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Número de exportadoras brasileiras cresceu 60% em 20 anos

Em 1998, o Brasil tinha pouco menos de 19 mil empresas exportadoras. Passados 20 anos, o número de empresas brasileiras negociando com mercados internacionais saltou para 25,4 mil no ano passado, crescimento de 60%. Analisando por faixa de valor exportado, o maior crescimento foi observado no número de empresas que venderam entre US$ 10 milhões e US$ 50 milhões: eram 611 em 1998 e chegaram a 1.373 em 2017, aumento de 124%.

O levantamento é da Rede de Centros Internacionais de Negócios (Rede CIN), coordenada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). A Rede CIN foi criada em 1998 para apoiar a indústria brasileira na inserção ao comércio internacional, como estratégia de competitividade e sustentabilidade dos negócios.

Saldo positivo das exportações
Em 20 anos, Brasil conquistou 50 mercados e passou a exportar o que comprava fora, como trigo – Arquivo/Agência Brasil
Em duas décadas, o Brasil conquistou 50 novos mercados e passou a exportar o que antes comprava de fora, como trigo. De acordo com a CNI, a importância do tema não se restringe ao caixa das empresas, tendo impacto também na economia do país.

De acordo com a CNI, nos últimos períodos de recessão – 2001 a 2002, 2008 a 2009, 2014 a 2017 – todos os indicadores macroeconômicos do Brasil, como Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país), inflação e desemprego, pioraram. “Só o comércio exterior cresceu nesse período”, informou a entidade, explicando que muitas empresas recorrem às vendas internacionais durante períodos de turbulência no mercado doméstico.

(Agência Brasil)

Temer diz que recuperação da indústria do aço é sustentável

O presidente Michel Temer disse hoje (21) que a indústria siderúrgica se recuperou, de forma sustentável, da crise enfrentada em 2016, em discurso a empresários do setor durante o Congresso Aço Brasil, na capital paulista. “Sabíamos que a siderurgia brasileira vivia momento crítico, preocupante. Reconheço que, o ano passado, ou 2016, mais apropriadamente, foi um dos mais difíceis para a nossa indústria. Juntos, revertemos esse quadro a partir de agosto de 2017, quando a produção do aço já apresentava crescimento em relação ao ano anterior”, disse.

O Ministro de Estado da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Jorge, o presidente da República, Michel Temer e o presidente Conselho Diretor do Instituto Aço Brasil, Sergio Leite de Andrade, durante o Congresso Aço Brasil 2018
Ministro da Indústria, Marcos Jorge; o presidente, Michel Temer, e o presidente Instituto Aço Brasil, Sergio Leite, durante o Congresso Aço Brasil 2018 (Cesar Itiberê /PR)
De acordo com o Instituto Aço Brasil, a produção de julho apresentou alta de 6,7% em relação ao mesmo mês do ano passado. No mês passado, as vendas tiveram alta de 13% sobre julho de 2017. “Alguns diziam que a recuperação não seria sustentável. Hoje, um ano depois, temos a segurança de afirmar que ela é sólida e veio para ficar”, afirmou Temer.

No acumulado de janeiro a junho deste ano, a produção do aço cresceu 3,4% na comparação com o mesmo período em 2017. Os números são considerados positivos pela entidade, tendo em vista os efeitos da greve dos caminhoneiros.

Estados Unidos
O presidente criticou o protecionismo dos Estados Unidos ao sobretaxar o aço importado, mas avaliou que o Brasil se saiu bem nas negociações com os norte-americanos. O Brasil não foi taxado com novas tarifas, mas submetido a cotas baseadas na média de volume exportado em três anos.

“Quando os Estados Unidos sobretaxaram o aço, tivemos muitas reuniões, que o Itamaraty providenciou. Conseguimos reduzir o gesto inicial do presidente dos Estados Unidos [Donald Trump] que onerava enormemente a nossa indústria. Hoje, estamos em um passo razoável em relação a essas exportações. Encontramos soluções para as dificuldades do setor siderúrgico”, disse o presidente.

O ministro de Indústria, Comércio Exterior e Serviço, Marcos Jorge, também presente no evento, avaliou que o Brasil sofreu o menor prejuízo entre os países exportadores de aço, obtendo benefícios melhores, inclusive, que o México que integra o Nafta, tratado norte-americano de livre comércio. “Foi o acordo menos danoso, mas que não nos atende na plenitude”, disse.

O ministro defende a abertura comercial entre os países, porém com regra de transição gradual e com condições no ambiente de negócio para que o Brasil tenha competitividade.

(Agência Brasil)

Confiança da Indústria recua em agosto, diz FGV

A prévia da Sondagem da Indústria de agosto mostra queda de 0,8 ponto do Índice de Confiança da Indústria (ICI) em relação ao apurado em julho, ficando em 99,3 pontos – o menor desde novembro de 2017. Em julho, o indicador alcançou 100,1 pontos, o mesmo número dos meses de junho e maio.

Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV) que avalia que a piora da confiança no mês estaria sendo influenciada “pela menor satisfação dos empresários sobre o momento presente”.

A prévia mostra que o Índice da Situação Atual (ISA) pode reduzir 2,4 pontos em agosto, ao cair dos 99 pontos de julho para 96,6 pontos este mês; enquanto o Índice de Expectativas (IE) subiria 0,8 ponto, passando de 101,1 para 101,9 pontos.

Por outro lado, a avaliação da FGV é de que o resultado preliminar de agosto sinaliza estabilidade do Nível de Utilização da Capacidade Instalada da Indústria (Nuci) em 75,7%.

Para a prévia de agosto, a FGV consultou 782 empresas entre os dias 1º e 17 deste mês. O resultado final da pesquisa será divulgado na próxima terça-feira, dia 28.

(Agência Brasil)

Dólar atinge maior valor em dois anos e meio e chega a R$ 3,957

A moeda norte-americana atingiu hoje (20) seu maior valor nos últimos dois anos e meio, com alta de 1,10% chegando a R$ 3,9577 para venda. Em 29 de fevereiro de 2016, a cotação do dólar chegou ao patamar de R$ 4. Mesmo com a forte alta, o Banco Central não efetuou nenhum leilão extraordinário de swaps cambial (venda futura da moeda norte-americana).

O índice B3, da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), começou a semana em alta, encerrando o pregão de hoje com valorização de 0,39% com 76.327 pontos.

(Agência Brasil)

Balança comercial superávit de US$ 1,6 bi na terceira semana do mês

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,682 bilhão na terceira semana de agosto, resultado de exportações no valor de US$ 5,389 bilhões e importações de US$ 3,707 bilhões. Segundo dados divulgados hoje (20) pelo verdade o Ministério é Indústria, Comércio Exterior e Serviços, a média diária das exportações chegou a US$ 1,078 bilhão, 26% acima da média de US$ 855,6 milhões obtida na semana anterior, em razão do crescimento nas exportações manufaturados como aviões, aquecedores, secadores, veículos de carga, óxidos e hidróxidos de alumínio, motores para veículos e tubos flexíveis de ferro e aço. Esse grupo registrou 33,4% de aumento nas vendas.

Em seguida, aparecem os produtos básicos, puxados principalmente pelo petróleo bruto, soja em grãos, café em grãos, minérios de cobre, cinzas e resíduos de metais preciosos, que avançaram em 25,8% nas exportações. Os produtos semimanufaturados mantiveram as vendas estáveis na semana, aumento de 1%, com destaque para celulose, ferro-ligas, couros e peles, madeiras, estanho bruto e catodos de cobre.

Do lado das importações (US$ 741,4 milhões), houve aumento de 2,7%, em relação à média até a segunda semana (US$ 721,7 milhões), explicada, principalmente, pelo crescimento nos gastos com aeronaves e peças, combustíveis e lubrificantes, veículos automóveis e partes, cereais e produtos da indústria da moagem e químicos orgânicos e inorgânicos.

Já em relação às importações, a terceira semana de agosto também registrou aumento na comparação com a segunda semana, em 2,7%. Contribuíram para a alta as compras de aeronaves e peças, combustíveis e lubrificantes, veículos automóveis e partes, cereais e produtos da indústria da moagem e químicos orgânicos e inorgânicos.

No acumulado do mês, as exportações somam US$ 12,234 bilhões e as importações, US$ 9,481 bilhões, com saldo positivo de US$ 2,753 bilhões. No ano, as exportações totalizam US$ 148,694 bilhões e as importações, US$ 111,905 bilhões, com saldo positivo de US$ 36,789 bilhões até agora.

(Agência Brasil)

Rodovias na contramão

Com o título “Rodovias na contramão”, eis artigo de Raone Saraiva, jornalista do O POVO. Ele aborda o caso da má qualidade da malha rodoviária e dos custos para empresas da área de transportes de cargas. Confira:

A greve dos caminhoneiros que paralisou o Brasil há cerca de três meses, trazendo danos a todos os setores, mostrou o quanto a economia nacional é dependente das estradas, por onde circulam mais de 60% das mercadorias. Também colocou no centro das discussões a urgente necessidade de diversificar a matriz de transportes do País, além de modernizar e integrar os modais rodoviário, ferroviário, aquaviário e aeroviário.

Mas o fato de as rodovias ainda serem o principal modelo de escoamento de cargas, embora represente um grande impasse e deixe o Brasil vulnerável a novos colapsos, não é tão grave quando olhamos para a situação das estradas. O transporte rodoviário, que na década de 1950 foi considerado a opção mais barata e simples para integrar o território nacional, vem enfrentando graves problemas com a baixa qualidade da infraestrutura.

Dados da Confederação Nacional do Transporte (CNT) revelam que apenas 12,4% das rodovias brasileiras são pavimentadas. Desse total, 61,8% apresentam algum tipo de problema, tanto na sinalização quanto na geometria, e são classificados como trechos regulares, ruins ou péssimos.

Para as empresas do setor, a situação gera um custo adicional médio de 27% na operação. Isso porque as más condições do pavimento aumentam os gastos com manutenção dos veículos, o consumo de combustível, os preços dos fretes e, consequentemente, deixam os produtos mais caros para o consumidor final, nas gôndolas dos supermercados, por exemplo.

A qualidade e o crescimento da malha rodoviária não acompanham a demanda por infraestrutura do País. De 2009 para 2017, a extensão de estradas pavimentadas só cresceu 0,5%, ao passo que a frota saltou 63,6% em igual período, com quase 100 milhões de veículos em circulação. Tal disparidade, além de sobrecarregar as estradas, por onde também trafegam mais de 90% dos passageiros, aumenta o risco de acidentes e onera a saúde pública.

Conforme a CNT, no ano passado, foram registrados 58.716 acidentes com vítimas e 6.243 mortes somente nas rodovias federais. Aumentar os investimentos no transporte rodoviário e, ao mesmo tempo, priorizar a diversificação dos modais, será o grande desafio do Governo Federal nos próximos anos, sob o risco de continuarmos seguindo na contramão.

*Raone Saraiva

raonesaraiva@opovo.com.br

Jornalista do O POVO.

Programa “Especial Anuário do Ceará” estréia na TV O POVO dia 27 de agosto

Jocélio Leal e a equipe.

O programa “Especial Anuário do Ceará” vai estrear no próximo dia 27, às 19 horas, na TV O POVO (Canal 48).

Serão 16 programas, com apresentação do editor-chefe de Negócios e Economia do O POVO, Jocélio Leal. A atração vai apresentar os dados do Anuário do Ceará de forma mais simplificada, numa linguagem leve, tendo ainda convidados.

Nessa lista, secretário Maia Júnior (Seplag), o poeta popular Geraldo Amâncio, a superintendente estadual da PF, delegada Vanessa Gonçalves, e a presidente do TRE, desembargadora Nailde Pinheiro Nogueira.

DETALHE – Todos os programas estarão disponíveis também no site do Anuário do Ceará (www.anuariodoceara.com.br).

(Foto – Mauri Melo)

Há ambiente hostil para o empreendedorismo no Ceará?

Como  título”A quem interessa?”, eis artigo de Ayrton Aguiar, conselheiro da Associação para o Desenvolvimento Imobiliário e Turístico (ADIT). Ele aborda o ambiente cada vez mais hostil para o empreendedorismo no Ceará. Confira:

O Ceará é um estado pobre. Pobre, mas em ascensão. Com problemas e dificuldades, embora vencendo muitas das várias batalhas que se impõe aos seus cidadãos, aos seus filhos, aos contingentes que para cá migram na intenção de trabalho, paz e oportunidades.

E arrisco dizer que o setor produtivo, aquele que gera as vagas, que cria o ambiente necessário para atrair essas pessoas e investimentos, vem cumprindo seu papel. Como uma das vozes que representam a indústria imobiliária e do turismo, afirmo que se não fosse o emaranhado de leis que atrapalham a ambiência de negócios, a primeira frase desse artigo teria começado com “O Ceará é um estado rico”.

Há uma clara e lamentável insegurança jurídica no Ceará. No começo dos anos 2000 o então governador Tasso Jereissati criou a Secretaria de Turismo e, como consequência imediata, a ligação entre Ceará e continente europeu, voos regulares, protocolos de intenção, rodovias, incentivos, porém determinadas travas jamais foram retiradas, a exemplo da modernização do processo de licenciamento.

Esse processo, em suas várias instâncias e complexidades, demanda um ciclo grande de trabalho a fim de garantir a sustentabilidade das questões internas tais como: venda, comunicação, engenharia, investimentos, adequação com respeito ao meio ambiente, qualificação de pessoas, entre muitas outras esferas. Acontece que o tempo não para, como disse o poeta. E em meio a todas essas exigências, as licenças caducam, mudam-se os entendimentos, as leis, os técnicos envolvidos, o gestor de plantão. O resultado é bem mais que a dificuldade empresarial, é na verdade a inviabilidade do empreendedorismo no Ceará.

Multas pesadas, embargos, lentidões, multiplicidade de entendimento, falta de respostas, fazem parte do cotidiano de quem quer construir uma nova economia. Além disso inviabilizam empreendimentos, a exemplo de hotéis, em municípios que não teriam condição de atrair outro tipo de recurso. É ruim para aquele município, para o Estado, para o empreendedor, para a comunidade local. O empreendedor exaurido em suas tentativas, descobre que existem outros lugares mais convidativos e vai embora. A gente se pergunta, quem ganha com isso?

*Ayrton Aguiar,

Conselheiro da Associação para o Desenvolvimento Imobiliário e Turístico (ADIT).

Secretário do Meio Ambiente ganha reconhecimento por apostar em energias renováveis

Por ter colocado o Ceará em terceiro do País no campo das energias renováveis, o secretário estadual do Meio Ambiente e Sustentabilidade, Artur Bruno, ganhará homenagem da Câmara Setorial de Energias Renováveis.

O ato ocorrerá nesta terça-feira, às 10 horas, na sede da Agência de Desenvolvimento Econômico do Estado (Adece).

“Fico muito feliz com esse reconhecimento. A meta, no entanto, é tentarmos ser o primeiro!”, diz o secretário para o Blog, que ampliará ações no sentido de desburocratizar licenciamentos.

O Rio Grande do Norte e a Bahia estão à frente do Ceará, com o detalhe de que o maior investidor do ramo em território baiano é o cearense Mário Araripe, justamente por ter encontrado menos burocracia no quesito licenciamentos ambientais.

(Foto – Paulo MOska)

Tesouro pagou em julho R$ 602,43 milhões em dívidas de Estados

O Tesouro Nacional pagou, em julho, R$ 602,43 milhões em dívidas atrasadas de estados, segundo o Relatório de Garantias Honradas pela União em Operações de Crédito, divulgado hoje (20). Do total, R$ 417,27 milhões são débitos não quitados por Minas Gerais. Além disso, a União pagou R$ 124,13 milhões referentes a dívidas do estado do Rio de Janeiro; R$ 55,49 milhões do Piauí e R$ 5,53 milhões de Roraima.

Este ano, o total já ultrapassou R$ 2,496 bilhões de dívidas em atraso de estados e municípios. Desse valor, R$ 1,985 bilhão cabem ao estado do Rio; R$ 417,27 milhões a Minas Gerais; R$ 55,49 milhões ao Piauí; R$ 27,62 milhões a Roraima e R$ 10,94 milhões à prefeitura de Natal, capital do Rio Grande do Norte.

Como garantidora de operações de crédito de estados e municípios, a União – representada pelo Tesouro Nacional – é comunicada pelos credores de que não houve a quitação de determinada parcela do contrato. Caso o ente não cumpra suas obrigações no prazo estipulado, a União paga os valores. Em 2016 e 2017, a União pagou, respectivamente, R$ 2,377 bilhões e R$ 4,059 bilhões em dívidas de estados e municípios.

Rio de Janeiro

As garantias honradas pelo Tesouro são descontadas dos repasses da União aos estados e aos municípios. Ao longo do ano passado, no entanto, decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) impediram a execução das contragarantias do estado do Rio de Janeiro, que tem atrasado salários dos servidores e pagamentos a fornecedores.

Com a adesão do estado do Rio de Janeiro ao pacote de recuperação fiscal, no fim do ano passado, o estado pode contratar novas operações de crédito com garantia da União (nas quais o governo federal cobre atrasos em parcelas), mesmo estando inadimplente. Já o estado de Minas Gerais está impedido de contrair financiamentos garantidos pelo Tesouro até 6 de julho 2019; Roraima até 4 de julho de 2019; Piauí até 23 de julho de 2016 e a prefeitura de Natal até 23 de maio de 2019.

(Agência Brasil)

Caixa tem lucro de R$ 6,7 bi no primeiro semestre deste ano

A Caixa teve lucro líquido de R$ 6,7 bilhões no primeiro semestre do ano, um crescimento de 63,3% em relação ao primeiro semestre de 2017, o que representa o maior resultado já alcançado pelo banco em um semestre. A carteira de crédito finalizou o primeiro semestre com saldo de R$ 695,3 bilhões, um recuo de 2,9% em 12 meses. Os números foram apresentados na manhã de hoje (20) pela direção do banco na capital paulista.

O índice de inadimplência registou 2,5%, um recuo de 0,4% em comparação ao primeiro trimestre do ano, permanecendo estável em relação ao primeiro semestre de 2017. A média do mercado é de 3,6%.

A Caixa também mantém a liderança no mercado de crédito imobiliário, com 69,3% de participação no mercado. A carteira imobiliária registrou um saldo de R$ 436,5 bilhões, um aumento de 3,6% em 12 meses.

A poupança cresceu 8,4% em 12 meses, com saldo registrado de R$ 283,2 bilhões no primeiro semestre do ano, um avanço de 8,4% nos últimos 12 meses.

(Agencia Brasil)

FPM – Segundo repasse de agosto entra na conta das Prefeituras

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O segundo repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) está sendo depositado nos cofres das Prefeiteuras nesta segunda-feira, 20. Pelos cálculos da Confederação Nacional de Municípios (CNM), o montante de R$ 587 milhões será menor que o valor repassado no mesmo decêndio de 2017, considerando a retenção – direto na fonte – do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

Ao somar o porcentual destinado a educação, a estimativa da CNM indica que o segundo FPM do mês chegará a R$ 734 milhões. O montante, com base nos dados da Secretária do Tesouro Nacional (STN), será 23,94% menor, considerando os efeitos da inflação. Mesmo sem considerar o crescimento da inflação, do ano passado para este, o fundo será consideravelmente menor – 27,07%. Em agosto passado foram repassados R$ 3,6 bilhões no primeiro repasse e R$ 965 milhões no segundo.

Mesmo com o resultado negativo, o levantamento da CNM reforça que no acumulado do ano, o Fundo apresentou crescimento, na soma final, em todos os meses até agora.

SERVIÇO*

Levantamento completo do segundo FPM de agosto aqui.

Mercado financeiro mantém previsões para inflação e o PIB neste ano

Instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) mantiveram a estimativa de crescimento da economia e da inflação neste ano. A informação consta da pesquisa Focus, publicação elaborada semanalmente pelo BC, com projeções de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos. A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) segue em 4,15%. Para 2019, também foi mantida a projeção de 4,10%. Para 2020, a estimativa é 4% e para 2021, foi ajustada de 3,93% para 3,90%.

Para 2018 e 2019, as estimativas estão abaixo do centro da meta que deve ser perseguida pelo BC. Neste ano, o centro da meta é 4,5%, com limite inferior de 3% e superior de 6%. Para 2019, a meta é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. Para 2020, a meta é 4% e 2021, 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para os dois anos (2,5% a 5,5% e 2,25% a 5,25%, respectivamente).

Para alcançar a meta de inflação, o BC usa como instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 6,5% ao ano.

De acordo com as instituições financeiras, a Selic deve permanecer em 6,5% ao ano até o final de 2018. Para 2019, a expectativa é de aumento da taxa básica, terminando o período em 8% ao ano. Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Quando o Copom diminui a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação. A manutenção da taxa básica de juros, como prevê o mercado financeiro neste ano, indica que o Copom considera as alterações anteriores suficientes para chegar à meta de inflação.

Atividade econômica

A projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – foi mantida em 1,49% neste ano. Para 2019, 2020 e 2021, a estimativa para o crescimento do PIB segue em 2,5%.

A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar permanece em R$ 3,70 no final deste ano e no fim de 2019.

(Agência Brasil)

Centro de Eventos pode sair do pacote de concessões do Governo do Estado

Da Coluna O POVO Economia, da jornalista Neila Fontenele, no O POVO desta segunda-feira:

O governador Camilo Santana prometeu na semana passada ouvir representantes do turismo do Ceará sobre a possibilidade de retirar o Centro de Eventos do pacote de concessões. Este aceno foi comemorado por algumas lideranças, preocupadas com as consequências do processo no setor.

A concessão do Centro de Eventos, que parecia inicialmente uma ótima oportunidade de profissionalização do espaço e de atração de grandes eventos, é vista agora com desconfiança.

Motivo: a experiência no Riocentro, que passou a ser administrado por uma grande empresa do setor, gerando insatisfação entre os promotores de eventos devido ao seu modelo de gestão.

O problema é que as companhias de maior porte normalmente trabalham com a criação de um combo de serviços, onde tudo passa a ser gerido pelo ganhador da concessão. Com isso, as pequenas empresas acabam ficando fora do negócio.

Para o Ceará, isso poderia representar a falência de muitas empresas.

(Foto – Divulgação)

A disrupção dos modelos de negócios do varejo, alavancada pelo e-commerce

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Em artigo sobre o impacto no comércio varejista de 47,3% no total das riquezas do Brasil, o consultor financeiro Fabiano Mapurunga, Mestre em Administração com ênfase em Finanças e MBA em Gestão Financeira e Controladoria, aponta a oportunidade crescente do comércio varejista com o uso do e-commerce. Confira:

A atividade do comercio varejista possui um impacto de 47,3% no total das riquezas do nosso país, o que demonstra sua importância magnânima em nossa economia. Essa foi a principal conclusão do estudo O papel do varejo na economia brasileira, realizado em 2017, pela Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC). O IBGE, em 2015, divulgou que o consumo das famílias proveniente das atividades varejistas chega a R$ 2,8 trilhões e que o varejo emprega 17 milhões de brasileiros. O estudo da SBVC, ainda demonstrou que os volumes das atividades varejistas estão assim distribuídas por regiões:

– Sudeste: 53,1%

– Sul: 19,2%

– Nordeste: 14,9%

– Centro-Oeste 9,2%

– Norte: 3,5%

A mesma fonte aponta que o segmento de Supermercados, lidera com uma faturamento em 2015, que chegou a R$ 315,8 bilhões. Tal segmento concentra a maior parte desse faturamento nas mãos de 20 grupos supermercadistas, apesar da grande ramificação do setor contando hoje com 84,5 mil lojas em todo o país. Os Shoppings também demonstram muita força, com 538 unidades espalhadas no país e com uma receita total de R$ 151,5 bilhões. A mesma pesquisa demonstrou que o e-commerce, apesar de não ter tido números tão expressivos, se demonstra como sendo o canal com maior potencial de vendas no varejo, e que os itens de maior valor agregado vendidos por este canal são eletrodomésticos, celulares, produtos eletrônicos e de informática, artigos de casa e decoração, artigos de moda, cosméticos e livros. Em 2016 o ticket médio das vendas pela internet foi de R$ 403,5.

Percebemos com as informações acima a imponência da importância do varejo para o PIB brasileiro e verificamos que há uma grande oportunidade de crescimento dessa atividade com o uso do comércio eletrônico, que ainda é pouco difundido em nosso país. A grande maioria das empresas do nosso comércio varejista ainda não colocou o pé no e-commerce e com isso vem se colocando em uma posição um pouco complicada frente às expectativas de crescimento, pois este segmento é uma verdadeira estrada de oportunidades.

Recentemente o banco Credit Suisse fez um estudo sobre a disrupção de negócios no varejo com o uso do e-commerce, onde apontou casos de sucesso como a Amazon e outros. Demonstrou que nos Estados Unidos, as plataformas de e-commerce já balançam forte as estruturas dos Shoppings Centers Tradicionais, onde ele previu que 20 a 25% desses estabelecimentos fechariam as portas em pelo menos cinco anos. Mediante um estudo executado pelo veículo Business Insider, o banco destacou apenas sete companhias que continuarão financeiramente fortes e sobreviverão aos avanços tecnológicos do varejo. Tal estudo se baseou no cálculo do retorno econômico sobre o investimento dos principais players do varejo mundial, tal técnica é conhecida como Cash Flow Return On Investment (CFROI), onde ele compara o valor atual com as projeções para 2019. Ele quis com esse estudo demonstrar que “os varejistas que sobreviverão serão aqueles que possuem um braço de comércio eletrônico grande e crescente”. Ao mesmo tempo em que são mais eficientes em seus custos fixos. Dentre estas sete companhias está a brasileira Maganize Luiza. A tabela com essas sete companhias segue abaixo:

Para Kim Posnett, diretora global de internet na banca de investimentos do Goldman Sachs, o sucesso no varejo será fruto de um bom casamento entre as duas dimensões (o comércio tradicional e o e-commerce).

Acredito, fortemente, que precisamos buscar mais conhecimento para ter um uso eficiente do comércio eletrônico, e que as empresas realmente precisam abrir suas mentes o mais rápido possível para o mundo tecnológico. Busquem profissionais competentes e primem pela segurança de dados nas transações, tanto para vocês quanto para seus clientes.

O e-commerce é uma realidade e um caminho sem volta para o crescimento do comércio varejista.

Fabiano Mapurunga

CEO da Go Partners Consultoria em Finanças e Negócios. Mestre em Administração com ênfase em Finanças. MBA em Gestão de Negócios. MBA em Gestão Financeira e Controladoria. Professor Universitário

Dólar fecha a semana cotado a R$ 3,91, acumulando alta de 1,31%

A moeda norte-americana encerrou hoje novamente (17) em alta de 0,24%, cotada a R$ 3,9147 na venda, fechando uma série de três pregões consecutivos de alta e uma valorização acumulada na semana de 1,31%. O dólar oscilou sua cotação no dia, chegando à máxima de R$ 3,9535. Apesar da forte alta, o Banco Central seguiu com a mesma política de swaps cambial tradicional, sem efetuar leilões extraordinários de venda futura da moeda.

O índice B3, da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), terminou o último pregão da semana em baixa de 1,03%, com 76.028 pontos. As ações da Petrobras acompanharam a queda, perdendo 2,64%, com Itau em queda de 2,22% e Bradesco registrando baixa de 2,74%.

(Agência Brasil)

Conselho Regional de Administração promove workshop sobre perícia judicial

O Conselho Regional de Administração do Ceará (CRA) promoverá neste sábado, das 8h30min às 18 horas, na sede da Faculdade EASE, o I Workshop de Iniciação à Perícia Judicial e Administração Judicial. O evento ocorre em parceria com a Associação dos Administradores do Estado do Ceará (Aadece), Escola Superior de Peritos Financeiros e Cálculos Judiciais do Ceará e ainda com a Faculdade EASE.

O objetivo do workshop é realizar uma introdução aos conhecimentos teóricos e práticos indispensáveis ao desenvolvimento de trabalhos periciais, em demandas extrajudiciais e também esclarecer como é a atuação do administrador judicial, informa o CRA/Ceará. Destinado a administradores que desejam atuar ou já atuam como perito junto ao Poder Judiciário, o workshop também prevê ampliar as oportunidades profissionais na categoria.

O curso será ministrado pelo administrador Agenor Studart, perito judicial financeiro há 20 anos, além de professor universitário e diretor acadêmico da Escola Superior de Peritos Financeiros e Cálculos Judiciais do Ceará.

SERVIÇO

*O workshop é direcionado a administradores registrados e adimplentes com o CRA. As vagas são limitadas e as inscrições devem ser feitas online. Os participantes terão direito à emissão de certificados.

*Faculdade EASE Brasil -Rua Monsenhor Bruno, 1153 – Aldeota.

Inflação do aluguel avança e atinge 0,67% na segunda prévia de agosto

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), usado para reajustar aluguéis, avançou 0,14 ponto percentual na segunda prévia de agosto e fechou em 0,67%. Em julho, houve alta de 0,53%. A prévia foi divulgada hoje (17), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV). O indicador foi fortemente impactado pela alta dos preços ao produtor, uma vez que os preços ao consumidor e na construção civil fecharam em queda.

Os números divulgados pela FGV indicam que o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que tem peso de 60% na composição do IGP-M, encerraram a segunda prévia com alta de 0,95%, resultado 0,43 ponto percentual superior ao 0,52% do segundo decêndio (espaço de dez dias) de julho.

O comportamento dos preços do grupo Matérias-Primas Brutas foi determinante para a alta ao passar de uma deflação (inflação negativa) de 1,10% em julho para 2,0% em agosto – alta de 0,90 ponto percentual.

Preços ao consumidor caem

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), com peso de 30%, variou 0,05% no segundo decêndio de agosto, depois de ter fechado em 0,39%, no mesmo período do mês anterior. Cinco das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação.

A principal contribuição para a desaceleração de preços partiu do grupo Habitação, que caiu de 1,22% para 0,54%. Nesta classe de despesa, o item tarifa de eletricidade residencial passou de 5,58% para 1,51%.

Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) teve alta de 0,36% no segundo decêndio de agosto. No mês anterior, havia subido 0,90%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços teve variação de 0,79%, abaixo do resultado de julho: 0,96%.

(Agência Brasil)

Grupo Pague Menos fecha segundo trimestre do ano com lucro de R$ 4,7 milhões

A rede de farmácias Pague Menos fechou o segundo trimestre deste ano com 37 novas lojas, totalizando 1.141 unidades em operação. O número da única empresa do varejo farmacêutico presente em todos os Estados brasileiros, representa um crescimento de 14,9%, em relação a igual período do ano passado. O grupo também encerrou o trimestre com 70 lojas em construção.

A receita bruta da Pague Menos aumentou 4,7% na comparação com o segundo trimestre de 2017, chegando a R$ 1,6 bilhão. O lucro líquido atingiu R$ 4,7 milhões.

(Foto – Divulgação)