. A maioria delas, porém, exige apenas raciocínio lógico. As medalhas são distribuídas de acordo com a classificação em cada um dos níveis.

Cerca de 60 alunos serão selecionados para participar da Jornada Espacial. Serão pré-selecionados somente alunos do ensino médio, de qualquer ano/série, com as melhores notas de Astronáutica e que ainda não tenham participado da jornada. Não há taxa de inscrição para escolas ou alunos participarem da OBA.

Também está com inscrições abertas a Mostra Brasileira de Foguetes, uma olimpíada experimental, que consiste em construir e lançar, obliquamente, foguetes, a partir de uma base, o mais distante possível. Para participar da mostra, foguetes e bases de lançamentos devem ser construídos por alunos individualmente ou em equipes de até três componentes. Em 2017, o evento contou com a participação de 94 mil alunos.

Os eventos são coordenados por uma comissão formada por membros da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) e da Agência Espacial Brasileira (AEB).

(Agência Brasil)

Urca integra equipe de pesquisadores em expedição na Antártica

A Universidade Regional do Cariri (URCA) participou do projeto Paleoantar, vinculado ao Programa Antártico Brasileiro, que se propõe a estudar fósseis Antárticos, principalmente vertebrados. Essa foi a 36ª edição do projeto com pesquisadores da URCA, Universidade Federal do Pernambuco (UFPE), Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e Universidade Federal do ABC (UFABC). A informação é da assessoria de imprensa da URCA.

A expedição ocorreu de dezembro do ano passado até fevereiro deste ano, sob a coordenação do professor Alexander Kellner, do Museu Nacional “Paleoantar”. Este ano, o projeto contou com a ampliação de pesquisadores de diversas instituições.

O professor-doutor. da URCA, Allysson Pinheiro, passou a integrar a equipe de pesquisadores. Ele destaca a Antártica como o último ambiente verdadeiramente natural do planeta e por isso necessita de atenção especial.

Dentre o material coletado nesta campanha estão ossos de vertebrados, conchas de moluscos e lagostas que habitaram a Antártica há aproximadamente 70 milhões de anos. O material, que estima-se pesar cerca de 400 kg, será levado para o Brasil para que então se iniciem as pesquisas de laboratório. Esta é a quarta participação de paleontólogos brasileiros do projeto Paleoantar em terras Antárticas, desde o início de suas atividades em 2007.

As pesquisas têm sido voltadas principalmente para os estudos de vertebrados. Os pesquisadores foram levados pelo Navio de Apoio Oceanográfico Ary Rongel, da Marinha do Brasil, para a ilha de James Ross na Península Antártica, onde permaneceram acampados de 07 de dezembro de 2017 a 25 de janeiro de 2018.

A paleontóloga da UFPE, Juliana Sayão, participou de três expedições à Antártica. Ela coordenou a equipe em campo. Conforme a pesquisadora, a Antártica é uma das últimas fronteiras do conhecimento a ser explorada, o que faz com que todas as informações e materiais coletados constituam importantes descobertas científicas. Segundo a pesquisadora, entre os materiais encontrados, está um crânio de um grupo de vertebrados nunca antes encontrado na Antártica. Ela acredita que esta será a maior descoberta feita pelo projeto desde seu início.

(Foto – Divulgação)

UFC e Capes discutem internacionalização e fomento à pesquisa

Avaliar a qualidade da pesquisa e as perspectivas de expansão do conhecimento produzido no Brasil para o exterior. Esse foi o principal objetivo do painel Panorama Atual da Pós-Graduação Brasileira, ocorrido nesta semana, no auditório da Reitoria da Universidade Federal do Ceará. A abertura da reunião veio com o discurso do reitor da UFC, Henry Campos, que saudou os participantes, ressaltando a presença do ex-reitor da UFC, Roberto Cláudio Bezerra.

“Nossa Universidade vive um momento particularmente feliz. O ano de 2017 foi de muitas conquistas na graduação, nos rankings, na avaliação quadrienal da pós-graduação da Capes. Avançamos bastante na internacionalização, com tudo que existe de melhor e atual daquilo que uma universidade contemporânea pode fazer nas questões do empreendedorismo e da inovação tecnológica”, ponderou.

Para o pró-reitor de Relações Internacionais, José Soares de Andrade Júnior, era necessário retomar a ideia da universidade como espaço de conhecimento universal e sem fronteiras, aberto para o mundo. Entre os mais recentes avanços da UFC nesse campo, o gestor destacou a criação da própria Pró-Reitoria de Relações Internacionais (Prointer), o estabelecimento do plano institucional de internacionalização e a formulação do edital interno de projetos temáticos da pós-graduação (https://goo.gl/QZZfNK).

“Do ponto de vista conceitual, internacionalizar é aumentar a produtividade científica, acadêmica e do ensino de uma universidade, um processo intrinsecamente ligado à humanização, no sentido de compreender o ser humano em sua plenitude”, afirmou.

Já o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Antonio Gomes, enfatizou a relevância de difundir internacionalmente os saberes produzidos em solo cearense. “Temos vários grupos competitivos na UFC, e esse edital de internacionalização traz o espírito de ação transversal. Ao mesmo tempo, a gente espera captar o máximo possível de alinhamento de todas as ilhas de excelência que a Universidade tem”, avaliou.

Financiamento

O presidente da Capes, Abílio Baeta Neves, elogiou os bons resultados da UFC na última avaliação quadrienal da pós-graduação em 2017 (https://goo.gl/s2NeZ2). O dirigente sublinhou que, passada a avaliação, é o momento propício para as universidades brasileiras debaterem o modelo nacional de pós-graduação, tendo em vista aspectos de gestão, financiamento, formação de recursos humanos e desenvolvimento da ciência.

Ele anunciou o apoio da entidade a um projeto de lei no Congresso Nacional para criação de um fundo privado da ordem de R$ 2 bilhões anuais, voltados para investimentos em ciência e inovação. Os recursos viriam dos impostos federais cobrados sobre a receita líquida de grandes empresas que seriam encaminhados para projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D), trazendo fontes alternativas para financiar as áreas de ciência e tecnologia.

 

(Site da UFC/Foto – Divulgação)

Prêmio Jovem Cientista já recebe inscrições

O 29º Prêmio Jovem Cientista, aberto a estudantes do ensino médio e superior e a mestres e doutores que contribuam para trazer soluções inovadoras aos desafios do Brasil, já está recebendo inscrições. O tema deste ano é “Inovações para a conservação da natureza e transformação social”. O prêmio é uma iniciativa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)/Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações; Fundação Roberto Marinho; Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza e Banco do Brasil.

O Prêmio Jovem Cientista visa incentivar a pesquisa científica no país e foi instituído em 1981.O presidente substituto do CNPq, Marcelo Morales, destacou a importância da retomada da parceria com as instituições para tornar factível a realização dessa nova edição da iniciativa, após dois anos fora de circulação. “A parceria é muito importante. Para premiar, precisávamos dessas parcerias”, disse ele à Agência Brasil.

Além das três categorias contempladas (ensino médio, superior e mestres e doutores), o Prêmio Jovem Cientista destacará o Mérito Científico, que vai premiar a trajetória de um pesquisador brasileiro na área tema dessa edição; e o Mérito Institucional, para as instituições do ensino médio e superior com o maior número de trabalhos qualificados.

A partir de fevereiro, o CNPq vai disponibilizar em sua página na internet aulas voltadas para o tema deste ano. Os resultados do Prêmio Jovem Cientista serão divulgados em novembro, com a entrega do prêmio programada para dezembro, no Palácio do Planalto, em solenidade que contará com a presença do presidente da República.

Soluções para o dia a dia

O coordenador do prêmio na Fundação Roberto Marinho, André Luiz Pinto, salientou a limitação de idade para os concorrentes. Para alunos do ensino médio, o limite estabelecido é de até 25 anos; para estudantes do ensino superior, até 30 anos; e para mestres e doutores até 40 anos de idade.

Os participantes são estimulados a apresentar trabalhos que tenham relação com desafios do dia a dia das comunidades, embora haja espaço para trabalhos mais teóricos, afirmou Pinto à Agência Brasil. As inscrições serão encerradas no dia 31 de julho, junto com a entrega dos trabalhos. “Você faz a inscrição e envia o trabalho ao mesmo tempo”, esclareceu o coordenador. Segundo ele, o maior registro de inscrições costuma ocorrer nos últimos dias.

Em suas 28 edições anteriores, o Prêmio Jovem Cientista teve mais de 20 mil projetos inscritos e 194 premiados. André Luiz Pinto destacou que nove entre dez vencedores da iniciativa “consideram que o prêmio mudou as suas vidas e que a pesquisa deles impactou a ciência de alguma forma e a comunidade em que vivem”.

Prêmios em dinheiro

O presidente substituto do CNPq, Marcelo Morales, informou que na categoria mestre e doutor, os três primeiros colocados serão agraciados com prêmios em dinheiro no valor de R$ 35 mil, R$ 25 mil e R$ 18 mil, respectivamente; na categoria de alunos do ensino superior, os prêmios serão de R$ 18 mil, R$ 15 mil e R$ 12 mil; na categoria ensino médio, os três primeiros lugares ganharão ‘laptops’; e nas categorias mérito científico e institucional, serão concedidos prêmios de R$ 40 mil cada.

(Agência Brasil)

Unimed Ceará e Unifor fecham parceria na área da Tecnologia da Informação em Saúde

Darival Bringel (Unimed Ceará) e a reitora Fátima Veras.

A Unimed Ceará, por meio do seu presidente, Darival Bringel, firmou, nesta segunda-feira, um convênio com a Universidade de Fortaleza (Unifor). A parceria consiste na cooperação técnica científica em projetos e atividades voltadas para a área de Tecnologia da Informação em Saúde.

O convênio, realizado através da CSPAR (Ceará Saúde Participações), a holding do Sistema Estadual Unimed, buscará investir em pesquisas que possam resultar em projetos inovadores para o mercado de saúde suplementar, como por exemplo a criação de aplicativos que facilitem o acesso de beneficiários aos serviços oferecidos, explicou Bringel.

“Essas inovações buscam conhecer o perfil epidemiológico de nossos clientes para que possamos desenvolver políticas de saúde com qualidade e controle de custos”, acrescenta o presidente da Unimed Ceará. Ele se diz otimista com esta iniciativa, pois reconhece que “a Unifor é uma excelente parceira com expertise, competência e idéias inovadoras, que concilia investimentos e resultados excepcionais”.

(Foto – Divulgação)

Governo estadual vai destinar 1,01% da receita tributária líquida para a Funcap

O governo do Ceará vai destinar 1,01% da receita tributária líquida do Estado do Ceará para a Funcap, neste ano de 2018. A informação é do secretário estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Inácio Arruda, adiantando que o governador Camilo Santana assumiu ainda o compromisso de chegar a 2% dessa receita, gradativamente, em um período de 10 anos.

De acordo com Inácio, o repasse desses recursos representará, no final de 2027, mais de 3 bilhões de reais para a ciência e tecnologia.

“Depois da criação da Funcap e da Secitece no inicio da década de 90, esta é a mais importante notícia para comunidade científica e terá forte repercussão no projeto Ceará 2050″, destacou Inácio Arruda.

O presidente da Funcap, Tarcísio Pequeno, comemora e anuncia que com isso será criado  o programa Cientista/Chefe e virá ainda a instalação de um laboratório de análise de dados, visando a avaliação dos impactos às políticas públicas.

IFCE convocará mais 50 aprovados em concurso

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Mais 50 servidores aprovados em concurso público do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFCE) serão chamados.

Anuncia o reitor da Instituição, professor Virgílio Araripe, adiantando que a convocação e a posse ocorrerão em em janeiro próximo.

Na última semana, o reitor comemorou o lançamento da pedra fundamental de mais uma unidade do IFCE: em Maranguape, que ganhará prédio próprio, após ato assinado pelo ministro da educação, Mendonça Filho.

Aluna cearense ganha prêmio nacional de Astronomia

A estudante do Colégio Militar do Corpo de Bombeiros (CMCB), Alice Santos, 12, é uma das três vencedoras do Concurso de Astronomia para Estudantes, promovido este ano pelo Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA). A aluna propôs que o Observatório Nacional de Astronomia Óptica (SOAR, sigla em inglês), utilizasse o telescópio de 4,1 metros de abertura, localizado no Chile, para fotografar a Nebulosa de Ampulheta.

A aluna do 7° ano participou do concurso na categoria do fundamental II, pela qual foi campeã; sendo a primeira cearense a ser selecionada no concurso e a única proposta do Norte-Nordeste escolhida. A estudante, que começou a estudar astronomia este ano, elogia o trabalho realizado pelo professor e deseja que mais pessoas conheçam o universo desta ciência. “Ter disciplinas como essa faz com que a gente aprenda mais e descubra coisas novas”, diz Alice sobre a experiência de estudar astronomia.

O primeiro-tenente Romário Fernandes, professor da disciplina de astronomia do CMCB, e orientador do texto escolhido, afirma ser produtivo que os alunos conheçam a astronomia antes do ensino médio. “A ideia é apresentar aos alunos os princípios de física e química de forma mais atrativa antes de ver as matérias propriamente ditas”, justifica ele.

A astronomia é uma ciência nova no CMCB, segundo o Coronel Nildson Oliveira, comandante-diretor da escola. De acordo com ele, a chegada do professor tenente Romário tem disseminado o conteúdo na escola e estimulado a participação dos alunos. “O aluno em si gosta de ver a eficácia das ações. Na astronomia, nós vemos os resultados. Quer seja visualizar um astro, quer seja efetivar algum experimento”, destaca o comandante. (Italo Cosme – italocosme@opovo.com.br, especial para O POVO)

(O POVO – Por Ítalo Cosme/Foto – Fábio Lima)

Inácio reforça lobby em Brasília contra corte de 44% no dinheiro da pesquisa

O secretário da Ciência, tecnologia e Ensino Superior do Ceará, Inácio Arruda, encontra-se em Brasília nesta quarta-feira.

Ele engrossa o lobby de secretários estaduais da área, reitores de universidades federais e de institutos federais e órgãos do setor de pesquisa contra corte de 44% determinado pelo governo federal no custeio desse segmento estratégico para o País.

Inácio está confiante de que o governo reveja essa situação, observando que o Brasil não pode perder espaços na pesquisa e na ciência, hoje fundamentais para quem pensa em desenvolvimento.

Câmara aprova projeto que cria a Política Nacional de Biocombustíveis

A Câmara aprovou, nessa noite de terça-feira (28), o projeto de lei que cria a Política Nacional de Biocombustíveis, chamada de RenovaBio. Aprovada de forma simbólica pelos deputados, após a rejeição de emendas que previam a alteração do texto, a matéria deve agora ser apreciado no Senado para que se torne lei.

O objetivo do RenovaBio é aumentar a produção de biocombustíveis no Brasil, a fim de que o país cumpra os compromissos assumidos no Acordo de Paris de redução das emissões de gases de efeito estufa. O projeto cria metas compulsórias anuais dos distribuidores de combustíveis, com a definição de percentuais obrigatórios de biodiesel que deverão ser adicionados gradativamente ao óleo diesel, e de etanol anidro que será acrescentado na produção de gasolina entre 2022 e 2030.

Durante a votação, os deputados acolheram emendas apresentadas pelos relatores, como a que reduz a multa cobrada aos distribuidores de combustíveis: enquanto a cobrança poderia variar, no projeto original, entre R$ 100 mil e R$ 500 milhões, o descumprimento da meta individual terá R$ 50 milhões como limite máximo da multa.

O projeto também cria instrumentos de estímulo à prática de combate às emissões, como a Certificação da Produção Eficiente de Biocombustíveis e o Crédito de Descarbonização, que poderá ser emitido pelos distribuidores de combustíveis para comprovarem o cumprimento da meta individual.

São considerados biocombustíveis florestais, os combustíveis sólidos, líquidos e gasosos produzidos a partir da biomassa florestal, tais como lenha e carvão. Buscando o incremento da medida, o texto prevê incentivos financeiros e fiscais, além de apoio ao cooperativismo.

Algumas emendas apresentadas pelos parlamentares em plenário também foram acolhidas, como a que assegura participação prioritária de agricultores familiares e produtores de biodiesel de pequeno porte na comercialização do produto por meio de leilões públicos. Ao relatar o projeto, o deputado Evandro Gussi (PV-SP) argumentou que a proposta induz os agentes privados na direção do aproveitamento “cada vez mais intensivo” da “bioenergia nas suas diferentes formas”.

Destaques propostos por deputados da oposição foram rejeitados pelos parlamentares. É o caso do pedido do PSOL de votação em separado, que visava a impedir a conversão de áreas ocupadas por vegetação nativa para a produção de biocombustíveis, utilizando somente áreas degradadas ou do aproveitamento de resíduos vegetais.

Na tarde de hoje, a Petrobras se posicionou favoravelmente à aprovação do projeto. De acordo com a empresa, a iniciativa contribui para o desenvolvimento da produção de biocombustíveis no Brasil, contribuindo para a sustentabilidade e preservação ambiental.

(Agência Brasil)

Faltou dinheiro para bolsas da Funcap

Por falta de recursos provenientes do Governo do Estado, 750 bolsas de iniciação científica da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap) para dez universidades e instituições de pesquisa do Ceará não foram renovadas. O investimento mensal nas bolsas era de, pelo menos, R$ 300 mil. Pró-reitores das universidades defendem que a interrupção do repasse prejudica o fomento à pesquisa e acarreta retrocessos.

Após o corte de 100% das bolsas da Funcap, houve redução de 17% a 25% na oferta total de bolsas em cada universidade — incluindo as disponibilizadas por outras instituições de apoio científico. No caso da Funcap, as bolsas de iniciação científica eram ofertadas em edital, anualmente. Com duração de 12 meses, o estudantes recebiam R$ 400 por mês.

No caso da Universidade Federal do Ceará (UFC), a suspensão do tradicional repasse da Funcap veio no momento em que a instituição recebe avaliações positivas a níveis nacional e internacional. A UFC recebeu nota máxima na avaliação do Conceito Institucional, feita pelo Ministério da Educação (MEC). Três programas de mestrado e doutorado da UFC atingiram padrão máximo internacional em avaliação de cursos no Brasil.

Para a professora Verônica Teixeira, representante dos coordenadores de pós-graduação no Conselho Universitário de Ensino e Pesquisa (Cepe), a situação é desmotivadora. “A gente passa por esse corte e, de forma irônica, a pós-graduação na UFC vive um momento incrível. A UFC foi avaliada com indicadores incríveis que fazem frente às instituições de regiões historicamente muito beneficiadas. Ao invés de receber um retorno por todo o investimento humano que a gente faz, recebemos um corte”, argumenta.

Verônica relaciona que a redução de investimento na graduação tem “impacto direto” nos programas de mestrado e doutorado. “A iniciação científica é a semente da pós-graduação. Muitos dos estudantes do mestrado e doutorado foram iniciados na graduação. Estamos há pelo menos três meses sem essas bolsas, com uma demanda enorme de projetos de cunho social e científico”, comenta, alertando para a possível mudança de um momento positivo para um “cenário de retrocesso” na academia.

“Tenho receio que esses alunos, ao invés de investir na continuidade da graduação, por falta de incentivo, saiam do Estado ou do País em busca de oportunidades que a gente não está oferecendo”, alerta. Além da UFC, não foram mais beneficiados com o edital de iniciação científica a Universidade Estadual do Ceará (Uece), o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE), a Universidade de Fortaleza (Unifor), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA), a Universidade Regional do Cariri (Urca), a Universidade Federal do Cariri (UFCA), a Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) e a Embrapa Sobral.

Sem recursos

De acordo com o presidente da Funcap, Tarcísio Pequeno, a situação “não é normal para a relação da fundação com as universidades”. “A ideia é que a gente possa lançar um novo edital ainda este ano ou no início do ano que vem. Para, em 2018, retomarmos nosso programa de bolsas de iniciação científica. Essa é a ideia, a perspectiva. Não tenho algo concreto, uma garantia absoluta. Temos entendimento com instâncias do Governo do Estado. Não é da política do Estado, foi uma dificuldade ocasional”, reconhece.

Ele explica que, em agosto do ano passado, foram contratadas 750 bolsas de iniciação científica por um período de um ano, que terminou em agosto último. “O ano se cumpriu. Mas nós não tivemos recursos para lançar novo edital que permitisse a continuidade do programa, por causa da escassez de fluxo de caixa, de recursos do Estado”, destaca. Conforme Tarcísio, a Funcap possui o programa praticamente desde que foi fundada. Ele frisa que as bolsas de iniciação científica são muito importantes porque visam capturar, o mais cedo possível, o potencial de alunos para a pesquisa. (Ana Rute Ramires)

(O POVO – Repórter Ana Rute Ramires)

Planeta com temperatura similar à da Terra é achado próximo ao sistema solar

Uma equipe internacional de cientistas descobriu um planeta com tamanho e temperatura similares ao da Terra, situado a apenas 11 anos-luz do sistema solar, segundo informou nesta quarta-feira (15) o Observatório Europeu do Sul (ESO).

O planeta, que foi chamado de Ross 128 b, é o mais próximo já descoberto que orbita em torno de uma estrela anã vermelha inativa, o que pode aumentar a probabilidade de reunir as condições necessárias para abrigar vida, de acordo com estudo publicado pela revista Astronomy & Astrophysics.

A equipe responsável pela descoberta utilizou o caçador de planetas Harps (motor de busca de alta precisão por velocidade radial) da ESO, instalado no Observatório La Silla, do Chile.

O novo planeta é agora o segundo com temperatura similar à Terra mais próximo – após Proxima b – e será, de acordo com o observatório, um alvo perfeito para o telescópio ELT (Extremely Large Telescope) do ESO, capaz de buscar biomarcadores na sua atmosfera.

Segundo as observações feitas até agora, o exoplaneta de baixa massa orbita em torno da estrela anã vermelha Ross 128 a cada 9,9 dias, e espera-se que tenha temperatura superficial que pode ser similar à da Terra.

Apesar de estarem entre as mais comuns, as anãs vermelhas são boas para a busca de exoplanetas, por serem um dos tipos de estrela mais frias e frágeis do universo, embora muitas emitam labaredas que, ocasionalmente, banham de radiação ultravioleta letal e raios-X os planetas que as orbitam.

No entanto, parece que a Ross 128 b é uma estrela muito mais tranquila, de maneira que seus planetas possam ser os locais habitáveis mais próximos, ressaltou o ESO.

Embora esteja atualmente a 11 anos-luz da Terra, o astro se move em nossa direção e espera-se que se transforme no “vizinho estelar mais próximo em apenas 79 mil anos, um piscar de olhos em termos cósmicos”, passando a ser o exoplaneta mais próximo, destacam os cientistas.

Com os dados de Harps, a equipe descobriu que o Ross 128 b orbita 20 vezes mais perto de sua estrela que a distância entre a Terra e o Sol.

Apesar dessa proximidade, recebe apenas 1,38 vez mais radiação que a Terra e calcula-se que a sua temperatura de equilíbrio se encontre entre -60 e 20 graus Celsius, graças à natureza fria de sua pequena estrela anã vermelha, que tem pouco mais que a metade da temperatura superficial do Sol.

(Agência Brasil)

Fiocruz do Ceará será inaugurada no fim deste mês de novembro

Aguardando a inauguração.

O coordenador da Fiocruz no Ceará, Carlile Lavor, confirma, para o fim deste mês, no município do Eusébio (Região Metropolitana de Fortaleza), a inauguração do equipamento.

Isso, após quase nove anos desde que teve inicio a elaboração do projeto e processos de negociação coma Fiocruz, do Rio.

A unidade da Fiocruz do Ceará, de acordo com Lavor, já opera oferecendo cursos de pós-graduação e pesquisa com laboratórios.

(Foto – Paulo MOska)