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Justiça manda Unimed pagar R$ 13,5 mil a paciente por negar exame

A Unimed de Fortaleza foi condenada ao pagamento de indenização de R$ 9 mil por danos morais e de R$ 4.500,00 de reparação material para paciente que teve exame negado indevidamente. A decisão é do juiz José Cavalcante Junior, titular da 17ª Vara Cível da Comarca de Fortaleza, informa a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça do Estado.

Consta nos autos (nº0118812-29.2018.8.06.0001) que a paciente é acometida de neoplasia maligna. Após três meses de quimioterapia, no dia 3 de novembro de 2017, o exame acusou espessamento do tecido subcutâneo da região perineal, notando-se imagem nodular.

Com o propósito de melhor diagnosticar, a fim de tomar ciência se referida imagem nodular seria fibrose ou doença ativa, a médica indicou realização de exame de tomografia conhecido por PET-CT, que rastreia células tumorais no organismo.

A paciente procurou obter autorização da Unimed de Fortaleza para realizar os exames prescritos. No entanto, teve o pedido negado sob o argumento de que não se enquadra no rol previsto pela Agência Nacional de Saúde (ANS).

Por conta da urgência, a cliente teve que se utilizar de seus últimos recursos financeiros e de familiares para realização do procedimento no valor de R$ 4.500,00. Diante da negativa, a consumidora ingressou com ação na Justiça para requerer indenização por danos materiais no valor do exame realizado, além de indenização.

Na contestação, o plano de saúde argumentou ter a obrigação legal de disponibilizar aos usuários apenas os previstos no Rol de Procedimento da ANS e obedecidas as Diretrizes de Utilização. Defendeu ainda que o caso da paciente não se enquadra em nenhuma das hipóteses de cobertura obrigatória.

Ao analisar o processo, o magistrado afirmou que “negar o custeio de exame à autora encontra-se em descompasso com a legislação do consumidor, além de ofender o princípio da dignidade humana, consagrado a nível constitucional, e observado pela Lei nº 9.656/98, que trata dos Planos de Saúde.

Ademais, os direitos à vida e à saúde, que são direitos públicos subjetivos invioláveis, devem prevalecer sobre os interesses administrativos e financeiros da instituição privada”.

Também destacou que, “nessa medida, ao negar-se a custear exame prescrito, destinado ao correto diagnostico de doença grave, necessário para não permitir o agravamento de seu quadro clínico e correto tratamento de sua doença, a operadora de saúde incorrera em flagrante violação ao direito subjetivo à saúde e ao princípio fundamental da dignidade da pessoa humana”. A decisão foi publicada no Diário da Justiça no último dia 31.

Dólar reverte tendência de alta e fecha a R$ 4,1436

A cotação da moeda norte-americana encerrou o pregão de hoje (5) revertendo o cenário de alta dos últimos dias, fechando em queda de 0,23%, cotado a R$ 4,1436 para venda. O movimento de baixa do dólar reverte a alta nos dois últimos dias, quando a moeda acumulou valorização de 1,98%.

Depois de abrir o pregão da manhã em queda, o Ibovespa, índice da B3, reverteu a tendência fechando em alta de 0,51%, com 75.092 pontos.

As ações das companhias de grande porte ajudaram no saldo positivo do dia, encerrando o pregão em alta como Petrobras com mais 0,27%, Vale subindo 0,23% e Itau com alta de 0,97%.

(Agência Brasil)

Preço da cesta básica registra queda em 17 Capitais

O preço dos alimentos essenciais que compõem a cesta básica caiu em 17 de 20 capitais brasileiras em agosto. O levantamento foi divulgado hoje (5) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). As reduções mais expressivas foram em Porto Alegre (-3,50%), João Pessoa (-3,36%) e Salvador (-3,02%). As únicas altas ocorreram em Florianópolis (3,86%), Manaus (1,41%) e Aracaju (0,01%).

A cesta mais cara foi a de São Paulo (R$ 432,81), seguida pela de Florianópolis (R$ 431,30), Porto Alegre (R$ 419,81) e Rio de Janeiro (R$ 417,05). Os menores valores médios foram observados em Salvador (R$ 311,92) e São Luís (R$ 329,42).

No acumulado de 12 meses, os preços médios da cesta caíram em 13 cidades, com destaque para São Luís (-6,51%), Goiânia (-6,29%) e Salvador (-6,08%). Nas outras sete capitais, onde os valores médios aumentaram, os destaques foram Campo Grande (2,70%) e Cuiabá (2,57%).

Nos primeiros oito meses deste ano, seis capitais acumularam taxa negativa, com destaque para Porto Alegre (-1,62%), Salvador (-1,49%) e São Luís (-1,41%). Entre as que tiveram aumento, as principais variações foram 0,49% em Goiânia e 3,79% em Curitiba.

O Dieese calculou o salário mínimo ideal em agosto, baseado na cesta mais cara, de São Paulo. O valor mínimo mensal necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 3.636,04, equivalente a 3,81 vezes o salário mínimo atual, de R$ 954. Em julho, o salário deveria ter sido R$ 3.674,77, ou 3,85 vezes o piso mínimo do país.

(Agência Brasil)

Arce abre audiência pública para discutir revisão da margem de lucro da Cegás

A Agência Reguladora do Estado do Ceará (Arce) iniciou, nesta quarta-feira (5), a terceira audiência pública de 2018. A ação visa obter subsídios para o aperfeiçoamento da Nota Técnica CET/002/2018, que dispõe sobre a Revisão Ordinária da Margem Bruta da Companhia de Gás do Ceará (Cegás).

Os interessados em participar da audiência, que acontecerá na modalidade intercâmbio documental, podem realizar suas contribuições até o dia 19 de setembro. A audiência ainda contará com reunião pública no dia 13 de setembro, às 10 horas, na sede da Arce (Cambeba).

SERVIÇO

As contribuições podem ser enviadas, preferencialmente, para o endereço eletrônico: tarifas@arce.ce.gov.br ou por correspondência à Coordenadoria Econômico-Tarifária da Arce, no endereço supracitado, aos cuidados do coordenador Mario Augusto Parente Monteiro, informando, necessariamente, nome completo, endereço e, se possível, telefone e email do autor da contribuição.

(Foto – Divulgação)

Receita prorroga em um mês prazo de adesão de médias empresas ao eSocial

Empresas de médio porte, com faturamento inferior a R$ 78 milhões, ganharam mais tempo para enviar dados dos trabalhadores ao eSocial, sistema que centraliza informações de empregadores e empregados. A pedido das companhias, a Receita Federal ampliou em um mês a primeira fase do programa e adiou a segunda etapa no mesmo prazo.

A primeira etapa, que terminou em agosto, foi adiada para o fim deste mês de setembro. Nessa fase, as empresas se cadastram no sistema e enviam tabelas. A segunda etapa, na qual os empregadores inserem os dados dos trabalhadores no eSocial, ocorreria neste mês de setembro, mas só começará em 10 de outubro.

E-Social

Criado em 2013, o eSocial unifica a prestação, por parte do empregador, de informações relativas aos empregados. Dados como o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), a Rais (Relação Anual de Informações Sociais), a Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia e de Informações à Previdência Social e informações pedidas pela Receita Federal são enviados em um único ambiente ao governo federal.

(Com Site da Receita Federal)

Joaquim Cartaxo em defesa do Sistema S

Da Coluna O POVO Economia, da jornalista Neila Fontenele, no O POVO desta quarta-feira, eis o tópico “Contribuições voluntárias”, com destaque para o superintendente estadual do Sebrae, Joaquim Cartaxo. Confira:

Durante abertura do I Encontro de Bancos Comunitários de Desenvolvimento, ontem, no Hotel Praia Centro, o diretor-superintendente do Sebrae-CE, Joaquim Cartaxo, destacou sua preocupação com o fim das transferências involuntárias de recursos às entidades do Sistema S.

O projeto de lei 9.509/18, que está na Câmara dos Deputados, quer que as contribuições sejam feitas mediante autorização. A medida pode representar uma baixa considerável no caixa de entidades como Serviço Nacional de Aprendizagem dos Industriários (Senai), Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) e Sebrae, entre outras.

(Foto – Divulgação)

Fortaleza é sede de encontro de bancos solidários

Com o título “Encontro de bancos solidários”, eis o Editorial do O POVO desta quarta-feira:

Fortaleza sedia desde ontem – com encerramento programado para amanhã – o 1º Encontro Global de Bancos Solidários, que reúne associações, cooperativas e outras entidades do Brasil e da América Latina, Europa e Estados Unidos para discutir a importância das instituições e fundos solidários no desenvolvimento das regiões. O fato de se localizar na capital cearense (no bairro Conjunto Palmeiras), o primeiro banco solidário do Brasil – Banco Palmas – desde 1998, permite que sua experiência pioneira seja um referencial animador em vista de seus resultados exitosos.

Para debater a forma de ampliar e enriquecer o que já foi acumulado reúnem-se não só os 113 bancos comunitários brasileiros, mas também instituições e fundações nacionais e estrangeiras. E isso ocorre num momento muito oportuno, em vista do aprofundamento da crise no sistema econômico nacional e internacional que afeta particularmente os segmentos sociais mais vulneráveis. E quanto mais isso acontece, maior se torna maior o contingente de pessoas, na base da pirâmide social, desprovidas de meios para se tornarem ativamente produtivas e com autonomia para gerirem suas vidas. A falta de acesso ao crédito bancário tem um efeito castrador.

Graças ao surgimento dos bancos comunitários foi possível mudar o destino do contingente social mais fragilizado, em territórios circunscritos, pois essas organizações oferecem serviços financeiros solidários, organizados em rede, de natureza associativa e comunitária, voltados para a geração de trabalho e renda na perspectiva de reorganização das economias locais, tendo por base os princípios da Economia Solidária. Ou seja, seu papel é o de promover o desenvolvimento de bairros e comunidades de baixa renda, através do fomento à criação de redes locais de produção e consumo, apoiando iniciativas da economia popular e solidária em seus diversos âmbitos, como: pequenos empreendimentos produtivos, prestação de serviços, apoio à comercialização e todo o universo das pequenas economias populares. A própria comunidade é proprietária do banco comunitário, cuja gestão é realizada por uma organização da sociedade civil, com conselho responsável pela Controladoria Social do Banco.

No caso do Banco Palmas, por exemplo, para facilitar as transações criou-se uma moeda local (Palmas), complementar à moeda oficial (Real), e que é aceita e reconhecida por produtores, comerciantes e consumidores do bairro do Conjunto Palmeiras, criando um mercado solidário e alternativo entre as famílias. Ou seja: com criatividade e solidariedade é possível viabilizar uma vida mais humana e digna, sem exclusão social e com resultados multiplicativos benéficos para toda a sociedade.

Taxas de Alvarás – Donos de padarias brigam na Justiça contra o reajuste da Prefeitura

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Da Coluna do Eliomar de Lima, no O POVO desta quarta-feira:

O Sindicato da Indústria da Panificação e Confeitaria do Ceará é mais uma entidade a reforçar a briga contra o aumento das taxas dos alvarás decretado pelo prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT). Segundo o vice-presidente da entidade, Lauro Martins, o Sindipan considera abusiva o reajuste que fez pular de cerca de R$ 400 para R$ 3.000 o desembolso do alvará, com o detalhe de que agora essa renovação é anual.

Lauro considera justo que a Prefeitura reveja valores, mas observa que houve exagero nos cálculos que deixaram o segmento apreensivo. São cerca de 1.100 padarias operando em Fortaleza e vivendo em regime de dieta econômica até mesmo por conta das constantes oscilações do dólar, que pesa na compra do trigo importado.

“Fomos à Justiça e esperamos que essa posição da Prefeitura seja revista”, observa o vice do Sindipan, destacando que o setor é um dos que mais geram empregos e contribuem para o município.

(Foto – Divulgação)

Aprovada MP que concede subsídio para reduzir preço do diesel

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (4), por meio de acordo, a Medida Provisória (MP) 838/18 que concede subsídio na comercialização do óleo diesel de até R$ 0,30 por litro. Ao todo, serão destinados R$ 9,5 bilhões para garantir o desconto total de R$ 0,46 no litro do combustível para cobrir parte dos custos das distribuidoras. O texto aprovado, que garante subsídio até 31 de dezembro de 2018, segue para apreciação do Senado.

Aprovado em forma de projeto de lei de conversão, o texto limita o pagamento da subvenção à venda de óleo diesel de uso rodoviário. Dessa forma, não inclui o subsídio ao óleo diesel marítimo, ferroviário ou para geração de energia elétrica. Caberá à Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) estabelecer um preço de referência e um preço de comercialização para a distribuidora de forma regionalizada.

Greve dos Caminhoneiros

A MP foi editada para atender a uma das principais reivindicações dos caminhoneiros que paralisaram em todo país no mês de maio. Para completar o benefício de R$ 0,46 de desconto no diesel, foram reduzidos impostos que incidem diretamente sobre o diesel, como PIS/Cofins e a Cide, no total de R$ 0,16, e que equivalem a R$ 4 bilhões.

Os recursos do subsídio são oriundos de uma reserva de contingência financeira do governo, no valor de R$ 6,2 bilhões, de uma outra reserva de capitalização de empresas públicas, no valor de R$ 2,1 bilhões, além do cancelamento de despesas discricionárias de vários ministérios, que somam R$ 1,2 bilhão.

Esforço concentrado
Esta é a última semana de votação na Câmara dos Deputados antes das eleições de outubro. O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou antes do início da sessão que o plenário precisava aprovar a MP, já que perderá validade em outubro.

“O ideal para todos é que a gente conseguisse acordo para votar duas ou três medidas provisórias, incluindo Fundo Soberano e a medida provisória do diesel, porque ela também perde validade logo depois da eleição, logo depois do primeiro turno. Se não for votada hoje, vai ter dificuldade de votar nas duas Casas até o fim da sua validade”, disse Maia.

(Agência Brasil/Foto – Fábio Lima)

BNB seleciona startups em Fortaleza e Salvador

Romildo Rolim preside o BNB.

O Banco do Nordeste vai selecionar 14 startups para compartilharem os espaços Coworking Hubine em Fortaleza (CE) e em Salvador (BA). Com isso, receberá as inscrições das empresas interessadas até o dia 20 de setembro. A informação é da assessoria de imprensa da Instituição.

Dez empresas serão selecionadas para atuação no Hub Salvador e mais quatro poderão usufruir da estrutura do Hub Inovação Nordeste (Hubine), em Fortaleza. O Coworking Hubine é um ambiente de colaboração, pensado para o trabalho autônomo e favorecimento de networking com pessoas de diferentes áreas da inovação.

Entre as vantagens, as startups selecionadas terão estrutura sem os custos de manutenção, com acesso a espaços para reuniões, evento e recepção de clientes, internet e capacitações.

Campos de atividade

A startups deverão apresentar soluções relacionadas a um dos temas: agronegócios, cidades sustentáveis, concessão, administração e recuperação de crédito, economia criativa, educação – edtechs, energias renováveis, espaços inteligentes, finanças – fintechs, microfinanças e inclusão financeira para microempreendedores, negócios de impacto social, saúde – healthtech e serviços e processos de gestão para micro e pequenas empresas.

Para submissão das propostas, podem ser utilizadas as seguintes tecnologias: big data, biotecnologia, blockchain, inteligência artificial, internet das coisas, fotônica, plataformas de marketplace tradicionais e de comércio justo e tecnologias da informação e comunicação.

O modelo de negócio inscrito deve ser aplicável na área de atuação do Banco do Nordeste, que inclui os Estados nordestinos e o norte de Minas Gerais e do Espírito Santo. As startups devem ter pelo menos seis meses de atividades. As propostas podem ser submetidas pelo site www.bnb.gov.br/hubine/editais. O resultado da seleção será conhecido no dia 28 de setembro.

O Coworking Hubine Salvador começa a funcionar ainda em setembro. O espaço em Fortaleza já atua desde dezembro de 2017, abrigando atualmente oito startups.

(Foto – Fábio Lima)

Vendas dos supermercados crescem 1,91% em sete meses

As vendas do setor supermercadista cresceram 1,91% de janeiro a julho em grande parte do país, na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com o Índice Nacional de Vendas da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), divulgado hoje (4), em São Paulo.

Em julho, as vendas registraram crescimento de 1,12% em relação a junho e alta de 0,30% na comparação com o mesmo mês de 2017.

Segundo os dados apurados pelo Departamento de Economia e Pesquisa da Abras, em valores nominais, as vendas do setor apresentaram alta de 1,45% na comparação com junho e, quando comparadas a julho do ano anterior, crescimento de 4,78%. No acumulado do ano, as vendas cresceram 5,34%.

Economia em recuperação lenta

“O resultado real acumulado mostra uma desaceleração no ritmo das vendas do setor. A recuperação da economia ainda é lenta, embora a taxa de desemprego esteja em queda, ainda atinge cerca de 13 milhões de brasileiros economicamente ativos, o que impacta diretamente no poder de compra das pessoas. Mas, nossas expectativas para os próximos meses são boas, com o pagamento da primeira parcela do 13º dos aposentados e a liberação do PIS/Pasep, acreditamos que a economia ganhará um impulso a mais no segundo semestre”, disse o presidente da Abras, João Sanzovo Neto.

Os dados mostram ainda que o preço da cesta Abrasmercado, composta por 35 produtos de largo consumo, registrou alta de 1,55% em julho, ao passar de R$ 457,27 para R$ 464,36.

Os produtos com as quedas mais significativas nos preços foram cebola (-34,74%), tomate (-22,36%), batata (-21,97%) e ovo (-4,24%). As maiores altas ficaram por conta da massa sêmola espaguete (14,58%), farinha de mandioca (11,59%), leite longa vida (8,55%) e sabão em pó (5,74%).

A apuração demonstrou também que a região Norte foi a que apresentou maior variação nos preços da cesta de julho (6,65%), chegando a R$ 522,45. A Região Sul registrou a maior queda (-0,14%).

(Agência Brasil)

Produção de petróleo e gás da Petrobras teve pequeno recuo em julho

A produção de petróleo e gás natural da Petrobras fechou o mês de julho com pequena queda em relação a junho deste ano, incluindo líquidos de gás natural (LGN). Foram produzidos 2,6 milhões de barris de óleo equivalente por dia (petróleo e gás natural), dos quais 2,5 milhões no Brasil e 102 mil no exterior.

Os dados indicam que a produção de petróleo equivalente no país e no exterior fechou com ligeira queda de 0,8% de junho para julho. No resultado acumulado no ano, no entanto, a produção média diária da companhia está em 2,7 milhões de barris de óleo equivalente por dia, mesmo volume médio previsto no Plano de Negócios da estatal.

As informações foram divulgadas hoje (4) pela companhia e indicam que a produção total operada (parcela própria e dos parceiros) chegou a 3,3 milhões de barris de petróleo e de gás natural. Desse total, 3,17 milhões barris de óleo equivalente foram extraídos no Brasil. Segundo a Petrobras, em relação ao mês anterior, houve uma redução na produção de ambos os produtos,

“Principalmente em função da cessão de 25% da participação do campo de Roncador para a Equinor, ocorrido em 14 de junho, e da parada da plataforma de Mexilhão para inspeções de segurança e melhoria da infraestrutura de escoamento de gás do pré-sal”, disse a estatal.

A Petrobras ressaltou, no entanto, que apesar da queda, a produção em 2018 “segue em linha com a meta divulgada no Plano de Negócios e Gestão 2018-2022″.

(Agência Brasil)

Flecheiras vai ganhar novo complexo hoteleiro

Da Coluna O POVO Economia, da jornalista Neila Fontenele, no O POVO desta terça-feira:

O mercado de segunda residência voltou a ganhar força e vem atraindo investidores. O grupo Bric, criado na Holanda e com sede na Espanha, está com o lançamento de um complexo hoteleiro com mais de 900 mil metros quadrados, com 700 lotes de casa, na praia de Flecheiras.

O empreendimento The Coral terá sete estágios. O primeiro consiste na construção de 88 casas, comercializadas como multipropriedades. Em entrevista à coluna, a diretora do Bric para o Brasil, Daline Moura, conta que o projeto vem sendo pensado desde 2008, mas momento atual é bem mais favorável.

Com o dólar alto, as recentes mudanças do Aeroporto Pinto Martins e os novos voos diretos para a Europa, a perspectiva é de um bom retorno do empreendimento.

O projeto vem sendo apresentado internacionalmente e pretende atrair principalmente pessoas que gostam da região para a prática de kitesurf.

(Foto – Arquivo)

Produção industrial brasileira cai 0,2% de junho para julho

A produção industrial brasileira recuou 0,2% na passagem de junho para julho, segundo dados da Produção Industrial Mensal divulgados hoje (4), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A queda veio depois de uma alta de 12,9% na passagem de maio para junho.

Depois de uma alta de 12,9%, produção industrial recuou 0,2% na passagem de junho para julho (Amanda Oliveira/GovBA)
A indústria nacional cresceu 4% na comparação com julho de 2018, 2,5% no acumulado do ano e 3,2% no acumulado de 12 meses.

(Agência Brasil)

Dólar sobe e abre perto de R$ 4,20

A cotação do dólar nesta terça-feira (4) está em alta de 0,77% na abertura do mercado. A moeda norte-americana está cotada a R$ 4,1841 para venda.

A moeda norte-americana segue acumulando valorização frente ao real, e fechou no mês de agosto com um acumulado de 8,46%.

O índice B3, da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), abriu o dia em baixa de 0,28%, com 75.891 pontos.

(Agência Brasil)

 

Receita Federal alerta: 3,4 milhões de inscritos no CNPJ podem ser declarados inaptos

A Receita Federal alertou hoje (3) que até 3,4 milhões de inscrições no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) podem ser declaradas inaptas até maio de 2019. O órgão está intensificando as ações para declarar a inaptidão de contribuintes que não entregaram as escriturações e declarações nos últimos 5 anos, em especial das Declarações de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF).

Para evitar a declaração de inaptidão da inscrição, o contribuinte deve sanar essas omissões. O Ato Declaratório Executivo (ADE) de inaptidão passará a ser publicado no site da Receita Federal na internet pela Delegacia da Receita Federal do domicílio tributário do contribuinte.

De acordo com a Receita Federal, a inaptidão do CNPJ produz diversos efeitos negativos para o contribuinte, como o impedimento de participar de novas inscrições, a possibilidade de baixa de ofício da inscrição, a invalidade da utilização da inscrição para fins cadastrais, a nulidade de documentos fiscais e a responsabilização dos sócios pelos débitos em cobrança.

Identificação das omissões

O contribuinte pode consultar a existência de omissões na entrega de declarações no Centro Virtual de Atendimento (Portal e-CAC) no serviço “Certidões e Situação Fiscal”, nos itens “Consulta Pendências – Situação Fiscal”, com relação às obrigações não previdenciárias; ou a “Consulta Pendências – Situação Fiscal – Relatório Complementar” com relação às obrigações previdenciárias.

Para evitar a declaração de inaptidão de sua inscrição, o contribuinte deverá entregar todas as escriturações fiscais e as declarações omitidas relativas aos últimos 5 anos. Se ele deixar omissões não regularizadas e que não configurem situação de inaptidão, estará sujeito à intimação e ao agravamento das multas por atraso na entrega.“É importante lembrar que os custos da regularização após a intimação serão maiores”, alertou a Receita.

Após a inaptidão ter sido aplicada, o contribuinte que necessitar que a inscrição seja reativada deverá entregar todas as declarações omitidas, indicadas na “Consulta Pendências – Situação Fiscal” e também as listadas no ADE de inaptidão.

Se as omissões que causaram a inaptidão decorrerem de problemas cadastrais, como falta da comunicação de baixa, o contribuinte deverá solicitar a correção de cadastro para obter a regularização da omissão e a anulação da inaptidão.

O contribuinte que permanecer inapto terá sua inscrição baixada assim que cumprido o prazo necessário para esta providência e as eventuais obrigações tributárias não cumpridas serão exigidos dos responsáveis tributários da pessoa jurídica.

(Agência Brasil)

Dólar começa setembro em alta, cotado a R$ 4,15

O dólar começou o mês de setembro rompendo mais uma vez a barreira dos R$ 4,15, ao fechar o primeiro pregão do mês em alta de 1,95%, cotada a R$ 4,1520, segundo maior patamar desde o Plano Real, quando atingiu R$ 4,1655 em janeiro de 2016.

A moeda norte-americana segue em alta, com o mês de agosto acumulando valorização de 8,46%, a maior desde setembro de 2015. O Banco Central seguiu com a política tradicional de swaps cambial, sem realizar hoje (3) nenhum leilão extraordinário.

O índice B3, da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), fechou em queda de 0,63%, com 76.192 pontos no primeiro pregão do mês. Os papéis da Petrobras acompanharam a tendência, com queda de 1,35%.

(Agência Brasil)

Fortaleza é sede do I Encontro Global de Bancos Solidários

Será aberto nesta terça-feira em Fortaleza o I Encontro Global de Bancos Solidários. O encontro, que se estenderá até quinta-feira, no Hotel Praia Centro,  debaterá a busca por novos caminhos para as populações mais esquecidas, compreendendo a importância do papel dos bancos solidários como protagonistas das políticas de redução dos desequilíbrios econômicos e sociais.

A iniciativa é do Banco Palmas e da Rede Brasileira de Bancos Comunitários, com o apoio estratégico da Fundação Demócrito Rocha. Conta também com o apoio institucional de Ashoka, AVINA, CEPAL, MIT-Colab, Promujer e Prefeitura de Fortaleza.

Participarão do evento em Fortaleza 113 Bancos Comunitários do Brasil e vários Bancos Solidários de outros países, além de especialistas brasileiros e do exterior com know how na elaboração de bancos comunitários, fundos, investimentos de pequeno, médio e grande porte, com o objetivo de oxigenar as experiências que serão apresentadas.

Entre os palestrantes confirmados estão: Joaquim Melo, Maria Cavalcante, Ladislau Dawbor, Morgan Simon, Genauto Carvalho, Lilian Prado, João Souza, Katrin Kaeufer, Claudia Leitão, Juan Constain, Marisa Villa, Eddi Xavier Bermudez, Helena Singer, Gonzalo Mercado, Sandra Lobo e Leonora Mol.

SERVIÇO

*A inscrição é gratuita e pode ser realizada no evento: Fábrica de Negócio (Avenida Monsenhor Tabosa, 740 – Praia de Iracema).

 

Câmara Municipal de Fortaleza realiza sessão pelo Dia do Administrador

Jornalista Jocélio Leal entre homenageados.

A Câmara Municipal de Fortaleza realizará, a partir das 19 horas desta segunda-feira, sessão solene que marcará o Dia do Administrador, comemorado sempre em 9 de setembro. A iniciativa é do vereador Ésio Feitosa.

No ato, nove profissionais, sendo sete administradores, um tecnólogo e um jornalista, serão contemplados com uma comenda que reconhece o trabalho em prol da ciência da Administração. São eles: Agenor Studart, César Cavalcante, Cora Furtado, Daniele Coimbra, Eleazar de Castro, Stênio Rocha, a tecnóloga Suiane Sampaio, o jornalista Jocélio Leal e ainda José Caminha, em homenagem póstuma.

Leonardo Macedo, presidente do CRA-CE, destaca que a profissão pode colaborar com o crescimento do país, e afirma que a comemoração do Dia do Administrador é mais uma forma de reposicionar o profissional na sociedade. “Reconhecer cada profissional desse é importante porque lança luz em quem contribuiu para a profissão ser o que é aqui em nosso Estado, e aponta o caminho que pode ser trilhado com o uso correto da Administração e a quem contribui com a nossa profissão”, diz.

DETALHE – Neste 2018, a profissão de Administrador chega aos 53 anos com a criação da lei 4.769, de 1965, que regulamentou a profissão de Administrador no País.

Energia elétrica – A vilã da inflação no Brasil

Com o título “O preço da energia e a luz no fim do túnel”, eis artigo do jornalista Raone Saraiva, que pode ser conferido no O POVO desta segunda-feira. Ele aborda o pesado preço da conta de luz no orçamento do brasileiro. Confira:

A energia elétrica continua sendo a vilã da inflação no Brasil em 2018 e deverá manter este título até o fim do ano. Até mesmo quem tenta economizar, mudando alguns hábitos dentro de casa, não tem conseguido fugir dos valores elevados, embora o consumo consciente seja o principal caminho para minimizar os impactos no bolso.

Mesmo com a inflação sob controle, depois do susto com o colapso nos preços de alimentos e combustíveis em razão da greve dos caminhoneiros há cerca de três meses, a conta de luz, já cheia de encargos tributários, está pesando mais no orçamento das famílias.

Quando olhamos para os gastos com habitação, a energia elétrica se destaca em relação a outros itens, como aluguel, gás de cozinha, água e artigos de limpeza. De janeiro a agosto, a luz do brasileiro já acumula aumento de quase 13%, segundo a última prévia da inflação divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em Fortaleza, o avanço é de 8%.

A situação continuará difícil nos próximos meses. Devido às condições hidrológicas desfavoráveis e à redução no nível de armazenamento dos principais reservatórios do País, a bandeira tarifária, que está no patamar vermelho 2 desde junho, quando o consumidor paga R$ 0,05 a mais por cada quilowatt utilizado, vai permanecer assim nos próximos meses.

Não bastasse o cenário já complicado, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) poderá autorizar, em breve, aumento de 4,25% na Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo que concede descontos a consumidores de baixa renda, paga indenizações a empresas e custeia parte do combustível utilizado pelas termelétricas. Caso o reajuste seja aprovado, o rombo no setor será de R$ 1,4 bilhão e, como sempre, custeado pelos brasileiros.

Está na hora de o Governo Federal rever essa política de subsídios, que só prejudica o contribuinte, e encontrar outras alternativas para atender às famílias mais carentes. Por outro lado, também precisa incentivar a entrada de consumidores residenciais no mercado livre de energia elétrica, para aumentar a competitividade do setor e baratear os preços. Além disso, olhar mais para as fontes renováveis é fundamental para mudar a matriz energética do Brasil. Talvez assim, haja luz no fim do túnel.

*Raone Saraiva

raonesaraiva@opovo.com.br

Jornalista do O POVO.