Blog do Eliomar

Categorias para Eleições 2018

Carro com candidato ao Governo de São Paulo é atingido por tiros

O carro que levava o major Adriano da Costa e Silva, candidato ao governo de São Paulo pelo Democrata Cristão (DC), foi alvo de tiros na noite desta quarta-feira (3), de acordo com a PM e informações divulgadas pelo partido. Segundo o boletim de ocorrência, o major estava acompanhado de seu motorista, o capitão Hamilton da Silva Munhoz, quando quatro pessoas que estavam em duas motocicletas efetuaram disparos contra o veículo. Um dos tiros atingiu o colete a prova de balas do motorista. A informação é do Portal Uol.

Ainda de acordo com o documento, o major reagiu, efetuando disparos contra os criminosos, que fugiram do local. Após os tiros, o automóvel onde se encontravam o major e seu motorista caiu em um córrego. Eles foram encaminhados para o hospital Santa Helena sem ferimentos graves. A assessoria do DC confirmou o ataque e diz que o motorista passa bem.

Por volta das 23h30, o major permanecia no hospital e passava por exames, segundo sua mulher, Daniela da Costa e Silva. Ela também afirmou que ele vinha relatando ameaças, mas não especificou quais.

O ataque ocorreu por volta das 21h, na Estrada da Cooperativa, em Ribeirão Pires, na Grande São Paulo. De acordo com a assessoria do partido, Costa e Silva voltava para a capital após uma agenda de campanha. Também segundo a assessoria, o
veículo tinha adesivos da campanha. O partido trata o ocorrido como um atentado. A PM, no entanto, registro como disparo de arma de fogo contra o veículo.

Cid Gomes comanda carreata no Conjunto José Walter em favor de Ciro

Uma carreata de apoio à candidatura de Ciro Gomes à Presidência da República movimentou a noite desta quarta-feira (3) as ruas do Conjunto José Walter, em Fortaleza.

O candidato ao Senado pelo PDT, Cid Gomes, comandou o evento, acompanhando do prefeito Roberto Cláudio e do presidente do Legislativo de Fortaleza, Salmito, candidato a deputado estadual pelo PDT.

“Esse contato com o eleitor, nessa reta final da campanha, nos dá a certeza, de que podemos chegar ao segundo turno”, disse Cid, sobre a candidatura Ciro.

A carreata percorreu mais de 10 quilômetros e terminou na avenida Perimetral.

(Foto: Divulgação)

Coordenador da campanha e Alcklmin, Irmão de Tasso faz doação para candidatos do DEM

Irmão de Tasso Jereissati (PSDB-CE), que coordena a campanha de Geraldo Alckmin (PSDB) à Presidência, o empresário Carlos Jereissati doou R$ 300 mil para a campanha a deputado federal de Onyx Lorenzoni (DEM-RS).

Segundo informa a Veja Online, Onix é um dos principais articuladores da candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) dentro do Congresso Nacional.

Não foi só.

Jereissati também contribuiu com R$ 100 mil para a campanha a deputado estadual de Rodrigo Lorenzoni (DEM-RS), filho de Onyx.

(Foto – Forbes Brasil)

Ibope – Bolsonaro lidera e Haddad vem em segundo; Ciro derrota Bolsonaro no segundo turno

Saiu do forno mais uma pesquisa do Ibope sobre a disputa pela presidência da República. Jair Bolsonaro (PSL) aparece com 32% de intenções de voto, um ponto a mais do que marcou na última pesquisa, enquanto Fernando Haddad (PT), que avançou dois pontos, continua na segunda colocação com 23%.

Ciro Gomes (PDT) marcou 10% e Geraldo Alckmin (PSDB) ficou com 7%. Já Marina Silva (Rede) não saiu dos 4%.

Veja os números:

Jair Bolsonaro (PSL): 32%

Fernando Haddad (PT): 23%

Ciro Gomes (PDT): 10%

Geraldo Alckmin (PSDB): 7%

Marina Silva (Rede): 4%

João Amoêdo (Novo): 2%

Henrique Meirelles (MDB): 2%

Alvaro Dias (Podemos): 1%

Cabo Daciolo (Patriota): 1%

Guilherme Boulos (PSOL): 0

Vera Lúcia (PSTU): 0

João Goulart Filho (PPL): 0

Eymael (DC): 0

Brancos e nulos: 11%

Não sabem/não responderam: 6%

Segundo turno

Ciro Gomes vence Bolsonaro com a maior folga: 46% contra 39%.

Haddad tem 43% contra 41% de Bolsonaro. Alckmin registra empate técnico: 41% a 40%.

O candidato do PSL só vence no segundo turno Marina Silva: 43% x 39%.

DETALHE – A pesquisa ouviu 3.010 eleitores entre os dias 1º e 2 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Registro no TSE: BR-08245/2018.

Tasso diz em São Benedito que está “raro” encontrar lideranças honradas na política do Ceará

O senador Tasso Jereissati (PSDB) afirmou, nesta quarta-feira, que “é preciso resgatar a dignidade do Ceará”. Ele falou durante ato de campanha visita ao município de São Benedito (Região da Ibiapaba), ao lado do candidato ao governo, o General Theophilo.

“Está ficando cada vez mais raro e difícil encontrar na política do Brasil, no Ceará especialmente, lideranças que sejam honradas e de ficha limpa. A minha missão, neste momento, é fazer um projeto de renovação nesta política que está atrasada, comprometida com o passado e trazendo, talvez, um dos piores momentos da história do Ceará com a questão da segurança”, discursou Jereissati.

A agenda da tarde da comitiva contempla ainda visita ao município de Tianguá com carreata.

(Foto – Dvulgação)

Eleitor poderá acompanhar a apuração do pleito presidencial também pelo Twitter

Mais uma novidade nas eleições deste ano.

O Tribunal Superior Eleitoral vai lançar neste ano um serviço de apuração das eleições presidenciais pelo Twitter, informa o jornalista Lauro Jardim, colunista do O Globo.

Por meio da hashtag #ResultadoTSE, o eleitor poderá acompanhar a evolução dos votos totalizados. ´Tweets atualizados serão enviados de 30 em 30 minutos.

Eleições 2018 – Tropa do Exército que atuará no Ceará faz últimos preparativos na sexta-feira

Os militares do Exército Brasileiro que vão atuar nas eleições no Ceará participarão, às 8h30min de sexta-feira, no 23º Batalhão de Caçadores, em Fortaleza, de um apronto operacional para verificar as condições de pessoal e de material. O efetivo que será mobilizado no Ceará, mais precisamente em cinco municípios, é de aproximadamente 3.100 homens.

O Comandante da 10ª Região Militar, general de divisão Fernando José Soares da Cunha Matos, participa do ato. O objetivo é transmitir à tropa orientações.contribuir para que a votação e a apuração ocorram em clima de tranquilidade.

A atuação do Exército no Ceará será apoiada por tropas de Salvador, Petrolina, Garanhuns e Recife. Além de Fortaleza, essas tropas federais reforçarão a segurança em Caucaia, Sobral, Maracanaú e Juazeiro do Norte.

(Foto -Agência Brasil)

Candidato ao Senado pelo PCO se define como “Dom Quixote” na disputa eleitoral

O Partido da Causa Operária (PCO) ficou sem candidato ao Governo do Ceará, pois o professor Mickaelton Carantino renunciou da disputa, embora tenha sido indeferido pela Justiça Eleitoral antes de tomar essa decisão.

Mesmo assim, o partido continua na peleja pelo voto por meio do seu candidato ao Senado, Alexandre Barroso, que entrou com recurso junto ao TSE e conseguiu estar na disputa.

Alexandre Barroso conversou com a reportagem do Blog, nesta quarta-feira, e falou de suas expectativas sobre o pleito. Ele se define como uma espécie de “Dom Quixote” nessa campanha, pois lutando contra os chamados poderosos.

Em busca de vaga na Assembleia Legislativa, Acrísio Sena ganha apoio de um forte cabo eleitoral

O governador Camilo Santana (PT) gravou vídeo pedindo voto para o vereador Acrísio Sena (PT), que disputa para deputado estadual. Ele destaca qualidades do amigo e petista que, inclusive, ocupou a Assessoria de Acompanhamento dos Movimentos Sociais.

Esse organismo fazia a ponte entre os interesses do Palácio da Abolição e os pleitos das entidades da sociedade civil.

As redes sociais e as eleições 2018

Com o título “As redes sociais e as eleições 2018″, eis artigo de Clayton Monte, cientista político. Ele comenta o atual momento da campanha e considera que todos vivemos uma”disputa atípica”. Confira:

As eleições nacionais contam com a presença vigorosa das redes sociais desde 2010. Seu peso foi sempre relativizado pela centralidade da propaganda eleitoral no rádio e na TV e, claro, pela ausência de conectividade em várias regiões do País. As redes sociais já fazem parte da disputa para o Legislativo. Nesse contexto, um fenômeno chama atenção na disputa eleitoral deste ano, o candidato que concentrou o maior espaço nos mecanismos tradicionais de comunicação política, não consegue crescer nas pesquisas de intenção de voto. Estou falando de Geraldo Alckmin (PSDB). Dono de um verdadeiro latifúndio comunicativo, não empolgou o eleitorado. Isso quer dizer que o rádio e a TV serão esquecidos pelo campo político?

Vivemos uma disputa atípica. Fato que surpreende analistas, imprensa e partidos. É a primeira campanha presidencial sem o financiamento empresarial. O fundo eleitoral não chega nem perto das doações empresariais. São múltiplas demandas e pouquíssimos recursos. Daí a utilização intensa das redes sociais.

Não se trata apenas de se comunicar com pequenos grupos. O Brasil é o segundo País em que as pessoas mais utilizam essas ferramentas. A comunicação segue vários caminhos, inclusive, a disseminação de preconceitos e do ódio. As campanhas que mais fizeram uso das redes sociais foram, notadamente, e pela ordem: Jair Bolsonaro, João Amoêdo, Ciro Gomes Fernando Haddad. Obviamente, a liderança de Bolsonaro não pode ser atribuída somente ao uso das redes sociais. O bolsonarismo é um fenômeno complexo e exigirá muito esforço dos pesquisadores – independente do resultado das urnas.

Acredito que o tempo no rádio e na TV continua valioso para as campanhas políticas. Geraldo Alckmin não conseguiu transmitir uma mensagem crível para a sociedade – fato que deverá ser estudado. Movimentos como #EleNão reascendem a discussão sobre o poder de mobilização a partir dos espaços virtuais. Confirmando as previsões, as fake news marcaram presença, mas foram combatidas por diferentes veículos de comunicação. Um dado relevante: o WhatsApp ganhou centralidade e foi o instrumento mais utilizado pelos candidatos. A tendência é que na próxima eleição, todos os meios de comunicação sigam uma configuração ainda mais complementar.

*Cleyton Monte

cleytonufc@hotmail.com

Cientista político, pesquisador do Laboratório de Estudos sobre Política, Eleições e Mídia (Lepem) e membro do Conselho de Leitores do O POVO.

Propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV sai do ar nesta quinta-feira

Termina nesta quinta-feira (4) a propaganda eleitoral gratuita em rádio e televisão do primeiro turno das eleições 2018, com a exibição de programas de candidatos a presidente da República e deputado federal. Os últimos programas dos candidatos a senador, deputado estadual e distrital serão apresentados hoje (3). Foram 35 dias de propaganda eleitoral gratuita.

Ainda segundo o calendário eleitoral, amanhã (4) também é o último dia para propaganda política em reuniões públicas, promoção de comícios e uso de aparelhagem de sonorização fixa, entre 8h e meia noite. Os debates no rádio e na televisão também só podem ocorrer até essa data, mas as transmissões que começarem na quinta à noite, por exemplo, podem se estender até as 7 horas da manhã do dia seguinte (5).

Pesquisa eleitoral

É permitida a divulgação, a qualquer momento, de pesquisas realizadas até sábado (6), para todos os cargos. Já as pesquisas de boca de urna, realizadas no dia do primeiro turno, somente poderão ser divulgadas depois de encerrado o pleito em todo o país, no caso das pesquisas para a disputa presidencial, e a partir das 17h fica permitida a divulgação das pesquisas para os cargos de governador, senador, deputado federal, estadual e distrital.

(Agência Brasil)

Bolsonaro vem aí com série de vídeos #PTNão

A campanha do candidato a presidente da República pelo PSL, Jair Bolsonaro, preparou uma série de vídeos com a hashtag #PTNão para propagar entre voluntários que atuam nas redes. É o que informa a Coluna Painel, da Folha de S.Paulo nesta quarta-feira.

Em alguns filmes, atores e personalidades fazem discursos críticos ao partido de Haddad. Há ainda peças com notícias desfavoráveis à sigla. Uma delas já explora a delação do ex-ministro Antonio Palocci.

Uma das propagandas de Bolsonaro se aproveita de um trecho de discurso em que o papa Francisco diz “que as ideologias terminaram mal (…), em ditaduras, sempre”.

Recentemente, o pontífice falou a favor do desarmamento e foi criticado por apoiadores do PSL.

Dois cenários para a reta final da campanha presidencial

Com o título “Dois cenários para a reta final da campanha”, eis artigo do jornalista Henrique Araújo, do O POVO. Será que a trajetória ascendente de Fernando Haddad produziu uma força contrária e, nesse jogo, turbinou Bolsonaro? Confira:

A quatro dias das eleições, há dois cenários possíveis na corrida presidencial. O primeiro: as pesquisas (Ibope antes e agora Datafolha) captaram uma onda pró-Bolsonaro impulsionada sobretudo pelo voto evangélico e feminino. Esse efeito, sugerem os números das duas sondagens, seria uma reação aos movimentos de mulheres contra o capitão da reserva no fim de semana, mas não apenas.

Podem ser reflexo também da polarização extrema e do sentimento antipetista, que se acentuou após a escalada vertiginosa de Fernando Haddad (PT) nos levantamentos mais recentes. Na semana passada, por exemplo, o petista foi de 16% da pesquisa anterior para 22%, crescendo seis pontos percentuais. O desempenho do presidenciável no segundo turno também tinha melhorado: no Datafolha de 28/9, o ex-prefeito de São Paulo vencia Bolsonaro por 45% a 39%.

A trajetória ascendente de Haddad produziu uma força contrária, e a situação se inverteu. Caso se confirme essa onda a favor de Jair Bolsonaro (PSL), o capitão agora vai tentar potencializar o fluxo do voto útil, arrancando eleitores de Geraldo Alckmin (PSDB), Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (Rede), a fim de vencer ainda no primeiro turno. Do contrário, e esse é o segundo cenário possível, o deputado federal vai apenas oscilar positivamente nas próximas rodadas até domingo, levando a disputa para o segundo turno. Aí é, como já se sabe, uma eleição totalmente diferente da que vimos até agora.

Efeito contrário

A trajetória ascendente de Haddad produziu uma força contrária, e a situação se inverteu

*Henrique Araújo

henriquearaujo@opovo.com.br

Repórter.

Tropas federais estarão em pelo menos 11 Estados no domingo do voto. O Ceará está nessa lista

Até agora, 510 localidades brasileiras terão a segurança reforçada no domingo (7) por forças federais durante o primeiro turno das eleições. Segundo último balanço do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), divulgado na noite dessa terça-feira (2), a maioria de zonas eleitorais que vão ter apoio está no Rio de Janeiro (106). O estado é seguido pelo Pará (46) e Piauí (43).

Os ministros do TSE já haviam aprovado o apoio para localidades de outros oito estados: Amazonas, Acre, Ceará, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte e Tocantins. Entre as localidades estão aldeias indígenas, distritos, comunidades ribeirinhas.

A atuação das forças federais nas eleições está prevista na Lei 4.737/1965 (Código Eleitoral) e tem como objetivo garantir a normalidade do pleito, o livre exercício do voto e o bom andamento da apuração dos resultados. Depois de aprovados pelo TSE, os pedidos são encaminhados ao Ministério da Defesa, órgão responsável pelo planejamento e execução de ações das Forças Armadas.

(Agência Brasil)

NO CEARÁ, as tropas federais reforçarão a segurança no pleito em Fortaleza, Sobral, Caucaia, Maracanaú e Juazeiro do Norte.

Candidato ao Senado pelo PROS registra suas propostas em cartório

O empresário Eduardo Girão, candidato ao Senado pelo PROS, está distribuindo seu Plano de Propostas para o Mandato entre eleitores. O plano foi registrado, nessa tarde de terça-feira (2), no Cartório Pergentino Maia, em Fortaleza e consta de 33 compromissos.

Entre as prioridades, a defesa da família, defesa da vida e a renovação política.

(Foto – Divulgação)

O gesto destrambelhado de Sergio Moro

Com o título “O gesto destrambelhado de Moro”, eis tópico da Coluna Política do O POVO desta quarta-feira, assinada pelo jornalista Érico Firmo. Confira:

Sérgio Moro não agiu com a postura que se espera de um magistrado ao divulgar o depoimento de Antonio Palocci (PT). Salvo explicação que ainda não apareceu, foi tentativa de interferir na eleição.

Vale lembrar episódio recente. Em agosto, Moro adiou depoimento de Lula, que estava marcado para 11 de setembro, com justificativa de “evitar a exploração eleitoral dos interrogatórios”.

Ora, se depoimento é processo criminal não pode ocorrer um mês antes da eleição, o que justifica divulgar depoimento dado em abril a uma semana do pleito?

O PT tem muito a explicar sobre Palocci. Ele era alguém de centro da cozinha. Nos dois ciclos de governos do partido, ele começou como ministro mais poderoso. Caiu com dois escândalos graves. Falta de sinais não foi. Mas, só agora o partido se diz surpreso pelo que ele diz.

As denúncias dele têm mais peso do que um depoimento comum. Mas, precisam ser provadas. E, de todo modo, não há o que explique a divulgação neste momento. Parece até que ficou guardado a espera da ocasião oportuna – ou inoportuna.

(Foto – Reprodução de TV)

Ciro diz que se for eleito não indicará para o STF quem tiver sido filiado a partido

Ministro do Supremo Tribunal Federal não pode ter sido filiado a partido político em algum momento de sua vida. O candidato do PDT a presidente, Ciro Gomes, promete seguir essa regra para indicar integrantes da corte se for eleito. E mais: quer que magistrados e integrantes do Ministério Público atuem com contenção, sem extrapolar suas funções. Foi o que ele deixou claro para o site Consultor Jurídico.

Ciro foi questionado sobre o perfil de ministro que indicaria para o STF em sabatina promovida em setembro pelos jornais O Globo e Valor Econômico e pela revista Época. O próximo presidente da República escolherá, pelo menos, dois ministros para o tribunal, porque Celso de Mello e Marco Aurélio completarão 75 anos durante o mandato, idade da aposentadoria compulsória.

“Reputação ilibada, notório saber jurídico, isso é sabedoria da nossa Constituição. E de novo: o Fernando Henrique Cardoso nomeia os cabos eleitorais dele, os simpatizantes dele, isso é a politiquinha de São Paulo; o PT se sente autorizado a fazer a mesma coisa. O que a gente tem que fazer é preservar o Supremo Tribunal Federal pra aquilo que a Constituição prevê. É preciso ter reputação ilibada, é preciso estar isento dessas futricas. Não pode em nenhuma circunstância ter sido filiado a partido. Não é ser [filiado a partido] na data [de indicação], é não ter sido filiado a partido, pois isso já deforma, porque é a suprema majestade da Justiça”, apontou Ciro, que é advogado e já foi professor de Direito Constitucional e de Direito Tributário da Universidade de Fortaleza.

Em seguida, o ministro da Fazenda de Itamar Franco e da Integração Nacional do governo Lula criticou a escolha do ministro Alexandre de Moraes pelo presidente Michel Temer. “Eu fico chocado como alguém nomeia o Alexandre de Moraes ministro do STF. O Alexandre de Moraes era secretário de Segurança do Alckmin ontem, ministro [da Justiça] do Temer, um governo corrupto.”

“E Dias Toffoli?”, perguntou a jornalista Miriam Leitão. “Também. Está errado. É a mesma coisa. Gilmar Mendes? Está errado. E olha que o Gilmar Mendes é uma figura extraordinária em termos de saber jurídico”, destacou Ciro.

Moraes era filiado ao PSDB quando foi indicado para o STF. Antes, foi do DEM. Ele foi secretário de Justiça e de Segurança Pública de São Paulo em governos do tucano Geraldo Alckmin, além de ministro da Justiça de Temer.

Toffoli foi filiado por quatro anos ao PT e deixou o partido seis anos antes de ser escolhido para o Supremo por Lula. O ministro foi advogado-geral da União e chefe do jurídico da Casa Civil nos governos Lula e advogou para o PT no Tribunal Superior Eleitoral nas campanhas de 1998, 2002 e 2006. Antes, foi assessor da liderança do PT na Câmara dos Deputados.

Gilmar, citado por Ciro na sabatina, nunca foi filiado a partido, mas cogitou concorrer ao Senado pelo PSDB nas eleições de 2002. Desistiu diante da indicação ao Supremo por Fernando Henrique Cardoso. No governo dele, Gilmar foi advogado-geral da União e subchefe para assuntos jurídicos da Casa Civil. O ministro ainda foi chefe da Assessoria Jurídica da Presidência da República durante o processo de impeachment de Fernando Collor.

De forma geral, Ciro não tem uma visão favorável da atuação do STF nos últimos tempos. Ao criticar o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff em entrevista à rádio Jovem Pan em 2017, ele foi questionado como era possível dizer que o processo foi um “golpe”, se ele foi chancelado pelo Supremo.

Em resposta, o ex-ministro lembrou que, em 2 de abril de 1964, o então presidente do Senado, Auro Moura de Andrade, declarou que João Goulart havia abandonado a Presidência da República — mesmo com ele ainda estando no Brasil. Em seguida, continuou, o presidente da Câmara dos Deputados, Ranieri Mazzilli, assumiu o governo e convocou eleições indiretas, que foram vencidas pelo general Castello Branco. E isso tudo sem que o STF interviesse, destacou.

“Você acha que isso foi tudo legal? Não foi um golpe? Isso é a noite de 64. Supremo Tribunal Federal demandado, até hoje calado. E o Ruy Barbosa dizia, e contemporaneamente repito, é o poder que mais tem faltado à República”, avaliou Ciro.

O candidato não respondeu às perguntas da ConJur sobre suas propostas para o Judiciário, o Ministério Público, as polícias, a advocacia pública, a legislação penal e o sistema penitenciário.

(Foto – Reprodução de TV)

Eleições 2018 – Presidente do TSE fará pronunciamento em cadeia nacional no próximo sábado

A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Rosa Weber, fará um pronunciamento no próximo dia 6, sábado, véspera do primeiro turno das eleições, em cadeia nacional de rádio e televisão.

O pronunciamento irá ao ar às 20h. Ela deve falar por cerca de três minutos. Tradicionalmente, os presidentes do TSE se pronunciam na véspera das eleições.

Em 2014, o ministro Dias Toffoli estava no comando do TSE e também fez um pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão. Na ocasião, ele recomendou reflexão e tranquilidade no momento de votar.

No seu pronunciamento, Toffoli ressaltou que é o povo quem decide quem comanda e governa o país. Também destacou a importância da democracia e a força das instituições.

(Agência Brasil)

Fernando Haddad deve encerrar campanha com carreata no Ceará

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O candidato do PT à presidência da República, Fernando Haddad (PT) ,deverá encerrar sua campanha eleitoral no Nordeste na próxima sexta (5). A informação foi repassada pela assessoria de campanha do candidato à Veja.

O PT estuda levá-lo para uma carreata na Região do Cariri, que, de acordo com avaliações do partido, concentra colégios eleitorais importantes.

A ideia é percorrer as cidades de Juazeiro do Norte, Barbalha e Crato. Juntas, as três cidades concentram 300 mil habitantes.