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Brasil gerou em agosto 110,4 mil empregos de carteira assinada

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O Brasil gerou em agosto 110.431 empregos com carteira assinada. Este é o melhor resultado para o mês nos últimos cinco anos. De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, ao todo, foram registradas 1,353 milhão de contratações e 1,242 milhão de demissões.

No acumulado do ano, segundo o governo, foram criadas 568,5 mil vagas formais. A informação é do Portal G1.

Setores

Segundo o governo, em agosto, houve abertura de vagas em sete dos oito setores da economia. O setor de agropecuária foi o único em que houve mais demissões do que contratações. O maior número de empregos criados foi no setor de serviços. Confira:

Serviços: + 66.256
Comércio: + 17.859
Indústria de transformação: + 15.764
Construção civil: + 11.800
Serviços industriais de utilidade pública: +1.240
Extrativa mineral: +467
Administração pública: + 394

Arrecadação de tributos da União superou R$ 109 bilhões em agosto

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A União arrecadou R$ 109,751 bilhões em agosto, um crescimento real (descontada a inflação) de 1,08% comparado a igual mês do ano passado. No acumulado do ano, a arrecadação chega a R$ 953,621 bilhões, com expansão de 6,94% em relação a igual período de 2017. É o melhor resultado tanto para o mês quanto no acumulado desde agosto de 2014. Os números foram divulgados hoje (22) pela Receita Federal.

As receitas administradas pela Receita Federal chegaram a R$ 107,182 bilhões, com aumento de 0,63% em relação a agosto do ano passado. De janeiro a agosto deste ano, o valor ficou em R$ 915,215 bilhões, alta de 5,68% em relação ao acumulado para o mês em 2017.

Segundo a Receita, o resultado pode ser explicado, principalmente, pela melhora do resultado das empresas e na redução de suas compensações de débitos, levando ao crescimento na arrecadação do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) de empresas não financeiras, de 10,53%. Em agosto deste ano, o IRPJ/CSLL chegou a R$ 14,639 bilhões, contra R$ R$ 13,244 bilhões em agosto de 2017.

Outros indicadores
A produção industrial em agosto cresceu 4,02% em comparação com agosto de 2017. No mês de junho, a queda chegou a 6,67%, em comparação com o mesmo mês de 2017, influenciada pela paralisação dos caminhoneiros no mês de maio. Em julho, o setor já havia apresentado melhora, com alta de 3,51% em comparação a julho de 2017.

As vendas de bens e de serviços registraram altas de 3% e 3,70%, respectivamente. A arrecadação de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) registrou alta de 28,78% em agosto na comparação com igual mês de 2017. Foram arrecadados R$ 14,639 bilhões em IPI.

Segundo a Receita, a massa salarial (soma dos salários na economia) teve aumento de 6,19% em agosto (fato gerador para o mês de julho), atualizado pela inflação oficial, houve aumento real de 1,63% dos salários. A arrecadação das contribuições para a Previdência Social caiu 0,56% em agosto na comparação com o mesmo mês de 2017, chegando a R$ 33,861 bilhões.

IRPF

Houve também crescimento de 22,02% na arrecadação sobre o Imposto de Renda da Pessoa Física (IRRF) de residentes no exterior, em comparação com agosto do ano passado. Em agosto deste ano, o montante chegou a R$ 2,104 bilhões.

Entretanto, em agosto a arrecadação do IRRF sobre rendimentos de capital chegou a R$ 2,983 bilhões, com queda de 18,88% em relação a agosto de 2017. No primeiro semestre, a arrecadação chegou a R$ 32,444 bilhões, com queda de 16,38%.

Segundo o chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita, Claudemir Malaquias, a diminuição é explicada pela queda dos juros. “A redução de juros faz com que os rendimentos de aplicações diminuam, por isso identificamos claramente o efeito na arrecadação desse tributo”, disse.

O desempenho foi influenciado ainda pelas receitas não administradas pelo Fisco, que incluem royalties do petróleo, que cresceram 24,63% de agosto de 2017 para este ano. Foram arrecadados em agosto R$ 2,569 bilhões.

Resultados negativos

Por outro lado, houve queda de 69,82% na arrecadação com programas de regularização tributária. Com esses programas, a Receita arrecadou R$ 1,071 bilhão em agosto. No mesmo mês de 2017, o valor foi de R$ 3,548 bilhões. De acordo com Malaquias, em agosto do ano passado houve uma grande parte da entrada dos parcelamentos, um valor atípico para o mês, que influenciou o resultado para este ano.

Já no acumulado do ano, essa arrecadação cresceu. Foram R$ 15,648 bilhões arrecadados até agosto de 2018, alta de 98,32% em relação ao mesmo período de 2017.

O resultado acumulado no ano também teve impacto positivo de 88,72% das alíquotas do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre combustíveis, que entraram em vigor no fim de julho do ano passado. De janeiro a agosto, a arrecadação chegou a R$ 19,528 bilhões, contra R$ 10,348 bilhões no mesmo período de 2017.

As ações de cobrança de contribuições previdenciárias em atraso e depósitos judiciais também contribuíram para o aumento da arrecadação no ano. No período de janeiro a agosto de 2018, foram R$ 68,7 bilhões. Esse resultado é 10,2% superior ao mesmo período de 2017.

Tanto para o mês de agosto quanto no acumulado do ano, houve queda na arrecadação da Cide sobre combustíveis. No mês foram arrecadados R$ 197 milhões, queda de 63,27% em relação aos R$ 535 milhões de agosto de 2017. No ano a arrecadação desse tributo somou R$ 2,994 bilhões, valor 25,44% menor que o acumulado de 2017.

De acordo com o Malaquias, essa diferença é explicada por dois fatores. O primeiro é a atualização da base, já que a Cide é um tributo com uma alíquota fixa, não há correção e o valor tende a ficar defasado. O segundo fator é que, desde maio, há o efeito da redução de R$ 0,05 por litro de diesel consumido, medida adotada para encerrar a paralisação dos caminhoneiros.

O chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita explicou ainda que, excluindo os fatores não recorrentes, como os parcelamentos, não há uma variação expressiva destoando da trajetória de crescimento em 2,26% ao mês e 6% no acumulado do ano.

(Agência Brasil)

Gestora do Aeroporto Internacional Pinto Martins quer R$ 700 milhões do BNB

A Fraport Brasil, empresa gestora do Aeroporto Internacional Pinto Martins até 2047, decidiu tomar emprestado até R$ 700 milhões do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) para investir na modernização e ampliação do terminal. A decisão foi aprovada, por unanimidade, pela diretoria e por acionistas da companhia em assembleia geral extraordinária realizada no último dia 24 de agosto, na Capital cearense.

O crédito virá do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) e será pago em até 20 anos. A expectativa é que a taxa de juros seja de 5,8% ao ano. As negociações entre Fraport e BNB começaram em fevereiro.

Além do financiamento das obras de modernização e ampliação do Aeroporto de Fortaleza, outras operações com a Fraport estão sendo analisadas pela instituição. Para 2018, o banco projeta contratar cerca de R$ 14,5 bilhões para projetos de infraestrutura no Nordeste.

Para pagar o financiamento de R$ 700 milhões, a Fraport constituiu algumas garantias durante a assembleia geral, como: cessão fiduciária de aplicações financeiras das contas bancárias a serem especificadas no contrato de financiamento, nos termos, condições e valores especificados pelo BNB; penhor das ações de emissão da companhia por sua acionista Fraport AG Frankfurt Airport Services Worldwide; cessão fiduciária dos recebíveis oriundos das receitas obtidas pela prestação de serviços de operação do aeroporto; cessão fiduciária dos direitos emergentes decorrentes das indenizações e demais valores devidos à empresa nos termos do contrato de concessão do terminal, celebrado com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac); e outras garantias de caráter pessoal ou real que estejam previstas ou sejam necessárias no contrato de financiamento.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) também estava disposto a financiar as obras, que são tocadas pelo consórcio Método e Passarelli desde abril. A escolha da companhia pelo BNB estaria ligada às taxas mais competitivas.

“Em entrevista concedida ao O POVO no mês passado, antes de a Fraport decidir pela contratação da operação de crédito, o presidente do BNB, Romildo Rolim, disse que estava otimista quanto ao acordo. “A parte do projeto que depende do Banco do Nordeste já foi concluída. Estamos aguardando a decisão da empresa, que está fazendo ajustes apenas no dimensionamento dos investimentos”, afirmou na ocasião.

A Fraport precisaria entregar a primeira etapa das obras de expansão e reforma do terminal existente em outubro de 2019. Mas solicitou à Anac que o prazo fosse estendido em seis meses, para abril de 2020.

(O POVO -Repórter Raone Saraiva/Foto – Jarbas Oliveira)

Caixa libera consultas sobre PIS por assistente de voz em smartphone

Os trabalhadores com saldo no Programa de Integração Social (PIS) podem usar o assistente de voz de telefone celular para consultar o calendário de pagamento e tirar dúvidas sobre o benefício. A Caixa Econômica Federal liberou o recurso para smartphones do sistema Android.

Para fazer a consulta, basta o correntista abrir o assistente de voz do Google no smartphone e falar “OK, Google”. Em seguida, o usuário pode entrar em contato com o banco ao pronunciar a frase “falar com a Caixa”. A partir daí, basta fazer perguntas para ser atendido pela plataforma de inteligência artificial do banco e tirar as dúvidas.

Atualmente, qualquer usuário pode consultar resultados de loteria e taxas de câmbio por meio do assistente de voz da Caixa. O banco pretende ampliar o serviço de inteligência artificial até o fim do ano.

(Agência Brasil)

Fortaleza é sede de evento sobre ameaças à indústria 4.0

O Brasil ficou no 64º lugar de acordo com o índice global de inovação de 2018, embora seja um dos mais sujeitos a ameaças cibernéticas do planeta. A classificação é publicada anualmente pela Universidade Cornell, pelo Instituto Europeu de Administração de Empresas e pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI).Esse mesmo índice de inovação coloca a Suíça em primeiro lugar, quando se trata de inovação no mundo.

Por conta desse cenário, a Morphus realizará, a partir da próxima terça-feira, 25, um ciclo de palestras em várias cidades do Brasil, a começar por Fortaleza. Durante o encontro que, na Capital cearense ocorrerá a partir das 8h30min, no Cabana Del Primo, vão se apresentar a startup suíça Nozomi Networks, a norte-americana Gartner e a cearense Morphus Labs.

Será uma manhã de debates com integrantes de TI e de automação cearense, na qual entram aspectos fundamentais e ameaças cibernéticas para a implementação da indústria 4.0.

(Foto – Divulgação)

Grupo Marquise é líder do País nos setores da construção civil e engenharia

José Carlos Pontes, controlador Marquise. Agora é receber o troféu…

O Grupo Marquise aparece como a empresa brasileira, do segmento da construção civil e engenharia, com melhores índices financeiros. Isso dentro da 18ª edição do Anuário Valor 1000, publicação do jornal Valor Econômico. O grupo possui ainda a maior liquidez corrente (ativo circulante sobre passivo circulante). O ranking foi apresentado em pontos, onde a Marquise atingiu 6,48, enquanto que a segunda colocada, no mesmo ramo de atividade, ficou com 3,53.

Apesar da crise econômica que abalou alguns setores produtivos do país após 2016, o Grupo Marquise conseguiu manter a sua saúde financeira em patamares elevados. Os critérios de pontuação para o ranking foram homologados pela Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas, com indicadores exclusivos de avaliação e rankings das 1000 maiores companhias do país e das 50 maiores por região, entre outros.

Quando a pontuação inclui os outros 28 setores analisados, como Petróleo e Gás; Têxtil, Couro e Vestuário; e Papel e Celulose, a Marquise se encaixa em 13º lugar, demonstrando a solidez do grupo entre os maiores do País. Em 2017, a receita líquida do Grupo Marquise (Incorporação e Marquise Ambiental), de acordo com as demonstrações contábeis, foi de R$ 804,1 milhões.

Na análise das campeãs setoriais, as empresas foram avaliadas pelo conjunto de indicadores: Receita Líquida, Margem EBITDA, Crescimento Sustentável, Rentabilidade do Patrimônio Líquido, Margem da Atividade, Liquidez Corrente, Giro do Ativo e Cobertura de juros. Para figurar entre as dez primeiras colocadas, era necessário a empresa obter pontos em um ou mais critérios de classificação e, ao final, chegar a uma soma maior que a das concorrentes.

(Foto – Balada In)

Dólar abre em baixa nesta quinta-feira: cotado a R$ 4,1010

A cotação da moeda norte-americana abriu o pregão de hoje (20) registrando baixa de 0,56%, cotada a R$ 4,1010 para venda, mantendo a tendência do fechamento de ontem (29) quando fechou em R$ 4,12.

O Ibovespa, índice da B3, começou o dia operando em alta de 0,14%, com 78.280 pontos às 10h50min.

As ações da Petrobras iniciaram valorizadas em 0,45%.

(Agência Brasil)

Ipea confirma tendência ao desalento no mercado de trabalho

As mulheres, parte da população da Região Nordeste, pessoas com baixa escolaridade, jovens adultos (de 18 a 24 anos) e pessoas que não são chefes de família são os grupos sociais que mais desistem de ingressar no mercado de trabalho ou retornar alguma ocupação para ter renda.

O fenômeno, chamado de desalento pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é confirmado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. O Ipea publica nesta quinta-feira (20) estudo que avaliou os microdados extraídos da Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), feita pelo IBGE, relativos ao 2º trimestre de 2018.

No período, 4,833 milhões de pessoas desocupadas deixaram de procurar trabalho, 203 mil mais do que no trimestre anterior. O Ipea observa que dessas, 59% moram no Nordeste, 54,3% são mulheres, 50% não concluíram o ensino fundamental e quase 70% não são chefes de família.

A taxa de desalento considera as pessoas que não procuraram emprego nos 30 dias antes de responder à Pnad. Apesar de menos afetados pelo desalento, a proporção de homens nessa condição aumentou em um ano, entre o 2º trimestre de 2017 (44,1%) e 2º trimestre de 2018 (45,3%).

Entre os dois períodos também cresceu a proporção de pessoas qualificadas que, apesar do desemprego, desistiram de buscar uma ocupação. Esse é o caso de quem tem nível superior (aumento da taxa de desalento de 4,8% para 5,3%) e de quem tem o ensino médio (de 21% para 22,8%).

Além da observação entre os períodos, o Ipea comparou o perfil das pessoas desalentadas com o perfil da população em idade ativa (PIA). “Pelo perfil etário, observa-se que, enquanto os jovens entre 18 e 24 anos representam 15% da PIA, eles correspondem a aproximadamente 25% dos desalentados”, descreve o estudo.

Conjuntural e estrutural

Em entrevista à Agência Brasil, o presidente do Ipea, Ernesto Lozardo, assinalou que a redução das taxas de desalento e de desocupação dependem da retomada do crescimento do Produto Interno Bruto e também da melhor formação da força de trabalho.

Segundo Lozardo, a retomada do crescimento segue em aberto à espera da aprovação de reformas econômicas, como da Previdência Social e tributária. Ele lembra que as reformas equacionam um “problema conjuntural”, o endividamento do Estado, incentivam investimentos empresariais que geram emprego e podem dar garantias para o financiamento público para áreas estratégicas, como a educação.

A educação é um “aspecto estrutural”, lembra Lozardo ao descrever que a qualificação da mão de obra no Brasil tem em média quatro a cinco anos a menos de escolaridade em comparação a de outros países.

Conforme o presidente do Ipea, a qualidade do ensino público no país, acessado pela maioria da população, também afeta a empregabilidade. “A formação que receberam não se adequa às exigências do mercado de trabalho, quer na área de serviço, quer na área industrial. Isso é estrutural”, explicou.

(Agência Brasil)

51,3% dos fortalezenses dizem ter algum tipo de dívida

As dificuldades financeiras enfrentadas pelo consumidor fortalezense geram um atraso no pagamento das contas pelo tempo médio de 68 dias. É o que revela a Pesquisa do Endividamento do Consumidor. Um percentual de 64,4 % dos endividados cita a diferença na renda e gastos diários como os motivos pelos atrasos, seguido do uso do dinheiro para outras finalidades (30,3%) e contestação das dívidas (14,1).

Ao todo, 51,3% dos consumidores da Capital têm algum tipo de dívida.

A pesquisa mostra ainda que a taxa de inadimplência caiu 1,5 ponto percentual em Fortaleza, passando de 8,9%, em agosto, para 7,4% em setembro. O recuo traz otimismo como aquecimento do comércio.

Receita identifica indícios de sonegação fiscal de 600 empresas de Fortaleza

A Receita Federal (RF) identificou indícios de sonegação fiscal de 600 empresas do setor de serviços, todas sediadas em Fortaleza. De acordo com a fiscalização, o valor sonegado é de R$ 170 milhões.

Ao O POVO Online, a assessoria da Receita informou que se trata de nova modalidade de combate à sonegação, onde informações de notas fiscais foram cruzadas com as informações declaradas pelas empresas ao fisco federal, encontrando indícios de sonegação fiscal no lançamento de tributos.

As empresas são optantes pelo lucro presumido, forma de tributação simplificada para determinar a base de cálculo do Imposto de Renda de Pessoas Jurídicas (IRPJ) e da Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL). As alíquotas cobradas variam de 1,6% a 32%, e são determinadas pelas atividades exercidas. Para optar por esse tipo de tributação, a empresa não pode ter faturamento anual superior a R$ 78 milhões.

De acordo com o levantamento feito pela RF, algumas empresas declaravam serviços onde a alíquota cobrada era menor, deixando de pagar impostos. “Por exemplo, uma empresa que declara alíquota de 8% em cima de um faturamento de R$ 1 milhão, mas, na verdade, tem atividade que determina alíquota de 32%, deixou de pagar 24% de impostos”, explicou Vitor Casimiro, assessor da Receita Federal.

As empresas que foram identificadas na investigação foram notificadas, e devem acessar as informações declaradas para corrigir as divergências informadas. Os tributos que deixaram de ser pagos poderão ser regularizados até o final de outubro. A partir de então, as empresas que não executarem a regularização passarão a ser alvos de fiscalização, onde poderão pagar multas a partir de 75% do valor devido.

A assessoria também ressaltou que a modalidade da investigação, que cruza informações de notas fiscais com as declarações ao fisco emitidas pela própria empresa, é uma nova rotina, que se mostrou eficaz e deve passar a ser integrada em todo o Estado.

(O POVO Online – Isadora Paula)

Preço do GLP industrial sobe 5% a partir desta quinta-feira

Petrobras vai reajustar em 5% o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) industrial e comercial às distribuidoras, a partir de amanhã (20). O Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás) informou que suas empresas associadas foram comunicadas pela Petrobras na tarde de hoje (19) sobre o novo reajuste de preço do GLP empresarial (para embalagens acima de 13 kg). O aumento de preço será entre 4,8% e 5,2%, dependendo do polo de suprimento, válido a partir de zero hora de amanhã (20), nas unidades da petroleira.

Com o aumento, o preço praticado pela Petrobras está em cerca de 15% em relação ao praticado no mercado internacional, segundo o Sindigás. Atualmente, o preço do granel na Petrobras está 65,38% acima do valor do botijão P13 (até 13kg).

Na avaliação do Sindigás, “esse ágio vem pressionando ainda mais os custos de negócios que têm o GLP entre seus principais insumos, impactando de forma fundamental, as empresas que operam com uso intensivo de GLP”.

De acordo com a Petrobras, a política de preços para o GLP de uso industrial e comercial vendido nas refinarias às distribuidoras tem como base o preço de paridade de importação, formado pelas cotações internacionais destes produtos mais os custos que importadores teriam, como transporte e taxas portuárias. Segundo a empresa, a paridade é necessária porque o mercado brasileiro de combustíveis é aberto à livre concorrência, dando às distribuidoras a alternativa de importar os produtos. Além disso, o preço médio considera uma margem que cobre os riscos (como volatilidade do câmbio e dos preços).

(Agência Brasil)

CNI diz que comportamento da inflação justifica manutenção da taxa de juros

O comportamento da inflação justificou a manutenção da taxa Selic (juros básicos da economia) no menor nível da história, informou hoje (19) a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Em nota, a entidade ressaltou que as expectativas das instituições financeiras apontam que a inflação ficará dentro da meta tanto em 2018 como em 2019, o que impede elevações nos próximos meses.

Para a CNI, a alta do dólar é transitória e não deve ter impacto nos índices de preços. “As atuais oscilações do câmbio são associadas às incertezas sobre o processo eleitoral e não se constituem ameaças à dinâmica da inflação. Por isso, a previsão é de que a Selic permaneça em 6,5% ao ano nos próximos meses”, destacou o comunicado.

Na avaliação da entidade, a queda dos juros é necessária para que a economia se recupere mais rapidamente, impulsionando o consumo e os investimentos. Para que isso ocorra, no entanto, a CNI pediu compromisso do próximo governo com o ajuste das contas públicas.

(Agência Brasil)

BC mantém juros básicos em 6,5% ao ano pela quarta vez seguida

Pela quarta vez seguida, o Banco Central (BC) não alterou os juros básicos da economia. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve hoje (19) a taxa Selic em 6,5% ao ano. A decisão era esperada pelos analistas financeiros.

Com a decisão de hoje, a Selic continua no menor nível desde o início da série histórica do Banco Central, em 1986. De outubro de 2012 a abril de 2013, a taxa foi mantida em 7,25% ao ano e passou a ser reajustada gradualmente até alcançar 14,25% ao ano em julho de 2015. Em outubro de 2016, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia até que a taxa chegasse a 6,5% ao ano em março de 2018.

Em comunicado, o Copom, que é composto pelo presidente e pelos diretores do BC, informou que o nível de ociosidade da economia contribui para manter a inflação em níveis baixos. O texto, no entanto, ressaltou que poderá subir os juros caso aumentem os riscos de frustração de reformas estruturais que reduzam o déficit nas contas públicas e de instabilidade na economia internacional.

“O Copom reitera que a conjuntura econômica ainda prescreve política monetária estimulativa, ou seja, com taxas de juros abaixo da taxa estrutural. Esse estímulo começará a ser removido gradualmente caso o cenário prospectivo para a inflação no horizonte relevante para a política monetária e/ou seu balanço de riscos apresentem piora”, destacou a nota do Copom.

Em maio, o BC interrompeu uma sequência de quedas da Selic e manteve a taxa em 6,5% ao ano, numa decisão que surpreendeu o mercado financeiro. Na ocasião, o BC alegou que a instabilidade internacional, que se manifestou na valorização do dólar nos últimos meses, influenciou a decisão.

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA acumula 4,19% nos 12 meses terminados em agosto, abaixo do centro da meta de inflação, que é de 4,5%. O índice foi o menor para meses de agosto desde 1998, depois de a inflação ter subido em junho e julho por causa da greve dos caminhoneiros, que provocou escassez de produtos e alta de preços.

Até 2016, o Conselho Monetário Nacional (CMN) estabelecia meta de inflação de 4,5%, com margem de tolerância de 2 pontos, podendo chegar a 6,5%. Para 2017 e 2018, o CMN reduziu a margem de tolerância para 1,5 ponto percentual. A inflação, portanto, não poderá superar 6% neste ano nem ficar abaixo de 3%.

Inflação

No Relatório de Inflação, divulgado no fim de junho pelo Banco Central, a autoridade monetária estima que o IPCA encerrará 2018 em 4,2%. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 4,09%.

Do fim de 2016 ao final de 2017, a inflação começou a diminuir por causa da recessão econômica, da queda do dólar e da supersafra de alimentos. Os índices haviam voltado a cair no início deste ano, afetados pela demora na recuperação da economia, mas voltaram a subir depois da greve dos caminhoneiros, que durou 11 dias e provocou desabastecimento de alguns produtos no mercado.

(Agência Brasil)

Dólar fecha em queda, cotado a R$ 4,12

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Foto:
Fernanda Corbani

A cotação do dólar fechou o pregão de hoje (19) em baixa de 0,43%, cotada a R$ 4,1242 para venda. O Banco Central manteve a política tradicional de swaps cambiais (equivalentes à venda de dólares no mercado futuro), sem leilões extraordinários de venda futura da moeda.

O índice de ações do índice B3, da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), terminou a sessão desta quarta-feira em leve baixa de 0,19%, com 78.168 pontos, invertendo as últimas três sessões seguidas em alta. As ações da Petrobras acompanharam a queda, terminando o dia em baixa de 1,33%, enquanto os papéis da Vale subiram 1,24%.

(Agência Brasil)

Na Caixa Econômica, o clima é de “Gerente endoidou!”

A CAIXA lançou a campanha “Quinzena do Cliente CAIXA”, que traz um pacote de condições especiais para crédito, investimento e serviços. A ação é válida para todos os clientes da CAIXA, inclusive para quem se tornar cliente durante a campanha, que tem vigência até 30 de setembro.

Para Pessoa Física, a CAIXA oferece diversas oportunidades para contratação de crédito. Quem pretende construir ou reformar passa a ter acesso ao Construcard com taxas promocionais partindo de 1,35% a.m. Se o crédito não tiver uma destinação específica, o cliente pode contar com Crédito Direto CAIXA (CDC), com taxas a partir de 4,30% a.m., para todos os clientes que recebem salário no banco, podendo chegar até 3,15% a.m. para segmentos específicos.

A ação também contempla condições especiais para o Crédito Consignado, com redução de taxas para mais de 300 convênios. Se o cliente puder oferecer um imóvel como garantia, o banco disponibiliza a linha de Crédito Imóvel Próprio, com taxas que partem de 1,40% a.m. Para o financiamento de veículos novos ou usados, a taxa começa em 1,44% a.m. para prazo de 36 meses, com 50% de entrada. Clientes com joias podem pegar empréstimos com taxas promocionais de 1,99% a.m. por meio do Penhor Tradicional oferecido pelo banco.

Para o vice-presidente de Clientes, Negócios e Transformação Digital, Paulo Henrique Costa, a ação fortalece o relacionamento com os clientes e reforça o papel da CAIXA no mercado financeiro. “A Quinzena do Cliente é mais uma demonstração de que a CAIXA é protagonista no mercado financeiro, oferecendo condições especiais para que o nosso cliente se sinta prestigiado e sempre perceba vantagens em ter relacionamento de longo prazo conosco”, comentou.

Cartão de Crédito e Pacote de Serviços

A CAIXA também oferece isenção da primeira anuidade no Cartão de Crédito para as novas contratações em todas as variantes do Cartão de Crédito CAIXA Elo, e 50% de desconto para as demais anuidades, além de isenção permanente para os cartões adicionais Elo comercializados no momento da aquisição do cartão titular.

Os clientes que ativarem o Cartão de Crédito da CAIXA, fazendo a primeira compra durante a Quinzena do Cliente, ganham adicionalmente 1.000 pontos no programa pontos CAIXA. A oferta é válida para todas as bandeiras, exceto nas variantes Nacional.

Para os pacotes de serviços vinculados à conta, a CAIXA oferece desconto de 50% no valor da Cesta de Serviços, exceto bonificadas e universitária, pelo período de 6 meses.

Renda Fixa e Fundos de Investimentos

Durante a Quinzena do Cliente CAIXA, os principais fundos de investimento do banco estão com valor inicial de investimento reduzido. Um dos principais fundos da instituição, o CAIXA MAXI FIC RF CREDITO PRIVADO LP teve a aplicação inicial reduzida de R$ 500 mil para R$ 250 mil. O CAIXA FI RF SIMPLES LP por sua vez teve aplicação inicial reduzida para apenas R$ 10, permitindo que qualquer cliente comece a investir.

Quem investe em CDB e LCI também vai poder desfrutar da ação. A CAIXA terá taxas especiais para clientes que fizerem aplicações durante a Quinzena do Cliente.

Empresas com condições especiais

Para Pessoa Jurídica as condições especiais abrangem soluções para capital de giro, linhas para financiamento e serviços. Para as micro e pequenas empresas, são disponibilizadas linhas de capital de giro com taxas a partir de 0,95% a.m. Também serão disponibilizados novos recursos do PIS para operações de crédito com clientes que centralizem seus recebíveis na CAIXA, com taxas de juros de 0,833% a.m.

As linhas de capital de giro para médias e grandes empresas também foram reduzidas em 0,10% a.m. Para as empresas com faturamento superior a R$ 7 milhões e que são enquadradas como ligadas ao segmento da Economia Verde, a redução é ainda maior, alcançando 0,23% a.m. de redução nas taxas mensais. Para saber se o ramo de atividade da empresa está enquadrada no Cliente Verde, basta o empresário acessar o site da CAIXA e pesquisar a linha Crédito Especial Caixa Empresa Cliente Verde.

Já para o atendimento das necessidades de investimento, a CAIXA disponibilizou a linha BNDES FINAME Energia Renovável que, além dos benefícios tradicionais da operação BNDES FINAME, como a não incidência de IOF, especificamente para o subprograma de Energia Renovável, possibilita financiamento de sistemas de geração de energia solar e eólica, além de aquecedores solares, com prazos dilatados de até 84 meses para pagamento e redução do spread BNDES de 1,42% a.a. para 1,05% a.a.

Além das ofertas de crédito, clientes que fizerem o credenciamento Rede e/ou Cielo pela CAIXA podem contar com isenção do aluguel e das taxas para as vendas realizadas com cartão. As empresas que passarem a emitir boletos pela CAIXA contam com 70% de desconto na tarifa, além de uma solução gratuita de gestão eletrônica dos pagamentos.

As parcerias celebradas junto às entidades representativas dos diversos setores também geram benefícios. É o caso das empresas associadas à CNI (Confederação Nacional das Indústrias), Alshop (Associação dos Lojistas de Shopping Centers), Abrasce (Associação de Shopping Centers) e Abrint (Associação dos Provedores de Internet). Outros setores também são beneficiados com a ação, como Fornecedores da Caixa, Construção Civil, Provedores de Internet, Instituições de Ensino, Farmácias e Lojistas de Material de Construção.

Renegociação

Para quem está em situação de atraso, a CAIXA tem condições especiais para negociar os débitos. Quem está inadimplente no Penhor, conforme a situação do contrato, poderá quitar ou renovar o empréstimo com descontos que variam de 5% a 70% da dívida, e assim evitar o leilão das joias dadas em garantia.

Para as demais operações comerciais, como o cheque especial e créditos parcelados, o banco oferece taxas reduzidas que vão de 1,14% a.m. a 2,10% a.m., a depender do prazo de pagamento. Liquidações à vista terão condições ainda melhores, a depender do tipo de dívida, quantidade de dias em atraso e garantias dos contratos.

Bradesco, Banco do Brasil e Cielo fazem acordo com Cade na área dos cartões de crédito

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) homologou hoje (19) três Termos de Compromisso de Cessação (TCCs) com a Cielo e seus controladores, o Banco do Brasil e o Bradesco. Os acordos foram celebrados em investigação que apura supostas práticas de discriminação e recusa de contratar, em relação à oferta de serviços bancários e de credenciamento no mercado brasileiro.

Pelos TCCs, serão recolhidos ao todo R$ 33,8 milhões ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDD). O Banco do Brasil e o Bradesco pagarão, respectivamente, R$ 1,9 milhão e R$ 2,2 milhões. A Cielo, por sua vez, terá de arcar com R$ 29,7 milhões. Esta é a maior contribuição nominal já recolhida pelo Cade em TCC envolvendo condutas unilaterais em sede de inquérito administrativo, informou o Cade. Segundo o órgão de defesa econômica, com a celebração do acordo, o procedimento fica suspenso em relação às partes até que o Cade ateste o cumprimento integral do acordo.

O inquérito administrativo foi instaurado em março de 2016. De acordo com apurações iniciais, o Banco do Brasil, Bradesco e Itaú estariam praticando discriminação e recusa de contratar na concessão de operações de crédito, relacionadas a recebíveis de cartões, aos clientes de credenciadoras concorrentes de suas controladas Cielo (BB e Bradesco) e Rede (Itaú).

O Cade explica que a soma de diversas vendas realizadas pelos lojistas na função de crédito forma uma “previsão” de valores a serem recebidos, chamada agenda de recebíveis. A partir desta agenda, é comum que bancos e credenciadoras ofertem uma linha de crédito ao estabelecimento comercial, denominada antecipação de recebíveis (pré-pagamento). Para isso, no entanto, é preciso que a instituição financeira seja capaz de “ler” a agenda de recebíveis da credenciadora com a qual seu cliente realiza as transações.

Segundo a Superintendência-Geral do Cade, indícios apontam que os grandes bancos, em sua maioria controladores de alguma credenciadora, estariam se recusando a “ler” a agenda de recebíveis de pequenas credenciadoras. A ação impõe dificuldades para que os clientes dessas empresas antecipem recebíveis. Por outro lado, as credenciadoras líderes, controladas por esses bancos, estariam dificultando o acesso de suas agendas de recebíveis aos pequenos bancos, também impedindo os clientes desses bancos de receber o pré-pagamento.

No TCC firmado com o Cade, BB e Bradesco se comprometem a manter disponível a leitura de agendas de recebíveis de cartões às credenciadoras participantes do Sistema de Controle de Garantias (SCG).

Após a instauração do inquérito, a superintendência teve conhecimento de outras práticas relacionadas ao mecanismo de trava de domicílio bancário, retaliação e venda casada, discriminação da cobrança de tarifas de trava bancária e contratos de incentivo.

Segundo o Cade, a trava de domicílio bancário é um mecanismo utilizado pelos bancos para reter os recebíveis de um determinado cliente em sua instituição. O uso da trava é importante para que os recebíveis oferecidos em garantia, por um determinado cliente, para a obtenção de uma operação de crédito, sejam creditados naquela instituição financeira enquanto perdurar a trava.

Apesar da justificativa para a existência da trava (impedir o consumidor de migrar o fluxo de recebíveis para outra instituição), a superintendência apurou que é usual no mercado a prática da “trava de relacionamento” pelos bancos. A trava de relacionamento é utilizada para manter o consumidor na instituição bancária, mesmo que não haja qualquer operação de crédito ativa que justifique o seu uso.

Com a homologação do TCC, BB e Bradesco se obrigam a formalizar a contratação da trava apenas em operações de crédito cujos recebíveis de cartões tenham sido dados em garantia (no caso do BB, presencialmente ou via canais de autoatendimento disponibilizados pelo banco; no caso do Bradesco, em documento escrito com disposições específicas).

Segundo a apuração do Cade, Cielo e Rede estão impondo custos de rescisão elevados para manter os clientes. Por meio do TCC, a Cielo se compromete a adotar prazo de até 24 meses, sem renovação automática, salvo no caso de o estabelecimento comercial optar pela renovação automática e/ou por prazo superior, entre outros pontos.

Itaú e Rede

Em julho deste ano, o Tribunal do Cade também homologou TCC com o Itaú Unibanco e sua controlada Redecard no mesmo inquérito administrativo. À época, ambas se comprometeram a recolher R$ 21 milhões ao FDD.

(Agência Brasil)

Quem não aposta em inovação, acaba fora da modernização

Com o título “É inovando que se moderniza: oportunidades & parcerias”, eis artigo de Cristiane Borges, diretora do Polo de Inovação Fortaleza IFCE/Embrapii. Ela aborda a potencialização da pesquisa aplicada a produtos e processos. Confira:

Nos últimos tempos, têm surgido no Ceará uma série de oportunidades de investimentos em inovação e pesquisa aplicada. Nesse cenário, as ações voltadas para o mercado têm favorecido ainda mais a integração entre a academia e as empresas.

As instituições têm implementado editais de fomento e financiamento para potencializar a inovação e a pesquisa aplicada. Como por exemplo, o lançamento do edital da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico – Funcap – Inovafit fase 2/2018. Por meio deste edital, será destinado R$ 10 milhões para projetos inovadores de produtos ou processos, em áreas prioritárias para o Estado. Ainda na linha de fomento à inovação, o Banco do Nordeste (BNB) lançou recentemente, o edital Fundeci 02/2018 – Subvenção Econômica, cujo objetivo é promover o desenvolvimento tecnológico, a validação e a difusão de tecnologias compatíveis com particularidades regionais. Outro destaque, é o programa Corredores Digitais realizado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Superior (Secitece) em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), que tem como objetivo fomentar o empreendedorismo de base tecnológica nas startups cearenses.

No âmbito da academia, tem-se através dos parques tecnológicos, polos de inovação, além de todo o conjunto de laboratórios, espaços para o desenvolvimento de pesquisas aplicadas e inovação em atendimento às demandas empresarias. Cita-se o Polo Embrapii de Inovação Fortaleza do IFCE (PEIFCE) que até o momento desenvolveu projetos no valor total de R$ 17.468.053,12. Salienta-se que 74% das empresas em parceria com o PEIFCE são cearenses.

Essas iniciativas e editais disponibilizados pelas instituições citadas, somadas às ações desenvolvidas pela Academia, Federação da Indústria do Ceará, demais órgãos estaduais e municipais têm favorecido a implementação de ações e políticas relacionadas à inovação no Ceará.

*Cristiane Borges

cristiane.borges@polodeinovacao.ifce.edu.br

Diretora do Polo de Inovação Fortaleza IFCE/Embrapii.

Governo lança programa de crédito para hospitais filantrópicos

Uma resolução do Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), publicada no Diário Oficial da União de hoje (19), aprova o programa de crédito destinado a entidades hospitalares filantrópicas e sem fins lucrativos participantes do Sistema Único de Saúde (SUS).

A medida tem, entre outros objetivos, o de possibilitar operações de crédito para a reestruturação financeira, financiamento de construções, ampliação ou reforma de instalações, aquisição de equipamentos, bens de consumo duráveis e de tecnologia de informação

As taxas de juros a serem cobradas, por meio da linha de crédito, que conta com recursos do FGTS, será de 8,66% ao ano.

O acompanhamento da execução do programa de crédito ficará a cargo do Ministério da Saúde, bem como a tarefa de subsidiar o Conselho Curador com estudos técnicos necessários ao seu aprimoramento operacional e definir as metas a serem alcançadas.

(Agência Brasil)

Refis do Banco do Nordeste vai até dezembro

Da Coluna do Eliomar de Lima, no O POVO desta quarta-feira:

O presidente do Banco do Nordeste, Romildo Rolim, lembra aos produtores rurais interessados em regularizar suas dívidas com a Instituição: o prazo vai até dezembro e o interessado terá descontos que podem chegar a 95% sobre o saldo devedor. O benefício vale para liquidação de dívidas contratadas até 2011, com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE). O prazo para pagamento pode se estender a 2030, com parcelas a partir de 2021.

Até o começo deste mês, mais de 1 milhão de pessoas dos estados nordestinos e norte de Minas Gerais e do Espírito Santo conseguiram regularizar sua situação junto ao banco. O total renegociado atingiu mais de R$ 9,8 bilhões, abrangendo 271,6 mil operações de crédito antes em inadimplência. Quem quiser aderir, conforme Romildo, deve procurar uma das 292 agências do BNB.

Detalhe: Os juros variam de 0,5% ao ano, para miniprodutores rurais e pessoal da agricultura familiar, a 3,5% ao ano, para grandes produtores.