Blog do Eliomar

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PPL decide por “apoio crítico” a Haddad

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A Executiva Nacional do PPL manda nota para o Blog. Decidiu por um “apoio crítico” ao candidato a presidente da República pelo PT, Fernando Haddad, informa o presidente regional da legenda, André Ramos, que participou de encontro em São Paulo. Confira:

O Partido Pátria Livre (PPL), através de sua Executiva Nacional, reunida no dia 09/10/2018 em São Paulo, resolve dar apoio crítico ao candidato Fernando Haddad, do PT, no segundo turno das eleições presidenciais.

Haddad e seu partido, do ponto de vista das questões econômicas fundamentais para o crescimento do país e a saída da crise, não são muito diferentes de seu adversário.

Nenhum deles pretende dar fim à política neoliberal de “ajuste”, nenhum dos dois pretende acabar com a sangria do país através dos juros; nenhum deles pretende aumentar substancialmente o salário mínimo real, isto é, o piso dos salários do país, condição para tirar o país da crise; todos os dois querem, de um jeito ou de outro, atacar a previdência pública; nenhum deles pretende uma política de independência e desenvolvimento para o país.

No entanto, há uma diferença decisiva entre os dois.

A candidatura de Jair Bolsonaro, do PSL, é, claramente, a tentativa de instalar no país uma ditadura obscurantista, atrasada, retrógrada, antipopular, antinacional – e corrupta. Pois, uma ditadura não será um regime menos corrupto que o atual – ou do que os governos do PT. Ao contrário, é próprio das ditaduras abafar os casos de corrupção e reprimir aqueles que os denunciam.

Sobre isso, não faltam, ao povo brasileiro, experiências – nos 21 anos da ditadura instalada em 1964.

A ditadura que Bolsonaro quer restaurar é, portanto, uma tentativa de retroceder na História – tentativa confessa, inclusive, pela suposta elevação de facínoras, covardes, assassinos, ao status de heróis; tentativa confessa no propósito de rasgar a Constituição, que condensou as conquistas democráticas do povo brasileiro após 21 anos de luta contra a ditadura tão elogiada por Bolsonaro.

É assim, através de uma ditadura, que Bolsonaro e sequazes querem impor um arrocho salarial ainda mais brutal do que existe hoje, a privatização de todas as estatais, a destruição da Previdência Social, o aumento da drenagem de recursos públicos, dos trabalhadores e dos empresários nacionais produtivos para os bancos, fundos e demais rentistas, a título de juros.

A candidatura de Haddad, em si, não é uma esperança para o Brasil, para o povo brasileiro.

Esta esperança reside na luta do povo, na luta de toda a Nação.

Neste sentido, as condições de luta do povo serão melhores com a eleição de Haddad, do que com a eleição de Bolsonaro e a instalação de uma ditadura contra o povo e contra a Nação.

Daí, nosso apoio crítico à candidatura de Haddad.

*São Paulo, 09 de outubro de 2018,

Executiva Nacional do Partido Pátria Livre.

Jair Bolsonaro acredita em pesquisas?

Caso acredite em estatísticas, o candidato a presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), já pode se considerar eleito. Segundo informa o jornalista Lauro Jardim, colunista do O Globo, com uma exceção, desde a redemocratização, todo candidato que esteve à frente na primeira pesquisa do Datafolha para o segundo turno foi eleito.

Só em 2014 a regra foi quebrada: há quatro anos, Aécio Neves saiu na frente de Dilma Rousseff. O tucano tinha 46% das intenções de votos e a petista, 44%. Tecnicamente, estavam empatados levando em consideração a margem de erro.

Na pesquisa Datafolha divulgada agora há pouco, Bolsonaro tem 58% e Haddad, 42%.

(Foto – Reprodução de TV)

Bolsonaro convoca ato político e Haddad terá encontro com a CNBB

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Candidatos à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT).

O dia hoje (11) dos candidatos à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) promete ser intenso. Apesar da recomendação médica de evitar um ritmo mais acelerado de atividades, Bolsonaro convocou um ato político no Rio. Haddad estará em Brasília para reuniões na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e o PSDB.

Por meio de interlocutores, Bolsonaro convocou os eleitos pelo PSL e partidos coligados para um grande ato público, às 14h, no Hotel Windsor, na Barra da Tijuca. A expectativa, segundo apoiadores, é reunir 380 pessoas. Será transmitido um discurso do candidato destacando a importância do engajamento no segundo turno.

Os candidatos à Presidência ,Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). – Tânia Regô / Marcelo Camargo / Agência Brasil
Nas redes sociais, Bolsonaro criticou os atos de violência cometidos por quem se diz simpatizante e apoiador de sua candidatura.

“Dispensamos voto e qualquer aproximação de quem pratica violência contra eleitores que não votam em mim. A esse tipo de gente, peço que vote nulo ou na oposição por coerência, e que as autoridades tomem as medidas cabíveis, assim como contra caluniadores que tentam nos prejudicar.”

Brasília

Haddad tem reunião na CNBB. No encontro, ele pretende reiterar suas preocupações com a execução de um programa de governo baseado no respeito e na preservação dos direitos humanos e sociais. Também deve destacar a prioridade nas ações direcionadas aos menos favorecidos.

Apesar de não estar na agenda oficial do candidato, há a expectativa de Haddad se reunir com o presidente nacional do PSDB, Carlos Siqueira. Ontem (10) a legenda reiterou apoio à candidatura do petista.

Nas redes sociais, Haddad voltou a pedir que Bolsonaro participe dos debates e colocou-se à disposição para se reunir com o adversário em qualquer local. “Faço o que ele [Bolsonaro] quiser para ele falar o que pensa e debater o país. Com assistência médica, enfermaria, em qualquer ambiente.”

(Agência Brasil)

Eunício não obteve reeleição porque foi traído em redutos de aliados

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Cid Gomes (PDT) foi eleito, mas Eunício perdeu a reeleição para o Pros de Eduardo Girão.

Derrotas em redutos dominados por candidatos da base aliada foram decisivas para o fracasso de Eunício Oliveira (MDB) contra Eduardo Girão (Pros) na disputa pelo Senado. Entre os 33 municípios do Ceará onde o emedebista perdeu para o adversário, apenas dois não deram votações expressivas para deputados eleitos aliados de Camilo Santana (PT).

Em todos os outros, pelo menos um candidato próximo do governo foi eleito com grande votação que não se refletiu em votos para Eunício. Observando o mapa das vitórias de Girão, real empenho de deputados da base pela vitória do emedebista fica sob suspeita. Durante a campanha, foram vários os rumores sobre “traições” de aliados contra Eunício.

Em alguns casos, municípios que deram votações expressivas para mais de um deputado da base só arregimentaram poucos votos para o emedebista. Apesar de ter conseguido a maior parte da votação na Região Metropolitana de Fortaleza, Eduardo Girão teve municípios do Interior como “fiéis da balança” para os menos de 12 mil votos que lhe garantiram a vitória.

Segundo o coronel Plauto de Lima, um dos articuladores da campanha de Girão, não houve qualquer tipo de acordo entre o candidato do Pros e deputados da base. Ele destaca, no entanto, ter notado perceptível movimento de lideranças locais em “abrir” o 2º voto para o Senado, sem pedir apoio a Eunício. “Deram uma de Pôncio Pilatos: lavaram as mãos”.

Casos notáveis envolvem os deputados José Guimarães (PT) Dr. Sarto (PDT). Em três municípios onde eles foram os mais votados, Eunício teve pequena votação e acabou derrotado. “A rigor, não fiz campanha para o Eunício. Deixei as bases à vontade, só tinha um senador, que era o Cid”, admite Sarto, que em setembro prometia pedir votos ao emedebista.

“Meu grupo ficou chateado com apoio de Eunício a grupos opostos em Acopiara (base do deputado), então acabou optando por outra candidatura. Ainda ponderei que Camilo e Cid tinham pedido pelo Eunício, mas não deu”, explica Sarto. “Ele tentou puxar voto para aliados na base de outros, então criou uma ambiência muito ruim. Foi muito pouco hábil”, disse.

Plauto destaca ainda que, em várias regiões, líderes locais mesmo os ligados à base aliada enxergaram a disputa entre Eunício e Girão como oportunidade de fazer uma “prévia” da eleição municipal de 2020. “Como o MDB tinha muitos desses prefeitos, muita gente da oposição viu nisso uma oportunidade de ver as chances para 2020”, diz.

Em Quixeramobim, reduto histórico de José Guimarães e onde Girão venceu por mais de 10 mil votos de diferença, pesou nesse sentido racha entre o prefeito, Clébio Pavone (SD), e o vice, Sargento Rogério (Pros). Em cidades como Santa Quitéria, circularam adesivos que uniam Camilo, Guimarães, o deputado estadual Bruno Pedrosa (PP) e Eduardo Girão.

A reportagem tentou entrar em contato com José Guimarães para falar sobre o caso. O deputado, no entanto, não atendeu ligações. A assessoria de Eunício Oliveira disse que ele não irá se manifestar sobre o assunto.

(O POVO – Repórter Carlos Mazza)

Audic reforça prestígio político nos Inhamuns

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Reeleito com quase 50 mil votos – praticamente o dobro da primeira campanha ao parlamento estadual, Audic Mota (PSB) é só comemoração com aliados. Ele informa que seu nome registrou sufrágios em 166 municípios cearenses, levando-o a garantir, “de maneira folgada, vaga na coligação PT-PV-PSB.”

O trabalho de Audic Mota, primeiro-secretário da Assembleia, avançou sobre colégios antes dominados apenas por grupos de caciques como Domingos Filho (PSD), Genecias Noronha (SD), Chiquinho Feitosa (PSDB) e Idemar Citó (DEM).

Votações conquistadas em Tauá, Fortaleza, Quiterianópolis, Parambu, Aiuaba, Saboeiro, Arneiroz, Boa Viagem, Caridade, Icó, Morada Nova, Ibicuitinga, Milagres, Mauriti, Baturité, Pacoti e Tejuçuoca servem, segundo o parlamentar, de prova do seu trabalho.

(Foto – Divulgação)

Solidariedade anuncia neutralidade no 2º turno da disputa presidencial

A Executiva Nacional do Solidariedade informou, em nota divulgada hoje (10), que o partido definiu pela neutralidade no segundo turno da eleição presidencial. Segundo a nota, diretórios estaduais da sigla e os seus filiados estão autorizados a apoiar os candidatos à presidência de acordo com a realidade local de cada estado.

Segundo a nota, Paulinho da Força, presidente nacional do Solidariedade, afirmou que o partido resolveu pela neutralidade para dar maior liberdade aos diretórios e militantes na escolha do candidato que acharem melhor.

Durante entrevista coletiva para a imprensa, Paulinho da Força ressaltou que o posicionamento do Solidariedade no Congresso Nacional será de centro, e que a atuação será de “apaziguar posições radicais”. O presidente da sigla afirmou ainda que o Brasil vive uma eleição inédita e que a disputa de “candidatos de extremos” não é bom para o país.

(Agência Brasil)

Eleições do Brasil são destaque na mídia internacional

As eleições presidenciais no Brasil ainda são destaque na imprensa internacional. Veículos dos Estados Unidos, de países europeus, da China e do Oriente Médio observam a campanha no segundo turno por ângulos diferentes. Há menções aos estilos distintos dos dois candidatos, denúncias de notícias falsas e aos impactos sobre o mercado financeiro.

A rede de televisão norte-americana Fox diz que a disputa pela Presidência do Brasil esquenta em meio a uma batalha de notícias falsas. A Fox mostra a troca de acusações entre os candidatos Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL).

Na agência pública de notícias da China, Xinhua, o destaque é para as negociações e apoios dos partidos políticos em torno das alianças para o segundo turno. A reportagem ressalta que Haddad precisará de uma ampla coalizão para derrotar Bolsonaro no segundo turno.

O jornal alemão Handelsblatt destaca que os mercados alcançaram as maiores altas dos últimos dias e que investidores esperam que, se eleito, Jair Bolsonaro, faça reformas.

No jornal francês Le Monde, Bolsonaro é comparado ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por suas posições conservadoras. Também há críticas à forma como ele se refere às minorias.

A rede de televisão árabe Al Jazeera destaca que Bolsonaro indicou que pode romper com o Acordo de Paris, que estabelece metas e ações para reduzir o aquecimento global. O jornal Clarín, da Argentina, informa que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu a Haddad que deixe de visitá-lo na prisão, em Curitiba, para se dedicar à campanha.

(Agência Brasil)

Raul Jungmann alerta: é crime divulgar notícias falsas sobre as urnas eletrônicas

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, disse hoje (10) que a produção de notícias falsas sobre o sistema de urna eletrônica é crime de falsidade ideológica e deve ser punido. Jungmann quer se encontrar ainda esta semana com a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Rosa Weber, para tratar do problema de divulgação de notícias falsas durante o período eleitoral.

Jungmann disse que a produção de notícia falsa para gerar dúvida sobre a urna eletrônica não se confunde com o direito de expressão dos cidadãos. “É preciso compreender que ter dúvida ou ter desconfiança com o sistema, evidentemente, é um direito de expressão de qualquer um, embora não seja muito bom; mas não é crime”, afirmou.

“O que é crime é fazer fake news [notícia falsa, em inglês] para demonstrar falsamente fraudes no sistema, porque aí neste caso é crime de falsidade ideológica. Ter dúvidas faz parte do jogo democrático, agora produzir fake news para ilustrar, digamos assim, ou produzir fraudes contra o sistema, isto é crime, e tem que ser reprimido e punido”, disse Jungmann, após assinar um acordo com o Ministério do Trabalho para aumentar a qualificação dos presos.

No primeiro turno das eleições, realizado no último domingo (7), foram divulgados nas redes sociais vídeos e imagens de supostas fraudes em urnas eletrônicas. Todos foram desmentidos pelo TSE. A segurança da urna eletrônica depois foi elogiada por observadores da Organização dos Estados Americanos (OEA).

Jungmann disse ainda que deve se reunir na próxima semana com os representantes de todos os estados que compõem o Centro Integrado de Comando e Controle da Polícia Federal para orientar as forças policiais sobre o assunto.

“Nós estamos nos preparando para o segundo turno. Eu vou fazer uma reunião no centro de comando e controle com os 26 estados e todas as polícias para passar orientações de como enfrentar a questão dos fake news e também devo pedir uma audiência à ministra Rosa Weber para que esse esforço também se desenvolva no âmbito de toda a Justiça Eleitoral dos estados”, comentou.

O ministro explicou que a recepção das denúncias tem sido feita pelas polícias, mas que também devem ser encaminhadas para a Justiça Eleitoral, para que decida quais casos devem ser investigados.

(Agência Brasil

PDT de Ciro Gomes anuncia apoio crítico a Haddad

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O PDT de Ciro Gomes anunciou hoje (10) apoio crítico à candidatura de Fernando Haddad, do PT. A decisão foi tomada em reunião da Executiva Nacional do Partido, em Brasília. O candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, ficou no terceiro lugar na disputa, com um total de 13,3 milhões de votos, correspondendo a 12,47% da preferência do eleitorado.

O presidente da legenda, Carlos Lupi, afirmou em entrevista coletiva após a reunião que o partido optou pelo apoio em razão dos riscos que a candidatura de Jair Bolsonaro representa à democracia e às liberdades individuais, a despeito das críticas a atitudes do PT contra o PDT ao longo do processo eleitoral.

“Hoje o tipo de golpe é mais sofisticado, um golpe que pode ser legitimado pelo voto popular, o que torna maior o risco à democracia brasileira”, disse Lupi.

“Nós já sofremos 1964, nós sabemos o que foi 1968, nós somos filhos e netos dos que sofreram na ditadura. Somos o partido dos cassados, dos oprimidos, dos exilados e dos mortos. É em nome desta memória que queremos alertar o povo brasileiro do risco que o Brasil corre elegendo essa personalidade que hoje engana o povo”, completou.

Lupi acrescentou que o PDT não integrará a coordenação da campanha de Haddad, não fará reivindicações de propostas, como ocorreu no caso do PSOL, e não vai fazer parte da gestão do petista se ele for eleito. O presidente negou também que Ciro Gomes vá subir no palanque do candidato do PT. O plano da legenda, completou, é começar a preparar a disputa de 2022.

Ciro Gomes não falou com jornalistas. Na saída do encontro, o candidato do PDT apenas gritou “abaixo ao fascismo, viva a democracia”. Gomes disputou ao longo do primeiro turno o lugar de opositor de Jair Bolsonaro (PSL). O candidato fez críticas ao PT e a Haddad, mas se posicionou de maneira mais veemente contra Bolsonaro, que classificou por diversas vezes como “fascista” e “nazista”.

Estados

Nos pleitos estaduais neste segundo turno, o PDT é opositor do PT em dois locais. No Rio Grande do Norte, Carlos Eduardo tenta a cadeira de governador contra a senadora Fátima Bezerra. No Amapá, Waldez Góes enfrenta Capi (PSB), apoiado pelo PT, em uma rivalidade antiga das forças políticas do estado.

O PDT tem candidatos em outros dois estados: no Amazonas, com Amazonino Mendes, e em Mato Grosso do Sul, com Juiz Odilon. Amazonino Mendes já declarou apoio a Jair Bolsonaro antes mesmo da reunião de hoje da Executiva Nacional do partido. Juiz Odilon ainda não havia se posicionado até hoje.

Carlos Lupi afirmou que não há neutralidade nas disputas estaduais, mas que as situações terão que ser avaliadas conforme a especificidade. “Não tem ninguém liberado. Cada caso é um caso. Nós temos que examinar estados em que o adversário é o PT. Tiveram algumas posições individuais. Mas nós vamos conversar um a um, pois a posição foi tomada agora”, disse.

(Agência Brasil)

Bolsonaro negocia participação no debate da Band e consegue transferir a data

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O candidato a presidente da República pelo PSL, Jair Bolsonaro, negociou com a Band sua participação no debate da emissora, que originalmente estava marcado para esta quinta-feira. A informação é do O Globo.

Bolsonaro queria que o debate com Haddad fosse transferido para a semana que vem. Pediu mais: em vez de sua realização ser em São Paulo, na sede da Band, quer que aconteça no Rio de Janeiro, para evitar viagens.

Ganhou tudo. Será agora dia 19 próximo, e no Rio.

Jair Bolsonaro provoca divisão entre juristas

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Um grupo de advogados decidiu organizar uma “frente de juristas em defesa da democracia” em todos os Estados. A ideia é reunir nomes de peso do segmento para falar contra Bolsonaro.

A Associação Brasileira dos Juristas pela Democracia no Ceará vai puxar o mote.

Juristas cearenses, no entanto, como Valmir Pontes Filho, engrossam outro bloco: o de apoio ao candidato do PSL a presidência da República no Ceará.

Para Valmir, a vitória de Jair Bolsonaro é “uma grande chance para ruptura do status quo”.

Pedras no caminho de Camilo

Com o título “Pedras no caminho de Camilo”, eis artigo de Clayton Monte, cientista político e professor da Uece. “Na seara administrativa, Camilo terá que encontrar um meio para acomodar sua mega coligação”, diz o texto. Confira:

Não há dúvida de que Camilo Santana obteve uma vitória estrondosa. Proporcionalmente, o mais votado do País. Os dilemas da segurança pública não arranharam as chances do petista. É bem verdade que esse sucesso não pode ser atribuído somente à habilidade política de seu grupo. Creio que as fragilidades da oposição entraram com força nessa conta. Contudo, as urnas não trouxeram apenas alegrias para o governador reeleito. A oposição ganhou terreno, os ânimos nacionais não são favoráveis e a engenharia política para acomodar vinte e quatro partidos deverá ser obra de mestre.

O governador apostou pessoalmente na candidatura de Eunício Oliveira. Arranjou atritos no PT e no grupo dos Ferreira Gomes. Além da derrota do emedebista, terá que conviver com outro opositor no Senado: Eduardo Girão. As primeiras declarações de Girão demonstraram que a oposição será ferrenha. É possível que Tasso deixe a cordialidade de lado com relação ao governo estadual. Todas as expectativas ficarão depositadas em Cid Gomes.

Capitão Wagner saiu muito fortalecido e utilizará outra frente de batalha para criticar a gestão petista. Além de Wagner, outros três parlamentares foram eleitos pelos partidos oposicionistas.

A Assembleia Legislativa oferece um caminho mais moderado. Dos quarenta e seis deputados estaduais, oito deverão ser críticos de Camilo. O perfil da oposição parlamentar é notadamente de centro-direita – com tons de conservadorismo.

Na seara administrativa, Camilo terá que encontrar um meio para acomodar sua mega coligação. Nem sempre todos saem satisfeitos com as nomeações.

Em muitos casos, a oposição cresce a partir dos ex-aliados. Áreas mais sensíveis como a educação, devem continuar com o perfil mais técnico. Por fim, deixando de lado a ambiguidade, o governador vai aproveitar o segundo turno para intensificar os esforços pró-Haddad. Uma vitória de Bolsonaro representará tempos difíceis para o grupo que ocupa o Palácio da Abolição. No início da gestão Temer, várias obras ficaram paralisadas e recursos foram contingenciados. O próprio candidato do PSL disse em entrevista que dará atenção especial a seus aliados mais próximos – é tudo que Camilo e os Ferreira Gomes mais temem!

*Cleyton Monte

cleytonufc@hotmail.com

Cientista político, pesquisador do Laboratório de Estudos sobre Política, Eleições e Mídia (Lepem) e membro do Conselho de Leitores do O POVO.

Queiroz Filho diz ser desleal com seu eleitorado falar de Prefeitura de Fortaleza

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O advogado Queiroz Filho (PDT), o segundo mais votado – com 103.943, para a Assembleia Legislativa, disse para o Blog que priorizará sua atuação nas áreas da educação e saúde.

Ele fez questão de afastar a tese de que poderá disputar a Prefeitura de Fortaleza em 2020, o que se comenta nos bastidores, já que, até bem pouco tempo, ocupava a chefia de gabinete do prefeito Roberto Cláudio (PDT).

Jair Bolsonaro lembra Collor: quer acabar com a “fábrica de marajás”

O candidato Jair Bolsonaro (PSL) prometeu nesta terça-feira (9) que pretende fazer a sua própria proposta para a reforma da Previdência, descartando aproveitar o projeto enviado ao Congresso pelo presidente Michel Temer, conforme havia sido sugerido pelo próprio chefe do Executivo.

Em referência aos servidores públicos, cujas entidades sindicais contam com forte participação de petistas, Bolsonaro disse que vai “acabar com essa fábrica de marajás” e “fazer uma reforma da Previdência justa”. “Tem muitos locais no Brasil que o servidor público tem um salário X e tem um cargo de comissão que, depois de oito e dez anos, ele incorpora (no salário) o cargo de comissão.”

A expressão ‘caçador de marajás’ foi usada pelo senador Fernando Collor quando se elegeu em 1989 à Presidência da República, derrotando Luiz inácio Lula da Silva (PT) e políticos tradicionais, a exemplo de Ulysses Guimarães.Para o líder nas pesquisas, o projeto enviado ao Congresso pelo governo Michel Temer não tem chance de ser aprovado. “Acredito que a proposta do Temer como está, se bem que ela mudou dia após dia, dificilmente será aprovada. A proposta deve ser mais consensual.”Lenta e gradual

Bolsonaro afirmou em entrevista à TV Bandeirantesque, em um eventual governo dele, a reforma da Previdência será tratada “vagarosamente”.”Se você fizer com calma e devagar, você chega lá”, afirmou, em entrevista gravada à tarde e exibida à noite no Jornal da Band, ao comentar sobre o ritmo de aprovação da reforma da Previdência. “Não é como muitos querem. Não adianta querer botar remendo novo em calça velha.”

Gargalho: serviço público

Na avaliação do candidato, o grande gargalo da Previdência é o serviço público. “Por exemplo, um homem do serviço público se aposenta hoje com 60 anos. Vamos botar 61. Você aprova. Se você botar 65 logo de cara, você não vai aprovar porque a esquerda vai fazer uma campanha enorme, dizendo, por exemplo, que no Piauí a expectativa de vida é de 69 anos de idade”, afirmou.

Bolsonaro disse ainda que vai “acabar com as incorporações” salariais no momento da aposentadoria. Ele afirmou também que não pode tratar o policial militar e os membros das Forças Armadas da mesma forma que os outros trabalhadores. “O que não pode é fábrica de marajás”, disse.

(Jornal DCI)

A campanha eleitoral e o estelionato espiritual

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Com título “Estelionato espiritual”, eis artigo de Marcelo Uchoa, advogado e professor da Unifor. Ele analisa mais um fenômeno que se verifica nesta campanha eleitoral: a ação de igrejas. Confira:

O estelionatário é aquele que dá o golpe visando tirar vantagens, ele é corrupto e antiético por natureza. O Brasil vem convivendo parcimoniosamente, há anos, com um tipo sui generis de estelionato praticado pelos mais diversos credos, o estelionato espiritual, que se utiliza do poderoso argumento da “vontade de Deus” para manipular pusilanimemente pessoas, notadamente as mais vulneráveis intelectualmente, objetivando a satisfação de interesses induvidosamente alheios à comunhão e ao louvor. As eleições de 2018 têm revelado uma ambição massificada de várias Igrejas em alcançar o domínio político do país, convertendo o Estado em entidade moralmente teocrática, ignorando a pressuposição constitucional da laicidade estatal, apregoada pela combinação dos artigos 5º, VI, e 19, I, da Constituição.

O apoio de Igrejas em torno de certas candidaturas transcende a preocupação, que deveria ser elementar, com a disseminação de valores cristãos. Alguém que reverbera suposta preocupação com a família, mas afirma coisas como (a uma mulher) “só não estupro você, porque você não merece” ou “tive quatro filhos homens; na quinta vez, fraquejei, e nasceu uma mulher”, não tem moral para se apresentar como defensor de qualquer família, sequer de sua própria. Realizar apologia à violência, inclusive banalizando a ação de matar e venerar a torturadores, e proliferar ideias apinhadas de misoginia, racismo e xenofobia, também escapa radicalmente aos princípios cristãos.

O endosso de Igrejas a candidaturas desse nível só pode ser justificado como uma tentativa desleal de se chegar ao poder. A situação ainda é pior, porque tal apoio se dá ao arrepio da lei, não apenas na violação dos princípios do Estado laico. Notícias têm revelado que sacerdotes estão sendo moralmente assediados a escolher entre o eleito pela Igreja ou a expulsão da congregação, templos têm sido utilizados para propagar recomendações de voto, fake news são articulados para enaltecer qualidades que o candidato não tem e proliferar mentiras sobre outras candidaturas. Em síntese, uma sucessão, em cascata, de infrações abomináveis às leis penal e eleitoral.

Mantenham-se as autoridades vigilantes, porque o poder de multiplicação do estelionato espiritual é incomensurável e fere de morte a democracia. Denúncias da espécie precisam ser apuradas e repreendidas com vigor, para que sirvam de exemplo e para que possíveis vítimas conheçam que estão sendo constrangidas por práticas imorais e ilícitas, as quais precisam ser veementemente refutadas pela sociedade e o Estado.

*Marcelo Uchôa

Advogado e Professor Doutor de Direito/Unifor.

Eleições 2018 – Movimento Crítica Radical vai lançar a campanha “#NemUm NemOutro”

O Movimento Crítica Radical vai realizar, a partir das 18 horas desta quarta-feira, na Praça da Gentilândia (Bairro Benfica), em Fortaleza, uma assembleia aberta ao público. O objetivo é definir estratégias de luta neste segundo turno de campanha presidencial.

Segundo Maria Luiza Fontenele, militante e ex-prefeita de Fortaleza, o objetivo “é galvanizar o sentimento de insatisfação de quase 30% do eleitorado que não foi votar ou votou branco e nulo”, explica.

Para ela, nem Haddad nem Bolsonaro serão alternativas para um Brasil que continua “escravo da barbárie que o Capitalismo instalou por aqui”.

Diz mais: “Quem ganhe quem ganhar, não vemos saída!”, acentua Maria Luíza Fontenele.

Na prática, a campanha “#EleNao NemNinguem” virou “#NemUm NemOutro”

General Theophilo divulga nota agradecendo votos e parabenizando Camilo: “Desejo um bom mandato”

O General Theophilo, candidato tucano derrotado ao Governo do Ceará, divulga nota agradecendo os votos recebidos e destacando o apoio do senador Tasso Jereissati e do Capitão Wagner, este presidente regional do Pros. Ele parabeniza o vitorioso Camilo Santana (PT). Confira:

Nota

Durante este domingo, todo o Brasil participou de um dos maiores momentos da democracia. Eu, como militar e com 45 anos de serviço prestados à nação, fico imensamente feliz pelo povo poder participar ativamente das decisões do nosso país. E por isso, hoje, gostaria de agradecer aos cearenses pelos mais de 488 mil votos que recebi. Agradeço respeitosamente a cada eleitor e eleitora que confiou em nossa proposta de governo que apresentamos ao longo da nossa campanha.

Isso mostra que a luta da coligação “Tá na Hora de Mudar”, do PSDB – PROS, foi ouvida pelos cearenses e que nossa campanha foi limpa, transparente, coerente e muito bonita. Reitero aqui que aceitei o desafio de participar dessa disputa para promover a mudança que nosso Estado tanto precisa, diante de tantos problemas enfrentados.

Meu agradecimento especial à minha querida família, amigos, apoiadores e também aos líderes políticos: senador Tasso Jereissati e Capitão Wagner, afinal, todos muito me apoiaram nessa caminhada desde o princípio.

Parabenizo o candidato Camilo Santana pela vitória democrática nas urnas e desejo um bom mandato pelos próximos quatro anos à frente do Governo do Ceará.

O meu muito obrigado a todos os cearenses pelo carinho e receptividade.

*General Theophilo.

(Foto – Reprodução de TV)

PSD de Domingos Neto terá a quarta maior bancada na Câmara

Para o novo ano legislativo que se iniciará em 2019, a bancada do PSD contará com 34 parlamentares, passando da sétima para a quarta maior posição na Câmara dos Deputados. Vinte deputados foram reeleitos, entre eles, o líder, o cearense Domingos Neto. Outros 14 são novos no parlamento.

Domingos Neto alcançou 111.154 votos, 2,42% do eleitorado cearense. “Quero assegurar que vou orgulhar cada um dos cearenses na Câmara dos Deputados. Continuo trabalhando firme nas causas da Saúde, segurança hídrica e geração de trabalho e emprego. No cenário nacional, vou continuar trabalhando pelos valores democráticos”, garante o deputado que, em sua primeira eleição, foi o mais votado do Estado.

No Ceará, o PSD elegeu duas deputadas estaduais: Érika Amorim, a mulher mais votada do Ceará, com 86.320 votos; e Patrícia Aguiar, três vezes prefeita de Tauá, eleita com 60.269 votos.

(Foto – PSD)

Salmito teria sido eleito somente com os votos de Fortaleza

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O deputado estadual eleito Salmito, atual presidente da Câmara Municipal de Fortaleza, agradeceu ao eleitorado cearense pelos 91.293 votos recebidos nas urnas do último domingo (7), em especial ao eleitorado de Fortaleza, que proporcionou 54.018 votos.

Salmito teria sido eleito deputado somente com os votos de Fortaleza, o único da coligação PDT/PP/PR/DEM/PRP a conseguir o feito.