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Usina de Açucar de Barbalha continua sem serventia

Adquirida na Era Cid Gomes por R$ 15 milhões, a Usina de Açúcar de Baralha (Região do Cariri) continua sem serventia.

Mas o grupo que controla o empreendimento, através do empresário Henrique Santana, garante: continua tocando os estudos de viabilidade econômica.

Esse verdadeiro abacaxi vai ficar para o próximo dirigente da Agência de Desenvolvimento Econômico do Estado (Adece), descascar. Nicolle Barbosa, então titular, já pediu o boné, pois disputará, pelo PSC, vaga de deputada federal.

Pelo 5º mês, inflação por faixa de renda foi menor para mais pobres, diz Ipea

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apurou que, em março, a variação dos preços de bens e serviços afetou mais as famílias de maior poder aquisitivo. Pelo quinto mês consecutivo, o Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda foi menor para as familias mais pobres. De acordo com os dados divulgados hoje (12), a taxa verificada entre as famílias de maior poder aquisitivo foi quase o triplo da registrada pelas famílias de renda muito baixa: 0,11% contra 0,04%. Em fevereiro, a diferença havia sido ainda maior: 0,66% contra 0,08%.

O Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda é calculado com base nas variações de preços de bens e serviços pesquisados pelo Sistema Nacional de Índice de Preços ao Consumidor (SNIPC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatítica (IBGE).

Entre os dois extremos, a taxa mensal de variação da inflação acompanhou a evolução do poder aquisitivo das famílias: 0,06% entre as que têm renda baixa; 0,09% entre as famílias de renda média-baixa e de renda média; 0,10% entre as de renda média-alta e 0,11% entre as de renda alta. No mesmo período, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) variou 0,09%.

São consideradas de renda muito baixa as famílias cujo orçamento de todos os integrantes totalizam menos de R$ 900. Famílias de renda baixa são aquelas que ganham entre R$ 900 e 1.350. As que dispõem de um orçamento familiar de R$ 1.350 a R$ 2.250 são consideradas de renda média-baixa. As que ganham entre R$ 2.250 a R$ 4.500, renda média. As que somam entre R$ 4.500 e R$ 9 mil estão reunidas entre as de renda média-alta e as famílias que ganham acima deste valor são consideradas de renda alta.

No acumulado do primeiro trimestre de 2018, a inflação da camada mais pobre da população aponta alta de 0,35%, enquanto o impacto da alta dos preços para as famílias de renda mais alta chegou a 1,13%. Já nos últimos 12 meses, a inflação dos lares com renda muito baixa (1,8%) é praticamente metade da apresentada pela classe mais alta (3,5%). O resultado do último mês inverte a situação verificada em março de 2017, quando a inflação foi menor quanto maior o poder aquisitivo familiar.

Em nota técnica, o Ipea aponta a queda dos preços dos alimentos no domicílio como principal fator para explicar o menor impacto da inflação sobre o orçamento das famílias mais pobres, principalmente a redução dos preços de cereais (1,7%), tubérculos (2,4%), carnes (1,2%) e aves e ovos (0,8%) – produtos de grande peso na cesta de consumo das classes mais baixas. Além disso, o aumento de 0,52% da alimentação fora do domicílio impactou mais fortemente a inflação das famílias de renda mais alta.

(Agência Brasil)

5,03% – Salário Mínimo poderá ultrapassar R$ 1 mil, propõe governo

O governo deverá encaminhar ao Congresso Nacional, na próxima semana, a proposta de reajuste do Salário Mínimo em 5,03%. Com a proposta, o menor ganho do trabalhador brasileiro, a partir do próximo ano, ficaria em R$ 1.002,00. O valor atual é R$ 954.

O percentual foi anunciado nesta quinta-feira (12) e consta do projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2019.

O reajuste do salário mínimo obedece a uma fórmula que leva em consideração o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes e a variação do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) do ano anterior.

(Com Agências)

Economista falará sobre tendências da globalização para o empresariado cearense

O LIDE Ceará, movimento que congrega lideranças locais empresariais, vai realizar nesta sexta-feira (13), a partir das 8 horas, no Hotel Gran Marquise, mais uma edição do Café Debate Desta vez , o tema será “Megatendências Globais e o Impacto sobre os Negócios no Brasil”.

O convidado é o economista Marcos Troyjo, diretor do BRICLab na Universidade de Columbia, Nova York (EUA). Na conversa com o empresariado cearense, Troyjo examinará a trajetória da globalização ao longo dos últimos 25 anos e fará uma projeção de cenários até 2030.

Perfil

O professor Marcos Troyjo é diretor do BRICLab na Universidade Columbia, em Nova York, um fórum sobre Brasil, Rússia, Índia e China. É professor da Columbia-SIPA, School of International and Public Affairs, colunista semanal do jornal Folha de S. Paulo, comentarista internacional da Rádio Jovem Pan e colaborador regular da mídia eletrônica e impressa no Brasil e no mundo, com destaque para Financial Times, The World Financial Review, Latin Business Chronicle, Radio France Internationale, Voice of Russia e CNN en Español.

(Foto – Divulgação)

Ceará é o primeiro na produção de camarão no País

O setor de camarão cearense fechou 2017 com produção de 55 mil toneladas, informa o presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Camarão, Cristiano Maia.

Ele adianta que o Ceará manteve-se bem no ranking, apesar de um ano de crises: ficou em primeiro do ramo no País. Neste 2018, há expectativa é não só reforçar a produção como também ampliar o mercado para o Exterior.

 

Mercado reduz para R$ 136,1 bilhões previsão de déficit nas contas públicas

Instituições financeiras consultadas pelo Ministério da Fazenda esperam por um déficit menor nas contas públicas neste ano. A estimativa de déficit primário do Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central), neste ano, passou de R$ 139,132 bilhões para R$ 136,103 bilhões. A estimativa está abaixo da meta para este ano, que é R$ 159 bilhões. O resultado primário é formado por despesas menos receitas, sem considerar gastos com juros.

A projeção consta na pesquisa Prisma Fiscal elaborada pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, com base em informações de instituições financeiras do mercado. Os dados foram divulgados hoje (12). Para o ano que vem, a estimativa de déficit primário passou de R$ 111,892 bilhões para R$ 107,304 bilhões.

Na última terça-feira (10), o novo ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Esteves Colnago, disse que a melhora na arrecadação decorrente da recuperação da economia poderá fazer a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2019 vir com meta menor de déficit primário.

A LDO de 2018 estimava meta de déficit primário – resultado negativo nas contas do governo antes do pagamento dos juros da dívida pública – de R$ 139 bilhões para o próximo ano. No entanto, o bom desempenho da arrecadação federal, que cresceu mais de 10% acima da inflação oficial nos dois primeiros meses do ano, pode criar condições para que a equipe econômica imponha uma meta fiscal mais apertada para 2019.

(Agência Brasil)

Por que auditores da Receita Federal fazem paralisações?

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Com o título “A fragilização da Aduana em tempos de insegurança pública”, eis artigo que presidentes de delegacias sindicais do Sindifisco Nacional mandam para o Blog. Eles explicam o porquê de paralisações dos auditores da Receita Federal. Confira:

A sociedade vem assistindo atônita e enclausurada ao agravamento da situação de insegurança pública por que passa o Brasil. Em meio a esse caos, autoridades do MP, MTE e do MF, inclusive o secretário da Receita Federal do Brasil, têm adotado medidas que fragilizam a atuação e a presença da Aduana e dos Auditores-Fiscais. É o que se pode constatar na Portaria Interministerial MF/MTB/MPOG nº 75/2017, e na Portaria RFB nº 6.451/2017, cuja vigência se iniciou no último dia 03/04.

As medidas trouxeram a padronização de plantões em turnos de 12x36h (preterindo os de 24x72h), a exclusão de postos de trabalho noturno, a exclusão de plantões de Auditores-Fiscais, a redução de equipes, a criação do frágil regime de sobreaviso, a fixação de números máximos de servidores nas equipes, a formação das equipes limitada à dotação orçamentária para os eventuais adicionais noturnos e, ainda, a falta de clareza sobre a situação nos fins de semana e feriados.

A busca pela qualidade de vida, saúde e segurança do servidor, com efeito, não é o verdadeiro motivo para tais mudanças; diversos relatórios apresentados por Delegacias e Alfândegas e inúmeros manifestos da categoria já mostraram que o efeito é inverso, e a limitação de horários e equipes ainda prejudicarão gravemente a eficiência das operações. As regulamentações e suas consequências já percebidas conduzem a um irrazoável motivo para tais mudanças: a pífia economia com adicionais noturnos.

Por conta disso, estarão fragilizadas inúmeras atividades como, por exemplo, a proteção da sociedade contra o tráfico de drogas e armas. Além disso, a economia e empresas nacionais correm riscos por conta da concorrência desleal em face do fluxo deletério de mercadorias descaminhadas/contrabandeadas. Há ainda o perigo de aumento na importação de medicamentos falsos, brinquedos inseguros, calçados, dentre outros produtos sem a devida conformidade técnica.

Diante desse cenário de grave risco ao indisponível interesse público na eficiente e ininterrupta atuação da Aduana, e frente à intransigência da Administração Federal em rever tais atos, os Auditores-Fiscais decidiram ampliar sua mobilização, intensificando o controle aduaneiro nesta semana de 1º a 7 de abril – intitulada como Semana do Canal Vermelho, objetivando a imediata revogação dessas medidas de retrocesso e a implementação de medidas em sentido contrário: o necessário fortalecimento da Aduana em benefício da sociedade.

Gabriel Corrêa Pereira (DS/BH)

Helder Costa da Rocha (DS/CE)

Henrique Jorge Freitas da Silva (DS/RN)

Marcílio Henrique Ferreira (DS/RJ)

Waltoedson Dourado de Arruda (DS/Brasília)

Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil

Presidentes de Delegacias Sindicais do Sindifisco Nacional.

(Foto – Divulgação)

Vendas do varejo registram queda de 0,2% de janeiro para fevereiro

O volume de vendas do comércio varejista brasileiro recuou 0,2% de janeiro para fevereiro, depois de crescer 0,8% de dezembro para janeiro. A média móvel trimestral manteve-se estável.

Na comparação com fevereiro do ano passado, houve alta de 1,3%. O varejo acumula avanços de 2,3% no ano e de 2,8% em 12 meses, segundo dados da Pesquisa Mensal de Comércio, divulgados hoje (12), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De janeiro para fevereiro deste ano, metade dos segmentos teve queda, com destaque para os tecidos, vestuário e calçados (-1,7%). Outras atividades em queda foram combustíveis e lubrificantes (-1,4%), outros artigos de uso pessoal (-0,8%) e supermercados, alimentos, bebidas e fumo (-0,6%).

A outra metade teve alta: equipamentos e material para escritório, comunicação e informática (2,7%), livros, jornais, revistas e papelaria (1,6%), móveis e eletrodomésticos (1,5%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (0,8%).

O chamado varejo ampliado, que também inclui materiais de construção, veículos e autopeças, teve queda de 0,1% de janeiro para fevereiro. Os veículos, motos, peças e partes cresceram 2,5%, enquanto os materiais de construção anotaram alta de 0,3% no volume de vendas.

Nos outros tipos de comparação temporal, o varejo ampliado registrou expansão de 0,1% na média móvel trimestral, de 5,2% em relação a fevereiro de 2017, de 5,9% no acumulado do ano e de 5,4% no acumulado de 12 meses.

(Agência Brasil)

Ceará é o 7º estado mais desigual do País

A renda média do cearense aumentou de R$ 1.403 para R$ 1.503, em 2017. Porém, a desigualdade está se agravando. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que, no Estado, o Índice de Gini – indicador que mede a desigualdade em escala de zero (igualdade) até 1 (desigualdade máxima) – subiu de 0,553, em 2016, para 0,560, em 2017. Alta de 1,26%. O Ceará é o terceiro no ranking da desigualdade no Nordeste e o sétimo no País.

Até 2016, o Estado ocupava a oitava colocação nacional. A média brasileira se manteve estável, em 0,549. Mas, à exceção do Sudeste, que passou do segundo maior índice em 2016 (0,520) para o segundo menor em 2017 (0,510), em todas as demais regiões houve agravamento deste quadro.

No Nordeste, onde o fosso que separa ricos e pobres é mais fundo, o indicador subiu 2,1%, passando de 0,545, em 2016, para 0,559, em 2017. Na região, o Ceará só perde para Bahia (0,599) e Paraíba (0,563). No Brasil, o Amazonas encabeça a lista (0,604).

Em termos práticos, significa que os ricos estão mais ricos e os pobres cada vez mais pobres. Quase metade do total dos rendimentos no Ceará (44,7%) está concentrada nas mãos de apenas 10% da população. Já os 10% mais pobres detém apenas 0,7% desta massa.

No ano passado, as pessoas que integram o grupo de 1% da população que ganha mais no Estado recebeu, em média, R$ 19.935. O valor é 40,1 vezes maior que a renda média dos 50% da população mais pobre (R$ 497). Na região Nordeste, essa razão foi dei 44,9 vezes e na região Sul, apenas 25 vezes.

“É uma situação preocupante se considerarmos que há oito anos estávamos comemorando a redução da desigualdade”, afirmou o coordenador do Laboratório de Estudos da Pobreza da Universidade Federal do Ceará (LEP/ UFC), Vitor Miro.

Dentre as razões, é que na crise a população com menos escolaridade foi a mais atingida pela perda do emprego e, na tentativa de voltar ao mercado, aceitam ofertas com menor renda, inclusive, no mercado informal. “Mesmo com a recuperação da economia ocorrida em 2017 e o controle da inflação, esse perfil de trabalhador leva mais tempo para recuperar-se economicamente”, avalia o diretor de estudos sociais do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), João Mário Santos de França.

Foi o que aconteceu com o pintor, Francisco Ferreira, de 54 anos. Nos últimos dois anos, perdeu o emprego, teve de vender o carro e hoje vive de bicos. “As coisas estão começando a melhorar, mas meu sonho é voltar a ter a estabilidade da carteira assinada”, afirma.

Até 2016, o Estado ocupava a oitava colocação nacional, mas subiu uma posição no ranking da desigualdade. A média brasileira se manteve estável, em 0,549.

(Com O POVO – Repórter Irna Cavalcante/Foto – Arquivo)

ZPE quer atrair investimentos dos países árabes

Da Coluna do Eliomar de Lima, no O POVO desta quinta-feira:

A Zona de Processamento de Exportações (ZPE) d0 Ceará vai ganhar uma área de despacho aduaneiro. O edital de licitação da obra será lançado no começo de maio, informa o presidente da ZPE, Mário Lima, acrescentando que o investimento total é da ordem de R$ 35 milhões e consta do plano de expansão do equipamento. Além dos 576 hectares, a ZPE ganhou mais 150 hectares, o que abrirá condições de receber cerca de 150 indústrias. O maior empreendimento ali em operação é a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP).

“Nossa expectativa é lançar agora em maio a licitação e ter o projeto concluído até dezembro e, no mais tardar, em janeiro de 2019”, acentua Mário Lima. Ele destaca que a ZPE cearense é hoje o melhor empreendimento do gênero e único operando de forma concreta no País.

Ontem, em Brasília, o potencial da ZPE cearense foi apresentado para a Câmara do Comércio dos Países Árabes. Há grupos interessados em produzir na ZPE produtos halal (alimentos muçulmanos).

STJ diz que judiciário não pode mudar índice de correção do FGTS

A Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu nessa quarta-feira (11) manter a Taxa Referencial (TR) como índice de correção do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Por unanimidade, o colegiado julgou improcedente o recurso que pedia a alteração na forma de correção do fundo, determinando a correção pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Segundo o STJ, mais de 409 mil ações aguardavam a conclusão desse julgamento.

O colegiado estabeleceu a tese de que a remuneração das contas vinculadas ao FGTS tem disciplina própria, ditada por lei, que estabelece a TR como forma de atualização monetária, sendo vedado, portanto, ao Poder Judiciário substituir o índice. A tese firmada vai orientar todos os processos com objeto semelhante que tramitam nas instâncias ordinárias, em todo o território nacional.

O ministro relator Benedito Gonçalves destacou que o caráter institucional do FGTS não gera o direito de eleger o índice de correção monetária que os fundistas entendem ser mais vantajoso.

“Tendo o legislador estipulado a TR como o índice legal de remuneração das contas vinculadas ao FGTS, não pode tal índice ser substituído por outro pelo Poder Judiciário, simplesmente sob a alegação da existência de outros índices que melhor repõem as perdas decorrentes do processo inflacionário, porque tal providência está claramente inserida no âmbito de atuação do Poder Legislativo, sob pena de vulnerar o princípio da separação dos Poderes”, explicou.

O Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente de Santa Catarina, que figura como recorrente, alegou que a TR deixou de refletir as taxas de inflação a partir de 1999, prejudicando o saldo de FGTS dos trabalhadores. A entidade defendeu a aplicação do INPC, do IPCA ou de outro índice para repor as perdas decorrentes da inflação nas contas vinculadas do FGTS.

Por outro lado, a Advocacia-Geral da União (AGU) argumentou que adotar o INPC como fator de correção desde 1999 causaria um impacto de R$ 280 bilhões nas contas do FGTS e que a mudança poderia obrigar a União a aumentar tributos para que o Tesouro Nacional conseguisse compensar a diferença. O órgão também alertou que o uso do INPC colocaria em risco um conjunto de políticas públicas, pois os recursos do FGTS são utilizados não só para proteger o trabalhador que perde o emprego, mas também para financiar a aquisição de moradias (incluindo imóveis do Minha Casa, Minha Vida) e projetos de saneamento básico.

(Agência Brasil)

Grupo M. Dias Branco divulga nota sobre Operação Tira Teima

Alvo de operação da Polícia Federal em sua sede nesta terça-feira, 10, o grupo empresarial M. Dias Branco enviou nota aos acionistas e clientes na qual afirma colaborar com as investigações e assegura transparência.

A Operação Tira-Teima contou com 40 policiais federais cumprindo oito mandados de busca e apreensão em Fortaleza, Goiânia e São Paulo. A PF investiga o envolvimento da empresa em suposto esquema de pagamento de propinas a políticos.

“M. Dias Branco comunica aos seus acionistas e ao mercado em geral, que a Polícia Federal realizou, nesta data, medida de busca e apreensão em sua sede, em cumprimento à ordem judicial proferida pelo Exmo. Sr. Dr. Ministro Edson Fachin”, diz a nota.

“A Companhia esclarece que tem colaborado com as autoridades do País e que continuará a fazê-lo, sempre sob ampla transparência e boa fé, comprometendo-se, no mesmo sentido, a informar o mercado na forma da lei”, conclui o texto assinado pelo diretor de Relações com Investidores da empresa, Geraldo Luciano.

A Agência Estado chegou a noticiar que os alvos da ação seriam ligados ao senador Eunício Oliveira (MDB), presidente do Senado. Eunício, por sua vez, respondeu que nem ele e tampouco pessoas ou empresas ligadas a ele foram alvo, ou sequer abordadas, na ação realizada na manhã dessa terça-feira.

Em nota, a PF diz que “a finalidade das medidas é buscar documentos e outros elementos de aprofundamento da investigação, considerando a notícia de doações de campanha abalizadas através de contratos fictícios”.

(O POVO Online)

CNI divulga nesta quinta-feira novas previsões para o desempenho da indústria em 2018

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) vai divulgar, às 10 horas desta quinta-feira, 12, o Informe Conjuntural do primeiro trimestre. A informação é da assessoria de imprensa da entidade.

O relatório, que traz as novas previsões para o desempenho da indústria e da economia brasileiras neste ano, será publicado no Portal da Indústria.

O Informe Conjuntural contém estimativas sobre a evolução do Produto Interno Bruto (PIB), da atividade industrial, dos investimentos, da inflação, dos juros, do câmbio, da taxa de desemprego, da balança comercial e outros indicadores.

Wesley e Joesley prestam depoimentos à Polícia Federal

Os irmãos Joesley e Wesley Batista prestaram nos últimos dias depoimento na Polícia Federal, em Brasília, para acrescentar informações em inquéritos dos quais fazem parte. A informação é do jornalista Lauro Jardim, colunista do O Globo.

Wesley esteve lá hoje para acrescentar informações às investigações sobre o governador Reinaldo Azambuja.

Joesley também foi, mas na sexta-feira da semana passada. Além do de Azambuja, também falou no processo de Gilberto Kassab.

Mas não só: prestou os últimos esclarecimentos sobre as omissões em seu acordo de delação premiada.

SRT do Ceará promove ações da Campanha Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho

Fábio Zech é o titular da SRT/Ceará.

A Superintendência Regional do Trabalho do Ceará aderiu à Campanha Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho (Canpat 2018), lançada nacionalmente ,no último dia 4. Durante todo este mês de abril, o órgão vai desenvolver ações de conscientização sobre a importância do combate aos acidentes de trabalho, informa a assessoria de imprensa do Ministério do Trabalho e Emprego.

Levantamento do Sistema Federal de Inspeção do Trabalho mostra que, em 2017, no Ceará, foram analisados 54 acidentes de trabalho típicos. Deste total, 15 trabalhadores perderam suas vidas. Outros 39 trabalhadores foram vítimas de acidentes graves.

Acidentes típicos são aqueles que normalmente ocorrem no próprio ambiente de trabalho, já que são decorrentes de característica da atividade profissional desempenhada pelo segurado acidentado. Já acidentes que ocorrem no deslocamento do trabalho para casa ou de casa para o trabalho são chamados de acidentes de trajeto.

Também são considerados acidentes de trabalho quando surge ou se agrava uma doença profissional. Considerando os dois tipos de acidentes, no total, 22 trabalhadores perderam a vida no Ceará, segundo levantamento da SRT-CE.

Em 2017, o Setor de Segurança e Saúde no Trabalho da Superintendência fiscalizou 2.520 empresas e efetuou embargos e interdições em 54 locais de trabalho. Ao todo, 3.662 autos de infração foram aplicados. As atividades econômicas mais afetadas com acidentes fatais foram comércio de combustíveis, comércio de material de construção, transporte rodoviário coletivo de passageiros e serviços de alimentação e bebidas.

No Ceará, durante todo o mês de abril o prédio da SRT-CE estará iluminado com luzes verdes. De 16 a 20 de abril, todos os auditores do Setor de Segurança e Saúde do Trabalho farão operações de fiscalização voltadas à prevenção de quedas.

Já no dia 26 de abril, os fiscais farão um plantão de segurança e saúde para esclarecer dúvidas de trabalhadores na Praça do Ferreira, no Centro de Fortaleza. E para finalizar, no dia 27, haverá um seminário voltado para gestores, engenheiros e técnicos de Segurança e Saúde do Trabalho.

Sérgio Gabrielli será interrogado por Moro em ação que investiga propina ao PT

O ex-presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, será interrogado pelo juiz Sérgio Moro no dia 5 de maio como testemunha na ação que investiga pagamentos de propina do estaleiro Jurong a agentes públicos. A informação é da coluna Radar, da revista Veja.

Os réus nesta ação são o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, o ex-diretor de Serviços da Petrobrás Renato de Souza Duque e o ex-gerente de serviços da estatal Pedro Barusco.

O Ministério Público Federal acusa o Jurong de pagar as propinas na contratação de sondas pela Petrobras.

A força-tarefa da Lava Jato indica que esse valor era de 0,9% do contrato. Além disso, dois terços do dinheiro iriam para o PT.

Reajuste dos Alvarás – Prefeito apela ao empresariado por solidariedade

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O prefeito Roberto Claudio (PDT) informou, nesta quarta-feira, que a Avenida Aguanambi terá a liberação de tráfego logo no início do mês de maio, ficando para agosto a entrega da obra total com as ações de paisagismo.

“Um eventual atraso deveu-se a algumas intervenções na via naquilo que diz respeito à parte de drenagem e rede elétrica e até mesmo aí período de chuvas. Mas estamos correndo para garantir que a parte viária esteja liberada porque é isso que realmente impacta no trânsito e no deslocamento da população. Mas podemos garantir que a obra estará beneficiando a nossa cidade dentro do prazo, com a intervenção que transformará a Aguanambi numa das mais belas avenidas de Fortaleza”, afirmou o prefeito em entrevista ao jornalista Nonato Albuquerque, na Rádio Tribuna Band News.

Sobre a polêmica entre taxistas e usuários de plataformas de transporte individual, o prefeito voltou a afirmar que a sua posição sobre o tema sempre foi pela “legalidade” e não por ser contra ou a favor.

Quanto à polêmica em torno do reajuste das taxas de alvarás, o prefeito foi categórico: “É preciso que haja uma solidariedade do setor produtivo com a cidade. Nós não podemos continuar financiando um serviço que é demandado pela atividade empresarial, tirando dinheiro da saúde e da educação”.

Roberto Cláudio lembrou que, ao longo de sua gestão, sequer alterou uma única alíquota de impostos cobrados pelo Município. “Mas não podemos deixar de cobrar da atividade econômica pelo serviço que prestamos para transformar Fortaleza numa cidade que hoje é referência nacional na forma como se relaciona com quem quer empreender e investir na cidade”, observou o prefeito.

(Foto – Divulgação)

Banco Central terá encontro com setor produtivo cearense

O Banco Central do Brasil, através do seu Departamento Econômico, realizará nesta quinta-feira, em sua sede em Fortaleza, um encontro para tratar sobre a economia cearense. Esse tipo de evento, o BC vem promovendo há alguns anos em São Paulo e no Rio de Janeiro com o setor financeiro para obtenção de feedback com o objetivo de auxiliar nas suas tomadas de decisão, informa a assessoria de imprensa da Instituição.

A partir do último trimestre de 2017, o Banco Central começou a promover reuniões com o setor produtivo nas praças onde possui representação. A ordem é ouvir prepostos de atividades importantes da cadeia produtiva local sobre o desempenho do segmento para dar subsídios à direção do banco.

Para esse encontro em Fortaleza, virá um consultor do Departamento Econômico do BC. Representantes da CDL Fortaleza, Fecomércio/CE, Fiec, Companhia Siderúrgica do Pecém, ABIH-Ceará, Sinditêxtil, Sindcalf, entre outros, estão sendo convidados a participar dessa reunião, ao longo desta quinta-feira, com o Banco Central.

Eduardo Guardia apregoa reforma da Previdência para garantir inflação baixa

A manutenção do crescimento econômico e da inflação e da taxa de juros baixas dependem da reforma da Previdência, afirmou o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, em cerimônia de transmissão de cargo, no teatro do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília. Guardia assumiu o comando do Ministério da Fazenda no lugar de Henrique Meirelles.

Ontem (10), o presidente Michel Temer deu posse a dez ministros, entre eles Guardia, que ocupava a secretaria executiva da pasta desde 2016.

“Não existe solução consistente e duradoura que não seja o equilíbrio das contas públicas. Reitero a importância da reforma da Previdência”, disse Guardia.

O novo ministro acrescentou que a disciplina fiscal exige controle e compromisso com a qualidade dos gastos públicos. “Esse objetivo não pode ser apenas um compromisso, mas um dever de todo agente público”.

(Agência Brasil)