Blog do Eliomar

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Comissão debate na terça-feira a alta taxas de juros cobrada pelos bancos

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A Comissão de Finanças e Tributação promove audiência pública, na terça-feira (14), para debater a cobrança de altas taxas de juros e tarifas pelos bancos. O autor do pedido de audiência é o deputado Luis Miranda (DEM-DF).

Ele critica, em especial, os juros do cartão de crédito rotativo e do cheque especial que chegam a valores em torno de 300% ao ano. “A recomendação de economistas é que os clientes bancários não usem essas modalidades, ou que, se necessário, as utilizem por um período de tempo muito limitado”, alertou.

Miranda quer esclarecer o porquê das altas taxas praticadas e ressalta a necessidade de o Legislativo propor soluções para o problema. “O alto patamar das taxas de juros cobradas pelos bancos inibem o consumo e também os investimentos na economia brasileira”, destacou.

(Agência Câmara Notícias)

Endividamento e desemprego

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Editorial do O POVO deste domingo (12) aponta que o endividamento das famílias no Brasil é resultado da falta de educação financeira, além. claro, do desemprego. Confira:

Às altas taxas de desemprego vem juntar-se, talvez como consequência, outro problema a afligir os brasileiros. Como divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no trimestre fechado em fevereiro, o índice de desocupação ficou em 12,4%, acima dos 11,6% registrados no período encerrado em novembro. A taxa de subutilização da força de trabalho ficou em 24,6%, somando 27,9 milhões de pessoas nessa situação precária, pico de uma série histórica iniciada em 2012.

Já a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo mostra uma outra face dos tempos difíceis pelos quais o País vem passando. Em março, o percentual de famílias endividadas alcançou 62,4%, aumento de 1,2 ponto percentual, se comparado a março do ano passado, sendo também o maior patamar, desde setembro de 2015. Na comparação mais próxima, é a terceira alta mensal consecutiva de taxa de endividamento.

No quesito mais específico, de dívidas ou contas em atraso, também houve oscilação, passando de 23,1%, em fevereiro, para 23,4% em março. Em contrapartida aconteceu pequena redução, de 25,2% para 23,4% no percentual de famílias inadimplentes, comparando com março de 2018. Outro dado importante é que o percentual de famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas em atraso e que, portanto, continuariam inadimplentes, aumentou de 9,2% em fevereiro para 9,4% em março deste ano. O uso do cartão de crédito foi apontado como o principal problema por 78% das famílias endividadas, seguido por carnês (14,4%) e financiamento de carro (10%).

Uma parte do endividamento pode-se atribuir à falta de educação financeira, que atinge boa parte da população brasileira, inclusive porque não é disciplina ministrada nas escolas – pelo menos na maioria -, nem mesmo como tema transdisciplinar.

Por outro lado, há de se admitir que a maior dificuldade mesmo é a falta de empregos, o que só poderá ser superado com o crescimento econômico, o que deveria ser a principal preocupação das autoridades brasileiras.

Presentes mais procurados para a mamãe ficam com preço médio abaixo da inflação

Pesquisa da Sondagem do Consumidor do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre) mostra que a inflação dos produtos e serviços mais procurados para presentear a mamãe subiram, em média, 3% nos últimos 12 meses compreendidos entre maio de 2018 e abril de 2019, mas ficaram abaixo da inflação geral medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC), cuja variação atingiu 5,19%.

Do total de 27 itens de presentes selecionados para o levantamento da FGV Ibre, sete mostraram alta acima da inflação e cinco apresentaram retração. Entre as maiores altas, destaque para máquina de lavar (6,85%), cintos e bolsas (6,15%), livros não didáticos (5,97%) e geladeira e freezer (5,51%). Mostraram queda aparelho de televisão (-4,67%) e aparelho de som (-1,68%).

Entre os serviços, puxaram a inflação para cima excursão e tour (10,41%) e cinemas (5,84%). No sentido oposto, teatro registrou a maior queda (-11,42%). Igor Lino recomendou aos consumidores que fiquem atentos para as ofertas que são tradicionais nessa data, no comércio.

(Agência Brasil)

Ministério estuda medidas para aumentar rentabilidade do FGTS

A Secretaria Especial de Fazenda do Ministério da Economia promove estudos para melhorar a gestão do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e aumentar a rentabilidade para o trabalhador. Segundo a pasta, no entanto, as discussões estão em fase inicial e serão acompanhadas pela sociedade e pelo Congresso Nacional com total transparência.

“A Secretaria Especial de Fazenda informa que estão sendo realizados estudos para aprimoramento da gestão do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, com o objetivo de melhorar a sua rentabilidade para o trabalhador. Esse projeto ainda está em fase inicial e todo o processo será conduzido com total transparência e em diálogo com o Congresso Nacional e demais agentes econômicos envolvidos, respeitando os contratos firmados e a função social do fundo”, informou o órgão.

Atualmente, o FGTS rende o equivalente à taxa referencial (TR) mais 3% ao ano. Desde 2018, o fundo também distribui metade do lucro líquido do ano anterior a todos os trabalhadores. Apesar da distribuição do lucro, o rendimento é inferior à inflação. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) registrou inflação acumulada de 4,94% nos 12 últimos meses terminados em abril.

O secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, disse que o rendimento do FGTS equivale a um imposto cobrado do trabalhador, por ser inferior à inflação. Ele também falou que o governo estuda forma de flexibilizar o saque do fundo, mas que isso exigiria mudanças na lei e diálogo com o Congresso.

Atualmente, o FGTS tem um patrimônio de R$ 525 bilhões. Em 2016, o governo do ex-presidente Michel Temer liberou o saque em contas inativas (que não recebem mais depósitos do FGTS) para cerca de 26 milhões de trabalhadores. Na época, a medida injetou R$ 44 bilhões na economia.

Formado por 8% do salário bruto do trabalhador depositados mês a mês pelo empregador, o FGTS só pode ser sacado nas seguintes situações: aposentadoria, compra da casa própria e demissão sem justa causa. Em caso de algumas doenças graves, como câncer, o dinheiro também pode ser sacado pelo empregado.

(Agência Brasil)

Sine/IDT: Fechar, otimizar o atendimento

Da Coluna Eliomar de Lima, no O POVO deste sábado (11):

Sobre o Editorial de ontem do O POVO, que expôs informações de que o Ceará estaria fechando serviços hoje prestados pelo Sine/IDT, o Governo do Estado esclarece que, pelo contrário, está em processo um redimensionamento do equipamento para facilitar a vida do usuário.

O Governo quer que o órgão, uma instituição de direito privado, entre finalmente na era da tecnologia e use essas ferramentas para facilitar o acesso do trabalhador desempregado.

Em vez de um número enorme de postos pouco eficientes, onde mais se destacam as longas filas, quer a manutenção apenas de escritórios regionalizados, com ferramentas como aplicativos para que a clientela possa ter acesso a todos os serviços com mais facilidade, de onde estiver. Aliás, o momento é de otimizar recursos e melhorar a eficiência dos serviços.

Ninguém brinca com a crise.

Brasileiro vai gastar menos com presentes para o Dia das Mães

O brasileiro vai gastar menos este ano com o presente para o Dia das Mães, aponta pesquisa especial da Sondagem do Consumidor do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre) feita com 1.737 pessoas entre os dias 2 e 20 de abril. A pesquisa revela que o preço médio apontado para a data caiu 3,1%, passando de R$ 67,1, em 2018, para R$ 65 este ano.

O percentual de brasileiros que pretendem gastar menos (35,3%) está maior do que aquele com intenção de gastar mais (6,8%), disse o economista Rodolpho Tobler, coordenador das Sondagens da FGV Ibre. “Isso é um pouco normal. Ano após ano é natural que os consumidores digam que pretendem gastar menos. O percentual melhorou em relação a 2018 [37,1%], mas ainda é um percentual baixo”.

Tobler disse que a parcela da população que deseja gastar mais com o presente das mães (6,8%) é positiva, “porque é o maior percentual desde 2014, que é o início da recessão. Mas a gente ainda tem aí um saldo de 71,5 pontos percentuais, que é o nosso indicador de consumidores com intenção de compra para o Dia das Mães. Ou seja, tem mais consumidores dizendo que vão gastar menos do que gastar mais”.

O indicador da FGV Ibre resulta do saldo de respostas mais 100, em pontos percentuais. Quando ele está abaixo de 100, significa que tem mais consumidores dizendo que vão gastar menos do que gastar mais. Quando o indicador está acima de 100 pontos, tem mais consumidores dizendo que vão gastar mais, esclareceu o pesquisador. Em 2018, o indicador atingia 69,3 pontos.

Faixas de renda

A intenção de efetuar um gasto menor com os presentes para a data este ano se espalhou para todas as faixas de renda. “Mostra que é uma dinâmica geral. Não é específico de algum grupo de consumidores”, disse Tobler. A maior queda ocorreu entre as famílias que ganham de R$ 4,8 mil a R$ 9,6 mil mensais, em que o gasto caiu de R$ 74,1 para R$ 71,1.

Tobler disse que com as incertezas em relação à economia, ainda muito elevadas, os próprios consumidores mostram um pouco mais de cautela com os gastos e isso acaba refletindo no preço do presente para o Dia das Mães.

Vestuário foi o presente mais citado pelos consumidores este ano (52,3%), mantendo tendência observada desde 2017 (55%) e 2018 (50,4%). Em segundo lugar em termos de preferência para presentear as mães este ano estão os segmentos de perfumaria (10,5%), calçados (4,6%) e artigos para casa (4,6%). O fato de vestuário oferecer produtos para todos os bolsos facilita ao consumidor encontrar uma opção que mais convém ao seu bolso, disse Tobler.

(Agência Brasil)

Presidente da ABIH nacional – “O Brasil tem pressa!”

Com o título “O Brasil tem pressa!”, eis artigo de Manuel Cardoso Linhares, presidente nacional da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH). Ele comenta a abertura de espaço financeiro no espaço jurídico das empresas aéreas do País. Confira:

A Medida Provisória 863, também conhecida como “Lei dos céus abertos” – que entre outros dispositivos eleva de 20% para 100% o limite de participação estrangeira em companhias aéreas – foi aprovada no dia 25 de abril pela comissão mista do Congresso e agora segue para votação no plenário da Câmara e do Senado com a inclusão no projeto da gratuidade do despacho de malas e a reserva de 5% para voos regionais.

Entre as muitas questões que impactam o turismo no país, a aviação e sua malha aérea, a meu ver, são os principais assuntos que precisam de encaminhamento imediato para que o setor possa de fato expandir seus números e assim dar maior contribuição para a melhoria dos índices econômicos brasileiros. É urgente focar em levar benefícios ao consumidor e não apenas atender aos interesses das companhias aéreas. Nesse aspecto, temos destacado também que precisamos com urgência de uma política de preços justa e mais atrativa.

Essa falta de opções aliada ao alto custo de operação no setor aéreo diminui a competitividade do país no mercado interno e externo, pois além de fazer o preço das passagens subir, limita a conectividade e reduz o tempo de permanência do turista – tanto a negócios quanto a lazer – nos destinos.

A aprovação pela comissão mista é um avanço, mas ainda é muito pouco. Para nós, representantes do setor de hotelaria nacional, fica a pergunta: o que é preciso fazer para que essa e outras pautas já exaustivamente debatidas avancem efetivamente e entrem em vigor? Até quando temos que esperar?

O que temos repetido é que no turismo, por ser um setor muito dinâmico, medidas de atualização de leis e normas como essas deveriam fazer parte da nossa rotina. Para isso, é preciso apoiar e incentivar o empenho das autoridades legislativas para que deem prioridade ao turismo, encaminhando suas questões com mais agilidade.

Precisamos como entidades de classe da iniciativa privada ajudar a promover a integração dos setores políticos, deputados e senadores, e agentes econômicos em prol de uma agenda propositiva de desenvolvimento para o país. E a atividade turística, que tem entre seus pilares a questão da malha aérea, deveria ser um bom exemplo disso, pois movimenta setores básicos e estruturais.

Os representantes do turismo e da hotelaria nacional têm se esforçado em mostrar às autoridades que é fundamental que seja realizada o mais rápido possível a votação na Câmara e no Senado da MP dos Céus Abertos. É preciso também concentrar todos nossos esforços para que essas ações sejam de fato estrategicamente implementadas. Mas é preciso que seja agora, pois o país tem pressa.

*Manoel Cardoso Linhares

Presidente nacional da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH ).

Grupo Calila fecha parceria para turbinar shopping em Campo Grande

Joana e os pais, Tasso e Renata Jereissati.

O Grupo Calila, que tem à frente a empresária Joana Jereissati, está fechando uma parceria, em Campo Grande (MTS), com grupo imobiliário que deverá construir condomínios de casas no entorno do Shopping Bosques dos Ipês.

As conversações já evoluíram nesta semana, dentro do objetivo de fomentar mais clientela para esse shopping que surgiu quando o senador Tasso Jereissati estava afastado do cenário político-partidário.

(Foto – Arquivo)

Inflação para famílias com renda mais baixa fica em 0,6% em abril

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para famílias com renda até cinco salários mínimos, ficou em 0,6% em abril deste ano. A taxa ficou abaixo do 0,77% do INPC de março, mas acima de 0,21% de abril do ano passado.

Segundo dados divulgados hoje (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o INPC de abril também ficou acima do IPCA, que mede a inflação oficial e que registrou taxa de 0,57% no mês.

O INPC acumula taxas de 2,29% no ano e de 5,07% em 12 meses, também acima das taxas registradas pelo IPCA nos períodos: 2,09% e 4,94%, respectivamente.

Os produtos alimentícios tiveram alta de 0,64% em abril, enquanto os não alimentícios tiveram inflação de 0,58% no período.

(Agência Brasil)

Grupo M. Dias Branco vai divulgar balanço trimestral 2019

O Grupo M. Dias Branco deve aprovar, nesta sexta-feira, em São Paulo, durante reunião do seu Conselho de Administração, os resultados do primeiro trimestre deste ano.

Quem participa é o vice-presidente de Investimentos e Controladoria, Geraldo Luciano, que, logo após esse compromisso, pegará voo para Fortaleza pois, nesta sexta-feira, a partir das 19 horas, conferir debate com a presença do secretário especial da Previdência e Trabalho, Rogério Marinho.

Esse debate, promoção do MBL/CE, terá a participação também do vice-presidente estadual do Novo, economista Célio Fernando.

(Foto – Mauri Melo)

Tasso Jereissati – “Por um futuro melhor, mais justo e digno”

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Com o título “Por um futuro melhor, mais justo e digno”, eis artigo de Tasso Jereissati, senador do PSDB do Ceará. Ele comenta a MP do Saneamento, da qual foi relator, destacando não ter agido com qualquer fio ideológico nesse proposta já aprovada. Confira:

Nada mais prejudicial às pessoas e à Nação do que a tragédia do saneamento básico. Na contramão de outras áreas de infraestrutura, como transportes, energia e telecomunicações, que possuem qualidade e cobertura, os serviços de saneamento básico são ofertados em padrões medievais.

Mais de 35 milhões de pessoas não têm acesso à água tratada. Metade da população, em torno de 104 milhões de pessoas, não é, sequer, atendida com coleta de esgoto. Considerando que apenas 42% do que se coleta é tratado, 76,5% do esgoto produzido diariamente é despejado, in natura, no meio ambiente.

Poluímos lençóis aquíferos, rios e lagos e submetemos as populações mais vulneráveis a doenças, mortalidade e a um atraso indigno que afasta seus filhos da escola e do emprego.

Nosso modelo institucional remonta aos anos 1970, àquela realidade. Um estatismo provedor de quando se acreditava em dinheiro inesgotável, que a tudo serviria. A volta desse pensamento anacrônico na última década levou-nos à maior recessão da história.

No saneamento, pouco evoluímos. O Plano Nacional de Saneamento Básico previa a universalização dos serviços até 2033, meta que no cenário atual será adiada para 2050. Dos investimentos de R$ 22 bilhões/ano previstos, entre 2010 e 2017, realizou-se apenas R$ 13,6 bilhões/ano.

Este quadro levou-me a relatar a Medida Provisória 868, de 2018, que moderniza o marco legal do setor. Aprovado em 7 de maio na Comissão Mista do Congresso, nosso relatório será submetido agora à Câmara e ao Senado.

Tive como objetivo maior equacionar a demanda de R$ 500 bilhões em investimentos para a universalização dos serviços até 2033, frente a restrições crescentes nos orçamentos públicos.

Isentei-me de qualquer cunho ideológico na busca de soluções técnicas e pragmáticas. Se os atores, recursos e habilidades atuais mostram-se insuficientes, buscamos atrair novos investidores em cenário regulatório onde atividades públicas e privadas serão complementares.

Os governos estaduais e municipais continuarão livres para tomar suas próprias decisões. Não se obriga ninguém a nada, nem a estatizar, nem a privatizar.

O caminho para o aumento da eficiência e cobertura dos serviços de saneamento virá pelo incremento da competição e não pela acomodação ao status quo. Só assim alcançaremos um futuro melhor, mais justo e digno.

*Tasso Jereissati,

Senador do PSDB do Ceará.

(Foto – Agência Brasil)

Marcos Cintra: Congresso está colocando “mordaça” na Receita

O secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra, disse hoje (10) que uma emenda à Medida Provisória n°870 na Câmara dos Deputados vai limitar o trabalho dos auditores fiscais. Os deputados incluíram na MP da reforma administrativa restrição às investigações comandadas pela Receita Federal e uma limitação ao compartilhamento de informações bancárias e fiscais com órgãos como o Ministério Público, medida criticada por técnicos da Receita que dizem que o objetivo dela seria frear ações de combate a crimes, como a Operação Lava Jato, que utilizam dados do Fisco.

“É incrível uma lei proibir um auditor fiscal de comunicar ao Ministério Público a suspeita de um crime, conexo ou não a um crime tributário investigado. Isso é uma obrigação de qualquer cidadão. Uma mordaça está sendo colocada na Receita Federal pela nova redação da MP 870. Só posso acreditar que a nova versão da MP 870 tenha sido um erro de redação no tocante à mordaça dos auditores fiscais”, disse Cintra, no Twitter.

Pelo relatório aprovado nesta quinta-feira (9), a competência dos auditores da Receita ficará restrita à esfera criminal, à investigação de crimes tributários ou relacionados ao controle aduaneiro. O texto estabelece que, fora crimes tributários, ou aduaneiros, o auditor precisará de uma ordem judicial para compartilhar qualquer informação de indício de crime com órgãos ou autoridades.

Tramitação

A votação dessa quinta-feira (9) foi apenas a primeira etapa da MP que trata da reforma administrativa. As mudanças aprovadas ainda precisam passar pelo plenário da Câmara e depois pelo do Senado. Para não expirar, o texto de conversão da medida provisória precisa ser ter a votação concluída nas duas Casas até o dia 3 de junho.

(Agência Brasil)

Inflação oficial fica em 0,57% em abril, diz IBGE

A inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), registrou taxa de 0,57% em abril deste ano. Apesar de ter ficado abaixo do 0,75% registrado em março, o IPCA de abril deste ano é maior do que o 0,22% de abril do ano passado e a maior taxa para o mês desde 2016 (0,61%).

Segundo dados divulgados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA acumula taxas de 2,09% no ano (a maior para o período desde 2016) e de 4,94% em 12 meses.

A inflação de 0,57% registrada em abril foi puxada pelos gastos com saúde e cuidados pessoais (1,51%), transportes (0,94%) e alimentação (0,63%).

As maiores altas de preço do segmento de saúde e cuidados pessoais veio dos remédios (2,25%), perfumes (6,56%) e planos de saúde (0,8%). Entre os transportes, as principais contribuições vieram das passagens aéreas (5,32%) e das tarifas de ônibus urbanos (0,74%).

Os alimentos foram puxados pelas altas de preços da alimentação fora de casa (0,64%) e de produtos como tomate (28,64%), frango inteiro (3,32%), cebola (8,62%) e carnes (0,46%). O feijão-carioca, com queda de preço de 9,09%, e as frutas, com queda de 0,71%, evitaram uma inflação maior.

Entre os outros grupos de despesas, apenas os artigos de residência tiveram deflação (queda de preços), de 0,24%. Os demais grupos tiveram as seguintes taxas de inflação: habitação (0,24%), vestuário (0,18%), despesas pessoais (0,17%), educação (0,09%) e comunicação (0,03%).

(Agência Brasil)

FPM – Primeiro repasse de maio cai na conta das Prefeituras nesta sexta-feira

As Prefeituras vão partilhar o montante de R$ 5,2 bilhões referentes ao 1º decêndio do mês do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Esse valor já está descontado a retenção do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

Segundo a Confederação Nacional de Municípios (CNM), esse decêndio, geralmente, é o maior dos repasses previstos para maio por representar quase a metade do valor repassado aos Municípios.

O motivo para a transferência ser considerada a mais alta é que o primeiro decêndio sofre influência da arrecadação do mês anterior, uma vez que a base de cálculo para o repasse é dos dias (20 a 30 do mês anterior). Em termos nominais, a transferência será de R$ 6,5 bilhões.

Ceará fecha com alta de 15% as exportações do primeiro trimestre deste ano

Complexo Industrial e Portuário do Pecém.

O Ceará registrou uma alta de 15% nas exportações no primeiro trimestre deste ano, se comparado a igual período do ano passado. Foi o maior crescimento entre os 15 estados que mais exportam no Brasil, informa o Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Estado. O total exportado de janeiro a abril deste ano foi de US$ 735,2 milhões. Apenas no mês de abril, foram exportados US$ 175,8 milhões, montante 6,7% superior ao contabilizado em março deste ano.

Em relação às importações, o crescimento mês a mês foi significativo. Em abril, o estado importou US$ 196,6 milhões, total 66,8% maior do que o do mês anterior. No quadrimestre, as compras do exterior chegaram à marca de US$ 670,4 milhões. Esses movimentos garantem um superávit de US$ 64,8 milhões na balança comercial cearense de 2019.

Em seus dados, o Centro Internacional de Negócios da Fiec revela também que o Ceará é o terceiro maior exportador do Nordeste, atrás de Bahia e Maranhão. Representa 15,2% do total vendido ao exterior pela região. Nas importações, a participação do estado no Nordeste vem decrescendo no decorrer dos últimos 5 anos, saindo de 13,5% em 2015, para 10,6% em 2019. Movimento esse justificado pelo “boom” das importações cearenses em 2015 na implementação da siderúrgica. Apesar de continuar crescendo, o total exportado pelo Ceará em relação ao Brasil ainda representa 1,02%.

São Gonçalo do Amarante

Outro dado interessante. Mais da metade (51,9%) de tudo o que o Ceará exporta é produzido em São Gonçalo do Amarante (RMF). A cidade sede do Complexo Industrial e Portuário do Pecém exportou, de janeiro a abril de 2019, US$ 379,3 milhões, crescimento de 14,2% em relação ao mesmo período do ano passado. Outro município que tem mostrado protagonismo é Caucaia, segunda colocada nessa lista. Caucaia teve o maior avanço dentre as cidades exportadoras cearenses (465,7%), saindo de US$ 12,6 no primeiro quadrimestre de 2018, para expressivos US$ 71,4 milhões, no mesmo período desse ano.

Acompanhando esse avanço, Sobral e Fortaleza também registraram bom desempenho no período, com altas de 6,8% e 6,3%, respectivamente. O total sobralense exportado foi de US$ 62,5 milhões e a capital registrou US$ 49,7 milhões. A maior queda entre as cidades cearenses foi de Icapuí, que reduziu suas exportações em 68,4%, principalmente devido às mudanças na produção e escoamento de frutas.

Ferro e aço

Mantendo-se como o principal setor das exportações cearenses, o segmento de ferro e aço exportou US$ 380,1 milhões nos quatro primeiros meses de 2019. O setor de pescados, oitavo maior exportador do estado, manteve o ritmo acelerado do início ano, contabilizando US$ 14,1 milhões, mais que o dobro (123,7%) do valor do ano passado. O avanço no setor é justificado pelo alto valor que possuem as exportações de lagostas e outros pescados, como o atum.

Na análise dos principais produtos exportados pelo estado, nota-se que as pás eólicas, classificadas como “partes de outros motores/geradores/grupos eletrogeradores” são o principal destaque de 2019. O total desse produto vendido ao exterior foi 891,6% maior do que o de 2018, chegando à marca de US$ 64,9 milhões, resultado de um processo que abrange empresas com alta tecnologia aliada a eficiência logística. A cera de carnaúba, produto tradicional na pauta exportadora cearense, também vem exibindo um ótimo desempenho neste ano. O montante exportado foi de US$ 29,9 milhões, maior valor dos últimos 7 anos, e com aumento de 56,8% em relação a 2018.

Ceará-EUA

A parceria Ceará-Estados Unidos tem se mostrado cada vez mais importante para a economia do estado. As exportações cearenses para o país norte-americano mais do que dobraram (106%) nos primeiros quatro meses de 2019, em comparação com 2018. Os US$ 371,9 milhões exportados para o país esse ano, representam o maior montante já enviado do Ceará para os Estados Unidos no primeiro quadrimestre.

A Itália, que se concretizou como forte destino das placas de aço produzidas no Ceará, ocupa a segunda posição, com um aumento de 601% e um total de US$ 101,7 milhões. A República Tcheca foi quem exibiu maior crescimento (40 mil pontos percentuais), ocupando a sexta posição com US$ 26,8 milhões, também devido às fortes aquisições provenientes da siderúrgica. Países tradicionais na pauta exportadora do estado como Alemanha, Holanda, Argentina, Reino Unido e China exibiram quedas no período, comparando-se ao ano passado, o que demonstra certa concentração em determinados mercados. Outro índice que evidencia essa concentração é a redução do número de destinos do estado de 130, em 2018, para 126, em 2019.

(Foto – Arquivo)

Shopping Eusébio define data para inauguração de sua expansão

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A expansão do Shopping Eusébio já tem data de inauguração: 31 de outubro próximo. A data marca os cinco anos do empreendimento que, nessa ocasião, recewberá 60 novas operações. Serão 15 operações na praça de alimentação, uma nova loja âncora, uma loja de jogos eletrônicos, um centro de saúde e diversas marcas de renome nacional no segmento de serviços e varejo. A informação é dos controladores do shopping dos grupos Ponto da Moda e Frangolândia.

Entre as marcas confirmadas estão TIM, Mundo Show Park, Cafeteria Las Violetas, Kalzone Hot, Gelateria Lampone, Sonho de Biju, Pastel do Lago Grill, Rastelo Food, Pizzaria Siciliana, Dom Caju, Flora Pura, Caseshop e Du Conde Gourmet.

Além dessas operações, o Shopping Eusébio terá uma ampla praça de eventos e o primeiro cinema da região com cinco salas de exibição: três no formato 3D; uma sala VIP com poltronas espaçosas, reclináveis e diferentes opções gastronômicas, tendência do ramo e focada no objetivo de cativar e fidelizar o espectador; e uma sala Premium, exclusiva do Shopping Eusébio, que é própria para os cinéfilos e deixa o público com a nítida impressão de estar dentro do filme.

As salas de exibição serão construídas pelo Grupo Cine Cinema que atua há 25 anos no ramo com operações em São Paulo, Pernambuco, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Minas Gerais.

(Foto – Divulgação)

Safra de grãos deve ser 2,2% maior neste ano, prevê IBGE

A safra de cereais, leguminosas e oleaginosas neste ano deve chegar a 231,5 milhões de toneladas, divulgou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Caso a previsão se concretize, a produção será 2,2% maior, ou seja, com 5 milhões de toneladas a mais do que a registrada em 2018.

A estimativa do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de abril do instituto é 0,6% maior em relação à última previsão, feita em março.

Os principais responsáveis pelo aumento da previsão de abril em relação a maio foram as projeções mais otimistas para as produções de milho (0,6%), soja (0,1%), sorgo (11%), trigo (7,1%) e algodão herbáceo (1,8%).

Entre as três principais safras de grãos, apenas o milho deverá ter crescimento em relação a 2018 (12,6%). A soja deverá queda de 4,4% e o arroz, de 10,6%.

Entre as lavouras com produção esperada de mais de um milhão de toneladas, além do milho, são esperadas altas, na comparação de 2019 com 2018, nas safras de algodão (29%), feijão (3,2%), sorgo (5%) e trigo (3,9%).

A área colhida também deve fechar o ano com crescimento de 2,2% em relação a 2018, uma redução de 0,1% na comparação com a estimativa feita em março.

Outros produtos

Além dos cereais, leguminosas e oleaginosas, o IBGE também estima a produção de outras lavouras importantes para a agricultura brasileira como a cana-de-açúcar, o café e a laranja.

A cana-de-açúcar, maior produto agrícola brasileiro, com mais de 600 mil toneladas colhidas por ano, deve fechar o ano com alta de 2,1%. Outros produtos com alta prevista são a mandioca (5,6%), o tomate (0,7%) e a banana (2,7%).

Por outro lado, são esperadas quedas nas safras de café (-10%), laranja (-5,2%) e uva (-10,7%).

(Agência Brasil)

Vendas do comércio crescem 0,3% de fevereiro para março, diz IBGE

O volume de vendas do comércio varejista brasileiro cresceu 0,3% na passagem de fevereiro para março deste ano, segundo dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada hoje (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A alta veio depois da estabilidade de janeiro para fevereiro.

O comércio recuou 4,5% na comparação com março do ano passado, mas teve alta nos outros tipos de comparação: 0,3% na média móvel trimestral, 0,3% no acumulado do ano e 1,3% no acumulado de 12 meses.

A alta de fevereiro para março foi sustentada apenas por três setores: artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (1,4%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (0,7%) e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (2,9%).

Por outro lado, houve quedas nos setores de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,4%), combustíveis e lubrificantes (0,8%), móveis e eletrodomésticos (0,1%), tecidos, vestuário e calçados (2,5%) e livros, jornais, revistas e papelaria (4,1%).

O comércio varejista ampliado, que inclui veículos e materiais de construção, teve alta de 1,1% na passagem de fevereiro para março, com os crescimentos de 4,5% do segmento de veículos, motos, partes e peças e de 2,1% dos materiais de construção. Na comparação com março de 2018, a queda foi de 3,4%. No acumulado do ano, houve alta de 2,3% e no acumulado de 12 meses, avanço de 3,9%.

A receita nominal do varejo cresceu 0,8% na comparação com fevereiro, 0,2% na comparação com março de 2018, 4% no acumulado do ano e 4,7% no acumulado de 12 meses. A receita do varejo ampliado cresceu 1,6% na comparação com fevereiro, 0,3% na comparação com março do ano passado, 5,3% no acumulado do ano e 6,6% no acumulado de 12 meses.

(Agência Brasil)

Sebrae/CE lança edital de inovação para micro e pequenas empresas

Joaquim Cartaxo é o superintendente estadual do órgão.

Da Coluna O POVO Economia, da jornalista Neila Fontenele, no O POVO desta quinta-feira:

O Sebrae Ceará lançará no próximo dia 13, às 8h30min, edital de inovação para micro e pequenas empresas.

O Creditec deverá investir recursos da ordem de R$ 1,2 milhão, dos quais 70% do Sebrae e os 30% restantes de contrapartidas das empresas participantes.

Os interessados devem acessar os editais que estarão disponíveis no site do Sebrae Ceará (www.ce.sebrae.com.br).

(Foto – Sebrae/CE)

CrediAmigo do BNB já emprestou mais de R$ 3 bi só neste ano

Romildo Rolim comanda o banco.

O Banco do Nordeste comemora um resultado dos mais positivos já registrado neste ano: emprestou R$ 3 bilhões via CrediAmigo. A informação é do superintendente de Microcrédito da Instituição, Alex Araújo, adiantando que isso representa um incremento, se comparado com quadrimestre do ano passado, da ordem de 11%.

“Isso é prova de que o CrediAmigo se consolidou como o maior programa de microcrédito do País e um dos principais na América Latina”, diz Araújo.

Instado sobre cenário de incertezas em torno do BNB – extinção ou fusão, preferiu apostar na tese de que o banco cumpre seu papel de gerar o desenvolvimento nordestino. Com esse mote, avisou: o BNB fecha o Plano Safra 2019/2020 definindo apoio à agricultura familiar.

(Foto – BNB)