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Prefeito de Fortaleza negócio com Banco Latino-Americano mais um empréstimo

O prefeito entre membros do banco.

Nesta segunda-feira, em Brasília, o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT), foi recebido, em audiência, por dirigentes do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF). No encontro, ele tratou de empréstimo que a Prefeitura tenta viabilizar para investir em obras de drenagem, pavimentação e urbanização de ruas e avenidas, através do Programa de Infraestrutura em Educação e Saneamento de Fortaleza (Proinfra).

Os recursos – no valor global de U$ 151 milhões, cerca de R$ 500 milhões, vão garantir, pela primeira vez na Capital, segundo o prefeito, além da execução de obras de drenagem, obras de saneamento e esgotamento sanitário, competência executada atualmente apenas pela Cagece, atual detentora da concessão dos serviços de água e esgoto do Estado.

Desse total, uma parte será destinada ainda para as áreas de Educação – com a construção de Escolas de Tempo Integral (ETI) e Centros de Educação Infantil (CEI) – e Mobilidade Urbana, com a implantação de corredores expressos de ônibus e obras de infraestrutura viária.
”São investimentos essenciais que vão garantir a qualidade de vida daqueles que moram em regiões que, hoje, são desprovidas de obras de saneamento básico”, informou o prefeito Roberto Cláudio.

(Foto – Divulgação)

Contas externas registram déficit de US$ 1,1 bi em fevereiro

As contas externas brasileiras apresentaram resultado negativo em fevereiro. O déficit em transações correntes (compras e vendas de mercadorias e serviços e transferências de renda do país com outras nações) chegou a US$ 1,134 bilhão, segundo dados divulgados hoje (25), pelo Banco Central (BC). O resultado, entretanto, foi menor do que o registrado em fevereiro de 2018, um déficit de US$ 2,043 bilhões.

De janeiro a fevereiro, o déficit registra US$ 7,678 bilhões, contra US$ 8,335 bilhões em igual período do ano passado.

Entre os dados das contas externas está a balança comercial, que registrou superávit de US$ 3,161 bilhões, em fevereiro. A conta de serviços (viagens internacionais, transporte, aluguel de investimentos, entre outros) teve saldo negativo de US$ 2,058 bilhões em fevereiro deste ano.

A conta renda primária (lucros e dividendos, pagamentos de juros e salários), que também faz parte das transações correntes, ficou negativa em US$ 2,409 bilhões no mês passado.

A conta de renda secundária (renda gerada em uma economia e distribuída para outra, como doações e remessas de dólares, sem contrapartida de serviços ou bens) teve resultado positivo de US$ 171 milhões, em fevereiro.

Investimento estrangeiro

Em fevereiro, o resultado negativo para as contas externas não foi totalmente coberto pelos investimentos diretos no país (IDP). Quando o país registra saldo negativo em transações correntes precisa cobrir o déficit com investimentos ou empréstimos no exterior.

A melhor forma de financiamento do saldo negativo é o IDP, porque os recursos são aplicados no setor produtivo. No mês passado, o IDP chegou a US$ 8,4 bilhões. Em igual mês de 2018, esses investimentos chegaram a US$ 4,712 bilhões. No primeiro bimestre, esses investimentos totalizaram US$ 14,266 bilhões.

(Agência Brasil)

Mercado financeiro reduz projeção do crescimento da economia

O mercado financeiro reduziu a projeção de crescimento da economia em 2019 e 2020. A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – caiu de 2,01% para 2% neste ano. Foi a quarta redução consecutiva.

Para 2020, a estimativa de crescimento do PIB caiu de 2,80% para 2,78. As projeções de crescimento do PIB para 2021 e 2022 permanecem em 2,50%.

As estimativas estão no boletim Focus, publicação semanal elaborada com base em estimativas de instituições financeiras sobre os principais indicadores econômicos. O boletim é divulgado às segundas-feiras, pelo Banco Central, em Brasília.

Inflação

A estimativa da inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), permanece em 3,89% neste ano.

Em relação a 2020, a previsão para o IPCA segue em 4%. Para 2021 e 2022, também não houve alteração na projeção: 3,75%.

A meta de inflação deste ano, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. A estimativa para 2020 está no centro da meta: 4%.

Essa meta tem intervalo de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Para 2021, o centro da meta é 3,75%, também com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. O CMN ainda não definiu a meta de inflação para 2022.

Taxa Selic

Para controlar a inflação e alcançar a meta, o BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic. Para o mercado financeiro, a Selic deve permanecer no seu mínimo histórico de 6,5% ao ano, até o fim de 2019. Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC optou por manter a Selic em 6,5% ao ano.

Para o fim de 2020, a projeção para a taxa caiu de 7,75% ao ano para 7,50%. Para o final de 2020 e 2021, a expectativa permanece em 8% ao ano.

A Selic, que serve de referência para os demais juros da economia, é a taxa média cobrada nas negociações com títulos emitidos pelo Tesouro Nacional, registradas diariamente no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic).

A manutenção da Selic, como prevê o mercado financeiro este ano, indica que o Copom considera as alterações anteriores nos juros básicos suficientes para chegar à meta de inflação.

Ao reduzir os juros básicos, a tendência é diminuir os custos do crédito e incentivar a produção e o consumo.

Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de ficar acima da meta de inflação.

Quando o Copom aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Dólar

A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar permanece em R$ 3,70 no fim do ano e em R$ 3,75 no fim de 2020.

(Agência Brasil)

Confiança da indústria registra queda de 1,9 ponto na prévia de março

O Índice de Confiança da Indústria teve uma queda de 1,9 ponto na prévia de março deste ano, na comparação com o resultado consolidado de fevereiro. Segundo dados divulgados hoje (25) pela Fundação Getulio Vargas (FGV), o indicador caiu para 97,1 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos.

O recuo foi observado tanto na confiança dos empresários da indústria em relação ao momento presente quanto em relação ao futuro. O Índice da Situação Atual caiu 1,3 ponto, para 97,5 pontos. Já o Índice de Expectativas recuou 2,4 pontos, para 96,8 pontos.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada da Indústria (NUCI) avançou 0,2 ponto, para 74,9%. Para a prévia de março, foram consultadas 780 empresas entre os dias 1º e 21 deste mês.

O resultado final da pesquisa será divulgado na próxima sexta-feira (29).

(Agência Brasil)

Superintendente da Receita Federal terá encontro com lojista de Fortaleza

O superintendente estadual da Receita Federal – 3ª Região Fiscal, João Batista Barros, falará sobre o tema “Novos Modelos de Gestão e Atendimento da Receita do Brasil” para os lojistas.

Será nesta terça-feira, a partir das 12 horas, em clima de almoço na sede da Câmara de Dirigentes Lojistas, informa Assis Cavalcante, presidente da entidade.

Por falar em entrega da declaração do Imposto de Renda, o titular da Receita adianta para o Blog que esse número já supera 90 mil.

(Foto – Tapis Rouge)

Poupador prejudicado por planos econômicos custa a receber o dinheiro

Após pouco mais de ano da homologação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) do Acordo de Planos Econômicos, muitos poupadores ainda não conseguiram receber a restituição, segundo o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).

De acordo a entidade, os poupadores alegam que a plataforma não funciona adequadamente e os bancos não adotam iniciativas para o cumprimento do acordo.

Entre os bancos notificados pelo Idec estão Banco do Brasil, Banco Safra, Bradesco e Santander, que não realizaram nenhum pagamento a associados do Idec.

Até o momento, o Banco Itaú restituiu valores de 27% dos associados e, em breve, serão realizados os pagamentos de 40% dos associados clientes da Caixa Econômica Federal, informou o Idec.

Segundo o advogado Walter Moura, do Idec, há bancos que não liberam o pagamento, nem dão retorno aos clientes sobre as causas da demora. Segundo ele, somente no caso do Banco do Brasil, há 2 mil idosos associados ao Idec que ainda não receberam.

“Um ano depois da homologação, tem banco que não pagou nada. Tem poupador que morreu nesse período”, disse.

Caso pode parar na AGU

Moura afirmou que foi feita reunião com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) para tentar encontrar solução para o problema. Segundo ele, se até o fim do mês não houver solução, o Idec deve registrar reclamação na Advocacia-Geral da União (AGU), no Banco Central e no STF.

Procurados, Banco do Brasil, Banco Safra, Bradesco e Santander disseram que não comentariam o assunto e que a porta-voz dos bancos seria a Febraban.

A federação, por sua vez, disse que “os bancos têm trabalhado unidos e em associação com a Frente Brasileira Pelos Poupadores (Febrapo) e o Idec, no interesse comum de melhorar seu funcionamento” da Plataforma do Acordo dos Planos Econômicos, lançada em maio de 2018, para liberar os pagamentos.

“O portal já recebeu 25 melhorias, que simplificaram procedimentos e tornaram o sistema mais amigável aos usuários. Restam apenas exigências indispensáveis para a efetivação dos acordos, como dados dos poupadores, dos seus advogados e dos processos, além da assinatura com certificado digital do advogado – necessária para evitar fraudes e pagamentos indevidos”, disse a Febraban, em nota.

Até o último dia 19, foram realizados 143.101 cadastramentos no portal e 26.372 poupadores receberam total ou parcialmente os valores, informou a Febraban. Outros 10 mil poupadores receberam o valor do acordo por meio de mutirões presenciais.

Mutirões para assinatura de acordos

Desde outubro de 2018, diz a Febraban, os bancos têm realizado, com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), mutirões para assinatura de acordos em São Paulo e têm programados eventos semelhantes, a partir de abril, em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Espirito Santo e Minas Gerais. A federação acrescentou que já foram iniciados entendimentos para marcar mutirões em outros estados.

“As reclamações sobre o funcionamento do portal e o atendimento das adesões realizadas estão sendo respondidas pontualmente pela empresa que gerencia o portal, pela Febraban e pelos bancos. Nenhum pedido fica sem resposta ou solução”, garante a Febraban.

O Acordo dos Planos Econômicos prevê o ressarcimento de poupadores prejudicados pelos Plano Bresser, Verão ou Collor II que ingressaram na Justiça com ações individuais ou que executaram sentenças de ações civis públicas ou coletivas.

Em 11 de dezembro de 2017, o Idec, a Febrapo e a Febraban chegaram a um acordo, mediado pela AGU. Em 1º de março de 2018, o acordo foi homologado pelo Supremo Tribunal Federal e começou a valer em 12 de março, quando a decisão foi publicada.

(Agência Brasil)

Imóveis na planta voltam a ser procurados, diz pesquisa

Dados da pesquisa divulgada pela Associação Brasileira das Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) apontam que os anos de crise no mercado imobiliário foram superados, diante da retomada dos investimentos com a procura de empreendimentos na planta.

Segundo a pesquisa, houve crescimento nos segmentos que englobam imóveis populares, com 31% de progresso. Já os imóveis residenciais de médio e alto padrão atingiram uma margem de 36%. Neste mês de março, durante apresentação da pesquisa realizada em 2018, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) registrou ampliação nos lançamentos em 23 capitais e regiões metropolitanas do país, com avanço de 3,1%.

Em Fortaleza, o administrador Júlio César Lourenço, diretor executivo da Construtora Acopi, destacou o importante crescimento no Valor Geral de Vendas (VGV). Lourenço assegura que milhões serão injetados na economia com a venda de imóveis. Há 38 anos no mercado, a construtora Acopi assegura um incremento nas vendas – conforme levantamentos de um empreendimento de alto padrão no Joaquim Távora com mais de 60% vendido.

“A crise já foi superada, a nossa expectativa agora é dobrar as vendas, possibilitando uma negociação justa entre empresa e cliente”, disse o empresário que aponta novos lançamentos residenciais verticais nos próximos meses em Fortaleza.

(Foto: Divulgação)

Entendendo a necessidade de capital de giro das empresas

Em artigo sobre economia, o consultor financeiro Fabiano Mapurunga, Mestre em Administração com ênfase em Finanças e MBA em Gestão Financeira e Controladoria, explica o endividamento de empresas na busca pelo crescimento do faturamento.

Muitas empresas enfrentam uma batalha diária para cumprir com os seus pagamentos, e essa batalha as comprime, muitas vezes, para contrair empréstimos de curto prazo, destinados a apagar seus “incêndios” temporários. Aí começa uma verdadeira bola de neve de dívidas, que podem incorrer na insolvência da empresa.

A busca pelo crescimento constante do faturamento, sem procurar mensurar sua necessidade de caixa para tal, faz com que muitos empresários acabem por comprometer negativamente o ciclo financeiro das empresas. E uma operação que era bastante saudável, pode arruinar, por simples falta de cuidado com a sua necessidade de capital de giro.

Vamos fazer quatro perguntas que os ajudarão a descobrir a sua necessidade real de capital de giro:

1a PERGUNTA: Qual o prazo que você oferece a seus clientes?

Quanto maior for a representatividade do seu cliente em seu faturamento, maior é o poder de barganha que ele possui, ou seja, a tendência de ele mesmo estipular o prazo que ele quer pagar é muito grande. Isso pode significar que você terá um ciclo financeiro bem mais extenso e imprevisível.

Exemplo: Você fornece para uma grande indústria que determinou que só pagará a você no prazo de 60 dias.

2a PERGUNTA: Qual o prazo que você tem para pagar seus fornecedores?

A lógica da pergunta número 1 funciona para esta. Quanto maior for a representatividade do seu fornecedor em seu volume de compras, maior será o poder de barganha que ele possui. Este fornecedor acabará arbitrando o prazo de pagamento, sem muita margem de negociação para sua empresa.

Exemplo: Sua empresa possui 10 fornecedores, sendo que os três maiores exigem pagamento à vista. Os outro 7 exigem pagamento de 50% no pedido e os outros 50% na entrega, que normalmente leva 15 dias após o pedido.

3a PERGUNTA: Qual o tamanho do seu estoque?

Muito importante controlar o giro do seu estoque, pois ele representa dinheiro parado, até a sua saída.

Exemplo: Um estoque que é composto por peças que passam de 6 a 8 meses para serem vendidas, e por outras que passam entre 4 e 5 meses.

4a PERGUNTA: Caso a empresa tenha um grande prazo de recebimento, um curto prazo de pagamento e um estoque muito robusto, como ela faz para financiar o seu capital de giro?

O capital de giro é o valor financeiro necessário para manter a sua empresa funcionando. Agora de uma forma mais técnica, podemos dizer que o capital de giro é constituído pela diferença entre o Ativo Circulante (todo o capital que está disponível em caixa, em bancos, em aplicações financeiras e no contas a receber no curto prazo) e o Passivo Circulante (são os compromissos a pagar no curto prazo para fornecedores, contas a pagar e bancos). Vale salientar que se sua empresa possuir um Ativo Circulante maior do que o Passivo Circulante, ela está conseguindo com que sua própria operação financie o seu capital de giro. Do contrário, ou seja, se o seu Passivo Circulante for maior do que o seu Ativo Circulante, ela precisa de uma fonte de recursos que financie seu capital de giro.

A necessidade de capital de giro das empresas está relacionada diretamente ao Ciclo Financeiro das mesmas, ou seja, à velocidade com que o dinheiro gira em sua operação. Quanto mais longo for o ciclo financeiro, maior será a necessidade de capital de giro.

Vamos ver agora como se calcula o Ciclo Financeiro:

Prazo Médio de Renovação do Estoque (PMRE) + Prazo Médio de Recebimento de Vendas (PMRV) – Prazo Médio de Pagamentos (PMP).

Para se reduzir a necessidade de capital de giro (disponibilidades de curto prazo menos compromissos de curto prazo), é necessário reduzir o ciclo financeiro.

Agora vamos ver algumas dicas de como se pode fazer para reduzir o Ciclo Financeiro:

1 – Reduzir o prazo de recebimento da sua empresa

Essa se constitui como a medida mais difícil a ser tomada, pois ela implica em reduzir o “financiamento” aos seus clientes, por exemplo, reduzindo o prazo de parcelamento das vendas e incentivando que seus clientes paguem a vista. Medida difícil a ser cumprida, principalmente em tempos de crises, onde qualquer redução no prazo de recebimento, pode significar perda de vendas para seus concorrentes. Você pode até não conseguir fazer isso com todos os clientes, ou em todas as vendas, mas tende verificar onde você tem espaço para fazer.

2 – Reduzir seus níveis de estoque

Procure agora reduzir seu estoque (em caso de indústrias, deverá ser reduzido o ciclo de produção). Em minhas andanças, vejo muitas pequenas e médias empresas acumulando muito estoque para tentar conseguir menores preços com seus fornecedores. Porém estas não param para fazer conta, pois assim perceberiam que, esse “ganho no preço de compra” vai pelo “ralo” com as despesas financeiras, que serão os juros que irá pagar aos bancos para lhes financiarem. Conseguir bons preços com fornecedores é fundamental, mas isso não pode se dar em troca de um estoque maior do que o necessário. Não se deixe levar pelo conto do “pedido mínimo” que é o “preço promocional para uma compra maior do que a sua necessidade” e outras armadilhas do gênero.

3 – Abrir melhores negociações com fornecedores

Busque o aumento de prazo de pagamentos com seus fornecedores. Cuidado com a oferta de “descontos para pagar à vista”, isso só valerá a pena se este for maior do que o custo do capital de giro. Reveja seus prazos: aqueles que você paga com 30 dias passe para 45 dias. Os que você paga com 45 dias, passe para 60 dias e assim sucessivamente. Como sua empresa é a cliente, você acaba tendo um maior poder de barganha. Nenhum fornecedor gosta de perder cliente. Não deixe de tentar!

Gaste Menos!!! Faça questionamentos sobre a real necessidade de cada despesa. Precisamos entender que o dinheiro tem que ser muito difícil de se gastar.

4 – Engaje todo o seu time com foco na redução do seu Ciclo Financeiro

Faça a regulação do bônus da sua equipe comercial com a necessidade de redução do seu Ciclo Financeiro. Coloque a redução do prazo médio do recebimento de vendas como parte das metas da sua área comercial, já o prazo médio de renovação de estoques deve fazer parte das metas da área industrial (para quem produz), do pessoal de vendas e marketing e o prazo médio de pagamentos faz parte das metas do pessoal de compras. A Tesouraria (em alguns casos, Controladoria) deve ter como meta o próprio resultado do ciclo financeiro. Isso vai colocar este último como um regulador mais eficaz sobre as atividades da área comercial, industrial, de compras, etc.

Ter uma atividade pró ativa no seu Ciclo Financeiro, é o caminho mais fácil de se evitar uma crise de capital de giro. Controlar o caixa, deve ser uma atividade diária, e pode significar a

diferença entre uma vida longa e de prosperidade para sua empresa, e a derrocada do seu negócio.

Fabiano Mapurunga

Consultor em Finanças e Negócios. Mestre em Administração com ênfase em Finanças. MBA em Gestão de Negócios. MBA em Gestão Financeira e Controladoria. Professor Universitário

Justiça manda soltar empresário detido na operação que prendeu Temer

O plantão do Tribunal Regional da 2 Região (TRF2), no Rio de Janeiro, aceitou ontem (23) o pedido de habeas corpus e mandou soltar o empresário Rodrigo Castro Alves Neves.

Ele foi preso na Operação Descontaminação, que também levou para a cadeia o ex-presidente Michel Temer, o ex-governador do Rio de Janeiro, Moreira Franco, e mais sete pessoas.

Ao contrário de Temer e de Moreira Franco, que cumprem prisões preventivas, o mandado contra o empresário era de prisão temporária, com, no máximo, cinco dias.

A decisão da desembargadora Simone Schreiber considerou que a prisão temporária, neste caso, “viola frontalmente a Constituição Federal”, diz o despacho.

Nas investigações, Neves foi acusado de ter o seu nome associado a empresas com ligações contratuais com a PDA Projetos, que pertence João Batista Lima Filho, o coronel Lima, amigo pessoal de Temer e também preso, junto com sua mulher Maria Rita, na semana passada, na Operação Descontaminação.

(Agência Brasil)

Preço da gasolina sobe pela 4ª semana e acumula alta de 3,5% em um mês

O preço médio do litro da gasolina comercializada em postos de combustível de todo o país fechou esta semana a R$ 4,319. Essa foi a quarta alta semanal do produto, que acumula um aumento de preço de 3,5% em um mês, já que, na semana de 17 a 23 de fevereiro, o litro era vendido a R$ 4,172.

Os dados são do levantamento semanal da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O óleo diesel, comercializado em média a R$ 3,54 por litro, registrou nesta semana sua quinta alta consecutiva e acumulou, no período, aumento de preços de 2,8%.

O litro do etanol, que foi comercializado em média a R$ 2,969, também subiu pela quinta vez consecutiva, acumulando alta de 8,2% no período de cinco semanas. Já o preço do GNV (gás natural veicular) aumentou pela terceira semana, fechando em média a R$ 3,169 o metro cúbico, uma alta de 1% no período.

(Agência Brasil)

Devedores contumazes da União poderão ter CNPJ cancelado

Os devedores contumazes da União terão o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) cancelado. Eles também serão proibidos de pedirem parcelamentos e obterem benefícios como descontos e certidões negativas de débitos pelos próximos 10 anos. As propostas constam do projeto de lei de combate a grandes devedores, que integra o pacote de reforma da Previdência Social. O texto foi enviado ao Congresso Nacional e está sendo detalhado por técnicos da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).

A procuradoria classificou como devedores contumazes os contribuintes com inadimplência reiterada de pelo menos R$ 15 milhões e sem buscar regularizar o passivo há mais de um ano. Eles também terão de se enquadrar em pelo menos um dos seguintes critérios: indícios de fraudes estruturadas, utilização de laranjas (dívidas em nome de terceiros) e artifícios destinados a burlar mecanismos de cobrança.

Segundo o procurador-geral adjunto de Gestão da Dívida Ativa da União, Cristiano Neuenschwander, existem 16 mil empresas com potencial de serem classificadas como devedoras contumazes, com a possibilidade de recuperação de R$ 6 bilhões a R$ 8 bilhões por ano. Até hoje, ressaltou o procurador, a legislação não diferencia o devedor eventual do contumaz. A PGFN identificou outros problemas como a ausência de mecanismos específicos para tratar as dívidas de difícil recuperação e a lentidão na cobrança.

O projeto de lei não vale apenas para as dívidas com a Previdência Social, mas para todos os débitos inscritos na dívida ativa da União. De acordo com a PGFN, a dívida ativa da União soma atualmente R$ 2,09 trilhões, dos quais R$ 491,2 bilhões dizem respeito à Previdência. Desse total de R$ 491,2 bilhões, apenas 37,7% (R$ 185,2 bilhões) podem ser recuperados.

Os R$ 306 bilhões restantes têm baixa ou nenhuma perspectiva de recuperação por se tratar de empresas inativas ou de contribuintes que conseguiram a suspensão da cobrança na Justiça.

Segundo Neuenschwander, a cassação do CNPJ não abrangerá apenas a empresa devedora, mas poderá estender-se a empresas relacionadas ao devedor principal, com suspeita de serem laranjas.

Parcelamentos especiais

Além de combater os grandes devedores, o projeto de lei cria opções para facilitar a recuperação de dívidas sem indício de fraudes. A proposta prevê desconto de até 50% sobre o valor total da dívida para pagamento à vista ou em até 60 meses (cinco anos), com desconto menor. No entanto, os parcelamentos especiais, conhecidos como Refis, não poderão ter mais de cinco anos.

Pelo projeto de lei, os futuros parcelamentos especiais não poderão resultar na redução do montante principal da dívida, e eventuais multas aplicadas pela Receita Federal continuarão a ser cobradas. As renegociações especiais também não poderão ser aplicadas a dívidas com o Simples Nacional e com o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e só poderão abranger débitos sem fraudes inscritos há mais de dez anos.

“A gente partiu do princípio do pragmatismo. É melhor fazer um parcelamento especial e receber alguma coisa do que nada”, explicou o procurador. “Construímos uma alternativa que procura tornar recuperáveis créditos que hoje são irrecuperáveis.”

Agilidade

A proposta também lança medidas para acelerar a cobrança da dívida ativa. A primeira é um juízo único para a execução fiscal, que excluirá processos de falência, de recuperação judicial, de liquidação, de insolvência e de inventário. O projeto prevê a imediata remoção ou alienação de bens penhorados e a possibilidade de contratação de empresa especializada para gerir o patrimônio inscrito na dívida ativa.

O projeto prevê a possibilidade de o devedor sem patrimônio embargar a dívida independentemente da garantia do juízo integral, antecipar medidas cautelares para atingir devedores que tentam transferir bens para terceiros e permite que a PGFN contrate serviços de call center e de meios digitais para cobranças administrativas.

(Agência Brasil)

BNDES apresenta nova linha de crédito para micro e pequena empresas

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lançou nessa sexta-feira (22) nova linha de financiamento, a BNDES Crédito Pequenas Empresas, voltada para micro e pequenos empreendimentos.

Segundo o presidente da instituição, Joaquim Levy, o banco está atento aos sinais de retomada da economia e decidiu criar uma linha de crédito mais simples e mais ágil para que micro e pequenas empresas tenham condições de tocar novos empreendimentos. “Não [é] só para comprar máquinas, mas para todas as atividades necessárias para ampliar, renovar ou melhorar seus serviços”, disse Levy. “As micro e pequenas empresas são fundamentais para a economia. São o melhor sinal de saúde de uma economia”, acrescentou.

O novo instrumento de financiamento tem como foco a geração de postos de trabalho e a ampliação da concessão de crédito para empresas de menor porte, responsáveis por mais de 50% dos empregos formais no Brasil. O trabalho será feito pelo BNDES em parceria com os bancos comerciais, de desenvolvimento e cooperativos, que operam na ponta da cadeia financeira, em todas as regiões brasileiras.

Levy disse ainda que a nova linha de crédito“é uma contribuição do BNDES para dar mais competitividade ao segmento que mais gera emprego. “E emprego é o que o Brasil mais precisa”, afirmou. De acordo com o BNDES, as micro e pequenas empresas respondem pela criação de 18 milhões de empregos formais no Brasil, o equivalente a 55% do total de empregos formais existentes no país.

Levy ressaltou que o crédito para esse segmento de empresas caiu 44% de dezembro de 2014 até janeiro deste ano, mas disse acreditar que, com as novas perspectivas na economia, há chance de crescimento. O saldo de crédito sobre o Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país) para as micro e pequenas empresas atingiu 7,3% em janeiro de 2019. “Acho que podemos aumentar isso e dar maior vitalidade para esse setor.”

Ele reforçou que o setor é importante para o BNDES que, no ano passado, repassou quase R$ 15 bilhões para micro e pequenas empresas. Foram 242 mil operações, equivalentes a 79% do total registrado pela instituição em 4.581 municípios, somando 136 mil clientes. Levy, que espera aumentar esses números, informou que o percentual de clientes com faturamento até R$ 4,8 milhões correspondeu a 90% dos clientes do banco em 2018.

O investimento pode ser financiado até 100%, limitado a R$ 500 mil por beneficiário, a cada cinco anos. O cliente contará com três opções de juros de referência: taxas de Longo Prazo (TLP), Selic (TS), ou Fixa do BNDES (TFB). A taxa vai resultar de negociação com o banco agente financeiro do BNDES.

A esses juros serão acrescidas a remuneração do BNDES, de 1,45% ao ano, e a remuneração do agente financeiro, que é negociada diretamente com o cliente final. Segundo o BNDES, com isso, na maior parte dos casos, os juros do financiamento devem ficar em torno de 1,3% ao mês, ou cerca de 15% ao ano. A nova linha de crédito será ofertada somente na modalidade indireta, ou seja, os recursos são emprestados pela rede de bancos credenciados pelo BNDES.

Para Levy, a demanda vai chegar rapidamente a R$ 1 bilhão. Ele disse, entretanto, que se for necessário, o banco disponibilizará mais crédito para as micro e pequenas empresas. ”O BNDES tem recursos para isso. Estamos deixando de investir nas grandes [empresas] para ter mais recursos para esse tipo de atividade. Se a gente chegar a R$ 3 bilhões ou R$ 4 bilhões, melhor ainda”, afirmou.

As empresas interessadas podem ir diretamente aos bancos credenciados ou acessar o Canal MPME do BNDES, que repassa os pedidos de financiamento e as informações à central de riscos dos bancos parceiros. O superintendente da Área de Operações e Canais Digitais do BNDES, Marcelo Cordeiro, lembrou que as garantias das pequenas empresas para os empréstimos poderão ser complementadas pelo Fundo Garantidor criado pelo banco recentemente.

O BNDES anunciou também a realização de um estudo de efetividade, que será feito mais à frente, para avaliar a geração e a manutenção de empregos nas micro e pequenas empresas.

(Agência Brasil)

Estados e municípios podem ganhar fatias do Pré-Sal

O governo federal estuda destinar parte dos recursos do fundo social do pré-sal para estados e municípios que equilibrarem as contas públicas, disse hoje (22) o secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues Júnior.

Atualmente, o fundo social, formado por royalties e participações especiais do governo, fica com a União. Rodrigues Júnior não detalhou o percentual que será destinado aos estados e municípios. Ele explicou que a proposta precisa passar por aprovação de lei ordinária pelo Congresso Nacional.

Rodrigues Júnior disse ainda que a equipe econômica está finalizando o projeto de ajuda aos estados que fizerem ajuste fiscal. A ideia é que o Tesouro Nacional ofereça maior garantia nos empréstimos tomados pelos estados. Essa proposta também precisa passar pelo Congresso, com aprovação de lei complementar.

“Temos prosseguido no diálogo com governadores, mas também com municípios. Estamos em vias de apresentar soluções”, disse o secretário.

(Agência Brasil)

Beto Studart – “A experiência de presidir a Fiec”

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Com o título “A experiência de presidir a Fiedc”, eis artigo de Beto Studart, presidente da Federação das Indústrias do Ceará, que deixa o comando da entidade em abril próximo. Confira:

A Fiec promoveu, ontem, a tradicional Festa da Indústria, homenageando Elisa Gradvohl Bezerra, Edson Queiroz Neto e Élcio Batista, com a entrega da Medalha do Mérito Industrial. A solenidade mais importante da indústria cearense marca o congraçamento com os parceiros com os quais interagimos no dia a dia.

A mim, particularmente, a noite foi revestida de cunho especial, pois tratou-se da minha última Festa da Indústria como presidente da Fiec, já que meu mandato finda este ano. Desde o início, afirmei que assumi a Federação como forma de retribuir o que a vida me deu como empresário. Foi obrigação a que me destinei, qual seja, a de doar parte do tempo às causas às quais acredito.

Sabia que esse tempo era finito e tinha a convicção de que o mesmo me bastava à frente dos destinos da Fiec. Caminho agora para o fechamento de um ciclo em minha vida, ciente de que fiz a escolha acertada. Para além dos números, que nos credencia como Federação a ser uma das mais respeitadas do País, o resultado da minha experiência na Fiec está muito acima das expectativas iniciais.

Nestes cinco anos aprendi bem mais do que pude ensinar. Compartilhei decisões difíceis, ampliei relações e compreendi que se ao administrar uma empresa as dificuldades são imensas, gerir uma instituição de classe nos oferece aprendizados e a possibilidade de construir círculos de convivência fraternos e duradouros.

Por conta desta experiência guardarei momentos inesquecíveis, seja ao ter tomado posicionamentos fortes como representante de um segmento como o industrial, seja lidando com os mais humildes que conviveram comigo em horas diversas. Desses momentos pude entender o fascínio que o cargo exerce sobre as pessoas e o quanto é preciso serenidade para lidar com a finitude própria de qualquer mandato eletivo.

Disse na festa de ontem, que saio maior e fortalecido, porque nada gratifica mais do que fazer bem feito aquilo a que nos propomos com sinceridade, compromisso e verdade. Tem sido esta a conduta adotada por mim em tudo que abracei na vida e não seria diferente na nobre missão de presidir a Fiec.

*Beto Studart,

Presidente da Federação das Indústrias do Ceará.

Governo reduz previsão de crescimento da economia para 2,2% neste ano

O governo espera que a economia apresente crescimento de 2,2%, neste ano. A previsão para o Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, está no Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, divulgado hoje (22) pelo Ministério da Economia.

Na Lei Orçamentária deste ano, a previsão de crescimento do PIB era maior: 2,5%.

Também foi alterada a projeção para a inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que passou 4,2% na Lei Orçamentária para 3,8%, no relatório.

O relatório, que orienta a execução do Orçamento, contém previsões para a economia, a receita e a despesa. Dependendo dos números, o governo corta ou libera recursos para cumprir a meta de déficit primário e o teto de gastos federais. Neste primeiro relatório divulgado hoje, o governo bloqueou R$ 29,792 bilhões do orçamento.

O mercado financeiro prevê que o PIB cresça 2,01%, neste ano, e a inflação fique em 3,89%.

(Agência Brasil)

Governo bloqueia quase R$ 30 bilhões do Orçamento

A equipe econômica decidiu contingenciar (bloquear) R$ 29,792 bilhões de despesas discricionárias (não obrigatórias) do Orçamento Geral da União de 2019, segundo o Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, divulgado hoje (22) pelo Ministério da Economia.

A cada dois meses, o governo apresenta o relatório com orientações para execução do Orçamento. O documento contém previsões para economia, receita e despesa. Dependendo dos números, o governo corta ou libera recursos para cumprir a meta de déficit primário e o teto de gastos federais.

De acordo com o relatório, o corte de bilhões é necessário para que o Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) cumpra a meta de déficit primário de R$ R$ 139 bilhões estipulada para 2019. O déficit primário é o resultado negativo das contas do governo sem considerar o pagamento dos juros da dívida pública.

A distribuição dos cortes, segundo os ministérios e os demais órgãos federais, será definida por decreto de programação orçamentária, editado até o dia 29.

(Agência Brasil)

BNDES apoiará 79 projetos inovadores neste ano

Setenta e nove projetos inovadores de diferentes segmentos da economia foram escolhidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para que sejam executados, a partir de abril, dentro do Programa BNDES Garagem.

Desse total, 49 se encaixam no módulo criação, voltado para apoiar equipes de empreendedores com propostas de negócios inovadores, e 30 no módulo aceleração, destinado a “startups” (empresas emergentes que desenvolvem produtos ou serviços inovadores, com potencial de rápido de crescimento) já em operação.

A primeira edição do programa é promovida em parceria pelo banco com a Wayra, hub (lugar ou forma de conectividade) de inovação aberta pela Vivo no Brasil e Telefônica no mundo, e a Liga Ventures, primeira aceleradora focada em conectar “startups” e grandes corporações do Brasil, informou o banco.

A iniciativa do BNDES pretende dar musculatura a empreendedores e empresas, para que elas possam gerar novos negócios por meio de desenvolvimento de modelos focados na atração de potenciais investidores e clientes.

Temas de interesse

Nessa primeira fase do programa, foram inscritos mais de cinco mil projetos oriundos de todas as regiões brasileiras.

Os programas selecionados abrangem temas de interesse apontados pelo BNDES, que são saúde e bem-estar, sustentabilidade social e ambiental, economia criativa, segurança, soluções financeiras (Fintechs), educação, IoT (Internet das Coisas) e Blockchain (tecnologia de registro distribuído), além de outros importantes setores da economia.

Critérios como oportunidade de negócio, características e tamanho do mercado, consistência e potencial de escala do modelo de negócio foram determinantes para a seleção dos projetos.

Segundo o BNDES, os projetos escolhidos serão acompanhados por profissionais e contarão com estrutura física, apoio tecnológico, administrativo, jurídico, contábil e de comunicação.

“A extraordinária resposta à chamada feita pelo BNDES Garagem evidencia a extensão e o dinamismo do ecossistema de inovação, especialmente digital, no Brasil”, informou o banco.

Acrescentou que “o acesso a novas ideias e a formas inovadoras de trabalhar são importantes ingredientes para o aumento da produtividade das empresas brasileiras e a expansão dos tipos de produtos e serviços que elas podem oferecer”. O BNDES quer construir possibilidades de parcerias, para permitir ao setor privado investir em startups e no desenvolvimento de soluções para suas respectivas necessidades.

O programa BNDES Garagem Aceleração terá duração de seis meses, estendendo-se de 8 de abril a 27 de setembro deste ano, enquanto o BNDES Garagem Criação vai de 8 de maio a 27 de setembro.

SERVIÇO

*Os nomes dos projetos foram anunciados pelo BNDES e podem ser acessados no endereço eletrônico aqui.

(Agência Brasil)

Festa da Indústria – Beto Studart apresenta balanço em tom de despedida

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Edson Neto, Élcio Batista, Elisa Gradvohl, Camilo, Roberto Cláudio e Beto.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado, Beto Studart, proferiu discurso em tom de despedida do seu quinto ano de mandato à frente da entidade. Foi nessa noite de quinta-feira, no La Maison, quando da festa pelo Dia da Indústria. As eleições da nova diretoria da entidade serão realizadas em abril.

Durante o evento, foi entregue a Medalha do Mérito Industrial a personalidades que transformaram a indústria cearense, sob olhares de autoridades como o governador Camilo Santana (PT) e o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio.

Os homenageados foram a empresária Elisa Gradvohl, presidente do Sindicato das Indústrias de Frio e Pesca no Estado (Sindfrio); o economista Edson Queiroz Neto, chanceler da Universidade de Fortaleza (Unifor); e o secretário da Casa Civil do Governo do Estado do Ceará, Élcio Batista.

Confira o discurso de Beto Studart

Meus amigos, boa noite!

A Festa da Indústria marca o reconhecimento ao esforço daqueles que, por sua trajetória, contribuem para engrandecer o nosso Estado através da inteligência, capacidade de antever o futuro e poder de realização. São essas pessoas que fazem a história acontecer. A estas pessoas, a sociedade se rende por terem acreditado em seus sonhos e desbravarem mares revoltos, na busca por concretizar objetivos que nunca podem ser vistos como obstáculos intransponíveis.

Nesta data, o setor produtivo é grato em especial a Elisa Gradvohl Bezerra, Edson Queiroz Neto e Élcio Batista, a quem peço inicialmente uma salva de palmas.

Minha queridíssima amiga Elisa é a representação da empreendedora incansável, daquelas que não fogem aos desafios do dia-a-dia e sabem que o seu destino é construir sempre mais. Tem sido assim ao longo de 50 anos e tenho certeza que perdurará por muito mais, porque a sua gênese é a do trabalho, da retidão de caráter e da busca pela perfeição em tudo que faz.

Poucos teriam a capacidade que esta mulher possui de administrar empreendimentos tão dinâmicos como os que compõem o grupo sob a sua direção. Ser pioneira na indústria naval, referência em estaleiro no Brasil e no mundo; atuar no complexo ramo da pesca; e conduzir um dos hotéis de maior prestígio regional como o Marina Park, são prova de competência, ousadia e coragem que tão bem caracterizam o seu perfil.

Dona Elisa, a FIEC se orgulha de tê-la como nossa associada sempre presente nas discussões e o Ceará se envaidece por ser o berço de uma empresária da sua estirpe.

Edson Neto, meu amigo, é uma honra, como presidente da FIEC, conceder-lhe a Medalha do Mérito da Indústria.

O Grupo Edson Queiroz é um dos mais fortes e sólidos do Brasil graças ao visionarismo de seu criador, nome que dignifica a história empresarial do Ceará e do Brasil. Grupo este que agora está sob a gestão de uma nova geração, extremamente capaz, inovadora e conectada com a modernidade, aspectos que sempre foram buscados por Edson Queiroz durante a vida e que, se vivo fosse, estaria orgulhoso de ver como está sendo conduzido por seus descendentes.

Edson, meu caro, você é muito mais do que um gestor de empresas. Você é executivo de um conglomerado que o Ceará adota como seu e serve de modelo para qualquer jovem que pensa em empreender. Ao assumir a chancelaria da Unifor, você agiganta ainda mais o seu exemplo, inspirando a todos por trazer a garra e a força próprias da juventude, sempre disposta a transformar o mundo.

Nesta oportunidade, venho lembrar a figura do Chanceler Airton Queiroz, seu pai, homem dedicado à educação e a cultura, valores que engrandecem e humanizam as relações entre as pessoas. Meu amigo, a sua trajetória honra o legado de seu pai.

Élcio Batista, que aprendi a admirar nesses últimos anos pela facilidade da convivência, elegância no trato particular, conhecimento alargado das engrenagens que compõem a sociedade contemporânea e abertura para o diálogo. De interlocutor nato entre o poder público e o setor privado, Élcio, você tornou-se um amigo da FIEC, no sentido de podermos juntos oferecer o melhor à sociedade cearense.

Vejo em Élcio alguém especial, porque é daqueles que pensam e sabem formular como poucos, legando sempre aprendizado aos que, com ele, têm a oportunidade de interagir. Meu amigo, tem sido anos de excelente relacionamento e esta comenda, que lhe outorgamos, foi a forma encontrada para reafirmar nossos laços de parceria e amizade.

Senhoras e senhores,

Esta é a minha última Festa da Indústria enquanto presidente da FIEC e quis o destino estarmos homenageando Elisa Gradvohl, Edson Queiroz Neto e Élcio Batista, em momento no qual o país começa a retomar a esperança de melhores dias.

A renovação política, proporcionada recentemente, mexeu com os brios de todos nós e legou a possibilidade de vislumbrarmos algo novo daqui para a frente.

Este novo Brasil surge de um recado da sociedade dado em alto e bom som, renegando vícios e sugerindo outros modos de conduta com a classe política e as instituições que mediam as relações entre a sociedade e o poder público.

Este momento está a exigir, de todos nós, atitudes condizentes com os novos tempos. Atitudes que primem pela ética nas relações comerciais, que levem em conta o respeito às instituições e que sejam voltadas ao desenvolvimento do país.

Precisamos, a partir disso, estar cientes de que a transformação requer sacrifícios, e por mais dolorosos que possam ser, é preciso que tenhamos foco nos frutos que irão gerar.

O Brasil amadureceu e vemos uma perspectiva alvissareira de, em breve, retomarmos a rota do crescimento econômico sem solavancos ou situações inesperadas. Felizmente, superamos a fase de discussões improdutivas, onde através de argumentos falaciosos ou subterfúgios, escamoteávamos as soluções de problemas que nos afligiam há tanto tempo.

Nesse sentido, o Congresso Nacional tem um compromisso com o povo, que é aprovar a reforma previdenciária para pavimentarmos a estrada do desenvolvimento. Resolvido esse impasse, temos certeza que o país terá plenas condições de destravar amarras que nos atingem como empreendedores, como a questão tributária, por exemplo.

Além da cobrança excessiva, o empreendedor brasileiro enfrenta a tributação em cascata e o custo elevado para o recolhimento dos impostos, caracterizando o nosso modelo como complexo e caro.

Senhoras e Senhores,

Precisamos simplificar este sistema o quanto antes, para criarmos ambiente de competitividade isonômico com outros países. Sem essa mudança estrutural, o Brasil vai continuar marcando passo na história.

Haveremos de vencer!

O brasileiro tem potencial para empreender, basta rever a trajetória de muitas das empresas e empresários que nos inspiram. Nos deem a possibilidade de exercemos a nobre missão de produzir que nós faremos dessa nação uma nação rica e forte, econômica e socialmente, porque é a nossa vocação e temos sabedoria para fazê-lo.

Há muito clamamos por esta transformação e sinto que é chegada a hora de resolvermos definitivamente questões que nos mantém em desigualdade com o mundo.

Além da implementação de reformas estruturais na economia, o país vivencia ares renovados contra a complacência com o desmando e o desvio da coisa pública. A sociedade passou a estar mais vigilante e ativa contra a ilegalidade e a permissividade com possíveis desvios.
Essa é uma tarefa de todos, a qual jamais deve ser postergada sob pena de desperdiçarmos a chance de deixarmos uma marca indelével para as futuras gerações. É o momento de olharmos para frente, voltarmos a idealizar projetos, e nos debruçarmos sobre questões que digam respeito ao futuro do Brasil.

Amigos,

Olhar para a frente tem sido o mantra de nossa gestão à frente da FIEC nestes cinco anos. Assumi com a missão de tornar esta instituição referência nacional e me sinto extremamente gratificado ao ver que esse objetivo está se tornando realidade.

Graças ao competente e dedicado quadro executivo com o qual pudemos contar nesse período, a quem agradeço a colaboração, disponibilidade e lealdade, em nome da Superintendente Geral Juliana Guimarães, posso afirmar que a Federação das Indústrias do Estado do Ceará tem sido uma voz atuante na defesa dos interesses da indústria, bem como é procurada por entidades irmãs para replicar as ações aqui implantadas e que nos projetaram como norte.

No caso do SENAI, tão bem dirigido por Paulo André Holanda, profissionalizamos a gestão, reestruturamos nosso portfólio e investimos em modernização.

Como resultados, além da sustentabilidade financeira, capacitamos em cinco anos mais de 200 mil pessoas em modalidades diversas, desde aquelas que entram para aprender uma profissão, até as que buscam a instituição para se aperfeiçoar em alguma área específica.
Com relação ao SESI, que tem à frente Veridiana Grotti de Soarez, vivenciamos uma profunda transformação para nos reinventarmos em relação ao mercado. Em termos nacionais, a instituição passou a pensar proativamente as necessidades das indústrias brasileiras, tendo a inovação como estratégia central para promover soluções através da criação dos Centros de Inovação SESI.

Ao Ceará, coube o desafio de implantar o Centro de Inovação SESI em Economia para Saúde e Segurança, desenvolvendo um instrumento capaz de medir o retorno dos investimentos das empresas em saúde e segurança.

O Instituto Euvaldo Lodi, nosso braço em gestão executiva, firmou parcerias com instituições nacionais e internacionais e consolidou esse posicionamento de vanguarda. Promovemos ciclos de cursos de educação executiva internacional, realizando encontros em Fortaleza, na Flórida e em Nova Iorque.

São ações desse tipo que pretendemos continuar vendo por aqui, pois transformam o perfil intelectual do Ceará, e ajuda o Estado a atrair empresas pelo conhecimento. Parabéns, Beatriz Barreira, pela condução desse belo trabalho.

O nosso Centro Internacional de Negócios, dirigido por Karina Frota, passou a adotar o entendimento de que comércio exterior é uma via de mão dupla, pois importar é tão importante como exportar.

Ressalto sempre isso por experiência própria, pois aprender a comprar no exterior matéria-prima ou tecnologia permite incrementarmos produtos e processos elevando nosso padrão de qualidade.

Senhoras e Senhores,

As pessoas que me conhecem sabem de minha obsessão pelo conhecimento. Aliar saber e planejamento são, em essência, a base para que qualquer empreendimento esteja destinado ao sucesso.

Em vista disso, idealizamos o Observatório da Indústria, instrumento de Inteligência Competitiva e Prospecção de futuro, que permite a obtenção de dados de forma virtual, atraindo, como público-alvo, investidores, empresas, setor público, academia e a sociedade em geral.

Por meio desse equipamento, estamos conseguindo avançar cada vez mais na formulação de ideias e pensamentos, com a finalidade de projetar nossas empresas e o Estado através do conhecimento sistematizado.

O Observatório da Indústria nos orgulha ainda por mostrar que o papel de uma instituição de classe é oferecer a sua colaboração através do debate, da discussão de ideias, mas principalmente da proposição, sem ficar a reboque ou procurar benesses ou qualquer outro tipo de favor.

Para o atingimento desse propósito, destaco a importância do meu amigo Sampaio Filho e do economista Guilherme Muchale.

Amigos,

A Festa da Indústria trata-se de instante especial para nos encontrarmos e celebrarmos o que temos construído juntos em prol do Estado. Com as entidades do setor produtivo, queremos reforçar a parceria pela economia de mercado e a liberdade de podermos exercer essa tão nobre e prazerosa tarefa, que é trabalhar oferecendo bens e serviços para satisfazer às necessidades da população.

Com as universidades nos confraternizamos pela troca de ideias, a busca constante do conhecimento, a parceria que nos permita pensarmos em como resolver os problemas que afligem as pessoas.

Não consigo entender a academia separada do setor produtivo, as brilhantes ideias distantes da finalidade maior que é o homem. Torço e luto para que a boa relação mantida entre a FIEC e as universidades se aprofunde e que possamos, um dia, estar bem mais pertos do que estamos hoje.

A todas as instituições que sempre nos prestigiaram, rogo para que continuemos por muito mais tempo mantendo essa convivência fraterna e pródiga, fazendo cada um de nós o que nos cabe como tarefa que nos foi destinada por origem.
Desejo, por fim, externar o meu reconhecimento ao governador Camilo Santana pela forma como tem se dedicado a conduzir os destinos do Ceará. A sua mente aberta e a capacidade de enfrentar os mais variados problemas que acometem o estado, já o credenciam a ser um dos melhores governantes com os quais o nosso povo pôde contar.

Governador, sempre tive com você o imenso prazer de debater os problemas do Ceará na posição de representante do setor industrial. Afirmo que tive, de sua parte, o espaço necessário para dialogarmos na busca de soluções para problemas comuns, e graças a sua leveza e atenção para comigo, me tornei um admirador.

Amigos,

Como já afirmei, esta é minha última Festa da Indústria presidindo a FIEC. Foram anos de grande aprendizado e muita satisfação. Como empresário, me sentia na obrigação de retribuir um pouco do que a vida me deu trabalhando por aquilo que acredito, que é a iniciativa privada. Pessoalmente, o resultado da minha experiência à frente da FIEC está muito acima de minhas expectativas iniciais. Compartilhei decisões difíceis, ampliei relações em vários campos e aprendi que se administrar uma empresa as dificuldades são grandes, gerir uma instituição de classe lhe oferece aprendizados políticos indiscutíveis.

Sou um homem do dia-a-dia empresarial. Esta é a minha expertise, mas jamais vou esquecer estes cinco anos na presidência da Federação. Saio maior, mais fortalecido e, principalmente, aberto para novos desafios, porque nada gratifica mais do que fazer bem feito aquilo a que nos propomos com sinceridade, compromisso e verdade.

Um forte abraço e boa noite a todos!

Beto Studart.

(Foto – Júlio Caesar)

O dia em que Robinson de Castro vai pra galera

Nesta quinta-feira, às 19 horas, haverá sessão especial da Assembleia Legislativa em homenagem aos 30 anos de mercado da Controller, uma das maiores do ramo contábil do Estado.

A empresa é comandada por Robinson de Castro e Silva, que preside também o Conselho Regional de Contabilidade e o time do Ceará. A sessão atende a um requerimento do primeiro-secretário do legislativo, Evandro Leitão (PDT).

DETALHE – A Controller iniciou suas atividades em 1989, destacando-se na de prestação de serviços de Auditoria, Consultoria, Tributos e Recursos Humanos. Mantém departamento jurídico especializado em Planejamento Tributário, Societário, Trabalhista, e Cível.

VAMOS NÓS – Depois de um 6 a 2 no Ferroviário, com o nosso Ceará confirmando-se na semifinal do campeonato cearense, é só ir pra galera. Não é mesmo, Robinson?

(Foto – Paulo MOska)

Fiec realiza nesta quinta-feira a festa pelo Dia da Indústria

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Élcio Batista, chefe da Casa Civil do Governo, entre homenageados.

A Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) promoverá, nesta quinta-feira, às 20 horas, no La Maison, a festa pelo Dia da Indústria. No ato, haverá a entrega da Medalha do Mérito Industrial a personalidades que se destacam no setor no Estado.

O presidente da Fiec, Beto Studart, comandará a festa que homenageará neste ano a empresária Elisa Gradvohl, presidente do Sindicato das Indústrias de Frio e Pesca no Estado do Ceará (Sindfrio), o economista Edson Queiroz Neto, chanceler da Universidade de Fortaleza (Unifor), e o secretário da Casa Civil do Governo do Estado, Élcio Batista.

Entregue desde 1974 a cerca de 90 agraciados, a comenda presta homenagem a empresários e personalidades com atuação considerada marcante no desenvolvimento econômico do Ceará. Em 2017, foram homenageados os empresários Carlos Prado, Everardo Telles e José Carlos Gama.

(Foto – Fiec)