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Petrobras reduz estimativa da dívida líquida para US$ 69 bilhões

A previsão da dívida líquida da Petrobras para este ano é de US$ 69 bilhões, montante abaixo do registrado em 2017, de US$ 85 bilhões. O anúncio foi feito pelo presidente da empresa, Ivan Monteiro, após encontro anual com investidores em São Paulo.

Ele informou que o lucro líquido alcançou US$ 4,9 bilhões no primeiro semestre deste ano, valor bem acima do registrado ao longo de todo o ano de 2017. Esse resultado mostra que ficou para trás os prejuízos registrados em 2015 (US$ 8,6 bilhões) e em 2016 (4,3 bilhões), disse Ivan Monteiro.

De acordo com o presidente da estatal, a companhia tem mantido uma administração com mais transparência, em sintonia com os interesses dos investidores, adotando uma política de preços alinhada com o mercado internacional e recorrendo a estratégia de proteção como operações de hedge para obter bons resultados.

Entre os fatos para justificar esse mecanismo de proteção por meio do mercado de capitais, citou a volatilidade cambial característica desse período de eleições para a sucessão presidencial no país e adventos climáticos externos que sempre pressionam as cotações dos derivados de petróleo.

O executivo também informou que a empresa tem recebido equipes econômicas de candidatos à Presidência da República. Sem citar os nomes, revelou que a esses interlocutores têm sido repassadas dados do bom desempenho da estatal entre os quais os que vêm sendo obtidos por meio da produção do pré-sal, que atingiu uma média diária de 1,38 milhão de barris, no primeiro semestre deste ano.

(Agência Brasil)

Mercado financeiro projeta inflação de 4,05% para este ano

Instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) reduziram a estimativa de crescimento da economia e da inflação para 2018. A informação consta do boletim Focus, publicado semanalmente pelo BC, com projeções para os principais indicadores econômicos. A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 4,16% para 4,05% este ano.

A redução ocorreu após a deflação registrada em agosto (0,09%), divulgada na quinta-feira (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para 2019, a projeção para o IPCA permanece em 4,11%. Para 2020, a estimativa segue em 4% e para 2021 passou de 3,92% para 3,87%. Para 2018 e 2019, as estimativas estão abaixo do centro da meta que deve ser perseguida pelo BC este ano, de 4,5%, com limite inferior de 3% e superior de 6%. Para 2019, a meta é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%.

Já para 2020, a meta é 4% e 2021, 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para os dois anos (2,5% a 5,5% e 2,25% a 5,25%, respectivamente).

Visando alcançar a meta de inflação, o BC usa como instrumento a taxa básica de juros (Selic), atualmente em 6,5% ao ano. De acordo com o mercado financeiro, a Selic deve permanecer em 6,5% ao ano até o final de 2018. Para 2019, a expectativa é de aumento da taxa básica, terminando o período em 8% ao ano e permanecendo nesse patamar em 2020 e 2021.

Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando o Copom diminui a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação.

A manutenção da taxa básica de juros, como prevê o mercado financeiro este ano, indica que o Copom considera as alterações anteriores suficientes para chegar à meta de inflação.

Atividade econômica

A projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – foi reduzida de 1,44% para 1,40% neste ano. Para 2019, 2020 e 2021, a estimativa para o crescimento do PIB continua em 2,5%.

A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar permanece em R$ 3,80 no final deste ano e em R$ 3,70 no fim de 2019.

(Agência Brasil)

FPM – Primeiro repasse de setembro inicia com queda

O primeiro decêndio de setembro do Fundo de Participação dos Municípios será creditado, nesta segunda-feira, nas contas das prefeituras. O valor é de R$ 1.954.143.576,94, já descontada a retenção do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Em valores brutos, incluindo o Fundeb, o montante é de R$ 2.442.679.471,18.
A boa notícia é que, em relação ao acumulado do ano, o valor total do FPM apresenta crescimento positivo.

O total repassado aos Municípios brasileiros entre janeiro e o 1º decêndio deste mês aumentou 7,93% em termos nominais em relação ao mesmo período de 2017. Considerando a inflação, o Fundo acumulado de 2018 cresceu em 5,48%.

Como a Confederação Nacional de Municípios (CNM) alertou aos gestores, o FPM tende a ser menor neste segundo semestre, o que demanda cautela e planejamento. Após uma sequência de repasses com resultados positivos em comparação ao ano passado, as prefeituras brasileiras vão se deparar com um valor 8,19% abaixo do transferido no mesmo decêndio de 2017, em termos nominais – sem considerar os efeitos da inflação. Deflacionado, os dados da Secretária do Tesouro Nacional (STN) indicam uma queda de -3,11%.

Receita abre consulta ao 4º lote do IR nesta segunda-feira

A Receita Federal vai liberar, a partir das 9 horas desta segunda-feira (10), a consulta ao quarto lote de restituição do Imposto de Renda 2018. O lote também inclui restituições residuais de 2008 a 2017. Nessa etapa, 2.646.626 contribuintes recebem o pagamento, totalizando o valor de 3,3 bilhões de reais. Por lei, pessoas com idade acima de 60 anos ou com alguma deficiência física, deficiência mental ou moléstia grave estão incluídas nesse lote.

O dinheiro da restituição fica disponível no banco durante um ano. Quem não fizer o resgate nesse prazo terá que solicitá-lo novamente no site da Receita, por meio do Formulário Eletrônico – Pedido de Pagamento de Restituição, ou diretamente no portal e-CAC, no serviço Extrato do Processamento da DIRPF.

Se o contribuinte foi contemplado no quarto lote, mas não recebeu o pagamento nesta quarta, deve contatar pessoalmente qualquer agência do Banco do Brasil ou ligar para a Central de Atendimento, por meio dos telefones 4004-0001 (nas capitais), 0800-729-0001 (nas demais localidades) e 0800-729-0088 (exclusivo para deficientes auditivos). Nesse caso, o contribuinte poderá agendar o crédito em conta-corrente ou poupança, em seu nome, em qualquer banco.

Prisão não tem relação com Pague Menos, diz nota da rede

A rede de farmácias Pague Menos divulgou nota oficial sobre a prisão do seu fundador, Deusmar Queirós. A nota deixa claro não haver nenhuma relação entre a prisão e a empresa. Leia a íntegra abaixo:

“A Rede de Farmácias Pague Menos esclarece que o processo judicial ao qual o fundador da companhia, Deusmar Queirós, responde não possui qualquer relação com a rede. Todas as informações sobre o processo foram prestadas de maneira transparente pela Pague Menos em seus formulários de referência. A companhia reitera ainda que a decisão judicial em nada afeta as operações da empresa e informa a nomeação de Mário Henrique Alves de Queirós, atual diretor presidente, para o cargo de presidente do Conselho de Administração no lugar de Deusmar Queirós”.

Deusmar se apresentou à Polícia Federal no sábado (8) e ficou preso por conta de condenação por conta de crime contra o sistema financeiro. A condenação de 2010.

A Pague Menos é uma das principais redes de farmácias do Pais e nasceu em Fortaleza.

Em larga medida, o sucesso da companhia, em preparação para abrir o capital já há algum tempo, se deve a Deusmar.

Presídio para onde Deusmar Queirós foi transferido não tem celas individuais

Após se apresentar na sede da Polícia Federal, no bairro Aeroporto, entre o fim da noite de ontem e a madrugada deste domingo, 9, o empresário cearense Francisco Deusmar de Queirós, fundador do Grupo Pague Menos, foi transferido para a Unidade Prisional Irmã Imelda, em Aquiraz, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). O POVO apurou que a transferência ocorreu por volta das 3 horas da manhã.

A unidade é a mesma onde está preso, desde fevereiro deste ano, o empresário José Newton Lopes de Freitas, proprietário das empresas do Grupo Oboé. Newton foi condenado, em primeira instância, a 32 anos, 7 meses e 15 dias de prisão, em regime fechado, também por crimes contra o sistema financeiro do Brasil.

Não há xadrezes individuais no presídio. Todas as celas são coletivas e mantém o mesmo padrão, com piso e camas de cimento batido, com colchões de espuma, e banheiro com latrina rente ao chão. O prédio é considerado, contudo, um dos menos insalubres do Estado.

Inaugurado em julho de 2016, com capacidade para 200 internos. O perfil dos presos mantidos no local inclui gays, travestis, bissexuais, idosos, cadeirantes, estrangeiros e aqueles que respondem à Lei Maria da Penha.

Aos detentos, é oferecido atendimento multidisciplinar diário, com psicólogos, assistentes sociais, psiquiatras e serviço de clínica médica e nutrição, além de atividades, como oficinas e palestras de conscientização, tendo como foco a ressocialização.

Deusmar Queirós foi condenado a 9 anos e dois meses de prisão. Ele e mais três pessoas – Ielton Barreto de Oliveira, Geraldo de Lima Gadelha Filho e Jerônimo Alves Bezerra, que também estão na prisão – foram condenados pela Justiça Federal por crime contra o sistema financeiro. Eles teriam lucrado pelo menos R$ 2,8 milhões com compras de ações sem autorização do Banco Central.

O POVO entrou em contato com a assessoria de imprensa do Grupo Pague Menos, que se manifestará, por meio de nota, no decorrer do dia.

(O POVO Online)

Empresário Deusmar Queirós está preso na sede da Polícia Federal

O empresário Deusmar Queirós, fundador da rede de farmácias Pague Menos, está preso na sede da Polícia Federal no Ceará, no bairro Aeroporto. Ele se entregou na manhã deste domingo, 9, após o desembargador federal Alexandre Costa de Luna Freire, que estava no plantão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negar um pedido de Habeas Corpus (HC) impetrado pela defesa do empresário.

Deusmar é condenado desde 2010 por crimes contra o sistema financeiro, cuja pena pode chegar a 9 anos e 2 meses. Ao recusar o HC, o desembargador determinou que ele se apresentasse em até 48 horas.

Além do STJ, a defesa de Deusmar havia recorrido também ao Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5), em Recife. Nesse período, houve trânsito da condenação dos recursos nas duas cortes, com idas e voltas, se encerrando agora com a execução da detenção.

O POVO entrou em contato com a assessoria de comunicação do empresário Deusmar Queirós, que informou que enviará uma nota oficial em breve.

(O POVO Online)

Crise argentina deixa Brasil sob alerta, diz ABDI

À espera de uma antecipação de parte do empréstimo no valor de US$ 50 bilhões do Fundo Monetário Internacional (FMI), a Argentina vive o pior momento da gestão do presidente Maurício Macri, deixando aceso o sinal de alerta no Brasil, já que o país vizinho é o terceiro maior parceiro comercial atrás apenas da China e dos Estados Unidos. Dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), de janeiro a agosto, os argentinos consumiram 7,28% das exportações brasileiras, uma alta de 1,11%, comum saldo favorável ao Brasil de US$ 4,28 bilhões. A avaliação é do economista Jackson De Toni, gerente de Planejamento e Inteligência da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI)

Apesar de toda essa situação, “não há motivo para pânico”, diz ainda De Toni, Ele observou que, mesmo diante de um cenário de austeridade que, certamente, levará a uma queda do consumo interno, o país vizinho tende a fechar 2018 com crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) entre 1% e 2%. E se o aporte de recursos do FMI for concretizado como o esperado, De Toni acredita que isso dará maior credibilidade sobre a capacidade de pagamentos por parte da Argentina ainda que isso custe caro à população e ainda careça de estratégias para retomar o crescimento.

Quanto ao impacto sobre o Brasil que exporta para a Argentina, principalmente, automóveis, – o correspondente à quase metade da pauta de exportações e com uma participação de 75% sobre as vendas das montadoras para todo mundo-, De Toni prevê que ele será mais concentrado neste segmento, embora reconheça a importância dessas trocas comerciais que incluem ainda as importações na área agrícola

Para o economista, o Brasil tem fatores de proteção como, por exemplo, reservas cambiais de quase US$ 400 bilhões. A Argentina tem US$ 50 bilhões. Citou ainda a forte desvalorização do peso argentino em meio a um ataque especulativo resultando em uma inflação de 40% ao ano ante uma variação entre 4 a 5%, no Brasil, e a consequente elevação dos juros de 45% para 60% ao ano, muito acima da taxa brasileira oscilando em torno de 6,5%.

Outra diferença entre as duas economias, apontadas por De Toni, é que a Argentina depende De recursos do FMI, enquanto o Brasil tem uma previsão de investimentos diretos este ano de U$ 65 bilhões, um volume imenso para países latino-americanos.

(Agência Brasil)

Entendendo o mercado de derivativos sem complicações

Em artigo sobre o mercado de derivativos, o consultor financeiro Fabiano Mapurunga, Mestre em Administração com ênfase em Finanças, aponta que os “derivativos têm um papel muito relevante no mercado financeiro, a partir do momento que os mesmos permitem que os investidores ocupem uma posição de especulador”. Confira:

Hoje vamos tratar de um tema que possui grande envergadura no mercado financeiro, mas que ainda é pouco conhecido pela grande maioria dos empresários, e dos profissionais que gerenciam os fluxos de caixas das empresas. Vamos falar de Derivativos.

Os derivativos têm um papel muito relevante no mercado financeiro, a partir do momento que os mesmos permitem que os investidores ocupem uma posição de especulador, bem como possam se proteger frente a um dado risco eminente de mercado. Seu uso aqui no Brasil vem cada vez mais ganhando volume. Sua principal função é a proteção de contratos (também chamada de hedge), de dívidas e de fluxos de caixas, contra possíveis depredações ocasionadas pela variação cambial, ou quaisquer outros tipos de variáveis econômicas, de uma maneira que possibilite estabelecer uma certa previsibilidade ao balanço das empresas.

Vejamos que, atualmente passamos por uma forte oscilação do dólar, de sorte que tal situação impacta na previsibilidade de caixas das empresas, que dependem desta moeda em seu ciclo financeiro, por tanto, uma estratégia bem conveniente, seria estas empresas empregarem derivativos para mitigar os efeitos, em seu caixa, desta oscilação.

O termo “derivativos”, já informa que os produtos se referem a contratos que se derivam de ativos. Complementando que esses mesmos ativos podem ser de várias naturezas, como por exemplo: uma ação, um commodity, a própria inflação acumulada em um período específico, a taxa Selic ou seja, toda e qualquer indexador que possua um reflexo econômico.

O Contrato a Termo se configura hoje com uma das modalidades mais usuais, ele permite à empresa estabelecer uma marcação (Trava) a cotação de qualquer moeda, ou outro ativo como uma commodity, em um determinado valor para ser pago em uma data futura.

Os contratos de Swap, facilitam a possibilidade de a empresa trocar o indexador de seu contrato de dívida, que seria o fator utilizado como base de cálculo para cobrança do empréstimo. Em termos objetivos, isso implica que, por exemplo, a empresa pode trocar o seu risco que está atualmente com exposição cambial, para uma taxa de juros reais, pré ou pós fixada.

Ainda como um dos principais tipos de derivativos, temos as Opções. Elas possibilitam que a empresa tenha o direito de comprar ou vender um ativo específico, por um preço pré-determinado, em data futura. Para se utilizar do mercado de opções, a empresa precisa pagar um prémio logo no início da operação.

Para facilitar nossa visão sobre derivativos, trago alguns exemplos abaixo:

– SOJ: contrato derivado do preço da soja;

– DOL: contrato derivado do preço do dólar;

– IND: contrato derivado do índice Bovespa;

– PETRF17: contrato derivado de das ações da Petrobras;

Dados extraídos da Cetip (Central de Custódia e Liquidação Financeira de Títulos), demonstram que em 2012, a média mensal das operações registradas com Termo de Moedas, expressivamente utilizada por exportadores e importadores, foi de aproximadamente U$ 20 bi. Em 2013 esse número ganhou velocidade de ascensão. Hoje, tal instrumento, tem uma movimentação que supera U$ 30 bi em contratos com empresas que estão fazendo sua proteção no Brasil.

O mercado de derivativos surgiu então, com o objetivo de mitigar riscos financeiros, que são ser frutos do movimento da economia. Sugiro muita cautela no uso desses contratos, porque exigem muito conhecimento sistêmico. Possíveis erros, podem acarretar perdas financeiras consideráveis. Logo, sua utilização deve ser feita por investidores com experiência e certificação, a fim de minimizar seus riscos e maximizar seus resultados, ao utilizar essa estratégia em seu fluxo de caixa.

Fabiano Mapurunga

Diretor Executivo da Go Partners Consultoria em Finanças e Negócios. Mestre em Administração com ênfase em Finanças. MBA em Gestão de Negócios. MBA em Gestão Financeira e Controladoria. Professor Universitário.

Vitória é a capital com mais famílias com dívidas em atraso

Vitória, no Espírito Santo, é capital brasileira com mais famílias com dívidas em atraso, aponta a 8ª edição da Radiografia do Endividamento das Famílias Brasileiras, divulgada hoje (8) pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Quase metade da população da capital capixaba (49%) têm débitos não-pagos. Considerando todas as capitais, o percentual é de 26%. Os dados são relativos a 2017.

A cidade de Porto Alegre está em segundo lugar, com 46% das famílias com dívidas em atraso, seguida por Macapá (43%), Boa Vista (42%) e Manaus (38%).

A análise da FecomércioSP é feita com base em informações do Banco Central, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

As famílias de João Pessoa são as que menos têm dívidas em atraso, com 5%. Em seguida, estão os brasilienses (11%), as famílias de Porto Velho e Palmas, ambas com 13%, e Teresina, com 14%. O valor médio mensal das dívidas é de R$ 2.766 em Belo Horizonte, que tem o maior valor. Belém, por sua vez, tem o menor valor médio mensal, com R$ 623.

Considerando o volume de famílias endividadas – não necessariamente as que estão com pagamento em atraso -, Curitiba lidera o ranking, tendo 91% acessado algum crédito. Boa Vista é segunda colocada, com 83%, seguida por Florianópolis (80%), Natal (79%) e Brasília (79%). As capitais com menor nível de endividamento são Goiânia (38%), Belém (40%), Salvador (51%), Porto Velho (52%) e Teresina (52%).

“À primeira vista aquilo que pode parecer pejorativo, na realidade, quanto maior o número de famílias endividadas, melhor, porque nenhuma economia do mundo consegue subsistir sem tomada de crédito”, explicou Altamiro Carvalho, economista da FecomércioSP. Ele destaca que os números refletem a retomada gradual da economia. Outro fator positivo considerado por ele é que a parcela da renda familiar comprometida com a dívida está em torno de 30%, na média nacional, que é considerado “sob controle”.

As capitais que têm as famílias com maior comprometimento da renda mensal são Teresina e Boa Vista, com uma parcela da renda mensal de 43%. Belo Horizonte é a segunda colocada com 40%, seguida por Brasília (35%) e Fortaleza (34%). João Pessoa tem as famílias com menor parcela da renda mensal comprometida, com 11%, seguida de Belém (13%), Vitória (21%), Cuiabá (24%) e Aracaju (25%).

O estudo mostra também uma melhora no rendimento total das famílias em 2017 na comparação com 2015. A radiografia faz o comparativo com 2015 por considerar que este foi o período transitório de início da recuperação econômica. A massa total de rendimentos atingiu R$ 277,9 bilhões no mês de dezembro, alta de 5,5% em relação aos R$ 263,3 bilhões de dezembro de 2015. Considerando a elevação de 1,6% no número total de famílias nesse mesmo período, a renda média mensal familiar passou de R$ 4.250,37 para R$ 4.416,95, uma alta de 3,9%.

Para os economistas da FecomercioSP, três fatores explicam a recomposição da renda no período: forte queda da inflação (de 10,67% em 2015 para 2,95% em 2017); avanço na taxa de ocupação, embora concentrada no mercado informal; e aumento da massa de rendimento dos aposentados.

(Agência Brasil)

Feriadão deve gerar renda superior a R$ 150 milhões no Ceará

O feriado do dia da Independência do Brasil, 7 setembro, deve gerar renda de R$ 150,1 milhões no estado do Ceará, número 15,8% maior do que o mesmo período de 2017. A receita turística gerada deve ser de R$ 85,8 milhões, com crescimento percentual idêntico ao da renda: 15,8% Os dados são de uma pesquisa realizada pela Secretaria do Turismo do Ceará (Setur).

Todos os dados dos agregados turísticos analisados pela campanha tiveram crescimento em comparação ao ano passado. Fortaleza deve receber 75.894 mil turistas, número 12,8% maior do que o mesmo feriado em 2017.

Sobre a hospedagem, a taxa de ocupação hoteleira chega a 86%, o que indica crescimento de 5,6%. O maior índice deverá ser dos Flats, que somam 91,7% de ocupação prevista para o feriadão. Hotéis chegam a 86,7%, seguidos por Pousadas, com 79,1% e Albergues, com 73,5%.

Os principais destinos procurados pelos turistas são, como de costume, no litoral. Em primeiro lugar, Jijoca de Jericoacoara, com 94,1%, seguido por Canoa Quebrada, com 93,4%, e Guaramiranga, com 91,8%. Trairi, Praia das Fontes/Morro Branco, Porto das Dunas/Prainha e Cumbuco também entram na lista dos principais destinos, com índices entre os 89,8% (Trairi) e 80,9% (Cumbuco). A média de procura é de 88,8%.

(O POVO – Repórter Izadora Paula)

Captação da poupança chega a R$ 5,8 bi em agosto

Os depósitos na caderneta de poupança superaram os saques em R$ 5,862 bilhões em agosto, de acordo com relatório divulgado hoje (6) pelo Banco Central (BC). Esse é o maior resultado para agosto, na série histórica do BC, iniciada em 1995.

Foram depositados, ao longo do mês passado, R$ 198,6 bilhões, contra retiradas que somaram R$ 192,737 bilhões. É o sexto mês consecutivo de captação líquida, ou sejam depósitos superiores aos saques.

No acumulado dos oito meses deste ano, os depósitos na poupança superaram as retiradas em R$ 16,960 bilhões.

O saldo atualmente depositado na caderneta está em R$ 764,408 bilhões. Os rendimentos chegaram a R$ 2,862 bilhões, em agosto.

Pela legislação em vigor, o rendimento da poupança é calculado pela soma da Taxa Referencial (TR), definida pelo BC, mais 0,5% ao mês, sempre que a taxa básica de juros, a Selic, está acima de 8,5% ao ano.

Quando a Selic é igual ou inferior a 8,5% ao ano, como ocorre atualmente, a remuneração da poupança passa a ser a soma da TR com 70% da Selic. Atualmente a Selic está em 6,5% ao ano.

(Agência Brasil)

Agosto foi o melhor mês em produção de veículos dos últimos 4 anos

As montadoras de veículos instaladas no país ampliaram a produção em 18,6% no último mês de agosto sobre o mês anterior e 11,7% na comparação com igual período do ano passado, com um total de 291,4 mil unidades. Esse dinamismo foi puxado, principalmente, pelos licenciamentos de veículos novos, que representam o escoamento ao mercado interno, e que atingiram 248,6 mil veículos, com alta de 14,3% sobre julho último e 14,8% em relação ao mesmo mês de 2017, no melhor desempenho mensal desde janeiro de 2015 (253,8 mil) e o maior volume de produção desde outubro de 2014. No acumulado do ano, as vendas foram 14,9% maior em comparação ao período de janeiro a agosto do ano passado.

Ao anunciar os números, o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Antonio Megale, comemorou o resultado, salientando que, tradicionalmente, agosto é um mês de bons resultados ficando atrás apenas de dezembro, e neste, em especial, o número de dias úteis (23) favoreceu os negócios.

As vendas externas alcançaram US$ 1,3 bilhão, 4,9% acima de julho e 7,8% maior do que de janeiro a agosto, porém teve um recuo de 11% sobre igual mês do ano passado. Em unidades, foram exportadas 56,1 mil, 9,2% maior do que em julho (51,3 mil em julho). Apesar dessa elevação, houve uma queda de 16,6% em relação a agosto de 2017 e de 4,6% no acumulado do ano.

Segundo o presidente da Anfavea, o volume financeiro das exportações em US$ 11,08 bilhões é um recorde e supera o valor anterior (U$ 8,6 bilhões), principalmente com o nosso principal parceiro, a Argentina”.

Ediçã

Microempresas – O Motor da Economia

Com o título “Motor da economia”, eis artigo de Joaquim Cartaxo, arquiteto urbanista e superintendente estadual do Sebrae. Ele fala da força da micro e pequena empresa que gerar empregos neste País de arrocho. Confira:

Em tempos difíceis como o que o país vem enfrentando, os pequenos negócios continuam a ser o motor da economia. Os dados da última pesquisa do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, do Ministério do Trabalho (Caged), divulgados pelo IBGE, comprovam mais uma vez o importante papel que os microempreendedores individuais, micro e pequenas empresas desempenham na geração de emprego e renda no país. Segundo a pesquisa, no último mês de julho o saldo de empregos registrado pelas micro e pequenas empresas representou 72% do total de empregos gerados em todo o Brasil. Isto significa que de cada 10 novas vagas formalizadas no mês passado, sete estavam nos pequenos negócios.

Outro dado significativo é que os pequenos negócios registraram saldo positivo de emprego em todos os meses de 2018. No acumulado, de janeiro a julho de 2018, os pequenos negócios já respondem pela criação de 395,3 mil postos de trabalho, número 27% acima do saldo registrado por eles no mesmo período do ano passado e quase 10 vezes maior que o saldo computado pelas médias e grandes empresas no período (40,7 mil empregos). Ou seja, em momentos onde o desemprego cresceu no país, foram os pequenos negócios os responsáveis por impedir que o problema se agravasse ainda mais.

Não é à toa que os pequenos negócios hoje, respondem por mais de 54% dos empregos gerados no país, por mais de 44% da massa salarial e por cerca de um terço do Produto Interno Bruto brasileiro. Por isso, é inadmissível para todos aqueles que pensem em um projeto de nação, não terem em seu horizonte a priorização de políticas para os microempreendedores individuais, que já respondem por mais de 7 milhões de CNPJ e para as micro e pequenas empresas (4,9 milhões formalizados). Apoiar os pequenos negócios é contribuir para a construção de um país mais produtivo, com mais desenvolvimento regional, distribuição de renda e geração de empregos.

*Joaquim Cartaxo

Arquiteto urbanista e superintendente do Sebrae do Ceará.

Resolução quer inibir fraudes em consignado de beneficiário do INSS

A margem consignada de aposentados ficará bloqueada enquanto houver apuração de denúncia de desconto indevido no benefício. A nova regra está em uma resolução publicada hoje (5) no Diário Oficial da União, para reforçar o combate a fraudes no crédito consignado de beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Quando o segurado identifica um desconto não autorizado no seu benefício, ele deve encaminhar uma reclamação ao INSS para que o desconto seja imediatamente suspenso. A partir da reclamação do titular do benefício, a margem consignada ficará bloqueada até o final da apuração da denúncia.

Pela norma anterior, o bloqueio do desconto e da margem de consignação era feito logo após a reclamação, permanecendo durante o período de apuração da denúncia, porém pelo prazo máximo de 60 dias. Com a nova regra, o bloqueio da margem de consignação continua imediato, mas será mantido até a conclusão do processo de apuração da denúncia feita pelo segurado.

Segundo o INSS, a margem de consignação só será liberada caso a reclamação seja considerada procedente. Nesses casos, o segurado será ressarcido dos valores descontados indevidamente. Caso fique comprovada a improcedência da contestação, os descontos voltarão a ser efetuados, devendo os meses sem consignação serem negociados com a instituição financeira que concedeu o empréstimo, informou o INSS.

De acordo com o órgão, a norma foi alterada para coibir fraudes, já que foram identificados casos em que o segurado contraiu novo empréstimo beneficiando-se do desbloqueio da margem de consignação em 60 dias e no final da apuração ficou comprovado que a reclamação inicial era improcedente. Ou seja, o primeiro empréstimo também era devido. A reclamação do segurado nos casos em que constatar que um desconto foi feito de forma indevida no seu benefício pode ser feita diretamente na agência do INSS, pela Central 135 ou pela internet.

Em todos esses casos, é preciso comparecer a uma unidade de atendimento para preencher e assinar o formulário de requerimento de suspensão de desconto de empréstimo consignado. De acordo com resolução, a apuração deverá ser concluída no prazo de 180 dias, prorrogável por igual período, mediante justificativa.

(Agência Brasil)

CNDL- SPC Brasil – 19% dos brasileiros tiveram credito negado ao tentar parcelar uma compra

Dados do Indicador de Uso do Crédito apurado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostram : em cada 10 brasileiros, dois (19%) tiveram crédito negado ao tentar parcelar uma compra. O percentual é ligeiramente acima dos 17% observados em junho. De acordo com os entrevistados, a restrição do CPF em virtude do não pagamento de contas foi a principal razão para a negativa (39%), seguida renda insuficiente (18%) e falta de comprovação de renda (12%).

A contratação de empréstimos ou de financiamentos também é um entrave na avaliação dos consumidores. Metade (50%) dos entrevistados considera difícil a sua contratação, sendo que o percentual aumenta para 55% dos consumidores que ganham até cinco salários mínimos.

O estado das finanças do consumidor colabora para esse comportamento cauteloso por parte dos credores. Apenas 13% dos consumidores brasileiros estão com as contas no azul – ou seja, com sobra de recursos para consumir ou fazer investimentos. A maior parte (46%) admite estar no ‘zero a zero’, sem sobra e nem falta de dinheiro, enquanto 35% encontram-se no vermelho e não conseguem pagar todas as contas com a renda que possuem.

(Com site da CNDL)

Saque das cotas do PIS para menores de 60 anos termina no dia 28 de setembro


Termina, no próximo dia 28, o prazo para que cotistas do PIS com idade inferior a 60 anos possam retirar seu benefício. Por força da Lei 13.677/18 e Decreto 9.409/18, os trabalhadores cadastrados no PIS entre 1971 e 4 de outubro de 1988 podem resgatar o PIS, independentemente da idade. Aproximadamente 11,8 milhões de brasileiros ainda não realizaram o saque das cotas que têm direito. O valor total disponível ultrapassa R$ 20,2 bilhões.

Até o final do mês de agosto, 8,3 milhões de cotistas sacaram o benefício, somando R$ 7,8 bilhões em pagamentos. Deste total, 7,6 milhões de cotistas têm idade inferior a 60 anos e aproveitaram a janela temporal de disponibilidade para sacar aproximadamente R$ 6,7 bilhões. Cerca de 4,4 milhões clientes da CAIXA receberam o valor por depósito automático em 8 de agosto.

Quem tem direito

Para saber se tem direito, o trabalhador pode consultar o site www.caixa.gov.br/cotaspis, informando o CPF ou NIS e a data de nascimento e o valor que tem a receber, mediante a informação da senha internet. Para realizar o saque, o trabalhador deverá apresentar documento oficial de identificação com foto.

O trabalhador pode também se informar por meio do APP CAIXA Trabalhador, que está disponível para download nas plataformas Android e IOS. O APP é gratuito. Outras opções de atendimento são os terminais de autoatendimento, por meio do Cartão do Cidadão, ou o internet banking para correntistas da CAIXA.

Receita libera na segunda-feira consulta ao quarto lote de restituição do IR

A consulta ao quarto lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física 2018 será liberada a partir das 9 horas de segunda-feira, 10. Esse lote também contempla restituições residuais dos exercícios de 2008 a 2017.

A correção variará de 3,15%, para as declarações entregues em maio deste ano, até 105,27%, para os contribuintes que estavam na malha fina desde 2008.

O índice equivale à taxa Selic acumulada desde o mês de entrega da declaração até setembro deste ano. O crédito bancário para 2.646.626 contribuintes será feito no dia 17, totalizando o valor de R$ 3,3 bilhões.

SERVIÇO

*Para saber se teve a declaração liberada, o contribuinte deve acessar a página da Receita ou ligar para o Receitafone (146).

Governo lança novo edital para parque de tancagem no Pecém

Da Coluna O POVO Economia, da jornalista Neila Fontenele, no O POVO desta quinta-feira:

O governo do Estado fez ontem outra chamada pública para o novo parque de tancagem no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP). O edital, publicado no Diário Oficial, define a modelagem da empresa ou o consórcio interessado na execução do projeto, através da criação de uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) com a CIPP S/A. A empresa parceira ficará responsável por planejamento, implantação e operação do equipamento.

Os envelopes dessa nova chamada pública devem ser abertos no dia 19 de outubro de 2018, segundo informações da Seinfra. A SPE deve ser constituída até o primeiro semestre de 2019. O edital anterior tinha sido impugnado e empresas interessadas na tancagem se sentem acuadas diante da situação – além da insegurança jurídica, já que os terrenos são da União.

O cenário é considerado atípico.

(Foto – Arquivo)

Usina de Barbalha – Sai açúcar, entra batata doce

Da Coluna do Eliomar de Lima, no O POVO desta quinta-feira:

O governo estadual está se virando para dar alguma serventia ao esqueleto da chamada Usina de Açúcar de Barbalha (Região do Cariri), adquirida na gestão Cid Gomes por R$ 15 milhões.

A Agência de Desenvolvimento Econômico do Ceará (Adece) captou um grupo empresarial de São Paulo interessado em tocar o projeto. Só que a coisa não terá mais como ingrediente a cana-de-açúcar, mas batata doce.

O novo projeto tem como base uma pesquisa da Universidade Federal de Tocantins e da Embrapa desse Estado, que conseguiram uma variedade da batata doce como matéria-prima para produção de etanol.

Outro dado positivo: a produtividade é maior e o plantio pode ser feito em área de sequeiro. Há também mercado para o que for produzido.