Blog do Eliomar

Categorias para Eleições 2018

Ciro, Camilo e Cid participam de carreata entre Juazeiro do Norte e Crato

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Após desembarcar na noite dessa sexta-feira (7) em Sobral, o candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes percorreu em carreata na manhã deste sábado (8) os municípios de Juazeiro do Norte e Crato, na Região do Cariri.

Ciro esteve na companhia do governador Camilo Santana (PT), candidato à reeleição, e pelo irmão Cid Gomes, candidato ao Senado pelo PDT.

Na noite deste sábado, Ciro estará em João Pessoa, capital paraibana.

(Foto: Divulgação)

Kátia Abreu e Carol Bezerra visitam Lar Amigos de Jesus

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A candidata a vice-presidente na chapa de Ciro Gomes, senadora Kátia Abreu, esteve nessa sexta-feira (7) na companhia da primeira-dama de Fortaleza, Carol Bezerra, na instituição Lar Amigos de Jesus, no bairro Joaquim Távora.

A instituição é coordenada pela Irmã Conceição Dias e pela Irmã Maria de Lourdes Rabelo, que há 31 anos realiza trabalho voluntário para crianças e adolescentes com câncer.

(Foto: Divulgação)

Foi funda a facada!

Em artigo no O POVO deste sábado (8), o juiz Eduardo Gibson Martins aponta que a violência contra Bolsonaro não foi um “atentado qualquer” e que “envolve a todos até a alma”. Confira:

É verdade que atentados ocorrem o tempo todo num País que se verga à marca inacreditável de mais de 60.000 homicídios por ano. Na “terra brasilis” atentados nem chegam a impressionar. Mesmo quando se dá o evento morte, os números superlativos tratam de banalizar a vida humana: será na estatística apenas uma a mais ceifada nesse turbilhão de violência que de há muito vem tornando refém um País que, paradoxalmente, ainda se jacta de se dizer pacífico.

Mas este não foi um atentado qualquer. Estamos falando de política, e não só da cidade, do Estado ou da Região; estamos falando da vida republicana, dos destinos do País e da democracia em que vivemos e viverão nossos filhos e netos. Isso nos envolve a todos até a alma, influi no macro e no micro, até nos mais recônditos rincões de norte a sul do País. É disso que se trata.

Uma democracia não vinga sem um mínimo de garantia para quem disputa eleições, notadamente as presidenciais, e também para os milhões de eleitores que querem escolher seus líderes mas não sabem sequer se estes chegarão vivos ao dia do sufrágio. A facada, assim, foi funda e atingiu a todos, sem exceção, eis que feriu um dos principais fundamentos da República: a cidadania.

O atentado contra a vida de Bolsonaro nos revela um golpe ainda mais profundo: o que atinge elementos vitais para a democracia, rasgando vasos de onde sangram valores éticos, morais e cívicos que formam o tecido mais nobre e republicano de uma autêntica democracia.

A gradativa degradação de princípios morais e a deseducação paulatina que foram impostas mormente aos nossos jovens que hoje já não reverenciam o hino ou a bandeira nacional; ou não conseguem avaliar o tamanho da perda de um Museu Nacional e o valor que tem para um País a preservação de sua memória (justamente para que erros do passado não voltem a se repetir), são o corolário lógico que só poderia mesmo desaguar na foz de toda essa violência e na infelicidade de termos comemorado o Dia da Pátria nessas circunstâncias.

Eduardo Gibson Martins

Juiz de Direito especializado em Política Estratégica pela UFRJ e pela ESG e mestre em Direito Constitucional Comparado pela Universidade de Samford (EUA)

Salmito e Odorico fazem dobradinha em Quixadá

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Cerca de 200 motoqueiros acompanharam na noite dessa sexta-feira (7), no distrito de Cipó dos Anjos, em Quixadá, no sertão cearense, a 167 quilômetros de Fortaleza, a visita de Salmito (PDT) e Odorico (PSB), candidatos à Assembleia Legislativa e Câmara Federal, respectivamente.

Os dois candidatos estiveram acompanhados do médico Ricardo Silveira, atualmente a maior liderança no município.

Neste sábado (8), Salmito e Odorico terão atividade na sede do município.

(Foto: Divulgação)

Mudou tudo para todo mundo

Da Coluna Política, no O POVO deste sábado (8), pelo jornalista Érico Firmo:

A campanha presidencial deste ano já era a mais curta de todos os tempos. A eleição será a menos de um mês e, a essa altura, dá-se daqueles acontecimentos que mudam tudo. De consequências imprevisíveis. O ritmo da campanha mudou. Atividades de candidaturas foram interrompidas. E estratégias são revistas. A campanha que irá prosseguir será radicalmente diferente.

A campanha era marcada até agora por três estratégias:

1) Jair Bolsonaro (PSL) apostava em sua imagem pessoal. Na exposição em redes sociais e atos de rua. Explorava posições polêmicas e o confronto, sobretudo com o PT, a esquerda e ideias progressistas.

2) Geraldo Alckmin (PSDB), Henrique Meirelles (MDB) e Guilherme Boulos (Psol), nessa ordem, tinham como aspecto central de sua estratégia a crítica, a desconstrução de Bolsonaro. Com menos ênfase, Ciro Gomes (PDT) também. A estratégia de Marina Silva (Rede) não é bater, mas o momento em que ela bateu foi quando fez isso em debate. Justo contra Bolsonaro. Os dois primeiros pelo embate direto por votos conservadores. O terceiro pela postura ideológica diametralmente oposta.

3) Fernando Haddad (PT) centra sua campanha na defesa do direito de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ser candidato, a denúncia do que consideram golpe, articulado por forças conservadoras, com intenção, conforme o PT denuncia, de adotar programa de retirada de direitos sociais e prejudicar os mais pobres.

Basicamente, essa era a configuração da campanha até aqui. Isso muda para todo mundo.

Novidades introduzidas no novo quadro eleitoral:

1) Bolsonaro sai de sua tradicional posição beligerante e se coloca como vítima. É condição diferente da que ele exerceu toda vida. Ele sempre foi a pessoa de bater. A mudança pode ter sua conveniência. Até então, ele havia chegado ao seu topo. Atingido um teto de eleitores que vinha sendo difícil de ultrapassar pelos métodos usados até então. É provável que a nova condição ajude a reduzir sua enorme rejeição. A tendência é que cresça nas próximas pesquisas. A dúvida é como seus próprios eleitores irão reagir a um Bolsonaro que, no lugar de conclamar seus seguidores a metralhar a petralhada” diz: “Nunca fiz mal a ninguém”. É um grande reposicionamento de imagem. Não é algo que tenha escolhido. Porém, é mudança muito grande faltando tão pouco tempo para a eleição. Além do mais, a campanha de rua e a intensidade das aparições em redes sociais irão diminuir. Também a gravação dos segundos no horário eleitoral fica comprometida. Em síntese, se tem fator psicológico e simbólico a seu favor, Bolsonaro perde a possibilidade de efetivamente fazer o que vinha sendo mais importante em sua estratégia.

2) Quem vinha batendo em Bolsonaro terá de calcular os próximos passos. Meirelles e Boulos não parecem ter muitos horizontes. Ciro corre em outra raia. Disputa eleitores de centro-esquerda, que não votam em Bolsonaro e são afrontados por ele. Alckmin, por sua vez, não tem opção. Se não tirar votos de Bolsonaro, sua candidatura está fadada ao fracasso. A forma é como fazer isso. Se bater, corre o risco de fortalecer justamente a condição de vítima do candidato do PSL. Tanto que sua candidatura já tirou do ar as propagandas com ataques. As mesmas que Bolsonaro tentou tirar do ar por via judicial.

3) O PT preparava grande ato para substituir oficialmente Lula por Haddad. Isso terá de ocorrer até terça-feira. Porém, o clima é outro, é pesado. Há certa delicadeza em confrontar as forças conservadoras, personificadas em Bolsonaro melhor que em qualquer outro. Discurso que tem sido ensaiado é o de que a postura beligerante do candidato do PSL conduz a reações desse tipo. A ideia de “olho por olho” é cruel, sobretudo nos instantes após o ataque. Vários petistas foram infelizes ao se referir nesses termos no calor da comoção. Porém, é discurso que pode, sim, pegar. Sobretudo, por dialogar com o cerne da lógica de Bolsonaro. Do uso de armas para se defender. De que quem comete ato de violência faz por merecer castigo na mesma moeda. Bolsonaro, além de sugerir metralhar petistas, tratou com ironia os disparos contra comitiva de Lula no Paraná e disse que o ataque teria sido forjado. A forma como ele tratava adversários e como se postou quando estiveram em situação similar poderá cobrar dele o preço agora.

Agressor de Bolsonaro é transferido pela PF para presídio federal

O agressor confesso do candidato Jair Bolsonaro (PSL), Adélio Bispo de Oliveira, foi transferido, no início da manhã deste sábado (8), para o presídio federal de Campo Grande (MS). Pouco antes das 7h30, ele chegou ao aeroporto de Juiz de Fora, escoltado por policiais federais.

Adélio entrou em um avião da Polícia Federal (PF), após passar a noite em um centro de detenção provisória na cidade. Antes ele havia sido novamente interrogado na sede da corporação, com objetivo de saber se ele realmente agiu sozinho, como alegou, ou se teve ajuda de outras pessoas e se o crime teve a participação de um mentor intelectual.

A transferência para um presídio federal foi tomada em comum acordo entre a juíza federal Patrícia Alencar, que ouviu Adélio ontem (7), em audiência de instrução, o Ministério Público Federal e a própria defesa do acusado. O objetivo é garantir sua integridade física, já que poderia ser morto dentro do sistema prisional comum.

(Agência Brasil)

Ciro leva multidão às ruas de Sobral

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O candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, levou uma multidão às ruas de Sobral, na Região Norte do Ceará, a 222 quilômetros de Fortaleza, na noite dessa sexta-feira (7), em uma carreata pelas principais ruas e avenidas da cidade.

Centenas de pessoas se concentraram no aeroporto Virgílio Távora para receber Ciro, que chegou acompanhado da vice Kátia Abreu e do presidente nacional do PDT, Carlos Lupi. Na carreata, Ciro recebeu a companhia do governador Camilo Santana (PT), candidato à reeleição no Estado, e dos prefeitos Ivo Gomes (Sobral) e Roberto Cláudio (Fortaleza).

O candidato ao Palácio do Planalto percorrerá neste sábado (8) os municípios cearenses de Juazeiro do Norte e Crato, quando depois seguirá para João Pessoa, capital paraibana.

(Foto: Divulgação)

Defesa de Adélio diz que discurso de ódio motivou ataque a Bolsonaro

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Os advogados que representam o agressor Adélio Bispo de Oliveira sustentam que a agressão de seu cliente ao candidato Jair Bolsonaro foi um ato solitário, movido pelo que classificaram de “discurso de ódio” do próprio candidato. Quatro advogados acompanharam Adélio na audiência de instrução com a juíza Patrícia Alencar, na Justiça Federal, na tarde desta sexta-feira (7), que determinou a transferência do criminoso para um presídio federal.

“Esse discurso de ódio do candidato é que desencadeou essa atitude extremada do nosso cliente”, disse o advogado Zanone Manoel de Oliveira Júnior. Um dos motivos, segundo a defesa, foi a referência pejorativa aos negros quilombolas, já que seu cliente se identifica como negro.

O advogado informou que a defesa concordou com a transferência de Adélio para um presídio federal, para garantir sua integridade. O advogado também disse concordar com o indiciamento de seu cliente pelo Artigo 20 da Lei de Segurança Nacional, que fala em “praticar atentado pessoal ou atos de terrorismo, por inconformismo político”. Ele disse ainda que vai requerer exame de sanidade mental em seu cliente.

Ataque

Ontem (6), ao ser carregado por apoiadores durante um ato de campanha em Juiz de Fora (MG), Bolsonaro levou uma facada no abdôme. Ele foi levado para a Santa Casa de Juiz de Fora, onde foi submetido a uma cirurgia. Hoje pela manhã, o presidenciável foi transferido para o Hospital Albert Einstein, em São Paulo.

(Agência Brasil/Foto – PM)

Segurança de candidatos será ampliada em 60%, diz Jungmann

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, afirmou hoje (7), após acompanhar o desfile do 7 de Setembro em Brasília, que o efetivo da Polícia Federal que faz a segurança dos candidatos à Presidência da República será ampliado em até 60%, após o ataque sofrido ontem por Jair Bolsonaro (PSL), em Juiz de Fora (MG).

De acordo com o ministro, atualmente 80 agentes da PF fazem a segurança de cinco presidenciáveis que solicitaram o serviço, previsto em resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a partir do momento em que as candidaturas são oficializadas nas convenções eleitorais. Apesar da previsão, ressaltou Jungmann, a proteção não é automática e precisa ser solicitada pelas campanhas. Além de Bolsonaro, a PF faz a segurança de Alvaro Dias (Pode), Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckimin (PSDB) e Marina Silva (Rede).

“Esses cinco contam com um efetivo de 80 policiais, sendo que Bolsonaro conta com 21 membros da PF que fazem permanentemente a segurança dele. Um a cada cinco agentes destacados para a segurança dos presidenciáveis está com Bolsonaro. Ontem [dia do atentado], 13 desses policiais o estavam acompanhando, além de 50 policiais militares que faziam complementarmente a segurança”, afirmou.

Jungmann comparou o efetivo disponibilizado a Bolsonaro com o que foi concedido ao ex-presidente da França, François Hollande, quando ele veio ao Brasil para os Jogos Olímpicos do Rio, em 2016. “Durante as Olimpíadas, o presidente da França, que esteve aqui presente e era considerado de alto risco, contava com nove agentes da PF”.

O ministro não quis revelar quantos agentes estão disponíveis para os outros quatro candidatos que tem acompanhamento da PF. Segundo ele, cada candidato tem uma análise de risco que determina o tamanho do efetivo necessário.

Para Raul Jungmann, orientações de segurança não foram completamente seguidas ontem pelo candidato, durante o ataque em Juiz de Fora. A PF já havia demonstrado preocupação com a exposição ao risco de Bolsonaro, durante as atividades de campanha.

(Agência Brasil)

Correligionário de Bolsonaro diz que a campanha não muda de rumo

O deputado federal e candidato ao Senado pelo PSL, Major Olímpio, disse que o ataque a Jair Bolsonaro “não altera em nada o rumo da candidatura”. Ele destacou não ver dificuldade para retomada da campanha do presidenciável, mesmo que o candidato não possa participar de eventos públicos.

“Ele vai descansar o período que os médicos disserem que seja necessário. Não é o calendário eleitoral que vai definir isso”, disse o major na entrada do Hospital Albert Einstein.

Segundo ele, o PSL e o PRTB, partido coligado, suspenderam as campanhas no país e, neste momento, não há discussão sobre qualquer tipo de agendamento.

Sem visitas

Major Olímpio disse que Bolsonaro está consciente, mas bastante debilitado em função da gravidade do ocorrido. Segundo ele, o candidato não receberá visitas. Apenas esposa e filhos terão acesso à Unidade de Terapia Intensiva (UTI) onde ele está internado.

O major elogiou o atendimento recebido por Bolsonaro na Santa Casa de Juiz de Fora, onde ele recebeu assistência logo após o ataque na tarde de ontem (6). “Todo o procedimento [médico realizado até agora] foi absolutamente de primeiro mundo, exemplar”, disse.

Segundo ele, no hospital em São Paulo, já foram feitas avaliações como exames radiológicos, ressonância, tomografia e que “o estado dele é bom”.

“Logicamente diante da gravidade do quadro há necessidade de uma expectativa de pelo menos 48 horas de avaliações”, destacou.

(Agência Brasil/Foto – Reprodução TV Estadão)

Ódio e nojo

Com o título “Ódio e nojo”, eis artigo de Filomeno Moraes, cientista político e professor da Unifor e da Uece. Confira o cenário que ele nos apresenta do processo eleitoral dos últimos anos no Brasil. 

O jornalista cearense Edmar Morel, no seu libelo “O golpe começou em Washington” (Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1965), conta, em tom de blague, que o cronista social Ibrahim Sued foi um dos primeiros a denunciar os desmandos do golpe civil-militar de 1964. Quando, nos primeiros dias do governo do general Castello Branco, suprimiram-se os vinhos no Alvorada, Ibrahim bradou: “Não foi para isto que fizemos a revolução. O vinho é uma necessidade nos palácios”.

Transcorrido o calvário que foi a ditadura (calvário tal existente não pela supressão dos vinhos!), advinda a transição “lenta, gradual e segura”, realizada a Constituinte de 1987-1988, o Brasil pareceu encontrar os trilhos civilizatórios, justificando-se a esperança de que, enfim, a democracia política se consolidaria por aqui. Por oportuno, saliente-se que, apesar dos pesares, dos muitos déficits de qualidade democrática, constrói-se um experimento democrático com índices de razoabilidade. No momento, dá-se mais um processo eleitoral presidencial da rotina iniciada em 1989 e, vai senão quando, a campanha eleitoral revoca fantasmas, espectros e assombrações que se consideravam esconjurados ou subsistentes apenas no discurso de viúvas, sem esperança, do autoritarismo.

De fato, a atual campanha eleitoral faz pensar que o sangue, suor, lágrimas e trabalho de muitos foi em vão. Para ficar apenas com alguns exemplos de resistência no plano da resistência político-institucional, de que valeram os sacrifícios de Mário Covas e José Martins Rodrigues, vítimas da morte política pelo Ato Institucional nº 5, de 1968? E a prisão de Chico Pinto, condenado em desacordo com a imunidade da opinião e palavras própria dos parlamentares? E o sacrifício de Alencar Furtado, por defender a inviolabilidade dos direitos da pessoa para que não houvesse “lares em prantos; filhos órfãos de pais vivos — quem sabe — mortos, talvez. Órfãos do talvez ou do quem sabe”; para que não houvesse “esposas que enviúvem com maridos vivos, talvez; ou mortos, quem sabe? Viúvas do quem sabe ou do talvez”. Para que serviu a oratória candente de Paulo Brossard a verberar a desordem jurídica promovida pela ditadura, as andanças de Teotônio Vilella e as lutas de Cristina Tavares? E a luta de Raymundo Faoro, à frente da Ordem dos Advogados do Brasil, para a restauração do “habeas corpus”? O que dizer da autoimolação de Tancredo Neves, para evitar ruídos na transferência do governo militar para o governo civil?

Agora, o que poderia ser mais uma manifestação folclórica de busca de apoio eleitoral vira desafio real à democracia e ao Estado de Direito, promovendo-se a apologia da tortura e da violência policial, a exaltação da ditadura, o ataque aos direitos humanos, enfim, a entronização da nostalgia da barbárie e a negação da escolha civilizatória. Tudo com o respaldo consciente, inconsciente ou oportunista de setores das elites econômicas, de estratos das classes médias “soi-disant” ilustradas, de camadas das classes subalternas, brutalizadas por diversas manifestações de violência quotidiana.

No momento, a evolução do processo político-eleitoral é preocupante, com a emergência de perspectivas medonhas sobre o futuro do país, com as expectativas de recrudescimento das tendências a uma “democracia boçal. Não é meramente retórico o risco de o país atolar-se em uma situação frágil e incerta, em que democracia representativa não seja capaz de processar as demandas políticas e sociais de uma sociedade complexa, carente e dinâmica. Tudo, culminando-se com a emergência de pregoeiros de soluções fáceis e rápidas, porém, erradas.

Num diálogo às avessas com a observação em torno do cronista social, que não foi para isso que se fez a democratização pode bradar-se agora, num gesto de resistência cívica, democrática e republicana. Como proclamou o velho timoneiro Ulysses Guimaraes, por ocasião da promulgação da Constituição Federal, no dia 5 de outubro de 1988: “Temos ódio à ditadura. Ódio e nojo”. Ódio e nojo também à ressurreição da ditadura pode proclamar o eleitorado na encruzilhada institucional em que o Brasil se encontra.

*Filomeno Moraes

Cientista Político. Professor da Unifor e da Uece. Doutor em Direito na USP, mestre IUPERJ e livre-docente em Ciência Política Uece.

Bolsonaro usará bolsa de colostomia por até três meses, diz médica

O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, usará uma bolsa de colostomia de dois a três meses. A informação, dada hoje (7), é da médica Eunice Caldas Figueiredo Dantas, que o atendeu no Hospital da Santa Casa de Misericórdia, em Juiz de Fora, para onde foi levado após ter sido atacado a facada, ontem, durante campanha na cidade mineira.

A médica informou ainda que Bolsonaro chegou ao hospital em estado de choque por causa do forte quadro hemorrágico e que poderia ter morrido se não fosse o pronto atendimento. Segundo ela, a prioridade imediata foi reverter o quadro de perda de sangue, estancando a hemorragia e fazendo uma transfusão, com o uso de quatro bolsas de sangue.

Eunice Caldas relatou ainda que, após a estabilização da pressão sanguínea, foi feita a intervenção na região do intestino, pois a perfuração por faca atingiu severamente o intestino grosso, que foi seccionado, com a necessidade de retirar 10 centímetros da área atingida. A médica destacou que a intervenção cirúrgica foi de “grande porte”, mas que o paciente está com o quadro de saúde estável.

Sobre a transferência de Bolsonaro para o Hospital Albert, em São Paulo,ela disse que a decisão foi amplamente discutida com a família e a equipe médica que, diante do quadro de estabilidade clínica, concluiu que não havia risco. A médica disse que o paciente está com sonda gástrica e oxigenado.

(Agência Brasil)

 

General Theophilo: “Quando se ataca um candidato com violência, ataca-se mais profundamente a democracia”

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O General Theophilo, candidato ao Governo pelo PSDB, condenou o atentado que foi praticando contra o postulante à presidência da República pelo pSL, Jair Bolsonaro.

“Quando se ataca um candidato com violência, atraca-se mais profundamente a democracia”, disse o General em sus redes sociais, reforçando seu repúdio nesta manhã de sexta-feira, em clima de desfile militar na avenida Beira Mar, em Fortaleza.

(Foto – Exército)

Atentado a Bolsonaro muda história da eleição. rivais esperam onda de comoção

O candidato, nos braços de apoiadores, trajando camisa que diz “Meu partido é o Brasil”, verde e amarela, é esfaqueado, cai e sai socorrido pelo povo. Coordenadores de todas as campanhas admitem, segundo a Coluna Painel, da Folha de S.Paulo desta sexta-feira, que a cena trágica protagonizada por Jair Bolsonaro (PSL) mudou a história da eleição.

Ainda sob o impacto da notícia, rivais se preparam para uma forte onda de comoção. Depois, vão tentar redirecionar o debate. O atentado, dizem, só reforça que esta deve ser uma campanha contra a violência.

A preocupação de Bolsonaro com segurança era constante. Desde janeiro deste ano ele fazia algumas atividades com colete a prova de balas, armado e sempre com seguranças. Carro, só blindado. Nos últimos meses, começou a dizer a aliados que temia um atentado.

A tese de que poderia ser abatido por um desafeto político era, inclusive, um dos motivos que o presidenciável citava para andar de avião de carreira. Ele dizia que tinha medo de ser vítima de uma emboscada em aeronave particular.

Nos mínimos detalhes Bolsonaro evitava, inclusive, consumir água e alimentos cuja a procedência não conhecesse.

(Foto – Reprodução de TV)

Bolsonaro é transferido de Juiz de Fora para São Paulo

O candidato Jair Bolsonaro está sendo transferido, nesta sexta-feira, de Juiz de Fora (MG) para São Paulo, onde deve ficar internado no Hospital Albert Einstein. Ele foi atingido por uma facada no abdômen ontem (6) à tarde quando participava de ato de campanha no município mineiro. Após o episódio, ele foi levado para a Santa Casa de Juiz de Fora.

O autor do ataque a Bolsonaro foi preso pela Polícia Militar da cidade.

A Polícia Federal, responsável pela segurança do candidato, abriu inquérito para investigar o caso.

(Agência Brasil)

Candidato de Bolsonaro no Ceará diz que PSL não se aproveitará politicamente do atentado

Góis durante entrevista a Italo Coriolano, no Facebook do O POVO Online.

O candidato ao Governo do Ceará pelo PSL, advogado Hélio Góis, considerou “abominável” o ataque ocorrido contra Jair Bolsonaro na tarde de ontem, em Juiz de Fora, quando o postulante estava em campanha. Góis reforçou ainda que preocupação é antes de tudo com a recuperação do presidenciável.

“Num primeiro momento todo mundo ficou em estado de choque, mas depois aliviado por ficar estável. Ainda assim considero abominável não só por atentar contra a vida de um homem, mas por atentar contra a própria democracia”, disse.

Questionado sobre possível repercussão política diante do fato, Hélio afirmou que apesar de haver repercussão instantânea por se tratar de um presidenciável, a maior atenção era com a vida de Bolsonaro.

“Nós praticamos valores cristãos, não se permite se aproveitar de uma tragédia como essa para promover crescimento político, não é assim que se ganha uma eleição. Uma eleição é exatamente a ambiência adequada para a troca de ideia e projeto para que a população escolha aquilo que é melhor para o País”, conclui.

(Com Eduarda Talicy, no O POVO)

Suspeito do atentado contra Bolsonaro foi preso por um PM de folga à paisana

Adélio Bispo de Oliveira, suspeito do ataque contra o candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL), foi preso por um policial militar mineiro que estava à paisana, adiantando que o agente estava de folga quando acompanhava o comício do deputado federal, no centro de Juiz de Fora. As informações são do Boletim de Ocorrência do incidente, e foram repassadas à BBC News Brasil pela sala de Imprensa da PM de Minas Gerais.

O PM responsável pela prisão levou Adélio até um prédio na rua Halfeld e o manteve em preso até a chegada de reforços, diz o B.O, já que os apoiadores de Jair Bolsonaro gritavam “vai morrer, vai morrer!” para Adélio. O nome deste agente que estava de folga não foi divulgado.

“Diante da situação, os militares se deslocaram para o local e se depararam com uma multidão gritando ‘vai morrer, vai morrer’ para uma pessoa que estava presa. Quando os PMS se aproximaram, foram informados de quem seria o autor, e de que ele estava contido no interior de um edifício da rua Halfeld”, diz um trecho do Boletim de Ocorrência.

(Foto – PM de Minas)