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Camilo parabeniza filme cearense, maior vencedor do Festival de Gramado

O filme cearense Pacarrete, rodado no município de Russas, no Baixo Jaguaribe, a 165 quilômetros de Fortaleza, foi o maior vencedor este ano do Festival de Gramados, com oito premiações: melhor filme (pelo júri e pelo público), diretor, ator (João Miguel), atriz (Marcélia Cartaxo), atriz coadjuvante (Soia Lira), roteiro e desenho de som.

Por meio do Facebook, o governador Camilo Santana parabenizou a produção e os participantes da obra.

Já o deputado estadual Acrísio Sena ressaltou que a produção “é um exemplo do talento e da garra empreendedora do cearense”.

O filme conta a história real de uma bailarina e ex-professora, moradora de Russas, que sonha em se apresentar na festa da cidade. Com voz estridente, grita frases desconexas pelas ruas, quando então é apontada como louca pelos moradores.

29º Cine Ceará – Programação oficial é divulgada

O 29º Cine Ceará ‒ Festival Ibero-Americano de Cinema teve a programação, que ocorrerá de 30 de agosto a 6 de setembro, em Fortaleza, divulgada nesta quarta-feira pela assessoria de imprensa da Universidade Federal do Ceará.

O festival, que contará com mais de 40 filmes, bateu recorde de inscritos, recebendo mais de 1.271 filmes de 12 países. A abertura será no dia 30 para convidados, no Cineteatro São Luiz.

Para os outros dias, os ingressos estarão disponíveis na bilheteria, gratuitamente, uma hora antes do início de cada sessão

Depois de estrear no Festival de Cannes, no qual foi premiado como melhor filme na mostra “Un Certain Regard”, a ficção A vida invisível, de Karim Aïnouz, será o filme de abertura, fazendo sua estreia nacional. O diretor cearense será homenageado antes da exibição e receberá o troféu Eusélio Oliveira. Além de Aïnouz, estarão presentes as atrizes Fernanda Montenegro, Julia Stockler e Carol Duarte.

No sábado (31), o longa Maria do caritó, de João Paulo Jabur, terá sua première mundial, com a presença do diretor, do autor Newton Moreno, responsável pela peça homônima de sucesso, da produtora executiva Elisa Tolomelli e da atriz Lilia Cabral, que será a segunda homenageada do Cine Ceará, recebendo também o troféu. Na mesma noite, o primeiro dos sete longas que concorrem ao troféu Mucuripe será exibido, Canção sem nome (Peru), de Melina León, que estreou no Festival de Cannes.

No domingo, dia 1º de setembro, o documentário Ressaca (Brasil), de Patrizia Landi e Vincent Rimbaux, exibido no Festival International Documentaire (FIPADOC) 2019, em Biarritz, e no Festival International du Grand Reportage d’Actualité (FIGRA) 2019, em Saint-Omer, ambos na França, dá continuidade à Mostra Competitiva Ibero-Americana de Longa-Metragem. Os diretores estarão presentes à sessão.

Em seguida, o cineasta cearense Rosemberg Cariry leva mais um longa ao Cine Ceará, Notícias do fim do mundo, fazendo sua estreia mundial.

Na segunda-feira (2), será a vez da première mundial do documentário de Betse de Paula, Vozes da floresta, com a presença da diretora. O público vai conferir também a coprodução entre México, Grécia e República Dominicana lançada mundialmente no Festival de Roterdã, Luciérnagas, de Bani Khoshnoudi, que estará presente na sessão.

Na terça-feira (3), terá início a Mostra Competitiva Brasileira de Curta-Metragem com os filmes As constituintes de 88, do carioca Gregory Baltz; Livro e meio, de Giu Nishiyama e Pedro Nishi; e Primeiro ato, de Matheus Parizi, ambos de São Paulo; e o cearense Além da jornada, de Victor Furtado e Gabriel Silveira. Em seguida, o longa cubano A viagem extraordinária de Celeste Garcia, de Arturo Infante, que teve estreia no Festival de Toronto, participa da competitiva de longas fechando a noite no Cineteatro São Luiz.

A segunda noite da mostra de curtas levará às telas três cearenses: Oração ao cadáver desconhecido, de Sávio Fernandes; Marco, de Sara Benevenuto; e O tempo do olhar e o olhar no tempo, de Samuel Brasileiro, além de Marie, do pernambucano Leo Tabosa, que venceu o festival em 2018 com o curta Nova Iorque.

Depois da exibição dos curtas-metragens, o festival terá sua terceira exibição hors-concours (fora de competição) com o documentário Soldados da borracha, de Wolney Oliveira, premiado como melhor longa-metragem nacional pelo júri da Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-Metragistas de São Paulo (ABD-SP), no festival É Tudo Verdade.

Já na quinta-feira, dia 5 de setembro, serão exibidos o curta de São Paulo Rua Augusta, 1029, de Mirrah Iañez; o carioca O grande amor de um lobo, de Adrianderson Barbosa e Kennel Rógis; o cearense Pop ritual, de Mozart Freire; e o alagoano Ilhas de calor, de Ulisses Arthur. Em seguida, Greta, longa de Armando Praça que estreou no Festival de Berlim e é protagonizado por Marco Nanini, terá sua primeira exibição no Brasil.

Na sexta-feira (6) será realizada a premiação e a cerimônia de encerramento do festival. O ator Matheus Nachtergaele será o terceiro homenageado do festival. O longa Pacarrete, de Allan Deberton, será a quarta exibição especial na programação, fechando o 29º Cine Ceará. O filme estreou mundialmente no Festival Internacional de Cinema de Xangai.

O público também poderá conferir a mostra “Olhar do Ceará”, que apresentará 20 filmes cearenses, dos quais 3 longas e 17 curtas, e o curta dos alunos do Projeto Compartilha Animação, da ENEL. Também marcam presença no festival as mostras sociais “Melhor Idade”, “Acessibilidade” e “O Primeiro Filme a Gente nunca Esquece”, além de exibições especiais, intervenções artísticas e o projeto Música na Praça.

Serão lançados os livros A história do cinema para quem tem pressa, de Celso Sabadin, no dia 31, e Fissuras e fronteiras – O coletivo Alumbramento e o cinema contemporâneo brasileiro, de Marcelo Ikeda, no dia 6 de setembro, ambos no Hotel Oásis Atlântico, ao meio-dia. No Instituto do Ceará, nos dias 4 e 5 de setembro, o festival realiza o curso “Histórias de Cinema no Acervo do Arquivo Eusélio Oliveira – UFC”, com a Profª Ana Carla Sabino.

Os vencedores das duas mostras competitivas do 29º Cine Ceará serão agraciados com o troféu Mucuripe. Os longas serão premiados nas categorias Melhor Filme, Direção, Fotografia, Montagem, Roteiro, Som, Trilha Sonora Original, Direção de Arte, Ator e Atriz. Concorrem ao troféu Mucuripe na competitiva de curtas os eleitos pelo júri nas categorias de Melhor Curta-Metragem, Direção, Roteiro e Produção Cearense.

DETALHE – O 29º Cine Ceará é uma promoção da Universidade Federal do Ceará, através da Casa Amarela Eusélio Oliveira, com apoio do Governo do Ceará por meio da Secretaria da Cultura; da Prefeitura de Fortaleza, através da SECULTFOR; e do Ministério da Cidadania – Secretaria Especial da Cultura.

DETALHE 2 – A realização é da Associação Cultural Cine Ceará, Bucanero Filmes e da Secretaria Especial da Cultura – Governo Federal, com patrocínio de empresas públicas e privadas, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, através da SP Combustíveis, M. Dias Branco, Cagece, Banco do Nordeste, Café Santa Clara, Nacional Gás, Cegás, Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e Agência Nacional de Cinema (ANCINE), com agradecimentos à ENEL.

SERVIÇO

*Mais informações – (85) 3252 5401.

(Foto – Arquivo)

Dois filmes cearenses são selecionados para festival no Canadá

Cena do filme “8 Variações”.

Dois filmes cearenses foram selecionados para o 4º F-O-R-M, Festival Of Recorded Movement. O festival ocorrerá no período de 19 a 21 de setembro próximo no SFU Gold Corp Centre for the Arts, em Vancouver, Canadá. O festival é dedicado a exibição de curtas-metragens com enfoque no corpo em movimento e já exibiu mais de 100 filmes de mais de 15 países nas últimas edições.

“Equação” e “Oito Variações”, dirigidos pelos cearenses Allan Diniz e Dayana Ferreira, foram produzidos com jovens bailarinos durante uma oficina de videodança realizada neste ano pelo Laboratório de Dança e Multimídia da Universidade Federal do Ceará, em parceria com a Escola Pública de Dança da Vila das Artes, em Fortaleza.

Sinope

“Equação” retrata uma sociedade em que pessoas são programadas em laboratório e é inspirado no universo da ficção científica, evocando clássicos como Admirável Mundo Novo, de George Orwell. Apresenta-se como um videodança e experimenta a sutileza do corpo em movimento em conexão com a camera, admitida em alguns momentos como uma quarta bailarina.

Já “8 variações” potencializa o movimento por meio do som, através de variações de ritmo, andamento e paisagens sonoras, propondo novas maneiras de encontrar dinâmica dentro da repetição. O empoderamento feminino é disparador conceitual para criação de gestualidades e imaginários destoantes dos padrões estabelecidos. Inspirado na coreografia de Anne Teresa de Keersmaeker, Rosas Danst Rosas, o trabalho experimenta as possibilidades da dança para o video.

(Foto – Divulgação)

Cinemas têm até janeiro para garantir acessibilidade a surdos e cegos, decide Ancine

A partir do dia 1º de janeiro de 2020, todas as salas de cinema do país serão obrigadas, sob pena de multa, a oferecer aparelhos de acessibilidade para deficientes visuais e auditivos. A determinação está na Instrução Normativa 128/2016, da Agência Nacional do Cinema (Ancine). Até o dia 16 de setembro deste ano, os exibidores precisam ter atingido a meta de 35% das salas dos grandes complexos e 30% das salas dos grupos menores.

Segundo o secretário-executivo da Ancine, João Pinho, o dia 16 de junho foi o primeiro prazo para o cumprimento das metas, com a exigência de 15% das salas de grandes complexos oferecendo os recursos de legendagem, legendagem descritiva, audiodescrição e Língua Brasileira de Sinais (Libras) para quem solicitar.

“Agora a gente entrou efetivamente na segunda fase, que é monitoramento do cumprimento em si. Ainda tem um pouco de orientação, mas já começa com a fiscalização pelos complexos. Estamos acompanhando semanalmente pelos sistemas internos da agência e de acordo com o plano de fiscalização, que envolve visitas técnicas quando necessário. Estamos divulgando a lista dos cinemas que se declaram acessíveis”.

Segundo o último levantamento feito pela agência, divulgado no fim de junho, a meta de 15% havia sido cumprida. A lista das salas com os recursos pode ser consultada na internet e o próximo levantamento deve ser divulgado no início de setembro.

Pinho explica que as exigências de acessibilidade para o setor de cinema no Brasil começaram em 2014, com a obrigatoriedade de todos os filmes produzidos com recursos públicos oferecerem os recursos para audiência de cegos e surdos. E desde 16 de junho todos os filmes, inclusive estrangeiros, já estavam adaptados.

“Se a gente colocasse a obrigatoriedade logo, o exibidor não ia ter conteúdo acessível para oferecer ao público alvo. Isso era para criar um estoque de filmes e também de séries, porque vamos começar isso depois para a TV. Então a gente já teve 100% dos filmes nacionais, agora 100% dos filmes de qualquer nacionalidade e em 1º de janeiro 100% dos cinemas”.

O secretário explica que não há dados sobre a utilização dos recursos de acessibilidade nas salas, mas para o ano que vem o sistema da Ancine que contabiliza a bilheteria dos cinemas do país vai trazer essa informação. Além disso, ele destaca que duas câmaras técnicas montadas dentro da agência, uma sobre acessibilidade e outra com os exibidores, acompanha a implementação das medidas para avaliar a eficácia e qualidade dos serviços oferecidos.

“Tem as duas câmaras técnicas para dar o feedback, como melhorar o equipamento, aumentar o número de equipamentos disponíveis se tiver muita demanda, legenda em libras malfeita, por exemplo. Daí teremos que fazer campanhas para melhorar essas coisas”.

Segundo Pinho, o Brasil é pioneiro na área, sendo o único país que exige exibição cinematográfica com língua de sinais. “Temos recebidos feedbacks qualitativos, muito emocionantes, de pessoas com deficiência que nunca tinham ido ao cinema na vida, pessoas que nunca viram ou asistiam filme sem entender. A gente vê que está impactando positivamente a vida dessas pessoas”, explicou.

Saiba mais

Sindjorce aponta “clara censura” de Bolsonaro na Ancine

Em nota à imprensa, o Sindicato dos Jornalistas do Ceará lamenta o posicionamento do presidente Jair Bolsonaro, que proibiu a Ancine de financiar filmes que envolvem temáticas LGBT e de sexualidade. Confira:

O Sindicato dos Jornalistas do Ceará (Sindjorce) repudia veementemente as decorações do presidente Jair Bolsonaro, que voltou a fazer críticas a obras audiovisuais que buscavam autorização da Ancine (Agência Nacional do Cinema) para captar recursos por meio da Lei do Audiovisual.

Em uma transmissão ao vivo, ele citou filmes que envolvem temáticas LGBT e de sexualidade e disse que a agência não vai liberar verbas para esses projetos. O ato do mandatário é uma clara censura. Uma verdadeira e grave ameaça à ordem pública e ao preceito constitucional da liberdade de expressão e pensamento. Ao mesmo tempo, é inaceitável que a legislação de fomento ao audiovisual brasileiro seja violada.

Lembramos que o ato de vasculhar, escrutinar e submeter conteúdos à prévia autorização do Estado são comuns apenas a governos autoritários, como ditaduras e autocracias. É o que Brasil está se tornando? Um estado fascista? Ao mesmo tempo, a Ancine tem desígnio público e não pessoal. Em nenhum momento a Agência poderia ser submetida às fantasias, preconceitos e limitações intelectuais do mandatário.

Ao mesmo tempo, nos solidarizamos com o associado Émerson Maranhão, um dos cineastas que teve sua obra nominalmente rejeitada pelo governante: “Um filme chama ‘Transversais’. Olha o tema: ‘Sonhos e realizações de cinco pessoas transgêneros que moram no Ceará. Conseguimos abortar essa missão”, disse Bolsonaro na live. A obra citada é uma série documental em cinco episódios, que se debruça sobre o cotidiano, as dificuldades, os sonhos e as realizações de cinco pessoas transgênero que moram no Ceará.

Conforme Émerson e seu parceiro na realização, Allan Deberton, a série pode ter sido selecionada para a banca final de definição dos projetos, quando foi encontrada por Bolsonaro.

Em face do exposto, é necessário que a sociedade brasileira e as instâncias de fiscalização do Governo tomem medidas, em caráter de urgência, para que a presidência se abstenha de atacar a liberdade de expressão e torne o Brasil o laboratório de devaneios de incautos. É preciso chamar o Estado brasileiro à sua responsabilidade. Além disso, é imprescindível que as forças democráticas do país ajam no sentido de interromper a nefasta campanha difamatória de Bolsonaro contra as populações oprimidas (negros/as, mulheres, LGBTs e povos tradicionais) e que esses constrangimentos não mais se repitam.

Sindicato dos Jornalistas do Ceará

Documentário produzido no Ceará é censurado por Bolsonaro

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O presidente Jair Bolsonaro anunciou, em sua live semanal, que a Agência Nacional de Cinema (Ancine) não vai liberar verbas para filmes com temática LGBT. No pronunciamento, nessa quinta-feira, ele citou quatro projetos do gênero que “garimpou” na Ancine “que estavam prontos para ser captados recursos no mercado”, mas que ele teria “abortado” a tempo. Entre eles, está “Transversais”, da produtora cearense Deberton Filmes.

“Um filme chama ‘Transversais’. Olha o tema: ‘Sonhos e realizações de cinco pessoas transgêneros que moram no Ceará. Conseguimos abortar essa missão”, disse o presidente na live.

Na verdade, “Transversais” é uma série para TV em cinco episódios, que está oficialmente na etapa final do edital Prodav 08 – TVs Públicas 2018, realizado pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Apesar do resultado ainda não ter sido divulgado, a série teve “aprovação para decisão de investimento”. E concorre na categoria específica “Diversidade de Gênero”, criada justamente para contemplar projetos de séries que abordem o tema. Apenas um outro projeto, com a mesma temática, disputa com “Transversais” a etapa final.

A série é um desdobramento do curta-metragem “Aqueles Dois”, dirigido por Émerson Maranhão e produzido por Allan Deberton, premiado nacional e internacionalmente, e que nas próximas semanas será exibido nas competições oficiais de quatro grandes festivais de cinema, dois deles internacionais. O filme está no catálogo do Canal Brasil e recebeu diversos prêmios em sua bem-sucedida carreira de festivais, entre eles Melhor Documentário, Melhor Fotografia e Melhor Roteiro.

Ao citar nominalmente a série “Transversais”, o presidente sinaliza que o projeto foi aprovado. Ao mesmo tempo, com o anúncio do “aborto” aponta que os recursos não serão liberados para realizá-lo. A série terá roteiro e direção de Émerson Maranhão e será produzida por Allan Deberton, repetindo a parceria bem-sucedida do documentário “Aqueles Dois”.

O anúncio da proibição de recursos públicos para produções com temática LGBT repercutiu nacionalmente e está sendo visto como censura.

(Foto – Divulgação)

“Rei Leão” continua liderando as bilheterias no Brasil

 

O filme “O Rei Leão” continua na liderança das bilheterias nacionais pela quarta semana consecutiva. A informação é da Veja Online adiantando que, no último fim de semana, o longa foi visto por 780 mil pessoas,.

Rendeu R$ 13 milhões.

No total, a produção da Disney já foi assistida por 13 milhões de espectadores.

VAMOS NÓS -Neste meio, estava este repórter do Blog. O filme é fiel ao desenho animado.

(Foto – Divulgação)

Cine Ceará 2019 – Sai a lista dos membros do júri das mostras competitivas


Juri de Longa: Ricardo Acosta, María Paula Lorgia, Paulo Mendonça, Patricia Martin e Marco Muhletaler

O Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema 2019, divulgou a lista dos integrantes do júri das três mostras competitivas da 29ª edição, que acontecerá de 30 de agosto a 6 de setembro, no Cineteatro São Luiz, em Fortaleza. As mostras, segundo a assessoria de imprensa do festival, são: Mostra Competitiva Ibero-americana de Longa-metragem, Competitiva Brasileira de Curta-metragem e Olhar do Ceará.

Da competitiva de longa concorrem sete filmes inéditos no Brasil. Serão agraciados com o Troféu Mucuripe os vencedores nas categorias de Melhor Longa-metragem, Direção, Fotografia, Montagem, Roteiro, Som, Trilha Sonora Original, Direção de Arte, Ator e Atriz. O júri será composto por Paulo Mendonça (Brasil), Patricia Martin (Argentina), Marco Muhletarler (Peru), María Paula Lorgia (Colômbia) e Ricardo Acosta (Cuba).

Doze filmes de seis estados estão na Mostra Competitiva Brasileira de Curta-Metragem e vão concorrer ao troféu Mucuripe nas categorias de Melhor Curta-metragem, Direção, Roteiro e Produção Cearense. A missão de escolher para quem vai cada prêmio será de Simone Mesquita (RJ), Jair Silva (SP), Danilo Carvalho (PI), Diego Cañizal (Espanha) e Suzana Costa (CE).

A Mostra Olhar do Ceará, que este ano tem o diferencial de contar também com longas-metragens, é composta por 20 produções cearenses, das quais, 17 são curtas. Com isso, tanto o melhor curta como o melhor longa vão ser premiados com o Troféu Mucuripe. Estão no júri desta mostra Suyene Correia Santos (SE), Luana Sampaio (CE) e Isabela Cribari (PE).

QUEM É QUEM NO JURI DAS MOSTRAS

*Júri de longas

Maria Paula Lorgia (COLÔMBIA) – Mestra em Estudos e Artes Mediais e especializada em Estudos de Cinema Documental na Universidade The New School em Nova York. É realizadora e produtora audiovisual, com ampla experiência em pesquisa, curadoria e programação de cinema. Participou como júri em diversos festivais na América Latina e Europa. É assessora de programação da Cineteca Distrital de Bogotá, na Colômbia.

Ricardo Acosta (CUBA) – Editor chefe, consultor de roteiro e consultor criativo, trabalha há mais de 25 anos na indústria cinematográfica. Estudou cinema e trabalhou no Instituto Cubano de Arte e Indústria Cinematográficos de Havana. Residindo no Canadá desde 1993, já recebeu o Emmy e os prêmios Genie e Gemini da Academia Canadense de Cinema e TV. Montou filmes premiados de diretores como Naomi Klein, Mark Grieco e Angad Bhalla.

Marco Muhletarler (PERU) – Formado em Ciências e Artes da Comunicação na Pontifícia Universidade Católica do Peru, é Mestre em Gestão Cultural pela Universidade de Barcelona – Espanha. É diretor de teatro e atualmente dirige o Festival de Cinema de Lima e o Centro Cultural da Universidade Católica do Peru.

Patricia Martín (ARGENTINA) – Graduada em Ciência Política, com especialização em Relações Internacionais pela Sophia University de Tokio. É especialista em gestão de conteúdo, tem experiência em curadoria de projetos de transferência artística e cultural, além de produção de mostras e festivais de cinema e distribuição internacional de conteúdo audiovisual. É sócia da empresa Habanero Film Sales, distribuidora sediada no Brasil que atua como agente de vendas internacionais de cinema latino-americano e caribenho para o mercado mundial.

Paulo Mendonça (BRASIL) – Roteirista, produtor e diretor de cinema, teatrólogo e compositor. É administrador de empresas com especialização em informática e longa experiência no mercado financeiro e de capitais. Dirigiu o Canal Brasil de 2004 a 2018. Em duas ocasiões distintas foi membro do Conselho Superior de Cinema, assim como por dois mandatos consecutivos membro do Comitê Gestor do FSA – Fundo Setorial do Audiovisual da ANCINE – Agência Nacional de Cinema e membro do Conselho Curador da Fundação Padre Anchieta.

*Júri de Curtas

Jair Silva (SP / BRASIL) – Formado em publicidade na UNAMA em Belém do Pará, estudou cinema na Escola Darcy Ribeiro (RJ). Começou no mercado de distribuição na Imovision como assistente de programação e entrou na Vitrine Filmes em 2013, como gerente de programação. Trabalhou a programação Vitrine/Esfera durante a parceria das duas distribuidoras em 2014. Desde 2016 é gerente da área de cinema na O2 PLAY.

Simone Mesquita (RJ / BRASIL) – Doutora em artes visuais, mestra pela Escola Internacional de Cine e TV de Santo Antônio de Los Baños, em Cuba e arqueóloga. Trabalhou em 2013 como consultora do programa “Bom Dia Arqueologia”. Com 13 episódios esta foi a primeira série sobre o assunto realizada no Brasil. Dirigiu o curta “Delírio” (2015) e os longas “Cuba entre Sol e Luz” (2018) e “Dias na Antártica” (2019). Atualmente realiza a segunda temporada da série “Bom Dia Arqueologia”.

Daniel Cañizal (ESPANHA) – Roteirista e analista de roteiros residente em Bogotá – Colômbia. É licenciado em Ciência da Informação, diplomado em roteiro pela ECAM e formado em Produção pela Escola Internacional de Cine e TV (EICTV) de Santo Antônio de Los Baños, em Cuba. Roteirizou o filme colombiano ‘’A Pedra’’, que teve estreia mundial no Festival de Cinema Ibero-americano de Huelva, na Espanha. O longa foi premiado no Festival de Bogotá Audiovisual Market 2018 como melhor filme de ficção e no Festival de Brasília com o prêmio do público. Já analisou mais de 1000 roteiros nos últimos 10 anos.

Danilo Carvalho (PI / BRASIL) – Realizador, técnico de som direto, desenhista de som, professor, músico e artista visual. Cursou música na Universidade Estadual do Ceará (UECE). Tem sido responsável pela captação de som direto em diversos filmes de longa e curta-metragem, documentários brasileiros e de diversos países. Entre eles, “Praia do Futuro”, de Karim Aïnouz, “Tatuagem”, de Hilton Lacerda, “Che, Memórias de um ano secreto”, de Margarita Hernández, “Os últimos cangaceiros”, de Wolney Oliveira, e “AGT”, de Marcelo Rosembaum. Foi várias vezes premiado com o seu curta “Supermemórias” (2010), que dirigiu e fez o desenho de som.

Suzana Costa (CE / BRASIL) – Socióloga, especialista em História da Cultura, é restauradora de obras raras em papel e empreendedora cultural na área do audiovisual. Diretora de projetos da empresa Baião de Dois Filmes, produtora com 15 anos de atuação no mercado audiovisual cearense. Desenvolve, desde 2015, os projetos de conteúdo da Baião de Dois Filmes. É presidente da Câmara Setorial do Audiovisual do Ceará (CSA), da Agência de Desenvolvimento do Ceará.

*Júri Olhar do Ceará

Suyene Correia Santos (SE / BRASIL) – Jornalista e crítica de cinema, Mestre em Comunicação pela UFS e especialista em Jornalismo Cultural pela Universidade Tiradentes (UNIT). Foi professora substituta do curso de Cinema e Audiovisual da Universidade Federal de Sergipe (UFS), repórter do Caderno de Variedades do Jornal da Cidade (SE) e criou o blog Bangalô Cult. Membro da ABRACCINE, foi jurada em festivais como Festival Ibero-americano de Cinema de Sergipe, 36ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e 45º Festival de Cinema de Gramado (2017). Tem críticas publicadas nas coletâneas “100 Melhores Filmes Brasileiros” (2016), “Documentário Brasileiro – 100 Filmes Essenciais” (2017) e “Animação Brasileira- 100 Filmes Essenciais” (2018). Apresenta o programa de rádio Bangalô Cult na Jubileu FM 105, 9 MHZ e ministra oficinas e cursos livres na área de cinema.

Luana Sampaio (CE / BRASIL) – Cineasta formada pela Universidade Federal do Ceará (UFC), possui especialização curta em Creative Arts pela Deakin University e é mestranda do Programa de Pós-Graduação em Comunicação pela UFC. Tem experiência em realização audiovisual em filmes de curta-metragem e peças publicitárias, nos quais atua especialmente nas funções de direção, produção e edição. É membro da Golden Key International Honour Society.

Isabela Cribari (PE / BRASIL) – Há mais de 20 anos trabalha com a imagem e a palavra, com o cinema, a fotografia e a psicanálise. Nesse percurso, produziu mais de 100 filmes, assinou direções e roteiros que ganharam vários prêmios nacionais e internacionais, e participou de exposições de fotografias. Lecionou na Escola de Realização Audiovisual do Dragão do Mar, de onde foi também foi consultora. Já produziu muitos filmes para televisão (TV Cultura, Discovery, CNN, TV Escola) e foi também Diretora de Cultura da Fundação Joaquim Nabuco (2003 a 2011).

(Fotos – Divulgação)

Cine Ceará 2019 – Karim Aïnouz receberá o Troféu Eusélio Oliveira

O cineasta Karim Aïnouz será um dos grandes homenageados do 29º Cine Ceará, que acontecerá no Cineteatro São Luiz.

Ele receberá o Troféu Eusélio Oliveira na solenidade de abertura do festival, dia 30 de agosto, às 20 horas, informa o cineasta Volney Oliveira, da comissão organizadora do Cine Ceará.

Karim Aïnouz aproveitará o festival para fazer a pré-estreia nacional do seu premiadíssimo filme “A Vida Invisível de Eurídice Gusmão”.

A película ganhou o prêmio Um Certo Olhar, o segundo mais importante do Festival de Cannes, com esse “melodrama tropical”, baseado no romance homônimo de Martha Batalha.

(Foto – Reprodução)

Bolsonaro confirma que vai extinguir a Ancine

O presidente Jair Bolsonaro confirmou, nessa noite de quinta-feira, durante live semanal no Facebook, que pretende extinguir a Agência Nacional do Cinema (Ancine). Ele vem, desde a semana passada, citando que a agência fomenta, com dinheiro público, obras cinematográficas que atentam contra a família, e voltou a citar o caso do filme Bruna Surfistinha, lançado em 2011. Na época, o filme recebeu cerca de R$ 4,3 milhões em renúncia fiscal, segundo a Ancine, mas obteve bilheteria de R$ 20 milhões e foi visto por mais de 2 milhões de espectadores no cinema.

“Vamos buscar a extinção da Ancine. Não tem nada que o poder público tenha que se meter a fazer filme”, disse.

Bolsonaro também disse ter solicitado que a Ancine recue na autorização dada para captação de R$ 530 mil em isenção fiscal para a produção do documentário Nem Tudo se Desfaz, do diretor Josias Teófilo, que trata dos acontecimentos que levaram à eleição do presidente em 2018. O filme trata sobre o crescimento da linha conservadorista no país desde as manifestações de junho de 2013.

“Recentemente tomei conhecimento sobre a liberação para captação de R$ 530 mil via Ancine para produção de um filme sobre minha campanha nas eleições. Por coerência sugeri que voltassem atrás nessa questão. Não concordamos com o uso de dinheiro público também para estes fins”, escreveu o presidente em sua conta no Twitter.

Jair M. Bolsonaro

@jairbolsonaro
– Recentemente tomei conhecimento sobre a liberação para captação de R$ 530 mil via Ancine para produção de um filme sobre minha campanha nas eleições. Por coerência sugeri que voltassem atrás nessa questão. Não concordamos com o uso de dinheiro público também para estes fins.

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Durante a live, ele voltou a tratar do assunto e reforçou sua posição que, segundo ele, não se trata de censura. “Deixo bem claro, quem no Brasil quiser fazer filme com Bruna Surfistinha, seja quem for, fique à vontade. Isso, se nós fôssemos interferir, seria uma censura. O que nós não podemos admitir e não queremos, é esse tipo de filme, ou filme de político, como o meu, [seja feito] com dinheiro público”, disse.

Umas das medidas em estudo no governo é retirar da Ancine a gestão do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). Criado pela Lei nº 11.437/2006, o FSA é destinado ao desenvolvimento de toda a cadeia produtiva da atividade audiovisual no Brasil. O fundo contempla atividades associadas aos diversos segmentos, como produção, distribuição, comercialização, exibição e infraestrutura de serviços, por meio de investimentos, financiamentos, operações de apoio e de equalização de encargos financeiros. O orçamento do FSA para este ano é de R$ 724 milhões. A eventual extinção da agência, no entanto, dependerá de aprovação pelo Congresso Nacional.

(Agência Brasil)

29º Cine Ceará – Sai lista dos sete longas da Mostra Competitiva Ibero-Americana

Cena de “A viagem extraordinária”

A organização do 29° Cine Ceará divulgou a lista dos sete longas selecionados para a Mostra Competitiva Ibero-americana que acontecerá de 30 de agosto a 6 de setembro, no Cineteatro São Luiz. São cinco filmes de ficção e dois documentários. Dos sete, quatro têm diretoras mulheres.

O documentário “Vozes da Floresta”, da carioca Betse de Paula, e “Notícias do fim do mundo”, do cearense Rosemberg Cariry, são os dois longas que terão estreia mundial no Cine Ceará.

Do Brasil, também estão na Mostra as produções “Greta”, primeiro longa-metragem do cearense Armando Praça, que teve sua estreia em fevereiro na mostra Panorama do Festival Internacional de Cinema de Berlim, e o documentário “Ressaca”, com direção de Patrizia Landi e Vincent Rimbaux, exibido pela primeira vez em janeiro deste ano na principal mostra do FIPADOC, Festival Internacional de Documentários realizado em Biarritz, na França.

Completam a mostra o peruano “Canção sem nome”, de Melina León, que estreou no Festival de Cannes, o cubano “A viagem extraordinária de Celeste García”, de Arturo Infante, que teve estreia no Festival de Toronto, e “Luciérnagas”, do México, com direção de Bani Khoshnoudi, exibido pela primeira vez no Festival de Rotterdã.

Os longas da competião Ibero-Americana são:

El viaje extraordinario de Celeste García / A viagem extraordinária de Celeste García. Dir. Arturo Infante. Ficção. 2018. 92min. CUBA.

Canción Sin Nombre / Canção sem nome. Dir. Melina León. Ficção. 2019. 97min. PERU.

Greta. Dir. Armando Praça. Ficção. 2019. 96min. BRASIL.

Luciérnagas. Dir. Bani Khoshnoudi. Ficção. 2018. 85min. MÉXICO.

Notícias do fim do mundo. Dir. Rosemberg Cariry. Ficção. 2019. 70min. BRASIL.

Ressaca. Dir. Patrizia Landi e Vincent Rimbaux. Documentário. 2018. 86min. BRASIL.

Vozes da Floresta. Dir. Betse de Paula. Documentário. 2019. 95min. BRASIL.

SERVIÇO

*Mais Informações – www.cineceara.com

*Toda a programação tem acesso gratuito.

(Foto – Divulgação)

Vitória de Bolsonaro nas urnas deve virar filme

O diretor Josias Teófilo poderá captar R$ 530 mil para uma produção sobre a eleição de Jair Bolsonaro. Intitulado “Nem tudo se desfaz”, o projeto é um “documentário ensaístico sobre os desdobramentos políticos das Jornadas de Junho de 2013 que culminaram na eleição” do atual presidente, segundo informa o jornal Extra, baseado na descrição do perfil oficial do filme no Twitter.

Teófilo é diretor de “O jardim das aflições” , sobre Olavo de Carvalho, guru de Bolsonaro. Em seu perfil no Facebook, ele postou que seu filme “não é sobre Bolsonaro, mas sobre as causas da eleição de Bolsonaro, que, na narrativa do filme, remontam a 2013”.

Com a captação via fomento direto, o projeto está autorizado para buscar financiamento de empresas, que investiriam em troca de renúncia fiscal. A autorização acontece no momento em que o presidente Jair Bolsonaro estuda uma mudança no fundo de fomento.

Ancine

O governo Jair Bolsonaro anunciou, nesta terça-feira, que estuda tirar o Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) da Agência Nacional do Cinema (Ancine) e transferi-lo para a Secretaria Especial de Cultura , subordinada ao Ministério da Cidadania.

O fundo soma hoje R$ 724 milhões e é considerado estratégico por se tratar de um mecanismo de fomento direto, alimentado principalmente pela Condecine , taxa arrecadada do próprio setor audiovisual e de telecomunicações.

(Foto – Agência Brasil)

“A Bailarina Fantasma”, livro de Socorro Acioli, vai virar filme

A adaptação do livo “A Bailarina Fantasma”, da escritora cerense Socorro Acioli, deve virar filme.

A Agência Nacional do Cinema (Ancine) deu aval para que produtores possam captar junto ao mercado o total de R$ 1,2 milhão de incentivos fiscais.

O projeto é da Gavulino, que deve promover captações até 31 de dezembro deste ano

Enredo

O Theatro José de Alencar estava prestes a passar por uma grande reforma. Marcelo, um arquiteto especialista em construções antigas, foi contratado para coordenar a obra. Sua missão era fazer com que a casa de espetáculos ficasse exatamente como era no dia da inauguração. Marcelo era viúvo e tinha uma filha, Anabela, que logo no primeiro dia de reforma viveu um encontro assustador com o fantasma de uma jovem bailarina que aparecia no teatro há muitos anos. O resto vamos saber no filme?

(Foto – O POVO)

Neste mês de julho, filmes nacionais tiram férias das telinhas

Essa turma cearense que ousa fazer cinema enfrentou problemão de agenda.

Julho já está acabando e a cota de tela para filmes brasileiros — ou seja, um número de dias mínimos em que filmes nacionais têm que ser exibidos nos cinemas, não foi ainda implantada neste ano. A informação é do jornalista Lauro Jardim, colunista do O Globo

A cota de tela vigora desde 2001. Entre 2002 e 2018 foi cumprida. Neste ano, morreu.

O colunista lembra que, em maio, o ministro Osmar Terra assinou um documento prevendo a cota para 2019. Até agora, nada foi publicado no Diário Oficial.

E concluiu: Terra, a propósito, não é exatamente um fã desse modelo.

VAMOS NÓS – Volney Oliveira, cineasta, já havia alertado sobre o caso e o pessoal da Estação Luz Filmes, que pretendia lançar o filme Divaldo Franco, marcou para setembro. Enquanto estiver, por exemplo, “Rei Leão” nas telas, nada de lugar nessa fauna onde produções internacionais predominam.

(Foto – Divulgação)

“Aqueles Dois”, dirigido por Émerson Maranhão, disputa em festival chileno

O curta “Aqueles Dois”, dirigido pelo jornalista Émerson Maranhão, do O POVO, vai estrear no circuito internacional de festivais na próxima quinta-feira, 27. Entrou na lista dos 10 selecionados para a Mostra Competitiva do 4º AMOR Festival Internacional de Cine LGBT Do Chile.

Além do filme cearense, o Brasil só tem mais um curta na competição, no caso o documentário “La Facla”, coprodução com os Estados Unidos.

Bom lembrar que o filme “Aqueles Dois” ganhou o prêmio de Melhor Roteiro no 42º Festival Guarnicê de Cinema, em São Luís (MA), no último sábado.

(Foto – O POVO)

Cine Ceará inscreve para curso de preparação de atores e atrizes

O Festival Ibero-Americano de Cinema, o Cine Ceará 2019, vai promover dois cursos de preparação de atrizes e atores no Centro Cultural Belchior. Um direcionado para adultos, que será realizado nos dias 29 e 30 deste mês de junho, das 14h30min às 17h30min das 18 às 21 horas, e outro para adolescentes, de 13 a 16 anos, que ocorrerá nos dias lº e 2 de julho, das 9 às 12 horas e das 14 às 17 horas.

As ações formativas fazem parte da série de cursos avançados iniciada em 2018, no 28° Cine Ceará. As inscrições estão abertas até o dia 28 deste mês ou até o preenchimento das vagas no site do Cine Ceará.

Direcionado para atores, diretores, preparadores de atores e produtores de casting, a capacitação conta com carga horária de 12 horas/aula e tem o objetivo de fazer com que os participantes alcancem o seu potencial máximo para aprimorar o resultado na interpretação de seus personagens futuros ou nos próximos castings, por meio do Programa Neuroliguística (PNL) para atuação, desenvolvido por Alethea Miranda e Michel Dubret.

Facilitadores

Alethea Miranda – é diretora, atriz e preparadora de elenco, com formação em direção cinematográfica através da Academia Internacional de Cinema. Ela criou o método Palestra Ativa PNL para Atuação juntamente com o sócio Michel Dubret. E nessa parceria vem aplicando técnicas com base no estudo da Neurociência e da Programação Neuroliguística para construção complexa de personagens que se destacam em diversos projetos renomados nacional e internacionalmente como as séries “3%” da Netflix (temporadas 2, 3 e 4), “Assédio” da Rede Globo e “PSI” da HBO (1a. temporada), e o longa “Meus 15 anos” com Larissa Manoela (maior bilheteria de 2017), além de diversas publicidades com crianças onde duas delas foram premiadas em Cannes sobre síndrome de down e autismo nos anos de 2017 e 2018.

Michel Dubret – atua na área do audiovisual há 15 anos, com participação em diversos projetos como o filme “Vazante”, e as séries “3%” da Netflix, “Assédio” da Rede Globo, e “PSI” da HBO, como preparador de atores, e diretor no documentário “Paixão, Suor e Graxa”.

SERVIÇO

*Inscrições até o dia 28 de junho pelo site: https://www.cineceara.com/

(Foto – Divulgaão)

Morre o crítico de cinema Rubens Ewald Filho

O crítico de cinema e jornalista Rubens Ewald Filho, aos 74 anos, morreu nesta quarta-feira. Ela estava internado há quatro dias na Unidade de Tratamento Intensivo do Hospital Samaritano (Higienópolis, em São Paulo). Uma queda numa escada rolante de um shopping, em decorrência de um desmaio, levou ao tratamento de fraturas e de problemas cardíacos, esforços prioritários da equipe médica.

Maior referência no âmbito do cinema internacional no país, com opiniões, por vezes, incômodas, Rubens tinha mais de 30 anos dedicados à profissão, e respondia pela popularização da difusão da crítica no país.

Curador da futura 47º edição do Festival de Cinema de Gramado, ao lado de Marcos Santuário (a argentina Eva Piwowarski, que formava a tríade de curadores, morreu em janeiro passado), Rubens respondeu por mais de 30 publicações ligadas a cinema. Em página de rede social, recentemente, lamentou a morte de duas estrelas da era de ouro do cinema: a sueca Bibi Andersson e Doris Day.

Coordenador geral da coleção Aplauso, com mais de 200 publicações alinhadas, num verdadeiro garimpo da cinematografia nacional, o crítico teve incontáveis participações em transmissões da Rede Globo, do SBT, da HBO, do Telecine e da TNT. A maioria das vezes, comentou das escolhas e dos bastidores da festa do Oscar. Em 2003, dada à especialização, publicou O Oscar e eu.

(Com Agências)

Franco Zeffirelli – Morre diretor de A Megera Domada e Romeu e Julieta

O cineasta italiano Franco Zeffirelli morreu neste sábado (15) aos 96 anos, em Roma, anunciou Dario Nardella, prefeito de Florença, cidade natal do artista, a quem classificou como “um dos grandes homens da cultura mundial”.

Nascido em 12 de fevereiro de 1923, Zeffirelli se tornou conhecido por suas visões românticas no cinema, opulentas produções de ópera e adaptações de peças de Shakespeare no teatro.

Zefirelli começou no mundo do cinema pelas mãos de Luchino Visconti, como assistente de direção em três de seus melhores filmes A Terra Treme (1948), Belíssima (1951) e Sedução da Carne (1954), onde disse ter nascido sua paixão pela Sétima Arte.

Dirigiu clássicos como La Bohème (encenação da ópera de Puccini, em 1965); A Megera Domada, com Richard Burton e Elizabeth Taylor (1967); Romeu e Julieta, com Michael York e Laurence Olivier (1968); Irmão Sol, Irmã Lua (1977); O Campeão, com Jon Voight, Faye Dunaway e Nicky Schrodeer (1978); Amor Sem Fim, com Broke Shields (1981) e Chá Com Mussolini (1999), no qual relata sua infância.

O diretor nutriu grande amizade com a soprano Maria Callas, a quem dedicou o filme Callas Forever (2002), confessando ser ela a única mulher pela qual se apaixonou.

Homossexual declarado, ele revelou em autobiografia publicada quando tinha 83 anos seu grande amor por Visconti. Entrou no Parlamento pelo partido de Silvio Berlusconi, Forza Itália, e se dizia conservador por “desespero anticomunista”.

Só conheceu seu pai depois da morte da mãe, Adelaide Garosi, que, apaixonada por Mozart, quis dar ao filho o nome da ária de Idomeneo (Zeffiretti), mas o funcionário do cartório civil se equivocou e escreveu Zeffirelli.

Após a morte da mãe, quando ainda era um menino, foi criando entre mulheres. A babá, que era inglesa e se chamava Mary, lhe ensinou inglês e despertou a paixão por Shakespeare.

Zeffirelli também foi muito ativo no mundo do teatro e da ópera como diretor cênico e também figurinista. Em 1959, subiu ao palco do Covent Garden de Londres, com as obras Os palhaços e Lucia di Lammermoor.

Para a televisão, filmou Jesus de Nazaré (1977), em vários episódios rodados no Marrocos e na Tunísia, e que contou com a aprovação da Igreja e a rejeição do Partido Comunista da Itália; Dias de destruição (1966), Fidelio (1970) e a Missa Solene (1971), de Beethoven.

Não reivindicando favoritos, Zeffirelli certa vez se comparou a um sultão com um harém de três: cinema, teatro e ópera. “Eu não sou um diretor de cinema. Eu sou um diretor que usa diferentes instrumentos para expressar sonhos e histórias – para fazer as pessoas sonharem”, disse em 2006.

Em outra entrevista de 2009, ele acrescentou: “Eu sempre gostei da beleza, a beleza simples e rigorosa que perfura corações e mentes sem qualquer esforço.”

(Agência Brasil)

Cine Ceará 2019 – Que tal fazer um curso de Planejamento de Produção de Animação 2D?

Um curso avançado de Planejamento de Produção para série de animação 2D. Eis a oportunidade que a organização do Cine Ceará oferecerá para produtores de audiovisual que atuam no mercado ou tenham conhecimentos básicos no setor O curso ocorrerá nos dias 24 e 25 de junho, das 10 às 13 horas e das 14 às 17 horas, na sede do BNB Passaré.

As inscrições estão abertas até o dia 18 de junho ou até o preenchimento das vagas no site do Cine Ceará (www.cineceara.com). São ofertadas 30 vagas.

Com duração de 12 horas/aula, a capacitação conta com uma grade de estudo focada na produção de uma série de animação, com abordagem em desenho de produção, utilização de séries de 2D com animação cut out – toon boom, cronograma e orçamento. Durante a formação, será apresentado um método de trabalho para que o produtor consiga estruturar a produção da série de animação de forma mais segura. O curso será ministrado por Mariana Brasil, produtora executiva com mais de 20 anos de mercado na área de audiovisual.