Blog do Eliomar

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ISGH recebe homenagem por resultados no atendimento a pacientes com dengue

O Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH), que gere as UPAS, recebeu homenagem pelo bom desempenho de seus serviços, nesse sábado (3), durante o 1º Congresso Médico Unimed Fortaleza, que abordou o tema “Inovação, Integralidade, Conhecimento e Cooperação”.

A comenda, recebida durante o evento pelos diretores do ISGH, foi obtida devido os resultados do protocolo automatizado de dengue, implantado nas UPAS, que conseguiu alcançar uma redução de mais de 75% de mortalidade em 2016, em relação a 2015.

(Foto – Divulgação)

Instituto Butantã começa a testar vacina contra a dengue em todo o país

Os testes da terceira e última etapa da vacina contra a dengue, que já vinham sendo feitos desde fevereiro com 1,2 mil voluntários recrutados pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), começaram a ser realizados também, desde a quinta-feira (23), com 1,2 mil voluntários na Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp), no interior paulista.

O Hospital das Clínicas e a Famerp são dois dos 14 centros de estudo credenciados pelo Instituto Butantã – que desenvolve a vacina -, onde serão feitos os testes da terceira etapa do projeto. Esta fase envolverá 17 mil pessoas em 13 cidades, nas cinco regiões do país. Na próxima semana, segundo o instituto, um centro em Manaus (AM) e outro em Boa Vista (RO) também darão início aos trabalhos.

A última etapa da pesquisa servirá para comprovar a eficácia da vacina. Do total de voluntários, dois terços receberão a vacina e um terço receberá placebo, que é uma substância com as mesmas características da vacina, mas sem os vírus, ou seja, sem efeito. Ninguém – nem a equipe médica e nem o voluntário – saberá quem vai receber a vacina e quem receberá o placebo. O objetivo é descobrir, a partir dos exames do material coletado desses voluntários, se quem tomou a vacina ficou protegido e se quem tomou o placebo contraiu a doença.

Segundo Jorge Kalil, diretor do Instituto Butantã, São José do Rio Preto é a única cidade sem ser uma capital que participará desta etapa. “É o único centro que não está em uma capital. [São José do] Rio Preto tem uma medicina de muito boa qualidade e está em uma região onde é muito forte a dengue. Então, é  lugar bom para a gente testar [a vacina]”, disse.

(Agência Brasil)

A sinceridade do ministro e a polêmica do óbvio

Da Coluna Política, no O POVO deste sábado (30), pelo jornalista Érico Firmo:

O Aedes aegypti se tornou o grande problema da saúde pública no Brasil, em plena segunda década do século XXI, como transmissor de ao menos três graves doenças: dengue, chikungunya e zika – esta última, relacionada à microcefalia. Na segunda-feira, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reúne seu comitê emergencial para discutir a decretação de emergência de saúde internacional por causa do zika, como ocorreu em 2014 com o ebola, no oeste da África. Nesta semana, a OMS fez reunião de emergência, em Genebra, Suíça, com Estados Unidos e Brasil. Há uma semana, os Estados Unidos emitiram alerta de viagem para 14 países da América Latina, inclusive o Brasil. A Casa Branca recomenda que mulheres grávidas ou que planejam engravidar evitem viajar para esses lugares.

Ao longo do século XX, o Aedes chegou a ser arredicado. No começo da semana, o ministro da Saúde, Marcelo Castro, disse que o Brasil está “perdendo feio a batalha para o mosquito”. E apontou a evidência para tal: “Ano passado foi o que teve o maior número de casos de dengue no Brasil em toda a história”. Isso para não falar dos outros surtos relacionados. Sem receber a mesma atenção, o ministro já havia afirmado isso em dezembro. “A verdade é que essa batalha o mosquito tem ganhado”, disse, sem a mesma repercussão alcançada agora. Na sexta-feira passada, em entrevista à Revista O POVO, na Rádio O POVO/CBN, o ministro já havia feito autocrítica em relação à postura histórica do País nos últimos 30 anos: “Fomos um pouco lenientes”.

A fala do ministro causou mal-estar no governo, mas ele não disse mais que uma tremenda obviedade. O governo ficou incomodado. Houve rumores de demissão. Não confirmados, mas há movimentação para esvaziar o ministro. Enquanto isso, a presidente Dilma Rousseff (PT) tentou “esclarecer” o que o ministro falou. “A batalha não está perdida, não. Isso não é o que ele (Marcelo Castro) está pensando, nem o que ele disse. O que o ministro disse, é o seguinte: ‘Se nós todos não nos unirmos, e se a população não participar, nós perderemos essa guerra’. Ele está absolutamente certo”. Caciques peemedebistas, como Michel Temer e Eduardo Cunha, trataram de defender o ministro.

Melindres da política. A situação da saúde pública mostra que Marcelo Castro apenas fez uma constatação das mais evidentes.

Em novembro passado, o diretor do departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis, Cláudio Maierovitch, sugeriu às mulheres que não engravidem para evitar microcefalia. Há algumas semanas, o próprio ministro disse: “Vamos torcer para que as pessoas antes de entrar no período fértil peguem a zika, para elas ficarem imunizadas pelo próprio mosquito. Aí não precisa da vacina”. Convenhamos, em matéria de declaração polêmica sobre o Aedes, reconhecer erros não foi o que de pior saiu do ministério.

Agência da ONU para energia atômica oferece tecnologia nuclear contra vírus Zika

Usar a radiação nuclear para eliminar ou reduzir a população do mosquito Aedes aegypti, que transmite o vírus Zika, será um dos temas centrais que o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica da Organização das Nações Unidas (AIEA), Yukiya Amano, apresentará a vários países em viagem pelas Américas, que começa nesta segunda-feira (25).

O vírus Zika está relacionado ao aumento de casos de microcefalia em bebês na América Latina.

“A tecnologia para a esterilização de insetos é muito eficaz na redução ou erradicação da população de mosquitos e outros portadores de doenças”, explicou Amano, ao destacar que a agência da ONU para energia atômica, que zela pelo uso pacífico da tecnologia nuclear, tem muita experiência nesta técnica para o controle de pragas.

(Agência Brasil)

São Paulo começa a fazer testes rápidos para detectar dengue

A rede pública municipal de saúde começa nesta segunda-feira (18) a fazer testes rápidos – os resultados ficam prontos em 20 minutos – para a detecção de quatro sorotipos de dengue. O exame ficará disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) da capital paulista até a primeira quinzena de março, período do pico de transmissão da doença.

A vantagem da técnica é a identificação da doença ainda na fase inicial da transmissão. Antes, o resultado do teste só ficava pronto em uma semana. O paciente terá o sangue coletado como num exame de sangue tradicional, não sendo necessário ficar em jejum. O teste poder ser feito por pessoas de todas as idades e não há contraindicação.

Para confirmar o diagnóstico, o paciente pode ter de passar pelos exames Elisa IGM e NS1, também disponíveis da rede pública, mas que demoram uma semana para ficar prontos.

A partir deste mês, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) determinou que os planos de saúde passem também a cobrir os testes rápidos para detectar dengue e febre chikungunya. É possível obter ainda um diagnóstico presumido do vírus Zika. Segundo a ANS, o exame para detecção da dengue tem cobertura obrigatória.

(Agência Brasil)

Ministro acha prudente restrição de turismo de grávidas onde tem vírus Zika

O ministro da Saúde, Marcelo Castro, considerou que a recomendação do Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos, para que mulheres americanas grávidas avaliem a ida para países onde há circulação do vírus Zika, entre eles o Brasil, não se trata de uma determinação para que não viagem para esses locais. Na avaliação dele, é uma recomendação para tomar os devidos cuidados, da mesma forma que o ministério vem fazendo no país.

“Acho uma decisão prudente [do CDC dos Estados Unidos]. Aqui no Brasil as pessoas estão se precavendo e nós estamos recomendando todos os cuidados que o CDC está recomendando”, disse, durante a apresentação do kit NAT Discriminatório para Dengue, Zika e Chikungunya, hoje (16), na sede da Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro.

Castro esclareceu que não recomendaria a um estrangeiro evitar uma viagem ao Brasil, para não correr risco de contrair a doença, e destacou que de maneira nenhuma é o caso de deixar de vir ao país. “A estrangeira que vier ao Brasil para engravidar, ou já vier grávida, é a mesma situação de qualquer brasileira. [Deve] tomar todas as providências necessárias para não ter contato com o mosquito Aedes aegypti [transmissor da zika, dengue e chikungunya]”, concluiu.

Castro destacou que a vontade de engravidar tem que ter uma decisão responsável e discutida entre a família, e no momento em que o Brasil passa por uma epidemia de microcefalia causada pelo vírus, que chegou ao país em maio de 2015, os cuidados de todas as gestantes terão que ser reforçados. “A gestante deve fazer todas as ações necessárias para que não seja picada pelo mosquito durante a sua gestação”, disse ele.

Entre as recomendações estão vestir calças, roupas de mangas compridas e usar meias e sapatos. “Ou seja, cobrir o máximo as partes do corpo, usando repelente e tomando providências para que não entre em contato com o vírus”, completou.

(Agência Brasil)

Zika: Estados Unidos alertam gestantes a evitarem viagem ao Brasil

O Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos emitiu um alerta para que mulheres grávidas evitem viajar ao Brasil e outros países onde há circulação do vírus Zika. A medida considerou os relatos do governo brasileiro de que há risco de as gestantes infectadas pelo vírus virem a ter filhos com microcefalia, uma malformação irreversível no cérebro. O vírus é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti.

O alerta é direcionado a mulheres em qualquer estágio da gestação. Para as que não podem evitar o deslocamento e as que estão tentando engravidar, a orientação é que consultem um médico e sigam rigorosamente os conselhos sobre como evitar as picadas do mosquito.

Em nota, o Ministério da Saúde brasileiro diz que as recomendações do CDC reforçam as medidas já adotadas pelo governo no cuidado especial com as gestantes, como o uso de repelentes e de roupas compridas que minimizem a exposição da pele. A pasta  diz ainda que em qualquer situação as gestantes devem consultar o médico antes de viajar

“Assim como a Organização Mundial da Saúde, o Ministério da Saúde não recomenda nenhuma medida restritiva de viagem ou comércio internacional, além do cuidado especial com as gestantes, independentemente do vírus Zika”, informa o texto.

(Agência Brasil)

Plantas da Caatinga podem ajudar a combater Aedes aegypti

Duas plantas comuns na Caatinga – a cutia e a umburana – estão sendo estudadas por um grupo de pesquisadores do Instituto Nacional do Semiárido por terem compostos que funcionam como biopesticidas no combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, do vírus Zika e da chikungunya. Os testes mostraram que os compostos dessas plantas são capazes de exterminar até 50% das larvas dos mosquitos, valor de referência para que sejam classificados como eficazes.

O coordenador da pesquisa, Alexandre Gomes, contou que desde 2011 um grupo de pesquisadores do Núcleo de Bioprospecção e Conservação da Caatinga vem estudando plantas desse bioma em busca de substâncias com propriedades larvicidas contra o mosquito. “Já sabíamos que os compostos aromáticos, ou terpenoides, reconhecidos a partir do cheiro forte de certas plantas, são inseticidas. Se eu pegar a folha da pitanga e amassar, por exemplo, vou sentir o cheiro da pitanga. O mesmo ocorre com o cravo da índia. Essas plantas têm uma quantidade boa desses compostos chamados terpenóides”, explicou. Os óleos essenciais da cutia e da umburana também são obtidos por meio do sumo da folha.

Os pesquisadores testaram os óleos essenciais de diversas plantas, seguindo o modelo definido pela Organização Mundial da Saúde (OMS). “A gente pega um recipiente, no caso, um copo descartável, faz uma solução do óleo essencial com água e, em cada copinho, coloca 50 ml de líquido e 10 larvas do mosquito. Após 24h, averiguamos quantas larvas morreram e se o resultado foi satisfatório.”

(Agência Brasil)

Governo federal destina R$ 500 milhões extras para combate ao Aedes aegypti e a microcefalia

A presidente Dilma Rousseff sancionou nesta sexta-feira (15) recurso de R$ 1,27 bilhão para o desenvolvimento das ações de vigilância em saúde, incluindo o combate ao mosquito Aedes aegypti, em 2016. A este montante será adicionado R$ 600 milhões destinados à Assistência Financeira Complementar da União para os Agentes de Combate às Endemias. Para intensificar as ações e medidas de vigilância, prevenção e controle da dengue, febre chikungunya e Zika também foi aprovado R$ 500 milhões extras, sobretudo, por conta da situação de emergência em saúde pública de importância nacional que o país vive.

Nesta semana, o Ministério da Saúde repassou aos estados R$ 143,7 milhões extras destinados a ações de combate ao Aedes aegypti. O recurso foi garantido em portaria publicada no dia 23 de dezembro do ano passado e já liberado 100% aos estados no início desta semana. O Ministro da Saúde, Marcelo Castro, considere de fundamental importância este recurso extra para as ações nos estados e municípios. “Com este reforço financeiro, os estados e municípios vão poder potencializar as medidas de combate ao Aedes aegypti para evitar a transmissão de dengue, chikungunya e Zika”, explicou.

O ministro orienta que os cuidados com o mosquito devem ser redobrados nesta época do ano, período de maior incidência das doenças. “É preciso que todos se mobilizem para combater este mosquito. É muito importante sempre verificar o adequado armazenamento de água em suas casas, o acondicionamento do lixo e a eliminação de todos os recipientes sem uso, que possam acumular água e virar criadouros do mosquito”, recomendou Marcelo Castro.

(Agência Saúde)

Governador e prefeito participam nesta segunda-feira de mutirão contra o Aedes aegypti

O governador Camilo Santana e o prefeito Roberto Cláudio participam nesta segunda-feira (28), a partir das 8 horas, de mutirão contra o mosquito da dengue no bairro José Walter, em Fortaleza. Em seguida, às 10 horas, os gestores estadual e municipal visitam algumas residências do bairro Meireles. A ação integra o Plano Estadual de Enfrentamento ao Aedes aegypti, lançado há uma semana.

Quatro mil agentes de endemias e 18 mil agentes de saúde em todo o estado intensificarão as ações de visita casa a casa para o combate ao Aedes aegypti, além do efetivo militar. Três toneladas de larvicida, já distribuídas aos 184 municípios, serão utilizadas na eliminação dos focos de infestação domésticos. O Governo do Estado garantiu 250 pulverizadores portáteis para aspersão de inseticida e 33 carros fumacê no combate ao mosquito. Estão disponíveis 1.366 litros de inseticida e 25 mil litros de óleo de soja (solvente), suficientes para pulverizar 17 mil quarteirões.

O Aedes aegypti é o mosquito transmissor da dengue, febre chikungunya e do vírus Zika. A única maneira de evitar essas doenças é não deixar o mosquito nascer. Para isso, é necessário acabar com os criadouros, lugares de nascimento e desenvolvimento do mosquito. A ação preventiva tornou-se mais urgente depois que a Zika teve relação confirmada pelo Ministério da Saúde com a microcefalia, malformação cerebral que influencia o desenvolvimento dos bebês.

(Governo do Ceará)

Combate ao mosquito da dengue no Ceará mobilizará 18 mil agentes de endemias

Um trabalho feito de casa em casa por 18 mil agentes de endemias é o principal ponto do Plano Estadual de Enfrentamento ao Aedes aegypti, lançado nesta segunda-feira (21) em Fortaleza, com o objetivo de combater o mosquito vetor da dengue, da febre chikungunya e do vírus Zika no Ceará. O plano prevê também a participação de militares do Exército na instalação de telas protetoras em caixas d’água.

A ação é uma resposta ao número expressivo de casos de dengue e de microcefalia no Ceará. O último boletim epidemiológico da Secretaria da Saúde mostra que o estado tem 103.296 casos suspeitos de dengue – número 152% maior, se comparado com o total registrado no mesmo período do ano passado. Dos casos suspeitos, 54.582 foram confirmados.

No que se refere à microcefalia (doença que afeta o desenvolvimento do cérebro de bebês e que está associada à infecção pelo vírus Zika), o estado aparece com 128 casos suspeitos, dos quais apenas um foi confirmado.

Para a ação nas casas, o governo cearense distribuiu 3 toneladas de larvicida que serão aplicados nos 184 municípios do estado. Serão usados também 250 pulverizadores portáteis e 33 carros fumacê (veículos que passam nas ruas lançando fumaça com inseticida).

As atividades de combate ao mosquito Aedes aegypti serão coordenadas por um grupo gestor formado por órgãos e secretarias do governo do estado e militares do Exército.

(Agência Brasil)

Brasil vai enfrentar primeiro verão com dengue, chikungunya e Zika

Pela primeira vez, o verão brasileiro terá circulação de três tipos de vírus transmitidos pelo Aedes aegypti. Dengue, febre chikungunya e Zika são doenças com sintomas parecidos, sem tratamento específico e com consequências distintas. Até abril deste ano, não havia casos de Zika registrados no Brasil.

Para a coordenadora do Comitê de Virologia Clínica da Sociedade Brasileira de Infectologia, Nancy Bellei, o controle de focos do mosquito será imperativo durante a estação, que começa nesta segunda-feira (21).

Nancy lembrou que o aumento de casos de infecção pelos três tipos de vírus durante o verão é esperado por causa de características biológicas do Aedes aegypti. Os ovos do mosquito, segundo ela, podem sobreviver por até um ano e, cinco ou seis dias após a primeira chuva, já formam novos insetos. “No verão, chove mais e o clima ajuda, já que a temperatura ideal para o mosquito é entre 30 a 32 graus Celsius”.

(Agência Brasil)

Saúde vai rever portaria que reduziu número de agentes de combate a endemias

O ministro da Saúde, Marcelo Castro, informou nesta quarta-feira (16) que a pasta vai rever a Portaria 1.025 que, na prática, diminuiu o número de agentes de combate a endemias nos municípios.

A portaria, publicada em julho, define o número máximo de agentes a serem contratados pelos gestores locais com recursos da União. Esses profissionais estão entre os responsáveis pelo combate ao mosquito Aedes aegypti, vetor do vírus da dengue, da febre chikungunya e do Zika.

Segundo o ministro, depois da portaria, os recursos para defesa de vigilância epidemiológica aumentaram. “Estamos repassando para os municípios mais recursos do que passávamos antes da portaria. O problema é que os prefeitos não estão compreendendo que podem usar esses recursos para pagar os agentes de combate às endemias”, afirmou o ministro, em entrevista a jornalistas depois de debate na Câmara dos Deputados sobre o aumento do número de casos de microcefalia no Brasil.

(Agência Brasil)

Campanha contra a dengue tem Dia D e ações por todo o país neste sábado

O Dia D da Dengue, neste sábado (21), mobilizou a população em várias cidades do país, em campanhas de prevenção ao mosquito Aedes aegypti, que, além da dengue, transmite a febre chikungunya e a febre do zika vírus.

O motivo da preocupação é o aumento do número de casos de microcefalia no país. Trata-se de uma malformação congênita, em que o cérebro não se desenvolve de maneira adequada. Foram registrados, no primeiro semestre deste ano, casos de zika em 14 estados: Rondônia, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso e Paraná.

A relação entre microcefalia e o Aedes aegypti, que transmite o zika vírus – além da dengue, e da chikungunya – pode ser estreita. De acordo com diretor do Departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch, existe uma forte relação entre a circulação do zika vírus e a ocorrência de casos de microcefalia em alguns estados do Nordeste.

(Agência Brasil)

Falta d’água pode contribuir para mais casos de chikungunya, diz professor

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As febres chikungunya e zika vírus trazem diversas preocupações para o país. Uma delas pode estar relacionada à crise no abastecimento de água em diversos estados brasileiros, que pode facilitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor das duas doenças, embora não haja ainda uma comprovação científica sobre isso, diz Rivaldo Venâncio da Cunha, professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul e pesquisador da fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Ao participar do 32º Congresso Brasileiro de Reumatologia, Cunha disse que a proliferação do mosquito e o consequente aumento dos casos preocupam, em primeiro lugar, por que são doenças relativamente novas no país. “Portanto, a rede de saúde e os profissionais de saúde ainda não estão habituados a identificar esses casos. E preocupa também porque a inexperiência clínica para lidar com esses casos tem dificultado o diagnóstico precoce. E uma das razões, especialmente em relação ao chikungunya, que podem contribuir para uma evolução desfavorável ou crônica é justamente o diagnóstico tardio”, alertou o pesquisador.

Segundo Cunha, outro fator que preocupa é que as doenças são transmitidas pelo mesmo mosquito, que também transmite a dengue, e existe em milhares de cidades no país. “Conhecemos as condições ambientais nas quais o mosquito prolifera. E a associação com as dificuldades no abastecimento de água tem contribuído, aparentemente, para a proliferação, haja vista o que tem acontecido na Região Sudeste, como um todo, em relação à dengue”.

Rivaldo Cunha diz que é difícil saber quantos casos de chikungunya ou de zika existem no país, porque apenas uma parcela é de fato notificada e confirmada. “O chikungunya, em algo como seis meses [de infestação] no Caribe, atingiu mais de 40 países e territórios e cerca de 1,7 milhão de casos. Alguns países do Caribe, como Martinica, já notificaram 100 mil casos em uma população de cerca de 400 mil habitantes, ou seja, um quarto do país está acometido pela doença. Se olharmos o que está acontecendo ao nosso redor, a probabilidade de que venha a ocorrer também no Brasil uma explosão [de chikungunya], como já acontece com a dengue, é razoável”.

(Agência Brasil)

Mais seis mortes por dengue são confirmadas no Ceará

A dengue provocou mais seis mortes esta semana no Ceará, e mais 2.118 casos foram confirmados nos últimos sete dias. Já chega a 54 o número total de óbitos e 44.003 casos confirmados no Estado, em 164 municípios. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (21) pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesa).

Foram notificados 754 casos graves, destes, 91,9% foram confirmados. A média de idade dos óbitos confirmados é de 25 anos. E o mês que apresentou o maior número de mortes e casos graves confirmados foi maio.

Ainda conforme a Sesa, em 2014, 41.684 casos de dengue foram notificados, em 183 (99,5%) municípios. Destes, 18.243 casos se confirmaram, em 146 (79,3%) municípios.

(O POVO Online)

Síndrome de Guillain-Barré tem histórico de dengue, zika ou chikungunya

A Secretaria de Saúde da Bahia divulgou números sobre notificações da Síndrome de Guillain-Barré no Estado. Até a sexta-feira (17), 101 casos tinham sido notificados, sendo 49 confirmados, 23 descartados e 24 ainda em investigação. A Síndrome de Guillain-Barré é uma doença autoimune que ocorre quando o sistema imunológico do corpo ataca parte do próprio sistema nervoso. Isso leva à inflamação dos nervos, que provoca fraqueza muscular.

Os dados divulgados pela secretaria são preocupantes porque 47 dos 49 casos confirmados foram constatados em pessoas que já tinham história anterior de dengue, zika ou chikungunya, doenças que são endêmicas no Brasil. Entre as notificações há ainda cinco casos em que foi constatada outra doença neurológica.

A maioria dos casos confirmados da Síndrome de Guillain-Barré, 38 deles, está concentrada na capital, Salvador. A Secretaria Estadual de Saúde divulga boletins de acompanhamento das notificações às terças-feiras e sextas-feiras. Na última divulgação, o número de casos confirmados era de 42, um aumento de sete casos em quatro dias.

(Agência Brasil)

Chioro: Brasil enfrenta “tecnicamente” epidemia de dengue

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O ministro da Saúde, Arthur Chioro, disse nesta quinta-feira (14) que, tecnicamente, o Brasil enfrenta uma epidemia de dengue, uma vez que o número de casos identificados no país se enquadra no critério de epidemia definido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) – mais de 300 casos para cada 100 mil habitantes. Segundo ele, o cenário é mais grave nos estados de São Paulo, Goiás e do Acre.

Até o dia 18 de abril deste ano, foram registrados 745.957 casos de dengue no país. A incidência da doença chega a 367,8 casos para cada 100 mil habitantes. A Região Sudeste apresentou o maior número de casos notificados (489.636; 66,2%), seguida do Nordeste (97.591 casos; 11,5%), Centro-Oeste (85.340 casos; 12,4%), Sul (46.360 casos; 5,8%) e Norte (27.030 casos; 4,1%).

Dados da pasta mostram também que, até o dia 18 de abril, foram confirmados 229 óbitos em razão da doença.

(Agência Brasil)