Blog do Eliomar

Categorias para Eleições 2018

Pesquisa Datafolha: Bolsonaro sobe três pontos e Haddad avança um ponto

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O resultado da pesquisa Datafolha de candidatos a presidente foi conhecido na noite desta quinta-feira, 4 de outubro. A consulta foi encomendada pela Rede Globo e jornal Folha de S. Paulo.

Jair Bolsonaro (PSL) aparece isolado com 35% de intenções de voto. Fernando Haddad (PT) vem em segundo com 22%. Ciro Gomes (PDT) marcou 11%, enquanto Geraldo Alckmin (PSDB) aparece com 8%. Em relação ao levantamento anterior do instituto, divulgado na terça-feira, 2, Bolsonaro subiu três pontos, Haddad subiu um ponto; Ciro manteve o percentual e Alckmin caiu um ponto.

Confira o resultado da pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira:

Jair Bolsonaro (PSL): 35%; Fernando Haddad (PT): 22%; Ciro Gomes (PDT): 11%; Geraldo Alckmin (PSDB): 8%; Marina Silva (Rede): 4%; João Amoêdo (Novo): 3%; Henrique Meirelles (MDB): 2%; Alvaro Dias (Podemos): 2%; Cabo Daciolo (Patriota): 1%; Guilherme Boulos (PSOL), João Goulart Filho (PPL), Eymael (DC) e Vera Lúcia (PSTU) não pontuaram. Branco/nulos: 6%; Não sabe/não respondeu: 5%.

(O POVO Online)

Luciano Huck usa Instagram para pedir votos

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O apresentado global Luciano Huck usou sua conta do Instagram para pedir votos para candidatos do movimento Renova BR.

No Stories, ele ressaltou a importância das escolhas para o legislativo e recomendou candidatos a deputado, todos do PPS, partido pelo qual o apresentador cogitou lançar-se à presidência.

Os indicados foram Paulo Gontijo (estadual / RJ), Marcelo Calero (federal / RJ), Humberto Laudares (federal / SP), Diogo Busse (estadual / PR), Marrafon (federal / MT) e Will Bueno (federal / MG).

(Veja Online/Foto – Divulgação)

A Infeliz escolha

Com o título “Infeliz escolha”, eis artigo de Pedro Henrique Antero, cientista político. Ele bate na escolha do nome de Che Guevera para o Cuca da Barra do Ceará, aproveitando mote da visita recente da filha mais velha do revolucionário ao Ceará. Confira:

Na semana passada, a imprensa estampou a fotografia de Aleida Guevara, filha mais velha do revolucionário e criminoso Che Guevara, que lutou pela implantação da ditadura comunista em toda a América Latina, à semelhança do que havia ocorrido em Cuba. Segundo a notícia divulgada, ela veio ao Ceará para cumprir uma agenda oficial de visitas às escolas do MST, bem como proferir palestra no Cuca da Barra do Ceará que leva o nome do seu pai.

Aleida veio, sem dúvida, relatar experiências ocorridas em seu país que vive sob uma severa ditadura há 59 anos. Que contribuição, então, na área social, poderia essa senhora trazer para o nosso Estado ? Tratou-se, portanto, de um convite estranho e até mesmo inusitado. Isso revela, apenas, um comportamento ideológico de políticos mal resolvidos, que não abrem mão das regalias e acertos do capitalismo, mas temem o patrulhamento tradicional das esquerdas brasileiras.

A história do socialismo e do comunismo no mundo parece não ter sido suficiente, ainda, para demonstrar a muitos que esses regimes jamais proporcionaram a liberdade para seus povos. China, Cuba e Coréia do Norte, no momento, e União Soviética, no passado, são exemplos irrecusáveis de que tais regimes devem ser rechaçados, de qualquer maneira, enquanto o povo está livre. A esses regimes se assemelhou, também, com sinal trocado, o nazismo que matou um número de pessoas quase tão grande quanto o comunismo.

A história do Ceará é rica em nomes que se sacrificaram pelo bem estar do seu povo e pelas liberdades dos cearenses. Demócrito Rocha, fundador deste jornal, é um exemplo de cidadão que lutou pela liberdade de expressão em nosso Estado. Houve heróis, também, na luta contra a escravidão, na Confederação do Equador e em outros movimentos libertários. A Igreja Católica nos oferece, igualmente, centenas de exemplos de vigários que dedicaram suas vidas em favor do próximo, não havendo necessidade de designar um equipamento público com o nome de alguém que aqui nunca esteve e que representa o que há de mais cruel, despótico e retrógrado em política na América Latina. Luiziane Lins não foi feliz em sua escolha.

*Pedro Henrique Chaves Antero

phantero@gmail.com

Professor de Ciências Políticas.

Tasso acompanha Alckmin no debate dos presidenciáveis na Globo

 

O senador Tasso Jereissati (PSDB) embarcou, neste fim de tarde de quinta-feira, para o Rio de Janeiro. Ali, vai acompanhar o candidato a presidente da República pelo partido, Geraldo Alckmin, que participará do último debate televisivo dos presidenciáveis O debate será promovido pela Rede Globo, logo após a novela Segundo Sol.

Antes do evento, Tasso participará da última reunião do comitê do candidato no Rio. Tasso só retorna no fim da tarde desta sexta-feira e, no sábado, participará dos eventos que finalizarão a campanha, neste primeiro turno, do General Theophilo, postulante tucano ao Governo, mais precisamente no Cariri e na Região Metropolitana de Fortaleza.

DETALHE – Vai cumprimentar Ciro Gomes (PDT), em clima de Globo.

(Foto -Agência Brasil)

Placa de Marielle foi quebrada para restaurar a ordem, diz filho de Bolsonaro

Filho do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), o deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) afirmou, nesta quinta-feira, (4), que os dois candidatos do PSL que retiraram e quebraram uma placa em memória da vereadora Marielle Franco (PSOL), assassinada em março, estavam restaurando a ordem. A ação envolveu os candidatos a deputado estadual no Rio Rodrigo Amorim (PSL) e a deputado federal Daniel Silveira. A informação é do Portal Uol.

Considerada depredação ao patrimônio público pela dupla e por Flávio, que é candidato ao Senado no Rio, a homenagem estava colocada sobre a placa oficial indicando a praça Floriano, nome oficial da região da Cinelândia. A ação foi divulgada por Amorim em vídeo publicado em sua página no Facebook no domingo (30).

Na segunda (1º), Amorim, que foi candidato a vice de Flávio na campanha à Prefeitura do Rio em 2016, publicou uma foto sua ao lado de Silveira em que ambos, sorridentes, seguram a placa com o nome de Marielle quebrada – a imagem circulou pelas redes sociais nesta quarta.

No post que acompanha a foto, ele diz: “Nos acusam de intolerantes, nos acusam de fascistas. No entanto, tive meu comitê atacado várias vezes. Isso mostra que estamos no caminho certo. A missão é combater com força o PSOL e suas pautas repugnantes.” Ele também publicou junto uma foto de um banner seu depredado e com adesivos do movimento “Ele não”, contrário a Bolsonaro.

Depois de sair da casa do pai, na manhã desta quinta, Flávio disse que o ato foi “um posicionamento ideológico”.

“Na verdade, eles nada mais fizeram do que restaurar a ordem. Havia uma placa de [praça] Marechal Floriano. O PSOL acha que está acima da lei e pode mudar nome de rua na marra. Eles só tiraram a placa que estava lá ilegalmente”, declarou. “Se o PSOL quer fazer uma homenagem para a Marielle, apresenta um projeto de lei, pede à prefeitura para, ao construir uma rua, uma praça, botar o nome, dar
homenagem a ela. Agora não pode cometer um ato ilegal como esse”, afirmou Flávio.

“O pessoal tem que entender que eu não estou entrando no mérito de se homenagem é justa ou se não é justa”, acrescentou.
Questionado sobre se o assassinato de Marielle foi um atentado político, o candidato a senador declarou que “a dor da família dela é a mesma dor de todo mundo que tem um ente que morre”.

“E eu, por pouco, não passei por uma dor como essa ao perder meu pai, vítima de um atentado”, concluiu, em referência à facada que seu pai levou durante ato de campanha no dia 6 do mês passado, durante ato de campanha em Juiz de Fora.
(MG). O deputado estadual Marcelo Freixo, candidato a deputado federal pelo PSOL, afirmou já ter levado o caso à polícia.

(Foto – Divulgação)

Bolsonaro, um candidato sem propostas?

Com o título “A pior resposta”, eis artigo de Ricardo Alcântara, escritor e publicitário. Ele aborda a figura do candidato sem propostas, Jair Bolsonaro. Confira:

A pergunta é: por que um ente tão frágil como Jair Bolsonaro amalgama o entusiasmo de tanta gente? Há os ingênuos, que não acreditam, apesar de parecer evidente para muitos, nos desvios de caráter do candidato. A eles, só restará decepção, tardia talvez. Falemos dos outros, os mais perigosos, que simplesmente não veem mal algum nisso e, sim, até concordam: são também eleitores que têm do mundo uma visão conservadora e autoritária ou, numa hipótese mais condescendente e plausível, votam nele apesar disso tudo porque consideram haver um motivo mais relevante para escolher o capitão.

Eu disse “motivo”? Não. Não é bem um motivo. É uma decisão emocional! Emoções que emergem em meio a uma sensação aguda e generalizada de desordem – no mais das vezes associada a problemas de segurança, o descrédito nas lideranças e, nos mais pobres, também os péssimos serviços e a falta de perspectivas: o medo e, pelo incômodo de sua permanência, o ódio.

Repare bem: eleitores do Bolsonaro nada dizem sobre suas propostas, se é que as tem, para saúde, educação, emprego, meio ambiente. Todas as mensagens que dominam a consideração de seus eleitores estão relacionadas com aquelas emoções: a insegurança, a revolta e o preconceito. Nessa relação líder voto há de tudo, menos esclarecimento. Jair Bolsonaro é o homem-bomba da antidemocracia vigente no País e, na ausência de quem lhes aponte uma perspectiva compreensível de superação…que se exploda: não se vota nele tanto pelo que possa construir, mas por sua presumida capacidade de desconstrução.

O candidato atua por três décadas como político profissional sem nada de relevante em seus mandatos, mas amálgama um sentimento mal esclarecido de indignação contra a ineficácia efetiva da representação formal da classe política. Bolsonaro é uma resposta. Seria ótimo, se não fosse a pior resposta: o candidato é despreparado e tosco, não está tão isento aos desvios de conduta quanto aparenta e representa uma ameaça real aos meios democráticos pelos quais pretende chegar ao poder. Se chegar lá, não culpem os eleitores: quem o trouxe até aqui foram os seus colegas do ramo próspero da política.

Chegou a conta, meu patrão!

*Ricardo Alcântara

fortaleza.ricardo@gmail.com

Escritor e publicitário.

Movimento Crítica Radical promove ato #ELENAO #NEMNINGUEM

O Movimento Crítica Radical vai promover, a partir das 10 horas desta sexta-feira, 5, na Praça do Ferreira (Centro), o ato “#ELENÃO #NEMNINGUÉM”. O objetivo é protestar contra o sistema político e eleitoral do País. Segundo Rosa da Fonseca, integrante do grupo, o apelo é para que o eleitorado não vote e não continue respaldando o sistema Capitalista.

“Apregoamos a emancipação da sociedade!”, diz Rosa da Fonseca, adiantando que o ato vai contar com show de artistas locais e outras manifestações culturais.

TSE confirma registro de candidatura de Dilma Rousseff ao Senado

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu hoje (4), por unanimidade, confirmar o registro de candidatura da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), que disputa, nas eleições deste ano, uma das duas vagas ao Senado por Minas Gerais. Ela figura como líder nas pesquisas de intenção de voto. O registro de Dilma já havia sido aprovado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), embora por placar apertado: 4×3. A candidatura foi alvo de ao menos dez contestações.

No TSE, prevaleceu o entendimento do relator, ministro Luís Roberto Barroso. Ele destacou que, em 2016, ao confirmar o impeachment de Dilma, o Senado decidiu fatiar as sanções decorrentes da medida e, em votação separada, afastou a perda de direitos políticos da ex-presidente, mantendo-a apta a disputar novas eleições.

Argumentação

“A Justiça Eleitoral não tem competência para analisar se a decisão proferida pelo Senado está correta ou equivocada”, afirmou Barroso. “Se alguém pudesse, e isso é discutível, repassar essa decisão seria o Supremo Tribunal Federal e não o Tribunal Superior Eleitoral”, acrescentou.

Ele foi acompanhado pelos ministros Edson Fachin, Admar Gonzaga, Jorge Mussi, Tarcísio Vieira, Og Fernandes e pela presidente do TSE, ministra Rosa Weber.

Ela destacou ser ela mesma relatora de um mandado de segurança em que o fatiamento das sanções do impeachment é questionado no STF, mas que o tema ainda está “sem solução”, motivo pelo qual não poderia ser agora questionado na Justiça Eleitoral.

(Agência Brasil)

Hélio Gois vota domingo em seção eleitoral do Colégio Batista

O candidato ao Governo pelo PSL, Helio Gois, votará às 9 horas do próximo domingo na seção 0632, da Zona 3, no Colégio Batista Santos Dumont.Com ele, estará a candidata a vice Ninon Tauchmann

Com ele, também os candidatos ao Senado, Pastor Pedro Ribeiro e Dr. Marcio Pinheiro, o presidente estadual do PSL, Heitor Freire, e militantes de Bolsonaro.

SERVIÇO

*Colégio Batista Santos Dumont – Rua Desembargador Leite Albuquerque, 1056 – Aldeota, Fortaleza.

 

Para tentar vencer no primeiro turno, Bolsonaro fará acenos ao Nordeste

Num esforço para liquidar a disputa no primeiro turno, Jair Bolsonaro (PSL) vai usar seus pronunciamentos nas redes sociais para falar diretamente aos eleitores do Nordeste, reduto do lulismo. A informação é da Painel, da Folha de S.Paulo desta quinta-feira.

Aliados do deputado dizem que as pesquisas subdimensionam a inserção dele na região, pois haveria o chamado “voto envergonhado”. Bolsonaro vai tentar trazer esse apoio à tona e diminuir sua rejeição. Segundo o último Datafolha, 56% dos nordestinos dizem não votar nele de jeito nenhum.

Além do aceno virtual, apoiadores planejam carreatas na região. Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) diz que o pai tem tido “audiência de TV aberta” na internet.

Candidato ao Senado pelo PSL, Flávio diz que não descarta que o pai receba o apoio formal de outros presidenciáveis, como Alvaro Dias (Podemos), até domingo (7), dia da votação.

Segundo ele, Dias é um “homem correto, que pensa no país e é anti-PT“. Hoje, o candidato do Podemos marca 2% nas pesquisas de intenção de votos.

Candidatos a deputado que apoiam Bolsonaro foram orientados a gravar mensagem com apelo a eleitores de centro pelo voto útil. “Você que é eleitor do PSDB, do MDB, do Novo ou do Podemos com certeza não quer o PT de volta ao poder”, diz o filme para as redes.

(Foto – Agência Brasil)

A Eleição que ninguém vê

Com o título “A eleição que ninguém vê”, eis artigo do jornalista Henrique Araújo, do O POVO. Ele destaca a força das redes sociais nesta campanha presidencial. Confira:

A 72 horas da votação, uma corrente invisível se intensifica. Em tempo real, ela é costurada entre iguais e oxigenada por meio de aplicativos de conversas instantâneas, sobretudo o WhatsApp. Diretor do Datafolha, Mauro Paulino escreveu na última terça-feira, no jornal Folha de S. de Paulo: “A maioria dos brasileiros tem conta em algum desses serviços de comunicação e considera como um dos mais importantes fatores para a decisão do voto algo que esse tipo de veículo facilita: a conversa com familiares, amigos e colegas”.

Para ilustrar o resultado da pesquisa, liderada por Jair Bolsonaro (PSL) com 32% ante 21% de Fernando Haddad (PT), Paulino acrescentou: “A taxa dos que pretendem votar em Bolsonaro e que compartilham conteúdo político pelo WhatsApp é o dobro da verificada entre os eleitores de Fernando Haddad (40% contra 22%, respectivamente”.

Isso não é trivial. Na verdade, é o grande “pulo do gato” desta eleição presidencial em relação a todas as anteriores. Nela, a propaganda política na TV não foi eficaz para deter o líder nas pesquisas de intenção de voto.

Tampouco as alianças robustas com que garantiram tempo – o candidato mais bem colocado tem poucos segundos no horário gratuito e apenas uma sigla aliada.

Há duas campanhas eleitorais: uma feita nos meios tradicionais seguindo moldes igualmente conhecidos na qual se empregam os recursos disponibilizados pelos fundos previstos legalmente e que utilizam as estruturas comumente utilizadas numa batalha publicitária.

E outra, subterrânea, cujo fluxo subjaz às discussões e aos debates televisivos e que obedece a um tráfego intenso e caótico de transmissão de mensagens políticas, grande parte delas fraudulenta ou no mínimo inconsistente, capaz de fluir abaixo do radar dos grandes instrumentos de checagem que integram os veículos de imprensa hoje.

O primeiro tipo de campanha é regido por uma lógica que orienta todas as disputas presidenciais desde a redemocratização. Ele implica necessariamente estrutura partidária, recursos e apoios, tudo isso calcado em pesquisa qualitativa e estudos dirigidos a grupos sociais e econômicos particulares.

O ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB), por exemplo, apostou nesse modelo, respeitando-o do início ao fim. No Ibope de ontem, o tucano aparece com 7% de intenção de votos, já praticamente fora da disputa.

O segundo tipo é mais volátil. Baseia-se na difusão de informações cujo ritmo frenético estimula o compartilhamento automático de conteúdo e a produção de sentimentos mais que de consensos originados em informações confiáveis.

No segundo turno das eleições, essas duas estruturas vão medir forças. Mais que a queda de braço ideológica entre esquerda e extrema-direita, o que se verá em campo é uma contenda envolvendo dois modos radicalmente antípodas de se fazer campanha.

A depender do resultado, será possível dizer se a televisão já não tem a importância que tinha numa eleição. Ou se, para vencer, ainda é crucial estabelecer um arco muito grande de alianças e somas astronômicas de recursos.

O pleito de 2018 pode ser um ponto fora da curva, mas pode ser também o início de um novo jeito de se escolher representantes. Se melhor ou pior, veremos a partir do dia 7 de outubro.

*Henrique Araújo

henriquearaujo@opovo.com.br

Jornalista do O POVO.

Propaganda eleitoral gratuita chega ao fim nesta sexta-feira

Termina nesta quinta-feira (4) a propaganda eleitoral gratuita em rádio e televisão do primeiro turno das eleições 2018, com a exibição de programas de candidatos a presidente da República e deputado federal. Foram 35 dias de propaganda eleitoral gratuita.

Ainda segundo o calendário eleitoral, hoje (4) também é o último dia para propaganda política em reuniões públicas, promoção de comícios e uso de aparelhagem de sonorização fixa, entre 8 horas e meia noite.

Os debates no rádio e na televisão também só podem ocorrer até essa data, mas as transmissões que começarem na quinta à noite, por exemplo, podem se estender até as 7 horas da manhã do dia seguinte (5).

Jair Bolsonaro diz que autor de facada merece cascudo e 18 anos de prisão

O candidato a presidente do PSL, Jair Bolsonaro, disse que o autor da facada que o atingiu, Adélio Bispo Filho, merecia um ‘cascudo’ e pena de 18 anos de prisão. A fala se deu quando ele foi perguntado sobre o tema durante entrevista a Radio Jornal, de Pernambuco.

“Se o senhor encontrar aquele cabra que lhe deu uma facada, o senhor daria um cascudo nele?”, perguntou o entrevistador. “Ele merece, ele, no mínimo 18 anos de cadeia que está previsto em lei”, respondeu.

Bolsonaro fez críticas a seu principal adversário, o petista Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo e segundo colocado nas pesquisas. Ele disse que Haddad não conseguiu se reeleger prefeito e perdeu no primeiro turno para João Doria (PSDB).

“Esse homem [Haddad] agora está a serviço de uma pessoa que tinha tudo para ser um grande presidente, um homem que ia deixar marcado na história, que foi o Lula, mas resolveu enveredar por outro caminho. Eu lamento o Lula estar nessa situação preso,
mas ele está colhendo o que plantou.”

*Confira mais na Folha aqui.

Duelo virtual – %elenão ganha do #elesim no Twitter

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O #elenão venceu, e de muito, o #elesim na guerra por repercussão no twitter.

Um levantamento feito pela consultoria Levels Inteligência identificou 390.773 menções à “hashtag” anti-Jair Bolsonaro, candidato a presidente da República pelo PSL, no sábado e no domingo.

O número foi bem superior às 304.564 citações a #elesim verificadas no mesmo período.

(Foto – Ilustrativa)

PT aposta na dobradinha Luizianne-Guilherme em Fortaleza

O PT está apostando na dobradinha Luizianne Lins e Guilherme Sampaio em Fortaleza. Ela, ex-prefeita, postula a reeleição à Câmara dos Deputados, enquanto o vereador busca uma vaga na Assembleia Legislativa.

“Estamos fazendo essa dobradinha na Capital e contando com o apoio espontâneo de várias categorias. Em especial, a dos professores”, informa Sampaio.

Com a impugnação do deputado estadual petista Dedé Teixeira, Guilherme adianta que melhorou sua situação eleitoral também no Interior. “Conquistamos alguns colégios do Dedé no Interior. Na nossa lista, Canindé, Madalena, Choró, Russas e Santana do Acaraú”, diz ele, confiante nas urnas.

(Foto – Divulgação)

Ciro vai subir o tom contra Bolsonaro e Haddad e se apresentar como terceira via no debate da Globo

O candidato a presidente da República pelo PDT, Ciro Gomes, gravou novos vídeos nessa quarta-feira (3). Ele reafirma discurso contra o ódio e a polarização, se apresenta como terceira via e diz que ganha de Bolsonaro no segundo turno.

A informação é da Coluna Painel, da Folha de S.Paulo, adiantando que o mote será abordado em todas as propagandas até domingo (7).

Já no debate da Globo, nesta quinta-feira (4), Ciro deve subir ainda mais o tom contra os rivais. Vai criticar a ausência de Bolsonaro (PSL) no encontro e dizer que votar em Haddad (PT) embute o risco de “andar para trás”.

(Foto – Reprodução de TV)

The Economist: Brasil a caminho de uma crise financeira única

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Depois de chamar o candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, de risco à democracia, a edição desta semana da revista inglesa “The Economist” volta a tratar da situação nacional. Segundo o semanário, o país está a caminho de um tipo único de crise financeira.

“Falhas crônicas de governança significam que o país travará uma batalha contra si mesmo”, diz o texto.

“O problema do Brasil é que as finanças do governo estão em um caminho perigoso. A dívida pública aumentou de 60% para 84% do PIB em apenas quatro anos”, segue o semanário.

A revista diz que o ponto crítico acontecerá em agosto de 2019.

É quando o orçamento de 2020 será apresentado e, se a reforma previdenciária não estiver em vigor, será necessário um grande aperto nos gastos públicos.

Prevê um cenário sombrio se nada for feito. “À medida que os poupadores brasileiros anteciparem a inflação e o caos econômico que resultarão da crescente dívida pública, eles tentarão escapar dela”, afirma a “Economist”.

(Veja)

Batalha entre eleitores de Ciro e Haddad: quem vai enfrentar Bolsonaro?

Após a última pesquisa do Datafolha, que mostrou crescimento inconteste de Jair Bolsonaro (PSL), a grande batalha das redes sociais passou a ser entre eleitores de Ciro Gomes (PDT) e Fernando Haddad (PT).

O objetivo dos seguidores do pedetista é dissuadir os petistas a trocar de voto. Argumentam que Ciro é o único capaz de derrotar Bolsonaro no segundo turno.

Principalmente porque ele não é alvo do sentimento anti-PT, combustível que move a candidatura de Bolsonaro.

No Twitter, existe até uma hashtag sobre o assunto, #RenunciaHaddad.

De fato, segundo a última simulação do Datafolha, Ciro vence com 46% das intenções de voto, contra 42% de Bolsonaro.

Já Haddad perderia. O petista tem 42%, e Bolsonaro, 44%.

(Veja Online)

Democracia e autonomia cidadã

Com título “Democracia e autonomia cidadã”, eis o Editorial do O POVO desta quinta-feira:

Nestes dias que antecedem o momento em que os cidadãos eleitores estarão exercendo o poder máximo que lhe concede a cidadania – o direito de votar para a escolha de seus representantes à frente do poder político – nada mais apropriado do que refletir sobre o significado desse gesto e sobre o sistema que o engendrou. Em nosso caso, sempre foi o instrumento para reparar a democracia brasileira e fortalecê-la toda vez que o autoritarismo esteve no horizonte. Seja qual for a posição que cada um tenha a esse respeito, isso não deixará de incidir em seu cotidiano de cidadão, sobretudo quando se está em uma dessas encruzilhadas em que vez por outra o Brasil se tem deparado em sua história, como agora..

A democracia surgiu na Grécia em forma direta. Com o crescimento das populações e o surgimento do estado-nação não dava mais para reunir toda a população numa praça para deliberar, então criou-se a democracia indireta, representativa, elegendo representantes para atuar no lugar do eleitor. É o modelo prevalente, hoje, no mundo, mas que vem sendo deformado pelo esvaziamento da soberania popular em vista do sequestro das agendas do estado nacional por instâncias econômicas externas, cada vez mais temerosas da autonomia do voto popular e desejosas de pô-la sob cabresto.

Simultaneamente, a revolução tecnológica no campo das comunicações,

sobretudo com a internet, permitiu o surgimento do fácil acesso à informação por parte do cidadão. Este passou a não mais querer depender exclusivamente do representante eleito para acessar assuntos que eram da esfera exclusiva do representante. Isso gerou uma tensão, pois o modelo institucional que capta seu voto não mais se adequa à quase passividade anterior do cidadão no modelo representativo. O eleitor conectado tem não só acesso direto às fontes de informação, mas quer exercer essa vantagem, usando a interação com as instâncias representativas. O modelo representativo vai-se tornando inadequado a esse empoderamento da cidadania, que passa a sentir necessidade de um molde institucional que favoreça sua proatividade.

Na presente eleição, o eleitor vê-se pressionado por diversos projetos políticos que tentam moldar o Brasil às suas pretensões. Faz parte do jogo. No entanto, deve estar atento às possibilidades de manipulação, seja nas redes sociais, seja por meio de eventuais intervenções abusivas de segmentos influentes – privados ou públicos – pouco interessados em fazer avançar o processo de aprofundamento da democracia brasileira e regularizar os mecanismos participativos preconizados pela Constituição de 1988. Não é difícil perceber que o Brasil precisa de mais do que nunca de democracia plena e autonomia cidadã.

(Editorial do O POVO)

Tasso Jereissati rebate críticas de Camilo e acusa governador de “falsidade” e “deslealdade”

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O senador tucano Tasso Jereissati rebateu nesta quarta-feira as críticas do governador Camilo Santana (PT), a quem acusa de “falsidade” e “deslealdade”. Durante debate entre os candidatos ao Governo do Estado realizado terça-feira pela TV Verdes Mares, Camilo, que disputa a reeleição, disse que Tasso “não me ajudou objetivamente com nenhum investimento para o Estado do Ceará ao longo dos três anos e nove meses em que sou governador”.

Por nota, Tasso afirma ter considerado “lamentável a atitude do governador Camilo ao referir-se à atuação dos senadores do Ceará”.

O tucano prossegue: “Em relação à minha pessoa, o governador revelou falsidade. Em relação ao senador José Pimentel, seu companheiro de partido, revelou deslealdade”. O parlamentar então relata que, desde 2015, recebeu Camilo “por inúmeras vezes em meu gabinete, sendo absolutamente solidário a todos os seus pleitos em relação ao Ceará”.

“Ao mesmo tempo”, continua, “sou testemunha da atuação do senador Pimentel, que igualmente se mostrou inteiramente comprometido com tais interesses e projetos”.

Ex-governador do Ceará, Tasso acrescenta ainda que a atitude do petista no debate, o último entre os candidatos ao Abolição, “revela uma fraqueza de caráter com o objetivo de defender uma aliança inexplicável”.

O senador se refere indiretamente ao companheiro de casa legislativa Eunício Oliveira, do MDB, candidato à reeleição. Na mesma nota, o tucano diz que a “leviandade das afirmações do governador me obriga a trazer a público conversas particulares que mantivemos”.

Nessas conversas com o chefe do Executivo do Ceará, escreve Tasso, Camilo, “pessoalmente, me relatava que um outro senador do Ceará, seu então adversário e agora aliado, em tudo tentava obstaculizar projetos do interesse do Ceará, apenas para prejudicar seu governo”.

Aliado a Tasso e Capitão Wagner em 2014, Eunício enfrentou Camilo na corrida pelo Governo, mas foi derrotado no segundo turno.

O emedebista já vinha ensaiando reaproximação com o petista desde o fim do ano passado. Na convenção que lançou Eunício ao Senado, no início de agosto, Camilo declarou que o presidente do Congresso “era o meu candidato”. De acordo com a pesquisa Ibope mais recente para o Governo, o governador tem 69% das intenções de voto ante 7% do General Theophilo, do PSDB.

(Com Blog de Política/Foto – Agência Senado)