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BC estima inflação deste ano fechando em 6,6%

“A inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), deve fechar este ano em 6,6%, segundo projeção divulgada hoje (31) no Relatório de Inflação, editado trimestralmente pelo Banco Central (BC). A estimativa anterior, publicada em dezembro, era 6,2%. Para 2017, a estimativa de inflação passou de 4,8% para 4,9%. Em 12 meses encerrados em março de 2018, a projeção de inflação é 4,5%.

Esses cálculos são do cenário de referência, elaborado com base na taxa básica de juros, a Selic, no atual patamar (14,25% ao ano), e o dólar a R$ 3,70. O BC também divulga estimativas do cenário de mercado, em que são usadas projeções de analistas de instituições financeiras para a taxa Selic e câmbio. Neste caso, o IPCA também deve ficar em 6,9% este ano, ante 6,3% previstos em dezembro último. Para 2017, a estimativa de mercado foi ajustada de 4,9% para 5,4%.

Inflação

O Conselho Monetário Nacional (CMN) definiu como centro da meta de inflação 4,5% para 2016 e 2017. O limite superior é 6,5% este ano, e 6% em 2017. Ou seja, tanto na projeção do BC quanto na do mercado, a inflação vai ultrapassar o teto da meta este ano.

O Banco Central espera por maior retração da economia este ano. A projeção para a queda do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos, passou de 1,9%, divulgada em dezembro, para 3,5%.”

(Agência Brasil)

Cota do PMDB – Presidente do Banco do Nordeste diz que cargo é da presidente Dilma

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Da Coluna Vertical, do O POVO desta quinta-feira:

“O cargo é da presidente Dilma Rousseff. Ela nomeia e ela demite.”, avisa o presidente do Banco do Nordeste, Marcos Holanda, ao ser indagado se já colocou à disposição do Governo Federal o comando da Instituição, já que sua indicação tem o aval político do líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira.

Marcos Holanda não quis entrar no debate político e disse que vem tocando os trabalhos no BNB, seguindo orientação do ministro da Fazenda, Nelson Barbosa. Dentro dessa regra, esteve ontem em Brasília entrevistando o professor Luiz Esteves, da UFPR e pesquisador do Ipea, aprovado em seleção do banco para o cargo de economista-chefe, com responsabilidade de gerir, a partir da próxima semana, o Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene).

Ele participará hoje, em Fortaleza, de assembleia geral do BNB para aprovação de balanço. Ele, no entanto, andou conversando com Eunício, mas nada vazou desse encontro.

Petrobras – Conselho de Administração da estatal reduz em 43% cargos de gerentes

“A nova estrutura da diretoria e gerências da Petrobras terá uma redução de 43% nas cerca de 5,3 mil funções gerenciais em áreas não operacionais da estatal, superando a meta inicial da estatal fixada em 30%. A decisão foi tomada hoje (30) pelo Conselho de Administração da Petrobras, que aprovou os nomes dos diretores e dos gerentes executivos da companhia, seguindo a nova estrutura da companhia, apresentada em janeiro.

A nova estrutura também prevê a redistribuição de atividades e a fusão de áreas. Com essas medidas estima-se uma redução de custos na companhia de até R$ 1,8 bilhão por ano. As competências técnicas e as unidades de projeto serão centralizadas na área de Desenvolvimento da Produção e Tecnologia; e as áreas de Abastecimento e Gás e Energia passam a compor a nova diretoria de Refino e Gás Natural.

A área de Exploração e Refino será organizada por classes de ativos, com a criação de estruturas para Águas Profundas, Ultraprofundas, Terrestre e Águas Rasas, possibilitando melhor gestão do valor agregado pelos ativos e otimização da produção de óleo e gás.

As áreas da Presidência, Recursos Humanos , Saúde, Meio Ambiente e Segurança (SMS) e Serviços também vão passar por mudanças. As funções corporativas e de serviços serão centralizadas, trazendo as atividades, antes dispersas na companhia, para suas respectivas unidades.

Os nomes dos seis diretores da Petrobras aprovados pelo Conselho de Administração são: Roberto Moro, Desenvolvimento da Produção e Tecnologia; Solange Guedes, Exploração e Produção; Jorge Celestino Ramos, Refino e Gás Natural; Ivan de Souza Monteiro, Financeira e de Relacionamento com Investidores; Hugo Repsold Júnior, Recursos Humanos, Saúde, Meio Ambiente, Segurança e Serviços; além de João Adalberto Júnior, que responderá pela diretoria de Governança, Risco e Conformidade.”

(Agência Brasil)

Câmara Municipal aprova em menos de 24 horas a isenção de impostos para atrair o hub da TAM

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“Com menos de 24 horas de tramitação, projeto que concede benefícios fiscais para possível vinda do hub da TAM para Fortaleza foi aprovado nesta quarta-feira, 30, pela Câmara Municipal. Pelo texto, caso o equipamento seja confirmado no aeroporto Pinto Martins, ele já terá isenção de pelo menos três impostos municipais em sua construção, implantação e operação.

Hub é o termo da aviação para plataforma de distribuição de voos. Com a implantação do hub, o número de pousos e decolagens deve subir entre 20% e 25%, com ampliação no número de voos internacionais. Os benefícios contemplam ainda todos os imóveis adquiridos e utilizados pela companhia aérea.

A Prefeitura justifica as isenções destacando “melhorias na economia local e na geração de empregos, além de incremento na arrecadação do Município” que o equipamento traria. Ao todo, serão concedidas isenções nos impostos sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS), sobre Propriedade Territorial Urbana (IPTU) e sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI).

Câmara Municipal

A proposta, que chegou à Casa nesta terça-feira, 29, foi aprovado já no início da tarde desta quarta. Segundo o presidente da Câmara, Salmito Filho (PDT), a medida consolidará empregos na área de turismo. “Fortaleza tem como um dos seus principais focos o turismo, e trazer o Hub é fortalecer a economia local”, disse.

O vereador João Alfredo (Psol), no entanto, criticou vinda do equipamento para o aeroporto Pinto Martins. Ele destaca que o aeroporto já possui em entorno bastante urbanizado, que sofreria com poluição sonora em caso de ampliação. Para o parlamentar, solução melhor seria instalar um outro aeroporto, mais afastado das áreas domiciliares.

( O POVO Online)

Miguel Reale Jr. diz que “pedaladas fiscais” são suficientes para processar Dilma por crime de responsabilidade

“O jurista Miguel Reale Jr. disse que as pedaladas fiscais são elementos suficientes para que a presidenta Dilma Rousseff seja processada por crime de responsabilidade. Segundo o jurista, Dilma feriu a Lei de Responsabilidade Fiscal ao retardar o repasse de recursos para bancos públicos.

“Foi um expediente malicioso [as pedaladas] por via do qual foi escondido o déficit fiscal e foi, por via das pedaladas, que se transformou despesa em superávit primario. As pedaladas constituem crime e crime grave”, disse o jurista referindo-se aos atrasos de repasses a bancos públicos referentes ao pagamento de benefícios de programas sociais, como Bolsa Família, seguro-desemprego e abono salarial.

Segundo o jurista, que participa hoje de uma oitiva na comissão especial criada para analisar a admissibilidade do pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, as pedaladas fizeram com o que a União viesse a contrair operações de crédito com instituições financeiras dos quais ela é controladora.

O jurista disse acreditar que, mesmo tendo ocorrido atrasos semelhantes em governos anteriores, o diferencial em relação a Dilma é que as operações alcançaram um volume alto de recursos.

Para Reale Jr., a medida contribuiu a médio prazo para pressionar o aumento da inflação e diminuir a credibilidade da economia brasileira junto ao mercado financeiro. “Quero lhes dizer que o ajuste fiscal é um bem público, fundamental pedra angular da economia de um país e no momento em que se quebra é como uma queda em dominó que leva à inflação, recessão e desemprego. Portanto se apropriaram de um bem que foi duramente construído, que é o equilíbrio fiscal”, afirmou.

A reunião destinada a ouvir os autores do pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff começou com bate-boca entre deputados da base aliada e da oposição, favoráveis ao impeachment. O tumulto começou quando o deputado Weverton Rocha (PDT-MA) pediu a palavra para formular uma questão de ordem.”

(Agência Brasil)

FGTS poderá ser usado como garantia em empréstimo consignado

Agora o trabalhador do setor privado poderá utilizar até 10% do saldo de seu Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como garantia em um empréstimo consignado, por meio de desconto na folha de pagamento. A novidade está exposta numa Medida Provisória publicada nesta quarta-feira no Diário Oficial.

Além disso, o empregado também poderá dar como garantia nas operações até 100% do valor da multa paga pelo empregador, em demissões sem justa causa.

Com a medida, acredita-se que as taxas de juros cobradas em empréstimos para os trabalhadores do setor privado diminuam. A previsão do governo é de R$ 17 bilhões em novas operações de crédito aconteçam.

(Com Agências)

Gol reduzirá em 18% seus voos

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“A crise recrudesceu e obrigou a Gol a revisar sua projeção de redução no número de voos domésticos este ano. A empresa projeta diminuir entre 15% e 18% o número de decolagens em comparação com o registrado em 2015.

Isso significa dizer que é uma projeção três vezes pior do que a Gol estimava até poucos meses atrás. Em dezembro, a Gol comunicou oficialmente que neste primeiro semestre sua oferta de voos cairia entre 4% e 6%

A Gol acaba de fechar também o seu balanço de 2015, em que reportou um prejuízo de R$ 4,4 bilhões de reais, uma alta de 258% em comparação ao vermelho registrado no ano anterior.”

(Lauro Jardim – Veja Online/Foto – Paulo MOska)

EM FORTALEZA, a Gol liberou pacote de demissões recentemente. Há informações de que, passado o nevoeiro da crise, vai contratar. Só que com salários inferiores aos que desembolsava em algumas áreas operacionais.

Chineses preparam aporte no antigo BICBanco

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“Quase dois anos após a compra do controle do BicBanco – o primeiro brasileiro a ir parar nas mãos dos chineses –, o China Construction Bank vai injetar 200 milhões de dólares na instituição para garantir que ela cumpra os requisitos mínimos de capital exigidos pelo Banco Central.

A operação já foi aprovada pelos controlares e depende apenas do aval do órgão regulador de bancos chinês. A expectativa é que seja concluída até o fim do primeiro semestre.

Além da capitalização direta, o antigo BicBanco, atual CCB Brasil, já captou 900 milhões de dólares junto controlador, do total de uma linha de crédito já liberada de 2 bilhões de dólares.”
(Veja Online)

Setor público tem déficit de R$ 23,040 bilhões em fevereiro

“O setor público consolidado, formado pela União, estados e municípios, apresentou em fevereiro último saldo negativo nas contas públicas, de acordo com dados do Banco Central (BC), divulgados hoje (30), em Brasília. O déficit primário, receitas menos despesas, sem considerar os gastos com juros, ficou em R$ 23,040 bilhões, o pior resultado para meses de fevereiro na série histórica, iniciada em dezembro de 2001. Em fevereiro de 2015, o déficit foi bem menor: R$ 2,3 bilhões.

Em 12 meses encerrados em fevereiro, o déficit primário ficou em R$ 125,139 bilhões, o que corresponde a 2,11% do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país.

Em fevereiro de 2016, o Governo Central (Previdência, Banco Central e Tesouro Nacional) registrou déficit primário de R$ 26,433 bilhões. Os governos estaduais acusaram superávit primário de R$ 2,109 bilhões, e os municipais de R$ 622 milhões. As empresas estatais federais, estaduais e municipais, excluídas as dos grupos Petrobras e Eletrobras, anotaram superávit primário de R$ 662 milhões no mês passado.”

(Agência Brasil)

IPECE disponibiliza em seu site o Anuário Estatístico do Ceará 2015

Flavio Ataliba Diretor Geral IPECE (1)

O Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (IPECE) está disponibilizando, nesta quarta-feira, em sua página, o Anuário Estatístico do Ceará 2015 (http://www2.ipece.ce.gov.br/publicacoes/anuario/anuario2015/index.htm). O documento contempla variáveis, indicadores, tabelas e mapas que permitem a análise dos aspectos socioeconômicos e geográficos do Estado e de seus 184 municípios.

Segundo o diretor-geral do IPECE, Flávio Ataliba, o objetivo desse produto é possibilitar à sociedade e a pesquisadores e os órgãos de governo, acesso “a uma ampla base de dados sobre o estado do Ceará”. O documento, nessa edição 2015, está estruturada em seis seções.

A primeira seção, Território, apresenta uma descrição espacial do Estado do Ceará e encontra-se subdividida em cinco subseções: Posição e Extensão do Território, Recursos Naturais e Meio Ambiente, Divisão Político-Administrativa e Regional, Características dos Municípios e os Mapas.

A segunda seção, Demografia, apresenta os mais importantes temas para análise populacional no Estado do Ceará, pois tratam das questões ligadas à evolução da População, Famílias, Migração, Fecundidade, Natalidade, Mortalidade e Nupcialidade, além de Indicadores Demográficos.

Na terceira seção são apresentados os indicadores de Qualidade de Vida, que procuram retratar a realidade social do Estado do Ceará a partir da análise de diversos indicadores, resumidos em oito subseções: Educação, Saúde, Trabalho e Rendimento, Previdência e Assistência Social, Eleições e Representações de classes, Justiça e Segurança Pública, Cultura e Índices de Desenvolvimento.

A quarta seção, Infraestrutura, destaca informações relacionadas aos Recursos Hídricos, tais como: a presença de Recursos Hídricos, Energia, Rodovias, Habitação e Saneamento no Estado do Ceará, sendo que esses indicadores estão representados espacialmente na seção Mapas.

Na quinta seção são abordadas informações sobre Aspectos Econômicos, tais como: Contas Regionais, Agropecuária e Extração Vegetal, Indústria, Comércio, Transportes, Comunicações, Turismo, Intermediários Financeiros, Administração Pública, Prestação de Serviços e Índices, Preços e Custos seguido dos mapas com representação espacial dos indicadores.

Por fim, na sexta seção, são apresentadas informações sobre as Finanças da União, do Estado do Ceará e de seus Municípios, com dados provenientes da Secretaria da Receita Federal (SRF), da Secretaria da Fazenda (SEFAZ) e do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM).

Em linhas gerais, destacam-se no Anuário Estatístico do Ceará 2015 algumas informações, como, por exemplo, os dados de Produto Interno Bruto (PIB-Municipal) para os 184 municípios cearenses, no período de 2010 a 2013, calculados com base na nova metodologia elaborada pelo IBGE. Além disso, o Anuário traz, ainda, os indicadores de Demografia que mostram que a maioria dos municípios do Estado vem apresentando um aumento considerável da densidade demográfica e um aumento da expectativa de vida da sua população (o Ceará aumentou em 10 anos a esperança de vida ao nascer nos últimos 20 anos).

Índice do aluguel registraalta de 11,56% em 12 meses

“Em todo o país, o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), que reajusta os aluguéis, fechou em 0,51% em março, o que representa queda em relação a fevereiro, quando atingiu 1,29%. Em março de 2015, a variação foi de 0,98%. Considerando o acumulado de 12 meses, o índice apresentou alta de 11,56%. A taxa acumulada em 2016 até março é de 2,97%. Os números foram divulgados hoje (30) pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) foi de 0,44% contra 1,45% de fevereiro. O índice relativo aos bens finais foi de 1,52% em março. Em fevereiro, este grupo de produtos teve variação de 1,43%. O índice referente ao grupo bens intermediários foi de -0,93%. Em fevereiro, a taxa fechou em 1,16%. O principal responsável por este movimento foi o subgrupo materiais e componentes para a manufatura, que passou de 1,96% para -1,4%.

Números

Segundo a FGV, o grupo matérias-primas brutas variou 0,82% em março. Em fevereiro, registrou variação de 1,83%. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) apresentou taxa de 0,58% em março, ante 1,19% em fevereiro. A principal contribuição para o decréscimo partiu do grupo habitação (0,83% para -0,06%). Nesta classe de despesa, o item tarifa de eletricidade residencial passou de -0,58% para -3,18%.

Também apresentaram decréscimo os grupos: transportes (1,73% para 0,54%), educação, leitura e recreação (2,06% para -0,01%) e alimentação (1,42% para 1,12%). Registraram acréscimo em suas taxas de variação os grupos: comunicação (0,71% para 1,13%), despesas diversas (1,32% para 1,9%), vestuário (0,22% para 0,33%) e saúde e cuidados pessoais (0,69% para 0,73%).

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) foi de 0,79%, acima do resultado de fevereiro: 0,52%. O índice relativo a materiais, equipamentos e serviços acusou variação de 0,38%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,53%. O índice que representa o custo da mão de obra registrou taxa de 1,16%. No mês anterior, variou 0,51%.”

(Agência Brasil)

Ceará vira ilha de equilíbrio fiscal entre estados endividados e quebrados

foto tasso jereissati

Com o título “Ceará mantém cultura de responsabilidade fiscal”, eis o Editorial do O POVO desta quarta-feira. destaca o Estado do Ceará e seu equilíbrio financeiro, herança da Era Tasso Jereissati, avalizada por Ciro, Lúcio e Cid Gomes. Confira:

Em meio a uma avalanche de notícias ruins na economia, merece destaque o desempenho das contas públicas do Ceará. Segundo documento divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o Estado obteve a melhor avaliação no Nordeste em 2015. O estudo serve de subsídio para aprovação no Congresso da proposta de alongamento das dívidas dos estados frente ao BNDES. Sem dúvidas, é um alívio para o Estado que fez seu dever de casa no quesito equilíbrio fiscal.

A avaliação do Ipea leva em conta o comprometimento da receita corrente líquida com a dívida, déficit na Previdência, participação dos investimentos na despesa total e gastos com pessoal em relação à receita. O Ceará obteve a nota B. A melhor nota do País foi obtida pelo Pará (B+). Nenhum estado alcançou as notas máximas (A+, A e A-). Os piores desempenhos foram os de Minas Gerais (D), Goiás e Rio Grande do Sul (D+).

O bom desempenho das contas públicas do Ceará é fruto de uma cultura de gestão econômico-financeira iniciada ainda na segunda metade da década de 1980. Uma cultura que teve início com Tasso Jereissati, à frente de três mandatos, e mantida por todos os outros governadores desde então: Ciro Gomes, Lúcio Alcântara e Cid Gomes.

Camilo Santana, o atual governador que manteve Mauro Benevides Filho na Fazenda (o economista também comandou a pasta nas duas gestões de Cid), vem mantendo a mesma linha de responsabilidade e profissionalismo no tratamento das contas públicas. Diante da grave crise na economia, é certamente o governador que vem tendo maiores dificuldades de manter o equilíbrio das contas.

Um Estado com suas contas equilibradas, mantendo a capacidade de cumprir seus compromissos, incluindo o pagamento dos salários dos servidores, é fator determinante para que o Ceará mantenha a condição de levantar recursos internos e externos visando viabilizar os tão necessários investimentos públicos.

A vigilância das contas deve ser permanente. Nesse momento, cada centavo precisa ser usado considerando a âncora técnica. O setor público hoje sofre com a queda na arrecadação. A linha é tênue e o pior que pode acontecer é o desajuste que, por exemplo, marcou dramaticamente o Ceará do início da década de 1980.

Conta de luz do cearense aumenta a partir do próximo dia 22

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A conta de luz dos cearenses vai subir mesmo a partir do próximo dia 22. Isso, mesmo com a bandeira verde valendo para abril, o que alivia , pois não haverá cobrança extra. Mas, no próximo dia 19, haverá reunião pública da diretoria colegiada da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para definir o reajuste tarifário anual da Coelce, como manda contrato de privatização.

Apesar de ainda não ter um percentual prévio, especialistas acreditam que este ano o reajuste ficará mais próximo da inflação do período. O diretor institucional da Coelce, José Nunes, confirma que o dia 22 será a data em que a Aneel anunciará o reajuste da conta de luz dos cearenses.

Senado aprova projeto que permite microempreendedor usar a própria casa como sede comercial

“O plenário do Senado aprovou, nesta terça-feira (29), um projeto de lei da Câmara que autoriza microempresários a adotarem a própria residência como endereço para as empresas. O projeto, de autoria do deputado Mauro Mariani (PMDB-SC), permite microempreendedores a usar a própria casa como sede comercial, sempre que não for indispensável a existência de local próprio para o exercício da atividade.

A proposta altera a legislação que criou o Simples Nacional (Lei Complementar 123/06) e busca facilitar a adesão de pessoas ao regime simplificado de tributação, afastando restrições impostas por leis estaduais que não permitem o uso do endereço residencial para cadastro de empresas.

Os senadores chegaram a votar uma proposta de emenda ao texto da Câmara, mas ela não foi aprovada. Assim, o projeto foi aprovado sem alterações e segue para sanção da presidenta Dilma Rousseff.”

(Agência Brasil)

Governo Central registra segundo maior déficit mensal da história em fevereiro

A queda na arrecadação decorrente do agravamento da crise econômica levou o Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) a registrar o segundo maior déficit primário mensal da história. Em fevereiro, o Governo Central registrou resultado negativo de R$ 25,07 bilhões.

O déficit primário é o resultado das contas públicas antes do pagamento dos juros da dívida pública. O resultado de fevereiro só não é pior que o de dezembro do ano passado, quando o déficit alcançou R$ 60,727 bilhões. Naquela ocasião, no entanto, o resultado negativo havia sido inflado pelo pagamento de passivos da União com bancos públicos e fundos oficiais por determinação do Tribunal de Contas da União (TCU).

Com o resultado de fevereiro, o Governo Central passou a acumular déficit primário de R$ 10,274 bilhões nos dois primeiros meses do ano. O desempenho negativo anulou o superávit primário de R$ 14,835 bilhões obtido em janeiro.

Segundo o Tesouro Nacional, o principal responsável pelo déficit no mês passado foi a redução nas receitas líquidas, que caíram 13% em fevereiro em relação ao mesmo mês do ano passado. Em contrapartida, as despesas aumentaram 8% acima da inflação, pressionadas por gastos obrigatórios.

Os destaques foram os aumentos de 136,3% do pagamento do abono salarial e do seguro-desemprego, decorrente da mudança no calendário que adiou desembolsos que deveriam ter ocorrido no ano passado para este ano.

(Agência Brasil)

Fiscais do Município vão paralisar nesta quarta-feira

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Fiscais do Município de Fortaleza vão paralisar as atividades, a partir das 9 horas desta quarta-feira, com ato em frente a sede da Agência Municipal de Fiscalização (AGEFIS), no bairro Passaré. A categoria tomou a decisão com o objetivo de pressionar a Prefeitura pela revisão do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) e da gratificação de desempenho.

A presidente da Associação dos Ficais do Município, Ana Lúcia Oliveira, informa que a categoria segue sem reajuste desde 2012 e com a menor remuneração do Brasil.

Ela acrescenta que a associação procurou o prefeito desde o segundo turno das eleições, em 2012,  reivindicando a reestruturação da fiscalização. Ana Lúcia diz ainda que a categoria contribuiu “bastante” para a criação da AGEFIS, no fim de 2014. “A partir daí, iniciamos a batalha pela melhoria salarial”, acrescenta.

Em janeiro deste ano, a mesa de negociação dos servidores iniciou reuniões com a Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Gestão (SEPOG) para verificar a margem financeira de reajuste. “Formou-se um novo grupo de trabalho para verificar o que já vínhamos afirmando: os fiscais municipais de Fortaleza têm a menor remuneração do Brasil”, destaca Ana Lúcia.

“Não tem nada amarrado, a não ser a palavra do prefeito. Sabemos que a PMF não deve estar mesmo confortável financeiramente, mas a estratégia deles deveria ter sido de abrir o jogo”, complementa Ana Lúcia.

Banda larga fixa tem a pior avaliação dos consumidores em pesquisa da Anatel

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“Uma pesquisa realizada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) sobre os serviços de telefonia e internet mostrou que o setor com a pior avaliação em relação à satisfação dos consumidores é o de banda larga fixa, que obteve nota 6,58 em nível nacional, em uma escala de zero a dez. A telefonia fixa foi o serviço que recebeu a maior nota: 6,97, seguida da telefonia celular pós-paga, com nota 6,72, e pré-paga, com nota 6,62.

De acordo com a pesquisa, os aspectos que receberam avaliações mais negativas em todos os serviços estão ligados ao atendimento telefônico das prestadoras, incluindo o tempo de espera para falar com atendente, e também à sua capacidade de resolver demandas, como pedidos de mudança de planos e de correções em faturas.

Em alguns casos, metade dos entrevistados declarou ter entrado em contato com a prestadora nos seis meses anteriores à pesquisa para resolver problemas de cobrança ou pedir reparo do serviço.

A superintendente de Relações com os Consumidores da Anatel, Elisa Leonel, ressaltou que a pesquisa fornece dados tanto para os consumidores quanto para basear as ações da agência reguladora.

“Ao publicarmos os resultados, estamos dando ao consumidor referências essenciais para que ele possa escolher qual prestadora irá contratar. Ao mesmo tempo, a pesquisa dá à Anatel informações essenciais para que ela possa direcionar suas ações de fiscalização, de controle e mesmo os seus regulamentos para solucionar os problemas que mais geram insatisfação nos consumidores”, avalia.

Os dados foram coletados em mais de 150 mil entrevistas telefônicas realizadas com consumidores no segundo semestre de 2015 e abrangem os serviços de telefonia pré e pós-paga, telefonia fixa e banda larga fixa. Além de aferir a satisfação dos consumidores, a pesquisa mediu como o consumidor percebe a qualidade do serviço de acordo com diferentes aspectos, tais como o funcionamento, a cobrança e a oferta e contratação, entre outros.

SERVIÇO

*Os resultados completos da pesquisa podem ser acessados no site da Anatel.”

(Agência Brasil)

Fortaleza 2040 – Iplanfor e Sinduscon promovem debate sobre inclusão produtiva na construção civil

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O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon) promoverá nesta terça-feira, a partir as 17 horas, no auditório da Fiec, o workshop “Fortaleza 2040 – Dinamização econômica e inclusão produtiva na construção civil”. O encontro, uma parceria da entidade com o Instituto de Planejamento de Fortaleza (Iplanfor), pretende reunir empresários da construção civil, sindicatos e conselhos afins ao setor, profissionais liberais, além de professores e estudantes da área.

O Plano Fortaleza 2040 está dividido em seis eixos, com visões, objetivos e ações estratégicas integradas para o desenvolvimento das dimensões urbanística, ambiental, social e econômica, organizados em um Plano Mestre Urbanístico, Plano de Mobilidade Urbana, Plano de Desenvolvimento Econômico e Social, organizados em seis módulos de quatro anos, devendo servir de guia para as próximas seis administrações municipais (2017 a 2040).

O evento vai debater a visão e os objetivos estratégicos do eixo 5 (Dinamização econômica e inclusão produtiva), traçados através do Plano Fortaleza 2040, e pretende formular e definir propostas de ações e iniciativas para o fortalecimento e o desenvolvimento da construção civil em Fortaleza.

“Precisamos estar engajados em ações como essa e buscar soluções em conjunto para o crescimento do nosso setor”, afirma o presidente do Sinduscon/CE, André Montenegro.

Índice de Confiança do Comércio caiu 1,7% neste mês

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“O Índice de Confiança do Comércio (Icom), medido pela Fundação Getulio Vargas, caiu 1,7 ponto em março deste ano. O indicador recuou de 68,8 pontos em fevereiro para 67,1 pontos (em uma escala de zero a 200). A queda foi provocada principalmente pela piora da avaliação dos empresários do comércio em relação ao futuro, já que o Índice de Expectativas caiu 2 pontos.

O principal responsável pela queda de 2 pontos do Índice de Expectativas foi o componente que capta o grau de otimismo em relação às vendas nos três meses seguintes e que diminuiu 2,5 pontos em relação a fevereiro.

Já o Índice da Situação Atual, que mede a confiança do empresário em relação ao momento atual, teve queda de 1,2 ponto e chegou a 62,3 pontos. O recuo foi puxado principalmente pelo componente que mede o grau de satisfação com o volume da demanda atual e que caiu 6,5 pontos.”

(Agência Brasil)

Ministro da Fazenda espera retomada do crescimento econômico em 2017

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“O ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, disse hoje (29), que o governo já tem dados que indicam o início de reequilíbrio das contas públicas e que espera a volta do crescimento em 2017, com manutenção nos anos seguintes. Para isso, espera a aprovação no Congresso Nacional de medidas enviadas pelo Executivo como as mudanças do ajuste fiscal. Barbosa participa de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal para explicar as medidas do governo para equilibrar as contas públicas.

Ele destacou o ajuste rápido que tem ocorrido no setor externo e disse que o Banco Central (BC) tem novas perspectivas para o déficit em conta corrente, um dos principais indicadores das contas externas. Na semana passada, na mesma comissão, o presidente do BC, Alexandre Tombini, já tinha informado que o déficit em conta corrente, um dos principais indicadores das transações do Brasil com outros países, deve recuar para US$ 30 bilhões, com a balança comercial atingindo saldo de US$ 30 bilhões. Outro fator destacado pelo ministro é a redução da inflação.

“Temos dados que mostram um início de reequilíbrio das contas brasileiras. No setor externo está ocorrendo um ajuste mais rápido do que o esperado. Há sinais de redução da inflação. Porém, ainda temos o desafio de estabilizar o nível da atividade econômica”, disse Nelson Barbosa.”

(Agência Brasil)