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Transplantados ganharão sessão especial do filme “Bate Coração”

Cerca de 100 pessoas, entre transplantados e doadores e seus familiares, vão assistir, com exclusividade, ao longa “Bate Coração”, que só chegará aos cinemas no dia 7 de novembro próximo.

A sessão especial ocorrerá a partir das 10 horas desta sexta-feira, no auditório da Livraria Cultura, no bairro Aldeota, e reunirá também representantes de Associações de Transplantados do Ceará. Marcará ainda o Dia Nacional de Doação de Órgãos.

DETALHE – “Bate Coração” é uma produção da cearense Estação Luz Filmes.

(Foto – Divulgação)

Portaria com indicação de filme brasileiro ao Oscar sai no Diário Oficial da União

A indicação do filme A Vida Invisível de Eurídice Gusmão, dirigido por Karim Aïnouz, como candidato brasileiro ao Prêmio de Longa-metragem Internacional da 92ª Premiação Anual promovida pela Academy of Motion Picture Arts and Sciences, Oscar 2020, está publicada na edição desta quarta-feira (18) do Diário Oficial da União.

De acordo com a portaria nº 1.758, de 16 de setembro 2019, do Ministério da Cidadania, a seleção do longa-metragem foi feita por especialistas indicados pela Academia Brasileira de Cinema: Amir Labaki, Anna Luiza Machado da Silva Muylaert (Anna Muylaert), David Ribeiro Schurmann (David Schurmann), Ilda Maria Santiago Ribeiro (Ilda Santiago), Mikael Faleiros de Albuquerque (Mikael de Albuquerque), Jussara Nunes da Silveira (Sara Silveira), Vania Beatriz Lima Catani (Vania Catani), Walter Carvalho e Silva (Walter Carvalho) e José Viana de Oliveira Paula (Zelito Viana). A Vida Invisível de Eurídice Gusmão disputou com outros 11 filmes.

A Voz do Silêncio, de André Ristum; A Última Abolição, de Alice Gomes; Bacurau, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles; Bio, de Carlos Gerbase; Chorar de Rir, de Toniko Melo; Espero tua (Re)volta, de Eliza Capai; Humberto Mauro, de André Di Mauro; Legalidade, de Zeca Brito; Los Silencios, de Beatriz Seigner; Simonal, de Leonardo Domingues; e Sócrates, de Alex Moratto.

A Vida Invisível de Eurídice Gusmão é ambientado na cidade do Rio de Janeiro, então capital do Brasil, nos anos 1940 e 1950, e conta a história de duas mulheres: as irmãs Eurídice, interpretado pela atriz Carol Duarte, e Guida, personagem vivido por Julia Stockler. Com sonhos diferentes para suas vidas, enfrentam todo tipo de dificuldades impostas às mulheres naquela época. O longa-metragem é baseado no romance do mesmo nome, da escritora pernambucana Martha Batalha.

(Agência Brasil)

Festival de Brasília do Cinema Brasileiro prorroga inscrições

O Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, um dos mais tradicionais festivais de cinema do país, prorrogou a prazo para inscrições de filmes participantes. Agora, as inscrições vão até a terça-feira (17). A prorrogação do prazo ocorreu após os organizadores do Festival de Cinema do Rio, marcado para 7 de novembro, anunciarem a possibilidade de cancelamento do evento carioca por falta de recursos financeiros.

“Essa mostra, que encerraria as inscrições hoje, será prorrogada até terça-feira para poder absorver os produtores do cinema que se inscreveram no Festival de Cinema do Rio de Janeiro, para que participem do festival de cinema aqui em Brasília”, disse o diretor-geral do Festival de Brasília, Francisco Almeida. As informações detalhadas sobre as inscrições podem ser encontradas no site do festival (festivaldebrasilia.com.br)

Até o momento, 124 longas e 334 curtas foram habilitados a participar da 52ª edição do festival. A mostra começa no dia 22 de novembro e vai até primeiro de dezembro. Sete obras vão concorrer ao Troféu Candango na categoria de longa-metragem e 14 produções vão disputar o prêmio de melhor curta-metragem. O anúncio dos filmes que vão concorrer na Mostra Competitiva de longas e curtas será no dia 23 de outubro.

O festival vai trazer também a Mostra Brasília BRB apenas com obras de produtores do Distrito Federal. A mostra Brasília vai contemplar 13 categorias e pagar prêmios de até R$ 150 mil. O melhor longa ganha R$ 50 mil. O festival também terá a “Mostra Futuro Brasil”, com a exibição em sessão fechada de seis longas ainda em processo de finalização.

(Agência Brasil)

Ancine vai demitir servidores; pelo menos 30 na lista

A Agência Nacional do Cinema (Ancine) vai demitir cerca de 30 funcionários e deve elaborar estudos para cortar mais custos. Foi o que ficou acertado pelo colegiado do órgão na última semana.

Na lista de demissões, secretárias, recepcionistas e mensageiros, informam dirigentes da Ancine.

Os diretores também determinaram a apresentação das “demais medidas que estão sendo adotadas pela redução de custos e ajuste da execução orçamentária”.

A Ancine decidiu também devolver um imóvel alugado e concentrará suas atividades no prédio da Rua Graça Aranha, no centro do Rio de Janeiro.

(Foto – Arquivo)

Com presenças de Fernanda Montenegro, Ciro e Haddad, Cine Ceará começa com tom político

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Em um ano em que o audiovisual ficou na dicotomia entre problemas políticos e repercussões positivas, o 29º Cine Ceará – Festival Ibero-Americano de Cinema abriu na noite dessa sexta, 30, com a exibição de um dos principais representantes da pulsante produção do cinema brasileiro – e nordestino, em especial.

“A Vida Invisível”, do cearense Karim Aïnouz, foi exibido pela primeira vez em terras brasileiras no Cineteatro São Luiz, no Centro, com a presença das atrizes Fernanda Montenegro, Julia Stockler e Carol Duarte. Participaram ainda da ocasião o governador Camilo Santana, Ciro Gomes e o secretário da Cultura do Estado Fabiano Piúba. De surpresa, o ex-presidenciável Fernando Haddad apareceu pouco antes do início da cerimônia.

Em meio ao momento de cortes e perseguições à atividade cultural por parte do Governo Federal, a tônica do evento foi de resistência. “A Agência Nacional do Cinema é uma instituição que devemos defender como patrimônio brasileiro”, afirmou Fabiano. O governador Camilo Santana ressaltou a importância de investimentos na cultura. “Um país só tem cara, valoriza suas raízes e cria desenvolvimento se investir em educação, cultura, ciência e tecnologia. A cada ataque contra a cultura, vamos fazer mais ação no Estado”, afirmou.

Camilo adiantou que na terça-feira, 3, os 100 servidores do concurso da Secult serão convocados. Além disso, também firmou compromisso de dobrar os recursos investidos pelo governo do estado no audiovisual neste segundo mandato.

Na ocasião, Karim recebeu homenagem pela carreira na forma do Troféu Eusélio Oliveira, entregue pelas mãos de Fernanda Montenegro. “O Brasil vai dar certo. É na arte que o Brasil vai dar certo. É na arte que o Brasil dá certo”, discursou a atriz. Emocionado, o diretor afirmou: “Somos todos Fernanda Montenegro”.

Antes de apresentar o filme, o diretor leu mensagem contra Cândido Albuquerque. Manifestantes subiram ao palco com faixa contra a intervenção e o público gritou palavras de ordem. No discurso de apresentação, louvou o cinema brasileiro e a Ancine, além de ter dedicado a sessão à mãe, Iracema, e a todas as mulheres presentes.

Para quem não conseguiu conferir a abertura, o festival anunciou que na manhã deste sábado, 31, haverá sessão extra de “A Vida Invisível” às 10 horas no Cinema do Dragão, com ingressos gratuitos sendo disponibilizados a partir das 9 horas.

Antes de apresentar o filme, o diretor leu mensagem contra Cândido Albuquerque. Manifestantes subiram ao palco com faixa contra a intervenção e o público gritou palavras de ordem. No discurso de apresentação, louvou o cinema brasileiro e a Ancine, além de ter dedicado a sessão à mãe, Iracema, e a todas as mulheres presentes.

(O POVO Online / Fotos: Sarah Costa e Aurelio Alves)

“A Vida Invisível”, do cearense Karim Aïnouz, representará o Brasil no Oscar

Em mais uma conquista importante para ressaltar a força do cinema cearense, o premiado filme “A Vida Invisível”, do fortalezense Karim Aïnouz, foi a obra escolhida para tentar uma vaga no Oscar de 2020 na categoria de Melhor Filme Internacional. O longa ganhou em maio uma premiação inédita para o cinema brasileiro: o prêmio máximo da mostra Un Certain Regard, segunda mais importante do célebre Festival de Cannes.

A escolha foi feita por comissão composta pelos cineastas Anna Muylaert, David Shürmann, Walter Carvalho e Zelito Viana, a diretora do Festival do Rio Ilda Santiago, o roteirista Mikael de Albuquerque, as produtoras Sara Silveira e Vania Catani e o curador Amir Labaki. Eram 12 os concorrentes à vaga – entre eles, o principal nome junto de “A Vida Invisível” era “Bacurau”, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles.

“A Vida Invisível” é inspirado no romance “A Vida Invisível de Eurídice Gusmão”, da escritora Martha Batalha, e segue a trajetória de duas irmãs no Rio de Janeiro dos anos 1950. No “melodrama tropical”, temas como família, machismo e feminismo são abordados. Nos papeis principais, estão Carol Duarte e Júlia Stockler, que interpretam as irmãs Eurídice e Guida, além de participação de Fernanda Montenegro.

Em matéria publicada no O POVO em 22 de junho, Karim discorreu sobre o filme, a situação do cinema e a política do País. “A melhor coisa que a gente pode estar, de alguma maneira, é celebrando e é muito importante que a gente pense: o Brasil é Fernanda Montenegro, o Brasil é Elza Soares, o Brasil é Linn da Quebrada”, afirmou na entrevista.

O último filme do País que conseguiu uma indicação ao Oscar na antiga categoria de Melhor Filme Estrangeiro, agora “Melhor Filme Internacional, foi “Central do Brasil”, em 1999. O longa de Walter Salles foi protagonizado por Fernanda, que arrematou uma indicação na categoria de Melhor Atriz pelo papel.

A obra de Karim terá exibição especial em Fortaleza nesta sexta, 30, na abertura do 29º Cine Ceará, no Cineteatro São Luiz. Na região Nordeste, “A Vida Invisível” terá estreia comercial em 19 de setembro, chegando ao resto do País em outubro.

(O POVO – Repórter João Gabriel Tréz/Foto – Divulgação)

Camilo parabeniza filme cearense, maior vencedor do Festival de Gramado

O filme cearense Pacarrete, rodado no município de Russas, no Baixo Jaguaribe, a 165 quilômetros de Fortaleza, foi o maior vencedor este ano do Festival de Gramados, com oito premiações: melhor filme (pelo júri e pelo público), diretor, ator (João Miguel), atriz (Marcélia Cartaxo), atriz coadjuvante (Soia Lira), roteiro e desenho de som.

Por meio do Facebook, o governador Camilo Santana parabenizou a produção e os participantes da obra.

Já o deputado estadual Acrísio Sena ressaltou que a produção “é um exemplo do talento e da garra empreendedora do cearense”.

O filme conta a história real de uma bailarina e ex-professora, moradora de Russas, que sonha em se apresentar na festa da cidade. Com voz estridente, grita frases desconexas pelas ruas, quando então é apontada como louca pelos moradores.

29º Cine Ceará – Programação oficial é divulgada

O 29º Cine Ceará ‒ Festival Ibero-Americano de Cinema teve a programação, que ocorrerá de 30 de agosto a 6 de setembro, em Fortaleza, divulgada nesta quarta-feira pela assessoria de imprensa da Universidade Federal do Ceará.

O festival, que contará com mais de 40 filmes, bateu recorde de inscritos, recebendo mais de 1.271 filmes de 12 países. A abertura será no dia 30 para convidados, no Cineteatro São Luiz.

Para os outros dias, os ingressos estarão disponíveis na bilheteria, gratuitamente, uma hora antes do início de cada sessão

Depois de estrear no Festival de Cannes, no qual foi premiado como melhor filme na mostra “Un Certain Regard”, a ficção A vida invisível, de Karim Aïnouz, será o filme de abertura, fazendo sua estreia nacional. O diretor cearense será homenageado antes da exibição e receberá o troféu Eusélio Oliveira. Além de Aïnouz, estarão presentes as atrizes Fernanda Montenegro, Julia Stockler e Carol Duarte.

No sábado (31), o longa Maria do caritó, de João Paulo Jabur, terá sua première mundial, com a presença do diretor, do autor Newton Moreno, responsável pela peça homônima de sucesso, da produtora executiva Elisa Tolomelli e da atriz Lilia Cabral, que será a segunda homenageada do Cine Ceará, recebendo também o troféu. Na mesma noite, o primeiro dos sete longas que concorrem ao troféu Mucuripe será exibido, Canção sem nome (Peru), de Melina León, que estreou no Festival de Cannes.

No domingo, dia 1º de setembro, o documentário Ressaca (Brasil), de Patrizia Landi e Vincent Rimbaux, exibido no Festival International Documentaire (FIPADOC) 2019, em Biarritz, e no Festival International du Grand Reportage d’Actualité (FIGRA) 2019, em Saint-Omer, ambos na França, dá continuidade à Mostra Competitiva Ibero-Americana de Longa-Metragem. Os diretores estarão presentes à sessão.

Em seguida, o cineasta cearense Rosemberg Cariry leva mais um longa ao Cine Ceará, Notícias do fim do mundo, fazendo sua estreia mundial.

Na segunda-feira (2), será a vez da première mundial do documentário de Betse de Paula, Vozes da floresta, com a presença da diretora. O público vai conferir também a coprodução entre México, Grécia e República Dominicana lançada mundialmente no Festival de Roterdã, Luciérnagas, de Bani Khoshnoudi, que estará presente na sessão.

Na terça-feira (3), terá início a Mostra Competitiva Brasileira de Curta-Metragem com os filmes As constituintes de 88, do carioca Gregory Baltz; Livro e meio, de Giu Nishiyama e Pedro Nishi; e Primeiro ato, de Matheus Parizi, ambos de São Paulo; e o cearense Além da jornada, de Victor Furtado e Gabriel Silveira. Em seguida, o longa cubano A viagem extraordinária de Celeste Garcia, de Arturo Infante, que teve estreia no Festival de Toronto, participa da competitiva de longas fechando a noite no Cineteatro São Luiz.

A segunda noite da mostra de curtas levará às telas três cearenses: Oração ao cadáver desconhecido, de Sávio Fernandes; Marco, de Sara Benevenuto; e O tempo do olhar e o olhar no tempo, de Samuel Brasileiro, além de Marie, do pernambucano Leo Tabosa, que venceu o festival em 2018 com o curta Nova Iorque.

Depois da exibição dos curtas-metragens, o festival terá sua terceira exibição hors-concours (fora de competição) com o documentário Soldados da borracha, de Wolney Oliveira, premiado como melhor longa-metragem nacional pelo júri da Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-Metragistas de São Paulo (ABD-SP), no festival É Tudo Verdade.

Já na quinta-feira, dia 5 de setembro, serão exibidos o curta de São Paulo Rua Augusta, 1029, de Mirrah Iañez; o carioca O grande amor de um lobo, de Adrianderson Barbosa e Kennel Rógis; o cearense Pop ritual, de Mozart Freire; e o alagoano Ilhas de calor, de Ulisses Arthur. Em seguida, Greta, longa de Armando Praça que estreou no Festival de Berlim e é protagonizado por Marco Nanini, terá sua primeira exibição no Brasil.

Na sexta-feira (6) será realizada a premiação e a cerimônia de encerramento do festival. O ator Matheus Nachtergaele será o terceiro homenageado do festival. O longa Pacarrete, de Allan Deberton, será a quarta exibição especial na programação, fechando o 29º Cine Ceará. O filme estreou mundialmente no Festival Internacional de Cinema de Xangai.

O público também poderá conferir a mostra “Olhar do Ceará”, que apresentará 20 filmes cearenses, dos quais 3 longas e 17 curtas, e o curta dos alunos do Projeto Compartilha Animação, da ENEL. Também marcam presença no festival as mostras sociais “Melhor Idade”, “Acessibilidade” e “O Primeiro Filme a Gente nunca Esquece”, além de exibições especiais, intervenções artísticas e o projeto Música na Praça.

Serão lançados os livros A história do cinema para quem tem pressa, de Celso Sabadin, no dia 31, e Fissuras e fronteiras – O coletivo Alumbramento e o cinema contemporâneo brasileiro, de Marcelo Ikeda, no dia 6 de setembro, ambos no Hotel Oásis Atlântico, ao meio-dia. No Instituto do Ceará, nos dias 4 e 5 de setembro, o festival realiza o curso “Histórias de Cinema no Acervo do Arquivo Eusélio Oliveira – UFC”, com a Profª Ana Carla Sabino.

Os vencedores das duas mostras competitivas do 29º Cine Ceará serão agraciados com o troféu Mucuripe. Os longas serão premiados nas categorias Melhor Filme, Direção, Fotografia, Montagem, Roteiro, Som, Trilha Sonora Original, Direção de Arte, Ator e Atriz. Concorrem ao troféu Mucuripe na competitiva de curtas os eleitos pelo júri nas categorias de Melhor Curta-Metragem, Direção, Roteiro e Produção Cearense.

DETALHE – O 29º Cine Ceará é uma promoção da Universidade Federal do Ceará, através da Casa Amarela Eusélio Oliveira, com apoio do Governo do Ceará por meio da Secretaria da Cultura; da Prefeitura de Fortaleza, através da SECULTFOR; e do Ministério da Cidadania – Secretaria Especial da Cultura.

DETALHE 2 – A realização é da Associação Cultural Cine Ceará, Bucanero Filmes e da Secretaria Especial da Cultura – Governo Federal, com patrocínio de empresas públicas e privadas, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, através da SP Combustíveis, M. Dias Branco, Cagece, Banco do Nordeste, Café Santa Clara, Nacional Gás, Cegás, Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e Agência Nacional de Cinema (ANCINE), com agradecimentos à ENEL.

SERVIÇO

*Mais informações – (85) 3252 5401.

(Foto – Arquivo)

Dois filmes cearenses são selecionados para festival no Canadá

Cena do filme “8 Variações”.

Dois filmes cearenses foram selecionados para o 4º F-O-R-M, Festival Of Recorded Movement. O festival ocorrerá no período de 19 a 21 de setembro próximo no SFU Gold Corp Centre for the Arts, em Vancouver, Canadá. O festival é dedicado a exibição de curtas-metragens com enfoque no corpo em movimento e já exibiu mais de 100 filmes de mais de 15 países nas últimas edições.

“Equação” e “Oito Variações”, dirigidos pelos cearenses Allan Diniz e Dayana Ferreira, foram produzidos com jovens bailarinos durante uma oficina de videodança realizada neste ano pelo Laboratório de Dança e Multimídia da Universidade Federal do Ceará, em parceria com a Escola Pública de Dança da Vila das Artes, em Fortaleza.

Sinope

“Equação” retrata uma sociedade em que pessoas são programadas em laboratório e é inspirado no universo da ficção científica, evocando clássicos como Admirável Mundo Novo, de George Orwell. Apresenta-se como um videodança e experimenta a sutileza do corpo em movimento em conexão com a camera, admitida em alguns momentos como uma quarta bailarina.

Já “8 variações” potencializa o movimento por meio do som, através de variações de ritmo, andamento e paisagens sonoras, propondo novas maneiras de encontrar dinâmica dentro da repetição. O empoderamento feminino é disparador conceitual para criação de gestualidades e imaginários destoantes dos padrões estabelecidos. Inspirado na coreografia de Anne Teresa de Keersmaeker, Rosas Danst Rosas, o trabalho experimenta as possibilidades da dança para o video.

(Foto – Divulgação)

Cinemas têm até janeiro para garantir acessibilidade a surdos e cegos, decide Ancine

A partir do dia 1º de janeiro de 2020, todas as salas de cinema do país serão obrigadas, sob pena de multa, a oferecer aparelhos de acessibilidade para deficientes visuais e auditivos. A determinação está na Instrução Normativa 128/2016, da Agência Nacional do Cinema (Ancine). Até o dia 16 de setembro deste ano, os exibidores precisam ter atingido a meta de 35% das salas dos grandes complexos e 30% das salas dos grupos menores.

Segundo o secretário-executivo da Ancine, João Pinho, o dia 16 de junho foi o primeiro prazo para o cumprimento das metas, com a exigência de 15% das salas de grandes complexos oferecendo os recursos de legendagem, legendagem descritiva, audiodescrição e Língua Brasileira de Sinais (Libras) para quem solicitar.

“Agora a gente entrou efetivamente na segunda fase, que é monitoramento do cumprimento em si. Ainda tem um pouco de orientação, mas já começa com a fiscalização pelos complexos. Estamos acompanhando semanalmente pelos sistemas internos da agência e de acordo com o plano de fiscalização, que envolve visitas técnicas quando necessário. Estamos divulgando a lista dos cinemas que se declaram acessíveis”.

Segundo o último levantamento feito pela agência, divulgado no fim de junho, a meta de 15% havia sido cumprida. A lista das salas com os recursos pode ser consultada na internet e o próximo levantamento deve ser divulgado no início de setembro.

Pinho explica que as exigências de acessibilidade para o setor de cinema no Brasil começaram em 2014, com a obrigatoriedade de todos os filmes produzidos com recursos públicos oferecerem os recursos para audiência de cegos e surdos. E desde 16 de junho todos os filmes, inclusive estrangeiros, já estavam adaptados.

“Se a gente colocasse a obrigatoriedade logo, o exibidor não ia ter conteúdo acessível para oferecer ao público alvo. Isso era para criar um estoque de filmes e também de séries, porque vamos começar isso depois para a TV. Então a gente já teve 100% dos filmes nacionais, agora 100% dos filmes de qualquer nacionalidade e em 1º de janeiro 100% dos cinemas”.

O secretário explica que não há dados sobre a utilização dos recursos de acessibilidade nas salas, mas para o ano que vem o sistema da Ancine que contabiliza a bilheteria dos cinemas do país vai trazer essa informação. Além disso, ele destaca que duas câmaras técnicas montadas dentro da agência, uma sobre acessibilidade e outra com os exibidores, acompanha a implementação das medidas para avaliar a eficácia e qualidade dos serviços oferecidos.

“Tem as duas câmaras técnicas para dar o feedback, como melhorar o equipamento, aumentar o número de equipamentos disponíveis se tiver muita demanda, legenda em libras malfeita, por exemplo. Daí teremos que fazer campanhas para melhorar essas coisas”.

Segundo Pinho, o Brasil é pioneiro na área, sendo o único país que exige exibição cinematográfica com língua de sinais. “Temos recebidos feedbacks qualitativos, muito emocionantes, de pessoas com deficiência que nunca tinham ido ao cinema na vida, pessoas que nunca viram ou asistiam filme sem entender. A gente vê que está impactando positivamente a vida dessas pessoas”, explicou.

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Sindjorce aponta “clara censura” de Bolsonaro na Ancine

Em nota à imprensa, o Sindicato dos Jornalistas do Ceará lamenta o posicionamento do presidente Jair Bolsonaro, que proibiu a Ancine de financiar filmes que envolvem temáticas LGBT e de sexualidade. Confira:

O Sindicato dos Jornalistas do Ceará (Sindjorce) repudia veementemente as decorações do presidente Jair Bolsonaro, que voltou a fazer críticas a obras audiovisuais que buscavam autorização da Ancine (Agência Nacional do Cinema) para captar recursos por meio da Lei do Audiovisual.

Em uma transmissão ao vivo, ele citou filmes que envolvem temáticas LGBT e de sexualidade e disse que a agência não vai liberar verbas para esses projetos. O ato do mandatário é uma clara censura. Uma verdadeira e grave ameaça à ordem pública e ao preceito constitucional da liberdade de expressão e pensamento. Ao mesmo tempo, é inaceitável que a legislação de fomento ao audiovisual brasileiro seja violada.

Lembramos que o ato de vasculhar, escrutinar e submeter conteúdos à prévia autorização do Estado são comuns apenas a governos autoritários, como ditaduras e autocracias. É o que Brasil está se tornando? Um estado fascista? Ao mesmo tempo, a Ancine tem desígnio público e não pessoal. Em nenhum momento a Agência poderia ser submetida às fantasias, preconceitos e limitações intelectuais do mandatário.

Ao mesmo tempo, nos solidarizamos com o associado Émerson Maranhão, um dos cineastas que teve sua obra nominalmente rejeitada pelo governante: “Um filme chama ‘Transversais’. Olha o tema: ‘Sonhos e realizações de cinco pessoas transgêneros que moram no Ceará. Conseguimos abortar essa missão”, disse Bolsonaro na live. A obra citada é uma série documental em cinco episódios, que se debruça sobre o cotidiano, as dificuldades, os sonhos e as realizações de cinco pessoas transgênero que moram no Ceará.

Conforme Émerson e seu parceiro na realização, Allan Deberton, a série pode ter sido selecionada para a banca final de definição dos projetos, quando foi encontrada por Bolsonaro.

Em face do exposto, é necessário que a sociedade brasileira e as instâncias de fiscalização do Governo tomem medidas, em caráter de urgência, para que a presidência se abstenha de atacar a liberdade de expressão e torne o Brasil o laboratório de devaneios de incautos. É preciso chamar o Estado brasileiro à sua responsabilidade. Além disso, é imprescindível que as forças democráticas do país ajam no sentido de interromper a nefasta campanha difamatória de Bolsonaro contra as populações oprimidas (negros/as, mulheres, LGBTs e povos tradicionais) e que esses constrangimentos não mais se repitam.

Sindicato dos Jornalistas do Ceará

Documentário produzido no Ceará é censurado por Bolsonaro

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O presidente Jair Bolsonaro anunciou, em sua live semanal, que a Agência Nacional de Cinema (Ancine) não vai liberar verbas para filmes com temática LGBT. No pronunciamento, nessa quinta-feira, ele citou quatro projetos do gênero que “garimpou” na Ancine “que estavam prontos para ser captados recursos no mercado”, mas que ele teria “abortado” a tempo. Entre eles, está “Transversais”, da produtora cearense Deberton Filmes.

“Um filme chama ‘Transversais’. Olha o tema: ‘Sonhos e realizações de cinco pessoas transgêneros que moram no Ceará. Conseguimos abortar essa missão”, disse o presidente na live.

Na verdade, “Transversais” é uma série para TV em cinco episódios, que está oficialmente na etapa final do edital Prodav 08 – TVs Públicas 2018, realizado pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Apesar do resultado ainda não ter sido divulgado, a série teve “aprovação para decisão de investimento”. E concorre na categoria específica “Diversidade de Gênero”, criada justamente para contemplar projetos de séries que abordem o tema. Apenas um outro projeto, com a mesma temática, disputa com “Transversais” a etapa final.

A série é um desdobramento do curta-metragem “Aqueles Dois”, dirigido por Émerson Maranhão e produzido por Allan Deberton, premiado nacional e internacionalmente, e que nas próximas semanas será exibido nas competições oficiais de quatro grandes festivais de cinema, dois deles internacionais. O filme está no catálogo do Canal Brasil e recebeu diversos prêmios em sua bem-sucedida carreira de festivais, entre eles Melhor Documentário, Melhor Fotografia e Melhor Roteiro.

Ao citar nominalmente a série “Transversais”, o presidente sinaliza que o projeto foi aprovado. Ao mesmo tempo, com o anúncio do “aborto” aponta que os recursos não serão liberados para realizá-lo. A série terá roteiro e direção de Émerson Maranhão e será produzida por Allan Deberton, repetindo a parceria bem-sucedida do documentário “Aqueles Dois”.

O anúncio da proibição de recursos públicos para produções com temática LGBT repercutiu nacionalmente e está sendo visto como censura.

(Foto – Divulgação)

“Rei Leão” continua liderando as bilheterias no Brasil

 

O filme “O Rei Leão” continua na liderança das bilheterias nacionais pela quarta semana consecutiva. A informação é da Veja Online adiantando que, no último fim de semana, o longa foi visto por 780 mil pessoas,.

Rendeu R$ 13 milhões.

No total, a produção da Disney já foi assistida por 13 milhões de espectadores.

VAMOS NÓS -Neste meio, estava este repórter do Blog. O filme é fiel ao desenho animado.

(Foto – Divulgação)

Cine Ceará 2019 – Sai a lista dos membros do júri das mostras competitivas


Juri de Longa: Ricardo Acosta, María Paula Lorgia, Paulo Mendonça, Patricia Martin e Marco Muhletaler

O Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema 2019, divulgou a lista dos integrantes do júri das três mostras competitivas da 29ª edição, que acontecerá de 30 de agosto a 6 de setembro, no Cineteatro São Luiz, em Fortaleza. As mostras, segundo a assessoria de imprensa do festival, são: Mostra Competitiva Ibero-americana de Longa-metragem, Competitiva Brasileira de Curta-metragem e Olhar do Ceará.

Da competitiva de longa concorrem sete filmes inéditos no Brasil. Serão agraciados com o Troféu Mucuripe os vencedores nas categorias de Melhor Longa-metragem, Direção, Fotografia, Montagem, Roteiro, Som, Trilha Sonora Original, Direção de Arte, Ator e Atriz. O júri será composto por Paulo Mendonça (Brasil), Patricia Martin (Argentina), Marco Muhletarler (Peru), María Paula Lorgia (Colômbia) e Ricardo Acosta (Cuba).

Doze filmes de seis estados estão na Mostra Competitiva Brasileira de Curta-Metragem e vão concorrer ao troféu Mucuripe nas categorias de Melhor Curta-metragem, Direção, Roteiro e Produção Cearense. A missão de escolher para quem vai cada prêmio será de Simone Mesquita (RJ), Jair Silva (SP), Danilo Carvalho (PI), Diego Cañizal (Espanha) e Suzana Costa (CE).

A Mostra Olhar do Ceará, que este ano tem o diferencial de contar também com longas-metragens, é composta por 20 produções cearenses, das quais, 17 são curtas. Com isso, tanto o melhor curta como o melhor longa vão ser premiados com o Troféu Mucuripe. Estão no júri desta mostra Suyene Correia Santos (SE), Luana Sampaio (CE) e Isabela Cribari (PE).

QUEM É QUEM NO JURI DAS MOSTRAS

*Júri de longas

Maria Paula Lorgia (COLÔMBIA) – Mestra em Estudos e Artes Mediais e especializada em Estudos de Cinema Documental na Universidade The New School em Nova York. É realizadora e produtora audiovisual, com ampla experiência em pesquisa, curadoria e programação de cinema. Participou como júri em diversos festivais na América Latina e Europa. É assessora de programação da Cineteca Distrital de Bogotá, na Colômbia.

Ricardo Acosta (CUBA) – Editor chefe, consultor de roteiro e consultor criativo, trabalha há mais de 25 anos na indústria cinematográfica. Estudou cinema e trabalhou no Instituto Cubano de Arte e Indústria Cinematográficos de Havana. Residindo no Canadá desde 1993, já recebeu o Emmy e os prêmios Genie e Gemini da Academia Canadense de Cinema e TV. Montou filmes premiados de diretores como Naomi Klein, Mark Grieco e Angad Bhalla.

Marco Muhletarler (PERU) – Formado em Ciências e Artes da Comunicação na Pontifícia Universidade Católica do Peru, é Mestre em Gestão Cultural pela Universidade de Barcelona – Espanha. É diretor de teatro e atualmente dirige o Festival de Cinema de Lima e o Centro Cultural da Universidade Católica do Peru.

Patricia Martín (ARGENTINA) – Graduada em Ciência Política, com especialização em Relações Internacionais pela Sophia University de Tokio. É especialista em gestão de conteúdo, tem experiência em curadoria de projetos de transferência artística e cultural, além de produção de mostras e festivais de cinema e distribuição internacional de conteúdo audiovisual. É sócia da empresa Habanero Film Sales, distribuidora sediada no Brasil que atua como agente de vendas internacionais de cinema latino-americano e caribenho para o mercado mundial.

Paulo Mendonça (BRASIL) – Roteirista, produtor e diretor de cinema, teatrólogo e compositor. É administrador de empresas com especialização em informática e longa experiência no mercado financeiro e de capitais. Dirigiu o Canal Brasil de 2004 a 2018. Em duas ocasiões distintas foi membro do Conselho Superior de Cinema, assim como por dois mandatos consecutivos membro do Comitê Gestor do FSA – Fundo Setorial do Audiovisual da ANCINE – Agência Nacional de Cinema e membro do Conselho Curador da Fundação Padre Anchieta.

*Júri de Curtas

Jair Silva (SP / BRASIL) – Formado em publicidade na UNAMA em Belém do Pará, estudou cinema na Escola Darcy Ribeiro (RJ). Começou no mercado de distribuição na Imovision como assistente de programação e entrou na Vitrine Filmes em 2013, como gerente de programação. Trabalhou a programação Vitrine/Esfera durante a parceria das duas distribuidoras em 2014. Desde 2016 é gerente da área de cinema na O2 PLAY.

Simone Mesquita (RJ / BRASIL) – Doutora em artes visuais, mestra pela Escola Internacional de Cine e TV de Santo Antônio de Los Baños, em Cuba e arqueóloga. Trabalhou em 2013 como consultora do programa “Bom Dia Arqueologia”. Com 13 episódios esta foi a primeira série sobre o assunto realizada no Brasil. Dirigiu o curta “Delírio” (2015) e os longas “Cuba entre Sol e Luz” (2018) e “Dias na Antártica” (2019). Atualmente realiza a segunda temporada da série “Bom Dia Arqueologia”.

Daniel Cañizal (ESPANHA) – Roteirista e analista de roteiros residente em Bogotá – Colômbia. É licenciado em Ciência da Informação, diplomado em roteiro pela ECAM e formado em Produção pela Escola Internacional de Cine e TV (EICTV) de Santo Antônio de Los Baños, em Cuba. Roteirizou o filme colombiano ‘’A Pedra’’, que teve estreia mundial no Festival de Cinema Ibero-americano de Huelva, na Espanha. O longa foi premiado no Festival de Bogotá Audiovisual Market 2018 como melhor filme de ficção e no Festival de Brasília com o prêmio do público. Já analisou mais de 1000 roteiros nos últimos 10 anos.

Danilo Carvalho (PI / BRASIL) – Realizador, técnico de som direto, desenhista de som, professor, músico e artista visual. Cursou música na Universidade Estadual do Ceará (UECE). Tem sido responsável pela captação de som direto em diversos filmes de longa e curta-metragem, documentários brasileiros e de diversos países. Entre eles, “Praia do Futuro”, de Karim Aïnouz, “Tatuagem”, de Hilton Lacerda, “Che, Memórias de um ano secreto”, de Margarita Hernández, “Os últimos cangaceiros”, de Wolney Oliveira, e “AGT”, de Marcelo Rosembaum. Foi várias vezes premiado com o seu curta “Supermemórias” (2010), que dirigiu e fez o desenho de som.

Suzana Costa (CE / BRASIL) – Socióloga, especialista em História da Cultura, é restauradora de obras raras em papel e empreendedora cultural na área do audiovisual. Diretora de projetos da empresa Baião de Dois Filmes, produtora com 15 anos de atuação no mercado audiovisual cearense. Desenvolve, desde 2015, os projetos de conteúdo da Baião de Dois Filmes. É presidente da Câmara Setorial do Audiovisual do Ceará (CSA), da Agência de Desenvolvimento do Ceará.

*Júri Olhar do Ceará

Suyene Correia Santos (SE / BRASIL) – Jornalista e crítica de cinema, Mestre em Comunicação pela UFS e especialista em Jornalismo Cultural pela Universidade Tiradentes (UNIT). Foi professora substituta do curso de Cinema e Audiovisual da Universidade Federal de Sergipe (UFS), repórter do Caderno de Variedades do Jornal da Cidade (SE) e criou o blog Bangalô Cult. Membro da ABRACCINE, foi jurada em festivais como Festival Ibero-americano de Cinema de Sergipe, 36ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e 45º Festival de Cinema de Gramado (2017). Tem críticas publicadas nas coletâneas “100 Melhores Filmes Brasileiros” (2016), “Documentário Brasileiro – 100 Filmes Essenciais” (2017) e “Animação Brasileira- 100 Filmes Essenciais” (2018). Apresenta o programa de rádio Bangalô Cult na Jubileu FM 105, 9 MHZ e ministra oficinas e cursos livres na área de cinema.

Luana Sampaio (CE / BRASIL) – Cineasta formada pela Universidade Federal do Ceará (UFC), possui especialização curta em Creative Arts pela Deakin University e é mestranda do Programa de Pós-Graduação em Comunicação pela UFC. Tem experiência em realização audiovisual em filmes de curta-metragem e peças publicitárias, nos quais atua especialmente nas funções de direção, produção e edição. É membro da Golden Key International Honour Society.

Isabela Cribari (PE / BRASIL) – Há mais de 20 anos trabalha com a imagem e a palavra, com o cinema, a fotografia e a psicanálise. Nesse percurso, produziu mais de 100 filmes, assinou direções e roteiros que ganharam vários prêmios nacionais e internacionais, e participou de exposições de fotografias. Lecionou na Escola de Realização Audiovisual do Dragão do Mar, de onde foi também foi consultora. Já produziu muitos filmes para televisão (TV Cultura, Discovery, CNN, TV Escola) e foi também Diretora de Cultura da Fundação Joaquim Nabuco (2003 a 2011).

(Fotos – Divulgação)

Cine Ceará 2019 – Karim Aïnouz receberá o Troféu Eusélio Oliveira

O cineasta Karim Aïnouz será um dos grandes homenageados do 29º Cine Ceará, que acontecerá no Cineteatro São Luiz.

Ele receberá o Troféu Eusélio Oliveira na solenidade de abertura do festival, dia 30 de agosto, às 20 horas, informa o cineasta Volney Oliveira, da comissão organizadora do Cine Ceará.

Karim Aïnouz aproveitará o festival para fazer a pré-estreia nacional do seu premiadíssimo filme “A Vida Invisível de Eurídice Gusmão”.

A película ganhou o prêmio Um Certo Olhar, o segundo mais importante do Festival de Cannes, com esse “melodrama tropical”, baseado no romance homônimo de Martha Batalha.

(Foto – Reprodução)

Bolsonaro confirma que vai extinguir a Ancine

O presidente Jair Bolsonaro confirmou, nessa noite de quinta-feira, durante live semanal no Facebook, que pretende extinguir a Agência Nacional do Cinema (Ancine). Ele vem, desde a semana passada, citando que a agência fomenta, com dinheiro público, obras cinematográficas que atentam contra a família, e voltou a citar o caso do filme Bruna Surfistinha, lançado em 2011. Na época, o filme recebeu cerca de R$ 4,3 milhões em renúncia fiscal, segundo a Ancine, mas obteve bilheteria de R$ 20 milhões e foi visto por mais de 2 milhões de espectadores no cinema.

“Vamos buscar a extinção da Ancine. Não tem nada que o poder público tenha que se meter a fazer filme”, disse.

Bolsonaro também disse ter solicitado que a Ancine recue na autorização dada para captação de R$ 530 mil em isenção fiscal para a produção do documentário Nem Tudo se Desfaz, do diretor Josias Teófilo, que trata dos acontecimentos que levaram à eleição do presidente em 2018. O filme trata sobre o crescimento da linha conservadorista no país desde as manifestações de junho de 2013.

“Recentemente tomei conhecimento sobre a liberação para captação de R$ 530 mil via Ancine para produção de um filme sobre minha campanha nas eleições. Por coerência sugeri que voltassem atrás nessa questão. Não concordamos com o uso de dinheiro público também para estes fins”, escreveu o presidente em sua conta no Twitter.

Jair M. Bolsonaro

@jairbolsonaro
– Recentemente tomei conhecimento sobre a liberação para captação de R$ 530 mil via Ancine para produção de um filme sobre minha campanha nas eleições. Por coerência sugeri que voltassem atrás nessa questão. Não concordamos com o uso de dinheiro público também para estes fins.

51,6 mil
18:46 – 25 de jul de 2019
Informações e privacidade no Twitter Ads
10,7 mil pessoas estão falando sobre isso

Durante a live, ele voltou a tratar do assunto e reforçou sua posição que, segundo ele, não se trata de censura. “Deixo bem claro, quem no Brasil quiser fazer filme com Bruna Surfistinha, seja quem for, fique à vontade. Isso, se nós fôssemos interferir, seria uma censura. O que nós não podemos admitir e não queremos, é esse tipo de filme, ou filme de político, como o meu, [seja feito] com dinheiro público”, disse.

Umas das medidas em estudo no governo é retirar da Ancine a gestão do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). Criado pela Lei nº 11.437/2006, o FSA é destinado ao desenvolvimento de toda a cadeia produtiva da atividade audiovisual no Brasil. O fundo contempla atividades associadas aos diversos segmentos, como produção, distribuição, comercialização, exibição e infraestrutura de serviços, por meio de investimentos, financiamentos, operações de apoio e de equalização de encargos financeiros. O orçamento do FSA para este ano é de R$ 724 milhões. A eventual extinção da agência, no entanto, dependerá de aprovação pelo Congresso Nacional.

(Agência Brasil)

29º Cine Ceará – Sai lista dos sete longas da Mostra Competitiva Ibero-Americana

Cena de “A viagem extraordinária”

A organização do 29° Cine Ceará divulgou a lista dos sete longas selecionados para a Mostra Competitiva Ibero-americana que acontecerá de 30 de agosto a 6 de setembro, no Cineteatro São Luiz. São cinco filmes de ficção e dois documentários. Dos sete, quatro têm diretoras mulheres.

O documentário “Vozes da Floresta”, da carioca Betse de Paula, e “Notícias do fim do mundo”, do cearense Rosemberg Cariry, são os dois longas que terão estreia mundial no Cine Ceará.

Do Brasil, também estão na Mostra as produções “Greta”, primeiro longa-metragem do cearense Armando Praça, que teve sua estreia em fevereiro na mostra Panorama do Festival Internacional de Cinema de Berlim, e o documentário “Ressaca”, com direção de Patrizia Landi e Vincent Rimbaux, exibido pela primeira vez em janeiro deste ano na principal mostra do FIPADOC, Festival Internacional de Documentários realizado em Biarritz, na França.

Completam a mostra o peruano “Canção sem nome”, de Melina León, que estreou no Festival de Cannes, o cubano “A viagem extraordinária de Celeste García”, de Arturo Infante, que teve estreia no Festival de Toronto, e “Luciérnagas”, do México, com direção de Bani Khoshnoudi, exibido pela primeira vez no Festival de Rotterdã.

Os longas da competião Ibero-Americana são:

El viaje extraordinario de Celeste García / A viagem extraordinária de Celeste García. Dir. Arturo Infante. Ficção. 2018. 92min. CUBA.

Canción Sin Nombre / Canção sem nome. Dir. Melina León. Ficção. 2019. 97min. PERU.

Greta. Dir. Armando Praça. Ficção. 2019. 96min. BRASIL.

Luciérnagas. Dir. Bani Khoshnoudi. Ficção. 2018. 85min. MÉXICO.

Notícias do fim do mundo. Dir. Rosemberg Cariry. Ficção. 2019. 70min. BRASIL.

Ressaca. Dir. Patrizia Landi e Vincent Rimbaux. Documentário. 2018. 86min. BRASIL.

Vozes da Floresta. Dir. Betse de Paula. Documentário. 2019. 95min. BRASIL.

SERVIÇO

*Mais Informações – www.cineceara.com

*Toda a programação tem acesso gratuito.

(Foto – Divulgação)

Vitória de Bolsonaro nas urnas deve virar filme

O diretor Josias Teófilo poderá captar R$ 530 mil para uma produção sobre a eleição de Jair Bolsonaro. Intitulado “Nem tudo se desfaz”, o projeto é um “documentário ensaístico sobre os desdobramentos políticos das Jornadas de Junho de 2013 que culminaram na eleição” do atual presidente, segundo informa o jornal Extra, baseado na descrição do perfil oficial do filme no Twitter.

Teófilo é diretor de “O jardim das aflições” , sobre Olavo de Carvalho, guru de Bolsonaro. Em seu perfil no Facebook, ele postou que seu filme “não é sobre Bolsonaro, mas sobre as causas da eleição de Bolsonaro, que, na narrativa do filme, remontam a 2013”.

Com a captação via fomento direto, o projeto está autorizado para buscar financiamento de empresas, que investiriam em troca de renúncia fiscal. A autorização acontece no momento em que o presidente Jair Bolsonaro estuda uma mudança no fundo de fomento.

Ancine

O governo Jair Bolsonaro anunciou, nesta terça-feira, que estuda tirar o Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) da Agência Nacional do Cinema (Ancine) e transferi-lo para a Secretaria Especial de Cultura , subordinada ao Ministério da Cidadania.

O fundo soma hoje R$ 724 milhões e é considerado estratégico por se tratar de um mecanismo de fomento direto, alimentado principalmente pela Condecine , taxa arrecadada do próprio setor audiovisual e de telecomunicações.

(Foto – Agência Brasil)