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Pesquisa mostra que 30% das startups não conseguem se manter no mercado

O sucesso global de empresas de tecnologia como Apple, Google e Facebook ajudou a disseminar a tese de que boas ideias podem se transformar em grandes negócios. Contudo, o caminho não é simples, e parte das empresas iniciantes não consegue se manter no mercado.

É o que mostra pesquisa realizada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. Cerca de 30% das startups analisadas fecharam as portas no último período. Startups são empresas jovens, inovadores e com alto potencial de crescimento.

O levantamento foi realizado com empresas participantes do programa Inovativa Brasil, do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, que promove ações de assistência e capacitação. Foram ouvidas 1.044 companhias, principalmente de Tecnologia da Informação e da Comunicação (31%), Desenvolvimento de Software (21%) e Serviços (18%).

As empresas entrevistadas apontaram como principal motivo para o fechamento a dificuldade de acesso a capital (40%), obstáculos para entrar no mercado (16%) e divergências entre os sócios (12%).

(Agência Brasil)

Meirelles já fala em possível candidatura a presidente

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, descartou nesta quinta-feira, 22, a possibilidade de continuar no cargo pelos anos seguintes caso não concorra à Presidência da República em 2018 e seja indicado por um próximo governante. “Acho que a etapa como ministro da Fazenda é uma etapa cumprida. Estamos agora contemplando essa nova etapa de uma possível candidatura à Presidência”, respondeu, em entrevista à Rádio Itatiaia (MG).

Ele reafirmou, no entanto, que ainda não tomou uma decisão sobre sua candidatura nas eleições deste ano. “Certamente dentro de 40 dias ou pouco mais, tomaremos decisão de continuar no serviço público, mas aí ampliando bastante o escopo. Podendo colaborar com o País de forma mais eficaz e abrangente. E isso que está acontecendo na economia pudermos levar a todos os setores da vida dos brasileiros”, completou.

Questionado sobre as vantagens e as desvantagens de o processo eleitoral no País ocorrer apenas de cinco em cinco anos, Meirelles considerou que um período maior sem eleições é positivo por ter uma continuidade maior de políticas e menos sobressaltos durante os processos políticos. “Por outro lado, por ser um processo concentrado, essa eleição pode ter mais volatilidade nos mercados”, acrescentou.

DETALHE – Meirelles estará nesta sexta-feira em Fortaleza. A convite do Lide, dará palestra às 15 horas, no Hotel Gran Marquise.

BNDES diz que está faltando projetos de investidores, enquanto banco está com dinheiro sobrando

“Onde estão vocês que não vão pegar as linhas (de crédito) do BNDES? Por favor, se apresentem”. A provocação é do presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, na noite desta quinta-feira (22), na Federação das Indústrias do Estado (Fiec), ao reclamar da falta de projetos de micros, pequenos e médios empresários, além dos pequenos municípios.

“Nós, inclusive, estamos devolvendo dinheiro para o Ministério da Fazenda, porque o dinheiro está no caixa, mas não há demandante em volume suficiente para que consuma uma parte importante desse caixa”, reclamou o dirigente do BNDES.

Paulo Rabello elogiou a situação fiscal e orçamentária do Ceará e se mostrou favorável à privatização da Cagece.

Meirelles posará de presidenciável em Fortaleza

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, confirma presença em Fortaleza nesta sexta-feira (23). É convidado do Lide, grupo que congrega lideranças empresariais.

Meirelles falará no Hotel Gran Marquise sobre o tema “Conquistas da economia e desafios para 2018”. Bom lembrar: ele trabalha para sair candidato a presidente da República.

DETALHE – O Lide é o grupo fundado por João Dória Júnior, que reúne empresários e executivos. No Ceará é comandado por Emília Buarque. A Federação das Indústrias do Estado (Fiec) será co-anfitriã.

Receita não pode bloquear sistema do Simples para pressionar contribuinte

A Receita Federal não pode impedir uma empresa de acessar o sistema de arrecadação do Simples Nacional como forma de cobrar tributos que o órgão considera devidos. Tal medida, segundo a Justiça Federal do Paraná, viola o princípio do contraditório e ampla defesa. A informação é do site Consultor Jurídico.

Desde outubro, a Receita Federal iniciou uma operação para barrar fraudes perpetradas no sistema PDGAS, que é sistema apuração e emissão de guias do Simples Nacional, notificando os contribuintes para retificarem os lançamentos efetuados com imunidade e/ou isenção e comunicando o bloqueio do sistema. Na notificação, o órgão condiciona o desbloqueio do sistema ao reconhecimento dos supostos débitos, sem qualquer possibilidade de defesa. Segundo nota da Receita, em novembro de 2017, cerca de 100 mil empresas foram bloqueadas.

Foi o caso de uma empresa do Paraná, que recebeu uma notificação por ter feito lançamentos com imunidade e isenção em razão de vendas para a Itaipu Binacional e para o Governo Federal. O Fisco considerou os lançamentos indevidos e notificou a empresa, bloqueando seu acesso ao sistema do Simples Nacional.

Inconformada, a companhia recorreu administrativamente, mas a impugnação fora arquivada sem análise do mérito. A empresa ingressou então com mandado de segurança, alegando a violação dos princípios constitucionais da livre exercício da atividade econômica, do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Na ação, foi representada pelos advogados Ulisses Bitencourt Alano e Guilherme Berkenbrock Camargo, do Bitencourt Alano e Camargo Advogados

Ao conceder liminar determinando o desbloqueio do sistema, o juiz federal Marcos Roberto Araújo dos Santos, da 4ª Vara Federal de Curitiba, entendeu que o bloqueio equivale à exclusão do contribuinte do Simples Nacional e que o fisco Federal, agindo assim, utilizou-se de meio transverso para aplicar penalidade sem possibilidade de defesa.

A medida, complementou o juiz, ofende o princípio do contraditório e ampla defesa. Na liminar, o juiz explica que, para ele, “a maneira normal do agir do Fisco Federal seria a realização de auto de infração, não homologatório dos autolançamentos tributários do contribuinte, abrindo-se prazo para a defesa própria”. Assim, o juiz determinou o desbloqueio do sistema, permitindo que a empresa retorne ao Simples Nacional. De acordo com o juiz, se considerar indevidos os lançamentos tributários, o Fisco deve fazer o auto de infração, permitindo a defesa do contribuinte.

Banco do Brasil estima que PIB 2018 vai crescer 2,8%

 

O presidente do Banco do Brasil, Paulo Caffarelli,  disse hoje (22) que a previsão da instituição é de que o Produto Interno Bruto (PIB) cresça 2,8% em 2018. “Com relação a questão macroeconômica, nossa expectativa é de que a economia vai seguir o processo de retomada iniciada em 2017 e a previsão do Banco do Brasil para o PIB é que deverá crescer em torno de 2,8% em 2018”, disse, após anunciar o lucro líquido ajustado do banco, de R$ 11,1 bilhões em 2017.

Durante a entrevista coletiva para apresentar o relatório do quarto trimestre de 2017 da instituição, o presidente afirmou que o consumo será fundamental para a retomada da economia. “O consumo será mais uma vez protagonista nesta retomada, assim como a agricultura. Também contaremos com a contribuição positiva dos investimentos, que devem crescer após anos de quedas consecutivas”.

De acordo com o relatório, o financiamento ao agronegócio encerrou dezembro de 2017 com saldo de R$182 bilhões na carteira ampliada. O saldo da carteira de crédito rural ampliada alcançou R$159,7 bilhões, o que representa crescimento de 6,1% em relação ao mesmo período de 2016.

Para 2018, a estimativa do Banco do Brasil é que o lucro líquido fique entre R$ 11,5 e 14 bilhões. “Acredito que apesar de algumas incertezas no mercado externo, a ampla liquidez e a baixa pressão ao risco favorecerão o fluxo de recurso para economias emergentes e o Brasil, com inflação e política monetária equilibradas, certamente se beneficiarão dessas recursos. Temos grandes projetos na área de infraestrutura que deverão atrair capital estrangeiro”, avaliou Caffarelli.

(Agência Brasil)

MPF quer manutenção da prisão preventiva de proprietário do Grupo Oboé

O Ministério Público Federal , da 5ª Região, com sede no Recife (PE), emitiu parecer contrário à concessão de habeas corpus ao empresário Newton de Freitas, responsável pelo Grupo Oboé, que engloba empresas cearenses de investimento, tecnologia e serviços financeiros, distribuição de títulos e valores mobiliário e financiamento. O proprietário é acusado de cometer crimes contra o sistema financeiro nacional, além de formação de quadrilha. A informação é da assessoria de imprensa do MPF.

A prisão preventiva foi decretada, no último dia 6, pela Justiça Federal no Ceará, a pedido do MPF naquele estado. Outras sete pessoas também foram condenadas por envolvimento no esquema fraudulento, que resultou no prejuízo de R$ 1 bilhão aos cofres públicos e aos credores do Grupo.

Segundo consta no processo, foram gerados contratos fictícios nos anos de 2010 e 2011, prestadas informações falsas ao Banco Central e desviados recursos correspondentes a esses contratos. Também foram cedidos direitos creditórios de faturas de cartões de crédito inexistentes, em duplicidade ou omitindo a inadimplência e recebidos direitos creditórios já cedidos anteriormente a outra instituição financeira.

Além disso, não foi contabilizada a emissão de fianças, mantendo tais valores em contabilidade paralela, bem como contabilizando valores maiores do que os efetivamente recolhidos no pagamento de impostos, dentre outras irregularidades.

No parecer, o MPF destaca a importância da manutenção da prisão preventiva de José Newton de Freitas para garantir a ordem pública e assegurar a aplicação da lei penal. Foi ressaltado que o empresário adotou inúmeras manobras fraudulentas e variadas simulações contábeis, com a finalidade de subtrair/ocultar o patrimônio imobiliário do grupo que controlava. Para o MPF, há elementos consistentes de que, solto, o proprietário adote condutas ilícitas para impedir a recuperação do bens adquiridos por meio de ações criminosas, uma vez que a Justiça já decretou o sequestro e perda dos bens dele.

Penas

O empresário foi condenado a 32 anos, 7 meses e 15 dias de prisão em regime fechado. Na sentença da Justiça Federal, José Newton de Freitas ainda é condenado à perda de bens no valor de R$ 70 milhões mais correção monetária, destinados a ressarcir os credores da massa falida e a União pelos danos causados.

(Foto – Jarbas Oliveira)

Camilo Santana recebe em audiência o presidente do BNDES

O governador Camilo Santana (PT) recebeu, nesta tarde de quinta-feira, no Palácio da Abolição, o presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro. Os dois discutiram cenários da economia do País e Rabello destacou a situação do Estado, hoje com equilíbrio fiscal e pagando em dia seus compromissos.

Camilo reforçou apelos pró-financiamento do Metrofor e outros empreendimentos no plano da infraestrutura do Estado. Rabello prometeu todo empenho para destravar liberações.

O presidente do BNDES está em Fortaleza para participar, a partir das 18 horas desta quinta-feira, do projeto Ideias em debate, na Federação das Indústrias do Estado (Fiec).

 

The Lucca Sanduíches abre franquia

A The Lucca Sanduíches abre para expansão em sistema de franquias. Após quatro anos de atuação no mercado de Fortaleza, resolveu investir nesse nicho, tendo como o carro-chefe a culinária caseira que traz no cardápio pães, carnes e maioneses feitos artesanalmente.

A empresa nasceu da paixão do casal Alexandre e Brenda pelo segmento de alimentação. Presentes nesse mercado com restaurantes de comidas no peso, os dois planejavam mudar o tipo de produto. Não por acaso começaram a preparar os primeiros sanduíches em reuniões de família.

Hoje, os hambúrgueres ainda são feitos de forma artesanal, com um blend de carnes especiais e um tempero único do The Lucca Sanduíches, informa a assessoria de imprensa da empresa. Neste ano o grande passo é multiplicar as delícias do grupo por todo país.

Franquia

Para investir em uma franquia The Lucca é necessário um investimento inicial de R$ aproximadamente R$ 115 mil para obras e instalações. A previsão do retorno do investimento é de 18 meses.

Segundo dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF), o segmento de alimentação teve um faturamento de R$ 9,988 bilhões no segundo trimestre de 2017 e a rede The Lucca atua em duas áreas que lideram o gosto do público que consome sanduíches: a produção artesanal e a linha fit.

SERVIÇO

*The Lucca Lucca Sanduíches – Rua Professor Otávio Lobo, 755. Loja 25, Cocó.

Movimento Brasil 200 será lançado em Fortaleza

Rodrigo Nóbrega, Beto Studart e  e Yure Torquato

Com a presença de Flávio Rocha, CEO das rede de Lojas Riachuelo, o movimento Brasil 200 chegará ao Ceará no próximo dia 27. Trata-se de uma campanha que busca mobilizar a sociedade para que a classe política conheça as demandas sociais e se comprometa com essas causas nos próximos mandatos.

O lançamento ocorrerá às 19 horas, no auditório da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec), por iniciativa do presidente da Associação dos Jovens Empresários (AJE), Yuri Torquato, e do líder Flávio Rocha. O presidente da Fiec, Beto Studart, prestigiará o ato.

Conforme Torquato, essa campanha, que será conduzida no Ceará pelo empresário e advogado Rodrigo Nóbrega, também defende a diminuição da burocracia e o incentivo ao empreendedorismo.

Nacionalmente, o movimento Brasil 200 já conta com apoiadores nacionais de peso como Alberto Saraiva (Habib’s), Geraldo Rufino (Jr Diesel), João Apolinário (Polishop), Sebastião Bomfim (Centauro) e Roberto Justus (Empresário e Apresentador).

(Foto – Divulgação)

Operação da PF e Ministério do Trabalho desarticula grupo de fraudadores do Seguro Desemprego

A Operação Seguro Fake, deflagrada na manhã desta quinta-feira (22), com o objetivo de desarticular um grupo criminoso especializado em fraudes no Seguro Desemprego, resultou no cumprimento de 19 mandados de prisão e 27 de busca e apreensão nas cidades de Redenção e Conceição do Araguaia, no Pará, e São Luis e São José de Ribamar, no Maranhão. Os dois estados apresentam alta incidência desta modalidade de fraude.

A operação é resultado do desenvolvimento de uma nova metodologia de investigação elaborada pela Polícia Federal e pelo Ministério do Trabalho, que inter-relacionam saques, apontando elementos comuns e possibilitando indicar qualquer tipo de fraude. Durante as investigações foram identificados quatro grupos criminosos.

A operação é uma ação coordenada entre policiais federais e servidores do Ministério do Trabalho, especializados em rastrear as inclusões fraudulentas de benefícios do Seguro Desemprego. Em apenas 10 minutos, os policiais flagraram 42 tentativas de fraude ao benefício em uma única agência da Caixa Econômica Federal na cidade de Redenção.

Os investigados responderão por estelionato qualificado, inserção de dados falsos em sistemas de informações e associação criminosa, com penas que podem ultrapassar 20 de reclusão.

Desenvolvido pelo Ministério do Trabalho e implantado em dezembro de 2016, o Sistema Antifraude do Seguro Desemprego bloqueou, até esta quarta-feira (21), 57.773 requerimentos, o que possibilitou uma economia para os cofres públicos de R$ 757.426.887,00.

Pesquisa da CNI – Confiança do empresário permanece em alta

O empresário brasileiro continua confiante em relação à economia e à própria empresa. É o que mostra o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), divulgado nesta quinta-feira (22) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O indicador permaneceu estável em fevereiro na comparação com o mês anterior, registrando leve variação de 59 para 58,8 pontos. Os números revelam que a confiança do empresário é a segunda maior desde abril de 2011, ficando atrás apenas do índice verificado em janeiro.

Os indicadores da pesquisa variam de zero a cem pontos. Quando estão acima de 50 pontos mostram que os empresários estão confiantes. O ICEI de fevereiro está 4,7 pontos acima da média histórica de 54,1 pontos e 5,7 pontos superior ao registrado em fevereiro de 2017. A confiança é maior nas grandes empresas, segmento em que o índice alcançou 60,4 pontos. Nas médias empresas, o indicador foi de 58,3 pontos e, nas pequenas, de 55,9.

De acordo com a pesquisa da CNI, apesar de o índice como um todo ter permanecido estável, houve alta na confiança industrial em 18 de 32 setores pesquisados. “O resultado de fevereiro mostra uma acomodação da confiança, após seis meses consecutivos de crescimento. Assim, a confiança do empresário permanece elevada”, afirma o economista da CNI Marcelo Azevedo.

Banco do Brasil tem lucro de R$ 11,1 bi em 2017

O Banco do Brasil registrou lucro líquido ajustado (resultado sem itens extraordinários) de R$ 11,1 bilhões em 2017, valor 54,2% maior que o verificado em 2016. O lucro líquido sem ajuste ficou em 11,01 bilhões, com expansão de 37,1%.

Segundo o banco, o resultado teve impacto, principalmente, do aumento das rendas de tarifas, da redução das despesas de provisão (recursos reservados para o caso de inadimplência) e das despesas administrativas.

As receitas do banco com tarifas cresceram 9% em 2017 (R$ 25,794 bilhões), comparado ao ano anterior (R$ 23,794). De acordo com o relatório de análise de desempenho do banco, esse crescimento foi resultado “dos esforços de aumento do relacionamento com os clientes e da qualificação das contas correntes com maior uso de produtos e serviços”. O banco destacou as tarifas relacionadas à administração de fundos (26,5%), reflexo da elevação dos recursos administrados que passaram de R$ 730,9 bilhões em dezembro de 2016 para R$ 864,5 bilhões no final do ano passado, com alta de 18,3% em 12 meses.

No quarto trimestre de 2017, o lucro líquido ajustado foi de R$ 3,2 bilhões, o que mostra desempenho 82,5% superior ao do mesmo trimestre do ano anterior – R$ 1,7 bilhão – e o maior resultado trimestral desde 2012. “Esse crescimento foi motivado pela expansão dos negócios, controle de despesas administrativas e, principalmente, pela redução das despesas com provisões, em razão da melhoria da qualidade da carteira”.

(Agência Brasil)

Aposentados e trabalhadores podem sacar o PIS a partir desta quinta-feira

A Caixa Econômica Federal avisa: o abono do Programa de Integração Social (PIS) estará disponível a partir desta quinta-feira, 22, para os nascidos em março e abril. O dinheiro já está liberado para quem nasceu entre os meses de julho e fevereiro.

Segundo o último levantamento da Caixa, cerca de R$ 1 bilhão de 1,6 milhão de trabalhadores ainda não foram retirar os valores do abono. Cerca de 6,87 milhões de pessoas com mais de 60 anos de idade, em todo o Brasil, também não sacaram os valores referentes ao PIS. A soma dos valores não retirados chega a R$ 12,9 bilhões, que estão parados nos cofres dos bancos.

A Caixa Econômica Federal disponibiliza uma lista em seu site para informar quem tem dinheiro ao pagamento. O mesmo vale para quem atuou no serviço público e foi cadastrado no Pasep até 1988; neste caso as informações de quem tem direito ao abono está no site do Banco do Brasil.

O benefício tem regras específicas para ser disponibilizado, e por referir-se ao calendário de 2017/18, não inclui quem recebeu o benefício após o mês de agosto do ano passado. Os valores variam de R$ 80 a R$ 954.

BNB divulga nesta quinta-feira o Balanço 2017

O presidente do Banco do Nordeste, Romildo Rolim, anunciará, nesta quita-feira (22), o resultado do balanço financeiro da Instituição relativo ao ano de 2017. Ele dará entrevista coletiva às 17 horas, na sede do BNB (bairro Passaré.

Claro que os números não podem ser divulgados, mas apostamos em duas certezas: apesar do ano de arrocho, o banco obteve lucro e o Crediamigo manteve a performance de ser o melhor microcrédito do País.

Pesquisa mostra que quase 70% dos brasileiros não têm plano de saúde particular

Pesquisa feita pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostra que 69,7% dos brasileiros não possuem plano de saúde particular – seja individual ou empresarial. Segundo o levantamento, divulgado hoje (21), esse percentual é ainda maior entre as pessoas das classes C, D e E, atingindo 77%.

A pesquisa destaca que 44,8% dos entrevistados sem plano de saúde disseram utilizar o Sistema Único de Saúde (SUS) principalmente os entrevistados das classes C, D e E (51,4%) quando precisam de atendimento. O restante afirmou que arca com dinheiro do próprio bolso para pagar pelos serviços necessários.

Segundo o levantamento, 38,5% dos entrevistados sem plano de saúde não souberam precisar com que frequência utilizam a rede pública de saúde. Eles manifestaram insatisfação em relação ao SUS, sobretudo quanto à demora no tempo de atendimento.

Entre os entrevistados que possuem um plano de saúde privado, o preço acessível foi o fator de decisão mais citado para definição do convênio (42,5%), seguido pela qualidade da rede credenciada (33,3%) e pela recomendação de outras pessoas (22,3%).

Segundo a pesquisa, R$ 439,54 é o valor mensal médio que o brasileiro paga pelo plano de saúde. Dos que têm convênio privado, 42,2% disseram pagar do próprio bolso na situação de o plano de saúde não cobrir totalmente ou parcialmente as despesas necessárias. O levantamento mostra ainda que 97,1% dos beneficiários de planos de saúde estão com o pagamento das mensalidades em dia; e 69,1% dizem serem bem ou muito bem atendidos pelos seus planos de saúde particular.

“Os dados mostram que o plano de saúde é considerado uma prioridade para grande parte de seus usuários. É um serviço de primeira necessidade, relacionado aos cuidados de um bem maior, que é a vida. É tanto que a taxa de inadimplência declarada é baixíssima”, afirma Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil.

A pesquisa foi feita com consumidores das 27 capitais brasileiras, homens e mulheres, com idade igual ou maior a 18 anos, de todas as classes econômicas. Foram feitas 1,5 mil entrevistas, de 15 a 26 de setembro de de 2017, com uma margem de erro de 2,5 pontos percentuais.

(Agência Brasil)

Regularidade tributária de empresários ficará mais simples

O plenário do Senado aprovou, nesta quarta-feira (21), o PLS 477/2017, que torna mais objetiva e simples a verificação de regularidade tributária de empresários.

O projeto, fruto do trabalho da Comissão de Assuntos Econômicos, presidida pelo senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), e elaborado pelo grupo de trabalho coordenado pelo senador Armando Monteiro (PTB-PE), faz parte da pauta de microeconomia em análise no Senado.

A matéria segue agora para a Câmara dos Deputados.

(Foto: Arquivo)

Inflação de janeiro subiu menos para os mais pobres, diz Ipea

O Indicador de Inflação por Faixa de Renda, divulgado hoje (21) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), indica que a taxa de janeiro ficou menor para a parcela mais pobre da população, atingindo 0,23% nos preços de bens e serviços, enquanto para os mais ricos, a inflação foi maior e atingiu 0,36%.

Segundo a técnica de Planejamento e Pesquisa do Ipea, Maria Andréia Parente Lameiras, responsável pelo estudo, essa tendência de inflação mais baixa para os mais pobres começou em 2017, muito influenciada pelos preços dos alimentos. Diane da perstpectiva de aceleração dos preços dos alimentos, os pesquisadores do Ipea esperavam que esse movimento fosse sofrer algum tipo de reversão. “Só que nos dois últimos meses (dezembro de 2017 e janeiro de 2018), mesmo com alta de alimentos, outros preços que têm peso grande no consumo dos mais pobres vieram mais comportados”, disse Maria Andréia.

É o caso de energia elétrica, por exemplo, item que pesa muito mais no orçamento dos mais pobres que no dos mais ricos. Com a retirada da bandeira tarifária, os preços de energia caíram em dezembro e voltaram a cair em janeiro. As tarifas de energia elétrica em janeiro tiveram deflação de 4,3%: “isso impactou mais a inflação dos mais pobres”.

Segundo a responsável pelo estudo, esse movimento de desaceleração da inflação dos mais pobres continua no começo do ano, não mais por conta dos alimentos, mas pelas tarifas públicas. “Mas, de qualquer maneira, está fazendo com que a inflação dos mais pobres continue em um patamar bem abaixo dos mais ricos”, disse ela à Agência Brasil.

Maria Andréia observou, por outro lado, que a inflação dos mais ricos está um pouco mais “amarrada”, uma vez que preços de mensalidades escolares e de planos de saúde pesam muito no orçamento dessas famílias de maior renda. “Esses serviços pesam muito no orçamento das famílias mais ricas e não têm caído como os demais itens que compõem a inflação”. Isso fez com que a diferença entre os mais pobres e os mais ricos tenha aumentado ao longo do tempo.

No comparativo dos últimos 12 meses, o Ipea constatou que a inflação das famílias de renda muito baixa teve queda maior, caindo de 6%, em 2016, para 2,1%, enquanto para as famílias com renda maior, a inflação diminuiu de 5,5% para 3,7%.

(Agência Brasil)

Senado aprova empréstimo de R$ 280 milhões para Fortaleza

O presidente do Congresso Nacional, senador Eunício Oliveira (MDB-CE), divulgou na noite desta quarta-feira (21) a aprovação, em plenário, do financiamento externo de US$ 83,250 milhões (cerca de R$ 280 milhões) para a cidade de Fortaleza. A matéria será promulgada pelo próprio presidente Eunício.

Os recursos dessa operação de crédito têm a garantia da República Federativa do Brasil e origem no Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF). O dinheiro será destinado ao financiamento parcial do “Programa Fortaleza – Cidade com Futuro”. De acordo com o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, o valor será investido especificamente na requalificação da Beira Mar e na reestruturação do Polo Gastronômico da Varjota.

Em visita ao Senado, há duas semanas, o prefeito esteve com o senador Eunício que reforçou o empenho para a aprovação da matéria.

“Os investimentos vão proporcionar melhorias em locais com grande potencial turístico e de grande circulação de moradores na nossa Capital. Nossa atuação estará sempre pautada em levar investimentos e avanços para nosso Ceará”, comemorou Eunício.

Pesquisa mostra que 18% dos paulistanos estão desempregados

Pelo menos 18% da população da capital paulista, o que equivale a 1,763 milhão de paulistanos, estão desempregados. Desses, 14% (1,371 milhões) estão procurando emprego e 4% (391 mil) não estão. Os dados são de uma pesquisa feita pela Rede Nossa São Paulo, em parceria com o Instituto Ibope Inteligência, e divulgada hoje (21) em São Paulo. Segundo os dados, 44% estão nessa situação há um ano, 18% de um a dois anos e 29% estão sem trabalho há mais de dois anos.

De acordo com o coordenador da Rede Nossa São Paulo e do programa Cidades Sustentáveis, Jorge Abrahão, o número de desempregados em São Paulo é maior do que o da média nacional, que está em torno de 14%, o que chama a atenção para a necessidade de políticas que possam reduzir esse índice.

“Muitas vezes analisamos que o governo federal é quem tem responsabilidade sobre isso. É verdade que as polítias econômicas vêm do governo federal, mas também é verdade que as prefeituras e o poder local podem desenvolver e estimular ações para reduzir o desemprego, por exemplo ao estimular arranjos locais, aproveitando as características de cada região, induzindo a transformação”, afirmou.

O levantamento, feito por meio de 800 entrevistas com paulistanos de 16 anos ou mais na cidade de São Paulo, entre os dias 8 e 27 de dezembro de 2017, mostrou que 58% dos entrevistados são mulheres, 59% são pretos e pardos, 26% são mais jovens, 35% têm renda familiar de até dois salários mínimos e 43% menos instruídos.

“Em um momento de crise como este, quem contrata procura as pessoas mais qualificadas e as pessoas com menos qualificação vão sendo deixadas de lado, o que aumenta as desigualdades que já são grandes. Daí a necessidade de políticas para avançar. Desde capacitação e qualificação até o estímulo ao avanço econômico desses lugares”, afirmou.

(Agência Brasil)