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Cagece suspende fornecimento de água nesta quarta-feira em 25 bairros

A Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) anuncia: o fornecimento de água vai ser suspensão das 6 às 18 horas de quarta-feira em 25 bairros de Fortaleza. Isso para que a empresa realiza serviço no sistema.

O objetivo é substituir uma válvula de 600 milímetros, intervenção que, segundo a Cagece, deverá melhorar a distribuição de água nos bairros atendidos.

Confira os bairros afetados:

Alagadiço

Álvaro Weyne

Amadeu Furtado

Antônio Bezerra

Barra do Ceará

Bela Vista

Carlito Pamplona

Cristo Redentor

Demócrito Rocha

Farias Brito

Floresta

Jacarecanga

Jardim Guanabara

Jardim Iracema

Monte Castelo

Padre Andrade

Panamericano

Parque Araxá

Parquelândia

Pirambu

Presidente Kennedy

Quintino Cunha

São Gerardo

Vila Ellery

Vila Velha

SERVIÇO

*Reclamações ou solicitações podem ser feitos pelo telefone 0800 275 0195, o aplicativo Cagece Mobile (disponível para Android e iOS) ou por meio Gesse, a assistente virtual da companhia, que atende pelo site www.cagece.com.br.

Índice de Confiança da Construção registra queda em agosto

O Índice de Confiança da Construção (ICST) caiu 1,6 ponto em agosto, atingindo 79,4 pontos. O resultado reverteu a alta de 1,7 de julho e atingiu o mesmo patamar de agosto de 2017. Os dados relativos ao indicador foram divulgados hoje (27), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre FGV). Eles indicam que, quando se leva em consideração as médias móveis trimestrais, o índice variou em agosto menos 1 ponto.

Para a economista Ana Maria Castelo, coordenadora de projetos da FGV, a queda reverte uma tendência de melhora do indicador, que chegou a ser vislumbrada pelas empresas do setor. “Em apenas três meses, o Índice de Expectativas retrocedeu ao patamar de agosto do ano passado. O resultado sugere uma piora mais definitiva no cenário de retomada vislumbrado anteriormente pelas empresas da construção”, disse.

Para ela, a se manter, essa reversão de tendência deixaria a atividade em nível historicamente muito baixo. “Embora a percepção em relação aos negócios no momento corrente tenha melhorado nos últimos 12 meses, uma reversão desse movimento [se concretizada] ainda deixaria a atividade em níveis historicamente muito baixos”, observou.

Expectativas

A queda do Índice de Confiança da Construção em agosto foi, segundo a FGV, “exclusivamente influenciada pela piora das expectativas referentes aos negócios no curto prazo”, com o Índice de Expectativas (IE-CST) recuando 3,5 pontos e atingindo 87,5 pontos – o menor nível desde julho do ano passado, quando fechou em 85,0 pontos.

A queda do Índice de Expectativa foi influenciada por dois quesitos: o indicador demanda prevista, que caiu 3,2 pontos, e o indicador tendência dos negócios, com retração de 3,7 pontos.

Os dados da FGV indicam ainda que o Índice de Situação Atual (ISA-CST) variou 0,3 ponto em agosto, para 71,7 pontos, registrando a terceira alta seguida.

“A alta foi influenciada pela ligeira melhora da percepção atual dos negócios, que subiu 0,6 ponto, uma vez que o quesito que mede a percepção atual sobre a carteira de contratos se manteve estável em agosto”, afirmou Ana Maria. O Nível de Utilização da Capacidade do setor (Nuci) caiu 0,5% ponto percentual indo para 65,0%.

Demanda Prevista

A avaliação da FGV é que a queda expressiva do indicador de demanda prevista em agosto “afetou a confiança empresarial”. Segundo a fundação, o movimento foi determinado pelas empresas de edificações, que vinham registrando percepção mais favorável em relação ao quesito.

Essa percepção se alterou: o indicador que avalia demanda prevista para os próximos três meses recuou 4,1 pontos para as empresas de edificações, resultado superior ao observado para o setor da construção (-3,2 pontos).

“É possível que a mudança esteja relacionada ao aumento das incertezas dos últimos meses, mas não permite ainda apontar uma reversão da melhora do mercado registrada desde o ano passado”, disse Ana Maria. A edição de agosto de 2018 coletou informações de 639 empresas entre os dias 1 e 22 deste mês.

(Agência Brasil)

Especial Anuário do Ceará estréia nesta segunda-feira na TV O POVO

O Especial Anuário do Ceará começa a ser exibido hoje, na TV O POVO, e segue até 17 de setembro, às 19 horas. São 16 programas de entrevistas, abordando temas relacionados ao Estado e estarão disponíveis no YouTube da TV O POVO e no site www.anuariodoceara.com.br.

Publicação mais antiga em circulação do Estado, o Anuário do Ceará 2018-2019 apresenta em 11 capítulos informações econômicas, políticas, sociais, geográficas e culturais do Estado.

De acordo com o editor-geral e apresentador do Especial Anuário do Ceará, Jocélio Leal, o projeto da TV O POVO trabalha o conceito de multiplataforma e traz personagens que discutem temas que estão no Anuário.

Alguns dos entrevistados do programa foram Acilon Gonçalves, prefeito do Eusébio, município com o melhor Índice Comparativo de Gestão Municipal (ICGM); Cláudio Pinho, prefeito de São Gonçalo do Amarante, terceiro município colocado no ICGM; além do secretário do Planejamento e Gestão do Estado, Maia Júnior, discutindo sobre políticas públicas para o equilíbrio fiscal das contas estatais; e a presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará, Nailde Pinheiro.

“Porque ele (Anuário) não é apenas um compilador de dados, ele é cada vez mais um produto que discute os dados, que não se limita a listá-los, a compilá-los. O Anuário procura discutir, e assim promovendo a reflexão, contribui para a economia, para a cultura, enfim, para o desenvolvimento do Ceará”, complementa Joelma Leal, editora-executiva do Anuário do Cerá.

SERVIÇO

*De hoje a 17 de setembro –

*Horário: de segunda à sexta, das 19 às 19h30min: TV O POVO: 48.1 (TV Aberta), 23 (Multiplay) e 24 (NET)

(Repórter Cristina Brito/Foto – Divulgação)

Caixa antecipa crédito do FGTS a 90 milhões de trabalhadores

Os trabalhadores já podem visualizar o valor da distribuição dos rendimentos do FGTS em sua conta vinculada. A Caixa Econômica antecipou esse crédito para o dia 26 de agosto. A finalização da ação estava prevista inicialmente para o próximo dia 31 de agosto. Com isso, todos os 90,72 milhões de trabalhadores beneficiados já tiveram creditados esses valores em mais de 258 milhões de contas vinculadas. A informação é da assessoria de imprensa da Instituição.

Conforme a Lei 13.446/2017, o percentual de distribuição de resultados do FGTS é de 50% do lucro líquido do exercício anterior. Como o lucro líquido do FGTS em 2017 foi de R$ 12,46 bilhões, foram distribuídos R$ 6,23 bilhões. A Lei estabelece que os valores creditados nas contas dos trabalhadores sejam proporcionais ao saldo da conta vinculada apurada no dia 31 de dezembro do ano anterior. O resultado distribuído não integra o saldo da base de cálculo do depósito da multa rescisória, medida que preserva também o empregador.

“Com a distribuição desses resultados, o FGTS atinge índices superiores à inflação e permite um melhor rendimento da conta vinculada, sem afetar a sua capacidade de investimento, que é fundamental para o desenvolvimento do Brasil, principalmente os financiamentos dos mutuários da casa própria”, comenta o vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias da CAIXA, Valter Nunes. A distribuição de resultados do FGTS elevou a rentabilidade das contas do Fundo, nesse ano, que passou de 3,8% a.a. (3% a.a. + TR) para 5,59% a.a.

Tanto em 2016 como em 2017, a distribuição de resultados do FGTS levou o índice de atualização do Fundo a patamares superiores ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e ao Índice Nacional de Preço ao Consumidor (INPC).

A iniciativa de melhoria da rentabilidade das contas do FGTS, por meio da distribuição de resultados, atende a uma reivindicação antiga dos trabalhadores brasileiros, sem comprometer a sustentabilidade do FGTS.

SERVIÇO

*Para facilitar o atendimento ao trabalhador que tem direito ao benefício, a CAIXA criou um serviço exclusivo no site www.resultadosfgts.caixa.gov.br. Outra opção de atendimento aos trabalhadores é o próprio site da caixa (www.caixa.gov.br), o APP FGTS ou ainda através de cadastro e recebimento dos valores por meio do SMS FGTS.

*Saques das contas do FGTS
Os trabalhadores poderão sacar os valores de crédito da distribuição de resultados de acordo com as regras estabelecidas pela Lei 8.036/90, como nos casos de demissão sem justa causa, aposentadoria, e término de contrato por prazo determinado, dentre outros.

Dívida pública cai 0,14% e chega a R$ 3,748 trilhões em julho

A Dívida Pública Federal (DPF) – que inclui o endividamento interno e externo do Brasil – teve redução de 0,14% e passou de R$ 3,754 trilhões em junho para R$ 3,748 trilhões em julho, segundo dados divulgados hoje (27) pela Secretaria do Tesouro Nacional, do Ministério da Fazenda.

A queda da dívida, de acordo com o Tesouro, ocorreu devido ao resgate líquido de títulos, no valor de R$ 32,51 bilhões, descontado parcialmente pela apropriação positiva de juros, no valor de R$ 27,50 bilhões. Segundo o coordenador-geral de Operações da Dívida Pública do Tesouro, Luis Felipe Vital, um resgate líquido no primeiro mês do trimestre é algo esperado. Em julho de 2017, por exemplo, a dívida teve um resgate líquido de R$ 33,9 bilhões.

A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) – em circulação no mercado nacional, que é a parte da dívida pública que pode ser paga em reais – teve o estoque ampliado em 0,01%, ao passar de R$ 3,607,31 trilhões para R$ 3,607,56 trilhões, devido a apropriação positiva de juros, no valor de R$ 30,26 bilhões, compensada, em parte, pelo resgate líquido, no valor de R$ 29,76 bilhões.

A apropriação de juros representa o reconhecimento gradual das taxas que corrigem os juros da dívida pública. As taxas são incorporadas mês a mês ao estoque da dívida, conforme o indexador de cada papel. O estoque da Dívida Pública Federal externa (DPFe), captada do mercado internacional, teve redução de 3,75% sobre o estoque apurado em junho, encerrando o mês de julho em R$ 141,28 bilhões (US$ 37,63 bilhões), sendo R$ 128,19 bilhões (US$ 34,14 bilhões) referentes à dívida mobiliária e R$ 13,09 bilhões (US$ 3,49 bilhões), à dívida contratual.

A DPF continua abaixo das previsões do Tesouro. De acordo com o Plano Anual de Financiamento, divulgado no fim de janeiro, a tendência é que o estoque da DPF encerre o ano entre R$ 3,78 trilhões e R$ 3,98 trilhões. Por meio da dívida pública, o governo pega recursos emprestados dos investidores para honrar compromissos. Em troca, compromete-se a devolver o dinheiro com alguma correção, que pode ser definida com antecedência, no caso dos títulos prefixados, ou seguir a variação da taxa Selic, da inflação ou do câmbio.

Detentores da dívida

A variação do endividamento do Tesouro pode ocorrer por meio da oferta de títulos públicos em leilões pela internet (Tesouro Direto) ou pela emissão direta. Além disso, pode ocorrer assinatura de contratos de empréstimo para o Tesouro, tomado de uma instituição ou de um banco de fomento, destinado a financiar o desenvolvimento de uma determinada região. Já a redução do endividamento se dá, por exemplo, pelo resgate de títulos.

Em julho, os maiores detentores da dívida pública eram os Fundos de Investimento, com 26,30% da dívida. Os Fundos de Previdência ficaram em segundo lugar, com uma participação relativa de 24,58%. O grupo Previdência apresentou variação negativa em seu estoque, passando de R$ 900,59 bilhões para R$ 886,60 bilhões, entre junho e julho.

Em seguida, estão as instituições financeiras com 22,48%, grupo que também reduziu o estoque em R$ 3,67 bilhões, chegando a R$ 811,01 bilhões. Os investidores estrangeiros concentraram 12,57% da dívida; o governo, 4,38%; as seguradoras, 3,90%; e outros, 5,79%.

Leilões

De acordo com Vital, o mês de julho marca a volta dos leilões tradicionais. Durante o período de volatilidade (fortes oscilações) no mercado financeiro, nos meses de maio e junho, o Tesouro Nacional realizou leilões extraordinários de títulos públicos.

Do total das emissões de títulos da DPMFi em julho, foram emitidos R$ 56,86 bilhões nos leilões tradicionais, R$ 1,19 bilhão relativo às vendas de títulos do Tesouro Direto e R$ 763,17 milhões relativo a emissões diretas.

Na primeira semana de julho, entretanto, ainda houve uma última atuação extraordinária, com resultado líquido de R$ 2,9 bilhões. Nos leilões de compra e venda simultâneos, foram recomprados R$ 3,57 bilhões e vendidos R$ 640 milhões.

“Durante maio e junho retiramos uma quantidade considerável de risco do mercado, o risco pré-fixado”, disse Vital, explicando que, antes de atuar, o Tesouro considera a capacidade do mercado absorver os riscos das flutuações dos preços dos títulos, ou seja, dos investidores assumirem as perdas.

Segundo o coordenador-geral, sempre que necessário, o Tesouro vai voltar a atuar. “O Tesouro tem a preocupação com o funcionamento do mercado. Sempre que se verifica liquidez, formação de preços, excesso de risco, o Tesouro faz a atuação”, disse. “Em julho, o mercado está menos exposto a risco e o tesouro tá conseguindo nos leilões tradicional alcançar o previsto para o mês”.

(Agência Brasil)

Custo da construção cai para 0,3% em agosto contra 0,72% em julho

A inflação da construção civil, medida pelo Índice Nacional de Custo da Construção-M (INCC-M), fechou em 0,30% em agosto contra 0,72% de julho.

Divulgado hoje (27) no Rio de Janeiro pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV), o percentual reflete a variação de 0,65% nos grupos de Materiais, Equipamentos e Serviços, contra variação de 0,97% da taxa de julho. O índice da Mão de Obra não registrou variação em agosto. Foi o mesmo de julho: 0,51%.

No grupo Materiais, Equipamentos e Serviços, o índice correspondente a Materiais e Equipamentos foi de 0,73%, caindo 0,37% em relação a julho (1,11%).

Todos os quatro subgrupos componentes apresentaram decréscimo nas taxas de variação, destacando-se materiais para instalação, que caíram de 1,27% para 0,16%.

A parcela relativa a Serviços recuou de 0,43% em julho para 0,33% em agosto. Segundo apurou a FGV, o índice da Mão de Obra não registrou variação. No mês anterior, havia sido de 0,51%.

Capitais

A queda do INCC-M de agosto reflete retração de preços em seis das sete capitais pesquisadas.

A menor variação de preços ocorreu em Brasília, onde caiu de 0,45% para 0,15% entre um período e outro, seguida do Rio de Janeiro (de 0,51% para 0,20%) e Salvador (de 0,94% para 0,21%).

A única exceção foi Belo Horizonte, onde subiu de 0,36% para 0,51%. Em São Paulo, recuou de 0,65% para 0,28%.

(Agência Brasil)

Mercado financeiro eleva projeção da inflação e reduz projeção do PIB deste ano

Instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) aumentaram as estimativas para a inflação neste ano e em 2019. A informação consta do boletim Focus, publicação elaborada semanalmente pelo BC, com projeções de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos. Por outro lado, a projeção de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – soma de todos os bens e serviços produzidos no país – foi reduzida de 1,49% para 1,47% neste ano.

A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 4,15% para 4,17%, neste ano. Para 2019, a projeção subiu de 4,10% para 4,12%. Para 2020, a estimativa segue em 4% e, para 2021, foi ajustada de 3,90% para 3,92%.

Para 2018 e 2019, as estimativas estão abaixo do centro da meta que deve ser perseguida pelo BC. Neste ano, o centro da meta é 4,5%, com limite inferior de 3% e superior de 6%. Para 2019, a meta é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. Para 2020, a meta é 4% e 2021, 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para os dois anos (2,5% a 5,5% e 2,25% a 5,25%, respectivamente).

Para alcançar a meta de inflação, o BC usa como instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 6,5% ao ano. De acordo com as instituições financeiras, a Selic deve permanecer em 6,5% ao ano até o final de 2018. Para 2019, a expectativa é de aumento da taxa básica, terminando o período em 8% ao ano.

Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando o Copom diminui a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação. A manutenção da taxa básica de juros, como prevê o mercado financeiro neste ano, indica que o Copom considera as alterações anteriores suficientes para chegar à meta de inflação.

Atividade econômica

A projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – foi reduzida de 1,49% para 1,47% neste ano. Para 2019, 2020 e 2021, a estimativa para o crescimento do PIB segue em 2,5%.

A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar subiu de R$ 3,70 para R$ 3,75 no final deste ano e permanece R$ 3,70 no fim de 2019.

(Agência Brasil)

Missão do Ceará embarca para a China em busca de recursos para requalificar o entorno do Acquario

Da Coluna do Eliomar de Lima, no O POVO desta segunda-feira:

Na próxima sexta-feira, 31, uma missão do Ceará vai tomar a rota da China. No grupo, o secretário do Desenvolvimento Econômico do Estado, César Ribeiro, o secretário de Assuntos Internacionais do Governo, Hélio Parente, o secretário de Governo da Prefeitura de Fortaleza, Samuel Dias, e um representante do Grupo M Dias Branco. A missão buscará parcerias com fundos de investimento desse País, durante encontros de trabalho a serem mantidos em Pequim, a capital, Xangai e Guindaw.

O objetivo prioritário é acertar parcerias pró-urbanização do entorno do projeto Acquario do Ceará, informa Hélio Parente. “Queremos apoio para a urbanização de todo o Poço da Draga. Nada com relação à gestão do projeto, mas urbanização”, explica logo.

Pelo visto, a China virou mesmo a tábua de salvação para muitos empreendimentos cearenses que não saíram do papel ou que estagnaram. Caso, por exemplo, da refinaria de petróleo.

(Foto – Divulgação)

Entenda a influência do IPCA em nosso cotidiano

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Em artigo sobre a importância dos indicadores econômicos, o Mestre em Administração com ênfase em Finanças, consultor financeiro e professor universitário Fabiano Mapurunga explica o que é o Índice de Preços para o Consumidor Amplo. Confira:

Cada vez mais se faz importante que nos familiarizemos com os indicadores, que se propõem a expressar o comportamento da nossa economia. Vamos falar um pouco hoje sobre um dos principais, que é o IPCA.

O IPCA (Índice de Preços para o Consumidor Amplo), trata-se de um índice calculado mensalmente pelo IBGE e que reflete o custo de vida para famílias com renda entre 1 e 4 salários mínimos, observando a variação de preços praticados nos segmentos que contemplam setores do comércio, prestadores de serviços, domicílios (verificando preços de aluguéis) e concessionárias de serviços públicos, tendo como base os preços obtidos através de pagamentos à vista referentes às seguintes categorias com suas respectivas representatividades:

A coleta de dados para o cálculo do IPCA, se dá entre o dia 1º e o último dia do mês (30 ou 31), e para tanto o IBGE utiliza como espaço amostral as seguintes regiões do país, considerando pesos diferentes para cada uma:

O comportamento do IPCA, serve de base oficial para a mensuração da inflação no país, e por tanto, seu acompanhamento se torna primordial para qualquer investidor. Conforme o relatório Focus do Banco Central do Brasil, no ano de 2017 o IPCA acumulado ficou em 2,95%. Já para 2018 a meta deste é 4,5%. No acumulado até jul/18 está em 2,94% e o acumulado dos últimos 12 meses ficou em 4,48%.

Para se calcular o IPCA acumulado, basta se mensurar a média ponderada dos meses que se quer observar, pois ele se trata de uma taxa de juros. Através da plataforma do Banco Central do Brasil, há uma forma mais rápida e eficiente de se fazer esse cálculo, que é através da ferramenta Calculadora do Cidadão. Na mesma plataforma podemos ter acesso a todas as séries históricas do IPCA.

Para entendemos as oscilações nos preços e no IPCA, precisamos saber que os produtos e serviços são precificados pela Lei da Oferta e da Demanda, ou seja, se um produto tem muita oferta e pouca procura, seu preço tende a cair, do contrário ele subirá. Como este índice é calculado com base em um mix de 350 itens, tais variações são causadas por fatores como: resultados de safras, cotação do dólar, clima, custos de produção e de mão de obra. Logo este indicador representa uma média de quanto seu dinheiro valorizou ou desvalorizou em um determinado período.

Um outro fator de grande peso para a oscilação do IPCA, é a quantidade de dinheiro em circulação. Uma economia que vai bem, com alto consumo e renda, tenderá a ter mais moeda em circulação. Caso essa quantidade de moeda não seja controlada, pode haver uma desvalorização e o dinheiro irá perdendo seu poder de compra. É aí que o Banco Central entra em ação, estipulando a meta para a inflação, pois através desta ele se utiliza de mecanismos para conter o avanço desta desvalorização. Além de tudo isso, temos também o cenário político também contribuindo fortemente para as oscilações do IPCA.

Em termos bem práticos, quando o IPCA sobe, a tendência é que os itens de consumo do nosso cotidiano tendem a ter uma elevação de preços, o que acaba gerando uma inflação naquele período. Se caso o IPCA ficasse negativo, teríamos uma deflação, ou seja, uma diminuição nos preços.

Importante também sabermos a relação do IPCA com outros indicadores. Vejamos:

– A partir do IPCA, o COPOM (Comitê de Política Monetária) checa se o Governo Federal atingiu ou não as metas inflacionárias determinadas pelo CMN (Conselho Monetário Nacional);

– A taxa Selic é o principal mecanismos de controle do IPCA no país;

– O IGPM (Índice Geral de Preços de Mercado) tem uma relação direta com o IPCA, uma vez que o mesmo é a taxa principal para reajuste dos aluguéis;

Vale ressaltar que o IBGE calcula um outro índice com compostos similares aos do IPCA que é o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), a diferença entre eles é que este último considera renda até 5 salários mínimos. O INPC é utilizado como base para reajustes salariais.

Acredito que, com essas informações, teremos mais condições de conseguir interpretar melhor, como o IPCA afeta nosso cotidiano econômico, e assim exercermos melhor o nosso poder de criticidade.

Fabiano Mapurunga

Diretor Executivo da Go Partners Consultoria em Finanças e Negócios. Mestre em
Administração com ênfase em Finanças. MBA em Gestão de Negócios. MBA em Gestão
Financeira e Controladoria. Professor Universitário.

Real volta a se desvalorizar por causa de eleições

As primeiras pesquisas eleitorais depois do registro das candidaturas à Presidência da República geraram turbulência no mercado financeiro na última semana. O dólar comercial fechou a semana cotado a R$ 4,104 na venda com alta acumulada de 4,85%. É a terceira semana consecutiva que a moeda norte-americana sobe frente ao real, chegando a patamares de novembro de 2016, quando a eleição de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos havia provocado uma tensão na economia mundial.

Uma desvalorização expressiva do real frente ao dólar tendo como principal causa as eleições era algo que não ocorria desde o pleito de 2002, vencido pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), que governou o país até 2010.

“Em 2002, foi a última vez que o dólar se valorizou fortemente frente ao real em decorrência das eleições, mas os efeitos daquela época foram bem piores”, afirma Fábio Bentes, chefe da Divisão Econômica da Confederação Nacional do Comércio (CNC).

Para ele, se trouxesse a desvalorização de 16 anos atrás para os dias atuais, o dólar estaria valendo cerca de R$ 7. “A desvalorização é bem menor no atual ciclo eleitoral do que em 2002”, pontua.

O economista da Órama Investimentos e professor do Ibmec, Alexandre Espírito Santo, explicou que há uma tendência de valorização mundial do dólar, mas “o pulo dos últimos dias é por conta da apreensão em relação ao processo eleitoral”. A incerteza eleitoral também está pressionando a taxa de juros, que, num cenário pessimista, poderia voltar a subir antes do previsto. Atualmente, a Selic está em 6,5% ao ano e a previsão do mercado financeiro, na pesquisa do BC, era que voltasse a subir somente em 2019, fechando período em 8% ao ano.

“Esse estresse do mercado está associado a essa expectativa do novo presidente. Esse quadro de apreensão é natural e vai permanecer. Está um pouquinho mais estressado do que em outras eleições. Tudo isso juntando com o cenário externo menos amigável”, disse Espírito Santo. O mercado externo enfrenta as turbulências da crise comercial entre Estados Unidos e China.

O professor Fernando Botelho, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA), da Universidade de São Paulo (USP), Botelho não acredita que esse movimento especulativo do mercado possa interferir nas eleições. “Tem pouco efeito. O eleitor brasileiro, uma boa parte dele, não vai ser imediatamente afetado por esse aumento no dólar (…); não imagino que a inflação vá aumentar significativamente nos próximos dias”, avaliou.

Segundo ele, há um clima de muito expectativa em relação ao próximo presidente. “A situação do Brasil é muito frágil, muito sensível, espera-se muito que o presidente eleito dê conta de diversos problemas começando já em janeiro. Infelizmente não se tem muito essa perspectiva”, diz o professor, que é favorável às reformas como a da Previdência.

(Agência Brasil)

Receita lança alerta para contribuintes consolidarem Refis

Da Coluna Neila Fontenele, no O POVO deste sábado (25):

A Receita Federal lançou alerta sobre o risco de perda dos benefícios do Programa Especial de Regularização Tributária (Pert), o último Refis. Quem não prestar esclarecimentos até o dia 31 de agosto, não terá acesso aos descontos de juros e parcelamentos.

Muita gente que se inscreveu na chamada pública na primeira etapa de inscrição de devedores pensou que já estava tudo resolvido. O problema é que o programa é executado em duas etapas. Nesta segunda convocação é preciso informar o que será parcelado ou pago de uma só vez.

Como existem muitas ações na justiça, o contribuinte pode optar em incluir algumas dívidas e outras continuarem com os questionamentos, mas isso precisa ficar claro para a finalização do contrato.

Somente no Ceará há 2.299 contribuintes devendo informações obrigatórias ao fisco. Os valores das dívidas previdenciárias chegam a R$ 882,79 milhões. Fortaleza concentra o maior volume de devedores (R$ 813,04 milhões).

As regularizações das pendências são feitas na página oficial da Receita, no Centro de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC), através de aplicativo que indica os débitos que comporão o pagamento. A ferramenta está disponível nos dias úteis, das 7 às 21 horas.

Vale salientar que esse não é o Refis do Simples, que passou por uma verdadeira novela, com veto presidencial e articulações no Congresso.

Saques do PIS/Pasep podem injetar até R$ 10,3 bi no comércio, diz CNC

O resgate das cotas do Fundo PIS/Pasep, liberado para beneficiários de todas as idades até o dia 28 de setembro, pode injetar até R$ 10,3 bilhões no segmento varejista. Os cálculos são da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), tomando como base o saldo de cerca de R$ 35 bilhões disponíveis no fundo. Se essa projeção se confirmar, o comércio pode ser mais beneficiado do que com o que foi liberado das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que injetou mais de R$ 44 bilhões na economia do país no ano passado, com R$ 10 bilhões sendo absorvidos apenas pelo varejo.

“A estimativa é mais otimista para os efeitos do PIS/Pasep porque o comprometimento da renda das famílias hoje, na faixa dos 17%, é melhor do que no ano passado, quando quase 20% da renda estava comprometida com o pagamento de dívidas, parcelas de bens, entre outros”, explica Fábio Bentes, chefe da divisão econômica da CNC.

Segundo ele, a disponibilidade de recursos pelas famílias é maior este ano, apesar da “frustração” com a tímida recuperação do mercado de trabalho e o aumento da inflação em relação a 2017.

“No ano passado, a gente viu que o segmento que mais se beneficiou da liberação das contas inativas do FGTS foi o de vestuário, seguindo pelo de material de construção. A tendência é que esses mesmos setores também se beneficiem com os recursos do PIS/Pasep”, acrescenta Fábio. Segundo ele, os efeitos já devem ser sentidos ao longo do mês de setembro. A expectativa é que o comércio cresça, no segundo semestre deste ano, 3% em relação ao mesmo período do ano passado.

O Ministério do Planejamento calcula que o impacto da liberação desses recursos poderia reforçar o Produto Interno Bruto (PIB) do país em 0,55 ponto percentual em 2018, um valor expressivo tendo em vista a expectativa de crescimento este ano está em 1,6%. Em média, cada cotista do PIS/Pasep deve sacar um saldo de R$ 1.000.

Na opinião de Claudio Considera, pesquisador associado do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), apesar de boa parte das famílias declarar o uso desses recursos para quitar dívidas, isso abre possibilidade para a retomada do crédito. “Boa parte das pessoas usam o dinheiro para pagar dívidas, mas com isso elas voltam ao mercado de crédito”, aponta.

O economista, que é coordenador do Monitor do PIB, diz ainda que após a liberação das contas inativas do FGTS, no ano passado, houve um incremento no mercado de consumo de bens duráveis, que inclui automóveis, eletrônicos, televisores e eletrodomésticos em geral. “Bens de consumo duráveis são comprados, em geral, por meio do crediário e os consumidores só poderiam fazer essa aquisição caso tivessem liquidado suas dívidas. Esse pessoal voltou ao mercado de consumo”, argumenta. Ele lembra que até abril do ano passado, as estatística de consumo de bens duráveis eram negativas e passaram a experimentar um alta crescente, que tem se mantido.

Cronograma

Desde que o governo federal deu início ao processo de flexibilização dos saques do Fundo PIS/Pasep, em outubro de 2017, até a última atualização do balanço de pagamentos, no último dia 19 de agosto, foram pagos R$ 13,8 bilhões, atendendo 13 milhões de pessoas. Esse número representa 45,5% do total de cotistas do Fundo PIS/Pasep.

Até o dia 28 de setembro de 2018, cotistas de todas as idades têm direito a fazerem os seus saques. Ao todo, são 15,6 milhões de pessoas aptas a resgatar o benefício, com recursos que totalizam R$ 28,4 bilhões.

Após essa data, o benefício volta a ser concedido exclusivamente ao público habitual, formado por cotistas maiores de 60 anos, aposentados, pessoas em situação de invalidez (inclusive seus dependentes) ou acometidas por enfermidades específicas, participantes do Programa de Benefício de Prestação Continuada (BPC) e herdeiros de cotistas falecidos.

Quem tem direito

Têm direito ao saque servidores públicos e empregados que trabalharam com carteira assinada entre 1971, quando o PIS/Pasep foi criado, até 1988. Quem contribuiu após 4 de outubro de 1988 não tem direito ao saque. Isso ocorre porque a Constituição, promulgada naquele ano, passou a destinar as contribuições do PIS/Pasep das empresas ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), que paga o seguro-desemprego e o abono salarial, e ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Desde a criação do PIS/Pasep, em 1971, o saque total só podia ser feito quando o trabalhador completasse 70 anos, se aposentasse, tivesse doença grave ou invalidez ou fosse herdeiro de titular da conta. No segundo semestre do ano passado, o governo já tinha enviado ao Congresso duas medidas provisórias (MPs) reduzindo a 60 anos a idade para saque, sem alterar as demais hipóteses de acesso aos recursos.

O Projeto de Lei de Conversão 8/2018, decorrente da MP 813/2017, que permitiu os saques, foi aprovado pelo Senado no dia 28 de maio e sancionado pelo presidente Michel Temer em junho, quando a flexibilização do saque passou a valer na prática.

(Agência Brasil)

Garantia do FGTS permitirá redução de juros do crédito consignado

As novas regras do crédito consignado permitirão aos trabalhadores da iniciativa privada obter empréstimos consignados (com desconto na folha de pagamento) com juros mais baixos. Entraram em vigor neste mês novas normas da Caixa Econômica Federal que facilitam a utilização dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como garantia nessa modalidade de crédito.

Segundo o Ministério do Planejamento, as novas regras têm como objetivo aproximar os juros dos créditos consignados oferecidos aos trabalhadores da iniciativa privada às taxas cobradas aos servidores públicos. Em junho deste ano, a taxa média do consignado para o serviço público estava em 1,75% ao mês, contra 2,83% ao mês para trabalhadores do setor privado.

Pelas novas regras, na assinatura de contratação do financiamento consignado, a Caixa criará uma conta à parte com 10% do valor do FGTS do trabalhador da iniciativa privada, mais o valor equivalente à multa de 40% por demissão sem justa causa. A quantia ficará segregada na conta do FGTS do trabalhador até que o empréstimo seja quitado, mas continuará a render normalmente. O dinheiro só será usado para cobrir eventuais calotes, reduzindo o risco para as instituições financeiras.

De acordo com o planejamento, a expectativa é que mais bancos se sintam confortáveis para operar a garantia do FGTS e que mais empresas se associem a instituições financeiras para oferecer crédito consignado aos funcionários. A mudança, informou o Planejamento, não trará impacto financeiro ao FGTS porque as garantias para as instituições financeiras só serão executadas em situações nas quais estejam previstos o saque do saldo pelos trabalhadores.

A lei que instituiu o uso de parte do FGTS como garantia nas operações de crédito consignado entrou em vigor no ano passado. No entanto, até agora não havia segurança para os bancos, que só eram informados do saldo do Fundo de Garantia do trabalhador no caso de um eventual desligamento da empresa. A possibilidade de que o funcionário, durante a vigência do crédito consignado, sacasse parte do FGTS para comprar um imóvel reduziria a quantia que pode servir de garantia.

Segundo o Planejamento, as novas regras têm como objetivo aproximar os juros dos créditos consignados oferecidos aos trabalhadores da iniciativa privada às taxas cobradas aos servidores públicos. Em junho deste ano, a taxa média do consignado para o serviço público estava em 1,75% ao mês, contra 2,83% ao mês para trabalhadores do setor privado.

(Agência Brasil)

Caixa reduz juros para compra da casa própria

A Caixa Econômica Federal anunciou hoje (24) a redução de até 0,5 ponto percentual das taxas de juros do crédito imobiliário para operações com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). As taxas mínimas passaram de 9% ao ano para 8,75% ao ano, no caso de imóveis dentro do Sistema Financeiro de Habitação (SFH), e de 10% ao ano para 9,5% ao ano, para imóveis enquadrados no Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI). A Caixa também alterou o limite de cota de financiamento de imóveis usados de 70% para 80%.

Estão enquadrados no SFH os imóveis residenciais de até R$ 800 mil, para todo país, exceto para Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal, onde o limite é de R$ 950 mil. Os imóveis residenciais acima dos limites do SFH são enquadrados no SFI.

Construção civil

De acordo com o presidente da Caixa, Nelson Antônio de Souza, a nova redução das taxas de juros facilita o acesso à casa própria e contribui para a retomada de investimentos no setor da construção civil. “Cabe à Caixa, como principal agente financeiro da habitação, continuar oferecendo as melhores taxas e condições para os nossos clientes, além de colaborar com a retomada de investimentos do mercado imobiliário e suas cadeias produtivas”, disse em nota.

Para este ano, a Caixa tem R$ 82,1 bilhões disponíveis para o crédito habitacional. O banco mantém a liderança no setor com 69,3% das operações para aquisição da casa própria.

Em abril, a Caixa já havida reduzido os juros em até 1,25 ponto percentual, nas operações com recursos do SBPE. Naquele mês, o limite de cota de financiamento do imóvel usado subiu de 50% para 70% e a Caixa retomou o financiamento de operações de interveniente quitante (imóveis com produção financiada por outros bancos) com cota de até 70%. Em julho, o banco reduziu em média de 1 a 2 pontos percentuais ao ano as taxas do crédito imobiliário para pessoa jurídica.

(Agência Brasil)

Setor de serviços perde 410 mil empregos entre 2015 e 2016

O setor de serviços não financeiros (manicure, pedicure, bares e restaurantes, entre outros) tinha em 2016 mais de 1,3 milhão de empresas ativas, o que gerou uma receita operacional líquida de R$ 1,5 trilhão e foi responsável pela ocupação de 12,3 milhões de pessoas, uma média de 9 pessoas por emprego. Os dados constam da Pesquisa Anual de Serviços (PAS) 2016, que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou hoje (24), no Rio de Janeiro.

O total de salários, retiradas e outras remunerações dessas empresas foi de R$ 327,6 bilhões, com um rendimento mensal médio por trabalhador de R$ 2 mil. No entanto, como consequência direta da crise, o estudo contabilizou 410.489 postos de trabalho a menos do que em 2015, uma queda de 3,2%.

O segmento que mais contribuiu para esses resultados foi o de serviços profissionais, administrativos e complementares, que possuía a maior participação no pessoal ocupado, e que fechou entre 2015 e 2016 com recuo de 3,5% no número de postos de trabalho.

Realizada desde 1998, a PAS, que retrata as características estruturais da oferta de serviços não financeiros no Brasil, mostra que o setor apresenta elevada participação no Produto Interno Bruto – PIB – a soma do total de bens e serviços produzidos no país – e é um importante instrumento no planejamento das ações do governo e das empresas.

Se o rendimento médio por trabalhador foi de R$ 2.048 em 2016, foram as empresas dos serviços de informação que registraram a maior média salarial, com R$ 4.119 mil, enquanto os serviços prestados às famílias apresentaram a menor média: R$ 1.288 mil.

Em relação à massa salarial, serviços profissionais, administrativos e complementares tiveram a maior participação, respondendo por 35,8% da massa salarial do setor de serviços.

A maioria das empresas tinha também como principal atividade os serviços profissionais, administrativos e complementares, que absorviam 32,1% do total dessas empresas, seguido pelos serviços prestados principalmente às famílias (30,0%) e transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (14,7%);

(Agência Brasil)

PIS/Pasep – Bancos privados poderão fazer o depósito do benefício para a clientela

Um acordo entre o Ministério do Planejamento e a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) vai permitir que outras instituições financeiras, além da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil, possam fazer os depósitos automáticos do saldo do Fundo PIS/Pasep na conta de seus clientes que têm direito ao benefício.

Até então, quem não tinha conta na Caixa ou no BB, necessariamente teria que comparecer pessoalmente às agências de um desses bancos públicos para fazer o resgate. A medida, que deverá ser assinada na semana que vem, tem potencial para injetar mais R$ 8 bilhões, beneficiando diretamente 9 milhões de pessoas, segundo estimativas do governo.

Desde que o governo federal deu início ao processo de flexibilização dos saques do Fundo PIS/Pasep, em outubro de 2017, até a última atualização do balanço de pagamentos, no último dia 19 de agosto, foram pagos R$ 13,8 bilhões, atendendo 13 milhões de pessoas. Esse número representa 45,5% do total de cotistas do Fundo PIS/Pasep.

O ministro do Planejamento, Esteves Colnago, havia dito, em junho, numa entrevista à TV NBR, que parte dos cotistas do PIS/Pasep que não tinham contas na Caixa ou no Banco do Brasil – onde o crédito é automático – poderiam deixar de fazer o saque, reduzindo pela metade a estimativa resgate dos mais de R$ 34 bilhões parados nas contas inativas do fundo. Com o acordo entre o governo e a Febraban, a expectativa é que o volume resgatado seja bem superior ao previsto, já que mais bancos poderão efetuar o crédito automático.

Por questões de segurança, segundo o Planejamento, apenas as contas correntes identificadas que estiverem com saldo positivo e sendo movimentadas nos últimos seis meses estarão aptas a receber o depósito automático.

Até o dia 28 de setembro de 2018, cotistas de todas as idades têm direito a fazerem os seus saques. Ao todo, são 15,6 milhões de pessoas aptas a resgatar o benefício, com recursos que totalizam R$ 28,4 bilhões.

Ainda segundo o governo, os beneficiários que não receberem o crédito automático, por não possuírem conta corrente ou se estiverem com o cadastro desatualizado no Fundo PIS/Pasep, devem se dirigir às agências bancárias da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil para realizar os saques.

A estratégia do governo com a flexibilização dos recursos do fundo é impulsionar a economia, seguindo o modelo adotado na liberação de saques das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que representaram cerca de R$ 43 bilhões em movimentação no ano passado. O Ministério do Planejamento calcula que o impacto da liberação desses recursos poderia reforçar o Produto Interno Bruto (PIB) do país em 0,55 ponto percentual em 2018, um valor expressivo tendo em vista a expectativa de crescimento esse ano está em 1,6%

Quem tem direito

Têm direito ao saque servidores públicos e empregados que trabalharam com carteira assinada entre 1971, quando o PIS/Pasep foi criado, até 1988. Quem contribuiu após 4 de outubro de 1988 não tem direito ao saque. Isso ocorre porque a Constituição, promulgada naquele ano, passou a destinar as contribuições do PIS/Pasep das empresas ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), que paga o seguro-desemprego e o abono salarial, e ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Desde a criação do PIS/Pasep, em 1971, o saque total só podia ser feito quando o trabalhador completasse 70 anos, se aposentasse, tivesse doença grave ou invalidez ou fosse herdeiro de titular da conta. No segundo semestre do ano passado, o governo já tinha enviado ao Congresso duas medidas provisórias (MPs) reduzindo a 60 anos a idade para saque, sem alterar as demais hipóteses de acesso aos recursos.

O Projeto de Lei de Conversão 8/2018, decorrente da MP 813/2017, que permitiu os saques, foi aprovado pelo Senado no dia 28 de maio e sancionado pelo presidente Michel Temer em junho, quando a flexibilização do saque passou a valer na prática.

(Agência Brasil)

União arrecada R$ 129,6 bilhões em julho

A União arrecadou R$ 129,615 bilhões em julho, um crescimento real (descontada a inflação) de 12,83% comparado a igual mês do ano passado. É o maior valor para o mês desde 2011, que foi de R$ 137,375 bilhões. No ano, a arrecadação chega a R$ 843,870 bilhões, com expansão de 7,74% em relação a igual período de 2017. Os números foram divulgados hoje (23) pela Receita Federal.

As receitas administradas pela Receita Federal chegaram a R$ 118,723 bilhões, com crescimento real de 8,38%, em julho. É o maior valor para o mês desde 2013. De janeiro a julho deste ano, o valor ficou em R$ 808,032 bilhões, com alta de 6,38% (crescimento real).

Segundo a Receita, o resultado pode ser explicado, principalmente, pela melhora do resultado das empresas e na redução de suas compensações de débitos, levando ao crescimento na arrecadação do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) de empresas não financeiras, de 28%. Em julho deste ano, o IRPJ/CSLL chegou a R$ 24,220 bilhões, contra R$ R$ 18,922 bilhões em julho de 2017.

Produção industrial

No mês passado, houve recuperação da produção industrial, que havia caído em junho, influenciada pela paralisação dos caminhoneiros. A produção industrial em julho cresceu 3,51% em comparação com o julho de 2017. No mês de junho, a queda chegou a 6,67%, em comparação com o mesmo mês de 2017. O chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros, Claudemir Malaquias, explicou que “os efeitos do movimento de maio vão se dispersar, mas ainda não se consegue prever o quanto vai ser possível se recuperar ao longo do ano”.

A arrecadação de Imposto sobre Produtos Industrializados registrou alta de 12,38% em julho na comparação com igual mês de 2017. Foram arrecadados R$ 3,243 bilhões. O desempenho foi influenciado ainda pelas receitas não administradas pelo Fisco, incluindo royalties do petróleo, que cresceram 103,95% na mesma comparação, saltando de R$ 5,111 bilhões em julho de 2017 para R$ 10,891 bilhões no mesmo mês desse ano.

Houve também crescimento de 38,57% na arrecadação sobre o Imposto de Renda da Pessoa Física (IRRF) de residentes no exterior, em comparação com julho do ano passado. Em julho deste ano, o montante chegou a R$ 2,987 bilhões. Além disso, a recuperação da atividade e o aumento da arrecadação com programas de regularização tributária influenciaram o resultado. Com esses programas, a Receita arrecadou R$ 14,590 bilhões até julho. No mesmo período de 2017, o valor foi de R$ 4,347 bilhões.

Também houve impacto do aumento das alíquotas do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre combustíveis, em vigor desde o fim de julho do ano passado. De janeiro a julho, a arrecadação chegou a R$ 17,848 bilhões, contra R$ 8,426 bilhões no mesmo período de 2017.

Cobranças

As ações de cobrança de contribuições previdenciárias em atraso e depósito judiciais também contribuíram para o aumento da arrecadação. No período de janeiro a julho de 2018, foram R$ 60,8 bilhões. Esse resultado é 12,9% superior ao mesmo período de 2017.

Por outro lado, houve redução na arrecadação sobre o Imposto de Renda da Pessoa Física (IRRF) sobre rendimentos de capital. Em julho, a arrecadação do IRRF sobre rendimentos de capital foi de R$ 3,169 bilhões, com queda de 13,85%. No sete primeiros meses, a arrecadação chegou a R$ 29,487 bilhões, com queda de 16,11%.

Segundo a Receita, a massa salarial (soma dos salários na economia) caiu 0,46% em julho (fato gerador para o mês de junho), atualizado pela inflação oficial, houve queda real de 4,64% dos salários. “A massa salarial apresenta valor negativo, apesar do crescimento positivo do emprego. Acreditamos que o bolo [valor] dos salários esteja em patamar inferior do que era no ano passado, independente do número de empregos”, explicou Malaquias. A arrecadação das contribuições para a Previdência Social cresceu 3,76% em julho na comparação com o mesmo mês de 2017, chegando a R$ 32,962 bilhões.

(Agência Brasil)

Sétima alta seguida – Dólar fecha o dia cotado a R$ 4,123

O dólar ultrapassou a barreira dos R$ 4,10, encerrando o pregão de hoje (23) com alta de 1,65%, cotado a R$ 4,123 na venda. A cotação da moeda norte-americana atingiu o maior patamar desde 21 de janeiro de 2016, quando bateu R$ 4,1655. O aumento de hoje representa o sétimo pregão consecutivo de valorização da moeda, que no período acumulou uma alta de 6,44%.

O Banco Central segue sem leilões extraordinários de venda futura do dólar, os chamados swaps cambiais, serve para aumentar a liquidez da moeda e diminuir sua valorização.

O índice B3, da bolsa de valores de São Paulo, Ibovespa, terminou o dia em baixa de 1,65%, com 75.633 pontos. O resultado negativo inverteu a tendência no fechamento de ontem (22), quando o Ibovespa fechou em alta de 2,29%.

O pregão encerrou com os papéis de grandes empresas, as chamadas ações blue chip, em queda, como Petrobras caindo 2,18% e Itau, 3,89%.

(Agência Brasil)