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Confiança do consumidor brasileiro segue estagnada, diz pesquisa

Dados apurados pela Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostram que o Indicador de Confiança do Consumidor permaneceu estagnado na transição dos últimos dois meses, com 41,9 pontos em setembro contra 42,4 pontos em agosto. A baixa evolução da confiança do consumidor é reflexo da crise na economia e das incertezas do processo eleitoral.

De acordo com o estudo, 82% dos brasileiros entrevistados avaliam de forma negativa a economia no atual momento, percentual que se manteve estável na passagem de agosto para setembro. Pelo menos 68% dos consumidores avaliam que o principal sintoma das atuais condições econômicas é o desemprego elevado; 61% culpa o aumento dos preços de produtos; 38% justifica pelas altas taxas de juros; e 29% acredita que é por causa do aumento do dólar.

Quase metade dos consumidores afirmam que entre os residentes de sua casa há pelo menos um desempregado, e 34% afirmam ter receio de ser demitido. Para mais da metade dos entrevistados (51%), o alto custo de vida tem gerado incômodo na vida financeira familiar, e para 19%, o desemprego. Indagados sobre onde que mais pesa o orçamento, 89% citam despesas com contas de luz e água; 87% afirmam ser o supermercado; e 86% apontam os preços dos combustíveis.

No que se refere à própria condição financeira, 43% dos consumidores consideram ruim ou péssima, contra apenas 11% que consideram que vai bem. Entre as causas do pessimismo financeiro estão o custo elevado de vida (57%), o desemprego (34%), queda na renda familiar (25%), imprevistos (13%) e a perda do controle orçamentário (11%).

O levantamento abordou também as perspectivas para o futuro da economia, e dentre os entrevistados, 33% se declararam pessimistas (10% no que se refere à vida particular), enquanto 19% afirmam estar otimistas (55% na avaliação financeira particular).

De acordo com quase metade dos entrevistados, corrupção e desemprego são as maiores causas de insegurança, questões que estão ligadas aos primeiros meses de atuação do próximo presidente.

Para o SPC Brasil, embora o país tenha atingido uma certa estabilidade diante da recessão econômica, o brasileiro se mantém cauteloso diante do processo eleitoral em curso. A entidade ressaltou ainda que há incertezas sobre como os candidatos pretendem lidar com as reformas econômicas que o país precisa, e que apenas a queda no desemprego e crescimento real da renda vão mudar positivamente a percepção do consumidor.

Foram entrevistados 800 consumidores. O Indicador aponta quer níveis acima de 50 indicam confiança, enquanto que níveis abaixo apontam o oposto. A escala do indicador varia de zero a 100.

(Agência Brasil)

Fecomércio promove encontro sobre novas relações de trabalho

A Fecomércio Ceará vai debater, na próxima quarta-feira, 24, em sua sede, as mudanças consequentes da Nova Lei trabalhista. Isso dentro das Jornadas Brasileiras de Relações do Trabalho, uma iniciativa do Governo Federal por meio da Secretaria Geral da Presidência da República, da Comissão do Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados, e do Instituto Brasileiro de Ensino e Cultura (IBEC). A ordem é informar, discutir e explicar os aspectos que englobam a nova lei trabalhista.

A Lei nº 13.467/2017, ou seja, a Lei trabalhista, completou um ano. Segundo o Governo, ela modernizou as relações de trabalho no Brasil, e as Jornadas contribuem para esclarecer qualquer dúvida sobre as alterações ocorridas.

As Jornadas Brasileiras de Relações do Trabalho são uma série de eventos promovidos nas capitais brasileiras e em dezenas de cidades no interior dos estados. Elas contam com a participação de conferencistas, entre eles, desembargadores do Trabalho e ministros do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Em Fortaleza, estarão presentes os ministros Alexandre Agra Belmonte e Gelson de Azevedo, do TST, e os desembargadores Bento Herculano Duarte e Vólia Bonfim, do Tribunal Regional do Trabalho (TRT).

Na programação, palestras sobre as perspectivas políticas da modernização do Brasil, modernização trabalhista, perspectivas jurídicas da modernização da legislação trabalhista e a modernização das leis trabalhistas e o novo sistema de relações de trabalho. O evento acontece a partir das 9 horas ao meio dia e tem como público-alvo empresários do setor de bens, serviço e turismo; autoridades do judiciário; advogados e estudantes de Direito.

O presidente do Sistema Fecomércio, Maurício Filizola, destaca a importância desse debate para quem lida diariamente com questões trabalhistas. Ele lembra que desde a discussão no Congresso, sobre a nova Lei do Trabalho, a Fecomércio/CE vem acompanhando de perto as mudanças, já tendo promovido outros debates.

“A Federação do Comércio contribui com os esclarecimentos necessários sobre a nova Lei e seus impactos, promovendo não só campanhas voltadas para os empresários, além de ter elaborado cartilha elucidativa sobre as principais mudanças”, pontuou, afirmando ainda que “as Jornadas Brasileiras de Relações do Trabalho são de suma importância, por seu nobre papel de bem informar acerca das alterações na Lei trabalhista e seus desdobramentos positivos para as diversas relações de trabalho”.

SERVIÇO

*Para participar, basta confirmar presença através do telefone, (85) 3270. 4287 ou pelo e-mail presidencia@fecomercio-ce.com.br.

*Horário: das 9 às 12 horas

*Fecomércio/CE – Rua Pereira Filgueiras, 1070, Aldeota.

*Mais informações – (85) 3270. 4287.

Empresários do setor industrial estão mais confiantes, diz CNI

O Índice de Confiança do Empresário Industrial aumentou 0,9 ponto em relação ao mês passado e alcançou 53,7 pontos em outubro. Com isso, o indicador acumula uma alta de 4,1 pontos nos últimos quatro meses. Os resultados da pesquisa divulgada hoje (19) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostram que o empresário voltou a mostrar mais confiança na recuperação da economia.

Os indicadores variam de zero a 100 pontos. Quando estão acima de 50 mostram que os industriais estão otimistas. A média histórica do índice é de 54,1 pontos. “Mesmo com a sequência de bons resultados, o índice encontra-se 1,8 ponto abaixo do registrado em maio de 2018, antes da paralisação dos serviços de transporte de carga. O Índice de Confiança do Empresário Industrial de outubro ainda é 0,4 ponto inferior à sua média histórica e 2,3 pontos inferior ao registrado em outubro de 2017”, diz o estudo.

De acordo com a CNI, embora haja uma percepção de piora nas condições atuais das empresas e da economia, as expectativas para os próximos seis meses estão mais otimistas e estimulam a retomada da produção e dos investimentos.

Entretanto, a melhora do índice em outubro deve-se, exclusivamente, às expectativas do empresário. Neste mês, o índice de condições atuais caiu para 45,8 pontos e está 0,9 ponto abaixo do registrado em setembro. É a segunda queda consecutiva do indicador e, segundo a CNI, mostra que o empresário percebe a piora crescente de suas condições correntes de negócios, tanto na economia brasileira quanto nas condições da empresa.

No entanto, o índice de expectativas para os próximos seis meses subiu para 57,8 pontos e ficou acima da linha divisória dos 50 pontos, que separa o pessimismo do otimismo.

A confiança é maior nas grandes empresas, segmento em que o índice alcançou 54,9 pontos. Nas pequenas, o indicador alcançou 52,1 pontos e, nas médias, 53 pontos. A pesquisa mostra ainda que os empresários de todo o país estão otimistas. O Índice de Confiança do Empresário Industrial está acima de 50 pontos em todas as regiões. Neste mês, o indicador aumentou no Nordeste, no Sul e no Sudeste e recuou no Norte e no Centro-Oeste.

A pesquisa ouviu 2.759 empresas entre 1º e 15 de outubro. Dessas, 1.094 são pequenas, 1.034 são médias e 631 são de grande porte. O estudo completo está disponível na página da CNI .

(Agência Brasil)

Preço da gasolina cai 2% nas refinarias a partir deste sábado

A Petrobras anunciou hoje (19), em sua página na internet, que o preço do litro da gasolina ficará 2% mais barato em média nas refinarias de todo o país a partir de amanhã (20). Com a decisão, valor cairá de R$ 2,1490 – preço que vigorava desde o último dia 12 – para os R$ 2,1060 anunciado pela estatal para vigorar neste sábado.

O preço do litro do combustível atingiu maior valor nas refinarias no dia 14 de setembro último, quando a estatal passou a cobrar pelo litro da gasolina R$ 2,2514, preço que se manteve por 12 dias, até o dia 22 do mesmo mês, portanto por doze dias consecutivos.

A partir de então, o preço do litro da gasolina passou a registrar quedas consecutivas. No dia 25 de setembro, a estatal reduziu o preço do litro do procuto para R$ 2,2381, mantendo desde então uma tendência de queda no preço do litro da gasolina.

A última movimentação no preço do produto se deu no último dia 12 de outubro, quando o preço médio do litro nas refinarias passou a custar R$ 2,1490, preço que ficou estável por quatro dias consecutivos até o aumento anunciado hoje e que passará a vigorar a partir de amanhã.

O óleo diesel cobrado nas refinarias está em R$ 2,3606, o litro, desde o dia 30 de stembro, quando foi reajustado. Antes custava R$ 2,2964.

(Agência Brasil)

Índice que reajusta aluguel acumula inflação de 10,88% em 12 meses

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), usado no reajuste de contratos de aluguel, subiu 0,97% na segunda prévia de outubro. A taxa é inferior ao 1,34% da segunda prévia de setembro. O dado foi divulgado hoje (19), no Rio de Janeiro, pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Com a segunda prévia de outubro, a inflação acumulada em 12 meses chega a 10,88%.

A queda da taxa de setembro para outubro foi puxada pelos preços no atacado, já que o Índice de Preços ao Produtor Amplo caiu de 1,95% para 1,24% no período.

O Índice de Preços ao Consumidor, que mede o varejo, subiu de 0,16% na prévia de setembro para 0,48% em outubro e o Índice Nacional de Custo da Construção subiu de 0,19% para 0,36%.

(Agência Brasil)

Acordo Pecém-Roterdã – Alexandre Pereira representará a Federação das Indústrias do Ceará

O empresário Alexandre Pereira, que responde pela presidência da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec) em razão da viagem do titular, Beto Srtudart, aos EUA, vai representar a entidade, nesta sexta-feira (19), às 14 horas, em ato no Palácio da Abolição: a solenidade de assinatura do acordo comercial entre o Governo do Ceará e o Porto de Roterdã, da Holanda.

O acordo, entre o porto holandês e o Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp S.A), situado em São Gonçalo do Amarante (RMF), prevê um investimento do Porto de Roterdã de aproximadamente 75 milhões de euros – cerca de R$ 364 milhões, o que garante aos holandeses a participação acionária de 30% do Complexo e o controle conjunto de decisões estratégicas e posições na diretoria executiva, conselho fiscal e nível gerencial.

*“O setor portuário brasileiro ainda tem um enorme potencial a ser explorado, e este acordo com o Porto de Roterdã representa um marco que irá impactar significativamente o setor produtivo do País, tendo o Ceará e suas indústrias como protagonistas neste novo cenário, que não poderia ser mais oportuno, já que o país necessita fortalecer o comércio, com o objetivo de superar a crise econômica. O nosso porto já é uma grande realidade para o Norte e Nordeste e também para todo o Brasil. Com essa potencialização de Roterdã e sua posição geográfica, destacando a proximidade com o Canal do Panamá, certamente teremos um HUB internacional, um grande potencial de crescimento para o nosso Estado, com geração de emprego e renda e impulsionamento da cadeia produtiva”, destacou o presidente Alexandre Pereira.*

O Porto de Pecém movimenta principalmente combustíveis, minerais, produtos siderúrgicos, contêineres e granéis sólidos. Em 2017, o porto movimentou 15,8 milhões de toneladas e a projeção é de que chegue a 45 milhões de toneladas até 2030.

(Foto – Paulo MOska)

13º salário – Pagamento vai injetar R$ 211,2 bilhões na economia

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O pagamento do 13º salário vai injetar R$ 211,2 bilhões na economia brasileira até dezembro. O valor representa cerca de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, beneficiando cerca de 84,5 milhões de trabalhadores do mercado formal, inclusive aposentados, pensionistas e empregados domésticos.

As estimativas do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) apontam um rendimento adicional de R$ 2.320,00, com fonte na relação anual de Informações Sociais (Rais) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho.

Os trabalhadores do mercado formal representam 48,7 milhões, ou 57,6% do total beneficiados pelo pagamento do 13º salário. Os empregados domésticos são 1,8 milhão, ou 2,2% do total. Os aposentados e pensionistas representam 34,8 milhões, ou 41,2% do total. Dos R$ 211,2 bilhões pagos, os empregados do mercado formal ficarão com 66%, ou R$ 139,4 bilhões. Os aposentados e pensionistas receberão R$ 71,8 bilhões, ou 34%.

Regiões

Os estados da região Sudeste ficarão com 49,1% do pagamento do 13º salário, seguido pelos estados do sul com 16,6%, Nordeste com 16%, Centro-oeste com 8,9% e Norte com 4,7%. O beneficiário com o maior valor médio (R$ 4.278,00) será pago no Distrito Federal e o menor no Maranhão (R$ 1.560,00) e Piauí (R$ 1.585,00).

A maior parcela que será paga aos assalariados do setor de serviços (incluindo administração pública), que receberão R$ 137,1 bilhões, ou 64,1% do total destinado ao mercado formal. Os empregados da indústria receberão 17,4%, os comerciários 13,3%, enquanto que os da construção civil ficarão com 3,1% e da agropecuária com 2,1%. O valor médio do 13º salário do setor formal ficará em R$ 2.927,21, sendo que a maior média será paga aos trabalhadores do setor de serviços com valor de R$ 3.338,81 e o menor para os trabalhadores do setor primário da economia, com R$ 1.794,86.

A economia paulista receberá cerca de R$ 60,7 bilhões, ou 28,8% do total do Brasil. Os beneficiados são estimados em 21,6 milhões, equivalente a 25,6% do total.

(Agência Brasil)

Política de Concessões – Ceará tem 10 PPPs em estudo e em andamento

Da Coluna O POVO Economia, da jornalista Neila Fontenele, no O POVO desta quinta-feira:

Em pouco mais de um ano, o governo do Estado encaminhou 10 projetos e estudos de concessões e Parcerias Público-Privadas (PPPs). A maioria representa a possibilidade de uma redução dos gastos operacionais da máquina pública, mas poucos darão um caixa adicional imediato aos cofres do Estado.

Com o cenário econômico atual e as limitações de recursos, diminuir despesas é um grande avanço, mas há outros pontos positivos, como a possibilidade de investimentos novos a qual desobriga o governo de mais desembolsos, o que provavelmente amarraria o andamento de alguns projetos.

O acordo do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Copp) é um exemplo dessa abertura do Estado para novas parcerias. Com o acordo a ser fechado amanhã com o Porto de Roterdã, estão previstas a criação de uma sociedade estratégica, com investimento de 75 milhões de euros pelo porto holandês, e a possibilidade de atração de novas empresas para a área.

A primeira gestão de Camilo Santana preparou o terreno para o segundo mandato; agora, é aguardar as prioridades para o próximo governo.

Processo de desospitalização

O secretário de Planejamento, Maia Júnior, é o homem forte do governo que tem tocado os projetos de concessão e PPPs. Em entrevista à coluna, ele informou que estão em análise propostas para a linha Sul do Metrô e VLT; para a concessão de dessalinização de água marinha; para a operação da Arena Castelão; para os aeroportos de Juazeiro, Canoa Quebrada e Jericoacoara; para o Centro de Eventos; e para um processo de desospitalização.

Esse último projeto, na avaliação de Maia Júnior, pode gerar grande impacto social. A proposta é de parceria com hospitais privados para a transferência de pacientes terminais.

Centro de Eventos será avaliado

No caso do Centro de Eventos, o governo avalia se realmente fará uma PPP. Inicialmente, o equipamento foi posto como prioridade nos projetos de concessão, mas ainda não há decisão final.

(Foto – Julio Caesar)

Temer reúne ministros em meio a impasse sobre leilões da Eletrobras

O presidente Michel Temer coordena hoje (18) reunião com quatro ministros e o presidente da Eletrobras no Palácio do Planalto. A reunião ocorre no momento de um impasse – o veto do Senado à venda de seis distribuidoras da companhia. Das seis, o governo fez leilão de quatro. A venda divide os parlamentares no Congresso Nacional.

O assunto causou impactos, inclusive no Ibovespa, índice da Bolsa de Valores de São Paulo, que abriu o dia em baixa, teve oscilação e fechou em leve alta.

Temer faz a reunião no final da manhã, com a presença dos ministros Moreira Franco (Minas e Energia), Aloysio Nunes Ferreira (Relações Exteriores), Valter Casimiro (Transportes, Portos e Aviação Civil) e Carlos Marun (Secretaria de Governo da Presidência da República), além do presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Júnior.

Ontem (17) o Senado rejeitou o projeto que facilitava a venda de seis distribuidoras da Eletrobras. Por 34 votos a 18, os senadores derrubaram a matéria e, com isso, ela deixa de tramitar no Congresso Nacional.

A votação foi marcada por embate entre representantes de estados do Norte, que seriam atingidos pela medida, e líderes do governo.

Das seis distribuidoras incluídas na proposta, o governo fez o leilão de quatro: Companhia Energética do Piauí (Cepisa), leiloada em julho; Companhia de Eletricidade do Acre (Eletroacre), Centrais Elétricas de Rondônia (Ceron) e Boa Vista Energia, que atende a Roraima.

A Amazonas Distribuidora de Energia teve o leilão adiado para a semana que vem. No caso da Companhia Energética de Alagoas, uma decisão judicial suspendeu a privatização.

(Agência Brasil)

Inflação na Argentina chega a recorde em setembro e asfixia consumidor

A Argentina registrou em setembro uma inflação de 6,5%, recorde mensal neste ano e um dos percentuais mais altos desde a crise de 2001/2002, que vem asfixiando os consumidores do país.

O Instituto Nacional de Estatística e Censos revelou que a inflação deu, em setembro, um salto de 40,5% no período de 12 meses e acumulou nos primeiros nove meses de 2018 uma alta de 32,4%.

A alta de 6,5% em setembro é a maior neste ano – a marca anterior era de agosto (3,9%) – e iguala o registro de abril de 2016, que era de forma isolada o mais elevado desde a chegada de Mauricio Macri à presidência, há quase três anos.

O dado oficial da inflação de setembro foi impactado pela forte desvalorização sofrida pelo peso argentino neste ano, em particular em maio e em agosto, meses de forte turbulência no mercado cambial.

Neste ano, o preço do dólar acumulou alta de 96,3% no mercado oficial local, o que afetou muito os preços de bens e serviços.

Com esta aceleração dos preços, a preocupante inflação se aproxima dos piores patamares da crise que explodiu no final de 2001 e que provocou, em 2002, um aumento acumulado nos preços do 40,9%, com um pico de 10,4% em abril daquele ano.

Segundo os resultados divulgados hoje de uma pesquisa realizada em setembro pelo Centro de Ciências Econômicas da Argentina e o Instituto Projeção Cidadã, a desvalorização e o aumento de preços afetaram o consumo.

De acordo com a pesquisa, realizada em Buenos Aires e em sua populosa periferia, 34% dos entrevistados diminuíram o consumo de produtos lácteos; 54% reduziram o de carnes; 63% o de frutas e verduras; 44% o de sucos e bebidas gaseificadas; 69% o de atividades recreativas; 39% o de combustível e 23% o de medicamentos.

Segundo o relatório, em todos os níveis socioeconômicos houve uma porcentagem “relevante” de entrevistados que diminuiu as quantidades consumidas, mas os de renda mais baixa tenderam a reduzir mais o consumo de produtos de primeira necessidade, e os de renda média e alta o fizeram em lazer e combustíveis.

Enquanto o governo Macri reitera estar empenhado em diminuir a inflação, as políticas econômicas mostraram algum resultado, mas ainda longe de satisfazer a população: em 2016, a inflação foi de 40%, e no ano passado, de 24,8%. Para 2018, a meta inicial era de 10%, depois alterada para 15%, e por fim cancelada em meio a uma forte instabilidade financeira e desvalorização da moeda nacional.

(Agência Brasil com Agência EFE)

BNB abre linha de crédito na área do capital de giro

O Banco do Nordeste está oferecendo empréstimo para empresas de todos os portes, com fins de capital de giro para formação de estoques entre comerciantes e prestadores de serviços. A taxa de juros nessa linha é a partir de 0,5% ao mês. A informação é da assessoria de imprensa do BNB, adiantando que o pagamento das parcelas pode começar só em 2019: no BNB a carência é de até três meses, com prazos de até 18 meses para quitar o empréstimo.

O capital do giro do Banco do Nordeste financia aquisição de mercadorias destinadas à constituição de estoques de empresas comerciantes, aquisição de matérias-primas e insumos utilizados no processo produtivo por prestadoras de serviços e indústrias e gastos gerais para o funcionamento do empreendimento.

O crédito também está disponível para agroindústrias e empresas turísticas. A garantia da operação pode ser aval, fiança ou hipoteca.

Para empreendimentos que faturam até R$ 16 milhões por ano, 100% do capital de giro oferecido pelo BNB vêm do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), operado exclusivamente pela instituição. Para empresas de maior porte, pelo menos 80% dos recursos são do FNE.

As condições de financiamento podem ser simuladas pela internet no endereço www.bnb.gov.br/simuladores/fnegiro. A rede de atendimento aos clientes do BNB é composta por 292 agências distribuídas em todo o Nordeste, norte de Minas Gerais e norte do Espírito Santo.

SERVIÇO

*Mais informações sobre crédito podem ser obtidas também por telefone, pelo número 0800 728 3030.

Um em cada três clientes ignora valor da fatura do cartão de crédito

Levantamento realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) aponta que um terço dos consumidores que usaram cartão de crédito no mês de agosto desconhece o valor da fatura. O Indicador de Uso do Crédito revelou também que 25% dos usuários dessa modalidade pagaram parcialmente as contas do cartão, enquanto 74% pagaram o valor integral da fatura (64% nas classes C e D).

De acordo com a pesquisa, 42% dos consumidores recorreram a algum tipo de crédito em agosto, e a modalidade mais citada pelos entre os entrevistados foi o cartão de crédito, mencionado por 35%. Em seguida, aparece o crediário, com 9%, o limite do cheque especial (7%), e os empréstimos (6%).

A sondagem constatou ainda que metade dos tomadores de empréstimos e financiamentos atrasaram, em algum momento, o pagamento de parcelas da dívida, sendo que 21% ainda estão com prestações pendentes.

Sobre a disposição em cortar gastos, a pesquisa revelou que 55% dos consumidores pretendem diminuir as despesas em relação ao mês de agosto. Outros 36% sinalizaram manter o mesmo nível de gastos, enquanto 5% afirmaram ter a intenção de aumentar as despesas.

Limite do orçamento

O levantamento aponta que oito em cada dez consumidores estão no limite do orçamento, sendo que desses, 38% estão no vermelho. Entre quem está abaixo do orçamento, metade deles cita a alta nos preços como a principal causa do desajuste, além da queda na renda (25%), perda do emprego (23%) e o descontrole nos gastos (13%).

Para o SPC Brasil, o uso do crédito exige cuidado e não pode funcionar como complemento de renda. A entidade ressalta ainda que a falta de disciplina no controle financeiro acaba comprometendo parte do orçamento por mais tempo do que o planejado. A causa são as renegociações, que normalmente ampliam os prazos de pagamento.

A pesquisa abrange 12 capitais das cinco regiões brasileiras. Os entrevistados somam 80% da população residente em cada capital. A amostra colheu 800 casos e foi integrada por pessoas com idade superior ou igual a 18 anos, de ambos os sexos e de todas as classes sociais. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais.

(Agência Brasil)

Sine tem verba para operar até fim do ano

O Sine vai continuar respirando até o fim deste ano.

O secretário do Trabalho e Desenvolvimento Social do Estado, Francisco Ibiapina, conseguiu recursos em Brasília junto ao Ministério do trabalho e Emprego.

Mas quanto ao programa de pesquisas sobre emprego e desemprego em Fortaleza e Região Metropolitana, não há nada definido para 2019.

(Foto – MTE)

 

Fortaleza vai ganhar o WSTC

Graça e Patriolino Dias

A Dias de Sousa Construções vai entregar nesta quinta-feira, às 19h45min, o Centro Empresarial WSTC (Washington Soares Trade Center). Trata-se de um marco arquitetônico para Fortaleza, por conta do design único e avançado, como destaca a equipe responsável pelo empreendimento.

De Patriolino Dias, não poderíamos esperar o contrário. Ao querido empresário de espírito arrojado, boa sorte nessa nova investida.

SERVIÇO

*WSTC – Avenida Washington Soares, 3663.

(Foto – Divulgação)

Inflação pela FGV sobe para 1,43% em outubro

O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), registrou inflação de 1,43% em outubro, taxa acima do 1,20% de setembro e do 0,49% de outubro do ano passado.

O indicador acumula 9,44% no ano e 10,69% em 12 meses. O aumento foi causado por avanços da inflação nos três subíndices que compõem o IGP-10.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo, que mede o atacado, passou de 1,76% em setembro para 1,92% em outubro.

O Índice de Preços ao Consumidor, que analisa o varejo, passou de 0,08% para 0,52% no período. Já o Índice Nacional de Custo da Construção cresceu de 0,16% para 0,31%.

O IGP-10 é calculado com base em preços coletados entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência.

(Agência Brasil)

Proposta orçamentária do Estado já tramita na Assembleia. Prevê R$ 28,3 bilhões para 2019

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O projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2019 do Estado já tramita na Assembleia Legislativa. O valor global é de R$ 28,3 bilhões para o próximo exercício. “É um pouco maior do que o do ano passado, com uma ligeira correção da receita”, avisa o secretário do Planejamento e Gestão do estado, Maia Júnior.

A matéria será apreciada pela Comissão de Orçamento, Finanças e Tributação da Casa, conforme o Regimento Interno da Casa. O presidente do colegiado, deputado Joaquim Noronha (PRP), vai designar a relatoria e sub-relatoria e estabelecer prazo para a apresentação de emendas.

Encerrado o prazo para emendas, a matéria terá o parecer da relatoria e será apreciada pelo pleno da comissão. Em seguida, será encaminhada para votação no Plenário.

A Lei Orçamentária Anual (LOA) deve ser aprovada até o final da sessão legislativa do exercício de 2018, prevista para o dia 22 de dezembro.

Atividade econômica registra terceiro mês consecutivo de crescimento

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) dessazonalizado (ajustado para o período) apresentou expansão de 0,47%, em agosto, em relação a julho deste ano, segundo dados divulgados hoje (17) pelo Banco Central. De acordo com dados revisados, a economia também cresceu em julho (0,65%) e em junho (3,45%).

Na comparação com agosto de 2017, o crescimento chegou a 2,5% (sem ajuste para o período). Em 12 meses encerrados em agosto, o indicador cresceu 1,5%. No ano, houve crescimento de 1,28%.

O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira e ajuda o BC a tomar suas decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic.

O índice incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária, além do volume de impostos. O indicador foi criado pelo BC para tentar antecipar, por aproximação, a evolução da atividade econômica. Mas o indicador oficial é o Produto Interno Bruto (PIB), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

(Agência Brasil)

Projeto que abre venda de seis distribuidoras da Eletrobras é rejeitado pelo Senado

O Senado rejeitou nessa terça-feira (16) o projeto que facilitava a venda de seis distribuidoras da Eletrobras. Por 34 votos a 18, os senadores derrubaram a matéria, que havia sido encaminhada ao Congresso pelo governo federal e tramitava em regime de urgência. A votação foi marcada por embate entre representantes de estados do Norte, que seriam atingidos pela medida, e líderes do governo. Com a rejeição, a matéria deixa de tramitar no Congresso Nacional.

Das seis distribuidoras incluídas na proposta, o governo já realizou o leilão de quatro: Companhia Energética do Piauí (Cepisa), leiloada em julho; Companhia de Eletricidade do Acre (Eletroacre), Centrais Elétricas de Rondônia (Ceron) e Boa Vista Energia, que atende a Roraima, em agosto. As outras duas são a Amazonas Distribuidora de Energia, cujo leilão tinha sido adiado para a semana que vem, e a Companhia Energética de Alagoas, onde uma decisão judicial suspendeu a privatização.

Na opinião do senador Eduardo Braga (MDB-AM), a rejeição do projeto abre uma “insegurança jurídica”. inclusive para as distribuidoras de energia que já foram privatizadas. “Foi a decisão mais acertada. Eu creio que [com a rejeição do projeto] muito provavelmente não haverá a concretude da assinatura dos contratos, e isso dará a oportunidade ao futuro governo, que será escolhido, decidir [quais serão as políticas para o setor]”, disse, após a votação.

Durante as discussões, os três senadores do Amazonas foram à tribuna falar contra o projeto, argumentando que a energia ficaria mais cara para os consumidores. Segundo Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), o projeto vai facilitar a privatização da Amazonas Energia, o que deverá prejudicar investimentos do grupo vencedor do leilão em municípios do interior do estado. Ela disse que a intenção do governo é vender a distribuidora por apenas R$ 50 mil.

“O próprio Programa Luz para Todos sofrerá uma grave ameaça caso seja efetivada a privatização da Amazonas Energia. O programa não é apenas a construção, não é apenas levar a energia, é manter o programa, que é pago pelos moradores que vivem nas comunidades isoladas. Então, quem é? Qual a empresa que vai querer e vai manter esse programa efetivamente se não lhe dá lucro nenhum e se as pessoas vivem tão isoladas que não terão posteriormente a quem recorrer e a quem reclamar?”, questionou.

Eduardo Braga propôs que a matéria fosse votada apenas após o segundo turno das eleições presidenciais, período em que a população terá decidido “qual o projeto de país que quer para o futuro”. De acordo com Braga, 4 milhões de pessoas que vivem no estado serão prejudicadas. Já o senador Omar Aziz (PSD-AM) afirmou que não se pode falar em “desenvolvimento da economia e criação de oportunidades” para os amazonenses se não tiver “energia barata, com qualidade e eficiente”.

Na opinião de Jorge Viana (PT-AC), a aprovação da proposta traria prejuízos mais “graves” ao estado de Roraima, que não é interligado ao sistema elétrico nacional e onde a energia distribuída vem de fora do país.

O líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), repetiu enfaticamente que os contratos de leilão impedem o repasse de qualquer aumento para os consumidores. Segundo o senador, o déficit atual da Amazonas Energia é fruto de “má gestão” e seria assumido em partes, caso houvesse a privatização, pela própria Eletrobras. Bezerra também criticou os oradores que disseram que o projeto poderia acabar com o Luz para Todos, pois a contribuição que financia o programa continuará existindo.

“Não é verdade que o PLC vai acabar com a energia subsidiada do Norte. Não é verdade! O PLC inclusive prevê que a energia continuará sendo subsidiada, através da conta da CCC, até a primeira revisão tarifária, que será analisada pela Aneel. Se tem uma coisa de que nós nos orgulhamos é que o setor de energia elétrica é um dos mais bem regulamentados. Portanto, é inverdade dizer que o governo está acabando com o subsídio da energia para o Norte do país”, argumentou.

O Ministério de Minas e Energia ainda não se manifestou sobre a decisão, pois o ministro Moreira Franco está em viagem a Portugal.

Entenda

Além da privatização das distribuidoras, o projeto tratava da repactuação para o pagamento dos débitos do risco hidrológico (GSF, na sigla em inglês), resultante do aumento do déficit de geração das usinas hidrelétricas.

O texto tratava ainda do aumento do prazo para que a União pague às distribuidoras gastos com combustíveis, sem reconhecimento tarifário, incorridos pelas distribuidoras que atendem aos sistemas isolados.

“Com esse projeto, permite-se que geradores com custo menor possam gerar energia, impedindo o acionamento das térmicas, que têm custo mais alto. Portanto, a votação do PLC é em benefício do consumidor brasileiro, e não o contrário, como aqui foi tentado desconstruir, distorcer, para poder sensibilizar alguns parlamentares”, afirmou Fernando Bezerra, durante o debate.

(Agência Brasil)

Senado pode votar projeto que moderniza a duplicata eletrônica

Está pronto para ser analisado pelo plenário do Senado, com pedido de apreciação em caráter de urgência, o projeto de lei da Câmara (PLC 73/2018) que moderniza o lançamento da duplicata eletrônica, gerada pela venda de mercadorias ou prestação de serviços por uma empresa. O texto foi aprovado nesta terça-feira (16) na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

Pela proposta a duplicata em papel não será extinta. Deverá continuar sendo emitida normalmente, especialmente em localidades menos desenvolvidas do país e com mais dificuldades de acesso aos recursos de informática.

A novidade é que as informações das duplicatas deverão ser obrigatoriamente registradas em um sistema eletrônico. Entidades autorizadas pelo Banco Central serão responsáveis por guardar esses títulos, controlar os documentos, formalizar provas de pagamento e transferir titulares. Atualmente, essas informações ficam dispersas. Caberá ao Conselho Monetário Nacional (CMN) fixar as diretrizes para escrituração das duplicatas eletrônicas.

Segurança

O texto considera como título executivo, sujeito a protesto, tanto a duplicata escritural quanto a virtual. Mas exige, para a execução da emitida eletronicamente, que esteja acompanhada dos extratos de registros eletrônicos realizados pelos gestores do sistema.

“Segurança e agilidade nas transações com esse título virtual são elementos fundamentais para a elevação da oferta e a redução do custo de crédito aos empreendedores, principalmente às pequenas e médias empresas”, defendeu o relator da matéria, senador Armando Monteiro (PTB-PE) no parecer.

Vantagens

Entre as vantagens da adoção da duplicata virtual, Monteiro destacou a menor chance de fraude, possível com a emissão de “duplicatas frias” (títulos falsos que não correspondem a uma dívida real e podem ser levados a protesto sem o conhecimento do suposto devedor), e a eliminação do registro de dados incorretos sobre valores e devedores.

Crédito

Outro reflexo desejado a partir das duplicatas virtuais é a ampliação do acesso das empresas comerciais ao crédito com taxas de juros mais baixas. Mais um impacto positivo assinalado é destravar o uso de duplicatas por pequenos fornecedores como garantia na obtenção de crédito para capital de giro.

O relator acredita haver potencial de empréstimos usando esse instrumento de crédito da ordem de 5,3% do Produto Interno Bruto (PIB) ou de R$ 347 bilhões, “desde que se criem as condições para se ampliar a segurança e agilidade nas transações desses títulos”.

Armando Monteiro rejeitou emenda apresentada pelo senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), único a votar contra o texto.

(Agência Brasil)