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Michel Temer inicia visita oficial à Rússia e à Polônia

“O vice-presidente da República, Michel Temer, inicia hoje (14) viagem oficial a Moscou e a Varsóvia, na Polônia, que vai até o dia 17. Ele lidera uma comitiva de ministros e empresários com o objetivo de aprofundar as relações de cooperação e comércio com os dois países. O vice-presidente também vai cumprir agenda política com autoridades russas e polonesas.

Nesta segunda-feira, em Moscou, Temer se reúne com o presidente da Duma (Câmara Baixa do Parlamento russo), Serguei Naryshkin. Depois, a comitiva visita o Pavilhão do Brasil na World Food Moscow 2015, a principal feira de alimentos, bebidas e agronegócios da Rússia.

Segundo a assessoria da Vice-Presidência, integram a comitiva oficial os ministros da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Kátia Abreu; da Defesa, Jaques Wagner; de Minas e Energia, Eduardo Braga; do Turismo, Henrique Eduardo Alves; da Pesca e Aquicultura, Helder Barbalho, da Secretaria dos Portos, Edinho Araújo, e da Aviação Civil, Eliseu Padilha. Kátia Abreu e Jaques Wagner chegam amanhã (15). O vice-presidente, os ministros e empresários participaram de reunião fechada agora de manhã para acertar os últimos detalhes da 7ª Reunião da Comissão de Alto Nível (CAN) Brasil-Rússia.

Amanhã, Temer se reúne com a presidenta do Conselho da Federação da Rússia (Câmara Alta do Parlamento russo), Valentina Matvienko. Após o encontro, está prevista declaração à imprensa. No fim da tarde, o vice-presidente participa do encerramento do Fórum Empresarial Brasil-Rússia.

Temer encerra a visita a Moscou na quarta-feira (16) quando vai presidir a 7ª Reunião da Comissão de Alto Nível Brasil-Rússia, ao lado do primeiro-ministro Dmitri Medvedev. O encontro termina com assinatura de ato, seguida de declaração à imprensa. Criada em 1997, a CAN é a mais alta instância de negociação entre os dois países. Nessa reunião, deverão ser tratados temas de cooperação econômico-comercial, energia, defesa, agropecuária, ciência e tecnologia e espacial.

Em Varsóvia, na quinta-feira (17), último dia da viagem, Temer se reúne com o presidente polonês, Andrzej Duda, com a primeira-ministra, Ewa Kopacz, e com o ministro dos Negócios Estrangeiros da Polônia, Grzegorz Schetyna. Também participa do Foro Empresarial Brasil-Polônia, apoiado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).”

(Agência Brasil)

Governadores querem a volta da CPMF

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Os governadores de todos os partidos apoiam a volta da CPMF ou o aumento de outro tributo existente. Consultados, mandaram recado ao Planalto dizendo que ajudam a aprová-lo no Congresso. Para isso, cobram que a receita seja compartilhada em percentuais maiores que os números que estão sendo especulados.
Os estados não têm recursos para bancar os gastos com a Saúde e liberar receitas para fazer investimentos. Os de oposição avisaram ao Planalto que vão trabalhar na surdina por razões político-eleitorais. Não querem defender publicamente a volta da CPMF. Em 2018 tem eleição presidencial.
(Colunista Ilimar Franco – O Globo)

Dilma Rousseff reúne ministros da área econômica no Alvorada neste domingo

A presidente Dilma Rousseff se reuniu neste domingo (13) com ministros da área econômica no Palácio da Alvorada. Participaram da reunião o ministro da Fazenda, Joaquim Levy; do Planejamento, Nelson Barbosa; da Casa Civil, Aloízio Mercadante; além dos secretários da Receita Federal, Jorge Rachid; e do Tesouro, Marcelo Saintive. A reunião durou cerca de três horas e terminou por volta das 18h.

A pauta da reunião não foi divulgada, mas o encontro ocorre em meio a discussões sobre medidas para demonstrar compromisso do governo com o corte de gastos, desde o rebaixamento da nota de crédito do Brasil pela agência de classificação de risco Standard&Poor’s (S&P), na última quarta-feira (9).

Nesse sábado (12), a presidente convocou reunião para discutir uma reforma administrativa, com redução de despesas nos ministérios. Participaram os ministros da Casa Civil, Aloizio Mercadante; da Justiça, José Eduardo Cardozo; da Agricultura, Kátia Abreu; da Ciência e Tecnologia, Aldo Rabelo; das Cidades, Gilberto Kassab; da Integração Nacional, Gilberto Occhi; da Previdência Social, Carlos Gabas; do Esporte, George Hilton; das Comunicações, Ricardo Berzoini; e dos Transportes, Antônio Carlos Rodrigues.

(Agência Brasil)

Ratings inflados e suspeitos

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Em artigo enviado ao Blog, o economista José Nilton Mariano Saraiva avalia como suspeito o rebaixamento do Brasil pela agência americana Standard & Poor’s. Confira:

Sem que haja ainda um necessário e desejado modelo alternativo, que de forma honesta e imparcial privilegie o “contraditório” e faça uso de equações mais adequadas e consistentes (a China começa a esboçar um), o mundo hoje se fia cegamente, para o bem ou para o mal, no que é produzido e incessantemente divulgado pelos norte-americanos, mesmo que às vezes falte a devida comprovação (só para ilustrar, lembremo-nos da presumida “morte” do saudita Osama Bin Laden, sem que absolutamente ninguém haja visto o corpo?).

Por isso mesmo, o escarcéu provocado por pusilânimes e desonestos segmentos da mídia econômica brasileira, em razão do tal “rebaixamento” do rating do Brasil por parte da agência de classificação de risco americana Standard & Poor’s, é por demais questionável. E por uma razão simplória: comprovadamente, foi uma decisão de cunho “político”, porquanto levou em conta o momento difícil que atravessa a economia brasileira (perfeitamente suplantável), mas deixou de considerar, como deveria e honesto seria, as imensas potencialidades que temos a médio e longo prazo, bem como o robusto e confortável “colchão” de 400 bilhões de dólares das nossas reservas, além do “imedível” mar de petróleo que possuímos (um “ativo” acima de qualquer suspeita e que os próprios americanos estão de olho já há bastante tempo).

Há que se considerar, ainda, que não só a Standard & Poor’s, mas igualmente suas congêneres, as também americanas Moody’s e Fitch, faz tempo que “pisam na bola”, ou “escorregam na maionese”, ao produzirem relatórios inconsistentes e mesmo desonestos (como o atual sobre o Brasil), porquanto estruturados num modelo questionado por economistas do mundo todo, mas que têm o poder (dada a inexistência de uma outra versão), de momentaneamente espalhar o “terrorismo” e destruir reputações mundo afora.

Tanto é que, 10 anos atrás, quando as três agências encimadas avaliaram o “rating” ou nota de crédito dos títulos hipotecários norte-americanos como AAA (grau máximo de confiabilidade), investidores de todo o mundo “aceitaram o pepino” como crível e quebraram a cara ao adquirir tais papéis, porquanto baseados em empréstimos garantidos por propriedades sobrevalorizadas.

Naquela oportunidade, como a “avaliação” das tais agências mostrou-se sem a menor consistência, porquanto assentada em “títulos podres” emitidos irresponsavelmente, não demorou muito (2008) para que a tal bolha do mercado imobiliário americano “estourasse”, levando o mercado de capitais a uma crise financeira mundial sem precedentes, resultando na quebra do (teoricamente) inabalável e sólido banco de investimentos americano Lehman Brothers, possuidor de uma robusta e alentada carteira de títulos hipotecários (que viraram pó, de uma hora pra outra).

Assim, face a repercussão mundial da “quebra generalizada” das bolsas de valores mundo afora e do pandemônio causado internamente, o Governo americano literalmente se viu obrigado a injetar na economia astronômicos 850 BILHÕES DE DÓLARES para “amansar o mercado”, ao tempo em que oficialmente considerou a agência de classificação Standard & Poor’s como inidônea e responsável pela crise da economia mundial. Processou-a na Justiça americana, assim como impingiu-lhe pesada multa face o ocorrido. De sua parte, o austero diário Wall Street Journal acusou-a de má-fé e má conduta.

Como resultado, a Standard & Poor’s virou “RÉ” em um processo movido pelo Departamento de Justiça dos EUA, que acusou-a de ter “mascarado” o grau de risco de investimentos nos chamados papéis subprime (vilões da crise financeira desencadeada em 2008). Segundo a acusação, a empresa teria sido desonesta ao, propositadamente, ter ocultado chances reais de prejuízos a quem embarcasse naquela canoa furada (como de fato aconteceu).

Sem saída ou argumentos, a Standard Poor’s houve por bem reconhecer tal acusação (que errou, sim, e grosseiramente), ao firmar um compromisso extrajudicial concordando em pagar ao Tesouro americano uma multa equivalente a quase US$ 1,4 bilhão (R$ 5,4 bilhões na cotação atual). O episódio reacendeu o debate sobre a credibilidade das agências de classificação de risco e os possíveis conflitos de interesse envolvendo suas atividades (já que contratadas por “agentes do mercado”).

No mais, há que se atentar que o governo norte-americano não é o primeiro a processar a Standard & Poor’s pelas equivocadas e grosseiras avaliações; também um tribunal lá do outro lado do mundo (da Austrália) condenou a agência ao pagamento de uma indenização milionária por ter confundido e induzido os investidores locais com suas “falsas avaliações”. Em Nova York, outro tanto de enganados investidores moveram ação similar.

No momento, como economistas de escol (inclusive lá fora) já se manifestaram sobre o equívoco grotesco da avaliação da Standard & Poor’s sobre a nossa economia, não seria o caso do governo brasileiro partir para a ofensiva, contestando publicamente o método adotado e mostrando ao mundo as “mancadas-homéricas” por ela patrocinadas, via “ratings” inflados e sob suspeita, que objetivam prioritariamente elevar suas receitas e obter maior participação no mercado?

Camilo e RC poderão encontrar resistência no Senado para liberação de empréstimos internacionais

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Da Coluna Fábio Campos, no O POVO deste domingo (13):

Aviso aos navegantes: fontes em Brasília garantem que se tornou bastante improvável a liberação dos empréstimos internacionais para bancar obras públicas. Quanto mais se aprofunda a crise econômica, mas difícil será aprovar a liberação dos empréstimos, mesmo que estados e prefeituras tenham boas condições para se endividar e pagar. Esse ponto se relaciona com decisões técnicas do Ministério da Fazenda. Há outro obstáculo político que não deve ser descartado. A última instância para a liberação dos empréstimos é o Senado. No caso do Governo do Ceará e da Prefeitura de Fortaleza, haverá resistências. No caso, por parte do senador Eunício Oliveira (PMDB), cada vez mais influente na Casa.

Governo do Estado está ansioso pelo empréstimo do Acquario. O processo burocrático emperrou e ainda será preciso ser aprovado pelo Senado. O prazo, que se encerra em novembro, está ficando curto. A propósito, o Estado é capaz de erigir uma estátua para quem conseguir emplacar um projeto de privatização desse equipamento encravado na Praia de Iracema. Já a Prefeitura de Fortaleza deu o primeiro passo ao aprovar o empréstimo de 250 milhões de dólares junto ao Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) que serão aplicados em infraestrutura. Até aí, tudo bem, mas ainda falta o aval do Governo Federal e do Senado.

No âmbito do Governo do Estado, não é apenas o Acquario que precisa de financiamento internacional para que suas obras possam prosseguir. Em agosto passado, o secretário da Fazenda do Ceará (Sefaz), Mauro Filho, afirmou manter a expectativa de que Ministério da Fazenda daria o aval para liberar nada mais, nada menos que R$ 1 bilhão (no câmbio da época) para o Ceará. Vejam a lista de ações: US$ 105 milhões do Acquario Ceará, US$ 100 milhões do Proares III, US$ 140 milhões para a saúde, US$ 65 milhões do Profisco e, por fim, US$ 200 milhões para o Cinturão das Águas. Esta última obra está quase que totalmente parada.

‘País não vai suportar mais três anos de caos’, diz senador Tasso

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Em entrevista publicada no Estadão, neste domingo (13), o senador cearense Tasso Jereissati (PSDB) avalia como “desgoverno” o atual momento do Palácio do Planalto. Para o senador, a crise econômica era previsível desde o primeiro governo Dilma Rousseff, quando “os sinais de erro na economia” surgiram com mais clareza.

Administrador de empresas por formação, Tasso Jereissati afirma que, no momento, não se percebe nenhum contraponto de equilíbrio e confiança na política econômica brasileira. Para o parlamentar cearense, está chegando a hora dos políticos da situação e da oposição se unirem para “dar uma parada nessa ladeira abaixo” que o país está seguindo.

Segundo Tasso, a presidente Dilma não é uma pessoa de diálogo e que não possui visão suficiente para perceber a gravidade da crise brasileira. Isso, de acordo ainda com o senador do Ceará, faz com que ministros disputem entre si na mesma área de atuação, como se fossem “um governo à parte”.

“(…) Não estou vendo possibilidade de o país suportar três anos com esse nível de desgoverno”, avaliou Tasso, que acredita na possibilidade do vice Michel Temer assumir o governo. “O vice-presidente Temer, se for cair a Presidência na mão dele, sozinho não tem condições também. Não tem condições porque primeiro vai ter que fazer muita maldade porque a questão fiscal é gravíssima e não há hipótese de resolver isso sem cortes de despesas violentos. (…) Nenhum partido sozinho hoje, do jeitro que está, vai conseguir enfrentar todos esses problemas”, disse.

Rebaixamento é uma tentativa de intervenção descarada na política brasileira

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Da Coluna Valdemar Menezes, no O POVO deste domingo (13):

O assunto da semana foi a perda do grau de investimento do Brasil (que coloca o País na condição de mau pagador) a partir do rebaixamento da nota dada pela agência de classificação de risco Standard &Poor’s. O alarido dos que defendem a submissão da Nação à chantagem da agiotagem internacional não tem pudor. Quem conhece a história nacional está longe de se impressionar com a nova investida dos corsários da banca.

É preciso não esquecer a advertência do economista Paul Krugman, em 2011: “É notório o fato de a Standard & Poor’s ter dado ao Lehman Brothers, cujo colapso provocou um pânico global, uma classificação A, no mês em que aquele banco faliu”. A mesma agência foi ré em um processo movido em fevereiro pelo Departamento de Justiça dos EUA, acusada de ter mascarado o grau de risco de investimentos nos chamados papéis subprime, os vilões da crise financeira desencadeada em 2008.

O rebaixamento promovido pela S&P, na verdade, foi uma tentativa de intervenção descarada na política brasileira com o objetivo de ajudar os que querem depor Dilma e mudar o modelo econômico brasileiro, fazendo-o abandonar a prioridade do combate às desigualdades sociais e voltar-se inteiramente para o atendimento das exigências da banca. Lula denunciou a manobra.

Se o governo Dilma se recusar a cortar os programas sociais e seu governo for bloqueado pelas forças conservadoras do Congresso, especula-se que a presidente denunciaria à Nação a pressão insuportável dos interesses externos e seus aliados internos e renunciaria ao cargo, juntando-se a Lula na liderança da resistência política à imposição do modelo econômico concentrador de riqueza que será assumido pelos neoliberais em toda a sua crueza.

Com toda a esquerda na oposição e Lula e Dilma compondo a frente popular , o povo teria uma liderança visível para resistir a entrega do País aos agiotas internacionais e seus testas de ferro internos. E o PT se penitenciaria de seus erros e ilusões políticas e dos deslizes éticos, voltando ao projeto original. Aí a luta política daria um novo salto.

Crise cearense vai além da brasileira

Da Coluna Política, no O POVO deste sábado (12), pelo jornalista Érico Firmo:

Os números da economia do Ceará preocupam, principalmente, por destoarem do resto do Brasil. Inverte-se a tendência que vinha desde o primeiro ano de governo Lúcio Alcântara. Na primeira campanha a governador, Cid Gomes usou como mote a necessidade de um “grande salto”. O diagnóstico era correto. O governo Lúcio Alcântara vinha conseguindo crescer acima da média do País. Porém, apontava o então candidato Cid, o Ceará precisa crescer a níveis muito acima da média nacional, para compensar o histórico desnível. Por isso é tão grave a notícia de que o resultado do PIB trimestral é mais de duas vezes pior que a retração nacional.

Para um Estado que, com certa tranquilidade, vinha mantendo patamares acima dos brasileiros, a conclusão óbvia é que houve fatores que foram além da conjuntura nacional. Não é só a crise geral que explica queda tão grande.

Um dos aspectos possíveis que poderia explicar a situação está na própria mudança da política econômica do governo. Ao longo da era Cid Gomes, o modelo adotado foi capaz de ampliar a arrecadação sucessivamente e ainda reduzir impostos e fazer desonerações. Este ano, porém, o governo propôs e a Assembleia Legislativa aprovou aumento de impostos para setores diversos, de bebidas a produtos de beleza, passando por joias, produtos para animais de estimação e agrotóxicos. Além disso, elevou quase 400 taxas sobre serviços públicos diversos. O argumento era de que estavam defasados. Todavia, a alta conjunta tem um impacto econômico, e, sobretudo, sinaliza mudança de diretriz.

Todavia, essa explicação não cabe para o resultado do segundo trimestre. Afinal, os números são referentes ao período de abril a junho. O aumento foi aprovado em julho.

Então, outro sinal que se percebe é que os setores econômicos do Estado pisaram no freio mais profundamente do que se justificava pela conjuntura nacional. Talvez pelo receio do impacto da crise, a retração foi maior do que seria cabível. O receio amplifica a própria crise. Se, em 2008, a receita do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi um apelo pelo consumo, como forma de se contrapor ao cenário adverso, agora, a queda da atividade econômica torna o bicho pior e mais feio do que de fato seria. Em síntese, a postura dos agentes econômicos serve para agravar o quadro. A boa notícia é que a mudança de postura pode ser determinante para superar ou, pelo menos, atenuar a situação adversa.

Operação Lava Jato – Sérgio Moro revoga prisão preventiva de ex-gerente da Petrobras

“O juiz federal Sergio Moro revogou hoje (11) a prisão preventiva do ex-gerente da Petrobras Celso Araripe, investigado na Operação Lava Jato. Atendendo a um pedido da defesa, Moro decidiu substituir a prisão por medidas cautelares, como a proibição de deixar o país e o comprometimento de comparecer a todos os atos processuais.

De acordo com as investigações, o ex-gerente recebeu R$ 3 milhões em propinas para facilitar a aprovação de aditivos de contratos para a construção da sede da Petrobras em Vitória (ES). Segundo o Ministério Público Federal (MPF), o repasses teriam sido feitos pelo Consórcio OCCH, formado pelas empreiteiras Odebrecht, Camargo Côrrea e Hochtief do Brasil, por meio da subcontratação da empresa Freitas Filho/Sul Brasil Construções.

Na decisão, Moro entendeu que, apesar das acusações, não houve mudanças nas provas e, portanto, Araripe pode responder ao processo em liberdade. “Apesar disso, entendo que, apesar das inconsistências e pontos obscuros referidos, diante da apresentação de uma possível causa lícita para as transferências entre a Freitas Filho/SulBrasil e Celso Araripe, a prudência recomenda nessa fase a substituição da prisão preventiva por medidas cautelares alternativas”, afirmou Moro.”

(Agência Brasil)

Hub da TAM – Prefeito Roberto Cláudio também participará de reunião em São Paulo

foto rc e salmito ijf

“Eu também vou!!”

O prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (Pros), também foi convidado para participar da reunião sobre o hub da TAM, que ocorrerá dia 17, em São Paulo. O convite veio da presidente da TAM, Cláudia Sender, segundo informa para o Blog a assessoria de imprensa do Paço Municipal.

Nessa reunião, participarão o governador Camilo Santana, os senadores Tasso Jereissati (PSDB), Eunício Oliveira (PMDB) e Joisé Pimentel (PT) e o coordenador da bancada cearense em Brasília, José Airton (PT). Também os secretários estaduais Arialdo Pinho (Turismo), André Fac[ó (Infraestrutura) e Mauro Filho (Fazenda).

Claro que na pauta estarão os tributos municipais de Fortaleza e as obras de mobilidade, que são fundamentais nos critérios de avaliação da TAM para decidir pela cidade que vai abrigar o HUB da companhia. Fortaleza disputa com Natal (RN) e Recife (PE).

Ministro das Minas e Energia diz que Petrobras enfrenta desafios e que “o pior já passou”

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“A retirada da nota de grau de investimento da Petrobras é um desafio a mais para tratar, na avaliação do ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga. Ele acrescentou, porém, que “o pior já passou”. Ontem (10), a agência de classificação de risco Standard & Poor’s retirou o grau de investimento da Petrobras e baixou a nota de outras empresas brasileiras, em consequência do rebaixamento da nota de crédito do país.

Apesar de considerar o rebaixamento como um novo desafio para a empresa, o ministro disse que a Petrobras está em processo de recuperação e de fortalecimento. “Estamos com números na Petrobras cada vez mais robustos e melhorando”, disse Eduardo Braga, ao chegar pela manhã ao ministério. Na agenda do ministro, está prevista reunião com o presidente do Conselho de Administração da Petrobras, Murilo Ferreira.

Questionado se a empresa passaria a ter dificuldades de captar investimento e empréstimos no exterior, o ministro disse que a Petrobras já declarou que toda sua demanda de financiamento está resolvida.

Braga acrescentou que o rebaixamento foi uma consequência do orçamento apresentado pelo governo para 2016, com previsão de déficit de R$ 30,5 bilhões. “Isso reforçará a necessidade de o governo brasileiro fazer não apenas os cortes que são necessários, além dos que já foram feitos, mas também estudar efetivamente quais são as novas fontes de receitas de que o país precisará para equilibrar o seu juste fiscal”, disse.

Antes do encontro com Braga, Murilo Ferreira evitou comentar sobre o rebaixamento da nota da Petrobras.”

(Agência Brasil)

Tudo pronto para a Expoece 2015

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O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR/CE) e a Federação da Agricultura e
Pecuária do Estado do Ceará (FAEC) participarão da 61ª Exposição Agropecuária e Industrial do Ceará (Expoece). O evento vai começar neste domingo e se estenderá até o dia 20, no Parque de Exposições da Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA), no bairro São Gerardo.

Nesta edição, o SENAR/CE montou um estande denominado “Espaço de Cidadania no Campo”, onde serão ofertadas diversas ações, como vacinação dupla virial e influenza, medição de pressão, medição do IMC (índice de massa corpórea) e massoterapia.

A partir de terça- feira, serão desenvolvidas oficinas de capacitação nas áreas de pães
artesanais , derivados da macaxeira , derivados do caju e, ainda, oficinas de cortes especiais de suínos, caprinos e ovinos. Todas essas ações ocorrerão no período das 14 às 17 horas.

Shopping Iandê será ponto de distribuição de mudas de plantas

Dentro da chamada responsabilidade social, a C. Rolim Engenharia realizará  neste sábado, das 8 às 12 horas, a distribuição de mudas de plantas no Iandê Shopping, em Caucaia (Região Metropolitana de Fortaleza). Serão unidades de mini flamboyant, guanandi, ipê amarelo, ipê rosa, pitanga e ata.

Ações como essas fazem parte do cotidiano da construtora, que ergue belos empreendimentos na cidade e, por outro lado, não abre mão do cuidado com o meio ambiente, realizando a manutenção de áreas públicas, limpeza de praias, distribuição de mudas ao longo de todo o ano em diversos pontos da cidade, campanhas de conscientização em favor do meio natural e muitas outras ações socioambientais.

DETALHE – Para cada metro quadrado que a construtora adquire, uma muda é doada para ser plantada em área pública. É o Compromisso Verde da C. Rolim Engenharia.

Sai decreto confirmando a “privatizaçaõ” do Aeroporto Internacional Pinto Martins

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“Decreto publicado hoje (11) no Diário Oficial da União oficializa a inclusão de quatro aeroportos no Plano Nacional de Desestatização. Os aeroportos internacionais Salgado Filho, no Rio Grande do Sul; Deputado Luís Eduardo Magalhães, na Bahia; Hercílio Luz, em Santa Catarina, e Pinto Martins,  no Ceará.

O decreto designada a Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República responsável pela condução e aprovação de estudos, projetos, levantamentos ou investigações que subsidiarão a modelagem da desestatização dos aeroportos.

A transferência dos quatro aeroportos para a administração do setor privado foi anunciada no dia 9 de junho, em solenidade no Palácio do Planalto, como parte da nova etapa do Programa de Investimentos em Logística (PIL), que tem a previsão de R$ 198,4 bilhões em investimentos, sendo R$ 69,2 bilhões entre 2015-2018 e R$129,2 a partir de 2019. Os investimentos estão divididos entre rodovias (R$ 66,1 bilhões), ferrovias (R$ 86,4 bilhões), portos (R$ 37,4 bilhões) e aeroportos (R$ 8,5 bilhões).”

(Agência Brasil)

Tasso Jereissati: Queda do PIB do Ceará é reflexo de governos totalmente inoperantes

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O senador Tasso Jereissati (PSDB) avaliou que a queda do PIB trimestral do Ceará (-5,32%) é reflexo do “caos” do governo da presidente Dilma Roussff (PT). As declarações foram dadas nessa noite de quinta-feira no Crato (Região do Cariri). O evento político faz parte da estratégia tucana para fortalecer o partido e tentar conquistar até 50 prefeituras nas disputas municipais de 2016.

Em seu discurso, o senador declarou: “O governo Dilma não existe mais. Existe um caos. O Brasil não tem condições de continuar assim”. Apesar de ter relação amigável com o governador Camilo Santana (PT), unindo-se a ele na campanha para trazer o hub da TAM a Fortaleza, Tasso disse que sua missão era “tirar das mãos do PT o Estado do Ceará”.

A partir da divulgação do PIB trimestral ontem, o senador culpou a gestão federal pela retração na economia cearense, quase o dobro da nacional (-2,6%). “O povo do Ceará está duas vezes mais pobre que o resto do Brasil”, argumenta e acrescentando que “isso também é resultado de governos totalmente inoperantes, que se preocupam somente com coisas que não têm nada a ver com o dia a dia dos cearenses”.

A crise no governo petista vem fortalecendo o PSDB, inclusive no Ceará, onde perdeu forças desde a eleição de Cid Gomes, em 2006. O partido é um dos mais fortes à frente da oposição. De acordo com o presidente estadual da sigla, Luiz Pontes, já no início do segundo mandato de Dilma, a procura por filiações ao PSDB se intensificou.

O encontro no Crato marca o início de uma fase de peregrinação para reconquistar a simpatia do povo cearense até as eleições 2016. Já há ações agendadas para Sobral e Quixadá nos dias 24 e 25 de setembro, respectivamente. Ontem, se filiaram ao partido os ex-prefeitos Afonso Sampaio (Nova Olinda), Evanderto Almeida (Assaré) e Dorival Oliveira (Altaneira).

(Foto – Divulgação)

Há algo além de uma nota de rebaixamento de risco do Brasil

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Da Coluna O POVO Economia, de Neila Fontenele, no O POVO desta sexta-feira:

O consultor Alcântara Macêdo informa que teve que dar ontem várias explicações a investidores ingleses interessados em projetos no Brasil sobre o cenário nacional. Na avaliação do economista, o País, mesmo com todos os seus problemas atuais, tem pelo menos cinco fatores positivos que o tornam mais atrativo:

1 – o agronegócio, com tecnologia e competitividade internacional;

2 – a geopolítica, pois ninguém tem interesse em transformar o Brasil em “uma nova União Soviética”;

3 – temos 200 milhões de consumidores;

4 – dispomos de todas as matérias-primas;

5 – a sétima economia do mundo está em remarcação, com a desvalorização do real.

Programa Minha Casa, Minha Vida III virá na base do… é devagar, é devagar…

“O início da terceira fase do Programa Minha Casa, Minha Vida só será definido após a aprovação do Orçamento de 2016 pelo Congresso Nacional. De acordo com o governo, será garantida a continuidade do programa, mas em um patamar menor e em um ritmo devagar. A prioridade do momento é completar as unidades habitacionais que já estão contratadas.

Uma das mudanças no programa, segundo ele, diz respeito aos subsídios concedidos pela União, que vão continuar, mas em um patamar mais baixo, a exemplo do realinhamento da política que vem sendo feito em outros financiamentos públicos como o estudantil e o da safra agrícola.

“Continua a haver subsídios, só que continuam numa escala menor do que eram no ano passado, porque nós, também, estamos enfrentando novo cenário fiscal, e também para adequar o programa à evolução da própria renda da população, das condições e da capacidade de financiamento dos beneficiários”, afirmou o ministro do Planejamento.

Nesta quinta-feira (10), o governo federal prometeu encaminhar em até 30 dias uma medida aos parlamentares com as novas regras do programa habitacional. A data em que a etapa terá início e o seu cronograma, no entanto, só serão definidos após a aprovação da peça orçamentária.”

(Agência Brasil)

Lula diz que rebaixamento de nota do Brasil “não significa nada”. Mas em 2008, comemorou

foto lula ex-presidente

“No mesmo dia em que a presidente Dilma Rousseff convocou uma reunião de urgência para discutir a decisão da agência de classificação de risco Standard & Poor´s de tirar o grau de investimento do Brasil, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva assegurou, nessa quinta-feira, em visita a Buenos Aires, que o rebaixamento do país “não significa nada”.

Durante mais de uma hora, Lula discursou num seminário sobre responsabilidade social e, além de minimizar a perda do grau de investimento, aproveitou para questionar duramente políticas de ajuste como as que estão sendo adotadas pelo Palácio do Planalto.

— É importante que a gente tenha em conta que o fato de eles diminuírem o “investment grade” de um país não significa nada, significa que apenas a gente não pode fazer o que eles querem — declarou Lula, para uma plateia de empresários, acadêmicos, diplomatas e funcionários do governo Cristina Kirchner, entre outros, no centro de convenções La Rural, em Buenos Aires.

O ex-presidente fez duras críticas à agência de classificação S&P:

— Eu fico pensando: é engraçado, como é que eles têm facilidade para tomar medidas quando a dor de barriga é na América Latina. Ou seja, todo mundo sabe quantos países da Europa estão quebrados e eles não têm coragem de diminuir o “investment grade” de nenhum país.

Em 2008, quando a S&P concedeu o “grau de investimento” ao Brasil, Lula disse:

— O Brasil vive um momento mágico. Nós acabamos de receber a notícia de que o Brasil passou a ser ‘investment grade’. Eu não sei nem falar a palavra, mas se a gente for traduzir isso para uma linguagem que os brasileiros entendam, é que o Brasil foi declarado um país sério, que tem políticas sérias, que cuida das suas finanças com seriedade e, que por isso, passamos a ser merecedores de uma confiança internacional que há muito tempo o Brasil necessitava.

Com a retirada do grau de investimento, o Brasil perde o selo de bom pagador, que é um reconhecimento de que o país é um lugar seguro para os investidores. Esse certificado costuma ser exigido por fundos de investimento e de pensão bilionários para aplicar em títulos de dívida de governos. No mercado financeiro, a nota de um país funciona como um “certificado de segurança” que as agências de classificação dão a países que elas consideram com baixo risco de calotes a investidores.

(Com O Globo)