Blog do Eliomar

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Filme "As Mães de Chico Xavier", produzido no Ceará, vai ser distribuído pela Paris Filmes

“A Paris Filmes, distribuidora de Crepúsculo, Lua Nova e Eclipse, películas de sucesso mundial de bilheteria, vai responder pela veiculação, em mais de 250 cinemas do País, do filme As Mães de Chico Xavier, dos cearenses Gláuber Filho e Halder Gomes e apoiado pela ONG Estação da Luz do Ceará.

A estreia foi acertada ontem, no Rio, para 1º de abril de 2011, informa o empresário Luís Eduardo Girão (Estação da Luz), adiantando que o investimento foi de R$ 4,1 milhão. “Esse filme, que conta a história de três mães que receberam cartas psicografadas por Chico Xavier, foi 90% rodado no Ceará. O restante foi em Pedro Leopoldo (MG), terra do grande médium”, disse Girão.

Baseado no livro Por trás do véu de Isis, de Marcel Souto Maior, traz no elenco nomes como Nelson Xavier, Caio Blat e Vanessa Gerbelli. Promete ser mais um filão num mercado que não é do outro mundo.”

 (Coluna Vertical, do O POVO/Foto – Paulo Moska)

Mãezinha, que tal levar seu bebê para o cinema?

A ONG CineMaterna faz sessões de cinema para mamães e bebês de até 18 meses. O projeto, apoiado pela Natura que, a princípio parecia inusitado, se encaixou perfeitamente na rotina de mães das doze cidades que já receberam o programa e promete agradar às mamães cearenses. A estreia em Fortaleza ocorre nesta quinta-feira, com apoio do Shopping Iguatemi e da UCI Cinemas, parceiros da associação. A partir dessa data o programa será mensal, sempre às quintas-feiras, às 13h30min. A ideia é trazer as mães com filhos pequenos de volta à vida cultural, oferecer um apoio ao pós-parto e fortalecer o vínculo entre as mães e seus bebês. No cinema, elas encontram outras mães para compartilhar as mais diversas experiências da maternidade, em especial, durante o bate-papo no café após o filme.
 
Os filmes exibidos são para adultos, dentro da programação regular do cinema. O diferencial está nas salas que são preparadas especialmente para a mamãe e bebê, com som mais baixo, ar-condicionado ameno, luzes ligeiramente acesas e espaço para os bebês que engatinham. A sala conta ainda com trocadores, fraldas e produtos da linha Mamãe e bebê como lenços de limpeza, perfume e óleos de massagem que estimulam o vínculo entre mãe e filho e acalma os mais agitados.
 
SERVIÇO

* As mães de Fortaleza já podem se cadastrar no site cinematerna.org.br para ganhar seu convite para o lançamento.

(Com Assessoria da Natura)

Cearense Luís Eduardo Girão, o cineasta de um outro mundo

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Eis que de repente seu nome está ao lado do de Daniel Filho, um dos mais importantes diretores de TV e cinema do país. Luis Eduardo Girão, que completará 38 anos no próximo dia 25, cuidava dos negócios da família em Fortaleza, um resort e uma empresa de segurança, e jamais sonhara se tornar cineasta. Após passar por uma síndrome do pânico, tornou-se espírita e passou a investir em peças teatrais ligadas ao tema. Até que resolveu fazer um filme com a história de um médium famoso, Bezerra de Menezes.

Com pouco dinheiro, parte dele do próprio bolso, e apenas 44 cópias, levou aos cinemas, em 2008, mais de meio milhão de pessoas e inaugurou a onda de filmes espíritas, da qual faz parte “Chico Xavier”, de Daniel Filho, com 3,5 milhões de espectadores, maior bilheteria nacional deste ano. Na semana em que “Nosso Lar”, o terceiro filme desse segmento, foi visto por mais de um milhão de pessoas, Girão concedeu à Folha a entrevista a seguir, na qual fala sobre sua conversão ao espiritismo e da abertura da produtora Estação Luz, exclusivamente voltada a obras espíritas.
O cineasta Luis Eduardo Girão, que diz ter se tornado espírita após sofrer síndrome do pânico

FOLHA – Antes do cinema, você trabalhava nos negócios de sua família. Em que ramo atuam?
LUIS EDUARDO GIRÃO – Trabalhamos com terceirização de serviços, limpeza, segurança e transporte de valores, e hotelaria, empresas que geram 8.000 empregos. Na década de 80, meu pai teve três jornais dos Diários Associados, “Correio do Ceará”, “Unitário” e “Meio Dia”. Passei a minha infância nesse clima frenético de redação.

Qual foi a sua formação religiosa? Como entrou no espiritismo?
Muito ligada à Igreja Católica. Fui batizado e fiz primeira comunhão. A minha história no espiritismo começou em 2001. Eu estava enfrentando uma crise existencial, um vazio me tomava apesar do sucesso profissional e da conquista de grande patrimônio. Tive síndrome do pânico. Um dia, estava em São Paulo e fui ver uma peça chamada “O Cândido Chico Xavier”. Chorei feito criança e minha vida mudou definitivamente. Sem nada conhecer de produção teatral, levei essa peça a Fortaleza e foi um sucesso. Mais de 4,2 mil pessoas em um final de semana. Fundei uma ONG, a Estação Luz, e criamos a Mostra Brasileira de Teatro Transcendental, evento beneficente que ocorre há oito anos em Fortaleza.

Antes de produzir “Bezerra de Menezes”, que relação tinha com o cinema? Sonhava em trabalhar com isso?
Nenhuma. Cai de paraquedas. Não sou cinéfilo e considero que não entendo quase nada de cinema ainda. Nunca sonhei em trabalhar com cinema. Quando era bem novo, cheguei a filmar e editar casamentos e a fazer uma espécie de telejornal do condomínio onde morava. Coisas de menino se apaixonando pela tecnologia.

Como surgiu a ideia de fazer “Bezerra de Menezes”?
Com o sucesso da mostra de teatro transcendental. Pensamos que, se ela já atinge 30 mil pessoas, um filme poderia atingir muito mais.

Como financiou o filme?
A produção custou R$ 1,6 milhão, a distribuição, R$ 100 mil e a divulgação, R$ 600 mil. Eu investi a metade disso, e a outra metade, consegui com patrocinadores por meio de leis de incentivo fiscal.

Enfrentou resistência de empresários pelo fato de o filme ser espírita?
Não encontramos muita dificuldade. De cada dez portas que batemos, uma se abria. Hoje, com o retumbante sucesso de “Bezerra”, “Chico Xavier” e “Nosso Lar”, será tudo mais tranquilo.

Quem são os investidores?
Bic Banco, Leites Betânia, Capemisa, Coelce (Cia Energética do CE) e Grupo Ype são os principais. Em “As Mães de Chico Xavier”, a maior parte será das leis de incentivo e pequena parte, minha, que deve retornar com o resultado da bilheteria.

O lucro com “Bezerra” foi investido em quê?
Apesar da venda de mais de 40 mil DVDs e da bilheteria de 505.369 pessoas, o filme lucrou pouco. “Bezerra” pagou o preço por ser o pioneiro e não reclamamos disso. Ele teve o papel de despertar o mercado para a temática transcendental, que há décadas se mostrava atrativa na literatura. O que sobrou dele investimos na coprodução com Daniel Filho, em “Chico Xavier”.

Sua produtora fará apenas filmes com esse tema?
Sim. Só nos envolvemos em filmes transcendentais, algo que necessariamente traga uma mensagem transformadora para a vida das pessoas. Fiz “Bezerra” por puro idealismo. Acreditamos que filmes nessa linha constroem um mundo melhor.

Por que, em sua opinião, esses filmes estão fazendo tanto sucesso?
O inconsciente coletivo das pessoas pede isso. Ninguém aguenta mais ver na mídia tanta violência, tanta notícia ruim, corrupção, terrorismo.

Você vê interferência do plano espiritual em suas produções?
Já ouvi relatos impressionantes de nossa equipe dizendo que a ajuda espiritual foi fundamental para que o cronograma das filmagens fosse cumprido. Isso sem falar na atmosfera de paz celestial na equipe. Parece que trabalhamos no Nosso Lar [espécie de paraíso para onde vão os espíritos, segundo o livro de Chico Xavier].

Como responde a quem possa acusá-lo de explorar a fé?
Respeito o julgamento de algumas pessoas. Estamos no mundo material e somos suscetíveis a certas incompreensões. Tenho consciência das nossas reais intenções com esse movimento no cinema. Para alavancar, crescer e produzir mais e mais filmes com essa poderosa temática é preciso ter lucro. Lucro no mundo dos negócios é sinônimo de vitalidade e precisamos disso para seguir em frente. O dinheiro em si não é “do bem” nem “do mal”. O uso que se faz dele é que pode ser pernicioso ou glorificante.”

(Folha Online)

Jornalista Nonato Albuquerque contesta artigo que critica o filme "Nosso lar"

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O jornalista e radialista Nonato Albuquerque deixou comentário rebatendo artigo do escritor Marcelo Mirisola, aqui compilado do site “Congresso em Foco”, onde faz críticas ao filme “Nosso lar”. Mirisola, por exemplo, fala de um “céu de peruca dos anos 50” que Nonato repudia e reage. Confira: 

Em nenhum momento, o livro ‘Nosso Lar’ sugere que aquela região seja o céu. Tampouco, o inferno. Há zonas “purgatoriais” próximo à crosta terrestre onde almas que se preparam para “elevação” se permitem ficar enquanto elas próprias estão em sintonia com as suas idiossincrasias. Enquanto elas próprias se depuram de suas emoções, de suas conveniências e de seus desejos.

Nós somos o que pensamos. “O inferno somos nós”, disse o ateu Sartre. Não é a doutrina Espírita que mapeia o “lado espiritual” dos seres; são os seres que, depois da vida física, jornadeiam pelos ambientes onde eles próprios construíram mentalmente o seu ego.

O ‘nosso lar’ da descrição andreluiziana (nos dias de hoje) é muito avançado do que aquilo que o espírito do médico A.L.

"Nosso Lar" – Uma casa de perucas dos anos 50?

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Eis artigo do escritor Marcelo Mirisola sobre o filme “Nosso lar”. Em abordagem crítica, ele tem muitas restrições ao “céu do Chico Xavier”, que lhe parece mais “uma casa de perucas dos anos 50”. Para ele, Nosso Lar “não fede e não cheira”. Confira:

Meu amigo Pascotto disse que não ia ver “Nosso lar”, o filme inspirado no livro escrito pelo falecido André Luiz e psicografado por Chico Xavier, nem depois de morto. E ele estava sendo absolutamente sincero. Porque o céu do Pascotto nada tem a ver com o céu careta de Chico Xavier e André Luiz. Mas eu – por ofício de fé e profissão – fui dar uma conferida.

Na verdade, vivo uma fase espiritual meio excêntrica e confusa, digamos assim. Tudo começou quando o Exu Tiriri me deu uma esculhambada num terreiro lá no Méier, coisa de três meses atrás. De lá pra cá, minha fé deu uma degringolada, e atingiu requintes sertanejos de breguice: no final da semana retrasasa , por exemplo, o leitor atento poderia me achar hipnotizado no meio da multidão que lotou a Marquês de Sapucaí. Isso mesmo. Fui conferir os milagres do apóstolo Valdemiro Santiago, aquele negão chapeludo simpático que comanda a Igreja Mundial do Poder de Deus. Do palco, ele fazia cego enxergar e curava aidéticos aos berros, enquanto eu, no meio do povão, pedia pelo amor de Deus pro paralítico ao meu lado levantar da cadeira de rodas, e nada acontecia. O cego logo à minha frente esfregava os olhos e também não via nada. Achei que estava atrapalhando os milagres do “Vardemiro” e me pirulitei. Envergonhado, segui acreditando no poder de Deus e lamentei não ter conhecido o sambódromo no carnaval.  Sabem quando a gente dá a quentinha pro mendigo, e se arrepende?

Desde criancinha, o mundo dos ETs e dos espíritos me pareceu brega e opressivo – o timbre metálico dos primeiros jamais me convenceu, e também havia alguma coisa errada com aquele sujeito que recebia mensagens do além. Se não fosse pelo jeito afeminado e pela franjinha da peruca, Chico Xavier teria me enganado. Nem sei se a palavra é essa, não se trata de enganar, o correto seria dizer que cada um tem o céu e o inferno correspondente, aqui nessa vida e alhures, acredito nisso e, sobretudo, sou leitor de Jorge Luis Borges.

O argentino não era do tipo que perderia seu tempo com o céu de Chico Xavier.  Depois de incluir o “místico” Swedenborg em seu Prólogos con un Prólogo de Prólogos, exatamente porque o mesmo prescindira da “metáfora, da exaltação e da vaga e fogosa hipérbole”, nem Borges, nem o Pascotto, jamais dariam colher de chá para o peruquento de Uberaba, nem em vida nem depois de efetivamente empacotados.

“Nosso lar” é um filme que retrata o céu de André Luiz através do filtro de Chico Xavier, ou seja, a extensão da vida dele noutro lugar, portanto uma modorra danada. Para resumir, posso dizer que André Luiz era um médico chato e tinha um bom coração. O filme é comovente para aqueles que, como eu, continuam querendo acreditar nos milagres do apóstolo Valdemiro Santiago. Até chorei no meio da sessão, quando o espírito do dr.André Luiz compreendeu sua vocação para ser corno depois de morto.

O problema é que também li Borges, e não posso culpar nem incluir ninguém no céu-inferno que são os meus gostos. Às vezes acho que sou muito tolerante, o que pode ser uma virtude a ser comemorada no inferno ou um pecado indesculpável no céu, depende – claro – do ponto de vista e do inferno ou do céu que escolhemos para nosso uso e fruto. Borges conta que Emanuel Swedenborg viajou pelo céu e pelo inferno e relatou sua experiência sem fazer pregação nem alarde. O céu e o inferno de Swedenborg são generosos: “Deus permite que os espíritos infernais permaneçam no inferno, pois só no inferno eles se sentem felizes”. O viajante Swedenborg relata o caso de um espírito demoníaco que “ascende ao céu, aspira o perfume do céu, ouve as conversas do céu, e tudo lhe parece horrível. O perfume lhe parece fétido, a luz lhe parece negra. Então, ele volta pro inferno, porque só no inferno é feliz”.

O céu, segundo Emanuel Swedenborg, corresponde simetricamente ao inferno. Há um equilíbrio entre as forças infernais e angelicais para que o mundo exista. A tese é boa. Já  Chico Xavier, limitadíssimo em sua Uberaba dos anos 50, jamais conseguiria ser tão generoso e cristão a ponto de entender esse equilíbrio. Nem ele nem o dr. André Luiz, o corno manso de coração iluminado. Chico Xavier, diferentemente de Swedenborg, não tem um pingo de generosidade com o inferno.

Aqui, a porca torce o rabo. Uma vez que a escolha é do freguês, e o livre arbítrio continua – conforme a própria doutrina espírita – na vida depois da morte, urge a pergunta: qual céu que você quer?

Tem uma parte do céu de André Luiz, psicografado por Chico Xavier, que eu abomino em vida e tenho certeza que vou abominar depois de morto (porque além de generosidade, falta desapego e sobra burocracia). Franz Kafka não está lá, podem apostar. Um lugar cheio de repartições e funcionários públicos, escaninhos, esplanadas e ministérios, filas e senhas para ser atendido. Até a lan house é silenciosa e organizada. Como se o céu fosse um imenso salão de tele-marketing iluminado por uma fria luz hospitalar e suspenso em colunas de gesso. Algumas variações em tons de baunilha e pastel. Caraio, isso é uma atração do Beto Carrero World aqui e agora!

Outra vez, qual é o céu que você quer? Outra vez Swedenborg, via Borges: “Aqueles que chegam ao céu têm a noção equivocada. Pensam que no céu rezarão continuamente; e é-lhes permitido rezar, mas, ao fim de poucos dias ou semanas, eles se cansam: dão-se conta de que isso não é o céu. Depois, adulam Deus; louvam-No. Deus não gosta de ser adulado. E essa gente também se cansa de adular Deus (…) até que entram na verdadeira obra do céu (…)”.

Nesse lugar, na verdadeira obra do céu, Chico Xavier não vai cagar nem psicografar regras. Porque no céu de Chico Xavier não tem Vinicius de Moraes, nem sexo anal, nem chiboquinha no bar na esquina, nem um inferno para chamar de seu, a banda Saco de Ratos não faz shows às quintas-feiras de madrugada e nesse lugar vocês não vão encontrar a Lu Vitaliano cantando Ray Charles, e – lamento dizer – também não tem cerveja gelada nem frango a passarinho. Não há sobressaltos. Nem troca de tiros e/ou milagres violentos. Não tem aquele bolo de laranja recém saído do forno que sua mãe fazia só pra você antes de ela ter ficado maluca. Nesse céu,você não existe. Nem antes, nem durante nem depois. Ritinha não vai coçar seu saco depois do sexo.  Ah, esqueça Ritinha e esqueça os cafunés também. Os mesmos cafunés que sua mãe fazia em você antes de enlouquecer – e, depois de tudo, você não vai dar um beijo com hálito de cemitério na boca da morte, e simplesmente não vai conseguir chamar o táxi e despachá-las, a morte e o seu amor, para Santo André, porque sem inferno não existiria o céu, e vice-versa.

O céu do Chico Xavier é uma casa de perucas dos anos 50, é a casa dele e dos xaropes que vão rezar até encher o saco de Deus, não é meu lar, nem nosso lar, não fede e não cheira. Parece uma fábrica de iogurtes light. O ponto positivo é que não tem rap, nem eleições, nem cachorro latindo. Se não fosse isso, eu chamaria “Nosso Lar” de desumano.  Pascotto, vai pro inferno!

* Considerado uma das grandes revelações da literatura brasileira dos anos 1990, formou-se em Direito, mas jamais exerceu a profissão. É conhecido pelo estilo inovador e pela ousadia, e em muitos casos virulência, com que se insurge contra o status quo e as panelinhas do mundo literário. É autor de Proibidão (Editora Demônio Negro), O herói devolvido, Bangalô e O azul do filho morto (os três pela Editora 34) e Joana a contragosto (Record), entre outros.

(Congresso em Foco)

"Nosso lar" bate recorde de público

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=3EcOGAxYPHo[/youtube]

Mais de meio milhão de pessoas foram aos cinemas, no último fim de semana, para ver Nosso Lar. O resultado reforça a onda de sucesso no Brasil de produtos culturais ligados ao espiritismo. Inspirado no livro homônimo de Chico Xavier, o longa-metragem que mostra a vida após a morte foi visto por pelo menos 520 mil pessoas. O dado contabiliza 100% das bilheterias de sexta e sábado e 90% das de domingo (a distribuidora Fox não tinha o resultado final até a última segunda).

Ainda que parcial, a contagem já faz de Nosso Lar, do jovem diretor Wagner de Assis, a segunda maior estreia de filmes nacionais no ano. A primeira é também espírita, Chico Xavier, de Daniel Filho, visto por 585 mil pessoas no primeiro fim de semana.

Vida de Maria da Penha em filme

“A vida da cearense Maria da Penha, cujo nome virou lei em defesa da mulher, será contada em filme. O mesmo produtor de “Nosso Lar”, o norte-americano Harold Apterque, chega ao Brasil para a escolha da atriz que viverá o papel principal. A produção começa ano que vem narrando a história dessa farmacêutica, mãe de três filhas, vítima de um tiro nas costas disparado pelo próprio marido.

O caso dela foi parar na OEA e fez com que o Brasil sofresse uma advertência por violar a Convenção dos Direitos Humanos, obrigando o governo a criar uma lei que amparasse esses casos. Há 27 anos, Maria da Penha está numa cadeira de rodas.”

(Blog Gente de Mídia)

Diretor da Casa Amarela ganha homenagem

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O cineasta cearense Volney Oliveira receberá homenagem nesta segunda-feira, às 19 horas, no Centro e Convenções. Isso, dentro do encerramento do IV Festival Master de Cinema, da Rede de Ensino Master, certame onde alunos apresentam suas produções cinematográficas, realizadas com apoio do estabelecimentro.

Segundo o diretor do Master, professor Nazareno Oliveira, trata-se de “um reconhecimento ao trabalho de Volney em prol do cinema”. Volney Oliveira é diretor da Casa Amarela Eusélio Oliveira (UFC ) e o mentor do Cine Ceará, o festival de cinema e vídeo do Estado, que chegou à sua 20ª edição e um dos cineastas mais premiados do Estado.

"Nosso lar" tem pré-estreia em Fortaleza

O filme “O Nosso Lar”, drama espírita dirigido por Wagner Assis, fará pré-estreia em Fortaleza nesta quinta-feira, às 21 horas, no Cine do Shoppin Iguatemi. No papel principal, o ator Renato Pietro e um roteiro que procura mostrar que há vida além da morte.

A ONG Estação da Luz, que produziu os filmes “Bezerra de Menezes – diário de um espírito” e “As Mães de Chico Xavier”, apoio lançamento.

Eterno 007 completa 80 anos

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Thomas Sean Connery, o sir Sean Connery, completa 80 anos nesta quarta-feira. Um dos maiores atores de Hollywood, o veterano acumula mais de 60 filmes no currículo. Vários são da série 007, nas décadas de 60 e 70, na qual interpretou o primeiro James Bond, o detive mais famoso do mundo.

O astro teve sua primeira oportunidade na carreira artística em um musical. Nesta época, ele foi o terceiro colocado no concurso de Mister Universo, que lhe abriu portas para os palcos e televisão. Chegou à fama internacional por James Bond. De lá pra cá não parou mais. Connery nasceu em Edimburgo, na Escócia. Após abandonar seu personagem mais famoso, estrelou outros grandes sucessos como O Nome da Rosa, Os Intocáveis, Indiana Jones e a Última Cruzada, Highlander II – A Ressurreição, Armadilha, A Liga Extraordinária (seu último filme), dentre outros. Venceu o Oscar de melhor ator coadjuvante por sua atuação em Os Intocáveis, com Kevin Costner e Robert de Niro, em 1987, em uma cerimônia em que foi aplaudido de pé.

Por sua contribuição às artes cinematográficas e ao Império Britânico, o ator foi sagrado sir pela Rainha Elizabeth II, em 2000. Connery se mantém afastado dos cinemas desde A Liga Extraordinária, que apesar do sucesso entre o público, foi considerado um fracasso comercial. Para justificar o sumiço, ele afirmou que estava se dedicando a escrever um livro sobre sua vida.

O astro foi casado por onze anos com a atriz australiana Diane Cilento, com quem teve um filho. Foi um relacionamento conturbado, o que levou a atriz a escrever uma autobiografia relatando que o ator era um péssimo marido. Desde 1975, o veterano está casado com a artista franco-tunisiana Michelline Roquebrune.

(Portal Terra)

Vem aí o filme "Nosso Lar"

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=3EcOGAxYPHo[/youtube]

Está marcada para o dia 3 de setembro a estreia nacional do filme “Nosso Lar”, de André Luiz.  
Baseado na obra de Chico Xavier, o filme conta a historia do próprio André Luiz, médico bem sucedido que, após sua morte, acorda no mundo espiritual. Ele não pertence mais ao mundo dos vivos e novas lições e conhecimentos surgem em seu caminho. Enquanto aprende como é a vida em outra dimensão e anseia em voltar a terra e rever seus parentes, André descobre a grande verdade: a vida continua para todos.
 
No elenco, além do conhecido ator de peças espíritas Renato Prieto, profissionais de peso da dramaturgia nacional como Ana Rosa, Werner Schünemann, Inêz Vianna, Othon Bastos e Paulo Goulart. Também na equipe o compositor internacional Philip Glass, o diretor de fotografia Ueli Steiger e a empresa de efeitos visuais Intelligent Creatures. O filme é coproduzido e distribuído pela Fox Film do Brasil.

"Caminhão do Cinema" vai percorrer o Ceará

Tudo pronto para a I Mostra Itinerante de Cinema do Ceará. Por meio de um caminhão, a iniciativa percorrerá praças de várias cidades do Estado exibindo filmes durante dois dias para. A Mostra Itinerante passará, nessa primeira etapa, por 12 municípios, com horário de exibição previsto para as 19 horas, nos principais locais de entretenimento da região. Nesta quinta e sexta-feira, a I Mostra Itinerante estará no município de Jardim, com um telão instalado na praça principal da cidade. No final de semana (dias 7 e 8),  segue para a comunidade de Barbalha. Já nos dias 09 e 10, os moradores da cidade de Brejo Santo vão poder conferir os filmes de produção cearense, na praça matriz.

Estão programadas para receber o caminhão do cinema as cidades de Caririaçu, nos dias 11 e 12, local em que será feita uma homenagem ao cineasta Zé Sozinho (in memorian), um dos maiores divulgadores do cinema da região do Cariri; A comunidade de Jati, nos dias 13 e 14; Mauriti, nos dias 16 e 17; Em seguida, o caminhão do cinema, nos dias 18 e 19, vai para a cidade de Icó. O circuito continua nos dias 20 e 21, com a exibição dos filmes no telão exposto na principal praça de Ipaumirim, e depois segue para outras cidades. Já nos dias 22 e 23, o cinema chega na cidade de Cariús. Logo depois, vai para o município de Deputado Irapuan Pinheiro, nos dias 24 e 25. Outra cidade contemplada com a Mostra é Ararendá nos dias 27 e 28.

Filmes selecionados

Campo Branco
Telmo Carvalho

Em busca da cor
Telmo Carvalho

Porque as coisas são assim
Michelline Helena

Câmara Viajante 
Joe Pimentel

Amor do Palhaço
Armando Praça

Cine Hollywood- O artista Contra o Caba do Mau                                          Halder Gomes
 
Zé Sozinho
Adriano Lima
 
Vida Maria
Márcio Ramos
 
Patativa do Assaré – Ave Poesia
Rosemberg Cariry
 
Águas de Romanza
Patrícia Baia
 
Canoa Veloz
Tibico Brasil
 
Céu de Iracema
Iziane Mascarenha

SERVIÇO

* Mais informações: (85) 3251 1105/ 3226.0751.

Fortaleza ganha mais um cinema 3D

Fortaleza ganha mais uma área de cultura e entretenimento com a inauguração de duas salas de cinema no Shopping Pátio Dom Luís, na próxima sexta-feira. As salas Arcoplex Stadium apresentam tecnologias de última geração e formato que proporcionam total visibilidade. O filme que marca a chegada do primeiro cinema 3D da região é a animação Meu Malvado Favorito”.
 
Essas salas do Grupo Arco-íris estão localizadas no segundo piso do shopping e seguem o formato de estádio com alturas diferentes entre as fileiras de poltronas. A sala 1 oferece capacidade para 120 pessoas e a 3D, para 160 pessoas. O som é Dolby Digital, que transmite maior emoção e sensibilidade aos efeitos sonoros dos filmes.

Filme sobre Lula empaca nos EUA e Europa

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=9K-LixO8OFU[/youtube]

“Não é só nos Estados Unidos que a exibição de “Lula, o Filho do Brasil” está enrolada. Planejada inicialmente para março, a estreia do longa na América Latina foi adiada para o fim do ano, informa a coluna de Mônica Bergamo, publicada nesta segunda-feira pela Folha. Segundo a coluna, na Argentina, o filme deve estrear só em setembro, em “menos de 50 salas”, segundo o produtor Luiz Carlos Barreto. “Adiamos por causa da Copa do Mundo. Como erramos a data de lançamento no Brasil [em janeiro], não queríamos nos equivocar de novo”, disse.

Nos EUA, “Lula” deverá ser exibido em março. “Estamos negociando. Não existe essa história de que o filme foi proibido lá. Apenas um exibidor não quis. Nos EUA, é proibido proibir.” O longa foi recusado por um exibidor que, segundo Barreto, alegou que a relação de Lula com o Irã espanta público. Na TV brasileira, o longa passará pela primeira vez no dia 31 de janeiro de 2011, no Canal Brasil, de assinatura.”

(Folha.com)

VAMOS NÓS – Assistimos ao filme e, sinceridade, nos lembra mais um bolerão. O destaque fica mesmo para Glória Pires.

"Chico Xavier" em DVD para cegos

O filme “Chico Xavier” (foto) chega em DVD (R$ 29,90) e Blu-ray (R$ 89,90) com recurso especial para deficientes visuais. Ainda pouquíssimo explorada no Brasil, a audiodescrição é o detalhamento em áudio de informações veiculadas visualmente, mas que não estão contidas nos diálogos de um filme, comportando-se como um áudio extra, integrado ao som original, que contém descrições, por exemplo, de cenários, expressões faciais e corporais dos personagens, conteúdo de texto, figurinos, indicação de tempo e espaço etc.

Inserida nos intervalos entre os diálogos e os ruídos, a audiodescrição não atrapalha o andamento do filme.

(Diário de SP, com dica do Gente de Mídia)

"O Bem Amado" fica em 4º lugar de bilheteria

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=ChmKFr1TQT8[/youtube] 

“O Bem Amado”, adaptação de texto teatral de Dias Gomes para o cinema, ficou em quarto lugar no ranking de bilheteria brasileiro em seu primeiro final de semana de exibição. os dados são do Instituto Rentrak. O filme tem direção de Guel Arraes e já foi visto por  140.977 pessoas entre sexta (23) e domingo (26). Faturou R$ 1,5 milhão.

Estrelado por Marco Nanini, a história se baseia nas tentativas frustradas do prefeito Odorico Paraguaçu de inaugurar o cemitério da cidade, proposta de campanha que o levou ao cargo.

Casa Amarela abre inscrições para curso de cinema e vídeo

Quer ser cineasta ou ter noção de cinema? A Casa Amarela Eusélio Oliveira, da Universidade Federal do Ceará, inscreve para turmas do semestre 2010.2 dos cursos de “Cinema e Vídeo” e “Cinema de Animação”, num processo que vai até 10 de setembro ou até quando preencher o número de vagas.
 
O curso de “Cinema e Vídeo” terá início dia 13 de setembro e será ministrado de segunda a quinta-feira, das 19 às 21 horas, perfazendo um total de 90 horas/aula em três meses de duração. “Cinema de Animação” começará no dia 13 de setembro e se estenderá até 8 de outubro de 2010, com aulas de segunda a sexta-feira, das 14 às 17 horas, totalizando 60 horas/aula.

SERVIÇO

* Para inscrever-se, os interessados devem apresentar documento de identidade e foto 3×4 recente. Através de Guia de Recolhimento da União (GRU), disponível na secretaria da Casa Amarela Eusélio Oliveira, os candidatos pagarão taxa única de R$ 200,00 (“Cinema e Vídeo”) ou de R$ 180,00 (“Cinema de Animação”).

* Mais informações podem ser obtidas no local dos cursos, na Avenida da Universidade, 2591 – Benfica.  

(Site da UFC)