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Em depoimento, Dilma nega interferência de Lula em seu governo para aprovar MPs

A ex-presidenta Dilma Rousseff negou nessa quinta-feira (22) que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenha cometido tráfico de influência, durante o governo dela, nos episódios da compra dos caças suecos Gripen e na aprovação de medida provisória para beneficiar o setor automobilístico. Dilma foi arrolada como testemunha de defesa de Lula e prestou depoimento por vídeo-conferência, à Justiça Federal em Brasília, em processo originado a partir de investigações da Operação Zelotes.

“O presidente Lula jamais interferiu em nenhuma atividade do meu governo. Ele tinha o maior respeito por mim. E, mesmo quando eu era da Casa Civil [ministra entre junho de 2005 e março de 2010], ele jamais se intrometeu em assuntos que eram da minha alçada”, disse Dilma.

O ex-presidente e o filho dele, Luis Cláudio Lula da Silva, são investigados nessa ação e já foram denunciados pelo Ministério Público por tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa. De acordo com o MPF, Lula teria atuado para garantir a compra de caças pela Força Aérea Brasileira (FAB) e na prorrogação de incentivos para a indústria automobilística na gestão Dilma.

Durante uma hora e 20 minutos de depoimento, Dilma respondeu às perguntas do MPF e do juiz Vallisney de Souza, da 10ª Vara da Justiça Federal, sobre sua participação no processo para editar e aprovar as normas que concederam incentivos fiscais a montadoras de veículos, especialmente a Medida Provisória (MP) 627/13.

A medida tratava da tributação do lucro de empresas multinacionais brasileiras no exterior, em substituição ao chamado Regime Tributário de Transição. Segundo o MPF, tanto a montadora Caoa quanto a Odebrecht, agiram para influenciar o texto por terem negócios no exterior. Durante o processo de tramitação da MP no Congresso Nacional, foram inseridos vários “jabutis”, que são pontos estranhos ao texto original. Ao final, Dilma sancionou o texto com vários vetos.

Entre eles, estava a ampliação do parcelamento de débitos tributários (o chamado de Refis da Crise), a anistia de multas para planos de saúde, a redefinição de regime de aeroportos e o dispositivo que isenta fabricantes de pneus produzidos na Zona Franca de Manaus de PIS/Pasep e Cofins. “Eles aproveitaram [para introduzir jabutis] e isso foi um dos problemas de atrito que eu tive com a minha base no Congresso. A gente tinha que impedir que ocorresse esses jabutis”, disse.

A aprovação da MP 627 teria sido conduzida no Congresso Nacional pelo ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e pelo senador Romero Jucá (PMDB-RR), relatores da matéria respectivamente na Câmara e no Senado. Segundo o MPF, Jucá teria recebido o pagamento de R$ 5 milhões como “contrapartida” pela aprovação do texto.

No depoimento, Dilma afirmou que os vetos foram a pré-estreia das chamadas “pautas-bomba”, apelido dado pela imprensa a projetos votados no Congresso e que dificultavam a realização do ajuste fiscal pelo governo. “Foi tumultuada a minha relação com o senhor Eduardo Cunha e com o Romero Jucá e eu tinha que ter a capacidade de transitar nesse meio político”, disse.

Questionada porque mesmo assim não vetou os benefícios para a indústria automobilística, Dilma disse que, após fazer uma análise técnica com integrantes do governo, chegou à conclusão de que a medida não teria impacto na arrecação e poderia ajudar na recuperação econômica.

“Eu não vetei porque, na avaliação de todos nós, ele [incentivo] era o menos complicado e que podia até dar vantagens para o Brasil e para o governo porque daria vantagem à indústria automobilística, impactando outros setores como siderurgia, borracha, petróleo e gás, na comercialização de automóveis, entre outras”, disse.

(Agência Brasil)

“Deixa ele concorrer para ver se não ganha”, diz Dilma sobre eventual candidatura de Lula

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A eventual prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva representará uma mudança ilegítima nas regras das eleições de 2018, disse neste sábado (8) a ex-presidente Dilma Rousseff em palestra na Universidade Harvard, nos Estados Unidos. Dilma afirmou: “me preocupa muito que prendam o Lula, me preocupa muito que tirem o Lula da parada”. “É uma possibilidade concreta (a vitória do petista). Deixa ele concorrer para ver se não ganha”, afirmou.

Na avaliação da ex-presidente, “vão inventar todos os cenários possíveis” para impedir que o petista dispute a Presidência no próximo ano. No evento “Brazil Conference at Harvard & MIT”, promovido por estudantes brasileiros nas duas instituições americanas, Dilma lembrou que Lula lidera as pesquisas de intenção de voto, com 38% das preferências. “Ele tem de concorrer. Se perder, é da regra do jogo”.

(Agência Estado)

Ex-tesoureiro afirma que campanha de Dilma ocorreu dentro da legalidade

O prefeito de Araraquara (SP), Edinho Silva, ex-tesoureiro da campanha de 2014 da ex-presidente Dilma Rousseff, disse nessa sexta-feira (17), em depoimento ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que a campanha da petista ocorreu totalmente dentro da legalidade. Edinho negou ter participado de ações para arrecadar recursos por meio de caixa 2.

“A coligação existiu sim, mas existiu em uma composição natural de campanha e ocorreu dentro da legalidade. Eu jamais, em hipótese alguma, participei de nenhum diálogo que tenha tabulado doações de campanha por caixa 2. Ao contrário. A campanha da presidenta Dilma agiu totalmente dentro da legalidade, de forma ética e seguindo todos os preceitos legais estipulados pela legislação brasileira”, disse após seu depoimento.

Edinho, que foi arrolado como testemunha na ação, foi ouvido por videoconferência pelo ministro Herman Benjamin, do TSE, que estava em Brasília. O ex-tesoureiro prestou depoimento na sede do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), na capital paulista.

O ex-tesoureiro disse que a contratação de empresas pela campanha da petista respeitou o critério do menor preço. “Eu posso assegurar é que a campanha contratou as empresas que forneceram o menor preço e esses materiais foram entregues. E todos os gastos da campanha da presidenta Dilma foram declarados ao TSE. Isso eu asseguro”, disse.

Já o advogado da ex-presidente, Flávio Caetano, afirmou, depois do depoimento de Edinho, que o processo de investigação eleitoral da chapa Dilma-Temer deverá ter em uma nova fase após as delações premiadas de empresários e funcionários da Odebrecht. Segundo ele, há fatos novos que não haviam sido veiculados no início da ação.

(Agência Brasil)

Dilma admite disputar eleições do próximo ano

“Não serei candidata a presidente da República, se essa é a pergunta. Agora, atividades políticas não vou deixar de fazer. Não descarto a possibilidade de uma candidatura para cargos como senadora ou deputada”, disse a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), na tarde deste sábado (18), durante um evento do partido da ala feminina.

Com mandato cassado em agosto do ano passado, mas afastada da Presidência da República desde maio do mesmo ano, Dilma Rousseff teve os direitos políticos preservados e poderá repetir os passos dos ex-presidentes José Sarney e Fernando Collor de Melo, que cumpriram mandatos no Congresso Nacional, após deixarem o Palácio do Planalto.

(com agências)

Defesa de Dilma diz que contratação de gráficas em 2014 foi legal

A defesa da ex-presidenta Dilma Rousseff afirmou hoje (27), após o cumprimento de mandados de busca e apreensão pela Polícia Federal em gráficas que prestaram serviços para a chapa Dilma-Temer em 2014, que a contratação das empresas foi legal.

“Todas as empresas contratadas pela chapa Dilma-Temer atenderam aos requisitos legais de regularidade jurídica e de capacidade operacional, com a integral prestação dos serviços contratados”, disse, em nota, o advogado de Dilma, Flávio Caetano.

A defesa também argumenta que mais de 8 mil documentos que podem comprovar a regularidade dos contratos ainda não foram “devidamente analisados” pela Justiça Eleitoral. “A defesa de Dilma Rousseff juntou aos autos mais de 8 mil documentos em 37 volumes, que ainda não foram devidamente analisados pelos peritos judiciais e que comprovam cabalmente a regularidade dos serviços prestados.”

Os mandados de busca e apreensão cumpridos nesta terça-feira tiveram como alvos as empresas VTPB Serviços Gráficos e Mídia Exterior Ltda., Focal Confecção e Comunicação Visual Ltda. e Rede Seg Gráfica Eireli.

Os mandados judiciais foram expedidos pelo ministro Herman Benjamin, relator do processo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que autorizou a quebra de sigilo fiscal de cerca de 15 pessoas jurídicas e físicas que “demonstraram indícios de irregularidades nos dispêndios eleitorais”. Os nomes não serão divulgados por questão de sigilo.

(Agência Brasil)

INSS afasta servidores após denúncia de terem agilizado aposentadoria de Dilma

O secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário (MDSA), Alberto Beltrame, determinou à presidência do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), autarquia vinculada à pasta, a abertura de sindicância e procedimento administrativo disciplinar para apurar responsabilidades de servidores e outros eventuais envolvidos na concessão de aposentadoria à ex-presidente Dilma Rousseff, no começo de setembro, logo após o impeachment.

A medida é uma resposta à reportagem da revista Época que diz que “Dilma furou a fila para se aposentar”.

Em nota divulgada nesse sábado (1º), o ministério informou que os servidores mencionados serão afastados dos cargos para que não possam interferir das investigações e que solicitou o acompanhamento dos órgãos de controle para a verificação dos fatos mencionados pela reportagem e também eventual ilegalidade nas alterações cadastrais constatadas.

Em nota, a assessoria de Dilma informou que não houve qualquer tipo de concessão ou tratamento privilegiado à ex-presidenta, que todas as alterações feitas no cadastro tiveram como objetivo comprovar os vínculos empregatícios de Dilma ao longo dos últimos 40 anos como funcionária pública e que auditoria do INSS poderá constatar que não houve quaisquer irregularidades.

“A regra para aposentadoria exige no mínimo 85 pontos para ser concedida à mulher, na soma da idade mais tempo de contribuição. Dilma Rousseff atingiu 108 pontos, pelo fato de ter contribuído por 40 anos como servidora pública e chegado aos 68 anos de idade”, diz a nota.

(Agência Brasil)

Dilma reforçará campanha de Luizianne Lins, em caso de segundo turno, diz colunista

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A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) será a atração da candidatura Luizianne Lins (PT), caso a candidata petista consiga ir para o segundo turno. A informação é do colunista Alan Neto, no O POVO deste domingo (25).

A vinda da ex-presidente seria uma continuidade de um dos pilares da campanha de Luizianne, que é o de denunciar um “golpe” no impeachment de Dilma.

Na quarta-feira (21), o ex-presidente Lula esteve em Fortaleza, quando pediu votos para Luizianne em ato político na Praça do Ferreira. A imprensa sulista, no entanto, avalia neste domingo (25), após a divulgação da pesquisa O POVO/Datafolha, que Lula não teria ajudado Luizianne a crescer na preferência do eleitorado.

Termina nesta quinta-feira prazo para Dilma apresentar defesa de contas de 2015 ao TCU

A ex-presidente Dilma Rousseff tem até amanhã (8) para apresentar ao Tribunal de Contas da União (TCU) sua defesa sobre os questionamentos a respeito das contas do governo de 2015. Cassada pelo Senado no dia 31 de agosto, Dilma deixou ontem (6) o Palácio da Alvorada e mudou-se para Porto Alegre (RS).

No dia 23 de agosto, a pedido da defesa da petista, o TCU aprovou uma nova prorrogação de 15 dias do prazo para apresentação das alegações da ex-presidente. Na ocasião, o tribunal informou que não haverá nova prorrogação.

Em junho, os ministros aprovaram, por unanimidade, o relatório do ministro José Múcio sobre as contas de 2015, que aponta a repetição de irregularidades constatadas nas contas de 2014, como as operações de crédito com bancos públicos. Ao todo, foram apresentados 19 questionamentos pelo TCU e mais cinco pelo Ministério Público.

No ano passado, o TCU recomendou a rejeição das contas de Dilma de 2014, principalmente por causa da constatação de atrasos no repasse de recursos para a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, referentes a despesas com programas sociais do governo, o que configuraria operação de crédito.

Outro item apontado foram os decretos envolvendo créditos suplementares assinados pela presidenta sem autorização do Congresso Nacional. Esses dois pontos foram a base para a abertura do processo de impeachment de Dilma Rousseff.

(Agência Brasil)

A anatomia do método

Da Coluna Fábio Campos, no O POVO deste domingo (4):

O que foi derrotado com o impeachment de Dilma Rousseff foi um método que compõe o DNA e o imaginário da esquerda. No caso, o partido, e não as instituições, como a instância máxima da sociedade. Sendo assim, os outros partidos políticos, o Congresso, o Judiciário e, por fim, a imprensa são as estruturas próprias da democracia que precisam se tornar subalternas a esse comando do partido príncipe. Foi exatamente essa caminhada que levou à derrocada hoje verificada.

Esquemas como o “mensalão” e o “petrolão” são mecanismos que nasceram para dar conta dos objetivos do método. Tais escândalos não são apenas comportamentos deletérios com motivações corruptas. São frutos do profundo desprezo pelo Poder Legislativo. Mais ou menos assim: vamos dar o que a turba (partidos e políticos rastaqueras) quer. Dinheiro. O resto desmoraliza-se por si só. De quebra, é claro, umas riquezas rápidas aqui e acolá.

A coisa toda ia muito bem. Nos doze anos dos três primeiros mandatos, a oposição congressual foi quase dizimada. O DEM caminhava célere para o nanismo. O PSDB, um partido que não sabe e nem consegue fazer oposição, murchava a olhos nus. A multiplicação de partidos era outra face desse método. Chegou-se assim a um ponto nunca visto onde a oposição não conseguia nem 15% dos votos na Câmara dos Deputados.

O problema se deu quando o método caminhou para engolir o PMDB. As velhas raposas eram velhas e raposas demais para se deixarem digerir por um método que, no fundo, pretendia a sua extinção. A reação veio primeiro com a veemente recusa do PMDB em aprovar mecanismos que levassem ao controle da imprensa. Depois, com a manobra para impedir que o método nomeasse mais ministros do Supremo.

Paralelo a tudo, deu-se a ascensão de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) como presidente da Câmara dos Deputados. Um sujeito de poucos escrúpulos, com sede de poder, com aversão à esquerda e que conhecia o método por dentro. Até por que era um sócio capitalista das empreitadas na Petrobras e outros patrimônios públicos.

A partir disso, das escabrosas descobertas da Lava Jato, do desastre na economia com a maior recessão de nossa história e da destruição das contas públicas, tudo começou a desandar em impressionante velocidade. Deu no que deu. Diante de tudo, o que mais se espera é uma boa e saudável autocrítica e que a gloriosa e necessária esquerda se reposicione no mercado político como avalista das instituições democráticas, da Constituição e não de si mesma com um meio e um fim.

Camilo presta solidariedade a Dilma, mas evita críticas a Temer

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Da Coluna Vertical, no O POVO desta quinta-feira (1º):

O governador Camilo Santana (PT) prestou solidariedade a Dilma Rousseff, afastada da presidência após julgamento de processo de impeachment no Senado. Ele conversou com ela por telefone demoradamente. Camilo manteve-se afastado desse furacão que se abateu não apenas contra o governo dilmista, mas contra o PT.

Como é chefe do Executivo estadual, acabou evitando críticas duras ou confrontar o Planalto, até porque terá que conviver com um novo flanco de poder chamado PMDB. Um poder que, no Ceará, é representado por seu maior rival político, no caso o senador Eunício Oliveira. Eunício já mostrou seus trunfos. Detém o controle do BNB e diretorias no Dnocs. Mas quer bem mais: o governo em 2018.

Executiva do PT avalia impeachment nesta quinta-feira em Brasília

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O presidente do PT no Ceará, Francisco de Assis Diniz, participa nesta quinta-feira e sexta-feira, em Brasília,, da reunião da Executiva Nacional do partido, que irá avaliar consequências do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, como ainda a manutenção de seus direitos políticos.

Para o dirigente petista, o clima de indignação da população ainda deverá tomar às ruas no país.

“O que nós podemos afirmar é que foi um golpe! Um golpe parlamentar. Primeiro pela disposição de uma estadista que vai ao Congresso, de cara limpa, e responde, humildemente, a todos os senadores com as suas inquietações. Segundo, o que está em curso no Brasil, quando a (ex-) presidente falou das três principais questões que envolvem o povo brasileiro, seja, por exemplo, o pré-sal, quando apenas o campo de Libra foi habilitado para fazer a partilha, as empresas tiveram que entrar com uma contrapartida de 20 bilhões (de reais)”, acentuou DeAssis.

“E nós estamos apenas falando do campo de Libra. O pré-sal é oito vezes maior do que isso, então essa riqueza que pode e deve ser usada, hoje é uma ameaça concreta”, observou o petista.

“A segunda questão é a capacidade do Estado. O Estado, se aprovado no Congresso Nacional a perspectiva de contingenciar e segurar por 20 anos os investimentos, nós vamos ter um prejuízo considerável. E a terceira questão é a dos direitos trabalhistas, por isso é uma ameaça à classe trabalhadora, não é um golpe contra o PT, contra a Dilma, mas, sim, contra o povo brasileiro”, completou.

Francisco DeAssis negou que a manutenção dos direitos políticos de Dilma seria um acordo que também salvaria o ex-presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Líder do PSDB prevê placar de 59 a 21 pelo impeachment

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Para o líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB), a presidente afastada Dilma Rousseff deverá perder o mandato nesta quarta-feira (31), por 59 votos a 21. Para o senador tucano, a presença da presidente no Plenário, na segunda-feira (29), em nada mudou o processo pelo impeachment. “Há seis meses ouvimos os mesmos discursos”, disse.

Segundo Cunha Lima, que é advogado, nenhum réu teve tanto direito à defesa quanto Dilma. Para o tucano, a presidente afastada pode alegar ter sido vítima de uma “injustiça”, mas não de “golpe”.

(com a TV Senado)

Imprensa dos Estados Unidos destaca acusação de golpe feita por Dilma no Senado

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A imprensa norte-americana destacou o discurso feito pela presidente afastada Dilma Rousseff no Senado brasileiro. O The Wall Street Journal informou que Dilma disse, em discurso de 45 minutos, que as acusações que lhe são impostas são na verdade “uma desculpa para permitir um golpe de estado e que seus inimigos querem reverter o resultado eleitoral de 2014″.

Já o jornal The Los Angeles Times destacou que Dilma Rousseff assumiu a própria defesa em processo de impeachment movido contra ela no Senado brasileiro. Em seu pronunciamento, de acordo com a publicação, Dilma acusou as elites do Brasil de ameaçar a democracia no maior país da América Latina.

Já o jornal The New York Times afirmou que a presidente afastada do Brasil proclamou no Senado brasileiro a sua inocência, chamou Michel Temer de “usurpador” e alertou aos senadores que a história julgará duramente os que participaram da sessão como juízes, que derrubaram uma “líder democraticamente eleita, sob falsas acusações”.

Em artigo sobre o discurso de Dilma Rousseff no Senado brasileiro, o jornal The Washington Post afirmou que Dilma Rousseff parecia “estar segurando a raiva durante a sua resposta para o senador José Aníbal, um ex-companheiro de grupo guerrilheiro e agora adversário. O jornal lembrou que os dois faziam parte do grupo de resistência armada durante a ditadura no Brasil. Por causa de sua longa amizade, Aníbal disse que apoiou Rousseff na presidência até por volta de 2012. Mas sua má gestão do setor da energia, disse ele, o fez retirar o apoio.

De acordo com a publicação, Dilma Rousseff, com dois punhos fechados, respondeu: “Lamento que eu tenha feito o senhor se sentir dessa forma, senador”.

(Agência Brasil)

Aécio diz que Dilma mentiu na campanha, que se defende ao apontar “boicote político”

foto dilma e aécio impeachment

Um dos questionamentos mais aguardados no depoimento da presidente afastada Dilma Rousseff, nessa segunda-feira (29), no Senado, foi o do senador Aécio Neves (PSDB-MG), derrotado na última eleição ao Palácio do Planalto.

“Não é desonra alguma perder as eleições, sobretudo quando se defende ideias e se cumpre a lei. Eu não diria o mesmo de quando se vence as eleições faltando com a verdade e cometendo ilegalidades”, disse Aécio, ao acusar Dilma de mentir sobre a situação econômica do país durante o período de campanha.

A presidente afastada alegou que foi vítima de um quadro instável na economia mundial, além de sofrer “boicotes” políticos por parte do então presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

“Não houve aprovação de nenhuma medida, de fevereiro até dois dias da minha saída. Se isso não é um dos maiores boicotes que se trem notícia na história do Brasil, eu não sei o que é”, apontou Dilma.

(com a Agência Senado)

Em fala final, Dilma pede que senadores votem com consciência

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Em sua última fala durante a sabatina do processo do impeachment no Senado, a presidente afastada Dilma Rousseff pediu para que os senadores votem com “consciência”. Dilma voltou a afirmar que não cometeu crime de responsabilidade e que, caso venha a perder o cargo, o país terá uma ferida “difícil de ser curada”. A sessão, encerrada um pouco antes da meia-noite, será retomada nesta terça-feira (30), a partir das 10 horas.

“Não é possível supor que quando se faz exceções e se tira um presidente eleito, sem crime de responsabilidade, este ferimento será muito difícil de ser curado. Por isso eu peço aos senhores e senhoras senadores que tenham consciência na hora de avaliar esse processo”, disse.

Dilma respondeu a perguntas da acusação e voltou a afirmar que não cometeu crime de responsabilidade e que a edição dos decretos não comprometeu a meta fiscal. Ela disse ainda que os repasses do Plano Safra não configuraram empréstimos, o que é vedado pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

Dilma chamou de “usurpador” o governo do presidente em exercício Michel Temer e afirmou que, caso ele se torne definitivo, será fruto de uma “eleição indireta”.

No encerramento, a presidente afastada pediu votos aos senadores. “Não aceitem um golpe que, em vez de solucionar, agravará a crise brasileira. Peço que façam justiça a uma presidente honesta que jamais cometeu qualquer ato ilegal na vida pessoal ou nas funções públicas que exerceu”.

Nesta terça-feira, estão previstos os debates envolvendo a acusação e a defesa, que poderão fazer uso da palavra por uma hora e meia cada. Ainda poderá haver réplica e tréplica de uma hora para cada parte. Na sequência, ocorrerá a votação.

Há a possibilidade que o desfecho do impeachment possa entrar pela madrugada desta quarta-feira (31), com a votação final dos 81 senadores para condenar ou absolver Dilma. Para a saída definitiva, são necessários os votos de, no mínimo, 54 senadores.

(Agência Brasil)

Tasso contesta argumento de que crise internacional prejudicou o Brasil

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O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) criticou na noite desta segunda-feira (29) o argumento usado pela presidente afastada Dilma Rousseff de que a crise econômica do país foi um reflexo da crise internacional. Como comparação, o senador afirmou que, em 2014, o Brasil teve crescimento zero e a média mundial foi de 3,4%.

— Não há qualquer correlação entre a crise internacional e nossa tragédia econômica — disse Tasso.

A presidente acusou o Congresso Nacional de não ter sensibilidade para aprovar medidas necessárias para ajudar o país a sair da crise. Muitos parlamentares, alegou a presidente, mudaram radicalmente de posição com relação ao governo interino. Para ela, foi uma política de “quanto pior melhor” por parte dos oposicionistas ao seu governo.

O senador questionou a presidente Dilma Rousseff sobre os atrasos no pagamento da equalização dos juros do Plano Safra, que ficaram conhecidos como “pedaladas fiscais”. A pergunta feita pelo senador foi sobre o fato de o pagamento aos bancos particulares não ter atrasado como ocorreu com o Banco do Brasil.

Sobre o Plano Safra, Dilma Rousseff disse que o Banco do Brasil é o grande financiador do programa e que dois bancos cooperativos têm uma parcela muito pequena do financiamento.

(Agência Senado)

Cabo Sabino diz que impeachment de Dilma “não tem mais o que se duvidar”

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Para o deputado federal Cabo Sabino (PR), a ida da presidente afastada Dilma Rousseff, nesta segunda-feira (29), ao Senado, não deverá evitar o impeachment.

“Não tem mais o que se duvidar”, disse o parlamentar, nesta segunda-feira o parlamentar de um partido que também tem membros seus envolvidos na Operação Lava Jato.

Ele afirma não haver defesa para o crime de responsabilidade cometida por Dilma no item das pedaladas fiscais.