Blog do Eliomar

Categorias para Clima

Tempestade tropical ameaça o Japão neste fim de semana

Mais uma grande tempestade tropical está se aproximando do Japão e poderá afetar grandes áreas do país neste fim de semana.

A Agência de Meteorologia do Japão diz que o tufão Tapah está se movendo rumo ao oeste sobre as águas do sul da província de Okinawa.

A tempestade está se movendo a uma velocidade de 10 quilômetros (km) por hora nesta sexta-feira (20) e, amanhã, deverá mudar o curso rumo ao norte, em direção a Okinawa, e, no domingo, dirigir-se para Kyushu, com fortes ventos.

Chuva forte também deverá cair em Okinawa e na parte sul de Kyushu até domingo.

Nas próximas 24 horas, até este sábado de manhã, está prevista chuva de até 150 milímetros na parte sul de Kyushu, e de 120 milímetros em Okinawa.

(Com Agência Brasil, com TV japonesa)

Funceme fará balanço sobre acordo com organização francesa da área do clima

A Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) receberá na quarta-feira (4) a pesquisadora francesa e representante do Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento (IRD) no Brasil, Marie-Pierre Ledru.

Segundo a assessoria de imprensa do órgão, o objetivo do encontro, que acontecerá na sede da Funceme, é realizar um balanço das atividades de cooperação entre as entidades do Brasil e da França, além de discutir ações para projetos futuros.

O momento também contará com a presença de outros pesquisadores franceses que já se encontram desenvolvendo atividades no Ceará em parceria com o órgão cearense.

Na pauta, estará a discussão sobre um evento que acontecerá, já em setembro, na cidade de Buenos Aires, na Argentina. Com apoio do governo francês e entidades europeias de pesquisa, será discutido um projeto voltado para estudos relacionados ao clima e à desertificação no semiárido.

DETALHE – A Funceme está entre duas das instituições brasileiras escolhidas para participar da iniciativa, sendo a outra o Centro de Desenvolvimento Sustentável de Brasília.

(Foto – Divulgação)

Congresso instala nesta terça-feira a Comissão Mista sobre Mudanças Climáticas

A Comissão Permanente sobre Mudanças Climáticas (CMMC), criada em 2008, será instalada hoje (27) à tarde. Diferentemente de outras comissões mistas do Congresso, na CMMC não há tramitação de projetos. A função da comissão é acompanhar, monitorar e, principalmente, fiscalizar as ações do governo na área.

A decisão de instalar a comissão foi anunciada na semana passada pelo presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre. Na ocasião, ele destacou que o colegiado é o espaço adequado para centralizar o debate sobre os incêndios que atingem a Floresta Amazônica. Segundo Alcolumbre, o assunto “merece atenção diferenciada” para que o Congresso apresente ao país e ao mundo “soluções efetivas”.

De acordo com o senador Alessandro Vieira ( Cidadania-SE), que presidirá a comissão, esta primeira reunião deverá ser conduzida pelo membro mais idoso entre aqueles com o maior número de legislaturas no colegiado, no caso o deputado Átila Lins (PP-AM). Além da eleição do presidente, será apresentado um cronograma de trabalho. A expectativa é de que diligências e audiências públicas com ministros e especialistas em meio ambiente estejam na programação nos próximos meses.

Composição

A comissão será formada por até 12 titulares e 12 suplentes de cada Casa. A CMMC também terá um deputado, ainda não definido, como relator. Ele será responsável por elaborar um relatório sobre as atividades da comissão, no fim do ano.

(Agência Brasil/Foto – Renato Costa, da Folhapress)

Funceme abre inscrições para seleção de bolsistas

A Funceme inscreve para nova seleção de Bolsistas de Transferência Tecnológica (BTT). Em oferta, 16 vagas, informa a assessoria de imprensa do órgão, adiantando que as vagas são destinadas a profissionais e estudantes das áreas de geociências, ciências atmosféricas, ciência da computação, engenharias, agronomia, geografia e áreas afins.

Os selecionados atuarão no projeto intitulado “Elaboração de Estudos de Suporte ao Planejamento e à Gestão de Sistemas Hídricos no Nordeste, com foco no Abastecimento Urbano e na Operação de Infraestruturas Hídricas de Uso Múltiplo’’, inserido no Programa de Pesquisa em Ciências Ambientais, incluindo Meteorologia e seus impactos nos Setores de Recursos Hídricos, Agricultura e Energias (PPCA).

Seleção

A seleção terá duas etapas: uma de títulos e outra de prova escrita. A segunda etapa será realizada em locais a serem indicados e divulgados pela Funceme através do endereço www.funceme.br/editais, mesmo link onde há mais detalhes sobre o processo seletivo.

DETALHE – O resultado final da última seleção para bolsistas realizado pelo órgão também será divulgado a partir desta terça-feira. A lista dos aprovados ficará disponível no endereço www.funceme.br/editais.

Julho foi o mês mais quente da história, diz agência americana

O mês de julho foi o mais quente no planeta nos últimos 140 anos, informou ontem (15) a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA na sigla em inglês). Os dados da agência americana confirmam conclusões divulgadas no início do mês pelo serviço europeu Copernicus sobre mudança climática, que também havia apontado julho deste ano como o mês mais quente já registrado.

Segundo os cientistas da instituição americana, durante o mês de julho a média global das temperaturas foi 0,95°C superior à média de todo o século 20, que foi 15,77°C, o que torna julho de 2019 o mês mais quente nos registros da agência, que começaram em 1880.

No relatório, a NOAA lembrou que nove dos dez meses de julho mais quentes da história foram registrados desde 2005, sendo os dos últimos cinco anos os que tiveram as maiores temperaturas.

O calor sem precedentes em julho reduziu o gelo nos Oceanos Ártico e Antártico a mínimos históricos. O gelo do Oceano Ártico atingiu uma baixa recorde em julho, ficando 19,8% abaixo da média – superando a baixa histórica anterior, de julho de 2012. O gelo marinho médio da Antártica, por sua vez, ficou 4,3% abaixo da média de 1981-2010, atingindo seu menor tamanho para julho nos registros de 41 anos.

A NOAA afirmou que 2019 foi o ano com maiores temperaturas até o momento em partes da América do Sul e do Norte, Ásia, Austrália e Nova Zelândia, assim como na metade meridional da África e em porções do oeste do Oceano Pacífico, do oeste do Oceano Índico e no Oceano Atlântico. O Alasca teve seu mês de julho mais quente desde que começou a fazer registros, em 2005.

Recordes de temperatura também foram quebrados em diversos países europeus, como a Alemanha, Bélgica ou Holanda. Em Paris, por exemplo, os termômetros marcaram 42,6°C, a temperatura mais alta já registrada na capital francesa, ultrapassando o recorde anterior de 40,4°C alcançado em 1947.

Nesse sentido, o relatório americano ressaltou que entre janeiro e julho deste ano, a temperatura global esteve 0,95 graus acima da média do século passado, que foi de 13,83 graus centígrados, empatando com 2017 como o segundo ano mais quente até o momento (2016 é considerado até hoje o ano mais quente).

As conclusões confirmaram os dados divulgados pelo Serviço de Mudança Climática Copernicus, da União Europeia, em 5 de agosto, embora a margem do novo recorde em comparação com o último, em julho de 2016, tenha sido maior de acordo com os dados dos Estados Unidos.

O novo recorde é ainda mais notável porque o anterior seguiu um forte El Niño, que aumenta a temperatura média do planeta independentemente do impacto do aquecimento global.

(Agência Brasil)

Funceme elabora estudo com mapeamento de áreas com maiores riscos de incêndio florestal

O Ceará possui áreas de 20 municípios com alto risco de incêndios florestais. É o que aponta o estudo mais recente da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). O estudo foi financiado pelo Fundo de Defesa dos Direitos Difusos do Estado do Ceará (FDID), tendo sido iniciado em 2017 e concluído neste ano.

Segundo o pesquisador Manuel Rodrigues de Freitas Filho, coordenador do projeto e supervisor do Núcleo de Estudos Básicos da Funceme, o estudo levou em consideração mapeamentos temáticos do estado realizados pela Funceme, tais como: cobertura vegetal natural, uso e ocupação da terra, unidades de paisagem, pluviometria média anual e índice de vegetação.

“Com uso de técnicas de geoprocessamento, estes mapeamentos passaram por um processo de integração, resultando no mapa que indica as áreas mais vulneráveis à ocorrência de incêndios florestais”, explica Rodrigues.

Áreas críticas

De acordo com os estudos, os locais mais críticos estão situadas predominantemente nas regiões do médio Jaguaribe, Inhamuns e Centro-Norte, onde é comum a prática agropecuária. A pluviometria média anual varia entre 700 e 800 milímetros, o que colabora para o índice de vegetação extremamente seco.

“As áreas classificadas com os maiores riscos de ocorrência de incêndios florestais no Ceará são as que foram registradas os menores índices de chuva e que, ao mesmo tempo, são ocupadas pela vegetação natural de caatinga, a qual tende a ficar em uma condição muito seca no decorrer do segundo semestre”, reforça o pesquisador da Funceme.

O mapeamento das áreas de riscos de incêndios florestais do Ceará é uma importante ferramenta para o orientar o estabelecimento de estratégias de prevenção, monitoramento, controle de queimadas e combate aos incêndios florestais e, principalmente, subsidiar as políticas de autorizações de fogo controlado.

Queimadas

De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o período entre setembro e outubro registra os picos médios de focos de queimadas. Em 2019, já foram registrados 216 focos no Ceará. No Brasil, o atual ranking negativo é liderado pelos estados do Mato Grosso e Pará com, respectivamente, 11.490 e 5.693 focos.

Segundo o meteorologista da Funceme Raul Fritz, as condições secas de solo e de vegetação, as baixas umidades relativas do ar, além das temperaturas altas e ventos frequentemente mais intensos no segundo semestre do ano costuma facilitar o aumento do número de queimadas nesta época.

(Foto – Divulgação)

Marinha do Brasil alerta sobre ventos fortes no Nordeste

O Centro de Hidrografia da Marinha (CHM), organismo da Marinha do Brasil, divulgou, nesta quarta-feira, que poderão ser observados ventos fortes de direção Leste a Sudeste até 60 km/h (33 nós) entre o litoral do Rio Grande do Norte, ao norte de Touros (RN) e o litoral do Maranhão até São Luís (MA), entre o dia 21 à noite e o dia 22 à
noite.

A Corporação alerta aos navegantes que consultem essas informações antes de irem ao mar.

SERVIÇO

A Marinha do Brasil mantém todos os avisos de mau tempo em vigor no endereço eletrônico
https://www.marinha.mil.br/chm/dados-do-smm-avisos-de-mau-tempo/avisos-de-mau-tempo.

 

Funceme firma acordo de cooperação técnica com organização francesa

A Funceme e o Centro Francês de Pesquisa Agrícola para o Desenvolvimento Internacional (Cirad) vão assinar, às 9 horas desta quinta-feira (18), um memorando de entendimento para o início de uma nova cooperação científica e técnica. A informação é do presidente do órgão, Eduardo Sávio, adiantando que o acordo visa “a promoção de atividades de pesquisa nas áreas dos recursos hídricos, ciências agronômicas, ambientais e sociais.”

Segundo Sávio, a cooperação irá permitir o acolhimento e/ou intercâmbio de pesquisadores e estudantes de graduação, mestrado e doutorado, além de membros das equipes técnicas e administrativas das respectivas instituições. O termo será assinado durante ato no auditório da Funceme (Bairro Aldeota).

Para o ato, estarão presentes o presidente-diretor geral do Cirad, Sylvain Perret, o diretor regional do Cirad no Brasil e nos países do Cone Sul, Jean-Luc Battini,  além do secretário dos Recursos Hídricos do Ceará, Francisco Teixeira, e do secretário do Desenvolvimento Econômico e Trabalho, Maia Júnior.

(Foto – Paulo MOska)

Experiência da Funceme será apresentada em evento do Banco Mundial

O presidente da Funceme, Eduardo Sávio, participará, entre os dias 2 e 4 deste mês de abril, da *Water Week 2019*, em Washington, nos Estados Unidos. Na ocasião, ele irá compartilhar a experiência da Funceme no gerenciamento de risco de seca, seja em suas dimensões meteorológica, agrícola ou hidrológica, desenvolvimento contínuo de serviços relacionados à área hidro-meteorológica, e ainda abordará temas em torno da segurança hídrica e agricultura.

O evento, considerado o principal da Prática Global de Água do Banco Mundial, reunirá líderes inovadores para conectar o melhor conhecimento global para soluções dos desafios atuais.

Neste ano, o Water Week terá três pilares estratégicos: manutenção de recursos hídricos, prestação de serviços e fortalecimento de resiliência, além de conhecimento e experiência em todo o Grupo Banco Mundial, incluindo a International Finance Corporation (IFC) e Multilateral Investment Guarantee Agency (MIGA). É a segunda participação do presidente da Funceme na Water Week, a primeira tendo sido em 2017.

(Foto – Paulo MOska)

Jovens do mundo fazem protestos contra o aquecimento global

Jovens de mais de 100 países fazem hoje (15) manifestações exigindo medidas para conter o aquecimento global. No Brasil, estão previstos atos em Brasília e em seis estados, entre eles o Rio de Janeiro, onde jovens farão um protesto nas escadarias da Assembleia Legislativa do Estado, no centro da cidade.

Segundo o coordenador executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, Alfredo Sirkis, os mais jovens estão se mobilizando porque eles viverão os maiores impactos do aquecimento global.

A ideia é exigir a adoção de medidas por governos e empresários. A mobilização dos jovens contra as mudanças climáticas foi inspirada nas ações da jovem sueca Greta Thunberg, que passou a fazer protestos rotineiros em frente ao parlamento da Suécia contra o aquecimento global.

(Agência Brasil)

Sete praias de Fortaleza estão boas para o banho nesta semana de Natal

Sete das onze praias de Fortaleza monitoradas pela Semace estão próprias para banho. A informação é do boletim semanal de balneabilidade, adiantando que o monitoramento é feito pela autarquia entre os Postos dos Bombeiros 7 e 8 e a Barra do Ceará.

A condição é muito favorável às atividades de esporte e lazer de cearenses e turistas, nesta semana do feriadão de Natal.

As exceções do boletim se referem às amostra colhidas nas praia do Farol (Zona Leste), e no trecho entre a Rua das Goiabeiras e a Barra do Ceará (Zona Oeste).

SERVIÇO

*O boletim completo pode ser acessado clicando aqui.

(Foto – Divulgação)

Funceme participa de treinamento no Japão voltado para a previsão e monitoramento de seca agrícola

Pesquisadores da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) participaram, durante 34 dias, de um treinamento no Japão, que teve por objetivo abrir canais para a implementação de um projeto piloto de previsão e monitoramento de seca no Ceará. Será a 1ª vez que um estado usará essa tecnologia no País, informa a assessoria de imprensa do órgão.

Custeado pelo Banco Mundial em parceria com o Centro Internacional de Gerenciamento de Perigos e Riscos da Água (ICHARM, em inglês), o projeto teve início em junho deste ano, com visitas de campo com pesquisadores japoneses. Na ocasião, os cearenses conheceram os sistemas de irrigação privada e pública, culturas e calendários da produção, infraestrutura de recursos hídricos do Ceará, além de apresentação dos sistemas de monitoramento de secas existentes no Estado.

Como segunda fase do projeto, o treinamento, realizado durante o mês de outubro na cidade de Tsukuba, localizada na província de Ibaraki, serviu para apresentar aos pesquisadores da Funceme o modelo numérico de previsão e monitoramento de secas que é utilizado para prever a produção primária fotossintética, a evapotranspiração e que ainda atua como ferramenta de referência para o crescimento das culturas. Este modelo numérico está incorporado ao Sistema de Integração e Análise de Dados (DIAS, em inglês), que agrega dados observados, dados de análises e modelos multidisciplinares.

“Durante o curso, conhecemos a física do sistema de previsão, como ele é estruturado e seu funcionamento. Usando o Índice de Área Foliar (LAI, em inglês) poderemos classificar a severidade da seca dentro de um determinado período, por exemplo. Na Universidade de Tóquio, tivemos acesso ainda ao sistema DIAS, que coleta e armazena dados de satélites integrados com informações geográficas e socioeconômicas, o que será bastante importante no nosso trabalho”, pontuou o hidrólogo e pesquisador da Funceme, Valdenor Nilo de Carvalho Júnior.

O modelo de previsão a ser implementado no Ceará já foi aplicado em outras regiões do mundo, como no norte da África. Como inovação, ele usa imagens de microondas de satélite, isto é, traz mais detalhes de uma área a ser trabalhada. Porém, no Estado, ele terá ainda novidades.

“Inicialmente, o modelo precisa de condições pré-determinadas para começar a rodar. Vamos usar as imagens do satélite para isto e fazer a previsão. O diferencial é que, nas demais regiões já aplicadas, as imagens eram somente de satélite e, aqui, vamos usar informações captadas in loco, como do tipo de solo, irrigação e cultivo. Com estes detalhes, a gente espera ter melhores resultados para realizar o monitoramento e previsão da seca agrícola”, reforça Carvalho.

Piloto no Ceará

No Ceará, o trabalho deve começar pelo Sul do Estado, onde a Funceme já disponibiliza de informações detalhadas sobre os solos e de cultivo, por exemplo. Com o avanço das pesquisas, novas áreas do Estado serão beneficiadas. Os primeiros resultados serão divulgados, exclusivamente de forma interna já em dezembro e, a primeira previsão de forma pública no início de 2019.

“A gente vai conseguir fazer uma previsão que pode ser útil para o agricultor, indo além da previsão de chuvas, pois ela terá informações valiosas para a plantação e cultivo dos alimentos”, finaliza o hidrólogo do órgão estadual.

(Foto – Divulgação)

Funceme amplia oferta de vagas em seu concurso público

321 1

A Funceme lançará aditivo ao edital do seu concurso público. O objetivo é elevar de 35 para 40 o número de profissionais que quer contratar. Incluirá cinco vagas para a área administrativa, informa o presidente do órgão, Eduardo Sávio.

Sobre clima no Ceará, uma informação: o nível dos reservatórios, hoje, é de 16%. Baixíssimo e torcendo, por exemplo, pela transposição das águas do rio São Francisco, segundo a Secretaria dos Recursos Hídricos do Estado.

(Foto – Paulo MOska)

Mudança climática e El Niño

Com o título “Mudança climática e El Niño”, eis o Editorial do O POVO desta quinta-feira:

Ecoa no mundo o relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) da ONU, apresentado durante painel científico na sede da organização que desenha um panorama muito mais severo sobre as consequências imediatas da mudança no clima do que se imaginava anteriormente. Por conta disso será necessário transformar a economia mundial em velocidade e escala para as quais “não existem precedentes documentados”, segundo o estudo. Isso reafirma o pronunciamento feito meses atrás pelo secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, sobre os riscos do planeta ultrapassar a temperatura de 1,5°C, o que resultaria num maior aumento do calor extremo, de chuvas torrenciais e da probabilidade de secas, com efeitos diretos sobre a produção de alimentos, sobretudo em regiões sensíveis como o Mediterrâneo e a América Latina. Se se tiver em conta a possibilidade real de uma nova investida do El Niño, no final deste ano e início de 2019, configurando mais um ano de seca, a situação do Nordeste – em particular do Ceará – ficará ainda mais delicada.

Os alertas sobre a mudança climática em curso, apesar de todo o respaldo científico, tem sido uma espécie de “pregação no deserto”. Publicações anteriores tinham já estimado o dano que seria causado caso a temperatura subisse para 2°C, porque esse era o limiar previamente estimado pelos cientistas para os efeitos mais severos da mudança no clima. No entanto, o novo relatório demonstra que muitos dos efeitos temidos já seriam sentidos quando se alcançasse 1,5°C. Daí terem-se tornado urgentes as iniciativas para desarmar essa bomba-relógio, o quanto antes.

O perigo é o mundo cruzar o ponto de não retorno da mudança climática, o que estaria bem perto. O Acordo de Paris, realizado há três anos, para impedir que a temperatura aumentasse em 2 graus, não gerou a mobilização requerida e é preciso apertar o passo para evitar o desastre. O relatório será usado como base para as discussões da 24ª Conferência do Clima (COP24), a ser realizada em dezembro em Katowice, na Polônia

A advertência chega ao Nordeste brasileiro com uma ameaça adicional: a de uma nova eclosão do El Niño (fenômeno climático que altera ciclicamente a incidência de chuvas no semiárido brasileiro – e com mais intensidade o Ceará – provocando secas). Se eclodir, como parece, em dezembro e alcançar o início de 2019, sobretudo março, abril e maio – estação chuvosa do Ceará – um novo ano de seca (sétimo) estará à espreita dos cearenses (e nordestinos setentrionais). O que exige políticas públicas preventivas, inclusive o reforço da rede de proteção social, para não voltarmos a ter “flagelados”.

(Editorial do O POVO)

Funceme – Inscrições para concurso prosseguem até 6 de junho

Prosseguem as inscrições do concurso da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). De acordo com assessoria de imprensa do órgão, o período de inscrição vai se estender até as 23h59min do dia 6 de junho e somente pela internet, por meio do site da organizadora do concurso, no caso a Uece.

São ofertadas 40 vagas de nível superior para os cargos de Pesquisador e de Analista de Suporte à Pesquisa, a serem lotados na sede da própria organização, em Fortaleza. A taxa de inscrição é de R$ 130 para ambos os cargos.

As vagas estão divididas nas seguintes especialidades: Recursos Ambientais, Recursos Hídricos, Meteorologia, Monitoramento e Informática, no caso de Pesquisador; e Ciências Contábeis e Administração para o cargo de Analista.

Para quem desejar isenção da taxa de inscrição, também deve solicitar por meio da página do concurso na internet até esta quinta-feira (10). Os documentos necessários também estão listados no edital.  O cetame tem validade de dois anos.

SERVIÇO

*Edital e inscrições aqui.

Ceará tem 94 municípios em clima de crise hídrica, diz ministro

Quixadá - Estiagem no reservatório conhecido como Açude da Pista, que abastecia moradores da comunidade Engano, no distrito de Riacho Verde, em Quixadá, sertão central do Ceará.

O Brasil tem 917 municípios em crise hídrica, informou o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, ao participar do 8° Fórum Mundial da Água. Esse número corresponde aos municípios que estão em situação de emergência por seca ou estiagem até o dia 13 de março.

O ministro destacou que a crise hídrica não é mais um problema somente do Nordeste, onde estão a maioria das cidades. Do total de municípios, 211 estão na Bahia, 196 na Paraíba, 153 no Rio Grande do Norte, 123 em Pernambuco, 94 no Ceará, 40 em Minas Gerais, 38 em Alagoas, 18 no Rio de Janeiro, 17 do Rio Grande do Sul, além de registros em outros estados.

No fórum, o ministro destacou que é preciso fazer investimentos para ampliar e modernizar o sistema de abastecimento do país.

Segundo ele, o país tem cerca de 11% da água doce do planeta, mas a distribuição territorial não é uniforme. “Temos de intensificar a cooperação entre os órgãos governamentais. É importante que os estados estejam integrados, otimizar as estratégias de uso racional”, disse.

Ela acrescentou que também é “determinante” revitalizar o Rio São Francisco, buscar integração entre baciais das regiões do Brasil e investir em saneamento básico. “No momento em que constatamos que a escassez hídrica e a insegurança hídrica não mais se reportam apenas ao Nordeste, é fundamental que as intervenções passem por um diálogo federado”, acrescentou o ministro.

(Agência Brasil)

Funceme fecha parceria com instituto francês para pesquisas na Região Nordeste

Eduardo Sávio preside a Funceme.

O presidente do Institut de Recherche pour le Développement (IRD), Jean-Paul Moatti, assinou, nesta manhã de terça-feira, em Fortaleza, um acordo de cooperação científica com a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). O objetivo é desenvolver atividades franco-brasileiras no Nordeste. O acordo foi firmado durante reunião que acontece no auditório da Funceme.

Entre os objetivos da reunião está a definição das prioridades para o Nordeste para os próximos 50 anos, além da reflexão sobre as ações possíveis no âmbito dos projetos tripartite sobre o semiárido entre a França, o Brasil e países africanos.

Durante o encontro, que vai até se estender até o período da tarde, Jean-Paul Moatti, o presidente da Funceme, Eduardo Sávio Martins, e representantes de órgãos regionais, nacionais e internacionais ministram palestras sobre as ações em andamento no Nordeste. Haverá ainda a apresentação de projetos científicos inéditos.

Fortaleza será sede de encontro internacional sobre estudos na área do clima

Fortaleza será sede, a partir deste domingo (5), no Seara Praia Hotel, da XXII Reunião Anual do Prediction and Research Moored Array in tne Tropical Atlantic, um projeto de colaboração internacional conhecido pelo seu acrônimo “Pirata”. Neste ano, esse mesmo projeto completa 20 anos.

Antes da abertura oficial, está acontecendo, a partir desta sexta-feira (3) e até domingo uma Summer School (Escola de Verão), que introduzirá questões científicas-chave do oceano Atlântico Tropical para cientistas, profissionais e estudantes de graduação e pós-graduação, principalmente aqueles ligados à área de oceanografia e meteorologia.

De acordo coordenador do curso de Oceanografia do Instituto de Ciências do Mar (Labomar) da Universidade Federal do Ceará, Antônio Geraldo Ferreira, aproximadamente 40 jovens pesquisadores do Brasil e do Exterior estão participando da Escola de Verão.

DETALHE – Esses eventos tem o  apoio do Labomar e da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme).

SERVIÇO

*Confira a programação completa do “Pirata” no site oficial aqui.

Furacão Irma perde força se torna tempestade tropical

O furacão Irma foi rebaixado nesta segunda-feira (11) à categoria de tempestade tropical junto à costa oeste da Flórida, avançando rumo ao norte dos Estados Unidos, informou o Centro Nacional de Furacões dos EUA (NHC, na sigla em inglês). A informação é da EFE.

Em seu boletim das 9 horas (horário de Brasília), o NHC disse que o Irma, que já tinha caído para categoria 1, apresentava ventos de até 120 quilômetros por hora, embora ainda produza rajadas quase tão fortes quanto às de furacão. O fenômeno climático estava a cerca de 50 quilômetros de Cedar Key e se desloca a cerca de 30 quilômetros por hora rumo ao noroeste, uma trajetória que deve ser mantida até amanhã.

Ao longo das próximas horas, o Irma se moverá perto da costa noroeste da península da Flórida, cruzará o Panhandle, a área mais continental da península, e chegará ao sul da Geórgia durante a tarde, segundo o NHC. Durante a noite de hoje e nesta terça, partirá rumo ao sudoeste da Geórgia e leste do Alabama.

O fenômeno ainda apresenta sequências fortes de vento, mas está previsto seu progressivo enfraquecimento, até que a partir de amanhã se torne uma depressão tropical. Entretanto, os ventos ainda são sentidos a 95 quilômetros do centro, especialmente na parte oeste, estendendo-se a até 665 quilômetros de distância.

O NHC aliviou alguns dos alertas e advertências para algumas áreas da Flórida. Porém, advertiu sobre o perigo de tempestades ciclônicas que podem alagar áreas próximas a costas habitualmente secas. Em alguns pontos, o nível do mar pode ser elevado em até 1m83.

Até agora, são três as mortes confirmadas como consequência do Irma na Flórida, mas a rede de televisão ABC informou hoje sobre duas novas vítimas, ambas por acidentes de trânsito decorrentes do fenômeno.

Segundo o último boletim do Escritório de Gestão de Desastres da Flórida, mais de 3,8 milhões de pessoas estão sem energia elétrica. As companhias fornecedoras, no entanto, dizem que esse número é maior.

(Agência Brasil)

Começa a época mais quente do ano e calor pode chegar a 38º

Nascer do sol em Fortaleza, nesta segunda-feira.

Nos últimos quatro meses do ano, características bem típicas do semiárido se intensificam: altas temperaturas, muito vento, poucas chuvas. O tradicional B-R-O Bró — expressão referente à última sílaba dos meses de setembro, outubro, novembro e dezembro — começou na sexta-feira, 1º, e só termina quando 2018 chegar. Em Fortaleza, a temperatura deve chegar a uma média de 33ºC, enquanto o Interior poderá registrar até 38ºC.

Os ventos, que têm média de 14 km/h no período, amenizam o calor no litoral, mas o Interior padecerá de uma quentura ainda maior que a normal.

“Esses índices de temperatura não apresentam grande variação ao longo do ano. Mas, no período de chuvas, a cobertura de nuvens ameniza o calor. Até agosto, encontramos temperatura um pouco mais baixa, em torno de 30ºC”, explica Raul Fritz, meteorologista da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos.

Se o Ceará tivesse estações do ano definidas, este mês marcaria o início da primavera, como ocorre mais ao sul. Como o Estado está perto da Linha do Equador, a inclinação do eixo de rotação da terra faz com que a incidência solar seja direta quase que durante todo o ano. “No Sul, por exemplo, o sol incide diretamente durante o verão e, no inverno, atinge de forma mais inclinada, por isso é frio. Aqui isso não acontece”, explica Fritz.

Primavera

A época em que seria de primavera, estação onde há o florescer das plantas, no Ceará ainda demora três meses para chegar. “O que existe é uma pequena fase, que seriam as chuvas do caju. Dá a floração do cajueiro e frutifica o caju”, afirma o professor do Departamento de Fitotecnia da Universidade Federal do Ceará (UFC), Roberto Takane.

Segundo ele, os ventos, que ajudam a amenizar o calor no B-R-O Bró, são prejudiciais às plantas. Além da escassez de água.

O professor explica que o vento tira a umidade das folhas, provocando o fechamento dos chamados estômatos — pequenos orifícios presentes nas folhas. “Esses estômatos fecham e todo o sistema da planta paralisa. Ela não vai crescer, não vai florescer e não vai frutificar. Muitas derrubam as flores que têm como um mecanismo de defesa”, detalha.

Já o aumento de temperatura é algo a que a vegetação nativa está adaptada. Assim, acaba resistindo mais à temperatura que aos ventos.

Na Caatinga, mesmo as plantas mais resistentes, só deverão florescer entre dezembro e janeiro. “Quando a temperatura é muito alta, como num deserto ou na Caatinga, as flores vão florescer, mas por um pequeno prazo de tempo”, conta.

As flores do mandacaru e do xique-xique, por exemplo, só abrem durante a madrugada, passam algumas horas e fecham.

(O POVO – Repórter Sara Oliveira/Foto – Paulo MOska)