Blog do Eliomar

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Mercado estima inflação deste ano em 7,23%

“Instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) reduziram, pela terceira vez seguida, a projeção de inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), neste ano, de 7,25% para 7,23%. Para 2017, a projeção foi mantida em 5,07%. Essas estimativas são da pesquisa Focus, elaborada pelo BC com base em projeções de instituições financeiras para os principais indicadores da economia.

Mesmo com as reduções, a estimativa para a inflação em 2016 estoura o teto da meta, que é 6,5%. Para 2017, a projeção não supera o teto da meta (6%), mas ultrapassa o centro, que é 4,5%.

O principal instrumento usado pelo BC para controlar a inflação é a taxa básica de juros, usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic). Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida e isso gera reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Por outro lado, quando o Copom reduz os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, mas a medida alivia o controle sobre a inflação. Quando mantém a taxa, o Copom considera que ajustes anteriores foram suficientes para alcançar o objetivo de controlar a inflação.”

(Agência Brasil)

Em greve, bancários distribuirão bananas

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Nesta segunda-feira, os bancários do Ceará farão um ato de protesto contra a “intransigência dos banqueiros” em não negociar uma proposta com a categoria, que vive clima de campanha salarial. Os bancários estão em greve desde o dia 6 de setembro, há 28 dias.

A partir das 9h30min, em frente ao conhecido “BEC dos Peixinhos”, no Centro, o Sindicato dos Bancários do Ceará distribuirá bananas entre os clientes e transeuntes. Hora de “dar uma banana” ao descaso dos bancos em relação aos pleitos dos bancários.

 

Ministro da Fazenda prevê queda do desemprego para 2017

O ministro Henrique Meirelles disse nessa sexta-feira (30), em São Paulo, que a taxa de desemprego deverá começar a perder força a partir de 2017. Segundo ele, a situação da economia ainda é grave, mas a queda nos indicadores está começando a estabilizar.

“A expectativa é que [o desemprego] comece a cair no ano que vem”, disse. “Esperamos que, com o crescimento da economia, a retomada do emprego acontecerá inevitavelmente. Não imediatamente, acreditamos que durante o ano de 2017, certamente. Não há dúvida que com o crescimento acentuado e continuado da economia nos próximos anos, aí de fato, o desemprego vai tender a cair de uma forma consistente”.

O ministro da Fazenda disse, no entanto, que é prematuro falar em recuperação econômica, e que o país ainda vive uma recessão. “Ainda é prematuro dizer que já começou a recuperação [econômica]”, disse. “É muito séria ainda a situação. A economia continua em recessão, mas a queda começa a se estabilizar e muitos setores começam a dar indicadores de que podem já estar no início do processo de recuperação, que deve se confirmar e consolidar no próximo ano”.

Meirelles voltou a defender a proposta de emenda à Constituição (PEC), em tramitação no Congresso Nacional, que estabelece um teto para os gastos públicos. De acordo com ministro, mesmo antes de ser aprovada, a medida já está gerando um clima positivo na economia. “O fato de que já está em andamento no Congresso já faz com que a expectativa já melhore, que a economia já comece a dar sinal de recuperação”, disse.

(Agência Brasil)

Bandeira tarifária continuará verde, anuncia Aneel

“A bandeira tarifária que será aplicada nas contas de luz em outubro será verde, sem custo para os consumidores de energia elétrica. Este é o sétimo mês seguido que a bandeira é verde, que significa que não haverá nenhum valor adicional a ser pago.

Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), os principais fatores que contribuíram para a manutenção da bandeira verde são a evolução positiva do período úmido de 2016, que recompõe os reservatórios das hidrelétricas, o aumento de energia disponível com redução de demanda e a adição de novas usinas ao sistema elétrico brasileiro.

O sistema de bandeiras tarifárias foi adotado em janeiro de 2015, como forma de recompor os gastos extras das distribuidoras de energia com a compra de energia de usinas termelétricas. A cor da bandeira que é impressa na conta de luz (vermelha, amarela ou verde) indica o custo da energia elétrica, em função das condições de geração de eletricidade.”

(Agência Brasil)

BC – Contas públicas ficam negativas em R$ 22,2 bi

“O setor público consolidado, formado por União, estados e municípios, registrou déficit primário, receitas menos despesas, sem considerar os gastos com juros, de R$ 22,267 bilhões, em agosto, informou hoje (30) o Banco Central (BC). Esse foi o pior resultado para o mês na série histórica, iniciada em dezembro de 2001. O resultado do mês superou o déficit primário de R$ 7,310 bilhões de agosto de 2015.

Nos oito meses do ano, o resultado negativo chegou a R$ 58,859 bilhões, contra déficit de R$ 1,105 bilhão, em igual período de 2015.
Em 12 meses encerrados em agosto, o déficit primário ficou em R$ 169,003 bilhões, o que corresponde a 2,77% do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país.

Em agosto deste ano, o Governo Central (Previdência, Banco Central e Tesouro Nacional) registrou déficit primário de R$ 22,143 bilhões. Os governos estaduais também apresentaram resultado negativo, com déficit primário de R$ 818 milhões, e os municipais, superávit de R$ 165 milhões. As empresas estatais federais, estaduais e municipais, excluídas empresas dos grupos Petrobras e Eletrobras, acusaram superávit primário de R$ 529 milhões, no mês passado.

Déficit primário

A meta fiscal prevê um déficit primário de até R$ 163,9 bilhões nas contas públicas este ano. Para chegar a esse resultado do setor público consolidado, a expectativa é que o governo federal apresente déficit primário de R$ 170,496 bilhões e estados e municípios, um superávit de R$ 6,554 bilhões.

Em agosto, os gastos com juros nominais ficaram em R$ 40,676 bilhões, contra R$ 49,703 bilhões em igual mês de 2015. De janeiro a agosto, os gastos chegaram a R$ 254,575 bilhões. Em 12 meses encerrados em julho, as despesas com juros ficaram em R$ 418,035 bilhões, o que corresponde a 6,86% do PIB.

O déficit nominal – formado pelo resultado primário e os resultados de juros – ficou em R$ 62,943 bilhões no mês passado, ante R$ 57,013 bilhões de agosto de 2015. Nos oito meses do ano, o resultado negativo foi de R$ 313,434 bilhões, contra R$ 339,431 bilhões em igual período de 2015. Em 12 meses encerrados em agosto, o déficit nominal atingiu R$ 597,038 bilhões, o que corresponde a 9,64% do PIB.

A dívida líquida do setor público – balanço entre o total de créditos e débitos dos governos federal, estaduais e municipais – somou R$ 2,638 trilhões em agosto, o que corresponde a 43,3% do PIB, contra 42,5% de julho. A dívida bruta (contabiliza apenas os passivos dos governos federal, estaduais e municipais) chegou a R$ 4,272 trilhões ou 70,1% do PIB, com elevação de 0,5 ponto percentual em relação a julho.”

(Agência Brasil)

Micro e pequenas empresas têm dificuldades em pagar o 13º salário do seu pessoal

“A 3ª edição da pesquisa Termômetro ContaAzul chegou a uma conclusão preocupante: Mais de 1/3 (34%) das pequenas empresas ainda não sabem como arcar com os gastos extras de fim de ano, em especial o pagamento do 13º salário aos funcionários.

Cerca de 1.300 micro e pequenas empresas em todo o Brasil participaram da enquete que aconteceu na 1ª quinzena de setembro.

De acordo com o estudo, somente 22% das empresa tem uma reserva permanente para este fim.”

(Veja Online)

Desemprego atinge 12 milhões de brasileiros

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“A taxa de desemprego no Brasil, medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), subiu para 11,8% no trimestre encerrado em agosto, segundo dados divulgados hoje (30). Nos três meses anteriores, a taxa estava em 11,2%, e já era a maior da série histórica.

A pesquisa aponta 12 milhões de pessoas desocupadas no país, população classificada assim por ter procurado emprego sem encontrar. Em relação a março, abril e maio, a população desempregada de junho, julho e agosto aumentou em 583 mil pessoas, ou 5,1%.

Já a população ocupada caiu 0,8% na comparação entre os dois trimestres, com a perda de 712 mil postos. Ao todo, esse contingente soma 90,1 milhões de pessoas. Apesar disso, o número de empregados com carteira assinada se manteve estável em 34,2 milhões.

Desemprego era de 8,7% em 2015

A comparação de junho, julho e agosto de 2016 com o mesmo período de 2015 mostra uma redução de 2 milhões de pessoas na população ocupada e um acréscimo de 3,2 milhões de pessoas na população desocupada.

No ano passado, a taxa de desemprego neste trimestre era de 8,7%, e também estava em uma trajetória de alta em relação aos trimestres anteriores. O número de empregados com carteira assinada de 2016 caiu 3,8% em relação a 2015, com a saída de 1,4 milhão de pessoas desse grupo.”

(Agência Brasil)

Apesar da onda de crise no País, a Sefin garante 2ª parcela do 13º salário

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O secretário municipal de Finanças, Jurandir Gurgel, anuncia: em dezembro, a Prefeitura de Fortaleza vai pagar 8,67% do reajuste concedido aos servidores públicos municipais no início deste ano (reposição da inflação de 10,67% com 2% já pagos).

Ele também adiantou que está assegurado o pagamento da segunda parcela do 13º salário. Gurgel explica que o impacto neste último caso será menor por causa dos descontos líquidos que não são feitos na primeira.

 

Receita estuda retirar do Simples empresas devedoras. Sebrae/CE é contra

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Da Coluna O POVO Economia, da jornalista Neila Fontenele, no O POVO desta sexta-feira:

O Sebrae nacional está negociando com a Receita Federal a possibilidade de análise da decisão de notificar e até retirar do Simples empresas devedoras. A informação é do superintendente do Sebrae-CE, Joaquim Cartaxo, que considera “um retrocesso” a postura da Receita.

Na avaliação de Cartaxo, a pressão feita pelo fisco nacional pode fazer com que muitas pequenas empresas voltem à informalidade, depois de um ciclo bem-sucedido de regulamentação empresarial.

Bancos já podem financiar imóveis novos de até R$ 1,5 milhão com juros baixos

“A partir desta sexta-feira (30), as instituições financeiras já podem financiar imóveis novos de até R$ 1,5 milhão com juros de até 12% ao ano. O Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou os bancos a destinar 6,5% dos recursos da poupança para esse tipo de empréstimo.

O CMN mudou as normas de exigibilidade dos depósitos de poupança. Atualmente, os bancos são obrigados a destinar 65% dos depósitos na caderneta para o crédito imobiliário. Desse total, 13 pontos percentuais (20%) são destinados para operações de mercado e 52 pontos percentuais (80%) para operações do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), que financia imóveis de menor valor.

O SFH financia imóveis de até R$ 750 mil em Minas Gerais, no Rio de Janeiro, em São Paulo e no Distrito Federal e R$ 650 mil nos demais estados com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Com a mudança, a parcela da poupança destinada ao SFH cairá de 52% para 45,5% (de 80% para 70%), com a criação da faixa de 6,5% a ser aplicada na faixa de crédito para moradias de até R$ 1,5 milhão.

Os juros dos financiamentos do SFH estão limitados a 12% ao ano. Segundo a chefe do Departamento de Regulação do Sistema Financeiro do Banco Central (BC), Sílvia Marques, o FGTS não será usado nos financiamentos para imóveis de até R$ 1,5 milhão com recursos da poupança, mas essa nova modalidade de crédito terá o mesmo teto para as taxas.

(Com Agência Brasil)

Já fez sua Declaração do Imposto Territorial Rural?

“O prazo para a entrega da declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR) termina hoje (30). A previsão da Receita Federal é de que sejam entregues 5,4 milhões de declarações. A multa por atraso é de 1% ao mês calendário ou fração sobre o imposto devido, não podendo seu valor ser inferior a R$ 50,00. Um manual sobre o Imposto Territorial Rural de 2006 está disponível no site da Receita Federal.

Entre os que devem apresentar a declaração do imposto territorial estão pessoas físicas ou jurídicas proprietárias, titular do domínio útil ou possuidora a qualquer título, inclusive a usufrutuária; um dos condôminos, quando o imóvel rural pertencer simultaneamente a mais de um contribuinte, em decorrência de contrato ou decisão judicial ou em função de doação recebida em comum; e um dos compossuidores, quando mais de uma pessoa for possuidora do imóvel rural.

De acordo com a Receita, o vencimento da 1ª cota ou cota única do imposto é 30 de setembro de 2016 e não há acréscimos se o pagamento ocorrer até essa data. Sobre as demais cotas há incidência da taxa básica de juros (Selic) calculada a partir de outubro até a data do pagamento.

O pagamento do imposto pode ser parcelado em até quatro cotas mensais, iguais e sucessivas, desde que cada uma não seja inferior a R$ 50,00. O imposto de valor até R$ 100,00 deve ser recolhido em cota única. O valor mínimo de imposto a ser pago é de R$ 10,00, independentemente de o valor calculado ser menor, informa o Fisco.”

(Agência Brasil)

Grupo J. Macedo investirá R$ 500 milhões nos próximos cinco anos

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O Grupo J. Macedo vai investir R$ 500 milhões, nos próximos cinco anos, na expansão de suas fábricas de Fortaleza e de Salvador e Simões Filho, estas na Bahia.

A informação é do diretor de Novos Negócios, Daniel Lustosa, que esteve em São Paulo em reuniões com a cúpula do grupo.

Uma outra novidade: o Grupo vai investir mesmo em energias renováveis. Principalmente energia eólica.

 

Governo Central ultrapassou meta de déficit para o ano no acumulado de 12 meses

“A queda das receitas em meio ao crescimento de despesas obrigatórias fez o Governo Central – Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central – ultrapassar, nos 12 meses terminados em agosto, a meta de déficit primário esperada para 2016. No acumulado de 12 meses, o resultado negativo chegou a R$ 172,195 bilhões, contra uma meta estipulada de resultado negativo de R$ 170,5 bilhões para este ano.

O déficit primário é o resultado negativo das contas públicas desconsiderando o pagamento dos juros da dívida pública. Apenas em agosto, o Governo Central registrou déficit primário de R$ 20,346 bilhões, o pior resultado negativo para o mês desde o início da série histórica, em 1997. O montante representa quatro vezes o déficit de R$ 5,061 bilhões registrado em agosto do ano passado.

Nos oito primeiros meses de 2016, o déficit primário chega a R$ 71,419 bilhões, também o pior resultado para o período na história. De janeiro a agosto do ano passado, o governo registrou resultado negativo de R$ 13,964 bilhões.

De acordo com a secretária do Tesouro Nacional, Ana Paula Vescovi, o fato de o déficit no acumulado de 12 meses ter ultrapassado a meta deste ano representa apenas um efeito estatístico da quitação de passivos da União com bancos públicos e o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que fez o Tesouro desembolsar R$ 55,6 bilhões em dezembro do ano passado. Ela assegurou que o cumprimento da meta de déficit de R$ 170,5 bilhões será possível.

“Quando chegarmos a dezembro deste ano, esse valor de R$ 55,6 bilhões será eliminado das estatísticas de 12 meses. A base de comparação voltará ao normal, mostrando que a meta fiscal para 2016 será cumprida”, declarou.

Outro fator apontado pela secretária como responsável pelo déficit é a Previdência Social. De janeiro a agosto, a Previdência registrou déficit de R$ 87,574 bilhões, enquanto o Tesouro e o Banco Central tiveram superávit de R$ 16,156 bilhões. Segundo Ana Paula, somente reformas estruturais, como a da Previdência, serão capazes de reverter a tendência.

“Esse modelo de contingenciar [bloquear] despesas discricionárias [não obrigatórias] está se exaurindo. É preciso encontrar alguma maneira de conter a trajetória de crescimento de longo prazo das despesas obrigatórias, por meio de reformas importantes, como a da Previdência. O país tem de parar e debater a evolução das despesas obrigatórias”, disse.”

(Agência Brasil)

Produtores rurais do Norte e Nordeste terão 95% de desconto para quitar suas dívidas

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Helder Barbalho é o titular do MIN.

Os produtores rurais das regiões Norte e Nordeste, norte de Minas Gerais e norte do Espírito Santo acabam de ganhara o direito de renegociar dívidas de financiamento com recursos dos fundos constitucionais do Norte e do Nordeste (FNO e FNE) contratados antes de 2012. O anúncio veio do Ministério da Integração Nacional.

A Lei nº 13.340, publicada nesta quinta-feira (29) no Diário Oficial da União, oferece três benefícios a mais em relação a projetos anteriores: pela primeira vez a região Norte é beneficiada com medida de renegociação de dívida com desconto.

A segunda vantagem é que o percentual de desconto máximo para quem quiser quitar o débito passou de 85% para 95% – justamente para os financiamentos de menor valor. Além disso, foi ampliado o período das dívidas contratadas e que agora podem ser repactuadas.

Nas medidas anteriores, o refinanciamento poderia ser feito para dívidas contratadas até 31 de dezembro de 2008. Por esta nova regra, as dívidas tomadas até 31 de dezembro de 2011 poderão ser renegociadas.

A Lei permite ainda que os produtores rurais do Nordeste, norte de Minas Gerais e norte do Espírito Santo possam refinanciar o crédito tomado junto aos bancos federais Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. Com isso, quase um milhão de operações de crédito podem ser renegociadas. São 782 mil operações no Nordeste e 211 mil na região Norte.

Vendas nos supermercados tiveram alta de 0,80% no primeiro semestre deste ano

“As vendas dos supermercados tiveram alta de 0,80% de janeiro a agosto na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com o Índice Nacional de Vendas da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Em agosto, as vendas em valores reais (descontada a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA), caíram 2,65% em relação a julho e aumentaram 1,73% em relação ao mesmo mês do ano passado.

“Como já vínhamos verificando desde o mês de junho, o índice de vendas do setor mostra uma estabilização e, com isso, uma sensível melhora da economia, aumentando as nossas perspectivas de um segundo semestre melhor do que o primeiro. Vários indicadores do consumidor e dos empresários também mostram que a confiança está voltando”, disse o superintendente da Abras, Marcio Milan.

A cesta de produtos Abrasmercado, que analisa 35 produtos da lista dos mais consumidos, teve queda de 0,27% passando de R$ 487,34 em julho para R$ 486,04 em agosto. No acumulado do ano, a cesta teve elevação de 18,04%. Entre as maiores altas estão queijo muçarela (8,56%), queijo prato (8,54%), tomate (6,995) e leite em pó integral (6,365). As maiores quedas ficaram com os itens cebola (-18,73%), batata (-9,645), feijão (-4,89%) e carne dianteiro (3,01%).

A única alta de preços em agosto foi registrada na Região Nordeste (2,03%). No Sul, houve queda de 1,45%, no Norte, de 0,04%, no Sudeste, de 0,05% e no Centro Oeste, de 1,41%.”

(Agência Brasil)

E os candidatos a prefeito se esqueceram da educação para o trabalho

Com o título “Rosário de promessas”, eis artigo do ex-deputado federal e professor Ariosto Holanda, que está no O POVO desta quinta-feira. Ele analisa o quadro das promessas feitas pelos candidatos a prefeito e, principalmente, lamenta que a capacitação da população para o trabalho passou ao largo. Confira:

Ao ver na televisão as propostas dos candidatos a prefeito ou vereador dos municípios, me veio à lembrança o saudoso e conceituado jornalista Dorian Sampaio, quando em uma de suas análises assim se posicionou: “os candidatos disseram o que vão fazer, mas não falaram como vão fazer e se podem fazer”. Para mim, essa análise é bem atual.

Como anunciar o que vão fazer se há um desconhecimento total do orçamento do seu município? Que saldo existe no orçamento após pagamento das obrigações legais como custeio da máquina e outras despesas definidas por lei como as da educação e saúde? Ao que me consta, a realidade dos recursos orçamentários é de penúria ou deficitária. Recursos federais nem pensar.

Do rosário de propostas apresentadas, senti falta daquelas que tratam da capacitação da população, do trabalho e dos pequenos negócios. Penso nessas ações porque são elas que podem ajudar a resolver o problema da segurança. Se tomarmos o exemplo de Fortaleza, vários candidatos estão apresentando inúmeras propostas voltadas para resolver esse problema. Trata-se de uma situação social extremamente grave, que, na minha visão, poderá ser atenuada com educação e trabalho.

Só que o mercado de trabalho atual já está exigindo conhecimento tecnológico que a nossa escola não está transmitindo porque nunca investimos no professor. E o que é pior: como resolver o problema dos analfabetos funcionais cujo número em Fortaleza é da ordem de um milhão? Muitos dirão, vamos capacitá-los.

Pergunto, então: como? Com que escolas e professores? Lembrem-se de que o analfabeto funcional normalmente é um trabalhador que precisa atualizar os seus conhecimentos para atender à exigência do mercado. Essa atualização normalmente é feita num centro de treinamento informal modelo CVT ou em Centros de Ciências e Linguagens (português, inglês, matemática e informática) voltados para atualizar o conhecimento da população trabalhadora de modo a torná-la autodidata.

Caros candidatos: se querem ajudar a população pobre e sofrida do seu município, pensem em ações que venham melhorar o seu IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). Como? Melhorando a saúde com saneamento e habitação, investindo no professor para atualizar a escola e ajudando as micro e pequenas empresas para garantir a renda. Mas o Dorian perguntava: e o poder fazer? Esse na minha visão deriva do poder do povo.

*Ariosto Holanda

ariostoholanda@terra.com.br

Professor.

Câmara Temática de Logística da Adece sob nova direção

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O presidente do Conselho Temático de Infraestrutura da Federação das Indústrias do Ceará (Coinfra), Heitor Studart, tomou posse como presidente da Câmara Temática de Logística (CT LOG) da Agência de Desenvolvimento Econômico do Ceará (Adece). Ali, ele representava a federação.

O objetivo da CT LOG é apontar, discutir, equacionar e propor soluções para as principais demandas ligados ao sistema de infraestrutura cearense como os transportes rodoferroviário, aeroviário, dentre outros.

A Câmara, órgão colegiado criado pela Adece, é composta por representantes de 20 entidades privadas, organizações não governamentais e órgãos públicos relacionados com a cadeia produtiva do setor.

Além da Fiec, a Petrobras, Cearáportos, Infraero, Departamento Estadual de Rodovias (DER), BNB, Unifor e Transnordestina são alguns dos órgãos que integram essa Câmara (CT LOG).

 

Arrecadação de impostos caiu 10,12% em agosto

“O governo federal arrecadou R$ 91,808 bilhões em impostos e contribuições em agosto de 2016. O resultado representa queda de 10,12 % em relação ao mesmo período de 2015, corrigida a inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), utilizado pelo governo para estabelecer as metas. É o pior resultado desde agosto de 2009. Os dados foram divulgados, hoje (29), pela Receita Federal .

No acumulado do ano, a arrecadação federal somou R$ 816,188 bilhões, queda de 7,45% na comparação com o mesmo período do ano passado, também corrigido o IPCA. É o pior resultado acumulado desde 2010.

De acordo com a Receita, entre os principais fatores que influenciaram os números entre janeiro e agosto de 2016 estão o desempenho dos principais indicadores macroeconômicos, incluindo a produção industrial, com queda de 9,24% entre dezembro de 2015 e julho de 2016, e a venda de bens e serviços que teve impacto negativo de 9,64% na mesma comparação.

Houve ainda, no período, queda nas vendas de serviços, de 4,79%, e no valor em dólares das importações, com decréscimo de 27,02%. A massa salarial nominal cresceu 3,49%.”

(Agência Brasil)