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Inflação para famílias com renda mais baixa sobe e é de 3,43% em 2018

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para famílias com renda até cinco salários mínimos, acumulou alta de preços de 3,43% em 2018.

Segundo dados divulgados hoje (11), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa é maior que a de 2017 (2,07%).

Apesar disso, o INPC teve uma taxa menor que a inflação oficial (3,75% em 2018), medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Em dezembro último, o INPC anotou variação de 0,14%, que se igualou ao percentual de dezembro de 2016 como a menor taxa de inflação para o mês desde o início do Plano Real, em 1994.

Os produtos alimentícios tiveram alta de 0,45% no mês, mesmo resultado registrado para novembro. Já os itens não alimentícios tiveram variação de 0,01%, acima da deflação (queda de preços) de 0,55% de novembro.

(Agência Brasil)

Inflação oficial fecha 2018 em 3,75%

A inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fechou 2018 em 3,75%. Em 2017, ela havia ficado em 2,95%.

Os dados foram divulgados hoje (11), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A inflação ficou dentro da meta estabelecida pelo Banco Central para 2018, que varia de 3% a 6%.

Em dezembro, o IPCA registrou inflação de 0,15%, taxa maior que a de novembro, que teve deflação de 0,21%.

Em dezembro de 2017, o indicador havia registrado inflação de 0,44%.

Com alta de 4,04%, alimentos puxam inflação
O principal responsável pela inflação de 3,75% em 2018 foi o aumento do custo com alimentos, que tiveram alta de preços de 4,04% no ano passado. Em 2017, o grupo alimentação e bebidas registrou queda de preços de 1,87%.

O resultado foi impactado pela greve dos caminhoneiros em maio, o que provocou desabastecimento de itens alimentícios e aumento de preços desses produtos.

“Essa paralisação [dos caminhoneiros] ocorreu no fim de maio, então ela teve um impacto pontual, em junho, nos combustíveis e também nos alimentos, por causa do desabastecimento. [Se não houvesse a greve], provavelmente isso acarretaria num nível menor da inflação no acumulado do ano”, disse o pesquisador do IBGE Fernando Gonçalves.

Os alimentos consumidos em casa ficaram 4,53% mais caros no ano, enquanto os preços dos alimentos consumidos fora de casa (em bares e restaurantes, por exemplo) subiram 3,17%.

Os produtos alimentícios que tiveram maior impacto na inflação de 2018 foram o tomate (71,76% mais caros), frutas (14,1%), refeição fora de casa (2,38%), lanche fora (4,35%), leite longa vida (8,43%) e pão francês (6,46%).

Outras despesas

Outros grupos de despesas que tiveram impacto importante na inflação do ano passado foram habitação (4,72%) e transportes (4,19%).

Entre os itens de transporte que ficaram mais caros estão passagem aérea (16,92%), gasolina (7,24%) e ônibus urbano (6,32%).

Já entre os gastos com habitação, o principal impacto no aumento do custo de vida veio da energia elétrica (8,7%).

Entre os nove grupos de despesa pesquisados, apenas comunicação teve deflação (-0,09%). Os demais grupos tiveram os seguintes índices de inflação: artigos de residência (3,74%), saúde e cuidados pessoais (3,95%), educação (5,32%), despesas pessoais (2,98%) e vestuário (0,61%).

Dezembro

Em dezembro, o IPCA registrou taxa de inflação de 0,15%. No mês, os alimentos também foram os principais responsáveis pela alta de preços, com uma inflação de 0,44%.

Os transportes e os gastos com habitação, por outro lado, evitaram uma alta maior do IPCA no mês, ao acusarem deflação de 0,54% e 0,15%, respectivamente.

Capitais

Entre as regiões metropolitanas e capitais pesquisadas pelo IBGE, Porto Alegre foi a que acumulou maior inflação em 2018 (4,62%), seguida por Rio de Janeiro (4,3%), Vitória (4,19%) Salvador (4,04%) e Belo Horizonte (4%), todas acima da média nacional.

As menores taxas de inflação foram observadas em Aracaju (2,64%), São Luís (2,65%), Recife (2,84%), Fortaleza (2,9%) e Campo Grande (2,98%).

(Agência Brasil)

Cearense de Sobral pode vir a ocupar a presidência do BNB

O cearense Angelo José Mont’alverne Duarte é o nome agora cotado para assumir a presidência do Banco do Nordeste. A indicação teria partido do também cearense Mansueto Almeida, que entrou no Ministério da Fazenda pelas mãos de Henrique Meireles, continuou lá com Eduardo Guardia e se tornou peça chave na equipe de Paulo Guedes.É o secretário do Tesouro Nacional.

Angelo Mont’alverne, sobralense, foi primeiro lugar no Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA). É funcionário de carreira do Banco Central).

Bacharel em engenharia eletrônica pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) e Doutor em economia pela Escola de Pós-Graduação em Economia da Fundação Getúlio Vargas (EPGE/FGV). Ingressou na carreira de Analista do Banco Central em fevereiro de 1998. Foi Secretário-Adjunto de Macroeconomia e Política Fiscal da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda (2007/2008), e Assessor do Ministro de Estado da Fazenda (2008/2010), quando foi responsável pela proposta de uma nova política de desenvolvimento regional, centrada no apoio financeiro à infraestrutura.

Entre 2013 e 2016 foi Economista-Visitante do Bank for International Settlements(BIS), onde trabalhou com tópicos de política monetária, financeira e creditícia, com foco na América Latina, além de apoiar o grupo técnico de bancos centrais das Américas. De 2016 a 2017 foi Subsecretário da Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda. Foi Subsecretário da Secretaria de Promoção da Produtividade e Advocacia da Concorrência, e trabalha com as áreas advocacia da concorrência, financiamento para infraestrutura, e regulação econômica. Hoje, compõe o grupo que assessora o Ministério da Economia.

(Foto – Arquivo)

Inflação do aluguel é de 0,03% na primeira prévia de janeiro

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), usado no reajuste dos contratos de aluguel, teve inflação de 0,03% na primeira prévia de janeiro. A taxa é superior à prévia de dezembro, que acusou deflação (queda de preços) de 1,16%.

O dado foi divulgado hoje (10) pela Fundação Getulio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro.

Segundo a FGV, com a prévia, o IGP-M acumula inflação de 6,77% em 12 meses.

A alta da taxa de dezembro para janeiro foi puxada pelos três subíndices. O Índice de Preços ao Produtor Amplo, que acompanha o atacado, teve uma deflação de 0,13% na prévia de janeiro, queda de preços mais moderada do que a de dezembro (-1,7%).

O Índice de Preços ao Consumidor, que acompanha o varejo, teve inflação de 0,38% na prévia de janeiro. Na de dezembro, havia sido registrada deflação de 0,16%. Já o Índice Nacional de Custo da Construção passou de 0,06% em dezembro para 0,27% em janeiro.

(Agência Brasil)

Taxa de endividados e inadimplentes cai de 62,2% para 59,8%

Os percentuais de famílias endividadas e inadimplentes fecharam 2018 em queda, segundo dados divulgados hoje (9) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

As famílias com dívidas (não necessariamente em atraso) eram 59,8% em dezembro de 2018, abaixo dos 60,3% de novembro e dos 62,2% de dezembro de 2017.

Já os inadimplentes, ou seja, aqueles com dívidas ou contas em atraso, somaram 22,8% em dezembro do ano passado, abaixo dos 22,9% do mês anterior e dos 25,7% de dezembro de 2017.

Outro indicador em queda foi o percentual de famílias que não terão condições de pagar suas dívidas ou contas: de 9,7% em dezembro de 2017 e 9,5% em novembro de 2018 para 9,2% em dezembro de 2018.

A proporção das famílias que disseram estar muito endividadas recuou de 12,8% em novembro para 12,4% em dezembro.

Entre as famílias com contas ou dívidas em atraso, o tempo médio de atraso foi de 63,5 dias em dezembro de 2018, abaixo dos 64,3 dias de dezembro de 2017. O tempo médio de comprometimento com dívidas entre as famílias endividadas foi de 6,9 meses.

O cartão de crédito continua sendo o principal responsável pelas dívidas porque 78,1% das famílias com contas atrasadas se endividam com ele. Depois do cartão, aparecem os carnês (14,7%) e financiamentos de carro (10,2%).

(Agência Brasil)

Brasileiro não consegue pagar gastos de início do ano com o que ganha

Apenas 9% dos brasileiros dizem que têm condições de pagar as despesas sazonais do início do ano com o próprio rendimento, mostra levantamento feito pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). O levantamento considera despesas como o pagamento dos impostos Predial e Territorial Urbano (IPTU) e sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e do material escolar.

De acordo com a pesquisa, 11% dos entrevistados não fizeram planejamento financeiro para pagar tais compromissos neste início de ano. Foram entrevistadas 804 pessoas de ambos os sexos e acima de 18 anos, de todas as classes sociais, em todas as regiões brasileiras. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais para um intervalo de confiança de 95%.

Cresceu, por outro lado, o percentual de consumidores (21%, em 2017, para 31% em 2018) que juntaram dinheiro ao longo do ano passado para arcar com essas despesas típicas deste período. Um terço dos entrevistados disse ter guardado ao menos uma parte do13º salário para cobrir esses gastos, enquanto 24% abriram mão das compras de natal para economizar.

O levantamento aponta ainda que 19% fizeram algum bico ou trabalho extra para aumentar a renda e honrar esses compromissos.

Simulação

Para saber a melhor forma de pagar os impostos do início do ano, à vista com desconto ou parcelado, a CNDL e o SPC fizeram uma simulação. As entidades destacam que, para saber o que é mais vantajoso, é preciso avaliar se o desconto oferecido é maior do que o valor que esse dinheiro renderia caso estivesse em alguma aplicação financeira de fácil resgate. Cada estado e município têm regras próprias.

A simulação mostra que, no caso do IPVA, em estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, onde o imposto pode ser dividido em até três pagamentos, a quitação à vista tende a ser mais vantajosa. O desconto oferecido é de 3%.

Considerando um valor hipotético de R$ 1.200, o desconto resultaria em um abatimento de R$ 36 se fosse pago de uma única vez. Se a escolha fosse investir o valor do IPVA e sacar as parcelas a cada vencimento, o rendimento final seria de R$ 6, considerando uma aplicação com juros de 0,5% ao mês, equivalente a investimentos de renda fixa.

(Agência Brasil)

IGP-DI fecha ano com inflação de 7,1%, diz FGV

O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) fechou o ano de 2018 com uma inflação de 7,1%. Em 2017, o indicador havia registrado deflação (queda de preços) de 0,42%. Os dados, divulgados hoje no Rio de Janeiro, são da Fundação Getulio Vargas (FGV).

O principal responsável pela inflação de 2018 foi o atacado, analisado pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo. O subíndice anotou taxa de 8,75% em 12 meses.

Os preços no varejo, medidos pelo Índice de Preços ao Consumidor, tiveram inflação de 4,32% no ano. Já o Índice Nacional de Custo da Construção encerrou 2018 com uma alta de preços de 3,84%.

Apesar de fechar o ano com inflação, o IGP-DI registrou deflação de 0,45% em dezembro, queda de preços puxada pela taxa negativa de 0,82% do Índice de Preços ao Produtor.

(Agência Brasil)

Ano começa com confiança do industrial cearense em alta

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O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) marcou 60,6 pontos no mês de dezembro, segundo estudo do Observatório da Indústria da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC). O resultado é 0,6 ponto menor que no mês anterior, porém está acima de sua média histórica que é de 56,5 pontos, informa a assessoria de imprensa da entidade.

No Brasil, o ICEI atingiu 64 pontos, indicando também alta confiança do empresariado nacional.

Essa marca se mantém bem próxima do resultado do mês anterior, quando o Índice alcançou 64,2 pontos. O mês de dezembro é o sexto mês consecutivo que o Índice no Brasil se mantém acima de marca dos 50 pontos, se mantendo, também, acima da média histórica de 54,6 pontos.

Quem alavanca o resultado no estado é a Indústria da Transformação, que marcou 61,6 pontos no mês, se mantendo acima dos 50 pontos. Esse resultado foi 1,4 ponto menor que em novembro, mas a Indústria da Transformação prossegue acima de sua média histórica, que é de 52,5 pontos.

Além disso, o Índice de Confiança da Indústria da Construção cearense segue acima dos 50 pontos, alcançando 57,4 pontos em dezembro, valor próximo ao mês anterior, quando o Índice marcou 56,7 pontos. Essa marca continua acima da média histórica de 53,4 pontos e atinge seu maior resultado desde abril de 2018.

Entre outras razões, esse cenário de otimismo reflete uma redução das incertezas politicas, além de uma maior expectativa da implementação de reformas estruturais na economia nacional.

(Foto – Arquivo)

Senai e Cegás fecham parceria em projetos de inovação

O Senai fechou com a Companhia Estadual de Gás (Cegás), com respaldo da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico), uma parceria na área de serviços de inovação e novas tecnologias no setor gás.

Pelo acordo, segundo o diretor regional do Senai, Paulo André Holanda, a Funcap entra com financiamento da ordem de R$ 1,5 milhão.

A parceria começa ainda neste começo de ano, adianta o titular do Senai.

(Foto – Paulo MOska)

Pela primeira vez neste ano o dólar fecha em alta e Bolsa em queda

O dólar norte-americano fechou esta segunda-feira (7) com alta 0,46%, cotado a R$ 3.7331 para venda, em um movimento de correção, após acumular três quedas seguidas. Foi a primeira alta da moeda americana neste ano.

Na mínima do dia, o dólar atingiu R$ 3,69 e, na máxima, R$ 3,7356. Já o dólar turismo foi vendido perto de R$ 3,86, sem considerar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

O Ibovespa, principal indicador de desempenho das ações negociadas na B3 (Bolsa de Valores de São Paulo), encerrou o dia com queda de 0,15%, atingindo 91.699 pontos. É o primeiro dia do ano de funcionamento da Bolsa de Valores em que a variação é negativa.

Na sexta-feira (4), o Ibovespa fechou com mais um recorde nominal, ao encerrar o dia em 91.840 pontos, uma alta de 0,30% sobre o pregão anterior. Naquele dia, o dólar valia R$ 3,7160.

No pregão desta segunda-feira, os papéis com melhor desempenho foram Lojas Americanas, Petrobras, Tim, Embraer e Santander.

(Agência Brasil)

Agora, não – Presidente do BB nega reduzir crédito ou fechar agências de imediato

O recém-empossado presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, disse hoje (7) que o banco público não tem “nenhuma intenção” de reduzir sua oferta de crédito no mercado e declarou que qualquer eventual fechamento de agências ainda será objeto de estudos.

Novaes deu as declarações após a cerimônia de transmissão de cargo na sede do banco, em Brasília, ao ser questionado sobre uma fala do ministro da Economia, Paulo Guedes, que disse hoje ser preciso promover uma “desestatização do crédito”.

“Ele [Guedes] não falou do Banco do Brasil, ele falou de uma maneira geral, aumentar a competição. Não tem nenhum recado direto ao Banco do Brasil”, disse Novaes. “Não está em cogitação [reduzir crédito]”.

Sobre reestruturações de pessoal ou um eventual fechamento de agências, Novaes disse que examinará estudos feitos por consultorias a respeito desses assuntos, mas acrescentou que “o banco tem que ter cuidado quando fala em fechar agências”, devido ao papel que desempenha na interiorização de serviços bancários.

“Enxugamento de despesa é objetivo de qualquer gestor, mas desde que isso não prejudique o funcionamento do banco. Reduzir despesa por reduzir despesa é um mau princípio”, disse.

Em relação a uma eventual redução dos juros no Brasil, Novaes disse se tratar de uma questão macroeconômica, e que “o Banco do Brasil não vai resolver essa questão do juro”.

Desinvestimentos

Na entrevista, Novaes detalhou um pouco sobre desinvestimentos a serem promovidos pelo banco, que antes foram mencionados em seu discurso na cerimônia de transmissão de cargo.

O presidente do banco disse que o BB não perderá controle sobre suas “joias”, que não serão alvo de desinvestimento, sendo somente passíveis de abertura de capital ou de captação de parceiros.

“A parte de administração de fundos, a parte de meios de pagamento, a parte de seguridade, crédito para pessoa física e pequenas e médias empresas”, respondeu ao ser indagado sobre quais seriam tais joias.

(Agência Brasil)

João Marcos Maia será o segundinho do Dr. Cabeto na Saúde

O médico cardiologista Carlos Roberto Martins Rodrigues , o conhecido Dr. Cabeto, secretário estadual da Saúde, terá como secretário-executivo de Planejamento e Gestão (era o cargo de adjunto) o auditor João Marcos Maia.

João Marcos era o adjunto de Mauro Filho na Secretaria da Fazenda. Já Mauro Filho ocupará a pasta do Planejamento e Gestão, devendo ter na equipe o professor Flávio Ataliba, que deixa o comando do Instituto de Planejamento e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece).

(Foto – CRA/CE)

Novo presidente da Caixa anuncia venda de participações

O novo presidente da Caixa Econômica Federal, Paulo Guimarães, anunciou hoje (7) que a instituição deverá vender participações em áreas como seguros e loterias, reforçar o financiamento imobiliário via mercado de capitais e investir em microcrédito a juros mais baixos. Guimarães tomou posse nesta manhã no Palácio do Planalto, em cerimônia da qual participaram o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes.

Ele disse que seguirá a determinação do governo de “não errar” e que buscará reduzir um passivo de R$ 40 bilhões da Caixa registrado sob a rubrica de “instrumentos híbridos de capital e dívida”. Segundo Guimarães, isso se dará com a “venda de participações em empresas controladas, seguros, cartões, asset (gestão de ativos) e loterias, que já começam agora, pelo menos duas neste ano”.

Guimarães destacou que o banco público buscará reforçar sua atuação no mercado de crédito imobiliário por meio de operações de securitização – venda de títulos no mercado financeiro – da ordem de R$ 50 bilhões a R$ 100 bilhões.

“É fundamental discutir a parte imobiliária. Hoje temos problemas de funding. Via mercado de capitais, vamos vender de R$ 50 bilhões a R$ 100 bilhões para exatamente poder a Caixa continuar ofertando esse crédito”, disse.

O novo presidente da Caixa acrescentou que pretende expandir a oferta de microcrédito a taxas mais baixas do que as hoje praticadas pelo mercado. “Não me conformo em ver pessoas tomando dinheiro a 15%, 20% ao mês”, afirmou. “O Brasil pode ser uma referência em microcrédito.”

Guimarães disse que deverá fazer uma revisão nas políticas de patrocínio e comunicação da Caixa, conforme orientação do governo, e que viajará pessoalmente aos estados para ouvir clientes e visitar comunidades carentes onde o banco atua.

Ele informou que um dos primeiros estados a ser visitado será o Amazonas, onde estuda ampliar o acesso à Caixa ampliando o número de barcos do banco que atuam em comunidades isoladas.

(Agência Brasil)

Mercado mantém expectativa de inflação em 4,01% e dólar a R$ 3,80

Divulgado hoje, em Brasília, o Boletim Focus do Banco Central projeta a inflação anual oficial do país – medida pelo IPCA – em 4,01% e o câmbio em R$ 3,80. Os dois indicadores são os mesmos apontados há uma semana. Já as expectativas de crescimento econômico tiveram ligeira redução: de 2,55% para 2,53.

Na comparação das últimas semanas, as projeções de inflação, dólar e crescimento da economia seguem estáveis. Para o próximo ano, analistas ouvidos pelos Focus continuam prevendo inflação de 4% em 2020 e 3,75% em 2021.

Para 2010, as projeções indicam dólar a R$ 3,80 e a R$ 3,85 em 2022. Nos dois anos, a estimativa é de que a alta do Produto Interno Bruto – PIB (a soma de todas as riquezas produzidas pelo país) fique em 2,5%.

Para este mês de janeiro, a previsão é de que inflação se mantenha em 0,37% e, em fevereiro, 0,44% – os mesmos percentuais assinalados na semana passada. Houve, no entanto, expectativa de alta da inflação acumulada nos últimos 12 meses: de 3,87% vislumbrados há uma semana para 3,96% no boletim de hoje.

A consulta do Banco Central – feita semanalmente a analistas econômicos – também aponta estabilidade da taxa de câmbio em janeiro e fevereiro (dólar na faixa dos R$ 3,80).

(Agência Brasil)

Empresas que têm como base de sustentação o foco no cliente, geram mais receita e lucro

Em artigo sobre economia, o consultor financeiro Fabiano Mapurunga, Mestre em Administração com ênfase em Finanças e MBA em Gestão Financeira e Controladoria, aponta que quanto mais ações voltadas para melhorar a experiência do cliente com os produtos e serviços de uma companhia, maiores serão seus resultados financeiros. Confira:

Estamos iniciando o ano comercial de 2019 observando a sequência de feriados que, segundo a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomércio/ SP), podem representar uma queda de R$ 7,6 bilhões no faturamento do comércio varejista. Esse número, em termos relativos, representa 0,4% do total faturado pelo varejo em um ano. Apesar de esta estimativa apontar uma redução em relação ao realizado em 2018, quando a queda de faturamento foi na ordem de R$ 11,2 bilhões, entendemos que expressivamente se faz necessário tomar medidas para ampliar mais ainda a capacidade das empresas de aumentarem sua tendência de gerar resultados.

Sem o cliente, não há motivo de existência da empresa, pois não haverá entrada “orgânica” de capital, para suportar sua operação. Ou seja, o cliente é a tábua de salvação de qualquer negócio e a ele dever ser oferecido o que há de melhor. Logo, vejo o foco na experiência do cliente, como uma das principais ferramentas capazes de expandir a capacidade de qualquer negócio, aumentar e solidificar seus resultados financeiros.

Um estudo da consultoria de gestão McKinsey, o qual avaliou, no período de cinco anos, os dados financeiros de 300 companhias globais listadas na bolsa, chegou à conclusão que empresas que tiveram como prioridade o foco no cliente e o monitoramento e ajuste constante de seus processos – movimento que recebeu o nome de design organizacional – tiveram um ganho real maior que as demais. Temos exemplos visíveis deste fato, como a gigante do entretenimento Disney, a qual possui processos muito bem detalhados, para garantir o encanto de cada cliente que visita seus parques temáticos. Além desta temos também o aplicativo de streaming de música Spotify e o buscador Google.

A consultoria chegou à conclusão que, quanto mais ações voltadas para melhorar a experiência do cliente com os produtos e serviços de uma companhia, maiores serão seus resultados financeiros. Ainda dentro deste âmbito da experiência do cliente, o mesmo estudo revelou que um bom arranjo das equipes é fundamental para se ampliar a produtividade do negócio. Somar profissionais com formações distintas, se reunindo para resolver algum problema específico, é uma maneira de se combater a barreira burocrática na troca de ideias, fato que se caracteriza como um problema comum de grande parte das empresas pelo mundo a fora, que possuem departamentos com estruturas engessadas.

A ideia deste artigo, foi lhes trazer mais elementos para ajudar a angariar mais resultados para seus negócios e demonstrar que ações periféricas podem ter relações diretas com seus resultados financeiros.

Fabiano Mapurunga

Consultor em Finanças e Negócios. Mestre em Administração com ênfase em Finanças. MBA em Gestão de Negócios. MBA em Gestão Financeira e Controladoria. Professor Universitário

Theresa May alerta sobre riscos se Brexit for recusado

A primeira-ministra britânica, a conservadora Theresa May, advertiu hoje (6) que o Reino Unido entrará num “território desconhecido” se o parlamento recusar este mês o acordo do Brexit a que chegou com a União Europeia (UE). A saída do Reino Unido da UE é apelidada de Brexit, palavra originada na língua inglesa resultante da junção de Britain e exit.

Ela confirmou numa entrevista à BBC que tenciona submeter o acordo a uma votação durante a terceira semana de janeiro. Em dezembro, a votação tinha sido adiada por conta da falta de maioria parlamentar que o apoie.

“Se o acordo não for aprovado vamos entrar num território desconhecido. Não acredito que alguém possa dizer exatamente o que ocorreria em termos da reação que veríamos no parlamento”, disse.

May insistiu que espera nos próximos dias obter novas garantias da UE que outorguem “confiança” aos críticos do pacto de que o mecanismo de salvaguarda para evitar uma fronteira da Irlanda do Norte não se converta em permanente.

Oposição ao acordo
A preocupação em torno deste assunto é o principal ponto que levou o setor mais eurocético dos conservadores e os sócios do Partido Democrático Unionista (DUP) da Irlanda do Norte a se oporem ao acordo.

A primeira-ministra britânica insistiu que é contrária à convocatória de um segundo referendo sobre o Brexit, defendendo que seria uma “falta de respeito” face ao resultado da consulta de junho de 2016, na qual 51,9% dos votantes optaram pela saída da UE.

May também sublinhou que não há tempo para organizar um referendo antes de 29 de março, a data combinada para a ruptura, e que, por isso, essa opção obrigaria a adiar o Brexit.

À espera de novas concessões por parte de Bruxelas, que sedia a União Europeia, que facilitem a aprovação do acordo na Câmara dos Comuns, a mandatária conservadora antecipou que, nos próximos dias, anunciará novas medidas para tentar convencer os céticos.

Em primeiro lugar, prevê anunciar “medidas referentes à Irlanda do Norte”, e, em segundo lugar, deverá anunciar um plano para outorgar “um maior papel ao parlamento” nas futuras negociações sobre a relação comercial que estabelecerão Londres e Bruxelas depois da saída britânica do bloco comunitário.

(Agência Brasil)

Cearense assumirá a superintendência estadual do Banco do Brasil

Pio Gomes de Oliveira Júnior (55) tomará posse, na próxima segunda-feira, 7,como novo superintendente estadual do Banco do Brasil no Ceará. Cearense de Jucás (Regão do Cariri), ele substituirá Amauri Aguiar, que foi nomeado para superintendente estadual do BB da Bahia.

Funcionário de carreira do banco, Pio Gomes completou 36 anos no BB, onde chegou a exercer o cargo de superintendente regional e gerente geral de várias unidades da Instituição. É graduado em direito e especialista em Gestão Financeira e Formação para Altos Executivos, informa a assessoria de imprensa do banco.

(Foto – Divulgação)

Titular da Sefaz já tem planos para reforçar o combate à sonegação

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A auditoria da Secretaria Fazenda (Sefaz) passará por transformações para intensificar o combate à sonegação fiscal no Ceará já em 2019. Dentre outras mudanças previstas, estão medidas de gestão de pessoas e a redução da burocracia nos processos tributários por meio da tecnologia. O plano foi anunciado pela nova secretária do órgão, Fernanda Pacobahyba, durante solenidade para assumir o cargo, ontem, no auditório da Sefaz, em Fortaleza.

“Sonegação e corrupção são duas coisas inaceitáveis. Queremos trabalhar com o servidor ético e motivado para acabar com qualquer forma de corrupção. No tocante aos contribuintes, a sonegação é um mal que a sociedade não pode mais conviver com ela. A auditoria vai sofrer algumas transformações”, afirmou. Questionada sobre quais serão as mudanças, ela disse que não pode antecipá-las.

Pacobahyba disse que também pretende “facilitar os processos, torná-los menos burocráticos e sem esquemas complexos que dificultam a vida dos cidadãos”. A nova gestora destacou que a linha de crédito do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para o Programa de Modernização da Gestão Fiscal no Brasil (Profisco II), no valor de US$ 70 milhões, permitirá melhorias e a elaboração de novos processos. O projeto foi assinado em outubro último, com contrapartida de US$ 7 milhões do governo estadual.

A secretária avalia que a recuperação de dívidas tributárias relacionadas ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD) será um dos desafios da nova gestão.

“O passivo está em torno de R$ 3 bilhões. Grande parte deste crédito não é liberada. A gente precisa rever uma forma de execução dele. Essa não é uma dificuldade apenas do Ceará, executar crédito tributário é uma dificuldade do federal”, aponta. Ela lembra que a suspensão do Programa de Recuperação Fiscal (Refis) por cinco anos, de 2017, já promoveu melhorias neste aspecto.

Sobre a arrecadação de impostos de 2018, o balanço está sendo finalizado, mas é previsto percentual em torno dos 15%. A meta para 2019 ainda será definida em reunião com o governador do Estado Camilo Santana (PT).

Élcio Batista, secretário-chefe da Casa Civil, representou o chefe de Estado durante a solenidade. Ele destacou o currículo da nova secretária e disse que ela é competente para ajudar a enfrentar o maior desafio que é a desigualdade social.

(O POVO /Foto – Divulgação)

Dólar fecha em queda e Bovespa bate recorde nominal pelo terceiro dia

A cotação do dólar teve queda no fechamento da B3, a bolsa de valores de São Paulo. A moeda americana ficou em R$ 3,7160, uma variação negativa de 1,02%.

O índice Ibovespa, indicador de desempenho das ações negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo, fechou com alta de 0,30%, totalizando 91.840 pontos nesta sexta-feira, batendo novo recorde nominal, pelo terceiro consecutivo. O recorde anterior, de 91.564 pontos, foi registrado ontem.

Os papéis com melhor desempenho no pregão de hoje foram os da Cielo (alta de 7,98%), Bradespar (6,76%) e Vale (6,51%). A maior baixa ficou por conta da Embraer, com variação negativa de 5,02%.

Mais cedo, o presidente Jair Bolsonaro disse ser favorável ao acordo entre a Embraer e a Boeing, mas afirmou que tem preocupações com o futuro da empresa. “Seria muito bom essa fusão, mas nós não podemos, como está na última proposta, que daqui a cinco anos tudo seja repassado para o outro lado. Nossa preocupação é essa, é um patrimônio nosso.”

(Agência Brasil)