Blog do Eliomar

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Novo governo com a marca do camilismo

Da Coluna Política do jornalista Erico Firmo, no O POVO desta terça-feira, o tópico “Novo governo coma marca do camilismo”. Confira:

A eleição no Ceará foi a vitória do camilismo. Camilo Santana (PT) terá condições para compor novo governo de modo diferente do primeiro. Em 2014, ele era o que se convenciona chamar na política de “poste”. Passados quatro anos, tem o maior percentual de votos do Brasil e, também, o maior do Ceará em todos os tempos.

Há quatro anos, ganhou pela força dos Ferreira Gomes. Nesse período, imprimiu marca no jeito de fazer política mais forte que qualquer outra no mandato. Conciliador, agregador radical, até a contragosto de Ciro Gomes (PDT), que não engoliu a aliança com Eunício Oliveira (MDB).

Camilo virou governador por obra e graça dos Ferreira Gomes, mas deve se eleger pela força da própria base que construiu, hoje bem maior que a herdada de Cid.

O governador reeleito é bem mais forte que o eleito em 2014. Será interessante observar como irá conduzir a própria sucessão. A que ponto ele e os Ferreira Gomes se entenderão. Cada vez mais, Camilo consolida seu próprio grupo. Não conheço precedente de governador forte que tenha aberto mão da palavra final sobre a indicação do sucessor.

A escolha do novo secretariado indicará o que muda em relação ao governador que tomou posse em 1º de janeiro de 2015. A sucessão de Roberto Cláudio (PDT) em Fortaleza será outro teste.

Eunício Oliveira retoma atividades em Brasília

O senador Eunício Oliveira (MDB) já seguiu para Brasília. Em seu jatinho e sem dar entrevistas sobre sua derrota. Divulgou, inclusive, nota em que agradece votação, avisando que se recolherá à vida pessoal. Há quem duvide.

Eunício retoma as atividades de presidente do Congresso Nacional, cargo que chegou a incluir entre suas metas de 2019, caso tivesse conquistado a reeleição.

(Foto – Agência Brasil)

 

Alckmin indica que não vai apoiar nem Haddad nem Bolsonaro

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Protagonista da pior derrota já sofrida pelo PSDB em uma eleição presidencial, Geraldo Alckmin começou a fazer um saldo do desempenho do partido –atingido em cheio pela onda de Jair Bolsonaro (PSL).

Segundo a Coluna Painel, da Folha de S.Paulo desta terça-feira, aos que insinuam que ele deveria deixar o comando da sigla, mandou avisar que não há chance: fica até março de 2019. Aliados também garantem que ele não vai declarar apoio nem ao deputado nem a Fernando Haddad (PT). Deve liberar diretórios estaduais e se opor a ambos.

A madrugada desta segunda (8) foi de ressaca para o tucanato, especialmente o paulista. A ala mais antiga da sigla chegou a dizer que o “PSDB acabou” e que é preciso reconstruí-lo do zero.

VAMOS NÒS – O PSDB do Ceará participará, nesta terça-feira, em Brasília, de reunião do partido com a bancada para avaliar o cenário eleitoral e, principalmente, segundo deputado federal Raimundo Gomes de Matos, um projeto de reestruturação da sigla de olho em 2020. Gomes de Matos, que não foi reeleito, disse que o que se viu no País foi o eleitor buscando mudanças.

(Foto – Reprodução de TV)

Eleições 2018 – Campanha de Bolsonaro no Ceará é fechada com a direção nacional do PSL

Bolsonaro e Heitor Freire.

Heitor Freire, presidente estadual do PSL e agora deputado federal eleito, terá reunião, nesta terça-feira, no Rio de Janeiro, com a direção nacional do partido. O objetivo é acertar estratégias da campanha de segundo turno pró-Jair Bolsonaro no Ceará. Com Heitor, participa do encontro o secretário-geral da legenda, Aldairton Carvalho.

À frente da legenda desde abril deste ano, o empresário Heitor Feire é homem de confiança de Jair Bolsonaro e coordenador de sua campanha no Ceará. Eleito para a Câmara dos Deputados com 97.201 votos, ele dará coletiva na quarta-feira.

Nessa ocasião, divulgará, às 14 horas, no auditório da Aldairton Carvalho Advogados Associados, responsável pela assessoria jurídica do PSL no Ceará, as ações da campanha de segundo turno do candidato.

SERVIÇO

*Aldairton Carvalho Advogados Associados – Rua José Alencar Ramos, 385.

PP decide ficar neutro na disputa presidencial de segundo turno

O Partido Progressista, um dos baluartes do Centrão, não vai apoiar nem Jair Bolsonaro (PSL) e muito menos Fernando Haddad (PT) neste segundo turno de disputa presidencial. Vai ficar neutro.

Mas, a partir de 1º de janeiro… bem, aí são outros quinhentos, informa a Coluna Radar, da Veja Online.

No Ceará, o PP elegeu apenas um parlamentar federal, no caso AJ Albuquerque, que é o filho do presidente da Assembleia Legislativa, Zezinho Albuquerque (PDT).

(Foto – Divulgação)

Número cai, mas quase metade da Câmara será formada por milionários

Quase metade da nova Câmara que tomará posse em 2019 será formada por deputados federais milionários. É o que mostra levantamento feito pelo Portal G1 com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). São 241 políticos que declaram ter patrimônio superior a R$ 1 milhão (47% dos 513 eleitos).

Mas, após sucessivos aumentos ao longo das últimas legislaturas, o número neste ano apresenta uma ligeira queda em relação ao da última eleição. Em 2014, foram 248 políticos milionários eleitos para a Casa. Em 2010, eram 194. Em 2006, havia 165. Em 2002, eram 116.

O eleito mais rico para a próxima legislatura é o deputado e professor Luiz Flávio Gomes (PSB-SP). Ele declara possuir R$ 119 milhões. Entre os bens estão quotas de capital, investimentos em fundos e ações e um apartamento no valor de R$ 14 milhões.

Gomes diz que usou seu próprio dinheiro na campanha (cerca de R$ 1,6 milhão) e reconhece que a disputa é “desigual”. “Não concordo com financiamento público, mas é preciso um limite ainda mais duro para que todos possam concorrer. Para quem está começando é muito difícil.”

Ele diz que hoje tem uma “situação confortável” porque empreendeu na área de ensino. “Acredito no capitalismo equitativo. Dinheiro para mim sempre foi um meio, não o fim. É preciso mudar o sistema.”

No total, os parlamentares declaram um patrimônio de R$ 1,1 bilhão – o que representa uma média de R$ 2,2 milhões para cada um. O patrimônio médio é inferior ao da última eleição (R$ 2,4 milhões). Além disso, há 22 políticos que declaram patrimônio “zero” ao TSE – o dobro do verificado há quatro anos.

General Theophilo telefona para parabenizar Camilo pela vitória

O General Theophilo, com sua mulher, dona Silvana, foi à missa domingo à noite, na Igreja da paz. Em seguida, em sua casa, o postulante tucano derrotado para o Governo telefonou e parabenizou o governador Camilo Santana (PT) pela vitória. Foram quase 80% de votos.

Em segundo lugar, o General teve 488.438 votos, o que representou 11,3% da preferência.

(Foto – Alex Gomes)

PSL define o comandante da campanha de Bolsonaro no Nordeste

A cúpula do PSL definiu que a articulação do candidato Jair Bolsonaro no Nordeste neste segundo turno ficará a cargo de Julian Lemos. Com pouco mais de 71 mil votos, Lemos foi eleito pela legenda como deputado federal da Paraíba. Será uma tarefa hercúlea.

O petista Fernando Haddad venceu em todos da região, com exceção do Ceará, em que ficou atrás de Ciro Gomes (PDT).

Os maiores percentuais de Haddad foram conquistados no Piauí (63%), no Maranhão (61%) e na Bahia (63%).

(Veja)

Eleições : Governo Estadual

Com o título “Eleições: governo estadual”, eis o Editorial do O POVO desta terça-feira:

As eleições para o governo do Ceará levaram o governador Camilo Santana (PT) à reeleição, como estava desenhado, há muito, pelas pesquisas que antecederam as eleições. Estas sempre o colocaram em ampla vantagem em relação ao segundo colocado, General Theophilo (PSDB). A ampla aliança construída dá-lhe uma base de sustentação aparentemente tranquila, mas, só a definição do quadro nacional é que dará a noção do quanto isso será modulado, ou não.

O fato é que o índice de 79,95% de aprovação o coloca, como o governador, proporcionalmente, mais votado do País no primeiro turno. Isso dá ideia do nível de confiança que sua liderança obteve no seio da sociedade. Administrar esse capital de modo a manter os liames com os atuais pontos de apoio é o desafio em meio a uma conjuntura nacional desafiadora, independentemente de qual lado será o vencedor na disputa pelo governo central. Evidentemente, isso poderá transcorrer com maior facilidade se o Planalto estiver na mesma sintonia política. Mas, o sistema democrático foi feito para conviver com o pluralismo de visões políticas e administrativas, inclusive de visões de mundo.

No caso do Ceará, o sucesso da gestão do governo Camilo Santana parece ser o equilíbrio que vem mantendo entre o capital e o trabalho, que poderia (para a maior compreensão do processo) ser classificada como próxima do modelo socialdemocrático europeu – apenas para se ter um referencial que ajude a elucidar o fenômeno. Evidentemente, aumentarão, daqui para frente, as pressões para que a dinâmica econômica ganhe mais velocidade em relação à pauta social. Aí a habilidade e a flexibilidade para incorporar esses elementos dinâmicos, sem descaracterizar a faceta que dá características próprias à administração, serão o grande desafio.

A questão da segurança pública é, sem dúvida, o “calcanhar de Aquiles” da gestão camilista, mas, os eleitores parecem ter compreendido que essa questão passa por um viés federal. Não se sabe até quando essa percepção – se de fato existir – dará trégua ao governo até ele encontrar uma forma mais eficaz de equacioná-la. Também aqui o diferencial é exigido de um governo dessas características, que não põe suas fichas apenas na repressão policial, como quer uma certa visão simplista do problema.

Ter uma base de sustentação parlamentar folgada e conjugar tantas visões de mundo, no mesmo diapasão, é confortável, mas pode também ensejar uma percepção falha da realidade por lhe faltar o instrumento da crítica. Isso pode ser superado se a sociedade for encorajada a se autoafirmar, através de suas próprias formas de organização – críticas e independentes -, dando lugar a uma relação cada vez mais madura entre governo e sociedade.

(Editorial do O POVO)

Haddad e Bolsonaro descartam convocar nova Constituinte

Durante entrevista ao Jornal Nacional, da Rede Globo, nessa segunda-feira (8), o candidato do PT à Presidência da República Fernando Haddad, anunciou que vai rever sua posição sobre a convocação de uma Constituinte e que pretende fazer reformas por meio de emendas constitucionais. Ele citou três reformas que pretende fazer por meio de emendas constitucionais: reforma tributária, o fim do congelamento do teto de gastos e reforma bancária para diminuir a concentração de bancos e taxas de juros no país.

Sobre a afirmação do ex-ministro José Dirceu em entrevista ao El País de que o partido iria tomar o poder, Haddad disse que discorda da afirmação. “O ex-ministro não participa da campanha, não participará do meu governo e discordo dessa frase. Para mim, a democracia está sempre em primeiro lugar”, afirmou.

Jair Bolsonaro

Escolhido por sorteio, o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, foi o segundo a responder as mesmas perguntas. Ele negou que, caso eleito, fará um autogolpe e afirmou que não convocará uma nova Constituinte a ser formada por um conselho de notáveis, conforme havia defendido seu vice Hamilton Mourão (PRTB) durante a campanha no primeiro turno.

Ainda sobre a possibilidade de autogolpe, Bolsonaro disse que não entendeu o que o vice quis dizer, mas afirmou que acredita no voto popular e que será “escravo da Constituição”.

“O desautorizei nesses dois momentos, ele não pode ir além do que a Constituição permite. O que falta ainda ao general Mourão é um pouco de tato, um pouco de vivência com a política”, afirmou o candidato. “Eu sou capitão, ele é general, mas eu sou (sic) o presidente”.

(Com Agência Brasil)

PSDB expulsa o ex-governador Alberto Goldman por “infidelidade partidária”

O PSDB expulsou de seus quadros, nessa segunda-feira (8), o ex-governador de São Paulo e ex-presidente nacional do partido Alberto Goldman, que pertencia à sigla havia 21 anos, por “infidelidade partidária”. Também foram desligados da agremiação o atual secretário de Governo de São Paulo, Saulo de Castro, e mais 15 filiados. Cabe recurso.

A decisão, aprovada pelo diretório estadual e confirmada à imprensa pelo presidente municipal do partido, o vereador João Jorge, foi tomada um dia após a derrota nas urnas do presidenciável tucano Geraldo Alckmin, que obteve apenas 4,76% dos votos válidos no primeiro turno, e da confirmação de que o também tucano João Doria irá disputar o segundo turno com Márcio França (PSB), no próxima dia 28, pelo governo de São Paulo.

Goldman, que pertenceu ao MDB, estava filiado ao PSDB desde 12 de fevereiro de 1997. Ele começou a se desentender publicamente com João Doria no ano passado, quando publicou um vídeo dizendo que o então prefeito de São Paulo era “político sim, mas dos piores políticos que já tivemos aqui em São Paulo”. Ao se eleger, Doria se vendia como “gestor”, e não político.

Em resposta, o prefeito publicou à época outro vídeo chamando Goldman de “improdutivo” e “fracassado”. “Você coleciona fracassos na sua vida e agora vive de pijamas na sua casa. Fique com a sua mediocridade que eu fico com o povo que me elegeu, Alberto Goldman”, afirmou.

Nestas eleições, Goldman voltou a atacar Doria, que está no PSDB desde 2001. “Agora candidato a governador, João Doria novamente se coloca como gestor capaz de ‘acelerar’ São Paulo. A verdade é que tirou do papel muito pouco do que propagandeou como prefeito da capital”, disse. Ele também se manteve como um dos interlocutores de Paulo Skaf (MDB), que concorreu ao governo, mas ficou fora do segundo turno.

(Veja/Foto – Revista Forum)

A guinada à direita

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Com o título “A guinada à direita”, eis artigo de Catarina Rochamonte, doutora em Filosofia e professora da Uece. Ela bate duro nos “pseudointelectuais que se firma uma resistência à devastação moral que décadas de doutrinação de viés materialista, marxista e progressista que nos legou.” Confira:

Jair Messias Bolsonaro ainda não foi eleito Presidente da República, mas sua candidatura já representa um fenômeno na política brasileira.

Durante a campanha, a esquerda anunciou estrepitosamente que a vitória do seu demonizado adversário da direita seria o fim da democracia, mas o que vimos de ameaça à democracia saiu da faca de um fanático da esquerda, da boca de José Dirceu e das inúmeras denúncias de prováveis fraudes nas urnas eletrônicas, todas elas prejudicando o candidato do PSL.

O reduto midiático e acadêmico de uma elite cultural meio alheia à realidade do brasileiro comum sente certa dificuldade para compreender o que se passa no Brasil e no mundo. Como assim Donald Trump foi eleito? Como assim estão a eleger o Trump brasileiro? Como assim nós intelectuais, artistas, pessoas com mais consciência política não conseguimos convencer o povo de que estavam elegendo a encarnação de Adolf Hitler? Como assim “ele” subiu nas pesquisas depois do “#EleNão”? Como assim fugiram do nosso cabresto ideológico?

Não compreendem, esses pseudointelectuais, que se firma uma resistência à devastação moral que décadas de doutrinação de viés materialista, marxista e progressista nos legou. Não compreendem que em um País no qual boa parte da população não tem sequer saneamento básico não se leva a sério quem se exalta na defesa de banheiro trans; que em um País com saúde pública caótica só pessoas comprometidas ideologicamente se ocupam da luta pela legalização do aborto; que em um País com índices alarmantes de homicídios só políticos hipócritas pensam mais no criminoso do que na vítima; que em um País de maioria cristã não se admite facilmente que nossa moral seja escarnecida dia a dia e que se imponha goela abaixo dos pais as idiossincrasias sexuais de pedagogos vitimados pela lavagem cerebral de um sistema educacional decadente. Não compreenderam nada disso e por isso se espantaram nessas eleições.

Catarina Rochamonte Doutora em Filosofia e professora da Universidade Estadual do Ceará – Uece

Meirelles não deve apoiar Fernando Haddad

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Se depender de Henrique Meirelles (MDB), não virá apoio dele para o candidato a presidente da República pelo PT, Fernando Haddad, no segundo turno do pleito. É o que informa a Veja Online.

Isso porque Meirelles discorda radicalmente da revogação do Teto de Gastos, coisa do então candidato quando ministro da Fazenda do governo Temer.

Ele enxerga a ideia defendida com ênfase pelo PT como irresponsabilidade fiscal.

(Foto -Agência Brasil)

TSE – Eleitor que não votou no primeiro turno, poderá votar no segundo turno

O eleitor que não votou no primeiro turno das eleições, no domingo, 7, poderão votar no segundo turno, que está marcado para o próximo dia 28. A informação é do Tribunal Superior Eleitoral.

Mas isso caso o eleitor não tenha nenhuma pendência com a Justiça Eleitoral. Quem faltou as eleições do primeiro turno precisa justificar a ausência no cartório eleitoral ou online, por meio do sistema Justifica, até o dia 6 de dezembro. Agora, quem faltar ao segundo turno deverá se justificar até o dia 27 de dezembro.

Para justificar o voto, o eleitor precisa apresentar documentos que comprovem o fato que impediu o comparecimento às urnas. A não justificativa do voto está sujeita a multa, problemas para votar em outras eleições e mesmo o cancelamento do título (caso as faltas ocorram três vezes consecutivas).

No Ceará, o segundo turno decidirá apenas as eleições presidenciais. Em 14 estados, os eleitores também votarão para decidir governador.

(Com POVO Online)

PT só apanhou 5% do que deveria até agora, avisa presidente do partido de Bolsonaro

Em conversa com a Coluna Radar, da Veja Online, Gustavo Bebianno, presidente nacional do PSL, partido de Jair Bolsonaro, disse que o PT só apanhou 5% do que deveria até agora.

“No segundo turno, vamos bater os 95% que eles merecem. Vamos aumentar os ataques ao PT. Essa quadrilha será varrida da história do Brasil”, disse.

Bebianno é um dos principais articuladores da campanha de Bolsonaro e cotado para o cargo de ministro da Justiça caso o candidato seja eleito.

(Foto – Reprodução de TV)

O Brasil joga roleta russa

Com o título “Brasil joga roleta russa”, eis artigo de Haroldo Barbosa, jornalista filiado à Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. Ele comenta o cenário deste segundo turno da eleição presidencial. “Maioria do eleitorado que votou na extrema direita não é de fascistas. É de pessoas indignadas com a política tradicional que cederam ao forte apelo ao senso comum e aos preconceitos enraizados, inclusive ao antipetismo”, diz o articulista. Confira:

A política levou o país, nesse 7 de outubro de 2018, a uma roleta russa eleitoral. Clique vazio foi por pouco, mas o tambor já está girando de novo. Brasil entrou em espiral rumo a barbárie em ritmo acelerado. Apoio aberto ou envergonhado ao fascismo perpassa política, justiça, imprensa, forças armadas, igrejas e o escambau!

O Judiciário, em particular o TSE, ficou inerte frente ao festival de fake news desencadeado pela campanha do Bolsonaro e às ameaças feitas pelo próprio de que, se não ganhar, não aceitará resultado das eleições. O WhatsApp foi o principal meio utilizado para espalhar mentiras e meias verdades (má informação, informação incorreta e desinformação).

Maioria do eleitorado que votou na extrema direita não é de fascistas. É de pessoas indignadas com a política tradicional que cederam ao forte apelo ao senso comum e aos preconceitos enraizados, inclusive ao antipetismo. Não se pode negar no entanto que entre o eleitorado de direita há uma parcela substancial de fascistas, racistas, machistas, misóginos, homofóbicos, xenófobos e por aí vai. Também houve compra de votos e votos de cabresto, inclusive boa parte do voto dos evangélicos vai nesse sentido.

A desilusão com a política fica explicita na abstenção. Quase 30 milhões de eleitores não compareceram às urnas. Um percentual de 20,3% do eleitorado do país. No Ceará, o índice foi de 17,3%. Votos brancos e nulos em todo o Brasil somam 10,3 milhões (8,8%). Leve-se em conta ainda que mais de 3 milhões de títulos eleitorais foram cancelados pelo TSE e não entram nestes percentuais. Rejeição aos dois partidos que antes dominavam o espectro político (PSDB e PT), também mostra isso.

Está clara a falência da democracia representativa e deste modelo político partidário. Uma parte das pessoas que participaram do protesto nas eleições o fez por desilusão, de forma espontânea. Mas outra parcela se absteve devido a atividade de grupos, pessoas e organizações que buscam uma saída para a crise fora dos marcos da política tradicional. E aqui não há nenhuma defesa de golpe, ditadura ou coisa do gênero. Pelo contrário.

Crise do capital chegou a um ponto em que é preciso que as elites usem o Estado para rapinar todos recursos (dívida pública é exemplo), eliminar direitos elementares, privatizar, desregulamentar quase tudo e reprimir de todas as formas aqueles(as) que se opõem a isso. Nessa situação, até o jogo de aparências da “democracia sem povo” se torna incompatível. E é a isso que estamos sendo submetidos.

A esquerda tradicional (e eleitoral) não consegue responder a isso. É parte do problema e não da solução, que não está dentro dos marcos do capitalismo. Bolsonaro se vende como o “candidato antissistema”, quando é na verdade seu mais ferrenho representante e de todo o atraso oriundo do mesmo.

O retrocesso e a falência da política são sintomas das necessidades do mercado e que apontam para a autodestruição da sociedade. Trump e Bolsonaro são produtos dessa lógica suicida. Ou rompemos com a mesma, ou não há esperanças para o Brasil e para o planeta.

*Haroldo Barbosa
Jornalista / Pós-Graduado em Comunicação em Mídias Digitais – Filiado da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji).

Janaína Paschoal diz que abandona Jair Bolsonaro se ele se mostrar autoritário

Deputada estadual mais votada da história do Brasil, com mais de 2 milhões de votos de São Paulo, a advogada Janaína Paschoal (PSL) disse, nesta segunda-feira (8), que não se arrepende de ter recusado ser vice na chapa do presidenciável Jair Bolsonaro. Ela ainda rechaçou as críticas de que ele teria um viés autoritário. Janaína Paschoal, em entrevista ao Portal UOL, disse que “quem faz parceria com ditadura é o PT”.

“Quem defende que a Venezuela é uma democracia é o PT. Acho tão interessante, eles ficam presos no passado, mas as ditaduras do presente eles referendam”, declarou.

“Sou contrária a toda e qualquer ditadura, de direita, de esquerda, civil, militar, do passado e do presente. Sou defensora da Constituição Federal, sou contrária a essa história de chamar Constituinte, seja proposta do [Fernando] Haddad [presidenciável do PT], seja a proposta feita pelo vice [Hamilton] Mourão [vice na chapa de Bolsonaro]” afirmou.

Janaína também defende que continua apoiando Bolsonaro, mas que mudará sua posição que caso ele mostre seguir caminhos autoritários.

(Foto – Agência Senado)

Casal evangélico ganha mandatos com votos também da esquerda

Um casal comemorou muito ao final da apuração dos votos no Ceará. Ou melhor, orou e agradeceu a Deus.

A deputada estadual Dra. Silvana (PR), aquele que fez pregações contra o feminismo, a ideologia de gênero e em defesa da família, obteve a reeleição graças ao apoio evangélico e do seu trabalho como médica, segundo assessores.

Com ela, foi eleito o seu marido, o Dr. Jaziel, para a Câmara dos Deputados. Ele contou com o respaldo evangélico, mas votações como as de Célio Studart (PV) e de Luizianne Lins e José Guimarães , estes do PT que o casal não tolera, ajudaram a puxar mais um nome da coligação.

Eis a turma da esquerda ajudando, como diria a Bíblia, a manter esse cordão não de três, mas de duas dobras na política

Capitão Wagner já se cacifa para a disputa de 2020 em Fortaleza

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Em primeiro na votação para a Câmara dos Deputados, o Capitão Wagner, deputado estadual e presidente regional do Pros, não escondia dos correligionários: em 2020, voltará a disputar a Prefeitura de Fortaleza.

Em 2014, Wagner perdeu no pleito de segundo turno para o prefeito Roberto Cláudio (PDT).

Se o cenário futuro tiver como presidente Bolsonaro, a história pode mudar, garantem observadores políticos.