Blog do Eliomar

Categorias para Eleições 2018

Cid grava novo vídeo e reafirma votar em Haddad

O senador eleito Cid Gomes (PDT) gravou vídeo de apoio a Fernando Haddad (PT) e postou em suas redes sociais.

O ato ocorre dois dias depois dele chutar o pau da barraca petista, em pleno evento em que seria dada a arrancada pró-campanha do presidenciável petista no Ceará. Cid faz críticas a Jair Bolsonaro por ter aproveitado sua fala em vídeo e ter usado em campanha.

As críticas de Cid se registraram na noite da última segunda-feira, 15, no Marina Park Hotel. De á, para cá, só repercussão negativa contra o candidato a presidente pelo PT que, inteirado, amenizou e lembrou ser amigo de Cid Gomes.

“Com tudo que penso e diante de tudo que falei, não é correto o que fez o outro candidato, usando imagens minhas editadas, sem minha autorização. Que não fique nenhuma dúvida. Neste segundo turno, Haddad é o melhor para o Brasil. Votarei no Haddad no dia 28”.

(Foto – Reprodução de Vídeo)

E os Ferreira Gomes – quem diria – se abraçaram com o fascismo

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Com o título “E os Ferreira Gomes – Quem diria – se abraçaram com o fascismo”, eis artigo de José Nilton Mariano Saraiva, economista pela UFC e aposentado do Banco do Nordeste. Confira:

Metade do mundo e a outra banda sabem que no clã Ferreira Gomes, de Sobral, quem dá as cartas é o irmão mais velho Ciro Gomes. Que foi Ciro Gomes que arranjou um “rentável emprego”, na política, para os irmãos Cid, Lúcio e Ivo Gomes, assim como também para a ex-esposa Patrícia Gomes. E que, por isso mesmo, todos lhe devotam siderúrgica, irrestrita, fiel e cega obediência. E se prestam a agirem como ventríloquos do próprio, quando acionados.

E isso se comprovou agora mesmo, quando, magoado por não ter tido o apoio do ex-presidente Lula da Silva em sua messiânica busca de ocupar a Presidência da República, Ciro Gomes, após mais uma tentativa fracassada de lá chegar, decidiu-se pelo “apoio crítico” (burocrático) ao candidato do PT, Fernando Haddad.

Assim, depois de vociferar contra o candidato fascista, Jair Bolsonaro (que lhe passou a perna no primeiro turno), e ignorando o momento delicado pelo qual passa o Brasil, se mandou para a Europa, de onde, certamente, instrui diuturnamente os irmãos sobre como se portarem no segundo turno, na refrega do candidato do ex-presidente Lula da Silva, Fernando Haddad, contra aquele.

E o “recado” foi dado em alto estilo e contundentemente, a fim de que não pairem dúvidas: numa reunião de correligionários do PT visando alavancar a candidatura petista rumo ao segundo turno, o irmão Cid Gomes simplesmente investiu desrespeitosamente não só contra o PT, como também contra o seu líder maior, Lula da Silva.

E como tudo foi devidamente gravado, já no dia seguinte, no programa do fascista Bolsonaro, quase todo o tempo foi dedicado a veicular o vídeo com a (literalmente) “adesão” dos Ferreira Gomes a ele. E que, não tenham dúvidas, será repetido até o término do horário eleitoral. Melhor ajuda para turbinar a pretensa vitória fascista, impossível.

Tal atitude só reforça o que muito gente pensa: os Ferreira Gomes são tão verdadeiros como uma cédula de sete reais.

*José Nilton Mariano Saraiva,

Economista pela UFC e aposentado do Banco do Nordeste. 

Camilo endossa críticas de Cid Gomes ao PT

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O governador reeleito do Ceará, Camilo Santana (PT), comentou hoje (17) as duras críticas feitas por um de seus maiores aliados, o senador eleito Cid Gomes (PDT-CE) ao PT. Camilo Santana disse que ele próprio já fez as mesmas críticas e reafirmou a necessidade de autocrítica partidária. “Dei declarações, entrevistas divulgadas até por veículos nacionais, de que é importante o PT reconhecer alguns erros que foram cometidos, inclusive sugeri isso à direção nacional. Essa é minha opinião há muito tempo”, disse, ao visitar o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE).

Ainda na avaliação do petista, que foi o governador mais bem votado do país com quase 80% dos votos válidos no primeiro turno, “tudo não passou de um desabafo”. Para Camilo, o Brasil precisa de um novo rumo, de diálogo; não de ódio e separação. Questionado se a participação do PDT, partido de Cid Gomes, no seu governo poderia ser reavaliada por causa de suas declarações, Camilo Santana foi categórico. “ Essa hipótese está afastada”, disse. Ele lembrou que o PDT é aliado do PT no Ceará e que “problemas sempre existem e existirão”.

Em vídeo vazado na última segunda-feira (15), Cid Gomes afirmou,durante ato fechado com petistas em Fortaleza, que, se o PT não tiver humildade para fazer um mea culpa no segundo turno da disputa presidencial, será “bem feito perder a eleição”. “E vão perder feio porque fizeram muita besteira”, completou. Alguns apoiadores do PT reagiram às declarações com vaias, às quais Cid respondeu chamando um militante de babaca. As declarações tiveram grande repercussão entre os petistas e na campanha do presidenciável Fernando Haddad, que conta com o apoio do PDT neste segundo turno. O candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, irmão de Cid, ficou em terceiro lugar na disputa e está na Itália, em viagem de férias.

(Agência Brasil/Foto – Fábio Lima)

Na condição de presidente do Senado, Eunício pode instalar Cid em gabinete isolado

Cid e Eunício Oliveira

A raiva do senador Eunício Oliveira (MDB) contra o senador eleito Cid Gomes (PDT), a quem atribui a derrota nas urnas, segue firme.

Segundo a Coluna Radar, da Veja Online, Eunício, como presidente do Senado, agora tem a tarefa de escolher em qual gabinete deverá ficar cada parlamentar da Casa.

Ele pretende colocar Cid numa ala isolada, atrás da biblioteca, considerada a pior pelos congressistas.

Questionado se, de fato, isolaria o antigo aliado, Eunício preferiu ironizar a capacidade intelectual de Cid, em vez de responder:

“Atrás da biblioteca para quê? Para ele aprender a ler?”

(Foto – Arquivo)

Eleição varre principais lideranças do MDB

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Temer e o presidente do Congresso, senador Eunício Oliveira.

O MDB é um dos maiores derrotados nestas eleições. Para se ter uma ideia, com exceção do 1º secretário-geral Mauro Lopes, eleito deputado federal em Minas Gerais, todos os outros membros da Executiva Nacional ficarão sem cargo público a partir de 2019. A informação é da Veja Online.

Michel Temer, presidente da legenda, deixará o Planalto; Romero Jucá, o 1º vice-presidente, não conseguiu a reeleição no Senado por menos de 500 votos; Eliseu Padilha, o seguinte na sucessão do MDB, não tentou cargo algum; João Arruda, o terceiro, perdeu a disputa ao governo do Paraná.

O 2º secretário, Leonardo Picciani, morreu na praia em disputa pela reeleição na Câmara. Tesoureiro, Eunício Oliveira também ficou fora do Senado e Valdir Raupp, 2º tesoureiro, teve uma derrota acachapante em Rondônia.

General Theophilo: Cid destruiu o PT e facilitou a vida eleitoral de Bolsonaro no Ceará

Heitor Freire, presidente do PSL do Cear[á e o General Theophilo.

O General Theophilo virou eleitor declarado de Jair Bolsonaro. O ex-candidato ao Governo do Estado pelo PSDB compareceu à festa de inauguração, nessa noite de tera-feira, do comitê do postulante a presidente pelo PSL.

Sobre o impasse entre o senador eleito Cid Gomes (PDT) e o PT, disse que isso serviu para facilitar a vida de Bolsonaro na briga pelo voto no Estado. Cid cobrou mea culpa dos petistas por terem feito “muita besteira”.

O General não poupou e disse que Cid destruiu o PT, mostrando desunião, interesse pelo poder e até buscando um balcão de negócios.

(Foto – Facebook)

Cid Gomes lançou a pá de cal na campanha de Haddad?

Com o título “O tamanho do estrago de Cid para a campanha de Haddad”, eis tópico da Coluna Política, do jornalista Érico Firmo, no O POVO desta quarta-feira:

O embate entre Cid Gomes (PT) e militantes petistas, na noite desta segunda-feira, 15, representa uma crise de proporções nacionais para a campanha de Fernando Haddad (PT). Desestabilizaria a candidatura, se ela tivesse estabilidade. Dificilmente haveria momento pior.

Veio simultaneamente à divulgação da pesquisa Ibope que mostrou que a diferença do petista para Jair Bolsonaro (PSL) é de 18 pontos percentuais, ainda maior que os 16 pontos apresentados pelo Datafolha na semana passada. A mobilização no Ceará seria estratégica para uma reação. O Estado foi o único no Brasil em que nem Bolsonaro nem Haddad venceu.

A presença de Cid deveria ser o mais importante gesto do palanque de Ciro Gomes (PDT) na direção de Haddad. Mas tornou-se, isso sim, a mosca na sopa da campanha petista. Talvez o grande momento da campanha de Bolsonaro neste segundo turno.

Cid foi para lá para cumprir o figurino desenhado pelo PDT: o apoio crítico. A forma como fez isso serviu aos adversários melhor do que qualquer coisa que a campanha de Bolsonaro tenha feito neste segundo turno.

Há de se respeitar, sempre, o eleitor e o voto. Campanha nenhuma se decide de véspera e ainda faltam 11 dias para a eleição. Pesquisa não substitui a votação. Portanto, não dá para dizer que Haddad perdeu a eleição. Não dá, todavia, para dizer outra coisa senão que está muito, muito difícil para o petista. Pelas pesquisas e pela conjuntura. Já estava assim antes da fala de Cid, mas piorou muito depois dela.

Se Bolsonaro for mesmo eleito, a história dessa campanha registrará protagonismo de Cid Gomes ao decretar a derrota ou, no mínimo, jogar a pá de cal.

Ex-presidente do PT do Ceará cobra nota de desagravo contra Cid Gomes

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Da Coluna do Eliomar de Lima, no O POVO desta quarta-feira:

O ex-presidente estadual do PT, Mário Mamede, histórico do partido, deu uma de Cid Gomes (PDT) e nos mandou um desabafo sobre a situação atual do petismo no Estado. “E agora José Guimarães? Depois do segundo turno?

Quanta subserviência e humilhação o PT Ceará vem sofrendo nos últimos anos. Não aguentamos mais conviver com uma direção partidária rastejando sempre em favor de los hermanos (Ferreira Gomes).” Para Mário, a direção estadual, que é “parceira” desta aliança (e tolerou o apoio do Camilo Santana ao golpista Eunício Oliveira) anda dizendo que vai avaliar a conjuntura.

“Avaliar o quê?! Eu esperava e, com certeza, muitos militantes também, que haveria uma nota oficial do partido num jornal, rádios, redes sociais, seja lá onde, com uma manifestação de desagravo e repudio a Cid Gomes. Parece que a direção estadual, a exemplo do governador “petista” – frisa ele, não tem mais envergadura para tal”, conclui Mário Mamede, referindo-se ao desabafo de Cid Gomes, em pleno ato pró-campanha de segundo turno de Haddad, segunda, no Marina Park Hotel.

(Foto – Dario Gabriel)

Deputados federais do Podemos anunciam apoio a Bolsonaro

Um grupo de 11 deputados federais do Podemos declarou apoio ao candidato Jair Bolsonaro (PSL) nesta terça-feira (16). Oficialmente, o partido, que concorreu com Alvaro Dias no primeiro turno, declarou-se neutro no segundo turno da eleição presidencial, mas os filiados estão liberados para apoiar um dos presidenciáveis.

“Não estou falando em nome do partido Podemos, mas em nome de uma parte significativa da bancada de deputados eleitos e reeleitos, que resolveram optar pelo apoio ao presidenciável Jair Bolsonaro”, afirmou o porta-voz do grupo de parlamentares, deputado Aluisio Mendes (Pode – MA). Atualmente, a sigla, que reúne 17 parlamentares, terá a bancada reduzida para 11 integrantes em 2019 após as eleições deste ano. “Dos deputados eleitos, sete já manifestaram interesse em apoiar o candidato Bolsonaro”, completou.

De acordo com o deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS), um dos principais articuladores da campanha do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) e cotado para assumir a Casa Civil caso o candidato seja eleito, com a adesão do Podemos, a bancada de apoio na Câmara dos Deputados alcança 310 deputados. O cálculo, no entanto, ainda não considera a nova composição eleita no início deste mês.

Questionado se conciliaria a função de chefe da Casa Civil com a articulação política de governo, Lorenzoni não confirmou a possível atribuição.

“Eu sou um colaborador de primeira hora do deputado Jair Messias Bolsonaro, vou cumprir a missão que ele me determinar, se for eleito”, disse. “Só depois disso é que vamos tratar de governo, espaço”, concluiu.

Participação em debates
Onyx Lorenzoni descartou a necessidade de participação de Bolsonaro em debates no segundo turno. Para o deputado, “debate não resolve mais eleição”.

“Está todo mundo aqui [afirmando], desumanamente, que um cidadão que escapou da morte e já fez dois procedimentos cirúrgicos tem de ir a debate televisivo que não resolve nada. Acabou. O jeito normal de se fazer política no Brasil, televisão, partido, palanque estadual, dinheiro e debate televiso acabou”, disse. Apesar da declaração, o deputado afirmou que a decisão será tomada pelos médicos do candidato.

(Agência Brasil)

Camilo grava vídeo pedindo votos pró-Haddad depois de ato frustrado por fala de Cid Gomes

O governador reeleito Camilo Santana (PT) usou suas redes sociais, no começo da noite desta terça-feira, 16, para pedir apoio e voto pró-Fernando Haddad (PT).

Fez isso um dia depois das críticas disparadas, nessa noite de segunda-feira, pelo senador eleito Cid Gomes (PDT) contra o Partido dos Trabalhadores.

Cid cobrou mea culpa do PT por ter feito “muita besteira”. A fala ocorreu num ato puxado por Camilo, no Marina Park Hotel, e que marcaria a arrancada da campanha de segundo turno pró-Haddad no Ceará.

Camilo, no vídeo, diz que Haddad é “o candidato mais bem preparado para governar o País.”

Comitê de Bolsonaro em Fortaleza é prestigiado por lideranças do Pros, PSDB e até do MDB

O PSL do candidato a presidente d República, Jair Bolsonaro, inaugurou, nesta noite de terça-feira, na avenida Antonio Sales, 855 (Bairro Joaquim Távora), o seu comitê central. Além da presença do seu presidente regional, Heitor Freire, eleito deputado federal, e de André Fernandes e Delegado Cavalcante, ambos eleitos para a Assembleia Legislativa, a presença de uma comitiva do Pros e do PSDB.

O Capitão Wagner, o deputado federal mais bem votado do Ceará e dirigente estadual do Pros, bem como o senador eleito Eduardo Girão (Pros), o General Theophilo, que disputou o Governo pelo PSDB, e ainda os deputados estaduais Fernanda Pessoa, reeleita pelo PSDB, e Nelinho, eleito deputado estadual pelo PSDB, e Roberto Pessoa, eleito deputado federal pelos tucanos, reforçaram o palanque pró-Bolsonaro no Estado.

O presidente em exercício do MDB, Gaudêncio Lucena, marcou presença no ato com familiares. Ele é também sócio do senador Eunício Oliveira (MDB), que não conseguiu a reeleição. Ele, no entanto, não subiu no palanque. Ficou em meio aos militantes.

Nos discursos, a expectativa de que Bolsonaro será o vitorioso. Houve até quem lembrasse da fala do senador eleito Cid Gomes (PDT), com críticas e cobrando mea culpa do PT, como importante trunfo eleitoral pró-Bolsonaro. Foi o caso do deputado André Fernandes.

Em outro momento, quando o senador eleito Eduardo Girão (Pros) foi chamado a falar, o público bradou: “Fora Eunício!”

Já no próximo fim de semana, haverá carreata pró-Bolsonaro em Fortaleza, segundo informação da coordenação de campanha.

(Foto – Divulgação)

Heitor Férrer reforça postura de oposição a Camilo Santana

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O deputado estadual reeleito Heitor Férrer (SD) criticou o governador Camilo Santana (PT), da tribuna da Assembleia Legislativa, nesta terça-feira. Disse que Camilo não cumpriu em seu primeiro mandato suas promessas de campanha de 2014. Segundo Heitor, a conduta do governador é um dos fatores que levam a população cearense a se decepcionar com a classe política.

“Quando o governo promete e não cumpre, portanto, mente para a sociedade, isso repercute em todos nós. Por isso que nós temos que endurecer a base do governo e temos que ter também o zelo pela população que nos conduziu até aqui”, defendeu Heitor.

Entre as promessas de 2014 que não foram cumpridas, Heitor ressaltou a construção de mais policlínicas, a instalação dos prontuários eletrônicos e a substituição das casas de taipa por residências de alvenaria. “Essas promessas estão constando no novo programa porque não o governador não cumpriu minimamente o que prometeu em 2014. Mas vou cobrar diariamente porque, pelo menos, o povo vai saber que ele prometeu e não compriu, e que existe alguém cobrando”, disse o parlamentar.

Fernando Haddad evita polêmica e diz: “Cid é meu amigo!”

O candidato à Presidência da República pelo PT, Fernando Haddad, classificou como “coisa meio acalorada” as críticas feitas pelo senador eleito do Ceará Cid Gomes (PDT) na noite desta segunda-feira, 15. “Uma coisa meio acalorada, não vou ficar comentando isso até porque eu tenho uma amizade com o Cid, ele fez elogios à minha pessoa”, disse Haddad a jornalistas na manhã desta terça-feira, 16. Em uma discussão, Cid Gomes disse que o PT perderá eleição se não fizer mea-culpa e chamou a militância petista de “babaca”.

O petista declarou que preferia ver o lado “positivo” das declarações do pedetista e que a amizade entre os dois continuaria a mesma. Haddad disputa o segundo turno da eleição presidencial com o candidato Jair Bolsonaro, do PSL. Levantamento feito por Ibope/Estado/TV Globo divulgado pouco antes do discurso de Cid Gomes apontou que Bolsonaro lidera a pesquisa com 59% dos votos válidos, contra 41% de Haddad.

Cid Gomes se envolveu em discussão com apoiadores do PT durante ato a favor de Haddad, na noite de segunda-feira em Fortaleza. Em vídeo que circula nas redes sociais, Cid faz elogios a Haddad, mas cobra que o PT faça um mea-culpa para conquistar o apoio do eleitorado.

“Tem de pedir desculpas, tem de ter humildade, e reconhecer que fizeram muita besteira”, disse o senador eleito, sendo interrompido por pessoas da plateia. “É sim, é? Pois tu vai perder a eleição. Não admitir um mea-culpa, não admitir os erros que cometeu, isso é para perder a eleição e é bem feito. É bem feito perder a eleição”, afirmou Gomes durante o ato.

(Com Agência Estado/Foto – Reprodução de TV)

Cid Gomes usa Facebook para amenizar repercussão do seu desabafo

O senador eleito Cid Gomes (PDT) usou sua página no Facebook, nesta terça-feira, para abordar o desabafo que fez, nessa noite de segunda-feira, no Marina Park, por ocasião do ato de lançamento da campanha pró-Haddad no Ceará. Ele procura amenizar a repercussão. Confira:

Comparei os dois nomes que estão no 2o turno. O Haddad é infinitamente melhor que o Bolsonaro.
Eu não quero me vingar de ninguém.

Para o Brasil, o menos ruim é o Haddad. Por isso penso que seria melhor que ele ganhasse.
Qual o maior empecilho para que isso aconteça?

A maioria do povo brasileiro quer virar duas páginas do nosso passado recente! Já virou uma, a do PSDB.
E não vou aqui tripudiar sobre o Alckmin…Neste segundo turno, quer virar a outra: a página do PT!

Creio que a única forma de ajudar a evitar que essa ânsia popular de negação coloque o País numa aventura obscurantista seria uma profunda autocrítica da companheirada seguida de um encarecido e sincero pedido de desculpas;

Na sequência, uma palavra firme do Haddad de que governará suprapartidariamente.

Será pedir demais?

Muita ingenuidade?

Penso assim pelo Brasil!

Ajo assim pelos brasileiros!

Cid Gomes.

Cid Gomes e o anúncio da Nova Esquerda

Com o título”Cid Gomes e o anúncio da nova esquerda”, eis artigo de Leonardo Bayma, professor universitário e doutorando em Ciência Política. Ele aponta para o que poderá vir pós-eleições presidenciais num cenário que aponta para Jair Bolsonaro no Planalto. Confira:

Por fora da campanha presidencial de segundo turno, os bastidores da política já traçam o cenário pós-campanha e se articula em torno do cenário que surgirá a partir da posse de Jair Bolsonaro em 2019. É assim que a seara política funciona, se antecipando, criando fatos, formulando alianças e linhas de discurso, de forma que o vácuo não exista e permita que a correlação de forças no campo político permaneça dinâmica.

Há quinze dias do final das eleições, parece clara como o sol a vitória de Jair Bolsonaro para a Presidência da República. Os corredores do Congresso Nacional fervilham em especulações e articulações. Situação e oposição já ensaiam seus papéis para o início da próxima quadra republicana.

Hoje, nos bastidores, já se tem notícia que o PSL alcançará 70 deputados federais, será o maior partido da Câmara dos Deputados. É bom que lembremos que 14 partidos não conseguiram atingir a cláusula de desempenho nas eleições e deverão ver seus parlamentares eleitos procurarem outros ninhos onde possam manter alguma expectativa futura de poder. É assim que é.

Se o partido do futuro presidente crescerá a passos largos, resta saber que caminho tomara a oposição. Marchará unida sob o comando da hegemonia petista? Surgirá um novo bloco de esquerda? Haverá um centro oposicionista? Uma direita oposicionista?

Nesta breve análise vou me deter ao campo da esquerda. Sim, esse passará certamente por uma transformação. Já está passando. A alta taxa de rejeição ao candidato Fernando Haddad mostra que o PT não encontrou uma alternativa de discurso capaz de renovar a confiança do eleitor de centro num projeto de esquerda.

De fato, a falta de mea culpa, de revisão no discurso, de uma certa humildade em reconhecer os erros na trajetória, tornaram o PT menor, não no tamanho, mas na relevância em encabeçar uma alternativa futura. A hegemonia começa a ruir.

Como alternativa oposicionista surgem no pleito de 2018 forças que se agirem em bloco podem ditar juntas os rumos de uma nova esquerda nacional. Hoje, um bloco no Congresso Nacional composto por PSB, PDT e Rede, contaria com 61 deputados federais e 11 senadores, e se constituiria na maior força de esquerda no parlamento.

Começam a ficar mais claros a viagem de Ciro ao exterior durante o segundo turno, o não apoio de Márcio França do PSB a Haddad em São Paulo, a fala do futuro Senador do PDT Cid Gomes em evento de Haddad no Ceará, o apoio do PDT a Márcio França em São Paulo, dentre outros fatos que formam as evidências que aqui apontamos. É ver pra crer.

*Leonardo Bayma,

Consultor Político – Doutorando em Ciência Política e professor universitário.

Michel Temer prevê “transição tranquila”para o próximo governo

O presidente Michel Temer garantiu hoje (16) que fará uma “transição tranquila”, independentemente de quem seja eleito presidente da República nestas eleições, durante palestra na Associação Comercial do Paraná. Segundo ele, a fim de facilitar a transição, está sendo preparado um livro contendo os feitos do atual governo, bem como medidas que deverão ser implementadas pelo futuro governo.

“Me dão a tribuna em um momento de quase transição, porque a partir do dia 28 [de outubro] vamos entrar numa transição governamental, que pretendo fazer com a maior tranquilidade.

Teremos pouco mais de dois meses. Já estamos nos organizando com o livro da transição para o que foi feito e o que resta a fazer”, disse o presidente.

Temer lamentou o fato de não ter recebido do governo anterior ajuda similar à que pretende dar ao governo que será eleito no pleito do dia 28. “Quando cheguei [à Presidência, após o impeachment de Dilma Rousseff], não havia ninguém e, nos computadores, não havia dado nenhum. Tudo foi retirado. Tivemos de começar do zero”, disse o presidente.

“Não tivemos transição de espécie alguma, o que institucionalmente é incorreto, porque as pessoas não têm de se pautar pelas emoções momentâneas, mas pelos critérios da Constituição Federal. Por isso que digo, faremos uma transição muito tranquila àquele que for eleito no dia 28 de outubro”, completou.

De acordo com o presidente, as eleições servem não apenas para definir quem será o mandatário do país, mas para eleger também quem será a oposição. O problema, acrescentou, é que no Brasil o conceito de oposição não é jurídico, e sim político, o que, segundo ele, dificulta a unidade do país em torno da proposta vencedora.

“Nosso conceito de oposição não é jurídico. É político. A ideia de quem perde a eleição é a de derrotar o governo eleito. É uma concepção equivocada. Nas campanhas eleitorais se tem dois instantes, o momento político eleitoral, em que há teses controvertidas, contestações, debates. Depois, quando passam as eleições, se entra em outro momento, que é politico-administrativo, em que todos os brasileiros devem voltar-se para o bem do país”, argumentou ao defender uma “melhora da cultura política”.

(Agência Brasil)

TSE reúne coordenadores das campanhas presidenciais nesta quarta-feira para tratar sobre fake news

A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Rosa Weber, adiou de hoje (16) para amanhã (17) a reunião com representantes das campanhas dos candidatos à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) para discutir a veiculação de notícias falsas por meio de redes sociais e aplicativos de mensagens. Segundo a assessoria do TSE, o adiamento atende pedido do representante da campanha de Jair Bolsonaro. O encontro for remarcado para ocorrer, a princípio, às 19h30 de quarta-feira (17), de acordo com a agenda de Rosa Weber divulgada pelo tribunal.

As notícias falsas (fake news) entraram na agenda do TSE desde o início da preparação do processo eleitoral. No entanto, um conselho consultivo formado pelo tribunal para lidar com o assunto até o momento não apresentou medidas efetivas. A publicação de uma resolução específica sobre o tema, por exemplo, chegou a ser discutida nas reuniões, mas não chegou a ser proposta.

Em outras frentes, o tribunal chamou os partidos a assinarem um acordo contra as notícias falsas e reforçou a equipe que monitora essa prática, mas as medidas foram insuficientes para conter as fake news, que inundaram as redes sociais e aplicativos como o WhatsApp durante o período eleitoral.

O TSE agora tenta um pacto entre os dois candidatos à Presidência da República para evitar uma disseminação ainda maior de fake news, que para ministros da Corte podem abalar a credibilidade do pleito.

Sempre que solicitados por algum candidato, os ministros responsáveis por julgar representações sobre propaganda eleitoral têm nas últimas semanas emitido decisões ordenando a remoção de conteúdos manifestamente falsos de redes sociais como Facebook, Twitter e YouTube.

(Agência Brasil)

Chico Lopes evita polemizar sobre críticas de Cid Gomes ao PT

O deputado federal Chico Lopes (PCdoB) evitou comentar, nesta terça-feira, a fala, em tom de desabafo, do senador eleito Cid Gomes (PDT).

Durante ato, nessa noite de segunda-feira, no MarinaPark Hotel, em Fortaleza, Cid cobrou do PT mea culpa por ter feito “muita besteira”. O ato, com a presença do governador Camilo Santana (PT) e de várias lideranças petista e pedetistas, serviria para marcar a arrancada da campanha de segundo turno pró-Haddad no Ceará.

Chico Lopes, que não conseguiu reeleição, instado sobre o assunto, não quis polemizar: “Cada partido tem sua dinâmica e não cabe a mim ficar criticando.”

 

TSE manda remover inserção de Haddad com informação falsa sobre Bolsonaro

O ministro Sergio Banhos, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou que a campanha do presidenciável do PT, Fernando Haddad, cesse a divulgação de uma propaganda eleitoral segunda a qual o candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, teria votado na Câmara dos Deputados contra a criação da Lei Brasileira de Inclusão (LBI), que garante direitos a pessoas com deficiência.

Em representação ao TSE, os advogados de Bolsonaro apresentaram provas de que Bolsonaro votou contra um dos destaques da LBI, acerca de questões de gênero, mas a favor da criação da lei em si.

“Se extraem da propaganda eleitoral impugnada elementos suficientes à configuração da alegada transgressão, porquanto se depreende da propaganda em evidência a publicação de fato sabidamente inverídico (fake news) capaz de desequilibrar a disputa eleitoral, consistente na divulgação de que o candidato representante votou contra a LBI”, argumentou o ministro.

A peça do PT foi ao ar na TV no sábado (13). No dia seguinte, após desmentido do adversário, a campanha de Haddad retirou do Twitter um post que dizia que Bolsonaro havia votado contra a LBI, justificando o ato por estar corrigindo uma informação “imprecisa”.

(Agência Brasil)