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Dilma Rousseff: “Nem que a vaca tussa”

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Com o título “Nem que a vaca tussa”, eis artigo que o jornalista Luís-Sérgio Santos para o Blog. Ele aborda o segundo Governo Dilma Rousseff e suas contradições no discurso. Principalmente no plano social. Confira:

Em sua campanha eleitoral para o segundo mandato, a candidata Dilma Rousseff consagrou a expressão “nem que vaca tussa” para referendar sua boa fé na ordem e no progresso do Brasil. Nenhum direito social, trabalhista, nenhuma ação de impactasse a macroeconomia através do aumento de impostos e de juros seriam tomadas, “nem que vaca tussa”. Na extremada campanha, a expressão cunhada por Dilma só ganhou equivalente em uma outra, consagrada pelo candidato Levy Fidelix: “o aparelho excretor não reproduz”. A despeito de tudo vemos que a afirmação de Levi é 100% verdadeira e o juramento de Dilma, em nome da vaca, o que seria um insulto, na Índia, virou uma falácia. Como vendeu e não entregou temos um ilícito de grandes proporções. Só para termos uma ideia de suas medidas que agridem o discurso de campanha vamos citar o caso do seguro-desemprego: para solicitá-lo agora é preciso ter cumprido 19 meses de emprego formal com carteira assinada; antes o prazo era de seis meses.

Houve claramente um estelionato e isso colabora para o desprestígio da política e para o enfraquecimento institucional do Governo. Mas há também um problema moral e legal. O legal estaria no âmbito do Conar, nas defesas da transparência e do consumidor.

O Conar é o Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária. Ele nasceu de uma ameaça ao setor, no final dos anos 1970, quando “o governo federal pensava em sancionar uma lei criando uma espécie de censura prévia à propaganda. […] Se a lei fosse implantada, nenhum anúncio poderia ser veiculado sem que antes recebesse um carimbo “De Acordo” ou algo parecido.” Como se vê, o governo federal, hoje, está com ideia inspirada nesta, o chamado controle externo da midia.

Mas o fato é que o Conar é focado na autorregulamentação e um dos objetivos mais repetidos em suas ações é o “calote”, a venda que não entrega. Desde 1978 já julgou mais 8.000 representações, sempre dialogando com o contraditório.

Uma representação recente no Conar, de agosto de 2014, número 168/14, de autoria da TIM contra sua concorrente Oi, trata da campanha “Oi, eu tô na Copa!”. O parecer do relator informa que a TIM “contesta a apresentação de preços e outras condições comerciais em campanha da concorrente Oi com o título acima. A denunciante alega que, ao buscar mais informações no site da Oi, verificou que as condições apregoadas dependem de pagamento de taxas de adesão e manutenção. Reunião de conciliação entre as partes resultou infrutífera. Houve concessão de medida liminar de sustação pelo conselheiro relator. Em sua defesa, a Oi informa que alterou as peças publicitárias, incluindo as informações em tela. O relator, tendo em vista as peças que deram origem a essa representação, recomendou a alteração, voto aceito por unanimidade.”

Problema resolvido, a denunciada reconheceu o “lapso” e voltou atrás. Um “lapso” pequeno considerando os “erros” da campanha de Dilma.

Está claro que o marqueteiro da campanha de Dilma não respeita o Conar e muito menos o consumidor. Ele vendeu um produto e entregou outro. Aplicou o seu “conto do vigário” no atacado. E, para coroar o calote com chave de ouro, a Petrobras anuncia agora que não haverá refinaria premium no Ceará. A tal refinaria foi “vendida”, em várias campanhas eleitorais, até pelo próprio ex-presidente Lula e por Dilma.

Está claro que vivemos o maior estelionato eleitoral já registrado na história do Brasil.

O Conar nada pode fazer neste caso de calote. Os votos já foram entregues em nome de um credo. Só quem pode cassá-los é o próprio eleitor.

* Luís-Sérgio Santos,

Jornalista.

Refinaria cancelada – Presidente da CNDL diz que Brasil perde e espera reversão do quadro

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O presidente da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL), o cearense Honório Pinheiro, disse, nesta quinta-feira, estar na expectativa de que o governo federal reveja o caso do cancelamento do projeto da refinaria premium do Ceará.

Ele explica que o cenário é de ajustes e corte de gastos, mas lembra que a refinaria seria uma obra boa para o Brasil como um todo.

“Continuamos acreditando que isso possa ser revertido em algum outo momento”, reiterou Honório, Pinheiro, reconhecendo que o projeto da refinaria serviu para ajudar muita gente a ganhar mandato.

Justiça Federal determina quebra de sigilos bancário e fiscal de ex-dirigentes da Petrobras

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“A 5ª Vara de Fazenda Pública da Justiça do Rio de Janeiro determinou ontem (28) o arresto de bens do ex-presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli,  e do ex-diretor da estatal Renato de Souza Duque, bem como a quebra de seus sigilos bancário e fiscal. A medida também atinge a construtora Andrade Gutierrez e outros executivos da Petrobras: Pedro José Barusco Filho, José Carlos Villar Amigo, Sérgio dos Santos Arantes, Alexandre Carvalho da Silva, Antônio Perrota Neto e Guilherme Neri.

O pedido foi feito pela 5ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Defesa da Cidadania, do Ministério Público Estadual. A solicitação também se estendia à própria Petrobras, mas isso foi negado pela Justiça.

Segundo a decisão da Justiça, há indícios de “sucessivas e superpostas contratações em benefício da Andrade Gutierrez”, pela Petrobras, com sobrepreço e superfaturamento em contratos para ampliação e modernização do Centro de Pesquisas da estatal, o Cenpes. Além disso, segundo a Justiça, houve falta de transparência na seleção da Andrade Gutierrez para os contratos. Ainda de acordo com o despacho da juíza Roseli Nalin, auditorias do Tribunal de Contas da União encontraram indícios de superfaturamento de R$ 31,5 milhões.”

(Agência Brasil)

 

Refinaria cancelada – Editorial do O POVO repudia “o sonho roubado dos cearenses”

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Com o título “Refinaria: sonho roubado dos cearenses”, eis o Editorial do O POVO desta quinta-feira. O soturno balanço da Petrobras confirmou o que já era uma desconfiança tanto do mundo político quanto do mercado. Confira:

Os mais atentos certamente não se surpreenderam com a decisão da Petrobras em relação à sonhada refinaria de Petróleo do Ceará. No balanço do terceiro trimestre divulgado na penumbra da madrugada de ontem, a Petrobras admitiu enfim que encerrou “os projetos de investimento para a implantação das refinarias Premium I e Premium II”. A Premium II seria instalada em um terreno dentro do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP).

Na prática, o soturno balanço da Petrobras confirmou o que já era uma desconfiança tanto do mundo político quanto do mercado. Por mais que os argumentos apontem causas mercadológicas e econômicas externas para justificar a decisão, será muito difícil convencer de que as causas reais se relacionem à roubalheira que colocou a maior estatal do País uma situação vergonhosa.

Pelo menos por enquanto, acabou o sonho acalentado pelos cearenses durante mais de três décadas. Porém, não havia apenas a platitude intangível do sonho. Mesmo sem obras no Pecém, muito suor e dinheiro dos cearenses foram usados para dar alguma concretude ao projeto da refinaria. Por baixo, mais de R$ 600 milhões do nosso povo foram usados para comprar o terreno e garantir a infraestrutura da refinaria que não mais virá. Quem vai pagar por isso?

A refinaria do Pecém foi um potente joguete político e eleitoral fartamente usado nas duas últimas campanhas presidenciais e estaduais (governador). Não seria arriscado afirmar que os fartos votos de muitos cearenses concedidos à Dilma Rousseff nas duas eleições presidenciais vencidas pela petista tenham sido, em boa parte, influenciados pela promessa repetidamente feita no Ceará. Nesse sentido, o noticiário da edição de hoje do O POVO é esclarecedor.

Espera-se agora a palavra de todos os homens públicos do Ceará diretamente envolvidos com esse projeto. Que não se calem. Que não seja permitido ficar o dito pelo não dito. Os cearenses que acreditaram neles e também os que não acreditaram, mas pagaram (literalmente) para ver, devem exigir explicações claras e honestas a respeito do tema.

Refinaria cancelada – O barril eleitoral nunca deixou de operar

Da Coluna Vertical, do O POVO desta quinta-feira:

O empresariado cearense está perplexo com a informação divulgada pela Petrobras de que o prejuízo registrado pela estatal no último balanço – com queda de 38% do seu lucro – foi provocado, entre outros itens, pelos projetos da refinaria Premium do Ceará e do Maranhão. Desde a primeira campanha de Lula que esses empreendimentos foram peças permanentes do marketing.
A perplexidade vai além: o Estado informou já ter investido R$ 657 milhões em desapropriações, reassentamentos, doação de terreno e construção de infraestrutura desde 2009. A nota da estatal atribui as perdas “à descontinuidade dos projetos”, indicando que foram descartados do plano de investimentos.
Conclusão: o governador Camilo Santana passa a encarar seu primeiro desafio político junto a Dilma, qual seja o de garantir o projeto ou sepultar definitivamente um sonho.

Refinaria cancelada – Camilo divulga nota e diz que vai procurar a presidente Dilma Rousseff

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O governador Camilo Santana (PT)divulgou nota oficial sobre o cancelamento do projeto da refinaria premium do Ceará, o que foi anunciado pela Petrobras, nessa quarta-feira. Camilo promete continuar lutando pelo empreendimento e diz que vai procurar a presidente Dilma Rousseff. Confira a nota na íntegra:

“O Governo do Estado repudia totalmente a decisão da Petrobras de suspender os investimentos da refinaria Premium II, um sonho do povo cearense e importante vetor de desenvolvimento local e regional. Essa atitude representa uma quebra unilateral do compromisso firmado com o estado e configura um desrespeito da empresa com o povo cearense.

O governador Camilo Santana recebeu a notícia com surpresa e indignação, cobrou explicações da Petrobras, conversou com o ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Aloizio Mercadante, e solicitou uma audiência com a presidenta Dilma Rousseff.

Uma vez que o Ceará cumpriu todos requisitos para a implantação da refinaria, o Governo afirma que continuará lutando e empreendendo todos os esforços para viabilizar este importante projeto”.

Camilo Santana,

Governador do Ceará. 

* Mais sobre o caso da refinaria no O POVO aqui.

Dívida ativa supera arrecadação; propostas para agilizar cobrança não andam

O esforço que o governo federal tem feito para diminuir gastos, por um lado, e aumentar a arrecadação, por outro, parece mínimo quando comparado com o montante devido em tributos não pagos por empresas e contribuintes inscritos na Dívida Ativa da União (DAU). Apesar da importância da obtenção desses recursos para os cofres públicos, as propostas em tramitação na Câmara dos Deputados para agilizar a recuperação dos créditos estão paradas desde 2011.

De acordo com a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2015 (Lei 13.080/15), a DAU chegou, em 2013, a R$ 1,273 trilhão. Desse total, apenas 1,8% (R$ 23,4 bilhões) foi recuperado pelo Executivo. No mesmo ano, a arrecadação de todos os tributos federais chegou a R$ 1,13 trilhão, 11% (R$ 143 bilhões) a menos do que o valor devido por contribuintes ao fisco.

Enquanto isso, os esforços do governo devem somar R$ 60,6 bilhões, com o congelamento de despesas de custeio (R$ 22 bilhões anuais); as mudanças nas regras do seguro-desemprego (R$ 18 bilhões); e a expectativa de crescimento da arrecadação com o aumento de tributos (R$ 20,6 bilhões) nas áreas de combustíveis, produtos importados, cosméticos e operações financeiras.

(Agência Câmara Notícias)

Sem novas desonerações, arrecadação federal teria crescido 0,26% em 2014

Apesar do impacto provocado pelo baixo crescimento da economia, a arrecadação em 2014 não teria caído sem a ampliação das desonerações. Segundo levantamento da Receita Federal, caso as novas reduções de tributos não tivessem entrado em vigor no ano passado, a União teria arrecadado 0,26% a mais que em 2013, descontada a inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Em 2014, o governo deixou de arrecadar R$ 104,04 bilhões por causa das desonerações, R$ 25,46 bilhões a mais que em 2013, quando os benefícios fiscais tiveram impacto de R$ 78,58 bilhões na arrecadação. A diferença é maior que a queda real de R$ 22,25 bilhões da arrecadação entre um ano e outro.

“Se jogasse os cerca de R$ 25 bilhões das novas desonerações na arrecadação do ano passado, o resultado seria zerado ou até haveria crescimento pequeno na arrecadação”, disse o chefe do Centro de Estudos Tributários da Receita Federal, Claudemir Malaquias.

Em 2014, a arrecadação federal somou R$ 1,188 trilhão, com queda de 1,79% em relação a 2013, descontado o IPCA. A medida com maior impacto no caixa do governo foi a desoneração da folha de pagamentos.

(Agência Brasil)

João Jaime – O fim da enganação chamada refinaria

Com o título “Enganação premeditada”, eis artigo que o deputado estadual João Jaime (DEM) manda para o Blog. Ele fala sobre a novela em torno da tão prometida refinaria de petróleo. Confira:

Nesta madrugada de hoje, tivemos acesso, através da nossa imprensa, à divulgação do balanço do terceiro trimestre de 2014 da Petrobras. Noves fora as perdas contábeis referentes aos desvios por corrupção que a Estatal esteve envolvida, uma vez que estes valores não foram inclusos no balanço, apresenta, entre seus prejuízos, a construção das Refinarias Premium I e II. Justificando assim, o descarte dos projetos. Ora, como se isso surpresa fosse.

A bem da verdade, esses projetos nunca haviam sido colocados nos planos de investimento da Petrobras. Não estavam em 2006, quando foi lançado o plano quadrienal da estatal. Não estiveram em 2010 e nem em 2014.

O que constou nos planos de investimentos da estatal foram projetos de estudo de viabilidade dos empreendimentos. Os custos, que a estatal justifica como um dos aumentos dos prejuízos do último trimestre, são de projetos de estudos, consultorias e outras tantas enrolações que alimentavam a esperança da chegada das refinaria e da nossa refinaria em nosso Estado. E não operacional, como se foi postado.

Por várias vezes, me reportei sobre isso, alertando para tamanha enganação. Desde quando a presidenta Dilma Rousseff assumiu, em 2011, a Petrobras vem tendo queda em seus lucros. O que antes era dado como controlado, hoje mostra que a estatal tem a maior dívida corporativa do mundo. Sem falar em seu valor de mercado. Um verdadeiro caos. Nesses quatro anos teve uma perda de 75,2%.

Falta gestão, falta dinheiro, falta petróleo. Mas, falta, acima de tudo, punição.

João Jaime

Deputado estadual do DEM.

Marco Civil da Internet – Governo abre para sugestões

“Após ter aprovado, em abril de 2014, o Marco Civil da Internet, o governo federal dá início, a partir de hoje (28), a uma série de consultas à sociedade, visando definir e garantir o funcionamento das regras previstas. As colaborações serão destinadas ao aperfeiçoamento dos textos que tratarão da regulamentação do marco civil e, também, do anteprojeto de lei que definirá como os dados pessoais dos cidadãos serão tratados e protegidos, tanto na internet como em outros ambientes.

Sancionado em abril de 2014, o documento trata de direitos, garantias e deveres dos usuários exclusivamente da internet. Já o anteprojeto de lei sobre a proteção de dados regula como os dados serão tratados não apenas na internet, mas também nos demais ambientes fora da grande rede. Além disso, estabelece um conjunto de ferramentas que serão usados para essa finalidade.

A secretária Nacional do Consumidor, Juliana Pereira, explica que o documento pretende assegurar ao cidadão uma série de direitos básicos sobre seus dados pessoais, armazenados em território nacional, bem como em centrais fora do país. A minuta apresentada pelo governo aborda também questões relativas a vazamento e uso compartilhado de dados, além da responsabilidade daqueles que lidam com essas informações, e clareza sobre os procedimentos adotados para garantir a segurança desses dados.”

SERVIÇO

* As sugestões podem ser apresentadas no prazo de 30 dias por meio do Portal do ministério, nos endereços www.marcocivil.mj.gov.br e www.dadospessoais.gov.br.

Ex-diretor-geral do IPECE avalia decisão da Petrobras de engavetar a refinaria premium do Ceará

Com o título “Fim de um sonho ou começo de um novo tempo?”, eis avaliação que o economista Marcos Holanda, ex-diretor-geral do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (IPECE), faz em seu Blog sobre o caso da refinaria premium do Ceará engavetada outra vez pela Petrobras. Confira:

Como encarar a decisão da Petrobras de encerrar o projeto da refinaria? Fim do sonho do desenvolvimento ou começo de um novo tempo e de uma nova estratégia econômica baseada no realismo e na sustentabilidade?

Em uma postagem recente, defendi a ideia que é hora do Estado refletir e desenhar uma nova estratégia de desenvolvimento. Nada mais simbólico e confirmador desse momento do que o anúncio do fim do projeto da refinaria. Sobre a refinaria, publiquei um artigo no jornal O POVO onde argumentava que ela seria uma ilusão de desenvolvimento rápido e fácil.

Podemos perder no curto prazo, pois é inegável que a construção de uma refinaria implica em significativos investimentos, contratação de mão de obra e geração de renda. Depois da fase da euforia da construção, vem a fase da operação onde a agregação de valor é bem menor do que se imaginava e o passivo ambiental começa a apresentar sua conta. Basta olhar para o vizinho Pernambuco.

Nesse novo tempo, precisamos entender que temos um grande ativo: um espaço logístico já pronto, dentro de uma ZPE já instalada e conectado a um porto competitivo em termos de custo e logística global. O que precisamos agora é de realismo, visão estratégica, ousadia e competência para bem utilizar esse espaço.

Em resumo, perde a Petrobras que ia ganhar quase que de graça um espaço nobre e, potencialmente, ganha o Estado se tiver competência para bem explorá-lo.

Zezinho e o conto da refinaria

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Ciro e Zezinho

Ciro Gomes gastou verve nessa campanha falando sobre ganhos econômicos.

Com a decisão da Petrobras de protelar, mais uma vez as refinarias premiu do Ceará e do Maranhão do seu plano de investimentos, muita gente da classe política deve estar com aquele jeitão de que caiu no conto. Ou, então, resolveu usar o conto para fazer pontos eleitorais.

Zezinho Albuquerque, presidente da Assembleia, por exemplo, usou o mote da refinaria como um dos trunfos de marketing quando tentou ser candidato a governador. Levou caravanas de políticos para o Interior, gastou tempo e dinheiro e tudo, pelo visto, acabou em barril de pólvora molhada.

Pesquisa FGV – Indice de Confiança da Indústria cresce em janeiro

“O Índice de Confiança da Indústria (ICI), medido pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), passou de 84,3 para 85,9 pontos, avançando 1,9% de dezembro de 2014 para janeiro de 2015. No mês anterior havia recuado 1,5%. O ICI deste período é ligeiramente superior ao nível de novembro passado e é o maior desde junho passado (87,2 pontos).

De acordo com a FGV, a alta em janeiro foi determinada tanto pelas avaliações sobre o momento presente quanto pelas expectativas em relação aos meses seguintes. O Índice da Situação Atual (ISA) avançou 2,1%, para 85,8 pontos. O Índice de Expectativas (IE) registrou alta de 1,8% – 89,2 pontos –, o maior desde maio passado.

“Embora permaneça extremamente baixo em termos históricos, o ICI consolida-se em patamar superior ao de setembro, o pior momento do ano passado. Há alguma melhora na percepção em relação à demanda e ao nível de estoques, mas as expectativas são ainda incompatíveis com um cenário de recuperação consistente e contínua”, avaliou o superintendente adjunto para ciclos econômicos do Ibre/FGV, Aloisio Campelo Jr.

O indicador que mede o grau de satisfação dos industriais com o nível de demanda exerceu a maior influência na alta do Índice da Situação Atual em janeiro, ao passar de 76,5 para 82,1 pontos e avançar 7,3% entre dezembro e janeiro. A parcela das empresas que o consideram forte diminuiu de 7,6% para 7,1%, e as que avaliam como fraco caiu de 31,1% para 25%.”

(Agência Brasil)

MPF realiza primeiro encontro do Fórum pela Implantação do Parque Ecológico do Cocó

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Puxada pelo Ministério Público Federal , será realizada, nesta quinta-feira, a partir das 14 horas, a primeira reunião do Fórum Permanente pela Implantação do Parque Ecológico do Cocó, em Fortaleza. A reunião ocorrerá no auditório da Procuradoria da República no Ceará, e receberá cerca de 20 entidades públicas e privadas relacionadas com a temática da proteção ambiental da área do Cocó. O objetivo é somar esforços pela implantação e, sobretudo, preservação do Parque Ecológico do Cocó, segundo informa o procurador-chefe da República, Alessander Sales.

Por meio de reuniões sistemáticas, o fórum deverá reunir periodicamente as cerca de 20 entidades com o objetivo de subsidiar o Governo do Estado do Ceará no processo de tomada de decisão que tenha por finalidade implantar, com consistência técnica e jurídica, o modelo de gestão ambiental capaz de conferir aos ecossistemas que integram a região do Cocó uma proteção eficaz e definitiva, integrando estas áreas ao patrimônio ambiental, cultural, social e econômico da cidade de Fortaleza e do estado do Ceará.

Haja seca! Prefeitura de Canindé gasta com geradores por causa da burocracia da Coelce

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Em Canindé, a 115 Km de Fortaleza, o prefeito Celso Crisóstomo (PT) informa estar gastando R$ 8 mil, por dia, com geradores para garantir o bombeamento de água do açude General Sampaio para seu município.

Ele adianta que esse bombeamento garante água para 70% da sede, mas lamenta tanto gasto que poderia ter sido evitado se a tivesse feito as linhas de energia. Tudo emperrou na velha burocracia que, mesmo sob dificuldades da seca, ainda persiste.

Refinarias do CE e MA que não saem do papel e levam Petrobras a registrar perdas

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“Como se não bastassem as perdas prováveis com corrupção que a Petrobras deverá reconhecer com as recém construídas refinarias de Abreu e Lima e Comperj, outros dois projetos em refino que nem saíram do papel já levaram a empresa a perda de R$ 2,7 bilhões. A baixa com as refinarias Premium 1 e 2, que seriam erguidas no Maranhão e no Ceará, foi reconhecida neste trimestre e é, segundo a empresa, um dos principais fatores responsáveis pela queda de 38% no lucro do terceiro trimestre em relação ao segundo, de R$ 5 bilhões para R$ 3,1 bilhões.

Os quatro projetos foram propostos e aprovados na gestão do ex-diretor Paulo Roberto Costa, delator na Operação Lava Jato que cumpre pena domiciliar e responde a ações penais por corrupção na estatal. O comunicado da Petrobras que acompanha o balanço do trimestre, divulgado nesta madrugada, atribui as perdas a “descontinuidade dos projetos, indicando que elas foram descartadas do plano de investimento. Não há detalhes adicionais a respeito no documento.

“Trata-se de uma nova ‘Pasadena’, disse, nesta madrugada, o gestor de um fundo de investimentos, ao deparar-se com o número. Ele referia-se à compra da refinaria americana pela Petrobras, entre 2006 e 2012, que resultou em perdas à empresa calculadas em US$ 792 milhões, segundo o TCU.

HISTÓRICO

As duas refinarias começaram a ser planejadas em 2008, sob justificativa de aproveitar as margens financeiras do refino, na época mais favoráveis. A pedra fundamental dos projetos foi lançada em 2010, em Bacabeira (MA) e Pecém (CE), pela diretoria da empresa, com a presença do então presidente Lula.

Os investimentos previstos, na época, eram de US$ 30 bilhões nas duas unidades. Premium 1 era prevista para entrar em funcionamento em 2016 e a 2, em 2017.

Desde que a atual presidente, Graça Foster, assumiu, em 2012, a Petrobras vinha levando os projetos em banho maria. No início de 2014, as duas obras ainda estavam no plano de investimento, mas sem indicação de grandes avanços.

Em meados do ano, o conselho de administração da Petrobras começou a estudar a retirada dos dois projetos dos investimentos previstos até 2018, diante do elevado custo para sua construção, da queda nas margens obtidas com o refino e da necessidade de redirecionar recursos para a exploração do pré-sal.

(Com Folha)