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Associação dos Engenheiros Agrônomos sob nova direção

Flávio com Camilo Santana.

No apagar das luzes deste 2018, Flávio Barreto foi reconduzido para a Associação dos Engenheiros Agrônomos do Ceará, tendo Assis Bezerra como secretário-geral da entidade.

A meta dele é ousada: aumentar o número de associados. Hoje são só 120, de cerca de oito mil engenheiros agrônomos registrados junto ao Crea do Estado.

(Foto – Divulgação)

Bandeira tarifária em janeiro será verde, sem cobrança de tarifa extra

A bandeira tarifária para janeiro de 2019 será verde, sem custo adicional para os consumidores. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a estação chuvosa está propiciando elevação da produção de energia pelas usinas hidrelétricas e do nível dos reservatórios.

Em dezembro, a bandeira tarifária também foi verde.

O sistema de bandeiras tarifárias foi criado para sinalizar aos consumidores os custos reais da geração de energia elétrica. A adoção de cada bandeira, nas cores verde (sem cobrança extra), amarela e vermelha (patamar 1 e 2), está relacionada aos custos da geração de energia elétrica.

A Aneel alerta que, mesmo com a bandeira verde, é importante manter as ações relacionadas ao uso consciente e combate ao desperdício de energia elétrica.

(Agência Brasil)

Conciliação bancária é uma peça chave para a manutenção da saúde financeira de qualquer empresa

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Em artigo sobre economia, o consultor financeiro Fabiano Mapurunga, Mestre em Administração com ênfase em Finanças e MBA em Gestão Financeira e Controladoria, aponta a importância da rotina específica e profissional para a conciliação das transações bancárias. Confira:

O uso de contas bancárias para as suas movimentações financeiras é, praticamente, uma obrigatoriedade em função da praticidade e até da segurança. Porém, percebo em minhas atividades como consultor, que a grande maioria das empresas, não possui uma rotina específica e profissional para fazer a conciliação das suas transações bancárias, e isso acaba acarretando falhas que podem gerar desperdícios financeiros consideráveis.

Conciliação bancária não está ligada à negociações de dívidas com bancos, mas sim com a gestão financeira do seu negócio, e deve ser considerada, como uma parte integrante desta.

A conciliação bancária não é uma obrigação legal para o seu negócio mas sim, uma necessidade gerencial para o devido entendimento de sua movimentação bancária. É a melhor maneira para se evitar descontroles na contabilidade gerencial de uma empresa. Ela consiste no confronto das informações dos extratos bancários com os controles financeiros da empresa. É um comparativo entre seus dados internos e externos. O fluxo de caixa deve estar diretamente ligado a necessidade de se fazer a conciliação bancária.

Com a devida análise da conciliação bancária, alimentando o fluxo de caixa da empresa, se consegue ter uma visão objetiva da disponibilidade real de capital para que a mesma realize suas atividades periódicas.

Com a concretização da conciliação pretende-se atingir os seguintes objetivos:

– Comparar a veracidade dos controles internos em comparação com os emitidos pelos bancos;

– Descobrir possíveis erros nas operações da gestão financeira da empresa, ou mesmo do banco, e assim tomar medidas corretivas;

– Procurar blindar o caixa circulante, que se demonstra como um dos itens mais vulneráveis de uma empresa, procurando identificar possíveis irregularidades, como retiradas bancárias que não estejam na programação;

– Proporcionar segurança aos proprietários da empresa, sobre o correto registro das transações, fazendo o cruzamento entre os saldos registrados na empresa com os dos extratos bancários;

– Fazer o devido acompanhamento do fluxo de caixa da empresa, a fim de se conseguir manter as devidas previsões das disponibilidades de caixa tanto para fazer investimentos, quanto para fazer os pagamentos devidos.

OS “PORQUÊS” DE SE FAZER A CONCILIAÇÃO BANCÁRIA

1 – Controlar os juros e as taxas cobradas pelos bancos;

2 – Detectar possíveis fraudes e ou erros operacionais;

3 – Dar exatidão às entradas e saídas de recursos;

4 – Dar maior embasamento para as tomadas de decisões gerenciais;

FASES DE UMA CONCILIAÇÃO BANCÁRIA

F1 – Registrar diariamente as receitas e despesas;

F2 – Verificação dos extratos bancários;

F3 – Conferir os detalhes dos lançamentos;

F4 – Fazer as correções das divergências e dos dados já armazenados;

PROCEDIMENTOS PARA MONITORAMENTO DO FLUXO DE CAIXA

– Faça o registro e a classificação correta dos gastos;

– Procure checar o seu controle de estoque;

– Teste suas projeções a curto e longo prazos;

– Reavalie a sua necessidade de capital de giro.

PRINCIPAIS PROBLEMAS DETECTADOS EM UMA CONCILIAÇÃO BANCÁRIA

– Disparidade entre o dado apresentado no extrato bancário e o que consta em seus controles internos;

– Débitos realizados indevidamente pelo banco;

– Depósitos não previstos;

– Transferências não conferidas e cheques ainda não compensados.

A conciliação bancária não é um processo complexo de se executar, mas é vital para sua saúde financeira. Proponho que coloque essa prática em suas rotinas financeiras.

Fabiano Mapurunga

Consultor em Finanças e Negócios. Mestre em Administração com ênfase em Finanças. MBA em Gestão de Negócios. MBA em Gestão Financeira e Controladoria. Professor Universitário

Confiança empresarial atinge maior nível desde abril de 2014, diz FGV

O Índice de Confiança de Serviços, medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), avançou 1,3 ponto de novembro para dezembro deste ano. Com a alta, o indicador atingiu 94,7 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos, o maior patamar desde abril de 2014 (95,9 pontos).

A alta da confiança atingiu dez dos 13 setores avaliados pela pesquisa. O Índice de Expectativas, que mede a confiança dos empresários no futuro, avançou 2 pontos, para 101,4 pontos, voltando para um patamar superior a 100 pontos depois de mais de cinco anos.

Já o Índice da Situação Atual, que mede a confiança no momento presente, subiu 0,5 ponto, para 88,2 pontos.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) do setor de serviços subiu 0,3 ponto percentual para 82,3%.

(Agência Brasil)

Taxa de desemprego recua para 11,6% no trimestre encerrado em novembro

A taxa de desemprego no país ficou em 11,6% no trimestre encerrado em novembro deste ano. O índice é inferior aos 12,1% registrados no trimestre encerrado em agosto e aos 12% de novembro do ano passado. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com a pesquisa, a população desocupada ficou em 12,2 milhões em novembro, 3,9% a menos (501 mil pessoas) que agosto e 2,9% abaixo (menos 364 mil pessoas) de novembro do ano passado.

A população ocupada, de 93,2 milhões, é a maior da série histórica, iniciada em 2012. O número de pessoas empregadas é 1,2% maior (mais 1,1 milhão de pessoas) que agosto e 1,3% maior (mais 1,2 milhão de pessoas) que novembro do ano passado.

A taxa de subutilização da força de trabalho ficou em 23,9%, ou seja, 0,5 ponto percentual abaixo de agosto (24,4%) e estatisticamente igual à de novembro de 2017 (23,7%). A taxa inclui os desocupados, aqueles que trabalham menos do que poderiam (subocupados por insuficiência de horas) e pessoas que não estão trabalhando mas que têm potencial para integrar a força de trabalho, a chamada força de trabalho potencial.

O total da população subutilizada chegou a 27 milhões, 1,7% a menos que agosto, mas 1,8% a mais que novembro de 2017.

O número de pessoas desalentadas, isto é, aquelas que desistiram de procurar emprego, ficou em 4,7 milhões, estável em relação a agosto, mas 9,9% maior que novembro de 2017 (4,3 milhões). O percentual de pessoas desalentadas (4,3%) ficou estável em relação ao trimestre anterior e aumentou 0,3 ponto percentual em relação ao mesmo trimestre de 2017 (3,9%).

O número de empregados no setor privado com carteira assinada foi de 33 milhões de pessoas, apresentando estabilidade em ambas as comparações. Já o número de empregados sem carteira assinada (11,7 milhões) foi o maior da série histórica e subiu em ambas as comparações: 4,5% na comparação com agosto e 4,7% em relação a novembro de 2017.

“O ponto positivo é que o volume do mercado de trabalho aumentou. Mas a característica desse trabalho é a informalidade. E sabemos o prejuízo que isso traz a longo prazo. Não há, por exemplo, a contribuição para a Previdência. Um exemplo é a entrada de trabalhadores no transporte, com os aplicativos, que não têm carteira assinada e nem vínculos formais com as empresas ou aqueles ocupados com a venda de quentinhas”, disse o pesquisador do IBGE Cimar Azeredo.

O rendimento médio real habitual (R$ 2.238) não apresentou variação em ambas as comparações, assim como a massa de rendimento real habitual (R$ 203,5 bilhões).

(Agência Brasil)

Trabalhadores têm até hoje para sacar abono salarial ano-base 2016

O prazo para o saque do abono salarial ano-base 2016 termina hoje (28). Inicialmente, o prazo era 29 de junho, mas a prorrogação foi autorizada em julho por resolução do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat).

Tem direito ao abono salarial ano-base 2016 quem estava inscrito nos programas de Integração Social (PIS) e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) há, pelo menos, cinco anos, trabalhou formalmente por pelo menos 30 dias em 2016 com remuneração mensal média de até dois salários mínimos e teve seus dados informados corretamente pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

A quantia a que cada trabalhador tem direito depende do tempo em que ele trabalhou formalmente em 2016. Quem esteve empregado o ano todo recebe o valor cheio, que equivale a um salário mínimo (R$ 954). Quem trabalhou por apenas 30 dias recebe o valor mínimo, que é um doze avos, e assim sucessivamente.

Trabalhadores da iniciativa privada devem procurar a Caixa Econômica Federal. A consulta pode ser feita pessoalmente, pela internet ou pelo telefone 0800-726 02 07. Para servidores públicos, a referência é o Banco do Brasil, que também fornece informações pessoalmente, pela internet ou pelo telefone 0800-729 00 01.

(Agência Brasil)

Arrecadação do pré-sal para a União alcança R$ 1,133 bi em 2018

A empresa Pré-Sal Petróleo (PPSA), vinculada ao Ministério de Minas e Energia, arrecadou mais de R$ 1,133 bilhão para a União este ano. A informação foi divulgada hoje (27), no Rio de Janeiro, pelo presidente da companhia, Ibsen Flores Lima. Segundo Lima informou à Agência Brasil, os recursos já foram depositados na Conta Única do Tesouro Nacional. Eles envolvem os resultados das operações de comercialização da parcela de petróleo da União, equivalente a R$ 286 milhões, na área de desenvolvimento de Mero, na Bacia de Santos, e de Equalização de Gastos e Volumes (EGV) do Campo de Sapinhoá, situado também na Bacia de Santos, no montante de R$ 847 milhões.

A EGV resulta do Acordo de Individualização da Produção (AIP) realizado na Jazida Compartilhada de Sapinhoá, operada pelo consórcio formado pela Petrobras, que detém 45% de participação, e os parceiros não operadores Shell (30%) e Repsol Sinopec (25%). O Campo de Sapinhoá iniciou a produção em 2010, identificando pouco tempo depois que a jazida de petróleo ultrapassava os limites geográficos do contrato. Nesses casos, por meio de um AIP, a União, representada pela Pré-Sal Petróleo, passa a ter direito a uma parcela da produção e responsabilidade equivalente sobre os gastos, acordada entre as partes em 3,7%.

A Pré-Sal Petróleo já firmou até agora seis AIPs: Sapinhoá, Tartaruga Verde, Lula/Sul de Lula, Nautilus, Atapu e Brava. A companhia espera assinar em breve o AIP da Jazida Compartilhada de Mero. Existem ainda outros 17 potenciais casos de individualização da produção em análise pela empresa.

Expectativa
Ibsen Flores Lima lembrou que no início deste ano, a expectativa era arrecadar para o governo federal R$ 1 bilhão. A superação desse valor foi uma surpresa positiva para a PPSA. A empresa representa a União nos acordos de Individualização da Produção (AIP), faz a gestão dos contratos de partilhas de produção do pré-sal e é responsável pela comercialização do petróleo e gás da União.

Estudos da PPSA indicam que a União terá direito, em 2028, a 250 mil barris de petróleo por dia referentes somente à produção dos 14 contratos de partilha de produção em vigor hoje no país, gerando contribuição anual para a arrecadação federal estimada em R$ 20 bilhões, disse o presidente da companhia.

Para 2019, Ibsen Flores Lima espera fechar as contas dos AIPs dos campos de Lula/Sul de Lula e Tartaruga Verde. “Nós estamos fechando as contas e devemos ter os valores ao longo do primeiro semestre do ano”. A participação da União no Campo de Lula é pequena, alcançando 0,5%. O presidente da PPSA esclareceu que o projeto ainda tem grandes investimentos sendo feitos. “Então, é possível que os valores (para a União) sejam pequenos”, comentou.

O caso de Tartaruga Verde é semelhante. A produção foi iniciada este ano, tem investimentos sendo efetuados e os valores de produção acumulados são reduzidos. Flores Lima disse que o saldo positivo em 2019 deve ser dado pela rubrica de comercialização de petróleo. No leilão do pré-sal realizado em agosto passado, a PPSA vendeu a produção dos próximos três anos, referente à parcela da União nesses campos de partilha, e a previsão é arrecadar em torno de R$ 1,2 bilhão.

Somando a comercialização aos AIPs de Lula e Tartaruga Verde, Flores Lima acredita que o montante que será depositado para o Tesouro Nacional no próximo ano será superior aos R$ 1,133 bilhão recolhidos em 2018. “A ideia é superar, com certeza. Só o valor de comercialização já supera esse número”, admitiu Flores Lima.

Novos acordos de áreas exploratórias devem ser assinados no decorrer de 2019 pela PPSA, mas não terão saldos de produção comercial para serem revertidos em prol da União. “A gente está otimista aqui com 2019 e a consolidação dos trabalhos da Pré-Sal Petróleo”, concluiu Flores Lima.

(Agência Brasil)

CIC prepara festa do centenário em 2019

A diretoria do Centro Industrial do Ceará, braço político da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec), prepara uma programação que marcará, ano que vem, seu centenário de fundação.

Trata-se de uma das entidades do ramo empresarial mais antigas do País.

André Siqueira, presidente do CIC, fecha também um plano de desburocratização, a ser sugerido ao novo Governo de Camilo Santana.

*Confira artigo de André Siqueira no O POVO aqui.

Juros do cartão de crédito sobem em novembro

Os consumidores que caíram no rotativo do cartão de crédito ou usaram cheque especial pagaram juros mais caros em novembro, de acordo com dados do Banco Central (BC), divulgados hoje (27).

A taxa de juros do cheque especial subiu 5,3 pontos percentuais, em relação a outubro, ao chegar em 305,7% ao ano, em novembro. As regras do cheque especial mudaram em julho. Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), os clientes que utilizam mais de 15% do limite do cheque durante 30 dias consecutivos passaram a receber a oferta de um parcelamento, com taxa de juros menores que a do cheque especial definida pela instituição financeira.

A taxa média do rotativo do cartão de crédito subiu 4,1 pontos percentuais em relação ao outubro, chegando a 279,8% ao ano, no mês passado.

A taxa média é formada com base nos dados de consumidores adimplentes e inadimplentes. No caso do consumidor adimplente, que paga pelo menos o valor mínimo da fatura do cartão em dia, a taxa chegou a 255,6% ao ano em novembro, com aumento de 2,4 pontos percentuais em relação a outubro.

Já a taxa cobrada dos consumidores que não pagaram ou atrasaram o pagamento mínimo da fatura (rotativo não regular) subiu 5,7 pontos percentuais, indo para 296,8% ao ano.

O rotativo é o crédito tomado pelo consumidor quando paga menos que o valor integral da fatura do cartão. O crédito rotativo dura 30 dias. Após esse prazo, as instituições financeiras parcelam a dívida.

Em abril, o Conselho Monetário Nacional (CMN) definiu que clientes inadimplentes no rotativo do cartão de crédito passem a pagar a mesma taxa de juros dos consumidores regulares. Essa regra entrou em vigor em junho deste ano.

Mesmo assim, a taxa final cobrada de adimplentes e inadimplentes não será igual porque os bancos podem acrescentar à cobrança os juros pelo atraso e multa.

Modalidades caras

As taxas do cheque especial e do rotativo do cartão são as mais caras entre as modalidades oferecidas pelos bancos. A do crédito pessoal, por exemplo, é mais baixa: 122,9% ao ano em novembro, com redução de 3,1 pontos percentuais na comparação com o mês anterior. A taxa do crédito consignado (com desconto em folha de pagamento) chegou a 24,3% ao ano, estável em relação a outubro.

A taxa média de juros para as famílias caiu 0,3 ponto percentual para 51,6% ao ano. A taxa média das empresas caiu 0,1 ponto percentual, atingindo 20,3% ao ano.

Inadimplência

A inadimplência do crédito, considerados atrasos acima de 90 dias, para pessoas físicas, chegou a 4,8%, com redução de 0,1 ponto percentual. No caso das pessoas jurídicas, houve recuo de 0,1 ponto percentual para 3%. Os dados são do crédito livre em que os bancos têm autonomia para emprestar o dinheiro captado no mercado.

No caso do crédito direcionado (empréstimos com regras definidas pelo governo, destinados, basicamente, aos setores habitacional, rural e de infraestrutura) os juros para as pessoas físicas subiram 0,1 poto percentual para 7,7% ao ano. A taxa cobrada das empresas caiu 0,5 ponto percentual para 9,2% ao ano. A inadimplência tanto das pessoas físicas quanto das empresas caiu 0,1 ponto percentual para 1,6% e 2%, respectivamente.

Saldo dos empréstimos

Em novembro, o estoque de todos os empréstimos concedidos pelos bancos ficou em R$ 3,202 trilhões, com aumento de 1,1% no mês e de 3,6% no ano. Em 12 meses, a expansão chegou a 4,4%. Para este ano, segundo previsão divulgada em setembro, o BC projeta crescimento do crédito em 4%.

Esse estoque do crédito corresponde a 46,8% de tudo o que o país produz – Produto Interno Bruto (PIB) – com aumento de 0,2 ponto percentual em relação a outubro. Em 12 meses, houve recuo de 0,2 ponto percentual.

Projeções para 2019

Para próximo ano, o BC espera por uma expansão maior do saldo do crédito, em 6%. No segmento de pessoas físicas, a estimativa é de alta de 7% no estoque de empréstimos, “em linha com a aceleração do consumo das famílias”, segundo o Relatório de Inflação, divulgado no último dia 20. Para pessoas jurídicas, a projeção é de expansão de 5%, “influenciada, entre outros fatores, pela continuidade do processo de captação de recursos por parte das empresas nos mercados externo e de capitais, em substituição aos recursos do SFN [Sistema Financeiro Nacional]”.

A carteira de crédito livre deve crescer 10,5% e os empréstimos do segmento direcionado, 1%.

(Agência Brasil)

Confiança da indústria sobe 0,5% em dezembro

O Índice de Confiança da Indústria, medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), subiu 0,5 ponto de novembro para dezembro deste ano. Com o resultado, a segunda alta consecutiva, o indicador chega a 94,8 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos.

Segundo o pesquisador da FGV Aloisio Campelo Jr., mesmo com a alta, a confiança dos empresários do setor industrial segue abaixo dos níveis alcançados no primeiro semestre do ano e sinaliza um ritmo morno de atividades na virada para 2019.

Em dezembro, a confiança subiu em 11 dos 19 segmentos industriais pesquisados. O Índice da Situação Atual, que mede a percepção sobre o momento presente, avançou 1,8 ponto, para 96 pontos. O indicador que mede o grau de satisfação com o nível de demanda atual subiu 3,8 pontos, para 97 pontos.

Já o Índice de Expectativas, que mede a confiança no futuro, recuou 0,7 ponto, para 93,8 pontos, o menor patamar desde junho de 2017 (93,7 pontos). O indicador de emprego nos três meses seguintes recuou 2,8 pontos, para 89,6 pontos, o menor nível desde fevereiro de 2017 (88,1 pontos), e o indicador de tendência dos negócios recuou 0,7 ponto, para 103,2 pontos.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) recuou 0,6 ponto percentual em dezembro, para 74,6%, o menor nível desde outubro de 2017 (74,5%).

(Agência Brasil)

Fique atento! Bancos só funcionam até esta sexta-feira

Amanhã (28) será o último dia útil do ano para atendimento ao público nas agências bancárias, com expediente normal para a realização de todas as operações. No dia 31 de dezembro (segunda-feira), as instituições financeiras não abrem para atendimento, informou a Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

A população poderá utilizar os canais alternativos, como mobile e internet banking, caixas eletrônicos, banco por telefone e correspondentes para fazer transações financeiras.

Os carnês e contas de consumo (como água, energia, telefone) vencidos no feriado poderão ser pagos sem acréscimo no dia útil seguinte. Normalmente, os tributos já estão com as datas ajustadas ao calendário de feriados, sejam federais, estaduais ou municipais.

Os clientes também podem agendar os pagamentos das contas de consumo ou pagá-las (as que têm código de barras) nos próprios caixas automáticos. Já os boletos bancários de clientes cadastrados como sacados eletrônicos poderão ser agendados ou pagos por meio do DDA (Débito Direto Autorizado).

(Agência Brasil)

Dívida Pública Federal sobe 1,69% e ultrapassa R$ 3,8 trilhões

O elevado volume de emissões de títulos fez a Dívida Pública Federal (DPF) ultrapassar a barreira de R$ 3,8 trilhões. Segundo o Tesouro Nacional, o indicador fechou o mês passado em R$ 3,827 trilhões, com alta de 1,69% em relação a outubro.

A Dívida Pública Mobiliária (em títulos) Interna (DPMFi), em circulação no mercado nacional, subiu 1,59%, passando de R$ 3,622 trilhões para R$ 3,679 trilhões. No mês passado, o Tesouro emitiu R$ 34,49 bilhões a mais do que resgatou, principalmente em títulos prefixados e em títulos corrigidos pela taxa Selic (juros básicos da economia). O estoque também subiu por causa da apropriação de juros, que somou R$ 23,20 bilhões.

A apropriação de juros representa o reconhecimento gradual das taxas que corrigem os juros da dívida pública. As taxas são incorporadas mês a mês ao estoque da dívida, conforme o indexador de cada papel.

A forte alta do dólar no último mês fez a Dívida Pública Externa subir 4,27% em novembro. O estoque passou de R$ 140,95 bilhões para R$ 146,96 bilhões, motivado principalmente pela valorização de 3,92% da moeda norte-americana ocorrida no mês passado.

Apesar da alta em novembro, a DPF está próxima do limite inferior das previsões do Tesouro. De acordo com o Plano Anual de Financiamento, divulgado no início do ano, a tendência é que o estoque da DPF encerre o ano entre R$ 3,78 trilhões e R$ 3,98 trilhões.

Por meio da dívida pública, o governo pega emprestado dos investidores recursos para honrar compromissos. Em troca, compromete-se a devolver o dinheiro com alguma correção, que pode ser definida com antecedência, no caso dos títulos prefixados, ou seguir a variação da taxa Selic, da inflação ou do câmbio.

(Agência Brasil)

Confiança do comércio sobe 5,7% de novembro para dezembro

O Índice de Confiança do Comércio (Icom), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), subiu 5,7 pontos de novembro para dezembro deste ano. Com o resultado, o indicador passou para 105,1 pontos e atingiu o maior patamar desde abril de 2013 (105,6 pontos).

A alta da confiança em dezembro atingiu empresários de 11 dos 13 segmentos pesquisados pela FGV. Os empresários estão mais confiantes tanto em relação ao presente quanto ao futuro.

O Índice de Situação Atual, que mede a opinião sobre o presente, subiu 4,1 pontos, para 97,4 pontos, a terceira alta seguida. Esse é o maior valor desde abril de 2014 (99,8 pontos). Já o Índice de Expectativas, que mede a percepção sobre os próximos meses, também registrou o terceiro resultado positivo consecutivo, ao subir 7 pontos e atingir 112,5 pontos, o maior valor desde fevereiro de 2011 (115,9 pontos).

De acordo com o pesquisador da FGV Rodolpho Tobler, é a primeira vez desde março de 2014 que o índice ultrapassa os 100 pontos, limite que identifica a transição para níveis elevados de confiança.

Segundo ele, depois da greve dos caminhoneiros e das incertezas do período eleitoral, os comerciantes esperam aumento de vendas neste final de ano e têm boas expectativas para o começo de 2019.

(Agência Brasil)

BNDES aprova financiamento de R$ 7,6 bilhões para setor elétrico

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou hoje (26) a aprovação, este mês, de dez operações no valor de R$ 7,6 bilhões para investimentos para distribuidoras de energia elétrica nos estados de Pernambuco, do Maranhão, da Bahia, do Pará, de São Paulo, de Minas Gerais, do Mato Grosso do Sul, do Paraná e do Rio Grande do Sul.

Para implantação do plano de investimentos das distribuidoras Centrais Elétricas do Pará S.A. (Celpa) e Companhia Energética do Maranhão (Cemar) no triênio 2018-2020, o BNDES dará dois financiamentos, no valor total de R$ 2,56 bilhões, ao grupo Equatorial Energia. Os recursos serão aplicados pela Celpa e pela Cemar em atualização tecnológica, contenção de perdas comerciais, expansão do sistema e melhoria da operação e da qualidade do serviço prestado.

O banco aprovou também empréstimos de R$ 2,47 bilhões ao grupo Neoenergia, que opera em 223 municípios de São Paulo e cinco do Mato Grosso do Sul. Os recursos serão aplicados em aumento do fornecimento de energia e adequação da prestação do serviço à demanda dos consumidores, entre outros investimentos.

Para o grupo CPFL/State Grid, o BNDES aprovou financiamentos de R$ 2,6 bilhões para implantação dos planos de investimento de cinco distribuidoras que atuam em diversos municípios dos estados de São Paulo, de Minas, do Paraná e de Rio Grande do Sul. O objetivo é atender o crescimento do número de consumidores e também da demanda de energia.

(Agência Brasil)

Confiança do empresário da construção civil tem maior patamar desde 2014

O Índice de Confiança da Construção (ICST), calculado pela Fundação Getulio Vargas, (FGV) subiu 0,8 ponto em dezembro, na comparação com novembro e alcançou 85,5 pontos. É o maior nível desde dezembro de 2014, quando chegou a 88,8 pontos.

Segundo a pesquisadora da FGV Ana Maria Castelo, os empresários perceberam melhora no ambiente de negócios da construção ao longo de 2018, “mas isso não vai se traduzir em um resultado positivo para o PIB do setor”.

O Índice de Situação Atual, que mede a percepção sobre o presente, subiu 0,6 ponto de novembro para dezembro e chegou a 74,7 pontos, o maior nível desde abril de 2015 (75,5 pontos).

O Nível de Utilização da Capacidade do setor avançou 1,9 ponto percentual, para 66,6%. As expectativas de recuperação da demanda do setor estão se refletindo positivamente nas intenções de contratação.

A proporção de empresas que relatam redução no quadro de pessoal para os próximos meses caiu de 26,2% em dezembro de 2017, para 20,5% em dezembro de 2018.

A parcela de pessoas que reportaram aumento subiu de 13,9% para 19,5%.

(Agência Brasil)

Itaú Social lança curso de extensão sobre projetos voltados para a juventude

O Itaú Social, em parceria com o Instituto Singularidades, está lançando a formação Juventudes em curso: trajetos e afetos, destinado a educadores e gestores de organizações da sociedade civil (OSC) e instituições públicas que desenvolvam projetos e políticas voltadas para jovens de baixa renda.

“O objetivo da nova proposta de formação é qualificar o debate sobre as temáticas das juventudes brasileiras de baixa renda, por meio de troca de experiências que identifique questões emergentes e potencialize práticas desenvolvidas nos territórios. A formação proporcionará um espaço de construção colaborativa para agentes produtores de ações sociais, culturais e econômicas para o público juvenil”, informa a gerente de Fomento do Itaú Social, Camila Feldberg.

As aulas presenciais iniciam no dia 11 de fevereiro, com exposição do psicanalista e professor da Universidade de São Paulo (USP), Christian Dunker.

O Curso

O curso é uma extensão universitária e está dividido em duas etapas: fase de Imersão, que ocorre presencialmente na cidade de São Paulo (SP), e o Laboratório de Práticas, realizado a partir de março, em plataforma online. Ao final do processo, também será realizado seminário para compartilhamento das experiências desenvolvidas.

Os projetos criados a partir do Laboratório de Práticas poderão ser submetidos para recebimento de assessoria e repasse de recursos do Itaú Social, visando sua implementação.

Seleção

Para a seleção dos candidatos, será considerada a experiência na atuação com juventudes de baixa renda (desejável mínimo de dois anos), a trajetória acadêmica/formativa condizente com as temáticas abordadas no curso, a articulação com outros atores e iniciativas que atuem nas causas juvenis e a autoria em produções que dialoguem nas temáticas das juventudes brasileiras, como: textos acadêmicos publicados, conteúdos audiovisuais, registros de projetos desenvolvidos disponíveis em redes sociais, websites etc.

O Itaú Social oferecerá até dez bolsas para participantes selecionados que não residam na cidade de São Paulo. Serão custeados transporte até São Paulo, hospedagem e alimentação durante todo o tempo de realização do curso. Para os inscritos residentes nas periferias de São Paulo e região metropolitana, também serão oferecidas dez ajudas de custo para transporte público.

SERVIÇO

*As inscrições podem ser feitas até o dia 13 de janeiro pelo link http://www.singularidades.net/itau_social/.

Embalado por apoio popular, Bolsonaro quer aprovar, no começo da gestão, medidas impopulares

Pesquisa Datafolha encontrou um dado que muito deve ter agradado à equipe do futuro governo de Jair Bolsonaro: 65% dos brasileiros acreditam que a economia do País irá melhorar em 2019.

Baseado nesse dado, Paulo Guedes, futuro ministro da Economia, quer, a todo custo, aprovar, ainda no começo da gestão as chamadas medidas impopulares, como a tão propalada Reforma da Previdência.

(Foto – Agência Brasil)

Fortaleza em meio à briga entre grandes redes de farmácia

Da Coluna O POVO Economia, assinada pela jornalista Neila Fontenele, no O POVO desta quarta-feira:

A briga entre grandes redes de farmácias em Fortaleza demora a chegar ao coração do Centro. No entorno da Praça do Ferreira, por exemplo, chama atenção a força das farmácias populares.

O presidente da Federação do Comércio do Ceará (Fecomercio), Maurício Filizola, já afirmou que há um desequilíbrio no mercado de farmácias em Fortaleza. Ou seja: a velocidade de abertura de novas lojas não condiz com o volume de compradores, mesmo considerando o crescimento do setor farmacêutico.

O que é mais visível é a guerra pela ocupação de espaço.

(Foto – Reprodução de Youtube)

Empresas aéreas acumulam prejuízo de R$ 2 bi em 2018

A Avianca, Azul, Gol e Latam as quatro maiores empresas aéreas do País, acumularam prejuízo de R$ 2 bilhões nos três primeiros trimestres de 2018. O resultado isolado do 3º trimestre do ano mostra que as aéreas também pioraram o seu desempenho em relação ao mesmo período do ano anterior. Nessa comparação, o setor registrou prejuízo de R$ 556 milhões em 2018 contra lucro de R$ 787 milhões em 2017. Os dados são das demonstrações contábeis divulgadas pela Anac.

Entre julho e setembro, Azul e Latam forma as únicas aéreas que apesentaram lucro líquido positivo de R$ 35 milhões e R$ 1,1 milhão, respectivamente. A Gol obteve um prejuízo de R$ 405 milhões e a Avianca Brasil de R$ 188 milhões.

A receita operacional líquida agregada das quatro empresas, no acumulado dos três trimestres, cresceu 15,9% em relação ao mesmo período do ano passado, alcançando R$ 29,5 bilhões. Os custos dos serviços prestados apresentaram aumento de 23,6%, atingindo R$ 26 bilhões. Desta forma, com o incremento dos custos dos serviços prestados em percentual maior do que o crescimento da receita operacional líquida, o lucro bruto das quatro empresas, em conjunto, caiu 21%, passando de R$ 4,4 bilhões nos três primeiros trimestres de 2017 para R$ 3,4 bilhões em 2018. O item de maior impacto entre os custos e despesas foram os combustíveis, representando 31,7% do total.

A receita do setor do 3º trimestre aumentou em 17,2%, de R$ 9,2 bilhões para R$ 10,8 bilhões. Entretanto, os custos dos serviços prestados tiveram um incremento de 32,8%, com um total de R$ 9,4 bilhões, causando, assim, uma queda no lucro bruto de -33,9%.

(Com Agências)

Saque do abono salarial 2016 termina nesta sexta-feira

O prazo para o saque do Abono Salarial ano-base 2016 termina na próxima sexta-feira (28). Cerca de 7,5% dos trabalhadores com direito ao recurso ainda não sacaram o dinheiro. O valor ainda disponível de R$ 1,3 bilhão para 1,8 milhão de trabalhadores. Inicialmente, o prazo limite era 29 de junho, mas a prorrogação foi autorizada em julho por resolução do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat).

Até o momento, já foram pagos R$ 16,7 bilhões para 22,7 mil trabalhadores. A região com maior percentual de beneficiários a receber o Abono 2016 é a Centro-Oeste, onde 11,63% das pessoas com direito ao recurso ainda não foram ao banco receber o benefício.

O estado com mais trabalhadores que ainda não retiraram o dinheiro é São Paulo. São 410,5 mil pessoas, ou 6,95% do total de beneficiários. O valor ainda disponível para esses trabalhadores é mais de R$ 297 milhões.

Já o Distrito Federal é a Unidade da Federação (UF) com maior número proporcional de beneficiários com direito ao saque que ainda não retiraram o valor. Na capital federal, 29,33% estão nessa situação. São 148,5 mil trabalhadores com R$ 110 milhões para retirar.

Tem direito ao abono salarial ano-base 2016 quem estava inscrito nos programas de Integração Social (PIS) e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) há, pelo menos, cinco anos, trabalhou formalmente por pelo menos 30 dias em 2016 com remuneração mensal média de até dois salários mínimos e teve seus dados informados corretamente pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS).

A quantia a que cada trabalhador tem direito depende do tempo em que ele trabalhou formalmente em 2016. Quem esteve empregado o ano todo recebe o valor cheio, que equivale a um salário mínimo (R$ 954). Quem trabalhou por apenas 30 dias recebe o valor mínimo, que é 1/12, e assim sucessivamente.

Trabalhadores da iniciativa privada devem procurar a Caixa Econômica Federal. A consulta pode ser feita pessoalmente, pela internet ou pelo telefone 0800-726 02 07. Para servidores públicos, a referência é o Banco do Brasil, que também fornece informações pessoalmente, pela internet ou pelo telefone 0800-729 00 01.

(Agência Brasil)