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30 anos Vida&Arte – O POVO debate neste sábado Perspectivas para o Jornalismo Cultural

O debate Perspectivas para o Jornalismo Cultural marca neste sábado (25), no Espaço O POVO de Cultura & Arte, as comemorações pelos 30 anos do Caderno Vida&Arte. Com mediação da jornalista Cinthia Medeiros, editora-executiva do Núcleo de Cultura e Entretenimento do O POVO, os jornalistas Guilherme Werneck e Magela Lima e a comunicador Izabel Gurgel dialogam neste momento sobre a cobertura jornalística cultural.

A programação deste sábado segue com o lançamento da obra Sobre as Felizes, com a escritora cearense Socorro Acioli, a partir das 18 horas.

(Foto: Paulo MOska)

Livro conta a vida de Valter Barbosa, memorialista e jornalista que marcou época no Cariri

A escritora Diana Barbosa, de Juazeiro do Norte (Região do Cariri), está em Fortaleza para lançar o livro “Valter Barbosa – Fatos e Fotos”. Segundo adiantou para a reportagem do Blog, trata-se de um resgate cultural e jornalístico do Cariri por meio de um profissional que marcou época.

Valter Barbosa, pai de Diana, viveu intensamente a vida empresarial e cultural de sua região, tendo, também, influência na radiodifusão caririense,

O livro será lançado nesta quinta-feira, às 19 horas, na Assembleia Legislativa, contando com apoio da bancada da Região do Cariri.

CCJ da Câmara votará nesta quinta-feira projeto que isenta pequenos teatros do pagamento do IPTU

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Municipal de Fortaleza votará, nesta quinta-feira, o projeto de lei completar (PLC) 14/2019, que isenta os pequenos teatros da Capital do pagamento de IPTU), originado em um projeto de indicação do vereador Guilherme Sampaio (PT). O objetivo dessa proposta é garantir a sustentabilidade de espaços como o Teatro da Praia ou o Teatro da Comédia Cearense, relevantes equipamentos da expressão cultural de Fortaleza e que enfrentam dificuldades financeiras para continuar em funcionamento, explica o petista.

“Esses pequenos teatros, mantidos por grupos artísticos e por empreendedores culturais, têm um importante papel estruturante para política cultural do Estado. São espaços de difusão e realização de espetáculos que têm servido para formar a nossa classe artística”, destaca Guilherme.

Militante da área cultural, Guilherme será o relator da proposta, encaminhada à Casa Legislativa pelo Executivo no último dia 30 de abril. O projeto prevê que os imóveis considerados de uso exclusivo ou predominante para o teatro, ponto de cultura ou espaço cultural, e com capacidade para abrigar um público de até 300 pessoas, sejam classificados como isentos no código tributário da Capital.

(Foto – Camila de Almeida)

Fortaleza ganha neste sábado mais um espaço multicultural

Fortaleza ganhará neste sábado, a partir das 17 horas, mais um espaço multicultural. Trata-se da Casa de Offícios, um ateliê de pintura, escultura, miniaturas e outros trabalhos manuais, de portas abertas e que ficará à disposição para diversas atividades artísticas e culturais.

A inauguração do estabelecimento, que funcionará das 10 às 22 horas, contará com show do violinista Carlinhos Patriolino, um dos grandes mestres do choro e da bossa, a partir da 19 horas, com entrada ranca.

A coordenação é da cantora, compositora, artista visual e gestora cultural Cyda Olímpio. Ela conta que a Casa de Officios foi idealizada com inspiração nas antigas guildas – associações que agrupavam, na Europa da Idade Média, negociantes, artesãos, artistas, como forma de garantir maior articulação, apoio e proteção aos integrantes.

SERVIÇO

*Casa de Offícios – Rua Bárbara de Alencar, 1355, Aldeota.

(Foto – Divulgação)

O POVO – Vida & Arte recebe homenagem na Assembleia Legislativa pelos 30 anos

O Vida & Arte, do O POVO, foi homenageado na noite desta terça-feira (14), na Assembleia Legislativa, pelos 30 anos de atividades em prol da cultura cearense. O requerimento foi do deputado Julio César Filho (PPS), com aval do vereador Guilherme Sampaio (PT).

O Grupo de Comunicação O POVO esteve representado pelos diretores Ana Naddaf e Erick Guimarães, além da editora Vida & Arte, jornalista Cinthia Medeiros. Repórteres e artistas, como Mona Gadelha, também marcaram presença.

Na sessão, houve a entrega de certificados a profissionais que colaboraram com o caderno neste período. O primeiro a abrir essa página de homenagens foi Ivonilo Praciano, o primeiro editor e precursor das mudanças ousadas da publicação.

O Vida & Arte também será homenageado na Câmara dos Deputados, em junho, diante do requerimento da deputada federal Luizianne Lins (PT).

(Fotos: Paulo MOska)

Que tal um cardápio-jornal para matar a fome cultural?

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O Cantinho do Frango, restaurante tradicional de Fortaleza, acaba de lançar o cardápio-jornal, já na segunda edição.

Nele, os produtos da casa são apresentados em meio a histórias do lugar, curiosidades sobre os pratos servidos e dicas de atrações culturais. Cada título dos textos traz trechos de músicas.

Os donos, Amanda e Caio Napoleão, são só alegria com o projeto.

(Foto – Divulgação)

Centro Dragão do Mar será sede do Festival das Artes Cênicas

Vem aí o FAC – Festival das Artes Cênicas – Cena Ceará.

Acontecerá de 2 a 6 de julho próximo, com espetáculos de artistas cearenses nos espaços culturais do Centro Dragão do Mar. A curadoria recebeu, agora em abril, 228 inscrições de grupos de todo o Brasil nas três linguagens cênicas que farão parte do festival: 131 de teatro, 60 de circo e 37 de dança.

Como o festival é destinado à valorização das artes cearenses, do total de inscritos, 160 passaram para a fase de seleção oficial. Além de concorrerem pelas vagas de apresentação, os grupos estão aptos à Rodada de Negócios, atividade que trará programadores brasileiros para proporcionar um diálogo de apresentações nacionais com os artistas cearenses.

O Cean Ceará é uma realização doa Ato Marketing Cultural, com produção do Grupo Pavilhão da Magnólia. A meta do FAC é aproximar o cidadão cearense da arte regional, promovendo a difusão como impulso para a sustentação desses grupos.

DETALHE – A programação e os selecionados sairão brevemente.

(Foto – Divulgação)

Governo Bolsonaro e o apagão da Cultura

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Com o título “O apagão da Cultura”, eis artigo de Cláudia Leitão, ex-titular da Secul/CE e atualmente diretora do Observatório de Fortaleza. “Perdemos o Ministério, os conselhos de participação dos setores culturais na formulação das políticas, os recursos humanos, o orçamento mas, perdemos, sobretudo, a compreensão dos governantes sobre o papel da cultura como qualificador do desenvolvimento brasileiro”, diz ela no texto. Confira:.

A cada R$ 1 investido em projetos culturais financiados pela Lei Rouanet, R$ 1,59 retornam à economia, em função da movimentação financeira que geram. É a Fundação Getúlio Vargas que chega a essa conclusão, ao analisar o impacto econômico da lei federal de incentivo à cultura. Entre 1993 e 2018, ela gerou R$ 31,2 bilhões em renúncia fiscal e R$ 18,5 bilhões em gastos da cadeia produtiva para a realização dos projetos apoiados. Com as recentes mudanças realizadas pelo governo Bolsonaro, o teto dos projetos artísticos e culturais brasileiros cai de R$ 60 milhões para R$ 1 milhão.

Não teria espaço, nessas poucas linhas, para definir os impactos desastrosos do atual governo para a cultura brasileira. Perdemos o Ministério, os conselhos de participação dos setores culturais na formulação das políticas, os recursos humanos, o orçamento mas, perdemos, sobretudo, a compreensão dos governantes sobre o papel da cultura como qualificador do desenvolvimento brasileiro. Trata-se de um retrocesso gravíssimo que nos devolve aos tempos do governo Collor, período em que a cultura brasileira foi dizimada pelo “caçador de marajás”. O mais dramático é ouvir os argumentos dos burocratas do ex-MinC, hoje uma secretaria inativa e inodora, alegando que essa mudança de rumos acontece para beneficiar pequenos e médios produtores culturais.

Muitas críticas se tem feito às leis de incentivo à cultura: sua tendência concentradora, a interferência dos departamentos de marketing das empresas na provação dos projetos, o incentivo maior à indústria cultural e não aos projetos inovadores. Todas essas análises procedem, mas não são de responsabilidade da lei. O que se deve combater é a omissão do Estado diante do financiamento à cultura, debate e embate que atravessaram a existência conturbada do Ministério da Cultura: afinal, se a cultura é um ativo essencial para a educação e a cidadania de um povo, não seria tarefa do Estado financiá-la, além das leis de incentivo? O populismo, a truculência e a ignorância apagaram, com poucas canetadas, uma construção importante, embora frágil, das políticas culturais brasileiras. Triste País.

*Cláudia Leitão,

Diretora do Observatório de Fortaleza e ex-secretário estadual da Cultura.

(Foto – Agência Brasil)

Cineteatro São Luiz apresenta o “Domingo Clássico”

O Cineteatro São Luiz vai oferecer à clientela uma programação bem movimentada neste fim de semana: o “Domingo Clássico”.

Neste dia 28, começa com a apresentação, às 10h30min, da Orquestra Contemporânea Brasileira (OCB). Depois, entra em cena o Festival Ópera na Tela, às 14 horas, e, às 17h30min, a exibição do documentário sobre dança “Marcia Haydée”.

(Foto – Divulgação)

Cláudia Leitão falará sobre economia criativa em Sobral

A presidente da Câmara Setorial de Economia Criativa da Agencia de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), Cláudia Leitão, também diretora do Observatório de Fortaleza, falará sobre “Economia da Cultura em municípios brasileiros”, na Casa da Cultura de Sobral (Zona Norte).

A palestra ocorrerá neste sábado (27), a partir das 19 horas, dentro da programação do Laboratório de Gestão Cultural.

Na ocasião, Cláudia apresentará os significados de Economia Criativa e Economia da Cultura. “Vou esclarecer as aproximações e distinções dos dois conceitos, se é que existe diferenças entre os dois, e mostrar como o segmento só cresce apreciando sustentabilidade, inclusão, diversidade e inovação”, avisa.

Ex-Secult/CE

Cláudia Leitão foi secretária da Cultura do Estado do Ceará (2003-2006). O “Programa Cultura em Movimento: Secult Itinerante”, criado em sua gestão, rendeu-lhe o primeiro lugar do Prêmio Cultura Viva, do Ministério da Cultura (MinC), na categoria Gestão Pública.

Ela foi responsável também pela criação da Secretária da Economia Criativa (SEC) do MinC.

(Foto – Sara Maia)

Secult e Funarte lançam o projeto “Circula Ceará”

Fabiano Piúba é o titular da Secult/CE.

A Secretaria da Cultura do Ceará, em parceria com a Fundação Nacional das Artes (Funarte), está lançando o projeto Circula Ceará, que abre chamada pública para propostas artísticas e culturais. Por meio desta Chamada, segundo a assessoria de imprensa da Secult, serão selecionados espetáculos e oficinas que comporão a programação do projeto.

Poderão ser inscritas propostas relativas às linguagens artísticas de Música, Circo, Dança, Cultura Popular Tradicional, Fotografia, Intervenção Urbana, Literatura, Teatro e oficina de acessibilidade atitudinal. O edital segue aberto até o dia 17 de maio.

Com a realização do projeto Circula Ceará, uma programação cultural irá passar pelos equipamentos culturais dos municípios do Estado, levando também ações a espaços abertos, para toda a população. Entre os objetivos do projeto também está a promoção da descentralização das políticas para as artes da Secretaria da Cultura nas 14 macrorregiões do Estado do Ceará.

Verbas

Os recursos para a execução do projeto Circula Ceará são oriundos de uma parceria da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult) com a Fundação Nacional de Artes (Funarte). O valor total para cachês aos artistas e espetáculos selecionados é de R$613.800,00.

SERVIÇO

As inscrições da Chamada Pública do projeto Circula Ceará serão gratuitas e realizadas, exclusivamente, on-line através do site: www.editais.cultura.ce.gov.br por meio do preenchimento da Ficha de Inscrição.

*Não serão aceitas, para efeito de inscrição, propostas entregues presencialmente na Secult, como também postadas via correios. O(a) candidato(a), antes da inscrição, deverá realizar ou atualizar o cadastro no Mapa Cultural do Ceará com o perfil de Agente Individual (Pessoa Física) e posteriormente Pessoa Jurídica, se for o caso.

*Saiba mais:

Edital de Chamamento Público Projeto Circula Ceará

(Foto – Divulgação)

Lei Rouanet – Bolsonaro vai fixar teto máximo em R$ 1 milhão

O presidente Jair Bolsonaro afirmou, nessa quinta-feira, que o governo prepara um pacote de alterações na Lei federal de Incentivo à Cultura (8.313/91), a chamada Lei Rouanet, para incluir o estabelecimento de um teto máximo de R$ 1 milhão por projeto. As alterações devem ser publicadas por meio de Instrução Normativa do Ministério da Cidadania nos próximos dias. Segundo o presidente, atualmente os projetos podem captar até R$ 60 milhões, valor que ele considera exorbitante.

“O teto era até R$ 60 milhões. Artistas recebiam ou poderiam receber até R$ 60 milhões. Passamos esse limite para R$ 1 milhão, acho que ele tá alto ainda, mas diminuímos 60 vezes o valor desse teto. Então, mais gente, mais artistas poderão ser beneficiados da Lei Rounaet”, afirmou durante transmissão ao vivo em sua página oficial no Facebook, acompanhado por uma tradutora de Libras.

O orçamento da Lei Rouanet é de cerca de R$ 1 bilhão por ano. Ela funciona como mecanismo de abate de impostos. As empresas que patrocinam projetos culturais podem deduzir até 4% do imposto de renda. A escolha dos projetos a serem apoiados cabe aos próprios patrocinadores e não ao governo.

O presidente defendeu o novo valor para o teto de captação de projetos via Lei Rounet e estima que será ampliado o número de artistas contemplados. “Com R$ 1 milhão, com todo respeito, dá pra fazer muita coisa, em especial alavancar esses artistas da terra, raiz, para que eles tenham uma carreira promissora no futuro”, acrescentou.

(Agência Brasil)

Fagner lança livro biográfico em Fortaleza

Para reencontrar fãs e outros instigados por sua música, o cantor Fagner veio a Fortaleza lançando a biografia autorizada “Raimundo Fagner: Quem me levará sou eu”. Pesquisa e escrita da experiente Regina Echeverría, a obra é agora lançada nacionalmente. Nessa noite de terça-feira, 16, o público ganhou bate-papo e sessão de autógrafos na Livraria Cultura, no bairro Aldeota.

“Fagner é uma referência no cancioneiro nacional e admirável como ser humano. Além disso, é da nossa terra, temos que prestigiar”, disse o empresário Carlos Menezes, um dentre as centenas que esperavam na longa fila da sessão de autógrafos.

“Quem me levará sou eu” trata das amizades e inimizades colecionadas ao longo da carreira de Fagner — conhecido pelo pavio curto —, bastidores de shows e gravações, entre muitos outros episódios.

O livro recebeu recursos por meio da Lei Rouanet. O cantor já havia criticado o uso de lei de incentivo, em entrevista ao jornal O Globo, em 2013. É uma política cultural, aliás, comumente criticada pela direita. “Quando olhei, a cena já estava feita, não tive muito o que fazer. Mas não gostei e reclamei”, disse ele ao mesmo jornal, em entrevista recente.

Em Fortaleza

Antes da sessão de autógrafos, em conversa com o público, no auditório da livraria, Fagner respondeu a tudo que foi perguntado. Falou, inclusive, da relação difícil com o cantor e compositor Belchior, falecido em 2017. “Na composição, foi um dos meus principais parceiros. Foram cinco ou seis músicas, só, mas ‘Mucuripe’ é uma das mais importantes. Ele me podava, mas se sentia responsável por mim”, conta, sobre a ida ao Rio de Janeiro, no início da carreira.

Ele mencionou ainda o início da Fundação Raimundo Fagner, criada em abril de 2000, para a educação complementar de crianças e adolescentes. “Lá em casa tinha um movimento danado de gente vindo de Orós pedindo ajuda. Lá, o pessoal dizia que eu era o padre, o prefeito, tudo. Então, me pediam muito as coisas”, lembra, com bom humor.

Autoria

Regina, que é amiga de Fagner desde a década de 1970, foi convidada pelo artista para fazer a biografia. Após quase três anos de trabalho e mais de 60 entrevistas e pesquisas documentais, o livro está nas lojas físicas e virtuais do País.

A autora conta que a maior dificuldade no processo de produção foi a falta de tempo do biografado. “Ele trabalha muito, tem muitos shows para fazer, muitos compromissos. É impressionante pelo tempo de carreira e idade que ele tem [Fagner vai completar 70 anos em outubro]. A gente sentar, conversar e eu fazer as entrevistas com ele foi o mais difícil”. A jornalista se diz, contudo, satisfeita com o resultado.
A biografia, de mais de 400 páginas e recheada de fotografias históricas, contempla detalhes da vida pessoal e obra do cearense, com relatos nunca antes conhecidos pelo público.

O gênero já é consolidado na carreira de Regina, que, após passagens por grandes redações de jornais e revistas, dedicou-se a biografar personalidades. A jornalista diz guiar-se pelo faro de interesse do público, com fatos que ajudam a compreender melhor o personagem e aproximá-lo do leitor. São onze títulos, principalmente nomes da música nacional (Elis Regina, Cazuza, Gonzaguinha, Gonzagão e Jair Rodrigues).

SERVIÇO

“Raimundo Fagner: quem me levará sou eu”, de Regina Echeverria

*Editora Agir. Páginas: 440

*Preço sugerido: R$ 49,90.

(Foto – Tatiana Fortes)

Concurso da Secult/CE – Aprovados devem ser nomeados no fim de maio

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A partir do fim de maio, os 103 concursados da Secretaria da Cultura do Ceará serão convocados. Promete o titular da pasta, Fabiano Piúba, dentro de um cenário onde o certame ocorreu ano passado e foi homologado em fevereiro deste ano.

Fabiano diz que a demora na convocação é por conta de questões burocráticas.

Na época, o concurso rendeu a maior festa.

(Foto – Arquivo)

Faltou luz no Bom Jardim

Com o título “Faltou luz no Bom Jardim”, eis artigo de Magela Lima, ex-secretário da Cultura de Fortaleza e professor universitário. “Nosso horizonte curto é o grande responsável por deixar o Centro Cultural Bom Jardim na escuridão. A cidade, tacanha e equivocada, não legitima aquele espaço como um lugar de cultura”, diz trecho do texto. Confira:

No último dia 2, fiquei sabendo pelo O POVO que o fornecimento de energia para o Centro Cultural Bom Jardim havia sido suspenso. Segundo a notícia, não era fato isolado. Em dezembro, o local já havia ficado às escuras. A novidade agora é que a falta de luz seria por falta de pagamento. Responsável pelo espaço, único equipamento de cultura mantido pelo Governo do Estado na periferia de Fortaleza, a Secretaria da Cultura informou que o problema seria resolvido e deu um prazo, que nem mesmo o jornal se preocupou em averiguar se, de fato, foi cumprindo.

Grave, o episódio reescreve com letras garrafais um traço por demais incômodo da dinâmica de Fortaleza. Somos uma cidade apartada. Tivesse sido o Centro Dragão do Mar ou o Theatro José de Alencar, por exemplo, a ter a energia cortada, o cenário seria outro: a resposta à reportagem jamais viria como nota; a questão iria bater no gabinete do governador; os titulares da Secretaria da Cultura ficariam ameaçados no cargo; os artistas organizados se mobilizariam numa agenda intensa de protestos.

A falta de luz no CCBJ, porém, não chega a ser um problema de gestão. É evidente que não é interesse do Governo prejudicar uma comunidade já tão carente. Na verdade, todos nós, como cidade, temos uma parcela de culpa. Enquanto privilegiamos determinados espaços, deixamos outros no esquecimento. É o que fazemos todos os dias com o Parque do Cocó, que, embora percorra 15 bairros de Fortaleza, só parece querido e importante na esquina da Padre Antônio Tomás com a Engenheiro Santana Júnior, na área “nobre” da capital.

Nosso horizonte curto é o grande responsável por deixar o Centro Cultural Bom Jardim na escuridão. A cidade, tacanha e equivocada, não legitima aquele espaço como um lugar de cultura. Daí, naturalizar a precariedade de seu funcionamento. Fortaleza e o Ceará, definitivamente, seriam outros com um Bom Jardim iluminado e produzindo cultura com toda a potência de sua criatividade. O Bom Jardim, das bandas de rock, dos grupos de teatro e de dança, das produtoras de vídeo e de um mundão de tantas outras coisas tem muito a ensinar, desde que seja visto e reconhecido como tal.

*Magela Lima,

Ex-secretário da Cultura de Fortaleza e professor universitário.

(Foto – Divulgação)

Observatório de Fortaleza agora na Adece

A professora Cláudia Leitão, diretora do Observatório de Fortaleza, agora preside a Câmara Setorial da Economia Criativa na Agência do Desenvolvimento Econômico do Ceará (Adece).

Cláudia, aliás, quando titular da Secretaria da Cultura do Estado (Governo Lúcio Alcântara), promoveu a interiorização da cultura e fomentou uma série de eventos e projetos tocados hoje no Ceará.

(Foto – Sara Maia)

II Torneio de Damas nos Bairros reúne 70 competidores

Setenta competidores participaram nesse domingo (31) do II Tormeio de Damas nos Bairros, disputado no Colégio Mozart Pinto, da rede municipal de ensino, no bairro Jardim América.

O vencedor foi Francisco Marcelo, seguido por Javan Chaves e Ronaldo Nascimento. O vereador Dr. Eron, liderança do bairro e patrocinador da competição, destacou a importância da integração dos bairros e incentivo à cultura.

“A promoção da cidadania passa, necessariamente, pela integração da população. Vejo na cultura e no esporte importantes segmentos para que os cidadãos de Fortaleza alcancem essa integração, diante do incentivo de práticas saudáveis”, observou Dr. Eron.

(Fotos: Divulgação)