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R$ 300 milhões – Marcos Pontes busca recursos para rombo na Ciência e Tecnologia

O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Marcos Pontes, afirmou que a pasta busca um crédito suplementar para sanar o rombo de R$ 300 milhões.

Desde julho, o CNPq suspendeu a seleção de bolsistas no Brasil e no exterior até o dia 30 de setembro à espera de crédito.

O CNPq é a principal instituição federal financiadora de pesquisas no país juntamente com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). O conselho custeia desde alunos em programas de iniciação científica a projetos de pesquisa de professores e pesquisadores em instituições como universidades e centros de pesquisa.

Pontes disse que o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, teria “dado a palavra” de que haveria uma solução para o caso com a garantia de recursos.

(Com a Agência Brasil)

Nasa faz novo registro de Júpiter

A Agência Espacial Norte-Americana (Nasa) divulgou em seu site nova imagem de Júpiter, o maior planeta do sistema solar e quinto mais próximo do sol, depois de Marte e antes de Saturno.

A foto foi feita no final de junho pelo telescópio espacial Hubble – satélite artificial lançado pela Nasa na década de 1990.

A imagem permite visão da mancha de cor vermelha, em tom alaranjado, e das nuvens de gelo e amônia que circulam Júpiter. O planeta estava a mais de 640 milhões de quilômetros da Terra. Pesquisadores da Nasa também observam a ocorrência de ciclones no astro.

(Agência Brasil)

Cientistas criam lente de contato que dá zoom

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Um estudo publicado, na última semana, na Advanced Functional Materials apresentou um protótipo de lentes de contato que permitem dar zoom em determinados objetos.

As lentes são bem fáceis de usar: o indivíduo deve piscar duas vezes seguidas para dar zoom e repetir o mesmo procedimento para voltar à visão normal. Isso só é possível devido à diferença de potencial elétrico entre a parte da frente e de trás do globo ocular. O olho tem um campo elétrico que pode ser medido quando realizamos determinados movimentos, como olhar para a esquerda, direita ou piscar.

O que o protótipo faz é identificar os sinais elétricos do movimento (no caso, as duas piscadelas) e traduzi-lo no zoom. As lentes são feitas de um material flexível parecido com o cristalino — a parte do olho responsável pelo foco. Ao receber os sinais, as lentes são capazes de mudar de forma para alterar sua distância focal em até 32%.

Sem dinheiro, CNPq suspende seleção de bolsistas

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E agora?

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) suspendeu, até o dia 30 de setembro, a segunda fase de um processo de seleção de bolsistas no Brasil e no exterior, por falta de recursos. A retomada do financiamento de projetos que contribuam para o desenvolvimento científico e tecnológico e a inovação no Brasil depende, agora, da liberação de um crédito suplementar.

Os detalhes do processo seletivo foram divulgados em junho do ano passado, pela agência vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia Inovações e Comunicações (MCTIC). A chamada pública (CNPq Nº 22/2018) criou oportunidades para que propostas de doutorado e pós-doutorado selecionadas fossem financiadas com recursos do orçamento do CNPq. O valor global é estimado em R$ 60 milhões, mas a liberação do dinheiro depende de disponibilidade orçamentária e financeira do conselho.

A primeira fase da chamada pública foi cumprida e a previsão é que as bolsas sejam concedidas até agosto deste ano. Para essa fase, foram liberados R$ 51 milhões. Para a segunda fase, que foi suspensa, as bolsas começariam a ser pagas entre setembro deste ano e fevereiro de 2020. De acordo com a previsão global do edital, restam R$ 9 milhões a serem liberados.

“O processo foi suspenso no aguardo de uma recomposição orçamentária, tendo em vista que o orçamento aprovado para 2019 tem um déficit de cerca de R$ 300 milhões na rubrica de bolsas. Se houver um crédito suplementar destinado ao CNPq, as bolsas poderão ser concedidas, no limite dos recursos que forem destinados”, destacou, em nota, o CNPq.

Reação

A suspensão gerou reação de entidades ligadas à ciência no Brasil, como a Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (Anped), o Fórum Nacional de Diretores de Faculdades, Centros de Educação ou Equivalentes das Universidades Públicas Brasileiras e a Associação Nacional de Pesquisadores em Financiamento da Educação.

Em nota conjunta, as entidades lamentaram a redução dos investimentos em Ciência e Tecnologia alertando para um possível desmonte das condições de produção e internacionalização no Brasil.

“Historicamente e em todos os países com boa produção científica, a pesquisa com diálogo nacional e internacional se faz com regularidade e planejamento. As inscrições para seleção de bolsas especiais no país e exterior significam protocolos entre universidades, diálogo com supervisores no Brasil e no exterior. Não é possível produção científica quando pesquisadores não podem planejar suas ações e ao inscrever-se em um edital não sabem se ele existirá até o final”, afirmam as entidades.

(Agência Brasil)

Israel desenvolve pesquisa sobre retina artificial

O site Israel Notícias divulgou que Yael Hanein, diretora do Centro de Nanociência, Nanotecnologia e Nanomedicina da Universidade de Tel Aviv, acaba de apresentar os resultados do estudo que realizou, nos últimos 10 anos, com o objetivo de criar uma retina artificial para substituir a ação dos fotorrecetores naturais do olho, quando destruídos por degeneração macular relacionada com a idade (DMI).

De acordo com o site, os protótipos de visão artificial “foram desenvolvidos e testados no nosso laboratório, mas eram muito grandes e volumosos para uso cirúrgico”, afirma a pesquisadora. Ela adiantou que “o desafio é desenvolver algo compacto que possa ser inserido precisamente no olho e colocado na retina”.

Dentro dessa meta, os pesquisadores resolveram utilizar nanotubos de carbono, dentro dos quais são introduzidos os componentes fotossensíveis. Integrados com um polímero biocompatível, estes nanotubos podem criar o campo elétrico de estimulação retiniana necessária, adianta o estudo.

Ministro Marcos Pontes, em viagem oficial, vira atração turística da Nasa

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O presidente Jair Bolsonaro anunciou no Twitter que o ministro Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia) está na Flórida para fazer parcerias e pesquisas em ambiente de microgravidade. E que, na Nasa, ele iria se encontrar com astronautas nas celebrações dos 50 anos da Apolo 11 na lua.

Segundo informa a Coluna Radar desta quinta-feira da Veja Online, faltou o presidente contar que o ministro-astronauta será uma atração turística no Kennedy Space Center. A sua participação está até sendo comercializada lá por agências de turismo, dentro do chamado “Encontro com o astronauta Marcos Pontes”, com direito a almoço.

A entrada no complexo, onde haverá o encontro, diz um dos anúncios, custa 231 reais. Ele estará lá de 18 a 23 de julho. Serão várias palestras de vinte minutos ao longo do dia e somente uma em português, sempre às 14 horas. A opção do almoço com Pontes – o ingresso Space Pass Plus – tem uma taxa extra: 37 dólares para adultos e 19 dólares para crianças. Com direito a fotos com o protagonista.

(Foto – Agência Brasil)

Uece tem terceira patente internacional publicada

A Universidade Estadual do Ceará comemora. A Instituição obteve a publicação da terceira patente internacional, referente a uma técnica não invasiva de diagnóstico de reações alérgicas a alimentos e medicamentos. O trabalho, segundo a assessoria de imprensa da Uece, é umae Tese de Doutorado em Biotecnologia da Renorbio, orientado pela professora Maria Izabel Florindo Guedes, mostrando que a técnica, de baixo custo, consegue detectar em poucas horas na saliva da criança ou de adulto as imunoglobulinas (IgG1 e IgE) responsáveis por desencadear as reações alérgicas.

Foi desenvolvido no Laboratório de Biotecnologia e Biologia Molecular (LBBM), do Centro de Ciências da Saúde-CCS e com a Greenbean Biotecnologia, uma empresa cearense de base tecnológica, fundada em 2012, com objetivo de produzir proteínas transientes recombinantes para o desenvolvimento de kits de diagnósticos, fármacos, vacinas em plataformas vegetais, bem como desenvolve alimentos funcionais para atender os mercados humano e animal.

Publicações

A primeira patente internacional da UECE, desenvolvida pelo grupo de estudos do Laboratório de Manipulação de Óocitos e Folículos Ovarianos Pré-Antrais da Faculdade de Veterinária-Favet, foi publicada em abril deste ano. A tecnologia é relacionada à criopreservação de tecidos, aplicado a reprodução assistida de animais.

A segunda patente internacional da Uece foi o resultado de uma parceria entre a Unifor e a ACP Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (ACP), hoje empresa abrigada no Parque Tecnológico-TecParque da Uece. A pesquisa se refere a um filme de blenda polimérica com aplicação na área de Biotecnologia da Saúde, no campo da farmácia, visando o tratamento de osteorradionecrose e suas aplicações clínicas. A ACP é uma empresa de base tecnológica, especializada na pesquisa, desenvolvimento e fabricação de produtos que contenham como bioproduto a água de coco em pó para utilização em processos biotecnológicos na área da saúde humana e animal.

DETALHE – As empresas Greenbean e ACP passaram pelo programa de Incubação da Incubadora de Empresas da Uece–IncubaUece, que tem como missão, estimular e apoiar empreendedores no processo de geração, consolidação e crescimento de micro, pequenas e médias empresas no Ceará, promovendo o desenvolvimento regional sustentável.

(Foto – Divulgação)

Revista americana publica artigo sobre uso ginecológico de pele de tilápia desenvolvida na UFC

Saiu publicada na revista Fertility and Sterlity, publicação oficial da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva dos EUA, a descrição do procedimento inédito de uso da pele de tilápia para reconstrução vaginal. A informação é da assessoria de imprensa da Universidade Federal do Ceará, que é a sede dessa pesquisa.

A aplicação da pele de tilápia nesse tipo de intervenção foi desenvolvida no Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos (NPDM) da UFC e na Maternidade-Escola Assis Chateaubriand, onde a técnica começou a ser trabalhada há três anos, de forma pioneira, pelo professor Leonardo Bezerra, do Departamento de Saúde Materno-Infantil e um dos autores do artigo.

Como o público-alvo da revista é formado por ginecologistas, cirurgiões, biólogos e pesquisadores de áreas correlatas, a equipe cearense responsável pela pesquisa já está em contato com cientistas do mundo inteiro interessados em saber mais sobre a técnica, o que deve ampliar ainda mais a rede de pesquisa sobre a pele de tilápia.

Equipe

Além de Leonardo Bezerra, também assinam o artigo publicado na revista os pesquisadores Ana Cecilia Venancio, Ana Paula Negreiros Nunes Alves, Andreisa Paiva Monteiro Bilhar, Bruno Almeida Costa, Edmar Maciel Lima Júnior, Eduarda Syhara Rocha Matos, Lívia Cunha Rios, Manoel Odorico de Moraes Filho, Maria Tereza Pinto Medeiros Dias e Zenilda Vieira Bruno.

Síndrome

Também conhecida como agenesia vaginal, a síndrome de Rokitansky é considerada rara. Ocorre na proporção de 1 para cada 4.000 ou 5.000 nascimentos femininos e provoca alterações no útero e na parte interna da vagina, tornando o canal vaginal muito curto ou inexistente. Externamente, não há diferença em relação a uma vagina normal. Por isso, embora exista desde o nascimento da pessoa, o problema geralmente só é percebido na adolescência, devido a fatores como a ausência de menstruação.

A forma tradicional de fazer a construção do canal é a utilização de parte da pele da virilha da própria paciente. “Só que é uma cirurgia estigmatizante, pois deixa cicatrizes grandes, além de ser um procedimento de longa duração, com muitos riscos de complicações”, explica o Prof. Leonardo Bezerra.

No método desenvolvido na MEAC, cujo primeiro caso é relatado no artigo, a cirurgia é realizada abrindo-se um espaço entre a vagina e o ânus, forrando-o com a pele de tilápia. Após o procedimento, coloca-se um molde com formato de canal vaginal (também revestido com pele de tilápia), impedindo que as paredes da neovagina se fechem. Após alguns dias, o molde é removido e o canal está formado.

“Por incrível que pareça, a pele de tilápia se transforma no epitélio vaginal”, diz o Prof. Leonardo Bezerra. Ou seja, com o tempo, a prótese biológica se torna idêntica à pele da vagina, com as mesmas células e mesmas características funcionais e anatômicas, possibilitando inclusive que as pacientes tenham relações sexuais normalmente.

Pesquisas

A pele de tilápia é objeto de ampla pesquisa na UFC. Os estudos são coordenados pelo Prof. Odorico de Moraes (coordenador do NPDM) e pelo médico Edmar Maciel, presidente do Instituto de Apoio ao Queimado (IAQ) ‒ ambos estão entre os autores do estudo publicado na Fertility and Sterility.

Além da eficácia no tratamento de queimados, a pele de tilápia também tem sido aplicada com êxito em cirurgias ginecológicas. Recentemente, em procedimento também inédito no mundo, a pele foi usada na reconstrução vaginal após a redesignação sexual de uma paciente trans . Atualmente, há estudos sobre o uso do material em seis países, com 43 projetos de pesquisa em andamento.

(Foto – Viktor Braga)

NASA fez experiência com peles de tilápia; Ceará receberá produto de volta para análises

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Marcelo Borges, Jair Bolsonaro, Edmar Maciel e Odorico Moraes.

Chegarão ao Ceará, nesta semana, as amostras de pele de tilápia que foram levadas para o espaço no último dia 20, dentro de uma experiência realizada pela NASA (Virgínia-EUA) com um grupo de astrônomos da cidade de Campos/RJ.

De posse do produto, que está sendo utilizado em várias áreas da Medicina, Veterinária e Odontologia, os pesquisadores deverão analisar o comportamento das peles após terem sido submetidas a altas pressões atmosféricas, radiações e microgravidade. A ordem é verificar se essas ações causaram alguma interferência nas propriedades médicas da pele de tílápia.

A pesquisa está sendo desenvolvida em seis estados brasileiros (PE, RS, GO, SP, RJ e PR) e igual número de países (EUA, Alemanha, Holanda, Colômbia, Guatemala e Equador), por um grupo de 189 pesquisadores. Isso faz parte da Etapa 63, constituída de 42 projetos.

Os três cientistas que estão à frente da pesquisa, Edmar Maciel, Odorico Moraes e Marcelo Borges, apresentaram a pesquisa ao presidente Jair Bolsonaro, em Brasília, em maio deste ano.

(Foto – Pesidência da República)

Trecho do Anel Viário será interditado na próxima segunda-feira

Na próxima segunda-feira, a Secretaria da Infraestrutura do Ceará realizará serviço de drenagem no entroncamento da CE-010 com a CE-040, no Eusébio (Região Metropolitana de Fortaleza). Segundo a assessoria de imprensa do órgão, o trabalho faz parte das obras de construção do viaduto do Anel Viário sobre a CE-040, que integra a duplicação do 4° Anel Viário, realizada pela Superintendência de Obras Públicas do Ceará.

Para executar os serviços, o trecho da rodovia CE-010, no sentido Av. Maestro Lisboa/CE-040, será interditado por 15 dias. Os motoristas que trafegam pelo local deverão acessar a CE-040 dobrando à direita na rua Isabel Tavares e, em seguida, à esquerda na avenida Moraes de Almeida. Os pontos estarão devidamente sinalizados.

(Foto – Arquivo)

Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos divulga nota sobre a “pílula do câncer”

Odorico Moraes, diretor do NPDM, da UFC.

O Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos (NPDM), da Universidade Federal do Ceará, manda nota para o Blog. O objetivo é esclarecer como está a situação das pesquisas em torno da chama “pílula do câncer” (fosfoetanolamina). Confira:

Nota de Esclarecimento

Tendo em vista a enorme repercussão do ensaio clínico que está sendo realizado com a FOSFOETANOLAMINA (conhecida popularmente como pílula do câncer) no Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos (NPDM) da Universidade Federal do Ceará, cabem alguns esclarecimentos à população:

1. O experimento clínico de Fase I, que está em andamento, faz parte de uma solicitação do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) ao NPDM, cujos trabalhos foram iniciados em 2016 com os testes pré-clínicos in vitro, em cultura de células tumorais, e in vivo, em animais portadores de câncer;

2. O atraso na realização desta etapa da pesquisa em seres humanos deveu-se a demora na obtenção da FOSFOETANOLAMINA sintetizada de acordo com a metodologia desenvolvida pelos inventores, obedecendo às boas práticas de fabricação e o controle de qualidade requeridos para o ensaio clínico;

3. O ensaio clínico Fase I consiste em avaliar a segurança da substância teste (FOSFOETANOLAMINA) em seres humanos sadios, o que compreende a determinação da dose máxima tolerada, os possíveis efeitos colaterais e o estudo farmacocinético;

4. Portanto, é importante enfatizar que no estudo Fase I não estará sendo avaliada uma possível atividade anticâncer da FOSFOETANOLAMINA;

5. Ressalte-se que, após a conclusão do estudo Fase I, ficará encerrada a participação do NPDM no estudo da FOSFOETANOLAMINA;

6. O NÚCLEO DE PESQUISA E DESENVOLVIMENTO DE MEDICAMENTOS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ estará sempre disponível para atender as demandas e desafios da sociedade no que diz respeito a pesquisa e desenvolvimento de medicamentos.

*Odorico Moraes,

Médico e professor titular da Faculdade de Medicina da UFC e diretor do Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos (NPDM).

Aluno de Rondônia expõe em Fortaleza sensor de detecção de vazamento de gás de baixo custo

Um estudante do Ensino Médio de Rondônia criou um sensor inovador, de baixo custo, para detecção de vazamento de gás. É Gabriel dos Santos Mota, de 18 anos, aluno do Centro de Ciência e Tecnologia (CCT) de Nova Mutum Paraná. Ele criou um sensor que dispara alarme a partir da detecção de vazamento de gás GLP, com alcance do som de até 12 metros e duração de 10 segundos, acende uma lâmpada LED vermelha e aciona uma válvula para travar o botijão de gás.

Este trabalho será um dos destaques na Expo Milset Brasil, evento que começou em Fortaleza, na última terça-feira, e segue até esta sexta. O evento, aberto ao público, acontece das 9 às 18 horas, no Hotel Oasis Atlântico Imperial, com divulgação de projetos de Ciências, Tecnologia, Artes e Inovação. O objetivo é popularizar a ciência entre os jovens.

A feira em Fortaleza vai expor cerca de 120 trabalhos, reunindo alunos do ensino infantil, médio, técnico e superior de todo o Brasil e também da Argentina, Chile, Paraguai, México e Peru. Gabriel foi selecionado para expor no evento depois de conquistar o primeiro lugar na edição 2018 da Feira de Rondônia Científica e de Inovação Tecnológica (Ferocit), promovida pelo Governo de Rondônia, na categoria Ensino Médio.

Para a feira em Fortaleza, o aluno adicionou uma novidade: no caso de vazamento de gás, o sensor vai enviar uma mensagem pela Internet para o dono da casa, que assim fica sabendo do problema em tempo real. “No meu projeto consigo fazer o equipamento a um custo de R$ 80, o que facilita a oferta de equipamentos mais baratos”, afirma. O preço de sensores de detecção de vazamento de gás já existentes no mercado pode chegar a R$ 1.200, segundo pesquisa feita por ele.

A Expo Milset Brasil é promovida pela associação sem fins lucrativos Pelo Movimento e Aprendizagem do Brasil, em parceria com o Governo do Estado, Prefeitura de Fortaleza, Unesco, MILSET internacional, Universidade Federal do Ceará e Universidade Estadual do Ceará.

Jovem pesquisador

Gabriel representará Rondônia acompanhado da orientadora, coordenadora do CCT, Ailnete Nascimento. “O trabalho dele é espetacular e evita acidentes domésticos, explosões de grande extensão a um baixo custo. Gabriel é um menino muito inteligente, curioso, já chegou aqui com uma bagagem de conhecimento dele mesmo. Ele vai atrás das coisas”, afirma a professora Ailnete.

Aluno do 3º ano do Ensino Médio, Gabriel sonha em fazer curso técnico de Mecatrônica e depois curso superior na mesma área. Ele diz que sempre quis participar de uma feira de ciências, mas ganhou a motivação que faltava quando passou a estudar no Centro de Ciência e Tecnologia (CCT), que funciona como anexo do Colégio Tiradentes da Polícia Militar (CTPM II) em Jaci-Paraná, a cerca de 18km de Nova Mutum Paraná.

Durante a implantação da Usina Hidrelétrica (UHE) Jirau, a Energia Sustentável do Brasil S.A. (ESBR), concessionária da usina, investiu mais de R$ 200 milhões, no âmbito do Programa de Compensação Social, em ações para contribuir com a melhoria da qualidade de vida e o desenvolvimento social e econômico local e regional.

Dentre os investimentos realizados como parte deste Programa, merece destaque a construção da unidade do Colégio Tiradentes da Polícia Militar (CTPM II), localizada em Jaci-Paraná, entregue ao Governo do Estado de Rondônia em fevereiro de 2014. Com espaço de 7.000 m2, 21 salas de aula, biblioteca, auditório, laboratórios, sala de multimídia, refeitório, quadra coberta, vestiários, salas de ginástica e outros espaços, o colégio tem capacidade para atender mais de 800 alunos.

(Por Débora Cronemberger/Foto – Divulgação)

Ministro Marcos Pontes participa das comemorações dos 100 anos do eclipse de Sobral

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Marcos Pontes, o astronauta ministro, falou sobre planos da pasta.

O ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, participar, nesta manhã de quarta-feira, em Sobral (Zona Norte), das comemorações do centenário do eclipse que levou Einstein a comprovar sua Teoria da Relatividade. O evento ocorre no Centro de Convenções e reúne várias autoridades ciceroneadas pelo prefeito Ivo Gomes (PDT).

O governador Camilo Santana, a vice-governadora Izolda Cela, o presidente do Poder Legislativo, José Sarto, o secretário Inácio Arruda (Secitece), o deputado federal Leônidas Cristino e pesquisadores participam do evento, que teve a fala não só do ministro mas, também, do ex-ministro Ciro Gomes.

Em sua fala, Ciro exaltou o feito de Eisntein e destacou que só a educação e a tecnologia poderão melhorar a condição da vida humana. Ele não disparou, nessa ocasião, críticas contra o governo Bolsonaro.

Ainda dentro da programação festiva, o Museu do Eclise será reinaugurado nesta noite de quarta-feira, após passar por reforma.

(Fotos – Blog do Veríssimo)

Universidade cria técnica que identifica uso de agrotóxicos em frutas

Um estudo desenvolvido pela Universidade Federal de Goiás (UFG) possibilitará, a produtores e autoridades sanitárias, identificar e mensurar o uso de agroquímicos – em especial pesticidas e fungicidas – nas frutas e legumes consumidos no país.

Segundo pesquisadores, a técnica poderá ser usada também para checar se os produtos enviados ao exterior estão em conformidade com a legislação estrangeira no que se refere a agrotóxicos.

O orientador da tese, professor do Instituto de Química da UFG, Boniek Gontijo, explica que a técnica permite, também, evitar “as discrepâncias entre a quantidade sugerida nos rótulos de agrotóxicos e a quantidade suficiente para que o agroquímico exerça sua função. Em geral, eles sugerem uma quantidade maior do que a necessária, com o objetivo de aumentar seus lucros”, justificou o professor.

Desenvolvida em parceria com a Louisiana State University (EUA), a técnica foi usada, inicialmente, para identificar o nível de penetração do fungicida imazalil em maçãs.

“Constatamos que a substância penetra além da casca da fruta, atingindo em pouco tempo suas estruturas internas, o que pode prejudicar a saúde do consumidor, mesmo que a casca seja lavada”, disse o orientador do estudo.

Molécula não é degradada pela luz

“Ao contrário do que é dito nas especificações do fungicida, sua molécula não é degradada pela luz e, com isso, acaba penetrando na fruta”, acrescentou, referindo-se especificamente ao imazalil, utilizado para inibir o desenvolvimento de fungos, postergando o apodrecimento do produto.

Contatada pela Agência Brasil, a Associação Brasileira dos Produtores de Maça (ABPM) informou que este fungicida não é usado nos produtos nacionais.

“O ingrediente ativo Imazalil, apesar de estar registrado para uso em pós-colheita, não é utilizado na cultura da maçã no Brasil. Ademais, segundo relatório da Anvisa, publicado em 2016, de 764 amostras enviadas para análise de resíduos, apenas 0,65% ou 5 amostras detectaram a presença de resíduos de Imazali”, explica o diretor executivo da ABPM, Moisés Lopes de Albuquerque.

Ele acrescenta que, para fazer o levantamento, a Anvisa coleta amostras na gôndolas de supermercados, o que inclui maçãs nacionais e importadas. “Portanto, relacionamos a detecção da substância em 5 amostras à fruta importada”, afirmou. Segundo Moisés Albuquerque, de cada 10 maçãs consumidas no Brasil, 9 foram produzidas em solo brasileiro.

“Usamos, no estudo em parceria com a universidade norte-americana, maças comercializadas naquele país para avaliar como se dá a penetração de pesticidas em frutas. Trata-se de um estudo piloto no sentido de identificarmos maneiras mais fáceis de avaliar a penetração de fungicidas em frutas e legumes”, disse Boniek Gontijo.

“Apesar de o Brasil não fazer uso deste fungicida, a técnica desenvolvida permite desenvolvermos métodos sobre a aplicação de outros pesticidas, fungicidas ou agroquímicos em outros hortifrutis. Inclusive, já estamos trabalhando com tomate em uma abordagem similar”, acrescentou.

(Agência Brasil)

Fenômeno que confirmou a Teoria da Relatividade completa 100 anos

O Observatório Nacional abriu hoje (24), com um seminário especial, as comemorações do centenário do eclipse de Sobral (CE), que comprovou a Teoria da Relatividade Geral, do físico alemão Albert Einstein. A Teoria da Relatividade foi proposta por Einstein em 1915 e é um dos pilares da física moderna ao lado da mecânica quântica. O eclipse de Sobral completa 100 anos no próximo dia 29.

Na avaliação do astrofísico e pesquisador do Observatório Nacional Jailson Souza de Alcaniz, o eclipse de Sobral foi a primeira comprovação observacional da teoria da relatividade geral e abriu caminho para uma nova teoria da gravitação. “Quando é demonstrado, pela observação, que a teoria de Einstein é correta no campo gravitacional, isso abre caminho para outros testes. A relatividade geral tem pouco mais de 100 anos agora e a grande maioria dos experimentos e observações é inquestionável”, disse o pesquisador.

Jailson Alcaniz lembrou que depois do fenômeno de Sobral vieram outras evidências. Segundo ele, a relatividade geral explica muito bem a existência, por exemplo, dos chamados buracos negros supermassivos, encontrados principalmente nos centros das galáxias. Recentemente, as ondas gravitacionais previstas pela teoria de Einstein foram detectadas e a velocidade de propagação dessas ondas é exatamente a velocidade da luz, conforme previsto pelo físico teórico alemão.

Segundo o astrofísico, em várias escalas de comprimento diferentes, sejam escalas mais locais do sistema solar, na galáxia, e também fora dela, a relatividade geral tem se mostrado uma teoria de gravitação bem consistente “e, possivelmente, muito próximo do que deve ser a realidade”.

Desafio

Jailson Alcaniz disse que o grande desafio agora consiste em se estudar o universo em grandes escalas na cosmologia. Isso se explica porque, em 1998, foi descoberto que o universo não só se expandia, como foi comprovado em 1929, mas também que essa expansão ocorria aceleradamente. Para explicar isso na relatividade geral, o pesquisador disse ser necessário introduzir o conceito de uma componente extra no universo que se denomina energia escura.

“Só que a gente não sabe nada sobre a origem dessa componente, que deveria contribuir com cerca de 70% da composição do universo. Como a gente não sabe nada sobre a origem e a natureza dela, uma parcela da comunidade científica vê esse fenômeno da aceleração cósmica como, possivelmente, uma primeira evidência de que em escalas muito grandes, cosmológicas, a relatividade geral, talvez, precise ser substituída por uma teoria mais geral do campo gravitacional, que explique a aceleração do universo sem a necessidade de postular a existência de uma energia escura”, explicou.

De acordo com o astrofísico, o grande desafio agora da relatividade geral é a compreensão sobre o campo gravitacional. Jailson Alcaniz disse que isso virá a ocorrer nas próximas décadas, quando as grandes campanhas observacionais da estrutura de grande escala do universo vão confirmar se existe um desvio da relatividade geral impressa na distribuição de galáxias ou se, de fato, a relatividade geral é comprovada não só em escalas menores, como também na maior escala, que é a escala cosmológica. “É um desafio que a teoria tem para a próxima década”.

Cooperação

O Brasil já tem cientistas trabalhando com essa finalidade. O Observatório Nacional lidera, junto com pesquisadores espanhóis, um grande projeto que vai observar “centenas de milhões de galáxias” a partir do próximo ano, disse Jailson Alcaniz.

Esse projeto permitirá fazer esse tipo de pesquisa que é procurar um “print” ou da relatividade geral ou de alguma teoria de gravidade em queda na distribuição de galáxias em grande escala no universo. O Brasil participa de algumas parcerias que vão ter como objetivo esse teste da relatividade geral e da gravitação.

Hoje (24), termina o encontro, na Espanha, entre cientistas do Observatório Nacional e espanhóis. Alcaniz disse, entretanto, que a observação “pra valer” começa em 2020. “Mas já no primeiro ano a gente vai ter dados para iniciar essa pesquisa e colocar isso para funcionar”.

Se as suposições forem comprovadas, o astrofísico assegurou que terá uma repercussão e importância tão grandes como foi o eclipse de Sobral. “Você hoje mostra, a partir das observações, que a teoria da relatividade geral funciona muito bem nas escalas menores, mas em escala cosmológica tem que ser substituída por uma outra”.

Para a física teórica e para a compreensão da redução gravitacional, do espaço, do tempo e da história do universo, “isso seria uma revolução”, disse o pesquisador.

(Agência Brasil)

UFC – Estudo aponta que um em cada cinco brasileiros pode ter diabetes

Conduzida pelo Conselho Federal de Farmácia, com apoio da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), um estudo da Farmácia-Escola da Universidade Federal do Ceará revela: um em cada cinco  brasileiros sem diagnóstico prévio pode ter diabetes mellitus. A coleta dos dados locais ocorreu entre 19 de novembro e 5 de dezembro do ano passado, informa a assessoria de imprensa da UFC.

Na Farmácia-Escola da UFC foram 87 pessoas atendidas, das quais 38 homens e 49 mulheres, com média de idade de 52 anos. Cada participante teve medidos glicemia capilar, peso, altura, circunferência abdominal, índice de massa corpórea (IMC) e ainda respondeu ao questionário FINDRISC, ferramenta de rastreio para detecção de casos de hiperglicemia e diabetes. Ao fim do atendimento, o resultado foi disponibilizado individualmente, juntamente com orientações farmacêuticas a respeito da importância da prática de hábitos saudáveis de vida e de acompanhamento médico.

Homens em risco

Os dados coletados pela UFC mostram que, entre os homens, 37,25% apresentaram risco alto ou muito alto de desenvolvimento de diabetes. Já entre as mulheres esse índice chegou a 42,5%. A média geral da dosagem de glicemia foi de 123 mg/dL, com média masculina de 128 mg/dL e feminina de 117 mg/dL.

Uma particularidade dos dados locais é que 39,55% dos pacientes apresentaram risco alto ou muito alto de desenvolvimento de diabetes, índice maior do que o nacional, que foi de 22,60%. Isso indica um risco maior de desenvolvimento do diabetes na população fortalezense do que a média brasileira. Os riscos alto e muito alto indicam que um em cada três (risco alto) e um em cada dois (muito alto) pacientes desenvolverá diabetes nos próximos 10 anos, respectivamente, na Capital.

No Brasil, 17.580 pessoas foram avaliadas pelo estudo. Delas, 18,4% apresentaram glicemia elevada. No total, foram cerca de mil farmacêuticos de farmácias públicas e privadas, em 345 municípios. Os fatores de risco mais presentes foram o sedentarismo (68%), a não ingestão de verduras e frutas todos os dias (43%) e o histórico familiar (37%).

SERVIÇO

*O estudo na íntegra encontra-se disponível no site do Conselho Federal de Farmácia: http://www.cff.org.br.

(Foto – UFC)