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MEC vai propor nova estrutura para cursos de Pedagogia

O Ministério da Educação (MEC) vai encaminhar ao Conselho Nacional de Educação (CNE), na próxima semana, uma proposta de modificação dos cursos de pedagogia, segundo a secretária de Educação Básica, Kátia Smole. A proposta é que os estudantes possam escolher formações específicas ainda durante a graduação.

Na manhã desta quinta-feira (13) , a secretária fez uma apresentação para jornalistas do esboço da proposta para o curso de pedagogia. A ideia é que nos dois primeiros anos, os estudantes recebam uma formação comum em todas as instituições públicas e particulares de ensino superior.

Durante esse período, terão aulas sobre políticas públicas, didáticas, conhecimentos sobre contexto e aprendizagem. Terão também aulas sobre a Base Nacional Comum Curricular, que estabelece o que todas as crianças e jovens devem aprender em todas as escolas brasileiras.

Após esse período, os estudantes poderão escolher uma área para aprofundamento: educação infantil, alfabetização ou anos iniciais do ensino fundamental, etapa que vai do 1º ao 5º ano. Essa fase deverá durar um ano.

O quarto ano de formação será uma especialização. Os futuros profissionais poderão escolher entre gestão escolar, educação profissional, didática do ensino superior e educação especial.

Kátia diz que embora a proposta esteja sendo apresentada para a pedagogia, nada impede que seja usada também para licenciaturas. A definição dependerá das discussões feitas no âmbito do CNE.

O MEC apresentou também, nesta quinta-feira, a Base Nacional Comum da Formação de Professores da Educação Básica, que também será encaminhada ao CNE. A base deverá orientar a formação de professores em licenciaturas e cursos de pedagogia em todas as faculdades, universidades e instituições públicas e particulares de ensino do país. Dentro da proposta para a pedagogia, os dois primeiros anos serão orientados pela base.

(Agência Brasil)

Sema e Seduc lançam nesta sexta-feira o Selo Escola Sustentável

A Secretaria do Meio Ambiente e a Secretaria da Educação do Estado vão lançar, às 16 horas desta sexta-feira, no Shopping RioMar Papicu, o Selo Escola Sustentável. O objetivo da certificação é fomentar a consciência em relação ao uso racional dos recursos públicos e dos recursos naturais, de forma a engajar, durante o ano letivo, todos que fazem a escola às ações desenvolvidas para reduzir impactos ambientais e melhorar a qualidade de vida na comunidade escolar.

De acordo com Artur Bruno, titular da Sema, o Selo certificará e premiará escolas públicas estaduais que atinjam a pontuação mínima na classificação de projetos e ações em educação ambiental baseados nos quatro eixos: Currículo, Gestão Ambiental Escolar, Espaço Físico e Educomunicação Socioambiental. “Para concorrer, a escola deve possuir Comissão de Meio Ambiente e Qualidade de Vida (Com-Vida) e inserir a educação ambiental como ferramenta de planejamento escolar”, ressalta o secretário.

O Selo Escola Sustentável será lançado durante o Ceará Científico, uma ação empreendida pelo Governo do Estado, conduzida e desenvolvida por estudantes das escolas públicas e que acontece anualmente para estimular a investigação e a busca do conhecimento, de forma cotidiana e integrada, com todas as partes interessadas da comunidade escolar.

Maracanaú terá cooperação técnico-científica na Escola do Trabalhador

O presidente do Congresso Nacional, senador Eunício Oliveira (MDB-CE), o ministro do Trabalho, Ricardo Leite, e o secretário do Trabalho de Maracanaú, Junior Gadelha, assinaram nesta quarta-feira (12), em Brasília, o protocolo de intenções para estabelecer no município da Região Metropolitana de Fortaleza a cooperação técnico-científica e o intercâmbio de conhecimentos e qualificação profissional da Escola do Trabalhador, um projeto desempenhado em parceria com a Universidade de Brasília (UNB).

A iniciativa deverá possibilitar a oferta de cursos de capacitação por meio de amplo uso de tecnologias de informação e comunicação, além de promover a inovação, aprendizado, orientação profissional de pessoas no mercado de trabalho, ampliando assim as chances de empregabilidade no econômico do Estado.

“Estou muito feliz de poder, mais uma vez, contribuir para a formação, para a educação e para a geração de emprego e renda no nosso querido Ceará”, comentou Eunício.

“Um município desenvolvido, promissor, que gera emprego para milhares de brasileiros. É lá um polo de desenvolvimento e agora poderá ser colocado à disposição a Escola do Trabalhador, que é ensino a distância, com mais de 30 cursos com certificação da prestigiada UNB. Então, está de parabéns o senador porque está pensando no desenvolvimento do estado do Ceará e do Brasil”, disse Ricardo Leite.

(Foto: Divulgação)

Comissão da Assembleia aprova projeto Escola Sem Partido; Se passar, Camilo não sanciona

Deputada reeleita Dra. Silvana e seu marido, Dr. Jaziel, eleito deputado federal.

A Comissão de Constituição, Justiça e Redação da Assembleia Legislativa aprovou, nessa terça-feira, 11, o projeto de lei que pretende instituir o programa Escola Sem Partido nas instituições de ensino do Estado. Com quatro votos a favor e três contra, a CCJR considera o projeto constitucional. Ele segue agora para votação na Comissão de Educação.

O projeto de lei é de autoria da deputada estadual Dra. Silvana Oliveira (PR). A justificativa para a instauração do programa no Ceará é de que professores e autores de livros estariam “utilizando de suas aulas e de suas obras para tentar obter a adesão dos estudantes a determinadas correntes políticas e ideológicas”, como consta no documento.

O projeto quer proibir “práticas de doutrinação política” em sala de aula. O relator da proposta na comissão, Elmano Freitas (PT), foi contra.

Se for aprovado na Comissão de Educação, o projeto segue para a Comissão de Trabalho e Serviço Público. Depois disso, o Escola Sem Partido segue para o plenário para votação e, então, pode se tornar lei. Na mesma terça-feira, a Câmara dos Deputados arquivou o projeto após a 12ª tentativa de votação. Ele deverá ser posto de volta em pauta em 2019.

(O POVO Online)

VAMOS NÓS – Se essa matéria passar, ela será vetada pelo governador Camilo Santana. Não só por questão ideológica, mas pelo respeito à pluralidade do ensino. As nossas fontes sã seguras.

Assembleia Legislativa debaterá destinação dos precatórios do Fundef

A Federação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal do Estado do Ceará (Fetamce), em parceria com o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação do Ceará (Sindiute) e o Sindicato dos Professores do Ceará (APEOC), puxará uma audiência pública nesta segunda-feira, a partir das 14 horas, na Assembleia Legislativa. O objetivo é discutir a destinação dos precatórios do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef) dos municípios cearenses.

A iniciativa é resultado de requerimento conjunto apresentado ao legislativo do estado pelas entidades citadas, que representam os profissionais da educação do Ceará.

Também entrará em debate o posicionamento adotado pelo Tribunal de Contas da União, pelo Ministério da Educação e pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Luis Roberto Barroso. TCU e Barroso foram contra à sub-vinculação aos educadores e o MEC e diversas bancadas de parlamentares no Congresso Nacional a favor. Além destas instituições, o tema está em julgamento no Tribunal de Contas do Estado do Ceará.

Precatórios

Os precatórios têm origem em erros de cálculos da União ao efetuar os repasses da complementação do Fundef – atualmente Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) – a estados e municípios. Para as cidades do Ceará, o passivo seria de cerca de R$ 1 bilhão, conforme dados da Associação dos Municípios do Estado do Ceará (Aprece), considerando o que foi já calculado para 41 municípios. Nacionalmente, o montante, referente ao período de 1998 a 2006, pode chegar a R$ 90 bilhões.

Levando em consideração o antigo Fundo, a Fetamce, o Sindiute e o Sindicato Apeoc defendem que os valores estariam sub-vinculados aos professores e aos demais profissionais da educação. Entretanto, muitos gestores públicos – prefeitos e governadores – são contra à vinculação e propõem que os recursos dos precatórios sejam destinados a outras áreas.

A Lei que regulamentava o Fundef colocava que pelo menos 60% de suas receitas seriam destinadas aos professores, enquanto os demais 40% para a manutenção da estrutura escolar e pagamento dos funcionários da Educação. Dessa forma, de acordo com as organizações sindicais, os precatórios devem ser convertidos em abono ou salário complementar para profissionais do magistério e demais funcionários das escolas, assim como investido em melhorias nas estruturas educacionais.

Estudante de Cedro recebe Prêmio Jovem Cientista

Reitor Virgílio Araripe, Leonardo e professor Humberto Beltrão.

Leonardo Silva de Oliveira, concludente do curso Técnico Integrado em Informática do campus do Cedro, recebeu o prêmio de terceiro lugar na categoria “Estudante do Ensino Médio” no XXIX Prêmio Jovem Cientista. A cerimônia ocorreu nessa quarta-feira, no Palácio do Planalto. O tema deste ano foi “Inovações para Conservação da Natureza e Transformação Social”. Leonardo recebeu um laptop e bolsa de iniciação científica júnior ou de iniciação científica. O prêmio foi entregue ao aluno pelo presidente do Conselho de Administração do Grupo Boticário, Miguel Krigsner. A informação é da assessoria de imprensa do IFCE.

Participaram da cerimônia o presidente da república, Michel Temer, os ministros Gilberto Kassab (Ciência,Tecnologia, Inovações e Comunicações), Eliseu Padilha (Casa Civil) e o presidente do Cnpq, Mario Neto Borges. O reitor do IFCE, professor Virgílio Araripe, também participou da solenidade.

Projeto

O projeto é intitulado “Aquameaça: uma aplicação Android para identificação e monitoramento de ameaças a Ecossistemas Aquáticos”. Os professores Humberto Beltrão e Evaldo Azevedo orientaram o projeto, do qual também participou o aluno Rodrigo Cadeira, do curso de Sistemas de Informação e, na época da criação do aplicativo, estava no Integrado em Informática. Em maio deste ano, os orientadores acompanharam a realização dos testes no Açude Ubaldinho, em Cedro. A proposta foi criar um aplicativo de celular para monitoramento participativo dos ecossistemas aquáticos, o qual recebe informações dos usuários sobre ameaças aos rios e açudes como descarte de lixo, despejo de esgoto ou pesca excessiva e ilegal.

A ideia da criação partiu da tese de doutorado do professor Evaldo que mapeou seis ameaças à conservação de ecossistemas aquáticos no semiárido: lixo ou esgoto, desmatamento, pesca excessiva, queimadas, retirada de água e espécies exóticas. Em maio, a agricultura e agrotóxicos foram incluídos após conversas com o gerente regional da Bacia do Rio Salgado,da Companhia de Gestão de Recursos Hídricos do Ceará (Cogerh), Alberto Brito.

Quando se abre o aplicativo, explicou Leonardo, encontram-se as opções de tipos de ameaça. “A pessoa que está usando o aplicativo se ver uma ameaça pode reportar, mandar uma foto e uma descrição para o aplicativo, aí vai ser armazenado no banco de dados e esse banco de dados vai ser analisado”, afirmou. O aluno informou que o aplicativo pode ser usado com ou sem internet, ainda está em fase de desenvolvimento e o acesso está atualmente restrito aos participantes do projeto.

“Ser reconhecido em uma cidade pequena como o Cedro, é algo muito bom”, disse Leonardo. O estudante deixou mensagem de incentivo a outros alunos. “Nunca tenha receio de fazer ciência, apesar de que às vezes pareça que seja inútil, mas todo tipo de conhecimento é útil”. Na opinião de Leonardo, a realização de pesquisa não dever ser feita apenas visando premiação. “Você precisa fazer uma pesquisa para contribuir para a sociedade”, declarou.

Participante do projeto até julho deste ano, Rodrigo Cadeira explicou que o projeto visa diminuir o impacto ambiental e orientar a população para os cuidados com o ecossistema por meio de uma tecnologia da informação que proporcione o monitoramento participativo e incentive a prática da sustentabilidade. Rodrigo disse que foi importante ter colaborado com o desenvolvimento do aplicativo. “Ressalto a magnitude que é trabalhar em atividades interdisciplinares dentro da instituição por enriquecer conhecimento advindo da busca pela informação (pesquisa). Agradeço aos orientadores pelo incentivo e a todos envolvidos nessa conquista”, falou.

Jovem Cientista

Instituído em 1981,o Prêmio Jovem Cientista é uma iniciativa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e conta com parceria da Fundação Roberto Marinho e com o patrocínio da Fundação Grupo Boticário e do Banco do Brasil. O objetivo é estimular a pesquisa no país e investir nos estudantes que trazem projeto de inovação e solução para a sociedade.

(Foto – Divulgação)

Solicitação da carteira estudantil na escola privada vai até o dia 14 de dezembro


A Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor) encerrará no próximo dia 14 o prazo para a solicitação de 1ª via das carteiras estudantis 2018, seja da rede particular ou de pedido de gratuidade da rede pública. A informação é da assessoria de imprensa do órgão, adiantando que os estudantes da rede privada que solicitarem neste prazo devem efetuar o pagamento obrigatoriamente até o dia 15 de dezembro.

Entre os dias 17 e 21 de dezembro, não haverá atendimento, retornando somente a partir do dia 26 de dezembro para os interessados em realizar a solicitação da 2ª via da carteira estudantil de 2018, que pode ser feito na sede da Etufor, que fica localizada na Avenida dos Expedicionários, 5677 – Vila União; nos postos de atendimento no Vapt Vupt Antônio Bezerra e Messejana; além do Shopping RioMar Kennedy e Shopping Aldeota. Em 2019, o processo de solicitação de carteiras estudantis começará a partir do dia 02 de janeiro.

Em 2018, foram confeccionados 380.117 documentos de identificação estudantil.

Como solicitar a carteira estudantil

Para solicitar o documento, os estudantes podem escolher uma das opções abaixo:

a) acessar o link para solicitação da carteira estudantil (https://catalogodeservicos.fortaleza.ce.gov.br/categoria/mobilidade/servico/66);

b) ir à sede da Etufor, de segunda a sexta-feira, das 8 às 16h30min;

c) ir à própria instituição de ensino ou aos postos de atendimento da Etufor.

Só devem se dirigir à Etufor, para fazer a biometria ou entregar a documentação, os alunos que estão solicitando pela primeira vez, os novatos ou aqueles que mudaram de instituição e os estudantes de universidades públicas.

Cronograma para solicitação

14/12 Prazo final para solicitação da carteira estudantil de 2018
15/12 Prazo final para pagamento do boleto da carteira estudantil 2018 para rede privada.
De 17 a 21/12 Não haverá atendimento de solicitação de 1ª via e 2ª via da carteira estudantil na sede da Etufor e nos postos de atendimento.
A partir de 26/12 Reinício das solicitações de 2ª via da carteira estudantil de 2018
A partir do dia 02 de janeiro de 2019 Início do processo de solicitação da carteira estudantil de 2019

Acrísio destaca resolução do CEE que garante liberdade de expressão dos professores

O vereador Acrísio Sena (PT) ocupou a tribuna da Câmara Municipal de Fortaleza, nesta manhã de quinta-feira, para destacar uma aão do Cobselho Estadual de Educação (CEE). O órgão baixou a Resolução nº 471/2018, de 4/12 reafirma as garantias constitucionais de liberdade de expressão e de pensamento do professor no exercício da docência nas escolas e universidades do Sistema de Ensino do Estado do Ceará. A medida soa como resposta ao polêmico projeto da Escola Sem Partido, que tramita no Congresso.

“Causa grande alegria, neste momento em que querem à força aprovar uma escola com mordaça, que o Conselho garanta o respeito à nossa Constituição que assegura, em seu artigo 206, que o ensino será ministrado com base na liberdade e no pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas, considerando que o Brasil é um país democrático, onde todos têm o direito de expressar suas opiniões, assim como divergir das de outras pessoas”, destacou o petista.

A Resolução do CEE veda o cerceamento, a intolerância ou pressões sobre opiniões, ideias e manifestações mediante violência ou ameaças a qualquer integrante da comunidade escolar – professor, estudante ou funcionário. Proíbe, inclusive, fotografar ou gravar aulas ou qualquer outra manifestação de pensamento ou de expressão, para fins de violação de direitos.

(Foto – CMFor)

Comissão no Senado aprova abono salarial para profissionais de educação pública

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), presidida pelo senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), aprovou nesta terça-feira (4) o PLS 387/2018, que estende o abono proveniente do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) a todos os profissionais da educação pública no país.

Para tanto, o projeto altera a Lei 11.494/2007, conhecida como Lei do Fundeb, para permitir o pagamento de abono salarial aos profissionais do magistério da educação básica, bem como para os demais profissionais da educação.

A matéria segue para a Comissão de Educação, onde será analisado em caráter terminativo.

(Agência Senado)

Conselho Nacional da Educação aprova nova base nacional curricular do ensino médio

O Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou hoje (4) a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) do ensino médio. O documento define o conteúdo mínimo que será ensinado em todas as escolas do país, no ensino médio, públicas e privadas.

Na prática, a BNCC deverá ser implementada até 2020. “A grande diferença do ensino médio a partir de agora é uma mudança, um ensino médio que não é mais o mesmo ensino médio para todo mundo. Ele precisa trabalhar com diferenças que existem do ponto de vista regional e até individual do próprio estudante”, diz o presidente da comissão da BNCC no CNE, Eduardo Deschamps.

A partir da BNCC, os estados, as redes públicas de ensino e as escolas privadas deverão elaborar os currículos que serão de fato implementados nas salas de aula. Para isso, terão dois anos.

A BNCC tem como norte o novo ensino médio, aprovado em lei em 2017, que entre outras medidas, determina que os estudantes tenham, nessa etapa de ensino, uma parte do currículo comum e outra direcionada a um itinerário formativo, escolhida pelo próprio aluno, cuja ênfase poderá ser em linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas ou ensino técnico.

“Vemos esse processo como um ganho para a educação brasileira”, diz a secretária de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), Kátia Smole. Segundo ela, governo se preparou para apoiar os sistemas de ensino e as redes estaduais no processo de implementação da BNCC. “Vamos seguir acompanhando enquanto estivermos aqui”, enfatiza.

Discussão

O documento foi aprovado hoje por 18 votos favoráveis e duas abstenções: do ex-presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), professor Chico Soares e da conselheira Aurina Santana.

A BNCC começou a ser discutida no governo de Dilma Rousseff e, após o impeachment, o documento foi modificado pelo governo de Michel Temer, o que gerou uma série de protestos. As sessões de discussão do documento no CNE têm sido conturbadas. Duas das cinco audiências públicas, em São Paulo e em Belém, foram canceladas.

Ontem (3), Chico Soares, que era relator do documento, deixou a relatoria. O Conselheiro Joaquim Soares Neto assumiu no lugar dele. “Sou completamente favorável a que haja uma Base que especifique os direitos do país, no entanto, nesse momento, estamos deixando de fora uma estrutura, para mim essencial”, disse Soares, que foi um dos únicos que se absteve na votação hoje. O conselheiro explica que a BNCC traz uma nova proposta de educação que não é mais estruturada em disciplinas, como é hoje.

Isso, segundo ele, encontrará várias barreiras para ser implementado, incluindo a alocação de professores. A BNCC não contempla os itinerários formativos que poderão ser escolhidos pelos estudantes. Nessa etapa da formação, a questão das disciplinas terá dificuldade maior de implementação, na avaliação de Soares.

Presente na reunião de hoje, a secretária-executiva do Movimento pela Base Nacional Comum Curricular, Alice Ribeiro, disse que houve avanços importantes comparando o documento da BNCC apresentado em abril e o documento final. Segundo ela, as redes de ensino passarão a contar com “a faca e o queijo na mão”, para implementar o novo ensino médio.

Implementação

Após revisão, a BNCC será encaminhada ao MEC e já tem data prevista para ser homologada, no dia 14 de dezembro. Junto com a homologação, segundo Kátia, o MEC apresentará os referenciais para que servirão de norte para as redes de ensino implementarem os itinerários formativos.

Os estados, que detêm a maior parte das matrículas do ensino médio, terão um ano para fazer o cronograma da implementação da BNCC e um ano para implementá-la, ou seja, o documento deverá chegar na prática, nas escolas, até 2020. Após a implementação, o documento será revisto em três anos, em 2023.

Ainda terão que ser adequados ao novo ensino médio, os livros didáticos, a formação de professores e o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

(Agência Brasil)

Educação é solução – O exemplo do Ceará

Com o título “Educação é a solução”, eis artigo de Roberto Victor, presidente da Academia Cearense de Direito. ele destaca avanos do estado do Ceará no plano da educação. Confira:

Paulo Freire, grande educador brasileiro, costumava asseverar: “Educação não transforma o mundo. Educação transforma as pessoas. Pessoas transformam o mundo”. Essa receita quase utópica, beirando o romantismo, é extremamente eficaz e necessária no mundo em que estamos vivendo. De fato, a prima facie, a educação não traz resultados, educação traz gastos e decepção, uma vez que vários Estados e nações investem altas cifras milionárias em educação, mas o desenvolvimento humano é inócuo e insignificante. Entretanto, creiam, com toda força de atitude e coragem, EDUCAÇÃO transforma o mundo sim!

Há milhares de ano, na Grécia antiga, Pitágoras exortava: educando não será necessário punir.

Vamos analisar o bem-sucedido case do Estado do Ceará.

Há cerca de 15 anos, o Ceará detinha números absurdos e alarmantes no quesito educação. A taxa de analfabetismo era imensa e totalmente desoladora para nossos educadores e gestores.

Devemos reconhecer e aplaudir várias personagens que protagonizaram uma mudança positiva para nosso Estado que hoje é reconhecido nacionalmente. Em ares de recência foram veiculados os números do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do ano de 2017 e o Estado do Ceará foi hasteado a posição de destaque no País.

O Ceará, no governo Camilo Santana, superou com folga a meta estabelecida e continua com esse resultado pelo sexto Ideb consecutivo. Senhoras e senhores, nós, que militamos com educação, podemos acentuar com muita ênfase que esse resultado é esplêndido para um Estado do Nordeste, considerado pobre e com vários problemas regionais e climáticos. A média alencarina de 6,1 obtida superou os prognósticos otimistas e a expectativa de 4,5 projetada pelos gestores estaduais. Isso entremostra que além do aporte e da prioridade que o governador Camilo Santana e a Vice-Governadora Izolda Cela investem na EDUCAÇÃO, nossos professores e alunos estão acreditando e sendo parceiros desses maravilhosos resultados.

Camilo Santana, filho da educadora Ermengarda Maria de Amorim Sobreira Santana, que por sua vez era filha do grande jurista e professor romanista Amorim Sobreira, colheu na experiência exitosa da mãe, que conseguiu quase erradicar o analfabetismo em Barbalha quando ocupou a vice-prefeitura, lições primorosas para dar primazia à EDUCAÇÃO de nosso Estado. Camilo Santana continuou os avanços conquistados pelo ex-governador Cid Gomes, que promoveu um salto na educação desse Estado tendo sido, inclusive, Ministro da Educação, fazendo ao lado da admirável professora Izolda Cela, mãe do PAIC, projeto replicado em todo território nacional. O Ceará chegar nesse cenário de exemplo para o país e outros Estados.

Vejam, caros leitores, que o parágrafo acima traz uma biografia genealógica e afetiva de como a EDUCAÇÃO precisa ser prioridade para um Estado. Os resultados foram alcançados por conta da persistência e do investimento contínuo de anos e meses de trabalho. Iniciou-se com o governador Cid Gomes e a professora Izolda Cela, como secretária de Educação, e continuou com o governador Camilo Santana e a professora Izolda Cela, como vice-governadora. EDUCAÇÃO traz frutos dessa maneira. Há quem diga que plantar EDUCAÇÃO é como plantar tâmaras, muitas vezes quem plantou acaba nem colhendo o resultado. Dai o motivo de festejamos e homenagearmos aqueles que investem em EDUCAÇÃO.

Como professor, tenho um orgulho incontido de vislumbrar a qualidade da educação de meu Estado, o Ceará. Muito embora tenha obras escritas sendo estudadas por alunos da Sorbonne, da Universidade de Lisboa, Buenos Aires e Uruguai, é para o Ceará e para os cearenses que eu escrevo e que dedico meu tempo a ensinar e a incentivar os alunos. Estou presidente de uma entidade, a Academia Cearense de Direito, e tive a grata felicidade de, juntamente aos meus confrades, de implementar o lema “Cultura Jurídica com Responsabilidade Social”. Destarte, já visitamos 21 escolas públicas em 12 municípios do Ceará e em cada uma que adentro sinto o arrepio e o orgulho de estar presenciando essa revolução na educação do Ceará.

A educação é, de forma insofismável, a melhor prática para diminuirmos os desatinos sociais. Esta educação deve começar no início da vida humana, ainda na fase infante, é tomar crianças, fazê-las adotar pela pátria, prepará-las em escolas, ensinar sucessivamente. Recordo-me de pensamento do incrível jurista Pontes de Miranda sobre o assunto: “Preparemos todas as crianças em idade escolar, alinhemo-las todas, no mesmo ponto de partida! Só assim daremos a todas as mesmas possibilidades; só assim faremos obra de justiça social, de cooperação leal e de fraternidade”.

Educação de qualidade é demonstrar na prática a existência da luz solar sobre a sociedade. Basta-nos abrir a janela pela manhã na aurora que veremos o sol brilhar para todos. Investir em educação é o mesmo que dizer que todos terão as mesmas oportunidades da mesma forma que o sol brilha para os afortunados ou não.

Parabéns ao Ceará que mostra ao mundo que EDUCAÇÃO é a SOLUÇÃO.

*Roberto Victor,

Professor universitário e presidente da Academia Cearense de Direito.

Professor, profissão de risco

Em artigo no O POVO deste sábado (1º), o psiquiatra Marcelo Niel relata o aumento de casos de professores que procuram tratamento, diante da violência em salas de aula. Confira:

Há alguns anos, tem-se percebido uma maior procura por atendimento psiquiátrico por professores do ensino médio de escolas públicas. Depressão, ansiedade e transtorno de estresse pós-traumático têm sido os principais diagnósticos e, não raras vezes, muitos acabam necessitando ser afastados do trabalho por longos períodos.

O nome da “doença” é violência, e de vários tipos: gestores truculentos e insensíveis, perseguições e assédio moral no ambiente de trabalho; violência psicológica e física por parte de alunos e até pais; remuneração insuficiente, cargas horárias exaustivas e inviáveis do ponto de vista da saúde. Tudo isso se soma aos problemas nas vidas pessoais desses que, muitas vezes, escolheram a profissão pelo sonho em exercer a vocação de ensinar, o que tem se tornado cada vez mais difícil nesse contexto tão árido.

Grande parte dos professores que precisa recorrer ao atendimento psiquiátrico nos hospitais ainda se vê desamparada de um atendimento de qualidade. E quando necessitam se afastar do trabalho, têm seus direitos muitas vezes negados ou, então, seus rendimentos são drasticamente reduzidos, num momento bastante crítico de suas vidas.

Mais recentemente, um novo ataque: a chamada “Escola sem partido” e o aumento da vigilância sobre o livre pensamento daqueles que teriam por função primordial desenvolver o senso crítico e a capacidade de reflexão nas mentes dos indivíduos em formação.

Diante de problemas tão complexos, o risco de adoecer mentalmente se torna uma rápida e crescente realidade. Uma vez doente é preciso buscar tratamento, e o apoio psiquiátrico com medicações se faz necessário. Além disso, o apoio psicológico é fundamental, porque é preciso a ajuda de um profissional para fortalecer-se e poder garantir a volta ao trabalho ou até tomar decisões que envolvam novos rumos profissionais.

Mas antes de adoecer, é preciso procurar apoio psicológico preventivo: psicoterapias, atividade física, atividades artísticas e de lazer podem funcionar como válvulas de escape para o estresse ocupacional e afastar as doenças para longe.

Marcelo Niel

Médico psiquiatra e doutor em Ciências pela Unifesp

Viviane Sena dará palestra para o LIDE Ceará

Viviane Senna, presidente do Instituto Ayrton Senna, estará em Fortaleza no próximo dia 18 para, a convite do LIDE Ceará, grupo que congrega empresários em debates sobre temas nacionais, expor o tema Educação. O evento, que ocorrerá às 9 horas no Hotel Gran Marquise, marcará o encerramento das atividades dessa entidade neste ano.

Há mais de 23 anos o Instituto comandado por Viviane trabalha para que crianças e jovens de todas as regiões do Brasil tenham a oportunidade de desenvolver plenamente seus potenciais, algo que só é possível por meio de um ensino de qualidade.

O encontro tem o patrocínio do Grupo Edson Queiroz e Grupo Dias Branco, além de apoio dos Grupos Pague Menos e 3 Corações.

(Foto – Divulgação)

Presidente do Sindicato Apeoc terá audiência no STF sobre precatórios do Fundef

O presidente do Sindicato APEOC, Anizio Melo, será recebido em audiência, nesta quinta-feira (29), pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli. Na agenda, o caso dos precatório do Fundef da Rede Estadual do Ceará.

A entidade, que representa os professores estaduais, empreende luta por quase R$ 2 bilhões que o Estado do Ceará cobra da União como recálculo do antigo Fundef dos anos de 1998 a 2006. O caso está no STF por  meio de ação patrocinada pelo Governo do Ceará contra a União (ACO 683).

“Queremos que 100% desse dinheiro seja destinado à educação, sendo que 60% para a valorização do magistério e 40% para investimentos no setor e pagamento de seus funcionários”, explica Anízio Melo.

A audiência só foi possível depois de articulação do deputado federal JHC, do PSB alagoano, que reforça a causa dos professores e considera que o montante do precatório deve ser utilizado para a valorização dos professores e de seus profissionais.

(Foto – Divulgação)

Sobral conquista 127 premiações na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas

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Prefeito Ivo Gomes (PDT) é só alegria.

A Secretaria da Educação de Sobral foi premiada na 14ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep 2018) pelo destaque alcançado pelos estudantes e professores na competição. No total, foram conquistadas 126 premiações, sendo uma medalha de ouro, duas de prata, 13 de bronze, 103 menções honrosas, quatro professores e três escolas premiadas. Os resultados foram divulgados pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), informa a assessoria de imprensa da Prefeitura de Sobral (Zona Norte).

As três escolas premiadas na Obmep 2018 foram: Colégio Sobralense Maria Dorilene Arruda Aragão (Santo Antônio); Escola Maria José Santos Ferreira Gomes (Dom José); e Escola José Inácio Gomes Parente (distrito de Jordão). E os quatro professores premiados, que receberão um diploma de homenagem e livro de apoio à formação matemática: Francisco Brito Azevedo, Jaqueline de Sousa Ferreira, Francisco do Carmo Silva e Luciano Epifânio Fernandes.

Criada em 2005 com o objetivo de popularizar o ensino da Matemática entre estudantes do ensino fundamental e médio, a Obmep registrou este ano um novo recorde de escolas inscritas com um total de 54.498 instituições, abrangendo 99,44% dos municípios de todo o país. O número total de inscritos foi de 18.237.996 estudantes do ensino fundamental e médio, oriundos de 48.970 escolas públicas e 5.528 escolas particulares.

SERVIÇO

*Confira os resultados da OBMEP 2018 aqui.

Experimento Intercâmbio Cultural abre segunda filial em Fortaleza

Janaína Ximenes e Wellington Oliveira, sócios-proprietários do grupo.

No mês em que comemora 54 anos de existência no Brasil e seis anos de operação em Fortaleza, a Experimento Intercâmbio Cultural decide abrir sua segunda unidade em solo cearense. Em 2012, a empresa que tem sua matriz nos EUA, se lançou ao mercado de Fortaleza com o desafio de criar bases em território local. Na época, a Experimento possuía 32 lojas espalhadas pelo País e detinha cerca de 20% do mercado nacional de intercâmbios.

Na nova filial, o comando fica por conta do sócio-proprietário e precursor da Experimento no Ceará, Wellington Oliveira, e a sócia que se incorpora ao projeto, Janaina Ximenes. “Apostamos nossas fichas na Experimento ainda em 2012, por acreditar solidez da marca e no profissionalismo que eles mantém há décadas. Há pouco mais de um ano também abrimos uma frente na cidade de Natal. Abrir a segunda unidade em Fortaleza era uma questão de tempo e oportunidade”, comenta Wellington.

“Nesta segunda loja decidimos levar nossos serviços para dentro do Shopping Iguatemi. Tivemos o cuidado de posicionar a unidade no corredor estratégico de serviços, aonde estão a sede da Polícia Federal, que retira passaportes e empresas parceiras de experiência em emissão de brasileiros ao exterior, como a Forvistos. Temos certeza que o Iguatemi trará bons ventos ao novo investimento”, assegura Janaina Ximenes.

Missão

A Experimento Intercâmbio Cultural trabalha, primordialmente, com cursos de idiomas em países estrangeiros, High School, programas de férias para adolescentes e universitários, formação profissional e Au Pair, que destina mulheres jovens com pretensão de estudo e trabalho legal nos EUA.

A Experimento conquistou por cinco vezes consecutivas, o prêmio Star Agency Latin America, promovido anualmente em Londres pela Study Travel Magazine. O juri é composto pelas instituições de ensino no exterior e empresas internacionais de intercâmbio, o que faz desta eleição um enorme reconhecimento ao profissionalismo e seriedade da empresa. Com a 5ª premiação, a Experimento se torna membro do seleto grupo STM Super Star Hall of Fame, honrada com o título perpetuamente.

(Foto – Divulgação)

MEC libera verba para a educação em tempo integral

O Ministério da Educação (MEC) autorizou a transferência de recursos para estados implementarem a educação em tempo integral no ensino médio. Ao todo, serão liberados R$ 99 milhões distribuídos entre todos os estados e o Distrito Federal, com exceção do Mato Grosso. A liberação foi feita, no âmbito do Programa de Fomento às Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral, para complementar o pagamento da primeira parcela de recursos correspondentes ao ano de 2019 . Os estados precisaram encaminhar planos de trabalho e a indicar escolas onde o ensino em tempo integral será implementado.

O dinheiro do programa pode ser usado, entre outras coisas, para remuneração e aperfeiçoamento de professores e dos demais profissionais da educação; para aquisição, manutenção, construção e conservação de instalações e equipamentos necessários ao ensino; aquisição de material didático-escolar e manutenção de programas de transporte escolar.

Tempo integral

O programa busca viabilizar uma das ações previstas no novo ensino médio, aprovado em lei em 2017, de ampliar a educação em tempo integral. Os estudantes passam a participar de atividades na escola 7h por dia e não mais 5h ou 4h, como ocorre atualmente na maioria das escolas.

A proposta é seguir iniciativas bem-sucedidas de implantação do ensino integral em alguns estados, como Pernambuco, e atender aos objetivos do Plano Nacional de Educação (PNE).

Uma das metas do PNE é oferecer educação em tempo integral em, no mínimo, 50% das escolas públicas, de forma a atender, pelo menos, 25% dos alunos da educação básica até 2024. Atualmente, a educação tem tempo integral chega a 40,1% das escolas públicas e atende a 15,5% das matrículas. Considerando apenas o ensino médio, a porcentagem é menor, 17,4% das escolas oferecem educação em tempo integral.

(Agência Brasil)

As tarefas do novo ministro da Educação

Com o título “As tarefas do novo ministro da Educação”, eis o Editorial do O POVO desta segunda-feira:

Os desafios do novo ministro da Educação do governo de Jair Bolsonaro (PSL) não são triviais. O Brasil tem quase 13 milhões de analfabetos, segundo dados da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad).

Apenas no Nordeste, a taxa é de 16,2%, a maior entre todas as regiões do País. Boa parte deles se concentra entre os idosos – dois terços da população acima de 60 anos não sabem ler nem escrever. O segundo colocado, o Norte, tem 9,1% de analfabetos e o Sul, 4,1% – o menor índice verificado.

Outro dado estarrecedor: os brasileiros com mais de 15 anos sequer permanecem o tempo previsto na escola – apenas 8,2 anos contra os nove indicados. As razões para o abandono variam: precariedade da renda, desestruturação familiar e currículo escolar pouco convidativo.

O quadro se completa com a desvalorização do professor. Apenas 9% dos brasileiros acreditam que os docentes no País são respeitados em sala de aula, conforme levantamento chamado de “Índice Global de Status de Professores”. Conduzido pela Varkey Foundation e divulgado em novembro, o estudo foi realizado em 35 nações, das quais o Brasil figura na última posição.

Indicado para o Ministério da Educação (MEC), Ricardo Vélez Rodrígues ainda não se referiu a nenhum desses obstáculos que terá pela frente.

Embora já tenha se manifestado incontáveis vezes desde que foi anunciado por Bolsonaro numa rede social, do novo titular do MEC não se sabe o que pensa sobre questões cruciais para a educação brasileira. Por exemplo, quais serão as diretrizes de sua política nacional de educação? Não falou ainda.

Dele sabe-se, todavia, que é um defensor do projeto “Escola sem Partido”, sobre o qual já tratou em postagens no blog que mantém e em entrevistas, nas quais se posicionou a favor da aprovação de uma versão moderada do projeto no Congresso.

Filósofo colombiano naturalizado brasileiro e professor da Universidade Federal de Juiz de Fora, o docente também é contra a abordagem da educação sexual em sala de aula, considera o aquecimento global uma conspirata marxista e diz que o papel das escolas é preservar “valores tradicionais ligados à família e à moral humanista”.

A despeito das opiniões do novo ministro, sobre as quais não cabe comentário, o MEC tem papel de formulador. A ele compete estabelecer os marcos em torno dos quais a avaliação e a pesquisa educacionais no Brasil vão se desenvolver.

É essa a tarefa de Rodríguez. Qualquer passo fora desse roteiro será incorrer no mesmo erro que os apoiadores de Bolsonaro apontam nas gestões anteriores: a ideologização. Apenas o sinal estará trocado.

(Editorial do O POVO)

Enade 2018 – Índice de abstenção fica em 16,2%

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou um balanço positivo da realização do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) em 1.385 municípios de todo o país. “Não tivemos nenhuma ocorrência grave”, disse Maria Inês Fini, presidente do Inep. Apenas seis estudantes tiveram a prova eliminada, por portar aparelho celular no momento da aplicação. Em apenas três locais houve interrupção da prova por causa da queda de fornecimento de energia elétrica.

Conforme o instituto, vinculado ao Ministério da Educação, 461,8 mil alunos realizaram provas em 27 áreas do conhecimento. Quase 89 mil estudantes (88.997) deixaram de fazer a prova. O índice de abstenção foi de 16,2% menor do que o verificado na edição de 2015 do exame (18,6%).

As provas foram aplicadas em estudantes formandos nas áreas de ciências sociais aplicadas, ciências humanas e em cinco áreas de cursos superiores de tecnologia. Os exames são aplicados em sistema de rodízio de área de conhecimento. Os grupos de provas são aplicados a cada triênio. No próximo ano, a previsão é de provas na área de saúde, ciências agrárias e quatro outras áreas de cursos superiores de tecnologia.

Segundo Fini, a aplicação em 2019 está garantida independentemente da mudança de governo. “É uma política de Estado”, lembrou ao elencar os diversos exames que o Brasil passou a realizar nas últimas duas décadas.

Gabarito

O gabarito das questões objetivas e os critérios de correções discursivas serão divulgados pelo Inep na próxima quarta-feira (28). Os resultados individuais do desempenho dos estudantes nas provas e as avaliações dos cursos serão divulgados em 30 de agosto do próximo ano.

O edital de convocação do Enade prevê que os alunos que tenham perdido a prova neste domingo (25) poderão pedir dispensa do exame. O prazo para solicitação é de 2 a 31 de janeiro de 2019.

A regra do exame estabelece dispensa para estudantes que no momento da prova estiveram trabalhando, realizando algum concurso público ou foram internados ou receberam atendimento médico de emergência.

(Agência Brasil)