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Theresa May deve apresentar hoje “plano b” para o Brexit

A primeira-ministra britânica, Theresa May, deve voltar hoje (21) ao Parlamento para apresentar o chamado “plano b” para o Brexit, acordo para o Reino Unido sair da União Europeia (UE). Nos últimos dias, ela intensificou as conversas com os parlamentares em busca de consenso para aprovar a alternativa.
As negociações ocorrem logo depois de o Parlamento reprovar a primeira proposta para o Brexit, provocando uma derrota histórica a May.

De acordo com políticos europeus que acompanham o desdobramento das negociações, é um mistério o teor do acordo alternativo que será apresentado por Theresa May aos parlamentares. Segundo eles, o plano não foi apresentado à Comissão Europeia.

Na semana passada, Theresa May perdeu a votação no Parlamento da proposta que apresentou. A derrota deixou o Reino Unido diante da perspectiva de não haver acordo para suavizar sua saída da UE em pouco mais de dois meses.

Negociações

Ontem (20) à tarde, Theresa May fez uma videoconferência com os ministros para discutir a saída da União Europeia. Ela pretende apresentar uma alternativa que obtenha apoio entre conservadores e integrantes de partidos da Irlanda do Norte

Porém, ontem, a Irlanda rejeitou a possibilidade de um acordo alternativo que mude as linhas de fronteira. O vice-primeiro-ministro irlandês, Simon Coveney, disse, em sua conta pessoal no Twitter, que a disposição é para “proteger a Irlanda”.

No último dia 16, o Parlamento do Reino Unido rejeitou a moção de censura à primeira-ministra. Com a decisão, ela se mantém no poder e em condições de buscar negociar um segundo acordo de saída dos britânicos da União Europeia.

(Agêbncia Brasil)

Você sabe o quanto vale a sua empresa para o mercado?

Em artigo sobre economia, o consultor financeiro Fabiano Mapurunga, Mestre em Administração com ênfase em Finanças, MBA em Gestão Financeira e Controladoria, aborda metodologia para avaliação do valor, fatores que traduzam, com o máximo de veracidade possível, a realidade do ambiente econômico de uma empresa. Confira:

Fazer a avaliação de uma empresa não é um processo puramente cartesiano, onde podemos contar com medidas exatas para chegarmos aos resultados esperados. Precisamos considerar para tal mensuração de valor, fatores que traduzam, com o máximo de veracidade possível, a realidade do ambiente econômico da empresa, parametrizados por premissas e hipóteses comportamentais. Então, podemos claramente dizer que se trata de uma tarefa complexa, que nos exigirá muita coerência e rigor conceituais para a escolha da formulação do modelo de cálculo mais adequado. Posso dizer também, que existem vários modelos de avaliação, onde suas graduações variam conforme seus pressupostos e níveis de subjetividade. Pelas modernas teorias de Finanças, a prioridade de escolha e dada aos modelos de avaliação baseados no Fluxo de Caixa Descontado (FCD).

Não vamos hoje entrar no detalhamento de nenhum método de avaliação em específico, em função do volume de informações que seriam necessárias para dar robustez à explicação, mas nos deteremos apenas a citar os modelos como apoio para que você leitor, possa se aprofundar em suas pesquisas para melhor entendimento.

Precisamos também colocar à mesa a explicação de que o subjetivismo é muito presente nos métodos de avaliação, e que a falta de parâmetro valorativo, passará a fazer preponderar outros fatores de ordem ideológica, emocional ou, até mesmo, de interesses especulativos. Inexiste uma fórmula mágica de mensuração que vá produzir um valor final inquestionável.

O método do Fluxo de caixa descontado, consiste em avaliar a riqueza econômica de uma empresa pelo valor presente, dos benefícios operacionais de caixa esperados no futuro, em uma determinado período de tempo, sendo estes descontados a uma taxa de oportunidade dos provedores de capital.

Como disse, anteriormente, vou me restringir apenas a citar alguns modelos de avaliação, sem entrar em seus detalhes por um motivos específico de tempo editorial. Seguem alguns exemplos de modelos:

– Valor de Liquidação: se baseia no valor a ser obtido após um eventual encerramento das atividades da empresa, sendo seus ativos sujeitos aos preços de realização marcados pelo mercado.

– Valor de Reposição: se refere a precificar a reposição de todos ativos em uso na empresa, com base nos valores marcados pelo mercado, admitindo que estes estejam em estado de novo.

– Valor de Negociação: se refere ao máximo valor que um comprador estaria disposto a pagar, em cruzamento com o valor mínimo que o vendedor estaria disposto a aceitar.

– Valor Justo (fair value): é entendido como um valor formado pela livre interação entre oferta e procura.

Espero ter podido, com este artigo, ter lhes trazido uma noção de quais caminhos você pode tomar para lhe ajudar a valor o seu negócio.

Fabiano Mapurunga

Consultor em Finanças e Negócios. Mestre em Administração com ênfase em Finanças. MBA em Gestão de Negócios. MBA em Gestão Financeira e Controladoria. Professor Universitário

Relatório mostra desigualdade no mercado de trabalho na América Latina

No mercado de trabalho em países da América Latina e do Caribe, a diferença entre homens e mulheres persiste e, em alguns casos, aumentou nos últimos anos. Esta é uma das conclusões do relatório Panorama Social de América Latina 2018, elaborado pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) e divulgado nesta semana.

Segundo o levantamento, em 2016 a taxa de desemprego urbano era de 10,4% entre mulheres e de 7,6% entre homens. No mesmo ano, 48,7% das mulheres recebiam remunerações abaixo do salário mínimo, índice que cai para 36,7% entre os homens. Na distribuição por faixa etária, a diferença se mantém, alcançando o máximo nas trabalhadoras com idade entre 45 e 64 anos, parcela onde a diferença chegou a 16 pontos.

No mesmo ano, em média, 26,9% das mulheres ocupadas estavam em situação classificada pelo estudo como “subemprego” (em razão dos valores abaixo da linha da pobreza e com jornadas extensas), contra 19% dos homens na mesma condição. A média geral foi de 21,5%. Na evolução histórica desde 2002, os índices caíram para os dois gêneros, embora em ritmo maior no caso dos homens, “razão pela qual aumentou a brecha de gênero”, destaca o documento.

Considerando os trabalhadores que contribuem para a Previdência, houve uma inversão entre 2002 e 2016. Enquanto na primeira data a média dessa condição era maior entre mulheres (37,7%) do que entre homens (36,4%), na segunda essa prevalência mudou com índice maior no público masculino (46,5%) do que no feminino (45,5%).

“Nem nem”

A maior diferença de gênero no mercado de trabalho identificada pela pesquisa da Cepal está naquelas mulheres jovens fora dele: as que não não estão ocupadas nem estudam, denominadas “nem nem”.

“Enfatizamos o tema da juventude, porque é a porção etária que está enfrentando as maiores dificuldades de inserção laboral e, sobretudo, as mulheres”, afirmou a secretária executiva da Cepal, Alicia Bárcena.

As jovens que não estudavam nem trabalhavam em 2016 correspondiam a 31,2% nos países pesquisados da região. Já quando a análise se voltou aos homens jovens, esse índice caiu quase três vezes, ficando em 11,5%. Embora nos últimos 15 anos a queda nas taxas dessa condição tenha sido maior entre as mulheres, a diferença continua representativa.

Entre os fatores para esse quadro, a Cepal citou a ausência de políticas e sistemas de cuidado, a manutenção da divisão sexual do trabalho nas famílias, a gravidez na adolescência e a alta carga de trabalho doméstico e de cuidado, ambos não remunerados.

“Em particular a distribuição desigual do trabalho não remunerado e de cuidado entre homens e mulheres, o não reconhecimento de seu valor econômico e das barreiras que isso impõe a uma plena integração das mulheres ao mercado de trabalho e, portanto, à obtenção de autonomia econômica, reproduzem as desigualdades de gênero ao largo do ciclo de vida”, analisam os autores do relatório.

Causas e impactos

Segundo a oficial de Gênero e Raça do Escritório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) no Brasil e pesquisadora em gênero, Ismália Afonso, para entender o fenômeno é preciso analisar o histórico dessas mulheres. No Brasil, o perfil mais comum é de jovens negras de periferia, evidenciando uma inter-relação entre gênero, raça e classe. Mas outros fatores devem ser considerados, como a violência presente nas histórias de vida e nos ambientes onde essas pessoas estão inseridas.

“Isso vem sendo forjado ao longo de anos, elas são vítimas de violência doméstica parental e indireta, dos pais contra as mães. E isso ajuda que elas tenham mais dificuldade de se manter na escola. O ambiente público, a cidade mais violenta, concorre para que pessoas que morem em territórios mais violentos [se mantenham], porque é muito difícil sair de casa para estudar de forma estável se a escola é violenta, se o trajeto é violento”, analisa.

Outro elemento que contribui, acrescenta Afonso, é a sobrecarga de trabalho doméstico. E aí não somente dos filhos, mas também de familiares e dos próprios companheiros ou companheiras. Assim, a explicação que busca sugerir como causa central da saída da escola e da dificuldade de empregabilidade a gravidez da adolescência deveria ser observado com mais cuidado. Muitas vezes, a jovem já deixou a educação formal antes, ou vivencia o casamento ou a gestação como formas de socialização em condutas mais próximas do mundo adulto.

Além de ver o fenômeno em suas múltiplas causas, a oficial do Pnud defende que esse cenário deve merecer resposta do Poder Público porque afeta não somente o presente com o futuro dessas jovens. “Sem contribuição previdenciária, já que não trabalham, há uma série de direitos que não serão garantidos a elas (licenças, aposentadoria). Dessa maneira, é possível esperar que avancem para a idade adulta e a velhice ainda mais empobrecidas”, completa.

(Agência Brasil)

Fazenda Nacional multa TIM em R$ 300 milhões

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A TIM, de acordo com a Veja, foi multada em R$ 300 milhões pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, órgão ligado à Advocacia-Geral da União.

A multa foi aplicada porque a TIM utilizou a holding Bitel para diminuir a tributação durante as privatizações de 1998 e 1999. Segundo a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional a Bitel foi criada apenas para essa finalidade.

Em nota a TIM declara que “que cumpriu as regras vigentes à época da privatização” e que “aguardará a publicação do acórdão para, conhecendo os detalhes da decisão, verificar quais medidas se fazem cabíveis”.

A TIM está envolvida também na polêmica em relação ao uso de recursos do BDNES. De acordo com uma lista divulgada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social a operadora está no topo da lista, na categoria telecomunicações. Até o final de novembro do ano passado foram aportados R$ 12,142 bilhões para a operadora.

Parlamento pressiona premiê por acordo para saída britânica da UE

O líder do Partido Trabalhista britânico, Jeremy Corbyn, enviou uma carta à primeira-ministro, Theresa May, na qual afirma que propor a saída imediata do Reino Unido da União Europeia sem acordo é uma “ameaça” e pode ter um “resultado desastroso”. A reação ocorre no momento em que o governo negocia com partidos políticos alternativas para o Brexit, rejeitado há dois dias.

“Estamos firmemente convencidos de que o ponto de partida para qualquer discussão sobre como quebrar o impasse de Brexit deve ser que descartar ameaça de um resultado desastroso de ‘nenhum acordo’”, diz o texto.

Segundo Corbyn, é uma posição compartilhada por todos os partidos da oposição, incluindo o Partido Democrático Unionista (DUP).

Negociações

Theresa May tem até segunda-feira (20) para apresentar o chamado “plano B”, a proposta alternativa à rejeitada, para fixar as regras para saída do Reino Unido da União Europeia.

Ontem (16) a primeira-ministra, que sobreviveu à moção de desconfiança, depois de o Parlamento rejeitar sua proposta de deixar a UE, convidou todos os líderes partidários a discutir individualmente uma saída do Brexit.

Corbyn afirmou que aceitará conversar com May apenas diante da certeza que a saída ocorrerá mediante um acordo.

Durante um discurso no distrito de Hastings, no sul da Inglaterra, Corbyn observou que é possível encontrar uma solução satisfatória.

“Somos sensatos, somos sérios e somos positivos nisso”, insistiu, observando que o segundo referendo na União Europeia continua sendo uma “opção”.

(Agência Brasil)

Índice que mede atividade da economia no Brasil recua em dezembro

O Indicador Antecedente Composto da Economia (Iace) para o Brasil fechou o mês de dezembro do ano passado em queda 0,8%, em relação a novembro. Apesar da retração, o indicador fechou dezembro em 115,8 pontos, o terceiro maior registrado ao longo de 2018.

O Iace agrega oito componentes econômicos que medem a atividade da economia no Brasil. A queda de 0,8% reflete a contribuição negativa de cinco dos oito componentes de novembro em comparação com dezembro.

Os dados fazem parte da pesquisa Sondagens e Índices de Confiança Iace e ICCE, divulgados hoje (17), pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV), em parceria com o The Conference Board (TCB).

O Indicador Coincidente Composto da Economia (ICCE) do Brasil, que mede as condições econômicas atuais, também fechou em queda, recuando 0,7% em dezembro em comparação com novembro. Neste caso, a queda reflete retração em três dos seis componentes.

Na avaliação do professor e pesquisador da Ibre-FGV Paulo Picchetti, os resultados do Iace e ICCE em dezembro representam oscilações em torno da tendência de recuperação gradual, e não sinais de reversão do ciclo de atividades. “As expectativas positivas com relação à trajetória de retomada continuam condicionadas à aprovação das reformas [econômicas] necessárias”, disse.

Iace

Segundo a pesquisa, cada um dos oito componentes do Iace se mostra individualmente eficiente em antecipar tendências econômicas. “A agregação dos indicadores individuais em um índice composto filtra os chamados ‘ruídos’, colaborando para que a tendência econômica efetiva seja revelada”.

O indicador permite uma comparação direta dos ciclos econômicos do Brasil com os de outros 11 países e regiões já cobertos pelo The Conference Board: China, Estados Unidos, Zona do Euro, Austrália, França, Alemanha, Japão, México, Coréia, Espanha e Reino Unido.

(Agência Brasil)

Pis/Pasep começa a ser pago hoje

Cerca de 3,4 milhões de trabalhadores começaram a receber o pagamento do sétimo lote do abono salarial dos programas de Integração Social (PIS) e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) 2018-2019, ano-base 2017. Podem receber o benefício os trabalhadores da iniciativa privada nascidos em janeiro e fevereiro e os servidores públicos com final de inscrição 5. A estimativa da Secretaria do Trabalho do Ministério da Economia, é que mais de R$ 2,8 bilhões sejam pagos.

A partir de hoje (17), trabalhadores da iniciativa privada podem procurar a Caixa Econômica Federal. A consulta pode ser feita pessoalmente, pela internet ou pelo telefone 0800-726 02 07. Para servidores públicos, a referência é o Banco do Brasil, que também fornece informações pessoalmente, pela internet ou pelo telefone 0800-729 00 01.

Os correntistas da Caixa Econômica Federal, instituição bancária responsável pelo pagamento do PIS (iniciativa privada), tiveram os valores depositados em suas contas nessa terça-feira (15).

Tem direito ao abono salarial ano-base 2017 quem estava inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos, trabalhou formalmente por pelo menos 30 dias em 2017, teve remuneração mensal média de até 2 salários mínimos e seus dados foram informados corretamente pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

O valor do benefício é proporcional ao tempo trabalhado formalmente em 2017. Assim, quem esteve empregado o ano todo recebe o valor cheio, equivalente a um salário mínimo (R$ 998). Quem trabalhou por apenas 30 dias recebe o valor mínimo, que é de R$ 84 – ou 1/12 do salário mínimo –, e assim sucessivamente.

Para os trabalhadores nascidos entre julho e dezembro, o Abono Salarial ano-base 2017 começou a ser pago em 2018. Os nascidos de janeiro a junho realizam o saque em 2019. O prazo final de recebimento para todos os trabalhadores favorecidos pelo programa é 28 de junho de 2019.

(Agência Brasil)

Setor de serviços fica estável entre outubro e novembro

O volume do setor de serviços no país manteve-se estável na passagem de outubro para novembro de 2018. O segmento vem de uma queda de 0,3% de agosto para setembro e de estabilidade de setembro para outubro.

Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada hoje (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na comparação com novembro de 2017, houve um crescimento de 0,9%, mas o setor registrou leve queda de 0,1% no acumulado do ano. No acumulado de 12 meses, o segmento manteve-se estável, interrompendo uma sequência de 41 taxas negativas.

A receita nominal cresceu 0,5% de outubro para novembro, 3,8% na comparação com novembro de 2017, 2,6% no acumulado do ano e 2,8% no acumulado de 12 meses.

Das cinco atividades analisadas pelo IBGE, quatro tiveram alta na passagem de outubro para novembro: serviços prestados às famílias (0,4%), serviços de informação e comunicação (0,8%) serviços profissionais, administrativos e complementares (0,1%) e transportes, serviços auxiliares de transportes e correio (0,3%).

Por outro lado, os outros serviços tiveram queda de 0,2%.

(Agência Brasil)

IGP-10 começa ano com deflação de 0,26%

O Índice Geral de Preços–10 (IGP-10), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), registrou deflação (queda de preços) de 0,26% em janeiro.

Em dezembro de 2018, o indicador já havia tido uma deflação de 1,23%. Apesar da queda de preços nos dois meses, o IGP-10 acumula inflação de 6,8% em 12 meses.

Dos três subíndices que compõem o IGP-10, apenas o Índice de Preços ao Produtor Amplo, que monitora o comportamento dos preços no atacado, teve deflação em janeiro: -0,59%. Ainda assim, foi uma deflação mais moderada do que a do mês anterior (-1,83%).

O Índice de Preços ao Consumidor, que analisa o comportamento do varejo, teve inflação de 0,45% em janeiro, ante uma deflação de 0,09% em dezembro. A inflação do Índice Nacional de Custo da Construção subiu de 0,12% em dezembro para 0,29% em janeiro.

(Agência Brasil)

Banco do Brasil lidera lista de reclamações no último trimestre de 2018

O Banco do Brasil (BB) liderou o ranking de reclamações contra instituições financeiras no quarto trimestre de 2018, segundo informou hoje (15) o Banco Central (BC). A lista, divulgada regularmente pelo órgão, se refere aos bancos que têm mais de quatro milhões de clientes em sua base. Em segundo e terceiros lugares, apareceram o Santander e o Bradesco, respectivamente.

No período apurado, o Banco Central (BC) recebeu 1.585 queixas consideradas procedentes contra o BB, sendo a maioria delas relacionadas à “oferta ou prestação de informação a respeito de produtos e serviços de forma inadequada”, com 304 registros, seguida por “prestação de serviço de forma irregular em conta-salário”, com 144 ocorrências.

O ranking de reclamações é formado a partir das demandas do público registradas nos canais de atendimento do Banco Central, como internet, aplicativo, correspondência, presencialmente ou por telefone. São consideradas como reclamações procedentes as ocorrências registradas no período de referência em que se verificou indício de descumprimento por parte da instituição financeira.

Participam do ranking, além dos bancos comerciais, os bancos múltiplos, os cooperativos, bancos de investimento, filiais de bancos comerciais estrangeiros, caixas econômicas, sociedades de crédito, financiamento e investimento e administradoras de consórcio. As listas se dividem entre aquelas instituições financeiras com mais ou menos de 4 milhões de clientes.

Para fazer o ranking, as reclamações procedentes são divididas pelo número de clientes da instituição financeira que originou a demanda e multiplicadas por 1 milhão. Assim, é gerado um índice, que representa o número de reclamações da instituição financeira para cada grupo de 1 milhão de clientes. O resultado é, portanto, avaliado pela quantidade de clientes de cada instituição financeira, combinada como número de reclamações.

Primeiros da lista

Com esse cálculo, o Banco do Brasil liderou a lista com índice 24,98 reclamações para cada 1 milhão de clientes. Ao todo, a instituição tem 63,4 milhões de clientes. Em segundo lugar no ranking do quarto trimestre de 2018, aparece o conglomerado Santander, com índice 24,04 e um total de 1.033 reclamações registradas. O Santander soma 42,9 milhões de clientes. O conglomerado Bradesco vem em seguida, com índice 23,52 e um total de 2.262 reclamações, considerando um total de 96,1 milhões de clientes.

O Banrisul, que tem pouco mais de 4,7 milhões de clientes, obteve índice de 19,30 com 91 reclamações. Já a Caixa Econômica Federal, com base de 90,9 milhões de clientes, registrou índice de 18,92, com 1.721 reclamações registradas.

Do total de 11.092 reclamações, a principal está relacionada à oferta ou prestação de informação a respeito de produtos e serviços de forma inadequada (2.045), seguida de irregularidades relativas a integridade, confiabilidade, segurança, sigilo ou legitimidade das operações e serviços relacionados a cartões de crédito, com 1.202 casos.

Também houve reclamações relacionadas a restrições à realização de portabilidade de operações de crédito consignado, débito em conta de depósito não autorizado pelo cliente, prestação de serviço de forma irregular em conta-salário e cobrança irregular de tarifa por serviços não contratados. No total, 84 tipos de reclamações foram registradas.

Recomendações

A insatisfação com serviços e produtos oferecidos por instituições financeiras pode ser registrada no BC e as reclamações ajudam na fiscalização e regulação do Sistema Financeiro Nacional. Quando a reclamação chega à autarquia, é encaminhada para a instituição financeira que tem prazo de 10 dias úteis (descontados sábados, domingos e feriados) para dar uma resposta, com cópia para o BC.

Entretanto, o BC recomenda que a reclamação seja registrada, primeiramente, nos locais onde o atendimento foi prestado ou no serviço de atendimento ao consumidor (SAC) da instituição financeira. Se o problema não for resolvido, o cliente pode ainda recorrer à ouvidoria da instituição financeira, que terá prazo de até 10 dias úteis para apresentar resposta. Os clientes bancários também podem buscar atendimento no Procon e recorrer à Justiça.

O outro lado

O Banco do Brasil informou, por meio de nota, que adota “constantemente ações de aprimoramento para que a melhora no atendimento e a adequação de produtos e serviços repercutam na satisfação dos clientes”. A instituição ainda acrescentou que “está trabalhando para retornar ao seu nível histórico nesse ranking, ficando fora das quatro primeiras posições”.

Também por meio de nota, o Santander disse que “trabalha continuamente na melhoria dos seus processos, ofertas e atendimento, tornando-os mais simples e ágeis para garantir a satisfação dos consumidores”. O banco informou ainda que “permanece com total empenho para prestar o melhor atendimento aos clientes e ressalta que disponibiliza outros canais de relacionamento e atendimento além das agências, como a Central de Atendimento Santander, SAC, Ouvidoria, o Internet Banking, APP Santander e APP Way”, complementou.

Já o Bradesco disse que “reduzir os índices de reclamação é foco permanente do banco, assim como oferecer um atendimento de qualidade a todos os clientes e usuários”. Segundo nota enviada à reportagem da Agência Brasil, a instituição vem desenvolvendo, nos últimos anos, programa de análise da origem das manifestações de seus clientes e usuários.

“Esse trabalho é realizado juntamente com os gestores de produtos, processos e serviços e vem produzindo melhorias na solução e redução das manifestações e, consequentemente, da posição do banco nos diversos rankings de reclamações existentes. Além disso, entre outras ações adotadas estão os constantes investimentos em treinamento do quadro de colaboradores e em infraestrutura. É importante ressaltar que o Bradesco tem uma posição de respeito absoluto ao cliente e aos seus interesses”, destacou.

(Agência Brasil)

Ipea vê inflação em dobro para classe de baixa renda

Pressionada pelos aumentos nos preços dos alimentos e do reajuste dos aluguéis, o Indicador Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada) de Inflação por Faixa de Renda referente a dezembro do ano passado apontou inflação em dobro para classes de renda mais baixas.

Divulgada hoje (15), pelo Instituto, o indicador mostra que as famílias de menor poder aquisitivo “foram as mais afetadas pela inflação de dezembro, embora a alta de preços tenha se intensificado em todas as classes”.

Segundo o levantamento, a inflação nos segmentos de renda mais baixa foi 0,21% ( com salário menor que R$ 900), mais que o dobro dos 0,9% verificados na variação de preços das classes mais ricas (maior que R$ 9 mil).

O Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda, é calculado com base nas variações de preços de bens e serviços pesquisados pelo Sistema Nacional de Índice de Preços ao Consumidor (SNIPC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A influência do aumento dos preços dos alimentos decorreu, sobretudo, do aumento dos preços de alimentos, principalmente produtos in natura como legumes, que chegaram a subir 9%; verduras (2,3%); frutas (3%); e carnes (2%). “Itens que pesam na cesta de consumo das classes mais baixas”, ressaltou o Ipea.

O Ipea avaliou que a alta de itens de vestuário, como roupas femininas (2,3%), e o reajuste de 0,5% nos preços dos aluguéis “também exerceram pressão maior sobre a inflação das camadas de renda mais baixa, anulando, inclusive, o alívio proporcionado pela deflação de 2% das tarifas de energia”.

Em contrapartida, O Ipea aponta a queda de 4,8% no preço da gasolina como “o principal fator de descompressão inflacionária nas faixas de renda mais alta, que também se beneficiaram, ainda que em menor proporção, da redução das tarifas de energia elétrica”.

A avaliação é que, em dezembro, a inflação das famílias mais ricas só não foi ainda menor devido aos aumentos das passagens aéreas (29,1%) e dos planos de saúde (0,8%).

No acumulado de 2018, a inflação cresceu em todos os segmentos de renda, resultado do aumento dos preços dos alimentos a partir do 2º semestre e, sobretudo, dos reajustes dos combustíveis e da energia elétrica entre junho e outubro.

Embora as famílias mais pobres tenham sofrido mais em dezembro, no acumulado de 12 meses a alta de preços neste segmento foi 3,5%, contra 3,9% nas faixas de renda mais alta.

Para a técnica de planejamento e pesquisa do Ipea, Maria Andreia Parente Lameiras, em dezembro, embora o Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda tenha registrado uma aceleração no ritmo de crescimento dos preços em todas as classes, esta foi bem mais intensa nos segmentos de renda mais baixa.

(Agência Brasil)

Defasagem na tabela do IR chega a 95,46%

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A defasagem na tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) chega a 95,46%, divulgou hoje (14) o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco Nacional). O levantamento foi feito com base na diferença entre a inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulada de 1996 a 2018 e as correções da tabela no mesmo período.

De acordo com a entidade, caso a tabela tivesse sido integralmente corrigida, os contribuintes que ganham até R$ 3.689,93 seriam isentos de Imposto de Renda. Atualmente, a isenção vigora para quem recebe até R$ 1.903,98 por mês.

Segundo o Sindifisco, o atraso na correção da tabela leva a um efeito cascata que não apenas aumenta o imposto descontado na fonte como diminui as deduções. De acordo com o levantamento, a dedução por dependente, hoje em R$ 189,59 por mês (R$ 2.275,08 por ano), corresponderia a R$ 370,58 por mês (R$ 4.446,96 por ano) caso a tabela tivesse sido integralmente corrigida. O teto das deduções com educação, de R$ 3.739,57 em 2018, chegaria a R$ 6.961,40 sem a defasagem na tabela.

Desde 2015, a tabela do Imposto de Renda não sofre alterações. De 1996 a 2018, a tabela foi corrigida em 109,63%. O IPCA acumulado, no entanto, está em 309,74%. De acordo com o Sindifisco Nacional, a falta de correção na tabela prejudica principalmente os contribuintes de menor renda, que estariam na faixa de isenção, mas são tributados em 7,5% por causa da defasagem.

(Agência Brasil)

Produção de bicicletas aumenta 15,9% no Brasil

As fabricantes de bicicletas produziram 773.641 unidades em 2018, volume 15,9% superior ao de 2017 (667.363 unidades), de acordo com dados da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), divulgados hoje (14) em São Paulo.

Em dezembro, foram produzidas 21.857 unidades, volume equivalente ao do mesmo período de 2017 (21.879 unidades). Na comparação com novembro de 2018 (83.726 unidades), houve queda de 73,9%.

Segundo o vice-presidente do Segmento de Bicicletas da Abraciclo, Cyro Gazola, a retomada nos negócios, após quatro anos em declínio, foi impulsionada pela maior oferta de produtos, preços mais competitivos e expansão da mobilidade urbana.

“Isso mostra com clareza o impacto positivo da ampliação das redes de ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas nas cidades brasileiras”, disse. Ele ainda atribui ao desempenho positivo a uma redução do índice de inadimplência dos consumidores, aliada ao aumento da oferta de crédito pelas instituições financeiras.

Os volumes de bicicletas produzidos no Polo Industrial de Manaus (PIM) em 2018 foram distribuídos para comercialização para as seguintes regiões do País: Sudeste, com 55,4% das unidades; Sul, 19,5%; Nordeste, 14,7%; Centro-Oeste, 5,8%; e Norte, 4,6%.

Projeções

De acordo com a Abraciclo, a produção de bicicletas deve ter um aumento de 10,8% em 2019, chegando a 857.000 unidades.

Segundo Gazola, a expectativa está baseada nas mudanças e implantação de novas medidas na economia, que podem ocorrer com o novo governo, além da continuidade dos lançamentos de bicicletas de maior valor agregado.

De acordo com o executivo, o mercado percebe e responde positivamente à melhoria contínua da tecnologia, qualidade e gama de oferta dos produtos e marcas nacionais, que têm preços mais acessíveis aos consumidores.

“Com a redução do endividamento das famílias, devem ser retomadas as compras planejadas, tendo, ainda, o apoio do varejo na oferta de crédito mais acessível. Esses fatores podem levar a uma aceleração da demanda já no primeiro semestre do ano”, finalizou.

(Agência Brasil)

Inflação para idosos fecha 2018 em 4,75%, informa FGV

O Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade (IPC-3i), que mede a variação da cesta de consumo de famílias compostas em sua maior parte por indivíduos com mais de 60 anos de idade, apresentou variação de 0,80% no quarto trimestre de 2018, totalizando no ano aumento de 4,75%. O resultado, divulgado hoje (14) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV), superou a inflação acumulada em 2018 pelo Índice de Preços ao Consumidor Brasil (IPC-BR) de 4,32%.

O coordenador do IPC do Ibre, André Braz, disse à Agência Brasil que os maiores aumentos no ano passado para a terceira idade foram registrados nas áreas de saúde e cuidados pessoais (6,63%) e alimentação (5,88%). Dentro da despesa saúde e cuidados pessoais, as maiores influências de alta foram observadas em planos de saúde (10,07%), médicos e dentistas (9,74%) e medicamentos (3,92%).

No grupo alimentação, André Braz informou que os alimentos in natura, que no quarto trimestre de 2017 subiram apenas 0,29%, no ano passado apresentaram elevação de 35,9%. Destaque para hortaliças e legumes (35,85%) e frutas (10,53%). Em relação a frutas, o coordenador do IPC do Ibre informou que em 2017 houve queda de 17,02%. “A parte in natura pressionou bastante. A gente sabe que na terceira idade [alimentos] in natura são importantes”.

(Agência Brasil)

Consultas de CPFs para vendas a prazo no comércio crescem 2,8%

O número de consultas de Cadastro de Pessoas Físicas – CPFs – para vendas a prazo no comércio varejista brasileiro aumentou 2,8% em 2018 na comparação com o ano anterior, aponta o Indicador de Atividade do Varejo, lançado este mês pela Confederação Nacional de Dirigentes (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).

Esta é a maior alta para o mês de dezembro desde 2014, quando o aumento foi de 2,2%.

O indicador é um termômetro da intenção de compras a prazo por parte do consumidor e abrange os segmentos de supermercados, lojas de roupas, calçados e acessórios, móveis e eletrodomésticos.

Segundo o SPC Brasil, a taxa confirma a tendência de retomada do varejo, mesmo que o volume das vendas não tenha alcançado patamares anteriores à crise.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) do terceiro trimestre de 2018 mostraram avanço de 3,3% no Produto Interno Bruto (PIB) do comércio acumulado de quatro semestres.

“A melhora dos níveis de confiança e o clima de otimismo para uma retomada mais forte da economia ajudaram a impulsionar a atividade varejista.

Mesmo considerando apenas uma parcela das vendas, aquelas feitas a prazo, o indicador sugere avanço das vendas do varejo ao longo do último ano”, disse a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

(Agência Brasil)

Mercado financeiro prevê inflação em 4,02% neste ano

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A inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), neste ano deve ficar em 4,02%. Essa é a previsão de instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) todas as semanas sobre os principais indicadores econômicos.

Na semana passada, a projeção para o IPCA estava em 4,01%. A estimativa segue abaixo da meta de inflação que é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%, neste ano.

Para 2020, a projeção para o IPCA segue em 4%. Para 2021 e 2022, a estimativa permanece em 3,75%.

A meta de inflação é 4%, em 2020, e 3,75%, em 2021, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para os dois anos (2,5% a 5,5% e 2,25% a 5,25%, respectivamente).

O BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 6,5% ao ano, para alcançar a meta da taxa inflacionária.

De acordo com o mercado financeiro, a Selic deve encerrar 2019 em 7% ao ano e subir em 2020 para 8% ao ano, permanecendo nesse patamar em 2021 e 2022.

O Comitê de Política Monetária (Copom) aumenta a Selic para conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Quando o Copom diminui a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação.

A manutenção da taxa básica de juros indica que o Copom considera as alterações anteriores suficientes para chegar à meta de inflação.

Atividade econômica
A projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – foi ajustada de 2,53% para 2,57% neste ano. Para os próximos três anos, a previsão de crescimento é 2,50%.

A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar permanece em R$ 3,80 no final deste ano e de 2020.

(Agência Brasil)

Por que a inflação percebida no nosso bolso foi bem diferente dos 3,75% indicados pelo IBGE, como fechamento de 2018?

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Em artigo sobre economia, o consultor financeiro Fabiano Mapurunga, Mestre em Administração com ênfase em Finanças e MBA em Gestão de Negócios, explica a disparidade no índice da inflação oficial e a inflação sentida no bolso do consumidor. Confira:

Nesta última semana, tivemos a informação dada pelo IBGE, que a inflação de 2018 ficou em 3,75%, ou seja, abaixo da meta estipulada pelo governo, que era de 4,5%. Bem, temos então um informação bastante positiva, do ponto de vista de análises econômicas e financeiras, mas a sensação real no bolso do brasileiro não dá motivos para tanta comemoração assim. Fui questionado por muito conhecidos, como isso pode ser verdade, se tivemos verdadeiros “tiros de canhão” no preço dos alimentos, na gasolina, na energia elétrica. Houve uma considerável perda da capacidade de compra da nossa moeda. As famílias cada vez mais perceberam seus salários, podendo comprar menos itens a cada mês que passou.

Não parece ser bom de ouvir, mas o que tenho a dizer sobre isso, é que é normal. A inflação indicada dificilmente será igual a percebida na realidade, pelas famílias. Quero aqui demonstrar que, isso não aponta nenhum erro metodológico no cálculo inflacionário, nem tão pouco, nenhuma conduta indevida dos órgãos que auditam e expõem os números.

Vamos para o entendimento do cálculo feito pelo IBGE sobre o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que é o índice que demonstra a inflação em nosso país:

A conta não se baseia em uma média aritmética simples, feita pela soma dos valores de todos os itens sendo esta, dividida pela quantidade destes mesmos itens. Na verdade se trata de uma média ponderada, a qual leva em conta não só as variações dos preços dos produtos, mas também a sua margem e contribuição no orçamento geral das famílias brasileiras. Ou seja, a cada item é atribuído um peso diferente, logo os comportamentos de suas variações de preços terão impactos diferentes sobre o índice de inflação.

Vamos exemplificar agora:

Tomando como base as variações de preços do tomate e dos planos de saúde, conseguimos perceber que o tomate apresentou uma alta em 2018 de 71,16%, porém tal produto tem um peso reduzido para a visão das famílias pois, em média, estas utilizam 0,18% de seu orçamento para consumir o mesmo.

Contudo, os planos de saúde tiveram uma elevação de 11,17%, por tanto, em termos relativos, bem menor do que a do tomate, porém os planos possuem um peso bem maior no índice inflacionário, pois tomam 3,9% do orçamento médio das famílias.

Agora vamos montar a ponderação para concluirmos nossa ilustração:

– O impacto da variação dos preços do tomate no IPCA foi de 0,13 ponto percentual em 2018. (71,76 x 0,18 = 0,13).

– O impacto da variação de preços dos planos de saúde foi de 0,44 ponto percentual. (11,17 x 3,9 = 0,44).

Podemos notar que durante o transcurso do ano de 2018 muitos produtos tiveram altas de preços, mas também alguns outros tiveram reduções. A exemplo dos cálculos que fizemos acima, o IBGE usa todas essas variações de preços dos produtos, com seus respectivos pesos e daí ele chegou ao valor de 3,75% anunciado como fechamento de 2018.

Importante verificar que grupos de produtos podem ter suas inflações diferenciadas e assim percebidas de forma desigual com o todo. Por exemplo, verificamos que o tomate (+71,76%), a cebola (+36,71% e a batata (+23,76), puxaram a alta do grupo alimentos, tendo um índice total de (+4,04%).

Alguns outros índices, além do IPCA (Índice padrão para determinar nossa inflação), são utilizados, como o INPC e o IGP-M. Para o cálculo do IPCA são utilizados mais de 400 itens.

Interessante observar que os produtos e seus pesos também sofrem alterações conforme a faixa de renda da população. Isso explica a existência de diferentes índices de inflação. Cada item possui uma metodologia específica e são calculados por diferentes órgão especializados como:

– IPCA – Índice de Preços ao Consumidos Amplo – calculado e divulgado pelo IBGE;

– IGP-M – Índice Geral de Preços do Mercado – calculado e divulgado pela FGV.

OBSERVAÇÃO: As diferenças básicas entre estes índices, se concentram nos dias em que são apurados, nos produtos que os compõem, bem como o peso deles na ponderação geral, assim como a faixa da população estudada.

Espero que estas explicações tenham lhes permitido compreender mais a disparidade existente entre o valor percebido (real) da inflação, e o valor calculado.

Fabiano Mapurunga

Consultor em Finanças e Negócios. Mestre em Administração com ênfase em Finanças. MBA em Gestão de Negócios. MBA em Gestão Financeira e Controladoria. Professor Universitário

Política de combate à inflação foi bem-sucedida, diz presidente do BC

O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, disse que a política em relação à inflação foi um trabalho bem-sucedido. Ele citou que o regime de metas vai fazer, em pouco tempo, 20 anos e a inflação de 3,75%, divulgada nesta segunda-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), está dentro da meta. Goldfajn disse que o mais importante é que as expectativas também estão dentro da meta para este ano, para 2020 (ambas de 4%) e para 2021 (3,75%).

Goldfajn disse ainda que manter o controle da inflação é um trabalho contínuo e que os ajustes são essenciais para manter a inflação na meta e também para a recuperação da economia. Segundo o presidente do BC, atualmente a instituição é respeitada no país e no exterior, suas políticas têm credibilidade e o sistema financeiro do Brasil é saudável e eficiente.

(Agência Brasil)

Alto risco – Armínio Fraga diz que reforma da Previdência deve ser impactante

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O ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga, disse que é fundamental que o governo Bolsonaro resolva o problema da Previdência de maneira impactante. “A situação é de alto risco e exige comprometimento de todos do governo”, afirmou.

Fraga, considera a Previdência o maior item do lado dos gastos do governo. “Acho que o que precisa fazer é acertar o lado fiscal. Não há Banco Central que resista a uma situação fiscal como a nossa. Esta situação é muito grave e urgente. O governo federal está mal das pernas e a maioria dos estados está quebrado”, analisou o economista.

Prioridade

O economista e professor da PUC-Rio, Gustavo Franco, também ex-presidente do BC, salientou que a reforma da Previdência deve ser a prioridade da pauta e que o governo deve ser arrojado e colocar com clareza para o país o tamanho do problema e sua solução.

“Fazer pela metade no resolve. Não é bom”, avalia. Ele diz que está vendo com muita expectativa “e com moderado otimismo” as políticas econômicas do governo Bolsonaro.

“Acho que já chegamos a um ponto de mudança de agenda que em si é espetacular. A fase que vai se iniciar em fevereiro, quando o congresso novo estiver instalado, é a fase de entrega “, afirmou.

Gustavo Franco almoçou nessa sexta-feira (11) com o ministro da Economia, Paulo Guedes, mas esquivou-se de dizer se houve algum convite para assumir um cargo no atual governo “Fui almoçar com grande amigo e trocar impressões. Só isto”, esquivou-se.

(Agência Brasil)

Número de linhas de celular tem maior queda do ano em novembro

O número de linhas de celular caiu no Brasil em novembro, ficando em 231,8 milhões. Em novembro, foram desligados 1,5 milhão de linhas, e o total foi 0,65% menor do que o do mês anterior. Os dados foram divulgados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e trazem o balanço consolidado mais atualizado do serviço móvel pessoal, nome técnico dado à telefonia celular.

Foi a maior queda do ano. Nos últimos meses, o encerramento de linhas havia totalizado 0,9 milhão em outubro; 0,1 milhão em setembro;, 0,4 milhão em agosto e 0,3 milhão em julho. Nos 12 meses anteriores a novembro, a perda acumulada foi de 3%. A soma de linhas desligadas chegou a 7,2 milhões.

Segundo o gerente de Universalização da Anatel, Eduardo Jacomassi, essa redução, que já vem de cerca de três anos, ocorreu devido a uma mudança de regulamentação do órgão, que reduziu o custo das ligações entre operadoras diferentes.

“Durante algum tempo era muito caro ligar para outra operadora. Então as pessoas tinham vários chips. Conforme a regulamentação mudou, pessoas que tinham mais de um acesso começaram a desligar e isso se refletiu na quantidade total”, explicou Jacomassi.

Do total de novembro, 57,5% dos acessos eram pré-pagos, cerca de 133,3 milhões. Já os pós-pagos representaram 42,5%, ultrapassando os 98 milhões. Entre outubro e novembro, os pacotes pré-pagos diminuíram 2,9 milhões, enquanto os pós-pagos subiram 1,4 milhões.

Em 2015, os acessos pré-pagos ultrapassavam o índice de 70% da base móvel. Desde então, essa proporção vem caindo em favor dos contratos pós-pagos, que já passaram dos 40%. De acordo com Jacomassi, o avanço do pós-pago está ligado ao fato de que esses planos terem melhores condições em relação aos dados. “Pessoas têm desejado acesso à web, e melhores condições estão ali, incluindo os planos controle”, disse.

Mercado

Na divisão de mercado, a Vivo fechou novembro como maior operadora móvel e totalizou 73,6 milhões de linhas. Esse número não necessariamente é equivalente ao de clientes, já que uma pessoa pode ter mais de uma linha.

A Claro ficou em segundo lugar, com 58,8 milhões de linhas. A TIM veio em seguida, com 56 milhões de acessos. E, em quarto, a Oi fechou o mês com 37,4 milhões.

Estados

Algumas unidades de Federação registraram aumento de linhas móveis em novembro. Foi o caso de Roraima (6,57%); Amapá (4%); Amazonas (3,4%); Espírito Santo (0,6%) e São Paulo (0,5%).

Em termos de distribuição da base móvel, São Paulo responde por 27% do mercado no país, com 62,9 milhões de linhas em funcionamento. Em seguida vêm Minas Gerais, com 21,8 milhões (9,4%), e Rio de Janeiro, com 19,8 milhões (8,56%).

Linhas fixas

As linhas fixas também caíram em novembro, com menos 141 mil acessos. No total, o mês fechou com 38,6 milhões de linhas. A queda foi menor do que a do mês anterior, outubro, quando o encerramento de contratos de telefonia fixa totalizou 201 mil em todo o país.

Diferentemente dos celulares, a redução das linhas fixas em novembro foi a menor do ano. Em outros meses, o fechamento de linhas fixas já havia sido maior. Somente em janeiro, a base perdeu 478 mil acessos.

(Agência Brasil)