Blog do Eliomar

Categorias para Eleições 2018

Twitter teve 2,7 milhões de postagens sobre divergências políticas

Entre as 19h de domingo (7) e as 15h de quinta-feira (11), usuários do Twitter movimentaram a rede com 2,7 milhões de postagens relacionadas a ataques motivados por divergências político-ideológicas, no contexto das eleições, e relatos de pessoas que temem se tornar alvo desse tipo de agressão. De acordo com a Diretoria de Análise de Políticas Públicas (Dapp), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que produziu o mapeamento, a parcela populacional que mais manifestou apreensão diante das ocorrências foram pessoas LGBTI+, negros e mulheres.

O pico de publicações veiculadas com esse teor foi identificado já na primeira hora de análise, período em que se registrou uma média de 3,2 mil tweets – como são chamadas as micropostagens do Twitter – por minuto. Nesse momento, informou o Dapp, houve predominância de tweets de usuários que faziam menção ao medo diante dos resultados do primeiro turno.

No dia seguinte, o assunto mais comentado no Twitter foi a morte do capoeirista Mestre Moa, citado em 112 mil postagens. Um grande volume de denúncias sobre outros casos e compartilhamentos de conteúdos que noticiavam agressões a jornalistas e eleitores do Partido dos Trabalhadores (PT) também foi identificado, segundo a Dapp.

Na data, postagens repercutindo incidentes de violência psicológica e moral, como ofensas virtuais e ameaças também se multiplicaram na rede, evidenciando que as vítimas têm sido agredidas nas ruas e nos mais diversos locais, incluindo o transporte público e seu próprio local de trabalho. Ao mesmo tempo, usuários da rede divulgaram campanhas e iniciativas como forma de encorajá-las a denunciar formalmente os agressores.

Violência

Ainda conforme levantamento da Dapp, na quarta-feira (10), os posicionamentos oficiais do candidato Jair Bolsonaro (PSL) e seu adversário, Fernando Haddad (PT) mobilizaram significativamente o debate em torno das violências cometidas após o primeiro turno do pleito. Os candidatos assinavam dois dos cinco tweets de maior impacto no período.

Junto às declarações de ambos os candidatos, informaram os pesquisadores da Dapp, prevaleceram as menções ao caso da jovem agredida e marcada com uma suástica, no Rio Grande Sul. Ao todo, foram identificadas 329 mil referências ao fato.

“Tanto perfis contrários a Bolsonaro quanto favoráveis discutiram sobre o ataque, com críticas à volta de situações violentas associadas ao nazismo, à quantidade de ataques a minorias (em especial homossexuais) e à falta de posicionamento das autoridades. Perfis pró-Bolsonaro, com base em entrevistas com a equipe que investiga o crime, questionaram se foi, de fato, um crime de ódio, e argumentaram que nem todos os ataques são de apoiadores do deputado federal, mas sim de opositores que desejam prejudicá-lo na eleição”, destacou a Dapp em seu relatório.

Histórico

Números da Dapp mostram ainda que, no mês que antecedeu o debate eleitoral, a cada dia uma média de 35,9 mil tweets fazia menção a agressões e casos de violência associados ao contexto político das eleições, excluídas as referências ao ataque a Bolsonaro, em Juiz de Fora (MG). Nessa fase, esse tipo de conteúdo foi veiculado tanto pelo eleitorado de Bolsonaro como o de Haddad e dos demais candidatos à Presidência da República. De 7 de setembro a 7 de outubro, foram publicados 1,1 milhão de tweets sobre agressões.

(Agência Brasil)

Bolsonaro aceita realizar debate com Haddad, com condições

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O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, disse neste sábado, 13, que concorda em ir a debates “sem interferência externa”, referindo-se à suposta influência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na campanha de Fernando Haddad (PT). Ele afirmou ainda que num governo Haddad quem escolheria os ministros seria Lula.

“Se for debate só eu e ele (Haddad), sem interferência externa (de Lula), eu topo comparecer. Estou pronto para debater; tem de ser sem participação de terceiros”, disse, em meio a uma gravação de programas eleitoral na casa do empresário Paulo Marinho, no Jardim botânico, bairro da zona sul do Rio.

“(Se Haddad vencer), quem vai escalar time de ministros será o Lula. Não adianta (ele) ter boas propostas se vai ter indicação política”, continuou. “O mais importante é ter independência para escalar um time de ministros componentes.”

Ao ser questionado sobre projetos para a saúde, Bolsonaro declarou que o mais importante para que a população tenha saúde é que tenha, antes de tudo, emprego. Disse ainda que é preciso “combater a corrupção para aplicar os recursos” e que o ministro da pasta tem que ter “amor” pela área.

Perguntado sobre sua maior preocupação neste segundo turno, afirmou serem as supostas “falhas” ocorridas no primeiro turno no processo eleitoral. “Teve uma enxurrada de reclamações. O Tribunal Superior Eleitoral tem que tomar providências”.

(Agência Estado)

Bolsonaro diz que quer fazer uma transformação cultural no país

O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, disse hoje (13) nas redes sociais que, se for eleito, vai promover uma grande transformação cultural no país, “onde a impunidade, a corrupção e o crime não serão maios associados à nossa identidade nacional”.

“A lei e a constituição serão nossos instrumentos. A Justiça será independente e deverá acelerar as punições aos culpados! Esse é o Brasil que juntos poderemos construir. Um país que respeita seus cidadãos e que é respeitado por eles e pelo mundo todo”, disse o candidato.

Na noite de ontem (12), o candidato fez uma transmissão ao vivo ao lado de Luiz Phillipe de Orleans e Bragança, deputado federal eleito por São Paulo. Bolsonaro disse que aconteceu um “fenômeno” no primeiro turno das eleições, quando o PSL fez 52 deputados federais.

O candidato comentou ainda a questão da urna eletrônica. “Se eu for presidente, podem ter certeza, nós vamos ter já na eleição de 2020 uma forma segura de se votar, onde se possa fazer uma auditoria. A pessoa que for votar terá a certeza de que votou realmente naquela pessoa”.

Bolsonaro conclamou ainda os eleitores para se mantenham mobilizadas no segundo turno. “Se houver um problema urna de votação que peça ao mesário que troque a urna ou passe para o voto de papel, apesar de nós termos uma diferença de 17 milhões de votos a mais em relação ao Haddad [adversário do PT],a gente não pode bobear”, avaliou o candidato.

Ao chegar para gravar o programa de propaganda eleitoral na casa do empresário Paulo Marinho, na zona sul do Rio, Bolsonaro disse que não vai apoiar nenhum candidato ao governo do estado do Rio de Janeiro. O candidato Eduardo Paes (DEM) disputa o segundo turno com o candidato Wilson Witzel (PSC).

Bolsonaro disse também que não desmarcou encontro ontem (12) com o candidato ao governo do estado de São Paulo, João Dória (PSDB), que esteve no Rio para conversar com ele. “Eu não havia combinado esse encontro e não sei quem marcou isso. Eu encontro com ele sem problema. Bato papo com ele sem problema algum. Eu sei que ele é oposição ao PT, somos oposição ao PT. Eu sei que o outro lado o [Marcio] França (PSB) tem o apoio velado do PT. Então, no momento, eu desejo boa sorte ao Dória”, disse.

(Agência Brasil)

Líder da extrema direita na França diz que Bolsonaro tem posições “extremamente desagradáveis”

Da Coluna Política, no O POVO deste sábado (13), pelo jornalista Érico Firmo:

Marine Le Pen criticou as manifestações de Jair Bolsonaro (PSL), disse que as posições são “extremamente desagradáveis” e não seriam aceitas na França. Disse ser uma cultura diferente.

Le Pen é ícone da extrema-direita europeia. Suas posições assustam muita gente. Mas, para ela, Bolsonaro é demais. Bolsonaro também tem posições mais extremas que de Donald Trump, por exemplo. Nem ela nem ele defendem regime ditatorial e fazem apologia de torturador.

O Brasil caminha para eleger o presidente mais conservador entre as democracias relevantes do mundo.

Cid Gomes utiliza o Blog para agradecer votação ao Senado

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O senador eleito Cid Gomes (PDT-CE) agradeceu neste sábado (13), por meio do Blog, aos mais de 3,2 milhões de votos recebidos nestas eleições.

Cid Gomes teve a maior votação na história das eleições no Ceará, para o cargo de senador, com 3.228.533 votos. A votação também foi na terceira maior que o eleitorado cearense proporcionou a um candidato. Cid foi superado somente por Dilma Rousseff, nas duas vezes que a petista disputou a Presidência da República, ambas no segundo turno.

Em 2010, Dilma somou 2,7 milhões de votos no Ceará, no primeiro turno, e 3.288.570 votos no segundo turno. Já em 2014, a votação de Dilma subiu no segundo turno, com 3,5 milhões de votos.

Campanha de Haddad tem atividades intensas neste sábado no Ceará

Minicarreatas, caminhadas, roda de conversa e panfletagens marcam a agenda da candidatura de Haddad, neste sábado (13), no Ceará. As atividades tiveram início desde as 8h30min, em Fortaleza e no Crato, e serão encerradas por volta das 20h30min, em Guaiúba e Sobral.

A agenda também se estende aos municípios de Pacatuba, Maranguape, Caucaia e Juazeiro do Norte.

Doria vai ao Rio encontrar Bolsonaro, mas presidenciável não aparece

O candidato ao governo de São Paulo pelo PSDB, João Doria, chegou a confirmar nessa sexta-feira, 12, que se encontraria à tarde com o presidenciável mais votado no primeiro turno, Jair Bolsonaro (PSL), a quem o tucano declarou apoio no segundo turno. Mas o presidente do PSL, Gustavo Bebianno, disse que desconhecia a informação.

“Da nossa parte, não foi agendado absolutamente nada com o Jair”, afirmou, em frente à casa do empresário Paulo Marinho, na zona sul do Rio, onde, do lado de dentro o ex-prefeito de São Paulo o aguardava, já no fim do dia.

“Não haverá esse encontro”, disse Bebianno, reiterando o que Bolsonaro havia recomendado aos partidários em encontro num hotel da zona oeste do Rio na quinta-feira: que mantenham neutralidade nas disputas eleitorais nos estados. Segundo o presidente do PSL, a aproximação com o seu partido parte do candidato ao governo paulista e tem uma única via.

“Existe uma conversa institucional, no sentido do PSL agradecer o apoio que gentilmente está sendo oferecido pelo candidato João Doria em São Paulo à candidatura de Jair Bolsonaro”, afirmou.

(Veja)

Apoiadores de Bolsonaro – TSE determina retirada de vídeo com ataque ao STF

O ministro Carlos Horbach, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a retirada do ar, até este sábado (13), de um vídeo suposgtamente produzido por apoiadores do candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, que inclui ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) como alvos de crítica.

A retirada foi solicitada pela própria direção da campanha de Bolsonaro, que alegou que “o vídeo em questão prejudica a imagem do candidato representante, na medida em que o coloca em linha de colisão com a atuação do Poder Judiciário brasileiro”.

No vídeo, com o refrão da música “Meus pais”, de Zezé di Camargo e Luciano, ao fundo, aparecem os ministros do STF Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e Alexandre de Moraes. “Feito um mal que não tem cura, estão levando à loucura o Brasil que a gente ama”, diz a canção, enquanto se sucedem as imagens, nas quais aparecem também políticos do PT e do MDB.

Os advogados de Bolsonaro alegaram ao TSE que o vídeo deveria ser retirado do ar por induzir ao internauta que, caso eleito, o candidato não respeitaria as decisões emanadas do Poder Judiciário, “o que não é verdade”, afirmaram na representação. A defesa destacou que, apesar de trazer a identidade visual da candidatura, o material audiovisual não foi produzido pela campanha.

Ao acolher os argumentos e ordenar a retirada do vídeo hospedado no YouTube, o ministro Carlos Horbach escreveu que o material “tem evidente potencial lesivo para os representantes, que involuntariamente são vinculados a ideias que não corroboram, cuja repercussão negativa no eleitorado lhes prejudica”.

(Agência Brasil)

O próximo presidente não terá vida fácil

Confira o Editorial do O POVO deste sábado, com o título “Difícil começo”.

O presidente que será eleito no dia 28 de outubro, independentemente do nome que sairá das urnas, não terá vida fácil. O novo mandatário terá de administrar o País sob o mesmo sistema de governo em vigor – o chamado presidencialismo de coalizão – com um Congresso ainda mais fragmentado.

Esse sistema – que exige negociações, nem sempre republicanas, com partidos e bancadas de corporações – já mostrou o seu potencial de produzir crises em série. E, por enquanto, nada indica que será diferente, tendo em vista o resultado das eleições parlamentares, que fizeram aumentar o número de partidos na Câmara Federal e no Senado.

A nova legislatura terá 30 partidos contra as 25 siglas representadas atualmente na Câmara. Para se ter uma ideia da fragmentação, a maior bancada disporá de pouco mais de 10% dos votos da Casa. No Senado também houve crescimento na quantidade de partidos, que passaram de 16 para 21. Todas as grandes legendas encolheram, no entanto, os que mais perderam foram o MDB e o PSDB. Em direção contrária seguiu o PSL, que passou de oito para 52 deputados.

Nas eleições de 2018, começou a vigorar a cláusula de barreira, lei criada com o objetivo de reduzir a pulverização partidária, estabelecendo o fim das coligações para as eleições proporcionais a partir de 2020. Para restringir o acesso dos partidos a recursos do Fundo Partidário e ao tempo de rádio e TV, a proposta estabelece medidas com exigências gradativas até 2030.

Portanto, como se disse no início, o novo governo vai funcionar com as antigas regras. Acresça-se a isso que o presidente a ser eleito – qualquer que seja o nome preferido dos eleitores – vai encontrar um País dilacerado pelos graves conflitos ocorridos durante a campanha, que opôs de forma praticamente inconciliável os dois grupos de apoiadores.

O eleito terá de lidar com um País em que, pouco menos da metade dos eleitores, terá revelado nas urnas preferência pelo outro candidato. Ao mesmo tempo, se quiser obter algum sucesso na administração, o presidente que assumir terá de tomar medidas tão urgentes quanto impopulares, algumas delas só possíveis com emendas constitucionais, que exigem três quintos dos votos nas duas Casas Legislativas.

Assim, nada indica que o novo mandatário conseguirá, pelo menos no curto prazo, apaziguar os ânimos. Será preciso muita habilidade para pacificar o País, para que as questões econômicas e sociais passem a ser o centro dos debates, de modo a submeter os conflitos políticos e ideológicos aos interesses do País, pois é isso o que importa a todos os brasileiros.

(Editorial do O POVO)

Eleitor pode emitir certidão de quitação eleitoral a partir da segunda-feira

A partir da segunda-feira (15), os eleitores poderão emitir pela internet, no site do Tribunal Superior Eleitoral, a certidão de quitação eleitoral. A certidão é um documento importante que comprova que o eleitor está em dia com a Justiça Eleitoral, e é exigido na hora de tirar o passaporte ou para assumir cargos públicos.

Também nos casos em que o eleitor perdeu o comprovante de votação, a certidão pode substituir o comprovante, já que ela é uma prova que o eleitor não possui débitos com o TSE.

A certidão pode ser obtida pessoalmente em qualquer cartório eleitoral, para isso basta levar o canhoto entregue no dia da votação do primeiro turno. Também pode ser emitida pelo site do TSE ou pelo Tribunal Regional da sua federação.

Se o eleitor preferir, ele também pode baixar o aplicativo E-titulo no celular ou no tablet e emitir o documento.

A certidão de quitação eleitoral é um documento gratuito.

(Agência Brasil)

Bolsonaro promete reforma administrativa e corte de gastos

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O candidato do PSL à presidência da República, Jair Bolsonaro, disse hoje (12), nas redes sociais, que, caso eleito, pretende fazer uma reforma administrativa para com a reduzir a remanejar “gastos desnecessários”, além de destinar recursos para as áreas essenciais e combater fraudes.

Segundo ele, o corte de gastos passará pela diminuição de estatais e ministério. E irá priorizar nomes técnicos e capacitados para chefiar as pastas, “sem pressões de viés sindicalista”.

“Muito além de fazer, vamos desfazer o sistema falido e corrupto que o PT construiu”, disse.

Bolsonaro afirmou que vai combater as fraudes em programas sociais para garantir maior renda “aos mais necessitados”. “Descentralizando recursos, estados e municípios terão maior autonomia financeira para atender as peculiaridades de cada região do país”.

Em outro post na internet, o candidato disse que “vamos combater o crime organizado e trabalhar para impedir que presos continuem controlando seus empregados de dentro dos presídios”.

Na noite de ontem (11), o candidato confirmou, também redes sociais, a criação de um superministério, que irá fundir Agricultura e Meio Ambiente.

Depois de encontro com empresários e políticos ligados ao agronegócio, Bolsonaro disse que o compromisso foi consolidado. “Tem que ser uma pessoa competente, com autoridade e que tenha iniciativa”, disse o candidato.

Antes, ele já tinha confirmado os nomes de outros integrantes de um eventual ministério. Bolsonaro admitiu também a possibilidade de não participar de debates no segundo turno por questões de estratégia, mesmo que seja liberado pelos médicos na próxima avaliação, no dia 18, para fazer campanha nas ruas e participar de debates na TV.

(Agência Brasil)

Ministro do TSE manda retirar do ar informações falsas sobre Haddad

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Em duas decisões, o ministro Carlos Horbach, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou que seja retirada da internet postagens com conteúdos falsos sobre o candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad.

Em uma das representações, a coligação O Povo Feliz de Novo, de Haddad, solicitou a retirada de 222 conteúdos do ar, espalhados por redes sociais como Twitter e Facebook, alegando que tais publicações seriam inverídicas, difamatórias e injuriantes.

Horbach concedeu a retirada de apenas uma postagem, que para o ministro é manifestamente falsa e potencialmente lesiva à honra de Haddad. Na publicação, o candidato do PT é associado a uma suposta estratégia de disseminação de notícias inverídicas sobre o adversário Jair Bolsonaro (PSL).

Em relação às demais postagens, Horbach considerou que estariam aptas a continuar no ar por serem uma expressão da opinião do eleitor, reproduções de matérias jornalísticas ou críticas à urna eletrônica.

“Tais conteúdos, por óbvio, não se enquadram entre aqueles cuja remoção é autorizada pela legislação eleitoral, o que faria com que a eventual concessão da liminar pleiteada consubstanciasse inconstitucional ato de censura”, escreveu o ministro.

Em outra decisão anterior, ele determinou a retirada do ar de conteúdo disseminado nas redes sociais pelo vereador Carlos Bolsonaro (PSL-RJ), filho de Jair Bolsonaro. Nas postagens, feitas no Facebook e no Twitter, o vereador diz que logo depois de uma visita ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na carceragem da Polícia Federal (PF) em Curitiba, Haddad disse ter convidado Lula a subir a rampa do Palácio do Planalto junto com ele para a cerimônia de posse, caso vencesse a eleição. A publicação, no entanto, veicula um vídeo antigo, como se fosse recente, de Haddad fazendo a declaração.

“Ainda que o vídeo seja verdadeiro e contenha declarações reais de Fernando Haddad, sua utilização é descontextualizada, de modo a transmitir ao eleitor informação equivocada, induzindo-o a percepções potencialmente lesivas aos representantes”, escreveu o ministro Carlos Horbach, do TSE.

(Agência Brasil)

Eudoro Santana, ex-preso político e pai do governador do Ceará, lança alerta contra Jair Bolsonaro

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Eudor Santana, ex-parlamentar, ex-diretor-geral do Dnocs e ex-preso político, gravou vídeo em suas redes sociais pedindo votos para o candidato a presidente da República pelo PT, Fernando Haddad. Ele faz questão de deixar claro que não é petista, nem tem mais filiação partidária.

Pai do governador Camilo Santana (PT), Eudoro diz que Jair Bolsonaro, postulante a presidente pelo PSL, é um homem perigoso e que significa uma ameaça à democracia.

O Coronelismo espiritual

Com o título “Coronelismo espiritual”, eis artigo do padre Ermano Allegri, coordenador do Movimento Fé e Política. Ele analisa o cenário da disputa presidencial do momento. Confira:

Falo dos votos de cabresto de católicos, protestantes, evangélicos e espiritualistas que votam cega e ingenuamente em candidatos e partidos de direita sob a orientação de pastores, bispos, padres, conselheiros espirituais que não acordam diante da tragédia que estamos vivendo. Há cristãos que usam a Bíblia para assaltar a população e pregam um deus pagão a serviço de interesses de “devotos” e de projetos de dominação social. A serviço deles, foi criada a teologia da prosperidade que legitima as práticas do liberalismo: é a base da “indústria da fé”.

Na votação do impeachment contra Dilma Rousseff, cerca de 100 deputados derrubaram a presidente eleita – “em nome de Deus”. Nunca vi o nome de Deus tão blasfemado. Esses mesmos políticos cortaram Bolsas Família, direitos trabalhistas, milhões de empregos, verba da saúde e da educação. Milhões de famílias estão na miséria e eles continuam pedindo votos em nome de Deus.

A responsabilidade está nas igrejas: pregam uma fé individualista, fora das tragédias da humanidade. E o compromisso com a Paz, a Justiça, o Reino de Deus? Foi a primeira e grande preocupação de Jesus Cristo. O desespero da população, o moralismo, a obtusidade das elites, prepararam o terreno para um “salvador” armado de um populismo barato com seu lema “Deus acima de todos”. Ele promete varrer os males com mão forte.

O caminho da violência incentivado pela mídia pega fácil nas almas sofridas. Mulheres “pecadoras”‘, samaritanos e pagãos, leprosos e doentes do tempo de Jesus são, hoje, índios, pobres, gays, negros. Do desprezo ao ódio o passo é curto. Para chegar à paz social, esse “salvador” defende a tortura, a pena de morte e as armas nas mãos da população. Todo dia, assistimos à escalada da violência deste grupo contra adversários políticos e setores excluídos. Isso deve abrir os olhos dos cristãos-voto-de-cabresto. Ou vão votar ainda nos lobos disfarçados de ovelhas?

Com seus limites, a candidatura concorrente pode ser o espaço para derrubar o projeto fascista e unir todos que querem democracia e esperança. Amplos setores das igrejas defendem esse projeto. Hoje, não há outra escolha: democracia ou barbárie. Diz São Paulo: “Foi para a liberdade que Cristo nos libertou. Portanto, permaneçam firmes e não se deixem submeter novamente a um jugo de escravidão” (Gálatas 5,1).

*Padre Ermanno Allegri

ermanno2009@gmail.com

Coajudor na paróquia de São João Paulo II, articulador do Movimento Fé e Política.

TSE disponibiliza página para esclarecer eleitores sobre notícias falsas

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) lançou uma página na internet para ajudar a esclarecer o eleitorado brasileiro sobre as notícias falsas – ou fake news, no termo em inglês – que vêm sendo disseminadas pelas redes sociais. Para a Justiça Eleitoral, a divulgação de informações corretas, apuradas com rigor e seriedade, é a melhor maneira de enfrentar e combater a desinformação. Na página Esclarecimentos sobre informações falsas, qualquer pessoa poderá ter acesso a informações que esclarecem boatos ou notícias que buscam confundir os eleitores.

“Diante das inúmeras afirmações que tentam macular a higidez do processo eleitoral nacional, nessa página o TSE apresenta links para esclarecimentos oriundos de agências de checagem de conteúdo, alertando para os riscos da desinformação e clamando pelo compartilhamento consciente e responsável de mensagens nas redes sociais”, acrescentou o TSE.

Além de campanhas para alertar os cidadãos, a Justiça Eleitoral informou que tem encaminhado os relatos de irregularidades que chegam ao seu conhecimento para investigação do Ministério Público Eleitoral e da Polícia Federal. O objetivo é apurar eventuais crimes e responsabilizar quem difunde conteúdo inverídico.

De acordo com o TSE, até o momento, nenhuma ocorrência de violação à segurança do processo de votação ou de apuração, realizado durante as eleições de 2018, foi confirmada ou comprovada. “A Justiça Eleitoral desempenha relevante papel na consolidação da democracia em nosso país e trabalha incansavelmente para oferecer à sociedade um processo de votação seguro, transparente e ágil, garantindo efetividade à manifestação popular exercida por meio do voto”.

(Agência Brasil)

Futura bancada cearense na Câmara contará com 13 novatos

Eis Júnior Mano, eleito deputado federal pelo Patriota, com 67.917 votos.

Eleito pelo então PMDB vice-prefeito de Nova Russas, hoje é brigado com o prefeito Rafael Pedrosa. Desse rompimento, levou para seu grupo seis vereadores, três suplentes, três ex-secretários municipais e um grande número de simpatizantes.

Chega como o décimo-terceiro nome novo na futura bancada cearense na Câmara.

O Fenômeno Bolsonaro

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Com o título “O fenômeno Bolsonaro”, eis artigo de Antonio Jorge Pereira Júnior, doutor e mestre em Direito – USP, professor do Programa de Mestrado e Doutorado em Direito da Unifor. Ele culpa a esquerda pela ascensão bolsonarista. Confira:

De onde viria o sucesso eleitoral do candidato de um partido nanico, odiado pela grande mídia, atacado por diversos artistas, sem tempo de TV, politicamente incorreto e defensor de ideias consideradas pré-históricas pelo establishment progressista? O que nele teria atraído multidão em todos os estratos sociais, incluindo a maioria dos mais instruídos? Foi esfaqueado, e obteve mais eleitores. Repudiado em manifestações num dia, e dois dias depois aumenta a adesão a ele. Como entender o “fenômeno Bolsonaro”?

Uma possível explicação, estimado leitor, é que ele representa um certo Brasil amordaçado, e hoje conectado em rede social, que reage a um intelectualismo excludente, posicionado em lugares-tenente da sociedade nos últimos 20 anos.

Um Brasil que responde assim aos que não traduziram a vontade popular no exercício de sua atuação política, senão que se apropriaram de cargos e recursos públicos para implementar ideologia descolada dela, com ânimo de instalação definitiva no Poder. Lideranças de uma esquerda que se autoproclama tolerante e democrática, mas não admite quem pense diferente e, por isso, rotula com os piores qualificativos quem não se submete à mesma agenda ideológica.

Ora, eleição é escolha entre possibilidades concretas e projetos limitados. Nenhuma candidatura é perfeita. Nesse espectro, o primeiro turno evidencia uma maioria que se identifica com a candidatura Bolsonaro. Não são 49 milhões de pessoas racistas, homofóbicas, misóginas e fascistas, termos usados na contrapropaganda com a intenção de intimidar e depreciar.

Os eleitores do capitão, para além da caricatura, identificam nele um patriotismo genuíno, sem a instrumentalização do País para fins ideológicos que ultrapassam as fronteiras. Não reconhecem no seu grupo o afã de tomar e de se perpetuar no poder, meta declarada por um dos ícones do PT.

Valorizam o compromisso de defender a vida (90% da população é contra a liberação do aborto segundo Ibope/2017) e de lutar contra a liberação das drogas, antípodas da outra candidatura.

Também preferem o respeito à liberdade de expressão e de imprensa, sem controle de mídia, que é proposta do outro candidato. Vislumbram a continuidade da Lava Jato, enquanto o outro lado propõe redução e retaliação.

Há também os que apoiam pela perspectiva de reforma tributária e econômica, tendente a reduzir o Estado e a burocracia, e favorecer empreendedores, geradores de emprego e menos dependentes do Governo.

Há quem divise mais segurança pública na vitória do PSL, tendo Bolsonaro assumido o lado das vítimas da violência, antes de tratá-las como a causa da mesma, inversão lógica muitas vezes feita pela ideologia de extrema-esquerda.

Se tais promessas vão vingar, ou não, sendo eleito Bolsonaro, querido leitor, precisa ter bola de cristal para saber. De todo modo, elas levaram 46% dos que votaram e preferi-lo. Acho importante fazer essa reflexão, porque não me parece correto subestimar a inteligência e boa fé desse contingente. Viver a democracia é respeitar o outro, apesar de suas escolhas, e buscar compreendê-las com boa-fé.

Vale lembrar que estamos do mesmo lado da trincheira. A guerra é nossa e não entre nós.

*Antonio Jorge Pereira Júnior

antoniojorge2000@gmail.com

Doutor e mestre em Direito – USP, professor do Programa de Mestrado e Doutorado em Direito da Unifor.

Fernando Haddad vai esconder Dilma de sua campanha

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Além de não visitar mais Lula na cadeia, na carceragem da PF em Curitiba (PR), o candidato petista a presidente da República, Fernando Haddad, pretende esconder outro “ícone” petista até dia 28: Dilma Rousseff.

É o que informa a Veja, que circula neste fim de semana.

A ex-presidente, que foi alvo de impeachment e perdeu a eleição para o Senado em Minas, não terá nenhum papel na campanha.

(Foto – Divulgação)