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Informação nunca é excessiva, diz sociólogo italiano

Nenhum momento histórico nos oferece mais liberdade e mais possibilidades de realização do que o momento atual, mas ainda assim permanecemos leais a estilos de vida do passado. Essa é a visão do sociólogo italiano Domenico De Masi, que há mais de duas décadas vem observando que a tecnologia oferece às sociedades humanas a oportunidade de promover uma redução na obsessão pelo trabalho e uma recuperação da capacidade de contemplação, ócio e divertimento.

Nesta semana, De Masi falou com a Agência Brasil, pouco antes de lançar seu novo livro no Rio de Janeiro, durante um evento na Casa Firjan. Intitulada Uma simples revolução, a obra apresenta um panorama histórico da evolução do conceito de trabalho e propõe que nos reorientemos em direção a uma civilização menos ocupada em busca do dinheiro e do poder e mais ociosa, voltada à introspecção, à criatividade e à convivência. Trata-se de uma continuidade de suas reflexões sobre o “ócio criativo”, conceito que ganhou centralidade em um best-seller que Domenico De Masi lançou em 2000.

O sociólogo classifica a atual sociedade como pós-industrial e faz a defesa da adoção do home office e da diluição das fronteiras entre o lazer e um trabalho mais prazeroso e produtivo, com maiores intervalos de descanso. Além promover mais qualidade de vida, a tecnologia carrega, em sua visão, potencial para fortalecer a democracia. Para De Masi, a intensa circulação de fake news revela uma democratização do uso da mentira ao mesmo tempo que nos coloca o desafio de aumentar a capacidade humana para decodificar as informações.

Agência Brasil – O senhor tem defendido que a tecnologia nos permite reduzir o tempo dedicado ao trabalho, mantendo ou até aumentando a produtividade. Trata-se de um exemplo de uso positivo da tecnologia, nos fazendo mais felizes e aumentando nossa qualidade de vida. Ao mesmo tempo, o senhor aponta que, quanto mais próximo da pré-história, mais distante estamos da violência, sinalizando que o avanço da tecnologia também nos leva a viver conflitos sobre novos prismas. Temos visto recentemente o aumento dos discursos de ódio nas redes sociais. O futuro da sociedade tecnológica concretamente está nos apontando para qual direção?

Domenico De Masi – Quando nos referimos ao trabalho, podemos notar que a tecnologia avança geralmente de forma mais benéfica. As sociedades humanas sempre estiveram muito ligadas à tecnologia. Começamos com aparatos tecnológicos bastante simples. Por exemplo, os martelos, a serra. Depois, descobrimos a tecnologia mecânica. Depois, a eletromecânica que já nos permitiu produzir os automóveis, a energia elétrica. E também começa a substituir determinadas funções desempenhadas por humanos. Mais tarde, chegaram as tecnologias digitais e, com isso, substituímos muitos empregados. De outro lado, cria-se novas áreas para trabalhadores intelectuais de nível superior que serão responsáveis por desenvolver a inteligência artificial. Então, a tecnologia tem assumido, em nosso lugar, atividades pesadas, barulhentas, incômodas e perigosas. O acesso à tecnologia traz ainda outros efeitos positivos. No emprego da farmacologia, por exemplo, permite a possibilidade de curar muitas doenças. Aplicado à cirurgia, também se mostrou muito útil. Mas infelizmente, pode ser aplicada também à violência, com o uso das armas e a promoção das guerras. Nós usamos a tecnologia seja para o bem, seja para o mal. E, quanto mais potente é a tecnologia, mais ela serve tanto para promover o amor como o ódio. A questão é que as tecnologias são guiadas pelos cérebros das pobres pessoas, que precisam usar a racionalidade e a emoção de modo a evitar que causem danos.

Agência Brasil – O Brasil aprovou em 2017 um projeto de reforma trabalhista amplo, no qual se regulamentou pela primeira vez o home office no país.

De Masi – Já era hora. Para chegar do Leblon até aqui, gastei uma hora. Para voltar, outra hora. Gastei duas horas com o tráfego urbano. O tráfego no Brasil, no Rio e ainda mais em São Paulo, é absurdo. Não é possível viver em uma cidade onde se gasta uma hora para se mover de uma parte para outra. A única solução é o teletrabalho (home office). Não há outra solução.

Agência Brasil – A crítica que sua obra direciona a estilos de vida que já poderiam ter sido superados se baseia no escasso tempo que eles deixam para o lazer, a reflexão e a contemplação. Ao mesmo tempo, há teóricos que relacionam, em alguma medida, nossas vidas aceleradas e sem tempo com o intenso fluxo de informação do mundo globalizado. O excesso de informação não traz desafios para nossa capacidade de reflexão e contemplação?

De Masi – A informação nunca é excessiva. Quanto mais melhor. É melhor haver excesso de informação do que uma carência de informação. Durante períodos ditatoriais, as informações se reduzem, não aumentam. Durante períodos de democracia, a informação aumenta. Hoje, graças ao social network, graças à internet, a informação é democratizada. Todos podem dizer a todos a realidade. Curiosamente, também todos podem dizer mentiras a todos. E esta é a verdadeira democracia. Antes, as mentiras só podiam ser ditas por diretores de jornais e pessoas importantes. Na democracia, todos podem dizer mentiras.

Agência Brasil – Há pesquisadores se indagando se o excesso de informação tem gerado apatia. Você não concorda com essa premissa?

De Masi – O excesso de informação pode criar convulsão, desorientação. Mas é excesso em relação a quê? Excesso em relação à capacidade de filtrar a informação, de decodificar a informação. Não devemos reduzir nenhum tipo de informação. Devemos aumentar a capacidade humana de analisar a informação e decodificá-la.

(Agência Brasil)

Senado aprova projeto que facilita cancelamento de TV a cabo

O plenário do Senado aprovou, nessa noite de terça-feira (26), o projeto de lei que garante o direito dos usuários de TV por assinatura de cancelar os contratos por telefone ou via internet. Como o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 131/2015 não sofreu alterações, ele segue para sanção presidencial.

O texto altera a Lei da Comunicação Audiovisual de Acesso Condicionado. Hoje, essa modalidade de cancelamento está prevista em normas infralegais. Se o projeto for sancionado, esse direito estará assegurado em lei, o que dá maior segurança aos usuários.

Segundo dados de dezembro de 2018 da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o Brasil tinha 17,5 milhões de contratos ativos de TV por assinatura.

(Agêncai Senado)

Educação midiática forma cidadão consciente, dizem especialistas

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) do ensino básico incluiu entre as competências que o aluno deve ter a leitura crítica da informação que recebe por jornais, revistas, internet e redes sociais. Especialistas avaliam que foi um avanço a inclusão da educação midiática na BNCC, pois a escola poderá dar instrumentos para que o estudante possa se tornar um consumidor e produtor de conteúdo responsável.

No fim de 2017, o Ministério da Educação homologou a Base Nacional Comum Curricular do ensino infantil e fundamental e, no fim do ano passado, aprovou a BNCC do ensino médio. O documento estabelece o mínimo que deve ser ensinado em todas as escolas do país, públicas e particulares.

A partir da base, os estados, as redes públicas de ensino e as escolas privadas deverão elaborar os currículos que serão de fato implementados nas salas de aula. Os novos currículos para o ensino básico estão em fase de elaboração pelos estados.

Habilidade

A base prevê, por exemplo, que o aluno do sexto ao nono ano do ensino fundamental desenvolva a habilidade de leitura e produção de textos jornalísticos em diferentes fontes, veículos e mídias, a autonomia e pensamento crítico para se situar em relação a interesses e posicionamentos diversos, além de saber diferenciar liberdade de expressão de discursos de ódio.

“A questão da confiabilidade da informação, da proliferação de fake news [notícias falsas], da manipulação de fatos e opiniões tem destaque e muitas das habilidades se relacionam com a comparação e análise de notícias em diferentes fontes e mídias, com análise de sites e serviços checadores de notícias […]”, diz um trecho do documento.

Para os estudantes do ensino médio, as habilidades preveem a ampliação do repertório de escolhas de fontes de informação e opinião, a comparação de informações sobre um fato em diferentes mídias, além do uso de procedimentos de checagem de fatos e fotos publicados para combater a proliferação de notícias falsas.

A base também recomenda que os alunos possam atuar de maneira ética e crítica na produção e compartilhamento de comentários, textos noticiosos e de opinião e memes nas redes sociais ou em outros ambientes digitais.

Desafios

A presidente do Instituto Palavra Aberta, Patrícia Blanco, afirma que foi um significativo ganho colocar o tema da educação para a mídia na BNCC, pois significa que o campo jornalístico-midiático terá que ser abordado pelas escolas em âmbito nacional. No entanto, ela destacou que há ainda um longo trabalho pela frente para que a prática seja efetivamente adotada nos currículos.

“Nunca foi tão necessário, nesse ambiente de tecnologia, educar para a mídia, para o consumo de informação. Se a criança e o adolescente desenvolvem senso crítico, a escola está contribuindo para a formação de cidadãos que podem exercer melhor sua liberdade de expressão”, diz Patrícia.

“Educação midiática tem o papel de antídoto às fake news: você percebe que tem algo estranho, vai pesquisar outra fonte, e não simplesmente compra uma informação como verdade absoluta e a repassa para a frente”, acrescenta a especialista.

Segundo ela, são três os desafios atuais para a iniciativa chegar às salas de aula: disseminar o conceito da educação midiática, divulgando sua importância, formar os professores para que eles possam abordar o tema, e desenvolver a produção de conteúdos e materiais relevantes para serem usados na escola.

Alfabetização

O representante do Comitê Internacional da Aliança Global para Parcerias em Alfabetização de Mídia e Informação da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) na América Latina e Caribe, Alexandre Sayad, lembra que o tema está incluído entre as competências a serem abordadas na disciplina de língua portuguesa.

“O professor de língua portuguesa vai ter que colocar na sua aula. Mas nada impede outra disciplina abordar o tema. A questão da mídia é presente na vida das pessoas. Há uma tendência na educação, em geral, de se descompartimentalizar as disciplinas”, diz Sayad.

Segundo ele, atualmente há poucas escolas no Brasil que tratam do assunto em sala de aula. “Identificar a fonte de notícia é uma habilidade necessária no mundo hoje. É pela alfabetização midiática que você consegue separar o joio do trigo na mídia”.

(Agência Brasil)

TV Senado vai se instalar em Juazeiro do Norte

O prefeito de Juazeiro do Norte, Zé Arnon (PTB), assinou, na manhã desta segunda-feira, 17, acordo de cooperação técnica entre a Prefeitura e o Senado para a instalação da TV Senado, com transmissão digital. Com isso, a emissora poderá ser captada na terra do Padim Ciço, informa a assessoria de imprensa da gestão do petebista.

O Município sai na frente como pioneiro no processo de instalação da emissora, que irá contemplar uma programação ampla da Região do Cariri, pela localização estratégica da cidade de Juazeiro do Norte. O acordo prevê também, mediante futura consignação, a instalação de Rádio FM.

Durante a assinatura, esteve presente o representante do Senado, o assessor técnico, Luis Carlos Fonteles, além do Chefe de Gabinete, Nildo Rodrigues, e a Secretária de Comunicação, Elizangela Santos. Esse projeto inicia o processo de interiorização da TV Senado pelo país, tendo Juazeiro do Norte como cidade piloto, pela sua relevância em termos referenciais para o Brasil. Segundo Luis Fonteles, o Cariri e a terra do Padre Cícero têm forte representatividade, com uma mística importante no inconsciente coletivo do Brasil.

Arnon informou que estava pleiteando a instalação da TV Senado desde o ano passado, quando solicitou a vinda do novo sinal de tv aberta. Com isso, Juazeiro do Norte ganha um Canal Classe A, de maior potência, seguindo nas outras frequências para a TV Câmara, TV Assembleia e a TV que estará ligada diretamente à programação local, no canal 20.4. O Prefeito Arnon Bezerra propôs desde o primeiro momento, a denominação da emissora de TV Cariri.

Transmissão

Inicialmente serão beneficiados com as transmissões os municípios de Crato, Juazeiro do Norte, Barbalha, Caririaçu e Missão Velha, com sinal digital de tv aberta. Os equipamentos básicos ligados à torre de transmissão serão instalados no Horto e já começam a ser adquiridos. Os retransmissores deverão receber investimentos de mais de R$ 2 milhões. Até março do próximo ano, os equipamentos deverão estar sendo encaminhados ao Município, adquiridos por meio do Senado.

O acordo prevê a adoção de ações conjuntas pelos partícipes, visando a transmissão dos sinais digitais da TV Senado, da TV de responsabilidade da Prefeitura, por intermédio do Canal 20, correspondendo à faixa de frequência de 506 a 512 MHz, consignado ao Senado Federal pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, conforme portaria assinada em 2 de agosto de 2018. A emissora terá uma multiprogramação dos sinais de responsabilidade do Senado, que inclui a TV senado e TV Câmara, e da prefeitura, com a TV responsável pelo município.

(Foto- Divulgação)

ACI é sede de exposição de aparelhos de rádio antigos

A Associação Cearense de Imprensa, em parceria com a Associação Cultural de Ouvintes de Rádios do Ceará, é sede de uma exposição com 30 aparelhos de rádio antigos, a maioria fabricada das décadas de 1940 e 1950.

Há também uma exposição fotográfica com radialistas e situações vividas pela radiofonia cearense nessa época. Essa programação vai se estender até o próximo dia 17.

(Foto – Divulgação)

Cmfor realiza nesta tarde curso de capacitação em marketing digital

Profissionais de comunicação, estudantes de Jornalismo e Publicidade, assessores políticos e servidores da Câmara Municipal de Fortaleza participam na tarde desta quarta-feira (5), a partir das 14 horas, no auditório do Legislativo de Fortaleza, do curso de capacitação em marketing digital, com inscrições gratuitas.

É o segundo Comunicamara, que neste semestre se volta ao poder das redes sociais. “Nesta segunda edição, o Comunicamara trás palestras voltadas para a qualificação nos setores de marketing político, assessoria no terceiro setor, assessoria de imprensa, tudo isso ligado ao poder que as redes sociais têm. A ideia, mais uma vez, é fomentar conhecimento e troca de experiências”, ressaltou o jornalista Demóstenes Batalha, diretor da TV Fortaleza e integrante da Coordenaria de Comunicação da Câmara Municipal.

Apesar do esgotamento no número de inscrições, interessados ainda podem consultar participação pelo número 3444-8325.

A comunicação no governo Bolsonaro

Em artigo no O POVO deste sábado (10), a jornalista Letícia Alves avalia a utilização das redes sociais como meio de divulgação de informações oficiais do governo eleito. Confira:

Principal palanque da campanha de Jair Bolsonaro (PSL), as redes sociais vão manter o protagonismo no governo do presidente eleito. Ao menos é o que ele tem sinalizado desde os primeiros minutos após a confirmação da eleição, quando fez seu primeiro pronunciamento via Facebook, numa transmissão ao vivo da sala da sua casa, para só depois falar aos veículos de imprensa. A decisão foi simbólica.

De lá para cá, as redes sociais se tornaram o meio de divulgação de informações oficiais do governo eleito, com o anúncio dos nomes dos futuros ministros, a negação de notícias falsas que circulam na internet e mesmo a comunicação direta com a população.

Os jornalistas tradicionais, acostumados a solicitar informações a assessores de imprensa ou a um porta-voz para publicar as notícias em primeira mão, têm agora de acompanhar as publicações no Facebook do presidente ao mesmo tempo de milhões de seguidores, perdendo a prioridade e, inclusive, a audiência.

A postura de Bolsonaro revela não somente a relação pouco amigável que ele estabeleceu com a maior parte dos veículos de mídia, mas uma escolha que é sinal desse tempo de mudança pelo qual o País está passando. Em um cenário de descrença acentuada, não sem motivo, do povo contra a imprensa, por que não optar por se comunicar de forma direta, em uma linguagem que dá pouco espaço à distorção e em um meio que pode ser consultado por qualquer um com acesso à internet?

A ampla comunicação via redes sociais também foi adotada pelo presidente dos Estados Unidos, o republicano Donald Trump, que já usou o Twitter até mesmo para tratar de assuntos diplomáticos. Para os especialistas que ainda estão tentando encontrar explicações para a eleição de Bolsonaro ? resposta esta que o povo já tem ?, a decisão de Bolsonaro é irresponsável e significa uma retaliação “antidemocrática” à imprensa. Na minha percepção, porém, essa postura permite uma transparência jamais concedida pelas estruturas de poder brasileiras, além de não prejudicar o trabalho da mídia, da qual eu faço parte.

As publicações de Bolsonaro são versões dele acerca do governo, que devem ser esmiuçadas, questionadas e desmentidas, se preciso, pelos jornais. Os meios alternativos de comunicação vieram para ficar, Bolsonaro mostrou que sabe usá-los, e a imprensa terá de se reestruturar para manter seu protagonismo e a confiabilidade na divulgação de informação.

Letícia Alves

Jornalista do O POVO

Dégagé comemora 18 anos de mercado

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Completando 18 anos de mercado, nesta quarta-feira, a Dégagé, uma agência de comunicação integrada, das mais respeitadas e que atua em parceria com empresas e instituições.

Nasceu pelas mãos das jornalistas Eugênia Nogueira e Sônia Lage, profissionais de qualidade e, acima de tudo, que privam pela boa convivência num mercado dos mais competitivos.

Hoje com uma carteira com dezenas de clientes e realização de eventos, principalmente culturais e da área do varejo, a Dégagé se consolida e, sem sombra de dúvidas, com amplas perspectiva de expansão.

Do Blog, parabéns!

*Conheça a Dégagé aqui.

(Foto – Divulgação)

Controle da mídia?

Com o título “Controle da mídia?”, eis artigo de Pedro Antero Antero Chaves, cientista político. Ele fala que no programa de Fernando Haddad, embora modificado, haja uma espécie de marco regulatório para a comunicação social eletrõnica. Confira:

Alguns meios de comunicação estão esquecidos ou mesmo não têm conhecimento do que foi o DIP – Departamento de Imprensa e Propaganda, criado em 1937, durante a ditadura de Getúlio Vargas.

Em 1964, após a revolução liderada pelo presidente Castelo Branco, livrando o País de um golpe que estava sendo preparado por grupos terroristas, apoiado, por oportunismo, pelo governo Goulart, alguns civis apresentaram ao novo presidente a proposta de criação de um organismo oficial que cuidasse da divulgação dos motivos e dos ideais da revolução. Traumatizado pela crueldade que havia conhecido à época do DIP, Castelo não aceitou a sugestão e a imprensa e propaganda continuaram sendo exercidas pelos meios convencionais privados de comunicação.

Hoje, após 81 anos da ditadura getulista, a coligação “O povo feliz de novo” apresenta o plano de governo pensado por Lula e para ser cumprido por Haddad e Manuela d’Ávila. Embora modificado de última hora, por motivos eleitoreiros, nele estava contida a promessa de um novo marco regulatório da comunicação social eletrônica, com o objetivo de fortalecer a comunicação das emissoras públicas e das rádios e TVs comunitárias. Essa meta, embora retirada do papel, cheira, na verdade, a um controle da liberdade de imprensa ou , no mínimo, uma subordinação da imprensa privada livre a uma imprensa oficial, monitorada pelo governo petista.

Se essa medida restritiva fosse algo isolado no contexto de um plano democrático, não causaria, talvez, tanta apreensão. Entretanto, o plano de Lula e Haddad previa que, para assegurar as conquistas da Constituição de 1988, seria necessário um novo processo constituinte. Ora, isso foi feito por Maduro, na Venezuela, com consequências políticas desastrosas, transformando a Venezuela num país de estrutura política autoritária.

Essa ilação que se faz com o país de Maduro não é arbitrária. Está baseada na histórica relação de Lula com o falecido presidente Chavez e o atual ditador Maduro. A Venezuela está destruída e expulsando para países vizinhos uma população que não tem mais o que comer. Seria esse o desfecho desejado ao Brasil pelo PT, com base no adágio do “tanto pior, melhor” ? Não acredito, mas também digo que o Brasil não merece um novo DIP, ou mesmo, algo parecido.

*Pedro Henrique Chaves Antero

phantero@gmail.com

Professor de Ciências Políticas.

Sobral, Forquilha, Massapé e Santana do Acaraú terão sinal analógico de TV desligado no fim deste mês

O sinal analógico de televisão será desligado em Sobral, Forquilha, Massapê e Santana do Acaraú no dia 31 de outubor. A programação dos canais abertos será transmitida apenas pelo sinal digital, com imagem e som de cinema. Para continuar assistindo à programação, todas as residências da região precisam ter uma antena digital e um aparelho de televisão preparado para receber o sinal digital.

Na região, o desligamento do sinal analógico já começou. A qualquer momento, as emissoras podem desligar o sinal e a transmissão será feita apenas pelo sinal digital. A informação é da Seja Digital.

Saiba se a sua casa já está preparada ou se será necessário providenciar mudanças para continuar assistindo os canais abertos de televisão:

Antena – Nem toda antena consegue captar o sinal digital de televisão. A antena deve ser digital e a recomendação da Seja Digital é que o modelo seja externo, instalado no telhado da casa.

Televisor – Se o aparelho for uma televisão de tubo, será necessário instalar um conversor de sinal. Se o televisor for de tela fina e não estiver preparado para receber o sinal digital, também precisará de um conversor de sinal. Para ter certeza se o televisor já tem o conversor, consulte o manual do fabricante.

TV paga ou parabólica: Se você utiliza algum desses serviços, não será necessário adaptar sua TV ou antena. Em todo caso, entre em contato com sua operadora ou com um antenista para garantir a continuidade do serviço em todos seus televisores.

Inclusão Digital

As famílias de Sobral, Forquilha, Massapê e Santana do Aracaú devem verificar se têm direito a receber um dos mais de 60 mil kits gratuitos com antena digital, conversor e controle remoto. A população deve acessar o site sejadigital.com.br/kit ou ligar gratuitamente para o número 147 com o NIS (Número de Identificação Social) em mãos. Se o nome estiver na lista, é só escolher o dia, horário e local para retirar os equipamentos.

Por meio desses canais, a população também poderá tirar dúvidas sobre as mudanças trazidas pela TV digital e sobre como se preparar para receber o novo sinal. Outra alternativa, também, é visitar um CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) mais próximo de sua residência e procurar pelo ponto de apoio da Seja Digital para esclarecer dúvidas ou agendar a retirada do kit.

Mais de 650 cidades brasileiras já passaram por essa mudança, incluindo a regiões de Brasília, São Paulo, Goiânia, Recife, Salvador, Fortaleza, Vitória, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, São Luís, Aracaju, Belém, João Pessoa, Maceió, Manaus, Natal, Teresina, Cuiabá, Macapá, Palmas e Porto Velho. Durante o processo, a entidade realiza diversas ações com o objetivo orientar, informar e oferecer suporte didático a toda população por meio de campanhas de comunicação e mobilização social. Com o desligamento do sinal analógico, os moradores dessas cidades passaram a assistir os canais abertos de televisão apenas pelo sinal digital, que transmite a programação gratuitamente com imagem e som de cinema. Às famílias que têm direito aos equipamentos, a Seja Digital já distribuiu mais de 11 milhões de kits.

Rádio, um veículo em constante reinvenção

Com o título “Rádio, um veículo em constante reinvenção”, eis artigo de Bruno Balacó, jornalista do O POVO. Verdadeira ode ao rádio. Confira:

Poucos sabem, mas no Brasil o rádio tem um dia para chamar de seu: 25 de setembro. Ou seja, hoje é Dia do Rádio. A data faz alusão ao nascimento de Edgard Roquette-Pinto, fundador da 1ª emissora radiofônica do País, a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, inaugurada em 1923. Aproximamo-nos, portanto, de um século de operação do veículo em solo brasileiro. E podemos constatar que, mesmo diante de tantas transformações sofridas com o passar dos anos, o rádio ainda mantém sua essência de entreter, informar e interagir.

Para além de uma mídia de massa, o rádio é um companheiro de milhões de pessoas, por onde quer que elas estejam. O rádio é onipresente: ele está no trânsito, através do som do carro e dos ônibus, nas ruas, através de caixas de alto-falantes instaladas em postes de luz, e está também no bolso, nas bolsas e nas mochilas, através do celular. Afinal de contas, qualquer aparelho telefônico também funciona como radinho portátil. Daí se conclui o potencial democrático do rádio, que está ao alcance de todos.

Mais do que popular, o rádio dos dias de hoje tem alcance global. Com uma simples conexão de internet, é possível ouvir ao vivo emissoras radiofônicas do mundo inteiro, através de aplicativos e sites. Isso, sem contar em uma das novas possibilidades trazidas com o advento do mundo digital: as web rádios, viabilizadas com baixo custo de produção e acessíveis em qualquer canto do mundo através da internet. Mesmo diante da rapidez dessa mesma internet, o rádio mantém seu caráter instantâneo de transmitir informações, noticiadas em tempo real.

O rádio do nosso tempo não é só áudio. É imagem também. Hoje em dia é possível assistir aos programas, por meio de transmissões ao vivo em redes sociais. Se falta tempo e espaço na programação, não tem problema. Os programas em formato podcast estão aí se firmando como tendência no radiojornalismo brasileiro. Assim o rádio segue sua trajetória, quase centenária, porém jovem e com muito que comemorar. Então, Feliz Dia do Rádio!

*Bruno Balacó

brunobalaco@opovo.com.br

Jornalista do O POVO.

NovaBrasil FM 106.5 estreia nesta quinta-feira

O Grupo O POVO de Comunicação reuniu convidados, nessa noite de quarta-feira, no Pipo Restaurante Pipo (São joão do Tauape), para o lançamento da NovaBrasil Fortaleza FM 106.5.

A emissora estreia nesta quinta-feira com programação 100% voltada para a música brasileira, com foco em MPB, pop e samba.

Na foto: Alexandre Hovoruski, diretor artístico da Rede NovaBrasil FM; João Dummar Neto, vice-presidente do O POVO; Claudia Rei, superintendente da área de comunicação do grupo Solpanamby; e Calil Bassit, responsável pela expansão da Rede NovaBrasil FM.

(O POVO)

Juazeiro do Norte e Sobral terão sinal analógico de TV desligado nesta terça-feira

O desligamento do sinal analógico de TV aberta nas cidades de Juazeiro do Norte (Região do Cariri) e Sobral (Zona Norte) começa nesta terça-feira (28) e vai até 31 de outubro. A decisão foi tomada pelo Gired, grupo responsável pela implantação da TV digital, durante reunião nesta segunda-feira (27), em São Paulo. Além das duas cidades, o desligamento também vai ocorrer em outros sete municípios do entorno: Barbalha, Caririaçu, Crato, Missão Velha, Forquilha, Massapê e Santana do Acaraú. Os dois agrupamentos reúnem mais de 800 mil habitantes.

Uma pesquisa realizada em agosto mostrou que o percentual de residências prontas para receber o sinal digital de TV em Juazeiro é de 87% e em Sobral, 84%. uma portaria do MCTIC determina que 90%, no mínimo, dos domicílios devem estar digitalizados até a data prevista para o desligamento. Por essa razão, as transmissões analógicas nas duas regiões serão encerradas de forma escalonada.

Inicialmente, o desligamento do sinal analógico em Juazeiro e Sobral estava previsto para setembro de 2017, mas foi adiado porque as duas cidades também não haviam alcançado o número mínimo de residências prontas para receber o sinal digital.

Kits de conversores

Até agora, no agrupamento de Juazeiro do Norte, já foram entregues mais de 93 mil kits de conversores digitais gratuitamente – 75% do total previsto –, para as famílias cadastradas em programas sociais do governo federal. No grupo de Sobral, mais de 47 mil beneficiários (74%) já receberam os equipamentos. A distribuição dos kits continua sendo feita.

SERVIÇO

*Agrupamento: Juazeiro do Norte (CE)
Municípios: Barbalha, Caririaçu, Crato, Juazeiro do Norte e Missão Velha.

*Agrupamento: Sobral (CE)
Municípios: Forquilha, Massapê, Santana do Acaraú e Sobral.

Equipe de comunicação e marketing de Camilo está montada

O jornalista Chagas Vieira será o coordenador da área de comunicação da campanha pró-reeleição do governador Camilo santana (PT). Ele apresentou suas despedidas da equipe do Palácio da Abolição e deverá assumir a função a partir da próxima quinta-feira. Na data, começará oficialmente a campanha eleitoral.

Com Chagas, estará também Karla Cury, que responderá pelo área do marketing da campanha.

Outro dado: o Comitê Central será o mesmo das campanhas do ex-governador Cid Gomes, do prefeito Roberto Cláudio – as duas campanhas, e a primeira do próprio Camilo.

(Reprodução de TV)

O peso das redes sociais nas próximas eleições

As redes sociais e blogs são utilizados como fonte principal de informação sobre os candidatos por 26% dos eleitores. Mas apenas 5% as utilizam como fontes exclusivas. Dos que recorrem a esses meios para se informar, mesmo em conjunto com outros veículos de comunicação, 25% confessam que raramente ou nunca verificam a veracidade das informações recebidas. Outros 46% sempre verificam e 29% verificam às vezes. É o que revela a pesquisa Retratos da Sociedade Brasileira – Eleições 2018, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e realizada em parceria com o Ibope.

Para tomar a decisão em quem votar, 84% dos eleitores afirmaram ainda que vão se informar pela imprensa (TV, rádio, jornais, revistas e sites de notícias). O levantamento revelou que, dos que utilizam as redes sociais para se informar, mesmo que em conjunto com outros veículos, 25% declararam que raramente ou nunca verificam a veracidade das informações recebidas. Outros 46% disseram que sempre verificam e 29% que verificam às vezes.

A pesquisa ouviu 2 mil pessoas entre os dias 21 e 24 de junho e foi divulgada no Portal da CNI no último dia 02 de agosto.

(Agência CNI de Notícias)

Em vigor regras de competição para o setor da telecomunicação do País

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) publicou hoje (23) no Diário Oficial da União (DOU) a resolução que altera o Plano Geral de Metas de Competição (PGMC). A proposta, que havia sido aprovada há duas semana, estabelece diretrizes e medidas para promover a concorrência nos mercados de telecomunicações. O plano que estava válido até então havia sido criado pela agência em 2012.

Entre as mudanças, o novo plano que valerá pelos próximos quatro anos define quatro níveis de competição entre os municípios, que passam a ser classificados como: competitivos, potencialmente competitivos, poucos competitivos e não competitivos. Em cada uma destas categorias, portanto, a agência deve adotar medidas diferentes de acordo com as necessidades.

Para os da primeira categoria (competitivos), a Anatel entende não haver necessidade de intervenção regulatória, mas apenas garantir a transparência. A segunda categoria abrange cidades com mercados potencialmente competitivos, onde podem ser aplicadas medidas mínimas.

Na categoria 3, estão mercados pouco competitivos, para os quais a Anatel precisa implantar medidas mais robustas de modo a promover a competição. Já na categoria 4, estão mercados sem competição, onde há a necessidade de uma política pública de subsídio mais forte para possibilitar que pessoas acessem o serviço.

Empresas

Um segundo recorte adotado no Plano, mantido da versão anterior, é a regulação de empresas de acordo com o seu tamanho. Aquelas com maior participação são enquadradas como firmas com Poder de Mercado Significativo (PMS), passando a estar submetidas a medidas específicas que não serão direcionadas a companhias menores.

No mercado de interconexão fixa (redes físicas onde se dá o tráfego de dados e voz), entram nesta categoria operadoras como Oi, Claro e Telefônica. Este grupo ficará sujeito à oferta de serviços com transparência e controle de preços. Já no mercado de interconexão móvel, seriam classificadas como PMS as operadoras Oi, Claro, TIM e Vivo. Aí também deveria ser obedecida oferta com transparência, com controle de preços e formas específicas de cobrança.

O novo Plano de Metas de Competição criou um novo mercado, denominado de “interconexão de dados de alta capacidade”. O título de PMS valeria para Oi, Claro, Algar, Telefônica e Copel. Neste mercado, haveria exigências de transparência nas cidades da categoria 2 (mercados potencialmente competitivos) e controle de preços nos municípios da categoria 3 (baixa competição). A definição das categorias será realizada pela agência em outro momento.

Outra novidade do Plano foi a criação do conceito de Prestadores de Pequeno Porte (PPP), que detêm participação de no máximo 5% do mercado nacional no varejo. “As PPPs terão, à medida que a Anatel atualizar seus regulamentos, uma menor carga regulatória. O Plano também identifica as prestadoras com Poder de Mercado Significativo (PMS), às quais são direcionadas regras para garantir a competição e a entrada de novas empresas nos mercados de telecomunicações”, diz a Anatel.

Radiofrequências

Além da resolução sobre o PGMC, a Anatel também publicou outra resolução que trata da de cobrança de Preço Público por Direito de Uso de Radiofrequências (PPDUR). A norma estabelece o valor a ser pago pelo direito de uso de radiofrequências, trata da aplicação de fórmula para estabelecer o preço mínimo de referência em licitações de direito de uso de radiofrequências e estabelece critério para cobrança da prorrogação do direito de uso de radiofrequências.

A resolução diz que poderá haver pagamento à vista ou parcelamento do preço público pela autorização de uso de radiofrequências ou por sua prorrogação. No caso de parcelamento, a norma diz que haverá parcelas anuais iguais, desde que o valor das parcelas seja igual ou superior a R$ 500.

“No caso de pagamento parcelado, o número máximo de parcelas anuais será igual ao prazo, em anos, do Direito de Uso de Radiofrequências, e o valor de cada parcela será atualizado pela taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia – SELIC, acumulada mensalmente, desde a data da publicação do extrato do Ato de Autorização de Uso de Radiofrequências no Diário Oficial da União – DOU, até a data de vencimento da parcela”, diz a norma.

(Agência Brasil)

Estúdio da Rádio O POVO/CBN ganha espaços na redação do O POVO

Olha aí o estúdio da Rádio O POVO/CBN conectado com a redação do jornal O POVO… Aqui o programa que tem como âncora o jornalista Luiz Viana (O POVO no Rádio), com a produtora Eduarda Talicy, a noticiarista Raquel Gomes e Kiko Gomes, um dos melhores operadores de áudio desta banda do Nordeste.

Está muito legal essa integração.

Ganha o ouvinte, mas, principalmente, ganhamos nós, profissionais que amamos o rádio.

(Foto – Paulo MOska)

Web Rádio Siará News é lançada em Fortaleza

Será lançada nesta quinta-feira, às 19 horas, no restaurante Engenheiro Dedé (Shopping Iguatemi Expansão), a web rádio Siará News. Trata-se de uma iniciativa da Hey Produtora e Projeto Batente.

A marca, com frequência via internet e por meio do aplicativo Siará News (disponível para android), tem foco nos púbkicos A e B, com idades entre 18 e 45 anos.

A turma dessa web rádio fará programas voltados para a economia, política, empreendedorismo, cultura e entretenimento.

Clima de troca-troca na TV cearense

Com a saída da jornalista Moema Soares para a função de coordenadora do Jornalismo do Grupo Cidade de Comunicação, assumirão, na próxima segunda-feira, a gerência de Jornalismo da TV Ceará os jornalistas Marco da Escóssia e Alexandra Sousa.

Ou seja, os dois reforçarão o bom trabalho do presidente da TVC, Adriano Muniz.

Boa sorte para todos.

(Foto – TVC)

Jornalista lança livro sobre a FM Assembleia

A jornalista Fátima Abreu, diretora da FM Assembleia, lançará nesta quarta-feira, às 19 horas, no auditório Murilo Aguiar, da Assembleia Legislartiva, o livro “FM Assembleia 96,7 – 10 anos Com Você no Centro das Discussões”.

A partir da apresentação de um histórico da rádio, o livro destaca o pioneirismo do Poder Legislativo do Ceará em abrigar a FM Assembleia, assim como a relevância das mídias legislativas.

(Foto – Divulgação)