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Funceme – Inscrições para concurso prosseguem até 6 de junho

Prosseguem as inscrições do concurso da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). De acordo com assessoria de imprensa do órgão, o período de inscrição vai se estender até as 23h59min do dia 6 de junho e somente pela internet, por meio do site da organizadora do concurso, no caso a Uece.

São ofertadas 40 vagas de nível superior para os cargos de Pesquisador e de Analista de Suporte à Pesquisa, a serem lotados na sede da própria organização, em Fortaleza. A taxa de inscrição é de R$ 130 para ambos os cargos.

As vagas estão divididas nas seguintes especialidades: Recursos Ambientais, Recursos Hídricos, Meteorologia, Monitoramento e Informática, no caso de Pesquisador; e Ciências Contábeis e Administração para o cargo de Analista.

Para quem desejar isenção da taxa de inscrição, também deve solicitar por meio da página do concurso na internet até esta quinta-feira (10). Os documentos necessários também estão listados no edital.  O cetame tem validade de dois anos.

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*Edital e inscrições aqui.

Ceará tem 94 municípios em clima de crise hídrica, diz ministro

Quixadá - Estiagem no reservatório conhecido como Açude da Pista, que abastecia moradores da comunidade Engano, no distrito de Riacho Verde, em Quixadá, sertão central do Ceará.

O Brasil tem 917 municípios em crise hídrica, informou o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, ao participar do 8° Fórum Mundial da Água. Esse número corresponde aos municípios que estão em situação de emergência por seca ou estiagem até o dia 13 de março.

O ministro destacou que a crise hídrica não é mais um problema somente do Nordeste, onde estão a maioria das cidades. Do total de municípios, 211 estão na Bahia, 196 na Paraíba, 153 no Rio Grande do Norte, 123 em Pernambuco, 94 no Ceará, 40 em Minas Gerais, 38 em Alagoas, 18 no Rio de Janeiro, 17 do Rio Grande do Sul, além de registros em outros estados.

No fórum, o ministro destacou que é preciso fazer investimentos para ampliar e modernizar o sistema de abastecimento do país.

Segundo ele, o país tem cerca de 11% da água doce do planeta, mas a distribuição territorial não é uniforme. “Temos de intensificar a cooperação entre os órgãos governamentais. É importante que os estados estejam integrados, otimizar as estratégias de uso racional”, disse.

Ela acrescentou que também é “determinante” revitalizar o Rio São Francisco, buscar integração entre baciais das regiões do Brasil e investir em saneamento básico. “No momento em que constatamos que a escassez hídrica e a insegurança hídrica não mais se reportam apenas ao Nordeste, é fundamental que as intervenções passem por um diálogo federado”, acrescentou o ministro.

(Agência Brasil)

Funceme fecha parceria com instituto francês para pesquisas na Região Nordeste

Eduardo Sávio preside a Funceme.

O presidente do Institut de Recherche pour le Développement (IRD), Jean-Paul Moatti, assinou, nesta manhã de terça-feira, em Fortaleza, um acordo de cooperação científica com a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). O objetivo é desenvolver atividades franco-brasileiras no Nordeste. O acordo foi firmado durante reunião que acontece no auditório da Funceme.

Entre os objetivos da reunião está a definição das prioridades para o Nordeste para os próximos 50 anos, além da reflexão sobre as ações possíveis no âmbito dos projetos tripartite sobre o semiárido entre a França, o Brasil e países africanos.

Durante o encontro, que vai até se estender até o período da tarde, Jean-Paul Moatti, o presidente da Funceme, Eduardo Sávio Martins, e representantes de órgãos regionais, nacionais e internacionais ministram palestras sobre as ações em andamento no Nordeste. Haverá ainda a apresentação de projetos científicos inéditos.

Fortaleza será sede de encontro internacional sobre estudos na área do clima

Fortaleza será sede, a partir deste domingo (5), no Seara Praia Hotel, da XXII Reunião Anual do Prediction and Research Moored Array in tne Tropical Atlantic, um projeto de colaboração internacional conhecido pelo seu acrônimo “Pirata”. Neste ano, esse mesmo projeto completa 20 anos.

Antes da abertura oficial, está acontecendo, a partir desta sexta-feira (3) e até domingo uma Summer School (Escola de Verão), que introduzirá questões científicas-chave do oceano Atlântico Tropical para cientistas, profissionais e estudantes de graduação e pós-graduação, principalmente aqueles ligados à área de oceanografia e meteorologia.

De acordo coordenador do curso de Oceanografia do Instituto de Ciências do Mar (Labomar) da Universidade Federal do Ceará, Antônio Geraldo Ferreira, aproximadamente 40 jovens pesquisadores do Brasil e do Exterior estão participando da Escola de Verão.

DETALHE – Esses eventos tem o  apoio do Labomar e da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme).

SERVIÇO

*Confira a programação completa do “Pirata” no site oficial aqui.

Furacão Irma perde força se torna tempestade tropical

O furacão Irma foi rebaixado nesta segunda-feira (11) à categoria de tempestade tropical junto à costa oeste da Flórida, avançando rumo ao norte dos Estados Unidos, informou o Centro Nacional de Furacões dos EUA (NHC, na sigla em inglês). A informação é da EFE.

Em seu boletim das 9 horas (horário de Brasília), o NHC disse que o Irma, que já tinha caído para categoria 1, apresentava ventos de até 120 quilômetros por hora, embora ainda produza rajadas quase tão fortes quanto às de furacão. O fenômeno climático estava a cerca de 50 quilômetros de Cedar Key e se desloca a cerca de 30 quilômetros por hora rumo ao noroeste, uma trajetória que deve ser mantida até amanhã.

Ao longo das próximas horas, o Irma se moverá perto da costa noroeste da península da Flórida, cruzará o Panhandle, a área mais continental da península, e chegará ao sul da Geórgia durante a tarde, segundo o NHC. Durante a noite de hoje e nesta terça, partirá rumo ao sudoeste da Geórgia e leste do Alabama.

O fenômeno ainda apresenta sequências fortes de vento, mas está previsto seu progressivo enfraquecimento, até que a partir de amanhã se torne uma depressão tropical. Entretanto, os ventos ainda são sentidos a 95 quilômetros do centro, especialmente na parte oeste, estendendo-se a até 665 quilômetros de distância.

O NHC aliviou alguns dos alertas e advertências para algumas áreas da Flórida. Porém, advertiu sobre o perigo de tempestades ciclônicas que podem alagar áreas próximas a costas habitualmente secas. Em alguns pontos, o nível do mar pode ser elevado em até 1m83.

Até agora, são três as mortes confirmadas como consequência do Irma na Flórida, mas a rede de televisão ABC informou hoje sobre duas novas vítimas, ambas por acidentes de trânsito decorrentes do fenômeno.

Segundo o último boletim do Escritório de Gestão de Desastres da Flórida, mais de 3,8 milhões de pessoas estão sem energia elétrica. As companhias fornecedoras, no entanto, dizem que esse número é maior.

(Agência Brasil)

Começa a época mais quente do ano e calor pode chegar a 38º

Nascer do sol em Fortaleza, nesta segunda-feira.

Nos últimos quatro meses do ano, características bem típicas do semiárido se intensificam: altas temperaturas, muito vento, poucas chuvas. O tradicional B-R-O Bró — expressão referente à última sílaba dos meses de setembro, outubro, novembro e dezembro — começou na sexta-feira, 1º, e só termina quando 2018 chegar. Em Fortaleza, a temperatura deve chegar a uma média de 33ºC, enquanto o Interior poderá registrar até 38ºC.

Os ventos, que têm média de 14 km/h no período, amenizam o calor no litoral, mas o Interior padecerá de uma quentura ainda maior que a normal.

“Esses índices de temperatura não apresentam grande variação ao longo do ano. Mas, no período de chuvas, a cobertura de nuvens ameniza o calor. Até agosto, encontramos temperatura um pouco mais baixa, em torno de 30ºC”, explica Raul Fritz, meteorologista da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos.

Se o Ceará tivesse estações do ano definidas, este mês marcaria o início da primavera, como ocorre mais ao sul. Como o Estado está perto da Linha do Equador, a inclinação do eixo de rotação da terra faz com que a incidência solar seja direta quase que durante todo o ano. “No Sul, por exemplo, o sol incide diretamente durante o verão e, no inverno, atinge de forma mais inclinada, por isso é frio. Aqui isso não acontece”, explica Fritz.

Primavera

A época em que seria de primavera, estação onde há o florescer das plantas, no Ceará ainda demora três meses para chegar. “O que existe é uma pequena fase, que seriam as chuvas do caju. Dá a floração do cajueiro e frutifica o caju”, afirma o professor do Departamento de Fitotecnia da Universidade Federal do Ceará (UFC), Roberto Takane.

Segundo ele, os ventos, que ajudam a amenizar o calor no B-R-O Bró, são prejudiciais às plantas. Além da escassez de água.

O professor explica que o vento tira a umidade das folhas, provocando o fechamento dos chamados estômatos — pequenos orifícios presentes nas folhas. “Esses estômatos fecham e todo o sistema da planta paralisa. Ela não vai crescer, não vai florescer e não vai frutificar. Muitas derrubam as flores que têm como um mecanismo de defesa”, detalha.

Já o aumento de temperatura é algo a que a vegetação nativa está adaptada. Assim, acaba resistindo mais à temperatura que aos ventos.

Na Caatinga, mesmo as plantas mais resistentes, só deverão florescer entre dezembro e janeiro. “Quando a temperatura é muito alta, como num deserto ou na Caatinga, as flores vão florescer, mas por um pequeno prazo de tempo”, conta.

As flores do mandacaru e do xique-xique, por exemplo, só abrem durante a madrugada, passam algumas horas e fecham.

(O POVO – Repórter Sara Oliveira/Foto – Paulo MOska)

Funceme – Réveillon de pouca chuva no Ceará

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Quem for passar o Réveillon nas praias do Ceará ou no Interior não terá muito que se preocupar com chuva. Segundo a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), os sistemas de pré-estação chuvosa não estão posicionados de modo a favorecer precipitações no Estado até o domingo, 1º de janeiro. Entretanto, áreas de instabilidade atmosférica vindas do Oceano Atlântico podem trazer chuvas isoladas e passageiras para a região Noroeste do Ceará e para a faixa litorânea.

Para este sábado (31), a previsão aponta possibilidade de precipitações de fraca intensidade na Faixa Litorânea entre a madrugada e início da manhã e céu parcialmente nublado com predomínio de sol nas outras regiões cearenses. O primeiro dia de 2017 pode ter chuvas isoladas no litoral do Ceará entre a madrugada e início da manhã. Nas demais regiões, céu parcialmente nublado.

Há um Vórtice Ciclônico de Altos Níveis-VCAN (sistema típico da pré-estação chuvosa no Ceará) posicionado sobre o sul do Nordeste brasileiro. O deslocamento desse sistema pode ocorrer em algumas horas e alterar a previsão e condição de tempo no Ceará.

SERVIÇO

Para acompanhamento diário da previsão do tempo, acesse o site da Funceme (www.funceme.br).

Plantão Meteorológico neste sábado e domingo, das 9 às 12 horas, pelofone (85) 3101-1117.

Presidente da Associação Comercial do Ceará cobra ações de nucleação artificial no Estado

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Da Coluna Vertical, do O POVO desta segunda-feira:

O presidente da Associação Comercial do Ceará (ACC), João Porto Guimarães, está apregoando a volta das ações de nucleação artificial no Ceará. Ele lembra que essa atividade era realizada pela Funceme em épocas como a atual, de estiagem braba, resultando em precipitações pluviométricas que amenizaram o quadro de várias regiões.

João Porto não comunga com a ideia de que a nucleação seria algo ultrapassado, destacando que nos EUA pelo menos 12 Estados que sofrem com problemas de seca utilizam tal prática. “A nucleação ainda é usada em 45 países”, reforçou.

Ele lamenta que a Funceme não esteja mais nesse tipo de projeto e que o avião-laboratório destinado para o órgão tenha sido entregue para a Uece. Hoje está num hangar do aeroporto, desativado por falta de peças.

Já a Funceme explica que nuclear nuvens é algo complexo, caro e sem comprovação efetiva de resolutividade.

 

Pesquisador da Funceme expõe trabalho em evento internacional na França

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O cientista ambiental Enzo Pinheiro, da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), embarcou, nas últimas horas, na rota de Paris (França).

Ali, ele participará do Congresso do Atlântico Tropical. Enzo deverá apresentar, dia 29 próximo, o trabalho “Variabilidade do Atlântico Tropical em Relação ao El Niño”.

Cada vez mais a Funceme vem fechando intercâmbio e participando de eventos internacionais na área do clima. Ou seja, ganhando credibilidade nas suas pesquisas e estudos.

(Foto – Paulo MOska)

Meteorologista da Funceme avisa: Ceará tem áreas de seca extrema e seca excepcional

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Os cenários de seca extrema e seca excepcional cresceram no Nordeste, abrangendo partes de todos os 9 Estados. É o que mostra o mapa de setembro do Monitor de Secas do Nordeste do Brasil. O Ceará é um dos que apresentam maior avanço da estiagem. Segundo a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), 75% do território do Estado apresenta seca extrema ou seca excepcional.

Em relação ao mesmo período do ano passado, o quadro se agravou de forma significativa na região. Em setembro de 2015, o Maranhão, por exemplo, possuía áreas de seca grave, moderada e fraca. O mapa de setembro deste ano mostra grande parte do território do estado com seca extrema.

“O avanço da intensidade de seca mais severa tem atingido até regiões litorâneas que, geralmente, são mais beneficiadas com chuvas. Por exemplo, o litoral do leste do Nordeste, desde o Rio Grande do Norte até parte da Bahia”, cita o meteorologista da Funceme, Raul Fritz.

No Ceará, o mapa do Monitor mostra a expansão da seca extrema em direção ao norte e o aumento da área com seca excepcional no Centro Sul. Os contornos de seca extrema em municípios da Região Metropolitana de Fortaleza também ficam evidentes em setembro. Até agosto, a área apresentava seca grave.

“Essa situação já era esperada porque, de agosto para setembro, a ocorrência de chuvas é insignificante e o segundo semestre é considerado seco. Geralmente, tem um chuvisco ao longo do litoral. Sem chuva, a condição de seca tende a se agravar. As condições já vinham secas e pioraram ainda mais”, diz Fritz.

Ele acrescenta que a tendência é de o quadro se agravar até dezembro tanto devido à ausência de chuva como pela elevada radiação solar, que provoca a evaporação da água dos reservatórios do Estado. Os 153 açudes monitorados pelo Governo do Ceará possuem, juntos, apenas 8% de sua capacidade.

Em Quixadá, no Sertão Central (a 215 quilômetros de Fortaleza), não se vê chuva desde o fim da quadra invernosa deste ano (período entre fevereiro e maio que concentra a maior parte da chuva no Estado). O relato é do presidente da Associação dos Agricultores do Distrito de Riacho Verde, Francisco Rodrigues. O centenário açude Cedro, símbolo das primeiras intervenções para enfrentar os efeitos da seca, já não contribui mais nem com água nem com forragem para alimentar os animais.

“A maioria dos produtores teve que se desfazer do rebanho para não ver os animais morrerem e alguns que ainda têm gado sobrevivem a duras penas. Na agricultura, não teve produção porque o inverno foi muito fraco. A situação está difícil.”

O Ceará enfrenta cinco secas seguidas desde 2011 e a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) ainda não se pronunciou sobre a estação chuvosa de 2017. De acordo com o meteorologista da fundação, ainda não há definições sobre as condições dos oceanos Atlântico e Pacífico, que influenciam as chuvas no Estado.

Pelo quadro atual, conforme Rodrigues, existe uma baixa probabilidade de que ocorra um El Niño (aquecimento anormal das águas do Pacífico Equatorial, que atrapalha o regime de chuva). Por outro lado, é possível que haja La Niña (resfriamento da mesma área do oceano, que têm efeito inverso do El Niño), mas o fenômeno pode não ser intenso nem se prolongar por toda a quadra invernosa no Ceará.

“As pessoas, vendo esse resfriamento do Oceano Pacífico, ficaram animadas, mas a gente tem que ter cautela. Vamos ver se vai se configurar como fenômeno típico, se vai ter uma intensidade que permita ter uma repercussão positiva.”

(Portal Uol)

Ufa! Finalmente é aprovado o Plano de Cargos, Carreiras e Salários do pessoal da Funceme

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Finalmente, os servidores da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) ganharam um guarda-chuva oficial em matéria de reconhecimento. A Assembleia Legislativa aprovou, nesta quinta-feira, 10, o Plano de Cargos, Carreiras e Salários desse órgão. A luta vinha desde a gestão do ex-governador Cid Gomes.

O novo PCCS veio para redefinir a “carreira dos servidores, através da previsão de regras próprias e novas de promoção e progressão, incentivando o aprimoramento profissional”, diz o texto do Projeto de Lei n° 105/16.

Bom destacar que, por várias vezes, este Blog bateu e cobrou essa providência por parte dos governantes. Um servidor com doutorado na Funceme não percebia nem R$ 4 mil e o órgão, nos últimos anos, vinha perdendo profissionais por causa dos vencimentos baixos.

Pontos para Camilo Santana.

Acordo que limita o aumento da temperatura no mundo entra em vigor nesta sexta-feira

O Acordo de Paris sobre as mudanças climáticas, adotado pelos líderes mundiais em dezembro de 2015 na capital francesa, entra oficialmente em vigor nesta sexta-feira (4). O acordo estabelece mecanismos para que todos os países limitem o aumento da temperatura global e fortaleçam a defesa contra os impactos inevitáveis da mudança climática.

Se cumprido à risca, o Acordo de Paris marcará o início de um novo capítulo para a humanidade e demonstrará que os países estão determinados a enfrentar o problema do aquecimento global.

Para comemorar este dia histórico para as pessoas e para o planeta, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, reunirá hoje (4) representantes da sociedade civil para uma conversa na sede da ONU, em Nova York. A reunião proporcionará aos grupos da sociedade civil a oportunidade de compartilhar com o secretário-geral suas contribuições para os objetivos do Acordo de Paris, bem como as suas visões e preocupações.

O evento será transmitido ao vivo pela TV ONU, das 12h às 12h45 (horário de Brasília).

Apesar do otimismo representado pela entrada em vigor do acordo, muitos políticos e profissionais responsáveis pelas políticas energéticas de vários países ainda duvidam do sucesso das medidas previstas. Eles acham que os governos e as grandes empresas terão um desafio pela frente, que é tentar alcançar pelo menos os modestos objetivos de reduzir as emissões de gases de efeito estufa. As próprias empresas ainda desconhecem a quantidade de gás de efeito estuda que emitem.

Por isso, a maioria das empresas sequer fez planos para conter essas emissões. Os avanços tecnológicos, como por exemplo o carro elétrico, são importantes para melhorar a qualidade do ar, mas não são suficientes para deter as consequências do aumento de consumo de petróleo em todo o mundo. Muitas empresas ainda não descobriram quanto de gás de efeito estufa emitem, muito menos fizeram planos para conter essas emissões.

No aspecto de financiamento, a busca de uma solução para pagar pelas mudanças ainda não teve êxito. Ainda não se sabe, na maioria dos países, como cobrar um imposto sobre o carbono que permita forçar as indústrias a pagar pela poluição que jogam na atmosfera. Felizmente, muitos recursos financeiros foram levantados em diversos países para financiar projetos ambientais. No entanto, esses recursos são ainda poucos para que possam realmente tornar o planeta mais limpo.

“Não é uma questão de bilhões [de dólares], é uma questão de trilhões [de dólares]”, disse o secretário-geral da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), Ángel Gurría, em entrevista ao The New York Times sobre a necessidade de recursos para melhorar o clima do planeta.

Em 12 de dezembro de 2015, 195 países se comprometeram, na Conferência de Paris, na capital francesa, a deter o aumento da temperatura do planeta a, pelo menos, 1,5 graus Celsius e a ajudar os países economicamente vulneráveis a deter o aquecimento. .

Nem todos os países porém ratificaram o Acordo de Paris. Segundo a ministra francesa da Ecologia, do Desenvolvimento Sustentável e da Energia da França, Ségolène Royalda , do total de países que se comprometeram, só 94 firmaram o acordo.

(Agência Brasil)

Churrasco de domingo é vilão do aquecimento global, dizem especialistas

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A picanha, a fraldinha e a maminha, bem salgadas, feitas na brasa, símbolos de um bom churrasco, estão se tornando inimigas do clima. É que a carne, desde a criação do gado até a mesa do brasileiro, é responsável pela liberação de grande quantidade de gases que causam o aquecimento global, segundo o Observatório do Clima (OC) – rede que reúne 40 organizações da sociedade civil. A recomendação é que o consumo de carne de boi seja menor e a produção mais eficiente.

Os impactos causados pela agropecuária são responsáveis por 69% das emissões de gases de efeito estufa do Brasil. Estão incluídos na conta poluentes decorrentes do processo digestivo e dejetos de rebanhos, o uso de fertilizantes e o desmatamento (43% das emissões nacionais).

De acordo com a coordenadora de Clima e Agropecuária do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola  (Imaflora), Marian Piatto, que integra a rede do observatório, somente o gado de corte é responsável por 65% das emissões de gases de efeito estufa na agropecuária.

Ela explica que um dos problemas está no sistema digestivo dos animais com dificuldades de processar o capim. “O gado bovino, quando se alimenta do capim, explicando de uma maneira bem simples, elimina metano por meio do arroto e do pum. Não é como nos carros, que vemos uma fumaça cinza, mas são poluentes”.

Marina lembra que o país tem um dos maiores rebanhos do mundo, cerca de 200 milhões de animais, o que agrava o problema. “É quase um por pessoa”, comparou.

Para chegar aos 69% das emissões nacionais do setor agropecuário, o coordenador do Sistema de Estimativa de Emissão de Gases de Efeito Estufa, Tasso Azevedo, acrescenta que, além dos problemas com o gado, entram na conta o transporte da carga, que, na maioria das vezes, usa diesel, o mais poluente dos combustíveis e o desmatamento para criação de pasto. Na Amazônia, onde avança o uso de terras para a atividade, é comum a ocupação de áreas derrubadas com o gado, denunciou Eron Martins, do Instituto Imazon.

“A relação entre a pecuária e o desmatamento é muito estreita porque a pecuária tem uma fluidez econômica muito rápida, o que facilita colocar a pecuária nos locais de expansão (desmatadas) para ter o direito daquela área mais tarde”, disse Martins. Ele contou que é comum a extração de madeira deixar áreas degradadas que, em seguida, acabam revertidas em pasto.

Soluções visam reduzir emissões

Segundo os especialistas, às vésperas de o acordo de Paris entrar em vigor em 2017, com metas para limitar o aumento da temperatura no planeta, há espaço na agropecuária para redução das emissões, como melhor manejo de pastagens e menor uso de fertilizantes. O governo, por sua vez, deve atrelar a concessão de subsídios, como o Plano Safra, às contrapartidas ambientais. Os ambientalistas, porém, são unânimes em recomendar menor consumo de carne.

“Cada bife que a gente come é responsável por impacto ambiental. Não comemos camarão e lagosta todo o dia, por que temos a necessidade de comer uma quantidade diária de carne bovina?”, questionou Marina. Uma meta internacional para tornar a carne brasileira mais sustentável foi descartada porque o destino de 80% do gado do país é a mesa do brasileiro, disse.

Para quem pensar em adiar uma mudança de hábitos à mesa, Carlos Rittl, secretário-executivo do Observatório do Clima, alerta que o aquecimento global é responsável por ondas de calor, com sensação térmica de 50º, como no verão, no Rio de Janeiro, falta de chuvas, como em São Paulo, e desastres ambientais. “A gente está falando de qualidade de vida e de economia, mudanças climáticas são um risco para um país que depende da agricultura e da pecuária”, afirmou.

CNA questiona números

A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) questionou os dados e disse que a conta do Sistema de Estimativa de Emissão de Gases de Efeito Estufa é uma “visão parcial” da produção.

“Se a gente for levar em conta que o Brasil emite menos de 4% das emissões globais, que o sistema leva em conta as emissões e não o balanço, se a gente considerar os esforços empreendidos para redução das emissões no Brasil – que vêm diminuindo – e o comprometimento da propriedade rural na conservação da biodiversidade, no estoque de carbono e na recuperação de áreas degradas, [poderá constatar] que a agropecuária é uma atividade muito menos impactante do que se pintou no relatório”, afirmou o coordenador de Sustentabilidade, Nelson Ananias Filho.

“Precisamos promover políticas de recuperação de pastagens em degradação para aumentar produtividade e emitir menos gases, produzindo comida e o nosso churrasco de fim de semana”. Nelson confirma que uma pastagem bem manejada sequestra até 90% de toda emissão da pecuária.

Para incentivar o setor, o Ministério da Fazenda, por meio do Plano Safra, apresenta aos produtores técnicas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) de produção sustentável.

“Para o governo, é inviável financiar toda mudança tecnológica do setor. O que fazemos é mostrar as coisas que estão na prateleira e que são viáveis”, disse o coordenador-geral de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Aloisio Lopes Pereira de Melo.

Chuvas no Ceará – Projeção só em janeiro de 2017

foto funceme eduardo sávio

Só em janeiro é que a Funceme poderá fazer uma projeção definitiva sobre perspectivas de inverno 2017. Nessa época, dará para saber como estão os fenômenos que atingem o Oceano Pacífico e que influenciam as chuvas cearenses como “El Niñõ”, que é ruim, ou “La Niña”, que seria favorável.

A informação é do presidente do órgão, Eduardo Sávio, que se encontra em Brasília participando de encontro na Agência Nacional das Águas (ANA) sobre clima.

Quem corrobora com ele é o ex-presidente do órgão, Francisco de Assis Souza, também em Brasília, só também participa desse encontro na ANA.

 

Nasa – Julho foi o mês mais quente em 136 anos

“Uma análise mensal das temperaturas globais feita por cientistas da Nasa, a agência espacial dos Estados Unidos, mostrou que julho de 2016 foi o mês mais quente desde 1880. Este ano pode ser o mais quente da história.

“Não foi por uma margem larga, mas julho de 2016 foi o mês mais quente desde que os registros começaram a ser feitos em 1880”, disse Gavin Schmidt, diretor do Goddard Institute for Space Studies (Giss), da Nasa. “Parece quase uma certeza que 2016 também será o ano mais quente da história”, afirmou o diretor em comunicado divulgado pela agência espacial.

De acordo com a Nasa, o registro da temperatura global moderna começa por volta de 1880 porque as observações anteriores não cobriam suficientemente o planeta terra.

A análise feita mensalmente pela equipe do Giss é realizada a partir de dados adquiridos por cerca de 6.300 estações meteorológicas em todo o mundo, instrumentos navais e bóias de medição da temperatura da superfície do mar e estações de pesquisa da Antártida.

Os números, divulgados pela Nasa, acompanham uma tendência de máximas mensais registradas pelo décimo mês consecutivo, desde outubro de 2015. “Em comparação com anos anteriores, as temperaturas globais mais quentes no mês passado foram mais pronunciadas no hemisfério norte, especialmente perto da região do Ártico”, disse o comunicado.”

(Agência Brasil)

 

Funceme – Previsões confiáveis

Com o título “Mais respeito pela Funceme”, a jornalista Fátima Sudário destaca, em artigo que pode ser conferido também no O POVO desta segunda-feira, o trabalho científico dessa fundação que faz previsão sobre chuvas no Ceará. Confira:

Na semana que passou, a Funceme atualizou a previsão para a estação de chuva, que se estende até maio na região em que o Ceará está inserido. Reafirmou, em dia de chuva intensa na Capital, probabilidade de chuva em torno de 70% abaixo da média. Isso é seca braba. É caso de se cobrar atitude do poder público e se compromissar com mobilização social para um cenário desfavorável.

Pela primeira vez, o volume do Castanhão, principal fornecedor da água na Região Metropolitana de Fortaleza, caiu a menos de 10%.

Mas a reação, de um modo geral, se restringe ao ceticismo em relação às previsões da Funceme. Não faltam comentários pejorativos, piadas e ironias, uma espécie de cultura instaurada sempre que se trata da instituição que, além da meteorologia, se dedica a meio ambiente e recursos hídricos.

Penso que há de se atribuir essa postura a imprecisões de previsão, como de fato acontecem, ao uso político de informações como aconteceu no passado ou mesmo à ignorância. Mas me incomoda. A meteorologia lida com parâmetros globais complexos, como temperatura do ar e dos oceanos, velocidade e direção dos ventos, umidade, pressão atmosférica, fenômenos como El Niño… Já avançou consideravelmente na confiabilidade das previsões feitas por meteorologistas, com o uso de dados de satélites, balões atmosféricos e um tanto mais de aparato tecnológico que alimentam modelos matemáticos complicados para desenhar probabilidades, mas não exatidões.

Erra-se, aqui como no resto mundo. Mas geram-se informações de profundo impacto social, econômico, científico e cultural, essenciais a tomadas de decisões, de natureza pública e privada. Algo que nenhum gestor ou comunidade pode dispensar, especialmente em uma região como a nossa, vulnerável às variações climáticas e dependente da chuva. Carecemos de uma troca de mentalidade em relação ao trabalho da Funceme. Falo de respeito mesmo pelo que nos é caro e fundamentalmente necessário.

A propósito, é difícil, mas torço para que a natureza contrarie o prognóstico e caia chuva capaz de garantir um mínimo de segurança hídrica, produtividade e dignidade a um Ceará que muito depende das informações sobre o clima, geradas pela Funceme.

* Fátima Sudário,

fatima@opovo.com.br
Jornalista do O POVO.

Secretário-Geral da ONU alerta: Mundo caminha para uma catástrofe climática

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“O mundo caminha para uma “catástrofe climática”, alertou hoje (7) o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, ao abrir a semana ministerial da cúpula sobre o clima que visa a estabelecer, até sexta-feira (11), um acordo mundial contra o aquecimento global.

“O mundo espera mais de vocês do que meias-medidas”, disse Ban Ki-moon aos delegados, apelando aos países que aceitem, a cada cinco anos, uma avaliação do seu envolvimento antes da entrada em vigor do futuro acordo.

“As decisões que tomarem aqui em Paris serão sentidas durante séculos”, destacou.

Segundo o secretário-geral da ONU, “o objetivo atual é o mínimo” e deve-se ter “a ambição de ir além”.

“É preciso assim que o acordo preveja ciclos de cinco anos, antes de 2020, para que os Estados voltem a analisar os seus compromissos e os reforcem em função dos dados científicos disponíveis”, defendeu.

O acordo deve “deixar claro ao setor privado que a transformação que nos dotará de uma economia mundial com baixas emissões (de gases de efeito estufa) é inevitável, benéfica e já está em curso”, adiantou.

“Os países desenvolvidos devem aceitar desempenhar um papel vital e os países em desenvolvimento devem assumir uma parte crescente de responsabilidade, de acordo com as suas capacidades”, afirmou.

“Fora das salas, onde nos reunimos em todo o mundo, exige-se um acordo universal e forte. Temos a obrigação de ouvir essas vozes”, acrescentou Ban Ki-moon.

A Conferência do Clima de Paris (COP21) aprovou no sábado (5) um projeto de acordo para combater as alterações climáticas. O acordo deve ser concluído esta semana pelos ministros dos cerca de 200 países, para ser assinado em 11 de dezembro.”

(Agência Lusa)

Encontro Intercontinental sobre Natureza encerra com debates sobre a seca

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Os secretários Francisco Teixeira, dos Recursos Hídricos do Estado, e Dedé Teixeira, do Desenvolvimento Agrário do Estado, participarão, nesta quarta-feira, a partir das 14 horas, no Centro de Eventos, da solenidade de encerramento do Encontro Intercontinental sobre a Natureza. Na ocasião, eles vão expor sobre ações do governo do Estado no combate e convivência com a seca.

Com Dedé e Francisco Teixeira, ali estarão também os presidentes da Funceme, Eduardo Sávio; da Cogerh, João Lúcio Farias; da Sohidra, Yuri Castro; e da Ematerce, Antônio Amorim. O encontro é uma realização do Instituto Hidroambiental Águas do Brasil e vem ocorrendo desde a última segunda-feira com uma série de painéis envolvendo que abordaram da segurança hídrica à segurança alimentar.

Com encerramento desse encontro, terá início, nesta quinta-feira, a partir das 8 horas, também no Centro de Eventos, a conferência Diálogo sobre Governança da Água, que reunirá lideranças políticas e pesquisadores de 36 países.

Agência da ONU alerta: 2015 poderá fechar como ano mais quente já registrado

“A Organização Meteorológica Mundial (OMM) alertou hoje (25) que 2015 poderá ser o ano mais quente já registrado, com a temperatura média podendo passar do limite simbólico de aquecimento de 1 grau Celsius (ºC) em relação à era pré-industrial (1880-1899).

“A tendência para 2015 indica que este ano será muito provavelmente o mais quente já registrado”, declarou a agência da ONU, sediada em Genebra, em relatório, adiantando que “a temperatura média na superfície do globo passará, sem dúvida, o limiar simbólico que constitui um aquecimento de 1ºC em relação à época pré-industrial”.

No documento, divulgado a uma semana da Conferência do Clima em Paris, a OMM indica que os anos de 2011 a 2015 representam o período de cinco anos mais quente da história, influenciado pelas alterações climáticas.

“O clima mundial em 2015 ficará como referência por uma série de razões”, declarou o secretário-geral da OMM, Michel Jarraud.

Ele explicou que, além da questão da temperatura média à superfície, “as concentrações de gases de efeito de estufa atingiram novos picos: na primavera de 2015, pela primeira vez, o teor de gás carbônico na atmosfera ultrapassou 400 partes por milhão em uma média mundial”.

Jarraud afirmou que é possível limitar as emissões de gases de efeito estufa, que estão na origem das alterações climáticas. “Dispomos do conhecimento e dos instrumentos necessários para agir. Temos escolha, o que não será o caso das gerações futuras”, acrescentou.”

(Agência Lusa)

Funceme – Perspectiva para 2016 continua de manutenção do quadro de seca

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O presidente da Funceme, Eduardo Sávio, voltou a afirmar, nesta segunda-feira, que o cenário de hoje é de continuidade da seca em 2016. Ele disse que a temperatura no Oceano Pacífico, que influencia no El Niño, está em 2.7 graus acima da média do período e, portanto, bem aquecida.

A perspectiva com  esse quadro de El Niño é termos chuvas menores do que o esperado”, estima ele, observando, no entanto, que certeza mesmo é de uma previsão só em janeiro.

Eduardo Sávio recomendou que o cearense continue economizando água. O governo estadual continua apostando em perfuração de poços e adutoras.

O dirigente da Funceme seguiu, nesta madrugada de segunda-feira, para Brasília. Ali, participará de reunião da Associação Brasileira de Recursos Hídricos que avaliará o cenário do clima do País.