Blog do Eliomar

Categorias para Economia

Supermercados registram incremento de 1,92% nas vendas em todo o País

As vendas nos supermercados de todo o país aumentaram 1,92% de janeiro a setembro sobre igual período de 2017. É o que diz balanço divulgado hoje (30), em São Paulo, pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras).

O presidente da entidade, João Sanzovo Neto, disse, no entanto, que o movimento está abaixo do esperado, levando em consideração a estimativa de fechar o ano com alta de 2,53%.

O preço da cesta básica dos produtos pesquisados subiu 0, 39%, passando de R$ 458,53 para R$ 460,29.

As maiores elevações atingiram o arroz, frango congelado, queijo prato e margarina cremosa. Já as maiores baixas afetaram os preços da cebola, sabão em pó, farinha de mandioca e batata.

(Agência Brasil)

Paulo Guedes admite que presidente do BC pode permanecer no cargo

O economista Paulo Guedes, indicado para o Ministério da Economia, defendeu hoje (30) a independência do Banco Central, com mandato de presidente não coincidente com o do presidente da República, e disse que seria natural que Ilan Goldfajn permanecesse no cargo, por ter a mesma posição. Apesar disso, Guedes afirmou que a continuidade dele no BC ainda precisaria ser acertada com o próprio Ilan e com a equipe de governo do presidente eleito de Jair Bolsonaro.

“Não podemos estar a cada eleição falando será que ele [presidente do Banco Central] fica? Será que ele não fica? Será que ele muda? Será que ele não muda? Então, teremos um Banco Central independente”, disse.

Ilan ocupa a presidência do Banco Central há dois anos, e Guedes disse que seria “a coisa mais natural do mundo” que o governo aprovasse o projeto que prevê a independência da instituição com o apoio dele e que ele permanecesse no cargo.

“Isso tem que combinar com a nossa equipe aqui dentro, tem que combinar com o Ilan. Estou dizendo que seria natural”, disse, acrescentando que o convite dependeria da vontade do atual presidente do BC. “Não quero convidar alguém que não tem o desejo de ficar. A motivação é fundamental”.

Reunião

Guedes participa de uma reunião com o núcleo do futuro governo, no Rio de Janeiro. Além de Jair Bolsonaro, também chegaram ao local o ex-presidente do PSL Gustavo Bebianno e o deputado federal Onyx Lorenzoni, que atua na articulação politica.

Ao conversar com jornalistas, Paulo Guedes defendeu a aprovação da reforma da Previdência como prioridade para a economia. “Previdência é mais importante e mais rápida. Privatização é devagar e ao longo do tempo”.

O economista comentou ainda o desempenho do mercado ontem (29), que abriu com dólar em queda e a B3 em alta e depois se inverteu. Para o economista, a reação foi influenciada por declarações da equipe política do futuro governo.

“Ontem (29) houve gente falando que não tem pressa para fazer reforma da Previdência. Aí o mercado reagiu mal”, disse Paulo Guedes. “É um político falando coisas de economia. É a mesma coisa que eu sair falando de política. Não dá certo”.

Cotado para o Ministério da Economia, Paulo Guedes afirmou que em um eventual cenário de dólar alto por conta de uma crise especulativa, o país pode vender reservas e se aproveitar disso para reduzir sua dívida interna. “Se houver uma crise especulativa, nós não temos medo nenhum”, disse.

(Agência Brasil)

Preço da gasolina reduz 6,2% nas refinarias a partir desta quarta-feira

A Petrobras anunciou hoje (30), no Rio de Janeiro, a redução de 6,2% no preço da gasolina.

O litro do combustível passará a ser negociado a R$ 1,8623 nas refinarias da estatal a partir de amanhã (31), 12 centavos a menos do que o preço atual.

No mês, a gasolina teve uma queda de preço acumulada de 15,96%, já que, em 30 de setembro, o litro do combustível era negociado a R$ 2,2159, ou seja, 35 centavos a mais do que o preço que será aplicado a partir de amanhã.

Hoje o óleo diesel já sofreu uma redução de preço de 10,07% e passou a ser vendido a R$ 2,1228 por litro.

(Agência Brasil)

Desemprego recua em setembro, mas ainda atinge 12,5 milhões de pessoas

A taxa de desemprego no Brasil caiu para 11,9% no trimestre encerrado em setembro, mas ainda atinge 12,5 milhões de brasileiros, segundo dados divulgados, nesta terça-feira (30) ,pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi a sexta queda mensal seguida e trata-se da menor taxa de desemprego registrada no ano.

O contingente de desempregados é 3,7% menor que o registrado no trimestre encerrado em junho (474 mil pessoas a menos). Já na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, quando havia 13 milhões de desempregados no país, a população desocupada caiu 3,6% (menos 469 mil pessoas).

O número de pessoas desalentadas (que desistiram de procurar emprego) ficou estável em relação ao trimestre anterior, se mantendo no patamar recorde (4,8 milhões). Na comparação com o mesmo trimestre de 2017, porém, houve alta de 12,6%.

Trabalho informal é o que mais cresce

Os dados do IBGE mostram que a queda da taxa de desemprego foi puxada pelo aumento do trabalho informal ou por conta própria e do número de pessoas que trabalham menos horasdo que gostaria.

O número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado foi classificado pelo IBGE como estável frente ao trimestre anterior (oscilação positiva de 0,4%) e também no confronto com o mesmo trimestre de 2017 (oscilação negativa de 1%), reunindo 33 milhões de pessoas.

Já o número de trabalhadores sem carteira de trabalho assinada no setor privado (11,5 milhões de pessoas) subiu 4,7% em relação ao trimestre anterior (522 mil pessoas a mais). Em relação ao mesmo trimestre do ano passado, a alta foi de 5,5% (601 mil pessoas a mais)

A categoria dos trabalhadores por conta própria (23,5 milhões de pessoas) cresceu 1,9% em relação ao trimestre anterior (mais 432 mil pessoas) e aumentou 2,6% (mais 586 mil pessoas) em relação ao mesmo período de 2017.

(Com Portal G1)

Entra em vigor nesta terça-feira o aumento do limite de financiamento dos imóveis

A elevação dos limites de financiamento de imóveis pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH) começa a valer a partir de hoje (30). A medida estava prevista para entrar em vigor em janeiro, mas a antecipação foi definida durante reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), em Brasília. Com a medida, os mutuários poderão financiar imóveis de até R$ 1,5 milhão com juros menores que as taxas de mercado, em todo o país.

Atualmente o teto para financiamentos do SFH corresponde a R$ 950 mil nos estados do Rio de Janeiro, de São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal. Nas demais localidades do país, o limite de financiamento é R$ 800 mil.

Concedidos com recursos do Fundo de garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e da poupança, os financiamentos do SFH cobram juros de até 12% ao ano. Acima desses valores, valem as normas do Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), com taxas mais altas e definidas livremente pelo mercado.

O chefe do Departamento de Regulação do Sistema Financeiro, João André Pereira, disse que a antecipação do novo teto foi uma demanda dos próprios bancos, que não precisarão atualizar os sistemas para se adaptar à elevação do limite, e que a medida é relevante para o mercado como um todo.

Teto permanente

Em novembro de 2016, o CMN tinha reajustado o teto de financiamento de imóveis pelo SFH de R$ 650 mil para R$ 800 mil na maior parte do país, e de R$ 750 mil para R$ 950 mil no Distrito Federal, em Minas Gerais, no Rio de Janeiro e em São Paulo. Em fevereiro do ano passado, o limite foi reajustado para R$ 1,5 milhão por unidade em todas as regiões do país, valor que vigorou até o fim do ano passado.

Em janeiro deste ano, tinham passado a valer o teto anterior, de R$ 950 mil para quatro unidades da Federação, e de R$ 750 mil no restante do país. A restauração do limite de R$ 1,5 milhão tinha sido anunciada no fim de julho, para entrar em vigor em janeiro. Segundo o BC, o novo teto unificado será permanente.

(Agência Brasil)

Bancos poderão acelerar redução do limite do cartão de crédito

As instituições financeiras poderão reduzir mais rapidamente o limite do cartão de crédito de clientes com maior risco de inadimplência, segundo a decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN). DE acordo com o Banco Central (BC), a medida foi necessária para que os bancos gerenciem melhor os riscos e não aumentem o spread bancário (diferença entre os juros captados pela instituição financeira e as taxas cobradas do consumidor).

Em abril, o CMN tinha estabelecido que a instituição financeira precisava esperar 30 dias a partir da comunicação ao cliente de que ele corria risco de não conseguir pagar a fatura para reduzir o limite do cartão. O chefe do Departamento de Regulação do Sistema Financeiro do BC, André Pereira, explicou que, após discussões internas e com o sistema financeiro, a autoridade monetária entendeu que a regra anterior aumentaria o risco dos bancos.

Agora, em casos excepcionais, as instituições financeiras poderão dispensar o prazo de 30 dias e reduzir o limite logo após a comunicação ao cliente. Caberá a cada instituição definir o prazo para a alteração e estabelecer os critérios de excepcionalidade, conforme sua política de crédito e de gerenciamento de riscos.

Pereira esclareceu que a redução imediata do limite do cartão só ocorrerá em casos atípicos, quando o banco constatar deterioração significativa do risco de o cliente dar calote. Ele declarou que a medida pode resultar em juros mais baratos para os consumidores.

“Ela não é uma medida específica de redução de spread. O que estamos fazendo é proporcionar uma gestão de risco mais apurada para que evite um eventual aumento de spread. Porque, se ficar comum um comportamento de uso da linha de crédito toda, a consequência final será a redução dessa linha [para um cliente] para não aumentar o custo do crédito para todos”, explicou.

O CMN também regulamentou os limites que administradores ou parentes de administradores de instituições financeiras poderão contratar em empréstimos nos lugares onde atuam. Pessoas físicas só poderão pegar emprestado até 1% do patrimônio líquido ajustado. Para pessoas jurídicas, o limite corresponde a 5%. A soma de todos esses empréstimos não poderá ultrapassar 10% do patrimônio líquido da instituição.

A medida vale para os controladores das instituições financeiras, diretores e membros de órgãos estatutários ou contratuais, pessoas e empresas com pelo menos 15% das ações ou cotas dos bancos ou aquelas com controle do capital efetivo. As restrições valem não apenas para empréstimos e financiamentos, mas para qualquer instrumento de crédito, como cartões e cheques especiais.

Até agora, essas pessoas e empresas estavam proibidas de contrair qualquer operação financeira nas instituições onde atuam. A Lei 13.506, de novembro do ano passado, permitiu a possibilidade, desde que as operações de crédito cumprissem certos requisitos. A nova legislação, no entanto, ainda não tinha entrado em vigor porque dependia da regulamentação do CMN.

(Agência Brasil)

Taurus, fabricante de armas, despenca na Bolsa após vitória de Bolsonaro

221 1

A empresa brasileira Taurus, detentora do monopólio de fornecimento de armas para as polícias e Forças Armadas, passa por uma tarde difícil. A informação é da Veja Online.

Na empolgação com a iminente vitória de Jair Bolsonaro, confirmada domingo (28), as ações da Taurus dispararam nos últimos meses, mas hoje a companhia já remedia a dura realidade. A companhia despencou 42,27% na Bolsa desde o começo do dia, e seus papéis valem, neste momento, 6,35 reais.

Curioso é que a empresa abriu o dia em alta, valendo 11,82 reais, no rebote da vitória do candidato que promete revogar o Estatuto do Desarmamento.

A queda tem uma explicação: circula nas redes um vídeo em que Eduardo Bolsonaro promete acabar com o monopólio da Taurus no mercado armamentista brasileiro. O discurso chamando a empresa de “decadente” começou a reverberar.

Soma-se a isso a declaração de Donald Trump, parabenizando o deputado e prometendo cooperação na área militar durante seu governo.

Cresce 9,39% em setembro número de empresas inadimplentes no País

Levantamento feito pela Federação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostra o crescimento no número de empresas com contas em atraso em setembro, registrando alta de 9,39% na comparação com o mesmo período no ano passado. Já na comparação mensal de agosto para setembro deste ano, houve crescimento modesto de 0,56%.

Os dados do Indicador de Inadimplência da Pessoa Jurídica revelam que a região com o maior volume de empresas devedoras foi o Sudeste, cujo crescimento foi de 17,16% na comparação anual. Na sequência, entram as regiões Sul, com 4,60%; Centro-Oeste, com 4,38%; Nordeste, com 2,78%; e Norte, com 1,83%.

O indicador revela que o número de dívidas em atraso, no nome de pessoas jurídicas, também acelerou em setembro, com alta de 7,25% na comparação com o mesmo mês do ano passado. De acordo com o estudo, o setor de serviços foi o ramo credor que registrou o maior crescimento da inadimplência de pessoas jurídicas, apresentando variação de 9,4%, seguido pela indústria (5,7%) e comércio (2,2%).

Considerando as empresas devedoras, a maior parte atua no comércio (46%), seguida do ramo de serviços (40%) e indústrias (9%). Do ponto de vista dos credores – aqueles que deixam de receber – somente as empresas de setor de serviços respondem por 70% do total das dívidas. Na sequência, estão o comércio (17%) e as indústrias (12%). A média é de duas dívidas para cada empresa inadimplente.

Segundo o SPC Brasil, as dificuldades econômicas persistem mesmo com o fim da recessão. A entidade afirma que o desemprego elevado e a consequente queda no faturamento das empresas são os principais fatores que puxam o crescimento no número de empresas inadimplentes.

Recuperação de crédito

De acordo com o índice, houve alta de 3% no número de empresas que conseguiu recuperar o crédito acumulado de um ano. A alta foi puxada pela Região Sudeste, onde o volume de quitação de dívidas das empresas cresceu 13,8% nos último 12 meses. Nas demais regiões, houve registro de queda: Nordeste registrou -7,9%, Norte e Sul, -5,7%, e Centro-Oeste, -0,3%.

Consulta ao indicador pode ser feita nas bases de dados do CNDL e do SPC Brasil. As informações disponíveis referem-se a capitais e interior das 27 unidades da federação.

(Agência Brasil)

Indústria da construção registra queda na atividade e no emprego, diz CNI

Os indicadores de nível de atividade e de emprego na indústria da construção voltaram a cair em setembro, o que confirma a estagnação do setor, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI). O índice de nível de atividade recuou para 45,7 pontos e o de emprego foi para 45,1 pontos no mês passado, segundo a Sondagem Indústria da Construção, divulgada hoje (29) pela entidade.

Os indicadores variam de 0 a 100 pontos. Quando estão abaixo dos 50 pontos, mostram redução da atividade e do emprego.

Conforme a pesquisa, o índice de utilização da capacidade de operação subiu para 61% no mês passado, o maior nível deste ano. Mesmo assim, o setor mantém a elevada ociosidade, pois operou com 39% das máquinas, dos equipamentos e do pessoal parados. De acordo com a CNI, o setor enfrenta uma série de problemas, como baixa demanda, burocracia excessiva e situação financeira delicada, assim como a incerteza com relação aos próximos meses.

Retração do setor

A pesquisa mostra que a retração do setor em setembro e a cautela dos empresários em outubro são resultados das incertezas em relação ao desfecho das eleições. Com pequenas oscilações em relação a setembro, os indicadores de expectativas para os próximos seis meses se mantiveram, em outubro, próximos da linha divisória dos 50 pontos, que separa o otimismo do pessimismo.

O índice de expectativa em relação ao nível de atividade subiu 0,7 ponto e ficou em 51 pontos e o de novos empreendimentos e serviços caiu 0,4 ponto e alcançou 50 pontos. O índice de expectativa de número de empregados caiu para 49 pontos e o de compra de matérias-primas e insumos alcançou 49,5 pontos.

Para a CNI, como as expectativas para os próximos seis meses não apresentam bons resultados e comprovam um certo pessimismo do setor, a disposição dos empresários para investir também continua baixa. O índice de intenção de investimentos ficou estagnado em 32,5 pontos, inferior à média histórica de 33,6 pontos.

A pesquisa mostra que o Índice de Confiança do Empresário da Indústria da Construção (ICEI- Construção) subiu 1,3 ponto e alcançou 52,1 pontos em setembro. Mesmo assim, está abaixo da média histórica, que é 52,9 pontos.

Complicações

A elevada carga tributária, com 40,2% das menções, liderou a lista dos principais problemas enfrentados pelos empresários da indústria da construção no terceiro trimestre. Em seguida, com 34,7% das respostas, aparece a demanda interna insuficiente e, em terceiro lugar, com 27,9% das assinalações, os empresários citaram a burocracia excessiva. Entre os principais obstáculos ao crescimento do setor, aparecem ainda a falta de capital de giro e a inadimplência dos clientes.

Os empresários continuam insatisfeitos com a situação financeira das empresas. O indicador de satisfação com a margem de lucro subiu de 34,4 pontos no segundo trimestre para 36,1 pontos no terceiro trimestre. No mesmo período, o indicador de satisfação com a situação financeira das empresas passou de 39,2 pontos para 40,8 pontos. O índice de facilidade de acesso ao crédito ficou em 32,1 pontos, abaixo da linha divisória dos 50 pontos, mostrando que persistem as dificuldades de acesso ao crédito.

Esta edição da Sondagem Indústria da Construção foi feita entre 1º e 15 de outubro com 569 empresas. Dessas, 196 são pequenas, 248 são médias e 125 são de grande porte. A pesquisa completa está disponível na página da CNI.

(Agência Brasil)

Shopping Benfica comemora 19 anos nesta terça-feira com bolo de 19 metros de comprimento

Com um bolo de 19 metros de comprimento, o Shopping Benfica vai comemorar nesta terça-feira, às 19 horas, seus 19 anos de mercado.

O sabor do bolo foi, inclusive, mote para um reality show que envolveu vários chefs do Estado. À frente dessa festa, o controlador João Soares, também imortal da Academia Cearense de Letras.

(Foto – Edgony Bezerra)

Contas públicas de setembro registram rombo de R$ 24,6 bilhões

O setor público consolidado, formado por União, estados e municípios, registrou saldo negativo nas contas públicas em setembro, de acordo com dados divulgados hoje (29) pelo Banco Central (BC). O déficit primário – receitas menos despesas, sem considerar gastos com juros – ficou em R$ 24,621 bilhões, resultado 15,8% maior do que de igual período de 2017, quando chegou a R$ 21,259 bilhões.

Em setembro, o resultado negativo do Governo Central (Previdência, Banco Central e Tesouro Nacional) chegou a R$ 24,292 bilhões. Os governos estaduais registraram déficit de R$ 872 milhões, e os municipais, superávit de R$ 77 milhões. As empresas estatais federais, estaduais e municipais, excluídas as dos grupos Petrobras e Eletrobras, tiveram superávit primário de R$ 466 milhões no mês passado.

Nos nove meses do ano, houve déficit primário de R$ 59,321 bilhões, contra resultado também negativo de R$ 82,110 bilhões em igual período de 2017.

No acumulado em 12 meses encerrados em setembro, as contas públicas ficaram com saldo negativo de R$ 87,794 bilhões, o que corresponde a 1,29% do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. A meta para o setor público consolidado é de déficit de R$ 161,3 bilhões neste ano.

Os gastos com juros ficaram em R$ 14,552 bilhões em setembro, contra R$ 32,049 bilhões no mesmo mês de 2017. O déficit nominal, formado pelo resultado primário e os resultados dos juros, atingiu R$ 39,173 bilhões no mês passado ante R$ 53,309 bilhões de setembro de 2017.

De janeiro a setembro, o resultado nominal ficou negativo em R$ 362,663 bilhões, ante R$ 385,236 bilhões em igual período do ano passado. Em 12 meses, o déficit nominal ficou em R$ 488,835 bilhões, o que corresponde a 7,2% do PIB.

Dívida pública

A dívida líquida do setor público (balanço entre o total de créditos e débitos dos governos federal, estaduais e municipais) chegou a R$ 3,543 trilhões em setembro, o que corresponde 52,2% do PIB, com aumento de 1 ponto percentual em relação a agosto (51,2% do PIB).

Em setembro, a dívida bruta – que contabiliza apenas os passivos dos governos federal, estaduais e municipais – chegou a R$ 5,246 trilhões ou 77,2% do PIB, com redução de 0,1 ponto percentual em relação a agosto.

(Agência Brasil)

Confiança do empresariado do comércio recua 0,2% em setembro

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), medido pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), recuou 0,2% de setembro para outubro deste ano. Na comparação com outubro do ano passado, no entanto, houve uma alta de 0,4%. Com o resultado, o Icec ficou em 107,7 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos.
Na comparação com outubro, em setembro houve queda nas expectativas do empresário (-0,8%) e nas intenções de investimento (-0,2%). Foi registrada, no entanto, uma alta de 0,9% nas condições atuais do empresário.

Em relação a setembro, os empresários estão mais confiantes no momento atual de suas empresas (1,5%) e do setor (1,5%), mas estão menos otimistas em relação ao futuro da economia (-0,9%).

Na comparação com outubro do ano passado, houve aumentos de 1,3% nas condições atuais do empresariado e de 2,5% na intenção de investimentos, mas foi observada queda de 1,3% nas expectativas dos empresários.

Em relação a outubro do ano passado, o empresariado do comércio está mais confiante no momento atual de suas próprias empresas (3,3%) e na intenção de investimento nesses empreendimentos (7%). Mas houve piora em relação principalmente em relação às expectativas sobre a economia (-2%).

(Agencia Brasil)

Grupo Hapvida apresentará seus planos 2019 durante almoço na CDL

O Grupo Hapvida vai apresentar sua evolução e seus planos para 2019 durante almoço, a partir das 12 horas, que a CDL Jovem promoverá nesta terça-feira.

O convidado é Bruno Cals, o executivo de finanças do grupo, que abordará o tema “De uma clínica para uma empresa nacional listada na Bolsa de Valores”.

O encontro ocorrerá na sede da Câmara de Dirigentes Lojistas.

Ex-presidente do BNB vai receber o Troféu Jangadeiro

O ex-presidente do Banco do Nordeste, João Alves Melo, vai receber nesta quarta-feira, às 19 horas, durante solenidade no auditório da Câmara de Dirigentes Lojistas de Fortaleza, o Troféu Jangadeiro.

A homenagem parte do Conselho Regional de Administração e da academia e associação dos administradores do Ceará. O troféu é um reconhecimento aos serviços prestados por João Melo, que também exerceu funções na Prefeitura e Governo do Estado.

É também doutor em Gestão e Organização de Empresas pela Universidade de Coimbra. Atualmente, na área política, é o secretário-geral do MDB estadual.

Mercado financeiro espera manutenção da taxa básica de juros

Instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) esperam pela manutenção da taxa básica de juros, a Selic, em 6,5% ao ano, nesta semana. O Comitê de Política Monetária (Copom) do BC reúne-se amanhã (30) e quarta-feira (31), em Brasília, para definir Selic.

A expectativa do mercado financeiro para a decisão do Copom está na pesquisa Focus, elaborada semanalmente com projeções para os principais indicadores econômicos.

Em suas quatro últimas reuniões, o Copom optou por manter a taxa nesse patamar, depois de promover um ciclo de cortes que levou ao menor nível histórico.

Para o mercado financeiro, não deve haver alteração na Selic até o fim deste ano. Em 2019, a taxa deve subir e encerrar o período em 8% ao ano. Para 2020 e 2021, a expectativa é que permaneça em 8% ao ano.

Inflação

A Selic é o principal instrumento do BC para manter a inflação sob controle. Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação.

A manutenção da Selic, como prevê o mercado financeiro, indica que o Copom considera as alterações anteriores suficientes para chegar à meta de inflação.

Em 2018, o centro da meta de inflação é 4,5%, com limite inferior de 3% e superior de 6%. Para 2019, a previsão é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%.

Para 2020, a meta é de 4% e, para 2021, é de 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para os dois anos (2,5% a 5,5% e 2,25% a 5,25%, respectivamente).

A estimativa de instituições financeiras para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), usado no sistema de metas de inflação, é 4,43% neste ano.

A projeção da semana passada estava em 4,44%. Para 2019, a estimativa permanece em 4,22%. Para 2020 e 2021, a estimativa para a inflação é de 4% e 3,95%, respectivamente.

Atividade econômica

A projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – passou de 1,34% para 1,36%. Para 2019, estimativa foi ajustada de 2,49% para 2,50%. Para 2020 e 2021, a projeção segue em 2,50%.

A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar caiu de R$ 3,75 para R$ 3,71 no fim deste ano e permanece em R$ 3,80 no encerramento de 2019.

(Agência Brasil)

FPM – Último repasse de outubro será liberado nesta terça-feira

O último repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) deste mês de outubro será transferido aos cofres municipais nesta terça-feira, 30. Pouco mais de R$ 1,9 bilhão será partilhado entre as 5.568 localidades, considerando o desconto do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Sem essa retenção, o montante aumenta para R$ 2,3 bilhões.

O levantamento “FPM: 3º repasse de outubro de 2018” da Confederação Nacional de Municípios (CNM) sobre o repasse, chamado de terceiro decêndio, explica que a base de cálculo considera o período de 11 de setembro a 20 deste mês. Geralmente, o repasse representa 30% do valor total repassado no mês.

Com base nas informações da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), a entidade calcula que o Fundo será 7,45% menor, em comparação com o mesmo período de 2017 e em termos nominais. Quando se considera os efeitos da inflação, a redução sobe para 11,09%.

Creci-CE promove debate sobre Economia Cearense Pós-Eleições

O Conselho Regional dos Corretores de Imóveis promove nesta segunda-feira, em sua sede, a partir das 8h30min, um encontro para discutir sobre o tema “Economia Cearense Pós-Eleições”.

São convidados o presidente do Conselho Regional de Economia (Corecon), Lauro Chaves Neto, e do Sindicato da Indústria da Construção (Sinduscon), André Montenegro.

O objetivo é definir uma pauta econômica a ser entregue ao governador eleito Camilo Santana (PT).

(Foto – Divulgação)

 

Como separar as contas pessoais das contas da empresa

Em artigo sobre disciplina no caixa da empresa, o consultor financeiro Fabiano Mapurunga, Mestre em Administração com ênfase em Finanças, sugere reservas de dinheiro para que empresários não confundam contas pessoais com contas da empresa. Confira:

Não querendo ser extremo, mas se eu pudesse elencar apenas um ponto mais contumaz para a derrocada de grande parte dos empreendimentos, sem dúvida elencaria o fato de muitos confundirem as contas pessoais, com as contas da sua empresa. Esse é um erro clássico, e que vai envenenando o caixa da sua empresa de maneira contínua. Você logo se vê retirando dinheiro do caixa da empresa, sem programação alguma, para pagar escola dos filhos, energia de casa, aluguel, condomínio, prestação do seu carro, etc. Tudo isso sem mesmo entender qual a capacidade de retirada que sua empresa possui.

Em minhas andanças como consultor financeiro, já vi muitos pequenos empresários se verem em um “buraco sem fundo” em suas finanças, pelo fato de não conseguirem diferenciar o que pertence ao caixa da empresa e o que é seu dinheiro próprio. A consequência disso, é chegar a um ponto em que as dívidas se tornarão impagáveis, pelo fluxo operacional da sua empresa, porque sangraram a capacidade financeira que o seu negócio possui para se sustentar.

Disciplina é um ponto crucial para se evitar essa situação. Com ela, se deve manter uma distinção bem clara das suas contas de pessoa física das contas da empresa.

Vamos ver agora, algumas dicas para lhes ajudar a organizar melhor suas finanças pessoais e da sua empresa:

I – TER CONTAS BANCÁRIAS SEPARADAS

Vamos começar pelo que é mais simples, manter contas bancárias separadas para a pessoa física e para a jurídica. Mesmo os empreendedores mais organizados, terão dificuldade de separar o que é seu do que é da empresa, ao utilizar apenas uma conta para fazer todas as transações.

Muitos acabam pagando, com o cartão da empresa, contas pessoais e vice-versa. Bem como utilizam o cheque especial para fazer o mesmo. Daí como não possuem um controle financeiro eficiente, acabam sem a visão real sobre a rentabilidade e a lucratividade do seu próprio negócio.

Ter contas separadas, dará ao empresário uma visão mais precisa sobre quanto tem de capital disponível, para cumprir as obrigações da empresa, e quanto poderá retirar sem afetar a saúde do seu caixa. Bem como, quanto pode reaplicar em no seu próprio negócio. Sem falar que, para questões fiscais, ter contas separadas ajudará, em muito, na hora de comprovar seu faturamento e de fazer seu imposto de renda.

II – DEIXE SUAS CONTAS PESSOAIS EM CASA

No dia-a-dia, o empresário pode acabar levando suas obrigações financeiras pessoais para que sejam pagas em sua empresa e daí, acabam se misturando com pagamentos a fornecedores, ao pagamento da folha dos funcionários e outros.

É necessário, ter todas as despesas muito bem separadas. Por isso, é preciso manter registrado tudo o que é gasto da empresa, e tudo o que é gasto pessoal. Você terá muito trabalho em separar o que é, proveniente das atividades da empresa e o que deve ser abatido do seu pró-labore.

III – TENHA O CONTROLE CONSTANTE DO FLUXO DE CAIXA DA SUA EMPRESA

Você possui algum controle que demonstre quanto de recursos disponíveis você tem em seu caixa? Quanto você tem a pagar a seus fornecedores dividido por período? Quanto você tem a receber de seus clientes por período? Ou seja, um controle que lhe demonstre tudo o que entra e tudo o que sai, por período. Sem isso, fica impossível se analisar se seus custos estão altos e quais medidas devem ser tomadas para correção.

Fazer uma conciliação bancária diária, é de fundamental importância para se monitorar suas finanças.

Ao se controlar o movimento do seu fluxo de caixa, o empresário poderá saber quando e como se fazer migrações de saldos positivos de umas contas para se sanar o saldo negativo de outras.

IV – DETERMINE UM VALOR FIXO PARA SUAS RETIRADAS MENSAIS

O Dono não pode, no momento de sua retirada, se ver como Dono, mas como funcionário do seu próprio negócio, e assim, deve ter definido um “salário fixo”, que deve estar dentro da capacidade de pagamento da empresa, e assim procurar sobreviver com essa retirada. Esta mesma deve se levar em consideração também, a função que a pessoa exerce e não a necessidade financeira do empresário. Para ser mais fácil, procure se colocar no lugar e imagine o quanto você pagaria para uma outra pessoa exercer a sua mesma função.

Um dos erros mais graves é que, ao se verificar que a empresa está tendo lucro, o empresário costuma incorporá-lo em sua retirada mensal.

Deve se ter em mente, que o lucro auferido pela empresa, tem finalidades específicas voltadas para o crescimento e sustentação do negócio, como: realizar investimentos, reserva para capital de giro, e outros.

Todo movimento financeiro deve ser feito de forma planejada para não comprometer o desempenho do seu negócio.

V – NÃO DEIXE DE TER RESERVAS FINANCEIRAS PESSOAIS E PARA SUA EMPRESA

Tanto sua pessoa física, quanto sua empresa, podem passar por momentos de aperto financeiro, e daí surge a necessidade de uma utilizar o caixa da outra. Tal situação, pode ser evitada se ambas começarem a fazer uma reserva financeira para emergências. Ou seja, tanto a empresa quanto o empresário, devem reservar um percentual de seu movimento mensal para se constituir uma reserva de emergência.

Tais reservas podem ser feitas, por exemplo, com investimentos com liquidez imediata, para que se possa recorrer aos mesmos sempre que preciso.

Fabiano Mapurunga

Diretor Executivo da Go Partners Consultoria em Finanças e Negócios. Mestre em Administração com ênfase em Finanças. MBA em Gestão de Negócios. MBA em Gestão Financeira e Controladoria. Professor Universitário

BNB desenvolve programa Acelera Microcrédito a partir de novembro

Romildo Rolim preside o BNB.

A população de municípios de todo o Nordeste e norte de Minas Gerais e Espírito Santo recebe, a partir de novembro, serviços da ação Acelera Microcrédito, promovida pelo Banco do Nordeste. Serão oferecidos, gratuitamente, corte de cabelo, maquiagem, apresentações culturais, entretenimento para crianças e atendimento negocial das equipes dos programas de microcrédito urbano, o Crediamigo, e rural, o Agroamigo, informa a assessoria de comunicação do banco.

O microcrédito do BNB tem como características o acompanhamento aos empreendedores por parte de um profissional, com orientações individualizadas para melhor aplicação do recurso. Clientes do Crediamigo e Agroamigo exporão seus produtos durante os eventos Acelera Microcrédito.

O Crediamigo oferece até R$ 15 mil em crédito, com taxas mensais a partir de 1,08%. O portfólio de produtos tem opções de crédito para capital de giro, empréstimos para aquisição de móveis, utensílios, máquinas e equipamentos, reformas de instalações físicas e seguro de vida.

O microcrédito urbano do Banco do Nordeste atende pessoas que trabalham por conta própria, individualmente ou reunidos em grupos solidários, que atuam nos setores informal ou formal da economia, no comércio, serviços e indústria.

Em 2018, o Crediamigo já aplicou R$ 6,4 bilhões na economia, até setembro. O valor é 11,3% maior do que no mesmo período do ano anterior. São mais de 3 milhões de operações, 5,39% a mais do que em 2017. No Ceará, foram contratados mais de R$ 2 bilhões, distribuídos em 1,1 milhão de operações.

O Agroamigo foi criado para atender, nas comunidades rurais, agricultores familiares do Nordeste, norte de Minas Gerais e Espírito Santo enquadrados no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar, no grupo Pronaf B. As taxas de juros atuais praticadas são a partir de 0,5% ao ano.

A metodologia do programa impulsiona a sustentabilidade dos empreendimentos rurais, a equidade de gênero no campo, a inclusão financeira dos agricultores familiares e a redução de desigualdades.

O microcrédito rural já aplicou, até setembro, cerca de R$ 2 bilhões na área de atuação do Banco do Nordeste, valor 14,4% maior do que em 2017, por meio de 387,5 mil operações. No Ceará, foram contratados R$ 235,9 milhões, em 48,9 mil operações.

Governo Central registra déficit primário de R$ 23 bilhões em setembro

O subsídio para o óleo diesel e o aumento de despesas não obrigatórias fizeram o Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) registrar o segundo maior déficit da história para meses de setembro. No mês passado, o resultado ficou negativo em R$ 22,979 bilhões.

Apenas em setembro de 2016, o déficit para o mês foi maior (R$ 25,239 bilhões). Em relação a setembro do ano passado, o resultado negativo subiu 0,7% em valores nominais, mas caiu 3,7% ao descontar a inflação do ano passado pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

O déficit primário é o rombo nas contas do governo desconsiderando o pagamento dos juros da dívida pública. Da janeiro a setembro, o resultado negativo soma R$ 81,591 bilhões, valor 28,6% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado (R$ 109,566 bilhões), descontado o IPCA. Mesmo com o resultado de setembro, o déficit acumulado é o menor para os nove primeiros meses do ano desde 2015.

De acordo com o Tesouro Nacional, dois fatores contribuíram para o pequeno aumento nominal do déficit em setembro. O primeiro foi a execução de créditos extraordinários provocada pelo subsídio ao óleo diesel, que consumiu cerca de R$ 1,7 bilhão apenas em setembro e está previsto para fechar o ano em R$ 9,5 bilhões.

O segundo fator foi o aumento de despesas discricionárias (não obrigatórias) do Poder Executivo, que subiram 9% acima da inflação de janeiro a setembro em relação ao mesmo período do ano passado. As maiores altas foram provocadas pelo desbloqueio de gastos de custeio (manutenção da máquina pública) nos ministérios e pela execução de emendas parlamentares impositivas. Os ministérios que mais puxaram a alta foram Defesa, com crescimento de 29% acima da inflação, e Saúde, com alta de 7,9% acima da inflação.

O déficit só não foi maior porque as receitas do Governo Central tiveram, em setembro, o reforço do leilão da quarta rodada de partilha do pré-sal e pelos royalties de petróleo, que foram impulsionados pela alta do dólar e pela valorização da cotação internacional do barril.

Acumulado

De janeiro a setembro, as receitas líquidas acumulam alta de 5,9% acima da inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). As despesas totais, em contrapartida, subiram em ritmo menor: 2,3% acima da inflação. Os gastos com a Previdência Social subiram 2% além da inflação, contra alta de 0,9% (também acima da inflação) dos gastos com pessoal.

As demais despesas obrigatórias, no entanto, acumulam queda de 2,6% descontada a inflação, por causa principalmente da redução dos gastos com subsídios (-29,7%), com o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) (-35,4%) e com abono e seguro desemprego (-4,8%).

As despesas de custeio (manutenção da máquina pública) acumulam alta de 7% acima da inflação nos nove primeiros meses do ano. Os investimentos (obras públicas e compra de equipamentos) somaram R$ 31,862 bilhões, alta de 20,4% além da inflação em relação ao mesmo período de 2017.

O principal programa federal de investimentos, no entanto, está executando menos. Os gastos com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) somaram R$ 16,063 bilhões de janeiro a setembro, queda de 1,7% em relação aos mesmos meses do ano passado, descontada a inflação.

(Agência Brasil)