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Brasil registrou queda de 9,7% nos investimentos estrangeiros em 2017, diz Cepal

Pelo terceiro ano consecutivo, o investimento estrangeiro direto (IED) na América Latina e Caribe caiu, com fluxo total de US$ 161,673 bilhões em 2017, um recuo de 3,6% em relação ao ano anterior. No Brasil, a queda foi maior (-9,7%), com investimentos de US$ 70,685 bilhões, volume US$ 7,5 bilhões menor do que em 2016.

Os números foram divulgados hoje (5) pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), organismo vinculado às Nações Unidas. Em relação ao ano de 2011, a queda nos investimentos soma 20% em toda a região.

Segundo o relatório da Cepal, considerando uma análise de médio prazo, a queda contínua do IED nos últimos oito anos pode ser explicada pelos menores preços dos produtos básicos de exportação, como as commodities agrícolas e minerais, que reduziram significativamente os investimentos nas indústrias extrativas. Além disso, pesou nesse recuo a forte recessão econômica que foi registrada em 2015 e 2016, principalmente no Brasil, país que representa 43,7% do total de IED aplicado em toda a América Latina e Caribe.

“O investimento estrangeiro direto depende, sobretudo, se vai haver ou não oportunidades de novos negócios, se vai haver rentabilidade das operações. E isso no Brasil há ainda uma grande incerteza”, disse Alicia Bárcena, secretária executiva da Cepal. Além disso, o Brasil enfrenta um desafio adicional relacionado à questão fiscal.

Endividamento do Brasil

Segundo Alicia, o Brasil é um dos países mais endividados da região, com uma cifra de endividamento acima de 60% em relação ao Produto Interno Bruto (PIB – soma de todos os bens e serviços produzidos no país). “Para nós, uma dívida sustentável deveria estar abaixo dos 40% do PIB”. Atualmente, a dívida bruta dos governos no Brasil ultrapassa a cifra dos R$ 5 trilhões, o que representa pouco mais de 75% do PIB.

Apesar desse cenário, houve uma reversão parcial das quedas em 2017 em função do crescimento de 1,3% do PIB na América Latina e Caribe, além da subida nos preços do petróleo e de metais. Esse aumento dos preços, avalia a Cepal, fez com que se recuperasse a rentabilidade do investimento, após vários anos de queda, o que também impulsionou o reinvestimento dos lucros, mas ainda foi insuficiente para a recuperação do IED nas indústrias extrativas.

Maiores quedas

Enquanto em 2016 a grande maioria dos países da região registraram quedas nas entradas de IED, em 2017 os investimentos estrangeiros diretos subiram na maioria deles, mas o recuo na média geral se deu por causa das quedas no Chile (-48%) e no México (-8,8%), além do próprio Brasil (-9,7%).

Na contramão entre as principais economias da região, a Argentina registrou ampliação de IED em 253%, entre 2016 e 2017, somando uma corrente de investimentos de mais de US$ 11,5 bilhões.

(Agência Brasil)

Ciro diz que São Paulo é “o centro da crise brasileira e o centro para a saída da crise”.

Em passagem por Bauru (SP), nesta quinta-feira, o presidenciável Ciro Gomes (PDT) voltou a destacar a importância do estado de São Paulo para a retomada do crescimento do país. Entrevistado pela TV Preve, dessa cidade, o pré-candidato disse que o estado “é, a um só tempo, o centro da crise brasileira e o centro para a saída da crise”.

“É aqui que está a ciência, a tecnologia do país. É aqui que está o empreendedorismo de várias vocações. Portanto, nós precisamos agitar São Paulo porque o Brasil, mais uma vez, está precisando de São Paulo”, enfatizou o presidenciável.

Ciro, que já foi ministro da Fazenda no governo Itamar Franco, tem defendido que a geração de empregos no Brasil deve ser pensada a partir da realidade de cada estado.“A construção civil, por exemplo, só ela já matou nos últimos anos em São Paulo quase 400 mil empregos”.

De acordo com o presidenciável, “obra parada é o que não falta para todo lado, porque se retirou os mecanismos de financiamento, de infraestrutura do Brasil”. “Enquanto nossa gente está obrigada a viver no biscate, como se chama lá no Nordeste”.

Reforma da selvageria

Ciro Gomes tem criticado a reforma trabalhista aprovada pelo governo Michel Temer em 2017. Segundo ele, a nova lei é uma selvageria com o trabalhador. Ele ressalta, porém, que não é preciso ter medo de modernizar as leis trabalhistas, no entanto é preciso fazer uma reforma justa, moderna, e que leve em consideração as relações saudáveis entre empregado e patrão.

(Com  Rádio Mais)

BNDES lança linha de crédito para startups

Empresas inovadoras vão poder contar com apoio do projeto BNDES Garagem, programa de desenvolvimento de startups. O programa piloto, lançado nesta quinta-feira (5) pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), destinará R$ 10 milhões para apoiar a criação e aceleração do desenvolvimento de startups neste e no próximo ano.

Para iniciar o projeto, o BNDES lança amanhã (6) o edital de chamada pública para convidar empresas que dão apoio às startups, chamadas de aceleradoras. Será selecionada uma aceleradora para o projeto piloto. Para participar do certame, as empresas interessadas devem encaminhar propostas ao BNDES até o dia 31 deste mês.

Depois dessa fase, a aceleradora selecionará, em novembro, 60 startups inovadoras. Em setembro do ano que vem, mais 60 startups serão selecionadas. Na seleção, a prioridade será para aquelas que apresentarem soluções relacionadas ao planejamento estratégico do BNDES: educação, saúde, segurança, soluções financeiras, economia criativa, meio ambiente e internet das coisas (é a tecnologia de conectividade e troca de informações entre máquinas e equipamentos), aplicada a cidades inteligentes, ao meio rural e à indústria.

O objetivo do banco é reunir em um único espaço programas de criação de startups e de aceleração de negócios inovadores, local de coworking (compartilhamento de espaço e de recursos), laboratórios de inovação, universidades e escolas de negócios, gestores de fundos de investimentos, grandes empresas de tecnologia, entre outros.

Segundo o presidente do BNDES, Dyogo Oliveira, a participação das startups será gratuita, com oferta de serviços de apoio, como registro, contabilidade, marketing e a estrutura física de trabalho. O banco também não exigirá participação no capital social da startup.

“O objetivo para o BNDES é desenvolver o negócio. Vamos criar espaço para colocar os produtos [do banco] também. Serão grandes clientes do BNDES no futuro. É uma estratégia de relacionamento comercial”, explicou Dyogo Oliveira. Ele ressaltou que não será obrigatória a adesão das startups a produtos do banco. Além disso, os fundos de investimento ligados ao BNDES poderão ter participação nas novas empresas apoiadas pelo projeto, acrescentou.

(Agência Brasil)

Metrofor – Sai dinheiro para a Linha Leste

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O presidente da Caixa, Nelson Antonio de Souza, falando no ato. Sob olhares de Eunício e Camilo.

O Governo do Ceará recebeu cerca de R$ 660 milhões do Orçamento Geral da União, por meio da Caixa Econômica Federal. Os recursos serão empregados na construção do primeiro trecho da Linha Leste do Metrô de Fortaleza. O Estado entra com contrapartida de cerca de R$ 12 milhões. O termo foi assinado nesta manhã desta quinta-feira, no gabinete do governador Camilo Santana (PT). Entre testemunhas, o senador Eunício Oliveira. Ele destacou “o empenho e o comprometimento do ministro Alexandre Baldy (Cidades), em assegurar os recursos para o Estado, sem necessidade de ressarcimento.”

Camilo destacou o empenho também de Eunício Oliveira na conquista desses recursos. “O senador Eunício é o grande maestro dessa conquista, que não é nossa, mas sim de todo o povo cearense. Agradeço ainda ao ministro Baldy e à Caixa, que não mediram esforços pela retomada dessa obra tão importante”, disse o governador.

O presidente nacional Caixa, Nelson Antonio de Souza, afirmou que o metrô é uma das intervenções mais importantes que uma grande capital pode realizar. A liberação, do tamanho montante de recursos, foi considerada por ele como “inédita”.

Metrofor

A Linha Leste do Metrofor vai ligar o Centro de Fortaleza ao bairro Papicu, fazendo conexão com as Linhas Sul e Oeste, com o VLT Parangaba-Mucuripe e com o terminal de ônibus no Papicu. O restante dos recursos para conclusão da obra será obtido por meio de empréstimo junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com quantia que supera R$ 1 bilhão, em vias de contratação.

Durante a solenidade, também foi assinada a homologação da licitação para as obras civis e sistemas de alimentação de energia elétrica, telecomunicações, sinalização e controle, bilhetagem, ventilação e equipamentos de oficina da Linha Leste do Metrofor. O consórcio responsável é formado pela Construtora Ferreira Guedes S/A e Sacyr Construcción S/A.

Pesquisa CNC – Endividamento das famílias caiu em junho

O ritmo mais lento de recuperação na economia levou o percentual de famílias endividadas a cair pelo terceiro mês consecutivo, informou hoje (5) a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), na Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic).

Os dados divulgados mostram que 58,6% das famílias tinham pelo menos uma dívida em junho, percentual que era de 59,1% em maio e de 59,4% em junho do ano passado. Das 18 mil pessoas ouvidas na pesquisa em todas as capitais do país, 13,4% declararam estar muito endividadas.

A maior parte das dívidas continua sendo o cartão de crédito, responsável por 76,3% dos casos. Carnês são 15,2% dos casos e financiamento de carro, outros 11,2%.

A economista Marianne Hanson, da CNC, aponta que os consumidores estão mais cautelosos em contratar novos empréstimos e financiamentos, o que é reflexo da recuperação mais lenta na economia.

O percentual de famílias com dívidas e contas em atraso também caiu, de 24,2% em maio para 23,7% em junho. O movimento foi parecido com o de famílias que declararam não ter condições de pagar suas dívidas em atraso. O percentual desse grupo caiu de 9,9% em maio para 9,4% em junho.

Em junho do ano passado, 10,1% das famílias haviam declarado que permaneceriam inadimplentes, com suas contas em atraso, um patamar maior que o verificado neste ano. Apesar disso, o tempo médio de atraso para o pagamento de dívidas foi de 63,6 dias em junho de 2018, acima dos 62,8 no mesmo período do ano passado.

Entre as pessoas endividadas, 20,2% declararam ter mais da metade de sua renda comprometida com o pagamento de dívidas.

(Agência Brasil)

Chico Lopes questiona decisão da Enel de não aceitar pagamento da conta de luz via lotéricas

O deputado federal Chico Lopes (PCdoB) reagiu, na Comissão de Defesa do Consumidor, da Câmara dos Deputados, em Brasília, contra a decisão da Enel Distribuidora de rescindir contrato com a Caixa Econômica Federal e assim não permitir mais o pagamento da conta de luz via lotéricas. A rescisão do convênio da concessionária de energia com a Caixa Econômica Federal prejudica aproximadamente 5 milhões de pessoas no Estado do Ceará, alerta o parlamentar, citando número estimado pelo Sindicato das Empresas Lotéricas e Similares no Estado do Ceará (Sindiloce). O fim do contrato da Enel coma CEF está previsto para 5 de agosto próximo.

“Como é que se justifica tirar da população, que já paga caro pela energia e convive com um serviço que muitas vezes deixa a desejar em termos de qualidade, o direito de pelo menos pagar a conta de forma mais prática, nas lotéricas, sem precisar pegar fila em banco?”, questiona Chico Lopes.

Segunbo Vhico Lops, essa  medida, que deverá ser ruim para os consumidores que moram em Fortaleza, acabará piorando para os que vivem no Interior do Estado, inclusive em municípios em que as lotéricas, muitas vezes, são o único contato da população com os bancos, diz o parlamentar.

“Estamos questionando essa medida, por entender que ela prejudica diretamente o consumidor. A Enel, assim como as demais concessionárias de energia, precisa lembrar que não é somente uma empresa visando ao lucro, e sim uma empresa beneficiada por uma concessão pública, o que traz responsabilidades com o consumidor e com o cidadão”, ressalta Chico Lopes.

(Foto – Agência Câmara)

O pão e a reforma tributária

Com o título “O pão e a reforma tributária”, eis artigo do jornalista Plínio Bortolotti, que pode ser lido também no O POVO desta quinta-feira. Confira:

Estudo do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) mostra que a reforma trabalhista fez o empregado perder, em média, R$ 14 em seu salário. Segundo o analista político do Diap, André Santos, “pode parecer pouco para a classe média, mas é muito significativo para quem ganha o salário mínimo”.

Ele fez a declaração no seminário realizado na Câmara dos Deputados com o tema Impactos da Aplicação da Nova Legislação Trabalhista no Brasil, conforme registrou o jornal Valor Econômico (3/7/2018). De fato, R$ 14 representam muito para um trabalhador com salário de R$ 954, pois com o valor pode-se comprar um quilo de pão, por exemplo.

Se o objetivo era “dinamizar a economia e modernizar as relações de trabalho”, disse Santos, a reforma falhou, pois não houve crescimento do emprego de janeiro a março deste ano, com as mudanças já em vigor. Números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) atestam a afirmativa do técnico, revelando que o índice de desemprego atingiu 13,1% no trimestre encerrado em março, com 13,7 milhões de desempregados no País, o maior índice desde maio do ano passado.

Segundo Santos, o trabalho intermitente não deveria ter sido posto em prática da forma “irracional” como foi legalizado, permitindo a demissão de trabalhadores fixos para voltar contratá-los como intermitentes. Para a pesquisadora Marilane Teixeira, da Universidade de Campinas (Unicamp), os “postos de trabalho estão sendo destruídos”, gerando-se empregos predominantemente informais, precários e de baixa remuneração.

Mas pode ser que ambos estejam sendo precipitados, a exemplo das pessoas que acreditaram que o preço da passagem aérea cairia, a partir da cobrança pelo despacho da bagagem. O caso é que houve aumento no preço. Então, Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) correu para explicar ao distinto público que era necessário esperar pelo menos cinco anos para avaliar o impacto da medida.

Resta agora perguntar ao governo de Michel Temer quanto tempo será necessário para a reforma trabalhista surtir efeito: cinco, 10 anos? Até lá, quantos quilos de pão o trabalhador irá perder?

*Plínio Bortolotti

plinio@opovo.com.br
Jornalista do O POVO.

Governo só firma acordo com Porto de Roterdã em outubro

Da Coluna O POVO Economia, da jornalista Neila Fontenele, no O POVO desta quinta-feira:

O governador Camilo Santana (PT) queria assinar, neste mês, o contrato com o Porto de Roterdã, mas a documentação só deve ficar pronta em outubro.

O presidente do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP), Danilo Serpa, informou ontem que a Câmara dos Países Baixos passa por mudanças, depois de ser submetida a processo eleitoral, e a finalização da documentação com o Ceará deve coincidir com o recesso na Assembleia Legislativa.

(Foto – Divulgação)

Trabalhadores do Porto do Pecém ameaçam greve

Trabalhadores do Porto do Pecém, em São Gonçalo do Amarante (Região Metropolitana de Fortaleza), ameaçam greve.

A categoria vive clima de negociações do Acordo Coletivo de Trabalho 2018, mas reclama que a diretoria da Companhia de Desenvolvimento do Complexo Portuário e Industrial do Pecém (CIPP S/A) não quer sentar à mesa para discutir propostas.

A CIPP S/A ofereceu apenas o repasse da inflação anual, sem discutir novas cláusulas, reclamam os trabalhadores. Na ultima terça-feira, houve um protesto, mas, segundo o diretor do Sindicato Mova-se, Hernesto Luz, nada de diálogo.

Sobre o caso, o presidente da CIPP S/A, Danilo Serpa, diz que está aberto à negociação, mas lembra que, como é uma empresa do governo, segue o que o governo define, no caso o repasse da inflação. “Eu desconheço greve. Tenho três anos aqui e negociamos sem ameaça de greve. Continuamos abertos ao diálogo”, adianta Serpa.

(Foto – Divulgação)

Câmara aprova texto-base para venda de distribuidoras da Eletrobras

O plenário da Câmara aprovou nessa noite de quarta-feira (4), por 203 votos favoráveis, 123 contrários e três abstenções, o texto-base do projeto de lei que viabiliza a privatização de seis distribuidoras de energia elétrica da Eletrobras na Região Norte. Faltam ser votados os destaques, que ainda podem modificar a proposta. A previsão do presidente da Casa, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ, é que a votação seja concluída na próxima semana.

As seis distribuidoras que poderão ser colocadas à venda são: Amazonas Energia, Centrais Elétricas de Rondônia (Ceron); Companhia de Eletricidade do Acre (Eletroacre); Companhia Energética de Alagoas (Ceal); Companhia de Energia do Piauí (Cepisa); e Boa Vista Energia, que atende a Roraima. Em maio, o Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou por unanimidade a publicação do edital de privatização dessas seis distribuidoras de energia elétrica.

De acordo com o relator da proposta, deputado Julio Lopes (PP-RJ), a medida permitirá que o fornecimento de energia elétrica nos estados da Região Norte se torne sustentável e eficiente, com aumento da qualidade e redução de custos. Atualmente, esse trecho é atendido por distribuidoras federais.

“A realidade que vivemos hoje é que essas empresas são todas deficitárias, acumulando prejuízos e dívidas bilionários, enquanto prestam serviços cujos indicadores de qualidade e de eficiência são insatisfatórios”, disse Lopes. Ao justificar a medida, o parlamentar argumentou que, no primeiro trimestre de 2018, o resultado do segmento de distribuição da Eletrobras foi deficitário em R$ 1,91 bilhão, sendo que somente a Amazonas Distribuição apresentou prejuízo de R$ 1,32 bilhões.

Deputados da oposição tentaram inviabilizar a análise da medida e obstruíram a sessão por mais de duas horas. Para o deputado Henrique Fontana (PT-RS) a medida vai aumentar tarifas de energia para o consumidor. “Além de todo o prejuízo dentro do setor elétrico, além do aumento das tarifas de energia, estão entregando a soberania, o controle dos rios, o controle hídrico do nosso país”, argumentou.

(Agência Brasil)

Deputado quer debate sobre crise na produção de coco no Ceará

A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento do Semiárido da Assembleia Legislativa fez reunião, nesta quarta-feira, e aprovou três projetos de parlamentares e três requerimentos.

Um desses requerimentos é de autoria do deputado Roberto Mesquita (PROS), presidente da Comissão, que solicita uma audiência pública para tratar sobre as dificuldades do setor de produção de coco no Brasil, com repercussões no Estado.

(Foto – ALCE)

Entrada de dólares supera saída em US$ 3,7 bi em junho

No mês de junho, entraram mais dólares no país do que saíram. O saldo positivo ficou em US$ 3,710 bilhões. De acordo com dados divulgados hoje (4) pelo Banco Central (BC), foi o terceiro mês seguido de entrada líquida (descontada a saída) de dólares no país. De janeiro a junho, o saldo positivo chegou a US$ 22,525 bilhões.

O fluxo financeiro (investimentos em títulos, remessas de lucros e dividendos ao exterior e investimentos estrangeiros diretos, entre outras operações) em junho ficou positivo em US$ 890 milhões. No primeiro semestre, houve mais saída que entrada, o que levou ao saldo negativo de US$ 7,241 bilhões.

Já o fluxo comercial (operações de câmbio relacionadas a exportações e importações) ficou positivo em US$ 2,820 bilhões, em junho, e em US$ 29,767 bilhões, no primeiro semestre.

(Agência Brasil)

Leônidas Cristino cobra conclusão da Ferrovia Transnordestina

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O deputado federal Leônidas Cristino defendeu, durante audiência pública da Comissão de Viação e Transportes, da Câmara, a conclusão da Ferrovia Transnordestina, a Ferrovia Norte Sul e a Ferrovia de Integração Oeste Leste (FIOL). O parlamentar cobrou uma ação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) no sentido de passar a tratar com mais rigor as empresas concessionárias de transporte ferroviário para fazer valer as disposições previstas nos contratos firmados para concluir estas obras estruturantes para o país.

“As agências reguladoras devem cobrar a finalização desses empreendimentos, dentre outros”, disse Leônidas Cristino. O deputado acrescentou que é necessária a retomada de uma visão sistêmica no planejamento e expansão do setor, assim como a garantia de tarifas módicas para os usuários desses serviços.

A audiência pública teve como o tema “Concessões de ferrovias, obras inacabadas e ramais desativados, bem como a conclusão e o efetivo funcionamento da Ferrovia Norte-Sul”. Como presidente da Comissão Mista de Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento Nacional, Leônidas Cristino fez uma detalhada apresentação do papel deste sistema de transporte no mundo e comparou o modelo brasileiro com o de países com dimensões parecidas com o Brasil, mas que dele fazem melhor uso, como os EUA, Canadá, Rússia e Austrália.

“A retomada de investimentos públicos e privados em infraestrutura ferroviária é de suma importância para a economia do Brasil”. As ferrovias, segundo ele, apresentam melhor desempenho e balanço energético mais eficiente, comparadas com o transporte rodoviário, e possibilitam o barateamento dos transportes de cargas e passageiros em todo o território nacional.

O parlamentar analisou o surgimento da malha ferroviária do país, sua expansão e posterior sucateamento que se deu, principalmente, após o processo de privatização no final da década de 90. A audiência pública concluiu com a recomendação de que em breve devem ser retomados os investimentos no setor, a fim de que se finalizem as obras da Ferrovia Transnordestina e se resolvam outros gargalos que tanto oneram as empresas de cargas que operam em nossas sucateadas ferrovias.

Também participaram da audiência pública Sérgio Lobo, diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT); Marcus Expedito Felipe de Almeida, diretor de Operações e Participações da VALEC Engenharia, Construções e Ferrovias S.A.; Ticiano Bragatto, gerente técnico da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF) e José Manoel Ferreira Gonçalves, presidente da Frente Nacional pela Volta das Ferrovias (Ferrofrente).

(Foto – Agência Câmara)

Orçamento de 2019 exclui reajuste salarial para servidores

O relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), senador Dalírio Beber (PSDB-SC), justificou hoje (4) que elaborou um parecer mais duro para o Orçamento de 2019 devido à crise econômica e fiscal que o país vive. O parecer apresentado por Berger esta semana não admite nenhum tipo de reajuste para servidores públicos, reduz o limite de renúncias fiscais e veta a criação de novos cargos.

O senador explicou que é preciso adotar medidas “não simpáticas”  para não aumentar as despesas obrigatórias para o próximo governo. Ele reiterou que não haverá reposições no caso de vacância no serviço público, a não ser nas áreas de educação, saúde, segurança pública, defesa, assistência social. Os reajustes que já foram aprovados de forma parcelada ou escalonada também não serão afetados.

“Nós produzimos um relatório de forma muito criteriosa, conscientes do grau de dificuldade que vive o país neste momento. Nós trazemos números negativos nos últimos anos e a tendência é que estes números se agravem nos anos vindouros. Por isso, não queremos transportar pro ano de 2019 para um governo que nós ainda não sabemos quem será”, afirmou.

Questionado sobre a resistência política que a restrição aos incentivos fiscais pode enfrentar no setor produtivo, Beber explicou que o prazo de dez anos é razoável para que o governo avalie a condição de cada setor beneficiado e encontre um equilíbrio. Em seu relatório, Beber estabelece que as renúncias fiscais não ultrapassem o percentual de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

A proposta segue recomendação do Tribunal de Contas da União (TCU), que apontou que no ano passado o país deixou de arrecadar R$ 354 bilhões com as renúncias fiscais, valor que representa 5,4% do PIB e 30,7% da receita primária. A redução do volume de incentivos fiscais poderia , segundo o TCU, reduzir o deficit previdenciário pela metade.

“Nós temos hoje uma previsão de que o montante de renúncias fiscais para 2019 alcance mais de R$ 300 milhões. Em nível de concessões de incentivos fiscais em outros países o máximo que isso pode representar é em torno de 2% do PIB. Esta é uma recomendação que estamos fazendo na LDO, nos sentido de que em 10 anos, nós também devemos no Brasil ter no máximo 2% do PIB em renúncias fiscais”, disse.

O senador comentou que a questão da reforma da Previdência também deve ser enfrentada para garantir o equilíbrio das contas públicas. Apesar de não ter incluído no relatório da LDO, o relator defendeu que o assunto seja uma das prioridades dos poderes Legislativo e do Executivo a partir do ano que vem.

Beber espera que seu relatório seja aprovado antes do recesso parlamentar, previsto para ter início no próximo dia 17 de julho. A Comissão Mista de Orçamento se reunirá nesta quarta-feira (4) para discutir o relatório.

(Agência Brasil)

Lotéricas não mais receberão contas da Enel

A partir do dia 5 de agosto, as lotéricas não mais receberão contas da Enel Distribuidora. O grupo decidiu rescindir o contrato com a Caixa Econômica Federal e promete receber o desembolso em seus postos de atendimento.

Segundo o diretor institucional da Enel, José Nunes, essa rede de postos de atendimento será ampliada. A rescisão contratual segue orientação da direção nacional do grupo.

(Foto – Diário de Goiás)

Banco do Brasil vai aplicar R$ 103 bi em crédito rural

O Banco do Brasil vai destinar R$ 103 bilhões para o financiamento da safra agrícola 2018/2019. O valor é 21% maior do que o total desembolsado na safra 2017/2018, cerca de R$ 85 bilhões. Para a safra que se inicia neste mês, os juros também serão menores do que os praticados até este momento. Em entrevista à NBr, o presidente do Banco do Brasil, Paulo Rogério Caffarelli, disse que, para a agricultura familiar, a taxa vai variar de 2,5% a 4,6% ao ano e, para os empréstimos do agronegócio, será de 6% a 7,5%. O anúncio do Plano Safra do Banco do Brasil foi feito hoje (4) em cerimônia na sede da instituição, com a participação do presidente Michel Temer.

O Banco do Brasil é o principal agente de financiamento da agricultura brasileira: responde por 60% do crédito disponível para o setor. Neste ano, o governo federal anunciou um total de R$ 194,3 bilhões para o financiamento da safra agrícola 2018/2019. “Eu considero o Banco do Brasil, que é responsável por 60% dos créditos do agronegócio, o grande parceiro da agricultura brasileira. É importante destacar, acima de tudo, a capacidade que o produtor brasileiro teve de se superar, se reinventar e fazer com que o Brasil chegasse aos números que temos hoje”, afirmou Caffarelli.

O lançamento do Plano Safra do Banco do Brasil acontece tradicionalmente na sequência do anúncio do governo federal. Os R$ 103 bilhões serão direcionados ao custeio e ao investimento da produção agrícola, bem como à comercialização dos produtos. No total, o saldo da carteira de crédito agrícola do Banco do Brasil tem R$ 185 bilhões, sendo R$ 43 bilhões para a agricultura familiar, R$ 117 bilhões para grandes empresas e R$ 24 bilhões para empresas de médio porte.

O presidente do Banco do Brasil destacou a importância do setor rural para a retomada do crescimento econômico do país. “O agronegócio talvez seja o grande instrumento que o Brasil tem hoje para a retomada do crescimento econômico. O setor teve participação ativa na superação da crise”, argumentou.

Segundo Caffarelli, a agricultura responde por 23% do Produto Interno Bruto (PIB) e por 44% do total das exportações brasileiras, o que deixa clara a vocação do país para o agronegócio. “Estamos trabalhando para dar continuidade a um trabalho que foi feito, lembrando que a safra 2016/2017 foi a maior de todos os tempos. Nós tivemos 238 milhões de toneladas. Esperamos que a safra 2017/2018 possa atingir números bastante semelhantes. Portanto, começamos uma nova safra com muita expectativa, com muita esperança de continuar esse processo de produção”, disse.

Nos últimos 25 anos, segundo Caffarelli, a área plantada no país cresceu 65%, mas a produção aumentou 375% no mesmo período. Para se chegar a esses índices, disse Caffarelli, houve um forte investimento em tecnologia, pesquisa e desenvolvimento, bem como um estímulo ao crédito, com participação expressiva do Banco do Brasil.

(Agência Brasil/Foto – Ana Paula Paiva)

Camilo lança na Fiec edital com projetos de inovação

Camilo e Beto Studart.

O governador Camilo Santana lançará nesta quinta-feira, às 9 horas, no auditório da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec), o edital Funcap – Inovafit Fase 2/2018, que irá destinar um total de R$ 10 milhões para projetos de desenvolvimento de produtos e processos inovadores em áreas prioritárias para o Estado. O ato contará com a presença de Beto Studart,  presidente da Fiec, da secretária de Ciência, Tecnologia e Educação Superior, Nágyla Drumond, e do presidente da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap), Tarcisio Pequeno, além de empresários e cientistas.

O edital, destinado a pequenas e médias empresas (com receita bruta anual até R$ 10,5 milhões), será administrado pela Funcap com recursos do Fundo de Inovação Tecnológica (FIT). O repasse será feito pela modalidade da subvenção econômica, não-reembolsável e mediante a contrapartida das empresas apoiadas. O principal objetivo é estimular a colaboração entre o setor empresarial e a pesquisa científica para aumentar a produtividade das empresas do estado, beneficiando a economia local, informa a assessoria de imprensa da federação.

*As áreas prioritárias definidas para os projetos são as seguintes:

– Água;

– Energia;

– Segurança Pública;

– Saúde / Biotecnologia / Fármacos;

– Educação;

– Tecnologia de Informação e Comunicação – TIC;

– Agronegócio / Indústria Alimentar;

– Eletrometal-Mecânico / Materiais / Nanotecnologia;

– Indústria da Construção Civil e Pesada;

– Economia Criativa;

– Inovação Social;

Dentro das áreas acima descritas, serão privilegiados projetos que proponham abordagens de temas considerados estratégicos para a área de inovação, atualmente: São eles:

– Inteligência artificial;

– Indústria 4.0;

– Coleta e análise de dados (Big data);

– Internet das coisas (IOT, internet of things);

– Cidades inteligentes (Smart Cities).

(Foto – Paulo MOska)

Dólar abre com leve alta nesta quarta-feira

O dólar abriu a cotação na manhã de hoje (4) em leve alta de 0,17%, valendo R$ 3,9019 para venda. O pregão desta quarta-feira deve ser enfraquecido pelo feriado nos Estados Unidos, que comemoram o Dia da Independência.

O Banco Central também não sinalizou nenhum leilão extraordinário de swap cambial (venda futura da moeda norte-americana). A atenção dos investidores está voltada para a próxima sexta-feira (6), quando o governo norte-americano prometeu começar a taxar os produtos da China.

O índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu o pregão em alta de 0,25%, com 73.852 pontos registrados às 10h09. Papéis de empresas de grande porte, as chamadas blue chip, começaram o dia em alta, como o Bradesco (subindo 4,56%), o Itau (+2,35%) e a Petrobras (+ 0,17%).

(Agência Brasil)

BNB comemora 66 anos de criação e 30 anos de FNE destacando o ex-senador Mauro Benevides

O ex-senador Mauro Benevides ganhará homenagem, nesta manhã de quarta-feira, durante atos que marcam os 66 anos de criação do Banco do Nordeste e os 30 anos do Fundo Constitucional do Nordeste (FNE).

Além de ter sido presidente da Instituição, foi de Mauro a lei que criou o FNE, hoje a principal linha de crédito para investimentos do BNB na região.

(Agência Senado)

A polêmica em torno do reajuste dos alvarás de Fortaleza

Com o título “A questão dos alvarás”, eis o Editorial do O POVO desta quarta-feira. Fala sobre o polêmico reajuste das taxas de alvarás de Fortaleza. Confira:

Uma discussão de caráter técnico, que deveria, aparentemente, interessar apenas a empresários e à Prefeitura de Fortaleza, transbordou para um debate público, envolvendo diretamente o consumidor. Trata-se do reajuste nas taxas de alvará de funcionamento para as empresas, que também passou a ter renovação anual obrigatória, a partir das mudanças previstas no novo código tributário.

O setor de bares e restaurantes foi o que mais reagiu, iniciando uma campanha dirigida aos clientes, afirmando que o aumento das taxas se refletiria diretamente no “prato” do consumidor, de forma imediata. Para os empresários, toda a cadeia produtiva de alimentos seria impactada com o aumento, tornando-se um desestímulo aos empreendedores.

O Executivo, por sua vez, como noticiou a edição de ontem deste jornal, divulgou nota afirmando que a Prefeitura de Fortaleza tem a menor taxa de arrecadação per capita de taxas municipais, sendo também a única capital brasileira que dispensava a renovação anual do alvará de funcionamento. Ainda segundo a Prefeitura, a arrecadação das taxas paga apenas 10% do custo de produção do próprio serviço. Ou seja, 90% seriam custeados pelo município, mas “deveria ser pago pelas empresas que utilizam esses serviços prestados pela Prefeitura (…), dinheiro que poderia estar sendo investido na saúde e educação e saúde”, segundo a nota.

É um conflito no qual todos parecem ter razão. Se é verdade que Fortaleza tem uma das menores taxas de alvará no país, que a distorção seja corrigida de forma negociada. A vida do empreendedor, principalmente os pequenos e médios negócios, já é árdua o suficiente, sem que o poder público lhe ponha outros obstáculos no caminho. Por sua vez, tem razão o Município ao querer ajustar as suas taxas, exigindo, no mínimo, que os custos da prestação do serviço sejam cobertas por quem se propõe a abrir e manter um negócio, de modo que o dispêndio não recaia sobre a população, generalizadamente.

Desse modo, o apelo é para que os dois segmentos cheguem a um entendimento que possa ser razoável para ambas as partes e também para o consumidor. Essa oportunidade pode dar-se hoje, na Câmara Municipal, quando o assunto será debatido em audiência pública.