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Paulo Linhares: “Não queremos projetos de ‘higienização’ na Praia de Iracema”

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Está pegando fogo, nesta manhã de quarta-feira, o primeiro debate do Fórum Dragão do Mar – Praia de Iracema. O evento discute problemas do entorno do Centro Dragão do Mar que foram agravados pela violência que, por sua vez, provocou a saída de restaurantes e até assassinato.

Numa intervenção, o presidente do Instituto de Cultura e Arte, Paulo Linhares – gestor do Centro Dragão do Mar, avisou logo para o convidado, arquiteto Fausto Nilo, que coordena a parte de Mobilidade do Fortaleza 2040 – projetos que pensam o futuro da Capital:

“Não queremos projetos de higienização na Praia de Iracema. O público que frequenta o Dragão do Mar é das classes C e D e isso é maravilhoso para Fortaleza. O Dragão é uma espécie de IJF da cultura de Fortaleza. É pra todo mundo. Podemos ter uma convivência de qualidade. Precisamos ter gente morando na Praia de Iracema. A Praia de Iracema tem uma tradição democrática, popular, de todas as tribos”.

Já o presidente do Instituto de Planejamento de Fortaleza (Iplanfor), Eudoro Santana, avisou logo: “Ter gente misturada é o princípio do Plano Fortaleza 2040.”

O evento está lotado e conta com a presença de donos de bares e restaurantes que fazem, prioritariamente, uma queixa: falta de segurança na área.

(Foto – Leitor do Blog)

“Anos Dourados em Otávio Bonfim” ganha segunda edição

Praça da Igreja do Otávio Bonfim.

Será lançada nesta sexta-feira, às 19h30min, no Salão de Santo Antônio, a segunda edição do livro “Anos Dourados em Otávio Bonfim – À Memória de Frei Teodoro”, obra de autoria do escritor Vicente de Paula Falcão Moraes.

O autor será apresentado pelo jornalista Willame Moura e sua obra, pelo médico e professor Marcelo Gurgel. A publicação é da Editora Iuris.

SERVIÇO

*Salão de Santo Antônio (ao lado da Igreja da Paróquia N. S. das Dores), no Otávio Bonfim, em Fortaleza-CE.

*Mais Informação – (85) 98701 2644.

(Foto – Divulgação)

Câmara Municipal aprova meia-entrada para deficiente de baixa renda em espetáculos culturais

A Câmara Municipal aprovou o Projeto de Lei (PL) nº 240/2016, de autoria do vereador Guilherme Sampaio (PT) que versa sobre a meia-entrada para deficientes de baixa renda. A matéria tramitava desde novembro do ano passado e foi aprovada nessa terça-feira com duas emendas ao texto.

Pelo projeto, terão direito ao benefício deficientes de baixa-renda que possuem o cartão de gratuidade para o transporte público. Para ter o abatimento na bilheteria, o beneficiado precisará apresentar o documento. O PL também garante que um acompanhante tenha direito ao desconto.

Segundo Guilherme, a proposta é remover mais uma barreira para a acessibilidade: a de ordem econômica. “Estamos incidindo sobre essas pessoas para estimular o acesso à cultura. É mais uma forma de garantir a acessibilidade, mas deve ser somada a outras ações”.

(Foto – Paulo MOska)

Museu do Centro de Turismo está fechado há mais de três anos

Há três anos fechou para reforma o Museu da Cultura do Centro de Turismo (antiga Emcetur). De lá para cá, nada feito. A recepção não existe, o elevador está quebrado e uma viga sustenta parte do teto do local.

Quem responde por esse absurdo: a Secretaria da Cultura ou a Secretaria do Turismo do Estado?

(Foto – Leitor do Blog)

Adaptações de mito de Édipo é tema de discussão na UFC nesta segunda-feira

A recepção do mito de Édipo continua a inspirar muitas análises e releituras. A mesma obra, com os mesmos elementos, mas com várias reescritas possíveis. O tema será assunto da aula magna de abertura da Pós-graduação em Estudos da Tradução (Poet), da Universidade Federal do Ceará (UFC) hoje, às 10 horas. O convidado a discutir o assunto será o professor alemão Martin Winkler, renomado especialista internacional em tradução e recepção dos clássicos gregos e latinos.

No cerne dos debates, estará a discussão do mito de Édipo, como apresentada na tragédia de Sófocles (497-406 a.C.) Édipo Rei – tanto na peça do escritor, dramaturgo e diretor de cinema francês Jean Cocteau (1889-1963) A Máquina Infernal (traduzida por Manuel Bandeira) quanto na adaptação fílmica do poeta e diretor de cinema Pier Paolo Pasolini (1922-1975) Edipo Re (1967).

Segundo o coordenador da Poet, Robert de Brose, na adaptação do mito feita por Cocteau em sua tragicomédia, os personagens (tão solenes e augustos de Sófocles) são humanizados. Édipo, por exemplo, é um jovem arrogante e ingênuo. Jocasta, uma mulher obcecada por sua própria aparência. A adaptação de Pasolini (diretor do controverso e poderoso Salò ou os 120 dias de Sodoma) apresenta elementos autobiográficos e resgata a dimensão ritual do drama grego.

A ideia, de acordo com Robert, é apresentar as leituras que foram feitas e discuti-las. “A peça do Sófocles na antiguidade já era uma adaptação. O mito do Édipo tem várias versões. Sófocles escolheu uma delas, que foi a que se popularizou e influenciou uma série de adaptações e releituras. O professor Martin vai discutir duas – a do Jean Cocteau e a do filme do Pasolini, que se aproxima mais da tragédia grega”, comenta Robert, que também é professor de Língua e Literatura Grega e Tradução.

Segundo o professor Robert, o público-alvo são todos aqueles interessados nos clássicos de modo geral, além dos aficionados a psicologia, teatro e cinema. “Não será uma explanação muito técnica. Ele vai fazer uma boa contextualização, vai mostrar trechos do filme e interagir com o público”, descreve. A palestra será em inglês, sem tradução simultânea. Após a palestra, a interação entre a plateia e o professor Winkler será facilitada pelo professor Robert e pelos bolsistas da Poet.

SERVIÇO

Aula magna com Martin M. Winkler

Quando: hoje, 21, às 10 horas
Onde: Auditório José Albano (av. da Universidade, 2683 – Benfica)

Entrada franca.
Telefone: 3366 7912

(O POVO)

Sesc promove encontro Povos do Mar

O Sesc abrirá, a partir das 8 horas deste domingo, o VII Encontro Sesc Povos do Mar. A programação terá início com missa campal na Capela São Pedro dos Pescadores no Mucuripe e, em seguida, uma queima de fogos dá largada da regata de jangadas em direção à Barra do Ceará, onde será realizada a corrida de zinga (espécie de canoa).

No mesmo dia, às 19 horas, na Colônia Ecológica Sesc Iparana, haverá as boas-vindas às comunidades participantes com apresentações artísticas e a socialização do Camurupim, um grande peixe de água salgada, assado na brasa em técnicas tradicionais das comunidades litorâneas.

Destaques da Programação

Dia 21/8 (segunda-feira)

7h30 Vivência: Trilha do Pajé | Eixo Sabores, Saberes e Saúde
Identificação das plantas e ervas de uso medicinal com o Pajé Luís Caboco do Povo Tremembé – Varjota, Itarema.
Local: Unidade

8h Vivência musical com instrumentos artesanais. | Eixo Cantos, Danças e Brincadeiras. Ministrante: Tércio Araripe – Grupo Uirapuru Orquestra de Barro | Comunidade Moita Redonda, Cascavel.

8h Vivência Trem litoral | Eixo Meio Ambiente e Sustentabilidade. Ministrante: Rusty de Castro Sá Barreto | EcoMuseu Natural do Mangue da Sabiaguaba, Fortaleza.
Percurso de reconhecimento das praias metropolitanas e suas problemáticas socioambientais, trecho saindo da Praia de Iparana até a Beira Mar de Fortaleza. 60 vagas, inscrições no local.

10h – 12h: Oficinas Criativas
Inscrições no local

17h – Apresentações culturais de Reisados, bois e cirandas

Dia 22/8 (terça-feira)

9h – Fragata Sesc Povos do Mar / Conversas Flutuantes
Atividade socioambiental realizada em oito barcos no Rio Ceará. 120 vagas, inscrições no local.

10h – Socialização de Prática Alimentar | Eixo Sabores, Saberes e Saúde: Filé de peixe com purê de macaxeira. Local: Cozinha experimental da Colônia Ecológica Sesc Iparana. 25 vagas, inscrição no local. Ministrante: Raimundo do Nascimento | Camocim.

16h – Roda de Conversa Histórias e Brincadeiras de Terreiro. Palestrantes: Representante do Coco da Vila | Estevão, Aracati; Hugo, representante do coco da Majorlândia, Mestre Moisés, Representante da comunidade do Alagadiço | Trairi, Mestre Representante da comunidade Quixaba.

17h – Apresentações artísticas dos Cocos no Terreiro da Tradição. Local: Colônia Ecológica Sesc Iparana.

19h – 21h Oficinas Criativas. Local: Colônia Ecológica Sesc Iparana.

Dia 23/8 (quarta-feira)

8h – Vivências na Sabiaguaba | Eixo: Meio Ambiente e Sustentabilidade.
Serão realizadas a seguinte atividades:
Trilha da Sabiaguaba. Ministrante: Rusty de Castro – EcoMuseu do Mangue.| Sabiaguaba, Fortaleza
Conversas Flutuantes no Rio Cocó. Ministrante: Sineide Crisóstomo | Sabiaguaba, Fortaleza.
Oficina de Replantio de mangue. Ministrante: Elismar Santos | Requenguela, Icapuí.

Sairá um ônibus do Sesc Iparana com destino a Sabiaguaba (Fortaleza), local onde ocorrerá esta vivência. Vagas: 15. Inscrição em Iparana.

15h – “Naus catarinetas” – Vivência de barco pela Beira Mar de Fortaleza
Jornada de Saveiro da Beira Mar até o Navio Mara Hope na Praia de Iracema.
Vagas: 60. Inscrições em Iparana.

15h – Socialização de Prática Alimentar | Eixo Sabores, Saberes e Saúde: Risoto de Lula. Local: Cozinha experimental. Vagas 15. Ministrante: | Acaraú

17h – Crepúsculo – Pôr do Sol na Barra do Rio Ceará ao som de sanfoneiro. Apresentação da Banda Reggae a Base (Icapuí).

Dia 24/8 (quarta-feira)
8h – Socialização de Prática Alimentar | Eixo Sabores, Saberes e Saúde: Mariscada do Pontal do Maceió. Local: Cozinha Experimental. Vagas: 25. Ministrante: Harileide Monteiro

9h Cine Debate Terreiro Cultural | Ministrante: Ana Vylela. Amontada

9h – 11h Oficinas Criativas

Dia inteiro – Feira “Onde há rede, há renda”: espaço para a exposição, comercialização e troca dos produtos e artesanatos tradicionais confeccionados pelas comunidades costeiras.

Noite – Camurupim assado | Eixo Saberes, Sabores e Saúde | Trairi: será assado 1 peixe camurupim em cada dia do VII Encontro Sesc Povos do Mar e servido aos/as participantes.

(Foto – Divulgação)

Instituto Dragão do Mar lança fórum para debater problemas e buscar saídas para a Praia de Iracema

O Instituto Dragão do Mar, que responde pela gestão do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, divulgou, nesta quinta-feira, nota sobre a situação do entorno do equipamento, ao mesmo tempo em que propõe a criação do Fórum Dragão do Mar para buscar soluções. Confira:

O Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura tem se posicionado como grande articulador da presença do Estado e da renovação do contexto urbano da Praia de Iracema. A criação da escola Porto Iracema das Artes foi um gesto nesse sentido. Ancorada ao lado do Dragão, oferece cursos e laboratórios de criação gratuitos, há exatos quatro anos, movimentando positivamente a rotina da região.

Outro exemplo é a Maloca Dragão, maior festival de artes integradas do Ceará, cuja quarta edição, em abril deste ano, teve público de mais de 450 mil pessoas em seis dias de programação e mais de 130 atrações gratuitas distribuídas em 20 espaços do Centro Dragão do Mar e da Praia de Iracema. No restante do ano, o Dragão do Mar oferece programação de terça a domingo, a preços acessíveis, além de museus de acesso gratuito e cinema com um dos menores preços da cidade e programação de qualidade. O resultado disso é a marca recorde de 1,7 milhão de visitantes em 2016.

O mercado da cultura no entorno também dá sinais de atualização de público e diversificação de serviços com a abertura de novas casas na Praia de Iracema. Na rua dos Tabajaras, recentemente passaram a funcionar o Café Couture, Jam Rock e Ritmo Urbano. Ao lado do Dragão, tem ainda o Berlinda Club e o Let’s Go Bar, além do Moto Libre, próximo à Avenida Monsenhor Tabosa. A ocupação por parte da juventude da faixa de praia que ficou conhecida como “Praia dos Crush” é mais um sinal evidente de que a região vive uma efervescência.

É necessário ter claro que a presença do Estado nos espaços públicos de grande centralidade é hoje a luta mais importante da política urbana. É por essa razão que novamente o Instituto Dragão Mar aposta no compartilhamento dessas ações de planejamento, buscando articular os diversos atores sociais envolvidos na ocupação do entorno. Somos solidários à avaliação crítica das carências da região e do papel do Estado e do Município quanto a isso. Por isso, estamos criando um fórum permanente de planejamento e definição das políticas e ações prioritárias para esse contexto urbano.

Em todo o mundo, um alto nível de atividades turísticas ocorre em torno de ambientes urbanos culturais e com vitalidade urbana intensa. Essa vitalidade muitas vezes está demonstrada em potencialidade indicada pelos usos espontâneos da própria comunidade, embora muitas vezes haja demora em encontrar o total apoio necessário para a construção definitiva da ambiência favorável em termos urbanísticos. No caso de zonas de importância cultural e histórica em condição de centralidade, uma vez que a gestão pública inicie a configuração de vantagens infraestruturais, cria-se uma nova visão de potencialidade e o setor privado tende a se tornar favorável a uma estratégia de redesenvolvimento urbano.

Esta estratégia, no caso fortalezense da Praia de Iracema, se bem compartilhada e articulada, pode resultar em um futuro urbanisticamente demonstrável e que pode ser baseado na organização de um bairro residencial, cultural e turístico, incluindo habitação diversificada, comércio, convenções, hotéis, gastronomia, vida noturna, arte, cultura, história local e outras amenidades típicas com grande potência em produzir encontro e convivência.

Tendo em vista essas questões, o Instituto Dragão do Mar realizará o Fórum Dragão do Mar – Por um novo contexto urbano da Praia de Iracema. O objetivo é definir um planejamento estratégico de ação compartilhada entre o Estado e a sociedade civil. A primeira reunião do Fórum será na próxima quarta-feira, dia 23 de agosto, às 9 horas, no Auditório do Dragão do Mar, e terá como tema “Plano Fortaleza 2040: O que a Prefeitura Municipal pensa para a Praia de Iracema”. Na ocasião, serão apresentados o diagnóstico da região e o desenvolvimento das questões abaixo apresentadas:Visão urbanística sistêmica sobre o futuro urgente da Zona Praia de Iracema-Prainha, segundo o Plano 2040:

Os inúmeros fatores urbanísticos de impactos para o declínio do contexto urbano da Praia de Iracema;

As inegáveis vocações urbanas da Praia de Iracema, seus atuais conflitos de usos do solo e os erros localizacionais de catalisadores urbanos importantes;

A necessidade de povoamento intenso e conveniente para preservar a herança cultural e preparar a zona urbana para atrair o turismo inserido na cultura local;

Demanda de ordenação de espaços para os ambulantes e demais componentes do mercado informal;

A ordenação urbana com vistas a suprimir efeitos da feira da madrugada, sua localização compatível e o futuro promissor de sua área de ocupação com usos mais importantes e convenientes;

Convenções e feiras: dois padrões de visitantes e dois tipos de resultados urbanos;

Feiras, mega-shows e grandes exposições no centro de eventos e convenções no lugar certo: Praia de Iracema;

> Centro de convenções não como contêiner urbano, e sim como catalisador de desenvolvimento urbano promissor.

Para o Fórum Dragão do Mar, serão convidados representantes de fóruns de linguagens artísticas, das universidades, do Instituto de Arquitetos do Brasil, da Ordem dos Advogados do Brasil, da rede hoteleira, da associação de bares e restaurantes de Fortaleza, representantes de órgãos do Governo do Estado e da Prefeitura Municipal de Fortaleza, entre outras entidades e atores políticos. O Instituto Dragão do Mar faz questão ainda de convidar todo e qualquer cidadão que queira participar desta iniciativa.

A Fortaleza e os Centros Culturais

Com o título “Fortaleza, cidade e arte”, eis artigo do geógrafo José Borzacchiello, professor emérito da Universidade Federal do Ceará. Ele destaca a evolução da cidade com seus centros culturais. Confira: 

Fortaleza e outras metrópoles brasileiras incorporam o mercado das artes e se conectam com o mundo trazendo exposições itinerantes, alcançando destaque na mídia. A mostra “O mundo mágico de Escher”, quando exposta no Centro Cultural do Banco do Brasil, no Rio de Janeiro, foi a mais visitada no mundo e despertou interesse entre especialistas para compreender o atual apetite brasileiro pelas artes. As exposições itinerantes e suas relações entre museus, centros culturais e metrópoles tornaram cidades mais conhecidas, inclusive, por sua capacidade de atrair investimentos culturais. Mais recentemente, os centros culturais ganharam visibilidade e passaram a integrar o rol de políticas públicas.

O conceito de centro cultural se consolidou com a construção do Centro Georges Pompidou, de Paris, mais conhecido como Beaubourg, inaugurado em 1977, onde funcionam museu, biblioteca, centro musical e de pesquisas pertinentes à área cultural.

Gestores de várias cidades, empresários e pressão de artistas e intelectuais, detectaram nas metrópoles a possibilidade de constituírem lugares onde a cultura pode exercer múltiplos papéis, inclusive, ocupar lugar de destaque na agenda oficial. Essa relação e, principalmente, a possibilidade de transformar a cultura em políticas públicas e investimento, alcançou as cidades brasileiras.

Os grandes museus de reconhecimento internacional encontraram nas exposições temporárias forma de oferecer a diferentes organizações culturais voltadas às artes de vários países do mundo a oportunidade de mostrar ao público modelos e estilos de manifestações artísticas. Além disso, essa prática apresenta múltiplas vantagens: reforça a imagem institucional e cultural do museu, permite ganhos financeiros, amplia o acesso à informação artística à grande massa e expande seu raio de ação.

Fortaleza se inseriu na rede globalizada de exposições mais recentemente e tem revelado competência e qualidade nas que instalou. O público da Cidade tem prestigiado e, certamente, contribuirá para a afirmação da capital cearense neste setor especializado da atividade cultural. Quanto ao número de equipamentos, Fortaleza segue o rumo das grandes metrópoles brasileiras e conta, dentre outros, com o Espaço Cultural da Unifor, o Museu de Arte do Ceará do Instituto Dragão do Mar de Arte e Cultura, o Museu de Arte da Universidade Federal do Ceará e o recente Museu da Fotografia.

O Espaço Cultural Unifor já recebeu exposições de artistas de renome da arte internacional, como Rembrandt, Rubens e Miró, e artistas brasileiros consagrados, como Iberê Camargo, Beatriz Milhazes, Adriana Varejão, Hélio Oiticica, Leonilson, dentre outros. O Museu de Arte da UFC possui valioso acervo com obras de Raimundo Cela e Antonio Bandeira.

Fortaleza, arte e metrópole, simbiose com espacialidades específicas, ajustadas às diferentes demandas. Os equipamentos culturais valorizam a Cidade, caracterizam bairros, formam e atraem cidadãos. São capazes de criar pontos de referências facilmente identificados por diferentes públicos.

*José Borzacchiello da Silva

borzajose@gmail.com
Geógrafo e professor emérito da Universidade Federal do Ceará.

Exposição reúne cartazes criados para espetáculos culturais de Fortaleza

O publicitário e artista visual Tim Oliveira abrirá nesta quinta-feira, às 18h30min, no Theatro José de Alencar, a exposição “Arte em Cartaz – Design e Fotografia nas Artes Cênicas”. A visitação é gratuita e segue até o dia 15 de setembro. A mostra de artes gráficas integra a Chamada de Ocupação do TJA 2017,  e acontece após a colaboração de amigos e admiradores do trabalho do artista, que fizeram uma campanha online de financiamento coletivo.

Em 2015, Tim Oliveira iniciou o trabalho de criação de identidade visual e materiais gráficos especificamente para espetáculos de teatro e dança. Desde então, seu portfólio já soma mais de 30 campanhas criadas para grupos de teatro e de dança de Fortaleza, entre elas: “Oxum de mim!”, da Cia. Vatá; “Devorando Heróis”, do Coletivo Pícaros Incorrigíveis e “Miau!”, do Cangaias Coletivo Teatral.

Além de homenagear grandes produções e artistas da cidade, a exposição Arte em cartaz destaca a importância de peças publicitárias bem planejadas e trabalhadas, de forma a contribuir na expansão do consumo de arte e cultura em Fortaleza.

SERVIÇO

Visitação
Terça à sexta, das 9 às 18 horas
Sábados e domingos, das 14 às 18 horas

Galeria Ramos Cotôco
Anexo Theatro José de Alencar
Rua Liberato Barroso, 525
Praça José de Alencar – Fortaleza.

(Foto – Divulgação)

Cultura popular de luto em Juazeiro do Norte e Cariri – Morre Mestre Bigode

A Prefeitura de Juazeiro do Norte (Região do Cariri) manda para o Blog nota lamentando a grande perda que foi a morte do Mestre Bigode. Confira:

Nota de pesar pelo falecimento do Mestre Bigode

Juazeiro do Norte e o Cariri perdem um dos grandes nomes da Cultura Popular. Morreu nesse sábado, 12, aos 94 anos, Manoel Antônio da Silva – Mestre Bigode. O brincante agora alegra os campos celestes com as cores da tradição.

A Prefeitura de Juazeiro do Norte, por meio da Secretaria de Cultura, lamenta profundamente, essa perda irreparável para a arte popular, numa terra símbolo da tradição.

O Prefeito Municipal, Arnon Bezerra, transmite votos de pesar aos familiares, amigos, e a todos que formam esse grande ‘caldeirão’ cultural do Cariri, que neste momento choram a perda do Mestre Bacamarteiro.

O corpo do Mestre Bigode está sendo velado desde as 13 horas deste domingo, 13, na sua residência, à Rua Maria Otília, 726 – Cidade de Deus, em Juazeiro do Norte.

Na segunda-feira, 14, às 8 horas, será realizado no local do velório cerimonial funerário, e, em seguida, o corpo será transportado para o Cemitério São João Batista, no Município juazeirense.

Cortejo da tradição

Às 9 horas desta segunda-feira, 14, será realizado um cortejo com os grupos de tradição popular, na Avenida Castelo Branco, em homenagem ao Mestre Bigode. Os brincantes seguem até o cemitério, onde ocorrerá o sepultamento, às 10 horas. Uma salva de tiros dos bacamarteiros, que com tristeza se despedem do seu Mestre, será dedicada a ele, nesse momento da partida.

Conheça os vencedores do 27º Cine Ceará

O 27º Cine Ceará – Festival Ibero-Americano de Cinema é encerrado nessa sexta-feira, 11, depois de sete dias de programação, no Cineteatro São Luiz. O longa-metragem argentino Ninguém está olhando (Nadie nos mira), da cineasta argentina Julia Solomonoff, foi eleito o Melhor Filme da Mostra Competitiva Ibero-americana de Longa-metragem. O filme leva o prêmio em dinheiro de US$ 10 mil e o Troféu Mucuripe. Ele também venceu nas categorias Melhor Ator, para Guillermo Pfening, e Melhor Montagem, para Andrés Tamborino, Karen Sztanjberg e Pablo Barbieri.

Santa e Andrés (Santa y Andrés), uma co-produção Cuba/França, de Carlos Lechuga, levou os troféus de Melhor Atriz para Lola Amores e Melhor Roteiro para Lechuga. Fernando Pérez foi eleito Melhor Diretor por Últimos dias em Havana (Últimos días en la Habana). O filme leva também o prêmio de Melhor Fotografia para Raúl Pérez Ureta. O chileno Uma mulher fantástica (Una mujer fantástica), de Sebastián Lelio, ganhou os prêmios de Melhor Trilha Sonora Original, para Matthew Herbert, e Melhor Som, para Isaac Moreno.

A ficção brasileira Malasartes e o duelo com a morte, de Paulo Morelli, é o vencedor na categoria Direção de Arte, assinada por Tulé Peake. Ernesto Garratt Viñes (Chile), Isabel Martínez (Costa Rica), Luis Peirano (Peru), Maria Dora Mourão (Brasil) e Victor Luckert Barela (Venezuela) compuseram o júri.

Já a Mostra Competitiva Brasileira de Curta-Metragem elegeu Festejo muito pessoal, de Carlos Adriano, como Melhor Filme. Além dele, venceram também Memórias do subsolo ou o homem que cavou até encontrar uma redoma, de Felipe Camilo (Melhor Roteiro), Estevão Meneguzzo, de Valentina (Melhor Diretor) e Caleidoscópio, de Natal Portela (Melhor Produção Cearense). O júri foi composto por Alessandra Bergamaschi (Brasil), André Parente (Brasil), Benito Amaro (Cuba), Vera Zaverucha (Brasil) e Osmar Gonçalves (Brasil).

Dentre os prêmios especiais, o Troféu Samburá, oferecido pela Fundação Demócrito Rocha e caderno Vida & Arte, do Jornal O POVO, retornou depois de oito anos. Valentina, de Estevão Meneguzzo e André Félix, foi eleito o Melhor Curta-Metragem. Já o prêmio de Melhor Direção foi para Andreia Pires e Leonardo Mouramateus, por Vando Vulgo Vedita. O júri foi composto por Allan Deberton, Regina Ribeiro, André Bloc, Janaína Marques e Rubens Rodrigues.

Veja a lista completa dos premiados

Mostra Competitiva Ibero-americana de Longa-metragem: Troféu Mucuripe
Melhor Longa-metragem – Ninguém está olhando, de Julia Solomonoff
Melhor Direção – Últimos dias em Havana – Fernando Pérez
Melhor Fotografia – Últimos dias em Havana – Raúl Pérez Ureta
Melhor Montagem – Ninguém está olhando – Andrés Tamborino, Karen Sztanjberg e Pablo Barbieri.
Melhor Roteiro – Santa e Andrés – Carlos Lechuga
Melhor Som – Uma mulher fantástica – Isaac Moreno
Melhor Trilha Sonora – Uma mulher fantástica – Matthew Herbert
Melhor Direção de Arte – Malasartes e o Duelo com a Morte – Tulé Peake
Melhor Ator – Ninguém está olhando – Guillermo Pfening
Melhor Atriz – Santa e Andrés – Lola Amores
Prêmio da Crítica (Abraccine) – Ninguém está olhando, de Julia Solomonoff

Mostra Competitiva Brasileira de Curta-metragem:
Troféu Mucuripe
Melhor Curta-metragem – Festejo Muito Pessoal, de Carlos Adriano
Melhor Direção – Valentina – Estevão Meneguzzo e André Félix.
Melhor Roteiro – Memórias do subsolo ou o homem que cavou até encontrar uma redoma, de Felipe Camilo.
Melhor Produção Cearense – Caleidoscópio, de Natal Portela
Prêmio da crítica (Abraccine) – Filó a fadinha Lésbica, de Sávio Leite

Mostra Olhar do Ceará:
Troféu Mucuripe
Melhor Curta-metragem – A Lenda Cotidiana, de Bárbara Moura e S. de Sousa

Prêmio Olhar Universitário:
Troféu Mucuripe
Melhor Curta-metragem – Simbiose, de Júlia Morim
Melhor Longa-metragem – Últimos dias em Havana, de Fernando Pérez

PRÊMIOS ESPECIAIS

Troféus Samburá:
Melhor Curta-metragem – Valentina, de Estevão Meneguzzo e André Félix
Melhor Diretor – Vando Vulgo Vedita, de Andreia Pires e Leonardo Mouramateus

Prêmio Unifor de Audiovisual:
Melhor Curta-metragem – A Lenda Cotidiana, de Bárbara Moura e S. de Sousa

Prêmio CiaRio:
Curta-metragem Brasileiro – Festejo Muito Pessoal, de Carlos Adriano

Prêmio Mistika (Masterização em DCP)
Melhor Produção Cearense da Mostra Competitiva Brasileira de Curta-metragem –
Caleidoscópio, de Natal Portela
Melhor Curta-metragem da Mostra Olhar do Ceará – A lenda cotidiana, de Bárbara Moura e S. de Sousa

Prêmio Aquisição Canal Brasil:
Melhor filme da Mostra Competitiva Brasileira de Curta-metragem (R$ 15.000,00) – Memórias do subsolo ou o homem que cavou até encontrar uma redoma, de Felipe Camilo

Mostra Curta Cocó:
Melhor Curta-metragem – O que é Parque do Cocó?, de Marilia Alencar

(O POVO Online)

Secult lança edital que ampliará lista dos Mestres, Grupos e Coletividades da Cultura do Ceará

A Secretaria da Cultura do Ceará lançará nesta quarta-feira, às 12 horas, no Cineteatro São Luiz, o edital de seleção dos novos Mestres, Grupos e Coletividades da Cultura do Ceará. No ato, haverá a apresentação do Grupo Cultural Boi Juventude. O edital contempla a seleção e a titulação de até 12 Mestres ou Mestras da Cultura, dois grupos e uma coletividade como Tesouros Vivos da Cultura do Estado.

O edital dos “Tesouros Vivos da Cultura” do Estado do Ceará – 2017 é parte da política cultural da Secult voltada ao patrimônio imaterial, que visa contribuir para o reconhecimento, a proteção e a valorização da diversidade dos conhecimentos, fazeres e expressões das culturas populares e tradicionais no Ceará. A ordem é preservar  memória cultural e transmissão de seus saberes e fazeres artísticos e culturais.

Através do edital, os mestres, os grupos e as coletividades são reconhecidos como difusores de tradições, da história e da identidade, atuando no repasse de seus saberes e experiências às novas gerações. Selecionados por uma Comissão Especial, formada por cinco membros de notório saber na cultura popular, os quais serão designados pelo Secretário da Cultura, os mestres da cultura, os grupos e coletividades passam a contar com reconhecimento institucional e recebem um subsídio no valor de um salário mínimo mensal, como auxílio para a manutenção de suas atividades e para a transmissão de seus saberes e fazeres.

SERVIÇO

*O edital estará disponível na íntegra no site da Secult a partir da data de lançamento: www.secult.ce.gov.br.

 

Roberto Cláudio sugere entendimento da cultura como um dos vetores importantes para o turismo de Fortaleza

O prefeito Roberto Cláudio recebeu em audiência, nesta segunda-feira (7), no Paço Municipal, o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, quando foram debatidas estratégias voltadas ao segmento cultural a partir do anúncio do investimento de R$ 94 milhões pelo Ministério da Cultura para produtoras e programadoras de conteúdo para televisão.

Os recursos provenientes do Ministério da Cultura e da Agência Nacional do Cinema, por meio do Fundo Setorial Audiovisual, vão contemplar as Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste e visam à descentralização de investimentos e de políticas culturais públicas no País, buscando atender às diretrizes estabelecidas a partir da Lei 11.473/2006, que prevê a destinação de 30% do capital do Fundo Setorial Audiovisual.

“Nesse contexto de crise econômica, a cultura constitui uma fonte de desenvolvimento. É um antídoto contra a crise. Investimentos em cultura geram um retorno muito grande para as cidades, para os estados e, portanto, para a União”, avaliou o ministro.

Já o prefeito Roberto Cláudio enfatizou a importância do diálogo entre todas as instâncias governamentais em prol da implantação de políticas convergentes.

“É preciso que haja o entendimento da cultura como um dos vetores econômicos importantes para uma cidade turística como Fortaleza. Eu diria que há uma interseção muito forte entre o turismo, a cultura e a promoção cultural pública e privada em cidades como a nossa. Essa é uma compreensão que o ministro Sá Leitão tem muito clara e que também está contida no Plano Fortaleza 2040”, disse o prefeito.

Também participaram da reunião o secretário da Cultura do Ceará, Fabiano Piúna, o secretário da Cultura de Fortaleza, Evaldo Lima, e a presidente da Agência Nacional do Cinema (Ancine), Débora Ivanov. Na foto, secretário Samuel Dias, ministro Sergio Sá Leitão, prefeito Roberto Cláudio e Queiroz Filho, chefe de Gabinete da Prefeitura de Fortaleza.

(Prefeitura de Fortaleza)

Centro Cultural do Bom Jardim – Hora de ser também uma opção de vida

Com o título “A Cultura silenciada e a morte dos esquecidos”, eis nota que Graça Castro e Silva e Caio Feitosa, ambos da Comissão do Fórum de Cultura do Grande Bom Jardim –Rede de Desenvolvimento Local, Integrado e Sustentável do Grande Bom Jardim, mandam para o Blog, em tom de desabafo e queixa. Confira:

O Centro Cultural Bom Jardim desde muito é uma das apostas mais fecundas defendidas
pelos movimentos de artistas e de moradores do Grande Bom Jardim. É a aposta de vida com dignidade que merecemos e acreditamos. É nosso melhor contraponto ao esquecimento, a indignidade, a violência, e, por isso mesmo, a insuficiência de como as políticas públicas chegam ou chegaram a nós historicamente.

Desde de 2014, denunciamos que as ações desse importante equipamento ocorrem apenas no segundo semestre, quando não muito de agosto até dezembro, deixando-o boa parte do ano funcionando com poucas ou nenhuma ação. Afora isso, o Fórum de Cultura em suas cartas e nas suas mobilizações já denunciou outros diversos pontos, que, após os conflitos instaurados, gestores da Secretaria da Cultura ou da Organização Social gestora (Instituto Dragão do Mar) passaram a tratar de forma diferente, esforçados em se aproximar da comunidade, em produzir uma gestão mais democrática, por exemplo.

Temos avanços nesses últimos anos de conflitos, diálogo e cooperação, mas isto ainda não foi capaz de mudar o quadro que ora continuamos a reclamar.

Para este ano, promete-se um orçamento que passa dos R$ 4 milhões de reais, que em grande parte deverá de ser gasto a toque de caixa, de agosto a dezembro. Não é razoável, não é adequado e não é assim que esperamos que seja nosso Centro Cultural: um Centro Cultural que se releva feito uma estação de chuva e outra de seca – esta última mais demorada e com repercussões negativas demoradas.

Assim, o Centro Cultural não se torna referência, não se estabelece como uma opção potente no cenário de tanta violência, esquecimento e indignidade. Isto se dá porque o governo do estado, mesmo com o Ceará Pacífico tentando se estabelecer no Grande Bom Jardim, mesmo alertado pelos moradores organizados, não consegue priorizar e dar celeridade administrativa a pendências que poderiam fazer o Centro Cultural se contrapor à praça de guerra em um território de exceção em que o idioma da violência, suas cenas, seus relatos e rituais vão ganhando terreno, as subjetividades e constituindo, na imposição diária, a vida, sobretudo, de crianças e adolescentes.

Na última semana, de 17 a 23 de julho último, 10 pessoas foram assassinadas no Grande Bom Jardim. Nós do Fórum de Cultural, do grupo Jovens Agentes de Paz e da Rede DLIS estamos devastados, mesmo gritando essa realidade dia a dia. A última semana apavorou. Algumas das vítimas estavam muito próximas do próprio Centro Cultural. A grande parte delas não chegou aos 20 anos de idade. Eles e todos nós esquecidos aqui, seguimos gritando para garantir o direito à vida, que se faz no respeito, também, do direito à cultura.

Ao Governo do Estado, toda nossa indignação, porque assiste a tudo isso desprezando os
esforços que pode fazer para que a vida aqui e ali seja diferente: com paz, tranquilidade,
cultura e arte e, assim, sem violência.

Os mortos aqui, como em outras áreas da periferia, são esquecidos, não lembrados, não chega nem a justiça nem o pesar da sociedade ou ele através dos esforços estatais para que as coisas sejam diferentes. Se uma política de cultura básica e mínima, frente ao tamanho do orçamento do estado, silencia como haveremos de enfrentar todo o resto? Como e quando nossa aposta no Centro Cultural vai nos ajudar a sair desse abismo?

*Graça Castro e Silva e Caio Feitosa

Comissão do Fórum de Cultura do Grande Bom Jardim
Rede de Desenvolvimento Local, Integrado e Sustentável do Grande Bom Jardim.

MinC anuncia investimento de R$ 94 milhões em projetos de audiovisual no N, NE e Centro-Oeste

O ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, anunciou, nesta segunda-feira, em Fortaleza, um investimento de R$ 94 milhões em projetos para audiovisual nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do País.

O anúncio ocorreu durante o I Seminário Descentralização da Produção Audiovisual no Centro-Oeste, Norte e Nordeste, que integra a programação do 27°Cine Ceará Festival Ibero-Americano de Cinema. O evento acontece no Hotel Oasis Atlantico.

Após o evento, aberto a participação de jornalistas, às 12 horas, o ministro da Cultura estará disponível no local para coletiva com a imprensa.

27º Cine Ceará- Ministro da Cultura debate descentralização da produção audiovisual no País

O ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, participa, a partir das 9 horas desta segunda-feira, do I Seminário Descentralização da Produção Audiovisual no Centro-Oeste, Norte e Nordeste. O evento, que ocorrerá no Hotel Oásis Atlantic (Avenida Beira Mar, 2500), integra a programação do 27º Cine Ceará – Festival Ibero-Americano de Cinema.

Sérgio Sá estará a mesa sobre o tema “O panorama da descentralização da produção e dos recursos nas regiões CONNE”. Com ele nesse debate, o senador Roberto Muniz (BA), Débora Ivanov, da Ancine, o secretário da Cultura do Estado, Fabiano Piúba, e Lina Távora, da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura.

A mediação ficará por conta do cineasta Wolney Oliveira, diretor do Cine Ceará.

13º Festival Música da Ibiapaba se encerra neste sábado

O 13º Festival Música da Ibiapaba, o Mi, não movimenta apenas a rotina dos músicos, alunos e professores, que se dividem entre oficinas e shows que acontecem nas escolas, igrejas e praças de Viçosa do Ceará. O evento, que segue até este sábado (29), também vem mostrando ao público o potencial econômico da cidade, que aposta cada vez mais na qualidade e no profissionalismo como forma de atrair ainda mais clientes e turistas.

Segundo o Secretário de Turismo, Cultura e Meio Ambiente de Viçosa do Ceará, Aníbal Sousa, o festival traz um impacto muito grande para a cidade, o que perpassa a rotina dos próprios habitantes, o legado artístico e cultural deixado e, claro, a economia local, uma vez que há um aumento significativo no número de pessoas, entre artistas, moradores e turistas, que estão dispostas a curtir o evento e a consumir as delícias e belezas da região.

Muitos comerciantes se prepararam para receber bem durante o Mi. O setor hoteleiro também vem conquistado ótimos resultados durante o festival.

(Secult)