Blog do Eliomar

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Marinha do Brasil alerta sobre ventos fortes no Nordeste

O Centro de Hidrografia da Marinha (CHM), organismo da Marinha do Brasil, divulgou, nesta quarta-feira, que poderão ser observados ventos fortes de direção Leste a Sudeste até 60 km/h (33 nós) entre o litoral do Rio Grande do Norte, ao norte de Touros (RN) e o litoral do Maranhão até São Luís (MA), entre o dia 21 à noite e o dia 22 à
noite.

A Corporação alerta aos navegantes que consultem essas informações antes de irem ao mar.

SERVIÇO

A Marinha do Brasil mantém todos os avisos de mau tempo em vigor no endereço eletrônico
https://www.marinha.mil.br/chm/dados-do-smm-avisos-de-mau-tempo/avisos-de-mau-tempo.

 

Funceme firma acordo de cooperação técnica com organização francesa

A Funceme e o Centro Francês de Pesquisa Agrícola para o Desenvolvimento Internacional (Cirad) vão assinar, às 9 horas desta quinta-feira (18), um memorando de entendimento para o início de uma nova cooperação científica e técnica. A informação é do presidente do órgão, Eduardo Sávio, adiantando que o acordo visa “a promoção de atividades de pesquisa nas áreas dos recursos hídricos, ciências agronômicas, ambientais e sociais.”

Segundo Sávio, a cooperação irá permitir o acolhimento e/ou intercâmbio de pesquisadores e estudantes de graduação, mestrado e doutorado, além de membros das equipes técnicas e administrativas das respectivas instituições. O termo será assinado durante ato no auditório da Funceme (Bairro Aldeota).

Para o ato, estarão presentes o presidente-diretor geral do Cirad, Sylvain Perret, o diretor regional do Cirad no Brasil e nos países do Cone Sul, Jean-Luc Battini,  além do secretário dos Recursos Hídricos do Ceará, Francisco Teixeira, e do secretário do Desenvolvimento Econômico e Trabalho, Maia Júnior.

(Foto – Paulo MOska)

Experiência da Funceme será apresentada em evento do Banco Mundial

O presidente da Funceme, Eduardo Sávio, participará, entre os dias 2 e 4 deste mês de abril, da *Water Week 2019*, em Washington, nos Estados Unidos. Na ocasião, ele irá compartilhar a experiência da Funceme no gerenciamento de risco de seca, seja em suas dimensões meteorológica, agrícola ou hidrológica, desenvolvimento contínuo de serviços relacionados à área hidro-meteorológica, e ainda abordará temas em torno da segurança hídrica e agricultura.

O evento, considerado o principal da Prática Global de Água do Banco Mundial, reunirá líderes inovadores para conectar o melhor conhecimento global para soluções dos desafios atuais.

Neste ano, o Water Week terá três pilares estratégicos: manutenção de recursos hídricos, prestação de serviços e fortalecimento de resiliência, além de conhecimento e experiência em todo o Grupo Banco Mundial, incluindo a International Finance Corporation (IFC) e Multilateral Investment Guarantee Agency (MIGA). É a segunda participação do presidente da Funceme na Water Week, a primeira tendo sido em 2017.

(Foto – Paulo MOska)

Jovens do mundo fazem protestos contra o aquecimento global

Jovens de mais de 100 países fazem hoje (15) manifestações exigindo medidas para conter o aquecimento global. No Brasil, estão previstos atos em Brasília e em seis estados, entre eles o Rio de Janeiro, onde jovens farão um protesto nas escadarias da Assembleia Legislativa do Estado, no centro da cidade.

Segundo o coordenador executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, Alfredo Sirkis, os mais jovens estão se mobilizando porque eles viverão os maiores impactos do aquecimento global.

A ideia é exigir a adoção de medidas por governos e empresários. A mobilização dos jovens contra as mudanças climáticas foi inspirada nas ações da jovem sueca Greta Thunberg, que passou a fazer protestos rotineiros em frente ao parlamento da Suécia contra o aquecimento global.

(Agência Brasil)

Sete praias de Fortaleza estão boas para o banho nesta semana de Natal

Sete das onze praias de Fortaleza monitoradas pela Semace estão próprias para banho. A informação é do boletim semanal de balneabilidade, adiantando que o monitoramento é feito pela autarquia entre os Postos dos Bombeiros 7 e 8 e a Barra do Ceará.

A condição é muito favorável às atividades de esporte e lazer de cearenses e turistas, nesta semana do feriadão de Natal.

As exceções do boletim se referem às amostra colhidas nas praia do Farol (Zona Leste), e no trecho entre a Rua das Goiabeiras e a Barra do Ceará (Zona Oeste).

SERVIÇO

*O boletim completo pode ser acessado clicando aqui.

(Foto – Divulgação)

Funceme participa de treinamento no Japão voltado para a previsão e monitoramento de seca agrícola

Pesquisadores da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) participaram, durante 34 dias, de um treinamento no Japão, que teve por objetivo abrir canais para a implementação de um projeto piloto de previsão e monitoramento de seca no Ceará. Será a 1ª vez que um estado usará essa tecnologia no País, informa a assessoria de imprensa do órgão.

Custeado pelo Banco Mundial em parceria com o Centro Internacional de Gerenciamento de Perigos e Riscos da Água (ICHARM, em inglês), o projeto teve início em junho deste ano, com visitas de campo com pesquisadores japoneses. Na ocasião, os cearenses conheceram os sistemas de irrigação privada e pública, culturas e calendários da produção, infraestrutura de recursos hídricos do Ceará, além de apresentação dos sistemas de monitoramento de secas existentes no Estado.

Como segunda fase do projeto, o treinamento, realizado durante o mês de outubro na cidade de Tsukuba, localizada na província de Ibaraki, serviu para apresentar aos pesquisadores da Funceme o modelo numérico de previsão e monitoramento de secas que é utilizado para prever a produção primária fotossintética, a evapotranspiração e que ainda atua como ferramenta de referência para o crescimento das culturas. Este modelo numérico está incorporado ao Sistema de Integração e Análise de Dados (DIAS, em inglês), que agrega dados observados, dados de análises e modelos multidisciplinares.

“Durante o curso, conhecemos a física do sistema de previsão, como ele é estruturado e seu funcionamento. Usando o Índice de Área Foliar (LAI, em inglês) poderemos classificar a severidade da seca dentro de um determinado período, por exemplo. Na Universidade de Tóquio, tivemos acesso ainda ao sistema DIAS, que coleta e armazena dados de satélites integrados com informações geográficas e socioeconômicas, o que será bastante importante no nosso trabalho”, pontuou o hidrólogo e pesquisador da Funceme, Valdenor Nilo de Carvalho Júnior.

O modelo de previsão a ser implementado no Ceará já foi aplicado em outras regiões do mundo, como no norte da África. Como inovação, ele usa imagens de microondas de satélite, isto é, traz mais detalhes de uma área a ser trabalhada. Porém, no Estado, ele terá ainda novidades.

“Inicialmente, o modelo precisa de condições pré-determinadas para começar a rodar. Vamos usar as imagens do satélite para isto e fazer a previsão. O diferencial é que, nas demais regiões já aplicadas, as imagens eram somente de satélite e, aqui, vamos usar informações captadas in loco, como do tipo de solo, irrigação e cultivo. Com estes detalhes, a gente espera ter melhores resultados para realizar o monitoramento e previsão da seca agrícola”, reforça Carvalho.

Piloto no Ceará

No Ceará, o trabalho deve começar pelo Sul do Estado, onde a Funceme já disponibiliza de informações detalhadas sobre os solos e de cultivo, por exemplo. Com o avanço das pesquisas, novas áreas do Estado serão beneficiadas. Os primeiros resultados serão divulgados, exclusivamente de forma interna já em dezembro e, a primeira previsão de forma pública no início de 2019.

“A gente vai conseguir fazer uma previsão que pode ser útil para o agricultor, indo além da previsão de chuvas, pois ela terá informações valiosas para a plantação e cultivo dos alimentos”, finaliza o hidrólogo do órgão estadual.

(Foto – Divulgação)

Funceme amplia oferta de vagas em seu concurso público

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A Funceme lançará aditivo ao edital do seu concurso público. O objetivo é elevar de 35 para 40 o número de profissionais que quer contratar. Incluirá cinco vagas para a área administrativa, informa o presidente do órgão, Eduardo Sávio.

Sobre clima no Ceará, uma informação: o nível dos reservatórios, hoje, é de 16%. Baixíssimo e torcendo, por exemplo, pela transposição das águas do rio São Francisco, segundo a Secretaria dos Recursos Hídricos do Estado.

(Foto – Paulo MOska)

Mudança climática e El Niño

Com o título “Mudança climática e El Niño”, eis o Editorial do O POVO desta quinta-feira:

Ecoa no mundo o relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) da ONU, apresentado durante painel científico na sede da organização que desenha um panorama muito mais severo sobre as consequências imediatas da mudança no clima do que se imaginava anteriormente. Por conta disso será necessário transformar a economia mundial em velocidade e escala para as quais “não existem precedentes documentados”, segundo o estudo. Isso reafirma o pronunciamento feito meses atrás pelo secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, sobre os riscos do planeta ultrapassar a temperatura de 1,5°C, o que resultaria num maior aumento do calor extremo, de chuvas torrenciais e da probabilidade de secas, com efeitos diretos sobre a produção de alimentos, sobretudo em regiões sensíveis como o Mediterrâneo e a América Latina. Se se tiver em conta a possibilidade real de uma nova investida do El Niño, no final deste ano e início de 2019, configurando mais um ano de seca, a situação do Nordeste – em particular do Ceará – ficará ainda mais delicada.

Os alertas sobre a mudança climática em curso, apesar de todo o respaldo científico, tem sido uma espécie de “pregação no deserto”. Publicações anteriores tinham já estimado o dano que seria causado caso a temperatura subisse para 2°C, porque esse era o limiar previamente estimado pelos cientistas para os efeitos mais severos da mudança no clima. No entanto, o novo relatório demonstra que muitos dos efeitos temidos já seriam sentidos quando se alcançasse 1,5°C. Daí terem-se tornado urgentes as iniciativas para desarmar essa bomba-relógio, o quanto antes.

O perigo é o mundo cruzar o ponto de não retorno da mudança climática, o que estaria bem perto. O Acordo de Paris, realizado há três anos, para impedir que a temperatura aumentasse em 2 graus, não gerou a mobilização requerida e é preciso apertar o passo para evitar o desastre. O relatório será usado como base para as discussões da 24ª Conferência do Clima (COP24), a ser realizada em dezembro em Katowice, na Polônia

A advertência chega ao Nordeste brasileiro com uma ameaça adicional: a de uma nova eclosão do El Niño (fenômeno climático que altera ciclicamente a incidência de chuvas no semiárido brasileiro – e com mais intensidade o Ceará – provocando secas). Se eclodir, como parece, em dezembro e alcançar o início de 2019, sobretudo março, abril e maio – estação chuvosa do Ceará – um novo ano de seca (sétimo) estará à espreita dos cearenses (e nordestinos setentrionais). O que exige políticas públicas preventivas, inclusive o reforço da rede de proteção social, para não voltarmos a ter “flagelados”.

(Editorial do O POVO)

Funceme – Inscrições para concurso prosseguem até 6 de junho

Prosseguem as inscrições do concurso da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). De acordo com assessoria de imprensa do órgão, o período de inscrição vai se estender até as 23h59min do dia 6 de junho e somente pela internet, por meio do site da organizadora do concurso, no caso a Uece.

São ofertadas 40 vagas de nível superior para os cargos de Pesquisador e de Analista de Suporte à Pesquisa, a serem lotados na sede da própria organização, em Fortaleza. A taxa de inscrição é de R$ 130 para ambos os cargos.

As vagas estão divididas nas seguintes especialidades: Recursos Ambientais, Recursos Hídricos, Meteorologia, Monitoramento e Informática, no caso de Pesquisador; e Ciências Contábeis e Administração para o cargo de Analista.

Para quem desejar isenção da taxa de inscrição, também deve solicitar por meio da página do concurso na internet até esta quinta-feira (10). Os documentos necessários também estão listados no edital.  O cetame tem validade de dois anos.

SERVIÇO

*Edital e inscrições aqui.

Ceará tem 94 municípios em clima de crise hídrica, diz ministro

Quixadá - Estiagem no reservatório conhecido como Açude da Pista, que abastecia moradores da comunidade Engano, no distrito de Riacho Verde, em Quixadá, sertão central do Ceará.

O Brasil tem 917 municípios em crise hídrica, informou o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, ao participar do 8° Fórum Mundial da Água. Esse número corresponde aos municípios que estão em situação de emergência por seca ou estiagem até o dia 13 de março.

O ministro destacou que a crise hídrica não é mais um problema somente do Nordeste, onde estão a maioria das cidades. Do total de municípios, 211 estão na Bahia, 196 na Paraíba, 153 no Rio Grande do Norte, 123 em Pernambuco, 94 no Ceará, 40 em Minas Gerais, 38 em Alagoas, 18 no Rio de Janeiro, 17 do Rio Grande do Sul, além de registros em outros estados.

No fórum, o ministro destacou que é preciso fazer investimentos para ampliar e modernizar o sistema de abastecimento do país.

Segundo ele, o país tem cerca de 11% da água doce do planeta, mas a distribuição territorial não é uniforme. “Temos de intensificar a cooperação entre os órgãos governamentais. É importante que os estados estejam integrados, otimizar as estratégias de uso racional”, disse.

Ela acrescentou que também é “determinante” revitalizar o Rio São Francisco, buscar integração entre baciais das regiões do Brasil e investir em saneamento básico. “No momento em que constatamos que a escassez hídrica e a insegurança hídrica não mais se reportam apenas ao Nordeste, é fundamental que as intervenções passem por um diálogo federado”, acrescentou o ministro.

(Agência Brasil)

Funceme fecha parceria com instituto francês para pesquisas na Região Nordeste

Eduardo Sávio preside a Funceme.

O presidente do Institut de Recherche pour le Développement (IRD), Jean-Paul Moatti, assinou, nesta manhã de terça-feira, em Fortaleza, um acordo de cooperação científica com a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). O objetivo é desenvolver atividades franco-brasileiras no Nordeste. O acordo foi firmado durante reunião que acontece no auditório da Funceme.

Entre os objetivos da reunião está a definição das prioridades para o Nordeste para os próximos 50 anos, além da reflexão sobre as ações possíveis no âmbito dos projetos tripartite sobre o semiárido entre a França, o Brasil e países africanos.

Durante o encontro, que vai até se estender até o período da tarde, Jean-Paul Moatti, o presidente da Funceme, Eduardo Sávio Martins, e representantes de órgãos regionais, nacionais e internacionais ministram palestras sobre as ações em andamento no Nordeste. Haverá ainda a apresentação de projetos científicos inéditos.

Fortaleza será sede de encontro internacional sobre estudos na área do clima

Fortaleza será sede, a partir deste domingo (5), no Seara Praia Hotel, da XXII Reunião Anual do Prediction and Research Moored Array in tne Tropical Atlantic, um projeto de colaboração internacional conhecido pelo seu acrônimo “Pirata”. Neste ano, esse mesmo projeto completa 20 anos.

Antes da abertura oficial, está acontecendo, a partir desta sexta-feira (3) e até domingo uma Summer School (Escola de Verão), que introduzirá questões científicas-chave do oceano Atlântico Tropical para cientistas, profissionais e estudantes de graduação e pós-graduação, principalmente aqueles ligados à área de oceanografia e meteorologia.

De acordo coordenador do curso de Oceanografia do Instituto de Ciências do Mar (Labomar) da Universidade Federal do Ceará, Antônio Geraldo Ferreira, aproximadamente 40 jovens pesquisadores do Brasil e do Exterior estão participando da Escola de Verão.

DETALHE – Esses eventos tem o  apoio do Labomar e da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme).

SERVIÇO

*Confira a programação completa do “Pirata” no site oficial aqui.

Furacão Irma perde força se torna tempestade tropical

O furacão Irma foi rebaixado nesta segunda-feira (11) à categoria de tempestade tropical junto à costa oeste da Flórida, avançando rumo ao norte dos Estados Unidos, informou o Centro Nacional de Furacões dos EUA (NHC, na sigla em inglês). A informação é da EFE.

Em seu boletim das 9 horas (horário de Brasília), o NHC disse que o Irma, que já tinha caído para categoria 1, apresentava ventos de até 120 quilômetros por hora, embora ainda produza rajadas quase tão fortes quanto às de furacão. O fenômeno climático estava a cerca de 50 quilômetros de Cedar Key e se desloca a cerca de 30 quilômetros por hora rumo ao noroeste, uma trajetória que deve ser mantida até amanhã.

Ao longo das próximas horas, o Irma se moverá perto da costa noroeste da península da Flórida, cruzará o Panhandle, a área mais continental da península, e chegará ao sul da Geórgia durante a tarde, segundo o NHC. Durante a noite de hoje e nesta terça, partirá rumo ao sudoeste da Geórgia e leste do Alabama.

O fenômeno ainda apresenta sequências fortes de vento, mas está previsto seu progressivo enfraquecimento, até que a partir de amanhã se torne uma depressão tropical. Entretanto, os ventos ainda são sentidos a 95 quilômetros do centro, especialmente na parte oeste, estendendo-se a até 665 quilômetros de distância.

O NHC aliviou alguns dos alertas e advertências para algumas áreas da Flórida. Porém, advertiu sobre o perigo de tempestades ciclônicas que podem alagar áreas próximas a costas habitualmente secas. Em alguns pontos, o nível do mar pode ser elevado em até 1m83.

Até agora, são três as mortes confirmadas como consequência do Irma na Flórida, mas a rede de televisão ABC informou hoje sobre duas novas vítimas, ambas por acidentes de trânsito decorrentes do fenômeno.

Segundo o último boletim do Escritório de Gestão de Desastres da Flórida, mais de 3,8 milhões de pessoas estão sem energia elétrica. As companhias fornecedoras, no entanto, dizem que esse número é maior.

(Agência Brasil)

Começa a época mais quente do ano e calor pode chegar a 38º

Nascer do sol em Fortaleza, nesta segunda-feira.

Nos últimos quatro meses do ano, características bem típicas do semiárido se intensificam: altas temperaturas, muito vento, poucas chuvas. O tradicional B-R-O Bró — expressão referente à última sílaba dos meses de setembro, outubro, novembro e dezembro — começou na sexta-feira, 1º, e só termina quando 2018 chegar. Em Fortaleza, a temperatura deve chegar a uma média de 33ºC, enquanto o Interior poderá registrar até 38ºC.

Os ventos, que têm média de 14 km/h no período, amenizam o calor no litoral, mas o Interior padecerá de uma quentura ainda maior que a normal.

“Esses índices de temperatura não apresentam grande variação ao longo do ano. Mas, no período de chuvas, a cobertura de nuvens ameniza o calor. Até agosto, encontramos temperatura um pouco mais baixa, em torno de 30ºC”, explica Raul Fritz, meteorologista da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos.

Se o Ceará tivesse estações do ano definidas, este mês marcaria o início da primavera, como ocorre mais ao sul. Como o Estado está perto da Linha do Equador, a inclinação do eixo de rotação da terra faz com que a incidência solar seja direta quase que durante todo o ano. “No Sul, por exemplo, o sol incide diretamente durante o verão e, no inverno, atinge de forma mais inclinada, por isso é frio. Aqui isso não acontece”, explica Fritz.

Primavera

A época em que seria de primavera, estação onde há o florescer das plantas, no Ceará ainda demora três meses para chegar. “O que existe é uma pequena fase, que seriam as chuvas do caju. Dá a floração do cajueiro e frutifica o caju”, afirma o professor do Departamento de Fitotecnia da Universidade Federal do Ceará (UFC), Roberto Takane.

Segundo ele, os ventos, que ajudam a amenizar o calor no B-R-O Bró, são prejudiciais às plantas. Além da escassez de água.

O professor explica que o vento tira a umidade das folhas, provocando o fechamento dos chamados estômatos — pequenos orifícios presentes nas folhas. “Esses estômatos fecham e todo o sistema da planta paralisa. Ela não vai crescer, não vai florescer e não vai frutificar. Muitas derrubam as flores que têm como um mecanismo de defesa”, detalha.

Já o aumento de temperatura é algo a que a vegetação nativa está adaptada. Assim, acaba resistindo mais à temperatura que aos ventos.

Na Caatinga, mesmo as plantas mais resistentes, só deverão florescer entre dezembro e janeiro. “Quando a temperatura é muito alta, como num deserto ou na Caatinga, as flores vão florescer, mas por um pequeno prazo de tempo”, conta.

As flores do mandacaru e do xique-xique, por exemplo, só abrem durante a madrugada, passam algumas horas e fecham.

(O POVO – Repórter Sara Oliveira/Foto – Paulo MOska)

Funceme – Réveillon de pouca chuva no Ceará

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Quem for passar o Réveillon nas praias do Ceará ou no Interior não terá muito que se preocupar com chuva. Segundo a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), os sistemas de pré-estação chuvosa não estão posicionados de modo a favorecer precipitações no Estado até o domingo, 1º de janeiro. Entretanto, áreas de instabilidade atmosférica vindas do Oceano Atlântico podem trazer chuvas isoladas e passageiras para a região Noroeste do Ceará e para a faixa litorânea.

Para este sábado (31), a previsão aponta possibilidade de precipitações de fraca intensidade na Faixa Litorânea entre a madrugada e início da manhã e céu parcialmente nublado com predomínio de sol nas outras regiões cearenses. O primeiro dia de 2017 pode ter chuvas isoladas no litoral do Ceará entre a madrugada e início da manhã. Nas demais regiões, céu parcialmente nublado.

Há um Vórtice Ciclônico de Altos Níveis-VCAN (sistema típico da pré-estação chuvosa no Ceará) posicionado sobre o sul do Nordeste brasileiro. O deslocamento desse sistema pode ocorrer em algumas horas e alterar a previsão e condição de tempo no Ceará.

SERVIÇO

Para acompanhamento diário da previsão do tempo, acesse o site da Funceme (www.funceme.br).

Plantão Meteorológico neste sábado e domingo, das 9 às 12 horas, pelofone (85) 3101-1117.

Presidente da Associação Comercial do Ceará cobra ações de nucleação artificial no Estado

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Da Coluna Vertical, do O POVO desta segunda-feira:

O presidente da Associação Comercial do Ceará (ACC), João Porto Guimarães, está apregoando a volta das ações de nucleação artificial no Ceará. Ele lembra que essa atividade era realizada pela Funceme em épocas como a atual, de estiagem braba, resultando em precipitações pluviométricas que amenizaram o quadro de várias regiões.

João Porto não comunga com a ideia de que a nucleação seria algo ultrapassado, destacando que nos EUA pelo menos 12 Estados que sofrem com problemas de seca utilizam tal prática. “A nucleação ainda é usada em 45 países”, reforçou.

Ele lamenta que a Funceme não esteja mais nesse tipo de projeto e que o avião-laboratório destinado para o órgão tenha sido entregue para a Uece. Hoje está num hangar do aeroporto, desativado por falta de peças.

Já a Funceme explica que nuclear nuvens é algo complexo, caro e sem comprovação efetiva de resolutividade.

 

Pesquisador da Funceme expõe trabalho em evento internacional na França

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O cientista ambiental Enzo Pinheiro, da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), embarcou, nas últimas horas, na rota de Paris (França).

Ali, ele participará do Congresso do Atlântico Tropical. Enzo deverá apresentar, dia 29 próximo, o trabalho “Variabilidade do Atlântico Tropical em Relação ao El Niño”.

Cada vez mais a Funceme vem fechando intercâmbio e participando de eventos internacionais na área do clima. Ou seja, ganhando credibilidade nas suas pesquisas e estudos.

(Foto – Paulo MOska)

Meteorologista da Funceme avisa: Ceará tem áreas de seca extrema e seca excepcional

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Os cenários de seca extrema e seca excepcional cresceram no Nordeste, abrangendo partes de todos os 9 Estados. É o que mostra o mapa de setembro do Monitor de Secas do Nordeste do Brasil. O Ceará é um dos que apresentam maior avanço da estiagem. Segundo a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), 75% do território do Estado apresenta seca extrema ou seca excepcional.

Em relação ao mesmo período do ano passado, o quadro se agravou de forma significativa na região. Em setembro de 2015, o Maranhão, por exemplo, possuía áreas de seca grave, moderada e fraca. O mapa de setembro deste ano mostra grande parte do território do estado com seca extrema.

“O avanço da intensidade de seca mais severa tem atingido até regiões litorâneas que, geralmente, são mais beneficiadas com chuvas. Por exemplo, o litoral do leste do Nordeste, desde o Rio Grande do Norte até parte da Bahia”, cita o meteorologista da Funceme, Raul Fritz.

No Ceará, o mapa do Monitor mostra a expansão da seca extrema em direção ao norte e o aumento da área com seca excepcional no Centro Sul. Os contornos de seca extrema em municípios da Região Metropolitana de Fortaleza também ficam evidentes em setembro. Até agosto, a área apresentava seca grave.

“Essa situação já era esperada porque, de agosto para setembro, a ocorrência de chuvas é insignificante e o segundo semestre é considerado seco. Geralmente, tem um chuvisco ao longo do litoral. Sem chuva, a condição de seca tende a se agravar. As condições já vinham secas e pioraram ainda mais”, diz Fritz.

Ele acrescenta que a tendência é de o quadro se agravar até dezembro tanto devido à ausência de chuva como pela elevada radiação solar, que provoca a evaporação da água dos reservatórios do Estado. Os 153 açudes monitorados pelo Governo do Ceará possuem, juntos, apenas 8% de sua capacidade.

Em Quixadá, no Sertão Central (a 215 quilômetros de Fortaleza), não se vê chuva desde o fim da quadra invernosa deste ano (período entre fevereiro e maio que concentra a maior parte da chuva no Estado). O relato é do presidente da Associação dos Agricultores do Distrito de Riacho Verde, Francisco Rodrigues. O centenário açude Cedro, símbolo das primeiras intervenções para enfrentar os efeitos da seca, já não contribui mais nem com água nem com forragem para alimentar os animais.

“A maioria dos produtores teve que se desfazer do rebanho para não ver os animais morrerem e alguns que ainda têm gado sobrevivem a duras penas. Na agricultura, não teve produção porque o inverno foi muito fraco. A situação está difícil.”

O Ceará enfrenta cinco secas seguidas desde 2011 e a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) ainda não se pronunciou sobre a estação chuvosa de 2017. De acordo com o meteorologista da fundação, ainda não há definições sobre as condições dos oceanos Atlântico e Pacífico, que influenciam as chuvas no Estado.

Pelo quadro atual, conforme Rodrigues, existe uma baixa probabilidade de que ocorra um El Niño (aquecimento anormal das águas do Pacífico Equatorial, que atrapalha o regime de chuva). Por outro lado, é possível que haja La Niña (resfriamento da mesma área do oceano, que têm efeito inverso do El Niño), mas o fenômeno pode não ser intenso nem se prolongar por toda a quadra invernosa no Ceará.

“As pessoas, vendo esse resfriamento do Oceano Pacífico, ficaram animadas, mas a gente tem que ter cautela. Vamos ver se vai se configurar como fenômeno típico, se vai ter uma intensidade que permita ter uma repercussão positiva.”

(Portal Uol)

Ufa! Finalmente é aprovado o Plano de Cargos, Carreiras e Salários do pessoal da Funceme

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Finalmente, os servidores da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) ganharam um guarda-chuva oficial em matéria de reconhecimento. A Assembleia Legislativa aprovou, nesta quinta-feira, 10, o Plano de Cargos, Carreiras e Salários desse órgão. A luta vinha desde a gestão do ex-governador Cid Gomes.

O novo PCCS veio para redefinir a “carreira dos servidores, através da previsão de regras próprias e novas de promoção e progressão, incentivando o aprimoramento profissional”, diz o texto do Projeto de Lei n° 105/16.

Bom destacar que, por várias vezes, este Blog bateu e cobrou essa providência por parte dos governantes. Um servidor com doutorado na Funceme não percebia nem R$ 4 mil e o órgão, nos últimos anos, vinha perdendo profissionais por causa dos vencimentos baixos.

Pontos para Camilo Santana.

Acordo que limita o aumento da temperatura no mundo entra em vigor nesta sexta-feira

O Acordo de Paris sobre as mudanças climáticas, adotado pelos líderes mundiais em dezembro de 2015 na capital francesa, entra oficialmente em vigor nesta sexta-feira (4). O acordo estabelece mecanismos para que todos os países limitem o aumento da temperatura global e fortaleçam a defesa contra os impactos inevitáveis da mudança climática.

Se cumprido à risca, o Acordo de Paris marcará o início de um novo capítulo para a humanidade e demonstrará que os países estão determinados a enfrentar o problema do aquecimento global.

Para comemorar este dia histórico para as pessoas e para o planeta, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, reunirá hoje (4) representantes da sociedade civil para uma conversa na sede da ONU, em Nova York. A reunião proporcionará aos grupos da sociedade civil a oportunidade de compartilhar com o secretário-geral suas contribuições para os objetivos do Acordo de Paris, bem como as suas visões e preocupações.

O evento será transmitido ao vivo pela TV ONU, das 12h às 12h45 (horário de Brasília).

Apesar do otimismo representado pela entrada em vigor do acordo, muitos políticos e profissionais responsáveis pelas políticas energéticas de vários países ainda duvidam do sucesso das medidas previstas. Eles acham que os governos e as grandes empresas terão um desafio pela frente, que é tentar alcançar pelo menos os modestos objetivos de reduzir as emissões de gases de efeito estufa. As próprias empresas ainda desconhecem a quantidade de gás de efeito estuda que emitem.

Por isso, a maioria das empresas sequer fez planos para conter essas emissões. Os avanços tecnológicos, como por exemplo o carro elétrico, são importantes para melhorar a qualidade do ar, mas não são suficientes para deter as consequências do aumento de consumo de petróleo em todo o mundo. Muitas empresas ainda não descobriram quanto de gás de efeito estufa emitem, muito menos fizeram planos para conter essas emissões.

No aspecto de financiamento, a busca de uma solução para pagar pelas mudanças ainda não teve êxito. Ainda não se sabe, na maioria dos países, como cobrar um imposto sobre o carbono que permita forçar as indústrias a pagar pela poluição que jogam na atmosfera. Felizmente, muitos recursos financeiros foram levantados em diversos países para financiar projetos ambientais. No entanto, esses recursos são ainda poucos para que possam realmente tornar o planeta mais limpo.

“Não é uma questão de bilhões [de dólares], é uma questão de trilhões [de dólares]”, disse o secretário-geral da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), Ángel Gurría, em entrevista ao The New York Times sobre a necessidade de recursos para melhorar o clima do planeta.

Em 12 de dezembro de 2015, 195 países se comprometeram, na Conferência de Paris, na capital francesa, a deter o aumento da temperatura do planeta a, pelo menos, 1,5 graus Celsius e a ajudar os países economicamente vulneráveis a deter o aquecimento. .

Nem todos os países porém ratificaram o Acordo de Paris. Segundo a ministra francesa da Ecologia, do Desenvolvimento Sustentável e da Energia da França, Ségolène Royalda , do total de países que se comprometeram, só 94 firmaram o acordo.

(Agência Brasil)