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Ministro do STJ diz que sociedade deve acordar para o drama da crise hídrica no Brasil

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Herman Benjamin, disse na noite dessa sexta-feira (8), durante o Seminário Internacional sobre Direito da Água, no Tribunal de Justiça do Rio, que sociedade deve acordar para o drama da crise hídrica no Brasil.

“Os nossos rios estão morrendo e sofrendo com a diminuição de sua vazão. Há uma crise hídrica no Brasil e é importante que toda a sociedade acorde para o aspecto dramático dessa situação”, disse Benjamin, organizador do encontro preparatório para o 8º Fórum Mundial das Águas, que se realizará em março de 2018, em Brasília, que acontecerá pela primeira vez no Hemisfério Sul.

“É um momento importante para nós debatermos os nossos avanços, os nossos fracassos no que se refere à água. Quem imaginaria que faltaria água nas grandes cidades brasileiras, como São Paulo e Brasília?”, ressaltou.

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, também participou do evento mas não falou com a imprensa, restringindo-se a discursar sobre o tema, no encerramento do encontro. Segundo ela, é necessário criar um instituto do Ministério Público para o meio ambiente. A procuradora-geral disse que o acesso à água faz parte dos direitos humanos fundamentais, o que ainda não está garantido nas leis dos países. “A água é um bem essencial à vida”, frisou Dodge.

(Com a Agência Brasil)

59,4 milhões de consumidores estão negativados no Brasil

No Brasil, 59,4 milhões de pessoas físicas estavam com o nome negativado ao final de julho. O número representa 39,3% da população com idade entre 18 e 95 anos. Em junho, a estimativa apontava a marca de 59,8 milhões de inadimplentes.

Os dados são do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e foram divulgados hoje (9) em São Paulo. Para as entidades, os números refletem as dificuldades que o cenário de desemprego elevado impõe às famílias.

Na variação anual do número de dívidas atrasadas, o indicador mostrou uma queda de 5,53%. O dado mostra que o número de dívidas tem recuado de maneira mais rápida do que o número de inadimplentes.

A estimativa de devedores vem se mantendo próxima ao patamar dos 59 milhões desde o segundo trimestre de 2016. O presidente da CNDL, Honório Pinheiro, disse que o fato ocorre porque as dificuldades do cenário recessivo fazem crescer o número de devedores, mas a maior restrição do crédito e queda do consumo por parte das famílias, provocada pela própria crise, age limitando o crescimento da inadimplência.

“Assumindo que a economia e o consumo irão se recuperar de forma lenta e gradual, a estimativa deve permanecer ainda oscilando em torno dos 59 milhões de negativados ao longo dos próximos meses, sem mostrar um avanço expressivo”, afirmou Pinheiro.

Segundo o levantamento, a maior frequência de negativados ocorre com pessoas entre 30 a 39 anos. Em junho, metade dessa população (50,11 %) estava com o nome incluído em listas de proteção ao crédito – um total de 17,1 milhões de pessoas. Os dados mostraram também que uma quantidade significativa das pessoas entre 40 e 49 anos está inadimplente (47,55 %) , assim como os consumidores de 25 a 29 anos (46,10 %) .

De acordo com a estimativa, a região Sudeste é a região que concentra, em termos absolutos, o maior número de negativados, somando 25,6 milhões de consumidores, o que representa 39,06% da população adulta da região.

Em seguida, aparecem o Nordeste, com 15,7 milhões de negativados, ou 39,28% da população; o Sul, com 7,8 milhões de inadimplentes (35,01 %) ; o Norte, com 5,3 milhões de devedores (45,52% – o maior percentual entre as regiões); e o Centro-Oeste, com um total de 4,9 milhões de inadimplentes (43,03% da população).

Os dados de dívidas abertos por setor credor revelam que todos os segmentos mostraram retração anual do número de pendências pelo segundo mês consecutivo. No setor de comércio ocorreu o recuo mais acentuado: o número de pendências com o segmento caiu 7,40%. Em seguida, estão comunicação (-6,53 %) , água e Luz (-4,20 %) e bancos (-3,15 %) .

Quando se fala em participação, os bancos seguem como credores de maior parte das dívidas em atraso no país, concentrando 48,87% do total. Em seguida, aparecem os setores de comércio (19,84 %), comunicação (14,08 %) e os segmentos de água e luz (7,89% das pendências).

(Agência Brasil)

Crise política segue, mas a economia deixou de ser irmã siamesa

Da Coluna Fábio Campos, no O POVO deste domingo (30):

Considerando que no Brasil até o passado é incerto, exercitar a futurologia nas áreas da política e da economia é sempre uma temeridade. Para não dizer imprudência. Tudo fica ainda mais sombrio quando a conjuntura tem juízes, o Ministério Púbico Federal, policiais e delatores como os maiores protagonistas. Infelizmente, a análise política perdeu espaço para as investigações policiais, para as delações e as sentenças de juízes.

Quando Dilma Rousseff governava o País, a economia mergulhava na recessão avassaladora em um abraço mortal com a crise política. Juntava-se a imperícia na arte da política que tanto caracterizava a “presidenta” com a imperícia administrativa na condução da economia. Fatos que levaram o País à sua mais dura recessão que ainda faz seu povo sangrar.

Com Michel Temer, a arte da política encontrou um profissional do ramo. Na economia, o presidente fez o que tinha de fazer e entregou o controle ao respeitado Henrique Meirelles, o preferido de Lula. A crise política continuou, chegou a avançar com a delação dos irmãos Joesley, mas a economia deixou de ser irmã siamesa da política.

Óbvio ficou que a delação da JBS, que escandalosamente deixou livres criminosos confessos que admitiram ter corrompido dois mil políticos, tinha um alvo muito claro: estraçalhar Michel Temer. Tudo correu numa velocidade supersônica. A bomba construída por Rodrigo Janot até que atingiu o alvo, mas não o destruiu.

Caso a capacidade de sobrevivência política permita a Temer ficar no Palácio do Planalto até dezembro de 2018, é muito provável que o sucessor encontre o País em condições econômicas bem menos dramáticas do que a que hoje rege a Nação. Diga-se: a situação hoje já é menos pior do que aquela que prevalecia meses atrás. Em função disso, o futuro pode ser menos sombrio. Porém, é preciso retirar das mãos dos políticos o excesso de poder que gerou tanta roubalheira.

Não há outro caminho que não seja a privatização, o enxugamento da máquina, a profissionalização do serviço público e a governabilidade montada em padrões civilizados. Até aqui, não há muitos preocupados com isso.

Temer reúne ministros e base aliada e pede que Congresso trabalhe normalmente

Quatro dias após as primeiras informações da delação do empresário Joesley Batista, o presidente Michel Temer se reuniu na noite desse domingo (21), no Palácio Alvorada, com ministros e líderes do governo no Congresso Nacional. O objetivo da reunião, considerada informal por aliados, foi discutir a crise política deflagrada depois que o jornal O Globo revelou que o dono do grupo JBS gravou com o presidente uma conversa aceita pelo Ministério Público Federal no processo em que pediu a abertura de inquérito contra Temer.

De acordo com o líder do governo na Câmara, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), Temer pediu que o Poder Legislativo continue trabalhando na sua “normalidade”. Segundo ele, o presidente novamente se mostrou indignado com as denúncias e manifestou confiança de que vai “superar o momento”.

Os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência), Henrique Meirelles (Fazenda), Helder Barbalho (Integração Nacional), Ronaldo Nogueira (Trabalho) e Gilberto Kassab (Ciência e Tecnologia) participaram do encontro.

O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB), chegou ao Palácio da Alvorada por volta de 20h, assim como o líder do governo no Congresso, André Moura (PSC-SE). Segundo Moura, o fato de o Planalto ter agendado inicialmente um jantar com lideranças partidárias não foi um recuo.

“Tratou-se de uma reunião como as demais e que têm ocorrido desde quarta-feira. No momento certo, vamos convocar a base para uma reunião formal”, afirmou, sem informar a data.

Representantes do primeiro escalão do PSDB também estiveram no Palácio da Alvorada, apesar de algumas ameaças de que o partido deixaria a base do governo: Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo), Aloysio Nunes (Itamaraty) e Bruno Araújo (Cidades). O senador Tasso Jereissati (CE), novo presidente nacional da legenda, também participou da reunião.

Embora o PSB tenha decidido romper com o governo e defender eleições diretas para a Presidência, o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, que é filiado à legenda, esteve reunido com Temer e os demais colegas. De acordo com relato de parlamentares que participaram da conversa, o presidente nacional do DEM, senador José Agripino Maia (RN), também esteve no Alvorada.

(Agência Brasil)

“O país sempre vai sobreviver”, diz Cármen Lúcia sobre crise política

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, afirmou na noite dessa sexta-feira (19) que o “país sempre vai sobreviver, porque o país é o povo”, ao comentar o atual momento político. A declaração foi feita pela ministra após uma visita informal ao comitê de imprensa do Tribunal.

“O país sempre vai sobreviver, porque o país é o povo. E o povo, o ser humano, tem o instinto de vida muito mais forte que o de instinto de morte. As gerações, eu acredito muito que vão vir coisas e pessoas boas, depois que a gente já tiver ido embora, e que vão lembrar isso como uma passagem”, disse a presidente do Supremo.

Na avaliação de Cármen Lúcia, as instituições brasileiras estão funcionando. “Preocupados com o Brasil, nós estamos o tempo todo. O papel do Poder Judiciário, no que a democracia ajudar, nós estamos fazendo, temos que continuar. As instituições estão funcionando, o Brasil está dando uma demonstração, acho que de maturidade democrática. Os percalços fazem parte das intempéries”.

(Agência Brasil)

Número de assinantes de TV paga continua caindo por causa da crise econômica

A crise econômica tem levado muitas famílias brasileiras a cancelarem o serviço de TV paga. O número de clientes de TV por assinatura no país caiu 2,4% entre outubro de 2015 e o mesmo mês deste ano. O setor registrou uma perda de 471 mil assinantes no período e chegou a 18,9 milhões de clientes em outubro de 2016, segundo dados divulgados nessa sexta-feira (2) pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

O número de assinantes começou a cair já no início do ano passado. Em 2015, o setor perdeu 3,1% de sua base de clientes. “O fator principal é a crise econômica, que levou principalmente as famílias de mais baixa renda a cancelar seus pacotes”, disse o presidente da consultoria Teleco, Eduardo Tude. Entre outubro de 2015 e outubro de 2016, a entrada dos serviços de TV por assinatura nos domicílios brasileiros caiu de 29,22% para 27,83%.

A queda do número de assinantes nos últimos meses contrasta com o crescimento do setor nos anos anteriores. Entre 2010 e 2014, o número de assinantes dobrou e, em 2014 o setor cresceu 8,7%.

Para a Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA), no entanto, os números não são tão assustadores, já que o setor teve uma redução menor do que a queda registrada na economia do país como um todo. “Não é o que a gente gostaria, obviamente, gostaríamos de estar crescendo, mas nós estamos inseridos em um contexto econômico difícil, com desemprego altíssimo”, destacou o presidente da ABTA, Oscar Simões. De janeiro a outubro deste ano, a queda no número de assinantes foi de 0,59%.

(Agência Brasil)

Planos de saúde perdem 1,5 milhão de usuários em um ano

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Os planos de saúde registraram queda de 3,1% no número de usuários entre setembro de 2015 e setembro de 2016, o que representou a perda de 1,5 milhão de beneficiários no país.

O Sudeste foi a região que registrou a maior redução no período, passando de 33,2 milhões para 32,1 milhões de beneficiários. São Paulo foi o estado mais atingido, com a extinção de 549 mil vínculos. Em segundo ficou o Rio de Janeiro, com 319 mil. Os dados fazem parte da nova edição do Boletim da Saúde Suplementar – Indicadores Econômico- financeiros e de beneficiários, lançado nessa quarta-feira (23) pela Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), durante o 2º Fórum de Saúde Suplementar, no Rio de Janeiro.

Apesar da recessão econômica, o levantamento aponta que o segmento de planos de saúde mostra uma capacidade de resistência, já que a redução do número de beneficiários foi bem menor do que a queda na renda e no emprego, considerando os últimos 12 meses (até setembro de 2016).

No evento no Rio de Janeiro, diferentes aspectos sobre a evolução do setor estão sendo avaliadas. Entre eles, como melhorar processos informativos para garantir a eficiência e, assim, evitar desperdícios, maximizar resultados, melhorar a qualidade e controlar o custo hospitalar.

(Agência Brasil)

Ceará enfrenta bem a crise econômica no país, aponta Tesouro Nacional

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Sem atraso de obras, sem salários atrasados, sem problema de caixa para o pagamento do 13º salário, sem atraso no pagamento dos fornecedores e sem decretação ou avaliação de calamidade prevista. Esses são os critérios de avaliação dos 26 estados brasileiros e do Distrito Federal, segundo avaliação do portal G1, nesta sexta-feira (11), com base nos dados do Tesouro Nacional.

Entre os estados, o Ceará está entre os seis com melhores situações de enfrentamento da crise brasileira. O Estado cortou investimentos, mas não se encontra em dificuldade aparente em nenhum dos outros critérios. A pior situação é a do Rio de Janeiro, com dificuldades em todos os critérios.

“Desafio qualquer um desses pilantras que estão aí”, diz delegado geral sobre grevistas

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O delegado geral da Polícia Civil, Andrade Júnior, fez críticas à greve da categoria durante reunião de escrivães com nomeações para 2ª e 3ª chamada. A reunião aconteceu nessa terça-feira (1º), na Delegacia Geral, no Centro, e um áudio com o pronunciamento do delegado vazou nas redes sociais.

Andrade diz que os policiais que estão na greve, que é considerada ilegal, começarão a ser notificados para entregar carteira, distintivo e arma.

“Não posso respeitar essa ilegalidade que estão cometendo, se vocês têm amigos (policiais que aderiram à greve), a única saída deles é se apresentar imediatamente no trabalho. Os colegas que estão em Iguatu, liguem para eles, não é ameaça do delegado geral, ameaça é quando você manda fazer uma coisa errada, estou mandando trabalhar e os senhores estão sendo convocados para trabalhar”, relatou o delegado geral.

Ainda no áudio, o delegado afirma que os nomeados devem entrar em um momento muito difícil da instituição e que o discurso não era para ser tão duro, mas ele não iria “abrir” para ninguém. “Tenho 45 anos de idade e 29 de serviço público, comecei a trabalhar bem cedo e nunca cometi ilegalidade dentro de uma função e desafio a qualquer um desses pilantras que estão aí”, disse.

Ele avisa que se os nomeados entrarem para “engrossar esse couro”, ou seja, participarem do movimento grevista, não ingressem . E alerta que é fácil o servidor em estágio probatório rejeitar a greve ilegal, pois o servidor, quando entra na Polícia Civil, está sendo avaliado todos os dias, durante o período de três anos. ”O que coloco para dentro coloco para fora. Tenho mais duas turmas. Mando toda a Polícia Civil, mas aqui funciona”, afirmou no áudio.

“Aqui não é casa de menino não, não é casa de brincadeira”, disse o delegado. Andrade Júnior explica, no áudio, que respeitou a greve, enquanto estava dentro da legalidade e que até foi criticado por aceitar que o comando de greve afirmasse quais as delegacias que iriam funcionar, mas que diante da ilegalidade, ele iria respeitar “o que é certo”.

Nomeações

O delegado afirma que estava vindo do Gabinete do Governador do Estado, Camilo Santana, pois vai nomear esses escrivães e afirma que vai precisar deles. Ele alerta que “muita gente” vai para a rua e que podem achar ruim. “Foi um momento inoportuno e oportuno para os senhores, não queria que entrassem nessas circunstâncias”, relatou.

Andrade alega que o sindicato dos policiais civis mentiu para a categoria, pois ele havia prometido que até o dia 30 de outubro resolveria a questão da reivindicação salarial, mas que o presidente do Sinpol, Francisco Lucas, não teria aceitado a negociação.

“Disse a cada um deles que sairia da delegacia geral se em 30 dias não resolvesse isso. Mandei gravar e não quiseram. Sei que a maioria é gente boa e precisa de emprego, mas fica para os senhores e senhoras o recado de que vamos nomeá-los”, disse.

Sinpol

De acordo com a vice-presidente do Sinpol, Ana Paula Cavalcante, os policiais não estão por um favor do delegado geral. “Ele esquece que existe um processo legal, não estamos na Polícia por favor do Andrade Júnior, mas porque concorremos e fomos aprovados”, comentou.

Para a líder do movimento, o que o delegado geral e a Controladoria Geral de Disciplina (CGD) estão fazendo é criminoso e alerta que está entrando com processo criminal e administrativo contra o delegado geral.

“Os policiais que se sentirem moralmente ofendidos terão o nosso jurídico a disposição para entrar com ação de danos morais”, relatou.

(O POVO Online)

Estado de calamidade pública decretado no Rio preocupa Anistia Internacional

A Anistia Internacional mostrou-se preocupada com os efeitos que podem surgir do estado de calamidade pública decretado nessa sexta-feira (17) pelo governo do Rio. Por meio de nota, a entidade apontou a informação do governo estadual de que autorizava a racionalização dos serviços públicos essenciais para a realização dos Jogos Olímpicos.

Para o diretor executivo da Anistia Internacional Brasil, Átila Roque, as autoridades estaduais precisam esclarecer para a população quais são os reais impactos dessa medida na vida das pessoas. “O que o Rio de Janeiro precisa é de mais e não de menos investimentos para assegurar que as forças de segurança estão preparadas e não vão repetir as violações de direitos humanos que temos documentado durante anos”, disse.

A Federação de Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) lamentou a decretação do estado de calamidade pública pelo governo do estado do Rio. A entidade informou que a grave crise financeira que o Estado atravessa não é recente e nem exclusiva do Rio de Janeiro.

(Agência Brasil)

Comércio quer espaço no ‘coração de mãe’

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Da Coluna Vertical, no O POVO desta sexta-feira (29):

O comércio cearense não está tão otimista em relação às vendas para o Dia das Mães. É o que revela o presidente da Federação do Comércio do Ceará (Fecomércio), Luiz Gastão Bittencourt, observando que os consumidores não estão mostrando tanta disposição para ir às compras como em anos anteriores.

“A crise inibe a clientela”, diz ele, acrescentando que setores como perfumaria, confecções, floriculturas, eletroeletrônicos e restaurantes devem apresentar incremento. Gastão não arrisca percentual sobre expectativa de vendas.

Já o presidente da CDL Fortaleza, Severino Ramalho, também não querendo arriscar números, faz uma aposta: “Se há alguém que ninguém nunca esquece, isso é a mãe”.

Sem ‘garantias’ no Senado, Dilma busca apoio internacional

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Da Coluna Política, no O POVO deste sábado (23), pelo jornalista Érico Firmo:

Enquanto internamente acusa ser alvo de golpe, a presidente Dilma Rousseff (PT) deixou o País nas mãos do suposto golpista, com objetivo de travar a disputa na arena internacional. O fato de entregar o governo a Michel Temer (PMDB) mostra que ela está já voltada para a trincheira simbólica, para a construção da narrativa sobre o impeachment.

A disputa pelos votos do Senado é dada como perdida. Nessa disputa sobre a imagem que ficará para a história, o olhar internacional é determinante. Até agora, ele é amplamente favorável a Dilma.

A presidente não falou de golpe. Foi sutil. Tangenciou.

Meias-palavras e sentidos apenas sugeridos são linguagem preferencial na diplomacia.

Dilma sugere que Mercosul e Unasul avaliem processo de impeachment

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A presidente Dilma Rousseff sugeriu que o Mercado Comum do Sul (Mercosul) e a União dos Países Sul-Americanos (Unasul) avaliem o processo de impeachment contra ela no Congresso Nacional, que classifica como “golpe”, durante entrevista coletiva nos Estados Unidos, na noite dessa sexta-feira (22), onde discursou na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), em Nova York,  na cerimônia de assinatura do Acordo do Clima  de Paris.

A presidente brasileiro se disse vítima e injustiçada com o processo, que vai se esforçar “muito” para convencer os senadores de que não cometeu crime de responsabilidade e que “dizer que não é golpe é tapar o sol com a peneira”.

Segundo a presidente, não há acusação de contas no exterior, lavagem de dinheiro nem processos de corrupção contra ela. “Quem assumirá os destinos do país? Pessoas ilegítimas? Pessoas que não tiveram um voto para presidente da República. Acho que essa sensação de injustiça e essa situação de vítima eu não escolhi, me colocaram nela”, declarou.

(Agência Brasil)

Em 2014 – Ciro diz que Temer é ‘má companhia’ e que Dilma não chega ao final do mandato

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Em entrevista ao programa “Hora K”, em novembro de 2014, apresentado pela jornalista Kézya Diniz, na TVC, o então secretário da Saúde do Ceará, Ciro Gomes, fez uma previsão: a presidente Dilma Rousseff (PT) não cumpriria o seu segundo mandato, diante da insistência de erros que desequilibraram as contas públicas e impulsionaram a inflação.

Para piorar a situação da presidente recentemente reeleita, Ciro Gomes apontava o vice Michel Temer (PMDB) como “má companhia” em um governo que começaria “terrível”.

*Veja vídeo, em tom profético, aqui.

VAMOS NÓS – Ciro, por certo, não é nenhum “adivinhão”, mas alguém que possui boa leitura política.

Dilma diz que lutará até o fim e acusa Temer de conspiração

A presidente Dilma Rousseff disse nesta segunda-feira (18) ser “estarrecedor” o fato de o vice-presidente Michel Temer ter, segundo ela, conspirado “abertamente” contra seu governo. Um dia depois de a Câmara dos Deputados ter aprovado a abertura do impeachment, a presidente disse que não vai se abater com a decisão, que vai continuar enfrentando o processo e que esse não é o começo do fim. “Nós estamos no início da luta.”

Segundo Dilma, não se pode chamar de impeachment a “tentativa de eleição indireta” liderada por seus opositores. Em entrevista a jornalistas no Palácio do Planalto, a presidenta disse que “nenhum governo será legítimo” se não chegar ao poder por meio do voto secreto e direto das urnas.

“Acredito que é importante reconhecer que é extremamente inusitado e estranho, mas sobretudo é estarrecedor que um vice-presidente em exercício de seu mandato conspire contra a presidente abertamente. Em nenhuma democracia do mundo uma pessoa que fizesse isso seria respeitada. A sociedade não gosta de traidores. Porque cada um de nós sabe a injustiça e a dor que se sente quando se vê a traição no ato”, disse, referindo-se a Temer.

Durante a entrevista, Dilma anunciou que ministro da Aviação Civil, Mauro Lopes (PMDB), que deixou o cargo para reassumir o mandato na Câmara e votou pelo impeachment, não faz maos parte de seu governo.

A presidente lembrou do período em que foi torturada pela ditadura militar, e disse que o processo de impeachment será repercutido internacionalmente como “abuso do poder e descompromisso com as instituições”.

“Acredito que é muito ruim para o Brasil. E que o mundo veja que a nossa jovem democracia enfrenta um processo com essa baixa qualidade, principalmente na formação de culpa da presidenta da República”, disse.

Sobre a continuidade do processo, Dilma disse que não vai se abater nem se deixar paralisar e que vai lutar até o fim. A presidente voltou a comparar o processo contra ela a um golpe de Estado e disse que lutará “com convicção” contra seus opositores, assim como quando enfrentou a ditadura.

“Tenho ânimo, força e coragem suficiente para enfrentar, apesar que com um sentimento de muita tristeza, essa injustiça. Comecei lutando em uma época que era muito difícil lutar, época que te torturava fisicamente e que tirava a vida de companheiros. Agora eu vivo na democracia. De certa forma, estou tendo meus sonhos torturados, os meus direitos. Não vão matar em mim a esperança, porque sei que a democracia é sempre o lado certo da história”.

(Agência Brasil)

Presidentes de Venezuela e Bolívia criticam abertura de impeachment de Dilma

Dois chefes de Estado da América do Sul, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e da Bolívia, Evo Morales, declararam apoio à presidenta Dilma Rousseff após decisão da Câmara dos Deputados de abertura do processo de impeachment na Câmara dos Deputados neste domingo (17).

Em sua conta no Twitter, Maduro questionou a legalidade do processo aprovado e acusou a oposição brasileira de atuar por “ordem yankee”, referindo-se aos Estados Unidos.

“A direita do continente desconhece a Soberania Popular. Pretendem que desapareçamos? Alerta, alerta que caminha”, escreveu o presidente venezuelano.

Também via Twitter, o presidente boliviano, Evo Morales, foi outro a criticar a abertura do processo de impeachment de Dilma. Ele referiu-se à votação de domingo à noite como um “golpe”, reproduzindo um discurso amplamente repetido pelos críticos ao impeachment e pela própria Dilma.

“Não ao golpe no Congresso. Defendamos a democracia do Brasil, sua liderança regional e a estabilidade da América Latina”.

Estados Unidos

A imprensa norte-americana deu grande destaque à notícia de que a Câmara dos Deputados do Brasil aprovou na noite desse domingo (17) a autorização para a  abertura do processo de impeachment pelo Senado contra a presidente Dilma Rousseff.

Segundo o  The Wall Street Journal, o Congresso brasileiro “deu um passo gigante” para remover a presidente brasileira.

A rede de televisão CBS News disse que a presidente brasileira é acusada de usar truques de contabilidade na gestão do orçamento federal para manter os gastos e reforçar apoios.

O The Wall Street Journal o Brasil é uma democracia que vem sendo há tempos atormentada por problemas. “Quatro dos oito presidentes eleitos entre 1950 e ascensão de Dilma ao poder, há dois anos, não puderam terminar seus mandatos”. O jornal refere-se aos ex-presidentes Getúlio Vargas, Jânio Quadros, João Goulart e Fernando Collor de Mello.

(Agência Brasil)

Impeachment – Tasso dará coletiva nesta segunda-feira e sugere responsabilidade e serenidade

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O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) falará com a imprensa sobre o processo de impeachment, nesta segunda-feira (18), a partir das 11h30min, na Torre Empresarial Iguatemi, no bairro Edson Queiroz. Para o senador cearense, o momento é de responsabilidade, serenidade e união de forças.

“A Câmara dos Deputados ouviu o clamor das ruas. Agora, é fundamental que encontremos o caminho para superar este momento de nossa história com serenidade, responsabilidade e a brevidade que a situação nos exige. Que possamos pacificar o Brasil e, unindo as forças dos que querem o bem do País, voltar nossos esforços para o combate aos graves problemas que afligem a população brasileira”, comentou Tasso, em sua página no Facebook.

Cid Gomes acompanha votação do impeachment em Brasília

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O ex-governador do Ceará, Cid Gomes (PDT), acompanhará a votação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), neste domingo (17), em Brasília. Cid Gomes, que no início desse segundo governo Dilma ocupou o Ministério da Educação, disse que o seu partido defende a permanência da presidente, diante do processo democrático. Mas que o PDT deixará o governo, mesmo em caso da vitória dos governistas na votação de logo mais.

“Defendo que o meu partido, no dia seguinte à Dilma permanecendo, a gente saia do governo. Acho que o Brasil precisa de muitas mudanças, mas o que a gente tem que defender é um valor democrático. Mandato é uma coisa consagrada pela população”, comentou o ex-governador do Ceará.

Sobre o resultado da votação do impeachment, Cid Gomes disse que “vai ser uma luta até a última hora. Não tem nada decidido”.

(Agência Brasil)

Em situação delicada, Adail Carneiro não aparece para discursar contra o impeachment

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Exonerado do cargo de assessor especial do governo Camilo Santana, na última quinta-feira (14), para reforçar o bloco governista contra o impeachment, o deputado federal Adail Carneiro (PP) não apareceu para discursar em defesa do mandato da presidente Dilma Rousseff, na madrugada deste domingo (17), na última sessão antes da votação pelo impeachment.

A ausência do parlamentar cearense deixou os governistas em situação de alerta, diante da pressão que Adail vem sofrendo por parte do partido. Com 48 deputados, o PP havia decidido liberar sua bancada para a votação. Até o momento da denúncia que o Palácio do Planalto estaria “aliciando” parlamentares da bancada a votar contra o impeachment, após uma nomeação ao Ministério da Integração.

O partido então reorientou seus deputados a votarem pelo impeachment. Os “rebeldes” serão punidos. No caso do Ceará, além de Adail Carneiro o PP conta com Macedo Júnior, o Macedão. Enquanto Adail declarou apoio à presidente, Macedão está entre os indecisos.

O temor do PP no Ceará é que o partido saia das mãos do atual grupo político, liderado pelos Ferreira Gomes, e passe para o grupo liderado pelo PMDB, que tem à frente o senador Eunício Oliveira.