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Parceria entre BC e Justiça transfere R$ 13,9 bilhões para contas judiciais

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O sistema BacenJud, que interliga diretamente diversos tribunais do país e o Banco Central, resultou nos primeiros nove meses deste ano na transferência de R$ 13,9 bilhões para contas judiciais, referentes a bloqueios determinados em mais de 8 milhões de ordens proferidas por juízes de todo o país.

Os dados foram apresentados na manhã de hoje (24) pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, durante o primeiro seminário sobre a utilização do BacenJud, realizado em Brasília com a presença de magistrados, servidores do BC e executivos de bancos e corretoras de valores.

Toffoli ressaltou que 53% dos processos que resultam em bloqueios via BacenJud são de execução, ou seja, quando os valores são efetivamente encaminhados à parte vencedora do processo judicial. De todos os bloqueios, 56% são oriundos da Justiça do Trabalho.

“Aqui estamos falando no geral das pessoas que mais necessitam dos direitos da Justiça, empregados que não têm muitos recursos, em razão de uma situação de desemprego, que infelizmente está alto em nosso país”, disse Toffoli.

Na Justiça do Trabalho a parte vencedora de um processo tem levado em média 2 anos e 11 meses para receber o dinheiro, ante uma média de 5 anos e 6 meses para a execução de uma sentença na Justiça como um todo, segundo dados divulgados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

O BacenJud é um sistema que interliga a Justiça ao Banco Central e às instituições bancárias, para agilizar a solicitação de informações e o envio de ordens judiciais ao Sistema Financeiro Nacional, via internet. Por meio da ferramenta, uma ordem judicial é repassada eletronicamente para os bancos, reduzindo o tempo de tramitação do pedido de informação ou bloqueio.

Recentemente foi ampliado o poder a atuação do BacenJud, com a inclusão de novas instituições financeiras, como cooperativas e corretoras de valores, além da possibilidade de bloqueio em mais opções de contas, como contas de investimento e aplicações financeiras.

(Agência Brasil)

Confiança do consumidor reage entre setembro e outubro

O Índice de Confiança do Consumidor, medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), cresceu 4 pontos de setembro para outubro. Com a alta, o indicador chegou a 86,1 pontos, em uma escala de zero a 200, um patamar ainda baixo em termos históricos.

A alta foi provocada pelo aumento da confiança em relação ao futuro, medida pelo Índice de Expectativas, que avançou 6,1 pontos e chegou a 99 (o patamar mais alto desde abril deste ano).

Já a confiança no momento presente teve queda. O Índice da Situação Atual recuou 0,4 ponto e chegou a 71,9 pontos.

Segundo a coordenadora da Sondagem do Consumidor da FGV, Viviane Seda, o resultado mostra que o consumidor está esperançoso e otimista em relação aos próximos meses, mesmo sem ainda ter um resultado das urnas.

“O fim do período eleitoral diminui a incerteza política e gera expectativa de mudanças na condução da política econômica para o início do novo governo”, disse a pesquisadora.

(Agência Brasil)

Grendene Fortaleza abre vaga para líder técnico

A Grendene abriu vagas para quem está cursando graduação e tem formação técnica concluída em Eletromecânica, Mecatrônica, Mecânica ou áreas afins.

Oferece vaga para Líder Técnico de Injeção em sua unidade de Fortaleza, que queira se integrar à produção da linha das sandálias Melissa. Até o fim do expediente desta quarta-feira, recebe dados dos interessados.

SERVIÇO

*Mais Informações, clique aqui.

Dólar fecha o dia cotado a R$ 3,697

A moeda norte-americana encerrou o pregão de hoje em alta de 0,26%, cotada a R$ 3,697 para venda. O dólar iniciou a semana registrando uma queda de 0,74%, mantendo uma tendência de desvalorização frente ao real.

O Ibovespa, índice da B3, fechou em baixa de 0,35%, com 85.300 pontos. As ações de grandes empresas, chamadas de blue chip, seguiram a mesma tendência, com Petrobras em queda de 1,24% e Vale com desvalorização de 2,78%.

(Agência Brasil)

Inflação oficial de outubro tem prévia de 0,58%

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que mede a prévia da inflação oficial, registrou alta de preços de 0,58% em outubro. A taxa é superior ao 0,09% de setembro e ao 0,34% de outubro de 2017. Os dados foram divulgados hoje (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com o resultado da prévia, o IPCA anota taxas de 3,83% no ano e de 4,53% em 12 meses, acima dos 4,28% acumulados em 12 meses até setembro.

Alimentos e transportes pesam na inflação

Os grupos que mais contribuíram para o aumento do IPCA-15 de setembro para outubro foram alimentação e transportes.

Os alimentos, que tinham registrado deflação (queda de preços) de 0,41% na prévia de setembro, passaram a ter uma inflação de 0,44% na prévia de outubro.

O resultado foi influenciado pela alta nos preços de alimentos como tomate (16,76%), frutas (1,90%) e carnes (0,98%).

Já a inflação dos transportes subiu de 0,21% na prévia de setembro para 1,65% na prévia de outubro, por causa principalmente da gasolina, que teve o maior impacto individual do IPCA-15 com um aumento de preços de 4,57%.

(Agência Brasil)

Caixa oferece condições especiais para servidor público

Servidores públicos contarão, até o fim deste mês de outubro, com vantagens e benefícios em crédito e investimentos na Caixa Econômica Federal. Os pacotes de ofertas, segundo informa a assessoria de imprensa da Instituição, incluem condições especiais em crédito consignado, Crédito Direto Caixa com taxas diferenciadas para quem trouxer o salário para a Caixa, isenção de anuidade e bonificação extra de pontos para cartão de crédito, isenção de cesta de serviços por até um ano na conta corrente e Fundos de Investimento Caixa com aplicação inicial reduzida.

Para contratação do CDC, conforme relacionamento, a taxa pode chegar a 3,15% a.m. para quem recebe salário no banco. No cartão de crédito, a primeira anuidade será gratuita nas variantes Visa, Master e Elo, além de desconto vitalício de 50% nas demais anuidades nas variantes do cartão Elo. Já em fundos de investimentos, foi estabelecida redução de 50% no valor da aplicação inicial no Caixa FIC Investidor Renda Fixa LP e no Caixa FIC Personal Renda Fixa. A Caixa também tem condições diferenciadas para contratação de seguros de vida, de automóveis e residenciais, além de consórcios, previdência e capitalização.

SERVIÇO

*Na página Semana do Servidor, é possível consultar todos os benefícios e produtos ofertados durante a semana de comemoração ao Dia do Servidor Público, dia 28 de outubro. No próprio portal, o cliente interessado pode solicitar o contato de um gerente da CAIXA para mais informações sobre as condições oferecidas.

Serviços online da Sefaz estão em pane

Todos os serviços online oferecidos pela Secretaria da Fazenda do Estado encontram-se indisponíveis. O problema, segundo a assessoria de imprensa do órgão, decorrente do “desligamento criminoso dos cabos de fibra ótica que dão suporte à nossa rede.”

Uma equipe de técnicos da Empresa de Tecnologia da Informação do Ceará (Etice) trabalha, desde o comeo da manhã desta terça-feira, na recuperação do equipamento.

A previsão é que até às 14 horas todos os nossos sistemas estejam operando normalmente.

BNB eleva limite de empréstimos do Crediamigo

O Crediamigo, programa de microcrédito do Banco do Nordeste (BNB), elevou seu limite de crédito: passou de R$ 8 mil para R$ 15 mil. Segundo a assessoria de imprensa da Instituição, esse valor de empréstimo é voltado a investimentos, como compra de máquinas, construções e reformas.

De acordo com o superintendente de Microfinança e Agricultura Familiar do BNB, Alex Araújo, a ampliação visa dar maior poder de compra aos microempreendedores, de forma que possam realizar mais investimentos, em virtude da proximidade das vendas de final de ano.

O valor limite de R$ 15 mil passa a valer também para a modalidade de capital de giro solidário, crédito usado essencialmente para compra de mercadoria e insumos de produção.

O Crediamigo é uma oferta de crédito com prazo de pagamento de até 24 meses e inclui linhas com até seis meses de carência. Tem como foco pessoas que trabalham por contra própria, individualmente ou em grupos solidários.

(Foto – Reprodução do Youtube)

Petrobras recupera R$ 3 bi após acordos de leniência e delações

A Petrobras informou que já passa de 3 bilhões de reais os valores obtidos com o ressarcimento de danos por meio de acordos de leniência e delações premiadas. Só em um dos acordos, com o grupo holandês SBM, a petrolífera receberá a devolução de 549 milhões de reais, além do abatimento de 179 milhões de dólares com pagamentos futuros devidos à companhia.

O acordo de leniência com a SBM foi assinado em julho com o Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU) e Advocacia-Geral da União (AGU).

Com o acordo, a SBM ficou apta a participar das licitações em curso e de contratações futuras. Nesse caso, a SBM terá de passar por todos os controles de conformidade a que estão submetidos os fornecedores da Petrobras.

A SBM Offshore, fornecedora de plataformas para exploração de petróleo, admitiu ter pago propina para conseguir contratos com a Petrobras. Além desse acordo com a SBM, a Petrobras já havia recuperado 2,5 bilhões de reais no âmbito da Operação Lava-Jato.

A Petrobras atua como coautora do Ministério Público Federal e da União em 16 ações de improbidade administrativa em andamento, além de ser assistente de acusação em 54 ações penais.

(Com Veja)

ZPE Ceará movimenta R$ 1 bilhão em placas de aço pelo sistema DU-E em 2018

A Declaração Única de Exportação (DU-E), nova sistemática apresentada pelo Portal Único de Comércio Exterior, instituída pela Portaria conjunta RFB / SECEX Nº 349, de 21 de março de 2017, consiste em um documento eletrônico que define o enquadramento da operação de exportação e subsidia o despacho aduaneiro de exportação. A DU-E compreende informações de natureza aduaneira, administrativa, comercial, financeira, fiscal e logística, que caracterizam a operação de exportação dos bens por ela amparados.

A ZPE Ceará, em parceria com a Receita Federal do Brasil, Companhia Siderúrgica do Pecém e Companhia de Desenvolvimento do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP S/A), através do ambiente de treinamento do Portal Único, iniciou este ano uma série de testes para analisar como seria o fluxo nesta nova sistemática entre os dois recintos alfandegados. Como fruto dessa parceria foram criadas cerca de 24 DU-Es do início de julho ao início de setembro, representando mais de 20 mil placas de aço (420 mil toneladas) nesse período, o equivalente a R$ 1 bilhão.

Segundo a Diretora Técnica da ZPE Ceará, Andréa Freitas, o novo processo de exportação, realizado por meio de Declaração Única de Exportação (DU-E), busca adequar o controle aduaneiro e administrativo ao processo logístico das exportações, de maneira a realiza-los de forma eficaz e segura, porém sem causar atrasos desnecessários ao fluxo das exportações. A Instrução Normativa nº 1.702, de 21 de março de 2017, disciplina o despacho aduaneiro de exportação processado por meio de Declaração Única de Exportação (DU-E).

Conforme o presidente da ZPE Ceará, com os dois meses de uso da nova sistemática, a qualidade da funcionalidade, tanto de trânsito quanto de estoque, foi verificada. “Esse novo cenário do Portal Único da RFB através da DU-E se adequa à realidade atual, que é justamente utilizar o máximo possível a tecnologia em prol do desenvolvimento. E a ZPE Ceará anda em sintonia com a inovação em busca de aperfeiçoar todos os trâmites que envolvam uma Zona de Processamento de Exportação no comércio exterior”, conclui.

Single Windows

Para o auditor-fiscal Edson Nogueira, que representou a Receita Federal no laboratório de testes, a DUE tem proporcionado ganhos sensíveis de eficiência. “A parceria estratégica criada por meio do laboratório contribuiu para a melhoria do ambiente de negócios e da competitividade do país, que é um dos objetivos estratégicos da RFB”, destaca.

Uma das vantagens do novo modelo é chamada “single windows”, ou guichê único, por meio do qual o contribuinte apresenta seus dados somente na DU-E e estes são encaminhados automaticamente para os diversos órgãos envolvidos no processo de exportação, eliminando a necessidade de apresentação da documentação para cada órgão.

(Governo do Ceará / Foto: Divulgação)

Governo do Ceará fecha acordo para implantar fábrica que construirá turbinas eólicas

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O governador Camilo Santana oficializou com a empresa multinacional Vestas, nesta segunda-feira, no Palácio da Abolição, a vinda de mais um empreendimento para gerar novas oportunidades de negócio no Estado. Agora é a construção de fábrica de turbinas eólicas.

A parceria foi selada por meio de um Memorando de Entendimento, assinado por Camilo Santana e pelo presidente do grupo privado, Rogério Zampronha. Pelo acordo, a Vestas fabricará em solo cearense a turbina V150-4.2 MW™, a mais moderna do mundo e que já é produzida em outros países, colocando o Ceará como pioneiro no fornecimento do produto no Brasil.

“Agradeço ao presidente da Vestas pela oportunidade de trazer mais esse investimento para o Ceará. A empresa traz a fabricação de turbinas, o que gerará mais empregos para os cearenses e crescimento para todo o Estado. Estamos muito felizes. Em nome de toda a equipe do Governo agradeço por acreditarem no Ceará,” disse o governador. O novo empreendimento deverá ser inaugurado no fim de 2019.

Também participaram do ato o secretário do Desenvolvimento Econômico, César Augusto Ribeiro, o secretário-chefe da Casa Civil, Nelson Martins, o secretário da Infraestrutura, Lucio Gomes, e o presidente da Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), Eduardo Neves.

(Foto – Divulgação)

CNI quer permanência de ministério que pode ser extinto por Bolsonaro

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou nota hoje (22) defendendo a manutenção do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). O presidente da entidade, Robson Braga de Andrade, lembrou que a pasta é importante para elaborar, executar e coordenar as políticas públicas para o setor industrial e monitorar seus impactos.

“A indústria não pode estar ligada a uma área que tem como prioridades o aumento de receitas e a redução de despesas. Os ministérios da Fazenda e do Planejamento desempenham papéis específicos. Quem vai defender as políticas industriais?”, disse em nota.

A manifestação da CNI vem com a possibilidade de incorporação das atribuições do MDIC pelo Ministério da Economia, criado em um eventual governo Jair Bolsonaro. De acordo com programa de governo do PSL, o Ministério da Economia incorporaria as atuais estruturas e atribuições dos ministérios da Fazenda, Planejamento, Indústria e Comércio e a Secretaria do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI).

Para justificar a importância do MDIC na estrutura do Executivo, Andrade afirmou que o setor industrial contribui com R$ 1,2 trilhão para a economia brasileira e emprega 9,6 milhões de trabalhadores. Além disso, destacou Andrade, a indústria responde por 51% das exportações e 25% da arrecadação previdenciária.

“Para a indústria brasileira, o próximo governo tem o desafio de colocar o Brasil de volta no caminho do desenvolvimento econômico e social. Precisamos avançar nas reformas, garantir investimentos em infraestrutura e desburocratizar a economia de modo geral”, concluiu.

(Agência Brasil)

Mercado financeiro estima inflação deste ano em 4,44%

Instituições financeiras, pesquisadas pelo Banco Central (BC), esperam que a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), termine este ano em 4,44%. Na semana passada, a projeção estava em 4,43%. Esse foi o sexto aumento consecutivo.

Para 2019, a projeção da inflação foi ajustada de 4,21% para 4,22%. Para 2020, a estimativa segue em 4% e, para 2021, caiu de 3,92% para 3,78%.

A projeção do mercado financeiro ficou mais próxima do centro da meta deste ano, que é 4,5%. Essa meta tem limite inferior de 3% e superior de 6%. Para 2019, a meta é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%.

Para 2020, a meta é 4% e, para 2021, 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para os dois anos (2,5% a 5,5% e 2,25% a 5,25%, respectivamente).

Taxa básica

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 6,5% ao ano.

De acordo com o mercado financeiro, a Selic deve permanecer em 6,5% ao ano até o fim de 2018.

Para 2019, a expectativa é de aumento da taxa básica, terminando o período em 8% ao ano. Para o fim de 2020, a projeção permanece em 8,25% ao ano e em 8% ao ano no fim de 2021.

Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação.

A manutenção da taxa básica de juros, como prevê o mercado financeiro este ano, indica que o Copom considera as alterações anteriores suficientes para chegar à meta de inflação.

Crescimento econômico

As instituições financeiras mantiveram a estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, em 1,34% este ano e ajustaram de 2,50% para 2,49%, a estimativa para 2019.

Para 2020 e 2021, a estimativa segue em 2,50%.

(Agência Brasil)

Petrobras anuncia nova redução do preço da gasolina nas refinarias

A Petrobras anunciou hoje (22) uma redução de 2% no preço da gasolina comercializada em suas refinarias. A partir desta terça-feira (23), o litro do combustível terá redução de 2% e passará a ser negociado a R$ 2,0639, segundo informou a estatal.

Essa é a sétima queda consecutiva do preço, que desde 22 de setembro, quando custava R$ 2,2514 por litro, já recuou 8,33%.

(Agência Brasil)

PIB cresce 1,6% no trimestre encerrado em agosto

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, teve um crescimento de 1,6% no trimestre encerrado em agosto deste ano, na comparação com o trimestre finalizado em maio. O dado é do Monitor do PIB, medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Na comparação com o trimestre que terminou em agosto de 2017, o crescimento foi de 1,9%, segundo a FGV. Considerando-se apenas agosto, houve altas de 0,2% na comparação com julho deste ano e de 1,9% em relação a agosto do ano passado.

A alta de 1,6% do trimestre fechado em agosto em relação a maio foi acompanhada pelos três grandes setores produtivos: serviços (1,1%), indústria (2%) e agropecuária (2,5%).

Expansão por setor

Entre os segmentos da indústria, foi observada expansão na indústria da transformação (3,1%) e na construção (1,2%). O setor de eletricidade manteve-se estável e a indústria extrativa mineral recuou 1,2%.

Entre os serviços, todos os segmentos tiveram alta, com destaque para os transportes (5,4%) e o comércio (2,9%).

Sob a ótica da demanda, foram registradas altas de 1,2% no consumo das famílias, 1,1% na formação bruta de capital fixo (investimentos) e de 0,6% no consumo do governo.

No setor externo, as exportações cresceram 1,3% e as importações, 3,7%.

(Agência Brasil)

Qual a diferença entre lucro e rentabilidade?

Em artigo sobre indicadores econômicos, o consultor financeiro Fabiano Mapurunga, Mestre em Administração com ênfase em Finanças. MBA em Gestão de Negócios, aponta as principais diferenças. Confira:

Entender a real situação financeira do seu negócio é uma atividade simples pra você? Bem, em finanças usamos alguns indicadores para termos uma visão mais precisa do quadro financeiro de uma empresa, mas continuando com a política de trazer informações simplificadas para o uso prático em sua gestão, vamos entender hoje o funcionamento de dois dos mais importantes indicadores de desempenho financeiro de uma empresa: Lucro e Rentabilidade.

LUCRO LÍQUIDO

Vamos começar o entendimento pela avaliação do lucro líquido, que é uma forma bem rápida e simples de mensurar o desempenho de um negócio. Sua fórmula é o resultado entre todas as receitas menos todos os custos e despesas. Vamos tomar como custos e despesas, por exemplo, matéria-prima, condomínio, aluguel, energia, telefone, internet, impostos, etc. Em caso o resultado seja positivo, sua empresa obteve lucro e em caso negativo, houve prejuízo.

Um exemplo real pode ser dado por: Uma empresa teve uma receita no mês de setembro de 2018 de R$ 40.000,00, e o somatório de seus custos e de suas despesas teve como resultado R$ 25.000,00. Podemos dizer então que, esta empresa obteve um lucro líquido neste mês de R$ 15.000,00.

Saber o lucro líquido é vital para o acompanhamento do desempenho de uma empresa, mas boa parte dos empresários não possui essa informação, e um dos principais motivos é porque não possuem um bom controle administrativo, e este poderia ser feito em uma simples planilha ou mesmo por meio de um bom software. Tão importante quanto ter um bom controle, é manter sua constante atualização.

LUCRATIVIDADE

A diferença básica entre o lucro líquido e a lucratividade é que, o primeiro é expresso em reais e o segundo indica quanto o lucro líquido representa com relação ao faturamento da empresa. Vamos ilustrar com um exemplo bem simples:

As empresas ALFA e BETA obtiveram um lucro líquido de R$ 20.000,00 cada uma, no mês de Agosto de 2018. A empresa ALFA teve um faturamento neste período de R$ 40.000,00 e a empresa BETA obteve um faturamento de R$ 30.000,00 no mesmo período. Apesar de as duas empresas terem conseguido obter o mesmo lucro líquido, a empresa BETA acabou tendo a melhor lucratividade, mesmo que seu faturamento tenha sido menor do que o da ALFA. Vamos entender melhor observando a fórmula:

LUCRATIVIDADE = (lucro líquido/ faturamento) X 100

A empresa BETA teve uma lucratividade de 67%, enquanto a empresa ALFA teve uma lucratividade de apenas 50%.

Por esse indicador o empresário pode chegar a algumas conclusões. Tomando como base a empresa BETA pode ser pensadas algumas as alternativas de melhorias:

– Será que é possível conseguir extrair mais eficiência?

– Quem sabe, reduzir custos;

– Atuar para reduzir gastos em atividades que podem ser suprimidas;

– Buscar alcançar outros fornecedores mais flexíveis;

– Pode haver mais espaço para extrair maior receita naquela linha de negócios
mais lucrativa;

– Precisamos entender se a lucratividade deste negócio representa uma boa
rentabilidade.

RENTABILIDADE

A rentabilidade mede a relação existente entre um investimento e o lucro
líquido.

RENTABILIDADE = (lucro líquido/ investimento total) X 100

Vamos ilustrar um pouco tomando o seguinte exemplo:

Um empreendedor investiu R$ 50.000,00 na montagem do seu novo negócio, e no primeiro mês, obteve um lucro líquido de R$ 2.000,00, logo o negócio teve uma

rentabilidade de 4%. Para este caso enxergamos que o empreendedor tem um negócio lucrativo e rentável. Esses dados podem dar ao empreendedor a informação de quanto tempo ele levará para conseguir reaver o valor do seu investimento inicial.

Considerando que o lucro líquido médio é de R$ 2.000,00 por mês, e tendo como base o faturamento de R$ 50.000,00, em 2 anos e 1 mês o valor investido retornará para o empreendedor. Tal informação é muito importante para que o empresário consiga mensurar de terá fôlego financeiro para aguardar esse período para ter seu investimento de volta.

Avaliar a rentabilidade serve também para entender se o negócio vale a pena, ou se tem outro tipo de investimento que possua uma melhor rentabilidade. Vamos tomar este exemplo para entendermos melhor: determinado negócio exige um investimento total de R$ 100.000,00. Ao se examinar as receitas e despesas, encontramos um lucro líquido de R$ 500,00, ou seja, teria uma rentabilidade de 0,5%. Ponderando que montar qualquer negócio é sempre um investimento de risco, será que o empreendedor não encontraria algo menos arriscado, que lhe traria mais rentabilidade?

Estamos falando em avaliar o custo de oportunidade.

Espero que, com essas explicações, eu tenha conseguido lhes demonstrar a diferença entre lucro e rentabilidade. Bem como demonstrar o quão importantes são estes indicadores para a mensuração de desempenho do seu negócio.

Fabiano Mapurunga

Diretor Executivo da Go Partners Consultoria em Finanças e Negócios. Mestre em Administração com ênfase em Finanças. MBA em Gestão de Negócios. MBA em Gestão Financeira e Controladoria. Professor Universitário.

Confiança do consumidor brasileiro segue estagnada, diz pesquisa

Dados apurados pela Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostram que o Indicador de Confiança do Consumidor permaneceu estagnado na transição dos últimos dois meses, com 41,9 pontos em setembro contra 42,4 pontos em agosto. A baixa evolução da confiança do consumidor é reflexo da crise na economia e das incertezas do processo eleitoral.

De acordo com o estudo, 82% dos brasileiros entrevistados avaliam de forma negativa a economia no atual momento, percentual que se manteve estável na passagem de agosto para setembro. Pelo menos 68% dos consumidores avaliam que o principal sintoma das atuais condições econômicas é o desemprego elevado; 61% culpa o aumento dos preços de produtos; 38% justifica pelas altas taxas de juros; e 29% acredita que é por causa do aumento do dólar.

Quase metade dos consumidores afirmam que entre os residentes de sua casa há pelo menos um desempregado, e 34% afirmam ter receio de ser demitido. Para mais da metade dos entrevistados (51%), o alto custo de vida tem gerado incômodo na vida financeira familiar, e para 19%, o desemprego. Indagados sobre onde que mais pesa o orçamento, 89% citam despesas com contas de luz e água; 87% afirmam ser o supermercado; e 86% apontam os preços dos combustíveis.

No que se refere à própria condição financeira, 43% dos consumidores consideram ruim ou péssima, contra apenas 11% que consideram que vai bem. Entre as causas do pessimismo financeiro estão o custo elevado de vida (57%), o desemprego (34%), queda na renda familiar (25%), imprevistos (13%) e a perda do controle orçamentário (11%).

O levantamento abordou também as perspectivas para o futuro da economia, e dentre os entrevistados, 33% se declararam pessimistas (10% no que se refere à vida particular), enquanto 19% afirmam estar otimistas (55% na avaliação financeira particular).

De acordo com quase metade dos entrevistados, corrupção e desemprego são as maiores causas de insegurança, questões que estão ligadas aos primeiros meses de atuação do próximo presidente.

Para o SPC Brasil, embora o país tenha atingido uma certa estabilidade diante da recessão econômica, o brasileiro se mantém cauteloso diante do processo eleitoral em curso. A entidade ressaltou ainda que há incertezas sobre como os candidatos pretendem lidar com as reformas econômicas que o país precisa, e que apenas a queda no desemprego e crescimento real da renda vão mudar positivamente a percepção do consumidor.

Foram entrevistados 800 consumidores. O Indicador aponta quer níveis acima de 50 indicam confiança, enquanto que níveis abaixo apontam o oposto. A escala do indicador varia de zero a 100.

(Agência Brasil)

Fecomércio promove encontro sobre novas relações de trabalho

A Fecomércio Ceará vai debater, na próxima quarta-feira, 24, em sua sede, as mudanças consequentes da Nova Lei trabalhista. Isso dentro das Jornadas Brasileiras de Relações do Trabalho, uma iniciativa do Governo Federal por meio da Secretaria Geral da Presidência da República, da Comissão do Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados, e do Instituto Brasileiro de Ensino e Cultura (IBEC). A ordem é informar, discutir e explicar os aspectos que englobam a nova lei trabalhista.

A Lei nº 13.467/2017, ou seja, a Lei trabalhista, completou um ano. Segundo o Governo, ela modernizou as relações de trabalho no Brasil, e as Jornadas contribuem para esclarecer qualquer dúvida sobre as alterações ocorridas.

As Jornadas Brasileiras de Relações do Trabalho são uma série de eventos promovidos nas capitais brasileiras e em dezenas de cidades no interior dos estados. Elas contam com a participação de conferencistas, entre eles, desembargadores do Trabalho e ministros do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Em Fortaleza, estarão presentes os ministros Alexandre Agra Belmonte e Gelson de Azevedo, do TST, e os desembargadores Bento Herculano Duarte e Vólia Bonfim, do Tribunal Regional do Trabalho (TRT).

Na programação, palestras sobre as perspectivas políticas da modernização do Brasil, modernização trabalhista, perspectivas jurídicas da modernização da legislação trabalhista e a modernização das leis trabalhistas e o novo sistema de relações de trabalho. O evento acontece a partir das 9 horas ao meio dia e tem como público-alvo empresários do setor de bens, serviço e turismo; autoridades do judiciário; advogados e estudantes de Direito.

O presidente do Sistema Fecomércio, Maurício Filizola, destaca a importância desse debate para quem lida diariamente com questões trabalhistas. Ele lembra que desde a discussão no Congresso, sobre a nova Lei do Trabalho, a Fecomércio/CE vem acompanhando de perto as mudanças, já tendo promovido outros debates.

“A Federação do Comércio contribui com os esclarecimentos necessários sobre a nova Lei e seus impactos, promovendo não só campanhas voltadas para os empresários, além de ter elaborado cartilha elucidativa sobre as principais mudanças”, pontuou, afirmando ainda que “as Jornadas Brasileiras de Relações do Trabalho são de suma importância, por seu nobre papel de bem informar acerca das alterações na Lei trabalhista e seus desdobramentos positivos para as diversas relações de trabalho”.

SERVIÇO

*Para participar, basta confirmar presença através do telefone, (85) 3270. 4287 ou pelo e-mail presidencia@fecomercio-ce.com.br.

*Horário: das 9 às 12 horas

*Fecomércio/CE – Rua Pereira Filgueiras, 1070, Aldeota.

*Mais informações – (85) 3270. 4287.

Empresários do setor industrial estão mais confiantes, diz CNI

O Índice de Confiança do Empresário Industrial aumentou 0,9 ponto em relação ao mês passado e alcançou 53,7 pontos em outubro. Com isso, o indicador acumula uma alta de 4,1 pontos nos últimos quatro meses. Os resultados da pesquisa divulgada hoje (19) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostram que o empresário voltou a mostrar mais confiança na recuperação da economia.

Os indicadores variam de zero a 100 pontos. Quando estão acima de 50 mostram que os industriais estão otimistas. A média histórica do índice é de 54,1 pontos. “Mesmo com a sequência de bons resultados, o índice encontra-se 1,8 ponto abaixo do registrado em maio de 2018, antes da paralisação dos serviços de transporte de carga. O Índice de Confiança do Empresário Industrial de outubro ainda é 0,4 ponto inferior à sua média histórica e 2,3 pontos inferior ao registrado em outubro de 2017”, diz o estudo.

De acordo com a CNI, embora haja uma percepção de piora nas condições atuais das empresas e da economia, as expectativas para os próximos seis meses estão mais otimistas e estimulam a retomada da produção e dos investimentos.

Entretanto, a melhora do índice em outubro deve-se, exclusivamente, às expectativas do empresário. Neste mês, o índice de condições atuais caiu para 45,8 pontos e está 0,9 ponto abaixo do registrado em setembro. É a segunda queda consecutiva do indicador e, segundo a CNI, mostra que o empresário percebe a piora crescente de suas condições correntes de negócios, tanto na economia brasileira quanto nas condições da empresa.

No entanto, o índice de expectativas para os próximos seis meses subiu para 57,8 pontos e ficou acima da linha divisória dos 50 pontos, que separa o pessimismo do otimismo.

A confiança é maior nas grandes empresas, segmento em que o índice alcançou 54,9 pontos. Nas pequenas, o indicador alcançou 52,1 pontos e, nas médias, 53 pontos. A pesquisa mostra ainda que os empresários de todo o país estão otimistas. O Índice de Confiança do Empresário Industrial está acima de 50 pontos em todas as regiões. Neste mês, o indicador aumentou no Nordeste, no Sul e no Sudeste e recuou no Norte e no Centro-Oeste.

A pesquisa ouviu 2.759 empresas entre 1º e 15 de outubro. Dessas, 1.094 são pequenas, 1.034 são médias e 631 são de grande porte. O estudo completo está disponível na página da CNI .

(Agência Brasil)