Blog do Eliomar

Categorias para Eleições 2018

Record realiza neste domingo debate com candidatos à Presidência da República

Sem a presença de Bolsonaro, que até esta tarde não confirmou presença, a Record realiza na noite deste domingo (30), a partir das 22 horas, o debate com candidatos à Presidência da República. A emissora usou critério pela legislação eleitoral, que determina convite a candidatos de partidos ou coligações que tenham ao menos cinco representantes no Congresso Nacional.

Foram convidados os candidatos Alvaro Dias (Podemos), Cabo Daciolo (Patriota), Ciro Gomes (PDT), Fernando Haddad (PT), Geraldo Alckmin (PSDB), Guilherme Boulos (PSol), Henrique Meirelles (MDB), Jair Bolsonaro (PSL) e Marina Silva (Rede).

O debate será mediado por Celso Freitas e Adriana Araújo, apresentadores do Jornal da Record News, e terá quatro blocos com duração de duas horas.

Bolsonaro… Haddad… Ciro… e a matemática que não fecha

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Em artigo sobre as eleições deste ano, o jornalista Nicolau Araújo questiona os números dos institutos de pesquisa. Confira:

Um candidato que venceria a todos os demais, em um eventual segundo turno, mas sem chance de passar do primeiro turno.

Os dados das pesquisas de intenções de voto ao Palácio do Planalto, pelos institutos Ibope e Datafolha, contradizem a teoria dos conjuntos, quando a interseção seria maior que a união.

Ciro Gomes, candidato a presidente da República pelo PDT, caso não venha a disputar um eventual segundo turno, já entra para a história das eleições ao Palácio do Planalto como a maior aberração das pesquisas eleitorais. Nunca antes um terceiro colocado em pesquisas de intenções de voto bateu com facilidade o primeiro e também o segundo candidato melhores pontuados na preferência do eleitorado. Acredito que, caso confirmado o que expõem os dois institutos, o fato não se repetirá pelas próximas décadas.

Assim como tem ocorrido, desde a redemocratização do Brasil, por meio do voto direto, os institutos de pesquisa deverão realizar às vésperas da eleição um “ajuste” nos percentuais de Ciro, que deverá chegar ao empate técnico com o candidato do PT, Fernando Haddad, mas menos consolidado no imaginário do eleitorado, quando muitos acreditam no pedetista já fora da disputa.

Foi o que ocorreu na última eleição ao Palácio do Planalto com o tucano Aécio Neves, que até uma semana antes do primeiro turno não haveria como disputar com a petista Dilma Rousseff um eventual segundo turno, diante da folga de nove pontos percentuais de Marina Silva, então segunda colocada nas pesquisas de intenções de voto. Como mágica, o tucano apareceu em empate técnico com Marina, na última pesquisa divulgada na véspera da eleição, mas à frente 12 pontos percentuais, após a abertura das urnas. O prejuízo no imaginário do eleitorado foi grande para Aécio, que enfrentou uma corrida contra o tempo entre eleitores que não esperavam sua presença no segundo turno, além da frustração do eleitorado de Marina Silva, quando muitos responsabilizaram o tucano pela ausência da então candidata.

No atual cenário, as pesquisas também se mostram alheias aos fenômenos que costumam definir uma eleição. De acordo com os institutos, Ciro Gomes não é um dos herdeiros da expressiva pontuação do ex-presidente Lula, antes do TSE rejeitar sua candidatura ao Palácio do Planalto, em julgamento ocorrido em 31 de agosto último. Segundo as últimas pesquisas, Haddad tem avançado sobre Marina Silva para alcançar hoje os supostos 22 pontos percentuais, além de poucos indecisos.

Mesmo quando Haddad foi oficializado candidato do PT, em 11 de setembro, Ciro Gomes se manteve com 13 pontos percentuais, até a última pesquisa, 17 dias depois, quando caiu dois pontos, sem qualquer fenômeno que explicasse a queda de um candidato com percentual consolidado.

Enquanto isso, os institutos seguem como árbitros de futebol, que muitas vezes interferem nos resultados de jogos, nos últimos minutos, com gols de impedimento ou penalidades inexistentes. Com o eleitorado sem direito ao árbitro de vídeo…

Nicolau Araújo, jornalista

Eunício destaca parceria com Camilo e prevê Ceará mais próspero com reforço de Cid

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Para o presidente do Congresso Nacional, Eunício Oliveira (MDB), candidato à reeleição ao Senado, o Ceará terá mais prosperidade nos próximos anos com a reeleição do governador Camilo Santana (PT), com a sua própria reeleição e ainda com a eleição de Cid Gomes (PDT) ao Senado.

“Decidimos juntar forças para trazer cada vez mais recursos para o Ceará”, comentou Eunício, na noite desse sábado (29), em comício no Eusébio, na Região Metropolitana de Fortaleza, ao listar conquistas como a criação do Sistema Único de Segurança Pública e a instalação no Estado de um Centro Integrado de Inteligência, além da liberação de recursos para obras do Governo do Estado e Prefeitura de Fortaleza.

Já o governador Camilo destacou no palanque a importância de votar nos dois candidatos ao Senado, apoiado por sua gestão.

“Procurei o Eunício e ele abriu as portas em Brasília para ajudar o Ceará. E todos vocês sabem o que Cid fez pelo Estado e pelo Eusébio. Por isso, nossos dois senadores são Eunício e Cid”, disse Camilo.

(Foto: Divulgação)

Milhões vão às ruas em 12 estados em manifestação contra Bolsonaro

O movimento #EleNão, contrário à candidatura de Jair Bolsonaro (PSL), levou neste sábado (29) milhões de pessoas em cerca de 50 cidades de 12 estados brasileiros. Convocado pelas redes sociais, o movimento em Fortaleza ocupou a Praia de Iracema. Um vídeo em Limoeiro do Norte, no Baixo Jaguaribe, a 198 quilômetros da capital cearense, também mostrou manifestantes locais.

Em São Paulo, com maior número de manifestantes, o protesto ocorreu na Zona Oeste, puxado pelo ato “Mulheres contra Bolsonaro”, no Largo da Batata. Também na Zona Oeste, nas proximidades do estádio Pacaembu, houve ato a favor da candidatura de Bolsonaro. A Polícia evirou o encontro dos dois grupos.

(Fotos: Leitor do Blog e Reprodução)

Fux suspende liminar que autorizava entrevista de Lula

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux suspendeu a liminar concedida pelo ministro Ricardo Lewandowski autorizando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a conceder entrevista à Folha de S.Paulo. Em matéria publicada neste sábado (29), o jornal reagiu com críticas à decisão.

O pedido de suspensão da liminar que autorizava a entrevista foi ajuizado pelo Partido Novo, sob a argumentação de que afrontaria o princípio republicano e a legitimidade das eleições. Ainda segundo as argumentações apresentadas pelo partido, citadas na decisão de Fux, “a liberdade de imprensa deve ser ponderada em face da liberdade do voto”. Na decisão em que indefere a liminar do ministro Lewandowski, Fux remete o caso ao plenário, para que aprecie a matéria de forma definitiva.

“Por conseguinte, determino que o requerido Luiz Inácio Lula da Silva se abstenha de realizar entrevista ou declaração a qualquer meio de comunicação, seja a imprensa ou outro veículo destinado à transmissão de informação para o público em geral. Determino, ainda, caso qualquer entrevista ou declaração já tenha sido realizada por parte do aludido requerido, a proibição da divulgação do seu conteúdo por qualquer forma, sob pena da configuração de crime de desobediência”, argumentou o ministro.

Segundo ele, a decisão do relator da matéria, o ministro Ricardo Lewandowski, – amparada pelo princípio constitucional que garante a plena liberdade de imprensa como categoria proibitiva de qualquer tipo de censura prévia e sob a justificativa de que tal proibição negaria ao preso o direito de contato com o mundo exterior – “ exorbita de seus termos e expande a liberdade de imprensa a um patamar absoluto incompatível com a multiplicidade de vetores fundamentais estabelecidos na Constituição”.

Ainda segundo as argumentações apresentadas por Fux, “o mercado livre de ideias… tem falhas tão deletérias ao bem-estar social quanto um mercado totalmente livre de circulação de bens e serviços”.

“Admitir que a transmissão de informações seria impassível de regulação para a proteção de valores comunitários equivaleria a defender a abolição de regulações da economia em geral”, acrescentou ele, ao defender a regulação da livre expressão de ideias no período que antecede as eleições, como forma de proteger o eleitor de informações falsas ou imprecisas e, por consequência, o bom funcionamento da democracia, a igualdade de chances, a oralidade, a normalidade e a legitimidade das eleições.

(Foto: Arquivo)

A confortável reeleição de Camilo Santana

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Em artigo no O POVO deste sábado (29), a jornalista Letícia Alves diz que definição da eleição ao Palácio da Abolição, em primeiro turno, segundo pesquisas de intenções de voto, impede o debate com mais profundidade neste momento de crise. Confira:

Se os resultados das pesquisas para o Governo do Ceará se confirmarem no dia 7 de outubro, Camilo Santana (PT) será reeleito sem grandes aperreios – e sem segundo turno. Segundo o Ibope divulgado na segunda-feira, 24, o petista conta com 69% das intenções de voto, enquanto o General Theophilo (PSDB) ocupa o segundo lugar com apenas 7%.

A tranquilidade experimentada pelo governador até este momento da campanha não representa o cenário deste seu primeiro mandato, marcado por turbulências. Mal havia recebido a chave do Palácio da Abolição, ele enfrentou surto de sarampo e protestos de médicos contra corredores lotados dos hospitais.

O problema na saúde logo deu lugar à insegurança: ataques de criminosos a postos policiais, rebeliões em presídios e até ameaça de carro bomba na porta da Assembleia Legislativa. A partir da segunda metade do mandato, a força das facções criminosas tomou conta dos noticiários e do dia a dia da população: ataques a ônibus, expulsão de moradores de suas casas, chacinas.

Não se pode esquecer da seca, além, é claro, da grave crise econômica e política na qual o País está mergulhado. Evidentemente que Camilo não é o culpado direto de todos esses problemas, mas também não é possível isentá-lo por completo do que acontece no seu Estado.

As críticas dos adversários, sobretudo na área da segurança, não parecem estar fazendo efeito. Isso porque, além de estar na frente nas pesquisas, Camilo ainda é o candidato com menor taxa de rejeição. É um cenário extremamente confortável para ele, apesar da crise.

Esses números podem ser explicados sob diversas perspectivas. Na visão do governador, eles provariam o quanto sua gestão tem sido positiva. Para a oposição, eles podem ser o reflexo do desconhecimento dos oponentes de Camilo, uma campanha curta e uma disputa desigual – já que o petista conta com o apoio de 24 partidos, que administram quase todos os municípios do interior.

Falta ouvir a opinião do povo. Para mim, que não tenho a pretensão de falar por ele, isso pode significar uma democracia fragilizada. Não porque o governador não possa ser reeleito, se esta for a vontade da maioria da população, mas porque acredito que merecemos uma disputa que debata com mais profundidade este momento de crise, uma oposição que exponha os reais males da atual gestão e um governo que faça mea culpa sincera dos seus erros.

Letícia Alves

Jornalista do O POVO

Bolsonaro recebe alta médica, deixa hospital e vai para o Rio

O candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL), deixou o hospital Albert Einstein, no Morumbi, em São Paulo, na tarde deste sábado (29).

Ele recebeu alta médica às 10h, após passar 22 dias internado por ter sido esfaqueado em 6 de setembro durante um ato de campanha em Juiz de Fora (MG).

Bolsonaro seguiu para o Aeroporto de Congonhas, onde embarcará para o Rio de Janeiro, no voo das 15h40.

O presidenciável deixou o hospital por uma saída alternativa para evitar a movimentação da imprensa, que o aguardava na entrada principal do hospital.

Gustavo Bebbiano, presidente do PSL, informou que o candidato segue com a saúde frágil nos próximos 15 dias e que não fará campanha de rua. Ele avalia que, com isso, a campanha foi prejudicada.

“Porque [a campanha] não conta com muitos recursos, não aceitamos doações de empresários, fazemos uma política diferenciada. A campanha vinha sendo feita com base no contato de Bolsonaro com o público”, disse.

Bebbiano comentou sobre as polêmicas envolvendo o vice de Bolsonaro, general Mourão. “O general é um homem brilhante, uma pessoa especialmente inteligente, experiente, mas que, talvez, não tenha esse traquejo com a imprensa. Às vezes, ele pode expressar um pensamento pessoal, que não reflete o plano de governo de Bolsonaro”, declarou.

O presidente do PSL falou sobre os questionamentos de Bolsonaro a respeito da confiabilidade das urnas eletrônicas.

“O que nos incomoda é a impossibilidade da recontagem de votos. A gente tem uma contagem secreta de votos, que fica nas mãos de meia dúzia de técnicos. Infelizmente, isso contraria princípios da publicidade, transparência inerentes à administração pública”, finalizou.

(Agência Brasil / Foto: Reprodução)

No último fim de semana de campanha, Camilo aponta a educação como maior investimento na juventude

“Ampliaremos as escolas de tempo integral e os Centros Cearenses de Idiomas no apoio aos nossos jovens na busca por empregos de qualidade. Investiremos cada vez mais em educação, hoje a melhor do Brasil”.

A declaração é do governador Camilo Santana, candidato à reeleição pelo PT, neste sábado (29), em Maracanaú, na Região Metropolitana de Fortaleza, ao apontar a educação como maior investimento na juventude.

Camilo participou de caminhada pelo município, onde destacou ainda os investimentos em segurança pública. “Ampliaremos ainda mais o Batalhão do Raio, o Sistema de Videomonitoramento e iremos instalar novas delegacias 24 horas. Também farei novos concursos para a segurança pública e para a educação. Ainda concluiremos o IJF II, em parceria com a Prefeitura de Fortaleza, e o Hospital Regional do Vale do Jaguaribe. Construirei 100 novas creches, sendo 30 em Fortaleza, para zerar a fila de espera”, garantiu o governador.

(Foto: Divulgação)

CNJ afasta juiz que planejava determinar recolhimento de urnas

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Provocado pela Advocacia Geral da União (AGU), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) acolheu pedido para adoção de “providências cautelares”, a fim de evitar que o juiz Eduardo Luiz Rocha Cubas, do Juizado Especial Federal Cível de Formosa (GO), colocasse em prática os planos de conceder, ao fim do dia 5 de outubro próximo, uma liminar determinando ao Exército o recolhimento de urnas eletrônicas a serem usadas no pleito do dia 7 de outubro.

De acordo com a AGU, a decisão evitou que o juiz “prejudicasse deliberadamente” a realização da eleição. “A liminar seria concedida no âmbito de uma ação popular que questiona a segurança e a credibilidade das urnas.

O comportamento suspeito do juiz começou a partir do momento em que ele permitiu a tramitação da ação no juizado, uma vez que a Lei nº 10.259/11 (que regulamenta os juizados especiais federais) dispõe expressamente que tais juizados não têm competência para julgar ações populares”, informou por meio de nota a entidade.

Ainda segundo a AGU, após ter permitido a tramitação da ação, o juiz Eduardo Luiz Rocha Cubas teria deixado de digitalizar os autos e conferido ao processo sigilo judicial “sem qualquer fundamento legal”, além de não ter intimado a União para tomar conhecimento da ação.

“Além disso, o juiz foi pessoalmente ao Comando do Exército, em Brasília, onde se reuniu com militares para antecipar o conteúdo da decisão que prometeu proferir no dia 5 de outubro com a expectativa declarada de que as Forças Armadas pudessem desde já se preparar para o cumprimento da determinação futura que receberia para recolher urnas; não houvesse tempo hábil para a decisão ser revertida pelo próprio Judiciário”, diz a nota da AGU.

(Agência Brasil)

Precisamos avaliar os programas de governo

Em artigo no O POVO deste sábado (29), o administrador de empresas André Filipe Dummar de Azevedo aponta que são “muitas intenções e rasos caminhos de como chegar ao proposto” nos programas de governo dos candidatos. Confira:

Desde que comecei a votar mantenho um hábito em todas as eleições: ler o programa de governo de todos os candidatos que buscavam assumir posições de liderança na administração pública. Em 2016, período em que ocorreu o pleito para os municípios do estado do Ceará, escrevi o primeiro artigo analisando os planos. Dois anos depois e as conclusões pouco mudaram.

Na maioria dos casos, observamos uma lista de propostas com pouquíssimo substrato do ponto de vista técnico. Muitas intenções e rasos caminhos de como chegar ao proposto. Além disso, muitos dos programas demonstram claramente características e convicções ideológicas do candidato e obviamente sobre isso não tenho qualquer crítica, afinal, é legítimo e importante para o eleitor ter clareza dos princípios norteadores de uma proposta de gestão. Contudo, um plano, por mais bem fundamentado que seja do ponto de vista conceitual, precisa ser calcado em metas específicas, mensuráveis e alcançáveis, além de deixar claro a origem dos recursos e os responsáveis por sua execução.

Nunca a visão de Stephen Kanitz de que efetivamente não são os grandes planos que dão certo, são os pequenos detalhes fez tanto sentido. Deveríamos ter em mente que a “mudança”, tão verbalizada por vários candidatos e tão desejada por uma parte representativa da população deveria ser iniciada em uma modificação de mentalidade quanto a importância de construir um planejamento consistente capaz de transformar o que é proposto em realidade. Propostas que nem ao menos expliquem a origem dos recursos que proporcionarão sua implantação não devem ser vistas com seriedade.

Exercer nosso direito democrático é também crescer progressivamente nossa consciência. Que nestas eleições tenhamos cada vez mais discernimento quanto ao nosso papel de agentes de transformação e união.

André Filipe Dummar de Azevedo

Administrador de Empresas

TRE-CE multa Girão em R$ 53 mil e concede direito de resposta a Eunício

O Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) aplicou uma multa no valor de R$ 53,2 mil em desfavor do candidato do Pros ao Senado, Eduardo Girão, por “divulgação de pesquisa fraudulenta”. A relatoria foi da juíza Daniela Lima da Rocha, que entendeu que Girão veiculou dados não verdadeiros em sua página no Facebook com o “intuito de interferir no comportamento do eleitorado”.

A juíza também entendeu que o candidato do MDB ao Senado, Eunício Oliveira, terá direito de resposta no espaço eleitoral de Eduardo Girão, pois os dados errados da pesquisa também foram apresentados no horário político destinado à coligação do candidato do Pros, em prejuízo a Eunício.

A pesquisa, na verdade, tratava-se de dados do Google Trends, com a quantidade de buscas pelos nomes dos candidatos, não intenções de voto. Nesse critério, Girão apareceu com 17% e Eunício com 2%. Para a Justiça Eleitoral, o candidato do Pros usou “formato gráfico, próprio de pesquisas eleitorais”, (…) “caracterizando, em tese, manipulação de resultado e fraude”.

(Foto: Arquivo)

Fala de Ciro é problema para Haddad

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Da Coluna Política, no O POVO deste sábado (29), pelo jornalista Érico Firmo:

Ciro Gomes (PDT) disse ontem que não apoiará Fernando Haddad (PT) no provável segundo turno contra Jair Bolsonaro (PSL). A se confirmar tal posição, é um baque para o petista. Afinal, Ciro vem se posicionando como terceira força nesta eleição. O apoio dele seria, teoricamente, o mais natural para o PT no 2º turno. Por isso a posição surpreende.

É possível que, confirmado o segundo turno, Ciro adote outra postura. Agora, ele tenta demarcar posição que provavelmente tenta atrair antipetistas que votariam contrariados em Bolsonaro só para derrotar o PT. Mas, prefeririam outra alternativa.

O pedetista vê que os acenos aos simpatizantes petistas não têm surtido efeito. Esse segmento tem ido mesmo é para Haddad. Por outro lado, antipetista por antipetista, se o eleitor procura alternativa a Bolsonaro pode optar mesmo por Geraldo Alckmin (PSDB), que no Datafolha ontem ficou a um ponto de Ciro.

O mais curioso mesmo é a razão para Ciro dizer que não apoia o PT: o fato de o partido estar junto com Renan Calheiros e, no Ceará, estar com Eunício Oliveira, ambos do MDB.

Pera lá. O PT está junto do Renan Calheiros desde que chegou ao poder. Na mesma época em que Ciro virou ministro da Integração Nacional, Renan virou presidente do Senado, com apoio de Luiz Inácio Lula da Silva. Certo, Ciro menciona que isso veio depois de o PT denunciar um golpe. Renan, emedebista que é, votou pelo impeachment. Mas, foi o mais hesitante de todos eles. E foi quem costurou o arranjo para permitir a Dilma ser candidata agora.

Muito mais complicado é o argumento sobre Eunício. Ora, quem apoia o senador é o PT do Ceará, da cozinha de Ciro. É o governador Camilo Santana. Até a certo contragosto do PT nacional, que, no fim, acabou dando as bênçãos. E Cid Gomes, irmão do Ciro, topou fazer campanha ao lado dele. O PDT de Ciro topou não ter um segundo candidato para se compor com Eunício, de forma um tanto envergonhada.

Ciro diz que não dá para apoiar ao PT, mas segue junto do governo petista no Ceará. Com Eunício, com tudo.

Salmito e André Figueiredo participam de encontro em Maracanaú

O candidato a deputado federal Salmito e a deputado federal André Figueiredo, ambos do PDT, participam neste sábado (29), a partir das 9 horas, de encontro com a população de Maracanaú, na Região Metropolitana de Fortaleza, no Colégio Ateneu Industrial.

Os dois candidatos abordarão a importância do voto consciente, além do atual momento político no país, que no próximo domingo (7) também terá eleição para presidente da República. Durante o encontro, haverá apresentação cultural da Cia de Dança Cecília Torres.

Neste domingo (30), Salmito participa de carreata, a partir das 8h30min, com saída da Praça do vaqueiro (em frente ao antigo aeroporto), no bairro Vila União.

Nessa sexta-feira (28), o candidato a deputado estadual pelo PDT percorreu ao lado do vereador Raimundo Filho as ruas dos bairros Demócrito Rocha e Pici.

(Foto: Divulgação)

Datafolha – Bolsonaro e Haddad polarizam pesquisa, mas Ciro segue vencendo em todos os cenários de segundo turno

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O Jornal Nacional divulgou há pouco os números da mais nova pesquisa Datafolha, realizada entre a quarta-feira (26) e esta sexta-feira (28), com nove mil eleitores de 236 municípios de todas as regiões do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com confiabilidade de 95%.

Pela pesquisa, Jair Bolsonaro e Fernando Haddad dificilmente deixarão de disputar o segundo turno, com 28 pontos percentuais para Bolsonaro, o mesmo percentual da última pesquisa, e 22 pontos para Haddad, num crescimento de seis pontos, em relação á última pesquisa.

Ciro Gomes perdeu dois pontos percentuais, mas segue em terceiro com 11 pontos. Depois aparecem Geraldo Alckmin (10%), Marina (5%), Amoêdo (3%), Álvaro Dias (2%), Meirelles (2%), Daciolo, Boulos e Vera, 1% cada. Emayel e João Goulard não pontuaram. Brancos e nulos somam 10%, enquanto os que não souberam ou opinar ou não responderam somam 5%.

Na rejeição, Bolsonaro aparece com 46%, ao subir três pontos; Haddad passou de 20% para 32% e Ciro passou de 21% para 22%.

Na simulação de segundo turno, Ciro Gomes segue vencendo em todos os cenários: 48% x 38% Bolsonaro; 41% x 35% Haddad; 42% x 36% Alckmin. Bolsonaro e Haddad aparecem em empate, com 39% cada.

(Foto Arquivo)

Mais de 3 mil militares reforçarão a segurança do pleito em cinco cidades do Ceará

Cerca de 3.000 militares do Exército atuarão no reforço da segurança no 1º turno das eleições em Fortaleza, Caucaia, Maracanaú, Juazeiro do Norte e Sobral. O anúncio foi feito pelo comandante da 10ª Região Militar, general Fernando da Cunha Mattos. Ele apresentou o plano na presença da presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará, desembargadora Nailde Pinheiro Nogueira, e do vice-presidente e corregedor regional eleitoral, desembargador Haroldo Correia de Oliveira Máximo. Foi nesta tarde de sexta-feira, na sede do TRE, informa a assessoria de imprensa do Poder.

A tropa federal terá militares de sete batalhões do Exército, oriundos de Fortaleza, Crateús, Recife, Garanhuns, Petrolina e Salvador. Todos eles estarão a postos a partir de sexta-feira, 5, e no sábado, 6, véspera das eleições, quando farão reconhecimento das áreas de atuação.

“O foco da atuação da tropa federal no dia do pleito é a coibição dos crimes eleitorais. A nossa vocação no dia do pleito não é segurança pública, até porque os órgãos de segurança pública estarão atuando em sua plenitude. A distribuição da tropa é voltada ao número de eleitores. Em cada cidade haverá um comando de batalhão organizado e sendo responsável pela coordenação da tropa federal naquele município”, revelou o general Cunha Mattos.

As forças de segurança trabalharão integradas, pois haverá um Centro de Operações do Exército, com a participação das Polícias Federal, Militar, Rodoviária Federal e Abin em consonância com a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social no Centro de Coordenação de Segurança Integrada.

(Foto – Divulgação)

Juíza da propaganda proíbe carreata pró-Bolsonaro que coincidiria com carreta pró-PDT

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A juíza Adriana da Cruz, coordenadora de fiscalização da propaganda eleitoral e do poder de polícia de Fortaleza, proibiu a realização da carreata intitulada “Ato Nacional de Apoio a Bolsonaro 17”. O evento, promovido pela página do Facebook “Endireita Fortaleza”, estava programado para acontecer neste domingo, 30/9, a partir das 9 horas, com concentração na Arena Castelão e a utilização de boneco gigante. O ato não foi comunicado à Justiça Eleitoral, mas amplamente divulgado na redes sociais.

Segundo a assessoria de imprensa do TRE, a decisão foi motivada pela ocorrência de outro evento agendado para o mesmo dia e horário, noticiado previamente à Justiça Eleitoral e à Autarquia Municipal de Trânsito no dia 3/9, promovido pelo candidato Evandro Leitão (PDT).

A magistrada determinou que os fiscais da propaganda compareçam ao local, dia 30/9, às 9 horas, acompanhados da Polícia Militar, para cumprir a decisão, inclusive para coibir a utilização de boneco gigante, vedado pela legislação eleitoral, com a previsão de multa no valor de 2 mil a 8 mil reais.

Eunício Oliveira reúne prefeitos da Região da Ibiapaba no afunilamento da campanha

O senador Eunício Oliveira (MDB), candidato à reeleição, reuniu um total de 20 prefeitos e varias lideranças políticas da Região da Ibiapaba nesta sexta-feira. O objetivo foi mostrar força eleitoral no momento em que se afunila a campanha. O encontro ocorreu no município de São Benedito, organizado pelo prefeito Gadyel Gonçalves (PCdoB), que também preside a Associação dos Prefeitos do Estado do Ceará (Aprece).

Segundo Gadyel, votar em Eunício é a forma que os gestores têm de “agradecer por todo o empenho demonstrado por ele em defesa dos municípios.”

Participaram dessa reunião os prefeitos Zé Firmino (MDB), de Viçosa do Ceará, Augusto Brito (PCdoB), de Graça, Íris (PDT), de Hidrolândia, Ademir Martins (MDB), Carnaubal, Dr. Cárlisson (PDT), de Poranga, Marfisa (PDT), de Pires Ferreira, Áquila (PDT), de Moraújo, Canarinho (PCdoB), de Mucambo, Alex Melo (PDT), de Pacujá, Elmo Aguiar (PDT), de Cariré, Adail Machado (MDB), de Guaraciaba do Norte, Jacques Albuquerque (MDB), de Massapê, Helton Luis (PDT), de Frecheirinha, Dr. Jaydson (PTB), de Tianguá, Renê (PDT), de Ubajara, Osvaldo Neto (PDT), de Reriutaba.

(Foto – Divulgação)

Eduardo Girão realiza última viagem em campanha pela Região do Cariri

Eduardo Girão, candidato ao Senado pelo PROS, esteve, na Região do Cariri, pela quarta vez em timo de campanha. Acompanhado de Capitão Wagner, presidente regional do partido e de lideranças locais dos municípios dessa banda do Estado, ele disse que há um “forte sentimento de mudança” esboçando-se entre eleitores caririenses.

Essa a última viagem do postulante pela região antes do dia da votação.

No roteiro dele, entrou uma visita à fábrica da Cajuína São Geraldo, em Juazeiro do Norte, onde também, como empreendedor, Eduardo falou sobre a importância da iniciativa empresarial e sobre seus planos para ajudar na promoção de empregos.

(Foto – Divulgação)

O destino das eleições e tormenta de uma nação

Com o título “O destino das eleições e tormenta de uma nação”, eis artigo do advogado Leandro Vasques. Ele aborda o cenário eleitoral e diz, no texto, que é preciso refletir. “Como disse Zola, “não advertir a nação diante do perigo, para que se acautele e reaja, é fazer do silêncio o mais hediondo crime e a mais covarde e abjeta de todas as traições”. Confira:

A turbulenta corrida presidencial de 2018 se avizinha de sua reta final. Com todas as ressalvas possíveis à superficialidade da divisão binária entre “esquerda” e “direita”, as pesquisas de intenção de voto divulgadas recentemente têm consolidado uma nítida polarização, o que não indica dois caminhos claros para o destino político do País. Na verdade, nos sentimos diante de um abismo, temendo que o próximo presidente seja aquele inconsequente capaz de dar o passo à frente fatal para a democracia.

Nesse caldeirão eleitoral, o antipetismo – causado pela corrupção patológica, inflado pela Lava Jato e sustentado pela incrível incapacidade de mea culpa do PT – tem rendido intenção de voto principalmente a Jair Bolsonaro (PSL), em primeiro lugar nas pesquisas. No segundo pelotão, vem o insosso Fernando Haddad (PT), ungido por Lula como se um “messias” fosse. A seguir, o veterano Ciro Gomes (PDT), cujo elevado aprumo técnico é proporcional ao temperamento forte. Mais atrás, mas ainda com chances pela instabilidade do momento, vemos Geraldo Alckmin (PSDB) portador de experiência de quatro mandatos de governador mas que não tem conseguido converter sua ampla rede de apoio partidária e tempo de TV em intenção de voto; e Marina Silva (Rede), em queda livre e em progressiva desidratação eleitoral, para citar apenas alguns.

O panorama político-eleitoral atual não está nebuloso à toa: é a colcha de retalhos urdida a partir de vários episódios controversos, como a candidatura de um ex-presidente preso e barrado pela Lei da Ficha Limpa, ou o atentado a faca a um dos favoritos na disputa por um indivíduo, ecoando as contraditórias vozes da intolerância contra a intolerância. É preciso refletir. Como disse Zola, “não advertir a nação diante do perigo, para que se acautele e reaja, é fazer do silêncio o mais hediondo crime e a mais covarde e abjeta de todas as traições”.

Parafraseando Paulo Bonavides, nosso País “se encontra na vigésima quarta hora do seu destino” e diante desse grave acirramento, precisamos de serenidade para aplacar a paixão política que é, segundo Nelson Rodrigues “a única paixão sem grandeza, a única que é capaz de imbecilizar o homem”. E que Deus proteja esta nação.

*Leandro Vasques

leandrovasques@leandrovasques.com.br

Advogado, mestre em Direito pela UFPE e conselheiro da Escola Nacional da Advocacia (ENA).