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Moreira Franco assume Ministério das Minas e Energia

O Palácio do Planalto confirmou há pouco que o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, vai assumir a pasta de Minas e Energia, que estava vaga com a saída de Fernando Coelho Filho, candidato à reeleição para deputado federal em Pernambuco. Moreira Franco também é secretário-executivo do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI).

“O presidente Michel Temer definiu hoje que o ministro Moreira Franco assumirá o Ministério de Minas e Energia”, diz o comunicado da Secretaria de Imprensa da Presidência.

Na semana passada, ministros do governo Temer deixaram o cargo para se candidatar nas eleições de outubro. A lei eleitoral prevê que os ministros que quiserem concorrer nas eleições tinham até o dia 7 de abril para deixar os cargos, na chamada desincompatibilização.

Foram exonerados os ministros Ricardo Barros (PP), Ministério da Saúde; Maurício Quintella (PR), Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil; Mendonça Filho (DEM), Ministério da Educação; Marx Beltrão (MDB), Ministério do Turismo; Osmar Terra (MDB), Ministério do Desenvolvimento Social; Fernando Coelho Filho (MDB), Ministério de Minas e Energia; Leonardo Picciani (MDB), Ministério do Esporte; Sarney Filho, Ministério do Meio Ambiente; Helder Barbalho (MDB), Ministério da Integração Nacional; e Henrique Meirelles, Ministério da Fazenda.

(Agência Brasil)

Juros dos empréstimos devem continuar em queda, mas vão seguir longe da Selic

Os juros do crédito devem continuar caindo, mesmo após a interrupção do ciclo de cortes da taxa básica de juros, a Selic, previsto para junho. Isso será possível com a recuperação da economia e a maior competição no mercado de crédito, avaliou o diretor de Economia da Associação Brasileira de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel José Ribeiro de Oliveira.

Em março, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reduziu a taxa Selic pela 12ª vez seguida, ao menor nível da história, para 6,5% ao ano, e sinalizou um novo corte em maio, com interrupção do ciclo em junho. A expectativa é que a Selic seja reduzida em 0,25 ponto percentual para 6,25% ao ano. O atual ciclo de cortes começou em outubro de 2016, quando estava em 14,25% ao ano.

Mesmo com a taxa Selic em seu menor patamar, os juros ao consumidor ainda são altos. A taxa média de juros para pessoas físicas estava em 74,3% ao ano, em outubro de 2016, e chegou a 57,72% ao ano, em fevereiro. Ou seja, enquanto a Selic caiu 54%, essa taxa média dos empréstimos às famílias teve redução de 22%.

Mas há taxas ainda mais altas, como a do cheque especial, que não mudou muito nesse período. Em outubro de 2016 estava em 328,52% ao ano e em fevereiro desse ano chegou a 324,12% ao ano. Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), as instituições financeiras devem apresentar mudanças no cheque especial ainda neste mês, mas ainda não foram divulgados detalhes da alteração.

(Agência Brasil)

A análise de crédito e o controle da inadimplência

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Em artigo sobre crise no caixa em empresas, o consultor financeiro Fabiano Mapurunga, Mestre em Gestão Empresarial, aponta que a inadimplência nasce no ato da abertura do limite de crédito do cliente. Confira:

Hoje muitas empresas vêm sofrendo com o fantasma da inadimplência por “N” fatores, como o elevado índice de desemprego, o descontrole financeiro dos seus clientes, a falta de planejamento financeiro destes, diminuição repentina da renda, atrasos nos salários etc. O Brasil fechou o ano de 2017 com 60 milhões de inadimplentes, este número representa 39,6% da população com idade entre 18 e 95 anos (SPC Brasil). Esse elemento indesejado e pernicioso que ajuda a corroer o caixa das empresas pode ser em muito, amenizado pelo uso eficiente de uma boa política de análise de crédito, pois a inadimplência nasce no ato da abertura do limite para o seu cliente, e fazer uma boa leitura prévia do histórico desse cliente ajudará a entender melhor quanto você pode liberar de crédito para o mesmo.

Toda empresa gasta muita energia em cuidar de tudo para que seu serviço e/ou produto saia competitivo para o mercado: organiza quadro de funcionários, lutando arduamente para que todos estejam devidamente regularizados, integrados e felizes, procura investir em sistemas que os ajudem a controlar seus estoque e produção, tentam diariamente conquistar mais mercado, aguerridamente buscam entregar a melhor qualidade possível. Tudo isso é muito esforço para no final deixar seu lucro se esvair pelo buraco da inadimplência, e o pior é saber que tudo poderia ter sido amenizado se a empresa tivesse dedicado uma pouco mais de tempo e dinheiro, para em criar uma melhor rotina de avaliação de crédito de seus clientes.

Não há uma receita de bolo que se possa empregar e já sair uma política de crédito completamente eficaz. Apesar de não ser uma tarefa fácil de se executar, ela deve ser construída e precisamos sempre saber dosar os impactos das medidas protecionistas, pois qualquer exagero também pode afastar bons clientes.

Resolvi delinear aqui 5 pontos que podem ser utilizados em suas governanças para lhes apoiar a tratar melhor as suas liberações de crédito, reduzindo assim suas inadimplências. São eles:

1 – Faça um bom levantamento de informações sobre seu cliente

Procure informações com alguns fornecedores dele, veja o tempo de constituição da empresa e outras informações que possam denotar o seu histórico de compras.

2 – Faça uso dos 5 C´s do Crédito

2.1. Caráter: é um ponto muito subjetivo, porém você deve tentar perceber o real interesse que seu cliente tem em cumprir com o seu compromisso.

2.2. Capacidade: procure entender se o negócio do seu cliente apresenta condições financeiras de arcar com o compromisso. Essa avaliação exige que se colete algumas informações como faturamento, prazo médio de pagamento e recebimento, etc.

2.3. Capital: procure entender a saúde financeira do cliente. Verifique se há restrições e de que tipo são.

2.4. Condições: pondere sempre a situação macroeconômica do nosso país para verificar como está o comportamento do mercado daquele cliente.

2.5. Colateral: procure ver se o cliente tem outras atividades e perceba se ele realmente está dando atenção ao negócio da empresa.

3 – Construa um manual padronizado com as regras bem claras, treine sua equipe sobre todos os processos e se certifique que será usado em todas as filias, caso as possua.

4 – Parta para a implementação da sua política de crédito

De posse do manual e do uso dos 5 C´s do crédito, comece a implementar por algum tempo e assim você irá formar uma base de informações de seus clientes. Quanto mais informações você tiver em sua base, mais eficaz será sua política de crédito.

5 – Faça uma análise dos resultados obtidos e corrija o rumo se necessário

Agora que já teremos uma base de dados mais consistentes, conforme o item 4, podemos avaliar os resultados que obtivemos e criar comparativos para entendermos o que deve ser corrigido em nossa política de crédito. Percebam que o processo não é estanque, ele vai se aperfeiçoando na medida que enxergamos os resultados.

Acredito que essas informações os ajudarão a estruturar suas políticas de crédito.

Fabiano Mapurunga

CEO da Go Partners Consultoria em Finanças e Negócios. Mestre em Gestão Empresarial. MBA em Gestão de Negócios. MBA em Gestão Financeira e Controladoria

Setor produtivo em guerra contra aumento das taxas de alvarás do prefeito

Da Coluna O POVO Economia, da jornalista Neila Fontenele, no O POVO deste sábado:

Representantes dos principais sindicatos e federações do setor produtivo resolveram se aliar para pedir ao prefeito Roberto Cláudio (PDT) a revogação das novas taxas dos alvarás e a obrigatoriedade das renovações anuais do documento. Ontem, o presidente do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Ceará (Sinepe-CE), professor Airton Oliveira, informou que houve uma reunião, na última terça-feira, com lideranças de todas as entidades. A posição, segundo ele, é unânime: todos são contra a atualização de valores das taxas, que chegam a R$ 30 mil, tornando a situação difícil para o comércio e os prestadores de serviços.

No caso das escolas, ele ressaltou que o tamanho da área dos empreendimentos nem sempre é proporcional ao faturamento e que os aumentos podem gerar demissão e fechamento de instituições.

O setor de bares e restaurantes já anunciou também que está entrando com ação na justiça contra o aumento das taxas de alvarás. O presidente do Sindicato de Restaurantes, Bares, Barracas de Praia, Buffet’s e Similares do Estado, Moraes Neto, teme que a solicitação das entidades não seja acatada em função do ano eleitoral, que proíbe o município de abrir mão de receita.

As articulações do comércio para negociar a derrubada do novo Código Tributário continuam intensas. O presidente da CDL de Fortaleza, Assis Cavalcante, recebeu ontem o prefeito interino de Fortaleza e presidente da Câmara Municipal, Salmito Filho, e os secretários Ferruccio Feitosa (Regional II) e Reinaldo Salmito (Coordenadoria Especial de Programas Integrados) quando discutirem o assunto.

(Foto – Aurélio Dantas)

Presidente da Fiec: “Sentimento renovado de brasilidade”

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Com o título “Sentimento renovado de brasilidade”, eis artigo do presidente da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec), Beto Studart. Ele aborda o cenário político e o caso do pedido de prisão de Lula. Confira:

As decisões tomadas esta semana pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pelo juiz Sergio Moro, entram para a história do Brasil como marcos históricos fundamentais no combate à impunidade. Estamos vivenciando um quadro político de muitas dificuldades com reflexos diretos na economia do País.

Cenário este que surge a partir do aparelhamento estatal por gestores públicos, que ramificaram a corrupção em grandes empresas nacionais. Isso tinha que acabar de maneira exemplar.

A descoberta dessas ilicitudes pela Operação Lava Jato, se por um lado mostrou o que de fato acontecia nos escaninhos do poder, também gerou no seio da sociedade brasileira uma descrença nos homens públicos e na política como instrumento de transformação. O resultado desse desmonte acabou por se espraiar por outras instituições, criando um sério risco de perda de credibilidade, o que seria desastroso para o nosso futuro.

Nessa linha, cito o Judiciário, poder montado em uma cultura que ainda privilegia a morosidade e a complacência, situações que na maioria das vezes se tornam incompatíveis com os anseios do cidadão comum pelo cumprimento da justiça. É nesse sentido, que as decisões tomadas pelo STF e o juiz Moro, se colocam para nós, empresários preocupados com os destinos do País, como gestos paradigmáticos.

Nós, que trabalhamos com dignidade, posso dizer que nos sentimos renovados em nosso sentimento de brasilidade. Entramos de fato em um novo momento, que nos traz a esperança e a confiança de investidores por melhores dias para o Brasil. Temos a certeza de que essa luta contra a corrupção tem ainda um longo caminho a ser percorrido. Mas o ponto fundamental, e aqui a questão não se trata de fulano ou beltrano, é que retomamos a esperança da justiça equânime. Esse deve ser o nosso norte de agora em diante. Como empresários, sabemos o quanto é importante a segurança jurídica na aplicação da lei e para a chegada de novos investimentos ao Brasil.

Foram, portanto, dias históricos, nos quais a sociedade lavou a alma e renovou a crença no Brasil. Mas é preciso que continuemos vigilantes, pois as melhores lições se dão através dos exemplos, e muitos outros precisam ser dados.

*Beto Studart

presidencia@sfiec.org.br

Presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec).

Novo ministro da Fazenda terá apoio total do presidente, diz Meirelles

O novo ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, terá o apoio total do presidente Michel Temer para continuar a reestruturar a economia brasileira, disse hoje (6) o titular da pasta, Henrique Meirelles, ao anunciar que deixará o cargo. Segundo Meirelles, ainda persistem desafios para a equipe econômica que deverão ficar a cargo do futuro ministro.

“A crise está superada, mas ainda há coisas a serem enfrentadas. Esse legado não pode ser perdido, nem esquecido. Precisamos persistir neste caminho que levou o país à rota do crescimento. É preciso perseverança e coragem. O novo ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, vai garantir que essa política continue”, declarou Meirelles.

Em entrevista após o pronunciamento de despedida, Meirelles disse ter conversado com o presidente Temer duas vezes hoje. Na primeira, durante a manhã, comunicou ao presidente a decisão de deixar o cargo, que, segundo Meirelles, ainda não tinha sido formalizada. Na segunda vez, por volta das 14h, foi ao Palácio do Jaburu acompanhado de Guardia para oficializar a substituição.

Segundo o ministro, apesar de a reforma da Previdência não ter sido votada e de várias medidas provisórias de ajuste fiscal estarem perdendo a validade, a equipe econômica continuará trabalhando para que o Congresso aprove dois projetos importantes para o governo nos próximos meses: a privatização da Eletrobras e a simplificação do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins).

O principal desafio de Guardia, destacou Meirelles, consistirá em manter a recuperação do emprego e cumprir a previsão de o país fechar o ano com a criação de 2,5 milhões de postos de trabalho. “O fato concreto é que o trabalho continua. O importante é que mudamos a direção. Estávamos indo para um caminho que levava à recessão”, comentou o ministro.

Meirelles confirmou hoje que deixará o Ministério da Fazenda para disputar as eleições deste ano. Filiado ao MDB, o ministro não disse a qual cargo pretende concorrer. Ao se despedir da função, Meirelles ressaltou que ajudou a tirar o país de duas crises econômicas em governos diferentes. Ele destacou a aprovação do teto federal de gastos como “fundamental” para recuperar a confiança dos agentes econômicos.

“A crise econômica prejudica o dia a dia das pessoas. Tira comida do prato dos mais pobres, diminui a capacidade de compra das famílias e cria desemprego. Tira esperança das pessoas. Minha função no Banco Central [governo Lula], assim como na Fazenda, foi ajudar o Brasil. Encontramos desemprego, inflação, perda de renda e falta de respeito com os pagadores de imposto”, comentou.

(Agência Brasil)

Decon realiza Operação Para-brisas e fiscaliza revenda de veículos novos e seminovos

O Decon realizou, no período de 4 a 6 deste mês de abril, a Operação “Para-brisas”. O objetivo, segundo a assessoria de imprensa do Ministério Público do Ceará, foi fiscalizar as revendas de veículos novos e seminovos de Fortaleza. No foco, conferência da precificação dos produtos expostos à venda, em cumprimento ao art. 6º, III do Código de Defesa do Consumidor (CDC), que trata sobre a informação adequada e clara sobre o preço de produtos e serviços; e ao art. 2º, I da lei nº 10.962/04, que dispõe sobre a oferta e as formas de afixação de preços de produtos e serviços para o consumidor.

Durante a fiscalização, provou-se que alguns estabelecimentos desrespeitaram os prazos de garantia de 90 dias, tratando-se de produtos duráveis, conforme art. 26, II do CDC, haja vista que nos contratos de compra e venda havia previsão restritiva de garantia apenas da caixa de marcha e motor, violando de forma clara os preceitos legais do CDC. Por fim, ainda foram verificado os seguintes documentos: Alvará de Funcionamento, Certificado de Conformidade do Corpo de Bombeiros (CCCB), Livro de Reclamação, e Código de Defesa do Consumidor (CDC).

Estabelecimentos fiscalizados pelo DECON

04/04/2018

– Nestor Veículos: ausência de Alvará de funcionamento, Bombeiros, livro de reclamações e CDC;

– Alternativa Car Comércio de Veículos Ltda: ausência de Bombeiros, Livro de Reclamações, preço e restringe garantia somente para motor e caixa;

– Vitória Veículos: ausência de Bombeiros, Livro de Reclamações, CDC, preço e restringe garantia somente para motor e câmbio;

– César Veículos: ausência de Bombeiros;

– Brilhe Car: ausência de Bombeiros, Livro de Reclamação e restringe a garantia somente para motor e caixa.

05/04/2018:

-Iguauto Veículos e Peças Ltda: não apresentou CCCB, Livro de Reclamação, restringia a garantia de 90 dias somente para o motor e caixa de macha;

– Prime Multimarcas Comércio de Automóveis: não possuía preço nos veículos, não apresentou CCCB, Livro de Reclamação, restringia a garantia de 90 dias somente para o motor e caixa de marcha;

– Advance Comercio de Veículos: não possuía preço nos veículos, faltava o CDC, não apresentou CCCB e Alvará de funcionamento, Livro de Reclamação, restringia a garantia de 90 dias somente para o motor e caixa de marcha;

– Life Car Comercio de Veículos e Serviços Ltda.: não possuía preço nos veículos, faltava o CDC, não apresentou CCCB e Alvará de funcionamento, Livro de Reclamação, restringia a garantia de 90 dias somente para o motor e caixa de macha;

– Infinity Veículos Multimarcas Ltda. – ME: não possuía preço nos veículos, faltava o CDC, não apresentou CCCB, Livro de Reclamação, restringia a garantia de 90 dias somente para o motor e caixa de marcha;

– Paris Dakar Corretagem de Veículos Ltda – ME: não possuía preço nos veículos, faltava o CDC, apresentou CCCB vencido, Livro de Reclamação;

– Sedan Comercio e importação de veículos Ltda.: apresentou CCCB vencido;

– Driver Car Comércio de Multimarcas LTDA: não possuía preço nos veículos, faltava o CDC, não apresentou CCCB, não apresentou Livro de Reclamação, restringia a garantia de 90 dias somente para o motor e caixa de marcha.

06/03/18

– Jangada Ford: sem CCCB;

– Jangada Import: sem preços, sem CCCB;

– Jangada Automotive: sem CCCB;

– Jangada Renault: ausência de Bombeiros;

– Vouga Veículos: ausência de Bombeiros;

– Carmais: ausência de Bombeiros e restringia a garantia apenas para o motor e caixa.

DETALHE -Esta fiscalização faz parte do planejamento estratégico do Decon. Todo mês o órgão promoverá fiscalização um determinado segmento da atividade comercial. As empresas têm o prazo de dez dias úteis para apresentar defesa administrativa.

Apagão no Norte e Nordeste foi causado por falha humana, diz ONS

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) informou hoje (6) que o apagão que atingiu 70 milhões de pessoas no Norte e Nordeste, em 21 de março, foi causado por uma falha humana. Segundo a primeira versão da nota técnica elaborada pelo órgão, havia um ajuste de proteção indevido no disjuntor da Subestação Xingu, no Pará.

Segundo o diretor-geral, Luiz Eduardo Barata, a empresa Belo Monte Transmissão de Energia (BMTE) não informou ao ONS que havia estabelecido o limite de segurança no disjuntor. Como desconhecia o ajuste, o operador determinou a passagem de uma carga superior ao limite, e o sistema interrompeu a circulação de corrente entre os dois lados da subestação, causando um excesso de geração de energia elétrica de um lado e falta do outro.

“A falha é humana, porque alguém programou o ajuste, e esse ajuste foi um ajuste indevido”, explicou Barata.

Quando o disjuntor interrompeu o fluxo entre os dois lados da subestação, toda a energia que chegava da Usina de Belo Monte, e que deveria seguir para o Nordeste, permaneceu na Região Norte, causando uma geração acima da necessária. O Nordeste, que nesta época do ano recebe a energia de Belo Monte para compensar a menor geração eólica, ficou com menos geração do que carga.

O problema desequilibrou o sistema e gerou o desligamento em cascata, que apagou 98% das linhas de transmissão do Nordeste e 86% do Norte. Das 480 linhas de transmissão nas duas regiões, 458 saíram do sistema.

A abertura do disjuntor se deu às 15h48, e em questão de segundos os sistemas de energia elétrica do Norte, Nordeste e Sudeste/Centro-Oeste se separaram.

A recomposição do sistema começou na Região Norte por volta de dez minutos depois do incidente, e foi concluído às 17h50. Na Região Nordeste, a recomposição teve início às 16h16 e só foi concluída às 21h25.

Um problema adicional fez o blecaute tomar dimensão maior na região Nordeste: duas unidades na Usina Hidrelétrica de Paulo Afonso, na Bahia, foram desligadas por descoordenação no sistema de proteção.

O desligamento ocorreu depois que a frequência do sistema já havia sido normalizada no Nordeste, derrubando-a novamente, o que ativou a proteção de usinas térmicas na região e também as desligou.

O relatório foi encaminhado aos agentes envolvidos, incluindo a empresa Belo Monte, e, dentro de 15 dias, no máximo, a versão final será apresentada à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). É a agência reguladora que vai responsabilizar e definir possíveis punições aos envolvidos.

Segundo o ONS, o problema que originou o blecaute já foi solucionado. A Subestação de Xingu passou a ter dois disjuntores desde o fim de semana posterior ao apagão, e eles funcionam com um sistema de alarmes, em vez de desligarem em caso de possibilidade de sobrecarga.

(Agência Brasil)

Conta de luz – Reajuste da Enel sai até 22 deste mês

Da Coluna do Eliomar de Lima, no O POVO desta sexta-feira:

A conta de luz do cearense deve sofrer reajuste dia 22 próximo. A confirmação é do diretor de Relações Institucionais da Enel Distribuidora, José Nunes. Ele não adiantou, no entanto, percentual da majoração. A data dessa definição é contratual e segue um calendário que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) cumpre, desde o começo deste mês, em se tratando de liberação de reajustes para as distribuidoras.

Há expectativas de que a majoração da Enel não vá tanto ao céu nem tanto ao mar, tendo-se por parâmetro os reajustes recentes concedidos pela agência. Para o Mato Grosso, saiu um reajuste de 9,87% para a distribuidora de lá, enquanto para a empresa que opera no Mato Grosso do Sul, o percentual foi de 11,53%. Mas para a CPFL, concessionária de São Paulo, a coisa descascou fio: foi de 16,9%.

Tomara que o aumento por essas bandas não cause tanto curto no bolso de uma clientela que, em sua maioria, vive frequentando as lojas de atendimento em busca de renegociação de débitos.

 

Receita abre segunda-feira consulta a lote residual de restituições do Imposto de Renda

A Receita Federal abre, a partir das 9h da próxima segunda-feira (9), consulta a lote residual de restituição do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (IRPF), referente aos exercícios de 2008 a 2017. O crédito bancário para 78.519 contribuintes será feito no dia 16 de abril, totalizando R$ 180 milhões. Desse total, mais de R$ 86,900 milhões são para contribuintes com preferência no recebimento: 17.754 idosos e 1.661 pessoas com alguma deficiência física, mental ou moléstia grave.

Para saber se teve a declaração liberada, o contribuinte deverá acessar a página da Receita na internet, ou ligar para o Receitafone, 146. Na consulta à página da Receita, serviço e-CAC, é possível acessar o extrato da declaração e ver se há inconsistências de dados identificadas pelo processamento. Nessa hipótese, o contribuinte pode avaliar as inconsistências e fazer a autorregularização, mediante entrega de declaração retificadora, informou a Receita.

Também é possível usar aplicativo para tablets e smartphones, que facilita consulta às declarações do IRPF e situação cadastral no CPF. Com ele será possível consultar diretamente nas bases da Receita Federal informações sobre liberação das restituições do IRPF e a situação cadastral de uma inscrição no CPF.

A restituição ficará disponível no banco durante um ano. Se o contribuinte não fizer o resgate nesse prazo, deverá fazer o requerimento por meio da Internet, mediante o Formulário Eletrônico – Pedido de Pagamento de Restituição, ou diretamente no e-CAC, no serviço Extrato do Processamento da DIRPF.

Segundo a Receita, caso o valor não seja creditado, o contribuinte poderá contactar pessoalmente qualquer agência do Banco do Brasil ou ligar para a Central de Atendimento, por meio do telefone 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos) para agendar o crédito em conta-corrente ou poupança, em seu nome, em qualquer banco.

(Agência Brasil)

Prazo para pagamento do guia de março do E-social termina nesta sexta-feira

O prazo para os empregadores domésticos pagarem o Documento de Arrecadação do eSocial (DAE) referente a março termina nesta sexta-feira (6). Como o dia 7, tradicionalmente usado como data-limite para o pagamento da guia, cai no sábado este mês, o prazo foi antecipado em um dia.

O Simples Doméstico reúne em uma única guia as contribuições fiscais, trabalhistas e previdenciárias que devem ser recolhidas. Para a emissão da guia unificada, o empregador deve acessar a página do eSocial na internet. Se não for recolhido no prazo, o empregador paga multa de 0,33% ao dia, limitada a 20% do total.

No eSocial, o empregador recolhe, em documento único, a contribuição previdenciária, que inclui o valor descontado da remuneração do trabalhador (que varia de 8% a 11%) e os 8% de contribuição patronal para a Previdência. A guia inclui 8% de Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), 0,8% de seguro contra acidentes de trabalho, 3,2% de indenização compensatória (multa do FGTS) e Imposto de Renda para quem recebe acima da faixa de isenção (R$ 1.903,98 em 2017).

(Agência Brasil)

Poupança tem melhor captação para março em cinco anos

Depois de ter registrado retirada líquida – mais saques que depósitos – nos dois primeiros meses do ano, a caderneta de poupança voltou a atrair o interesse dos brasileiros em março. No mês passado, a captação líquida – depósitos menos retiradas – somou R$ 3,98 bilhões, informou hoje (5) o Banco Central. O resultado é o melhor para meses de março desde 2013, quando os depósitos tinham superado as retiradas em R$ 5,96 bilhões.

Apesar do desempenho positivo em março, as retiradas continuam maiores que os depósitos em 2018. No primeiro trimestre, a caderneta de poupança registrou saques líquidos de R$ 1,93 bilhão. Mesmo assim, esse foi o melhor resultado para o período desde 2014, quando a aplicação tinha registrado captações líquidas de R$ 5,39 bilhões.

Até 2014, os brasileiros depositavam mais do que retiravam da poupança. Naquele ano, as captações líquidas chegaram a R$ 24 bilhões. Com o início da recessão econômica, em 2015, os investidores passaram a retirar dinheiro da caderneta para cobrirem dívidas, num cenário de queda da renda e de aumento de desemprego.

Em 2015, R$ 53,57 bilhões foram sacados da poupança, a maior retirada líquida da história. Em 2016, os saques superaram os depósitos em R$ 40,7 bilhões. A tendência inverteu-se em 2017, quando as captações excederam as retiradas em R$ 17,12 bilhões.

A poupança voltou a atrair recursos mesmo com a queda de juros. Isso porque o investimento voltou a garantir rendimentos acima da inflação, que está em queda. Nos 12 meses terminados em março, a poupança rendeu 5,5%. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA)-15, que funciona como uma prévia da inflação oficial, acumula 2,8% no mesmo período. No dia10 (terça-feira), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga o IPCA cheio de março.

(Agência Brasil)

Produção de veículos cresceu 14,6% no primeiro trimestre do ano

A produção de veículos cresceu 14,6% nos primeiros três meses do ano em comparação com o período de janeiro a março de 2017. Segundo balanço divulgado hoje (5) pela Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), foram fabricadas 699,6 mil unidades no primeiro trimestre de 2018, enquanto a produção no mesmo período do ano passado ficou em 610,7 mil veículos.

Em março, foram montadas 267,5 mil unidades, uma alta de 13,5% em relação ao mesmo mês de 2017 e 25,3% maior do produzido em fevereiro.

A venda de automóveis e veículos comerciais leves registrou alta de 13,7% no primeiro trimestre do ano em comparação com a comercialização verificada de janeiro a março de 2017. De acordo com o balanço, foram vendidas 464,7 mil unidades no período. O setor teve ainda alta de 7,7% na comparação entre o último março e o mesmo mês do ano passado, com 156,2 mil automóveis vendidos.

Os caminhões tiveram elevação de 53,5% nas vendas do primeiro trimestre. Foram emplacadas, de janeiro a março, 14,2 mi unidades.

Para o presidente da Anfavea, Antonio Megale, os resultados apresentados até agora são satisfatórios e estão dentro das previsões da entidade. “Os números são bons, mas poderiam ter sido melhores. Nós acreditamos que serão melhores nos próximos meses”, afirmou, durante a apresentação dos dados.

Sobre o setor de caminhões, Megale disse que as fabricantes precisam manter o desempenho para conseguir recuperar as perdas dos últimos anos. “Nós temos uma capacidade ociosa ainda muito grande”, enfatizou, sobre as montadoras ainda estarem trabalhando muito abaixo da capacidade instalada.

O nível de emprego na indústria teve alta de 3,4% em março no comparado com o mesmo mês de 2017. No ano passado, as fabricantes de veículos empregavam 126,9 mil pessoas, enquanto agora tem um quadro total de 131,2 mil funcionários.

(Agência Brasil)

Conselho Regional de Administração e Ibama fecham parceria em fórum sobre Gestão Pública

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O superintendente estadual do Ibama, Herbert Lobo, visitou o Conselho Regional de Administração do Ceará (CRA-CE), onde foi recebido pelo presidente da entidade, Leonardo Macedo. Herbert, que é administrador por profissão, ali tratou sobre o papel do administrador na sociedade e, principalmente, como o profissional atua na gestão pública.

Herbert vai compor o quadro de profissionais do CRA que farão palestras nos fóruns de Gestão Pública realizados pela entidade. O convite foi feito pelo presidente Leonardo Macedo. “O Herbert vai compartilhar o case de gestão à frente do Ibama. É importante que a sociedade saiba que um profissional de Administração está sendo fundamental neste órgão”, explica Leonardo.

FNE Sol beneficiará também residências e condomínios

O Banco do Nordeste, por meio do seu FNE Sol, vai também beneficiar pessoas físicas por meio de equipamentos fotovoltaicos instalados em residências e/ou condomínios residenciais. O anúncio foi feito pelo presidente Michel Temer (MDB), em Brasília, durante a reunião conjunta dos Conselhos Deliberativos da Sudam, Sudene e Sudeco.

O presidente do BNB, Romildo Rolim, informa que essa ampliação do FNE Sol, que já contemplava pessoas jurídicas e empreendedores rurais, irá beneficiar milhares de famílias.

“O BNB já investiu mais de R$ 65 milhões para a micro e minigeração de energia”, destaca o presidente do banco.

Preço das corridas de táxi não sofrerá reajuste neste ano

Os preços das corridas de táxi em Fortaleza não serão reajustados neste ano, uma alternativa utilizada pelos taxistas para deixar o serviço mais competitivo em relação aos aplicativos de transporte particular, como Uber e 99. Será o terceiro ano consecutivo sem alteração nos valores das tarifas. A categoria também negocia financiamento com o Banco do Nordeste do Brasil (BNB) a fim de renovar 70% da frota de veículos.

Atualmente, 4.882 táxis circulam na Capital. O valor da bandeirada (momento em que o veículo começa a viagem) custa R$ 4,76. Na bandeira 1, o passageiro paga R$ 2,38 por quilômetro rodado. Já na bandeira 2, o preço é de R$ 3,57. Cada hora parada custa R$ 23,80.

“Pelo terceiro ano seguido decidimos não reajustar os valores das corridas. Isso é algo que aumenta a nossa competitividade em relação a outros serviços”, afirma o presidente do Sindicato dos Taxistas do Ceará (Sinditáxi-CE), Vicente de Paula Oliveira, lembrando que os preços são ainda mais atrativos para os consumidores que solicitam as corridas pelo aplicativo SindiTáxi – Passageiro. “Cerca de 90 mil pessoas já fizeram o download. A média é de 150 por dia”, comemora.

(O POVO – Repórter Raone Saraiva)

 

Fundos Constitucionais – Contratação deve ser 100% maior neste primeiro semestre

O BNB administra o FNE.

A previsão de contratações dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO) no primeiro semestre deste ano já é 100% maior em relação ao mesmo período de 2017. A informação é da assessoria de imprensa do Ministério da Integração Nacional.

Segundo estimativas dos operadores do crédito – Banco da Amazônia, Banco do Nordeste e Banco do Brasil -, os valores disponibilizados para financiamentos deverão ultrapassar a marca de R$ 22 bilhões. Entre os meses de janeiro e junho do ano passado, R$ 11 bilhões foram aplicados nas três regiões.

Os recursos, administrados pelo Ministério da Integração Nacional, permitem investimentos em atividades produtivas que aquecem a economia e geram emprego e renda. Também financiam o ensino de jovens por meio do Novo Fies e possibilitam a renegociação de dívidas rurais no Norte e Nordeste.

O estímulo para que mais produtores e empresários busquem o apoio dos Fundos vem de uma série de medidas adotadas nos dois últimos anos para facilitar o acesso ao crédito. A redução das taxas de juros, a ampliação dos limites de financiamento para determinadas linhas e a retomada de investimentos para o setor energético são exemplos disso. O esforço do Governo Federal resultou no crescimento de 52% dos valores contratados em 2017, após um cenário de retração de 14% em 2016.

O balanço de operações dos Fundos e a projeção para o primeiro semestre deste ano foram apresentados na reunião conjunta dos Conselhos Deliberativos (Condel) das Superintendências do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), do Nordeste (Sudene) e do Centro-Oeste (Sudeco). O encontro aconteceu em Brasília, nesta quarta-feira (4), com a presença do presidente da República, Michel Temer, e do ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho. Na ocasião foram assinados dois contratos do FNE – um para financiamento estudantil e outro de renegociação de dívida rural.

Loterias da Caixa arrecadam mais de R$ 3,3 bilhões no primeiro trimestre

A arrecadação das Loterias CAIXA superou R$ 3,3 bilhões no primeiro trimestre de 2018, um incremento de 19,12% em relação ao mesmo período de 2017, que foi de R$ 2,7 bilhões. Em março, a arrecadação foi de R$ 1,1 bilhão, crescimento de quase 16% quando comparado a março do ano passado. A informação é da assessoria de imprensa da Instituição.

Nesse mês, dentre todos os produtos lotéricos, a Mega-Sena permaneceu ocupando o primeiro lugar em vendas, com R$ 456,7 milhões; a Lotofácil ficou em segundo lugar, com R$ 336,8 milhões; e em terceiro lugar a Quina, com R$ 192,8 milhões em vendas.

Para o vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias da CAIXA, Valter Nunes, “o banco segue administrando com excelência as Loterias, comprometido também com as políticas públicas do estado brasileiro. “No 1° trimestre, apresentamos a melhor performance das Loterias nos últimos cinco anos. Foi ofertado R$ 1,02 bilhão em prêmios para mais de 69 milhões de apostadores, e repassado R$ 1,6 bilhão para as áreas sociais, como educação, esporte, segurança pública, cultura e saúde”, comentou.