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Especialista em marcas dá palestra em Fortaleza

Como título “Está difícil! Mas vai piorar!, eis artigo de José Roberto Martins, especialista em branding (marcas) que, a partir das 18h30min desta segunda-feira, no Gran Marquise Hotel,dará palestra e abrirá assim o projeto “Grandes Nomes da Comunicação”, chancelado VSM Comunicação do Ceará. Ele falará sobre o tema “Capital intangível”. Confira:

Os mais jovens, ou, pior, aqueles que leem pouco, não irão se lembrar. Até meados dos anos 1980 o Brasil era um paraíso de poucas marcas. Só para ajudar a lembrar, tínhamos apenas quatro montadoras: Ford, Volkswagen, GM e Fiat, que chegou por último em 1976 e hoje é a marca líder. No último salão do automóvel, em São Paulo, pudemos registrar a presença física e produtiva no Brasil de mais de vinte marcas, e isso incluindo as “marquinhas” BMW e Audi, que tem grandes planos para o país. Motos? Era escolher entre Honda e Yamaha. Atualmente? São também cerca de vinte marcas produzindo no país.

Gosta de cerveja? Bem, no mesmo período tínhamos praticamente duas marcas: Brahma e Antactica. O restante não tinha mais que 10% de participação de mercado. Hoje são cerca de duzentas marcas produzindo e vendendo, ainda que a Ambev, por razões que só o futuro justificará, tenha 68% de participação. Ainda assim, marcas outrora irrelevantes como Itaipava, Crystal, Nova Schin, dentre outras, respondem pelo restante das vendas, que ainda tem muito para crescer. Mas a participação de mercado da Ambev tem caído, e, não nos esqueçamos, grandes marcas globais como Sab Miller, Heineken e Kirin estão começando a arregaçar as mangas no Brasil e prometem dar muito trabalho.

A foto que ilustra esse texto é de minha autoria. Ela foi tirada em 16 de outubro de 2012 às 15:30. Revela, lado a lado, o Frans Café e a Starbucks, duas marcas importantes de cafeterias na Rua Haddock Lobo, Jardins, SP. A loja da paulistana Frans ocupa o local há muitos anos, e passou recentemente por uma maquiagem, já prevendo a iminente invasão da Starbucks, que apenas na região da Avenida Paulista já tem quase dez lojas.

Poderíamos continuar mostrando dezenas de exemplos, em todos os setores de negócios, e no país inteiro. Bancos, sabonetes, macarrão, mostarda, biscoitos, temperos, consultorias, máquinas e equipamentos, restaurantes, sabão em pó, detergente, modas masculina e feminina, perfumes, e assim por diante.

Mas vamos nos limitar aos nomes Frans Café e Starbucks. O Frans, como é chamado em São Paulo, era um lugar “tipo” Starbucks. Confortável, um café que, na minha opinião, nunca foi grande coisa, ar condicionado, lanches, salgados, doces e bolos que consumi poucas vezes, porque nunca os achei surpreendentes a ponto de colocar em risco a minha meta permanente pela boa forma física.

O Frans viveu muitos anos com pouca ou nenhuma concorrência. Dai vieram as marcas Cafés Floresta, Pilão, Três Corações, Casa do Pão de Queijo, dentre outras, que, mesmo pouco posicionadas em cafés, tomaram porções de mercado do Frans, embora muitos também não fossem grande coisa. Podemos também incluir o então modelo bem sucedido da Casa do Pão de Queijo, cujo padrão erodiu, enquanto outros melhoraram e progrediram, como a rede Café do Ponto.
Mas o Frans continuou na sua, julgando que mantinha um padrão que agradava quem não entendia muito de café. E, é claro, veio a zona de conforto. Por exemplo, bem depois, mas bem depois mesmo, é que o Frans passou a incorporar o copinho de água com gás para limpar as papilas e facilitar a degustação do café. Mas fizeram isso apenas porque novas pequenas cafeterias elitizadas nos Jardins, em especial, começaram a seguir o modelo italiano, o mesmo que inspirou a Starbucks. O Café Suplicy, também de São Paulo, acredito, foi uma inspiração quase certa para aquela decisão.

Mas apenas a qualidade do café explica todo esse movimento no setor? Não! O segredo da rede global Starbucks não está necessariamente nos seus tipos de cafés e a sua qualidade, mediana na minha opinião. Tomo cafés muito melhores e pagando muito menos em cafeterias pequenas, e, igualmente, confortáveis.

Mas a marca Starbucks é um pacote de inspiração italiana, que, convenhamos, ensinou o povo americano a tomar café. O modelo começa realmente pelo cardápio essencialmente italiano: café espresso, macchiato, café latte, cappuccino, moccaccino e derivações que a Starbucks criou, como o Frappuccino. Mas as coincidências param por aí. A reputação da Itália de ter o melhor café do mundo não está apenas na matéria-prima, em grande parte brasileira e colombiana, mas sim no preparo talentoso pelos baristas. Além disso, os italianos criaram máquinas de preparo de grande qualidade, que, controladas com competência, produzem um café perfeito, o qual idealmente deve ser tomado sem açúcar ou adoçante. Custou-me mais de um ano de treino, mas só tomo bons cafés sem qualquer tipo de adoçante.

O segredo do Starbucks é vender uma “experiência de consumo”. Bons espaços, cool jazz, ninguém te enchendo para comprar, wi-fi grátis na maioria das lojas… Enfim, uma sala de lazer grátis e com ar-condicionado que cobra caro, mas entrega conforto. Muita gente até abusa, não compra nada e dorme nos sofás. Mas é o preço a pagar pelo modelo, exatamente como nas megalivrarias, nas quais as pessoas passam o dia inteiro lendo de graça e, ainda assim, esses negócios proliferam. Vai entender a cabeça das pessoas…

Além das lojas, o consumidor pode ter um ótimo café em sua própria casa. A italiana Illy foi a primeira a chegar no Brasil com os seus sachês, sendo muito tempo depois ultrapassada pela Nespresso. Tive a máquina da Illy, mas deixei de usar porque os sachês ficaram muito caros. Ainda utilizo a Nespresso, mas devo confessar que com essa história de pegar senha para ser atendido começo a desconfiar que o modelo premium que erigiu a marca pode ter começado a se esfacelar. Mas, nos casos Illy e Nespresso, e também para quem não sabe, as duas marcas utilizam cerca de 60% de café brasileiro para compor os seus blends. Ou seja, vendemos café a preço de commodity e o recompramos a preço de grifes. Talvez seja a nossa sina. Até hoje não conseguimos superar o excelente trabalho de comunicação do café colombiano, que vende menos do que nós e ganha muito mais, porque tem uma reputação superior de qualidade.

Voltando ao Frans, à foto e maquiagem, o café continua de médio para bem ruim e o atendimento uma lástima. Claro que algumas lojas podem ser exceções, mas em um negócio no qual você tem que enfrentar uma marca gigante como a Starbucks, o Frans tem ainda muito para aprender. Conheçam duas experiências pessoais.

Moro em São Paulo a menos de uma quadra da loja Fnac da Avenida Paulista, a qual elegeu o Frans para ser a sua cafeteria. Num sábado pela manhã fui até a Fnac e resolvi tomar um café no Frans, já que as minhas cafeterias preferidas fecham nos finais de semana. Nelas, pago R$2.70 por um ótimo expresso. Pedi um café que me custaria R$3,70 e dei uma nota de R$50,00, a única que tinha. A caixa disse que não poderia me atender porque não tinha troco.

Surpreso, pedi que chamasse o gerente, mas, o que é muito comum, a loja não tinha um gerente. Ou seja, ninguém com poder para resolver uma simples questão de falta de troco, cuja obrigação de fornecer é do vendedor, e não do comprador. Bom, reclamei e tive que deixar a loja sem tomar o meu café.

Cerca de duas semanas depois a mesma situação, só que agora com a falta de troco para uma nota de vinte reais. Também deixei a loja sem tomar o meu café, mesmo protestando sobre a reincidência. Conclusão: dois fatos desagradáveis, e de conhecimento apenas meu e das atendentes, que ganham pouco e não tem nenhum poder ou visão do que estão fazendo, transformou-se em um case, agora do conhecimento de milhares de pessoas. Valeu a pena a economia que a marca fez? As duas oportunidades de contentar o consumidor que a marca perdeu? Não teria custado bem menos oferecer o café sob o meu compromisso de retornar e pagar quando eu tivesse troco? Isso já aconteceu comigo, e com contas muito mais altas. Como sou honesto e sei que se eu não pagasse o dinheiro sairia dos bolsos dos empregados, enquanto eu não saldasse as “dívidas” eu não ficava tranquilo.

Agora, lado a lado com a Starbucks, o Frans terá mais uma oportunidade, talvez a última, para rever o seu modelo de negócios, as suas decisões gerenciais, de comunicação de marcas e de economias tolas com mão de obra desqualificada, destreinada e sem nenhum poder para resolver conflitos idiotas, como a falta de troco para a venda de um café nada surpreendente. E porque a Starbucks pode tomar mais fregueses do Frans? Simples: porque tem a reputação de oferecer uma experiência agradável de consumo. Aproveitando, quando você viu um comercial de TV da Starbucks no Brasil?

De modo geral, e mais uma vez sem considerar as exceções, muitos empresários não estudam. Com isso, acabam comprando soluções de comunicação que são meras maquiagens e que não resolverão os grandes desafios adiante. Claro que isso é ótimo para o meu negócio de consultoria, mas lições valiosas são grátis e, algumas, até muito antigas, são surpreendentemente simples e contemporâneas em sua finalidade de educar:

“Todas as organizações ou grupos de pessoas que trabalham juntos durante algum tempo desenvolvem uma filosofia, um conjunto de valores, uma série de tradições e costumes. Tudo isso será a identidade da empresa. (…) Cada pessoa dentro da empresa é importante e todas as funções desempenhadas também o são. (…) Grande parte do nosso sucesso se deve ao fato de transferirmos a responsabilidade até o nível em que ela pode ser exercida com eficácia; normalmente, no nível mais baixo da organização, o que está mais próximo do consumidor”. (The HP Way: como Bill Hewlett e eu Constrímos nossa empresa. Campus, 1995.

São lições de vencedores, e datam dos anos 1940. Bem, para encurtar, é importante ensinar que marca não é um logotipo, coisa que já falávamos em O império das marcas, meu primeiro livro publicado em 1996. Marca é um “pacote” que inclui qualidade, bom serviço na venda e pós-venda, gente qualificada, ótimo design, comunicação inteligente e uma infraestrutura que não seja boa apenas em fazer promessas, mas, principalmente, em entregá-las porque isso faz parte da sua cultura e não de suas traquinagens administrativas ou de comunicação.

Finalmente, a respeito do provocativo tom pessimista no título desse artigo. Se você viu nele um copo meio vazio, então provavelmente a sua marca está com problemas. Caso você tenha percebido o contrário; um copo meio cheio, então provavelmente a sua marca tem um ótimo futuro. Talvez sejam necessários apenas alguns pequenos ou grandes ajustes.

* José Roberto Martins,

Presidente da GlobalBrands e autor de vários livros, incluindo: Branding: um manual para você criar, gerenciar e avaliar marcas (2006) e Capital intangível: guia de melhores práticas para a avaliação de ativos intangíveis (2012). É pioneiro brasileiro em avaliação e comunicação de marcas, desde 1995.

Cid participará de encontro do Sistema Confea/CREA

As obras de engenharia voltadas para a Copa 2014 serão discutidas durante a VI Reunião Ordinária do Colégio de Presidentes do Sistema Confea/Crea e Mútua, nesta quarta-feira, no Ponta Mar Hotel.

O governador Cid Gomes, que é engenheiro, confirmou sua presença na abertura do evento que se encerrará com a inauguração da Praça dos Engenheiros, situada na avenida Padre Antonio Tomaz com avenida Engenheiro Santana Júnior e com rua Andrade Furtado (Bairro Cocó).

Essa inauguração ocorrerá na sexta-feira.

Banco do Brasil vai criar empresa de seguro e previdência

“O Banco do Brasil (BB) quer criar empresa na área de seguros, previdência aberta e capitalização. Segundo comunicado divulgado hoje (26) ao mercado, a sociedade vai chamar BB Seguridade. A decisão foi tomada em reunião do Conselho de Administração do banco no último dia 23. De acordo com o comunicado, o BB pretende consolidar, sob uma única sociedade, todas as atividades do banco nos ramos de seguros, capitalização, previdência complementar aberta e atividades afins.

Para o banco, com uma única companhia será possível obter ganhos de escala nas operações, reduzir custos e despesas no segmento de seguridade e ampliar a atuação da atual BB Corretora de Seguros e Administradora de Bens. O banco passará a comercializar produtos de terceiros, nos ramos onde não possui acordos de exclusividade com empresas parceiras.

O BB informou também que a ideia é que a BB Seguridade seja uma companhia aberta. Sendo assim, o BB pretende, em 2013, promover uma oferta pública primária e secundária de ações de emissão da nova companhia na Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros (BM&FBovespa), no chamado Novo Mercado (que exige mais transparência das empresas e compromissos que garantem maior equilíbrio de direitos entre acionistas).

O banco quer ainda expandir operações com corretagem de seguros para os ramos de planos odontológicos e de saúde, utilizando a rede de distribuição do BB e outros canais. A ideia é inclusive atender a não correntistas do Banco. Inicialmente, a BB Seguridade não atuará como uma seguradora de saúde, não assumindo, dessa forma, riscos de operações de seguro saúde.”

(Agência Brasil)

Brasileiro trabalha cinco meses do ano para pagar impostos

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Cinco meses de trabalho por ano do brasileiro são apenas para pagar tributos, segundo estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT). O cálculo considera os impostos sobre a renda, o patrimônio e o consumo. Em média, há comprometimento de 40,98% da renda bruta do trabalhador para os fiscos federal, estadual e municipal. A “alforria” tributária dos contribuintes, segundo o IBPT, foi concedida, neste ano, pelo governo brasileiro, apenas em 30 de maio, o que significa dizer que, somente a partir dessa data a pessoa começou a trabalhar para si mesma, sem intervenções fiscais. São 150 dias de trabalho para os três fiscos – um a mais que no ano passado.

Além disso, a alíquota mais elevada (27,5%) recai sobre renda mais baixa do que em países como Estados Unidos, Inglaterra e Argentina, de acordo com estudo da consultoria Ernst & Young Terco. Os brasileiros com renda mais baixa também recolhem, em proporção, mais do que trabalhadores de extratos superiores.

Menos reembolsos para a sociedade

Segundo ainda o IBPT, entre os 30 países com cargas tributárias mais altas, o Brasil é o que menos devolve em serviços e investimentos à sociedade. Além de trabalhar cinco meses no ano só para pagar impostos, o brasileiro precisa dedicar a renda de outros quatro meses para suprir a lacuna deixada pelos maus serviços prestados pelo Estado.

Os investimentos em áreas básicas são menos eficazes que em outros países, segundo dados do Instituto. O Brasil e a Coreia do Sul investem o mesmo percentual do Produto Interno Bruto (PIB) na área, em torno de 4,5%. Porém, enquanto os alunos sul-coreanos estão entre os mais bem avaliados nos testes internacionais Pisa, os brasileiros estão entre os piores.

Segundo o presidente do IBPT, João Eloi Olenike, o aumento da eficiência na gestão e nos gastos públicos permitirá fazer muito mais com menos, melhorando os serviços com redução da carga tributária. Ele explicou que não se justifica o aumento de tributos, uma vez que vivemos num dos países que mais cobram impostos e “os valores recolhidos não retornam em serviços como segurança, rodovias sem pedágio e saneamento básico”, apontou.

O economista Paulo Rabello de Castro, da RC Consultores, explicou que o crescimento da carga tributária tem freado a taxa de eficiência da economia de modo significativo nos últimos anos que se poderia afirmar que o Brasil perdeu, pelo menos, um ano de PIB a cada década.

Alexandre Schwartsman, ex-diretor do Banco Central, disse que a elevação da carga tributária nos últimos anos foi destinada em sua grande maioria para custear o aumento dos gastos correntes dos governos, incluindo benefícios sociais e salários de funcionários públicos.”

(POVO Online – Canal Economia)

Custo da construção cresce mais de 7% em um ano

” O Índice Nacional de Custo da Construção do Mercado (INCC-M), medido pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), aumentou 0,23% em novembro, variação ligeiramente inferior à de setembro (0,24%). No acumulado do ano, o índice apresentou variação de 6,93% e, nos últimos 12 meses, 7,3%. O resultado foi influenciado pelo grupo de despesas materiais, equipamentos e serviços, que sofreu decréscimo, passando de 0,49% para 0,22%. Na média, o INCC-M só não foi menor porque, no período, ocorreram reajustes salariais em Recife, um dos sete locais pesquisados, onde a taxa saltou de 0,48% para 2,21%.

Os cálculos relativos à mão de obra nas sete capitais indicam elevação de 0,01% para 0,24%. Desde janeiro, o custo da mão de obra ficou 9,21% mais caro e, em 12 meses, 9,72%, praticamente, o dobro do índice de materiais, equipamentos e serviços com variação de 4,63% e 4,87%, respectivamente. Das sete localidades pesquisadas, apenas Recife teve elevação do INCC-M (de 0,48% para 2,21%). Nas demais, ocorreram decréscimos: Brasília (de 0,32% para 0,07%) e Rio de Janeiro (de 0,22% para 0,08%); Salvador (de 0,14% para 0,13%); Belo Horizonte (de 0,28% para 0,18%); Porto Alegre (de 0,28% para 0,11%) e São Paulo (de 0,2% para 0,13%).”

(Agência Brasil)

Mercado reduz projeção para crescimento da economia do País

“Analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC) reduziram, pela segunda semana seguida, a projeção para o crescimento da economia, este ano. A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – soma de todos os bens e serviços produzidos no país, este ano, caiu de 1,52% para 1,50%. Para 2013, a projeção oscilou de 3,96% para 3,94%. Os dados constam do boletim Focus, divulgado semanalmente pelo BC. Para a produção industrial, a projeção de queda neste ano passou de 2,39% para 2,30%. Para 2013, a expectativa é que haverá recuperação, com retorno ao crescimento. A estimativa de expansão passou de 4,15% para 4,20%.

A projeção para a cotação do dólar foi mantida em R$ 2,03, neste ano, e em R$ 2,02, em 2013. A previsão para o superávit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) foi alterada de US$ 19,2 bilhões para US$ 19,6 bilhões, neste ano, e foi mantida em US$ 15,52 bilhões, em 2013. A estimativa para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB foi mantida em 35,2%, este ano, e em 34%, em 2013.

Para o déficit em transações correntes (registro das transações de compra e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior), houve ajuste na projeção de US$ 54,6 bilhões para US$ 54 bilhões, este ano. Para 2013, a estimativa é de US$ 65 bilhões, a mesma da semana passada. A expectativa para o investimento estrangeiro direto (recursos que vão para o setor produtivo do país) foi mantida em US$ 60 bilhões, neste ano. Para 2013, passou de US$ 60 bilhões para US$ 59 bilhões.”

(Agência Brasil)

Pronatec – Dilma destaca que programa atingiu 1,1 milhão de matrículas no Senai

“A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (26) que o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) atingiu a marca de 1,1 milhão de matrículas em cursos técnicos, de aprendizagem profissional e de qualificação do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). No programa semanal Café com a Presidenta, ela avaliou que o Brasil precisa de uma indústria forte e competitiva para garantir o crescimento e a criação de oportunidades de trabalho. “Mas, para ter uma indústria forte, o país precisa de mão de obra qualificada e de técnicos bem formados”, disse, ao destacar áreas como automação industrial, petróleo e gás, mineração, mecatrônica, manutenção de aeronaves, eletrônica, indústria naval e computação.

Dilma lembrou que a meta do governo é criar, por meio do Pronatec, 8 milhões de vagas em cursos técnicos e de qualificação profissional até 2014. Atualmente, 2,2 milhões de jovens estão matriculados no programa.

De acordo com a presidenta, o governo planeja expandir as ações do Senai, destinando R$ 1,5 bilhão à construção de escolas, modernização e ampliação das 251 unidades já existentes. “Um país que aposta na educação profissional e que tem uma indústria forte e competitiva consegue crescer, se desenvolver, gerar mais oportunidades, mais renda e emprego de qualidade. Com isso, podemos melhorar a vida de todos.”

(Agência Brasil)

Sinduscon/CE cobra concurso para a Semam

Concurso público é a principal reivindicação do Sindicato da Indústria da Construção Civil do estado (Sinduscon) ao prefeito eleito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PSB), em se tratando de Secretaria Municipal do Meio Ambiente.

A entidade reclama a falta de técnicos nesse órgão, observando que estão entulhados cerca de R$ 6 bilhões em projetos. Culpa a morosidade na liberação das licenças, por ter poucos quadros.

O presidente do Sinduscon/CE, Roberto Sérgio, que foi um dos apoiadores do prefeito eleito, espera que Roberto Cláudio resolva tal situação em nome do desenvolvimento do ramo da construção civil.

INSS começa a depositar nesta 2º feira a segunda parcela do 13º dos aposentados

O Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) começa a depositar, nesta segunda-feira, a segunda parcela do 13º salário para aposentados e pensionistas. Os primeiros a receber serão aqueles que ganham até um salário mínimo (R$ 622) e cujo número de inscrição no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) termina em 1, desconsiderando-se o dígito. Para quem recebe acima do mínimo, os pagamentos começarão a ser feitos na próxima segunda-feira, dia 3 de dezembro. Todos os depósitos serão feitos até 7 de dezembro, sexta.

No total, serão pagas parcelas para cerca de 25,8 milhões de beneficiários. Estima-se que o pagamento da segunda parcela do 13º  injete cerca de  R$ 11,7 bilhões na economia. A primeira parcela do 13º deve ser depositada para todos os trabalhadores até o dia 30 de novembro, mas aposentados e pensionistas do INSS receberam o primeiro pagamento em agosto. Tanto a primeira quanto a segunda parcelas do décimo terceiro têm o Imposto de Renda (IR) retido na fonte.

Pessoas que recebem amparo previdenciário do trabalhador rural, renda mensal vitalícia, amparo assistencial ao idoso e ao deficiente, auxílio suplementar por acidente de trabalho, pensão mensal vitalícia, abono de permanência em serviço, vantagem do servidor aposentado pela autarquia empregadora e salário-família não têm direito a décimo terceiro derivados desses benefícios.

SERVIÇO

* É possível conferir o valor exato do 13º salário no site da Previdência.

(Com Portal Uol)

Bancários protestam contra horário do Itaú e fecham agências nesta segunda-feira

Um protesto contra o horário estendido nas agências do Itaú, nesta segunda-feira (26), provocará o fechamento de seis agências, das 8 horas às 20 horas, de acordo com o novo horário estabelecido pela direção do banco.

Segundo o sindicato da categoria, o novo horário de atendimento foi estabelecido sem as mínimas condições de segurança para clientes e funcionários. Segundo ainda o sindicato, as portas giratórias com detectores de metais também foram retiradas das agências.

As seis agências que estarão sem funcionamento nesta segunda-feira, de acordo com o sindicato, estão localizadas no Centro, na avenida Bezerra de Menezes e na avenida Santos Dumont.

Maranhão tem pior PIB do País. Ceará faz parte dos estados intermediários

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“O estado do Maranhão apresentou o menor Produto Interno Bruto (PIB) per capita no Brasil em 2010, informou nesta sexta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado foi de 6 888,60 reais. Já o maior PIB per capita do país é o do Distrito Federal, com 58 489,46 reais. “O menor PIB per capita era o do Piauí, agora é o do Maranhão”, disse Frederico Cunha, gerente da Coordenação de Contas Nacionais Anuais, explicando que o crescimento da população no Maranhão foi maior que a do Piauí e, como a expansão do PIB não a acompanhou, o PIB per capita maranhense ficou menor.

De qualquer maneira, a segunda pior posição na lista de PIB per capita ficou com o Piauí: 7 072,80 reais. O estado de Alagoas ficou em terceiro lugar, com um PIB per capita de 7 874,21 reais. “A concentração dos menores PIBs per capita é nas regiões Norte e Nordeste”, declarou. Já a performance do Distrito Federal é explicada pela baixa densidade populacional aliada ao elevado nível de renda. “A fatia do Distrito Federal no PIB é muito maior que a fatia da região no total da população. O PIB per capita do Distrito Federal é três vezes maior que o do Brasil”, acrescentou o especialista.

Melhores e piores resultados – O PIB per capita do Distrito Federal é ainda duas vezes maior que o de São Paulo, de 30 243,17 reais, o segundo estado no ranking. No total nacional, o PIB per capita é de 19 766,33 reais. Em 2010, sete unidades da federação tiveram resultado acima da média nacional: Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Espírito Santo e Paraná.

Concentração – Apesar do ligeiro movimento de desconcentração da riqueza no país, oito unidades da federação ainda concentram 77,8% do PIB brasileiro: São Paulo (33,1%), Rio de Janeiro (10,8%), Minas Gerais (9,3%), Rio Grande do Sul (6,7%), Paraná (5,8%), Bahia (4,1%), Santa Catarina (4,0%) e Distrito Federal (4,0%). Na direção oposta, os dez estados com as menores participações no PIB somavam uma fatia de apenas 5,3% da geração total de riqueza, relatou o IBGE. Todos estavam localizados nas regiões Norte e Nordeste: Rio Grande do Norte (0,9%), Paraíba (0,8%), Alagoas (0,7%), Sergipe (0,6%), Rondônia (0,6%), Piauí (0,6%), Tocantins (0,5%), Acre (0,2%), Amapá (0,2%) e Roraima (0,2%). No entanto, o grupo ganhou participação de 0,3 ponto porcentual no PIB em relação a 2002, enquanto o grupo dos oito estados mais ricos perdeu 1,9 ponto porcentual.

Já o grupo intermediário, formado pelos nove estados restantes, abocanhava 16,9% do PIB: Goiás, Pernambuco, Espírito Santo, Ceará, Pará, Amazonas, Mato Grosso, Maranhão e Mato Grosso do Sul, todos com participações entre 1,2% e 2,6%. A fatia do grupo intermediário foi a que mais cresceu entre 2002 e 2010, em 1,5 ponto porcentual.

(Veja Online)

Prefeito eleito de Fortaleza visita Porto do Mucuripe

José Carlos e Mário Lima (Sec. Portos), RC, Paulo André e José Arnaldo, ambos da CDC.

O Porto do Mucuripe recebeu a visita do prefeito eleito Roberto Cláudio (PSB), nesta tarde de sexta-feira. Na ocasião, Roberto Cláudio conheceu a obra do Terminal Marítimo de Passageiros, que já está com 40% de execução. O equipamento ficará pronto em dezembro de 2013, a tempo de receber cruzeiros para a Copa 2014. A visita contou com a participação de Mário Lima, secretário-executivo da Secretaria de Portos, José Carlos Martins, chefe de gabinete dessa pasta, marcando o encerramento do VII Seminário SEP de Logística.

Roberto Cláudio reafirmou ao presidente da Companhia Docas do Ceará (CDC), Paulo André Holanda, o compromisso de implementar um plano de revitalização da área portuária e integração com as áreas urbanas do Mucuripe e Serviluz, envolvendo o já existente Centro Vocacional Tecnológico Portuário Manuel Dias Branco e o futuro Terminal de Passageiros.

Segundo Paulo Holanda, assessorado pelo diretor comercial José Arnaldo Bezerra, o projeto envolve estudos para atividades nas áreas de esporte, lazer e cultura direcionadas para a comunidade do Titanzinho, ações ligadas a energias alternativas (eólica e solar) e capacitação profissional. O projeto será uma parceria da Secretaria de Portos, Companhia Docas do Ceará e Prefeitura de Fortaleza.

 

(Foto – CDC)

Guido Mantega diz que câmbio em torno de R$ 2,00 veio para ficar

“O ministro da Fazenda, Guido Mantega, considerou hoje (23) “razoável” o atual nível do câmbio, com a oscilação do dólar em torno de R$ 2 ou um pouco acima disso. Segundo Mantega, o dólar nesta faixa “veio para ficar”. Ele falou a um grupo de líderes empresariais na 32ª Reunião do Fórum Nacional da Indústria, na sede do escritório regional da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em São Paulo. Mantega ressaltou que, mesmo com a demanda mais baixa no mercado mundial, por causa da crise econômica europeia, as exportações de manufaturados vêm melhorando, enquanto as importações diminuem. Ele observou que as exportações brasileiras também têm sido afetadas pelo fraco desempenho da economia de parceiros comerciais como a Argentina, que “deu uma travada”. De acordo com o ministro, em negociações bilaterais, o governo brasileiro está empenhado em ajudar a reverter esse comportamento do país vizinho.

Outra consequência da valorização do dólar é que a busca de empréstimos externos fica mais cara, levando o setor a explorar mais as operações de crédito no mercado interno, disse ele. Por enquanto, o “o crédito continua um pouco retraído”. Mas, com a inflação sob controle, isso “abre condições para maior crescimento da economia”. Para este fim de ano, o ministro espera um bom desempenho do mercado interno, por que houve aumento da massa salarial, com os reajustes obtidos por várias categorias, e o poder de compra vai aumentar com a entrada dos recursos extras do décimo terceiro salário.

Segundo Mantega, se for confirmado o crescimento previsto de 1,2% no Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre, a economia deverá crescer pelo menos 1,7% no começo do ano. Ele estima crescimento em torno de 4% para 2013 e destaca que todos os setores empresariais brasileiros estão confiantes na possibilidade de uma evolução favorável dos negócios.”

(Agência Brasil)

Arrecadação federal cai pelo quinto mês seguido

“As reduções de impostos e a desaceleração da economia continuam a impactar o caixa do governo. Pelo quinto mês seguido, a arrecadação federal registrou queda, como divulgou a Receita Federal. Em outubro, as receitas do governo somaram R$ 90,516 bilhões, queda de 3,27% em relação ao mesmo mês do ano passado, descontada a inflação oficial pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Nos dez primeiros meses do ano, a arrecadação federal soma R$ 842,307 bilhões, montante apenas 0,7% maior que o registrado no mesmo período do ano anterior, também levando em conta a variação do IPCA. Foi o sétimo mês consecutivo que o ritmo acumulado de crescimento caiu na comparação com 2011. Até setembro, a arrecadação estava 1,19% maior que em 2011.

De acordo com a Receita Federal, a queda foi influenciada principalmente por dois fatores: as desonerações tributárias para estimular a economia e a existência de receitas extraordinárias em outubro do ano passado que não se repetiram neste ano. No entanto, a queda de 3,8% na produção industrial em setembro na comparação com o mesmo mês do ano passado e a redução da lucratividade das empresas em 2012 também impactaram a arrecadação. Segundo a Receita Federal, a principal redução de impostos que influenciou o caixa do governo foi a queda a zero da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), para conter o preço da gasolina e do diesel. No acumulado do ano, a arrecadação da Cide caiu 66,75% na comparação com os dez primeiros meses de 2011, considerando a inflação.

Outra desoneração que contribuiu para a queda na arrecadação foram as reduções do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre veículos, móveis e eletrodomésticos da linha branca – geladeiras, fogões, tanquinhos e máquinas de lavar. De janeiro a outubro, o pagamento de IPI sobre os produtos nacionais caiu 15,76%. Somente para os automóveis, a Receita arrecadou 73,72% a menos em outubro na comparação com igual mês do ano passado.”

(Agência Brasil)

Mantega estima crescimento da economia de 4º em 2012

“O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou hoje (23) que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deve ficar em 4% no próximo ano. “Temos que contar com o cenário internacional desfavorável, mas mesmo assim iremos crescer”, disse o ministro durante a 30ª Reunião do Fórum Nacional da Indústria no escritório regional da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em São Paulo. Segundo ele, há a expectativa de uma recuperação da economia norte-americana.

Mantega disse que, nos próximos dias, o governo vai lançar um grande programa de investimentos para melhoria dos sistema portuário do país. Segundo ele, a economia no ano que vem vai estar fundamentada em investimentos tanto do setor privado quanto do setor público. Ele prevê que os investimentos no país cresçam 8% em 2013.
O ministro pediu aos líderes empresariais que apoiem a proposta do governo de redução tarifária da energia elétrica, medida que vem sendo criticada pelas concessionárias. Segundo ele, essa redução pode ajudar a diminuir os custos da produção.

Mantega destacou ainda que a medida de desoneração da folha de pagamento deverá ser ampliada. Hoje, 45 setores são beneficiados pela medida, deixam de pagar a contribuição de 20% ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e arcam com um percentual sobre o faturamento, como forma de compensação. A medida está em vigor por prazo indeterminado.”

(Agência Brasil)

Norte, Nordeste e Centro-Oeste aumentam participação no PIB nacional

“Consideradas as regiões mais pobres do país, o Norte o Nordeste aumentaram a contribuição no Produto Interno Bruto (PIB, que é a soma de todos os bens e serviços do país ), entre 2002 e 2010. No Norte, a participação subiu de 4,7% para 5,3% (aumento de 0,6 ponto percentual) e, no Nordeste, de 13% para 13,5% (alta de 0,5 ponto percentual).
Os dados fazem parte da pesquisa Contas Regionais do Brasil 2010, divulgada hoje (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o estudo, no Centro-Oeste, também houve aumento da contribuição, de 8,8%, em 2002, para 9,3%, em 2010 (elevação de 0,5 ponto percentual).

No mesmo período, diminuíram a participação no Produto Interno Bruto o Sul (de 16,9% para 16,5%, queda de 0,4 ponto percentual) e o Sudeste (56,7% para 55,4%, redução de 1,3 ponto percentual). Segundo a pesquisa, oito estados continuam concentrando 77,8% das riqueza do país e São Paulo continua responsável pela maior contribuição, com 33,1% do PIB. Entre os estados, Roraima deu a menor contribuição para o cálculo, 0,2%.”

(Agência Brasil)

Transpetro lança nesta sexta-feira ao mar o navio Zumbi dos Palmares

O navio Zumbi dos Palmares, segundo petroleiro que o Estaleiro Atlântico Sul (EAS), de Pernambuco, está construindo para a Transpetro, será levado do dique seco para o cais de acabamento nesta sexta-feira. Nesta fase, última antes de ser realizada a prova de mar, a embarcação passa pelos últimos ajustes como pintura e instalação de tubulações.

O evento será reservado para funcionários e contará com a presença do presidente da Transpetro, Sérgio Machado. Será às 10 horas. Após atrasos na entrega de diversos navios, a subsidiária da Petrobras decidiu só realizar grandes cerimônias, abertas para a imprensa, para marcar a entrega definitiva dos petroleiros.

O primeiro navio construído pelo EAS, o João Cândido, foi entregue no dia 25 de maio deste ano, com 20 meses de atraso e um orçamento de R$ 500 milhões. A embarcação precisou passar por diversos reparos, como refazer os pontos de solda. A demora rendeu uma multa de R$ 3,6 milhões ao estaleiro pernambucano, além da suspensão do contrato de 12 das 22 embarcações encomendadas.”

(JC Online)

Estiagem provoca falta de óleo diesel no Ceará

“Falta diesel no Ceará por causa da seca. A redução do volume de água para geração hidrelétrica em todo o País levou ao acionamento quase total das usinas térmicas, que têm como um dos combustíveis o óleo. De acordo com o Operador Nacional do Sistema, a geração térmica no País bateu recorde, alcançando 14 mil MW, um meio de compensa à falta d’água para reservatórios das hidrelétricas, algumas com apenas 30% de sua capacidade total de armazenamento. Segundo Luciano Libório, diretor de abastecimento e Regulamentação do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom), a demanda por diesel no Ceará cresceu 23% no mês de outubro em comparação com setembro. O aumento no consumo foi de 30% com relação ao mesmo período do ano passado.

“Esse crescimento é bem acima do observado nos primeiros nove meses do ano, quando a demanda havia crescido 11% versus 2011, o que já era um número bastante expressivo. Esse novo patamar pode ser atribuído ao religamento das termoelétricas ordenada pelo ONS”, explica o diretor. De acordo com Antônio José Costa, assessor econômico do Sindicato de Postos de Combustível do Ceará (Sindipostos), a entrega do diesel sofre com atrasos pontuais, mas a entrega é logo restabelecida. “Estamos conversando com as companhias para resolver esses problemas”.

José Mendes, dono de posto bandeira branca, afirmou não ter podido abastecer cinco caminhões numa única manhã por falta de diesel. “Até caminhão de gás eu tive que despachar”, explica. O presidente do Sindicato dos Caminhoneiros do Ceará, José Tavares Filho, diz que o transporte de cargas não está sendo afetado pela falta do combustível, mas reclama do preço. “Há caminhoneiros que preferem abastecer em cidades vizinhas. Pois em um tanque de 600 litros, R$ 0,30 por litro fazem toda a diferença”.

A expectativa do ONS é que as termelétricas comecem a ser desligadas em dezembro, com o aumento das chuvas nas regiões Sudeste e Centro-Oeste. “Se continuar dessa maneira e a gente sentir que até o fim do ano recuperou, deu tranquilidade, a gente vai desligar”, afirmou Hermes Chipp, presidente do órgão.”

(Com Agências)

Roberto Cláudio visitará obras do futuro Terminal de Passageiros do Mucuripe

O prefeito eleito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PSB), integrará, nesta tarde de sexta-feira, uma comitiva de autoridades portuárias brasileiras que visitará a obra do Terminal Marítimo de Passageiros do Porto do Mucuripe. Essa visita faz parte da programação do I Seminário SEP de Logística, que está se encerrando também nesta sexta-feira sob o comando do secretário nacional dos Portos, ministro Leônidas Cristino, no Hotel Gran Marquise.

A obra a ser visitada por Roberto Cláudio está com 40% de execução, compreendendo a construção de uma nova estação de passageiros, um novo cais de atracação de navios e um pátio de armazenagem de 40 mil m². O empreendimento está orçado em R$ 149 milhões. É financiada pela Secretaria de Portos, através do PAC Copa e ficará pronta em dezembro de 2013.

Já o I SEP de Logística contará, na parte da manhã, também no Gran Marquise, com palestas do ex-ministro Ciro Gomes e do ex-presidente do Banco Central, Gustavo Loyola. Nessa ocasião, os palestrantes traçarão um panorama econômico e político da integração dos modais de transporte no Brasil e sua localização no contexto mundial. A mesa será presidida pelo Economista e Consultor Internacional Alcântara Macêdo, Presidente da Braslink Investimentos e Participações, tendo como debatedores representantes da Secretaria de Portos da Presidência da República (SEP/PR) e da Associação de Terminais e Recintos Alfandegados (ABTRA).