Blog do Eliomar

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Aliados de Haddad alertam: se o PT não ampliar o discurso, Bolsonaro ganha no primeiro turno

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Dirigentes do PT que diziam temer uma onda de última hora calçada no antipetismo a favor de Bolsonaro afirmam que ou a campanha de Haddad faz um gesto e amplia o discurso para além da narrativa “Lula livre” ou ele será isolado, facilitando a vitória do adversário em eventual segundo turno. A informação é da Coluna Painel,da Folha de S.Paulo desta quarta-feira.

O discurso de aliados do petista, antes extremamente confiante, mudou de tom. Eles avaliam que, além da ofensiva contra Haddad no horário eleitoral, as redes sociais de Bolsonaro influenciaram o eleitorado com o discurso de que o candidato é “o pai do kit gay”.

A estratégia do PT é a de se voltar aos eleitores mais pobres –que agora acenam a Bolsonaro– e dizer que é ilusão imaginar que o rival vai governar para eles.

General botou “moral” e chamou Hélio Góis de “lunático” no debate da Verdes Mares

Para quem esperou o confronto entre o General Theophilo (PSDB) e o governador Camilo Santana (PT), no debate da noite dessa terça-feira (2), entre os candidatos ao Governo do Estado, no debate da Verdes Mares, ficou surpreso no momento mais tenso entre o candidato tucano e Hélio Gois (PSL).

Ao ser questionado pelo candidato do mesmo partido de Jair Bolsonaro como “militar de raiz” – que não deveria tender para a esquerda e ficar contra o desarmamento, o General reagiu como um oficial do Exército Brasileiro.

“Vem um garoto desse discutir comigo um assunto que não sabe, não entende. Tome vergonha!”, reagiu General Theophilo, expondo sua trajetória no Exército e até chamando Góis de “lunático”.

Já Camilo Santana foi mais provocado no apoio ao senador Eunício Oliveira, do MDB, mesmo partido do presidente Michel Temer. Camilo alegou que procurou a todos que pudesse, ajudar o Ceará.

O debate foi intermediado pelo jornalista Luiz Esteves e contou ainda com a participação do candidato do Psol, Aíltol Lopes.

*Mais sobre o debate leia no O POVO aqui.

(Foto – Reprodução)

Datafolha: Bolsonaro, 32%; Haddad, 21%; Ciro, 11%; Alckmin, 9%; e Marina, 4%

Sai mais uma pesquisa sobre o desempenho eleitoral dos candidatos a presidente da República. Agora é do Datafolha, um levantamento contratado pelo jornal “Folha de S. Paulo”. A informação é do Portal G1.

Segundo o levantamento, Jair Bolsonaro (PSL) cresceu quatro pontos percentuais e ultrapassou, pela primeira vez em pesquisa do instituto, a barreira dos 30% e abriu vantagem sobre o segundo colocado, Fernando Haddad (PT), que parou de subir.

O nível de confiança da pesquisa é de 95% – o que quer dizer que, se levarmos em conta a margem de erro, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%.

 

Veja os números:

 

Jair Bolsonaro (PSL): 32%
Fernando Haddad (PT): 21%
Ciro Gomes (PDT): 11%
Geraldo Alckmin (PSDB): 9%
Marina Silva (Rede): 4%
João Amoêdo (Novo): 3%
Henrique Meirelles (MDB): 2%
Alvaro Dias (Podemos): 2%
Cabo Daciolo (Patriota): 2%
Guilherme Boulos (PSOL): 0%
João Goulart Filho (PPL): 0%
Eymael (DC): 0%
Vera Lúcia (PSTU): 0%
Branco/nulos: 8%
Não sabe/não respondeu: 5%

 

*Rejeição

 

Bolsonaro: 45%

Haddad: 41%

Marina: 30%

Alckmin: 24%

Ciro: 22%

Meirelles: 15%

Boulos: 15%

Cabo Daciolo: 14%

Alvaro Dias: 13%

Vera: 13%

Eymael: 12%

Amoêdo: 12%

João Goulart Filho: 11%

Rejeita todos/ não votaria em nenhum: 3%

Votaria em qualquer um/ não rejeita nenhum: 1%

Não sabe: 4%

 

*Simulações de segundo turno

Ciro 42% x 37% Alckmin (branco/nulo: 19%; não sabe: 2%)

Alckmin 43% x 41% Bolsonaro (branco/nulo: 14%; não sabe: 2%)

Ciro 46% x 42% Bolsonaro (branco/nulo: 10%; não sabe: 2%)

Alckmin 43% x 36% Haddad (branco/nulo: 19%; não sabe: 2%)

Bolsonaro 44% x 42% Haddad (branco/nulo: 12%; não sabe: 2%)

 

DETALHES – A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.Foram entrevistados 3.240 eleitores em 225 municípios, no dia 2 de outubro. Está registrada no TSE: BR-03147/2018. Nível de confiança: 95%.

TCU identifica 12.172 movimentações financeiras suspeitas em campanha eleitorais

Levantamento do Núcleo de Inteligência da Justiça Eleitoral identificou 12.172 casos de inconsistência nas doações e nos gastos da campanha de 2018, envolvendo R$ 42,3 milhões. Entre os casos com indícios de irregularidades estão doações feitas por mortos, por desempregados e por beneficiários do Programa Bolsa Família.

A amostragem foi feita pelo Tribunal de Contas da União (TCU) com base na movimentação declarada à Justiça Eleitoral e disponível até 29 de setembro. Integram o Núcleo de Inteligência da Justiça Eleitoral, além do TCU, o Ministério Público Federal (MPF), o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), a Receita Federal (RFB) e o Departamento de Polícia Federal (DPF).

O TCU identificou 113 inscritos no Bolsa Família que doaram R$ 87.446, sendo que um destinou R$ 4 mil para campanha eleitoral. Segundo a lei eleitoral, a doação de pessoa física está limitada a 10% dos rendimentos brutos do ano anterior ao do pleito. Há nove doadores mortos, totalizando R$ 7.350.

Incompatível com a renda

Pelo levantamento do TCU, 211 pessoas fizeram doações incompatíveis com a renda declarada à Receita Federal, num total de R$ 3,2 milhões. Cinco pessoas doaram mais de R$ 100 mil, valor incompatível com seus ganhos, conforme a amostragem do TCU. Há também 3.907 doações de desempregados, sendo que 27 destinaram mais de R$ 10 mil.

Foram identificadas 7.202 doações feitas por empregados de uma mesma empresa, num montante de R$ 6,8 milhões. Chamou a atenção o caso de dez funcionários de uma construtora que doaram R$ 14 mil cada um, todos com nomes que começam pela letra ‘A”.

Recursos recebidos de partidos

Entre os fornecedores estão 29 empresas constituídas a partir de 2015, com sócios filiados a partidos políticos, que receberam R$ 17 milhões nesta campanha eleitoral. Um exemplo apontado pelo TCU foi de uma prestadora de serviços, aberta em abril deste ano por um filiado a partido político, que ganhou R$ 15 milhões. Outras 122 firmas de parentes de candidatos foram contratadas para a campanha por R$ 1,8 milhão.

Segundo a amostragem, 193 companhias com reduzido número de empregados que ganharam R$ 4,1 milhões nesta campanha eleitoral. Um exemplo é uma prestadora de serviços, com apenas um funcionário, contratada por um candidato por R$ 661 mil. Outras 296 empresas têm como sócios beneficiários do Bolsa Família e receberam R$ 5,2 milhões. Uma microempresária individual, beneficiária do programa, prestou serviços eleitorais no valor de R$ 534 mil.

Há 90 fornecedores sem registro na Junta Comercial ou na Receita Federal que movimentaram R$ 298 mil na campanha. As informações do TCU servirão de base para apuração de irregularidades. A Justiça Eleitoral utiliza os dados para o exame da prestação de contas dos candidatos e partidos.

Segundo técnicos do TSE, a quantidade de casos e os valores suspeitos apontados pelo TCU “são pequenos e podem ser explicados em boa parte pela predominância do financiamento público das campanhas eleitorais”. Até 30 de setembro, o financiamento público respondia por 78% dos gastos, conforme prestações de contas à Justiça Eleitoral. Neste ano, o Fundo Especial de Financiamento de Campanha destinou R$ 1,7 bilhão para os partidos políticos.

O financiamento privado, equivalente a 22% da movimentação das campanhas, divide-se em 10% de autofinanciamento e 12% de recursos de doações de pessoas físicas.

(Agência Brasil)

Boca de urna é proibida durante a votação, mas as pesquisas…

Arregimentar eleitores ou fazer propaganda de boca de urna no dia da votação é crime. A regra, prevista no parágrafo 5º do artigo 39 da Lei nº 9.504/1997 (Lei das Eleições), estabelece como punição detenção de seis meses a um ano, com a alternativa de prestação de serviços à comunidade pelo mesmo período, e multa no valor de 5 mil a 15 mil UFIR.

Também constituem crimes, no dia da eleição, o uso de alto-falantes e amplificadores de som ou a promoção de comício ou carreata, bem como a divulgação de qualquer espécie de propaganda de partidos políticos ou de seus candidatos. O eleitor que for flagrado praticando tais crimes receberá as mesmas punições.

Por outro lado, a legislação permite, no dia do pleito, a manifestação individual e silenciosa da preferência do eleitor por partido político, coligação ou candidato, revelada exclusivamente pelo uso de bandeiras, broches, dísticos e adesivos. No entanto, é vedado, até o término do horário de votação, qualquer ato que caracterize manifestação coletiva, com ou sem utilização de veículos, tal como a aglomeração de pessoas portando vestuário padronizado.

O uso de vestuário ou objeto que contenha qualquer propaganda de partido político, de coligação ou de candidato também é proibido aos servidores da Justiça Eleitoral, aos mesários e aos escrutinadores, no recinto das seções eleitorais e juntas apuradoras. Os fiscais partidários, nos trabalhos de votação, somente podem usar crachás em que constem o nome e a sigla da legenda ou coligação a que sirvam, também sendo vedada a padronização do vestuário.

Pesquisas eleitorais

As pesquisas realizadas em data anterior ao dia das eleições poderão ser divulgadas a qualquer momento, inclusive no dia das eleições. Já a divulgação de levantamento de intenção de voto efetivado no dia das eleições somente poderá ocorrer a partir das 17 horas do horário local para os cargos de governador, senador e deputados federal, estadual e distrital. Na eleição para presidente da República, esse tipo de levantamento pode ser divulgado após o horário previsto para o encerramento da votação em todo o território nacional.

Segundo o artigo 10 da Resolução TSE n° 23.549/2017, na divulgação dos resultados de pesquisas devem ser informados os seguintes dados: o período de realização da coleta de dados; a margem de erro; o nível de confiança; o número de entrevistas; o nome da entidade ou da empresa que a realizou e, se for o caso, de quem a contratou; e o número de registro da pesquisa.

(Com TSE/ Foto – PB Agora )

A manifestação da esperança pelo voto no Interior do Ceará

Com o título “A manifestação da esperança pelo voto no Interior do Ceará” eis artigo de Wagner Mendes, jornalista do O POVO. Ele percorreu o Interior – quatro distritos, e percebeu que, nesses rincões o voto não é conduzido pela intolerância, mas por eleitores que acreditam em mudança. A intolerância fica para as redes sociais. Confira:

O voto é uma manifestação particular, mas, sobretudo, tem que ser um instrumento de esperança. No interior do Ceará, o eleitor do sertão seco, e de poucas oportunidades, é movido pelo sonho de um futuro melhor. O povo pobre, e com pouca escolaridade, é tão politizado quanto o doutor que nasceu e viveu no “bem-bom” da cidade grande.

Percorrendo distritos isolados dos municípios de Potiretama e Jaguaruana, na semana passada, este repórter pode perceber que as escolhas de cada eleitor para a sucessão presidencial são movidas por uma decisão pragmática e desapaixonada. Muito se engana quem acredita que os menos abastados financeiramente e intelectualmente não sabem votar. É aí que o preconceito e desconhecimento de Brasil reinam.

O homem do campo escolhe o seu representante na expectativa de dias melhores, assim como qualquer outro brasileiro de qualquer outra região do País. A expectativa é por apostar que a vida vai melhorar mesmo sem tantas garantias de que a bonança chegue. O empresário sabe qual o representante pode trazer melhorias para a expansão dos negócios que pode gerar oportunidades. É ele quem sabe as dificuldades que a categoria passa no Brasil. Cada um sabe as próprias dificuldades.

O voto é manifestação intrínseca, mas também é comunitária. O voto é solidariedade. Na vida do campo o agricultor quer seguir o próprio rumo, ele quer ser ensinado a pescar, e não ganhar o pão prontinho para comer como muitos insistem em acreditar.

Em todas as entrevistas que fizemos na reportagem publicada na edição de ontem deste jornal sobre a eleição no interior do Ceará, na rotina de eleitores que não têm acesso às redes sociais, os votantes sabiam justificar de forma muito bem fundamentada quais as razões do desalento, e das preferências políticas.

Esperançoso que é, o agricultor tem na eleição uma nova oportunidade de dias melhores. Longe do ódio que reina nas grandes cidades e nas redes sociais, os eleitores que vivem longe desse campo de guerra não estão dispostos a se estapear a criar intrigas com os seus por causa de candidatos em épocas eleitorais.

Para eles, a urna eletrônica é depósito de esperança de que no futuro próximo a vida pode melhorar. A rixa política pequena não é pauta para quem se preocupa em garantir o mínimo de cidadania em terras costumeiramente esquecidas por quem mais deveria olhar e cuidar.

*Wagner Mendes

wagnermendes@opovo.com.br

Jornalista do O POVO.

Escalada de Bolsonaro desafia Lula e a lógica

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Com o título “Escalada de Bolsonaro desafia Lula e a lógica”, eis tópico do Blog do Josias de Souza, do Portal Uol, que pode ser conferido nesta terça-feira. Ele fala sobre o fenômeno em que se transformou o candidato à presidência da República pelo PSL, Jair Bolsonaro.

Após três semanas de estabilidade, Bolsonaro subiu no Ibope de 27% para impressionantes 31% das preferências do eleitorado. Abriu dez pontos de vantagem sobre o vice-líder Haddad, que parou momentaneamente de subir. O desempenho do capitão desafia o prestígio de Lula e, sobretudo a lógica.

Todos os presidenciáveis ajustam seus discursos e suas táticas. Bolsonaro não. Suas (poucas) ideias continuam inabaláveis. Sua pregação não se alterou um milímetro, mesmo depois da facada. Muitos já disseram que a agenda de Bolsonaro é fascista. Houve quem enxergasse nele até pendores hitlerianos. O líder deu de ombros. Manteve-se fidel aos seus valores: o moralismo bisonho, o desprezo pelos
signos democráticos, o ódio à imprensa, a segurança imposta manu militarismo.

Noutros tempos a ciência política classificaria Bolsonaro como um candidato inviável. A sociedade brasileira, com seus valores escrachados e seus princípios flexíveis, revelava-se majoritariamente refratária à disciplina sanguínea do fascismo. Na década de 90, o nome de Bolsonaro seria Enéas e seu teto nas pesquisas não ultrapassaria os 7%.

O que mudou? Bolsonaro, até ontem um inexpressivo membro do baixo clero da Câmara, sintonizou-se com os brasileiros atropelados pela economia débil e afrontados pela roubalheira vigorosa. Sem estrutura, a bordo de um partido de aluguel, com ridículos 8 segundos no horário eleitoral, ele se impôs perante os velhos tecelões da política artesanal.

Perdendo ou ganhando, Bolsonaro consolida-se como principal fenômeno político desde Fernando Collor. De costas para os partidos, o mercado, a academia e a imprensa, ele capturou os principais focos de contestação social que se movem à margem da liderança populista de Lula e do sindicalismo companheiro da CUT.

Parte do tucanato e do centrãozão —versão hipertrofiada do centrão que inclui o MDB de Michel Temer— corre atrás do prejuízo, aderindo às pressas. Bolsonaro chega à beirada da urna como um líder paradoxal. Deputado há 27 anos, vendeu-se como um oposicionista extraparlamentar, avesso ao sistema. Direitista convicto, conquistou as massas como uma opção “jurássica” ao cleptodistributivismo
da chamada esquerda.

Assim, o fato mais inédito na política, a saber, o surgimento de um líder sem a enlameada plumagem tucana capaz de desafiar o projeto político-criminal de Lula, parece combinar-se com o desejo de um pedaço do eleitorado de restaurar uma ilusão de ordem e progresso de inspiração militar.

Repetindo: a associação do lodo que encobriu a modernidade tucana com o dinheirismo que sufocou os clichês varguistas do lulismo deram à luz Bolsonaro, uma novidade feita de resíduos verbais da década de 60.

Um pedaço do eleitorado ouve o poste de Lula falando num “Brasil feliz de novo” e chega à conclusão de que o futuro era muito mais feliz antigamente.

*Josias de Souza,

Jornalista.

Roberto Cláudio pede votos no Interior para seu ex-secretário

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Queirós Filho é nome lembrado até para a sucessão na Prefeitura.

Além de trabalhar pelo candidato a presidente da República, Ciro Gomes (PDT), o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, andou aproveitando os fins de semana para circular no Interior.

Mais precisamente em suas antigas bases do tempo em que era deputado estadual. Pediu votos para Queirós Filho, seu ex-secretário, que disputa vaga na Assembleia Legislativa pelo PDT.

(Foto – Balada In)

Propaganda eleitoral termina nesta quinta-feira

Os eleitores brasileiros irão às urnas, dentro de cinco dias, para escolher o futuro presidente da República, os governadores dos 26 estados e do Distrito Federal e 54 senadores, além dos representantes na Câmara dos Deputados, nas assembleias legislativas e na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Até a próxima quinta-feira (4), os candidatos poderão usar o horário de propaganda gratuita para conquistar os votos do eleitorado brasileiro, que soma 147.302.357 pessoas.

Pela legislação, é crime arregimentar eleitores ou fazer propaganda de boca de urna no dia da votação – neste ano, 7 de outubro, das 8 às 17 horas.

Essa proibição está prevista na Lei 9.504/97 e tem pena de detenção de seis meses a um ano, que pode ser convertida em prestação de serviços à comunidade, e multa.

Eunício admite que houve “cerceamento” de direito no caso do veto à entrevista de Lula

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“Eu não sou petista, sou lulista!”, disse, nesta terça-feira, o senador Eunício Oliveira, candidato à reeleição pelo MDB, durante entrevista ao programa O POVO no Rádio, da Rádio O POVO/CBN, apresentado pelo jornalista Luiz Viana.

O emedebista disse mais: em nenhum momento ajudou a promover o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, observando que foi um dos responsáveis, no partido, pela manutenção dos direitos políticos da petista. “Fui voto vencido”, ressaltou, mais uma vez, sobre o impeachment.

Sem traições

Eunício Oliveira descartou qualquer possibilidade de ser traído na campanha, agora nesta reta final, destacando que um acordo informal foi fechado entre ele com o prefeito Roberto Cláudio (PDT), com o ex-governador e postulante ao Senado, Cid Gomes (PDT), com o governador Camilo Santana (PT), e com o presidente da Assembleia Legislativa, Zezinho Albuquerque (PDT).

Com essas colocações, deixou claro que Ciro Gomes (PDT), que o ataca constantemente, não fez parte desse acordo informal e “presencial”.

O emedebista disse ainda que o prefeito de Sobral, Ivo Gomes, montou um comitê para ele nesse município.

Cerceamento

Sobre o caso da entrevista que o ex-presidente Lula – preso na carceragem da PF de Curitiba, daria ao jornal Folha de S.Paulo, e que foi barrada pelo ministro Luiz Fux, com endosso do presidente do STF, Dias Toffoli, Eunicio Oliveira, que preside o Congresso Nacional,não economizou nas palavras:

– Houve cerceamento de direitos e da liberdade de expressão!”

(Foto – Agência Brasil)

Jair Bolsonaro no lugar errado

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Da Coluna Política, do jornalista Érico Firmo, no O POVO destra terça-feira, o tópico “No lugar errado”. Confira

Campanhas eleitorais estão sempre repletas de candidatos a mandatos legislativos que prometem ações típicas do Poder Executivo. Levar saúde, educação, segurança e por aí vai. Isso não é algo no qual deputados e senadores possam intervir diretamente.

Jair Bolsonaro (PSL), por outro lado, é candidato a presidente cujas propostas, em grande parte, são prerrogativas do Congresso Nacional. Ele pouco fala do que pretende fazer na saúde. Na educação, quase se limita a falar de escolas militares, numa nítida dificuldade de sair da estreita lógica na qual atua. Mesmo na segurança, a pública, não fala muito do que irá fazer.

Por outro lado, facilitar porte de armas, rara proposta que defensores de Bolsonaro têm na ponta da língua, é prerrogativa do Congresso. Na semana passada, em entrevista à Jovem Pan, ele falou de outra medida, que é mudar a lei penal. Foi ao falar da punição a Adélio Bispo, homem que o esfaqueou. “Por que a pena dele (Adélio) tem de ser abaixo de um homicídio em si? Vamos mudar isso no futuro, se Deus quiser, caso eu seja Presidente. E mais ainda: vamos acabar com a progressão de pena”.

Para nada disso precisa ser presidente. Isso pode ser feito por parlamentar. Coisa que Bolsonaro é há 27 anos.

(Foto – Agência Brasil)

Resgate da liberdade de imprensa

Com o título “Resgate da liberdade de imprensa”, eis o Editorial do O POVO desta terça-feira:

Os meios jornalísticos foram surpreendidos, ontem, por uma medida polêmica tomada pela cúpula do Supremo Tribunal Federal (inicialmente pelo vice Luiz Fux e, depois, referendada pelo seu presidente, Dias Toffoli) de constranger a liberdade de imprensa e de retomar a censura prévia, sepultada pela Constituição de 1988. Tratou-se da cassação da decisão tomada anteriormente pelo ministro Ricardo Lewandowski de autorizar uma entrevista à imprensa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O estupor dos meios democráticos só foi contornado no meio da tarde de ontem, quando o próprio Lewandowski restabeleceu a normalidade do ordenamento jurídico, desfazendo a trapalhada de seu colega e emitindo um mandado à Justiça de Curitiba para que cumpra a determinação de liberar a entrevista, conforme determinara em despacho anterior, sob pena de punição.

Lewandovski havia entendido que impedir a entrevista seria uma violação à decisão anterior do STF quando julgou a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 130/DF, assegurando a plena liberdade de imprensa como categoria jurídica proibitiva de qualquer tipo de censura prévia. Mais grave ainda: a Corte já decidira que não cabe suspensão de liminar contra decisão de outro ministro do mesmo tribunal. No despacho, o magistrado afirma que a decisão tomada por Fux possui “vícios gravíssimos”, é “questionável” e “desrespeita todos os ministros do STF ao ignorar a inexistência de hierarquia jurisdicional entre seus membros e a missão institucional da Corte”. Além de ser uma censura à imprensa. Arguiu, igualmente a ilegitimidade do Partido Novo (PN) – uma entidade de direito privado – para promover esse tipo de ação, que só pode ser impetrada pelo Ministério Público e por entidades jurídicas de direito público.

A entrevista de Lula não é algo inédito: o Judiciário, em inúmeras oportunidades, já havia garantido o direito de pessoas custodiadas pelo Estado falarem a veículos de comunicação. E é de interesse público saber o que o ex-presidente pensa do futuro governo – se seu candidato e substituto for eleito (os institutos de pesquisa colocam-no como provável participante do 2º turno). Se o candidato diz que o ex-presidente será seu conselheiro, ouvir o que o próprio líder tem a dizer é importante para o eleitor se situar. E o papel da imprensa é prestar esse serviço.

Pena que tal ofício seja motivo de incompreensão e ameaças, sobretudo de onde menos se espera. Ainda bem que restam cabeças equilibradas e comprometidas com a Constituição, na própria Corte. Sem isso, a Justiça deixaria de atuar como elemento pacificador e assegurador da ordem legal democrática, trazendo, ao contrário, mais desassossego à democracia.

(Editorial do O POVO)

Família pressiona Bolsonaro a não ir ao debate da Globo

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Se depender da família, Jair Bolsonaro (PSL) não vai participar de nenhum evento de campanha no primeiro turno. Segundo informa a Coluna Radar, da Veja Online, isso inclui o debate presidencial que a TV Globo fará na próxima quinta (4).

Familiares consideram que, nesse momento, qualquer desgaste será um alto risco para sua saúde.

E querem preservá-lo para o segundo turno.

(Foto – Reprodução de TV)

Presidente do Ibope evita apontar favoritos na corrida presidencial

Bolsonaro X Haddad.

Presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro compartilhou com comerciários sua previsão de quem será eleito na eleição presidencial: “Nem pista, nem cheiro”.

Montenegro, segundo informa a Veja Online, não tem a menor ideia de quem será o sucessor de Michel Temer. “É, talvez, a eleição mais difícil de prever em 47 anos de Ibope”, disse.

Ainda que improvável, ele não descarta a ascensão de uma terceira via e nem que o pleito seja, de fato, definido no primeiro turno.

VAMOS NÓS – Ciro é apontado como uma terceira via por alguns observadores.

(Fotos – Reprodução de TV e Facebook)

Eduardo Girão publica em suas redes sociais direito de resposta de Eunício Oliveira

O candidato ao Senado pelo PROS, empresário Eduardo Girão, por determinação da Justiça Eleitoral, publica em suas redes sociais nota de direito de resposta em favor do senador Eunício Oliveira, postulante à reeleição pelo MDB.

A decisão se baseia em divulgação de “pesquisa fraudulenta” feita pelo postulante do Pros em suas redes sociais (Facebook e Instagram) no dia 14 de setembro. Nela, segundo a relatora do caso, juíza Daniela Lima da Rocha, o candidato apresentou enquete, como se fosse pesquisa, com números inexistentes para a corrida ao Senado.

Na enquete, Cid Gomes (PDT) aparece com 38%, Eduardo Girão (Pros) com 17% e Eunício Oliveira (MDB) com 2%. Dra. Mayra (PSDB) e João Saraiva (Rede) estão empatados com 1%. Os percentuais apresentados, no entanto, foram extraídos de consulta na internet por meio da ferramenta “Google Trends”, que afere os termos mais buscados num intervalo de tempo.

Confira o direito de resposta

 

Ibope aponta segundo turno entre Bolsonaro e Haddad

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O Ibope divulgou na noite desta segunda-feira (1º) a pesquisa de intenções de voto ao Palácio do Planalto. A pesquisa ouviu 3.010 eleitores entre sábado (29) e domingo (30). O nível de confiança da pesquisa é de 95% e a margem de erro é de 2 pontos, para mais ou para menos. A pesquisa foi contratada pela TV Globo e “O Estado de S.Paulo”.

Pelos números, Jair Bolsonaro (PSL) tem 31%, seguido por Fernando Haddad (PT): 21%, Ciro Gomes (PDT): 11%, Geraldo Alckmin (PSDB): 8%, Marina Silva (Rede): 4%, João Amoêdo (Novo): 3%, Alvaro Dias (Podemos): 2%, Henrique Meirelles (MDB): 2% e Cabo Daciolo (Patriota): 1%. Os demais candidatos não pontuaram. Branco/nulos somam 12%, enquanto Não sabe/não respondeu é de 5%.

Em um eventual segundo turno, Bolsonaro e Haddad empatariam em 42%, enquanto Ciro Gomes venceria Bolsonaro por 45X% a 39%.

TSE disponibiliza site para que você confira onde vai votar

O Tribunal Superior Eleitoral lembra: todo eleitor está cadastrado para votar em uma seção eleitoral específica. Por isso, é fundamental saber o número da sua zona eleitoral e o seu local de votação. Para tanto, a Justiça Eleitoral disponibiliza uma série de opções que permitem ao eleitor saber em qual seção deverá comparecer para exercer seu direito de voto.

No site do TSE, basta clicar na aba superior, no menu “Eleitor e eleições” e depois selecionar “Serviços ao eleitor”. Na lista, clique em “Título de Eleitor” e, em seguida, faça a consulta pelo “nome do eleitor” ou “número do título eleitoral”. No primeiro caso, é necessário informar nome completo, data de nascimento e nome da mãe. No segundo, é necessário ter em mãos o número do título e a data de nascimento.

Os sites dos respectivos Tribunais Regionais Eleitorais também destinam um espaço para consulta dessas informações. Ao fazer a consulta, o eleitor obterá o número de sua inscrição eleitoral, zona eleitoral e local de votação, com endereço completo.

SERVIÇO

*Para saber mais, clique aqui.

Candidatos ao Governo do Ceará participam do último debate televisivo nesta terça-feira

A TV Verdes Mares vai promover, a partir das 22 horas desta terça-feira (2), o debate entre os candidatos ao Governo do Ceará. Caberá ao jornalista Luiz Esteves, âncora do CE TV -1ª Edição, mediar o confronto de ideais.

Quatro candidatos participarão do debate: Ailton Lopes (PSOL), Camilo Santana (PT), General Theophilo (PSDB) e Hélio Góis (PSL).

De acordo com a emissora, serão cinco blocos daquele que será o último debate entre os postulantes ao Governo antes do primeiro turno das eleições, domingo próximo (7).

TSE disponibilizará aplicativo que mostra apuração em tempo real

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O aplicativo da Justiça Eleitoral, campeão de downloads nas eleições de 2014, já tem sua versão para 2018 e a expectativa é que novamente seja um recorde de acessos. Este ano, o aplicativo foi rebatizado para “Resultados 2018”.

A ferramenta é gratuita e a expectativa é que esteja disponível até o final de setembro para tablets e smartphones que operam com os sistemas Android e IOS.

Há quatro anos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a plataforma foi disponibilizada apenas para aparelhos com sistema Android e foi chamada de “Apuração 2014”. O aplicativo foi baixado em 2,7 milhões de dispositivos.

Pelo aplicativo, os eleitores poderão acompanhar a contagem dos votos em tempo real. É possível pesquisar desde o desempenho de um determinado candidato por meio de consulta nominal até um dado mais nacional.

Na tela da pesquisa, aparecerá, por exemplo, o quantitativo de votos para cada candidato com a indicação dos eleitos ou, no caso da disputa para governador e presidente da República, dos que irão para o segundo turno. Também é possível selecionar os candidatos favoritos e visualizá-los com destaque.

A ferramenta permite que o usuário selecione a abrangência que deseja acompanhar a apuração. Pode ser “Brasil” para a votação de presidente da República e “Estados” para acompanhar a votação para governador, senador, deputado federal, deputado estadual ou deputado distrital.

O eleitor também poderá conferir o desempenho nas urnas do candidato a presidente em cada estado. Além de visualizar o número de votos, é possível acompanhar o percentual de apuração das seções e ainda compartilhar essas informações nas redes sociais.

(Agência Brasil)

Uma eleição densa e imprevisível

Com o título “Eleição densa e imprevisível”, eis artigo de Emília Buarque, presidente do Lide Ceará, que congrega empresários em debates sobre temas relacionados à conjuntura do País. “Desta vez não vamos levar o voto no peito. Não existe ilusão. Definições ou apostas ocorrerão nos últimos minutos do segundo tempo”, diz trecho do texto. Confira:

Avizinha-se uma eleição das mais densas e imprevisíveis. Como se tivéssemos que deixar o Brasil de lado e apostar num futuro obscuro para fazer nossas escolhas, vamos todos exercer forçadamente nosso direito de eleger o próximo mandatário de uma nação em frangalhos. E assim, estamos atravessando um curto período eleitoral, onde paralisados tivemos que guardar no armário os projetos pessoais, novos investimentos, reestruturações e outros. Todos em compasso de espera.

Além disso, fomos surpreendidos pelo novo modus operandi da política. Sepulta-se definitivamente o discurso intelectualizado, a propaganda subliminar, a força da televisão isolada, o jeito recente que já virou velho de se fazer política. Sepulta-se também o Robin Hood maquiavélico – ladrão que rouba da nobreza para dar aos pobres, fazendo sem titubear o mal de uma só vez, já o bem, executa em parcelas para deixar o povo alegre e grato – o que remete a uma recaracterização dos movimentos dito opostos na política.

E apesar de, eleição após eleição, já termos convivido com o jogo sujo das campanhas, o baixo nível dos diálogos, dissimulados e inflamados; desta vez, para além do que o nosso fígado é capaz de aguentar, estamos vivenciando um momento em que indecisos e não convictos são a grande a maioria. O voto espontâneo é pouco representativo e a rejeição é das mais expressivas ferramentas que aferirão valor aos candidatos na decisão final. No final das contas, vamos sem emoção, apesar das ondas extremistas das redes sociais.

Desta vez não vamos levar o voto no peito. Não existe ilusão. Definições ou apostas ocorrerão nos últimos minutos do segundo tempo.

Por outro lado, há que se refletir, se das outras vezes não votamos apaixonados e cegos. Quero crer que sim. O fato é que na balança eleitoral nem as “bolsas” de cooptação – família sendo a mais famosa – nem tampouco o desemprego e a insegurança, são capazes de indicar a tendência de resultado deste pleito. O tema da educação passou ao largo, provavelmente o cerne da questão; sendo a falta dela, certamente causa do que estamos testemunhando. Nos resta acreditar que desta vez vamos acertar!

*Emília Buarque

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Presidente do Lide Ceará.