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Joaquim Cartaxo em defesa do Sistema S

Da Coluna O POVO Economia, da jornalista Neila Fontenele, no O POVO desta quarta-feira, eis o tópico “Contribuições voluntárias”, com destaque para o superintendente estadual do Sebrae, Joaquim Cartaxo. Confira:

Durante abertura do I Encontro de Bancos Comunitários de Desenvolvimento, ontem, no Hotel Praia Centro, o diretor-superintendente do Sebrae-CE, Joaquim Cartaxo, destacou sua preocupação com o fim das transferências involuntárias de recursos às entidades do Sistema S.

O projeto de lei 9.509/18, que está na Câmara dos Deputados, quer que as contribuições sejam feitas mediante autorização. A medida pode representar uma baixa considerável no caixa de entidades como Serviço Nacional de Aprendizagem dos Industriários (Senai), Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) e Sebrae, entre outras.

(Foto – Divulgação)

Fortaleza é sede de encontro de bancos solidários

Com o título “Encontro de bancos solidários”, eis o Editorial do O POVO desta quarta-feira:

Fortaleza sedia desde ontem – com encerramento programado para amanhã – o 1º Encontro Global de Bancos Solidários, que reúne associações, cooperativas e outras entidades do Brasil e da América Latina, Europa e Estados Unidos para discutir a importância das instituições e fundos solidários no desenvolvimento das regiões. O fato de se localizar na capital cearense (no bairro Conjunto Palmeiras), o primeiro banco solidário do Brasil – Banco Palmas – desde 1998, permite que sua experiência pioneira seja um referencial animador em vista de seus resultados exitosos.

Para debater a forma de ampliar e enriquecer o que já foi acumulado reúnem-se não só os 113 bancos comunitários brasileiros, mas também instituições e fundações nacionais e estrangeiras. E isso ocorre num momento muito oportuno, em vista do aprofundamento da crise no sistema econômico nacional e internacional que afeta particularmente os segmentos sociais mais vulneráveis. E quanto mais isso acontece, maior se torna maior o contingente de pessoas, na base da pirâmide social, desprovidas de meios para se tornarem ativamente produtivas e com autonomia para gerirem suas vidas. A falta de acesso ao crédito bancário tem um efeito castrador.

Graças ao surgimento dos bancos comunitários foi possível mudar o destino do contingente social mais fragilizado, em territórios circunscritos, pois essas organizações oferecem serviços financeiros solidários, organizados em rede, de natureza associativa e comunitária, voltados para a geração de trabalho e renda na perspectiva de reorganização das economias locais, tendo por base os princípios da Economia Solidária. Ou seja, seu papel é o de promover o desenvolvimento de bairros e comunidades de baixa renda, através do fomento à criação de redes locais de produção e consumo, apoiando iniciativas da economia popular e solidária em seus diversos âmbitos, como: pequenos empreendimentos produtivos, prestação de serviços, apoio à comercialização e todo o universo das pequenas economias populares. A própria comunidade é proprietária do banco comunitário, cuja gestão é realizada por uma organização da sociedade civil, com conselho responsável pela Controladoria Social do Banco.

No caso do Banco Palmas, por exemplo, para facilitar as transações criou-se uma moeda local (Palmas), complementar à moeda oficial (Real), e que é aceita e reconhecida por produtores, comerciantes e consumidores do bairro do Conjunto Palmeiras, criando um mercado solidário e alternativo entre as famílias. Ou seja: com criatividade e solidariedade é possível viabilizar uma vida mais humana e digna, sem exclusão social e com resultados multiplicativos benéficos para toda a sociedade.

Taxas de Alvarás – Donos de padarias brigam na Justiça contra o reajuste da Prefeitura

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Da Coluna do Eliomar de Lima, no O POVO desta quarta-feira:

O Sindicato da Indústria da Panificação e Confeitaria do Ceará é mais uma entidade a reforçar a briga contra o aumento das taxas dos alvarás decretado pelo prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT). Segundo o vice-presidente da entidade, Lauro Martins, o Sindipan considera abusiva o reajuste que fez pular de cerca de R$ 400 para R$ 3.000 o desembolso do alvará, com o detalhe de que agora essa renovação é anual.

Lauro considera justo que a Prefeitura reveja valores, mas observa que houve exagero nos cálculos que deixaram o segmento apreensivo. São cerca de 1.100 padarias operando em Fortaleza e vivendo em regime de dieta econômica até mesmo por conta das constantes oscilações do dólar, que pesa na compra do trigo importado.

“Fomos à Justiça e esperamos que essa posição da Prefeitura seja revista”, observa o vice do Sindipan, destacando que o setor é um dos que mais geram empregos e contribuem para o município.

(Foto – Divulgação)

Aprovada MP que concede subsídio para reduzir preço do diesel

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (4), por meio de acordo, a Medida Provisória (MP) 838/18 que concede subsídio na comercialização do óleo diesel de até R$ 0,30 por litro. Ao todo, serão destinados R$ 9,5 bilhões para garantir o desconto total de R$ 0,46 no litro do combustível para cobrir parte dos custos das distribuidoras. O texto aprovado, que garante subsídio até 31 de dezembro de 2018, segue para apreciação do Senado.

Aprovado em forma de projeto de lei de conversão, o texto limita o pagamento da subvenção à venda de óleo diesel de uso rodoviário. Dessa forma, não inclui o subsídio ao óleo diesel marítimo, ferroviário ou para geração de energia elétrica. Caberá à Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) estabelecer um preço de referência e um preço de comercialização para a distribuidora de forma regionalizada.

Greve dos Caminhoneiros

A MP foi editada para atender a uma das principais reivindicações dos caminhoneiros que paralisaram em todo país no mês de maio. Para completar o benefício de R$ 0,46 de desconto no diesel, foram reduzidos impostos que incidem diretamente sobre o diesel, como PIS/Cofins e a Cide, no total de R$ 0,16, e que equivalem a R$ 4 bilhões.

Os recursos do subsídio são oriundos de uma reserva de contingência financeira do governo, no valor de R$ 6,2 bilhões, de uma outra reserva de capitalização de empresas públicas, no valor de R$ 2,1 bilhões, além do cancelamento de despesas discricionárias de vários ministérios, que somam R$ 1,2 bilhão.

Esforço concentrado
Esta é a última semana de votação na Câmara dos Deputados antes das eleições de outubro. O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou antes do início da sessão que o plenário precisava aprovar a MP, já que perderá validade em outubro.

“O ideal para todos é que a gente conseguisse acordo para votar duas ou três medidas provisórias, incluindo Fundo Soberano e a medida provisória do diesel, porque ela também perde validade logo depois da eleição, logo depois do primeiro turno. Se não for votada hoje, vai ter dificuldade de votar nas duas Casas até o fim da sua validade”, disse Maia.

(Agência Brasil/Foto – Fábio Lima)

BNB seleciona startups em Fortaleza e Salvador

Romildo Rolim preside o BNB.

O Banco do Nordeste vai selecionar 14 startups para compartilharem os espaços Coworking Hubine em Fortaleza (CE) e em Salvador (BA). Com isso, receberá as inscrições das empresas interessadas até o dia 20 de setembro. A informação é da assessoria de imprensa da Instituição.

Dez empresas serão selecionadas para atuação no Hub Salvador e mais quatro poderão usufruir da estrutura do Hub Inovação Nordeste (Hubine), em Fortaleza. O Coworking Hubine é um ambiente de colaboração, pensado para o trabalho autônomo e favorecimento de networking com pessoas de diferentes áreas da inovação.

Entre as vantagens, as startups selecionadas terão estrutura sem os custos de manutenção, com acesso a espaços para reuniões, evento e recepção de clientes, internet e capacitações.

Campos de atividade

A startups deverão apresentar soluções relacionadas a um dos temas: agronegócios, cidades sustentáveis, concessão, administração e recuperação de crédito, economia criativa, educação – edtechs, energias renováveis, espaços inteligentes, finanças – fintechs, microfinanças e inclusão financeira para microempreendedores, negócios de impacto social, saúde – healthtech e serviços e processos de gestão para micro e pequenas empresas.

Para submissão das propostas, podem ser utilizadas as seguintes tecnologias: big data, biotecnologia, blockchain, inteligência artificial, internet das coisas, fotônica, plataformas de marketplace tradicionais e de comércio justo e tecnologias da informação e comunicação.

O modelo de negócio inscrito deve ser aplicável na área de atuação do Banco do Nordeste, que inclui os Estados nordestinos e o norte de Minas Gerais e do Espírito Santo. As startups devem ter pelo menos seis meses de atividades. As propostas podem ser submetidas pelo site www.bnb.gov.br/hubine/editais. O resultado da seleção será conhecido no dia 28 de setembro.

O Coworking Hubine Salvador começa a funcionar ainda em setembro. O espaço em Fortaleza já atua desde dezembro de 2017, abrigando atualmente oito startups.

(Foto – Fábio Lima)

Vendas dos supermercados crescem 1,91% em sete meses

As vendas do setor supermercadista cresceram 1,91% de janeiro a julho em grande parte do país, na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com o Índice Nacional de Vendas da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), divulgado hoje (4), em São Paulo.

Em julho, as vendas registraram crescimento de 1,12% em relação a junho e alta de 0,30% na comparação com o mesmo mês de 2017.

Segundo os dados apurados pelo Departamento de Economia e Pesquisa da Abras, em valores nominais, as vendas do setor apresentaram alta de 1,45% na comparação com junho e, quando comparadas a julho do ano anterior, crescimento de 4,78%. No acumulado do ano, as vendas cresceram 5,34%.

Economia em recuperação lenta

“O resultado real acumulado mostra uma desaceleração no ritmo das vendas do setor. A recuperação da economia ainda é lenta, embora a taxa de desemprego esteja em queda, ainda atinge cerca de 13 milhões de brasileiros economicamente ativos, o que impacta diretamente no poder de compra das pessoas. Mas, nossas expectativas para os próximos meses são boas, com o pagamento da primeira parcela do 13º dos aposentados e a liberação do PIS/Pasep, acreditamos que a economia ganhará um impulso a mais no segundo semestre”, disse o presidente da Abras, João Sanzovo Neto.

Os dados mostram ainda que o preço da cesta Abrasmercado, composta por 35 produtos de largo consumo, registrou alta de 1,55% em julho, ao passar de R$ 457,27 para R$ 464,36.

Os produtos com as quedas mais significativas nos preços foram cebola (-34,74%), tomate (-22,36%), batata (-21,97%) e ovo (-4,24%). As maiores altas ficaram por conta da massa sêmola espaguete (14,58%), farinha de mandioca (11,59%), leite longa vida (8,55%) e sabão em pó (5,74%).

A apuração demonstrou também que a região Norte foi a que apresentou maior variação nos preços da cesta de julho (6,65%), chegando a R$ 522,45. A Região Sul registrou a maior queda (-0,14%).

(Agência Brasil)

Produção de petróleo e gás da Petrobras teve pequeno recuo em julho

A produção de petróleo e gás natural da Petrobras fechou o mês de julho com pequena queda em relação a junho deste ano, incluindo líquidos de gás natural (LGN). Foram produzidos 2,6 milhões de barris de óleo equivalente por dia (petróleo e gás natural), dos quais 2,5 milhões no Brasil e 102 mil no exterior.

Os dados indicam que a produção de petróleo equivalente no país e no exterior fechou com ligeira queda de 0,8% de junho para julho. No resultado acumulado no ano, no entanto, a produção média diária da companhia está em 2,7 milhões de barris de óleo equivalente por dia, mesmo volume médio previsto no Plano de Negócios da estatal.

As informações foram divulgadas hoje (4) pela companhia e indicam que a produção total operada (parcela própria e dos parceiros) chegou a 3,3 milhões de barris de petróleo e de gás natural. Desse total, 3,17 milhões barris de óleo equivalente foram extraídos no Brasil. Segundo a Petrobras, em relação ao mês anterior, houve uma redução na produção de ambos os produtos,

“Principalmente em função da cessão de 25% da participação do campo de Roncador para a Equinor, ocorrido em 14 de junho, e da parada da plataforma de Mexilhão para inspeções de segurança e melhoria da infraestrutura de escoamento de gás do pré-sal”, disse a estatal.

A Petrobras ressaltou, no entanto, que apesar da queda, a produção em 2018 “segue em linha com a meta divulgada no Plano de Negócios e Gestão 2018-2022″.

(Agência Brasil)

Flecheiras vai ganhar novo complexo hoteleiro

Da Coluna O POVO Economia, da jornalista Neila Fontenele, no O POVO desta terça-feira:

O mercado de segunda residência voltou a ganhar força e vem atraindo investidores. O grupo Bric, criado na Holanda e com sede na Espanha, está com o lançamento de um complexo hoteleiro com mais de 900 mil metros quadrados, com 700 lotes de casa, na praia de Flecheiras.

O empreendimento The Coral terá sete estágios. O primeiro consiste na construção de 88 casas, comercializadas como multipropriedades. Em entrevista à coluna, a diretora do Bric para o Brasil, Daline Moura, conta que o projeto vem sendo pensado desde 2008, mas momento atual é bem mais favorável.

Com o dólar alto, as recentes mudanças do Aeroporto Pinto Martins e os novos voos diretos para a Europa, a perspectiva é de um bom retorno do empreendimento.

O projeto vem sendo apresentado internacionalmente e pretende atrair principalmente pessoas que gostam da região para a prática de kitesurf.

(Foto – Arquivo)

Produção industrial brasileira cai 0,2% de junho para julho

A produção industrial brasileira recuou 0,2% na passagem de junho para julho, segundo dados da Produção Industrial Mensal divulgados hoje (4), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A queda veio depois de uma alta de 12,9% na passagem de maio para junho.

Depois de uma alta de 12,9%, produção industrial recuou 0,2% na passagem de junho para julho (Amanda Oliveira/GovBA)
A indústria nacional cresceu 4% na comparação com julho de 2018, 2,5% no acumulado do ano e 3,2% no acumulado de 12 meses.

(Agência Brasil)

Dólar sobe e abre perto de R$ 4,20

A cotação do dólar nesta terça-feira (4) está em alta de 0,77% na abertura do mercado. A moeda norte-americana está cotada a R$ 4,1841 para venda.

A moeda norte-americana segue acumulando valorização frente ao real, e fechou no mês de agosto com um acumulado de 8,46%.

O índice B3, da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), abriu o dia em baixa de 0,28%, com 75.891 pontos.

(Agência Brasil)

 

Receita Federal alerta: 3,4 milhões de inscritos no CNPJ podem ser declarados inaptos

A Receita Federal alertou hoje (3) que até 3,4 milhões de inscrições no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) podem ser declaradas inaptas até maio de 2019. O órgão está intensificando as ações para declarar a inaptidão de contribuintes que não entregaram as escriturações e declarações nos últimos 5 anos, em especial das Declarações de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF).

Para evitar a declaração de inaptidão da inscrição, o contribuinte deve sanar essas omissões. O Ato Declaratório Executivo (ADE) de inaptidão passará a ser publicado no site da Receita Federal na internet pela Delegacia da Receita Federal do domicílio tributário do contribuinte.

De acordo com a Receita Federal, a inaptidão do CNPJ produz diversos efeitos negativos para o contribuinte, como o impedimento de participar de novas inscrições, a possibilidade de baixa de ofício da inscrição, a invalidade da utilização da inscrição para fins cadastrais, a nulidade de documentos fiscais e a responsabilização dos sócios pelos débitos em cobrança.

Identificação das omissões

O contribuinte pode consultar a existência de omissões na entrega de declarações no Centro Virtual de Atendimento (Portal e-CAC) no serviço “Certidões e Situação Fiscal”, nos itens “Consulta Pendências – Situação Fiscal”, com relação às obrigações não previdenciárias; ou a “Consulta Pendências – Situação Fiscal – Relatório Complementar” com relação às obrigações previdenciárias.

Para evitar a declaração de inaptidão de sua inscrição, o contribuinte deverá entregar todas as escriturações fiscais e as declarações omitidas relativas aos últimos 5 anos. Se ele deixar omissões não regularizadas e que não configurem situação de inaptidão, estará sujeito à intimação e ao agravamento das multas por atraso na entrega.“É importante lembrar que os custos da regularização após a intimação serão maiores”, alertou a Receita.

Após a inaptidão ter sido aplicada, o contribuinte que necessitar que a inscrição seja reativada deverá entregar todas as declarações omitidas, indicadas na “Consulta Pendências – Situação Fiscal” e também as listadas no ADE de inaptidão.

Se as omissões que causaram a inaptidão decorrerem de problemas cadastrais, como falta da comunicação de baixa, o contribuinte deverá solicitar a correção de cadastro para obter a regularização da omissão e a anulação da inaptidão.

O contribuinte que permanecer inapto terá sua inscrição baixada assim que cumprido o prazo necessário para esta providência e as eventuais obrigações tributárias não cumpridas serão exigidos dos responsáveis tributários da pessoa jurídica.

(Agência Brasil)

Dólar começa setembro em alta, cotado a R$ 4,15

O dólar começou o mês de setembro rompendo mais uma vez a barreira dos R$ 4,15, ao fechar o primeiro pregão do mês em alta de 1,95%, cotada a R$ 4,1520, segundo maior patamar desde o Plano Real, quando atingiu R$ 4,1655 em janeiro de 2016.

A moeda norte-americana segue em alta, com o mês de agosto acumulando valorização de 8,46%, a maior desde setembro de 2015. O Banco Central seguiu com a política tradicional de swaps cambial, sem realizar hoje (3) nenhum leilão extraordinário.

O índice B3, da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), fechou em queda de 0,63%, com 76.192 pontos no primeiro pregão do mês. Os papéis da Petrobras acompanharam a tendência, com queda de 1,35%.

(Agência Brasil)

Fortaleza é sede do I Encontro Global de Bancos Solidários

Será aberto nesta terça-feira em Fortaleza o I Encontro Global de Bancos Solidários. O encontro, que se estenderá até quinta-feira, no Hotel Praia Centro,  debaterá a busca por novos caminhos para as populações mais esquecidas, compreendendo a importância do papel dos bancos solidários como protagonistas das políticas de redução dos desequilíbrios econômicos e sociais.

A iniciativa é do Banco Palmas e da Rede Brasileira de Bancos Comunitários, com o apoio estratégico da Fundação Demócrito Rocha. Conta também com o apoio institucional de Ashoka, AVINA, CEPAL, MIT-Colab, Promujer e Prefeitura de Fortaleza.

Participarão do evento em Fortaleza 113 Bancos Comunitários do Brasil e vários Bancos Solidários de outros países, além de especialistas brasileiros e do exterior com know how na elaboração de bancos comunitários, fundos, investimentos de pequeno, médio e grande porte, com o objetivo de oxigenar as experiências que serão apresentadas.

Entre os palestrantes confirmados estão: Joaquim Melo, Maria Cavalcante, Ladislau Dawbor, Morgan Simon, Genauto Carvalho, Lilian Prado, João Souza, Katrin Kaeufer, Claudia Leitão, Juan Constain, Marisa Villa, Eddi Xavier Bermudez, Helena Singer, Gonzalo Mercado, Sandra Lobo e Leonora Mol.

SERVIÇO

*A inscrição é gratuita e pode ser realizada no evento: Fábrica de Negócio (Avenida Monsenhor Tabosa, 740 – Praia de Iracema).

 

Câmara Municipal de Fortaleza realiza sessão pelo Dia do Administrador

Jornalista Jocélio Leal entre homenageados.

A Câmara Municipal de Fortaleza realizará, a partir das 19 horas desta segunda-feira, sessão solene que marcará o Dia do Administrador, comemorado sempre em 9 de setembro. A iniciativa é do vereador Ésio Feitosa.

No ato, nove profissionais, sendo sete administradores, um tecnólogo e um jornalista, serão contemplados com uma comenda que reconhece o trabalho em prol da ciência da Administração. São eles: Agenor Studart, César Cavalcante, Cora Furtado, Daniele Coimbra, Eleazar de Castro, Stênio Rocha, a tecnóloga Suiane Sampaio, o jornalista Jocélio Leal e ainda José Caminha, em homenagem póstuma.

Leonardo Macedo, presidente do CRA-CE, destaca que a profissão pode colaborar com o crescimento do país, e afirma que a comemoração do Dia do Administrador é mais uma forma de reposicionar o profissional na sociedade. “Reconhecer cada profissional desse é importante porque lança luz em quem contribuiu para a profissão ser o que é aqui em nosso Estado, e aponta o caminho que pode ser trilhado com o uso correto da Administração e a quem contribui com a nossa profissão”, diz.

DETALHE – Neste 2018, a profissão de Administrador chega aos 53 anos com a criação da lei 4.769, de 1965, que regulamentou a profissão de Administrador no País.

Energia elétrica – A vilã da inflação no Brasil

Com o título “O preço da energia e a luz no fim do túnel”, eis artigo do jornalista Raone Saraiva, que pode ser conferido no O POVO desta segunda-feira. Ele aborda o pesado preço da conta de luz no orçamento do brasileiro. Confira:

A energia elétrica continua sendo a vilã da inflação no Brasil em 2018 e deverá manter este título até o fim do ano. Até mesmo quem tenta economizar, mudando alguns hábitos dentro de casa, não tem conseguido fugir dos valores elevados, embora o consumo consciente seja o principal caminho para minimizar os impactos no bolso.

Mesmo com a inflação sob controle, depois do susto com o colapso nos preços de alimentos e combustíveis em razão da greve dos caminhoneiros há cerca de três meses, a conta de luz, já cheia de encargos tributários, está pesando mais no orçamento das famílias.

Quando olhamos para os gastos com habitação, a energia elétrica se destaca em relação a outros itens, como aluguel, gás de cozinha, água e artigos de limpeza. De janeiro a agosto, a luz do brasileiro já acumula aumento de quase 13%, segundo a última prévia da inflação divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em Fortaleza, o avanço é de 8%.

A situação continuará difícil nos próximos meses. Devido às condições hidrológicas desfavoráveis e à redução no nível de armazenamento dos principais reservatórios do País, a bandeira tarifária, que está no patamar vermelho 2 desde junho, quando o consumidor paga R$ 0,05 a mais por cada quilowatt utilizado, vai permanecer assim nos próximos meses.

Não bastasse o cenário já complicado, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) poderá autorizar, em breve, aumento de 4,25% na Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo que concede descontos a consumidores de baixa renda, paga indenizações a empresas e custeia parte do combustível utilizado pelas termelétricas. Caso o reajuste seja aprovado, o rombo no setor será de R$ 1,4 bilhão e, como sempre, custeado pelos brasileiros.

Está na hora de o Governo Federal rever essa política de subsídios, que só prejudica o contribuinte, e encontrar outras alternativas para atender às famílias mais carentes. Por outro lado, também precisa incentivar a entrada de consumidores residenciais no mercado livre de energia elétrica, para aumentar a competitividade do setor e baratear os preços. Além disso, olhar mais para as fontes renováveis é fundamental para mudar a matriz energética do Brasil. Talvez assim, haja luz no fim do túnel.

*Raone Saraiva

raonesaraiva@opovo.com.br

Jornalista do O POVO.

Mercado financeiro reduz projeção da inflação e crescimento da economia

Instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) reduziram a estimativa de crescimento da economia e da inflação neste ano. A informação consta do boletim Focus, publicado semanalmente pelo BC, com projeções dessas instituições para os principais indicadores econômicos. A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 4,17% para 4,16%, neste ano. Para 2019, a projeção caiu de 4,12% para 4,11%. Para 2020 e 2021, a estimativa permanece em 4% e 3,92%, respectivamente.

Para 2018 e 2019, as estimativas estão abaixo do centro da meta que deve ser perseguida pelo BC neste ano, de 4,5%, com limite inferior de 3% e superior de 6%. Para 2019, a meta é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. Para 2020, a meta é 4% e 2021, 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para os dois anos (2,5% a 5,5% e 2,25% a 5,25%, respectivamente).

Para alcançar a meta de inflação, o BC usa como instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 6,5% ao ano. De acordo com as instituições financeiras, a Selic deve permanecer em 6,5% ao ano até o final de 2018. Para 2019, a expectativa é de aumento da taxa básica, terminando o período em 8% ao ano e permanecendo nesse patamar em 2020 e 2021.

Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando o Copom diminui a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação.

A manutenção da taxa básica de juros, como prevê o mercado financeiro neste ano, indica que o Copom considera as alterações anteriores suficientes para chegar à meta de inflação.

Atividade econômica

A projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – foi reduzida de 1,47% para 1,44% neste ano. Para 2019, 2020 e 2021, a estimativa para o crescimento do PIB continua em 2,5%.

A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar subiu de R$ 3,75 para R$ 3,80 no final deste ano e permanece em R$ 3,70 no fim de 2019. Para 2020, a estimativa cai para R$ 3,67 e, no final de 2021, se mantém em R$ 3,75.

(Agência Brasil)

Governo da Argentina vai baixar pacote de ajuste fiscal

O governo argentino pode anunciar nesta segunda-feira (3) um pacote de medidas de ajuste econômico, que devem incluir a redução do número de ministérios e demissões no setor público. Ontem (2), o presidente Mauricio Macri se reuniu com os principais assessores para definir as mudanças. Nesta terça-feira, a Argentina inicia a renegociação do acordo fechado com o Fundo Monetário Internacional (FMI) em junho, e que precisa ser revisto diante da nova crise cambial. A última semana foi de alta volatilidade no país, em que o peso perdeu 25% de seu valor em relação ao dólar norte-americano

“O que estamos vivendo é uma crise de confiança – não apenas na economia argentina e na capacidade do governo de honrar seus compromissos em 2019, como afirmou o próprio presidente Mauricio Macri – mas também no próprio FMI, como instrumento para nos ajudar para sair dessa situação”, disse à Agência Brasil o analista político Rosendo Fraga.

A situação atual é diferente da transformação prometida por Macri, quando assumiu depois de 12 anos de governos de Nestor Kirchner (2003-2007) e de Cristina Kirchner (2007-2015).

A inflação de dois dígitos, que Macri herdou e prometeu baixar, já deve superar os 30% até dezembro. Agora, com a última corrida cambial, alguns economistas preveem que será ainda maior. Em um ano, o peso argentino perdeu 104% em relação ao dólar norte-americano, que na Argentina funciona como termômetro da economia. Quando a moeda dos Estados Unidos sobe, os preços na Argentina acompanham, gerando um ciclo inflacionário vicioso. E como os salários ficam atrasados, cai o poder de compra e cresce a pobreza – algo que o próprio presidente já admitiu que vai ocorrer.

O governo também reconheceu que o pais está a caminho da recessão, com uma retração de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2018. A decisão, na semana passada, de elevar a taxa de juros para 60%, só piorou o quadro recessivo. É a mais alta do mundo (quase dez vezes maior que a brasileira, de 6,5%). Ainda assim, e apesar do empréstimo de US$ 50 bilhões do FMI (o maior da história do país), o dólar parou de subir somente depois da intervenção do Banco Central, que vendeu reservas – o que , segundo especialistas, é uma situação insustentável a longo prazo e difícil de administrar às vésperas de ano eleitoral.

Pesquisas realizadas mostraram que seis em cada dez argentinos desconfiavam da capacidade do FMI em resolver os problemas do país. “Já passamos por isso várias vezes e a história é sempre a mesma: o FMI pede ajuste, o governo faz às custas do trabalhador, entramos em recessão e acabamos dando o calote”, disse o aposentado Adrian Vasquez, de 76 anos. Ele conta que um dos filhos acaba de perder o emprego e o outro teve o salário reduzido pela metade.

Rumores

Segundo a imprensa argentina, o governo deve eliminar de dez a 12 ministerios (entre eles Ciência e Tecnologia, Cultura, Energia e Agroindústria, que acaba de despedir 548 empregados). Macri também teria decidido substituir o atual chanceler Jorge Aurie por seu ex-ministro da Fazenda, Alfonso Prat Gay.

Circulam ainda rumores de que ele trocaria o atual ministro da Fazenda, Nicolás Dujovne, pelo ex-presidente do Banco de La Nación Argentina, o economista Carlos Melconian. A equipe econômica viaja hoje (3) para Washington, para renegociar o acordo com o FMI.

(Agência Brasil)

Governo do Ceará escolhe novo banco para gerir a folha de pagamento

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João Marcos é o titular da Sefaz.

Da Coluna do Eliomar de Lima, no O POVO desta segunda-feira:

A Secretaria da Fazenda vai encaminhar, nesta segunda-feira, para a Procuradoria Geral do Estado um novo edital que tem como foco principal a escolha do banco que vai gerir a folha de pagamento dos servidores.

A primeira licitação deu deserto, ou seja, não apareceu banco interessado, o que é interpretado por alguns técnicos do meio como tática para que haja redução, por parte do governo, de sua pedida.

O preço para a gestão da folha que conta atualmente com um contingente da ordem de 168 mil – servidores ativos, inativos, terceirizados e cooperados, é da de R$ 543 milhões. A Sefaz e a Secretaria do Planejamento e Gestão do Estado promoveram algumas correções nesse novo edital, mas nada vazou quanto a possível mudança no preço.

Atualmente, a folha é administrada pelo Bradesco, conhecido por suas taxas bem salgadas.

(Foto – Reprodução do Youtube)

Consulta pública sobre norma que amplia o alcance e o valor financiado do microcrédito

Em artigo sobre financiamento do microcrédito, o consultor financeiro Fabiano Mapurunga, Mestre em Administração com ênfase em Finanças, aponta que barreiras burocráticas dificultam o acesso por parte das comunidades mais afastadas dos grandes centros. Confira:

O microcrédito constitui umas das principais fontes de apoio ao empreendedorismo em nosso país e, historicamente, tem sido assim pelo mundo. Aconteceram várias manifestações pontuais e isoladas no planeta com características de microcrédito. Porém, o grande marco que desenvolveu, difundiu e serviu de modelo para popularizar o microcrédito, foi a experiência iniciada em 1976, em Bangladesh, pelo professor Muhamad Yunus. Observando que os pequenos empreendedores das aldeias próximas à universidade, onde lecionava, eram reféns dos agiotas, pagando juros extorsivos e, mesmo assim, pagando corretamente, o professor Yunus começou a emprestar a essas pessoas pequenas quantias, com recursos pessoais, que depois ampliou, contraindo empréstimos.

A ação prosperou tanto que deu origem, em 1978, ao Grameen Bank que hoje em dia empresta um total de 2,4 bilhões de dólares em microcréditos para cerca de 2,3 milhões de empreendedores de pequeno porte, que vão ampliando as oportunidades de realização de negócios. Os princípios, a filosofia da atuação e as estratégias para garantir o retorno dos valores emprestados, foram aprimorados na prática durante longos anos de gestação e atuação do Grameen Bank. Com adaptações locais, este modelo foi adotado em diversos países, inclusive no Brasil.

Porém no Brasil o microcrédito, muitas vezes, se depara com barreiras burocráticas, além de limitações pelo número de agentes financeiros que operam estas linhas de crédito, o que dificulta muito o acesso por parte das comunidades mais afastadas dos grandes centros.

Com o objetivo de procurar melhorar a difusão do microcrédito em nosso país, o Banco Central do Brasil lançou no dia 16 de agosto de 2018, uma consulta pública pela internet, que terá duração de 30 dias, sobre a norma que amplia o alcance e o valor financiado no microcrédito.

Tal regulamentação tende a ampliar o limite da renda bruta anual do tomador, de R$ 120 mil para R$ 200 mil. Outra ponto é que o valor máximo da operação passaria de R$ 15 mil para R$ 21 mil, ainda com atualização do saldo devedor do cliente de R$ 40 mil para R$ 90 mil.

A pesquisa está disponível no portal do BC (edital no 66/2018). Seria muito importante que todos pudessem contribuir com suas sugestões, para se formar uma massa crítica mais consistente. Toda essa pesquisa preza por adequar a regulamentação feita pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) às recentes alterações estabelecidas na Lei no 13.636/2018.

Nesta norma fica bem estabelecido que o microcrédito não poderá estar voltado para consumo, e sim para o financiamento de atividades produtivas. Pontua-se apenas uma exceção, mantida pelo alcance social, que são as operações previstas na Resolução no 4.050/2012, a qual trata da aquisição de bens e serviços de tecnologia destinados a pessoas com necessidades especiais.

“A alteração pretende simplificar os requisitos técnicos para a concessão de microcrédito e ampliar o uso, no Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado (PNMPO), de tecnologias de informação e comunicação, reduzindo, desse modo, os custos administrativos dessa linha de crédito,

ensejando a ampliação do programa sem perda do foco na população de baixa renda”, disse o diretor de Regulação do BC, Otávio Damaso.

A proposta inclui também a simplificação da tipicidade das entidades autorizadas a operar o microcrédito, e assim incluir as fintechs de crédito e os agentes de crédito constituídos como pessoas jurídicas. Ainda se especula a possibilidade de recepção e encaminhamento de proposta de cartão pré-pago por entidades terceirizadas por instituições financeiras.

Fabiano Mapurunga

Diretor Executivo da Go Partners Consultoria em Finanças e Negócios. Mestre em Administração com ênfase em Finanças. MBA em Gestão de Negócios. MBA em Gestão Financeira e Controladoria. Professor Universitário

Unicatólica de Quixadá promove palestra sobre as contribuições tecnológicas e o mercado financeiro

A Importância da Geração Y no Desenvolvimento do Mercado Financeiro foi o tema da palestra esta semana do consultor financeiro e professor universitário Fabiano Mapurunga, para alunos e professores do Centro Universitário Católica de Quixadá (Unicatólica).

Fabiano Mapurunga destacou o funcionamento do mercado financeiro e seus componentes, bem como sobre as contribuições tecnológicas que hoje já despontam como fortes componentes de agregação de valor para o mercado financeiro e que foram desenvolvidas em consonância com as contribuições da geração Y.

A exemplo de um desses componentes, o palestrantes apontou as Fintechs, que são startups de serviços financeiros e sobre o avanço e funcionamento das criptomoedas.

A iniciativa da Unicatólica contou com o empenho da coordenação do Centro Acadêmico de Administração, que tem à frente a professora e ouvidora Fabíola Gomes Farias.

(Foto: Divulgação)