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Shopping Eusébio – Acionistas projetam nova expansão e um complexo multiuso

José Ximenes, Antonio Júnior, Tereza Cristina, Riamburgo Ximenes e Ana Luíza e o sucesso do Shopping Eusébio.

Os acionistas do Shopping Eusébio (RMF), controladores dos Grupos Ponto da Moda e Frangolândia, elaboraram um Master Plan que prevê expansão do empreendimento para os próximos 25 anos. Além da ampliação do shopping, que deve chegar a 45 mil m² de ABL (Área Bruta Locável), o Master Plan prevê outros empreendimentos imobiliários para o terreno de 50 mil metros quadrados, formando um complexo multiuso.

Estão previstas três torres residenciais, uma torre empresarial de dez andares (office e medical center) e um hotel executivo com 140 leitos. A primeira etapa começa neste mês de fevereiro e deve estar pronta até o fim de 2019. Serão 50 novas operações, sendo 13 na praça de alimentação, uma loja âncora, uma loja de jogos eletrônicos e outras 36 operações de varejo, trazendo para o município do Eusébio marcas de renome nacional, além de uma ampla praça de eventos e um cinema com cinco salas de exibição, sendo três em 3D, uma VIP e uma Premium, exclusiva no Ceará. A segunda etapa será executada já em 2020, com a expansão de mais dois mil metros quadrados de ABL.

(Foto – Divulgação)

Adutora que levará água para o Pecém prossegue em obras; Procuradoria da República questiona

Da Coluna do Eliomar de Lima, no O POVO deste sábado.

Prosseguem céleres as obras de ampliação de adutoras (canais de derivação) conexas ao Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP), no trecho de Caucaia (Região Metropolitana de Fortaleza). Por meio de liminar da Justiça Federal que avisou: só depois de concluída é que serão avaliados os seus impactos.

A obra é executada em uma Área de Proteção Ambiental (APA do Lagamar do Cauípe), sem que fossem produzidos estudos de impacto ambiental, avaliação social das comunidades tradicionais que estão no trajeto, bem como a consulta prévia aos povos indígenas que tradicionalmente habitam e fazem uso da área do Lagamar do Cauípe, de onde será extraída a água para o abastecimento dos empreendimentos do CIPP.

A procuradora da República Nilce Cunha, que atua na área do Meio Ambiente, tentou barrar várias vezes o empreendimento da Companhia de Gerenciamento dos Recursos Hídricos do Estado (Cogerh) propondo estudos, mas, pelo visto, o mercado fala muito mais alto do que o clamor das comunidades da área. É o preço do tal progresso.

(Foto – Mateus Dantas)

União pagou R$ 565 em dívidas atrasadas de Estados em janeiro

O Tesouro Nacional pagou, em janeiro, R$ 565,05 milhões em dívidas atrasadas de estados. Desse total, a maior parte, R$ 459,3 milhões, é relativa a atrasos de pagamento de Minas Gerais. Também foram pagos R$ 105,75 milhões do estado do Rio de Janeiro.

Os dados estão no Relatório de Garantias Honradas pela União em Operações de Crédito, divulgado hoje (15) pela Secretaria do Tesouro Nacional. As garantias são executadas pelo governo federal quando um estado ou município fique inadimplente em alguma operação de crédito. Nesse caso, o Tesouro cobre o calote, mas retém repasses da União para o ente devedor até quitar a diferença, cobrando multa e juros.

Em 2018, a União já quitou R$ 4,803 bilhões de dívidas em atrasos de entes subnacionais. Desse total, R$ 4.027,9 bilhões couberam ao estado do Rio; R$ 553,15 milhões a Minas Gerais; R$ 123,95 milhões ao Piauí; R$ 64 milhões a Roraima e R$ 33,59 milhões a Goiás. Nenhum município teve garantias cobertas pelo Tesouro no ano passado.

Em 2016 e 2017, o Tesouro pagou, respectivamente, R$ 2,377 bilhões e R$ 4,059 bilhões em dívidas de estados e municípios.

As garantias honradas pelo Tesouro são descontadas dos repasses da União aos entes federados – como receitas dos fundos de participação, Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), dentre outros. Sobre as obrigações em atraso incidem juros, mora e outros custos operacionais referentes ao período entre o vencimento da dívida e a efetiva honra dos valores pela União.

Nos últimos dois anos, no entanto, decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) impediram a execução das contragarantias de vários estados em dificuldade financeira. Com a adesão do estado do Rio de Janeiro ao pacote de recuperação fiscal, no fim de 2017, o estado pode contratar novas operações de crédito com garantia da União, mesmo estando inadimplente.

Sem ter aderido ao programa de recuperação fiscal, o estado de Minas Gerais está impedido de contrair financiamentos com garantias pelo Tesouro até 7 de janeiro de 2020; Goiás até 11 de setembro deste ano; Piauí até 13 de setembro de 2019; e Roraima até 12 de dezembro. A prefeitura de Natal (RN), que não pagou dívidas com a União em 2017, não poderá pegar empréstimos garantidos pelo Tesouro até 28 de dezembro de 2019.

(Agência Brasil)

Atividade econômica cresce 1,15% em 2018

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A economia brasileira cresceu 1,15% em 2018. É o que mostra o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgado hoje (15).

No último trimestre do ano, comparado ao período anterior, o crescimento ficou em 0,20%, de acordo com dado dessazonalizado (ajustado para o período). O quarto trimestre comparado a igual período de 2017 apresentou crescimento de 1,53%.

Em dezembro, frente a novembro de 2018, houve expansão de 0,21%. Na comparação com o último mês do ano passado e dezembro de 2017, o crescimento chegou a 0,18%.

O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira e ajuda o BC a tomar suas decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic. O índice incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária, além do volume de impostos.

O indicador foi criado pelo Banco Central para tentar antecipar, por aproximação, a evolução da atividade econômica. Mas o indicador oficial é o Produto Interno Bruto (PIB), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

(Agência Brasil)

Pedetista cobra explicações sobre possível privatização do BNB

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O deputado estadual Sérgio Aguiar (PDT) defendeu nesta manhã de sexta-feira, durante pronunciamento na tribuna da Assembleia Legislativa, o fortalecimento do Banco do Nordeste e a valorização de seus servidores.

Sergio ainda cobrou explicações do Ministério da Economia sobre informações divulgadas na mídia dando conta de que o banco poderia ser privatizado.

O parlamentar pediu mobilização da bancada federal cearense em defesa “do maior banco de desenvolvimento regional da América Latina”.

(Foto – ALCE)

Dono de hotel no Cumbuco é detido por furto de energia

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Um proprietário de hotel situado na praia do Cumbuco, no município de Caucaia (Região Metropolitana de Fortaleza), foi detido na tarde de ontem (14), durante uma operação da Enel Distribuição Ceará e Polícia Civil.

De acordo com informações da assessoria de comunicação da Enel, ao percorrerem a cidade fiscalizando residências e comércios, equipes da distribuidora identificaram irregularidades na medição do hotel.

A prisão foi realizada em flagrante e o dono foi conduzido para a delegacia da cidade.

A Enel e a Polícia Civil não divulgaram nome do proprietário nem o nome do hotel.

DETALHE – Além de ser crime, com pena prevista de um a oito anos de reclusão, o furto de energia afeta diretamente a qualidade do serviço prestado pela distribuidora e põe em risco a população, principalmente as pessoas que manipulam a rede elétrica. As ligações irregulares podem causar curtos-circuitos e sobrecarga na rede elétrica, ocasionando interrupção no fornecimento de energia.

Mercado financeiro reduz projeção de déficit nas contas públicas

Instituições financeiras consultadas pelo Ministério da Economia reduziram a previsão para o resultado negativo das contas públicas, neste ano. A estimativa de déficit primário do Governo Central – formado por Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central – passou de R$ 102,385 bilhões para R$ 99,560 bilhões, em 2019.

A estimativa segue abaixo da meta de déficit perseguida pelo governo de R$ 139 bilhões. O resultado primário é formado por receitas menos despesas, sem considerar os gastos com juros.

Os dados constam da pesquisa Prisma Fiscal, elaborada pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia, todos os meses, com base em informações do mercado financeiro.

Para 2020, a estimativa das instituições financeiras é déficit de R$ 65,462 bilhões, contra R$ 68,778 bilhões previstos em janeiro. A meta de déficit primário para o próximo ano é R$ 110 bilhões.

A previsão das instituições financeiras para as despesas passou de R$ 1,426 trilhão para R$ 1,423 trilhão, neste ano, e de R$ 1,483 trilhão para R$ 1,482 trilhão, em 2020. A estimativa de receita líquida do Governo Central foi alterada de R$ 1,324 trilhão para R$ 1,322 trilhão, em 2019, e de R$ 1,419 trilhão para R$ 1,417 trilhão, no próximo ano.

A pesquisa apresenta também a projeção para a dívida bruta do Governo Central, que, na avaliação das instituições financeiras, deve ficar em 78% do Produto Interno Bruto (PIB – a soma de todas as riquezas produzidas pelo país), neste ano. A previsão anterior era 78,2% do PIB. Para 2020, a estimativa ficou em 79,3% do PIB, ante 79,8% previstos no mês passado.

(Agência Brasil)

Anvisa proíbe venda de lotes de frango da Perdigão

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a venda e a distribuição, em todo o país, de alguns lotes de derivados de frango in natura da marca Perdigão. O motivo é a suspeita de contaminação dos produtos por Salmonella enteritidis, bactéria que pode provocar infecção gastrointestinal, quadro que tem como principais sintomas dores abdominais, diarreia, febre e vômito. A bactéria é encontrada no sistema digestivo de animais e em vegetais plantados em solos contaminados.

Segundo o comunicado da BRF, conglomerado que detêm mais de 30 marcas, incluindo a Perdigão e a Sadia, o contágio pela bactéria pode ocorrer quando os alimentos não são completamente fritos, cozidos, assados ou manuseados conforme descrito nas embalagens.

A BRF anunciou o recolhimento de 164 toneladas de cortes e miúdos de frango in natura, como filezinho (Sassami), filé de peito e coração, suspeitos de contaminação. O volume representa 0,1% da produção mensal de frango da empresa no país.

Os itens recolhidos foram fabricados na unidade de Dourados (MS) e contêm o selo de Serviço de Inspeção Federal (SIF) 18 e datas específicas de validade. Eles foram comercializados nos estados do Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

A instrução da empresa, indicada em site criado para noticiar o recall, é de que os consumidores que tiverem adquirido os produtos dos lotes citados entrem em contato pelo telefone 0800 031 1315 ou pelo e-mail recolhimento.sac@brf-br.com, para esclarecer dúvidas ou para solicitar troca ou devolução. Os lotes recolhidos serão avaliados pelas autoridades sanitárias, que determinarão o que será feito deles.

A BRF informou ainda que todos os demais lotes de produtos da fábrica de Dourados estão em conformidade com os padrões de qualidade requeridos pela legislação, não representando risco aos consumidores.

(Agência Brasil)

Banco do Brasil – Lucro líquido chega a R$ 12,8 bilhões em 2018

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O lucro líquido do Banco do Brasil chegou a R$ 12,862 bilhões, em 2018, com aumento de 16,8% na comparação com o ano anterior. Os dados foram divulgados hoje (14). A carteira de crédito ampliada (empréstimos mais as operações com títulos, valores mobiliários privados e garantias) totalizou R$ 697,3 bilhões e cresceu 1,8% em 12 meses.

O crédito para as empresas cresceu 0,7%, no quarto trimestre do ano, em relação ao trimestre anterior. O crédito para micro e pequenas empresas voltou a crescer após 15 trimestres consecutivos de queda, alcançando R$ 39,5 bilhões, aumento de 1,2% sobre setembro de 2018. A carteira rural apresentou desempenho positivo de 5,6% na comparação anual (R$ 8,9 bilhões).

Segundo o banco, a carteira de crédito para pessoas físicas cresceu 7,6% em 12 meses (R$ 13,4 bilhões), devido ao desempenho positivo em crédito consignado (R$ 3,8 bilhões), da alta de 8,7% do financiamento imobiliário (R$ 3,9 bilhões) e crescimento de 13,7% nas operações de cartão de crédito. O empréstimo pessoal cresceu 55,2% em 2018 e alcançou R$ 7,3 bilhões.

O índice de inadimplência (atrasos acima de 90 dias) ficou em 2,53% em dezembro de 2018. Em 2018, as receitas com prestação de serviços cresceram 5,8% na comparação com 2017, alcançando R$ 27,5 bilhões.

(Agência Brasil)

Câmara aprova MP que transfere imóveis do INSS e RFFSA para a União

A Câmara dos Deputados aprovou a Medida Provisória 852/18, que trata de várias questões relacionadas a bens imóveis da União, como a transferência ao Tesouro Nacional daqueles em poder do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), da permissão para venda de imóveis da extinta Rede Ferroviária Federal (RFFSA) e da cessão daqueles ocupados por entidades esportivas antes da atual Constituição Federal.
A MP será enviada ao Senado.

Os deputados aprovaram o texto original da MP, recusando o projeto de lei de conversão do senador Dário Berger (MDB-SC), que havia incluído diversos outros tópicos. Alguns desses tópicos, como a alteração de áreas de parques nacionais, foram considerados estranhos ao assunto original da medida, segundo decisão do presidente da Câmara, Rodrigo Maia.

Por meio de um destaque do PP, o Plenário reintroduziu na MP trecho do texto aprovado na comissão mista que garante aos empregados da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) e da Trensurb o direito a complementação de aposentadoria garantido pela Lei 11.483/07 aos empregados da extinta RRFSA transferidos para a Valec, outra estatal do setor ferroviário.

(Com Agência Câmara/Foto – Arquivo)

Vereador alerta sobre ameaça de desemprego no setor leiteiro

Com o título “Prejuízo e desemprego na produção nacional do leite”, eis artigo do vereador Gardel Rolim (PPL). Aborda um mercado que, no Ceará, pode sofrer impactos por conta de medidas adotadas na Europa. Confira:

Neste último fim de semana, fomos surpreendidos com a suspensão das tarifas antidumping cobradas sobre a importação de leite em pó, integral e desnatado da União Européia e da Nova Zelândia. Essas tarifas eram cobradas desde 2001 e protegiam os produtores nacionais, garantindo preços estáveis no mercado interno.

Tal medida foi anunciada pelo Governo Federal, por meio do Ministério da Economia, em circular publicada no Diário Oficial. Com a suspensão, o leite europeu que é altamente subsidiado, vai impactar duramente no preço do leite brasileiro. A consequência para a nossa indústria nacional será a de prejuízo na produção, gerando desemprego.

Segundo o Ministério da Agricultura (MAPA), cerca de 1,2 milhão de estabelecimentos rurais são dedicados à produção de leite no país e 51% do produto líquido comercializado vem de pequenas propriedades rurais. Ciente disso, cabe aos governos municipais, estaduais, e principalmente o federal, fomentar, apoiar, proteger e criar condições para que os produtores nacionais gerem cada vez mais empregos, aumentando a arrecadação de impostos e ampliando a capacidade de investimento dos governos. Mas o que assistimos é o inverso dessa proposta.

O que isso implica na vida dos brasileiros? A não taxação do leite europeu, além de criar uma concorrência desleal no mercado internacional, desequilibra todo um mercado estabilizado e necessário para o nosso Produto Interno Bruto (PIB).

Desde que cheguei a Câmara Municipal, para cumprir meu primeiro mandato como Vereador de Fortaleza, tenho defendido que a saída para a crise econômica do Brasil deveria ocorrer pelo fortalecimento da indústria nacional, pois é esta a responsável pela fabricação de produtos para o consumo interno, gerando emprego e renda para grande parte da população brasileira.

Tal medida vai de encontro ao que temos defendido e de encontro inclusive à política econômica adotada pelos grandes países do mundo, a exemplo dos Estados Unidos, que é muito observado pelo governo atual, e que tem sobretaxado produtos chineses para proteger a indústria americana e os empregos dos americanos. Portanto, mais um momento de tristeza e agonia para os pequenos produtores nacionais e trabalhadores locais brasileiros.

Fica aqui o registro e a indignação, bem como a nossa solidariedade a milhares de família produtoras de leite por esse nosso Brasil a fora. Mas também fica a chamada para lutarmos pelo fortalecimento da nossa indústria e a garantia do emprego dos brasileiros, para não deixarmos mais um setor da nossa economia ser dissolvido.

*Gardel Rolim

Vereador do PPL de Fortaleza

gardelrolim@gmail.com

(Foto – CMFor)

Receita Federal faz investigação secreta de mais 134 agentes públicos

Além do ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, a autodenominada Equipe Especial de Fraudes (EEF) da Receita Federal abriu investigações secretas contra outros 134 “agentes públicos”. De acordo com documento interno da Receita a que o site Consultor Jurídico teve acesso, pelo menos desde março de 2018 o grupo de arapongas vem agindo de acordo com critérios próprios para imputar crimes não relacionados ao papel da Receita a “autoridades”.

A Equipe de Fraudes relatou suas atribuições na “Nota Copes 48/2018”, onde descreve seu papel e métodos dessa equipe. A “Nota” está carimbada como documento “reservado”. Foi com base nela que o auditor fiscal Luciano Francisco Castro começou a vasculhar as declarações de renda e de patrimônio de Gilmar e da mulher dele, a advogada Guiomar Feitosa, para chegar a conclusões que não são fundamentadas.

O documento decorre da criação da Equipe Especial de Fraudes — Nacional (o que sugere a existência de equipes estaduais), montada pela Receita em 2017, supostamente para fiscalizar as declarações de renda de agentes públicos. Segundo o anúncio oficial, caso fossem constatados indícios de crimes, as informações seriam enviadas ao Ministério Público Federal, já que a Receita não tem atribuição para investigar – o papel é da polícia, sob controle judicial.

O documento desmente as intenções oficiais. “A EEP entende que há fatos concretos a ser apreciados pelas estruturas regionais de programação”, diz a Nota Copes 48, sem mencionar o MPF. “Entendeu-se adequado direcionar a prospecção em práticas com possível envolvimento de agentes públicos, haja vista a conduta que se espera de quem percebe remuneração para servir a sociedade, sem valer-se do cargo para outros fins, o que alcança o seu dever de cumprir com as normas tributárias.”

A nota descreve o que a tal Equipe Especial de Fraudes fez desde que foi criada, no dia 10 de março de 2017, até o dia 2 de março de 2018. A equipe é um conjunto de auditores fiscais cuja função é fiscalizar “800 agentes públicos federais”.

Pelo que está escrito na “Nota Copes 48”, não foi bem isso o que aconteceu no primeiro ano de atividades da “tropa de elite da Receita”, como a imprensa passou a chamar o grupo. No primeiro parágrafo, o documento já avisa que o grupo foi instituído para “identificação de indícios de crimes contra a ordem tributária, corrupção e lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores envolvendo agentes públicos”. Só a identificação das pessoas que o grupo fiscalizaria chegou a 800 mil CPFs, e não 800, como havia sido anunciado.

Ou seja, em nenhum o momento o grupo parece ter-se dedicado a garantir a arrecadação tributária. Como confessa o documento, a ideia é investigar indícios de lavagem de dinheiro e corrupção, o que não se relaciona com as atribuições da Receita Federal. E no caso de “agentes públicos”, provavelmente houve ainda a violação das prerrogativas de foro.

O próprio auditor Luciano Castro começa seu relatório sobre o ministro Gilmar dizendo que “trata-se de análise fiscal no âmbito do trabalho da Equipe Especial de Fraudes – Nacional, de acordo com a metodologia definida na Nota Copes 48/2018”.

Mineração de dados

De acordo com o documento, os auditores chegaram a essas 134 pessoas num teste de funcionamento do sistema ContÁgil, um software que agrega informações de variadas bases de dados, desenvolvido pela própria Receita. Os auditores explicam que chegaram a esses nomes com base em critérios objetivos, e que eles ainda seriam “limpados” depois, já que o fato de existirem irregularidades nas declarações de renda não é sinônimo de fraude ou crime.

Segundo o documento, as informações obtidas por meio da investigação interna ainda serão depuradas, para que se constate o que é mesmo fraude e o que são problemas formas. Mas avisa: “A constatação de fraude se difere de um trabalho mais simples de auditoria”.

O software não obedece apenas a humanos. Trata-se de uma importante ferramenta de inteligência artificial que usa tecnologias de mineração de dados. Em português, é um programa que aprende sozinho a encontrar informações consideradas relevantes pelos auditores em meio ao mar de dados a que se tem acesso.

O software lançou uma rede de pescador nos dados fiscais de milhões de pessoas. Dos 800 mil ocupantes de cargos públicos, a EEP selecionou parentes de primeiro e de segundo graus, seus cônjuges e empregados domésticos, além das empresas registradas nos nomes de todos eles e seus sócios. E aí foram selecionadas pessoas que tiveram aumento patrimonial superior a R$ 500 mil, declararam rendimento isento de tributação acima de R$ 500 mil e valor de patrimônio acima de R$ 5 milhões.

Esse primeiro filtro chegou a 799 pessoas. E aí foi aplicada a segunda peneira, de quem teve renda não tributável acima de R$ 2,5 milhões e receita bruta de pessoa física acima de R$ 10 milhões. Foi assim que se chegou às 134 pessoas, que ainda passarão por outro filtro.

(Foto – Agência Brasil)

AJE Fortaleza empossa novos dirigentes

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O engenheiro Rafael Fujita tomou posse como coordenador da Associação dos Jovens Empresários de Fortaleza (AJE), em solenidade na noite dessa terça-feira (12), no auditório da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec). O empresário Beto Studart, presidente da Fiec, prestigiou o evento.

Tomaram posse ainda na direção da AJE os empresários Caio Honorato, George Martins, Romualdo Neto, Igor Pinheiro, Danilo Lobo, Valdemir Alves, Ingrid Collyer e Renan Sampaio.

(Foto: Divulgação)

Para cearense que pensa em morar ou investir nos EUA

O Escritório Jurídico Rodrigues de Albuquerque, com sede em Fortaleza, fechou parceria com a empresa norte-americana NUSA, especializada em processo de imigração e termos de parceria e que abre portas dos EUA para brasileiros. No próximo dia 20 de fevereiro, das 8 às 11 horas, essa parceria será apresentada ao mercado e aos interessados num evento para convidados que ocorrerá n Hotel Gran Marquise. Nessa ocasião, o sócio da NUSA, Leonardo Roth, apresentará detalhes sobre negócios e intercâmbio.

A parceria promete soluções adequadas e customizadas para quem tem interesse de empreender, investir e morar nos EUA, por meio um staff de profissionais multidisciplinares com reconhecida trajetória e qualificação, e em constante processo de formação e atualização. A iniciativa tem foco em três áreas: imigração, investimentos imobiliários e comércio e pretende ainda trabalhar no sentido de educar as pessoas sobre como é investir nos EUA.

A expertise do Escritório Jurídico é trabalhar auxiliando aqueles que desejam empreender nos Estados Unidos, atendendo os interessados em todas as etapas que envolvem a estruturação e desenvolvimento dos negócios. Os valores da RDA estão de acordo com as leis americanas e a assessoria empresarial é toda realizada em Língua Portuguesa, de forma célere e totalmente segura.

Advogados e Sócios:

Miguel Rocha Nasser Hissa

OAB(CE) n.o 15.469 Advogado, graduado pela Universidade Federal do Ceará – UFC; Pós-Graduado em Direito Imobiliário pela Universidade de Fortaleza

Rodrigo Macêdo de Carvalho

OAB(CE) n.o 15.470 Advogado, graduado na Universidade Federal do Ceará – UFC; Pós-Graduado em Direito Processual Civil pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP

Rui Barros Leal Farias

OAB(CE) n.o 16.411 Advogado, graduado na Universidade de Fortaleza – UNIFOR; Mestre em Direito pela Universidade Federal do Ceará – UFC. Professor do Curso de Direito da Faculdade 7 de Setembro – FA7; Membro da International Bar Association – IBA; Membro da Turnaround Management Association.

SERVIÇO

*Rodrigues de Albuquerque Advogados – Avenida Dom Luiz, nº 500 – Sala 1501 – 15º andar

*Mais Informações – (85) 3458.1755 / (85) 3458.1756

*Hotel Gran Marquise – Avenida Beira Mar, 3980 – Mucuripe

Evento para convidados.

AJE Fortaleza sob nova coordenação

Rafael Fujita entra no lugar de Yuri Torquato.

Toma posse, às 19 horas desta terça-feira, no auditório da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec), a nova coordenação da Associação dos Jovens Empresários de Fortaleza (AJE).

O atual coordenador-geral, Yuri Torquato, passará o comando da entidade para o engenheiro Rafael Fujita, após ter desenvolvido uma gestão que teve como foco a desburocratização.

Também serão empossados na ocasião Caio Honorato, George Martins, Romualdo Neto, Igor Pinheiro, Danilo Lobo, Valdemir Alves, Ingrid Collyer e Renan Sampaio.

(Foto – Tapis Rouge)

O Ceará e a Economia do Mar

Com o título “O Ceará e a Economia do Mar”, eis artigo de Lima Matos, diretor da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec) e membro do Conselho Editorial do O POVO. Ele aborda a perspectiva de um mercado novo para o Estado, que deve emergir com o acordo do Pecém com o Porto de Roterdã. Confira:

Com 573 km de costa, o Ceará, depois de investir em sol e ventos, passando a produzir energia eólica para cobrir toda sua necessidade de energia, caminha para um horizonte maior, chamado Economia do Mar.

Usando o mar na navegação, no turismo e na pesca, o Ceará pode ser um destino prioritário internacional.

Este caminho foi reforçado pela conclusão no Porto do Mucuripe do canal de acesso do berço especializado em turismo, com início de operação em março de 2019.

Por outro lado, o Ceará já possui dois portos modernos. No Pecém, nasce a esperança de uma industrialização 4.0, com elevado valor agregado voltado para exportação tendo uma ZPE destinada para o comércio internacional, além da construção de uma das maiores siderúrgicas do Brasil, estando também prestes a receber, como sócio, o porto de Rotterdam, um dos maiores do mundo.

Em 2018, os dois portos, juntos, movimentaram a expressiva soma de 18 milhões de toneladas de mercadorias, sendo 14 milhões no Pecém e 4 milhões no Mucuripe, além de terem uma localização com potencial para comércio internacional, principalmente com a duplicação do canal do Panamá que abre novas possibilidades para o comércio com a Ásia e África.

Precisamos, contudo, nos prepararmos para o novo desafio mundial, onde já avançaram Estados Unidos e Rússia, investindo no uso sustentável de recursos marinhos de alto valor agregado, que abrem novas fronteiras econômicas e do conhecimento, posicionando o Ceará como referência mundial em Economia do Mar.

Na pesca, podemos introduzir novas tecnologias para produção em larga escala do atum e da lagosta, aparelhando-se para pesca com o uso de navios especializados.

Não podemos, também, esquecer que Fortaleza é hoje a cidade da América Latina com maior quantidade de cabos submarinos de fibra ótica, caminhando para se tornar um centro de hub de comunicação digital nacional e internacional.

Enfim, fica provado que Deus antes de tudo é cearense, dando grandes riquezas para explorarmos, fazendo com que, conforme o projeto Ceará 2050 coordenado pela UFC, sejamos em 2050 um dos mais desenvolvidos estados brasileiros. 

*Lima Matos,

Diretor da Federação das Indústrias do Ceará e membro do Conselho Editorial do O POVO.

Produção de ovos bate recorde no país, diz IBGE

As granjas brasileiras registraram a produção de 928,42 milhões de dúzias de ovos no quarto trimestre de 2018. Segundo dados divulgados hoje (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), esse é o maior valor da série da histórica da pesquisa, iniciada em 1987. A produção de ovos do quarto trimestre foi 1% maior do que a registrada no terceiro trimestre e 8,2% superior ao resultado do quarto trimestre de 2017.

A pesquisa também analisa as aquisições de leite e de couro pelas unidades beneficiadoras do país. A aquisição de leite registrou aumentos de 7,2% em relação ao terceiro trimestre de 2018 e de 2,5% na comparação com o quarto trimestre de 2017. Já a aquisição de couro teve queda de 2,1% em relação ao terceiro trimestre e alta de 2% em relação ao quarto trimestre do ano anterior.

Abate de animais

O IBGE também divulgou hoje as pesquisas de abates de bovinos, suínos e de frangos. O abate de bovinos chegou a 8,09 milhões de cabeças de bovinos no quarto trimestre de 2018, uma queda de 2,3% na comparação com o terceiro trimestre. O resultado é 0,4% maior do que o do quarto trimestre de 2017.

No quarto trimestre de 2018, foram abatidas 11,1 milhões de cabeças de suínos, representando queda de 4,0% em relação ao trimestre imediatamente anterior e um crescimento de 0,4% na comparação com o mesmo período de 2017.

No país, foram abatidas 1,42 bilhão de cabeças de frangos, no quarto trimestre de 2018. Esse resultado significou queda em relação ao trimestre imediatamente anterior (-0,7%) e ao mesmo período de 2017 (-0,9%).

(Agência Brasil)

Evento apresenta oportunidades para quem quer morar ou investir em Portugal

Já pensou em Portugal ou investir em imóveis num dos mercados mais promissores do mundo? Para as famílias cearenses que planejam se mudar em busca de melhor qualidade de vida, eis um encontro que deve ser agendado.

A consultoria Global Trust, especializada em investimento imobiliário internacional, vai apresentar no dia 19 de fevereiro, às 19 horas, no auditório da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec).

Formada por brasileiros – hoje, parte da equipe mora em Lisboa –, a Global Trust especializou-se em identificar demandas e desejos dos brasileiros que escolhem viver no país europeu, que oferece qualidade de vida e livre acesso a outros países da União Europeia.

“Estamos acompanhando de perto o mercado imobiliário de Portugal ao longo dos últimos três anos, quando a migração de brasileiros para Portugal alcançou um novo patamar de fluxo e, principalmente, perfil de público. Por isso, podemos afirmar com tranquilidade: não há nada neste padrão em Lisboa tanto pelo conceito luxuoso quanto pelo potencial de rentabilidade”, conta César Damião, sócio-fundador da Global Trust

SERVIÇO

*Inscrições gratuitas: https://globaltrust.com.br/eventos/

*Mais informações: contato@globaltrust.com.br | www.globaltrust.com.br

(Foto – Divulgação)

Governo e Sebrae – Uma parceria renovada

O governador Camilo Santana (PT) recebeu, no Palácio da Abolição, toda a diretoria do Sebrae do Ceará.

À frente, o presidente do Conselho Deliberativo do órgão, Ricardo Cavalcante, que, no encontro, estava acompanhado do vice-presidente João Porto Guimarães e do superintendente Joaquim Cartaxo e, também, dos diretores Airton Gonçalves e Alcy Porto. O presidente da Federação da Agricultura do Estado, Flavio Saboya, que integra também o organismo, integrava o grupo.

Camilo Santana, ao lado do seu chefe de gabinete, Élcio Batista, ouviu uma exposição, por parte de Ricardo Cavalcante, sobre as metas do Sebrae para este exercício.

Bom lembrar: o Sebrae é um dos melhores parceiros do Governo do Estado.

(Foto – Divulgação)

Safra de grãos deve crescer apenas 1,9%, estima IBGE

A banana tem previsão de alta (0,9%).

A produção de cereais, leguminosas e oleaginosas deve fechar 2019 com alta de 1,9% em relação à safra do ano passado. A previsão é que o país produza 230,7 milhões de toneladas de grãos neste ano, ou 4,2 milhões a mais que no período anterior.

Este é o quarto prognóstico para a safra brasileira preparado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizado em janeiro deste ano. Apesar da alta prevista, a estimativa é 1,2% inferior ao terceiro prognóstico, realizado em dezembro do ano passado, quando o IBGE estimou uma safra de 233,4 milhões de toneladas.

A redução da previsão do terceiro para o quarto prognóstico foi provocada principalmente por uma revisão da produção da soja. De um mês para outro, o IBGE previu a redução de 3,4% na safra da soja, que agora deve fechar o ano com produção 2,6% menor do que a do ano passado, apesar de um aumento de 2% na área colhida.

Outro produto que teve queda na estimativa do terceiro para o quarto prognóstico foi o arroz (-0,2%). Com a revisão, a expectativa é que o arroz feche o ano com uma produção 5% inferior à de 2018.

Por outro lado, os pesquisadores do IBGE aumentaram em 1,4% a expectativa de produção do milho do terceiro para o quarto prognóstico e, agora, espera-se que o produto feche 2019 com uma safra 9,9% superior ao ano passado.

Entre os outros grãos para os quais são esperadas safras de mais de 1 milhão de toneladas, houve aumentos nas previsões do algodão herbáceo em caroço (2,2% a mais do terceiro para o quarto prognóstico) e sorgo (4,1%). Esses produtos devem fechar 2019 com aumentos de safras de 8,9% e 3,3%.

A previsão da safra do feijão, apesar de ter tido aumento de 1,6% do terceiro para o quarto prognóstico, deve fechar o ano com queda de 1,5% em relação ao ano passado.

Já o trigo teve uma revisão para baixo do terceiro para o quarto prognóstico (-0,4%) e agora espera-se uma safra 4,3% menor para o grão neste ano.

Outros produtos

O IBGE também faz previsões para outros produtos importantes da agricultura brasileira, como a cana-de-açúcar, principal lavoura do país em volume, que deverá ter queda de 1,2% de 2018 para 2019.

Outros produtos com queda esperada são: café (-10,8%), batata-inglesa (-7%), laranja (-5,7%) e uva (-15,1%). Por outro lado, esperam-se altas da banana (0,9%), mandioca (4,2%) e tomate (6,1%).

(Agência Brasil)