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Senai fecha parceria com Grupo M. Dias Branco no campo da inovação

O Senai do Ceará fecha, neste mês de fevereiro, com o Grupo M. Dias Branco uma parceria na área da inovação tecnológica.

Segundo o diretor regional do órgão, Paulo André Holanda, o objetivo é promover uma troca de experiências nessa área e fomentar no Senai ações que, a partir do apoio de um dos maiores grupos do ramo de massas alimentícias do País, programas em benefício de outros setores da economia.

(Foto – Paulo MOska)

Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal no Ceará sob nova direção

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A nova diretoria executiva e o Conselho Fiscal do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil – Delegacia Sindical no Ceará tomam posse nesta segunda-feira, às 15h30min. O ato ocorrerá no auditório do Ministério da Fazenda (Bairro Aldeota).

O mandato se estenderá pelo triênio 2019-2021.

Confira a nova diretoria da Delegacia Sindical no CE

*Presidente: Patrícia Gomes Peixoto Seixas;

1º vice-presidente: Josué Teotônio da Luz;

2º vice-presidente: Edilson José de Queiroz Lins Júnior;

Secretária-geral: Maria Sônia Paraíba Barros;

Diretor-Secretário: Paulo Sérgio Miranda Gabriel Filho;

Diretor de Finanças: Raimundo Airton da Silva Rocha;

Diretora-Adjunto de Finanças: Fátima Cristina França de Menezes;

Diretor de Defesa Profissional: Wylkson Pinheiro da Silva;

Diretora de Assuntos de Aposentados e Pensões: Maria Nívia Barroso de Pinho Pessoa;

Diretora-Adjunto de Assuntos de Aposentados e Pensões: Maria Avany Mesquita;

Diretora de Assuntos Jurídicos: Fabiana Roldão da Rocha;

Diretora-Adjunto de Assuntos Jurídicos: Zaelite Dantas Teixeira;

Diretora de Defesa da Justiça Fiscal e da Seguridade Social: Francisco Nilson Fernandes Cardoso;

Diretor de Estudos Técnicos e Políticas Sociais: Marcelo Lettieri Siqueira;

Diretor de Assuntos Parlamentares: Alexandre Câmara Marques;

Diretor de Comunicação: Marcelo Oliveira Maciel;

1º Diretor Suplente: Gilberto Antônio M. Nobrega;

2º Diretor Suplente: Ricardo Cesar Bezerra de Moraes;

3º Diretor Suplente: Marcos Aurélio Mesquita Ximenes;

*Conselho Fiscal titular: Ana Lígia Linhares Pontes, Rita Maria Parente Linhares e Dionísio Carvalhedo Barbosa;

Conselho Fiscal Suplente: Morgana Carla de Sousa Gomes e Thayse Felipe Arente.

Brumadinho – Desastre mais que anunciado

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Com o título “Desastre mais que anunciado”, eis artigo de Jaime Sautchuk, jornalista, aproveitando consequências da tragédia de Brumadinho para comentar sobre barragens. Confira:

As barragens de usinas hidrelétricas, mesmo as maiores e mais complexas do país, oferecem um padrão de segurança bem superior aos de lagos de resíduos de minérios. Estes, porém, pela legislação em vigor, deveriam ser temporários.
Mas, essa norma tem sido descumprida pelas empresas mineradoras, prenunciando desastres gigantescos, como esse que se repetiu semana passada em mina de ferro da Vale, em Brumadinho, Minas Gerais.

A tragédia é muito parecida com a ocorrida há três anos, também em Minas, em exploração mineral também encabeçada pela Vale, em associação com multinacionais. Na ocasião, a lama venenosa atingiu em cheio o Rio Doce, em toda sua extensão, em Minas e Espírito Santo, e toda a grande população ribeirinha.

Desta vez, é o rio Paraopeba e, portanto, o São Francisco, onde a lama venenosa irá chegar, e, de novo, todas as cidades e comunidades ribeirinhas. Um estrago que não tem tamanho, a começar pelas mortes e devastação de áreas urbanas. Impede, de igual modo, o uso das águas atingidas e afeta o próprio terreno por onde vai passando. Desastres socioambientais que se repetem.

A Vale S.A. é a mesma Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), criada por Getúlio Vargas, em 1942, e privatizada por Fernando Henrique Cardoso, em 1997. Foi vendida por ridículos 3,3 bilhões de dólares, o que não pagava nem os 17 navios que a empresa tinha na ocasião. O restante, incluindo ferrovias, as minas de Itabira (MG) e de Carajás (PA) e tudo o mais que a empresa já controlava foi na manha.

Foi junto, também, o enorme conhecimento técnico acumulado pela empresa em vários ramos de conhecimento, em especial na extração de minérios e logística de transporte. É, hoje, uma das 30 maiores empresas do mundo, em todos os ramos de atividade.

As barragens de resíduos de minérios que a empresa mantém em suas áreas de mineração, no Brasil, são verdadeiros atentados ao bom senso. São buracos abertos no chão e pronto, como se o terreno fosse preparado pra suportar o peso e ação dos rejeitos minerais que compõem aquela lama guardada nesses reservatórios.

O correto — e previsto na legislação do país – seria preparar essas crateras que recebem os resíduos, compactando e impermeabilizando o solo, com a aplicação de concreto armado pra vedação, usando técnicas semelhantes às utilizadas em barragens de hidrelétricas, por exemplo.

É certo que o controle dos padrões técnicos do barramento de cursos d’água e depósitos de resíduos é feito por diversas instâncias de governos, sob a forte influência das empresas mineradoras. Estas, especialmente a Vale, mantêm em sua folha de pagamentos grande parte dos deputados federais e estaduais, nos estados onde têm atividades, de modo que controla os processos.

Em relação à barragem de Brumadinho, pra citar o caso mais próximo, decisão de dezembro do ano passado, do Conselho Estadual de Águas de MG, reduziu a posição dessa barragem na classificação de risco, eliminando a necessidade de cumprir novas etapas pra poder ficar do mesmo jeito. Ou seja, pelas normas em vigor, esse depósito deveria se adequar aos padrões. mas foi isentado disso por essa decisão de âmbito estadual.

Ademais, vale lembrar que, hoje, são 20.094 barragens cadastradas no país, a maior parte delas destinadas ao armazenamento de resíduos de minérios. Menos de 1% já foi vistoriada pela Agência Nacional de Águas (ANA), embora grande parte seja considerada de “alto risco” nos papéis oficiais. Entretanto, esse órgão federal alega dispor de pequeno quadro de técnicos e de recursos financeiros cada vez mais escassos, o que faz sentido, levando-se em conta o total descaso do governo do país a temas socioambientais.

A impunidade da Vale no caso de Mariana, no entanto, deu aval a que a empresa continuasse tocando seus projetos da mesma forma, com inteira liberdade, repetindo o desastre agora e pronta a repetir quantas vezes a natureza quiser. E não que a Justiça esteja impedida de julgar, pois o TRF-4, que trata do caso, é o mesmo que tem agido com larga presteza em questões que envolvam o ex-presidente Lula, por exemplo.

Por fim, nunca é demais lembrar, de igual modo, que a exploração mineral é um tipo de atividade econômica de necessidade duvidosa ao país. Em primeiro lugar, porque se trata de um recurso natural não renovável, que não precisa ser retirado do subsolo às pressas, numa política que interessa apenas aos grandes barões da mineração, entre os quais, a Vale.

*Jaime Sautchuk

Trabalhou nos principais órgãos da imprensa, Estado de SP, Globo, Folha de S.Paulo e Veja. Também atuou na BBC de Londres e dirigiu duas emissoras da RBS.

Ipece tem como titular professor do CAEN/UFC

O professor João Mário de França é o novo diretor-geral do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece). Ele assume o órgão levando pelo então titular, o também professor Flávio Ataliba, agora o secretário de Planejamento e Gestão de Mauro Filho, na Seplag.

João França leva para o governo estadual o prestígio do CAEN/UFC.

(Foto – Ipece)

Copom faz primeira reunião para definir taxa básica de juros nesta terça-feira

A primeira reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de 2019 será realizada na próxima terça-feira (5) e quarta-feira (6), vai analisar o cenário econômico e definir a taxa básica de juros, a Selic, que atualmente está em 6,5% ao ano. Instituições financeiras preveem que a taxa Selic deve permanecer no atual patamar na reunião desta semana. Ao final de 2019, no entanto, a expectativa é que a Selic esteja em 7% ao ano.

O Copom reúne-se a cada 45 dias. No primeiro dia da reunião, são feitas apresentações técnicas sobre a evolução e perspectivas das economias brasileira e mundial e o comportamento do mercado financeiro. No segundo dia, os membros do Copom, formado pela diretoria do BC, definem a Selic.

O Banco Central atua diariamente por meio de operações de mercado aberto – comprando e vendendo títulos públicos federais – para manter a taxa de juros próxima ao valor definido na reunião.

A Selic, que serve de referência para os demais juros da economia, é a taxa média cobrada em negociações com títulos emitidos pelo Tesouro Nacional, registradas diariamente no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic).

A manutenção da Selic no atual patamar, como prevê o mercado financeiro, indica que o Copom considera as alterações anteriores nos juros básicos suficientes para chegar à meta de inflação, objetivo que deve ser perseguido pelo BC.

Ao reduzir os juros básicos, a tendência é diminuir os custos do crédito e incentivar a produção e o consumo. Entretanto, as taxas de juros do crédito não caem na mesma proporção da Selic. Segundo o BC, isso acontece porque a Selic é apenas uma parte do custo do crédito.

Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de ficar acima da meta de inflação. Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

A meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. Para o mercado financeiro, a inflação (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA) deve ficar em 4% neste ano.

Histórico

De outubro de 2012 a abril de 2013, a taxa Selic foi mantida em 7,25% ao ano e passou a ser reajustada gradualmente até alcançar 14,25% em julho de 2015. Nas reuniões seguintes, a taxa foi mantida nesse patamar.

Em outubro de 2016, foi iniciado um longo ciclo de cortes na Selic, quando a taxa caiu 0,25 ponto percentual para 14% ao ano. Esse processo durou até março de 2018, quando a Selic chegou ao seu mínimo histórico (6,5% ao ano) e depois disso, foi mantida pelo Copom.

(Agencia Brasil)

Devedor do cheque especial migra para modalidade de custo mais baixo

Os bancos enviaram aos clientes mais de 14 milhões de ofertas de migração do cheque especial para o crédito parcelado, entre junho e dezembro de 2018. Mais de 5,2 milhões de débitos no cheque especial foram convertidos, no ano passado, em linhas de crédito alternativas a custo mais baixo, segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

O cheque especial é a modalidade de crédito com a maior taxa de juros do mercado para as pessoas físicas. Em dezembro de 2018, chegou a 312,6% ao ano ou 12,5% ao mês. Para se ter uma ideia, a taxa média dos juros do crédito pessoal é muito menor, 107,3% ao ano, 6,3% ao mês.

No ano passado, 12 bancos anunciaram uma medida de autorregulação com o objetivo de oferecer uma alternativa ao cheque especial, com taxas mais baixas. Desde julho, os clientes que utilizam mais de 15% do limite do cheque durante 30 dias consecutivos passaram a receber a oferta de um parcelamento, com taxa de juros menores que a do cheque especial definida pela instituição financeira.

A Febraban defende que o cheque especial seja usado somente para emergências e por curto espaço de tempo. Para a federação, o uso apropriado do cheque especial levará à redução da inadimplência e, consequentemente, da taxa de juros da modalidade. Entretanto, a redução da inadimplência e dos juros é pequena.

“No caso da inadimplência no cheque especial, verificou-se, de fato, uma queda, embora pequena, na comparação do ano passado com o anterior: a taxa, que havia variado entre 15,5% em maio de 2017 a 16,2% em dezembro de 2017, passou para uma variação entre 13,2% em maio de 2018 a 15,4% em dezembro do mesmo ano”, disse a federação, em nota à Agência Brasil.

A Febraban disse ainda que a taxa de juros de dezembro de 2018 (12,5% ao mês) ficou “abaixo” da verificada no mesmo mês de 2017 (12,8% ao mês). De novembro (12,4% ao mês) para dezembro de 2018, a taxa subiu 0,1 ponto percentual.

No último dia 29, ao apresentar os dados sobre crédito em 2018, o chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, Fernando Rocha, disse que a alta da taxa média do cheque especial em dezembro ocorreu porque uma instituição financeira aumentou os juros dessa modalidade. Além disso, os clientes que permaneceram no cheque especial em dezembro, mês de pagamento do 13º salário, são avaliados com maior risco de inadimplência pelos bancos e pagam juros mais caros.

“As taxas dos juros do cheque especial são as maiores disponíveis no mercado. São linhas de emergência para não serem usadas e se forem usadas, é para sair o mais rápido possível”, explicou Rocha. Ele acrescentou que o saldo do cheque especial não cresceu em 2018, indicando que menos pessoas estão usando essa modalidade de crédito.

Em dezembro de 2018, segundo dados do Banco Central, o saldo do cheque especial chegou a R$ 21,895 bilhões, com aumento de 0,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. O estoque do cheque especial representa 1,22% do total de R$ 1,79 trilhão em crédito para pessoa física com recursos livres (empréstimos com taxas de juros livremente definidas pelos bancos).

Procurados, os maiores bancos do país – Bradesco, Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Santander e Caixa Econômica Federal -, não responderam sobre o saldo, a taxa de juros e o prazo de pagamento da modalidade de crédito que substitui o cheque especial.

(Agência Brasil)

Uma reflexão sobre o potencial a ser explorado no Agronegócio no Estado do Ceará

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Em artigo sobre economia, o consultor financeiro e professor universitário Fabiano Mapurunga, Mestre em Administração com ênfase em Finanças e MBA em Gestão Financeira e Controladoria, aponta a necessidade de se fazer um trabalho forte de análise de potencial produtivo e de apoio técnico e de gestão, para as comunidades dos 116 municípios mais pobres do Estado, a fim de incluí-los no ciclo de exportações e aumentar, a sua participação no PIB. Confira:

Dentro de uma concepção de oportunidades de crescimento e de desenvolvimento econômico do Estado do Ceará, resolvi hoje tocar no assunto do Agronegócio, para levantar mais discussões sobre como aproveitar, mais ainda, as nossas aptidões geográficas, sejam climáticas ou geológicas, bem como logísticas e populacionais, a fim de potencializar mais ainda nossos resultados.

Conforme o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento demonstrou em seu relatório de fechamento do ano 2017, em virtude das secas, as exportações do agronegócio cearense, caíram 11,64% em relação a 2016. Em valores absolutos, estamos falando de um volume de R$ 593,99 milhões em 2017 contra R$ 672,21 milhões em 2016, representando um envio de 208,545 mil toneladas exportadas em 2017 e de 280,437 mil toneladas no ano anterior. A seca foi o ponto de explicação para esse decréscimo, mas levanto o ponto sobre, porque ainda não se foram implantadas tecnologias que amenizariam os efeitos da seca sobre nossa produção, e assim se reduziriam as assimetrias econômicas entre os municípios cearenses? A dependência econômica que nosso estado tem, em cima de apenas 5 dos 184 municípios que o compõem é gritante. Segundo dados do IBGE divulgados em dezembro de 2018, 60% do PIB (Produto Interno Bruto) cearense está concentrado entre Fortaleza com R$ 60,1 bilhões, Maracanaú com R$ 8 bilhões, Caucaia com R$ 5,4 bilhões, Juazeiro do Norte com R$ 4,1 bilhões e Sobral com R$ 4,1 bilhões. Em termos relativos, Fortaleza representa 44% do PIB cearense. Em contrapartida, 116 municípios mais pobres não chegam a somar 10% do total do PIB. Todos esses números nos levam a fazer algumas reflexões:

– O Ceará tem uma área total de 148.825 km2 e de 573 Km de litoral. Fonte: IBGE, IPECE, COELCE. Somos maiores do que muitos países do Oriente Médio como: Israel (20.770 km2 ), Emirados Arabes (83.600 km2 ), Chipre (9.251 km2 ), Jordânia (89.342 km2 ), dentre outros. Estes possuem uma eficiência de produção agrícola bem mais relevante do que a nossa, e enfrentam condições geoclimáticas bem mais adversas.

– Acredito que seja necessário se fazer um trabalho forte de análise de potencial produtivo e de apoio técnico e de gestão, para as comunidades desses 116 municípios mais pobres a fim de incluí-los no ciclo de exportações e aumentar, a sua participação no PIB;

– Vejo que o acesso ao crédito para subsidiar a produção é um elemento a ser ponderado com cautela, tanto analisando os fluxos exigidos pelos agentes financeiros, quanto se estudando a maneira como os agricultores estão gerindo esses recursos. Muitos não sabem alocar os recursos de uma maneira profissional, e acabam entrando em dívidas impagáveis.

Temos apontamentos de fortes tendências de crescimento como demonstram dados levantados pela ADECE, onde entre 2017 e 2018, quatro itens tiveram avanços importantes nas exportações: peixes (84,3%), mel de abelha (50,7%), frutas (17,6%) e castanha de caju (2,8%). Tal crescimento ainda é tolhido pela nossa crise hídrica. Muitos produtores têm optado por culturas que exigem menos consumo de água, para conseguirem manter sua renda.

Os esforços do Governo do Estado com as articulações para viabilizar os hubs portuário (porto do Pecém) e aéreo (grupo Air France/ KLM e Gol) têm sido fundamentais para a abertura de novas rotas comerciais para a Europa e para a Ásia.

Como disse no início, este artigo veio provocar discussões sobre quais alternativas podemos ter para avançar no agronegócio. Em nosso Estado temos órgãos muito competentes como a ADECE (Agência do Desenvolvimento do Estado do Ceará), que se predispõem a estudar todo esse contexto porém, nós pesquisadores e curiosos, podemos e devemos apoiar com nossos conhecimentos e experiências, assim nosso Estado estará cada vez mais acima da curva do crescimento econômico nacional. Mas o grande benefício se refletirá em nosso desenvolvimento econômico.

Fabiano Mapurunga

Consultor em Finanças e Negócios. Mestre em Administração com ênfase em Finanças. MBA em Gestão de Negócios. MBA em Gestão Financeira e Controladoria. Professor Universitário

Superávit da balança comercial cai 22,4% em janeiro

O crescimento das importações em ritmo maior que o das exportações fez o superávit da balança comercial cair em janeiro. No mês passado, o país vendeu para o exterior US$ 2,192 bilhões a mais do que comprou, recuo de 22,4% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Apesar da retração, esse é o terceiro melhor resultado para o mês, só perdendo para janeiro de 2006 (US$ 2,83 bilhões) e de 2018 (US$ 2,82 bilhões). No mês passado, o país exportou US$ 18,579 bilhões e importou US$ 16,387 bilhões.

Apesar do recuo no saldo da balança comercial, as exportações bateram recorde para meses de janeiro, tendo crescido 9,1% em relação ao mesmo mês do ano passado pelo critério da média diária. As importações, no entanto, aumentaram em ritmo maior, tendo subido 15,4% na mesma comparação, impulsionadas pela recuperação da economia.

As vendas de produtos básicos cresceram 10,1% na comparação entre janeiro de 2019 e janeiro de 2018 pelo critério da média diária. Os destaques foram milho em grão (crescimento de 56,6%) e algodão bruto (alta de 44,5%). As exportações de produtos semimanufaturados subiram 11,1%. As vendas de produtos industrializados aumentaram 15,2%, também pela média diária, puxadas por uma plataforma de extração de petróleo e por motores e turbinas para aviação.

Em janeiro, os preços médios das mercadorias exportadas caíram 4,27%. A quantidade exportada, no entanto, aumentou 19,41%, compensando a retração nas cotações das commodities (mercadorias primárias com cotação internacional).

Importações

Puxadas pelas mudanças no Repetro, que prevê a entrada no país de plataformas exportadas pela Petrobras, as importações de bens de capital (máquinas e equipamentos usados na produção) aumentaram 156,2% em relação a janeiro do ano passado. Também contribuíram para o crescimento as compras de veículos de carga, helicópteros e máquinas de impressão.

As importações de bens intermediários aumentaram 3,6%. Por outro lado, as compras de combustíveis e lubrificantes caíram 12,5% e a de bens de consumo, 3,5%.

Por causa do Repetro, regime especial de tributação para equipamentos da extração de petróleo, as estatísticas foram infladas por uma plataforma de petróleo, exportada por US$ 1,3 bilhão e importada por US$ 2,1 bilhões. Segundo o diretor do Departamento de Inteligência e Estatísticas de Comércio Exterior do Ministério da Economia, Herlon Brandão, sem a plataforma, as exportações teriam crescido 1,5% em janeiro, mantendo o recorde. As importações, informou o técnico, teriam subido 0,7%.

Depois de o saldo da balança comercial ter encerrado 2018 em US$ 58,959 bilhões, o segundo maior resultado positivo da história, o mercado estima um superávit menor em 2019 motivado principalmente pela recuperação da economia, que reativa o consumo e as importações.

Segundo o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central, os analistas de mercado preveem superávit de US$ 52 bilhões para este ano. Brandão informou que o Ministério da Economia não fará projeções oficiais para o saldo da balança comercial em 2019.

(Agência Brasil)

Serviço de parcelamento de multas de trânsito no cartão começa hoje

As multas emitidas pela Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC) poderão ser pagas por meio de parcelamento no cartão de crédito a partir desta sexta-feira, 1º. Além disso, será possível quitar dívidas relacionadas ao veículo, como diárias e remoções.

A nova modalidade está prevista na resolução 736/2018, publicada em julho de 2018, liberada pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). De acordo com a AMC, a ação visa “facilitar o pagamento de multas de trânsito e demais débitos relativos aos veículos”.

Segundo o gerente de Operações e Fiscalização da AMC, Disraeli Brasil, os motoristas podem parcelar qualquer débito retroativo. Ele diz que o consumidor pode, por exemplo, pagar uma parte da dívida em dinheiro e fazer o parcelamento do restante no cartão.

O serviço será realizado entre a operadora do cartão e o proprietário do veículo. As empresas que realizam o serviço são credenciadas no Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Três empresas estão aptas para fazer o serviço: a Zignet, a Datalink e a Vamos Parcelar. O número de parcelas fica a cargo de cada operadora.

Não existe limite para o valor mínimo ou máximo para o parcelamento. Os encargos ou eventuais diferenças nos preços, que podem ser cobrados por conta da escolha dessa modalidade, ficarão a cargo do titular do cartão de crédito ou débito.

Disraeli diz que o intuito é ampliar os locais de negociação. Ele ressalta que há possibilidade de, futuramente, o serviço ser ofertado online.

O órgão informou que o serviço está disponível no depósito que fica na avenida Juscelino Kubitschek, bairro Passaré, em Fortaleza. Os interessados podem se dirigir também a Central de Atendimento no terceiro andar do Shopping Benfica, na avenida Carapinima.

(O POVO Online / Foto: Mauri Melo)

Produção industrial tem alta de 1,1%, diz IBGE

A produção industrial brasileira fechou 2018 com um crescimento de 1,1%. O dado é da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), divulgada hoje (1º), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Em dezembro, a produção industrial cresceu 0,2% na comparação com novembro. Na média móvel trimestral, também houve alta de 0,2%. Já na comparação com dezembro de 2017, houve uma queda de 3,6%.

Setores

Entre as quatro grandes categorias econômicas, apenas os bens semi e não duráveis encerraram o ano em queda (-0,3%). Os bens de consumo duráveis tiveram alta de 7,6% e os bens de capital, isto é, as máquinas e equipamentos, cresceram 7,4%. Já os bens intermediários, ou seja, os insumos industrializados usados no setor produtivo tiveram crescimento de 0,4%.

A alta do ano foi sustentada por 13 dos 26 ramos industriais pesquisados, com destaque para veículos automotores, reboques e carrocerias (12,6%), metalurgia (4%), celulose, papel e produtos de papel (4,9%), indústrias extrativas (1,3%) e máquinas e equipamentos (3,4%).

Das 13 atividades em queda, os destaques ficaram com produtos alimentícios (-5,1%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-3,3%) e couro, artigos para viagem e calçados (-2,3%).

(Agência Brasil)

Vale S.A. deve R$ 42,5 milhões por poluição em Vitória

Os problemas ambientais da Vale S.A. vão além de Brumadinho e Mariana, informa, nesta quinta-feira, o jornalista Lauro Jardim, colunista do O Globo.

No Espírito Santo, a empresa deve R$ 42,5 milhões ao município de Vitória pelo chamado “pó preto”. O resíduo vem da mistura de partículas do minério de ferro e carvão que passam pelo Porto de Tubarão, operado pela Vale. O pó preto é prejudicial aos mares, rios e à saúde humana.

O caso rendeu uma multa de R$ 30,5 milhões para a Vale e a siderúrgica ArcelorMittal, aplicada pela prefeitura da capital em 2016. Somadas outras punições, a Vale deve R$ 42,5 milhões pelo pó preto, em valores atualizados.

As possibilidades de recursos administrativos se esgotaram. A Prefeitura de Vitória incluiu, hoje, as multas na dívida ativa. Em último caso, o valor pode ser executado judicialmente.

No ano passado, a Vale começou obras que têm o objetivo de reduzir a emissão do resíduo em Vitória.

(Foto – Reprodução TV Gazeta)

Inadimplência das empresas fecha 2018 com alta de 7,44%

O número de empresas com contas em atraso e registradas no cadastro de inadimplentes apresentou crescimento de 7,44% no fechamento de 2018 na comparação com 2017, mas o ritmo de alta perdeu força em quatro das cinco regiões analisadas. Já o número de dívidas contraídas em nome de pessoas jurídicas avançou 4,89% em dezembro na comparação anual. Os dados são da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).

De acordo com o indicador, na região Norte, o crescimento do número de empresas com contas sem pagar foi apenas 0,78%, a menor entre todas as regiões brasileiras. No Centro-Oeste, foi de 2,10%, enquanto no Nordeste, a alta foi de 2,35% e no Sul, de 3,71% – todas abaixo da média nacional e menores do que o percentual observado no auge da crise econômica, quando girava em torno de 10%. No ano passado, a única região a destoar foi o Sudeste, que encerrou o ano de 2018 com alta de 13,03% na quantidade de empresas inadimplentes.

O número expressivo foi influenciado pela revogação de uma lei no Estado de São Paulo que exigia por parte dos credores uma carta com Aviso de Recebimento (AR) antes de efetivar o registro de atraso. Com o fim da lei, que burocratizava e tornava mais caro o processo de registrar uma dívida no banco de dados, muitas das negativações que estavam represadas entraram na base de dados de forma mais abrupta.

Na avaliação do presidente da CNDL, José Cesar da Costa, o cenário da inadimplência mais bem comportada entre as empresas é um sinal de que a recuperação econômica já refletiu, em alguma medida, melhora no faturamento das empresas. “Embora a saúde financeira das empresas ainda não tenha voltado ao patamar anterior à crise, o ano de 2018 foi um pouco melhor em vendas do que os anteriores, o que deu um fôlego maior para as empresas conseguirem honrar seus compromissos financeiros e organizar pendências. Nota-se que a situação da inadimplência no âmbito corporativo está mais contornável do que entre as pessoas físicas”, explica o presidente.

De modo geral, a recuperação de crédito, ou seja, o movimento de quitação de dívidas em nome de pessoas jurídicas, aumentou 12,20% em dezembro de 2018 no acumulado em 12 meses, o que demonstra que mais empresas conseguiram colocar sua situação financeira em dia junto aos credores. Além disso, cada empresa devedora tem, em média, duas pendências financeiras.

Cegás prorroga programa que dá bônus de R$ 1 mil para incentivar uso de gás natural em veículos

A Companhia de Gás do Ceará (Cegás) prorrogou, por mais três meses, o programa que concede um bônus de R$ 1.000,00 (hum mil reais) para os primeiros 250 (duzentos e cinquenta) proprietários de veículos que se cadastrarem para a instalação do Kit GNV de 3ª ou 5ª geração, utilizando cilindro novo, desde o lançamento da ação em 31 de outubro de 2018. A empresa decidiu prorrogar as inscrições por não ter concedido todos os bônus previstos.

Poderão ter acesso ao benefício, os proprietários de veículos automotores, sejam eles pessoas físicas ou jurídicas, incluindo órgãos da administração pública direta e/ou indireta, que possuam veículos emplacados no Estado do Ceará. A medida visa incentivar o aumento do consumo de GNV no Estado.

O bônus a ser concedido por esse programa não será cumulativo com outros programas vigentes lançados pela Cegás.

A Cegás poderá criar uma lista de espera para aqueles participantes que quiserem receber o benefício, no caso da desistência de outro participante ou do não cumprimento de alguma determinação do regulamento, após terem sido realizados os primeiros 250 (duzentos e cinquenta) cadastros válidos.

Os candidatos ao bônus deverão preencher o termo de adesão, na forma estabelecida no regulamento, seus anexos e suas eventuais retificações, e entregá-los na portaria da sede da Cegás, na av. Washington Soares, 6475, bairro José de Alencar, em Fortaleza, em atenção à Gerência Comercial – GECOM.

A instalação do Kit GNV de 3ª ou 5ª geração será realizado em oficina instaladora/convertedora homologada pelo INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e tecnologia), durante o período de vigência do Programa. A lista com as oficinas instaladoras/convertedoras encontra-se disponível no site do INMETRO: http://www.inmetro.gov.br/inovacao/oficinas/listagem.asp

A entrega de toda documentação exigida pela Cegás deverá ser feita pessoalmente, sob pena de eliminação deste programa. A não entrega dos documentos exigidos, qualquer que seja o motivo, será considerado como desistência do benefício e resultará na exclusão do programa.

O participante deverá entregar à Cegás a cópia de todos os documentos relacionados em seu site e apresentá-los juntamente com os originais, de uma única vez, atualizados e vigentes na data de solicitação, de modo a validar sua participação e fazer jus ao benefício.

SERVIÇO

*O programa é válido em todos os municípios do Ceará. As inscrições serão realizadas, exclusivamente, através de formulário disponível no site da Cegás www.cegas.com.br até o dia 30 de abril deste ano.

Confiança empresarial atinge maior nível desde janeiro de 2014

O Índice de Confiança Empresarial, medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), subiu 1,9 ponto de dezembro de 2018 para janeiro deste ano e chegou a 98 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos. Com essa, que foi a quarta alta consecutiva do indicador, o índice atingiu o maior nível desde janeiro de 2014 (98,5 pontos).

A alta foi puxada pelo Índice de Expectativas, que mede a confiança dos empresários nos próximos meses e que avançou pela sétima vez consecutiva, em 1,7 ponto, para 104,5 pontos, o maior nível desde dezembro de 2012 (104,9 pontos).

O Índice de Situação Atual, que mede a confiança dos empresários no momento presente, no entanto, caiu 0,1 ponto, para 90,9 pontos, após dois meses em alta.

Em janeiro, houve alta de 65% da confiança dos 49 segmentos que integram o índice. No mês passado, a disseminação de alta havia alcançado 61% dos segmentos.

De acordo com a FGV, foram percebidas altas na confiança dos empresários da indústria (2,6 pontos) e de serviços (3,6 pontos). O setor da construção civil manteve o mesmo nível de confiança de dezembro. Já a confiança do comércio caiu 0,2 ponto.

Para o pesquisador da FGV Aloísio Campelo Jr., parte do otimismo empresarial está relacionada à perspectiva de mudanças na política econômica e na reforma da Previdência.

(Agência Brasil)

Desemprego ainda atinge 12,2 milhões de brasileiros, diz IBGE

A taxa de desemprego no Brasil ficou em 11,6% no trimestre encerrado em dezembro do ano passado, atingindo 12,2 milhões de brasileiros. Eis o que dizem os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (31), informa o Portal G1.

A taxa representa uma estabilidade frente ao trimestre móvel encerrado em novembro e um recuo de 0,3 ponto percentual em relação ao 3º trimestre (11,9%).

No ano de 2018, a taxa média de desocupação foi de 12,3%, ante 12,7% em 2017. O país, entretanto, encerrou o ano passado com apenas 116 mil desempregados a menos, no comparativo com o 4º trimestre de 2017.

Os números do IBGE mostram que a queda do desemprego no ano passado foi puxada pelo crescimento do trabalho informal ou por conta própria.

O número de trabalhadores sem carteira assinada cresceu 3,8% (mais 427 mil pessoas) no 4º trimestre de 2018, na comparação com o ano anterior. Já o número de trabalhadores por conta própria subiu 2,8% (mais 650 mil pessoas) em 1 ano.

Por outro lado, o número de trabalhadores com carteira assinada caiu 1% (324 mil pessoas a menos).

Lideranças cearenses se articulam em defesa do BNB

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O silêncio do governo Bolsonaro em relação ao Banco do Nordeste (BNB) acendeu o sinal de alerta de lideranças cearenses. Embora ainda não haja oficialmente nenhuma proposta concreta da equipe econômica em relação à instituição, a recente declaração do secretário de Desestatização e Desinvestimentos, Salim Mattar, de que apenas Petrobras, Caixa Econômica e Banco do Brasil devem permanecer como estatais, aliada à demora na nomeação da nova diretoria do banco, reforça as especulações sobre o futuro dos bancos de desenvolvimento regional.

A preocupação é que tanto uma eventual privatização, extinção ou incorporação por instituições maiores como o Banco do Brasil ou o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), necessariamente, impliquem riscos reais para o combate às desigualdades regionais.

Em 30 anos, somente com recursos do Fundo Constitucional do Nordeste (FNE), gerido pelo BNB, foram investidos em torno de R$ 250 bilhões no Norte dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo e no Nordeste. Metade destinada a mini, micro e pequenos empreendimentos.

“Seria uma irresponsabilidade grande acabar com um banco superavitário e que tem um caráter social gigantesco”, afirmou o deputado federal eleito, Capitão Wagner (Pros-CE).

Ele disse que irá aproveitar a reunião da bancada com a equipe econômica sobre a reforma da Previdência, prevista para ocorrer na semana que vem, para também tratar do tema.

O assunto também deve pontuar o discurso de posse do deputado federal da oposição, José Guimarães (PT-CE). “Ainda vamos tomar posse, mas temos que reagir à altura de qualquer ameaça. A bancada do Nordeste, e não só do Ceará, não pode deixar que esta manobra aconteça, porque seria um atentado contra a Região que até pouco tempo foi ponta de lança do crescimento do País”.

Ele reforça que os parlamentares podem ter um papel fundamental neste processo, principalmente, se a ideia do Governo for extinguir as instituições ou os fundos constitucionais, pois o processo teria que passar pelo Congresso.

O presidente da Federação das Câmaras dos Dirigentes Lojistas do Ceará (FCDL-CE), Freitas Cordeiro, diz que embora os empresários estejam otimistas quanto à assertividade das medidas econômicas do Governo, qualquer incerteza em relação ao papel do BNB será ponto de discordância. “Vamos resistir enquanto pudermos. Até porque hoje o crédito dos bancos regionais é o único contraponto que temos em termos de diferenciação ao Sul e Sudeste do País”.

Números do BNB

Em 2018, o BNB registrou volume histórico de R$ 41,4 bilhões emprestados.

Deste total, R$ 30,3 bilhões foram contratados via FNE, e o restante pelas linhas de microcréditos Crediamigo (R$ 8,7 bilhões) e Agroamigo (R$ 2,4 bilhões). Alta de 56% em relação a 2017.

Com 72,6 mil operações, o Ceará foi o terceiro estado que mais recebeu recursos oriundos do banco. Atrás da Bahia e do Maranhão.

Pelo FNE, foram R$ 3,7 bilhões em 2018.

Para 2019, o orçamento previsto do FNE é de R$ 23,7 bilhões.

(O POVO – Repórter Irna Cavalcante)

Caixa quer vender subsidiárias de loterias, seguros e cartões

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O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, informou hoje (30) que pretende vender todos os ativos que não fazem parte da atividade principal do banco. Segundo Guimarães, serão vendidas quatro subsidiárias do banco nas áreas de loterias, seguros, cartões e gestão de recursos (asset management).

Em evento do banco Credit Suisse para investidores, em São Paulo, Guimarães explicou que a ideia não é vender 100% da participação da Caixa, mas fazer uma abertura de capitais aos poucos.

Ele afirmou que pelo menos dois ativos serão vendidos ainda este ano e que o primeiro deve ser o de loterias. O presidente da Caixa destacou que, até junho de 2020, em uma previsão que ele mesmo considera conservadora, as quatro subsidiárias estarão com o capital aberto. Segundo Guimarães, a venda de subsidiárias ajudará a Caixa a pagar aportes da União no banco no total de R$ 40 bilhões.

O presidente da Caixa acrescentou que pretende abrir capital dos ativos nas bolsas de valores de São Paulo, a B3, e na de Nova York.

De acordo com Guimarães, o objetivo do governo com a venda de ativos é preparar a Caixa para o futuro. “Para que os próximos governos consigam ter uma Caixa mais sólida em termos de capital, mais rentável”, explicou.

Durante o evento, Guimarães disse também que a Caixa tem a meta de fazer R$ 100 bilhões em securitização (venda de direitos a receber) de crédito imobiliário, investir no mercado de maquininhas de cartão e cartão de crédito consignado.

(Agência Brasil)

Terminal de Passageiros do Mucuripe sem previsão de ser licitado

O Terminal Marítimo do Porto do Mucuripe vai continuar sendo usado mais como salão de festas do que área de receptivo de passageiros. Em Brasília, ontem, o diretor comercial da Companhia Docas do Ceará (CDC), Mário Jorge, ainda não conseguiu desatar o nó da licitação.

Não há previsão sobre essa questão que seria resolvida por leilão. Agora virá por meio de processo licitatório, o que promete demorar.

(Foto – Arquivo)

IPVA 2019 – Pagamento com desconto de 5% termina nesta quinta-feira

Proprietários de veículos têm até amanhã, 31, para pagar, com desconto de 5%, o IPVA. Já o parcelamento desse imposto vai de fevereiro a junho deste ano. Quem decidir pelo parcelamento, deverá pagar as parcelas nos dias 8 de fevereiro, 8 de março, 8 de abril, 8 de maio e 10 de junho de 2019.

O boleto é recebido em casas lotéricas e agências do Banco do Brasil, Caixa Econômica, Banco do Nordeste e Bradesco, além das farmácias Pague Menos.

Estão isentos do pagamento pessoas com deficiência, proprietários de táxi, ônibus urbano e metropolitano e veículos com mais de 15 anos. Veículos da União, Estado, municípos, autarquias, fundações, sindicatos e templos religiosos também estão isentos.

A Sefaz orienta que o contribuinte guarde o comprovante de pagamento do IPVA por cinco anos.

(Foto – Arquivo)