Blog do Eliomar

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Por voto evangélico, PT alardeará casamento longevo de Haddad contra histórico de Bolsonaro

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O PT, em sua tática eleitoral, vai alardear que o programa de Fernando Haddad converge com o que prega o cristianismo, principalmente no cuidado com os pobres. Outro mote são os costumes.

Segundo a Coluna Painel, da Folha de S.Paulo desta quarta-feira, o casamento de 30 anos do petista será comparado ao histórico de ex-mulheres de Jair Bolsonaro (PSL) para dizer que, se há uma família tradicional na disputa, é a do petista.

A coordenação da campanha de Haddad também espera que ele seja recebido nos próximos dias pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). Ao UOL, do Grupo Folha, o secretário-geral da entidade pediu que os fiéis optem por nomes que “defendam a democracia”.

Haddad venceu na cidade mais pobre e Bolsonaro na mais rica

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A análise da corrida eleitoral passa, necessariamente, pelo componente socioeconômico.

Na cidade com menor PIB do país, Novo Triunfo (BA), deu o candidato petista a presidente Fernando Haddad, com 76% dos votos válidos. Jair Bolsonaro obteve 11%.

Já na mais rica, São Caetano do Sul (SP), o candidato do PSL se deu melhor conseguiu 58%. Já o petista (8%) ficou ainda atrás de Ciro (14%) e João Amôedo (9%).

PSC declara apoio a Bolsonaro

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O pastor fez o batismo de Bolsonaro no rio Jordão.

O PSC, partido que já abrigou Jair Bolsonaro, hoje no PSL< decidiu apoiar oficialmente a candidatura do capitão neste segundo turno. É o que informa o jornalista Lauro Jardim, colunista do O Globo.

No primeiro turno, o PSC, presidido pelo Pastor Everaldo, indicou Paulo Rabello de Castro como vice da chapa de Alvaro Dias.

Agora, vai de Bolsonaro. A propósito, Wilson Witzel, o mais votado no primeiro turno da eleição para o governo do Rio de Janeiro e que foi apoiado informalmente pela família Bolsonaro, é filiado ao PSC.

(Foto – PSC)

Eleição: pactuação necessária

Com o título “Eleição: pactuação necessária”, eis o Editorial do O POVO desta quarta-feira:

Qualquer observador da campanha eleitoral não pode fugir à constatação de que a disputa do 2º turno será certamente a mais acirrada da história do País. Mas, é preciso que não seja encarniçada a ponto de transbordar para a violência – e os sinais já têm sido bastante claros de que a coisa poderá degringolar, se as forças responsáveis da sociedade civil não entrarem em ação para se estabelecer um mínimo de racionalidade na disputa. Quem deve dar o exemplo, nesse caso, são os dois concorrentes da peleja, pois o comportamento individual de cada um serve de referencial para os seus seguidores. Se queremos que a democracia sobreviva a esse quadro, é preciso uma pactuação mínima para conter potenciais desandamentos.

O noticiário tem divulgado o alastramento da intolerância em relação ao direito de divergir e fazer a opção que cada um considere a mais correta, sem ser “massacrado” por isso. Agressões e até assassinatos já foram registrados por conta disso. O mais recomendável seria que os dois candidatos concordassem com a formação de um grupo conjunto para definir as linhas mestras de um pacto de não-agressão e contrário à divulgação de notícias falsas e difamantes, pelas redes sociais, contra o adversário. Isso é imprescindível, porque a democracia não deve sustentar-se em bases falsas, em artimanhas condenáveis para se conquistar o poder a qualquer custo.

Os brasileiros já pagaram muito, ao longo de sua história, por não levarem a sério o respeito às regras de convivência democrática. Não se trata de um preciosismo formal, mas, a única maneira de pessoas das mais diversas origens sociais, culturais e visões de mundo conviverem juntas. A força da democracia reside na observação de regras estipuladas a serem observadas por todos. Caso, contrário, se estabelece o caos, a ilegitimidade e a violência.

Na democracia, não vale quem berra mais, mas quem está sintonizado com essas regras prévias, inscritas na Constituição, elaboradas por representantes eleitos. O povo é a fonte do poder político.

Quando chega uma eleição para a escolha de novos governantes e renovar a legitimidade do poder, os cidadãos necessitam posicionar-se em relação às propostas que disputam o direcionamento da sociedade. Por isso, precisam conhecê-las previamente e sabatinar os entrevistados para aferir o seu preparo na tarefa de colocá-las em prática, e checar seu compromisso com as regras do jogo democrático. Por isso, o primeiro dever de um candidato é comparecer aos debates em que as propostas serão confrontadas com a realidade, perante o eleitor. Só assim este estará munido dos instrumentos mínimos para fazer sua opção, livre e conscientemente. Com menos risco de errar.

(Editorial do O POVO)

Maioria dos partidos se mantém neutra no segundo turno

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De olho nos estados, a maioria dos partidos que foram derrotados no primeiro turno da eleição presidencial decidiu se manter neutra quanto à disputa do segundo turno. Seis legendas liberaram os militantes para apoiar qualquer uma das duas opções: Jair Bolsonaro (PSL) ou Fernando Haddad (PT). Representantes de três siglas decidiram ficar do lado de Haddad, enquanto até agora apenas um declarou apoio unânime a Bolsonaro.

Até o momento, PP, Patriota, DC, PRB e PSDB anunciaram-se neutros na disputa presidencial do dia 28 de outubro. Apesar de declarar posição de “neutralidade” com relação aos dois candidatos, o partido Novo informou nessa terça-feira (9) que os integrantes da sigla são “absolutamente contrários ao PT”. Após reunião ocorrida em Brasília, o PSB manifestou apoio à candidatura petista, enquanto os presidenciáveis do PSOL e do PPL anteciparam que as legendas também se somarão ao petista.

O presidente do PTB, Roberto Jefferson, anunciou apoio ao candidato do PSL, também depois de reunir a executiva nacional do partido.

O ponto que tem sido central para a definição dos correligionários são as diferenças regionais. Siglas que ainda têm chance de emplacar governadores no segundo turno optaram por não declarar apoio no pleito presidencial sob o risco de ampliarem suas divisões internas.

É o caso do PSDB, presidido por Geraldo Alckmin, quarto colocado no primeiro turno. O encontro da legenda ocorreu em clima tenso e ainda sob efeito do desempenho dos tucanos nas urnas, menor do que em anos anteriores. Apesar de quadros como o ex-prefeito de São Paulo João Doria defender abertamente o apoio a Bolsonaro, há nomes que preferem se manter isentos por discordarem das visões do candidato. O partido ainda enfrentará seis disputas estaduais e, segundo Alckmin, “o protagonismo agora tem que ser dos candidatos”.

Sigla da candidata ao cargo de vice na chapa do tucano, senadora Ana Amélia, o PP também não escolheu nenhum dos lados (LINK). Antes da reunião da executiva nacional do PPS, o presidente da sigla, Roberto Freire, antecipou que o partido ficará neutro na disputa. Essa é a mesma posição das legendas dos presidenciáveis Cabo Daciolo (Patriota) e José Maria Eymael (DC).

Após uma reunião encerrada no fim da noite de ontem, o Podemos não chegou a uma conclusão sobre o assunto. No entanto, o candidato à Presidência Álvaro Dias, com 860 mil votos (0,8% dos votos válidos), já se posicionou. “Não imaginem a hipótese de eu apoiar o PT no segundo turno desta eleição. Essa hipótese não existe, é surreal porque eu valorizo a coerência, a verdade, a coragem”, disse, fazendo críticas às gestões petistas que, segundo ele, assaltaram o Brasil.

Informalmente, outras lideranças políticos já sinalizaram como atuarão nesta reta final. O comando do PDT, de Ciro Gomes, que ficou em terceiro lugar, indicou que deve assumir um “apoio crítico” à candidatura de Haddad. No domingo, o ex-governador do Ceará já havia feito críticas a Bolsonaro.

João Goulart Filho, do PPL, foi outro que se antecipou ao anúncio formal da legenda e disse que apoiará Fernando Haddad para evitar o “risco de uma nova ditadura”. Essa é a mesma opinião dos correligionários de Guilherme Boulos, do PSOL, que declararam “apoio incondicional” ao petista.

Outros partidos terão encontros nos próximos dias para deliberar sobre o apoio. É o caso da Rede de Marina Silva, do DEM, PR, Solidariedade, PSD, PV e MDB.

(Agência Brasil)

Bolsonaro diz que não perdoa agressor e quer que ele “mofe na cadeia”

O candidato do PSL, Jair Bolsonaro, disse que não perdoa Adélio Bispo de Oliveira que o atacou com uma faca no dia 6 de setembro, em Juiz de Fora, em Minas Gerais. “Eu não perdoo ele (sic) não. Se depender de mim, ele mofa na cadeia”, afirmou. “Bandido tem que apodrecer na cadeia. Se cadeia é lugar ruim, é só não fazer a besteira que não vai para lá. Vamos acabar com essa história de ficar com pena de encarcerado. Quem está lá fez por merecer”, acrescentou ao conceder entrevista ao site UOL, à rádio Jovem Pan e ao programa Pânico.

Bolsonaro afirmou que está “vivo por milagre” e defendeu que a pena de Adélio seja ampliada. “Como não podemos condenar ninguém por prisão perpétua, que, pelo menos, se cumpra 30 anos de cadeia. Vamos acabar com progressão de pena”, indicou. Para ele, o agressor sabia o que estava fazendo e se planejou para atacá-lo.

O candidato do PSL falou como se sente ao recuperar-se do ferimento, que provocou hemorragia no abdômen, além de atingir seu intestino. “Tô com mais vontade ainda, pode ter certeza. Essa facada aí me deu uma energia muito forte”, completou.

Fiscal das urnas

Bolsonaro voltou a criticar o sistema de votação só por urnas eletrônicas e a defender o voto impresso para evitar riscos de fraude – proposta que constou de projeto de sua autoria aprovado na Câmara em 2015.O candidato afirmou que recebeu centenas de vídeos com boletim de votação, em que não teria recebido qualquer voto e outros mostrando que quando o eleitor apertava o número 1 aparecia o 13 – imagens já confirmadas como falsas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Bolsonaro afirmou que a área jurídica de seu partido está pedindo ao TSE que problemas verificados no primeiro turno não se repitam para que dúvidas sobre a lisura do voto não permaneçam. Ele repetiu que respeitará os resultados das urnas e se mostrou confiante na vitória. “Vou respeitar o resultado das urnas, mas pelo que está acontecendo, ninguém teve até hoje, nem o Lula teve, uma votação tão maciça, no primeiro turno, como eu tive. O pessoal que vota em mim, a quase totalidade, está votando consciente. Ninguém foi cooptado por ninguém. A nossa votação vai ser muito maior que o primeiro turno”, disse.

Em um recado direto ao seu eleitor, sugeriu que fique atento, fiscalize as seções eleitorais e seja um dos primeiros a votar. Em caso de notar alguma irregularidade na urna, pediu que ele acione a fiscalização, um policial militar ou o mesário, para que seja resolvido imediatamente o problema na máquina que apresentar defeito.

Ativismo

Bolsonaro tentou explicar o que quer dizer quando afirma que quer acabar com o ativismo no Brasil. Ele afirmou que pretende botar um ponto final no”ativismo xiita que vive, geralmente, de dinheiro de ONG”. “Nós vamos respeitar o dinheiro público. Tem um grupo de mulheres do PT e o Haddad [candidato do PT] está distribuindo um montão de memes fake news, isso é ativismo, dizendo que eu vou acabar com o Bolsa Família, que vou criar CPMF, que vou cobrar imposto de renda do pobre. Esse tipo de ativismo aí”, exemplificou.

Ministério

Bolsonaro passou a terça-feira (9) gravando programas eleitorais na casa de um empresário, no bairro Jardim Botânico, na zona sul do Rio. Ao deixar o local, confirmou o nome do deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS) como futuro ministro da Casa Civil em um eventual governo.

“No que depender de mim, sim. Ele é o homem da transição. Ele me apoia há mais de dois anos. Foi ele quem costurou, individualmente, com mais de 100 parlamentares, este apoio. Temos o apoio maciço da bancada ruralista, o apoio quase incondicional da bancada evangélica, a bancada da segurança cresceu. Nós estamos fazendo uma grande concertação”, disse.

Bolsonaro disse que seu ministério, que terá 15 pastas, ainda não está fechado, mas já estão cotados Onyx e o economista Paulo Guedes. “Queremos ministros competentes, que tenham autoridade e iniciativa para trabalhar para o bem do Brasil. E não para atender interesses políticos partidários”.

O candidato disse que amanhã (10) os médicos irão avaliar se têm condições de participar de debates.

Bolsonaro disse ainda que, se eleito, vai procurar a equipe do presidente Michel Temer para articular uma transição, incluindo a possibilidade de se votar alguma mudança na Previdência.

“Eu chegando lá, vou procurar o governo para a gente aprovar uma reforma da Previdência que tenha aceitação do Parlamento e a população entenda como justa e necessária. Eu creio que a proposta do Temer, da forma que está, dificilmente vai ser aprovada. Seria bom nós contermos os ralos, quem sabe aumentar em mais um ano o tempo de serviço para o trabalhador do serviço público. Eu acho que já seria um grande passo no final do governo Temer”, disse.

(Agência Brasil)

PSDB decide liberar as bases na disputa do segundo turno presidencial

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A Executiva Nacional do PSDB anunciou nesta terça-feira (9) que permanecerá neutro no segundo turno das eleições presidenciais e que vai liberar os integrantes do partido para apoiarem qualquer um dos dois candidatos à Presidência da República: Jair Bolsonaro (PSL) ou Fernando Haddad (PT).

Após reunião ocorrida na tarde de hoje em Brasília, o presidente nacional do partido, Geraldo Alckmin, disse que os militantes e eleitores da sigla poderão decidir o voto “de acordo com a sua consciência” e “convicção”. Com seis candidatos disputando governos estaduais, o PSDB tomou a decisão tendo em vista as diferenças regionais.

“Não cabe a nós, nesse segundo turno, ser a favor de um ou de outro. O eleitor é que vai escolher. Nós não nos sentimos representados por nenhum dos dois. O protagonismo agora tem que ser dos candidatos”, declarou.

O entendimento de correligionários tucanos é de que é preciso preparar o partido para a oposição, seja ela a qual governo. Apesar de defender a mesma ideia, Alckmin disse que o assunto ainda não foi discutido em nível nacional. “O partido vai, após o segundo turno, procurar um trabalho maior de aproximação com a sociedade civil”, disse.

O encontro ocorreu em meio a divergências internas entre os principais nomes da sigla. Ex-prefeito de São Paulo e disputando o segundo turno das eleições ao governo do estado, João Doria saiu da reunião defendendo que o PSDB firmasse uma posição de “repúdio contra o PT”, mas não conseguiu apoio dos correligionários.

(Agência Brasil)

14 partidos perdem o direito ao fundo partidário e ao espaço no horário gratuito

Dos 35 partidos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 14 não atingiram a chamada cláusula de desempenho e vão perder, a partir do próximo ano, o direito de receber recursos do Fundo Partidário e participar do horário gratuito de rádio e televisão. Dessas siglas, nove elegeram deputados federais, mas não conseguiram atingir o mínimo de votos ou de eleitos para a Câmara, em todo o território nacional, como é exigido pela Constituição.

Foram atingidos pela cláusula de desempenho: PCdoB, Rede, Patri, PHS, DC, PCB, PCO, PMB, PMN, PPL, PRP, PRTB, PSTU e PTC. O dispositivo atingiu os partidos da candidata a vice-presidente na chapa de Fernando Haddad, Manuela d’Ávila (PCdoB), e do candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro, General Mourão (PRTB). Neste ano, o Fundo Partidário chegou a R$ 888,7 milhões. Em ano eleitoral, há ainda o Fundo Especial de Financiamento de Campanha, que em 2018 foi de R$ R$ 1,7 bilhão.

A cláusula de desempenho toma por base a votação para a Câmara. São duas regras: perderão o acesso ao fundo e ao horário partidário, entre 2019 e 2023, as legendas que não conseguiram, nestas eleições, uma bancada de pelo menos nove deputados federais em nove unidades da federação ou pelo menos 1,5% dos votos válidos distribuídos em um terço das unidades da federação, com no mínimo 1% em cada uma delas.

Para o analista político Antônio Augusto de Queiroz, diretor do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), a cláusula de desempenho tem aspectos positivos e negativos. “De um lado, evita os chamados partidos de aluguel que, sem chances de eleger ninguém, vendiam o espaço no horário gratuito. De outro, prejudica partidos tradicionais e ideológicos, como o PCdoB, que perdem o horário gratuito para divulgar sua doutrina e os recursos para fazer campanha”, disse.

Eleitos

Neste pleito, 31 deputados foram eleitos por partidos que não atingiram a cláusula de desempenho. O PCdoB elegeu nove deputados em sete estados – dois na Bahia, dois no Maranhão, uma no Acre, uma no Amapá, uma no Rio de Janeiro, um em Pernambuco e um em São Paulo. Não chegou, portanto, ao mínimo de nove unidades da federação. O PHS elegeu seis; o Patri, cinco; o PRP, quatro; o PMN, três; o PTC, dois; o PPL, a DC e a Rede elegeram um cada.

Esses deputados podem mudar de partido a qualquer momento sem risco de perder o mandato. Porém, a cláusula de desempenho não prejudica o funcionamento dos partidos na Câmara, que mantêm o direito de encaminhar as votações, informando a posição das bancadas, e de ter liderança ou representação. A tendência, segundo Queiroz, é que os parlamentares busquem outras legendas para garantir maior visibilidade política, reduzindo o número de partidos na Câmara.

(Agência Brasil)

Gleisi diz que Haddad, a pedido de Lula, não irá mais visitá-lo

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A presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), disse hoje (9) que o candidato do partido à Presidência, Fernando Haddad, a pedido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não deve visitá-lo em Curitiba na etapa final da campanha. Lula está preso desde abril na carceragem da Polícia Federal após condenação em segunda instância por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá (SP).

Ir a Curitiba nas segundas-feiras passou a fazer parte da rotina de Haddad, como ocorreu ontem (8) logo após o primeiro turno das eleições. De acordo com Gleisi, foi o próprio Lula que determinou a Haddad para concentrar os esforços na campanha.

“’Manda o Haddad fazer campanha, não precisa mais vir aqui’”, disse a presidente do PT repetindo a frase que teria sido dita por Lula. “Estamos com um curto espaço de tempo. Só temos mais duas semanas”, justificou sobre a orientação do ex-presidente. A senadora participou de reunião do diretório nacional da legenda e governadores.

Apoios

Haddad passou a manhã de hoje (9) reunido com líderes do PT. À tarde, ele recebeu o apoio dos governadores do Maranhão Flávio Dino (PCdoB); do Piauí, Wellington Dias (PT); da Bahia, Rui Costa (PT); de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT) e de Pernambuco, Camilo Santana (PT).

Haddad reuniu-se ainda com o candidato pelo PSOL, Guilherme Boulos, que oficializou apoio no segundo turno. “É o primeiro partido que a gente tem o apoio formal e encontro com Fernando Haddad”, enfatizou.

(Agência Brasil)

Propaganda eleitoral gratuita recomeça nesta sexta-feira de Nossa Senhora Aparecida

Para quem estava com saudades, uma dica: a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV recomeça nesta sexta-feira (12) e vai até dia 26 de outubro, antevéspera da votação do 2º turno – que é domingo, dia 28. Os programas serão transmitidos de segunda-feira a sábado, em dois horários por dia.

Além da disputa para presidente entre Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL), haverá também 2º turno para o governo em 13 estados e no Distrito Federal. Os candidatos a presidente terão 5 minutos cada um para divulgar suas propostas.

*No rádio: das 7h às 7h10 e das 12h às 12h10.

*Na TV: das 13h às 13h10 e das 20h30 às 20h40

Por aqui, a fatura para o Governo já está resolvida e, portanto, só conferir mesmo o horário gratuito dos dois presidenciáveis.

Para eleger Haddad, o governador diz que vai procurar até Tasso Jereissati

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O governador Camilo Santana encontra-se em São Paulo, onde discute com o candidato a presidente da República, Fernando Haddad (PT), como participará da campanha de segundo turno. Em entrevista à Folha de S.Paulo, mostrou-se engajado e disposto a lutar contra o retrocesso e pela democracia.

“Nós vamos fazer de tudo para trabalhar pelo Haddad, mostrar que ele representa o progresso e o futuro do país. O Bolsonaro representa o retrocesso ao que a democracia conquistou”, acentuou Camilo, proporcionalmente o governador mais bem votado do País.

Para o chefe do executivo cearense, todas as pessoas de bem e que querem o bem do País precisam e devem ser buscadas. Perguntado pela Folha sobre procurar Tasso Jereissati, reagiu:

“Eu vou procurar todos. Vamos esperar um pouco como se dará o comportamento nacional e, a partir daí, vamos procurar todos os novos eleitos para poder construir os caminhos para ajudar o Ceará”.

Camilo defende a tese de que Fernando Haddad tem de se apresentar não como candidato simplesmente do PT, mas como alguém acima do PT. “Tem de se colocar como nome disposto a dialogar com todos os segmentos e unir o país… tem de se colocar como nome acima do partido, que possa agregar várias forças e tendências políticas no país, que querem o fortalecimento da democracia e não querem o retrocesso… Fazer um aceno ao mercado, garantir respeito aos contratos e passar credibilidade… E ele vai precisar chamar o PSDB e os partidos de direita e de esquerda. O Brasil não pode continuar nisso”, concluiu o petista.

 

Eunício Oliveira : “Jamais me decepcionarei com a democracia!”

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O senador Eunício Oliveira (MDB) deu entrevista coletiva rápida, nesta tarde de segunda-feira, em Brasília, ao chegar ao Congresso Nacional. Ali, ele falou da derrota sofrida, no último domingo, para o empresário Eduardo Girão (Pros). Antes havia apenas divulgado uma nota.

O emedebista disse que a população cearense fez a sua escolha, embora ressaltando ter sido “ínfimo” o percentual de diferença no placar final. Adiantou, no entanto, que jamais deixará de discutir sobre política, aproveitando para agradecer aos eleitores que depositaram confiança em seu nome.

Indagado se ficou decepcionado, rechaçou:”Eu jamais me decepcionarei com a democracia!” Também desconversou ao ser perguntado sobre seu futuro político daqui a quatro anos.

Capitão Wagner já se coloca como pré-candidato à Prefeitura de Fortaleza em 2020

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O presidente regional do Pros, deputado estadual Capitão Wagner, fez um balanço para o Blog sobre resultados obtidos pela legenda nestas eleições.

Além dele ter sido o parlamentar mais votado para a Câmara dos Deputados, com mais de 302 mil votos, Capitão Wagner ainda puxou o deputado federal Vaidon Oliveira e mais um deputado estadual e comemora a vitória do empresário Eduardo Girão para o Senado.

Diante desse cenário, o dirigente do Pros garante que seu partido já pensa na disputa pela Prefeitura de Fortaleza em 2020 e que tem nomes: o dele e o de Eduardo Girão.

Bendito aquele que tem família

Com o título “Bendito aquele que tem família”, eis artigo de Marcos Duarte, advogado familista e presidente da Comissão de Direito de Família da OAB do Ceará. “A esquerda pautou seu projeto no envolvimento com grupos sociais, focando na homoafetividade e no poliamor, além da luta para aprovar amplamente o aborto no Brasil e na criação de leis como a de criminalização da chamada “homofobia”, diz trecho do artigo. Confira:

O projeto de governos de esquerda para a América Latina deu errado, muito errado. O PT, afundado na maior crise ética de sua história, deixou uma recessão profunda da qual o Brasil ainda luta para se livrar e um exemplo de descaso com a família e seus valores, nunca visto na história deste País. A esquerda pautou seu projeto no envolvimento com grupos sociais, focando na homoafetividade e no poliamor, além da luta para aprovar amplamente o aborto no Brasil e na criação de leis como a de criminalização da chamada “homofobia”. Levantamento do IBGE aponta mais de 7 milhões de dissoluções no País entre 1984 e 2016, uma média de 580 divórcios por dia. Nesse mesmo período, os casamentos subiram 17%, enquanto os divórcios aumentaram 269%.

Em contraponto, em 2018, a vida pessoal dos candidatos de direita substituiu as garantias partidárias. O discurso da família restou reforçado com Bolsonaro que fez campanha em casa com os filhos, após o atentado. O apelo do tema já era evidente durante a votação do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016, quando ‘família’ foi pronunciada mais de 110 vezes no plenário.

Sem esquecer o despejo de dinheiro da esquerda para se manter no poder e seguir seu projeto de destruição da família. Enquanto Bolsonaro declarou ao TSE despesas de R$ 806,7 mil com 15 segundos na TV, a reeleição da presidente Dilma Rousseff consumiu R$ 318 milhões na campanha – a mais cara desde a redemocratização, em 1985. A campanha do PT, com Lula e Haddad, consumiu R$ 28 milhões, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral – TSE. Lembremos que o pai do comunismo, Karl Marx, quis ensinar ao mundo como conduzir os seus assuntos financeiros, mas não conseguiu cuidar de sua própria casa e manter a comida na mesa. Em carta a Engels, durante uma de suas muitas crises financeiras, Marx afirmou ao seu parceiro, “Bendito aquele que não tem família.” Pois bem.

*Marcos Duarte

advogadomduarte@gmail.com

Advogado familista e presidente da Comissão de Direito de Família da OAB Ceará.

Certidão de quitação eleitoral via internet começa na próxima segunda-feira

A partir da próxima segunda-feira, 15, eleitores que precisarem emitir a certidão de quitação eleitoral pela internet poderão fazê-lo sem problema. A informação é do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Até o próximo domingo (14), o serviço estará indisponível, enquanto são atualizados no Cadastro Nacional de Eleitores os registros de comparecimento ou ausência às urnas no primeiro turno das Eleições 2018, conforme determina a Resolução do TSE nº 23.556/2017.

A certidão poderá ser obtida em qualquer cartório eleitoral. Basta apresentar o comprovante de comparecimento ao pleito (canhoto). Na falta do comprovante, somente o cartório eleitoral no qual o eleitor é inscrito poderá emitir a certidão durante esse período.

SERVIÇO

*Os endereços dos cartórios eleitorais podem ser obtidos nas páginas dos tribunais regionais eleitorais na internet (www.tre-uf.jus.br), substituindo-se “uf” pela sigla da unidade da Federação ou no seguinte link do site do TSE: http://www.tse.jus.br/eleitor/servicos/cartorios-e-zonas-eleitorais/zonas-eleitorais-cartorios/pesquisa-a-zonas-eleitorais.

Danilo Forte diz que Bolsonaro tem melhores condições para tocar as reformas que o Brasil precisa

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O deputado federal Danilo Forte (PSDB), que saiu derrotado no seu projeto de reeleição, é uma das vozes tucanas que defendem o apoio do partido, neste segundo turno de disputa presidencial, ao candidato Jair Bolsonaro (PSL). O outro candidato é o petista Fernando Haddad.

Para Danilo, o candidato do PSL teria melhores condições de tocar as reformas que o Brasil precisa para voltar ao cenário do crescimento econômico.

“Acho que o Bolsonaro tem mais segurança para fazer as reformas do que o candidato do PT. A candidatura petista só vai repetir o amontoado que temos ai no atual governo e não fará as reformas que o País precisa”, disse o parlamenta tucano.

(Foto – Agência Brasil)

Partido Novo diz em nota ser contra o PT neste segundo turno de disputa presidencial

O Partido Novo mandou para o Blog, nesta terça-feira, nota oficial com seu posicionamento acerca da disputa presidencial de segundo turno. A legenda teve como postulante o executivo João Amoêdo. Confira:

Nota oficial

O NOVO obteve importantes conquistas e sai fortalecido das eleições de 2018. No entanto, o cenário presidencial no segundo turno não é aquele que desejávamos.

Manteremos nossa coerência e nossa contribuição à sociedade se dará através da atuação da nossa bancada eleita, alinhada com nossos princípios e valores.

O NOVO não apoiará nenhum candidato à Presidência, mas somos absolutamente contrários ao PT, que tem ideias e práticas opostas às nossas.

*Partido NOVO.

Nunca antes na história deste Estado…

Com o título “Nunca antes na história deste Estado”, eis artigo de Airton de Farias, que aborda como se comportará o grupo dos Ferreira Gomes num cenário que tenha Jair Bolsonaro (PSL) como presidente. Confira:

Um dos elementos característicos da política do Ceará é a vinculação a fatores nacionais. Não por acaso, um dos pilares de sustentação do poder da família Ferreira Gomes (FG) por anos, foi o lulopetismo.

Não que inexistam especificidades locais e que o local também barganhe, pressione e obtenha concessões do nacional. É um jogo de estica e puxa, uma complexa teia de relações políticas e sociais, em que os fatores nacionais tendem a tencionar mais. Tais fatores repercutiram nesse pleito, como se percebe na votação de Haddad e Bolsonaro. Não obstante, ante a presente crise econômica e fragilidade do governo central do MDB/Temer, entendemos que o espaço de manobra para o local aumentou.

O controle político dos FG no Ceará é algo poucas vezes visto na história destas terras. Controla o executivo cearense, a prefeitura de Fortaleza, tem a maioria das prefeituras, a maioria no Parlamento estadual, influência no Judiciário, apoio das elites locais. Claro que isso implicou numa política também de acomodações e concessões aos diversos grupos de poder municipal – a aliança que reelegeu Camilo contava com incríveis 24 partidos.

Os FG mantiveram o mesmo modelo de modernização conservadora, vindos dos anos 60, e que tem na indústria e grandes obras as bases para o desenvolvimento, um modelo que é consensual entre os estratos econômicos dominantes do Ceará.

Mesmo com o desgaste do lulopetismo e denúncias de malversação do dinheiro público (Acquario, por exemplo), os FG planaram na eleição de 2018. O capital político de Ciro, mesmo derrotado na eleição presidencial, robusteceu o grupo sobralense. A oposição, seja de esquerda ou de direita, saiu muito enfraquecida. Os FG praticamente implodiram Eunício Oliveira, antigo aliado, mas que por se mostrar insubordinado aos interesses dos sobralenses, não foi perdoado. Tanto que foi eleito senador Eduardo Girão (Pros), que contou com o uso do futebol, de seu dinheiro (tem vínculos com um dos grupos mais ricos do Ceará, os Dias Branco), surfou na onda de Bolsonaro e do conservadorismo e teve certa leniência (ou apoio implícito dos FG?) para chegar à casa alta do Congresso Nacional.

Vamos ver como ficará esse domínio dos Ferreiras Gomes, se por ventura, um grupo centralizador e autoritário, como o de Bolsonaro, assumir o comando da União.

*Airton de Farias

airtondefaras@yahoo.com.br

Professor e historiador.