Blog do Eliomar

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Votar pela democracia

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Com o título “Votar pela democracia”, eis artigo de Marcelo Uchoa, advogado e professor da Unifor. Ele lança apelo contra o voto nulo e em favor de Fernando Haddad (PT). Confira:

O pior adversário de uma democracia é aquele que tem plenas condições de assimilar o cenário político, mas se acovarda em conjecturar além do senso comum.

As eleições presidenciais brasileiras deste ano chegaram a um momento crítico. Estão em disputa dois projetos amplamente antagônicos, um predisposto a dialogar, construir pontes entre os diversos campos, pondo-se como via alternativa em prol de algum futuro para o país; e outro deliberadamente tentando escapar do debate, justificando-se por terrorismos de fake news associados a discursos levianos como o da negação da política e o apelo ao uso e abuso da violência, acintosamente colados à palavra de Deus, para sustentação de sua estratégia de obtenção de poder.

À medida que se aproxima o dia D do segundo turno a truculência desse discurso vem apresentando nas ruas suas nefastas consequências: multiplicam-se denúncias de uso de constrangimentos morais e violências físicas perpetrados contra eleitores do campo adversário. Até mesmo apologia a símbolos nazistas, o que em outros países seria motivo de prisão, está se convertendo em algo corriqueiro no país.

Num quadro arriscado assim não há como negligenciar a responsabilidade. Pessoas de boa índole precisam reconhecer que sem participação cívica a democracia não suplantará o fascismo. Diante de dois projetos tão antagônicos para a nação, quem peca por omissão não peca menos gravemente do que quem peca por ação.

Ordinariamente, votos nulos são admissíveis quando a repulsa ao processo não representa um perigo para a democracia. Se existe, porém, algum risco à perenidade democrática anular o voto se converte em opção pela anti-política, pela barbárie. Que a consciência cívica de cada um prevaleça sobre rancores e divergências pontuais.

*Marcelo Uchôa

Professor Doutor de Direito da Universidade de Fortaleza (Unifor).

Eleitor já pode emitir certidão de quitação eleitoral

A partir desta segunda-feira (15), os eleitores já podem emitir pela internet, no site do Tribunal Superior Eleitoral, a certidão de quitação eleitoral. A certidão é um documento importante que comprova que o eleitor está em dia com a Justiça Eleitoral, e é exigido na hora de tirar o passaporte ou para assumir cargos públicos.

Também nos casos em que o eleitor perdeu o comprovante de votação, a certidão pode substituir o comprovante, já que ela é uma prova que o eleitor não possui débitos com o TSE.

A certidão pode ser obtida pessoalmente em qualquer cartório eleitoral, para isso basta levar o canhoto entregue no dia da votação do primeiro turno. Também pode ser emitida pelo site do TSE ou pelo Tribunal Regional da sua federação.

Se o eleitor preferir, ele também pode baixar o aplicativo E-titulo no celular ou no tablet e emitir o documento. A certidão de quitação eleitoral é um documento gratuito.

(Agência Brasil)

Baseado em pesquisas internas, PT aposta em contradições para tentar desconstruir Bolsonaro

Pesquisas qualitativas feitas pelo PT deram novo norte aos aliados de Fernando Haddad que buscam uma rota para desconstruir Jair Bolsonaro (PSL). Segundo a Coluna Painel, da Folha de S.Paulo desta segunda-feira, integrantes da equipe do petista dizem que “não é chamando o eleitor dele de fascista” que vão minar o apoio ao candidato do PSL.

A ordem é explorar contradições de Bolsonaro e tentar apresentá-lo como mentiroso. Essa foi a linha definida na última propaganda, que expôs posições divergentes do presidenciável sobre o Bolsa Família.

O PT começou a exibir votos do capitão reformado na Câmara em projetos de interesse social para pôr em dúvida propostas que ele faz hoje.

(Foto – Reprodução de TV)

TSE nega direito de resposta a Bolsonaro contra Haddad

O ministro Sergio Banhos, do Tribunal Superior Eleitoral, negou na noite desse domingo (14), de forma liminar
(provisória), um pedido de direito de resposta apresentado pela campanha de Jair Bolsonaro (PSL) contra seu adversário Fernando Haddad (PT). A ação foi apresentada pelos advogados da campanha de Bolsonaro na noite de sábado (13). A informação é do Portal Uol.

Para a defesa do candidato do PSL, a campanha do PT fez uso de “irregularidades” em uma inserção da propaganda eleitoral veiculada na TV na sexta-feira (12), que dizia que Bolsonaro “votou contra os mais pobres, contra os direitos dos trabalhadores, contra a lei que protege as pessoas com deficiência, contra os direitos das empregadas domésticas, contra o ‘Bolsa Família”.

Os advogados acusaram a campanha petista de utilizar uma fala de Bolsonaro fora de contexto, fazendo uso de montagem e trucagem, “distorcendo as palavras do candidato na entrevista realizada”. A defesa de Bolsonaro também afirmou que, ao atribuir ao deputado federal o conceito de “alguém que despreza as empregadas domésticas e os mais pobres”, o PT estaria “estimulando o ódio de classe”.
Em sua decisão, o juiz Banhos afirmou que a propaganda do PT “expõe acontecimento amplamente divulgado pela mídia nacional”, e que, embora possa causar repercussões na disputa eleitoral, traduz fatos, imagens e falas reais.

A votação de Bolsonaro na criação do Estatuto da Pessoa com Deficiência, citado no vídeo de propaganda eleitoral do PT que foi questionado pelo deputado federal na Justiça, virou motivo de controvérsias nesse domingo. Em uma live transmitida em suas redes sociais nesta noite, Bolsonaro acusou Haddad de mentir, ao dizer que o candidato do PSL votou contra a criação do estatuto. O deputado federal disse ter votado contra uma emenda específica do projeto, e não contra a lei como um todo.

O futuro difícil do novo presidente

Com o titulo “O futuro difícil do novo presidente”, eis o Editorial do O POVO desta segunda-feira:

As altas temperaturas da campanha presidencial têm colocado em segundo plano um fator, se não de instabilidade, ao menos de grande dificuldade para quem quer que seja eleito em 28 de outubro: a fragmentação partidária.

Nada menos que 30 legendas terão representação parlamentar na Câmara dos Deputados a partir de 2019. Em 2014 eram 25. O índice de renovação é de 52%, o maior em duas décadas, inferior apenas aos registrados nas eleições de 1990 (62%) e 1994 (56%).

Como agora, naqueles anos os brasileiros também foram às urnas movidos por um sentimento difuso de mudança que fez estragos à direita e à esquerda.

A pulverização de siglas no Congresso tem dois efeitos imediatos: a ampliação do campo fisiológico, já que dificilmente outro parâmetro poderá nortear as decisões de um arco tão vasto de agremiações, sobretudo as de pequeno porte; e os obstáculos que qualquer presidente terá pela frente a fim de construir consensos.

E aqui começam os problemas. Fazer aprovar plataformas desgastantes ou medidas impopulares cuja votação dependa do quórum máximo da Câmara vão se tornar uma tarefa árdua ao gestor da vez. A reforma da Previdência, por exemplo. Ou a revogação do teto de gastos instituído pelo presidente Michel Temer (MDB).

Como as forças majoritárias do Legislativo e os partidos tradicionais irão dividir espaço com “nanicos”, é natural que haja uma disputa mais acirrada pelo comando das comissões.

Segunda maior bancada da Câmara, com 52 eleitos, o PSL começa a reivindicar a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), posto crucial não apenas no funcionamento da Casa.

A própria chefia da Câmara estará em jogo. Os últimos anos ensinaram que, a depender de quem ocupe essa cadeira no ano que vem, o inquilino do Palácio do Planalto terá uma vida mais ou menos acidentada.

No Senado, a casa revisora, a situação não é diferente. Lá, o furacão que atravessou as eleições no dia 7 de outubro alargou o número de partidos com assento: de 15 para 20.

Das 54 vagas abertas no Senado neste ano, 46 serão preenchidas por novos parlamentares. Na Câmara, são 267 deputados de primeira viagem de um total de 513.

Ao alto grau de renovação congressual, soma-se a incerteza que cerca essas novas caras. Estarão mais alinhadas à direita, ao centro ou à esquerda? Ou, como têm se comportado Câmara e Senado historicamente, vão flutuar ao gosto dos ventos que soprem do Planalto?

Num cenário nebuloso, resta uma certeza, somente: vença quem vencer, nada faz crer que o presidente terá a vida facilitada por esse novo Congresso.

(Editorial do O POVO)

Pesquisa BTG Pactual: Bolsonaro, 59%; Haddad, 41%

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Jair Bolsonaro (PSL) está liderando a corrida presidencial com 59%, enquanto Fernando Haddad (PT) vem com 41%. É o que diz a pesquisa de mercado BTG-Pactual divulgada nesta segunda-feira. Foi feita por telefone e entrevistou dois mil eleitores com idade a partir de 16 anos nos 27 estados da federação.

Neste cenário, brancos e nulos somam 11%. Entre jovens de 16 a 24 anos, Haddad vence por 46% a 41%. Entre os que têm ensino superior, Bolsonaro vence por 63% a 25%.

Espontânea

Na pesquisa espontânea, Bolsonaro atinge 49% do total de votos (sem descontar brancos e nulos). Haddad chega a 30%. Indecisos são 10% e brancos e nulos somam outros 10%.

Na faixa até um salário mínimo, Haddad vence por 49% a 35%. Para quem ganha mais de 5 salários mínimos, Bolsonaro é o preferido por 61% (Haddad tem 30%).

A decisão de voto está na faixa dos 90% para ambos os candidatos: 94% para Bolsonaro e 89% para Haddad.

No quesito rejeição, Haddad lidera: ele é rejeitado por 54% da população. Bolsonaro é rejeitado por 38%.

Eunício culpa Cid e Ciro Gomes pela derrota nas urnas

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O presidente do Congresso Nacional, senador Eunício Oliveira (MDB), já sabe quem foram os responsáveis pela sua derrota no Ceará. Segundo informa a Veja Online: os irmãos Cid e Ciro Gomes.

Embora apoiado pelo governador Camilo Santana (PT), com direito a falas e encontros a seu favor, Eunício acabou perdendo para  desconhecido Eduardo Girão (Pros).

Pela campanha contrária do clã, o emedebista teve em Fortaleza apenas um terço dos votos que esperava.

(Foto – Agência Senado)

Bolsonaro usa redes sociais e diz que não votou contra deficientes

O candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) disse nesse domingo (14), por meio de suas redes sociais, que não votou contra o Estatuto da Pessoa com Deficiência, que é a denominação da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência.

Acompanhado de duas professoras e tradutoras de Libra e de sua mulher Michelle, Bolsonaro afirmou que o projeto teve uma votação simbólica e não nominal e que contestou apenas a inclusão de uma emenda que tratava, segundo ele, dos LGBTs.

“O que tem a ver você criar uma subclasse dentro de pessoas com deficiência só porque é gay, lésbicas, bissexual, transexual ou seja lá o que for. A inclusão é para todo mundo. Não interessa a opção sexual. Nós e um montão de gente votou contra esta deformação do projeto, criando uma classe especial dentro daqueles que têm problema”, acrescentou o candidato.

Família

De acordo com Jair Bolsonaro, “nesta votação o meu voto foi não para que aquela emenda não fosse aprovada. E ponto final”.

Na transmissão ao vivo, uma das tradutoras de Libra informou que há um ano eles estão se reunindo com o candidato e que entregou para Michelle Bolsonaro um documento elaborado pela Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos (Feneis) com propostas para os deficientes físicos, principalmente nas áreas de saúde e de mercado de trabalho.

Antes da transmissão, o candidato à Presidência da República passou o domingo nublado e com chuva fina em casa, na Barra da Tijuca, zona oeste da cidade, ao lado de familiares e sem compromissos de campanha.

Progressão

A movimentação na porta do condomínio foi tranquila. Ocupantes de alguns carros que passavam pela Avenida Lúcio Costa se manifestaram em favor do candidato ao perceberem a imprensa e o policiamento reforçado no local, além de um vendedor ambulante que oferece camisetas de Bolsonaro e bandeiras do Brasil.

Apoiadores também paravam para tirar foto em frente à placa do condomínio e com policiais.

Pelas redes sociais, Bolsonaro também informou que tem um projeto, inspirado nas legislações de algumas cidades americanas, para crimes como furto e roubo, onde não há regime de progressão por dez anos.

“Enquanto estiver roubando ou furtando não tem problema. Vamos esperar matar alguém para prender esse elemento?,” E completou: “Será que furtar vai virar aqui uma forma de trabalho? Porque não tem prisão. Não tem punição”, disse.

Privatizações

No sábado (13), ele havia dito que, caso seja eleito, o plano de privatizações previsto por sua campanha será de inteiro agrado do mercado e que, em princípio, as primeiras estatais que serão alvo de análise para privatização serão as criadas pelos governos do Partido dos Trabalhadores. Segundo ele, as privatizações serão realizadas com responsabilidade.

“Em um primeiro momento, aquelas quase 50 estatais criadas pelo PT e ainda sobram 100. Essas outras têm de ter um modelo para privatizar com responsabilidade. Logicamente que as estratégicas não privatizaremos, como Banco do Brasil, Caixa Econômica e Furnas, entre outras. Mas, como um todo, tenho certeza que o mercado vai gostar do nosso plano de privatização porque é uma maneira a mais de combater a corrupção e o Estado tem que estar com aquilo que é essencial nas suas mãos, que são as estratégicas.”

Com relação às propostas para a saúde, o candidato pelo PSL disse que prioritariamente é preciso combater a corrupção para que sobrem recursos para serem aplicados em outras áreas. As declarações foram dadas ao deixar a casa do empresário Paulo Marinho, onde gravou o programa político partidário.

(Agência Brasil)

O cenário eleitoral e o futuro da Rede Federal de Educação Tecnológica

Em artigo conjunto sobre o cenários político atual, a Diretoria Colegiada do Sindicato dos Servidores do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará sugere a defesa da educação tecnológica. Confira:

Diante da situação política extremamente grave em nosso País, a diretoria do Sindicato dos Servidores do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (SINDSIFCE) avalia os cenários e as perspectivas colocados para a rede federal de educação tecnológica a partir dos resultados eleitorais do primeiro turno.

Teremos um congresso ainda mais neoliberal, que coloca em risco a própria existência dessa rede. Em 2019, a Câmara dos Deputados terá mais representantes da política ultraneoliberal. O chamado “centrão” (DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade), agrupamento que reúne os partidos mais fisiológicos do Congresso, liderado pelo deputado Rodrigo Maia, ocupará 142 cadeiras no parlamento. Esse bloco foi determinante para a aprovação da Emenda Constitucional 95, que congela por 20 anos os investimentos públicos nas áreas sociais. Também foi decisivo para a aprovação da contrarreforma trabalhista e do Ensino Médio, além da lei da terceirização irrestrita, inclusive para os serviços públicos.

O melhor exemplo do avanço dos defensores do Estado Mínimo foi o aumento expressivo do PSL, partido do presidenciável Jair Bolsonaro, que elegeu 51 deputados, segunda maior bancada da Câmara Federal.

Essa turma defende, por exemplo, privatizações irrestritas e ausência absoluta de intervenção do Estado nas relações de trabalho. De acordo com o próprio candidato, as regras contratuais de trabalho deveriam ser estabelecidas, exclusivamente, entre trabalhador e empregador sem interferência do poder público. “Aos poucos, a população vai entendendo que é melhor menos direitos e [mais] emprego do que todos os direitos e desemprego”, disse o candidato num evento, em maio desse ano, na ACRJ (Associação do Comércio do Rio de Janeiro).

No Senado, historicamente ainda mais elitista que a Câmara, o quadro se repete, com a redução do número de parlamentares ligados às forças populares.

Como é sabido, a expansão da rede federal de educação tecnológica só foi possível devido ao aumento do orçamento destinado à educação pública. Nesse sentido, a manutenção dos institutos também está amparada no orçamento da União.

Neste ano, já começamos a sentir os efeitos da redução orçamentária produto da EC 95. Demissões de funcionários terceirizados, cortes nas verbas de capital dos campi, redução dos auxílios estudantis e mais um ano de congelamento salarial são alguns exemplos.

Não temos dúvidas de que a nova configuração do Congresso, somada ao novo regime fiscal aprovado pelo governo Temer, representará mais retrocessos e perigos para o que é mais representativo da rede federal de educação tecnológica: ajudar a democratizar o acesso à ciência e ao conhecimento, ofertando um ensino de qualidade, e oportunizar melhores condições de trabalho e renda para filhos e filhas da classe trabalhadora.

O resultado do segundo turno e o futuro do IFCE

Os caminhos da rede federal de educação tecnológica estão intimamente ligados com o resultado que sairá das urnas no próximo 28 de outubro.

Se o projeto autoritário de educação vencer, teremos a rápida aplicação da reforma do Ensino Médio dentro dos institutos. Um retrocesso para o modelo de Ensino Médio Integrado hoje em vigor.

Se os defensores do projeto “escola com mordaça”, conhecido, demagogicamente, como “escola sem partido”, ganharem, teremos o cerceamento da liberdade de expressão em nome de uma suposta neutralidade no ato de ensinar. Como consequência disso, o ensino de vários conteúdos das humanidades se converterá em prática criminosa. Teremos um ensino tecnológico e superior que não dialogará com as necessidades e diversidades étnica, racial, sexual e de gênero das comunidades e realidades sobre as quais os institutos atuam.

Se o projeto ultraneoliberal ganhar, as parcerias com o setor privado serão apresentadas como a solução possível para os problemas orçamentários, promovendo uma ingerência do mercado sobre os interesses públicos que devem guiar o projeto pedagógico das nossas instituições.

Temos posição: defendemos a rede federal de educação tecnológica!

O SINDSIFCE, ao longo de sua jornada, atua na defesa de uma educação pública, gratuita e de qualidade, socialmente referenciada para aqueles e aquelas que estiveram alijados do direito à educação.

Entendemos que, apesar de vários limites, a expansão da rede nos últimos 14 anos permitiu que, pela primeira vez na história, uma primeira geração de filhos e filhas de famílias pobres tivesse acesso à educação tecnológica e superior de qualidade.

Queremos avançar e não retroceder. Queremos aperfeiçoar e ampliar, e não privatizar ou precarizar o IFCE e os demais institutos. Nas eleições, defenda a rede federal de educação tecnológica.

Diretoria colegiada do SINDSIFCE

O PT não confia em Ciro, que não confia no PT

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Da Coluna Guálter George, no O POVO deste domingo (14):

É bem confusa a relação de Ciro Gomes, que recém saiu de sua terceira campanha frustrada à Presidência da República, e o Partido dos Trabalhadores (PT). Há, na decisão do político cearense de esnobar os apelos quase desesperados de gente da cúpula petista para que entrasse para valer na campanha de segundo turno de Fernando Haddad, razões específicas que precisam de uma análise mais aprofundada para que sejam captadas e se possa projetar os efeitos futuros prováveis.

Primeiro, não parece muito fácil encontrar sentido na justificativa de que Ciro precisava descansar, depois da maratona intensa que foi a campanha de primeiro turno. Tudo bem que ele enfrentou um susto que o levou ao hospital e o fez dormir pelo menos por uma noite no Albert Sabin, em São Paulo, sem que isso o impedisse de seguir firme até o último dia da briga pelo voto. E, até, de oferecer ao País uma das melhores entrevistas de um candidato derrotado nos últimos anos, pela forma e pelo conteúdo.

A opção pela viagem e pelo distanciamento da campanha, por um lado, pode indicar que não ir ao segundo turno acabou fazendo um grande bem à saúde de Ciro, considerando-se verdadeira a versão de que ele “precisava descansar”. A coisa está tensa e inexiste indicativo de que seria diferente caso Ciro estivesse entre os dois classificados à etapa decisiva na disputa presidencial, podendo-se imaginar que, ao contrário, a temperatura política tenderia a estar ainda mais alta. Exatamente pela presença dele entre os contendores.

De volta lá ao tema da relação de amor e ódio entre o mais velho dos Ferreira Gomes e o PT, a primeira grande barreira que há entre eles envolve uma parte boa do petismo local que, simplesmente, não tolera o ex-governador. A coluna chegou a acompanhar uma reunião que tinha gente da campanha nacional e lideranças petistas cearenses quando o cenário era analisado retroativamente e se colocou em discussão as chances (àquela altura já superadas) de Ciro ser candidato à presidência representando uma frente da qual o PT faria parte, indicando um nome à vice. A ideia era defendida como viável durante fala de um nome nacional de peso quando uma voz feminina bem cearense praticamente o interrompeu com um enfático “de jeito nenhum!”

Com a derrota de Ciro Gomes já oficializada e a de Fernando Haddad bem encaminhada, já se começa a agir focando um futuro mais distante. Há quem considere que o gesto do cearense indicou seu primeiro movimento de olho em 2022, data da próxima sucessão presidencial, objetivando demarcar seu espaço dentro de um campo definido como progressista. O cálculo, no entanto, pode estar impreciso, porque, a despeito dos baques que já sofreu, devido a derrotas emblemáticas, como as de Dilma Rousseff em Minas Gerais e Eduardo Suplicy em São Paulo na briga por vagas ao Senado, o PT não sai destruído do processo eleitoral. Foi o partido mais votado, tudo somado no plano nacional, e terá a maior bancada da Câmara Federal na troca de composições que acontece no começo de 2019.

Portanto, o ex-governador cearense precisará brigar muito para ocupar o espaço que começa a almejar nos seus planos político-eleitorais de longo prazo.

De férias e sem acenar apoio a Haddad, Ciro volta a criticar Bolsonaro: “Promessa certa de crise”

O político Ciro Gomes (PDT), candidato que obteve 12,4% dos votos no primeiro turno das eleições presidenciais, postou em seu perfil no Twitter um trecho de entrevista em que fala sobre Jair Bolsonaro (PSL).

No vídeo de sabatina promovida pelo SBT e Folha de S. Paulo ainda no primeiro turno, o pedetista afirma que o presidenciável é uma “grave ameaça pelo extremismo” e não sabe lidar com críticas. O post foi acompanhado pela hashtag “#DemocraciaSim”.

Apesar do “apoio crítico” anunciado a Haddad pelo PDT, Ciro não se pronunciou oficialmente a favor do candidato do PT. Em entrevistas após o resultado da primeira votação, ele declarou ser contra Bolsonaro, tecendo duras críticas e mencionando a campanha que ganhou força nas redes sociais com a hashtag “#EleNao”. Ciro viajou ao exterior para tirar férias na última semana.

Fernando Haddad (PT), em coletiva de imprensa oficial depois do resultado do primeiro turno, afirmou que ligou para os adversários derrotados. Boulos, que concorria à Presidência pelo Psol, foi um dos que declarou apoio ao petista.

(O POVO Online)

Capitão Wagner visita Bolsonaro para pedir a transposição do São Francisco

O deputado federal eleito Capitão Wagner (Pros) visitou neste domingo (14) o candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonato, no Rio de Janeiro, para pedir pela transposição das águas do Rio São Francisco.

Bolsonaro disse que não se discute a importância da transposição do São Francisco para o Nordeste e, caso eleito, concluirá as obras paradas, antes de qualquer obra nova.

Eleições 2018: 20% dos candidatos ao Senado tiveram 1% dos votos

Desde domingo (8), os vencedores nas bancadas para Senado e Câmara dos Deputados ganharam destaque no noticiário. Mas, por outro lado, a votação também mostra quem não conseguiu convencer o eleitor: candidatos que tiveram a menor votação nestas eleições, quando somaram 1% dos votos nas disputas ao Senado e 0,1% no pleito para um lugar na Câmara, considerados percentuais de baixo desempenho nas urnas.

Dos 8.588 candidatos a deputado federal, 2.998 tiveram 0,1% ou menos dos votos, o equivalente a 34,9% do total. Dos 358 candidatos a senadores, 20% (75) conseguiram apenas 1% ou menos dos votos.

Estados
Entre os estados, o com maior número de candidatos à Câmara que não ultrapassaram 0,1% foi São Paulo: com 1.010 concorrentes. Em seguida, aparecem Rio de Janeiro (542), Minas Gerais (436), Bahia (228) e Pernambuco (159).

Partidos
Em relação aos partidos, os candidatos mais mal colocados concorreram por legendas como PRTB, PRP, PMB, PPL, Rede e PROS. Agremiações menores de esquerda, como PSTU, DC, PCO e PCB, também estão na lista.

Sudeste
O estado de São Paulo, maior colégio eleitoral do país, foi o campeão em candidatos à Câmara dos Deputados, com 1.010 concorrentes ficaram na casa do 0,1%. A menor votação foi de Rosicleide Oliveira (PRTB), que recebeu apenas 10 votos. Na corrida ao Senado, quatro participantes fizeram menos do que 1%, dois do Rede e dois do PSTU.

Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país, foi também o segundo estado com mais concorrentes à Câmara Federal na margem de 0,1% dos votos, com 436. Nas últimas colocações, três integrantes do PPL, como Paloma Pereira que obteve nove votos. Em relação ao Senado, cinco postulantes tiveram baixo desempenho.

O Rio de Janeiro teve quatro concorrentes ao Senado abaixo do 1% e 542 candidatos a deputado abaixo de 0,1%. No Espírito Santo, quatro postulantes ao Senado não foram além de 1%, e 15 candidatos a deputado ficaram com 0,1%.

Sul
No Rio Grande do Sul, cinco candidatos a senador ficaram com menos de 1%. Do total, 126 candidatos ficaram com menos de 0,01%.

Em Santa Catarina, foram quatro aspirantes ao Senado abaixo da marca de 1%. Entre os que miraram a Câmara Federal, 41 ficaram na casa dos 0,1%. Margarete Charão (PRTB) foi a menos votada, com 16 votos.

No Paraná, o Senado teve cinco candidatos que tiveram menos de 1% dos votos. Entre os concorrentes a deputado federal, foram 151 com 0,1%. O último foi Valdir Januário dos Santos (PRTB), com 12 votos.

Nordeste
A Bahia foi o estado nordestino com maior número de candidatos com mau desempenho na corrida à Câmara, com 228 candidatos na casa do 0,1%. Na disputa ao Senado, cinco concorrentes não foram além do 1% no estado.

Pernambuco ficou em segundo no quesito dos concorrentes à Câmara, com 159 com menos de 0,1%, sendo os três do DC. Dois candidatos ao Senado tiveram baixo desempenho: Lídia Brunes (PROS), com 0,67%, e Hélio Cabral (PSTU), com 0,25%.

O Ceará foi o terceiro em postulantes à Câmara com baixo desempenho, somando 68. Na luta por um lugar no Senado, apenas João Saraiva (Rede) ficou com menos de 1%, atingindo 0,28%.

O Piauí foi o campeão de candidatos ao Senado com baixa votação, com nove pessoas nesta situação. Na disputa para Câmara, 16 não superaram 0,1%.

No Maranhão, na corrida ao Senado, três candidatos tiveram menos de 1%. Na disputa para Câmara, 37 ficaram na ponta de baixo da tabela, com as últimas colocações de três indicados pelo PSOL.

Em Sergipe e em Alagoas, apenas dois candidatos ficaram dentro do percentual para cada estado. Na disputa pela Câmara, foram candidatos em Sergipe, e cinco, em Alagoas.

Na Paraíba, na corrida ao Senado, apenas Nivaldo Mangueira (PSOL) ficou na ponta de baixo, com 0,42%. Na disputa para a Câmara, o estado teve 13. Já o Rio Grande do Norte teve mais postulantes ao Senado na linha do 1%: três. E 14 pessoas não ultrapassaram 0,1% para deputado federal.

Norte
No Tocantins, apenas um candidato ao Senado teve menos de 1%: Melk Aires (PSOL), com 0,97%. Para deputado federal, foram dois com menos de 0,1% dos votos, ambos do PRTB.

No Pará, três candidatos ao Senado e 16 para Câmara ficaram entre os piores colocados. No Amapá, foram dois para senadores e nenhum candidato à Câmara fez 0,1%. As menores votações foram de Larissa do PSOL (PSOL), com 68, Ilka Pereira (PV), com 128, e Acenildo Costa (PV), com 163 votos.

No Amazonas, dois candidatos ao Senado ficaram com menos de 1% e 17 candidatos a deputado federal tiveram 0,1%. Em Roraima, apenas o aspirante a senador Lourival (PSTU) ficou abaixo do corte, com 0,38%. Na disputa por uma vaga na Câmara, dez ficaram com as piores colocações, sendo três do PHS.

No Acre, nenhum candidato ao Senado ficou abaixo do 1%. Na última colocação ficou Pedrazza (PSL), com 2,55%. Entre os aspirantes ao cargo de deputado, oito não atingiram 0,1%. Em Rondônia, apenas Ted Wilson (PRTB) ficou abaixo do corte, com 0,97%. No pleito à Câmara Federal, cinco não saíram da marca do 0,1%.

Centro-Oeste
Em Goiás, dois aspirantes a senador ficaram nas últimas colocações. O estado teve 48 candidatos a uma vaga na Câmara na casa do 0,1%.

No Distrito Federal, Chico Sant´anna (PSOL) e Robson (PSTU) foram os concorrentes a senador com votação abaixo de 0,1%, obtendo, respectivamente, 0,65% e 0,20%. Do total, dez candidatos a deputado federal ficaram no corte do 0,1%.

Em Mato Grosso, dois não chegaram ao 1% na corrida ao Senado. Na disputa pela Câmara, sete concorrentes não foram além do 0,1%. Em Mato Grosso do Sul, Betini (PMB) foi o concorrente ao Senado com pior desempenho, com 0,62%. Entre os postulantes a uma cadeira de deputado, oito não ultrapassaram 0,1%.

(Agência Brasil)

Camilo promoverá ato em favor de Haddad nesta segunda-feira

“O Ceará tem avançado muito nos últimos anos. Temos a melhor educação pública do Brasil, somos o estado do Nordeste que mais gera empregos e trabalhamos noite e dia para melhorar a saúde, a segurança e dar mais oportunidades, sobretudo, para os que mais precisam. Nossa luta, agora, é para manter essas conquistas e avançar ainda mais. Nossa luta, agora, é pela democracia do nosso país, pelo respeito às diversidades, e contra qualquer tipo de violência”.

A declaração é do governador reeleito Camilo Santana (PT), neste domingo (14), por meio do Facebook, ao convidar para mobilização em prol da candidatura de Fernando Haddad, nesta segunda-feira (15), a partir das 19 horas, no Marina Park.

O brado por renovação ressoou no Senado Federal

Em artigo no O POVO, a jornalista Letícia Alves aponta que “o resultado das eleições deixa claro o desejo da população de expulsar do Congresso Nacional as velhas práticas políticas”. Confira:

O tal grito por renovação, que os sociólogos e cientistas políticos repetem há anos como um clamor proveniente do povo chegou ao Senado Federal – ao menos quantitativamente. Segundo dados da própria Casa Legislativa, três em cada quatro senadores que buscaram a reeleição foram derrotados. Isso significa que, dentre as 54 vagas que estavam em disputa, 46 serão ocupadas por novos nomes.

Os números mostram uma taxa de renovação recorde, que pode ser ainda maior a depender das disputas aos governos estaduais: no total, poderão acontecer 50 trocas de senadores em 2019. Todo esse cenário tornaram a eleição deste ano a mais surpreendente do Senado desde a redemocratização do Brasil.

Para não falar de renovação somente através de números, vamos dar nomes aos bois: vários estados registraram a queda de políticos tradicionais, a começar pelo Ceará, que deixou de fora o presidente do Senado Eunício Oliveira (MDB). A derrota dele estava longe de ser vista como provável até a abertura das urnas, que registrou, desde o início da apuração, o emedebista em terceiro lugar.

Uma chance, mesmo mínima, de vitória do Eduardo Girão (Pros), eleito com pouco menos de 12 mil votos de diferença, sequer foi registrada na pesquisa Ibope divulgada no dia anterior. O instituto dava a Eunício uma vantagem de 15% de votos válidos. Um resultado inesperado também foi registrado no Maranhão: a família Sarney não elegeu nenhum senador nem governador no estado após décadas de poder.

Em São Paulo e em Minas Gerais, dois figurões que despontavam em primeiro lugar nas pesquisas não conseguiram a vaga: foram Eduardo Suplicy (PT) e Dilma Rousseff (PT), respectivamente. Também ficaram de fora Romero Jucá (MDB-RR), Magno Malta (PR-ES), Cristovam Buarque (PPS-DF), Roberto Requião (MDB-PR) e Lindbergh Farias (PT-RJ), dentre tantos outros políticos tradicionais que buscavam a reeleição.

Uma parte desses números é reflexo da “onda Bolsonaro”, que ficou mais evidente na Câmara dos Deputados com o crescimento impressionante do PSL, partido do presidenciável. De forma geral, porém, o resultado deixa claro o desejo da população de todo o País de expulsar do Congresso Nacional as velhas práticas políticas. A esperança é de que haja uma mudança real e não somente uma substituição dos discursos já empoeirados dos políticos de sempre.

Letícia Alves

Jornalista do O POVO

Antes que a noite se estenda

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Da Coluna Valdemar Menezes, no O POVO deste domingo (14):

Enquanto o contraditório não for considerado crime de lesa-pátria, é preciso aproveitar os últimos raios de luz da democracia para deixar o testemunho às futuras gerações sobre os prenúncios dos tempos bárbaros que se aproximam. Caso se confirmem, elas já estarão, certamente, experimentando seu amargor.

Em primeiro lugar, deixar claro que o resultado destas eleições foi pré-fabricado, como entende grande parte dos analistas. Ele seria outro, com todas as probabilidades, se a candidatura Lula não tivesse sido indeferida ilegalmente (à custa de uma farsa jurídica, segundo a denúncia de mais de uma centena de juristas nacionais e estrangeiros) e o entendimento da própria ONU. O ex-presidente era líder inconteste das pesquisas eleitorais, até enquanto elas não foram impedidas, arbitrariamente, de mencioná-lo. Lula, assim, terá todo o direito – assim como seu partido – de reivindicar, perante a História, a vitória já no 1º turno, que lhe foi sonegada quando os donos tradicionais do poder não aceitaram a possibilidade da 5ª derrota consecutiva nas urnas. Não é inédito: a democracia sempre foi tratada pela Casa Grande como uma “moradora de favor” (aquela sujeita a ser despejada à menor explosão de mau humor do proprietário).

O PT, por seu turno, elegeu a maior bancada da Câmara dos Deputados, confirmando que, onde não funcionou a máquina de fake news, as mentes ficaram livres para decidir. Se a eleição tivesse sido democrática, provavelmente os petistas teriam formado uma bancada ainda maior, no rastro da recondução incontornável de seu líder ao Palácio do Planalto. O fato é que a democracia foi jogada no lixo pela parte majoritária da classe dominante brasileira (banqueiros, empresários, ruralistas, e setores da grande mídia) e pelo sistema de justiça (juízes, procuradores, polícia federal) – não todos, evidentemente – segundo a constatação corrente no meio jurídico democrático. Esse pessoal que apostou todas suas fichas no fascismo (cuja ascensão foi fabricada pelo direito de exceção e pela rede difamatória de fake news), deverá ser cobrado, historicamente, por tudo o que acontecer de trágico no Brasil, de agora em diante.

Outra forma de reagir a esses fatos foi o apoio “crítico” do PDT ao Haddad. Cada um sabe onde lhe aperta o calo. Os pedetistas preferem esperar pela candidatura de Ciro Gomes, em 2022. Direito seu. Apenas gostaria de lembrar que JK (Juscelino Kubistchek) também confiou, depois do golpe de 64, que seria candidato em 1965. Foi devorado, junto com a democracia.

Bolsonaro terá comitê inaugurado em Fortaleza neste segundo turno

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Apoiadores em Fortaleza do candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, inauguram na terça-feira (16), a partir das 19 horas, no bairro Joaquim Távora, o comitê central de campanha neste segundo turno no Ceará.

O deputado federal eleito Heitor Freire (PSL) estará à frente das atividades de campanha de Bolsonaro no Estado, quando promete mostrar ao cearense um perfil de mudança que o país pediu nas urnas nesse primeiro turno.

O desafio será buscar o eleitorado de Ciro Gomes, que no Ceará somou 1,99 milhão de votos, diante de 1,61 milhão de Haddad e 1,06 milhão de Bolsonaro.

SERVIÇO

Inauguração do Comitê de Bolsonaro no Ceará
Terça-feira, 16
Local: Avenida Antonio Sales, 855 – Joaquim Távora
Horário: 19 horas

Globo x Globo – José de Abreu critica apoio de Regina Duarte a Bolsonaro

O ator global José de Abreu, 72, entrou para os trending topics no Twitter após usar seu perfil para disparar críticas contra a colega de emissora, Regina Duarte, 71, por apoiar e fazer campanha para o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). Ela visitou o capitão da reserva do Exército na sexta-feira, 12, e através das redes sociais, além de pedir votos para o presidenciável, a atriz tem feito críticas contra o Partido dos Trabalhadores (PT).

Em seu perfil do Twitter, José de Abreu, que atualmente está no ar na novela Segundo Sol, postou uma série de críticas sobre o posicionamento da atriz a favor de Bolsonaro. “Nossos colegas, @reginaduarte, sejam artistas, técnicos, gays, lésbicas ou heteros, estamos APAVORADOS com o advento do fascismo. Ninguém mais trabalha sossegado com essa ameaça das trevas sobre nossas almas sensíveis. Não é admissível um colega de tantos anos não respeitar isso”, disparou o ator.

Em outra mensagem, Abreu acusou a colega de espalhar notícias falsas e ainda aproveitou para dar uma alfinetada. “Oi, colega @reginaduarte. Bolsa-presidiário existe desde 1991. Sei que você é meio
esquecida, não consegue decorar texto há muitos anos (inaugurou o uso de ponto eletrônico para atores na Globo), mas “dar um Google” evitaria de você passar fake news do fascista que você apoia.”

Após a repercussão das mensagens, o ator fez questão de explicar o porquê das críticas. “Respeitei a posição de Regina Duarte enquanto ela apoiava a direita democrática com Serra, Alckmin, FHC, Doria. Quando apoiou o impeachment. Mas não respeito artista que apoia fascista. O fascismo odeia nossa profissão e nossa classe. Elimina quem discorda e quem é ‘diferente’”, postou em seu perfil do Twitter.

O apoio da atriz Regina Duarte a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) continua rendendo comentários nas redes sociais. Humorista e apresentador do Greg News, Gregório Duvivier usou suas redes para criticar o posicionamento político da atriz e ainda a classificou como “namoradinha da ditadura”. Duvivier postou em seu perfil no Instagram uma imagem em que Regina Duarte aparece ao lado do cubano Fidel Castro.

“Não tem a ver com direita e esquerda. Tem a ver com tesão por qualquer governo autoritário que viole direitos humanos. Assim como Bolsonaro tinha tesão pelo Chávez. Onde há democracia, são contra. Bando de namoradinhos da ditadura”, escreveu o humorista na legenda.

(O POVO Online)

Bolsonaro diz que seu plano de privatizações agrada ao mercado

O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, disse nesse sábado (13) que o plano de privatizações previsto por sua campanha, caso seja eleito, será de inteiro agrado do mercado e que, em princípio, as primeiras estatais que serão alvo de análise para privatização serão as criadas pelos governos do Partido dos Trabalhadores. Segundo ele, as privatizações serão realizadas com responsabilidade.

“Em um primeiro momento, aquelas quase 50 estatais criadas pelo PT e ainda sobram 100. Essas outras têm que ter um modelo para privatizar com responsabilidade, logicamente que as estratégicas não privatizaremos, como Banco do Brasil, Caixa Econômica e Furnas, entre outras. Mas, como um todo, tenho certeza que o mercado vai gostar do nosso plano de privatização porque é uma maneira a mais de combater a corrupção e o Estado tem que estar com aquilo que é essencial nas suas mãos, que são as estratégicas”, avaliou.

Bolsonaro também voltou a falar sobre o aumento da violência motivada por disputas políticas. Ele citou a facada sofrida por ele, em Juiz de Fora, no dia 6 de setembro, e disse que lamenta esse tipo de agressão, que classificou de “bastante violenta”.

“Gostaria que elas parassem. Me acusam de intolerante, mas quem levou a facada fui eu. Se eu tivesse poder de apenas falar para evitar tudo isso, eu exerceria esse poder. Apelo a todos do Brasil que deixem as paixões de lado. Não estamos disputando uma partida de Fla-Flu”, afirmou o candidato.

Bolsonaro não confirmou se participará dos dois debates que estão marcados para segundo turno. Ele disse que, mesmo se for liberado pelos médicos na avaliação que fará quinta-feira (18), pode não comparecer, “como estratégia de campanha”. No entanto, afirmou que, se Haddad quiser debater com ele na rua, na frente de jornalistas, aceitará o debate.

O presidenciável disse ainda que, se eleito, investirá mais nas Forças Armadas, que, segundo ele, ficaram esquecidas nos últimos anos. “Investir no Exército é benéfico para a própria economia. Vamos tratar com respeito e consideração.”

Para o candidato, isso não ocorreu ao longo dos últimos 30 anos.

(Agência Brasil)