Blog do Eliomar

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AJE Fortaleza sob nova coordenação

Rafael Fujita entra no lugar de Yuri Torquato.

Toma posse, às 19 horas desta terça-feira, no auditório da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec), a nova coordenação da Associação dos Jovens Empresários de Fortaleza (AJE).

O atual coordenador-geral, Yuri Torquato, passará o comando da entidade para o engenheiro Rafael Fujita, após ter desenvolvido uma gestão que teve como foco a desburocratização.

Também serão empossados na ocasião Caio Honorato, George Martins, Romualdo Neto, Igor Pinheiro, Danilo Lobo, Valdemir Alves, Ingrid Collyer e Renan Sampaio.

(Foto – Tapis Rouge)

O Ceará e a Economia do Mar

Com o título “O Ceará e a Economia do Mar”, eis artigo de Lima Matos, diretor da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec) e membro do Conselho Editorial do O POVO. Ele aborda a perspectiva de um mercado novo para o Estado, que deve emergir com o acordo do Pecém com o Porto de Roterdã. Confira:

Com 573 km de costa, o Ceará, depois de investir em sol e ventos, passando a produzir energia eólica para cobrir toda sua necessidade de energia, caminha para um horizonte maior, chamado Economia do Mar.

Usando o mar na navegação, no turismo e na pesca, o Ceará pode ser um destino prioritário internacional.

Este caminho foi reforçado pela conclusão no Porto do Mucuripe do canal de acesso do berço especializado em turismo, com início de operação em março de 2019.

Por outro lado, o Ceará já possui dois portos modernos. No Pecém, nasce a esperança de uma industrialização 4.0, com elevado valor agregado voltado para exportação tendo uma ZPE destinada para o comércio internacional, além da construção de uma das maiores siderúrgicas do Brasil, estando também prestes a receber, como sócio, o porto de Rotterdam, um dos maiores do mundo.

Em 2018, os dois portos, juntos, movimentaram a expressiva soma de 18 milhões de toneladas de mercadorias, sendo 14 milhões no Pecém e 4 milhões no Mucuripe, além de terem uma localização com potencial para comércio internacional, principalmente com a duplicação do canal do Panamá que abre novas possibilidades para o comércio com a Ásia e África.

Precisamos, contudo, nos prepararmos para o novo desafio mundial, onde já avançaram Estados Unidos e Rússia, investindo no uso sustentável de recursos marinhos de alto valor agregado, que abrem novas fronteiras econômicas e do conhecimento, posicionando o Ceará como referência mundial em Economia do Mar.

Na pesca, podemos introduzir novas tecnologias para produção em larga escala do atum e da lagosta, aparelhando-se para pesca com o uso de navios especializados.

Não podemos, também, esquecer que Fortaleza é hoje a cidade da América Latina com maior quantidade de cabos submarinos de fibra ótica, caminhando para se tornar um centro de hub de comunicação digital nacional e internacional.

Enfim, fica provado que Deus antes de tudo é cearense, dando grandes riquezas para explorarmos, fazendo com que, conforme o projeto Ceará 2050 coordenado pela UFC, sejamos em 2050 um dos mais desenvolvidos estados brasileiros. 

*Lima Matos,

Diretor da Federação das Indústrias do Ceará e membro do Conselho Editorial do O POVO.

Produção de ovos bate recorde no país, diz IBGE

As granjas brasileiras registraram a produção de 928,42 milhões de dúzias de ovos no quarto trimestre de 2018. Segundo dados divulgados hoje (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), esse é o maior valor da série da histórica da pesquisa, iniciada em 1987. A produção de ovos do quarto trimestre foi 1% maior do que a registrada no terceiro trimestre e 8,2% superior ao resultado do quarto trimestre de 2017.

A pesquisa também analisa as aquisições de leite e de couro pelas unidades beneficiadoras do país. A aquisição de leite registrou aumentos de 7,2% em relação ao terceiro trimestre de 2018 e de 2,5% na comparação com o quarto trimestre de 2017. Já a aquisição de couro teve queda de 2,1% em relação ao terceiro trimestre e alta de 2% em relação ao quarto trimestre do ano anterior.

Abate de animais

O IBGE também divulgou hoje as pesquisas de abates de bovinos, suínos e de frangos. O abate de bovinos chegou a 8,09 milhões de cabeças de bovinos no quarto trimestre de 2018, uma queda de 2,3% na comparação com o terceiro trimestre. O resultado é 0,4% maior do que o do quarto trimestre de 2017.

No quarto trimestre de 2018, foram abatidas 11,1 milhões de cabeças de suínos, representando queda de 4,0% em relação ao trimestre imediatamente anterior e um crescimento de 0,4% na comparação com o mesmo período de 2017.

No país, foram abatidas 1,42 bilhão de cabeças de frangos, no quarto trimestre de 2018. Esse resultado significou queda em relação ao trimestre imediatamente anterior (-0,7%) e ao mesmo período de 2017 (-0,9%).

(Agência Brasil)

Evento apresenta oportunidades para quem quer morar ou investir em Portugal

Já pensou em Portugal ou investir em imóveis num dos mercados mais promissores do mundo? Para as famílias cearenses que planejam se mudar em busca de melhor qualidade de vida, eis um encontro que deve ser agendado.

A consultoria Global Trust, especializada em investimento imobiliário internacional, vai apresentar no dia 19 de fevereiro, às 19 horas, no auditório da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec).

Formada por brasileiros – hoje, parte da equipe mora em Lisboa –, a Global Trust especializou-se em identificar demandas e desejos dos brasileiros que escolhem viver no país europeu, que oferece qualidade de vida e livre acesso a outros países da União Europeia.

“Estamos acompanhando de perto o mercado imobiliário de Portugal ao longo dos últimos três anos, quando a migração de brasileiros para Portugal alcançou um novo patamar de fluxo e, principalmente, perfil de público. Por isso, podemos afirmar com tranquilidade: não há nada neste padrão em Lisboa tanto pelo conceito luxuoso quanto pelo potencial de rentabilidade”, conta César Damião, sócio-fundador da Global Trust

SERVIÇO

*Inscrições gratuitas: https://globaltrust.com.br/eventos/

*Mais informações: contato@globaltrust.com.br | www.globaltrust.com.br

(Foto – Divulgação)

Governo e Sebrae – Uma parceria renovada

O governador Camilo Santana (PT) recebeu, no Palácio da Abolição, toda a diretoria do Sebrae do Ceará.

À frente, o presidente do Conselho Deliberativo do órgão, Ricardo Cavalcante, que, no encontro, estava acompanhado do vice-presidente João Porto Guimarães e do superintendente Joaquim Cartaxo e, também, dos diretores Airton Gonçalves e Alcy Porto. O presidente da Federação da Agricultura do Estado, Flavio Saboya, que integra também o organismo, integrava o grupo.

Camilo Santana, ao lado do seu chefe de gabinete, Élcio Batista, ouviu uma exposição, por parte de Ricardo Cavalcante, sobre as metas do Sebrae para este exercício.

Bom lembrar: o Sebrae é um dos melhores parceiros do Governo do Estado.

(Foto – Divulgação)

Safra de grãos deve crescer apenas 1,9%, estima IBGE

A banana tem previsão de alta (0,9%).

A produção de cereais, leguminosas e oleaginosas deve fechar 2019 com alta de 1,9% em relação à safra do ano passado. A previsão é que o país produza 230,7 milhões de toneladas de grãos neste ano, ou 4,2 milhões a mais que no período anterior.

Este é o quarto prognóstico para a safra brasileira preparado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizado em janeiro deste ano. Apesar da alta prevista, a estimativa é 1,2% inferior ao terceiro prognóstico, realizado em dezembro do ano passado, quando o IBGE estimou uma safra de 233,4 milhões de toneladas.

A redução da previsão do terceiro para o quarto prognóstico foi provocada principalmente por uma revisão da produção da soja. De um mês para outro, o IBGE previu a redução de 3,4% na safra da soja, que agora deve fechar o ano com produção 2,6% menor do que a do ano passado, apesar de um aumento de 2% na área colhida.

Outro produto que teve queda na estimativa do terceiro para o quarto prognóstico foi o arroz (-0,2%). Com a revisão, a expectativa é que o arroz feche o ano com uma produção 5% inferior à de 2018.

Por outro lado, os pesquisadores do IBGE aumentaram em 1,4% a expectativa de produção do milho do terceiro para o quarto prognóstico e, agora, espera-se que o produto feche 2019 com uma safra 9,9% superior ao ano passado.

Entre os outros grãos para os quais são esperadas safras de mais de 1 milhão de toneladas, houve aumentos nas previsões do algodão herbáceo em caroço (2,2% a mais do terceiro para o quarto prognóstico) e sorgo (4,1%). Esses produtos devem fechar 2019 com aumentos de safras de 8,9% e 3,3%.

A previsão da safra do feijão, apesar de ter tido aumento de 1,6% do terceiro para o quarto prognóstico, deve fechar o ano com queda de 1,5% em relação ao ano passado.

Já o trigo teve uma revisão para baixo do terceiro para o quarto prognóstico (-0,4%) e agora espera-se uma safra 4,3% menor para o grão neste ano.

Outros produtos

O IBGE também faz previsões para outros produtos importantes da agricultura brasileira, como a cana-de-açúcar, principal lavoura do país em volume, que deverá ter queda de 1,2% de 2018 para 2019.

Outros produtos com queda esperada são: café (-10,8%), batata-inglesa (-7%), laranja (-5,7%) e uva (-15,1%). Por outro lado, esperam-se altas da banana (0,9%), mandioca (4,2%) e tomate (6,1%).

(Agência Brasil)

O tucano e as rosas que falam

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Com o título “O tempo passa”, eis artigo de Carlos Matos, deputado estadual, que está publicado no O POVO desta terça-feira. Ele fala sobre o mercado das rosas, que brotou no Estado e literalmente floresceu como importante nicho para a economia Confira:

É interessante ver a maturidade dos projetos; de uma iniciativa que surgiu no passado, hoje tornar-se referência nacional. Converter sol em riqueza e promover alta eficiência hídrica do ponto de vista físico, social e econômico. Esse era o nosso desafio. Quando se pensou em produzir rosas no Ceará, era exatamente com esse propósito. Somos um estado com déficit hídrico mas, ao mesmo tempo, temos 2.800 horas de sol por ano e um volume de fotossíntese inigualável entre outras regiões do País. Basta ver o efeito na produtividade. No Ceará, chega-se a produzir 350 rosas por metro quadrado frente às 150 que se consegue produzir em São Paulo, por exemplo. A partir da ação de muitos produtores cearenses, da pioneira de rosas no Ceará, a Cearosa e, principalmente, da vinda da maior empresa produtora de rosas do País para o Ceará, o grupo Reijers, transformamos em realidade o que pareceria ser apenas um sonho.

Precisamos ter sempre a ousadia de pensar diferente com base nos nossos grandes fatores de competitividade. O cearense sabe fazer a diferença. Temos o sol, temos as mentes brilhantes, temos uma infraestrutura construída. Ou seja, temos os pré-requisitos para fazer nascer uma nova economia no Ceará, uma economia mais intensa em criatividade e em inovação para que se possa avançar na produtividade. Essa é a grande lição do projeto Flores no Ceará, um verdadeiro choque de produtividade, uma nova agricultura. São Benedito, hoje, é outra cidade. A principal fonte de renda dos moradores vem das flores, do campo.

O ex-governador Tasso Jereissati acreditou, a senhora Renata Jereissati também foi uma grande incentivadora, e os empresários confiaram, investiram talentos e recursos para o bem do Estado. Nessa semana, o Ceará receberá a visita da ministra da Agricultura, Tereza Cristina. Ela virá conhecer de perto os frutos desse trabalho. Acreditar, perseverar as boas políticas públicas e encontrar aliados que queiram fazer a diferença são fundamentais para o desenvolvimento do nosso Estado. Estamos todos de parabéns! Bem-vinda ao Ceará, ministra. n

*Carlos Matos,

Deputado estadual do PSDB.

(Foto – ALCE)

Banco Central – Inflação está em níveis “confortáveis”

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) considera que a inflação está em níveis “apropriados ou confortáveis”. A informação, divulgada hoje (12), consta da ata da última reunião do comitê, que decidiu na semana passada manter a taxa básica de juros, a Selic, em 6,5% ao ano, o mínimo histórico.

“Diversas medidas de inflação subjacente [ação que procura captar a tendência dos preços, desconsiderando variações temporárias] se encontram em níveis apropriados ou confortáveis, inclusive os componentes mais sensíveis ao ciclo econômico e à política monetária [definição da taxa Selic]”, diz a ata.

O Copom, mais uma vez, optou por não dar indicações sobre as próximas reuniões para definir a Selic. “Todos concordaram que a atual conjuntura recomenda manutenção de maior flexibilidade para condução da política monetária, o que implica abster-se de fornecer indicações de seus próximos passos. Os membros do Copom [diretoria do BC] reforçaram a importância de enfatizar o compromisso de conduzir a política monetária visando a manter a trajetória da inflação em linha com as metas”, destaca o comitê.

Com relação ao cenário externo, o Copom avaliou que permanece desafiador, mas com alguma redução e alteração do perfil de riscos” para a inflação no Brasil. “Diminuíram os riscos de curto prazo associados à normalização das taxas de juros em algumas economias avançadas. Por outro lado, aumentaram os riscos associados a uma desaceleração da economia global, em função de diversas incertezas, como as disputas comerciais e o Brexit [saída do Reino Unido da União Europeia]”. O aumento das taxas de juros de países como Estados Unidos pode levar à saída de investidores de nações emergentes, como o Brasil, para aplicar em títulos americanos, o que leva à alta do dólar.

No mercado interno, o nível de ociosidade elevado da economia brasileira pode fazer com que a inflação fique abaixo do esperado. Por outro lado, diz o Copom, “uma frustração das expectativas sobre a continuidade das reformas e ajustes necessários na economia brasileira” pode elevar a inflação.

Na semana passada, pela sétima vez seguida, o Copom manteve os juros básicos da economia. A decisão unânime era esperada pelos analistas financeiros.

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Para 2019, o Conselho Monetário Nacional (CMN) estabeleceu meta de inflação de 4,25%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. O IPCA, portanto, não poderá superar 5,75% neste ano nem ficar abaixo de 2,75%. A meta para 2020 foi fixada em 4%, também com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual.

(Agência Brasil)

Enel divulga balanço de projetos sociais tocados em 2018

No Ceará, o diretor José Nunes dedica especial atenção a esse segmento.

O Programa Ecoenel reciclou mais de 4 mil toneladas de resíduos no Ceará, gerando bônus de mais de R$ 950 mil nas faturas de energia de 19.518 clientes. Em 12 anos de projeto, foram reciclados 36 mil toneladas de resíduos e R$ 5.940.219,62 concedidos em descontos na conta de luz, com uma economia de energia na ordem de 150.304.254 kWh. Dados constam do Balanço 2018 dessa distribuidora de energia.

Já o programa Enel Compartilha Eficiência beneficiou 27.412 cearenses em diversas comunidades. Ao todo, o programa substituiu 4.550 geladeiras velhas por modelos mais novos, 20.550 lâmpadas incandescentes ou fluorescentes por modelos mais econômicos de LED e também realizou palestras sobre uso eficiente de energia elétrica. Nos 10 anos do programa, a companhia informa ter substituido mais de 102 mil geladeiras e 391.607 lâmpadas, beneficiando um total de 254.784 pessoas no Ceará.

(Foto – Divulgação)

OAB quer entrar com ação na Justiça contra reajuste da Cagece

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A Comissão de Defesa do Consumidor da Ordem dos Advogados do Brasil, regional do Ceará, quer entrar com ação na Justiça contra o reajuste de 15,86% concedido pela Agência Reguladora do Ceará para a conta da água e esgoto da Cagece. Para o organismo, um percentual abusivo.

Nesta terça-feira, 12, a partir das 15 horas, na sede da Ordem, haverá uma audiência pública para tratar do assunto.

Foram convidados para esse encntro os representantes da Arce, Autarquia de Regulação, Fiscalização e Controle dos Serviços Públicos de Saneamento Ambiental (ACFOR), Cagece, Decon, Procon Fortaleza e do Procon Assembleia.

Reajuste

A Cagece protocolou junto a Arce dois pedidos administrativos para aumentos de tarifas. O primeiro, sobre serviços indiretos e outro em relação à revisão tarifária do serviço que presta. Segundo o presidente da Comissão de Defesa do Consumidor, Thiago Fujita, o percentual de reajuste de 15,86% e o possível aumento da tabela dos serviços indiretos nas tarifas de água e esgoto que deve chegar a mais 100%, podem ser considerados abusivos.

Quando o Estado intriga o liberal

Com o título “Quando o Estado intriga um liberal”, eis artigo de Igor Macedo de Lucena, economista, empresário e professor do curso de Ciências Econômicas da UniFanor  e membre do Institut Français des Relations Internationales. Confira:

O título deste artigo pode parecer ambíguo à primeira vista, mas acredito que posso trazer um ponto de vista reflexivo e até mesmo do chamado “caminho do meio” como diriam nós, os budistas.

Tenho orgulho das teorias liberais euro-americanas, que na ânsia de defender os indivíduos contra o Estado gigante, tiveram por meio de seus autores as mais belas teorias que assentaram as democracias modernas. Quando falamos de Liberalismo, falamos de direitos individuais, de propriedade privada, de livre imprensa, da livre iniciativa empresarial, dos direitos civis, da democracia e do Estado de direito. O Liberalismo é a prática da “free will”.

Foram baseados nesses princípios que a Europa Ocidental, os Estados Unidos e o Japão criaram após 1945 o que intitulamos hoje de Ordem Liberal Internacional, que de maneira hegemônica evoca o que chamamos de qualidades de uma economia e de um país moderno. Essas nações se desenvolveram a tal ponto que se tornaram o G7, ou o grupo das nações mais industrializadas do planeta e ao mesmo tempo aquelas que conseguiram níveis de influência, qualidade de vida e tecnologias invejadas por todo o planeta.

Nos últimos 20 anos algo vem fundamentalmente alterando essa característica, e essa mudança que se apresenta dentro da economia de mercado liberal está sendo liderada justamente pelo Estado, uma grande ironia e um retorno ao poder do Estado gigante.

O setor bancário, que surgiu nas províncias italianas, hoje tem nas suas quatro primeiras posições mundiais quatro bancos estatais: Industrial and Commercial Bank of China, China Construction Bank Corporation, Agricultural Bank of China e o Bank of China, todos com mais de três trilhões de dólares em assets e acima dos famosos JP Morgan (norte americano), Mitsubishi UFJ (japonês) e do Deutsche Bank (alemão).

Quando os primeiros fundos de investimento foram criados nos Estados Unidos, vieram seguidos de uma importante revolução para o mercado financeiro, algo que está inclusive se tornando cada vez mais acessível para os brasileiros e tem sua origem na liberalização dos mercados financeiros. Entretanto o maior fundo do mundo hoje é o norueguês Statens pensjonsfond, administrado pelo governo e que possui mais de US$ 1 trilhão em ativos, incluindo 1,3% das ações e títulos mundiais, tornando-se o maior fundo do mundo.

No mercado das companhias aéreas, que outrora foram dominadas pelas empresas asiáticas e europeias por sua qualidade de serviços, pontualidade de horários e excelência administrativa, hoje são disputados em pé de igualdade pelas três gigantes árabes Emirates, Etihad e Qatar Airways, controladas pelos Emirados e instrumentos de divulgação e turismo de seus países.

Como é possível entender que países como Estados Unidos e o Reino Unido, que já foram os grandes motores da economia mundial por meio de suas teorias econômicas e liberalização dos mercados, perderam a primazia do desenvolvimento econômico do mundo? Como compreender que hoje essas duas nações preferem olhar para teorias como “America First” ou “Brexit” sem entender que se fecham para o mundo e vão contra todo um arcabouço de soft power desenvolvido por eles nos últimos 70 anos? Hoje encontramos a grande locomotiva mundial fundamentalmente na Belt and Road Initiative e nas decisões do governo de Xi Jiping.

Acredito que um desses motivos é a uma clara face cíclica e contraditória do capitalismo liberal em si. Salvo raríssimas exceções como a Austrália que está sem recessão há mais de 18 anos, o capitalismo liberal vive de ciclos de crescimento e ciclos recessivos. E uma das principais características dos ciclos recessivos é uma forte atuação do Estado, seja para reparar falhas de mercado, seja para salvar mercados em bailouts. O problema é que talvez o Estado esteja crescendo demais, e tornando mais difícil que as teorias liberais possam florescer novamente.

Atualmente nos encontramos em um momento aonde o Estado tenta mostrar mais uma vez a sua preponderância na sociedade, mas ao invés de combater as ideias do capitalismo liberal, ele encontra uma nova vertente, um “Capitalismo de Estado”, aonde consegue competir com as empresas e Estados liberais, muitas vezes com artifícios e subsídios que tornam a concorrência até desleal, mas se mantendo dentro do jogo do mercado, da oferta e da demanda.

Algo bastante comum nas aulas de graduação sobre política econômica são perguntas sobre quem estaria certo do ponto de vista teórico. Argumentos prós e contras Smith, Ricardo, Misses, Keynes, Krugman existem aos montes. Esse equilíbrio até onde o Estado deve atuar e até onde a livre iniciativa tem sua importância vai continuar sendo objeto de debates e disputa pelos próximos 100 anos. Por isso a resposta a essa pergunta é depende.

Depende de quando estamos falando, de onde estamos falando, em que circunstância estamos falando. Se falarmos em 1929 e em 2008 a teoria Keynesiana de forte atuação estatal como propulsor de demanda se encaixa como uma luva, entretanto se falarmos em 1970 e em 2019 nada mais correto do que a liberalização de mercado de Von Misses.

No mundo econômico real (fora do marxismo, socialismo, nova matriz e bobismos sem fundamento) as teorias são uteis a momentos históricos e sociais, o certo e errado, o preto e o branco não são claros e dependem das condições e aonde são alocados.

A economia não é uma ciência no preto e no branco e há hoje uma dificuldade de parcela da sociedade de entender isso. Em parte isso ocorre pois o mundo econômico é indissociável do mundo político, por isso chamamos esse campo de estudo de Política Econômica.

Acredito que existe um caminho do meio sim, no qual tanto o Estado quanto a livre iniciativa tem seu papel, em que um pode ser complementar ao outro, desde que estejam cada um no seu quadrado, respeitando regras e limites, que se apliquem a todos os agentes, nacionais e internacionais.

Entretanto não temos uma constituição universal e vivemos na chamada “Anarquia Internacional” aonde cada sociedade se articula da maneira que considera ser mais vantajosa para seus interesses no campo das disputas geoeconômicas.

Como vivemos durante muitas décadas no Brasil do Estado gigante, minha sugestão é que precisamos de uma boa dose de liberalismo nos próximos anos para achar o nosso caminho do meio.

*Igor Macedo de Lucena,

Economista, empresário e professor do curso de Ciências Econômicas da UniFanor  e membre do Institut Français des Relations Internationales.

Fundadora da Dudalina falará sobre Empreendedorismo em Fortaleza

O Grupo Mulheres do Brasil, núcleo de Fortaleza, está retomando atividades neste mês.

O primeiro encontro está marcado para a próxima sexta-feira, 15, a partir das 18 horas, e ocorrerá no auditório da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec).

Na programação, Sonia Hess, fundadora da marca Dudalina, que abordará o tema Empreendedorismo.

(Foto – Divulgação)

Ceará lidera ranking da energia solar distribuída

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O Ceará liderou no País o ranking de geração distribuída de energia solar – aquela onde a geração de energia é feita pelo consumidor – com total de 31.239Kw no ano. A informação é do Observatório da Indústria, organismo ligado à Federação das Indústrias do Ceará (Fiec).

No ranking nacional geral da energia solar, o Estado ficou na sexta colocação.

Neste ano, o segmento solar do país espera crescer 44% e, de olho nesse mercado, a Sou Energy, empresa cearense, participa do Fórum de Distribuição de Energia, em Minas Gerais.

De acordo com Adriana Viturino, Gerente Comercial da Sou Energy, a expectativa de crescimento da empresa para 2019 pode chegar a 300%.

(Foto – Arquivo)

Presidente da Fiec diz que derrota de Renan acaba com a marginalidade no Congresso

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Beto e o prefeito Roberto Cláudio nas dependências reformadas da Fiec.

Do presidente da Fiec, Beto Studart, ao comentar o cenário político de Brasília:

“A melhor novidade foi a queda do Renan. Estamos acabando com a marginalidade no Congresso Nacional e dando espaço para os novos que têm patriotismo”.

Falando em Fiec, a entidade marcou para o dia 21 de março, no La Maison, a Festa da indústria, que deveria ter ocorrido em dezembro.

No ato, haverá a entrega da Medalha Mérito Industrial aos empresários Edson Queiroz Neto e Elisa Gradvohl e ao chefe de gabinete no Palácio da Abolição, Élcio Batista.

(Foto – Paulo MOska)

Energia elétrica – Consumo deve crescer 7% em fevereiro

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) prevê crescimento de 7% na demanda por energia elétrica ao Sistema Interligado Nacional (SIN), neste mês, em comparação com fevereiro do ano passado. A expansão será de 5,3 pontos percentuais em relação ao crescimento de 1,7% relativo a fevereiro do ano passado.

A informação foi dada à Agência Brasil pelo diretor-geral do ONS, Luiz Eduardo Barata. Para ele, no entanto, não há motivo para preocupação, porque o carnaval deste ano cai em março – no ano passado, foi em fevereiro. “As pessoas logo pensam: ‘poxa, vai crescer tanto assim a carga? Então, aí acende o sinal amarelo. Acontece que, em fevereiro do ano passado, nós tivemos o carnaval, que este ano será em março.”

Barata explicou que, no período de carnaval, o consumo cai bastante com a redução no ritmo de algumas atividades, principalmente na indústria. “Então, o consumo de energia em fevereiro deste ano vai ser muito maior do que no ano passado, uma vez que a semana do carnaval é de baixo consumo, por ser de baixa produção no país.”

Temperatura

Lembrando as altas temperaturas verificadas em janeiro, que já levaram à quebra de cinco recordes de demanda de carga de energia ao SIN nas últimas três semanas, Eduardo Barata disse acreditar que a situação não deverá se repetir agora em fevereiro. “Nossa expectativa é de que, obviamente, vai haver crescimento de consumo, mas nada exagerado em relação às demandas que tivemos em janeiro, até porque é possível que as temperaturas não fiquem tão alta em fevereiro quanto estiveram no mês passado.”

Nas últimas três semanas, o país já bateu cinco recordes de demanda de energia ao Sistema Interligado Nacional. O último foi batido no dia 30 de janeiro, quando a demanda máxima do SIN chegou a 90.525 MW às 15h50. O recorde anterior, de 89.114 MW, foi batido no dia 23 de janeiro.

O Subsistema Sul também registrou recorde de carga por dois dias consecutivos. No dia 29 de janeiro, foi registrado pico de 18.554 MW, às 14h28. No dia seguinte, um novo recorde: 18.883 MW, às 14h08. Anteriormente, o recorde era de 17.971 MW, no dia 6 de fevereiro de 2014. Os recordes se devem às altas temperaturas registradas no país.

(Agência Brasil)

Razões para a empresa manter dinheiro disponível em caixa

Em artigo sobre economia, o consultor financeiro e professor universitário Fabiano Mapurunga, Mestre em Administração com ênfase em Finanças e MBA em Gestão Financeira e Controladoria, aponta que a facilidade de acesso ao crédito permite que uma empresa possa trabalhar com maior taxa de retorno, em razão da sua menor necessidade de se manter saldo em caixa por precaução. Confira:

Um dos esforços fundamentais da administração financeira de uma empresa, é manter o caixa líquido o suficiente para suportar os desembolsos necessários para atender às necessidades dos seus ciclos econômicos, operacionais e financeiros. Vale salientar que, pelo fato de não apresentar um atraente retorno operacional, o saldo de caixa ideal, precisa ser o menor possível. No entanto, uma posição de caixa zero, é muito extrema e inviável na prática, já que a empresa precisa manter algum nível de caixa, para fazer frente ao complexo de incertezas associadas ao seu fluxo de entradas e saídas.

Para termos um entendimento mais claro, sobre quais razões impulsionam uma empresa a suportar, recursos de extrema liquidez em seus ativos, é necessário que procuremos conhecer as razões da procura da moeda passando, na sequência, a visualizarmos outros aspectos relacionados à administração de caixa.

Em 1982 o escritor J. Maynard Keynes, em sua obra: A teoria geral do emprego, do juro e da moeda, identificou três motivos que compelem as empresas e as pessoas, a suportarem certo nível de caixa, são estes:

MOTIVO DE TRANSAÇÃO

É explicado pela expressa necessidade que uma empresa demonstra, em manter dinheiro disponível em caixa, para efetuar os pagamentos provenientes de suas atividades operacionais. Avaliando os ciclos de caixa das mesmas, na medida que consomem recursos, geram, por consequência a necessidade de manter reservas monetárias para amparar seus desembolsos operacionais.

O nível de dinheiro em caixa necessário para cada empresa, sofre influência direta das características próprias do seu negócio, em consonância com a dimensão do seu ciclo operacional.

A sazonalidade do comercio varejista determina a necessidade deste apresentar maiores saldos de caixa, em determinadas épocas do ano, normalmente no final do ano. Cada segmento apresenta suas necessidades conforme a sua natureza.

Quanto maior for o Ciclo Financeiro de uma empresa, como as do ramo da indústria aeronáutica, maiores serão as necessidades de caixa. Já empresas como as dos setores de prestação de serviços, apresentam uma menor necessidade.

Atrelamos, mais fortemente essa necessidade de um caixa mais robusto, à falta de sincronização entre os pagamentos e os recebimentos, o que leva a uma incerteza operacional muito complicada.

MOTIVO DE PRECAUÇÃO

O segundo motivo apresentado por Keynes, é o da precaução, onde este se origina da necessidade de se manter reservas de caixa para se cobrir despesas imprevistas, e que estejam fora do ciclo operacional das empresas, como a insolvência de clientes e outras possíveis contingências. Proporcionalizando, quanto maior for o nível de reserva de caixa para essas eventualidades, maior será o nível de segurança da empresa. Daí se entende que essas necessidades imprevistas, justificam a retenção de ativos de máxima liquidez, o que se observa entre os fluxos monetários orçados e os reais.

Assim como o motivo de transação, o de precaução vai variar conforme a natureza da empresa, por exemplo, um supermercado, o qual possui receitas de vendas mais estáveis e previsíveis, necessita de um menor nível de caixa, com relação a outros negócios que apresentam maior volatilidade.

A facilidade de acesso ao crédito permite que uma empresa possa trabalhar com maior taxa de retorno, em razão da sua menor necessidade de se manter saldo em caixa por precaução.

MOTIVO DE ESPECULAÇÃO

Esse motivo se justifica pela necessidade de se aproveitar possíveis oportunidades especulativas, com relação a obtenção de itens não monetários. Estamos nos referindo a estoques.

Conseguimos visualizar com mais facilidade o motivo de especulação, nas circunstâncias de se ter um certo armazenamento de caixa para se tirar proveito de determinadas aplicações financeiras, cujos rendimentos históricos e futuros, se apresentam como atrativos para a empresa.

Na sequência podemos citar também, a necessidade de se manter reservas em caixa, para se fazer saldo médio junto às instituições financeiras concedentes de crédito, com o objetivo de se fazer base para projetos de expansão.

Espero que tais explicações tenham lhes acrescentado mais conhecimento ao seu dia a dia, e lhes proporcionem uma melhor visão sobre seu negócio.

Fabiano Mapurunga

Consultor em Finanças e Negócios. Mestre em Administração com ênfase em Finanças. MBA em Gestão de Negócios. MBA em Gestão Financeira e Controladoria. Professor Universitário

Bolsonaro destaca em rede social aumento da confiança no comércio

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O presidente Jair Bolsonaro destacou, neste domingo (10), o aumento da confiança na indústria e no comércio em 2019. “Confiabilidade da indústria e comércio crescem em 2019 , aquecendo a economia e gerando empregos”, disse o presidente, em sua conta no Twitter.

Segundo Bolsonaro, com a implementação dos estudos da Secretaria-Geral Adjunta de Desburocratização, Gestão e governo digital, ligada ao Ministério da Economia, “tudo vai melhorar”.

(Agência Brasil)

Brasil perdeu 7,2 milhões de linhas de celular no ano passado

O número de linhas de telefone celular teve uma queda de 7,2 milhões no ano passado. Os dados foram divulgados hoje (8) pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O país fechou 2018 com 229 milhões de dispositivos móveis, 3% a menos do que em 2017, quando havia 236,4 milhões de acessos móveis no país.

As estatísticas da Anatel levam em conta as linhas, também conhecidas popularmente como chips, e não os aparelhos. Assim, é possível haver menos celulares do que acessos, uma vez que usuários podem ativar mais de um chip por smartphone.

No recorte entre pré e pós-pago, a primeira modalidade perdeu espaço. Entre 2017 e 2018 o número de acessos contratados previamente caiu de 148,5 milhões (62,8%) para 129,5 milhões (56,5%). Já os pós-pagos subiram, no mesmo período, de 87,9 milhões (37,2%) para 99,6 milhões (43,5%).

Em 2015, os acessos pré-pagos ultrapassavam o índice de 70% da base móvel. Desde então, essa proporção vem caindo em favor dos contratos pós-pagos, que já passaram dos 40%.

Um dos fatores para essa tendência, segundo a Anatel, foi a redução das tarifas de interconexão (o custo que uma operadora paga para completar uma chamada com um aparelho de outra empresa). Com o barateamento das ligações para companhias distintas, a demanda para manter chips de diferentes firmas diminuiu, refletindo no número geral.

Mercado

Na participação de mercado, a Vivo terminou como líder, com 73,1 milhões de acessos (32% da base). Em segundo lugar, veio a Claro, com 56,4 milhões de clientes neste serviço (24,61% do mercado). A Tim fechou o ano com 55,9 milhões de linhas ativas (24,39% do total) e a Oi, com 37,7 milhões de acessos (16,44% de participação).

Já na distribuição por tecnologia, a prevalência foi do 4G, que hoje já é a base técnica de 56,6% dos acessos, cerca de 129 milhões. Somente em 2018, foram contratadas 27,6 milhões de novas linhas nesta modalidade. O 3G, com capacidade e velocidade menores, ainda é popular no país, sendo o padrão em 23,8% das linhas, o equivalente a 54,7 milhões. Do total, quase 20 milhões de acessos móveis são de conexões entre máquinas, e não entre pessoas.

(Agência Brasil)

Paulo Guedes volta a defender privatizações porque “a velha política morreu”

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O ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a defender hoje (8) o processo de privatização de estatais vinculadas ao governo federal. Em palestra na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), sobre a desestatização do setor elétrico, Guedes disse as estatais não serão usadas para manter “uma forma equivocada de fazer política”.

“Nós temos que pensar também que a velha política morreu. Nós não sabemos ainda qual é a nova, mas essa morreu. As estatais não vão mais alimentar uma forma equivocada de fazer política, esse excesso de gasto do governo que corrompeu a democracia e travou o crescimento da economia,” argumentou.

Ao participar do seminário Desestatizações no Setor Elétrico: Distribuidoras Federalizadas, o Papel do BNDES e Parceiros Institucionais, Guedes disse que o processo de privatização das distribuidoras da Eletrobras, levado a cabo no fim do ano passado, é um excelente exemplo que deve servir de referência para os próximos programas de privatizações.

Depois de ressaltar que as estatais não vão mais alimentar essa fórmula equivocada, que vigorou até recentemente, de fazer política, o ministro disse que esse modelo atrasou o crescimento do país. “E a própria classe política já percebeu esse equívoco. E lá tem muita gente boa, gente séria, mas também tem gente que quer fazer bagunça”, afirmou Guedes.

Segundo o ministro da Economia, as empresas estatais são “um ninho de corrupção, e não servem para nada”. Na palestra, Gudes afirmou que a princípio era favorável à privatização de todas as estatais, mas que o presidente Jair Bolsonaro e os militares defendem a manutenção de algumas delas.

Reforma da Previdência

O ministro da Economia também defendeu a reforma da Previdência, a principal pauta econômica do governo. “Se formos analisar as contas hoje, o principal gasto é com a Previdência. Quebraram nossa Previdência num sistema de repartição condenado porque, antes do Brasil envelhecer, o sistema já deu sinais de colapso. Então, tem que fazer uma reforma.”

Segundo Guedes, o Estado está gastando muito com o sistema previdenciário, “que vai quebrar, que é uma fábrica de desigualdade, promove privilégios, transfere renda de pobre para quem tem mais recursos. O ministro criticou os gastos do país com a dívida púbica, que, para ele, possibilitaria a reconstrução de uma Europa por ano.

“É a segunda grande despesa pública: o Brasil reconstrói uma Europa por ano só pagando juros sobre a dívida interna. Não é razoável, tem que fazer uma operação de salvamento”, afirmou.

Como terceiro grande gasto do governo federal, Guedes citou a própria máquina pública do governo. “Dentro dessa máquina, uma série de empresas estatais que não têm mais capacidade de investimento. Não têm mais recursos para investir, estão quebradas financeiramente, perdendo dinheiro, gerando dívida, às vezes ninhos de corrupção, empreguismo. Não investe e não deixa ninguém investir”, afirmou.

Para o ministro, esse modelo se esgotou. “Vamos ter que passar o filme ao contrário. Vamos ter que segurar gastos por alguns anos, e eu gostaria que fossem algumas décadas. Você não precisa cortar [custos], é só não deixar crescer. Não precisa ser traumático, é só exercer o controle.”

(Agência Brasil/Foto – AFP)

Governador diz que Estado reduziu gastos com pessoal

O governador Camilo Santana (PT) anunciou, nesta manhã de sexta-feira, que deve lançar, em março próximo, novo concurso pública para a Polícia Militar. Foi durante entrevista coletiva que tratou sobre a situação fiscal do Estado. Ele não especificou número de vagas. Ele adiantou que o Governo contratou uma consultoria externa para analisar a necessidade de contratações em diversas seções da gestão.

Sobre a questão fiscal do Estado, Camilo disse que, divididos entre saúde e educação, o Ceará investiu quase R$ 1 bilhão a mais no ano passado que o exigido pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Ele adiantou que tem como meta aplicar 25% dos investimentos em educação e 12% em saúde.

Sobre gastos com pessoal, disse o governador que houve redução. “O limite previsto era de até 57% da receita corrente liquida (RCL), ou R$ 10,9 bilhões, mas o balanço anual mostrou gastos de R$ 9,9 bilhões com a área”, complementou o chefe do executivo estadual.