Blog do Eliomar

Categorias para Drogas

Preso em Fortaleza um dos maiores traficantes do País

Euder de Souza Bonethe, 34 anos, considerado um dos maiores traficantes de drogas do Brasil, com atuação internacional, foi preso em Fortaleza no começo de fevereiro, em operação da Polícia Civil que investiga clonagem de carros. Euder, que tem dois mandados de prisão abertos em Rondônia e São Paulo, foi capturado pela Polícia enquanto ele fazia uma refeição no Cais do Porto da Praia do Futuro, no bairro Vicente Pizón, no dia 6 de fevereiro.

Um dos alvos da Operação Semilla, de 2012, da Polícia Federal, o traficante foi descoberto em Fortaleza por intuição da Polícia Civil. Conforme conta o delegado Diego Barreto, titular da Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos Automotivos (DRFVC), durante investigação de carros clonados em Fortaleza, a Polícia se deparou com um comprador que interlocutores afirmavam que “não podia aparecer” para negociações, porque tinha mandado em aberto. “Isso aí despertou nossa curiosidade. Ele nunca estava presente em negociações, nunca apareceu”, diz o delegado.

A partir disso, informações foram trocadas com autoridades de outros estados, e se chegou à identificação do “Primo”, como é conhecido Euder.

“Extremamente perigoso”, o delegado Diego Barreto esclarece que, no Estado, é o “Primo” que abastece a cocaína das facções. “Chegou a um grau tão grande de criminalidade que, pra ele, facção não interessa. Ele é maior do que as facções. Ele comercializa para facção A, B ou C, não importa.”

A tese é de que Euder utilizava os carros clonados para transportar drogas das fronteiras de Rondônia para Fortaleza, “ponto estratégico” para envio de mercadorias à Europa e África, mercados do traficante. Em outubro de 2017, a Operação Fortress da Polícia Federal apreendeu R$ 5 milhões em carros de luxo em Porto Velho, capital de Rondônia, e 600 quilos de cocaína.

Não está comprovado ainda, contudo, se o “Primo” tem residência em Fortaleza ou não. Segundo o delegado, há desconfiança de que o traficante de naturalidade amazonense, que afirma morar no Piauí, tenha casa e base no Ceará. “Há uma residência na Praia do Futuro, mas ele aponta que a mãe vivia lá. Porém, verificamos que não há nenhum parente morando no local.”

Por ser um criminoso de alto risco, Euder foi transferido, antes do Carnaval, para a Delegacia de Capturas (Decap) por “questões de segurança” e deve ser transferido, nos próximos dias, para Rondônia ou São Paulo, estados nos quais têm mandados em abertos contra o traficante.

(O POVO Online)

Portugal e Espanha desarticulam quadrilha que traficava cocaína em abacaxis

Em operação policial conjunta, a Polícia Judiciária portuguesa, por meio da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes (entorpecentes), e o Corpo Nacional de Polícia  da Espanha apreenderam esta semana aproximadamente 745 quilos de cocaína escondidos no interior de abacaxis, que eram transportados em contêineres da América Latina para a Europa.

A droga era embalada em cilindros, revestidos por uma espécie de cera e escondidos no interior das frutas.

Além da droga, a polícia apreendeu cerca de 400 mil euros em dinheiro e dez automóveis utilizados pela quadrilha. Nove homens, de várias nacionalidades (ainda não divulgadas), foram identificados e presos. A operação desmantelou ainda um laboratório clandestino utilizado para a adulteração e o corte da cocaína.

A investigação começou em abril do ano passado e contou com a colaboração da Autoridade Tributária e Aduaneira de Portugal.Segundo a Polícia Judiciária portuguesa, a operação conjunta, denominada Japy, prossegue em Portugal e na Espanha com a colaboração das autoridades de outros países.

(Agência Brasil)

Ministra diz que Uruguai nunca terá “turismo da maconha”

A ministra de Turismo do Uruguai, Liliam Kechichian, afirmou neste domingo (7) que sua pasta nunca verá como “ferramenta ou elemento para atrair pessoas” o fato de o país ter legalizado a produção e venda de maconha para o uso recreativo.

“Definitivamente, não. Nunca verei como uma ferramenta ou elemento para atrair pessoas ao Uruguai”, disse Liliam em uma entrevista publicada hoje pelo jornal “El País”.

Neste sentido, a ministra descartou a possibilidade de o país explorar essa característica da mesma forma que Amsterdã, onde o turismo canábico está consolidado há tempo.

“O discurso do governo foi firme: o Uruguai não terá turismo canábico nunca”, afirmou a integrante do Executivo do presidente Tabaré Vázquez.

Segundo Liliam, a legalização da produção e comercialização de maconha no país – que foi aprovada em dezembro de 2013, no governo de José Mujica (2010-2015) – é uma proposta que “tem a ver com uma luta contra o tráfico”, e não com outros aspectos.

“Nós pretendemos combater o uso das drogas e não que seja um elemento de promoção de nenhuma coisa”, acrescentou.

Perguntada sobre o fato de muitos visitantes estrangeiros pesquisarem sobre como ter acesso à substância, a ministra apontou que o “decreto é bem claro” e que não foi complicado para o seu Ministério fazer os turistas entenderem que não podem comprar maconha legalmente no país, onde a produção e venda só é possível para cidadãos uruguaios.

“Quando se sintetiza uma medida forte, como procurar um caminho alternativo para o combate ao tráfico de drogas, o estrangeiro acredita que podemos chegar a ser um país canábico. Ou que se pode fazer turismo canábico”, expressou Liliam.

(Agência Brasil)

Califórnia começa a vender legalmente maconha para uso recreativo

A Califórnia lançou nessa segunda-feira (1º) o maior mercado de maconha recreativa regulamentado do mundo, com dezenas de lojas recém-licenciadas em todo o estado norte-americano atendendo usuários que procuram a droga por seus efeitos psicoativos.

A Califórnia será o sexto estado dos Estados Unidos e, de longe, o mais populoso, a se aventurar para além do uso da maconha medicinal legalizada e permitir a venda de produtos de cannabis de todos os tipos a clientes com pelo menos 21 anos de idade.

Colorado, Washington, Oregon, Alasca e Nevada foram os primeiros a introduzir as vendas de maconha para uso recreativo de forma regulada, licenciada e tributada pelo Estado. Massachusetts e Maine devem seguir no mesmo rumo em 2018.

Com a Califórnia e seus 39,5 milhões de habitantes se juntando oficialmente ao pacote, mais de um em cada cinco norte-americanos agora vivem em Estados onde a maconha recreativa é legal para compra, embora a maconha continue sendo classificada como um narcótico ilegal sob a lei dos Estados Unidos.

O mercado de maconha na Califórnia, o sexto maior do mundo, é avaliado pela maioria dos especialistas em vários bilhões de dólares por ano e espera gerar pelo menos US$ 1 bilhão por ano em receitas tributárias.

“A adesão da Califórnia ao mercado (recreativo) regulado de cannabis é um grande negócio”, disse Heather Azzi, advogada sênior do Projeto de Política de Marijuana, um grupo de defesa da legalização da maconha.

O Uruguai tornou-se o primeiro e único país a legalizar a venda da maconha para uso recreativo nacionalmente, a partir de julho de 2017, mas é muito menor que a Califórnia com uma população de apenas 3,4 milhões de habitantes.

A maioria das jurisdições da Califórnia ainda vai ter que esperar para lançar as vendas recreativas de cannabis neste ano novo.

Muitas cidades, incluindo Los Angeles e San Francisco, não estarão prontas a tempo devido à burocracia adicional exigida pelos governos municipais para que revendedores potenciais obtenham as licenças estaduais.

De acordo com o guia de estabelecimentos autorizados GreenState, publicado pelo San Francisco Chronicle, cerca de quase 50 lojas em toda a Califórnia já estão prontas. Ao longo do ano, espera-se a abertura de centenas de outros estabelecimentos no Estado.

(Agência Brasil)

O dia em que o governo americano drogou seu povo

Em artigo no O POVO deste domingo (31), o advogado e professor universitário Marcelo Uchôa avalia o fracasso norte-americano no combate às drogas. Confira:

Assim como em partida de futebol, todos creem possuir opiniões infalíveis sobre o tema das drogas. Sem titubear, indicam-se vilões e mocinhos num jogo complexo que mata crescentemente, a cada ano, centenas de milhares de pessoas no mundo. Contudo, criminalizar ou descriminalizar o uso de substâncias; liberar e regulamentar produção, comércio e consumo; lidar com o fenômeno como questão de segurança, saúde ou relegando-o à esfera da individualidade, reconhecido o caráter cultural-recreativo, religioso, medicinal, de certas drogas, são conjecturas que somente serão adequadamente realizadas se bem compreendidas as circunstâncias que levam ao trânsito quase desimpedido das substâncias no meio. O documentário Freeway Crack in The System”, de Marc Levin, disponível na Netflix, ajuda a reflexão.

O filme aborda a geopolítica das drogas através dos relatos de Freeway Rick Ross, lendário traficante das décadas de 1980 e 1990, que, antes de cumprir 20 anos de prisão em regime fechado, dominou o controle da distribuição de cocaína e crack em quase todos os EUA, a partir das comunidades afro-americanas dos arredores de Los Angeles.

O documentário reúne ex-traficantes, antigos integrantes da DEA (sessão antidrogas estadunidense), parlamentares dos EUA que endossaram, mas hoje condenam, o endurecimento das leis, somando, ainda, contribuições do jornalista Gary Webb, vencedor do Prêmio Pulitzer de 1990, “suicidado” na esteira das denúncias, ora reavivadas, sobre as relações clandestinas do governo Reagan com xiitas iranianos, milícias anti-sandinistas e traficantes latino-americanos. Em síntese, a trama consistia em articulação engendrada em finais da Guerra Fria para impedir o avanço iraquiano no Oriente Médio e revoluções socialistas na América Central. Via Israel, às escondidas dos órgãos internacionais de segurança e do congresso dos EUA, armas eram levadas ao Golfo Pérsico e vultosos financiamentos retornavam de lá direcionados a organizações contrarrevolucionárias. Aportes expressivos também eram efetivados por cartéis colombianos de cocaína, que recebiam, em troca, permissão do governo dos EUA para desovar ali a produção.

Paralelamente à crítica às relações promíscuas do governo estadunidense com o narcotráfico, o documentário expõe as incoerências da já comprovadamente fracassada “política de guerra às drogas”. Revela como são estabelecidas as ligações entre consumidores e distribuidores primários e poderosas facções armadas, questionando sobre os efeitos práticos da tática institucional de combater o terror com mais terror. Condena a criminalização e o encarceramento em massa da população negra, chamando a atenção para o gravíssimo problema da estigmatização de um público que, no momento inicial do drama, era compreendido como injustiçado histórico, carente de direitos civis, em pleno processo tendencial de empoderamento político, e que, doravante, passou a ser generalizadamente identificado como de periculosidade social. No fim, a certeza de que elaborar conceitos sobre drogas a partir de premissas equivocadas, ignorando interesses geopolíticos, cifras bilionárias e disputas de poder, reduzindo a dimensão do problema ao crivo médio cotidiano, é o que o “status quo” mais quer para continuar soberano sobre o comércio e o aproveitamento econômico da adjacente rede de violência.

Tráfico de drogas – PF prende mexicano em praia do Ceará

A Polícia Federal prendeu nesta quarta-feira (27), em São Gonçalo do Amarante, na Região Metropolitana de Fortaleza, um mexicano de 42 anos, em cumprimento a Mandado de Prisão Preventiva para fins de extradição, expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O preso estava com a família em um resort e não resistiu à prisão.

A extradição foi requerida pelo governo dos EUA, onde o preso é acusado de ter praticado o crime de tráfico de drogas nesse país e no México, além de integrar o cartel de Jalisco Nueva Generación (CJNG) no México. Ele utilizava os pseudônimos de “Chepa”, “Cameraon” e “Santy”.

O preso entrou no Brasil como turista vindo da Bolívia, onde residia há dois anos desde que fugiu do México. Ele entrou com passaporte boliviano e estava em uma casa alugada na praia da Taíba, no litoral cearense.

Após os procedimentos de praxe, foi encaminhado à Superintendência Regional da Polícia Federal no Ceará, onde ficará à disposição do STF.

(PF-CE / Foto: Arquivo)

O dia em que o governo americano drogou seu povo

Com o título “O dia em que o governo americano drogou seu povo”, eis artigo de Marcelo Uchôa, advogado, professor universitário e ex-secretário de Políticas sobre Drogas do Ceará. Eis uma boa reflexão sobre o tráfico internacional e suas complexas relações geopolíticas. Confira:

Assim como em partida de futebol, todos creem possuir opiniões infalíveis sobre o tema das drogas. Sem titubear, indicam-se vilões e mocinhos num jogo complexo que mata crescentemente, a cada ano, centenas de milhares de pessoas no mundo. Contudo, criminalizar ou descriminalizar o uso de substâncias; liberar e regulamentar produção, comércio e consumo; lidar com o fenômeno como questão de segurança, saúde ou relegando-o à esfera da individualidade, reconhecido o caráter cultural-recreativo, religioso, medicinal, de certas drogas, são conjecturas que somente serão adequadamente realizadas, se bem compreendidas as circunstâncias que levam ao trânsito quase desimpedido dessas substâncias no meio. O documentário “Freeway Crack in The System”, de Marc Levin, disponível na Netflix, ajuda nesta reflexão.

O filme aborda a geopolítica das drogas através dos relatos de Freeway Rick Ross, lendário traficante das décadas de 80 e 90, que, antes de cumprir 20 anos de prisão em regime fechado, dominou o controle da distribuição de cocaína e crack em quase todos os EUA, a partir das comunidades afro-americanas dos arredores de Los Angeles.

O documentário reúne ex-traficantes, antigos integrantes da DEA (sessão antidroga do Departamento de Justiça estadunidense), parlamentares dos EUA que endossaram, mas hoje condenam, o endurecimento das leis de drogas, somando, ainda, contribuições do jornalista investigativo Gary Webb, vencedor do Prêmio Pulitzer de 1990, “suicidado” na esteira das denúncias ora reavivadas, sobre as relações clandestinas do governo Ronald Reagan com xiitas iranianos, milícias anti-sandinistas e traficantes latino-americanos, no escândalo que ficou conhecido como Irã-Contras. Em síntese, a trama consistia em articulação engendrada em finais da guerra fria para impedir o avanço iraquiano no Oriente Médio e revoluções socialistas na América Central. Via Israel, às escondidas dos órgãos internacionais de segurança e do Congresso dos EUA, armas norte-americanas eram levadas ao golfo pérsico e vultosos financiamentos retornavam de lá direcionados a organizações contrarrevolucionárias. Aportes expressivos também eram efetivados por cartéis colombianos de cocaína, que recebiam, em troca, permissão do governo dos EUA para desovar ali a produção.

Paralelamente à crítica às relações promíscuas do governo estadunidense com o narcotráfico, o documentário expõe as incoerências da já comprovadamente fracassada “política de guerra às drogas”. Revela como são estabelecidas as ligações entre consumidores e distribuidores primários e poderosas facções armadas, questionando sobre os efeitos práticos da tática institucional de combater o terror com mais terror. Condena a criminalização e o encarceramento em massa da população negra, chamando a atenção para o gravíssimo problema da estigmatização de um público que, no momento inicial do drama, era compreendido como injustiçado histórico, carente de direitos civis, em pleno processo tendencial de empoderamento político, e que, doravante, passou a ser generalizadamente identificado como de periculosidade social. No fim, a certeza de que elaborar conceitos sobre drogas a partir de premissas equivocadas, ignorando interesses geopolíticos, cifras bilionárias e disputas de poder, reduzindo a dimensão do problema ao crivo médio cotidiano, é o que o “status quo” mais quer para continuar soberano sobre o comércio e o aproveitamento econômico da adjacente rede de violência.

*Marcelo Uchôa

Professor Doutor de Direito/UNIFOR

Pesquisador na área de drogas

Ex-Secretário de Políticas sobre Drogas/Ceará.

PF prende homem com 5,2 quilos de skank no aeroporto de Fortaleza

A Polícia Federal prendeu nesse fim de semana, no Aeroporto Internacional Pinto Martins, um homem de 32 anos, natural de São Borja/RS, com 5,2 kg de skank (maconha), quando tentava embarcar em um voo com destino a Lisboa.

Em fiscalização de rotina, durante inspeção de bagagens por Raio X, policiais federais identificaram três volumes retangulares envoltos em fita adesiva, escondidos num fundo falso da bagagem do passageiro.

O preso foi conduzido à sede da Superintendência Regional da Polícia Federal no Ceará, onde ficará à disposição da Justiça e responderá pelo crime de tráfico internacional de drogas.

(Polícia Federal do Ceará)

Rodrigo Maia quer discutir em fevereiro novo projeto contra tráfico de drogas e de armas

Ao participar hoje (1º) de debate sobre segurança pública, na Câmara de Comércio Americana, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, informou que, em fevereiro do ano que vem, pretende colocar em pauta o texto que propõe mudanças na legislação dos crimes de tráfico de drogas e de armas. Ele lembrou que o tema já foi discutido com 19 secretários estaduais de Segurança Pública e é tratado por uma comissão de juristas coordenada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

“É claro que a política de segurança não será resolvida apenas pela mudança das leis ou da Constituição. Essa modernização das leis, essa mudança que devemos discutir na Constituição – para que fique clara a responsabilidade da União na política de segurança pública – ajuda muito e todos nós na Câmara temos essa responsabilidade”, disse.

Investimento

Ele disse também que o principal problema da segurança pública no país é a falta de financiamento e argumentou que a reforma da Previdência, por exemplo, é necessária para controlar os gastos públicos e permitir investimentos no setor.

“Qual é o principal problema de segurança? Entre outros, é como financiar a segurança pública. Se você não organizar o lado da despesa, não tem como conseguir dinheiro para a segurança pública, ou conseguir mais dinheiro para a educação infantil.”

O deputado disse ser “realista” e afirmou que a proposta de reforma da Previdência ainda está “muito distante” dos 308 votos necessários para a sua aprovação e que vai continuar defendendo a votação, mesmo se for necessário realizá-la em ano eleitoral.

“Não consigo entender como alguém vai para a eleição, promete alguma coisa para as pessoas que precisam do Estado brasileiro, de uma educação de melhor qualidade, de uma saúde de melhor qualidade, sem discutir a Previdência. Quem vai para a eleição querendo prometer isso para as pessoas que precisam, sem discutir o Estado brasileiro, no meu ponto de vista, está mentindo e mentindo muito”.

Erro

Após participar do evento, no qual também estava o secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, Roberto Sá, Maia disse que “talvez tenha sido um erro” pedir a exoneração do secretário na época dos confrontos constantes na favela da Rocinha, em setembro.

“Não cabe a mim discutir nomeação ou exoneração. Talvez tenha sido um erro meu, por ser morador do Rio de Janeiro, morador de São Conrado, por sempre ter convivido com uma relação maravilhosa com os moradores da Rocinha e São Conrado, ver aquela situação de descontrole.”

Ao sair do evento, o secretário Roberto Sá disse que Maia e ele trabalham em sintonia e que conversaram sobre o assunto e se acertaram.

Prefeito anuncia medidas de apoio a dependentes químicos

Fortaleza vai ganhar, nesta terça-feira, a Unidade de Acolhimento Poeta Mário Gomes, que deverá atender dependentes químicos. Anunciou o prefeito Roberto Cláudio (PDT), durante entrevista ao Programa Paulo Oliveira, da Rádio Verdes Mares AM. Na mesma ocasião, o prefeito informou que vai abrir, ainda neste ano, outras três unidades de acolhimento a dependentes de álcool, drogas e outras substâncias.

O prefeito também destacou o lançamento do Plano Municipal de Saúde Mental, que será lançado na próxima semana, durante o Seminário de Planejamento da Saúde de Fortaleza. Nesse evento, ele reunirá especialistas para debater ações inovadoras na área.

“Hoje, a cidade já investe cerca de 28% do seu orçamento em Saúde, praticamente o dobro do que determina a Constituição Federal, e isso nos impõe a necessidade de pensar projetos e ações que combinem inovação na forma de fazer saúde pública”, disse o prefeito durante a entrevista.

Roberto Cláudio confirmou a inauguração da Nova José Avelino, na próxima sexta-feira, e uma reunião que terá nesta quarta-feira (4), em São Paulo, ao lado do governador Camilo Santana, para tratar dos voos da Air France/KLM de Paris e Amsterdan para Fortaleza, quando serão recebidos por diretores das duas companhias, em São Paulo.

(Foto – Divulgação)

Jovens de favelas lançam movimento e cartilha sobre política de drogas

Grupo de jovens moradores de favelas do Rio de Janeiro e de outras comunidades pobres do país lança na noite deste sábado (2), no Centro de Artes da Maré, zona norte da capital fluminense, o Movimentos: Drogas, Juventude e Favela. O objetivo, segundo Jefferson Barbosa, morador da cidade de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e integrante do grupo, é “começar a pensar a questão das drogas a partir de quem é mais impactado diretamente com a atual política de drogas no país”.

Durante o ato, será lançada também uma cartilha sobre política de drogas, elaborada pelos próprios jovens. O Movimentos vem sendo construído desde o ano passado pelo Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC) da Universidade Cândido Mendes (UCAM).

Jefferson informou que a ideia é escutar a narrativa sobre o que é e o que deve ser a política de drogas, com a propriedade de quem vive e é impactado por essa política e que também é jovem. Disse que a questão não pode ser encarada como tabu, principalmente pelos jovens, que devem abordá-la a partir de sua própria vivência. “É o início de uma tentativa de mudança cultural”.

Ele disse ainda que a temática das drogas não pode ser vista somente sob a perspectiva da segurança pública. “Essa é uma questão forte, aguda, explícita nos nossos territórios, mas não é a única questão”, ressaltou.

Para Jefferson, os jovens de comunidades e periferias precisam também de educação, saúde, saneamento básico e de debater a questão da droga para além da segurança pública, insistiu Barbosa. “Nós acreditamos que a nossa perspectiva tem de ser ouvida”. Ele Deixou claro, porém, que isso não inviabiliza que jovens de outras regiões da cidade sejam também ouvidos sobre o problema das drogas.

O grupo de jovens que participa do “Movimentos”, entende que a guerra às drogas significa escolas fechadas, mudança na rotina, medo de sair de casa, “preocupação com o nosso bem-estar e o da nossa família”.

Coordenadora do CESeC, onde desenvolve há quatro anos um projeto na área de política das drogas, a socióloga Julita Lemgruber informou à Agência Brasil que em 2016 resolveu trabalhar esse tema com lideranças e ativistas jovens de comunidades. “Foram esses jovens que criaram uma nova forma de falar sobre política de drogas dentro da favela. No vídeo produzido para o lançamento, o grupo deixa claro que não foram os jovens das favelas que decidiram quais drogas seriam legais ou ilegais, ressaltou Julita.

(Agência Brasil)

PF apreende no aeroporto de Fortaleza homem com 3,4 kg de ecstasy

A Polícia Federal prendeu em flagrante, nessa noite de domingo, no Aeroporto Internacional Pinto Martins, de Fortaleza, um homem (24), natural de Florianópolis, que portava 3,4 kg de ecstasy. Ele vinha de Amsterdã, na Holanda.

Agentes da PF realizaram vistoria em sua bagagem e encontraram a droga acondicionada em fundo falso, informa a assessoria de imprensa da Corporação.

O preso encontra-se na sede da Superintendência Regional da Polícia Federal no Ceará, onde ficará à disposição da Justiça. Vai responder pelo crime de tráfico internacional de drogas.

(Foto – PF/CE)

Filhos de poderosos são usuários de drogas e sustentam o tráfico

Da Coluna Bric à Brac, no O POVO deste domingo (30), pela jornalista Inês Aparecida:

Impossível se falar em combate ao tráfico de drogas num País, quando o filho de uma desembargadora é liberado para “tratamento de saúde”, depois de ser flagrado com drogas e armas.

Totalmente inócuo criar politicas públicas de combate ao tráfico de drogas quando se sabe que desembargadores recebem dinheiro para liberar traficantes.

Impossivel se falar em combate às drogas quando os filhos dos poderosos são os usuários e alimentam os traficantes comprando suas mercadorias. Não passa de discurso vazio se falar em combater traficantes quando a Polícia (há exceções, claro) é conivente com eles.

Portanto, continuaremos a conviver com a violência gerada pela guerra dos grupos que comandam o crime. Só isso.

Expocrato 2017 terá ação preventiva contra drogas

A Secretaria Especial de Políticas sobre Drogas (SPD) vai reforçar o trabalho de divulgação de suas atividades no interior do Estado. Dentro desse  objetivo, participará da Exposição Agropecuária do Crato, a popular Expocrato, que começa no próximo domingo e se estenderá até o dia 16, no Parque de Exposições Pedro Felício Cavalcante.

Durante o evento, a SPD contará com estande no parque de exposições e com agentes que vão distribuir material informativo da pasta. Além disso, profissionais da secretaria prestarão informações e orientações sobre a prevenção às drogas e realizarão encaminhamentos para a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) no Cariri, quando necessário.

A SPD está na Região do Cariri presente nos municípios de Juazeiro do Norte, Crato e Barbalha, desenvolvendo os programas federais de prevenção às drogas Jogo Elos e Famílias Fortes e o programa estadual Juventude em Ação.

Relatório da ONU – Cerca de 5% da população mundial consumiu algum tipo de droga em 2015

Um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), divulgado nesta quinta-feira (21), aponta que 5% da população mundial consumiu algum tipo de droga em 2015, o que se traduz em aproximadamente 250 milhões de pessoas. Desse total, pelo menos 190 mil morreram neste mesmo ano por causas diretas relacionadas com entorpecentes. As informações são da Agência EFE.

O Relatório Mundial sobre Drogas da ONU, divulgado hoje em Viena, mostra especial preocupação pela situação de 29,5 milhões de pessoas que sofrem com transtornos graves pelo consumo de drogas, incluída a toxicodependência, e que são os mais vulneráveis.

Só uma de cada seis pessoas que requer tratamento por estes transtornos recebe assistência, a maioria nos países desenvolvidos, aponta o reporte elaborado pelo Escritório das Nações Unidas contra a Droga e o Delito (UNODC).

O número de consumidores de drogas se mantém estável há cinco anos, mas os responsáveis pelo relatório advertem que o mercado das drogas está se diversificando com o surgimento de novas substâncias mais potentes e perigosas. “Aumentou a situação de risco para a saúde pela diversificação e a potência de novas substâncias”, explicou em uma coletiva de imprensa Angela Me, coordenadora do relatório. A especialista usou como exemplo o fentanil, um analgésico em pó que é até 50 vezes mais potentes que a heroína e que causou numerosas overdoses nos EUA nos últimos anos.

A maconha é a droga mais consumida, com 183 milhões de usuários em 2015, mas os opioides, entre eles a heroína, seguem sendo as substâncias mais nocivas e as que causam mais mortes. “O consumo de opioides está associado ao risco de overdose fatais e não fatais, ao risco de contrair doenças infecciosas (como HIV e hepatite C) devido à prática perigosa de consumo de drogas por injeção”, aponta o relatório.

O diretor da UNODC, Yuri Fedotov, aponta no relatório que “a nível mundial foram registradas pelo menos 190 mil mortes prematuras – na maioria dos casos, evitáveis – provocadas pelas drogas, na maioria  atribuídas ao consumo de opioides.” As estimativas do relatório sobre mortes são muito conservadoras, como reconheceu a própria ONU, se levar em conta que só nos EUA houve 52,4 mil mortes por overdose em 2015.

Cerca de 35 milhões de pessoas consumem opiáceos (substâncias que procedem da papoula, como heroína e morfina) ou opioides (substâncias químicas de efeito análogo, como metadona). Este grupo de drogas, segundo o relatório, “representaram 70% dos impactos negativos para a saúde associada com transtornos por consumo de drogas no mundo todo.”

Em uma situação especialmente arriscada estão as 12 milhões de pessoas que se injetam opioides como a heroína. Delas, “uma de cada oito (1,6 milhões) está vivendo com HIV e mais da metade (6,1 milhões) com hepatite C, enquanto cerca de 1,3 milhão sofrem tanto com hepatite C como com HIV”.

“Geralmente, morre o triplo de pessoas que consumem drogas por causa da hepatite C (222 mil) do que pelo HIV (60 mil)”, explica o repórter. Os consumidores de cocaína chegam a cerca de 17 milhões, os de “ecstasy” são 21,6 milhões, enquanto os de anfetaminas são calculadas em 37. O relatório aponta que há indícios de um maior consumo de cocaína nos EUA e Europa, os dois maiores mercados, e que aumentaram os casos de tratamento por consumo desta droga.

O relatório aponta que as anfetaminas, que são estimulantes sintéticos, são a segunda causa de tratamento, atrás dos opioides, por transtornos causados pelo consumo de drogas. O texto também mostra que as “novas substâncias psicoativas”, das quais até 2015 eram mais de 700 tipos, podem supor riscos para a saúde porque sua composição não costuma estar padronizada e pode conter elementos muito nocivos.

Estas novas substâncias sintéticas imitam os efeitos de certas drogas tradicionais, como a maconha, e ao ser mais baratas costumam ser mais atrativas para alguns consumidores. Além das mortes, o relatório aponta para a perda de “anos de vida sã” pelas mortes prematuras e a incapacidade causada pelo consumo de drogas.

(Agência Brasil)

Polícia Civil realiza a segunda maior apreensão de drogas no Estado

Policiais da Divisão de Combate ao Tráfico de Drogas (DCTD) da Polícia Civil do Ceará realizaram, na madrugada desta terça-feira, a maior apreensão de drogas feita, neste ano, pelo Sistema de Segurança Pública do Estado. A Polícia apreendeu 1,2 tonelada de maconha prensada que estava escondida em uma residência no bairro Jóquei Clube – Área Integrada de Segurança 06 (AIS 06) – de Fortaleza. Um homem foi preso, informa o site da SSPDS.

De acordo com a delegada Patrícia Bezerra, diretora da DCTD, a apreensão é resultado de investigações realizadas pela especializada nos últimos dias. “Essa operação é fruto de algumas semanas de investigação aqui da Divisão, quando conseguimos alcançar um esquema criminoso de envio de drogas do Paraguai ao Ceará, passando por diversos estados, mas com o fim último aqui no nosso Estado, onde essa droga seria distribuída para várias bocas de fumo aqui na capital cearense.” revelou Patrícia.

A droga foi localizada em uma casa na Rua Guarani, no bairro Jóquei Clube. O imóvel foi alugado por Nickson Eliandro de Sousa Silva (20), que já responde por crime de periclitação da vida, e era o responsável pela guarda da droga. Ainda segundo Patrícia Bezerra, o homem seria o responsável pela guarda da droga, além de “correria” (pessoa que distribui os entorpecentes para outros traficantes.

No total, a Polícia apreendeu 1,2 tonelada de maconha prensada além de 35 maços de cigarros. Também foi apreendido um veículo Fox, de cor branca e placas PMN 7939. O homem foi conduzido para a sede da DCTD, onde foi autuado em flagrante por tráfico de drogas.

Segunda maior apreensão

A Polícia segue com as apurações, no sentido de localizar o proprietário da droga, que conforme os apontamentos, trata-se de uma pessoa que reside em outro Estado. “A Polícia Civil do Ceará já está em contato com a Polícia desse Estado para que de maneira conjunta a gente consiga prendê-lo”, afirmou a delegada.

Esta é a segunda maior apreensão de drogas da história da Polícia Civil do Ceará. A primeira grande apreensão, também realizada pela DCTD, ocorreu em novembro de 2014, quando foram apreendidas duas toneladas de maconha. Na ocasião, duas pessoas foram capturadas.

Capitão Wagner cobra instalação da CPI do Narcotráfico

O deputado estadual Capitão Wagner (PR) cobrou, nesta terça-feira, na Assembleia Legislativa, a instalação da CPI do Narcotráfico. Segundo o parlamentar, chacinas como a de Horizonte, registrada nesta semana, são prova de que o Estado perdeu o controle da situação e a violência avançou.

“Houve um aumento de quase 130% de homicídios na nossa capital. São necessárias ações não só do governo do Estado, mas de prefeituras, do Governo Federal, das guardas municipais e das polícias que devem ser sincronizadas para que tenhamos um resultado efetivo. Envergonho-me em ter que registrar que há, na Casa Legislativa, desde fevereiro de 2015, um pedido de uma CPI do Narcotráfico, e todo parlamentar que sobe aqui à tribuna para falar de homicídio diz que a culpa é do tráfico de drogas,” afirmou.

O parlamentar disse ainda que a Casa não abre a CPI, que poderia ser, segundo ele, uma das ferramentas para diminuir a criminalidade no Ceará. “A Assembleia está sendo omissa. Tenho vergonha de falar isso, mas é a realidade”, criticou o deputado, lembrando não ser a primeira vez que sobe à tribuna para cobrar a instalação da CPI.

Capitão Wagner disse que soube pela imprensa que, na próxima semana, haverá uma reunião com o Colégio de Líderes para discutir diversos assuntos, e dentre eles, estaria a CPI do Narcotráfico. “Esperamos que essa decisão seja tomada de fato, já que é de vital importância pra que a Assembleia passe a liderar esse movimento, a fim de encontrar medidas para solucionar esse problema grave”, cobrou o deputado.

11 mil pacientes – Prefeitura de Fortaleza diz empregar atendimento humanizado no combate às drogas

Atendimento humanizado, resgate da autoestima, estímulo à cidadania e apoio das famílias dos pacientes. Essa é a fórmula utilizada pelo Centro Integrado de Referência Sobre Drogas, da Prefeitura de Fortaleza, no tratamento de dependentes químicos.

Desde 2013, a Prefeitura de Fortaleza informa estar promovendo políticas públicas de prevenção ao uso de drogas e álcool, diante de ações como acolhimento e apoio à reinserção social para que dependentes químicos possam ter uma chance de recomeço.

O apoio das famílias, juntamente aos programas de requalificação profissional, vem contribuindo para o retorno dessas pessoas à vida em sociedade e ao mercado de trabalho. O ex-dependente químico Chico Goes, após o tratamento e a assistência em um dos CAPS AD, tornou-se palestrante contra o uso de drogas.

Fortaleza vive uma epidemia de violência?

Da Coluna Vertical, do O POVO desta sexta-feira:

Fala-se que o Ceará vive uma quase epidemia de chikungunya, no que leva o governo estadual a lançar megacampanha segunda-feira, às 9 horas, no Centro de Eventos.

Tudo bem, mas há outra quase epidemia – se é que assim pode ser definida, que já incomoda há tempos e voltou a crescer. As estatísticas de violência são alarmantes, com o registro de mais de 445 assassinatos só em maio. É a epidemia da droga e, em especial, do crack que se espalhou não apenas na Capital, mas em pelo menos 35 municípios, de acordo com fontes policiais.

Em Fortaleza, o apoio nessa área é frágil e a Prefeitura – parece – quer trocar os CAPs pela assistência residencial. O Estado montou uma secretaria contra as drogas, que, até hoje, virou assento para acomodações políticas nos moldes da pasta dos Esportes.

O crack expandiu-se absurdamente, turbinado por facções criminosas que desafiam a tudo e a todos. Essa epidemia precisa ser levada a sério, porque não destrói só famílias e relações, mas o futuro de crianças e adolescentes. Só operações policiais, que ganham a mídia, não resolvem.

Alguém já ouviu falar em campanhas oficiais nas escolas? Se existem, são ações isoladas. Pouco se sabe, pouco se viu de resultado.

Cracolândia e dependentes químicos: entre a marketagem de Doria e a seriedade de Roberto Cláudio

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Em artigo enviado ao Blog, o jornalista Hélio Rocha Lima compara as ações de combate e prevenção às drogas dos governos municipais de Roberto Cláudio e João Doria. Confira:

Nesta semana, o Brasil inteiro assistiu a mais uma desastrada ação de marketagem e um péssimo exemplo do prefeito de São Paulo, João Doria Jr. (o suposto #joãotrabalhador), no absurdo e desumano caso da desocupação da Cracolândia.

Sem nenhum aviso e sem o devido e necessário diálogo, o mestre da marketagem e pupilo do factoide político do Brasil, o prefeito Doria, decidiu, mais uma vez, tratar um assunto sério de forma superficial, com atitudes irresponsáveis, passando por cima de direitos humanos e correndo no dia seguinte para a frente das câmeras de televisão com o objetivo de se autopromover como um suposto gênio da gestão pública.

Doria tenta vender a ideia e busca convencer as mais inteligentes mentes do nosso país de que consegue, de forma milagrosa, fazer o que nem os mais brilhantes educadores, acadêmicos, técnicos, pensadores e gestores de políticas públicas sérias conseguiriam fazer para solucionar problemas complexos que afetam a vida de milhões de famílias nas cidades de todo o Brasil.

Para aqueles que talvez não tenham acompanhado os detalhes do caso da Cracolândia, o problema é que houve uma ação conjunta da prefeitura de Doria com o governo do seu padrinho, o governador Alckmin, para desocupar parte do valioso centro de São Paulo (de grande interesse da especulação imobiliária privada), desabrigando, ferindo e tratando centenas de dependentes químicos como se, talvez, animais criminosos todos o fossem.

Se, por um lado, nós, cidadãos brasileiros e pagadores de impostos, desejamos uma renovação na política, também é certo que precisamos buscar o enaltecimento de gestores públicos verdadeiros que trabalham de forma comprometida, ética e com o devido respeito e seriedade que os desafios das nossas cidades exigem e tanto merecem.

No início do seu governo, em 2013, o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, demonstrou o compromisso com a causa das pessoas que sofrem com a questão das drogas e da dependência química, logo nos primeiros passos do seu modelo de governo, com a criação da Coordenadoria Especial de Políticas Sobre Drogas.

Longe dos holofotes e da marketagem, o prefeito de Fortaleza vem realizando um silencioso trabalho com a prevenção nas escolas municipais, com os abrigos e centros de referência para pessoas em situação de rua que sofrem com as drogas, colocando para operar um sistema de atendimento 0800 para apoio a dependentes e seus familiares, com programas de qualificação profissional para contribuir com o retorno ao mercado de trabalho e também com as unidades de acolhimento, tanto próprias da Prefeitura como por meio de convênios, para internamento e recuperação de longo prazo. Apenas para citar algumas ações e importantes programas que estão entregando um valioso resultado à coletividade fortalezense.

De fato, estamos diante da realidade em que, por um lado, vemos um prefeito que busca se autoconstruir à luz da marketagem, enquanto o outro vem sendo construído por meio dos resultados concretos da gestão de toda a sua equipe.

Ou seja, comparando o modelo de atuação de Doria em São Paulo com a maneira pela qual Roberto Cláudio lidera a administração de Fortaleza, é praticamente impossível não chegar à conclusão de que podemos refletir se o exemplo de gestão pública estaria entre a marketagem privatizante de Doria ou a seriedade do trabalho realizado pelo prefeito Roberto Cláudio.

Hélio Rocha Lima,

Jornalista.