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Contas externas registram saldo positivo pelo quarto mês consecutivo

As contas externas brasileiras apresentaram resultado positivo pelo quarto mês consecutivo. Em maio, houve superávit em transações correntes, que são compras e vendas de mercadorias e serviços e transferências de renda do país com o mundo. O resultado ficou positivo em US$ 729 milhões, mas foi bem menor que o registrado em igual mês de 2017, que registrou superávit de US$ 2,751 bilhões. Os dados foram divulgados hoje (25) pelo Banco Central (BC).

Como em janeiro houve déficit, o resultado acumulado nos cinco meses do ano ficou negativo em US$ 4,022 bilhões, contra o déficit de US$ 744 milhões em igual período de 2017.

Entre os componentes das transações correntes está a balança comercial (exportações e importações de mercadorias), que apresentou superávit de US$ 5,558 bilhões no mês passado e US$ 21,972 bilhões, de janeiro a maio deste ano.

A conta de serviços (viagens, transporte, aluguel de investimentos, entre outros) registrou saldo negativo de US$ 2,733 bilhões, em maio, e de US$ 13,623 bilhões, nos cinco meses do ano.

A conta renda primária (lucros e dividendos, pagamentos de juros e salários) ficou com US$ 2,335 bilhões de déficit no mês, e US$ 13,431 bilhões no acumulado do ano.

A conta de renda secundária (renda gerada em uma economia e distribuída para outra, como doações e remessas de dólares, sem contrapartida de serviços ou bens) registrou resultado positivo de US$ 239 milhões no mês e US$ 1,061 bilhão, de janeiro a maio.

Quando o país registra saldo negativo em transações correntes, precisa cobrir o déficit com investimentos ou empréstimos no exterior. A melhor forma de financiamento do saldo negativo é o investimento direto no país (IDP), porque recursos são aplicados no setor produtivo do país. Em maio, esses investimentos chegaram a US$ 2,978 bilhões e nos cinco meses do ano ficaram em US$ 23,344 bilhões.

(Agência Brasil)

Ipea – Perfil do desempregado no Brasil é mulher, nordestina, entre 18 e 24 anos

O desempregado no Brasil tem um perfil: é mulher, nordestina, e com idade entre 18 e 24 anos. Ela tem ensino fundamental incompleto e mora em regiões metropolitanas. É o que consta da seção Mercado de Trabalho, da Carta de Conjuntura, divulgada hoje (25) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Tendo por base dados obtidos pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o estudo identifica um comportamento distinto da ocupação, dependendo da idade do trabalhador e de seu grau de instrução. De acordo com o Ipea, o recuo da taxa de desocupação ocorre “de modo disseminado em todas as categorias, sendo mais significativo nas regiões Norte e Centro-Oeste e no grupo de trabalhadores com idade entre 25 e 39 anos, com ensino médio incompleto e não residente nas regiões metropolitanas”.

Na comparação com os números obtidos em 2017, os estados que registraram aumento da desocupação foram Piauí, Sergipe, Maranhão, Pernambuco e Rio de Janeiro. Já os estados que apresentaram queda mais acentuada no índice de desemprego foram Amazonas, Tocantins, Goiás e Mato Grosso do Sul.

Idoso

A população ocupada com idade superior a 60 anos aumentou em 8%, percentual bem acima ao do registrado na população de trabalhadores com idade entre 25 e 39 anos, que aumentou 0,9% no primeiro trimestre de 2018, na comparação com o mesmo período de 2017. Entre os com ensino médio incompleto, a ocupação aumentou 10%. Já entre os com ensino fundamental, a ocupação recuou 9%.

Na avaliação do Ipea, o crescimento dos mais idosos na força de trabalho tem ocorrido pelo fato de a parcela de idosos que decidem deixar a força de trabalho e ir para a inatividade vem recuando, e não devido ao aumento do número desses trabalhadores que estão saindo da inatividade e retornando ao mercado de trabalho.

Alguns fatores são citados pelos pesquisadores como relevantes para explicar a permanência dos mais velhos no mercado de trabalho. Um deles está relacionado à busca por um aumento na renda. O outro fator está relacionado ao aumento de expectativa de vida do brasileiro.

Desemprego

Citando números divulgados pelo PNADC, o estudo mostra que em abril o desemprego voltou a cair, após ter apresentado aumento no primeiro trimestre de 2018, na comparação com o último trimestre de 2017. Se comparado aos números de abril do ano passado, o recuo do desemprego ficou em 0,7 ponto percentual (p.p.). A construção civil apresentou saldos mensais positivos mas, no acumulado de 12 meses, o setor continua apresentando “destruição de empregos”, segundo o Ipea.

“Em maio de 2018, esse setor abriu mais de 3 mil vagas com certeira assinada, apresentando um resultado bem superior ao observado no mesmo mês de 2017”. O setor que apresentou maior dinamismo foi o de serviços, com um saldo positivo líquido próximo a 190 mil novos postos de trabalho nos 12 meses até maio.

Autora da pesquisa, Maria Andréia Lameiras avalia que apesar de o mercado ter apresentado sinais de melhora nos últimos trimestres, dados recentes apontam uma estabilidade que “coloca em dúvida o ritmo da recuperação”. Devido à desaceleração do crescimento da população ocupara, a taxa de desocupação vem se mantendo em torno de 12,5%. “Viemos de um período de retração muito grande. Nossa recuperação apresenta bases ainda frágeis, com muita informalidade, o que traz alta volatilidade para o setor, tanto em termos de ocupação, quanto de rendimento”, explicoua pesquisadora do Ipea por meio de nota.

No primeiro trimestre de 2018, o grupo instituído pelos chamados desalentados – pessoas que não procuram emprego por não acreditarem na possibilidade de conseguir uma vaga – voltou a avançar “de forma mais significativa, correspondendo a quase 3% do total da população em idade ativa”. De acordo com o Ipea, o aumento desse grupo “ocorreu por conta da migração de trabalhadores que até então estavam ocupados, mas ao perderem seus postos de trabalho transitaram diretamente para o desalento, ao invés de permanecerem na desocupação”, não estando, portanto, relacionado a pessoas que estavam sem emprego e desistiram de procurar emprego.

(Agência Brasil)

Dólar abre a semana em baixa de 0,32%

A intervenção do Banco Central (BC) com o anúncio de um leilão de linha (com promessa de recompra) de US$ 3 bilhões para esta semana serviu para reduzir a cotação da moeda norte-americana na abertura do pregão. O dólar abriu o dia recuando 0,32%, cotado a R$ 3,7689 para venda às 9h20, depois de alta de 0,53% registrada na última sexta-feira (22).

O índice Ibovespa abriu o pregão de hoje (25) estável no início da manhã, marcando 0,01% às 10h09 e em seguida com tendência de alta registrando 0,28%, com 70.839 pontos às 10h43.

(Agência Brasil)

Mercado financeiro espera por mais inflação e menor crescimento econômico

Instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) continuam reduzindo a projeção de crescimento da economia e aumentando a estimativa para a inflação. No sexto aumento seguido, a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu de 3,88% para 4% neste ano. Para 2019, a estimativa segue em 4,10%.

Mesmo com o aumento nas projeções, as estimativas seguem abaixo da meta de 4,5%, com limite inferior de 3% e superior de 6% para este ano. Para 2019, a meta é 4,25% com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. Para alcançar a meta de inflação, o BC usa como instrumento a taxa básica de juros, a Selic. Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC decidiu manter a Selic em 6,5% ao ano.

Taxa Selic 

Para as instituições financeiras, a Selic deve permanecer em 6,5% ao ano até o fim de 2018. Para 2019, a expectativa é de aumento da taxa básica, terminando o período em 8% ao ano.

Quando o Copom aumenta a Selic, objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação.

A manutenção da Selic, como prevê o mercado financeiro, indica que o Copom considera as alterações anteriores suficientes para chegar à meta de inflação, objetivo que deve ser perseguido pelo BC.

Atividade econômica

A estimativa do mercado financeiro para o crescimento da economia continua sendo reduzida. A projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – passou de 1,76% para 1,55% na oitava redução seguida.

A previsão de crescimento do PIB para 2019 caiu, pela terceira vez consecutiva, ao passar de 2,70% para 2,60%.

A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar passou de R$ 3,63 para R$ 3,65 no fim deste ano, e permanece em R$ 3,60 para o fim de 2019.

(Agência Brasil)

Agência do Banco do Brasil da avenida Bezerra de Menezes é alvo de furto

A agência do Banco do Brasil, situada na Avenida Bezerra de Menezes (Bairro São Gerardo), em Fortaleza, foi alvo de furto na madrugada desta segunda-feira. A Polícia ainda não informou sobre o valor levado pelo grupo.

Na ação, eles arrombaram a porta principal da agência e tiveram acesso ao cofre. Até agora, ninguém foi preso.

Pelas estatísticas do Sindicato dos Bancários do Ceará, este é o 25º ataque a bancos neste ano.

 

UFC está com verbas para investimento retidas em Brasília

Da Coluna do Eliomar de Lima, no O POVO desta segunda-feira:

A Universidade Federal do Ceará vive uma situação complicada neste fim de semestre. Segundo o vice-reitor Custódio Almeida, só tem dinheiro para custeio – e olhe lá, e a verba destinada para investimentos ficou presa na burocracia federal e o que sai exige a presença de representante da instituição no Ministério da Educação.

Foi estipulado o valor de R$ 30 milhões nessa rubrica, montante destinado a projetos que a Instituição vem tocando. Com a crise e ajustes das contas da União, veio contingenciamento e, como resultado, surgiu um canteiro de obras paradas na UFC.

Nessa lista, a reforma da residência do Benfica, Parque Olímpico da Educação Física no Campus do Pici, expansões no Campus de Sobral e o prédio do Centro de Letras-Libras.

Custódio diz que, para agravar o quadro, ainda há a legislação eleitoral batendo à porte e que pode barrar as liberações.

(Foto – Evilázio Bezerra)

Fortaleza será a cidade mais beneficiada com novo modelo de exploração do pré-sal

Um projeto de lei que concede permissão para a Petrobras vender parte dos direitos de exploração de petróleo do pré-sal, na área cedida onerosamente pela União, foi aprovado na Câmara dos Deputados e favorecerá mais Fortaleza dentre todos os municípios do País. Isso porque, pelas regras, a cota-parte destinada às cidades, provenientes dos royalties do petróleo e do fundo especial do pré-sal, vão para o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) para serem divididos por todos, mas levam em conta a população e a região.

Localizada no Nordeste e com quase 3 milhões de habitantes, a Capital do Ceará passará de R$ 560 milhões para R$ 2,9 bilhões no FPM. Considerando todas as prefeituras, o montante do fundo irá de R$ 65,1 bilhões para R$ 341,7 bilhões. As cidades terão salto estimado em 525% na receita. Os dados são de pesquisa da Confederação Nacional de Municípios (CNM) e foram divulgados pelo jornal Valor Econômico.

Salvador, cidade do autor do projeto, o deputado José Carlos Aleluia (DEM), será a segunda maior beneficiada no aumento do FPM, passando de R$ 504 milhões para R$ 2,6 bilhões. Recife, a capital do estado do relator do PL, o deputado e ex-ministro de Minas e Energia. Fernando Filho (DEM), que negociou a alteração para a partilha, e Manaus vêm em seguida, partindo de R$ 353 milhões para R$ 1,8 bilhão.

A votação do PL, aprovado na última quarta-feira, 20, mexeu com os parlamentares e com o movimento municipalista nacional para garantir que o texto deliberado não causasse impacto negativo na cota-parte dos recursos destinados aos municípios, provenientes dos royalties do petróleo e do fundo especial do pré-sal.

Porém, a votação está pendente da análise de três emendas na Câmara, que não mudarão o modelo de exploração e têm poucas chances de serem aprovadas. Na quarta-feira passada, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), não finalizou os trâmites. A matéria, que ainda tem de passar pelo Senado, ficou para análise nesta semana.

O Projeto de Lei (PL) 8.939/2017 permite a Petrobras repassar até 70% dos direitos na cessão onerosa, de 5 bilhões de barris para até 15 bilhões de barris, a outras empresas, contanto que mantenha 30%.

Para a CNM, estender o montante da cessão onerosa fixado para até 15 bilhões de barris causaria impacto direto nos repasses estaduais e municipais. Além de representar mais uma desoneração e prejuízo, em comparação com o regime de partilha. Substitutivo apresentado manteve o montante de barris fixados para cessão onerosa, e o excedente contratado por regime de partilha.

O presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Glademir Aroldi, defende que o regime de partilha é mais benéfico aos governos estaduais e municipais, que recebem os royalties pelos Fundos de Participação dos Estados e Municípios (FPE e FMP). Para ele, se é propriedade da União, então os royalties devem ser distribuídos para todos.

(O POVO – Foto – Divulgação)

ZPE Ceará é apresentada como diferencial na atração de investimentos na Alemanha

O presidente da ZPE Ceará, Mário Lima Júnior, acompanhado do diretor Comercial da estatal, Roberto de Castro, está em Colônia, na Alemanha, onde participa do 36º Encontro Econômico Brasil-Alemanha (EEBA 2018). O evento, que acontece deste domingo (24) a terça-feira (26), no Congress- Centrum Nord Koelnmesse, possui como tema principal “Uma nova fase de cooperação”. O Encontro é uma realização da Confederação Nacional da Indústria (CNI), da Federação das Indústrias Alemãs (BDI), com o apoio da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha (AHK). O evento é anual e acontece alternadamente no Brasil e na Alemanha, com o objetivo de fortalecer as relações bilaterais e aprofundar a parceria estratégica, reunindo autoridades governamentais e lideranças empresariais para discutir a ampliação de investimentos e novas formas de cooperação.

O encontro desse ano conta com a participação de cerca de 600 empresários dos dois países interessados em estreitar relações, fechar parcerias, fazer intercâmbio de tecnologias e efetivar negócios. O público-alvo do evento são lideranças empresariais da área industrial e autoridades governamentais, que irão protagonizar e vivenciar atividades de expansão de visões e perspectivas para a promoção de relações de negócios. Palestras, seminários, visitas técnicas e encontros de negócios integram a programação do evento. Estão programadas rodadas de negócios e, no último dia do encontro, uma visita técnica a indústrias alemãs. Segundo Mário Lima Júnior, a ZPE Ceará está desenvolvendo um trabalho de captação de negócios junto a três frentes prioritárias, ou seja, Alemanha, China e Japão.

Conforme Mário, a ZPE Ceará está investindo na área de expansão para abrigar novos empreendimentos já em 2019, dentre eles o setor de granito e uma refinaria. As obras de expansão da ZPE, que conta com uma área de aproximadamente 2.100 hectares, terão investimentos da ordem de R$ 35 milhões. “Neste novo setor, funcionará nesta primeira etapa da expansão um distrito industrial de 150 hectares com capacidade para abrigar 50 novas empresas de setores diversificados”, explicou.

(Foto: Arquivo)

A LDO e o golpe do neoliberalismo

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Em artigo sobre a economia do País, a deputada federal Luizianne Lins aponta que o governo Temer alega redução da inflação, enquanto as famílias brasileiras estão endividadas. Confira:

A apresentação da Lei de Diretrizes Orçamentárias realizada pelo ilegítimo governo Temer, no início do mês de junho, parece uma peça de ficção, uma tentativa de carregar as tintas e demonstrar números falsos da economia brasileira os últimos dois anos. Os esforços foram em vão, porque são incompatíveis com os mandamentos de Wall Street. Por isso, Meirelles tem menos popularidade que Temer. Afinal o que se fez qualquer ortodoxo faria, cortar gastos e entregar a soberania é o trivial para a nova internacionalização do capital.

A apresentação começa afirmando que a economia saiu da recessão em 2017. O governo não parece entender que em todas as regiões metropolitanas do Brasil a renda caiu e o desemprego aumentou e que o PIB, frágil indicador de desenvolvimento, somente subiu pelas safras recordes e incentivadas de soja e milho.

Outra glória supostamente alcançada e evidenciada na apresentação é a baixa taxa de inflação. Mas, a que custo? Redução do consumo? Cortes nos gastos de saúde e educação? Entrega do patrimônio nacional? Para que serve inflação baixa se as famílias estão em débito, já são 60,5 milhões de trabalhadores endividados e o desemprego batendo a casa dos 14 milhões.

A queda na taxa de juros também é comemorada como um grande feito da administração eficiente da Fazenda. Na realidade, a queda dos juros não representa nada em termos comparativos, continuamos com a sexta maior taxa do mundo e o maior juros do cartão de crédito. Essa aparente queda é uma permuta pela flexibilização do trabalho e pelo fim da proteção social e a suspensa privatização da previdência. Afinal, quem lucraria com a previdência complementar?

Por que o governo não colocou em sua apresentação um demonstrativo dos lucros dos maiores bancos brasileiros? Aqueles que financiam a política através de títulos muito bem remunerados. Não seria por isso que o endividamento do governo brasileiro em percentual do PIB estaria aumentando? Aliás, dobrando em relação ao período Lula. E o déficit projetado para 2019: R$ 254 bilhões? O dobro de 2017? E o silêncio da mídia sobre isso? Se fosse Dilma ou Lula não sobraria capa de revista, editorial e nem notícia em horário nobre. A nova internacionalização do capital se associa as grandes mídias para se apropriar cada vez mais do estado, livre de gastos essenciais, mas comprometido com o capital e o poder.

Na realidade, a tentativa do governo de afirmar que a vida melhorou ou que vai melhorar desafina no tom e na métrica. Ao manter essa política que atende aos interesses internacionais e sem projeto de Nação nos leva ao abismo, sim, o golpe está nos levando ao abismo e somente um governo democrático – somente eleições livres, com LULA LIVRE – poderá restabelecer pactos com sociedade e a esperança de um Brasil novo e possível, democrático, participativo, inclusivo, preservando as identidades e com projeto de reconstrução nacional.

Luizianne Lins
Deputada Federal PT/CE

Portabilidade de crédito cresce quase 100% em 2017

A transferência de um empréstimo de um banco para outro, chamada de portabilidade, cresceu quase 100% em 2017 comparado ao ano anterior. Segundo dados do Banco Central (BC), foram feitas 2,1 milhões de portabilidade no ano passado, alta de 93,7% em relação a 2016. O valor movimentado chegou a R$16,9 bilhões, um aumento de 122,2%.

Neste ano, nos dados até maio, a portabilidade segue em expansão. Nos cinco meses de 2018, já foram realizadas 1,3 milhão de transferências, com crescimento de 59,5% em relação ao mesmo período de 2017. O volume chegou a R$ 990,5 milhões, alta de 71% em relação ao período de janeiro a maio do ano passado.

Segundo o Relatório de Econômica Bancária, divulgado neste mês pelo BC, a maior parte dos empréstimos transferidos é do tipo crédito consignado, que respondeu por 99,9% dos pedidos de portabilidade e 99,5% do valor portado. Segundo o BC, a portabilidade do crédito consignado é mais fácil por não ter vinculação com um carro ou uma casa, por exemplo.

De acordo com o BC, o valor acumulado (R$16,9 bilhões) dos contratos de consignado portados em 2017 correspondeu a 10,9% do total de concessões dessa modalidade (R$ 155 bilhões). “Apesar do expressivo volume portado, a portabilidade não consegue alterar o comportamento geral do mercado em relação às taxas praticadas: a grande maioria das operações de consignado continua ocorrendo próximo às máximas permitidas em cada convênio”, diz o BC.

A taxa máxima dos empréstimos para aposentados e pensionistas é definida pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O governo também define as taxas máxima para servidores públicos federais. Com a redução da taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 6,5% ao ano, essas taxas máximas definidas pelo governo foram reduzidas.

No início de 2015, os juros máximos definidos pelo INSS eram de 28,9% ao ano. Essa taxa subiu para 32% ao ano no final de outubro de 2015, voltou a 28,9% ao ano no final de março de 2017 e caiu novamente para 28% ao ano em setembro do ano passado. Nesses mesmos períodos, o teto para servidores públicos federais caiu de 34,5% ao ano para 29,8% ao ano e 27,6% ao ano.

Para fazer a portabilidade, é necessário que o cliente obtenha informações sobre a sua dívida. As instituições financeiras devem fornecer aos clientes em até um dia útil, contado a partir da data da solicitação, as informações relativas às suas operações de crédito: número do contrato; saldo devedor atualizado; demonstrativo da evolução do saldo devedor; modalidade; taxa de juros anual, nominal e efetiva; prazo total e remanescente; sistema de pagamento; valor de cada prestação, especificando o valor do principal e dos encargos; e data do último vencimento da operação. Caso a instituição não forneça as informações, é possível recorrer à ouvidoria, e depois ao Procon e ao BC, se o problema não tiver sido resolvido.

Depois de ter as informações do empréstimo, o cliente pode pesquisar condições melhores em outras instituições. O banco escolhido para migrar a dívida quita antecipadamente o saldo devedor da operação original. Segundo o BC, os custos relacionados à transferência de recursos para a quitação da operação não podem ser repassados ao cliente.

(Agência Brasil)

Você sabe calcular a sua margem de lucro?

Em artigo sobre lucro, o consultor financeiro Fabiano Mapurunga, Mestre em Gestão Empresarial, aponta a diferença para faturamento. Confira:

É público e notório que, quando constituímos uma empresa, esperamos que ela nos dê lucro, pois além de ela cobrir os seus custos nós precisamos que ela nos remunere pelo nosso trabalho e pelo risco. Bem, mas boa parte dos empresários possuem uma certa dificuldade em calcular esse lucro e, muitas vezes, acabam aplicando preços em seus produtos/ serviços que os colocam fora da concorrência por estarem muito elevados, ou aplicando um fator que não cubra suas obrigações.

De uma forma simplória, vamos entender que o lucro é tudo aquilo que sobra das nossas vendas. Porém, podemos dividir o conceito de lucro em dois tipos: lucro bruto e lucro líquido.

O lucro bruto é calculado pela subtração do seu total de vendas, pelo valor total que você pagou para produzir ou comprar seus produtos, em um determinado período de tempo.

O lucro líquido é encontrado pelo total das vendas, menos todas as despesas e os custos que você teve para manter o seu negócio funcionando, em um determinado período de tempo (alugueis, impostos, juros de empréstimos, fornecedores, funcionários, etc).

Para dar uma ilustração prática desses dois conceitos, usarei dois exemplos básicos:

Durante o mês de janeiro de 2018, o total de vendas de um mercadinho foi de R$ 120.000,00. Porém foi gasto o total de R$ 80.000,00 com a compras de produtos.

O lucro bruto deste mercadinho pode ser encontrado da seguinte forma:

R$ 120.000,00 (total de vendas) – R$ 80.000,00 (compra de produtos) = R$ 40.000,00

Para se encontrar o lucro líquido, teremos de levar em consideração outros custos e despesas como: R$ 3.000,00 (aluguel), R$ 14.000,00 (Folha de Pagamento), R$ 6.500,00 (Impostos), R$ 2.800,00 (despesas fixas e variáveis: energia, telefone, internet, contador, etc) e R$ 80.000,00 (compra de produtos). E devemos subtrair pelo total de vendas do período de janeiro de 2018. O cálculo ficará assim:

R$ 120.000,00 (total de vendas) – R$ 3.000,00 (aluguel) – R$ 14.000,00 (Folha de Pagamento) – R$ 6.500,00 (Impostos) – R$ 2.800,00 (despesas fixas e variáveis: energia, telefone, internet, contador, etc) – R$ 80.000,00 (compra de produtos) = R$ 13.700,00.

Acima calculamos os valores absolutos do lucro bruto e do lucro líquido, agora vamos aprender a calcular as margens de lucro bruto e de lucro líquido. Para tanto, basta dividir o valor obtido de lucro pelo total das vendas.

Logo assim ficarão as nossas margens:

Margem de Lucro Bruto: R$ 40.000,00 (Lucro Bruto) / R$ 120.000,00 (total de vendas) = 0,33 ou 33,33%

Margem de Lucro Líquido: R$ 13.700,00 (Lucro Líquido) / R$ 120.000,00 (total de vendas) = 0,11 ou 11,42%.

Evidentemente, quanto maior for o seu lucro, significa que o seu negócio está prosperando. Porém, se o lucro for negativo, mesmo até com um aumento de faturamento, você está operando em prejuízo.

Nunca confunda faturamento com lucro.

Fabiano Mapurunga,

CEO da Go Partners Consultoria em Finanças e Negócios. Mestre em Gestão
Empresarial. MBA em Gestão de Negócios. MBA em Gestão Financeira e Controladoria

Fariseus

Em artigo sobre patriotismo, o jornalista Waldemir Catanho aponta que a exploração de petróleo gera receita para o capital estrangeiro de oito vezes o orçamento do Ministério da Educação para este ano. Confira:

“Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Vocês são como sepulcros caiados: bonitos por fora, mas por dentro estão cheios de ossos e de todo tipo de imundície.

Assim são vocês: por fora parecem justos ao povo, mas por dentro estão cheios de hipocrisia e maldade.” (Mateus 23 : 27 – 28)

Confesso que, embora católico, deve ser a primeira vez que faço uma citação da Bíblia em algum texto que escrevo. Mas ao ver chegada mais uma Copa, o verde amarelo tomando conta novamente das ruas, lembrei-me do termo fariseu e foi irresistível usá-lo aqui.

Não me refiro a quem trabalha de biscateiro ou tá desempregado. A quem é empregado doméstico ou comerciário, operário ou motorista. Ao dono do mercadinho ou da oficina. A quem de boa fé junta a turma pra decorar com fitinhas verde-amarelo as ruas do João XXIII, do Canindezinho, do Vila Velha, do Dendê, Bom Jardim ou do Lagamar. A quem usa suas blusas da seleção nos ônibus do Conjunto Ceará / Aldeota ou do Siqueira / Papicu. Falo de outra turma.

Os fariseus são aqueles que bradam que nossa bandeira jamais será vermelha mas se calam diante da entrega de simplesmente 70% das nossas reservas de petróleo do pré-sal para empresas estrangeiras, abrindo mão de um patrimônio de até 195 bilhões de dólares, ou 721 bilhões de reais. Isso é oito vezes o orçamento do Ministério da Educação para 2018, ou seis vezes o orçamento do Ministério da Saúde para este ano!

Sim, se você não sabe, na última quarta-feira, dia 20, em meio ao furor verde amarelo da Copa, essa medida foi aprovada pela base de sustentação do Governo golpista na Câmara dos Deputados. A mesma base de sustentação que após evocar o nome de Deus, o amor ao Brasil e às suas famílias durante a votação do afastamento da presidente Dilma, aprovou a criação de benefícios fiscais pelos próximos 30 anos para as mesmas petroleiras estrangeiras que serão beneficiadas novamente agora com essa nova medida. E olha, não foi um trocado qualquer. Estudos de consultores legislativos da própria Câmara estimam que os benefícios aprovados em novembro do ano passado vão significar uma renúncia fiscal da ordem de R$ 40 bilhões / ano, o equivalente a R$ 1 trilhão de reais em 25 anos. Dinheiro, talvez, sem serventia.

Mas o amor à pátria não para por aí. Está saindo do forno a venda das refinarias Alberto Pasqualini (Rio Grande do Sul), Presidente Vargas (Paraná), Landoupho Alves (Bahia) e Abreu e Lima (Pernambuco). É em função dessa venda que o governo golpista criou uma politica em que o preço do gás de cozinha, da gasolina e do diesel ficam atrelados ao dólar e ao mercado internacional. Quem comprar as refinarias já vai ter garantidas margens de lucro altíssimas.

Em nenhum desses episódios vimos nossos bravos patriotas se dirigirem à Praça Portugal ou bancarem notas em páginas de jornais como quando ficaram indignados com as pedaladas da Presidente Dilma. As panelas só servem agora para o grande regabofe em que se transformou a entrega de nossas principais riquezas. Uma farra onde lucram apenas setores de nossas elites, sócias menores das elites estrangeiras.

O patriotismo não tem nada a ver com isso. O verdadeiro patriotismo tem que olhar para as condições de vida de todo o nosso povo e não apenas de uma parte dele. Tem que entender que muitas vezes o interesse do capital norte americano, europeu ou chinês é contraditório com os interesses do povo brasileiro. O caso da Eletrobrás é um bom exemplo disso.

Sem uma Eletrobrás brasileira e estatal não teria sido possível executar um programa como o Luz Para Todos que durante os governos Lula e Dilma levou o direito de se guardar comida em geladeira para mais de 3 milhões de famílias moradoras das zonas rurais do país que até então viviam sem energia elétrica.

Mas agora o patriotismo do governo golpista e de seus deputados e senadores planeja vender essa mesma Eletrobrás, incluindo Chesf, Eletronorte e Furnas. Os compradores certamente serão empresas estrangeiras. E da mesma forma que no caso das refinarias a venda está sendo feita com a promessa de garantia dos lucros dos compradores através do preço futuro das tarifas de energia. E aí lhe pergunto: quem vai lucrar e quem vai pagar o pato?

O nome disso não é patriotismo, mas entreguismo.

Waldemir Catanho, jornalista

Fortaleza terá voo direto para Madrid a partir de setembro

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A Air Europa, que já faz alguns voos entre o velho continente e o Brasil, vai inaugurar mais uma rota em breve. Será o trecho Madri-Fortaleza, que terá início a partir de setembro próximo.

O governo do Ceará deu apoio a essa nova operação internacional que chega atraída não só pelos incentivos fiscais e mercado, mas, também pelo hub em implantação no Aeroporto Internacional Pinto Martins, com a chegada da alemã Fraport como gestora do terminal.

(Foto – Divulgação)

Governo e Latam vão celebrar acordo que garante novos voos para Fortaleza

A Latam Airlines Brasil e o Governo do Ceará vão celebrar, às 15 horas do próximo dia 4 de julho, no Palácio da Abolição, os novos voos anunciados pela companhia no Estado.

A informação é da Secretaria do Turismo do Estado, adiantando que os investimentos, anunciados pela LATAM em 23 de maio deste ano, integram uma parceria, de longo prazo, que promete fomentar o turismo local e gerar emprego e renda em vários segmentos da economia cearense.

A solenidade contará com a presença do governador Camilo Santana, do prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, e do CEO da Latam Airlines Brasil, Jerome Cadier.

(Foto – Fco Fontenele)

OAB anuncia novo recurso contra cobrança de bagagem em aviões

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) anunciou hoje (22) um novo recurso, com pedido de decisão liminar (provisória), a fim de interromper a taxa extra de cobrança de bagagens pelas companhias aéreas.

Para o presidente nacional da OAB, Cláudio Lamachia, “desde que a taxa foi colocada em prática, o consumidor tem sido lesado”.

O novo recurso foi motivado pelo reajuste no valor da taxa, feito recentemente pelas companhias Azul e Gol. Desde que a autorização para a cobrança foi anunciada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a OAB tem atuado para revogar a medida, que considera “lesiva” aos consumidores.

A medida chegou a ser suspensa pela Justiça Federal em março do ano passado, mas a decisão liminar foi derrubada no mês seguinte. A OAB quer que uma nova liminar seja concedida enquanto não é julgado o mérito final da ação.

A bagagem despachada começou a ser efetivamente cobrada em 1o de junho de 2017. A primeira companhia a cobrar foi a Azul, no valor mínimo de R$ 30,00 por mala, preço que agora é de R$ 60,00.

(Agência Brasil/Foto – Jarbas Oliveira)

Dólar abre em baixa nesta sexta-feira

O dólar abriu o pregão de hoje (22) com uma queda de 0,51%, cotado em R$ 3,7452 na venda com a expectativa do Banco Central injetar os US$ 10 bilhões previstos para esta semana em swaps cambiais (venda futura da moeda norte-americana). Até hoje, o BC colocou US$ 4 bilhões nos leilões extraordinários de swaps cambiais do total previsto.

O índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) iniciou o pregão do dia em alta de 0,15% com 70.181 às 10 horas, mantendo volume baixo de negócios na parte da manhã durante o jogo da seleção brasileira na Copa da Rússia.

(Agência Brasil)

Bancos darão expediente a partir das 13 horas desta sexta-feira

O atendimento ao público nas agências bancárias nesta sexta-feira ocorrerá das 13 às 17 horas. Isso por causa do jogo do Brasil na Copa da Rússia. O horário, definido de acordo com circular do Banco Central, é válido para todas as cidades do país.

Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), não há atendimento em horário dos jogos do Brasil “por motivos de segurança das agências e de transporte de valores”. De acordo com a entidade, os bancos devem afixar nas agências aviso sobre o horário de atendimento nos dias de jogos do Brasil, com antecedência mínima de 48 horas.

A Febraban lembra que os bancos oferecem aos clientes alternativas como caixas eletrônicos, internet banking, aplicativo do banco no celular (mobile banking) e operações bancárias por telefone. Esses canais de atendimento funcionam normalmente em horários de jogos.

Embargo da UE derruba exportação brasileira de carne de frango

As exportações brasileiras de carne de frango, incluindo produtos in natura e processados, totalizaram 1,61 milhão de toneladas de janeiro a maio deste ano, segundo levantamento da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que representa as empresas do setor. O resultado corresponde a uma queda de 8,5% em relação ao mesmo período de 2017, quando foram exportadas 1,75 milhão de toneladas.

Em termos financeiros, as vendas de carne de frango para o exterior alcançaram US$ 2,602 bilhões, de janeiro a maio de 2018, um saldo 12,3% menor que os US$ 2,966 bilhões registradas nos cinco primeiros meses do ano passado.

De acordo com a ABPA, as vendas de carne de aves para os países da União Europeia (UE) tiveram uma queda de 40% no período analisado. Enquanto nos cinco primeiros meses deste ano o volume embarcado para a UE foi de 92,5 mil toneladas, no mesmo período de 2017 tinha sido de 151,8 mil toneladas. São efeitos diretos da suspensão, pela Comissão Europeia, em abril, das importações de proteína animal, especialmente de carne de frango, de pelo menos 20 unidades frigoríficas do Brasil.

Considerando apenas o mês de maio, com o embargo europeu já em vigor, houve uma retração de 4,7% nos volumes gerais exportados, com 333,2 mil toneladas em maio deste ano, contra 349,5 mil toneladas no mesmo período do ano passado. Em termos de receita, as vendas do quinto mês de 2018 chegaram a US$ 517,6 milhões,13% inferior aos 594,8 milhões registrados no mesmo mês do ano anterior.

(Agência Brasil)

Bancos vão abrir nesta sexta-feira de jogo do Brasil?

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informa: em dias de jogos do Brasil na Copa da Rússia, às 9 horas, como nesta sexta-feira, o atendimento será das 13 às 17 horas.

Em dias de jogos às 11 horas, o atendimento será das 8h30min às 10h30min e das 14 às 18 horas. Já em jogos às 15 horas, o atendimento acontecerá das 9 às 13 horas.

(Foto – Micael Melo, Metrópoles)