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UOL, Folha e SBT entrevistam Ciro Gomes na manhã desta segunda-feira

O pré-candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, será entrevistado na manhã desta segunda-feira (21), a partir das 10 horas, pelo site Universo Online (UOL), em parceria com a Folha de S.Paulo e com o Sistema Brasileiro de Televisão (SBT).

Com uma hora de duração, a entrevista será feita pelos jornalistas Diogo Pinheiro (UOL), Fernando Canzian (Folha) e Carlos Nascimento (SBT).

(Foto: Arquivo)

Ciro Gomes e a aliança eleitoral com o PSB

Em artigo sobre as eleições deste ano ao Palácio do Planalto, o sociólogo e consultor político Luiz Cláudio Ferreira Barbosa avalia os bastidores da aliança entorno da pré-candidatura de Ciro Gomes. Confira:

O presidenciável Ciro Gomes deve concentrar os seus esforços políticos na aliança entre o Partido Democrático Trabalhista (PDT) e o Partido Socialista Brasileiro (PSB), para o pleito eleitoral de 2018. Ciro precisa, literalmente, somente se concentrar na construção da coligação partidária, com a direção nacional do PSB, pois não adiantaria muito nesse momento o diálogo com a direção nacional do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), que deseja manter aliança com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O presidente nacional do PDT, o ex-ministro Carlos Lupi, já iniciou a primeira rodada de negociação com o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira. Mas isso ainda não é o início do projeto de uma aliança eleitoral rápida e objetiva para a reconstrução do bloco progressista pós-lulismo. O PSB não tem pressa para o fechamento do acordo com o PDT, pois é coadjuvante perante o atual cenário político-eleitoral, sem grande preocupação num primeiro momento.

O presidenciável Ciro Gomes deverá procurar com urgência as principais lideranças socialistas brasileiras, pois a consolidação definitiva do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), numa vaga do segundo turno da corrida presidencial, pode ser responsável pela unificação das forças fisiológicas de centro-direita (DEM-MDB-PSDB), numa única candidatura. A segunda vaga do segundo turno poderia ir para candidatura presidencial de centro-direita.

O ex-presidente Lula e a direção nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) desejam a todo custo a desestabilização de Ciro entre os eleitores lulistas não ideológicos ou não simpatizantes do campo popular brasileiro (centro-esquerda), com o discurso de que o mesmo não é o seu sucessor natural na corrida presidencial desse ano. No segundo momento, o próprio Lula deverá atrair o PCdoB e os governadores socialistas nordestinos para o seu arco de alianças, para apoiar o seu presidenciável, saído dos quadros do PT.

Jair Bolsonaro já pode comemorar a desarticulação total do presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB) e dos seus aliados governistas (DEM-MDB-PP- PSD), nessa véspera de início do primeiro turno da sucessão presidencial. Bolsonaro não precisa nem atacar Ciro Gomes, pois essa tarefa é feita pelo ex-presidente Lula e a cúpula nacional do PT. A luta insana no antigo bloco partidário progressista (PT-PSB-PC do B e PDT) pode cobrar alto preço, que seria a não ida de nenhum presidenciável de centro-esquerda ao segundo turno contra Bolsonaro.

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político

Vacilantes abandonam Lula

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Da Coluna Valdemar Menezes, no O POVO deste domingo (20):

Repercute no País a notícia do abandono do ex-presidente Lula por correligionários, como o governador Camilo Santana (PT) e por aliados, como o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), no momento exato em que aumenta o lawfare (perseguição jurídica com fins políticos contra ele). Cortaram até prerrogativas presidenciais asseguradas pela Constituição.

Juristas do porte de Lenio Luiz Streeck e André Karam Trindade dizem que se trata de uma ilegalidade. Cada um tem direito de postar-se na História, segundo o grau de sua consciência política e de seu compromisso originário. Mas, a população não vê com bons olhos posições como essa. O País não está numa situação de normalidade democrática. Ver de outra maneira é convalidar o golpe.

O povo já percebe que o Brasil vive um golpe de estado, disfarçado de “legal”, que tenta alcançar agora seu objetivo principal: isolar o maior líder popular nacional e tirar de cena o partido mais entranhado na sociedade, mesmo que isso se faça às custas do atropelo do Estado Democrático de Direito, da soberania popular, da autonomia nacional e da exclusão social.

Contudo, o povo vem demonstrando majoritariamente que quer votar em Lula. Ele tem o dobro de percentuais em relação ao segundo colocado nas pesquisas pré-eleitorais (1 em cada 3 brasileiros quer votar em Lula no primeiro turno, segundo a última pesquisa CNT-MDA). Ele pode ganhar já no 1º turno: no 2º turno, a vitória é esmagadora. Por que desistiria da candidatura a que tem direito?

Tasso irá anunciar General Theophilo como nome da oposição na segunda-feira

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O senador Tasso Jereissati (PSDB) irá apresentar oficialmente na próxima segunda-feira, 21, o General Theophilo como representante dos tucanos na disputa ao Executivo estadual. Até agora, o militar é o principal nome na oposição ao governador Camilo Santana (PT), que irá tentar a reeleição.

“Estive reunido ontem com o Senador Tasso Jereissati. Tomei a decisão de entrar na política porque acredito na democracia, que é possível mudar o Ceará a partir da aliança das pessoas de bem, em um movimento renovador, fazendo que o Estado e os políticos voltem a cumprir seu propósito maior que é o de servir às pessoas e não a si mesmos”, comunicou o general no Facebook.

Theophilo tem passagem por setores estratégicos para a segurança nacional. Ele também tem experiência no combate ao tráfico de armas e drogas e controle das fronteiras. Até março, comandante de logística do Exército, o general possui histórico com as Forças Armadas que vai muito além dos 45 anos de serviço. Filho do general de brigada Manoel Theophilo Gaspar de Oliveira Neto, o pré-candidato pertence a uma das mais tradicionais famílias do Exército, com atuação desde o Império.

(O POVO Online)

Candidatura Lula pode rachar o PT

Da Coluna Política, no O POVO deste sábado (19), pelo jornalista Henrique Araújo:

A quem interessa a manutenção da candidatura de Lula à presidência da República? É uma questão cuja resposta pode levar o PT a uma divisão insanável, com governadores de um lado e parlamentares da legenda do outro. Aos primeiros, interessa sobretudo a costura de alianças e a formação de palanques que lhes garantam conforto na corrida eleitoral. Para tanto, precisam urgentemente da definição de um plano B caso Lula não seja candidato – e tudo indica que não será.

Aos parlamentares petistas, entretanto, é indiferente se Lula será ou não barrado pela Lei da Ficha Limpa, desde que possam tirar proveito de nacos do eleitorado que ainda tem simpatia pelo ex-presidente, preso em Curitiba há pouco mais de um mês, mas ainda líder nas pesquisas de intenção de voto segundo as principais sondagens feitas até aqui.

Na última semana, essas divergências internas no PT vêm se explicitando. A declaração do governador do Ceará, Camilo Santana (PT), é apenas a mais eloquente delas – o petista disse que a insistência no nome de Lula seria “suicídio”. Hoje, o partido divide-se entre dois grupos: um pró-Lula, liderado pelo PT da Bahia. E outro pró-Ciro Gomes (PDT), encabeçado por Camilo. Nesse cabo de guerra, o PSB virou a noiva da vez: para onde pender o apoio da siga socialista, a tendência é que ali esteja o futuro petista.

Joaquim Barbosa fora – Ciro Gomes prevê 15 candidatos concorrendo à Presidência

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O presidenciável Ciro Gomes (PDT) prevê que dos atuais 23 pré-candidatos à Presidência do Brasil somente 15 chegarão na reta final em outubro no primeiro turno. “Acho que assim como Joaquim Barbosa, outros pré-candidatos sairão. Não haverá 23 candidatos, como hoje se menciona, mas ainda assim haverá muitos candidatos. No mínimo uns quinze”, disse nesta sexta-feira, 18, em entrevista coletiva no 60º Congresso Nacional de Hotéis (Conotel), no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza, preferindo não nominar quem sairá da corrida presidencial.

Sobre as alianças, Ciro disse que falará “só na hora própria. Lá para junho, julho”. No momento, ele trabalha uma aliança de centro-esquerda e cogita dois nomes para ocupar o posto de vice: os empresários Josué Gomes Alencar (PR) e Benjamin Steinbruch (PP). “Isso vai acontecer a partir de junho, quando começamos a preparar as convenções de julho e agosto”, destacou.

Ciro Gomes não vê possibilidade de ter o apoio do PT, nem do MDB e tampouco do DEM, pois acredita que esses partidos terão seus próprios candidatos. O presidenciável tem conversando através do presidente do PDT, Carlos Lupi, com setores do PCdoB, PSOL e do PT, mas não aposta em apoio dos três partidos no primeiro turno.

“Tenho uma afinidade absoluta com a Manuela d’Ávila, por exemplo. Eu aprendo muito com ela, é uma figura de grande valor e tenho sim uma aliança programática com ela. O que importa agora é eleger a ideia que possa interromper essa tragédia que os golpistas estão querendo legitimar pelo voto”, disse.

(Agência Estado)

General Theophilo lança pré-candidatura na segunda-feira

O pré-candidato do PSDB ao Governo do Ceará, General Theophilo, oficializa na segunda-feira (21), no Iguatemi Empresarial, o desejo de disputar as eleições de outubro.

“Inovação será destaque na administração do futuro Governo do Estado”, disse nesta quinta-feira (17) o pré-candidato, durante o encontro com inovadores. Theophilo ouviu de jovens empreendedores de empresas “startup” as dificuldades de espaço para pesquisa, de financiamento e de apoio governamental.

O pré-candidato adiantou que pretende, caso seja eleito governador, implantar o Instituto Militar de Engenharia no Ceará para formar engenheiros com o padrão IME de qualidade. “O Ceará não pode mais perder cérebros para fora”, ressaltou.

Theophilo disse ainda que uma iniciativa é transformar o prédio do CFO – Centro de Formação Olímpico, em Centro de Fomento à Inovação – CFI, “criando uma verdadeira Cidade da Inovação”. “A ideia central do futuro governo é transformar a atual Secitece em Secretaria da Inovação fundamentada em Tecnologia, Ciência e Ensino Superior”, completou.

(Foto: Divulgação)

Pré-candidatos podem iniciar financiamento coletivo a partir do dia 15

A partir da terça-feira (15), os pré-candidatos das eleições de 2018 poderão iniciar a propaganda para financiamento coletivo de campanha, conhecido crowdfunding eleitoral. No entanto, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabeleceu que eles estão proibidos de pedir votos durante a divulgação dessa modalidade de arrecadação de recursos.

O tribunal decidiu a data após responder uma consulta feita pelo senador Paulo Paim (PT-RS). O parlamentar questionou o tribunal sobre como o financiamento coletivo poderia ser divulgado e a data a partir da qual seria permitida a propaganda.

De acordo com o TSE, a liberação e o repasse dos valores arrecadados aos pré-candidatos só poderão ocorrer se eles tiverem cumprido os requisitos definidos na norma: o requerimento do registro de candidatura, inscrição no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) e abertura de conta bancária específica para registro da movimentação financeira de campanha.

A possibilidade de os pré-candidatos iniciarem a campanha para o financiamento coletivo é uma das mudanças trazidas pela reforma eleitoral de 2015. Até a eleição de 2014, a legislação não admitia menção à futura candidatura antes do registro oficial da candidatura e do início da propaganda eleitoral, com previsão de penas.

Para a professora da FGV Direito Rio, Silvana Batini, a alteração na lei, que inclui a figura da pré-campanha, passou a regular um cenário que já ocorria nas campanhas eleitorais no país.

“A gente sabe que o processo de escolha de um candidato é também um processo de muito debate e exposição. É muito comum os partidos testarem determinadas figuras, expô-las ao debate público. Algumas delas crescem, outras já são queimadas logo de cara. Então, ignorar a realidade, que esse processo faz parte do processo eleitoral como um todo, era uma certa ingenuidade e até um tratamento meio hipócrita e mais do que isso, ele era ‘criminógeno’ porque como a lei proibia muito, e como esse processo era inevitável de acontecer, você tinha uma série de procedimentos que eram empurrados para a ilegalidade”, disse a professora.

Na avaliação de Silvana Batini, a legislação foi extremamente ampliada, porém não estipula o limites de gastos para a pré-campanha.

“O problema de fixar como critério único o pedido expresso de voto é que se deixa passar uma série de atividades de pré-campanha que custam caro e que não vão integrar a prestação de contas posterior do candidato e isso retira grande parte do poder de fiscalização”.

A professora alerta que os tribunais eleitorais devem impedir que pré-candidatos com mais recursos tenham vantagem em detrimento dos demais. “Estamos em um momento muito grave, de enxergar o quanto o financiamento espúrio de campanha compromete a democracia, então é preciso encontrar um ponto de equilíbrio em que nem se coíba a pré-candidatura – que é uma realidade e precisa acontecer – mas ao mesmo tempo restrinja determinados atos, como caravanas pelo país todo, comícios com discursos”.

REGRAS PARA AS PRÉ-CANDIDATURAS

Segundo a Lei Eleitoral nº 9504/97, é permitido aos pré-candidatos:

– Participação em entrevistas, programas, encontros ou debates no rádio, na televisão e na internet, inclusive com a exposição de plataformas e projetos políticos. As emissoras devem garantir tratamento isonômico;

– Realização de encontros, seminários ou congressos, em ambiente fechado e custeados pelos partidos políticos, para tratar da organização dos processos eleitorais, discussão de políticas públicas, planos de governo ou alianças partidárias;

– Divulgar atos de parlamentares e debates legislativos, desde que não se faça pedido de votos;

– Divulgar posicionamento pessoal sobre questões políticas, inclusive nas redes sociais;

– Realizar reuniões com a sociedade civil, veículo de comunicação ou do próprio partido, em qualquer localidade, para divulgar ideias, objetivos e propostas partidárias. As despesas devem ser arcadas pelo partido;

– Fazer campanha de arrecadação prévia de recursos na modalidade de financiamento coletivo (crownfunding eleitoral);

– Pedir apoio político e divulgar a pré-candidatura. A lei não se aplica aos profissionais de comunicação social no exercício da profissão.

VEDAÇÕES

A lei também estabelece proibições aos pré-candidatos. São elas:

– Veicular propaganda em desacordo com a legislação, passível de multa no valor de R$ 2 mil a R$ 8 mil;

– Fazer pedido explícito de voto;

– Fazer transmissão ao vivo por emissoras de rádio e de televisão das prévias partidárias;

– Presidente da República, os presidentes da Câmara dos Deputados, do Senado Federal e do Supremo Tribunal Federal estão impedidos de convocar redes de radiodifusão para divulgação de atos que denotem propaganda política ou ataques a partidos políticos e seus filiados ou instituições;

– Nos casos permitidos de convocação das redes de radiodifusão, é vedada a utilização de símbolos ou imagens.

– A partir de 30 de junho, é vedado às emissoras transmitir programa apresentado ou comentado por pré-candidato.

PROPAGANDA ELEITORAL

– Tempo de propaganda eleitoral foi encurtado para 45 dias;

– Propaganda de TV e rádio terá início 35 dias antes das eleições;

– Propaganda eleitoral começará no dia seguinte ao registro: 16 de agosto.

– Entre as mudanças da propaganda estão: o tamanho das placas foi reduzido para meio metro quadrado e os cavaletes e bonecos foram proibidos. Quanto aos veículos, não poderão ser envelopados, só serão admitidos perfurados no para-brisa traseiro e adesivos laterais de no máximo 50 cm x 40 cm. A participação de candidatos a vereador na propaganda de TV e rádio também ficou reduzida: não participarão dos programas em bloco e nas inserções utilizarão 40% do tempo.

PRAZOS ELEITORAIS

– As convenções partidárias, reuniões onde cada partido define os candidatos, devem ser realizadas no período de 20 de julho a 5 de agosto.

– Os candidatos devem se registrar na Justiça Eleitoral até o dia 15 de agosto.

– As eleições ocorrerão nos dias 7 de outubro (primeiro turno) e 28 de outubro (segundo turno).

(Agência Brasil)

Presidenciável Flávio Rocha visita o Ceará neste mês de maio

O empresário e ex-deputado federal Flávio Rocha, presidenciável do PRB, agenda visita ao Ceará para os dias 17 e 18 deste mês. A informação é do presidente regional do partido, o deputado federal Ronaldo Martins.

No dia 17 de maio, Rocha cumprirá agenda em Fortaleza, devendo ter encontros com filiados e com lideranças empresariais. Já no dia 18 de maio, voará para Juazeiro do Norte, onde terá reuniões com militantes e empresários.

DETALHE – Não se sabe ainda se ele vai ao horto do Padim Ciço, até porque o PRB é uma legenda ligada à Igreja Universal do Reino de Deus.

DETALHE 2 – Flávio Rocha quer incluir a palavra “Riachuelo” em seu nome durante a disputa. Popularizar mais é a meta. Ele é o CEO dessa rede de lojas.

(Foto – Divulgação)

General Theophilo emprega discurso da segurança pública em homenagem às mães

Para o pré-candidato do PSDB ao Governo do Ceará, General Theophilo, a campanha já está nas ruas. Melhor, já está nos lares. Com o discurso da segurança pública, o pré-candidato tucano desejou neste domingo (13), por meio de sua página no Facebook, “o melhor presente que cada mãe cearense merece ganhar é a certeza e a tranquilidade de que seus filhos e sua família não correm perigo quando saem de casa”.

“Temos que cuidar pra que isso aconteça logo. A vida das pessoas não pode esperar, cuidar disso é mais que urgente”, completou o tucano.

DETALHE – Neste domingo, a partir das 22 horas, na TV União, o programa Contexto Geral entrevista o General Theophilo.

Bolsonaro desbanca Lula no Rio de Janeiro

Com ou sem Luiz Inácio Lula da Silva na disputa, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ) lidera todos os cenários de intenção de votos no Rio de Janeiro para as eleições 2018, segundo pesquisa do instituto Paraná Pesquisas. A sondagem ouviu 1850 eleitores de 44 municípios do estado do Rio de Janeiro entre os dias 4 e 9 de maio. O grau de confiança é de 95% e a margem de erro, de 2,5% para mais ou para menos.

A pesquisa, divulgada nesse fim de semana, pela revista Exame, questionou os eleitores sobre três cenários possíveis. No primeiro, o nome do ex-presidente Lula, preso há um mês mas ainda pré-candidato à Presidência pelo PT, foi omitido.

Nesse cenário, Bolsonaro chega a 27,4% das intenções de voto e Marina Silva tem 13%. Fernando Haddad (PT), um dos possíveis substitutos de Lula, tem apenas 1,6% dos apoios. Já Ciro Gomes (PDT), um dos principais beneficiados pela saída do ex-presidente da disputa, pontua 9,9%. Veja:

Cenário 1

Candidato Intenção de votos

Jair Bolsonaro 27,4%
Marina Silva 13,0%
Joaquim Barbosa 10,8%
Ciro Gomes 9,9%
Alvaro Dias 4,1%
Geraldo Alckmin 3,5%
Michel Temer 2,2%
Rodrigo Maia 2,1%
Fernando Haddad 1,6%
Manuela D’Ávila 1,5%
João Amoedo 1,1%
Flávio Rocha 0,6%
Paulo Rabello de Castro 0,1%
Não sabe 5,2%
Nenhum 17,1%

No segundo cenário, o nome de Lula foi apresentado aos eleitores. O resultado é que Bolsonaro perde cerca de 2 pontos percentuais (ainda dentro da margem de erro) e o petista fica com 21,5% das intenções de voto. Marina cai para 9,7% e Ciro Gomes para 7%.

Cenário 2

Candidato Intenção de votos

Jair Bolsonaro 25,1%
Lula 21,5%
Marina Silva 9,7%
Joaquim Barbosa 9,4%
Ciro Gomes 7,0%
Alvaro Dias 3,8%
Geraldo Alckmin 3,1%
Rodrigo Maia 1,4%
Michel Temer 1,2%
Manuela D’Ávila 1,1%
João Amoedo 1%
Flávio Rocha 0,5%
Paulo Rabello de Castro 0,1%
Não sabe 3,7%
Nenhum 11,3%

No terceiro cenário, o instituto não apresentou nenhum representante do PT, mas incluiu o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles na pesquisa. A mudança não altera muito o desempenho dos demais candidatos: Bolsonaro continua na casa dos 27%, Marina, na dos 13% e Ciro Gomes chega a 10%

Cenário 3

Candidato Intenção de votos

Jair Bolsonaro 27,7%
Marina Silva 13,4%
Joaquim Barbosa 10,8%
Ciro Gomes 10,3%
Alvaro Dias 4,1%
Geraldo Alckmin 3,7%
Rodrigo Maia 2,1%
Henrique Meirelles 1,6%
Manuela D’Ávila 1,6%
João Amoedo 1,2%
Flávio Rocha 0,7%
Paulo Rabello de Castro 0,1%
Não sabe 5%
Nenhum 17,9%

A pesquisa foi realizada antes de o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa anunciar que não iria concorrer ao Planalto. Os dados mostram que, no estado do Rio, ele abocanharia cerca de 10% das intenções de voto independentemente de seus rivais.

Já o presidente Michel Temer (MDB), que pode tentar a reeleição, chegaria no máximo a 2% das intenções. Meirelles, um possível herdeiro do atual governo, ficaria com 1,6%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o n.º BR-04838/2018 para o cargo de Presidente.

Os recuos e as intenções eleitorais de Temer

Em artigo no o POVO deste sábado (12), a jornalista Lucinthya Gomes avalia o desejo de Temer pela reeleição, apesar do alto índice de rejeição. Confira:

Passados dois anos desde que assumiu a Presidência da República, a palavra recuo ainda ronda Michel Temer (MDB). Ele, que entrou no Palácio do Planalto afirmando não ter qualquer intenção de ser candidato, mudou de ideia e, no último mês de março, comunicou interesse em reeleição. Amargando altos índices de reprovação, voltou atrás em abril. Agora, governistas dizem que o recuo da candidatura não é definitivo.

O fator eleitoral vem balizando as decisões do presidente, que tenta, pelo menos, se viabilizar como alguém capaz de exercer alguma influência apoiando um nome para o pleito. Neste ano, após tirar a polêmica reforma da Previdência de sua pauta prioritária, reajustou acima da inflação o benefício do Bolsa Família e iniciou uma intervenção federal militar na segurança do Rio de Janeiro. Três temas com forte apelo eleitoral.

Foi exatamente a partir da segurança pública que o Ceará despontou no radar deste governo. A Chacina das Cajazeiras, em Fortaleza, e as 11 mortes na Cadeia Pública de Itapajé serviram de instrumento de pressão para que o Governo Federal anunciasse apoio para conter o avanço do crime organizado no Estado. Além de um centro de inteligência da Polícia Federal aqui, as medidas incluíam a construção de duas unidades penitenciárias regionais ainda em 2018.

Talvez o Estado não tivesse conseguido tanto, sem a reaproximação do governador Camilo Santana (PT) com o presidente do Senado, Eunício Oliveira, do mesmo partido do presidente. Até hoje, o Ceará não recebeu uma visita sequer de Temer em seus dois anos de gestão. A postura diz muito sobre o que não se entende como prioridade.

Ainda assim, as ações já anunciadas para o Ceará continuam sendo dúvidas.

Até a transposição das águas do rio São Francisco, que chegou a ser prometida para o início deste ano, sofreu mais um adiamento. Tema dos mais urgentes para os cearenses. Incertezas que se fortalecem, diante de um governo que tem a pauta cada vez mais esvaziada pela urgência eleitoral, faltando pouco mais de seis meses para o fim do mandato.

Eleições 2018 – Oposição discute estratégias ao Palácio da Abolição

O senador Tasso Jereissati e o pré-candidato a governador, General Guilherme Theophilo (PSDB), coordenaram nesta sexta-feira (11) uma reunião com representantes de partidos de oposição. O encontro, que contou com lideranças do PSDB, PROS, Solidariedade e Partido Verde (PV), foi realizado no escritório do senador e discutiu estratégias da pré-campanha de oposição.

Ao final da reunião, Tasso Jereissati destacou a “sintonia entre aquilo que o General apresentou como suas ideias e as aspirações que as oposições representam”, assegurando que durante a próxima semana haverá novos encontros para a discussão das coligações proporcionais.

“Teremos novos encontros para discutir os aspectos das coligações partidárias e, em seguida, definir a nossa candidatura ao Governo. Uma candidatura de todos os partidos de oposição”, disse o Senador.

Participaram da reunião, ainda, os deputados federais Danilo Forte (PSDB), Raimundo Matos (PSDB) e Genecias Noronha (SD), o vice-prefeito de Maracanaú, Roberto Pessoa (PSDB), os deputados estaduais Capitão Wagner (PROS) e Carlos Matos (PSDB), os vereadores Plácido Filho (PSDB) e Célio Studart (PV) e os dirigentes do PSDB cearense, Francini Guedes e Fernando Façanha.

(Foto: Divulgação)

Apoio do PROS – Tasso reúne Capitão Wagner e General Theophilo

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O deputado estadual Capitão Wagner se colocou à disposição do senador Tasso Jereissati e do General Theophilo para colaborar com o PSDB nas eleições deste ano no Ceará. Os três estiveram reunidos nesta quinta-feira (10), no escritório do senador em Fortaleza, no bairro Edson Queiroz.

Pré-candidato à Câmara Federal, Capitão Wagner (PROS) disse que o General Theophilo é um nome qualificado, que chegou para somar no desafio de um Ceará melhor.

Já o General Theophilo disse que conhecia o Capitão Wagner de “outras temporadas” e que os dois possuem uma relação de amizade. Afirmou que o conhecimento de Wagner nas comunidades mais carentes de Fortaleza em muito ajudará na elaboração de propostas para a campanha eleitoral.

(Foto: Divulgação)

Prazo para alterações no cadastro eleitoral termina nesta quarta-feira

Termina nesta quarta-feira, 9, o prazo para os eleitores que precisam tirar o título pela primeira vez, transferir o domicílio eleitoral ou alterar dados cadastrais para votar nas Eleições 2018, procurarem os postos da Justiça Eleitoral. O lembrete é da assessoria de imprensa do TRE do Ceará.

Em Fortaleza, desde o dia 30 de abril, servidores trabalham em mutirão no Ginásio Paulo Sarasate. Além do ginásio, também há atendimento, por agendamento, nos postos em sete shoppings, porém, desde segunda-feira, não há mais disponibilidade de vagas, devendo os eleitores procurarem exclusivamente o mutirão no último dia do prazo para regularizar o título. Os portões abrirão às 8h e fecharão às 15h, mas, o eleitor que chegar até esse horário, será atendido.

Os eleitores devem levar um documento oficial com foto e um comprovante de residência. Os homens com dezoito anos completos, que vão tirar o título pela primeira vez, devem levar ainda o documento de alistamento militar.

No Ginásio Paulo Sarasate, estão montados 78 guichês, 18 deles exclusivos para o público prioritário. Um contingente de 200 servidores, terceirizados e estagiários atende aos eleitores. Essa estrutura suporta um atendimento de 4.500 pessoas por dia, mas, a procura nos primeiros dias ficou em torno de 1.600 eleitores.

Michel Temer: Seria útil votar reforma da Previdência para futuro presidente

O presidente Michel Temer disse, na noite dessa segunda-feira (7), que poderia suspender a intervenção federal na área da segurança pública que ocorre atualmente no Rio de Janeiro se houver clima político após as eleições para aprovar a reforma da Previdência no Congresso Nacional ou caso os parlamentares queiram colocar em votação o fim do foro privilegiado para diversas autoridades. Ambas as matérias são propostas de emenda à Constituição (PEC), tipo de projeto que não pode ser votado enquanto a intervenção estiver em vigor.

Ao conceder entrevista à rádio CBN, Temer disse que a intervenção “pode ser interrompida” antes de 31 de dezembro, prazo previsto no decreto para seu fim, “se realmente der todos os resultados”. Segundo ele, seria “muito útil” que o próximo presidente do Brasil assumisse o cargo no ano que vem com a reforma da Previdência aprovada.

“Eu tenho talvez chance de votar ainda. Nós temos a intervenção que você não sabe até quando vai. Vamos supor que até setembro as coisas no Rio de Janeiro [melhorem]. Vamos analisar a conjuntura política quando se derem as eleições [em outubro]. Se lá, as coisas estiverem no rumo certo, [podemos suspender]. Eu gostaria até de entregar o governo, se vier a entregá-lo, nessas condições. A intervenção não é para todo sempre. Se for assim, chamarei o novo governador eleito do Rio, o novo presidente, e vou conversar com eles”, afirmou.

A intervenção no estado foi decretada por Temer e autorizada pelo Congresso Nacional há quase três meses, quando foi nomeado interventor o general Walter Braga Netto, que substitui as atribuições do governador apenas na área da segurança pública. De acordo com a Constituição, enquanto intervenções estiverem em vigor, os parlamentares não podem aprovar emendas constitucionais.

Michel Temer disse ainda não ter dúvida de que os deputados e senadores votariam a reforma da Previdência antes do próximo governo. Segundo Temer, as denúncias apresentadas contra ele pela Procuradoria-Geral da República (PGR) impediram a aprovação da reforma da Previdência, mas o tema não saiu da pauta política. Em fevereiro, o presidente já havia admitido a possibilidade de insistir na reforma a partir de outubro.

Quanto à PEC do fim do foro privilegiado, Temer disse que, caso haja uma “postulação” do Congresso de suspender a intervenção para votar o tema, poderia analisar essa hipótese. Segundo ele, a decisão da semana passada do Supremo Tribunal Federal (STF) de restringir o foro especial para deputados e senadores pode causar um “efeito ilusório”.

“As pessoas falam como se fosse uma grande conquista. Eu às vezes penso nisso. Para quem comete delito, ir para o primeiro grau pode até ser interessante porque teria vários graus [até chegar na condenação]”, disse, referindo-se à possibilidade de, sem o foro, os crimes demorarem a serem julgados. “É uma discussão que não me preocupa e não deveria preocupar ninguém”, complementou.

Sobre a notícia de que membros do Ministério Público poderiam esperar o presidente deixar o cargo para, em janeiro de 2019, aplicarem medidas cautelares contra ele, Temer voltou a criticar o inquérito que investiga o chamado Decreto dos Portos. Segundo ele, caso os procuradores esperem oito ou nove meses para prosseguirem com as investigações, significa que estão apenas “irritados com o presidente” e não se preocupam se realmente há ou não provas sobre o caso. Ao ser perguntado pelos entrevistadores se teme ser preso, respondeu: “Não temo não, acho seria uma indignidade. Lamento estarmos falando sobre isso”.

Assim como tem dito em entrevistas anteriores, Temer defendeu uma candidatura “única” à Presidência uninido forças governistas e outras mais ligadas ao chamado centro. Nesse cenário, ele voltou a dizer que poderia abrir mão de disputar a reeleição, mas desde que o candidato escolhido defenda as teses do governo.

“Se conseguirmos encontrar uma única candidatura, é útil para o país. Posso vir a ser. Mas não tenho a menor dúvida em abrir mão se em determinado momento vier essa figura [que unifique]. Se me permite uma expressão livre: [não me importa] se o sujeito vai com a minha cara ou não. Eu quero [saber] é se vai com a cara do governo. Se for para falar mal do governo, evidentemente que estarei fora”, afirmou.

(Agência Brasil)

Eleições 2018 – General do PSDB vai abrir diálogo com partidos de oposição

Já de volta da Colômbia, onde falou no II Seminário Internacional sobre Logística e Ação Humanitária, o pré-candidato tucano ao Governo, general de Exército Guilherme Theóphilo.

Nesta semana, ele vai cumprir uma intensa agenda de encontros políticos. Na lista, conversas com lideranças do Pros, PSD e do Solidariedade.

Tudo em busca de viabilização do seu nome na oposição.

(Foto – Elisa Maia)

Ciro Gomes diz ter “pena” de Gleisi Hoffmann por rejeitar alianças entre partidos

Pré-candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes rebateu declarações da presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), e disse ter “pena” da congressista pela rejeição a uma aliança entre os partidos e por ter afirmado de que ele “não passa no PT nem com reza brava”.

“Vou ter paciência, respeito e compreendo o drama do PT. E tenho pena de uma pessoa da responsabilidade da presidente nacional do PT dizer uma coisa dessas. Para se ver como é questão de dar pena, meu partido, o PDT, portanto, eu, estou apoiando quatro dos cinco dos principais candidatos a governador do PT. Minha crença é que a população brasileira não é um eleitorado de cabresto, nem meu nem de ninguém. Eu vou tocar o meu bonde”, disse Ciro à TV Folha, do jornal Folha De S. Paulo.

Na entrevista, Ciro também chamou de “burrice” a estratégia do PT de querer pedir aos candidatos de centro-esquerda que defendam um indulto para Lula na campanha eleitoral. “O presidente Lula está a meio caminho de recursos [na Justiça]. Se a burocracia do PT cria uma campanha pelo indulto, o que ela está dizendo? Que o Lula será condenado em última instância. Isso nega a estratégia dos advogados do Lula. A sentença contra o Lula é injusta e a prova é frágil. Eu não vou cair nessa burrice”, ressaltou aos jornalistas Fernando Canzian e Fábio Zanini.

Essa semana, Gleisi Hoffmann reagiu à declaração do ex-governador da Bahia, Jacques Wagner (PT), sobre a possibilidade do partido indicar um vice para a chapa de Ciro. “Mas ele não sabe que o Ciro não passa no PT nem com reza brava?”, questionou a presidente do Partido dos Trabalhadores. Na última terça-feira (1º), Jacques Wagner afirmou que o PT poderia aceitar ser vice de Ciro e ressaltou que estava na hora de o partido “ceder a precedência”.

“Temos que ter muita paciência e respeito com esse tempo do PT. Mas o que está em discussão não parece ser aquilo que interessa mesmo: a sorte do Brasil ou/e a possibilidade dessa agenda antipovo, antipobre e antinacional ser legitimada pelo voto. Isso é o que deveria nos comover e ser o grande cimento de nossa unidade ou de um mínimo de cuidado ao explicitarmos nossas diferenças. Mas como está dado de barato na cabeça de muitos da nossa turma de que essa gente da direita, o Temer, o PSDB, vai perder as eleições, desloca-se a preocupação do Brasil para quem vai mandar, quem vai ter a hegemonia do processo. E esse é o grande e velho vício da esquerda antiga do Brasil e do mundo”, ponderou Ciro.