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Professores grevistas de Fortaleza realizam marcha pelo piso salarial

No terceiro dia de greve, Os professores da rede municipal de ensino de Fortaleza realizaram, nesta sexta-feira, a Marcha em Defesa do Piso. O protesto começou na Praça do Ferreira e se estendeu até o Paço Municipal, sede do gabinete do prefeito Roberto Cláudio (PDT).

Segundo Ana Cristina Guilherme, diretoria do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação do Ceará (Sindiute), a proposta de greve foi aprovada em assembleia realizada no dia 11 de abril e a categoria reivindica o reajuste do magistério de 6,81%, conforme o previsto em lei.

Atualmente 67 cidades cearenses já ofereceram reajuste aos professores, conforme levantamento da Fetamce. A Prefeitura de Fortaleza não concedeu o reajuste, oferecendo apenas 2,95%.

(Fotos – Sindiute)

Exposição envolve comunidades do entorno do Porto do Pecém

Porto do Pecém, em São Gonçalo do Amarante.

Será aberta, na próxima segunda-feira, a I Exposição Fotográfica do Projeto Pesca, uma das oficinas promovidas com as comunidades de Taíba, Pecém e Cumbuco, pelo Programa de Educação Ambiental (PEA) do Porto do Pecém.

A mostra das fotos captadas pelos alunos estará disponível para visitação no Bloco de Utilidades (BUS) do porto até o dia 27 de abril e é aberta ao público.

O projeto, dividido em quatro módulos (fotografia, audiovisual, roteiro e produção documental), está em sua primeira turma e é composta por 15 alunos.

Feriado de Tiradentes – Postos de gasolina vão funcionar normalmente

Os cerca de 1,6 mil postos de gasolina do Ceará vão funcionar normalmente neste sábado, feriado pelo Dia de Tiradentes. Isso é resultado de uma decisão proferida pelo desembargador José Antonio Parente, do Tribunal Regional do Trabalho, da 7ª Região.

Para o assessor de economia do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado do Ceará (Sindipostos), Antonio José Costa, a decisão foi boa e atende a frentistas e empresários. “O Sindipostos não tem problema nenhum, os empregados também não. Pelos feriados, eles ganham dobrado e ganham uma folga. Sempre foi assim. Tá todo mundo satisfeito”, explica o assessor.

A decisão altera o que vinha ocorrendo nos últimos feriados. No feriado de São José, por exemplo, discordâncias referentes às leis trabalhistas entre Sindipostos e o Sindicato dos Empregados em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Estado do Ceará (Sinpospetro-CE) resultaram no fechamento.

Embora funcionem, Costa disse que as discussões entre os dois sindicatos acerca do mesmo tema continuam, o que pode refletir em futuros feriados.

(O POVO Online)

Emprego formal cresce 0,15% em março

O emprego formal no Brasil cresceu em março. De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado hoje (20), pelo Ministério do Trabalho houve acréscimo de 56.151 postos de trabalho, com aumento de 0,15% em relação ao saldo de fevereiro.

Esse resultado decorreu de 1,340 milhão de admissões e de 1,284 milhão de desligamentos. No acumulado do ano, houve crescimento de 204.064 empregos, representando expansão de 0,54%, nos dados com ajustes.

Nos últimos 12 meses, o acréscimo chegou a 223.367 postos de trabalho, correspondente ao 0,59% de crescimento.

(Agência Brasil)

Oi diz que investiu mais de R$ 121,2 milhões em 2017 no Ceará

A Oi informa ter investido mais de R$ 121,2 milhões no Ceará em 2017. Segundo a assessoria de imprensa dessa empresa de telefonia, isso representou um aumento de 17% em relação a igual período de 2016. No País, o investimento total foi de R$ 5,6 bilhões, registrando aumento de 18,3% em relação ao ano anterior, sendo que a maior parte dos recursos foi aplicado na modernização da infraestrutura e expansão da capacidade de rede, na expansão do 4G e dos serviços de TI.

No Ceará, a Oi adianta ter implantado 145 novos sites de telefonia móvel (150% a mais que em 2016) e que 510 sites foram ampliados ou modernizados. Além disso, a empresa diz que expandiu em 85% o número de acessos para o serviço de banda larga fixa com a implantação de 7,4 mil novas portas.

A Oi informa ter aumentado o número de cidades com cobertura de 4G em 2017 e agora oferece o serviço em 59 cidades: Fortaleza, Acaraú, Acopiara, Amontada, Aracati, Beberibe, Bela Cruz, Boa Viagem, Brejo Santo, Camocim, Canindé, Cascavel, Caucaia, Crateús, Crato, Granja, Guaraciaba do Norte, Horizonte, Icó, Iguatu, Ipu, Ipueiras, Itaitinga, Itapajé, Itapipoca, Itarema, Jaguaribe, Jaguaruana, Juazeiro do Norte, Lavras da Mangabeira, Limoeiro do Norte, Maracanaú, Maranguape, Massapê, Mauriti, Missão Velha, Mombaça, Morada Nova, Nova Russas, Pacajus, Pacatuba, Paracuru, Paraipaba, Parambu, Pedra Branca, Pentecoste, Quixadá, Quixeramobim, Russas, Santa Quitéria, São Benedito, São Gonçalo do Amarante, Sobral, Tauá, Tianguá, Trairi, Ubajara, Várzea Alegre e Viçosa do Ceará.

Prévia da inflação é de 0,21%, a menor para abril desde 2006

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) registrou variação de 0,21% em abril, informou hoje (20), no Rio de Janeiro, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O indicador mede a inflação do dia 15 de um mês ao dia 15 do mês seguinte e funciona como uma prévia da inflação oficial, medida pelo IPCA.

A variação registrada é a menor para um mês de abril desde 2006 e o acumulado entre janeiro e abril, 1,08%, é o menor desde o início do Plano Real em 1994. O resultado de abril ficou 0,11 ponto percentual acima da taxa de março, acumulando 2,8% em 12 meses.

O grupo Comunicação foi o único que apresentou queda na variação de preços, com -0,15%. As maiores variações foram registradas em Saúde e Cuidados Pessoais (0,69%) e Vestuário (0,43%). Entre as capitais pesquisadas, o Rio de Janeiro teve a maior variação com 0,43% de inflação, enquanto Recife e Goiânia anotaram deflação de -0,07% e -0,1%, respectivamente.

(Agência Brasil)

A Transposição e a irresponsabilidade

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Com o título “Parada na transposição”, eis o Editorial do O POVO desta sexta-feira. Aborda a novela absurda em torno da obra da transposição das águas do rio São Francisco. Confira:

As populações dependentes da conclusão do Eixo Norte do Projeto Integração do São Francisco (PISF), ou seja, mais de sete milhões de pessoas (em Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte) estão ameaçadas de sofrer nova frustração de não ver a obra concluída no próximo semestre (talvez nem no próximo ano), se depender da burocracia de Brasília. Um absurdo, pois faltam apenas 260 quilômetros de extensão (5,6% do total da obra) para a novela ser encerrada. O novo capítulo foi acrescentado com a desistência do Consórcio Emsa, vencedor da licitação para obras do Eixo Norte. Alegou não ter condições financeiras para a conclusão.

Enquanto isso, o Ministério da Integração Nacional manteria os trabalhos apenas em pontos considerados prioritários. Na última quarta-feira, o ministro Pádua Andrade afirmou, no Senado, que o problema não deverá atrasar a obra. Faltaria, entretanto, rescindir o contrato com a empresa desistente, de forma amigável. Alegará que a empreiteira não cumpriu o ritmo previsto, pedindo mais um ano (para concluir). Além disso, existe um débito com trabalhadores de três meses e débitos com fornecedores de mais de R$ 10 milhões. A “persuasão” viria através da ameaça de ela ficar impedida de executar qualquer obra pública em todo o Brasil.

Não se trata de algo inédito: outras duas empresas, anteriores, terminaram desabilitadas no processo licitatório por “não atender itens técnicos” do edital, conforme o Ministério da Integração Nacional. Apurou-se que a quarta colocada no processo, estuda a possibilidade de assumir a responsabilidade.

Contudo, o Batalhão de Engenharia do Exército Brasileiro teria se colocado à disposição para tocar a obra.

Ora, se assim for, o mais racional, à primeira vista, é aproveitar essa disponibilidade do batalhão militar, pois essa alternativa já foi usada no Eixo Leste com bastante eficácia, quando ocorreram impasses semelhantes. E a questão é muito séria e urgente, pelas repercussões sociais e econômicas advindas de eventual prolongamento da irregularidade climática, numa população já tão exaurida por uma expectativa demasiadamente prolongada.

A má vontade de certos círculos com essa obra não é novidade para ninguém. Foi um trabalho hercúleo trazê-la até aqui, e a incompreensão continua. O que se investiu foi algo comparável aos R$ 10 bilhões pagos de compensação aos acionistas americanos da Petrobras, há poucos dias, sem nenhuma chiadeira semelhante à ouvida desde que se iniciaram as obras da transposição, em 2007. É preciso mais senso de proporcionalidade e responsabilidade social.

Tarifa do Metrofor sobe a partir de segunda-feira

A partir de segunda-feira, a tarifa da Linha Sul do Metrofor vai ficar mais cara 6,25%. O valor da passagem inteira passará de R$ 3,20 para R$ 3,40, enquanto a meia sairá de R$ 1,60 para R$ 1,70. A correção ficou acima da inflação de 2,27% registrada em Fortaleza no ano passado, conforme o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o Governo do Ceará, apesar do reajuste, serão respeitadas as gratuidades previstas na legislação. Idosos e pessoas com deficiência física, por exemplo, não pagam pelos bilhetes.

O reajuste no preço dos bilhetes da Linha Sul deve ajudar o Governo a melhorar as receitas do Metrofor. Em 2017, conforme O POVO noticiou com exclusividade na edição do último dia 16, registrou prejuízo de R$ 167,3 milhões, aumento de 10,6% na comparação com o déficit de 2016, que fechou em R$ 151,24 milhões.

 

FPM – Segunda parcela de abril entra na conta das Prefeituras nesta sexta-feira

O Fundo de Participação dos Municípios (FPM) será depositado nesta sexta-feira, 20 de abril, nas contas municipais. Mas o valor deste segundo decêndio do mês virá com redução de 13,04% em relação aos mesmo período de 2017 – sem considerar os efeitos da inflação. De acordo com área de Estudos Técnicos da Confederação Nacional de Municípios (CNM), ao se levar em conta os efeitos da inflação, a retração é ainda mais acentuada, de 15,20%.

Em números, a estimativa da Confederação é de que serão partilhados entre os 5.568 Municípios pouco mais de R$ 603 milhões, considerando o desconto constitucional do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Sem calcular o porcentual destinado ao financiamento da educação, o segundo repasse deste mês chega a R$ 754 milhões.

O resultado negativo observado nesta transferência quebra uma sequência de transferências maiores do que os feitos no ano anterior. De janeiro até esse segundo decêndio de abril de 2018 já foram repassados mais de R$ 30 bilhões, o que representa crescimento de 9,38% em termos nominais. No mesmo período do ano anterior, o FPM somava R$ 27,5 bilhões. Ao considerar o comportamento da inflação, o resultado do ano é 6,44% superior.

SERVIÇO

*Confira o levantamento aqui.

Governo deve ampliar saques do PIS/Pasep

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Dyogo Oliveira, disse, nessa quinta-feira, que está dentro das projeções a possibilidade de o governo liberar saques do PIS/Pasep para pessoas de qualquer idade, o que injetaria de R$ 10 bilhões a R$ 15 bilhões na economia.

De acordo com Oliveira, essa liberação não deve impactar negativamente nos financiamentos concedidos pelo banco, que é responsável por administrar e aplicar os recursos em programas sociais.

Segundo ele, está ocorrendo um redução no ritmo dos saques do PIS/Pasep e a ideia é ampliar temporariamente a “janela de saques” para atingir os valores estimados de injeção de dinheiro na economia.

Economia

Sobre a economia do Brasil, o presidente do BNDES disse que a recuperação tem sido gradual, mas continuada. “Desde meados do ano passado, estamos tendo um processo bastante consolidado de crescimento”, afirmou. “As previsões deste ano continuam em torno de 2,5% ou 3%. É um número extremamente positivo para um país que saiu de dois anos seguidos de quedas que atingiram 3,5% do PIB”, disse, ao participar de um evento do Banco Mundial.

Para Dyogo Oliveira, há espaço para crescer mais. “Ainda temos um nível de ociosidade elevada, a utilização da capacidade está em torno de 75%, portanto há 25% de espaço para crescer”, afirmou. Ele complementou: “Naturalmente, o processo eleitoral traz mais incertezas para os investidores. Mas temos percebido que há uma confiança muito elevada na economia brasileira, e isso já tem aparecido através da demanda de projetos lá no banco”.

O presidente do BNDES também defendeu a necessidade da retomada do debate sobre a reforma da Previdência que, segundo ele, continua sendo a “principal reforma” do país. A respeito da devolução de R$ 130 bilhões para o Tesouro Nacional, o presidente do BNDES afirmou que as negociações estão em curso e o cronograma deve ser divulgado no segundo semestre.

(Agência Brasil)

 

Guardia mantém em 3% previsão de crescimento para o Brasil este ano

A previsão oficial de que a economia brasileira crescerá 3% este ano e em 2019 está mantida, disse nessa quinta-feira (19) o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia. Ele classificou de normais os indicadores recentes, que saíram abaixo do esperado, dizendo que, em determinadas fases do ciclo de recuperação, é esperado que alguns resultados venham aquém do previsto.

“O Brasil saiu da recessão. Estamos no caminho do crescimento. Todos os segmentos estão crescendo, inclusive os investimentos, como em bens de capital [máquinas e equipamentos usados na produção]. Temos também inflação sob controle e patamar de juros menor que a gente nunca viu. O importante é a tendência”, declarou o ministro.

Eduardo Guardia, no entanto, não descartou a possibilidade de o governo rever as estimativas caso seja necessário. Ele voltou a defender a necessidade de o governo prosseguir com as reformas estruturais para elevar o crescimento potencial – o quanto o país cresce sem a interferência de fatores externos – do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país) brasileiro.

Segundo o ministro, a economia só poderá crescer mais e de forma sustentável com a reforma da Previdência, a reforma tributária, as concessões na área de infraestrutura e a capitalização da Eletrobras e os leilões de exploração da camada pré-sal. De acordo com ele, caso o país consiga levar adiante essas medidas, o PIB potencial subiria de 2,5% para “algo entre 3,5% a 4%”.

Oficialmente, os ministérios da Fazenda e do Planejamento projetam crescimento de 3% para o PIB em 2018 e 2019, 2,4% em 2020 e 2,3% em 2021. Para este ano, as estimativas estão mais otimistas que as do mercado. Segundo o boletim Focus, pesquisa com instituições financeiras feita semanalmente pelo Banco Central, os analistas apostam em crescimento de 2,76% para 2018, contra previsão de 2,9% no início de março.

Entre as principais reformas que precisam ser feitas para elevar o PIB potencial brasileiro, Guardia citou a da Previdência, a tributária, os projetos de concessões na área de infraestrutura e os processos de atração de investimento (como a capitalização da Eletrobras e leilões para exploração do pré-sal pela Petrobras), que seriam a prioridade para este ano.

(Agência Brasil)

Uma reflexão sobre responsabilidade socioambiental no setor público

Com om título “Responsabilidade socioambiental no setor público”, a professora universitária Germana Belchior nos convida, em seu artigo, a debater o tema. Por sinal, dos mais atuais e importante naquilo que se propõe de crescimento econômico com respeito à natureza. Confira:

O contexto atual é caracterizado por uma incessante inovação tecnológica, cujos principais efeitos são a crise ambiental e a quebra da clássica divisão entre o público e o privado. A sociedade passa a interagir e a participar das empresas, fortalecendo a concepção de stakeholders (interessados externos à organização). A iniciativa privada não pode permanecer à margem dos problemas sociais, ambientais e éticos enfrentados pela sociedade, pois dela fazem parte como agente social ativo, possuindo, assim como as pessoas, direitos e deveres.

Dessa forma, inicialmente pensada para compor a ressignificação do conceito de empresa, a Responsabilidade Socioambiental entrou, há alguns anos, na agenda dos organismos internacionais, movimentando-se gradativamente para integrar a agenda pública dos Estados nacionais.

O Estado não é um fim em si mesmo, um ente fictício, dotado de soberania, que age por meio de poderes de império em busca da manutenção do bem comum. É mais um ator no mercado, possuindo três papeis distintos: como empresa, como consumidor e como regulador. Ao atuar como empregador e provedor de serviços, o Estado age de forma semelhante a uma empresa, devendo atentar-se para as consequências que geram suas atividades, evitar a degradação do meio ambiente e assegurar condições de trabalho decente. Quando o ente estatal é consumidor, ele deve se utilizar de compras sustentáveis, que se trata de aquisições de bens e serviços com o objetivo de aumentar os benefícios para a sociedade, mediante a inclusão de critérios de sustentabilidade nas licitações.

Como regulador, o Estado deve estabelecer padrões mínimos legais de respeito às condições de trabalho e ao meio ambiente, equidade de gênero, qualidade dos produtos e serviços, transparência, combate à corrupção, dentre outros. O Estado é, portanto, um sistema vivo, em que há uma influência de todos os setores e pensamentos, além de uma pluralidade de energia que dissemina e provoca mudanças, não podendo ser pensando de forma linear. A responsabilidade ética e intergeracional, fundamental para a cidadania, deve ser incorporada por todas as estruturas do Estado e por todos os entes federativos, fortalecendo o cooperativismo, a solidariedade e a intersetorialidade de temas que são essenciais para a promoção da dignidade humana, como é o caso da responsabilidade socioambiental.

*Germana Belchior

germana_belchior@yahoo.com.br

Servidora Pública e Professora universitária. Doutora em Direito.

Ceará vai ganhar mais 26 usinas de energias renováveis até dezembro

Mais 26 usinas de geração de energia limpa deverão se instalar no Ceará. Quem informa é o presidente da Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados do Estado (Arce), Hélio Winston.

Do total de equipamentos previstos para instalação até o fim deste ano, 19 são projetos eólicos (11 em construção e oito aguardando início das obras) e sete fotovoltaicos (quatro em construção e três que começaram a ser instalados).

De acordo com Hélio Winston, existem hoje 70 centrais de energia eólica no Estado, número que deve saltar para 89. No caso da energia solar, o Ceará possui apenas uma planta e deve chegar a oito.

Grandes fortunas escapam da taxação

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Com o título “Grandes fortunas escapam da taxação”, eis artigo do jornalista Plínio Bortolloti, que pode ser conferido no O POVO desta quinta-feira. Eita País desigual este nosso… Confira:

O Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou, este mês – com a publicação do acórdão -, a extinção de uma ação direta de inconstitucionalidade por omissão (ADO), iniciada pelo governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB). O governador pedia que o STF determinasse ao Congresso a edição de uma lei complementar instituindo a cobrança de impostos sobre grandes fortunas, prevista no artigo 153, inciso VII, da Constituição Federal.

Segundo o governador, a ausência da cobrança pela União vem prejudicando os estados, que ficam sem o reparte que lhes cabe. A decisão, rejeitando o requerimento, foi proferida em 2017, por Alexandre de Moraes. Segundo o ministro, Dino não teria demonstrado suficientemente o vínculo do Maranhão com o pedido de criação de um tributo federal, por isso extinguiu o processo.

Por coincidência, o professor Paulo Feldmann, da Faculdade de Economia e Administração da USP, publicou artigo (Folha de S.Paulo, 16/4/2018) defendendo o aumento da taxação para “famílias muito ricas”. Segundo ele, somente assim será possível cobrir o rombo das contas públicas, sem a reforma da Previdência. O professor cita as “inúmeros distorções” do imposto de renda, sendo uma das principais a que fixa a alíquota de 27,5 % para todos que recebem rendimentos acima de R$ 4.664 por mês. Feldmann mostra que sobre os “muito ricos” incide alíquota efetiva de IR de apenas 6%, sendo que, para uma das faixas da classe média (renda entre R$ 30 mil e R$ 40 mil), recai o percentual de 12%. “Com a simples mudança na alíquota efetiva dos muito ricos, passando dos atuais 6% para 9%, conseguiríamos arrecadar cerca de R$ 186 bilhões a mais por ano”.

Já escrevi pelos menos uma dezenas de artigos mostrando como é injusta a tributação no Brasil, e como a classe média cai no conto pueril do “impostômetro”. Algumas vezes sou chamado de “petista”, outras , de “comunista”. Mas corrigir esse tipo de distorção deveria chamar-se apenas justiça.Há vários projetos de taxação das grandes fortunas tramitando no Congresso. Um deles, do então senador Fernando Henrique Cardoso (1989), que não o pôs em votação quando o PSDB esteve no governo. O PT também tem projetos no mesmo sentido, mas esqueceu-se deles no período em que ocupou a Presidência. Por que será?

*Plínio Bortolotti

plinio.pab@gmail.com

Jornalista do O POVO.

Transposição do São Francisco – Tasso denuncia “negligência” do governo federal

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Da Coluna O POVO Economia, da jornalista Neila Fontenele, no O POVO desta quinta-feira:

O senador Tasso Jereissati (PSDB) reagiu, ontem, contra a paralisação das obras de transposição das águas do Rio São Francisco.

O governo federal alega que a interrupção ocorreu por conta da desistência da empresa contratada para o projeto, mas, segundo Tasso, esse é um problema recorrente.

“Há negligência do Governo Federal em relação ao drama da seca”, denuncia.

Câmara adia votação de inclusão obrigatória de consumidores no cadastro positivo

A falta de acordo sobre as mudanças no cadastro positivo (PLP 441/17, do Senado), aliada à forte obstrução de parlamentares contrários ao projeto, adiou a votação do cadastro positivo para a semana que vem.

A principal alteração do texto é a inclusão automática de todos os consumidores adimplentes no cadastro positivo, um serviço de banco de dados sobre informações dos pagamentos em dia e de empréstimos quitados. Esses dados geram uma nota ao consumidor, que pode interferir nos juros e serviços bancários a ele oferecidos. Atualmente, a inclusão no cadastro é voluntária.

De acordo com a oposição, o adiamento foi realizado depois que o governo contabilizou que o relatório não teria os votos necessários para aprovação – por se tratar de projeto de lei complementar, são necessários 257 votos favoráveis. Essa é a avaliação do líder do PCdoB, deputado Orlando Silva (SP). “Há uma mobilização de líderes da base, que estão vendo que não têm apoio nas suas bancadas. Precisamos rediscutir esse tema no Colégio de Líderes”, disse.

A privacidade de dados foi o ponto central da discussão sobre a proposta. Para os deputados contrários ao texto, haverá quebra do sigilo bancário. “O projeto viola a dignidade e a privacidade dos consumidores, em prol do interesse apenas das grandes redes de crédito”, sustentou o líder do Psol, Ivan Valente (SP).

Deputados favoráveis, no entanto, dizem que o texto levará à queda dos juros para os bons pagadores. “Esta proposta não vai quebrar sigilo, vai democratizar informações de acesso ao crédito para reduzir os juros”, defendeu Betinho Gomes (PSDB-PE).

(Agência Câmara Notícias)

Pobreza e desemprego dificultam a Agenda 2030, aponta Cepal

A pobreza aumenta desde 2015 na América Latina e no Caribe, segundo a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal). Em 2017, mais de 187 milhões de pessoas ainda viviam na pobreza, ao passo que 62 milhões encontravam-se em condições de pobreza extrema. A situação mantém a região como a mais desigual do mundo.

Já o número de desempregados chegou a 22,8 milhões em 2017. As mulheres são as mais atingidas. Em 2016, a taxa de desemprego urbano foi de 7,9% no caso dos homens e 10,2% no das mulheres. Grupos como indígenas e afrodescentendes também sofrem com o desemprego e com limitações impostas pela discriminação, diz a Cepal.

Os dados constam do relatório Segundo Informe Anual sobre el Progreso y los Desafíos Regionales de la Agenda 2030 para el Desarrollo Sostenible en América Latina y el Caribe link 1 e foram apresentados nesta quarta-feira (18), durante o Fórum dos Países da América Latina e do Caribe sobre o Desenvolvimento Sustentável.

O encontro, que ocorre na sede da Cepal, no Chile, reúne representantes de governos, instituições internacionais, setor privado, academia e da sociedade civil para discutir a implementação da Agenda 2030 na região. Iniciada hoje, a reunião seguirá até a próxima sexta-feira (20).

A agenda foi adotada em 2015 e sintetiza os chamados Objetivos pelo Desenvolvimento Sustentável (ODS), metas que devem orientar políticas nacionais e atividades de cooperação internacional no caso dos 193 países que a subscreveram. Ao todo, são 169 objetivos, entre os quais erradicação da pobreza, redução das desigualdades, igualdade de gênero, adoção de padrões sustentáveis de produção e de consumo, garantia de cidades sustentáveis, proteção e uso sustentável dos oceanos e dos ecossistemas terrestres e crescimento econômico inclusivo.

O prazo para o que a Cepal considera uma agenda de transformação civilizatória, contudo, pode não ser suficiente para que a mudança ocorra. “Nos próximos anos, com as incertezas que ainda existem acerca do desempenho da economía mundial e à luz do baixo dinamisno recente da região (as taxas de crescimento se situam em torno de 1%), o desafio de cumprir com os objetivos do desenvolvimento sustentável se torna mais difícil”, destaca o relatório.

(Agência Brasil)

Cagece alerta: abastecimento d’água será suspenso em Fortaleza, Maracanaú, Itaitinga, Maranguape e Eusébio

Lata d’água na cabeça, lá vai Maria, lá vai Maria…

A Cagece reforça o lembrete: nesta quinta-feira fará manutenção preventiva e corretiva na Estação de Tratamento Gavião (ETA). Por causa disso, haverá paralisação do funcionamento dessa estação, que abastece Fortaleza, Maracanaú, Itaitinga, Maranguape e Eusébio. Dessa forma, o abastecimento de água será suspenso nessas cidades das 6 às 20 horas.

A companhia recomenda que a população utilize água de forma moderada durante o período, privilegiando o consumo humano e as atividades essenciais. Logo após a execução dos serviços, o funcionamento da estação será restabelecido imediatamente.

Outra. Como o sistema funciona por pressão, a água chegará mais rápido nas regiões centrais e só depois nas áreas mais elevadas. O equilíbrio total do sistema deve acontecer em até 72 horas.

Ufa!

 

Inflação do aluguel avança menos na segunda prévia de abril

A inflação – medida pelo Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) – subiu 0,4% no segundo decêndio de abril (de 21 de março a 10 de abril), um avanço menor 0,19 ponto percentual do que o 0,59% do mesmo período de março. Os dados foram divulgados hoje (18), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). O índice é usado para o reajuste de aluguéis.

O aumento foi puxado pela elevação dos preços ao consumidor e da construção civil, porque os preços no atacado – que responde por 60% do IGP-M – fecharam com forte queda em relação a igual período de março.

Segundo o levantamento do IGP-M, os preços no atacado, medidos pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), registraram variação de 0,46% no segundo decêndio de abril, resultado 0,37 ponto percentual inferior ao 0,83% do segundo decêndio de março.

Na análise por estágios de processamento, os preços dos Bens Finais subiram em média 0,58% em abril, após alta de 0,41% em março. A taxa de variação do grupo Bens Intermediários cresceu 0,86% em abril. Em março, esse grupo havia acusado elevação de 0,58%.

Já a taxa do grupo Matérias-Primas Brutas passou de 1,69% em março para uma deflação (inflação negativa) de 0,18% em abril.

Preços ao consumidor

Os dados divulgados pela FGV indicam ainda que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,15 ponto percentual em relação a igual período de março, passando de 0,12% para 0,27%, entre um decêndio e outro.

Segundo a FGV, cinco das oito classes de despesa componentes do índice tiveram acréscimo nas taxas de variação. A principal contribuição partiu do grupo Alimentação, que passou de uma deflação de 0,16% para uma alta de 0,13%. Nesta classe de despesa, o item frutas pulou de 2,49% para 4,53%.

Também o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu entre o segundo decêndio de março e o de abril, passando de 0,2% para 0,37%.

(Agência Brasil)