Blog do Eliomar

Categorias para Economia

Cadastro Positivo entra em vigor nesta terça-feira

137 1

Entra em vigor amanhã (9) o cadastro positivo compulsório. O sistema, instituído na Lei Complementar 166, de abril deste ano, prevê a adesão automática no repasse, sem consentimento, de informações de histórico de pagamento de cidadãos a bureaus (escritórios) de crédito (como Serasa e SPC – Centralização de Serviços dos Bancos e Serviço de Proteção ao Crédito).

Eles servirão de base para atribuição de notas de crédito a cada cidadão, que serão utilizadas como referência na tomada de empréstimos e realização de crediários, entre outras operações. O cadastro positivo já existe no país. Contudo, dependia da autorização do indivíduo para que fosse incluído na lista.

A diferença da nova modalidade consiste na adesão automática, sem que a pessoa tenha de dar qualquer permissão para que informações de histórico de pagamento possam ser avaliadas pelos bureaus de crédito para formar as notas. Serão avaliados os “dados financeiros e de pagamentos, relativos a operações de crédito e obrigações de pagamento adimplidas ou em andamento”, conforme descrito na lei.

Entram aí, por exemplo, o quanto uma pessoa atrasou pagamentos de contas ou de cartão de crédito, que dívidas ela tem, com que empresas e sua capacidade financeira de arcar com compromissos adquiridos. Podem, inclusive, ser consideradas informações de desempenho também dos familiares de primeiro grau.

A lei vetou o uso de algumas informações pessoais dos cidadãos para a formação da nota, como as que “não estiverem vinculadas à análise de risco de crédito e aquelas relacionadas à origem social e étnica, à saúde, à informação genética, ao sexo e às convicções políticas, religiosas e filosóficas”.

Essas notas (ou score, no termo em inglês utilizado entre as empresas) podem ser empregadas por empresas e instituições financeiras para determinados tipos de transação. Cada empresa vai definir a forma de adotar as notas e que tipo de restrição determinados índices podem trazer, como na diferenciação de condições, taxas de juros ou de acesso a serviços.

Recusa

Os consumidores que não quiserem ter seus dados incluídos no cadastro positivo podem solicitar a retirada. Essa requisição deve ser feita juntamente aos bureaus de crédito, como Serasa, SPC e Boa Vista Serviços. Caso a pessoa desista da saída do sistema, pode pedir o retorno ao cadastro. Esses procedimentos podem ser realizados presencialmente ou por meio dos sites dessas empresas.

A diretora de Operação de Dados da Serasa Experian, Leila Martins, disse que o consumidor também pode requisitar aos bureaus a disponibilização das informações sobre ele e cobrar a correção em caso de dados errados. “Se ele entende que tem algum dado que não considera correto, pode contestar. A fonte que deu origem tem que responder”, explicou.

Benefícios

Para o presidente da Associação Nacional dos Bureaus de Crédito (ANBC), Elias Sfeir, o novo sistema pode gerar benefícios aos consumidores.

“Com o cadastro positivo você tem uma pontuação mais próxima realmente do seu comportamento. Tendo essa pontuação mais próxima, os agentes de crédito podem fazer melhor avaliação e dar uma taxa melhor de juros, considerando o seu perfil”. A promessa do novo cadastro positivo é que com tais informações, bancos, fintechs e outras instituições reduzam taxas e juros.

Segundo Sfeir, em países que adotaram esse modelo houve queda de 45% da inadimplência, o que causou impacto na redução de spreads bancários. Com isso, haverá espaço para incluir pessoas no sistema de crédito, beneficiar micro e pequenas empresas e aumentar a arrecadação.

Riscos

Na avaliação do coordenador de direito digital do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Diogo Moyses, além do cadastro positivo violar a privacidade dos consumidores, há problemas a serem resolvidos na sua implementação.

O primeiro é o fato de a legislação apontar a possibilidade de uso de alguns dados não expressos, o que abriria espaço para abusos. Por isso, acrescenta, é importante que o Banco Central e a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (aprovada em lei neste ano, mas ainda não criada pelo governo) regulamentem de forma detalhada os registros dos consumidores que podem ser utilizados para a formação da nota.

A segunda preocupação envolve em que tipo de transação a nota de crédito será admitida. Ele cita como exemplo as operadoras de telefonia, que já estão restringindo o acesso a planos pós-pagos a pessoas com notas baixas.

“Há um receio que o score seja utilizado para cercear o acesso dos consumidores além das relações de crédito. Milhões de consumidores podem ser excluídos economicamente. Em vez de gerar inclusão, o cadastro pode se tornar instrumento de exclusão. Ainda mais com cenário de pessoas desempregadas e aumento da inadimplência”, afirmou.

(Agência Brasil)

Mercado financeiro reduz estimativa de crescimento da economia pela 19ª vez consecutiva

149 1

A estimativa do mercado financeiro para o crescimento da economia este ano continua em queda. Segundo o boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central feita junto a instituições financeiras, a projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – desta vez foi reduzida de 0,85% para 0,82%. Foi a 19ª redução consecutiva.

Para 2020, a expectativa é que a economia tenha crescimento maior – de 2,20% -, a mesma da semana passada. A previsão para 2021 e 2022 permanece em 2,50%.

A estimativa de inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), se manteve em 3,80% este ano. A meta de inflação de 2019, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%.

A projeção do mercado financeiro para a inflação em 2020 é de 3,91%. A meta para o próximo ano é de 4%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Para 2021, o centro da meta de inflação é 3,75% e para 2022, 3,5%, também com intervalos de tolerância de 1,5 ponto percentual. A previsão do mercado financeiro para a inflação em 2021 e 2022 permanece em 3,75%.

Taxa básica de juros

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, mantida em 6,5% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

Ao final de 2019, as instituições financeiras esperam que a Selic esteja em 5,50% ao ano, mesma projeção da semana passada.

Para o fim de 2020, a expectativa é que a taxa básica seja de 6% ao ano e, no fim de 2021 e 2022, chegue a 7,5% ao ano.

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

(Agência Brasil)

BNB registra crescimento de 9% nas contratações do primeiro semestre

O Banco do Nordeste registrou, nos primeiros seis meses deste ano, a aplicação de R$ 18,8 bilhões na economia da região, por meio de mais de 2,4 milhões de operações. A informação é do presidente do BNB, Romildo Rolim.

O montante representa um crescimento de 9% em relação ao mesmo período de 2018, quando a instituição havia contratado R$ 17,4 bilhões.

Somente com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), principal funding da instituição, as aplicações somaram R$ 13,4 bilhões, envolvendo mais de 250 mil operações. O volume aplicado também foi superior ao do primeiro semestre do ano passado, quando as aplicações do FNE fecharam em 12,3 bilhões.

Para o presidente do BNB, o volume de negócios deve crescer ainda mais no segundo semestre. “Em face do reaquecimento da economia, esperamos ultrapassar nossa meta de aplicações, que é de R$ 38,7 bilhões em 2019, sendo R$ 27,7 bilhões oriundos do FNE e R$ 11 bilhões destinados ao microcrédito urbano, Crediamigo”, prevê.

(Foto – Fábio Lima)

Receita Federal abre nesta segunda-feira consulta ao segundo lote de restituições do IR 2019

A Receita Federal abrirá, a partir das 9 horas desta segunda-feira (8), as consultas ao segundo lote de restituição do Imposto de Renda de Pessoas Físicas (IRPF) de 2019, e a lotes residuais de 2008 a 2018. A informação é do Portal G1.

De acordo com o Fisco, serão pagos neste lote R$ 5 bilhões, a 3.164.229 contribuintes. Os depósitos serão feitos em 15 de julho.

Do total a ser pago, R$ 2,362 bilhões serão pagos a contribuintes idosos acima de 60 anos, com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave, e contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério.

SERVIÇO

*As consultas podem ser feitas pelo site da Receita Federal na internet. Há, ainda, o aplicativo para tablets e smartphones que facilita consulta às declarações do IRPF e situação cadastral no CPF, diretamente nas bases de dados da Receita Federal.

(Foto – Agência Brasil)

Estado quer rcuperar R$ 90 milhões dos 23 principais sonegadores do ICMS

186 3

Empresários maus pagadores do imposto estadual serão intimados para negociar valores de dívidas. Se não fecharem acordo, poderão responder criminalmente por apropriação indébita de tributo. Medida é parte das primeiras operações definidas pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira) no Ceará.

A relação das 23 principais empresas devedoras do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) no Ceará tem incluídas uma empresa de ônibus, indústrias do segmento de mineração e bebidas, estabelecimentos comerciais de serviço e do ramo varejista. Elas chegam a declarar o recolhimento do tributo, mas não repassam os valores ao Estado. A divulgação dos nomes na lista é impedida por conta do sigilo fiscal. Seus débitos principais, somados, são de R$ 57,1 milhões. Quando acrescidos de juros, correções e multas, em dívidas acumuladas desde 2015, o montante salta para a casa dos R$ 90 milhões.

O governo estadual não vai abrir mão desse dinheiro e definiu que cobrará de forma mais incisiva. As primeiras notificações deverão ser expedidas até o próximo mês. Os maus pagadores serão intimados para audiência e deverão comparecer já com as situações do débito negociadas – quitadas integralmente ou em parcelamento. Caso contrário, poderão ser cobrados judicialmente na área penal, além da dívida do imposto. O empresário devedor poderá responder pelo crime de sonegação, que prevê de seis meses a dois anos de detenção e multa, além da quitação do débito. Se a Justiça avaliar a situação de delito continuado, pode agravar o tempo da pena.

*Confira mais detalhes da reportagem de Cláudio Ribeiro  no O POVO aqui.

Abono salarial de 2017 injetou R$ 17,3 bilhões na economia

Sacado por 22,6 milhões de trabalhadores nos últimos 11 meses, o abono salarial ano-base 2017 injetou R$ 17,3 bilhões na economia. A informação foi divulgada hoje (5) pela Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia. A quantia representa 91,72% do valor disponível para ser pago.

Um total de 2,04 milhões de trabalhadores não retirou o benefício, cujo prazo para saque terminou em 28 de junho. De acordo com a Secretaria de Trabalho. O dinheiro, equivalente a R$ 1,32 bilhão, ficou retido no Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

A maior quantidade de benefícios não sacados se concentrou na Região Sudeste, onde 1.001.660 de trabalhadores não retiraram o abono. Em seguida, vêm as Regiões Sul (400.208) e Nordeste (296.451). No Centro-Oeste, 212.493 não sacaram o benefício; e no Norte, 127.605 trabalhadores não fizeram o saque.

Benefício

Teve direito ao abono salarial quem estava inscrito no Programa de Integração Social (PIS) ou no Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) há pelo menos cinco anos e trabalhou com carteira assinada por pelo menos 30 dias em 2017, recebendo até dois salários mínimos. Além disso, é preciso que os dados do trabalhador tenham sido informados corretamente pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

Os empregados da iniciativa privada sacaram o abono do PIS nas agências da Caixa Econômica Federal. Já os servidores públicos e empregados de estatais fizeram a retirada nas agências do Banco do Brasil. O abono salarial ano-base 2017 começou a ser pago em 26 de julho de 2018.

O valor a que cada pessoa tem direito depende do tempo trabalhado formalmente no ano-base. Quem trabalhou por apenas 30 dias em 2017 sacou o valor mínimo, que é de R$ 84, o equivalente a 1/12 do salário mínimo. A quantia subia 1/12 por mês trabalhado até atingir um salário mínimo (R$ 998), para quem trabalhou durante todo o ano.

O trabalhador que não fez o saque no prazo estabelecido, até 28 de junho, deverá buscar orientações em uma das unidades de atendimento da Secretaria de Trabalho ou entrar em contato com a Central de Atendimento 158 para informar-se sobre como proceder.

(Agência Brasil)

Subsídios com dedução de gastos médicos no IR saltam 40% em sete anos

121 1

Os subsídios da União com deduções de despesas médicas no Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) cresceram 40% em sete anos, revelou relatório divulgado hoje (5) pela Secretaria de Avaliação de Políticas Públicas, Energia e Loteria do Ministério da Economia. A renúncia do governo federal com o benefício tributário passou de R$ 10,6 bilhões em 2010 para R$ 15,1 bilhões em 2017.

De acordo com o ministério, essa política é regressiva em relação à distribuição de renda porque beneficia apenas os 20% mais ricos da população. Segundo o Boletim sobre Subsídios da União, quanto mais alta a faixa de renda, maior o aproveitamento do benefício. Os 10% mais ricos se apropriam de 86% do total do subsídio. A parcela dos mais ricos (1% da população) concentrou 18% do total.

Em 2017, os subsídios para os consumidores de serviços privados de saúde atingiram R$ 45,9 bilhões. Isso equivale a 40% de todo o investimento da União em saúde pública no mesmo ano, que somou R$ 114,7 bilhões.

Além da dedução de gastos médicos no IRPF, que fez o governo deixar de arrecadar R$ 15,1 bilhões em 2017, o governo desonera a produção de medicamentos (R$ 11,2 bilhões) e isenta as contribuições patronais para a previdência das entidades filantrópicas (R$ 7,8 bilhões).

Sugestão

Entre as conclusões do relatório, está a defesa do fim das deduções com gastos médicos, em troca da redução das alíquotas do Imposto de Renda para toda a população.

Segundo o Ministério da Economia, a medida reduziria as desigualdades e resultaria em ganhos de eficiência econômica para o país, por meio do incentivo à oferta de trabalho e da diminuição de distorções nas políticas públicas.

(Agência Brasil)

Confiança do empresário cai 1,7% de maio para junho, aponta CNC

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), medido pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), recuou 1,7% na passagem de maio para junho e chegou a 118,3 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos. Na comparação com junho do ano passado, o indicador avançou 8,5%.

Na passagem de maio para junho, a queda foi puxada principalmente pela piora das avaliações sobre as condições atuais, que recuaram 5,1%. A avaliação sobre o momento atual da economia caiu 8,5%.

Tanto as expectativas do empresariado em relação ao futuro quanto as intenções de investimento recuaram de forma mais moderada, em 0,5%.

Na comparação com junho do ano passado, as avaliações sobre as condições atuais cresceram 12,8%. As expectativas subiram 7,2% e as intenções de investimento, 6,9%.

(Agência Brasil)

Operação Fake News – Receita Federal faz auditoria em 27 prefeituras do Ceará, Piauí e Maranhão

Auditores fiscais das Delegacias da Receita Federal do Brasil, que atuam nos estados do Ceará, Piauí e Maranhão estão realizando procedimentos de auditoria de crédito em 27 municípios dos três estados. O objetivo da Operação intitulada “Fake News”, é checar a legitimidade e legalidade dos valores informados a título de compensação para quitação dos débitos previdenciários apurados por estes municípios, informa a assessoria de imprensa do órgão.

Estão sendo auditadas as Prefeituras, secretarias e fundos vinculados. O valor total dos débitos compensados chega a aproximadamente R$ 80 milhões, apenas em valores originais, e compreende os anos de 2017 e 2018, havendo potencial para que a verificação se estenda até o ano de 2019.

Auditorias e Intimações

Segundo a Receita Federal, as etapas da operação incluem instauração de auditoria fiscal com intimação imediata para apresentação, no prazo de 20 (vinte) dias, dos documentos comprobatórios do crédito utilizado; processamento e análise das alegações e documentações apresentadas; lançamento de ofício dos valores compensados cuja legalidade do crédito não seja comprovada; representações aos órgãos competentes por crime contra a ordem tributária e previdenciária, por falsidade de informação e também por improbidade dos gestores e agentes públicos, quando comprovadas tais práticas, além de encaminhamento dos resultados aos respectivos Tribunais de Contas do Estado.

Essa operação tem previsão de ser concluída até setembro próximo, ocasião em que virá um balanço das ações adotadas e dos resultados obtidos, avaliando-se a continuidade da mesma em relação a outros municípios que também realizaram tal procedimento. A ordem é coibir práticas abusivas e danosas à sociedade, de supressão de pagamento das contribuições previdenciárias devidas à União, fundamentais para o financiamento da previdência pública e da assistência social.

Bancas de advogados

Em procedimento de diligências prévias, observou-se que os municípios em questão, para lançar mão de tais procedimentos, são orientados por algumas bancas de advogados contratados possivelmente por meio de dispensa de licitação, cujos pagamentos de honorários são realizados mediante contrato de risco, logo após a entrega da declaração que informa a compensação à Receita Federal. Isso, sem que haja a homologação do procedimento, expressa ou tácita, por parte do órgão, condição necessária para a extinção definitiva do crédito tributário.

Bolsa opera em queda

O principal índice da B3 – antiga Bolsa de Valores de São Paulo – opera em queda nesta sexta-feira (5). Às 11h01, o Ibovespa caía 0,82%, a 102.785 pontos, puxado pelas ações da Vale e da Companhia Siderúrgica Nacional com recuos de mais de 3%.

As ações da Petrobras, Bradesco, Azul e Eletrobras também têm desvalorizações.

Ontem, o Ibovespa, principal indicador de desempenho das ações negociadas na B3, bateu mais um recorde nominal ao encerrar o dia em 103.636 pontos, alta de 1,56% em relação ao pregão anterior. O recorde anterior, de 102.062 pontos, foi registrado em 24 de junho de 2019.

A cotação do dólar comercial está em R$ 3,83.

(Agência Brasil)

Poupança registra menor captação para junho em três anos

Depois de dois meses de retiradas, a poupança voltou a atrair o interesse dos investidores. Em junho, os depósitos superaram os saques em R$ 2,5 bilhões, informou hoje (4) o Banco Central. Esse resultado representa recuo de 55,7% em relação a junho do ano passado, quando os correntistas tinham depositado R$ 5,64 bilhões a mais do que tinham retirado. Desde junho de 2016, a aplicação não registrava captação tão baixa.

Com o resultado de junho, a caderneta de poupança acumula saques líquidos de R$ 14,5 bilhões nos seis primeiros meses de 2019. No mesmo período do ano passado, as captações (depósitos) tinham superado as retiradas em R$ 7,35 bilhões.

Até 2014, os brasileiros depositavam mais do que retiravam da poupança. Naquele ano, as captações líquidas chegaram a R$ 24 bilhões. Com o início da recessão econômica, em 2015, os investidores passaram a retirar dinheiro da caderneta para cobrir dívidas, em um cenário de queda da renda e de aumento de desemprego.

Em 2015, R$ 53,57 bilhões foram sacados da poupança, a maior retirada líquida da história. Em 2016, os saques superaram os depósitos em R$ 40,7 bilhões. A tendência inverteu-se em 2017, quando as captações excederam as retiradas em R$ 17,12 bilhões, e em 2018 (captação líquida de R$ 38,26 bilhões.

Com rendimento de 70% da Taxa Selic (juros básicos da economia), a poupança está se tornando menos atrativa porque os juros básicos estão no menor nível da história, em 6,5% ao ano. Nos últimos meses, o investimento não tinha conseguido garantir rendimentos acima da inflação, mas a aplicação voltou a atrair o interesse dos investidores porque a inflação está em queda.

Nos 12 meses terminados em junho, a poupança rendeu 4,16%. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA)-15, que funciona como uma prévia da inflação oficial, acumula 3,84% no mesmo período. No próximo dia 10, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga o IPCA cheio de junho.

(Agência Brasil)

Estudo mostra que bancos aumentaram taxas de serviços acima da inflação, apesar da crise

Na contramão da onda de acessibilidade e baixo custo, os bancos tradicionais continuam mantendo os preços dos serviços bancários em alta e promovendo reajustes abusivos de pacotes e tarifas avulsas. É o que mostra a pesquisa do Idec que compara os preços dos cinco maiores bancos do país (Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú e Santander), entre abril de 2017 a março de 2019.

O levantamento analisou 70 pacotes de serviços ofertados pelos bancos e constatou que o reajuste médio praticado foi de 14%, quase o dobro da inflação no período (7,45%). O maior reajuste foi aplicado pelo Bradesco, que teve variação de até 50% em um de seus pacotes.

Quando analisadas as tarifas avulsas, entre os 20 principais serviços mais utilizados pelos consumidores, também foram encontrados aumentos acima do esperado. Com exceção do Itaú, que reajustou sete tarifas (35% do total) acima da inflação, todos os bancos tiveram mais da metade dos seus serviços reajustados acima do índice. Foram encontrados 50 serviços com reajustes entre 10% e 89%, este último 12 vezes a mais que a inflação do período.

Bancos digitais

A pesquisa analisou ainda a atuação dos bancos digitais, que atraem clientes por oferecerem menos burocracia e em muitos casos anunciando “tarifa zero”. Os resultados mostraram que, entre os maiores bancos virtuais do País, todos possuem algum tipo de tarifa por algum serviço.

Para a economista do Idec Ione Amorim, “os bancos digitais repetem a falta de transparência na comunicação dos preços de seus serviços como as instituições tradicionais. Em geral, as tarifas existentes não são informadas na página inicial do site e, por muitas vezes, são difíceis de encontrar, assim como acontece com os 5 maiores bancos tradicionais do País”.

SERVIÇO

*Confira a pesquisa aqui.

(Com Site do Idec)

Custo da cesta básica caiu em 10 Capitais, aponta Dieese; Mínimo deveria ser de R$ 4.214,62

191 1

O custo da cesta básica caiu em junho em 10 das 17 Capitais analisadas pela Pesquisa Nacional da Cesta Básica, divulgada hoje (04) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Nas demais capitais analisadas pelo Dieese, o custo da cesta subiu.

Segundo o Dieese, as quedas mais expressivas ocorreram em Brasília (6,65%), Aracaju (6,14%) e Recife (5,18%). As maiores altas foram registradas em Florianópolis (1,44%), Rio de Janeiro (1,16%), Belo Horizonte (1,05%) e Campo Grande (1,03%). De janeiro a junho deste ano, todas as capitais analisadas acumularam aumentos, com destaque para Vitória (20,20%). A menor taxa foi registrada em Campo Grande (1,29%).

A cesta mais cara do país é a de São Paulo, onde o conjunto de alimentos essenciais custava, em média, R$ 501,68, seguida pelo Rio de Janeiro (R$ 498,67) e por Porto Alegre (R$ 498,41). As cestas mais baratas foram observados em Aracaju (R$ 383,09) e Salvador (R$ 384,76).

Salário mínimo

Com base na cesta mais cara do país, que foi observada em São Paulo, o valor do salário mínimo em junho, necessário para suprir as despesas de um trabalhador e da família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, seria de R$ 4.214, 62, ou 4,22 vezes o mínimo de R$ 998,00.

(Agência Brasil)

Indicador de investimentos cresce 1,3% em maio, diz Ipea

A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) teve alta de 1,3% em maio, em relação a abril, na série com ajuste sazonal. Os dados foram divulgados hoje (4), pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), e mostram o quanto as empresas investiram e aumentaram seus bens de capital.

O indicador do Ipea é um dos componentes do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país) pelo lado da demanda e, de acordo com o instituto, seu crescimento sinaliza um aumento da capacidade produtiva das empresas, refletindo a melhora da confiança dos empresários nos negócios.

Os investimentos aceleraram também no acumulado em 12 meses, passando de 2,7% em abril para 4,2% em maio. Em 2019, o indicador cresceu 3%. Quando comparado com o mês de maio do ano passado, o indicador registrou crescimento de 13,9%, influenciado, parcialmente, pelos efeitos da greve dos caminhoneiros em 2018, que geraram uma base de comparação menor.

Setores

O indicador computa investimentos em máquinas e equipamentos, construção civil e outros ativos fixos (como pesquisa e desenvolvimento, propriedade intelectual, lavouras permanentes e gado de reprodução). Apenas a construção civil apresentou desempenho negativo em maio, com queda de 0,8% em relação a abril.

O consumo aparente de máquinas e equipamentos (Came) cresceu 3,9% em maio deste ano. Entre os componentes do Came, o destaque vai para a importação de bens de capital, que avançou 16,1% (compensando a queda de 11,6% em abril). A produção nacional avançou 2%. O componente de outros ativos fixos teve alta de 0,6% no período, contribuindo para o resultado positivo dos investimentos, segundo o Ipea.

Na comparação com maio de 2018, os três itens da FBCF tiveram bom desempenho, influenciados, em parte, pelos efeitos negativos da greve dos caminhoneiros, ocorrida em maio do ano passado. O principal destaque foi o Came, que avançou 23,7% em relação a maio de 2018. O componente da construção, por sua vez, registrou alta interanual de 8,7% e os outros ativos fixos cresceram 6,4% em relação ao mês de maio de 2018.

(Agência Brasil)

Programa Corredores Digitais 2019 – Editais serão lançados nesta sexta-feira

163 1

O secretário da Ciência, Tecnologia e Educação Superior do Ceará, Inácio Arruda, lançará, às 9 horas desta sexta-feira, no Polo de Inovação Embrapii Fortaleza, o edital Corredores Digitais 2019. Trata-se de um programa de empreendedorismo e inovação do governo do Estado, que tem o objetivo de gerar novas empresas de base tecnológica, transformando ideias em empreendimentos inovadores.

Nesta edição, a chamada fixou a meta de selecionar até 220 times de empreendedores, impactando diretamente mais de 800 pessoas, com duração de seis meses cada, em duas modalidades: a primeira é a Criação de Negócio para equipes com ideias, pesquisas, invenções ou negócios em estágio pré-operacional para validação da solução e do modelo de negócio e, a segunda modalidade é a Tração de Negócio, para equipes com soluções em estágio operacional, que visam aumentar sua base de clientes e acessar investimentos.

Novos negócios

Os selecionados, de acordo com a assessoria de imprensa da Secitece, serão incentivados a desenvolver novos negócios incorporando tecnologias aos setores econômicos estratégicos do Ceará, mediante a oferta de ciclo de aprendizado prático em empreendedorismo e inovação, metodologia própria, infraestrutura, ambiente de prototipagem rápida, mentorias especializadas, network e incentivo econômico.

A partir da próxima segunda-feira, terá início a etapa de Difusão Empreendedora, que deve alcançar 10 mil pessoas em todo o Ceará com disseminação da cultura e conhecimento empreendedor através de ações como palestras, hackathons e workshops incentivando o público à submissão de projetos ao Programa. Interessados em receber essa ação deverá encaminhar solicitação através do link disponibilizado no site da Secitece.

SERVIÇO

*Polo de Inovação Embrapii Fortaleza – Rua Nogueira Acioli, 621, Bairro Aldeota.

(Foto – Agência Senado)

Empresa gaúcha de calçados instalará segunda unidade em Solonópole

Prefeito Webston Pinheiro comemora o acordo com a empresa e a Adece.

O setor calçadista cearense deve gerar 500 novos postos de trabalho, até o fim do próximo ano, com a abertura da segunda unidade da indústria gaúcha Neorubber em Solonópole (272 km de Fortaleza).

Em parceria com a prefeitura local, a Adece vai construir e ceder, em regime de comodato, um galpão de 2 mil m². E a prefeitura, outro de 800 m².

A implantação das estruturas, que deve levar um ano, vai gerar 100 empregos diretos e outros 400 quando a indústria estiver em operação.

A empresa já investe no Ceará com a subsidiária Sugar Shoes, “que gera 250 empregos diretos em Senador Pompeu”, diz o presidente da Adece, Eduardo Neves. A Neorubber produz 16 mil pares de sapatos por dia.

(Foto – Divulgação)

Produção de veículos registra alta de 2,8% no primeiro semestre

A produção de veículos teve um aumento de 2,8% no primeiro semestre do ano em relação ao mesmo período de 2018.

Segundo balanço divulgado hoje (4), em São Paulo, pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), de janeiro a junho foram fabricadas 1,47 milhão de unidades, enquanto nos primeiros seis meses de 2018 a produção ficou em 1,43 milhão de veículos.

Em junho, no entanto, foi registrada uma retração de -9% em junho em comparação com o mesmo mês do ano passado. Foram produzidos 233,1 mil veículos, contra 256,3 mil em junho de 2018. Em relação a maio deste ano, a queda ficou em -15,5%.

Vendas

As vendas tiveram alta de 12,1% no semestre, com a comercialização de 1,31 milhão de unidades. Em junho, foram vendidos 223,2 mil veículos, um crescimento de 10,5% em relação ao resultado do mesmo mês de 2018. Na comparação com maio, quando foram vendidas 245,4 mil unidades, a comercialização registra uma queda e -9,1%.

A produção de caminhões cresceu 11,8% no primeiro semestre do ano em relação ao período de janeiro a junho de 2018, com a fabricação de 55,4 mil unidades. Em junho, a produção ficou em 10 mil caminhões, uma alta de 16,2% em relação ao mesmo mês do ano passado. As vendas tiveram um aumento de 46,1% nos primeiros seis meses do ano, com o licenciamento de 46,8 mil caminhões.

Exportações

As exportações anotaram queda de -41,5% de janeiro a junho em comparação com o primeiro semestre de 2018. Foram vendidos para o exterior 221,9 mil veículos no período, contra 379 mil no ano passado. Em junho, a retração nas exportações ficou em -37,9%, com a comercialização de 40,3 mil unidades.

Emprego

A indústria fechou 800 postos de trabalho entre maio e junho, empregando atualmente 129,2 mil pessoas.

Em junho de 2018, trabalhavam no setor 132,8 mil pessoas.

(Agência Brasil)

Projeto cria serviço de alerta ao comércio para perda, roubo, furto ou clonagem de documentos

Tramitando, na Assembleia Legislativa, um projeto de lei de autoria do deputado Audic Mota (PSB) que cria o serviço de “Alerta de Documentos” nos sítios eletrônicos dos organismos de proteção ao crédito do Estado. O objetivo, segundo o parlamentar, é disponibilizar aos estabelecimentos comerciais e operadoras de cartões de crédito informações sobre perda, roubo, furto, extravio ou clonagem de documentos pessoais originais.

A adoção da medida, de acordo com Audic, ajudaria a evitar fraudes ou uso indevido de documentos por terceiros. O alerta seria acionado mediante iniciativa do consumidor, que deverá ter a opção de registrar a ocorrência sobre seus documentos, tanto presencial quanto virtualmente, munido de boletim policial. Os prazos para monitoramento da documentação deverão ser definidos pelos organismos de proteção ao crédito.

DETALHE – Sempre que uma empresa consulte dados de um consumidor junto aos bancos dos organismos de proteção ao crédito, também receberá a informação de perda, roubo, furto, extravio ou clonagem de documentos originais ou de suas cópias autenticadas.

(Foto – ALCE)

Estado paga primeira parcela do 13º nesta sexta-feira

665 6

O governador Camilo Santana (PT) já autorizou e, nesta sexta-feira, vai entrar na conta dos servidores públicos estaduais a primeira parcela do 13º salário, corresponde a 50%.

O restante será liquidado em dezembro próximo, beneficiando cerca de 160 mil servidores entre ativos, inativos e pensionistas.

Cerca de R$ 450 milhões entrarão na folha de pagamento do mês de junho, que tem um total de R$ 900 milhões.

Agora em julho, o Estado libera uma injeção financeira no mercado cearense, entre 50% do 13º salário e folha de junho, na ordem de R$ 1,35 bilhão, adianta a assessoria de imprensa do governo.

(Foto – Fabio Lima)

Brasil tem pior fluxo cambial para junho em quase quatro décadas

Pressionado pelo desempenho do mercado financeiro, o fluxo cambial registrou o pior resultado para meses de junho desde 1982, quando o indicador começou a ser divulgado. Segundo o Banco Central (BC), no mês passado US$ 8,286 bilhões saíram a mais do que entraram no país no câmbio contratado.

O fluxo cambial não considera apenas as entradas e saídas efetivas de dólares, mas os saldos contratados, que estão fechados em contrato e definidos para ingressarem ou deixarem o país. O indicador é dividido em duas partes: a conta financeira, que mede os fluxos no mercado financeiro, e a conta comercial, que mede não apenas o saldo da balança comercial, mas também instrumentos como adiantamentos de contratos cambiais e linhas de crédito para comércio exterior.

Em junho, a conta financeira registrou déficit líquido de US$ 8,434 bilhões, o pior resultado para o mês desde 2017. Apenas na última semana de junho, o indicador registrou fuga de US$ 8,994 bilhões. Tradicionalmente, empresas e investidores fazem remessas de lucros e de dividendos no fim de cada semestre.

O fluxo comercial registrou superávit de US$ 148 milhões. O resultado foi o pior para o mês desde junho de 2014, quando houve déficit de US$ 1,772 bilhão. Na comparação com todos os meses, o indicador foi o pior desde janeiro deste ano (-US$ 497 milhões).

O resultado de junho fez o fluxo cambial acumulado no ano ficar negativo. No primeiro semestre, o indicador registrou déficit de US$ 5,121 bilhões, com saída líquida de US$ 15,327 bilhões na conta financeira e superávit de US$ 10,205 bilhões na conta comercial.

No primeiro semestre de 2018, o fluxo cambial tinha encerrado com superávit de US$ 22,525 bilhões. Desse total, a conta comercial tinha acumulado superávit de US$ 29,767 bilhões; e a conta financeira, déficit de US$ 7,241 bilhões.

(Agência Brasil)