Blog do Eliomar

Categorias para Dança

TJA recebe espetáculo de dança “CorPornô”

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Estará em cena, a partir das 19h30min desta quinta e sexta-feira, no Theatro José de Alencar, o espetáculo CorPornô”, da Cia. Dita. A direção é do coreógrafo cearense Fauller

O espetáculo de dança, segundo a organização, risca “uma linha tênue entre o erotismo e a pornografia”.

SERVIÇO

*Os ingressos, que são limitados a 100 lugares, serão vendidos na bilheteria: R$20 (inteira) e R$10 (meia).

*A classificação indicativa – 18 anos.

(Foto – Divulgação)

Itapipoca será sede do XI Festival de Dança do Litoral Oeste

Dois nomes de peso da dança no Ceará vão ser homenageadas pelo XI Festival de Dança do Litoral Oeste, que acontecerá de 29 deste mês a 3 de agosto, em Itapipoca: a coreógrafa Andrea Bardawil, que há 30 anos fundou a Cia de Arte Andanças, e Cláudia Pires, que festeja 25 anos de dança e foi a primeira coordenadora pedagógica deste Festival.

À frente do festival estão três instituições responsáveis pelo formação, difusão e reconhecimento da dança como uma das principais manifestações artísticas da região do Litoral Oeste: Associação de Artes Cênicas de Itapipoca (AARTI), Associação Dança Arte e Ação, de Paracuru, e Associação de Dança Arreios, de Trairi.

A realização desta edição tem a consultoria executiva da Quitanda das Artes, o apoio cultural do Governo do Estado, por meio da Secretaria da Cultura (Lei Estadual Nº 13.811) e o apoio institucional da Prefeitura de Itapipoca. A Enel é parceira do evento, que é coproduzido pela WM Cultural.

(Foto – Divulgação)

Grupo LUME fará apresentação na abertura do Festival das Artes Cênicas do Ceará

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Fortaleza assistirá a uma apresentação do coletivo de teatro LUME, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Trata-se de mais um grupo confirmado para o Festival das Artes Cênicas – Cena Ceará, que acontecerá de 2 a 6 de julho próximo.

O LUME vai trazer o espetáculo inédito “KINTSUGI – 100 memórias”, na abertura desse festival, que ocorrerá no auditório do Porto Dragão (antigo teatro do Sesc).

Além de espetáculos, o Festival Cena Ceará contará com rodadas de negócio. Em breve, segundo a assessoria de imprensa do evento, serão divulgados os selecionados e a programação completa.

(Foto – Divulgação)

Goretti Quintela, uma escola

Com o título “Goretti Quintela: uma escola”, eis artigo de Magela Lima, jornalista e ex-secretário da Cultura de Fortaleza. Um resgate do que foi Goretti Quintela para o balé no Estado. Confira:

A julgar pelo tanto que fez em 60 anos, ela ainda faria muito, tivesse o tempo lhe sido mais generoso. Foi cedo demais, nossa querida Goretti Quintela. Nome decisivo na história das artes cênicas no Ceará, ela foi mais que uma bailarina, mais que uma coreógrafa, mais que uma professora de dança. Ela foi uma escola. Ao longo de sua trajetória como artista, uma incansável artista, Goretti Quintela, que nos deixou no último dia 22 de fevereiro, firmou-se como referência e ajudou a formar sucessivas gerações.

Gerações importantes de artistas, que, ao longo dos anos, povoaram nossos palcos e nossos sonhos, mas, sobretudo, gerações importantes de espectadores. Graças ao trabalho continuado e exemplar de Goretti Quintela, o Ceará habituou-se a dançar e habituou-se também a gostar de dança, a acompanhar espetáculos, a reconhecer e aplaudir talentos. A atuação de Goretti Quintela foi decisiva para popularizar o balé clássico e a dança cênica de um modo geral entre nós. Sem ela, nossa dança seria outra. Não só do ponto de vista simbólico.

A persistência de Goretti Quintela fez dela um porto seguro para a dança no Ceará. Enquanto as academias de balé cediam lugar para aulas de ginástica e musculação, ela manteve firme seu compromisso formativo no campo das artes. Enquanto Fortaleza assistia a um processo agressivo de deterioração e perda do prestígio cultural de sua região central, ela manteve sua escola funcionando na rua São Paulo, coração do Jacarecanga. Goretti Quintela acreditou que a dança, a nossa dança, a dança dela, era possível. Esse, talvez, seja seu maior legado.

Tradicionalmente, o Ceará tem dançado entre idas e vindas. Muitos dos nossos talentos, nesse vai-e-vem, acabaram por construir carreiras lá fora, o que não chega a ser propriamente um problema. De todo modo, deixar o Ceará não pode ser um condicionante para o cearense que queira fazer da dança sua missão e sua vida. Goretti Quintela começou aqui e aqui ficou. E como foi importante ter ficado! Daqui, projetou-se nacionalmente, considerando seu segmento de atuação. Dançou uma vida inteira e fez com que tantos outros também dançassem.

*Magela Lima,

Jornalista e ex-Secretário da Cultura de Fortaleza.

Fortaleza recebe espetáculo de dança com entrada gratuita

Um espetáculo de dança contemporânea, com tema relacionado aos povos nativos brasileiros será apresentado neste sábado (9) e domingo (10), a partir das 18 horas, na Omì Ateliê de Dança, no bairro Benfica.

Com uma dramaturgia não linear e sem apetrechos nem vestes que ligam o grupo ao imaginário indígena, o trabalho propõe, de início, duas leituras: “a primeira é de que não somos indígenas, a segunda é que índios não precisam usar cocar para serem índios”, comenta João Paulo, que dirige o espetáculo.

O projeto foi apoiado pelo Edital das Artes de Fortaleza 2016 (Secultfor) e contemplado pelo XI Edital de Incentivo às Artes – Linguagem Dança, pela Secretaria de Cultura do Estado do Ceará. A Associação Viva Capoeira Viva, que cedeu espaço para criação e ensaios do espetáculo, é outra parceira deste trabalho.

SERVIÇO

Viração – Espetáculo de dança contemporânea

Data: 09 e 10 de março de 2019.

Local: Omì Ateliê de Dança – Rua Joaquim Magalhães, 76, Benfica – Fortaleza (CE)

Horário: 18h.

Classificação: Aberto ao público

Entrada: Gratuita

(Foto: Divulgação)

Espetáculo cearense que usa a LIBRAS inicia temporada pelo Nordeste

Os bailarinos Clarissa Costa e Jhon Morais apresentam o espetáculo “Felizes Para Sempre” em Fortaleza nesta quinta, 7, e no próximo dia 11, abrindo a agenda de temporada pelo Nordeste. O espetáculo lança mão de uma pesquisa que envolve dança e a Língua Brasileira de Sinais (Libras). As sessões na Capital cearense, segundo a assessoria de imprensa do espetáculo, acontecerão de forma gratuita respectivamente na Escola Municipal de Educação Bilíngue Francisco Suderland Bastos Mota (Itaperi) e no Instituto Cearense de Educação de Surdos (Aldeota), sempre às 9 horas. Além dessas duas sessões, o projeto vai passar por outra escola bilíngue em Fortaleza este mês e, em abril, entra em cartaz nas cidades de Natal (RN) e Recife (PE).

“Felizes Para Sempre” ironiza os picos de euforia comuns no começo das paixões e brinca com a efemeridade do sentimento de amor que nos inícios sempre parece eterno. O espetáculo, que estreou em 2016, é um leve e divertido melodrama com uma proposta cênica de dança integrada. No palco, os bailarinos vão construindo dramaturgia através de movimentos que alternam entre técnicas da dança de salão, referências do cinema mudo e gestos ou vocabulários da Língua Brasileira de Sinais.

Clarissa Costa, que está em cena e também assina a direção geral do trabalho, é graduada em Dança pela Universidade Federal do Ceará. Ela tem se dedicado há alguns anos a essa pesquisa, investigando possibilidades de criação coreográfica a partir da Libras, que foi, inclusive, tema do seu trabalho de conclusão de curso. “O movimento já é inerente à Libras”, explica, “é uma língua que envolve expressividade do corpo todo, nosso desafio com os trabalhos é transformar isso em um movimento dançado”.

Tanto Clarissa quanto o parceiro de cena, Jhon Morais, adotaram Libras como sua segunda língua e vêm se aprofundando nos caminhos dessa relação entre a dança e a língua de sinais. Juntos, eles já têm dois trabalhos nessa estética, o mais recente é Verdeouvir (2018), que envolve bailarinos surdos e ouvintes e se propõe a desconstruir estereótipos sobre a surdez e a relação de pessoas surdas com a música.

SERVIÇO

*Escola Municipal de Educação Bilíngue Francisco Suderland Bastos Mota
Av Bernardo Manuel, 9970-A (Itaperi)

*Instituto Cearense de Educação de Surdos – Avenida Rui Barbosa, 1970 (Aldeota).

(Foto – Divulgação)

Festival de Teatro Infantil desembarca pela primeira vez em São Gonçalo do Amarante

Pela primeira vez, o município de São Gonçalo do Amarante (Região Metropolitana de Fortaleza) receberá o Festival Internacional de Teatro Infantil do Ceará (TIC), que está em sua oitava edição. Será neste domingo, quando ocupará a Praça da Igreja Matriz, localizada no Centro.

Com o tema “Arte que ocupa”, o festival traz a proposta de fuga das tecnologias, provocando nas crianças a vontade pela arte.

O evento, promovido pelo Ministério da Cultura e Enel, com apoio institucional da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult), contará com teatro, circo, músicas e oficinas para alegrar a garotada.

(Foto – Divulgação)

Ana Botafogo agenda palestra em Fortaleza

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Ana Botafogo, bailarina Divulgação

Ana Botafogo agenda visita a Fortaleza para o dia 29 deste mês.

Ela vem dar palestra, no Ponta Mar Hotel, a partir das 14 horas,  sobre o tema “Vida de Bailarina”. Um fala voltada para coreógrafos, alunos, professores e interessados no universo da dança.

SERVIÇO

*Mais Informações – (85) 99160 4448 e 98603 8715.

(Foto – Divulgação)

X Festival de Dança do Litoral Oeste – “Pertenço” abrirá a segunda noite

Um dos espetáculos montados pelo Itinerário Formativo de Dança do Instituto Ecoa de Sobral (Escola de Cultura, Comunicação, Ofícios e Artes), o “Pertenço”, vai abrir a segunda noite do X Festival de Dança do Litoral Oeste Ceará, na cidade de Trairi (Praça da Justiça). A apresentação acontecerá neste sábado (11), a partir das 19h30min. A informação é da assessoria de imprensa do evento.

O trabalho, que conta com direção coreográfica de Rubens Lopes (Fortaleza) e direção dramatúrgica de Gerson Moreno, diretor do Balé Baião, nasceu do encontro de pessoas de diferentes idades e distintas experiências com danças. Cada uma delas trouxe seu trajeto para compartilhar e assim teceu-se um processo de composição e dramaturgia, partindo primeiramente das pessoas-corpos, de suas memórias, ancestralidades e clamores contextuais.

Essa é a primeira participação do Itinerário Formativo no Festival de Dança do Litoral Oeste já considerado um dos principais eventos do gênero no Ceará.

SERVIÇO

*Acesso gratuito.

Trairi vai ser sede do X Festival de Dança do Litoral Oeste

A cidade de Trairi será palco do 10º Festival de Dança do Litoral Oeste, que acontecerá de 9 a 11 de agosto. A primeira noite será dedicada ao lançamento do catálogo Festival de Dança do Litoral Oeste: 10 anos em companhias. Com programação gratuita, nos dias 10 e 11, o festival receberá, além de companhias cearenses, o grupo colombiano enNingúnlugar, com o espetáculo Las Últimas Cosas, no dia 10 às 22 horas, e, da Bahia, a ExperimentandoNUS Cia de Dança, com a estreia nacional de Borda Infinita, no dia 11, às 21 horas.

A abertura oficial da décima edição será no dia 10, às 19h30min, na Praça da Justiça, informa a assessoria de imprensa do evento.

Considerado um dos principais eventos do gênero no Ceará, o Festival de Dança do Litoral Oeste tem como proposta ser uma ação descentralizadora e democrática de circulação dessa arte, priorizando a produção cearense.

Programação

No dia 10, após a abertura oficial, o Festival contará com três espetáculos de companhias cearenses. Quem abre a programação é a Paracuru Cia de Dança e a Escola de Dança de Paracuru que juntas apresentam Bolero de Ravel, resultado do trabalho do Núcleo de Estudos Coreográficos da Escola, que recriou o mito da sedução a partir do estudo das obras de Maurice Béjart e Ida Rubisntein.

O público pode conferir, na sequência, o espetáculo Estado de Luta, da Cia Balé Baião de Itapipoca, que já trilha uma carreira de quase 25 anos. Com direção geral e coreografia de Gerson Moreno, este trabalho foi criado com o propósito de dançar para gerar diálogos sobre ser e fazer-se corpo em atuação política. Para isso, partiram das seguintes perguntas: o que é ser corpo oprimido? O que é ser corpo opressor? Como construir corpos em estado de luta frente à opressão?

A atração seguinte é Caiçaras Entre Linhas e Redes, com a Arreios Cia de Dança, de Trairi. A obra é um brinde aos trajetos, buscas e achados das mulheres e homens litorâneos de Trairi, onde o mar faz um convite à contemplação, à pesca, à festa e à reza. Também é uma celebração a resistência caiçara da companhia Arreios e seus 20 anos de atuação. A Academia de Artes Vânia Dutra, de Horizonte, também está no Festival e apresenta o espetáculo O Quebra Cocos.

Quem encerra a programação da noite é o grupo colombiano enNingúnlugar com Las Ultimas Cosas, que tem a direção de Luis Rubio. É uma obra que investiga as necessidades predominantes, incoerentes e caprichosas que o ser humano apresenta ao se deparar com a ideia do fim de sua consciência.

Primeiro dos quatro grupos a se apresentarem na segunda noite do Festival, o Itinerário Formativo de Dança, da Escola de Artes de Sobral, traz o espetáculo Pertenço, obra que conta com direção coreográfica de Rubens Lopes (Fortaleza) e direção dramatúrgica de Gerson Moreno, diretor do Balé Baião, de Itapipoca. De Salvador, a ExperimentandoNUS Cia de Dança faz a estreia nacional do espetáculo Borda Infinita, obra que comemora 10 anos de existência e produção em dança da companhia baiana.

A capital cearense também estará presente no Festival com duas atrações. A primeira é A Rua eh Noiz, da Cia de Dança Katiana Pena, que traduz a periferia em cena, mostrando a gente guerreira dos bairros e favelas sob os refletores da luz do sol e da luz da lua, que iluminam a luta diária e rotineira desse povo forte. A outra é Soluto, da Cia de Dança Ritmo Soul’to, que aborda uma pesquisa desenvolvida onde o principal fio da meada é o café e sua história antropológica, e aborda também a relação entre a química e o cotidiano, fazendo uma metáfora a partir do ingerir. Para encerrar a noite e o Festival, o público acompanha o show dos Tambores Afro Baião, de Itapipoca.

O 10° Festival de Dança do Litoral Oeste é uma realização da AARTI – Associação de Artes Cênicas de Itapipoca (proponente), Associação Dança Arte e Ação e Associação de Dança Arreios de Trairi, em parceria com a Quitanda das Artes. Tem o apoio cultural do Governo do Estado do Ceará, por meio da Secretaria da Cultura (Lei Estadual Nº 13.811), e o apoio institucional da Prefeitura Municipal de Trairi. Produção: Associação Cênica Difusão Marketing Cultural. Coprodução WM Cultural. Agradecimento: Enel.

SERVIÇO

*Espetáculos nos dias 10 e 11, a partir das 19h30min na Praça da Justiça (Fórum) – Rua Fortunato Barroso, s/n – Trairi.

*Mais Informações – (85)3046.2744 e (85) 98162.2847. Gratuito.

(Foto – Marina Cavalcante)

Paracuru comemora o Dia Municipal da Dança

A cidade de Paracuru (Litoral Oeste) acaba de instituir o Dia Municipal da Dança. O projeto de lei n º1.814 foi sancionado pelo prefeito Eliabe Albuquerque.

A data será comemorada anualmente em 5 de agosto, uma homenagem ao aniversariante Flávio Sampaio, paracuruense responsável pela transformação da cidade em um dos mais importantes centros de formação em dança no Ceará, com reconhecimento nacional e internacional.

Neste primeiro ano de celebração, a partir das 20 horas, na Praça de Eventos, haverá apresentação dos espetáculos Bolero de Ravel e For Life, com bailarinos da Paracuru Cia de Dança e da Escola de Dança de Paracuru, e Cinco Canções para um Coração Vagabundo, que terá a participação do grupo Um Samba Pro seu Zé. A noite será marcada também pela entrega da comenda “O Bailarino Pescador” a Flávio Sampaio.

(Foto – Divulgação)

Camilo visita projeto que usa a dança para promover inclusão de crianças e jovens do Bom Jardim

O governador Camilo Santana (PT) e o secretário estadual da Cultura, Fabiano Piúba , visitaram, nesta noite de terça-feira, o Instituto de Dança Katiana Pena, que fica no Bom Jardim, em Fortaleza.

O projeto atende cerca de 550 jovens e crianças carentes do bairro e chegou, inclusive, a ter sua sede reformada pelo programa Caldeirão do Huck, da Globo.

O grupo está com espetáculo em cartaz no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura.

(Foto – Leitor do Blog)

Festival Internacional de Dança de Fortaleza abre em ritmo de homenagens

Ana Studart e Izolda Cela entre homenageados.

O Festival Internacional de Dança de Fortaleza (Fendafor), que será aberto, a partir das 19 horas desta quarta-feira, no Theatro José de Alencar, prestará homenagem a algumas personalidades que contribuem e apoiam a dança no Estado.

Na lista do Troféu Fendafor de Responsabilidade Cultural/Social, estão a vice-governadora Izolda Cela; Ana Studart, da Fundação Beto Studart; o Ballet Folclórico Arte Popular de Fortaleza; o ex-titular da SSPDS, Josbertini Clementino; o bailarino, professor e coreógrafo Cid Neto; o DJ Flip Jay, de Danças Urbanas; Gilbert D’Assis, bailarino, maitre de ballet e coreógrafo e a maitre de dança, bailarina e coreógrafa Daria Reimann.

O Fendafor 2018 vai se estender até o dia 8 de julho, com grandes nomes nacionais e internacionais da dança em apresentações nos palcos Mercado da Dança (Jardins do TJA) e Palco Principal. Ao todo, cerca de 2800 artistas da Capital e do Interior se apresentarão no teatro, bem como profissionais da dança de outros 15 estados brasileiros e de mais cinco países.

(Foto – Balada In)

Festival de Dança de Fortaleza começa nesta quarta-feira no TJA

Grandes bailarinos nacionais e internacionais vão se apresentar, a partir da 18h30min da próxima quarta-feira, no Theatro José de Alencar, Será durante a 18ª edição do Festival de Dança de Fortaleza (Fendafor), que se estenderá até 8 de julho.

A abertura do festival contará com homenagens à vice-governadora Isolda Cela e Ana Studart, da Fundação Beto Studart, bem como grandes nomes da dança local, nacional e internacional, que serão agraciados com o Troféu FENDAFOR de Responsabilidade Cultural No mesmo ato, a bailarina Flávia Burlline (RJ) receberá a Medalha de Honra ao Mérito do Conselho Brasileiro da Dança (CBDD).

Ainda na cerimônia que abre as atividades da Mostra de Dança, haverá uma apresentação do grupo Ballet Folclórico Arte Popular de Fortaleza, que também será homenageado pelos seus 25 anos de fundação. O acesso a toda programação neste dia será gratuito.

SERVIÇO

*Abertura = Entrada franca

*Acesso demais dias: R$30,00 / R$15,00 (Ingressos na Bilheteria do TJA)

*Mais Informações:

(85) 99151.6265 l 99809.3000 (WhatsApp) – gigiborges@pitayacom.com

(85) 99125.6209 l 99788.3672 (WhatsApp) – fatimasilva@pitayacom.com

(Foto -= Divulgação)

Festival Vida & Arte – O sucesso com tudo junto e misturado

Tudo acontecendo e se misturando ao mesmo tempo, em um espaço comum – no Centro de Eventos do Ceará: mil e uma vozes, cantos, pensamentos, expressões, preces, cores, pessoas, ancestrais, convivências, conexões, descobertas. Mais do que a junção de vida e arte, o “maior evento multicultural do Brasil”, como se fez anunciar, desenhou um mundo possível e escreveu um princípio de futuro. Em par com os 90 anos do O POVO, o Festival Vida&Arte, realizado entre os dias 21 e 24 de junho e promovido pela Fundação Demócrito Rocha, trouxe “o bom, o belo, a alegria, a esperança”, como desejou a curadoria, convidando à paz e ao conhecimento (de si, do outro, do redor). E retribuiu, à Cidade e às gentes, as graças que o jornal recebeu.

“O que me trouxe aqui é que eu sabia que ia encontrar os amigos, abraçar, sentir alegria, dançar e equilibrar minhas energias no espaço da espiritualidade”, extraía Lucy Lopes, 57 anos, bancária durante 33 anos e professora de yoga. Atravessando o rio Jaguaribe (um dos espaços cenográficos do Festival), para aportar no palco Belchior (de shows regionais e nacionais), Lucy encantava-se com os caminhos abertos “para o povo se encontrar… Saio daqui feliz”, transmitia.

E eram os índios, os heróis, os maracatus, os sagrados, os femininos, os batuques, os mantras, o lírico, o cordel, a cantoria, a sanfona, o samba, o circo, o teatro, a dança, os quadrinhos, o cinema, o pop, o jornalismo, a literatura, as cores, as costuras, os diversos… Eram os abraços. O professor Sahmaroni Rodrigues, 37 anos, elogiava “o diálogo com todos os públicos”, que a programação do Festival Vida&Arte abarcava. Ele veio pela oportunidade das práticas holísticas em grupo: “A energia do grupo movimenta a mim, o indivíduo”. E voltaria para os dias repleto de vivências, completava-se: “Durante muito tempo, me senti só. Percebendo que tem muita gente que se interessa pela espiritualidade e se conectou comigo, esse diálogo fica”.

A espiritualidade, “a questão da libertação dos traumas”, como selecionou a estudante Valéria Lourenço, 20 anos, atraiu ainda as amigas Daiana Maria, 21 anos, e Mariana Rocha, 21 anos. “Mas eu vim também por causa do Bráulio (Bessa, poeta popular cearense) e da banda Las Tropicanas (com Lorena Nunes, Di Ferreira e Pepita York no comando)”, junta Daiana. “O Festival serviu para aumentar a aceitação da diversidade”, credita Mariana. Em todos os sentidos e do presente ao futuro.

“A gente se multiplica e mais lugares alcançamos”, demarcou a cantora paulista Liniker, em entrevista aberta durante o Festival, diante das questões de gênero. Mas ela sabe (sente) que, assim no próximo disco como na vida, “talvez ainda precise falar sobre amor, sobre afeto, sobre relação”.

A propósito, dizer, ouvir, olhar, sentir, transformar foram alguns dos verbos que conjugaram o Festival Vida&Arte. “Mulheres, a gente viveu a vida toda sem o direito de se expressar. A liberdade de expressão é nossa!”, a voz de Elza Soares reverbera pelos milênios. “Desde criança, venho buscando jeito de gritar, de pedir socorro”, falou a um público que se encontrava com as dores e os amores de Elza (de tantos) no palco Rachel de Queiroz.

Maria Flor, sete anos, pintada de borboleta em uma das atividades infantis, concorda com Elza Soares: “Como colorir o mundo? Essa é uma pergunta muito difícil!”. Enquanto resolvia se fazia, do mundo, um jardim ou uma borboleta, ela respondida sobre uma descoberta que podia mudar todas as coisas: “A coisa mais legal que eu vi aqui? Foi a pessoa pintando outra”, sorri.

O Festival Vida&Arte foi sobre tudo isso; das pessoas aos lugares, passando pelos tempos. De repente, uma saudade e um samba, e a vontade de dançar, de pular corda, de andar de bicicleta. E a vontade da infância, da inocência, da esperança. Tudo outra vez. Cada um se faz a chance do riso, da paz, dos mil e um encontros. Cada um se faz Marielle, Anderson, Edisca, África, Guarani-Kaiowá, floresta viva, nova aurora cada dia. E a cada um cabe aquela parte da canção do sempre, que Milton Nascimento, no show Semente da Terra, encantou: “Debulhar o trigo,/ recolher cada bago do trigo,/ forjar no trigo o milagre do pão/ e se fartar de pão”.

NÚMEROS

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ATRAÇÕES formaram a programação do Festival Vida&Arte, nas mais diversas temáticas: literatura, música, dança, teatro, artes visuais, moda, espiritualidade, cultura popular, circo, humor, universo geek e jornalismo.

2003

foi o ano do primeiro Festival Vida&Arte. Em 2005, houve a segunda edição. E, comemorando os 90 anos do jornal O POVO, o Festival representa “o maior evento multicultural do Brasil”. É realizado pela Fundação Demócrito Rocha, com apoio da Lei de Incentivo à Cultura.

OLHAR INTERIOR

ESPIRITUALIDADE

Ocupando todo o segundo mezanino do Centro de Eventos, a programação de espiritualidade do FVA ofereceu ao público um universo de possibilidades, respeitando os mais diversos credos e inclinações. Foram palestras, shows musicais, vivências e palestras promovidas por nomes como Sri Prem Baba e o cantor Kléber Lucas.

REFLETIR O PRESENTE

JORNALISMO E LITERATURA

A curadoria de jornalismo e literatura reuniu um time de intelectuais para discutir os grandes dilemas da comunicação no século XXI. A diretora de redação da revista Época, a jornalista Daniela Pinheiro (foto), participou de conversa sobre os bastidores da cobertura política.

PARA OS PEQUENOS

INFANTIL E CIRCO

Espalhadas por todo o Centro de Eventos, as atrações infantis do FVA encantaram audiências de todas as idades. Diversos espetáculos de teatro e circo integraram a curadoria. O ator e diretor cearense Marcelino Câmara trouxe diversas atividades ao evento, entre elas a peça O menino maluquinho, momentos de contação de história e oficinas de teatro.

(O POVO – Repróter Ana Mary Cavalcante)

Cineteatro São Luiz é palco da Mostra de Dança do Ceará

A Rede de Dança do Ceará promoverá neste sábado a DanCE – Mostra de Dança do Ceará, a partir das 19 horas, no Cineteatro São Luiz. Em cena, algumas das principais companhias de dança do Estado, com atuação em cidades do interior reconhecidas como importantes polos de formação nesta arte. São elas: Arreios Cia de Dança, de Trairi, Cia de Dança Ciclos, de Tabuleiro do Norte, Cia de Dança Rastro, de Quixadá, Cia de Dança de Itapajé e, da mesma cidade, a bailarina e coreógrafa Nazaré Rocha.

A mostra marca o encerramento do primeiro ano de atividades da Rede DanCe, que é um programa voltado para formação, criação e difusão em dança, envolvendo grupos, instituições, artistas e agentes culturais atuantes neste segmento. A programação tem acesso gratuito.

A Rede de Dança do Ceará é realizada pela Quitanda das Artes, Instituto BR Arte, Cia de Dança Ciclos, Cia de Dança de Itapajé e Nazaré Rocha, Arreios Cia de Dança e Cia de Dança Rastro. A consultoria executiva é da Marco Zero e a produção da Cinco Elementos Produções. Apoio Institucional: Governo do Estado do Ceará através da Secretaria da Cultura do Ceará. Agradecimento: Enel.

Os Espetáculos

Os Desaparecidos”, Cia de Dança Ciclos

“Códigos” Cia de Dança de Itapajé

“UMBO – Corpo Suspenso”, Nazaré Rocha

“Currais”, Cia de Dança Rastro

“Caiçaras: entre linhas e redes”, Arreios Cia de Dança

SERVIÇO

*Cineteatro São Luiz – Rua Major Facundo, 500 – Centro, Fortaleza.

*Mais Informações: 3235-4023.

*Classificação indicativa: Livre. Acesso gratuito.

(Foto  – Divulgação)

Festival Vida & Arte terá Dream Team do Passinho

“O bicho vai pegar!”. Quem garante é Rafael Mike, 38, sobre a apresentação do Dream Team do Passinho no Festival Vida&Arte, marcada para o dia 24 de junho, às 17 horas, no Centro de Eventos do Ceará (Palco Belchior). Nascido no Rio de Janeiro e criado em Nova Iguaçu, Rafael é cantor, compositor, diretor musical e, no segundo semestre de 2017, tornou-se notícia ao inserir a batida funk na gravação de As Caravanas, faixa-título do mais recente álbum de Chico Buarque.

Ao lado de Lellêzinha, Diogo Breguete, Pablinho e Hiltinho, Rafael Mike tornou-se mais um porta-voz das periferias ao mostrar para as quebradas do País e do mundo um estilo único de dança, que surge intimamente atrelado ao funk carioca; no currículo, o grupo – que possui o CD Aperta o Play (2015) – foi um dos destaques de eventos como o Rock in Rio e as Paralimpíadas Rio 2016. É assim, esbanjando estilo, que surgiu o ‘fenômeno’ Dream Team do Passinho.

“Depois da Batalha do Passinho (do qual foi criador, em Nova Iguaçu), fomos contratados por um dos patrocinadores para fazer a onda Todo Mundo Aperta o Play. Deu tão certo que viramos um grupo! Eu produzi, junto com o Pedro Breder, da Hitmaker, essa versão funk e os outros integrantes fizeram uma coreografia alucinante. O clipe foi um sucesso! Foi inesquecível ver o mundo inteiro dançando e fazendo o passinho… Recebemos vídeos do EUA, Espanha, México e até do Japão!”, relembra.

O Dream Team do Passinho aposta no estilo denominado de ‘pop-funk’. “O funk já é pop, ele já está em todas as camadas sociais. O que acontece com o pop-funk é que ele ganha um revestimento e bebe de fontes mais reconhecidamente populares, ganhando possibilidades de produção cada vez mais radiofônicas, ainda mais fazendo fusões com estilos já bem conhecidos como o sertanejo, o rap…”, explica Rafael.

Perguntado sobre o atual estouro do funk pós década de 1990, Rafael sinaliza ainda para a questão do preconceito com o estilo: “Ele torna-se realmente muito potente com a internet e a nova geração de artistas. Existe muito preconceito, mas o funk segue com os dois pés no peito dos preconceituosos, destravando as portas antes cheias de ressalvas. O mercado teve que se render e se reinventar”.

De referências, o Dream Team do Passinho passeia por nomes como o ‘rei do pop’ Michael Jackson – fato este que desencadeou, inclusive, a turnê Dream Team do Passinho Canta e Dança Jackson Five. Outros expoentes da música, porém, também surgem como base para o quinteto. “Eu cresci escutando George Benson, Phil Collins, Jorge Ben, minha irmã e minha tia escutavam Emílio Santiago e Aguinaldo Timóteo… Escutei esses negões muitos anos! (risos) Eu amo Alcione!”, revela Rafael.

Quanto ao show que irão trazer a Fortaleza, a expectativa é bem grande. “Vai ser maravilhoso!!! Nosso show vai ter músicas nossas como De Ladin e Oi Sumido, e também grandes hits do funk. Não vai faltar Beleza Pura (Caetano Veloso), nosso mais recente lançamento. Trocar essa energia em Fortaleza vai ser surreal!”. Só vem!

SERVIÇO

*Centro de Eventos do Ceará – Avenida Washington Soares, 999 – Edson Queiroz)

*Quanto: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia) – válido para toda a programação do dia no evento (o acesso às atrações está sujeito à lotação dos espaços onde elas se apresentarão) Vendas antecipadas: na portaria do jornal O POVO (Avenida Aguanambi, 282 – Joaquim Távora), lojas JEF (shoppings Iguatemi Fortaleza e RioMar Fortaleza) e pelo site www.festivalvidaearte.com.br

*Programação: www.festivalvidaearte.com.br

(Foto – Divulgação)

Fortaleza é sede do XII Passo de Arte Norte e Nordeste

Começa nesta quinta-feira, a partir das 18 horas, no Teatro Via Sul, o XII Passo de Arte Norte e Nordeste. O evento, uma etapa regional, vai reunir, até domingo, bailarinos de seis estados que disputam prêmios em dinheiro e vagas para o XXVI Passo de Arte, de caráter internacional, marcado para julho próximo em Indaiatuba (São Paulo).

Esse encontro selecionará bailarinos para o Concurso Internacional de Bailado do Porto (CIB), em Portugal, e para o European Balle Grand Prix, em Viena, Áustria, ambos em 2019.

Programação

Dia 24 (quinta)

18h – Solos Clássico Pré / Duos e Trios Clássicos / Conjuntos Estilo Livre Pré e Adulto / Conjuntos de Clássico / Conjuntos de Repertorio

Dia 25 (sexta)

18h – Solos Clássicos Juvenil e Adulto / Conjuntos de Estilo Livre Juvenil e Avançado

Dia 26 (sábado)

13h30 – Solos Clássicos Avançado / Duos Livres / Conjuntos de Contemporâneo / Conjuntos de Jazz Juvenil / Conjuntos de Danças Urbanas Pré e Avançado

18h – Solos Livre Juvenil e Avançado / Conjuntos de Danças Urbanas Juvenil e Adulto / Conjuntos de Jazz Adulto

Dia 27 (domingo)

13h30 – Solos Livres Pré / Pas de Deux / Grand Pas de Deux / Variações de Repertório

18h – Solos Livre Adulto / Trios Livres / Conjuntos de Jazz Avançado / Conjuntos de Danças Populares / Conjuntos de Sapateado

SERVIÇO

*Mais Informações – (85) 99989.5876.

(Foto – Divulgação)

Projeto Giro das Artes será encerrado com espetáculo de dança no Cineteatro São Luiz

A primeira edição do projeto Giro das Artes, iniciado no começo deste ano, trouxe ao Ceará artistas de três países com espetáculos e atividades formativas nos campos da música, do teatro e da dança. O grupo vai encerrar esse projeto com dança nesta sexta-feira (4), às 18 horas, no Cineteatro São Luiz.

O público poderá conferir dois solos criados por companhias francesas. Um deles é Black Belt, da companhia Kubilai Khan investigations, e a segunda é Tremor and More, do diretor Herman Diephuis em colaboração com o bailarino brasileiro Jorge Ferreira. A entrada é gratuita.

O Giro das Artes tem como realizadores a Quitanda das Artes, o Instituto BR Arte e o Cineteatro São Luiz, com patrocínio da Enel e apoio cultural do Instituto Francês, Fundação suíça para a cultura Pro Helvetia, Embaixada da França no Brasil e Rede de Festivais – MIT SP, MID e Viva Dança. O apoio institucional é da Secretaria da Cultura do Estado.