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Neymar tem um problema a resolver no pós-Copa

Com o título “Neymar tem um problema para resolver”, eis artigo do jornalista Fernando Graziani, do O POVO. E é problema de imagem. Confira:

Era até possível imaginar antes da Copa do Mundo da Rússia que o Brasil fosse eliminado por alguma boa seleção, como ocorreu diante da Bélgica, nas quartas de final do torneio, derrota por 2 a 1. O que não dava para prever era que o melhor jogador do time se tornasse assunto mundial e não pelo seu bom ou ruim desempenho técnico, mas por causa das suas quedas, exageros quando sofria falta e objetivo de ludibriar a arbitragem.

As simulações de Neymar irritaram adversários, torcedores brasileiros e foram manchetes de jornais por todo o planeta. Viraram quadros de humor, vídeos, gifs, áudios, desafios, paródias, joguinhos de computador e sátiras. Uma foto do atacante caído foi usada para uma campanha do Instituto Nacional de Emergência Médica (Inem) de Lisboa, em Portugal, contra trotes. A Cruz Vermelha de Jalisco, no México, também utilizou uma queda do jogador para promover uma campanha contra ligações falsas.

A Copa já acabou, o Brasil foi eliminado no dia 6 de julho, mas as irônicas homenagens seguem. É um problema de imagem que certamente terá que ser resolvido com gestão de crise por sua enorme equipe, até para evitar que patrocinadores queiram quebrar ou não renovar contratos, afinal, será que vale pagar uma fortuna pela imagem de um jogador de futebol conhecido mundialmente por seus mergulhos e simulações?

A tentativa de recuperação já começou. Na sexta-feira que passou, uma simpática mensagem no Instagram do atleta desejava sorte na final da Copa aos amigos Mbappé, francês que joga com o brasileiro no PSG, e o croata Raktic, companheiro dos tempos de Barcelona. Um leilão do Instituto Neymar que pretende arrecadar mais de R$ 3 milhões para a caridade será realizado na próxima quinta-feira, 19, com a presença de dezenas de atletas, celebridades e empresários. Entretanto, o que vai resolver a situação é Neymar voltar ao PSG, jogar muita bola – é craque – fazer gols e parar de querer levar vantagem em tudo. Não é possível que não consiga, especialmente com a repercussão negativa enorme de suas atitudes.

*Fernando Graziani

fernandograziani@opovo.com.br

Jornalista do O POVO.

(Foto – Montagem sobre foto de Twitter e AFP)

Seleção francesa será recebida com festa em Paris

A imprensa francesa celebra a vitória da seleção e o título de campeã da Copa do Mundo da Rússia. Os jogadores devem desfilar em um ônibus de dois andares pela Champs-Elisée, em Paris. A seleção será recebida pelo presidente da França, Emmanuel Macron, no Palácio do Eliseu.

Os jogadores que venceram a Croácia por 4 a 2 seguem a comemoração feita pela seleção francesa, em 1998, quando também foi campeã na Copa do Mundo – cuja sede era a França e o Brasil ficou em segundo lugar. De acordo com o jornal Le Monde, o esquema para a recepção dos jogadores reúne 2 mil pessoas e as ruas por onde passarão vão ficar interditadas.

Jogo

Ontem (15) Macron assistiu a vitória da França em um dos camarotes do Estádio Luzhniki, Para a recepção hoje, o presidente convidou as famílias dos jogadores, mil jovens e 300 atletas, integrantes dos clubes formadores dos atletas.

Durante a partida da França com a Croácia, foram colocados nas ruas de Paris 4 mil policiais, principalmente na região do Campo de Marte, onde mais de 90 mil pessoas acompanharam a decisão da Copa do Mundo.

(Agência Brasil com informações da Agência EFE/Foto – Clive Rose – Getty Images)

Pelo Twitter, Casillas e Suaréz criticam VAR durante a final da Copa

O goleiro Iker Casillas, campeão do mundo com a Espanha em 2010, e o atacante Luis Suárez, que levou o Uruguai até as quartas de final da Copa do Mundo, criticaram nesse domingo (15) a utilização do sistema de árbitro de vídeo (VAR) durante a decisão do Mundial entre França e Croácia.

Casillas postou em sua conta no Twitter discordando da marcação de falta do árbitro argentino Néstor Pitana em Antoine Griezmann, no lance que acabou tendo como consequência o gol contra de Mandzukic, após um levantamento na área feito pelo francês, o primeiro da partida que terminou em 4 a 2 para a França.

“Sinceramente, não entendo muito bem o uso do VAR. O árbitro marca uma falta que não existiu em Griezmann. Gol da França nessa jogada. E não acontece nada”, escreveu o goleiro em seu perfil do Twitter.

O atacante uruguaio Luis Suárez concordou com o jogador e ainda apontou que, no momento do cruzamento, Pogba estaria impedido e acabou influenciando no lance.

“Você está certo Iker Casillas e, além disso, Pogba impedido ‘participa’ da jogada”, comentou.

(Agência Brasil com Agência EFE)

França goleia a Croácia e é bicampeã 20 anos após título em casa

Duas décadas após vitimar a Seleção Brasileira na decisão da última Copa do Mundo que sediou, a França voltou a levantar o mais cobiçado troféu do planeta. O time comandado por Didier Deschamps, campeão como jogador em 1998, fez 4 a 2 sobre a Croácia na final deste domingo, no Estádio Luzhnikí, em Moscou, e igualou Argentina e Uruguai como detentora de dois títulos mundiais.

Agora, a França só está atrás de Brasil, com as suas cinco conquistas, e Alemanha e Itália, com quatro cada, no rol de maiores vencedores de Copas do Mundo. Os franceses ainda deixaram para trás Espanha e Inglaterra, ambas com uma taça, enquanto a Croácia precisou se contentar com o vice-campeonato, a sua melhor campanha em Mundiais. Em 1998, havia sido terceira colocada, posto hoje ocupado pela Bélgica.

Para superar os croatas, a França teve a mesma prudência das fases anteriores da Copa do Mundo da Rússia. Suportou a pressão inicial da equipe adversária e abriu o placar com um gol contra de Mandzukic. Absorveu o empate, que veio com Perisic, e voltou a ficar à frente ainda no primeiro tempo, em pênalti convertido por Griezmann. Na segunda etapa, Pogba e Mbappé transformaram o triunfo em goleada, e Mandzukic descontou em falha feia do goleiro Lloris.

A Croácia rejeitou o jogo estudado nos primeiros minutos da final da Copa do Mundo. Vindo de três prorrogações, o time dirigido por Zlatko Dalic aproveitou o fôlego inicial para partir para cima da França, aparentemente surpreendida pela postura da seleção adversária.

Os franceses, no entanto, não mudaram o estilo que marcou a sua campanha no Mundial. Com um jogo cauteloso desde a fase de grupos, a equipe de Didier Deschamps teve paciência para conter o ímpeto da Croácia e, aos poucos, começar a se soltar no gramado.

Aos 17 minutos, a França abalou, de fato, os croatas. Griezmann sofreu uma falta na ponta direita bastante contestada pela seleção adversária e apresentou-se para a cobrança. Ele levantou a bola na área, onde Mandzukic fez a torcida brasileira recordar Fernandinho, protagonista de lance infeliz contra a Bélgica, e cabeceou para anotar o gol contra.

Com a vantagem no marcador, a torcida francesa passou a cantar ainda mais alto no Estádio Luzhnikí, sobrepondo-se à maioria croata. Dentro de campo, o país campeão mundial de 1998 também parecia que tiraria proveito do momento para se impor diante da finalista inédita de Copas do Mundo.

A superioridade francesa, contudo, durou dez minutos. Aos 27 minutos, Modric bateu falta ensaiada, jogando a bola para o lado direito da área. Mandzukic e Rebic desviaram pelo alto até Vida escorar para Perisic. O meia da Internazionale cortou para a esquerda para se desvencilhar de Kanté e chutou forte e cruzado para empatar o jogo.

A França reagiu. Aos 35 minutos, Griezmann bateu um escanteio da direita, e Perisic tocou a bola com o braço ao afastar para a linha de fundo. O árbitro argentino Néstor Pitana já havia assinalado novo tiro de canto quando começou a ser convencido pela reclamação de Matuidi, que viu o lance, e seus compatriotas a consultar o VAR.

Pitana, então, correu em direção ao monitor instalado à beira do gramado. Demorou, mas assinalou o pênalti a favor da França. Griezmann, o homem das bolas paradas, ignorou a movimentação provocativa do goleiro Subasic, deslocou o oponente e recolocou a sua nação à frente no placar.

Com mais de 60% de posse de bola no primeiro tempo, a Croácia iniciou o segundo sem alterações, esperançosa de que seria recompensada pela ofensividade. A França, como tinha feito na semifinal a ponto de enervar a Bélgica, não teve vergonha de se fechar e ficar armada para os contra-ataques.

O primeiro susto por meio de contragolpe ocorreu aos seis minutos. O astro Mbappé, apagado até então, foi lançado por Pogba e acelerou pela ponta direita, caçado por Vida. Só parou quando Subasic surgiu diante dele para fazer a defesa, em lance tão veloz quanto um grupo de torcedores que invadiu o campo pouco depois.

Embora a estratégia já tivesse mostrado potencial, a França resolveu se precaver também defensivamente, trocando Kanté, que tinha cartão amarelo, por N’Zonzi. Já Pogba, mesmo com algumas falhas na marcação, permaneceu no gramado. Para a alegria dos franceses.

Aos 13 minutos, Pogba fez mais um lançamento para Mbappé, que, desta vez, cruzou quando avançou à linha de fundo direita. Griezmann reteve a bola e rolou para trás, onde já tinha chegado o volante do Manchester United. Ele finalizou forte, carimbou a marcação e ficou com o rebote. Na segunda tentativa, estufou a rede.

A França assumiu o controle da decisão a partir de então. Abatida, a Croácia dava sinais de ter enfim acusado o desgaste físico, deixando a bola mais tempo nos pés dos franceses. Aos 19 minutos, Mbappé desferiu novo golpe ao ter espaço para concluir rasteiro de fora da área. Subasic, que nem esticou o braço, aceitou.

O quarto gol fez a França relaxar no Luzhnikí. Até demais. Aos 23, Varane recuou a bola para Lloris, que, cheio de confiança, tentou driblar Mandzukic. Não conseguiu. O centroavante croata dividiu com firmeza e mandou a bola para dentro, desta vez a favor do seu país.

Diminuir a considerável vantagem francesa fez a Croácia reavivar as suas esperanças, mas não tanto. Bem protegida, agora com Tolisso e Fekir nos lugares de Matuidi e Giroud, a França sabia administrar a partida, apenas à espera do momento de levantar, em 15 de julho de 2018, o troféu que Zinedine Zidane conquistou em 12 de julho de 1998.

(Gazeta Esportiva)

França e Croácia disputam a final da Copa do Mundo

França e Croácia se enfrentam neste domingo, às 12 horas (de Brasília), no Estádio Luzhnikí, em Moscou, na Rússia, na grande decisão da Copa do Mundo. Os franceses eliminaram a Bélgica nas semifinais, ganhando por 1 a 0. Já os croatas, de virada, fizeram 2 a 1 na Inglaterra, precisando de mais uma prorrogação, a terceira do time no torneio. Por conta dos tempos extras, a Croácia vai ter jogado praticamente oito partidas nesta edição.

Trata-se de um reencontro vinte anos depois. Ambos duelaram nas semifinais da Copa do Mundo de 1998 e os franceses ganharam por 2 a 1, arrancando para um título inédito, que ainda falta para os croatas.

Didier Deschamps, treinador da França, tem a chance de repetir o feito de Zagallo e do alemão Franz Beckenbauer, sendo campeão mundial como jogador e treinador. Ele integrou o time de 1998. O comandante se mostra otimista.

“Nós fizemos tudo o que tinha que ser feito até este momento e agora chegou a hora de ir a campo e tentar escrever uma história bonita. Estamos preparados desde muito antes de a competição começar e fomos ganhando força com ela, crescendo e superando os obstáculos. Portanto, estou otimista e a minha expectativa é a do título, mesmo sabendo que do outro lado do gramado estará um grande oponente”, disse Didier Deschamps.

O desgaste físico realmente é a maior preocupação do técnico Zlatko Dalic. Mas até diante deste cenário ele procura buscar motivação. Nas oitavas os croatas eliminaram a Dinamarca nos pênaltis, enredo que se repetiu nas quartas contra a anfitriã Rússia. Nas semifinais, as penalidades não foram necessárias, porém, a vaga diante dos ingleses veio mesmo na prorrogação.

“Nós escolhemos o caminho mais complicado e difícil. Enfrentamos uma maratona de jogos, atuaremos um jogo a mais que a França e por isso mesmo sabemos que as dificuldade serão enormes. Mas como o que não mata fortalece, vamos buscar força justamente neste nosso poder de testar nossos limites. Falta mais um capítulo nesta história e queremos que o final seja feliz, pois a Croácia melhora”, disse Zlatko Dalic.

As duas equipes não confirmaram as escalações, mas como superação é a palavra de ordem, a base das semifinais deverá ser mantida. Na França a aposta está no equilíbrio de Paul Pogba no meio e na força ofensiva do trio: Kylian Mbappé, Antoine Griezmann e Olivier Giroud.

Pelo lado croata a estrela da companhia é o maestro Luka Modric, candidato a craque da Copa. Mas não se pode desprezar o oportunismo do perigoso artilheiro Mario Mandzukic, autor do segundo gol contra a Inglaterra.

Caso a decisão deste domingo termine empatada no tempo regulamentar, acontecerá uma prorrogação de trinta minutos. Persistindo a igualdade, o campeão será conhecido nas cobranças de pênaltis. Isso aconteceu apenas duas vezes na história da Copa do Mundo. Em 1994 a Seleção Brasileira derrotou a Itália nos pênaltis, após 0 a 0. Já em 2006 os franceses, que ficaram no 1 a 1 com a Itália, perderam o caneco nos pênaltis.

(Gazeta Esportiva)

Bélgica vence Inglaterra, fica com o 3º lugar

A Bélgica encerrou sua campanha na Copa do Mundo de 2018 de forma honrosa neste sábado (14), em São Petersburgo. Enfrentando a Inglaterra pelo terceiro lugar da competição, os Red Devils foram cirúrgicos logo no início da partida, assim como já haviam sido contra o Brasil, nas quartas de final, e acabaram vencendo os adversários por 2 a 0, graças aos gols de Meunier, aos três minutos de jogo, e Hazard, já no final do segundo tempo.

Com o resultado, o time comandado pelo técnico Roberto Martínez entrou para a história do futebol belga. Nenhuma geração do país chegou tão longe quanto essa de 2018 em uma Copa do Mundo. Em 1986, a Bélgica também foi eliminada na semifinal, porém, na disputa pelo terceiro lugar acabou derrotada pela França.

A Inglaterra, por sua vez, perdeu a grande oportunidade de fazer sua melhor campanha em Mundiais desde o título em 1966, quando sediou o torneio. Neste sábado o técnico Gareth Southgate levou a campo uma equipe sem quatro titulares e, embora tenha assegurado o comprometimento de seus jogadores no confronto com os belgas, não se esforçou muito para superar a campanha de 1990, quando os ingleses disputaram o terceiro lugar e acabaram derrotados pela Itália.

A Bélgica iniciou a partida de maneira avassaladora. Sem dar espaços à Inglaterra, o time do técnico Roberto Martínez foi cirúrgico em sua primeira oportunidade, logo aos três minutos, e desta maneira acabou abrindo o placar. Em contra-ataque fulminante, Chadli recebeu ótima enfiada de bola de Lukaku e cruzou na medida para Meunier, que se antecipou ao zagueiro para chegar finalizando de primeira dentro da área, sem chances para o goleiro Pickford.

No segundo tempo, aos 36 minutos, De Bruyne arrancou pelo meio e acionou Eden Hazard na esquerda. O atacante do Chelsea invadiu a área e tocou na saída do goleiro, estufando as redes e assegurando o histórico terceiro lugar da ótima geração belga.

(Gazeta Esportiva)

Inglaterra e Bélgica voltam a campo pelo terceiro lugar

Bélgica e Inglaterra voltam a se enfrentar neste sábado (14) na Copa do Mundo e, mais uma vez, será uma partida de objetivos mornos. Se, na primeira fase, as duas seleções entraram em campo já classificadas e com times reservas, hoje belgas e ingleses disputam o terceiro lugar da competição. As duas seleções do Grupo G chegaram até as semifinais e perderam. O terceiro lugar é tudo que lhes resta.

Nas entrevisrtas coletivas, entretanto, o discurso oficial das duas seleções é valorizar a partida. Para a Bélgica, vale o melhor desempenho do país em copas. Em 1986, quando disputou a terceira posição, perdeu para a França na prorrogação e terminou em quarto lugar.

“Temos o dever de terminar em terceiro pelo país, pelo time e pelos jogadores. Não temos a oportunidade de jogar este tipo de partida de Copa todo dia. Estamos motivados, mesmo a noite após a [derrota na] semifinal tendo sido dura”, disse o meio-campo Axel Witsel.

A Inglaterra não precisa vencer para ostentar um novo recorde para o país. Foi campeã do mundo em 1966, mas pode garantir a melhor colocação em uma copa desde então; e lá se vão 52 anos. Em 1990, disputou o terceiro lugar, mas foi derrotada pela Itália. E, desde o longínquo ano do título, o quatro lugar foi o melhor que conseguiram em um Mundial.

O técnico inglês, Gareth Southgate, não negou a dificuldade em lidar com a derrota para a Croácia, vinda no segundo tempo da prorrogação. “Em termos de mentalidade, é óbvio que foram dois dias realmente difíceis para nós. Estávamos a 20 minutos da final da Copa e a razão para estarmos aqui era alcançar o objetivo maior. Emocionalmente, têm sido dois dias difíceis.”

Ainda que não seja nas condições esperadas, esta é a chance de a Inglaterra vencer um adversário de primeira linha do futebol mundial no torneio. Tirando a própria Bélgica, que enfrentou na primeira fase com time reserva – e perdeu –, jogou contra Tunísia, Panamá, Colômbia, Suécia e Croácia, sendo derrotada por esta última na semifinal.

“A Bélgica tem estado em uma jornada brilhante e quer terminar bem [a Copa], assim como nós. Existem alguns jogadores excelentes no espetáculo, e será um bom teste para nós. Não vencemos um desses times de primeira linha ainda, então temos que agarrar a oportunidade que temos”, disse Southgate.

(Agência Brasil)

Parreira diz que falta de experiência foi decisiva para fracasso da Seleção Brasileira

O técnico Carlos Alberto Parreira, campeão do mundo com a Seleção Brasileira em 1994, afirmou, nesta quinta-feira (12), que faltou experiência ao Brasil, entre comissão técnica e jogadores, para conquistar o título da Copa do Mundo da Rússia 2018.

“Não basta conhecer os problemas, é preciso saber como resolvê-los. De 21 copas do Mundo, ganhamos apenas cinco. Ficamos muitos anos sem ganhar, porque é muito difícil. Muitas coisas influenciam. Não é suficiente só ter talento, senão ganharíamos todas as copas. É preciso chegar preparado e com fome. Quando há compromisso, ganhamos. Se falta algum elemento, fracassamos”, disse hoje, em entrevista coletiva do Grupo de Estudo Técnicos, no estádio Luzhniki, em Moscou.

“Em 2006, tínhamos bons jogadores, mas faltava a fome de vencer, tinham mais fome no passado, quando ganharam. Agora, não vieram 100%. Faltaram estrutura e experiência. Houve bons jogadores, mas só três ou quatro tinham jogado um Mundial e, para a comissão técnica, também era o primeiro. A Bélgica nos surpreendeu na primeira parte e nós fomos melhores na segunda, mas Úcamos fora. Desde o dia em que nos eliminaram, sonhamos ganhar o Mundial seguinte. Para nós, é como uma espécie de religião “, acrescentou Parreira.

(Agência Brasil com EFE/Foto – Reprodução da SportTV)

Copa da Rússia – Croácia e Inglaterra disputam segunda vaga para a final da competição

A Copa do Mundo chega em sua reta final e o mundo conhecerá hoje (11) o adversário da França na final do mundial de futebol. Inglaterra e Croácia se enfrentam em Moscou, no Estádio Luzhniki, às 15h. Será uma semifinal entre dois países que há muito não chegam a esta fase: a Croácia em 1998 e a Inglaterra duas copas antes, em 1990.

A Inglaterra, campeã mundial em 1966, chega à semifinal após vencer a Colômbia nos pênaltis nas oitavas de final e derrotar a Suécia, sem sustos, nas quartas de final. O time inglês vem mostrando consistência e equilíbrio entre defesa, meio de campo e ataque. Além disso, tem o artilheiro da Copa até agora, Harry Kane, com seis gols.

“É a melhor oportunidade que a Inglaterra já teve e provavelmente poderia ter. Nós mostramos caráter, mostramos crença e acho que é isso que vai nos levar além do limite neste jogo. Eu tenho que sonhar. Eu tenho que sonhar grande”, disse o zagueiro Walker.

“Voltando para casa”

A torcida inglesa, empolgada, já canta Football is coming home (O futebol está voltando para casa, em tradução livre), canção criada em alusão ao título mundial de futebol voltar para o país que inventou o esporte. A última vez que o país chegou a uma semifinal foi em 1990, na Copa da Itália. Na ocasião, perdeu a vaga na final para a Alemanha.

A Inglaterra enfrentará um time croata cansado após disputar duas prorrogações. Só definiu sua classificação às quartas, contra a Dinamarca, e às semifinais, contra a Rússia, nas penalidades. O esforço físico dos croatas nos dois jogos pode aparecer na partida de hoje. O lateral Vrsaljko, por exemplo, foi substituído com dores no joelho durante a prorrogação contra a Rússia e sua presença contra a Inglaterra ainda não é garantida.

(Agência Brasil)

Copa do Mundo – França e Bélgica fazem a primeira partida da semifinal e prometem duelo técnico

A primeira partida da semifinal terá, nesta terça-feira (10), dois dos times mais regulares desta Copa do Mundo. De um lado estará a França, que venceu todos os jogos e não foi realmente ameaçada no campeonato até agora. Do outro, a Bélgica, que desfilou pela fase de grupos sem nenhum problema, se classificou no sufoco contra o Japão, quando se esperava um jogo fácil. Contra o Brasil, fez uma partida sólida novamente, quando venceu mostrando qualidade técnica e comprometimento tático.

“Foi muito gratificante ver, no jogo contra o Brasil, os jogadores executando meu plano de uma forma tão boa. Eles mostraram muita inteligência e capacidade de adaptação”, disse o treinador da Bélgica, Roberto Martinez, que deverá mostrar uma atuação diferente no jogo contra a França.

O técnico francês Didier Deschamps terá o time todo à disposição, enquanto Martinez não poderá contar com o zagueiro Meunier, suspenso com dois cartões amarelos. Segundo Deschamps, não é só a Bélgica que tem poder de adaptação ao adversário.

“Estaremos prontos e nos adaptaremos à organização belga, seja qual for, em razão da ausência de Meunier. A Bélgica não está aqui por acaso. Eu preparei meus jogadores para diferentes possibilidades e não é só pensando na Bélgica. Eu trabalho nisso, independentemente do adversário”.

Dos dois lados existem craques que podem decidir uma partida. A Bélgica tem Lukaku, Hazard e De Bruyne, jogadores versáteis e habilidosos. Do lado francês, um dos ataques mais badalados desta Copa, há Griezmann, Giroud e Mbappé. E é de Mbappé, o jovem camisa 10 do time, que se espera uma jogada de craque, uma lance que possa desequilibrar a partida.

Coração dividido

Uma curiosidade do confronto é que no banco de reservas da Bélgica estará um dos grandes ídolos do futebol francês. Thierry Henry, campeão do mundo em 1998 e finalista na Copa de 2006, faz parte da comissão de Roberto Martinez como auxiliar técnico.

“É um pouco peculiar vê-lo com o time da Bélgica, mas esta é sua carreira e ele está aprendendo para a futura carreira. Eu acho que seu coração estará dividido [na hora do jogo] porque, antes de tudo, ele é e continua sendo francês”, disse o goleiro Lloris, que jogou com Henry na seleção francesa por duas temporadas.

DETALHE – França e Bélgica se enfrentam hoje (10), às 15 horas, em São Petersburgo. Quem vencer garante vaga na final da Copa, no próximo dia 15. A Agência Brasil acompanhará a partida.

(Agência Brasil)

Papa consola brasileiros pela eliminação e diz: “Será da próxima vez”

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O papa Francisco aproveitou neste domingo (8) a saudação do Angelus para consolar os brasileiros que estavam na Praça de São Pedro, no Vaticano, por causa da eliminação do Brasil na Copa da Rússia.

“Vejo bandeiras brasileiras… saúdo os brasileiros e coragem! Será da próxima vez! Desejo a todos um bom domingo. Por favor, não se esqueçam de rezar por mim. Bom almoço e até logo.”

O papa Francisco já admitiu ser fã de futebol e torce para o San Lorenzo de Almagro, time de Buenos Aires (Argentina).

Na sexta-feira (6), o Brasil foi derrotado pela Bélgica por 2 a 1. Os jogadores brasileiros foram os últimos latino-americanos a deixar a Rússia.

(Agência Brasil)

Derrotado é aquele que não tem coragem de competir

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Em artigo sobre a eliminação do Brasil na Copa da Rússia, o lutador de jiu-jitsu, estudante de Direito e jornalista Demóstenes Batalha usa o aprendizado dos tatames para manter o otimismo no hexa. Confira:

Quando voltei a treinar e a competir no Jiu-Jitsu, aprendi que nas vitórias os erros se camuflam, diante da alegria do momento. E muitos esquecem os erros antes do tal momento. Já nas derrotas, as falhas são visíveis, mesmo aquelas que são mínimas.

Falo isso, porque agora entendo que haverá ainda muito trabalho da nossa Seleção daqui para frente. Entendo o sentimento de frustração de todos e, principalmente, dos atletas. Os erros visíveis haverão de ser corrigidos, porque se tivéssemos ganho os teríamos esquecido e estaríamos pensando no jogo contra a França e, certamente, no feriado proporcionado pela partida.

Mas a derrota veio e ensinou a muita gente que não somos mais a potência do mundo, mas temos, sem sombra de dúvidas, a mais verdadeira chance de retomar ao posto, se comparando a qualquer campeã, pois somos ainda o maior celeiro de craques e continuamos a inspirar várias gerações mundo afora.

Diferente dos campeonatos de jiu-jitsu, que todos anos o competidor tem a oportunidade de corrigir as falhas e se tornar campeão, a Copa do Mundo é composta por um ciclo de quatro anos para a equipe se redimir diante dos erros.

A Seleção lutou e foi até o fim. Temos ainda o melhor técnico, que com o aprendizado da sexta-feira (6) irá refazer sua prancheta. Ainda temos os melhores para se completar esse ciclo, que irá se fechar em 2022.

E, como aprendi no tatame, só entende a competição quem compete. Derrotado é aquele que não tem coragem de competir. E só de estar lá e dar o 100% , já são campeões. Oss!!!

#rumoa2022 #Hexa #parabensseleção

Brasileiro vai de herói a vilão na eliminação da Rússia

O paulista naturalizado russo Mario Fernandes foi de herói a vilão, na noite desse sábado (7), em Sochi, após empatar a partida na prorrogação, em 2 a 2 com a Croácia, e perder a cobrança na decisão por pênaltis.

A Rússia perdia por 2 a 1, no segundo tempo da prorrogação, quando Mário Fernandes, ex-lateral do Grêmio, aproveitou a bola levantada na área para cabecear entre a zaga croata.

O empate levou os mais de 44 mil torcedores presentes ao estádio e dezenas de milhões de russos em todo o país a acreditar em uma antes improvável classificação às semifinais da Copa.

No entanto, o brasileiro desperdiçou a terceira cobrança, ao chutar para fora. A Rússia havia perdido a primeira cobrança. Com o resultado, a Croácia enfrenta a Inglaterra, quarta-feira (11), pelas semifinais.

Logo após a partida, o perfil do atleta naturalizado russo foi alterado no Wikipédia, quando acrescentaram “também conhecido como perna torta por errar um pênalti contra a Croácia defendendo a Rússia”.

(Foto: Reprodução)

Seleção Brasileira chega neste domingo

A Seleção Brasileira está de volta ao Brasil. A previsão é que o avião, que decolou de Kazan neste sábado (7), pouse no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, no início da manhã deste domingo. No entanto, antes de chegar ao Rio de Janeiro, a aeronave fará uma escala em Madri.

Nem todos os jogadores desembarcam na capital fluminense. Parte deles ficou na Rússia. O grupo que não embarcou para o Brasil viajou de Kazan para São Petersburgo a fim de se encontrar com familiares, entre eles, Paulinho, Thiago Silva e Roberto Firmino.

Dezenas de torcedores brasileiros foram para a porta do hotel, aguardar a saída dos jogadores para o aeroporto. Ainda tristes com a derrota de 2 a 1 para Bélgica, acenavam para a torcida e eram aplaudidos. Neymar, que pela primeira vez se manifestou sobre a partida, teve o nome gritado pelos torcedores na hora de entrar no ônibus. O atacante postou no Instagram mensagem falando de sua tristeza.

“Posso dizer que é o momento mais triste da minha carreira, a dor é muito grande porque sabíamos que poderíamos chegar, sabíamos que tínhamos condições de irmos mais além, de fazer história, mas não foi desta vez”, disse.

Neymar falou também de sua felicidade de fazer parte do grupo que participou da Copa do Mundo na Rússia. “Muito feliz em fazer parte desse time, estou orgulhoso de todos, interromperam nosso sonho mas não tiraram da nossa cabeça e nem dos nossos corações”, completou.

O treinador Tite também foi aplaudido pela torcida na hora de deixar o hotel. A sua situação na seleção só deverá ser definida no Brasil. Os números da seleção sob o comando do treinador são favoráveis. Em 26 partidas, foram 20 vitórias, quatro empates e duas derrotas; uma contra a Bélgica, na sexta-feira (6); e a outra contra a Argentina por 1 a 0, durante amistoso em junho de 2017, na cidade australiana de Mellbourne. Com Tite, a seleção marcou 55 gols e a defesa foi vazada 8 vezes.

(Agência Brasil)

Após 28 anos, Inglaterra é semifinalista da Copa

Em 15 Copas disputadas, a Inglaterra chega pela terceira vez às semifinais, ao vencer a Suécia, na tarde deste sábado (7), em Samara, na Rússia, por 2 a 0, gols de Maguire e Dele All, um em cada tempo. Os ingleses aguardam o vencedor de Rússia e Croácia, logo mais, em Sochi.

Apesar de disputar sua terceira semifinal, a Inglaterra passou pelas quartas de final, pela primeira vez, diante de um clube europeu. Nas edições anteriores, venceu Camarões na prorrogação, por 3 a 2, em 1990, e, 24 anos antes, eliminou a Argentina, por 1 a 0. Nesse mesmo ano de 1966, ganhou a sua primeira e única Copa, quando sediou a competição.

(Foto: Reprodução)

Partidas de hoje definem a segunda semifinal da Copa

Após a eliminação de Brasil e Uruguai, a Copa do Mundo continua apenas com times europeus. De um lado, o confronto França x Bélgica já está definido. Hoje (7), serão conhecidos os times que se enfrentarão na outra semifinal. Enquanto suecos e ingleses já estão em campo, os donos da casa, os russos, pegam os croatas a partir das 15 horas.

Os suecos não aparecem como favoritos ao título, mas têm uma defesa alta e sólida, que pode fazer o time ir mais longe na Copa. Já a Inglaterra veio para a Copa com um time jovem e já fez melhor que a geração anterior, que saiu do Mundial de 2014 ainda na fase de grupos.

A Rússia chega a essa fase da competição com um futebol de aplicação tática, sobretudo na defesa. A Croácia está entre os oito melhores times da Copa com méritos. Com um meio-campo de qualidade, os centroavantes são bastante acionados e conseguem participar do jogo com eficiência.

(Agência Brasil)

Pela primeira vez na história, semifinal da Copa não terá Brasil, Argentina ou Alemanha

 

O Mundial 2018 ainda nem terminou, mas já pode ter um rótulo: a Copa das Surpresas. Uma mostra disso é que pela primeira vez, após 21 edições, a competição não terá Brasil, Argentina ou Alemanha no grupo dos quatro primeiros colocados. O feito foi concretizado após a queda da seleção brasileira, que foi eliminada para a Bélgica ao perder por 2 a 1, na fase de quartas de final.

Tetracampeã mundial, a Alemanha sequer figurou no grupo dos 16 primeiros colocados. Com uma campanha atípica, a vencedora do Mundial de 2014 fracassou na Rússia ao terminar como lanterna de seu grupo, em campanha que contou com duas derrotas e uma vitória em três jogos. A bicampeã Argentina também ficou longe da briga pelo título. Este ano, acabou eliminada nas oitavas de final, ao ser derrotada pela França por 4 a 3.

Juntos, Brasil, Argentina e Alemanha somam 11 títulos, o que representa mais da metade de todas as Copas disputadas. Além dos cinco títulos, o Brasil foi duas vezes foi vice-campeão (1950 e 1998), duas vezes terceiro lugar (1938 e 1978) e mais duas vezes 4° lugar (1974 e 2014). Já a Argentina, além dos dois títulos (1978 e 1986), ficou ainda 3 vezes com o vice-campeonato (1930, 1990 e 2014). A Alemanha, que foi campeã em 1954, 1974, 1990 e 2014, soma quatro vices (1966, 1982, 1986 e 2002), quatro torneios em 3º (1934, 1970, 2006 e 2010) e uma vez como 4º colocada (1958).

(O POVO Online / Repórter Bruno Balacó)