Blog do Eliomar

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Conta de luz terá bandeira verde em abril e nada de cobrança extra para consumidor

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“A partir de 1º de abril, a bandeira tarifária das contas de energia elétrica será a verde – e, portanto, não haverá nenhum acréscimo de valor para os consumidores. A bandeira que vai vigorar no próximo mês foi decidida nesta terça-feira (29) em reunião da diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Segundo a agência, a mudança da bandeira tarifária foi decidida diante da simulação dos custos de geração e distribuição de energia elétrica e do superávit acumulado nos últimos meses nas contas do sistema de bandeiras.

Desde que foi implementado o sistema de bandeiras tarifárias em janeiro de 2015, até fevereiro de 2016, a bandeira se manteve vermelha. Em março, passou para amarela. O aumento de chuva neste ano, que melhorou o volume dos reservatórios das hidrelétricas, aliado à redução da demanda e à inclusão de novas usinas no sistema elétrico brasileiro, possibilitou a mudança das bandeiras tarifárias nos últimos meses.

A cor da bandeira indica se a energia custa mais ou menos, em função das condições de geração de eletricidade. “Com as bandeiras, a conta de luz fica mais transparente e o consumidor tem a melhor informação para usar a energia elétrica de forma mais consciente”, informa a Aneel.

Segundo a agência, a bandeira tarifária não é um custo extra na conta de luz, mas uma forma diferente de cobrar um valor que era incluído na conta de energia, sem acréscimo no reajuste tarifário anual das distribuidoras.”

(Site Último Segundo)

FPM – Última parcela de março é inferior 6,51% ao repasse de igual período de 2015

O último repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) de março será de R$ 1.741.836.337,53 – considerando a retenção constitucional do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). Sem esse abatimento retido na fonte, o recurso a ser distribuído entre os 5.568 Municípios brasileiros, nesta quarta-feira (30) chega a R$ 2.177.295.421,91 – valores brutos.

Segundo levantamento da CNM, o repasse apresenta redução nominal de 6,51%, em relação ao montante transferido no terceiro decêndio de março de 2015. Além disso, ao somar os três valores do FPM transferidos este mês, a verba foi 10,73% menor do que o valor repassado no mesmo mês do ano anterior, em valor bruto nominal. Em março de 2015, o Fundo somou pouco mais de R$ 6 bilhões e este ano a cifra é de quase R$ 5,4 milhões.

Ao levar em conta o que foi repassado do início do ano até agora, os números da CNM indicam que o Fundo soma R$ 21,381 bilhões, e na mesma época de 2015 acumulava R$ 22,479 bilhões. Para a CNM, isso significa redução de 4,89%, em termos nominais, nos valores efetivamente repassados às Prefeituras. Mas, ao considerar os efeitos da inflação, os cálculos da entidade indicam diminuição ainda maior: de 13,63% no FPM deste ano.

Para os próximos meses, a Secretaria do Tesouro Nacional (STN) prevê crescimento de 11,4% em abril e 6% em maio, em relação ao mesmo período de 2015. Porém, a CNM ressalta que as previsões são nominais, não consideram os efeitos da inflação.

SERVIÇO

* Copnfira o levantamento completo aqui.

Entidades empresariais divulgam nota “Caminho sem volta – O Brasil pede urgência”

Eis a nota que as entidades empresarias cearenses divulgam, nesta terça-feira, nos jornais. Aborda o cenário da crise política, que afeta o plano econômico. Cobra providências que, na prática, vão ao encontro da tese do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT).

Em um trecho, a nota, que tem o aval nacional da Confederação Nacional da Indústria e outras entidades da área produtiva, diz, por exemplo:

“Nos últimos meses, a situação em que se colocou o Brasil portanto, nos exige posições firmes, não apenas em defesa da economia, mas em defesa da própria sociedade. A falta de ética inundou o ambiente político, e o país já deu provas de que não vai mais suportar absurdos de tal natureza, que trazem prejuízos econômicos e sociais, abalam a autoestima do brasileiro e desgastam a imagem no cenário internacional.

Na nota do Ceará, assim: Facic, Associação Comercial do Ceará, Fecomércio, CDl, FDCL e Sistema Fiec.

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CEO da Pague Menos dará palestra para a CDL Jovem

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A Câmara de Dirigentes Lojistas – Jovem promoverá nesta terça-feira, ao meio-dia, um almoço-palestra. O convidado é o empresário Mário Henrique Queiroz, executivo do Grupo Pague Menos.

Mário Queiroz falará, na sede da CDL Fortaleza, sobre o tema “Novo Momento e Projetos de Expansão”.

O Grupo Pague Menos, hoje detentor da maior rede de farmácias do País – Pague Menos, estima ultrapassar, neste ano, a marca das mil filiais.

Shopping Benfica levará doações da clientela para o Instituto Cristo Rei

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O Shopping Benfica realizará, nesta terça-feira, a “Caravana do Bem”. o objetivo é levar doações de roupas e alimentos feitas por clientes que aderiram, durante a Semana Santa, aos apelos do projeto “Solidariedade Permanente”, uma das 10 ações sociais desse polo de compras.

A entidade beneficiada com as doações é Instituto Cristo Rei, situado no bairro São Gerardo. O lar é gerido pela professora Gercila, que atende crianças carentes em dois sistemas: interno e semi-interno.

No Instituto Cristo Rei, as crianças recebem alimentação, reforço escolar, carinho e muita atenção, garante dona Gercila. O local funciona há mais de 65 anos.

SERVIÇO

*Instituto Cristo Rei funciona – Avenida Bezerra de Menezes, 1643.

*Para colaborar – (85) 3223 0910.

Páscoa – Vendas no período caem 9,6%

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Ovo de Páscoa – Um mar de encalhe.

“O comércio faturou 9,6% a menos na Páscoa deste ano em comparação ao mesmo período do ano passado, de acordo com o Indicador de Atividade do Comércio da empresa de consultoria Serasa Experian. Os dados, colhidos de 21 a 27 de março, representam o pior desempenho da série, iniciada em 2007. Ao considerar apenas o final de semana da Páscoa (25 a 27 de março), a queda alcançou 9,9% em relação aos mesmos dias de 2015.

Na cidade de São Paulo, as vendas na semana da data comemorativa caíram 11,6% em relação ao mesmo período do ano passado. Só no fim de semana, na capital paulista, as vendas apresentaram queda de 8,4%.

Economistas da Serasa avaliam que o aprofundamento da recessão econômica, o desemprego em trajetória de elevação e a queda do poder de compra dos consumidores devido à inflação provocaram os resultados negativos.”

(Agência Brasil)

Caixa eleva taxa de juros do crédito imobiliário

“As taxas de juros do crédito imobiliário com recursos de poupança da Caixa ficaram mais caras. O banco informou hoje (28) que, desde quinta-feira (24), o aumento vale para financiamento de imóveis residenciais, comerciais e mistos contratadas com recursos da poupança (SBPE).

As taxas de juros dos financiamentos habitacionais com recursos do Programa Minha Casa, Minha Vida e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) não sofreram alteração. A última vez que a Caixa aumentou os juros do crédito imobiliário foi para contratos assinados a partir de outubro de 2015, no terceiro reajuste do ano.

As novas taxas variam conforme o grau de relacionamento do cliente com a Caixa (veja tabela abaixo). Para clientes que não são correntistas do banco, a taxa pelo Sistema Financeiro Imobiliário, por exemplo, subiu de11,5% para 12,5% ao ano. No caso de servidor que recebe salário pela Caixa, a taxa subiu 0,5 ponto percentual, passando de 10,50% para 11% ao ano.

A Caixa informou que a alteração nas taxas é “decorrente de alinhamento ao atual cenário econômico”. No último reajuste, no ano passado, o motivo foi o aumento da taxa básica de juros, a Selic.

A Selic, que serve de base para as demais taxas de juros da economia está em 14,25% ao ano, desde julho de 2015, quando foi elevada pela sétima vez seguida. Nas cinco reuniões seguintes do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, a Selic não foi alterada.

O aumento dos juros ocorre depois do anúncio de medidas para reaquecer o mercado imobiliário, anunciadas pela Caixa no último dia 8. Entre as medidas, foi a volta da possibilidade de fazer um segundo contrato de crédito imobiliário, no caso de pessoas que ainda estão pagando pela compra de um imóvel.

Também foi elevada a cota de financiamento para os imóveis, que antes era de 50% e passou para 70% nos contratos pelo Sistema de Financiamento Habitacional (SFH) com valor até R$ 750 mil. A Caixa anunciou ainda a reabertura do crédito para imóveis usados em que os interessados poderão contratar até 80% do valor do imóvel.”

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(Agência Brasil)

Dívida Pública Federal aumentou 2,53% em fevereiro na comparação com o mês de janeiro

“A Dívida Pública Federal (DPF) apresentou aumento de 2,53% em fevereiro na comparação com janeiro. De um mês para o outro, subiu de R$ 2,749 trilhões para R$ 2,819 trilhões. Os dados foram divulgados hoje (28) pelo Tesouro Nacional. O endividamento do Tesouro pode ocorrer por meio da oferta de títulos públicos em leilões, pela internet (Tesouro Direto) ou pela emissão direta. Outro fator de elevação pode se dar pela assinatura de contratos de empréstimo.

As emissões da DPF corresponderam a R$ 55,75 bilhões, enquanto os resgates alcançaram R$ 16,68 bilhões, resultando em emissão líquida de R$ 39,07 bilhões.

A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (Dpmfi) teve o estoque elevado em 2,73% ao passar de R$ 2,606 trilhões para R$ 2,678 trilhões. A Dpmfi é a dívida pública federal interna em circulação no mercado nacional. O motivo da elevação no mês passado foi a emissão líquida de títulos, no valor de R$ 39,07 bilhões, realizada pelo governo, além da incorporação de juros na dívida, no valor de R$ 30,51 bilhões.”

(Agência Brasil)

Em meio à crise, microfranquias crescem 12,8% no Brasil

Em tempos de crise econômica e redução na oferta de emprego, empreender pode ser uma alternativa para assegurar uma renda. Nesse cenário, as microfranquias têm despontado como um caminho para quem não dispõe de tanto capital para aplicar. A característica desse modelo de negócio é exigir investimento inicial pequeno, de até R$ 80 mil. Números da Associação Brasileira de Franchising (ABF) mostram um aumento do interesse pelo sistema nos últimos anos.

De acordo com a ABF, em 2011 havia 336 redes classificadas como microfranquias no país. Em 2012, o número passou a 368, uma alta de 9,5%. No ano de 2013, o total de microfranquias atingiu 384, crescendo 4,3% e, por fim, em 2014, chegou a 433, com crescimento de 12,8% ante o ano anterior. A entidade ainda não fechou os dados de 2015. O diretor de Relacionamento e Mercado da ABF, Cláudio Tieghi, diz que o segmento de franquias cresce em momentos de crise.

“Historicamente o franchising se beneficia nesses momentos, no sentido de aumentar o fluxo de pessoas interessadas em empreender, ter o próprio negócio”, afirma Tieghi. Segundo ele, o fenômeno das microfranquias, intensificado nos últimos dez anos, ganha apelo especial com a queda do emprego. De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, em 2015 o Brasil fechou 1,54 milhão de vagas formais.

“A microfranquia é uma opção para pessoas com perfil técnico ou de gerente. Ela se equipara a uma oportunidade de substituição do emprego. Em vez de estar em uma empresa trabalhando, [o franqueado] pode desempenhar essas funções em casa. Ele pode também projetar e sair da realidade de microfranquia. Pode ter várias unidades no país ou migrar para uma franquia tradicional”, afirma.

(Agência Brasil)

O interregno

Em artigo no O POVO deste domingo (27), o economista Cláudio Ferreira Lima diz que é preciso conhecer os mecanismos da crise para definir novos campos de atuação e luta. Confira:

Em “Estado de crise” (Rio de Janeiro: Zahar, 2016), dois sociólogos de renome internacional, Zygmunt Bauman e Carlo Bordoni, fazem, como diz o prefácio, “uma análise original e nunca antes publicada da condição corrente da sociedade ocidental”.

Para eles, vivemos o que Gramsci denominou nos “Cadernos do cárcere” de “interregno”: o velho está morrendo e o novo ainda não pode nascer; e aí surge uma grande variedade de sintomas mórbidos. O termo, em sua origem, retrata a fase entre o rei morto e o rei posto.

A crise, fruto da globalização, é profunda, pois foram abaixo valores muito caros à humanidade, como o progresso linear e ilimitado do Iluminismo. E no interregno domina a “modernidade líquida” de Bauman, em que tudo é líquido, fluido, volátil, incerto e inseguro.

Bordoni considera que a crise veio para ficar; é preciso conhecer os seus mecanismos para definir novos campos de atuação e luta. Para Bauman, ela difere de todas porque ocorre sob o divórcio entre poder e política, e com isso não há “agências capazes de fazer o que toda ‘crise’, por definição, exige: escolher de que modo proceder e aplicar a terapia reclamada por essa escolha” (op. cit., p. 21-22).

Ora, o grosso do poder mais relevante é global, enquanto os instrumentos de ação política têm alcance apenas local. É certo que a distância entre poder e política varia com o peso geopolítico de cada país. Assim, o Brasil ainda possui razoável margem de manobra interna. Porém, se extrapolar, sofrerá consequências.

Como resolver essa contradição? Sob a interdependência global, é fora de lógica reatar poder e política, a não ser que esta última seja repensada em termos jamais vistos e que o Estado seja global.

Para Bauman, os canteiros de obras estão em processo de limpeza coletiva, e as futuras construções sobre uma multidão de pranchetas privadas. “As forças da limpeza de canteiros de obra parece terem crescido consideravelmente; a indústria da construção, contudo, está muito atrasada, e a distância entre sua capacidade e a extensão das obras continua a se expandir” (op. cit., p. 123).

Bauman é cauteloso: “Eu não estou preparado, temo, para visualizar (e muito menos desenhar uma planta) da ‘nova ordem global’”. “O máximo que podemos ousar é pensar nos obstáculos intransitáveis no caminho para o topo. Nas coisas que teremos que transpor ou remover do caminho se um dia nos couber alcançar o desfiladeiro para uma nova ordem” (op. cit., p. 177).

Estamos, pois, ante o desafio bíblico de atravessar o deserto com um povo preso ao consumismo, depois transpor a modernidade líquida para chegar a novos e sólidos tempos.

Centro de Turismo abrirá neste sábado e domingo

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O Centro de Turismo do Ceará (antiga Emcetur) não abriu nesta sexta-feira, mas o presidente da associação dos permissionários, Carlinhos Bezerra, lembra: neste sábado, esse polo de venda de artesanato abrirá das 8 às 16 horas.

“Nós também vamos abrir neste domingo de Páscoa, das 8 às 12 horas”, adianta Carlinhos Bezerra, confiante na presença de muitos visitantes que vieram passar este período religioso na Capital.

Clóvis de Barros Filho é o próximo convidado do Fórum Ideias em Debate

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Clóvis de Barros Filho, advogado, jornalista e professor de ética, é o próximo convidado do Fórum Ideias em Debate, uma promoção da Federação das Indústrias do Ceará (FIEC). A palestra, que tem como tema ” Mudanças: um convite para realidade”, está marcada para o próximo dia 11, às 18h30min, na Casa da Indústria.

Graduado em Direito pela USP e em Jornalismo pela Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero, Clóvis de Barros ainda tem mestrado em Science Politique pela Université de Paris 3 – Sorbonne-Nouvelle e doutorado em Ciências da Comunicação pela USP. Obteve a Livre-Docência pela Escola de Comunicações e Artes da USP, onde atualmente é professor.

Tem experiência na área de Comunicação, com ênfase em Teoria e Ética do Jornalismo, e Teoria e Ética da Publicidade atuando principalmente nos seguintes temas: ética, comunicação, habitus, jornalismo e publicidade.

SERVIÇO

*As inscrições já se encontram abertas e podem ser confirmadas pelos telefones 3421.5424 ou 3421.5426 e pelo e-mail eventos@sfiec.org.br .

* Mais Informações – (85) 3421 5435 / (85) 3421 5434.

Coopercon vai lançar plataforma para compra de produtos e serviços via internet

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A Cooperativa da Construção Civil do Ceará (Coopercon) está preparando uma plataforma digital  que possibilitará a negociação de produtos e serviços.

Na prática, um fornecedor se inscreverá no site, oferecendo produtos e preços para um nicho de interessados.

Essa novidade deve vai ser lançada no segundo semestre, informa o presidente da Coopercon, João Carlos Lima, que conversou com om Blog sobre a novidade e sobre as expectativa do setor da construção civil com o País.

Projeto São Francisco atinge 84,4% de obra executada

O Projeto São Francisco registra hoje 84,4% de avanço físico nos dois eixos, sendo 82,5% no Leste e 85,8% no Norte. A informação é do Ministério da Integração Nacional, adiantando que, no momento, 10.340 profissionais estão trabalhando no empreendimento, que conta com 3.907 equipamentos em operação.

Prevista para ser concluída no segundo semestre deste ano, a obra promete garantir a segurança hídrica de 12 milhões de pessoas em 390 municípios nos estados do Ceará, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte.

O projeto é composto por 477 quilômetros de extensão: 260 no Eixo Norte e 217 no Eixo Leste.

Governo convida entidade dos servidores para discutir sobre reajuste salarial

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O governo estadual está convidando membros de entidades dos servidores estaduais para reunião sobre reajuste salarial. O encontro ocorrerá na próxima segunda-feira (4), no Palácio da Abolição, informa o coordenador-adjunto do Fórum Unificado das Entidades de Servidores Públicos do Estado, José Rodrigues.

A pauta é bem específica: o governado discutirá coma categoria a situação financeira do Estado e possibilidades de um reajuste salarial que já deveria estar sendo pago desde janeiro, como manda a legislação.

Os servidores já avisaram que querem algo a mais do que correção da inflação, enquanto o governo está fechando números da arrecadação do primeiro trimestre para apresentar números e buscar um acordo. O parcelamento do reajuste, como fez a Prefeitura de Fortaleza, não está descartado.

CGU confirma negociações para acordo de leniência com Odebrecht

“A Controladoria-Geral da União (CGU) confirmou que está em negociações com a construtora Odebrecht para assinatura de um acordo de leniência. Em uma nota de poucas linhas, a CGU lembra que não costuma divulgar a relação das empresas com as quais negocia este tipo de acordo. No entanto, como a Odebrecht tornou a informação pública, a controladoria se limitou a confirmar a negociação.

“No caso da Odebrecht, após divulgação realizada pela empresa, a CGU confirma que está em fase de negociação do acordo de leniência”. A nota divulgada ontem (24) ressalta porém que, em razão do sigilo imposto pelo artigo que trata do tema (Lei n° 12.846/2013), “a Controladoria encontra-se impedida de comentar sobre detalhes da operação que ainda está em curso”.

Na última terça-feira (22), a Odebrecht informou que todos os executivos da empreiteira concordaram em fechar com a Controladoria a delação premiada – quando pessoas investigadas concordam em colaborar com as investigações informando o que sabem e, em contrapartida, obtêm benefício da redução da pena.

“As avaliações e reflexões levadas a efeito por nossos acionistas e executivos levaram a Odebrecht a decidir por uma colaboração definitiva com as investigações da Operação Lava Jato. A empresa, que identificou a necessidade de implantar melhorias em suas práticas, vem mantendo contato com as autoridades com o objetivo de colaborar com as investigações, além da iniciativa de leniência já adotada em dezembro junto à Controladoria Geral da União”, diz a nota.

Diferentemente da delação premiada, que é uma ação individual, o acordo de leniência é firmado entre uma empresa que decide colaborar com as investigações e a Justiça. Para o acrodo, é necessário que a empresa confesse participação nos atos ilícitos, pague pelos prejuízos causados e dê informações que ajudem nas investigações.

A decisão da construtora de fechar acordo de leniência com a CGU aconteceu logo após a deflagração da 26ª fase da Operação Lava Jato, quando os investigadores descobriram a existência dentro da empresa um “braço”, que atuava de forma profissional e articulada com o único objetivo de distribuir propinas a partidos e políticos. Na ocasião foi descoberta uma planilha com anotações de doações feitas ao longo dos últimos anos há cerca de 200 políticos de 24 partidos.”

(Agência Brasil)

Ministro espera alterações da LDO em 45 dias

“O ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, disse, nessa quinta-feira, em entrevista exclusiva ao canal de televisão estatal NBR, que a expectativa do governo é que as propostas de alteração da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) enviadas ontem (23) ao Congresso Nacional sejam aprovadas em um prazo de um mês a um mês e meio, o que permitiria ao governo atuar mais fortemente na economia a partir de junho.

“A maior parte das iniciativas que a gente precisa para estabilizar a economia depende de aprovação no Congresso Nacional. Se o Congresso Nacional nos der os instrumentos, nós vamos estabilizar a economia ainda neste ano”, disse o ministro.

Um dos pontos da proposta enviada ao Congresso é a redução da meta fiscal para 2016, o que permitiria à União fechar o ano com déficit primário de R$ 96,7 bilhões. Outro ponto é a renegociação da dívida dos estados e do Distrito Federal com a União, o que poderia injetar R$ 9 bilhões na economia do país no segundo semestre de 2016, segundo o ministro.

Mais flexibilidade

Barbosa disse que o objetivo das alterações na LDO é dar ao governo federal os instrumentos necessários para atuar de forma imediata para estabilizar a economia de forma duradoura. A proposta entregue ao Congresso apresenta medidas de curto prazo, que dão mais flexibilidade para que o governo possa impactar a economia de forma imediata, como também regras de médio e longo prazo, que visam a recuperar o controle da inflação e o equilíbrio das finanças públicas, limitando o aumento dos gastos do governo, por exemplo.

O ministro disse que há disposição no Congresso Nacional para que a proposta seja votada rapidamente. “Eles sabem que a economia tem pressa. Nós estamos em uma situação em que, infelizmente, o desemprego está aumentando. Infelizmente o nível de renda ainda está caindo. Então o governo tem obrigação de atuar e atuar rapidamente. Nós estamos fazendo a nossa parte e o Congresso também está disposto a fazer a sua parte. Eu tenho certeza que o Congresso vai colaborar nesse desafio.”

Queda da inflação

Segundo Barbosa, caso a proposta seja aceita, os impactos serão sentidos em breve. “Esperamos que a economia se estabilize até o meio do ano. Quando eu falo da economia se estabilizar é que o nível de emprego e o nível de renda pare de cair. Então eu acho que até agosto, setembro, a economia já se estabilizou e, em outubro, a economia volte a crescer.”

Em relação ao controle da inflação, o ministro também se mostrou otimista. “Nós esperamos uma queda da inflação, as expectativas de inflação devem ser revisadas para baixo, porque os indicadores de inflação têm vindo mais favoráveis do que o mercado esperava. Haverá uma redução da inflação. [A redução] está em curso e deve ganhar força. A inflação deve cair mais rapidamente no meio do ano”, disse.”

(Agência Brasil)

Conta da Cagece vai subir 11,96% em abril

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“A conta de água ficará mais cara a partir do dia 23 de abril de 2016. O aumento será de 11,96%, de forma linear, nas tarifas praticadas pela Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) nos municípios atendidos pelo órgão. Isso porque as agências reguladoras autorizaram a aplicação da tarifa média de água e esgoto no valor de R$ 3,03 por m³.

Segundo a Cagece, o órgão solicitou este valor da tarifa média, visto que ficou constatado que o percentual, após revisão aplicada em novembro de 2015, não foi suficiente para cobrir os custos mínimos de tratamento e operação. A Companhia afirma que as despesas com a prestação dos serviços tiveram aumento nos últimos dois anos, devido à estiagem registrada no Estado.

Além do aumento de insumos como energia elétrica e produtos químicos, a situação de escassez encarece o tratamento da água, diz a Cagece. Os níveis de qualidade exigidos na prestação dos serviços oferecidos pela Companhia, frente à defasagem tarifária, também têm determinado um aumento considerável das despesas de operação. Diante disso, a receita, segundo o órgão, não tem apresentado, na mesma proporção, crescimento suficiente para sequer garantir a sustentabilidade dos sistemas.

A recomposição foi autorizada pela Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados do Estado do Ceará (Arce) – no caso dos municípios do interior; e Autarquia de Regulação, Fiscalização e Controle de Serviços Públicos de Saneamento Ambiental (Acfor) – no caso de Fortaleza.”

(O POVO Online)