Blog do Eliomar

Categorias para Eleições 2018

Elas não são candidatas, mas conquistam muitos votos

Quem viu a dentista Jamile Salmito caminhar pelas ruas do Pirambu, João XXIII e Jardim América, por certo poderia confundi-la com alguma candidata nestas eleições. Além das caminhadas em busca de votos, a dentista também argumentou com eleitores desacreditados com a política e com políticos da importância do voto para os rumos do País, em questões como saúde, educação, segurança pública e políticas sociais.

Ela é esposa do candidato a deputado estadual Salmito (PDT), presidente do Legislativo de Fortaleza. Divido entre a campanha e o exercício do mandato na Câmara Municipal, que não derrubou nenhuma sessão durante este período eleitoral, Salmito não conseguiu acompanhar algumas atividades de campanha.

Foi então que Jamile ocupou o espaço com a militância do candidato a deputado estadual.

A prática de Jamile Salmito não é novidade para as esposas do Camilo Santana (Onélia Santana), do ex-governador Cid Gomes (Maria Célia) e do prefeito Roberto Cláudio (Carol Bezerra), acostumadas a pedir votos para os maridos em diversas campanhas,

Além de Jamile, a esposa do senador Eunício Oliveira, Mônica Paes de Andrade, também se mostrou mais participativa nestas eleições.

(Fotos: Divulgação)

Bolsonaro cresce sete pontos em votos válidos e vai a 42,6% na pesquisa CNT/MDA

O candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL) atingiu 42,6% dos votos válidos, conforme pesquisa CNT/MDA divulgada neste sábado. Ele cresceu sete pontos percentuais em intenções de votos válidos desde a última pesquisa do instituto. Para vencer no primeiro turno, um candidato precisa de 50% dos votos válidos mais um. Os votos válidos são a forma oficial de contabilizar os resultados.

Fernando Haddad (PT) tem 27,8% e aparece na segunda colocação. Ele caiu em relação á última pesquisa, quando tinha 31,5% dos votos válidos. Pela pesquisa, o candidato do PT faria o segundo turno contra Bolsonaro.

Na terceira colocação está Ciro Gomes (PDT), com 11,5%.

Confira os resultados:

Bolsonaro – 42,6%

Haddad – 27,8%

Ciro – 11,5%

Alckmin – 6,7%

Amoêdo – 2,7%

Marina – 2,6%

Álvaro Dias – 2%

Meirelles – 1,9%

Cabo Daciolo – 1,5%

Nas intenções de voto totais, Bolsonaro tem 36,7%, Haddad conta com 24% e Ciro tem 9,9%. Antes, no dia 30 de setembro, o candidato do PSL tinha 28,2%; e o do PT, 25,2%. Ciro tinha 9,4%.

A pesquisa divulgada neste sábado (6) foi realizada entre os dias 4 e 5 de outubro de 2018. Foram ouvidas 2.002 pessoas, em 137 municípios de 25 Unidades Federativas, das cinco regiões do País. O levantamento está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob o número BR-04819/2018 e tem 95% de nível de confiança.

(O POVO Online)

Bicicleta – Eunício vira atração em Limoeiro do Norte

O presidente do Congresso Nacional, Eunício Oliveira (MDB), candidato à reeleição ao Senado, virou atração em Limoeiro do Norte, neste sábado (6), ao utilizar uma bicicleta, o meio de transporte mais comum no município do Baixo Jaguaribe, a 198 quilômetros de Fortaleza, Eunício foi filmado por moradores, com o vídeo indo parar nas redes sociais.

PF combate crime eleitoral no Ceará

A Polícia Federal, com o apoio do Ministério Público Eleitoral, cumpriu neste sábado (6), seis mandados de busca e apreensão, sendo dois em Fortaleza e quatro em Juazeiro do Norte, expedidos pelo Juiz Eleitoral da 119ª Zona Eleitoral do Ceará, com o objetivo de combater crimes eleitorais.

Dois mandados foram cumpridos em uma mesma empresa, sendo um na matriz, localizada em Fortaleza, e o outro na filial, em Juazeiro do Norte. Os demais foram cumpridos em desfavor de candidatos a deputados federal e estadual do Ceará e de um gestor público municipal de Juazeiro do Norte.

Os mandados foram expedidos após representação em Inquérito Policial que apura os crimes de uso de recursos públicos para o pleito eleitoral 2018 e o de grave ameaça para coagir alguém a votar, ou não votar, em determinado candidato ou partido.

Não houve prisões. Foram apreendidos celulares e documentos.

(Polícia Federal)

Eleitores em trânsito poderão justificar ausência em nove aeroportos

Os eleitores que estiverem em trânsito amanhã (7) e não puderem participar do primeiro turno das eleições terão como justificar a ausência na votação em nove aeroportos do país. O horário para a justificativa é o mesmo da votação: de 8h as 17h.

As unidades dos tribunais regionais eleitorais serão instaladas nos aeroportos de Aracaju, Belém, Cuiabá, Goiânia, Maceió, Recife, Teresina, Vitória e Uberlândia, em Minas Gerais.

Para justificar a ausência, o eleitor deve levar um documento oficial com foto, o título de eleitor ou o número do documento, e o requerimento de justificativa eleitoral preenchido – que está disponível no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e nos postos de justificativa.

No período eleitoral, a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) informou que irá reforçar o monitoramento dos seus aeroportos nos horários de maior fluxo de passageiros e de vôos.

(Agência Brasil)

Dia de reflexão

Editorial do O POVO deste sábado (6) aponta para o papel do eleitor em saber escolher os próximos representantes do destino do País. Confira:

O dia anterior a uma grande decisão – como é o caso desta véspera de eleição – deve servir de pausa para a reflexão ponderada, quando se quer ter maior segurança sobre o que se vai fazer e estimar as consequências que podem advir dessa decisão, não só para a pessoa em particular, mas, para o conjunto da sociedade. A democracia é o melhor regime para se consertar eventuais erros de percurso e avançar com mais segurança, pois possibilita a crítica aberta. Um regime autoritário – à direita ou à esquerda -, ao contrário, considera-se dono da verdade, estando sempre pronto a retaliar quem aponta alternativas que se choca com a visão oficial. A democracia apoia-se na metodologia da tentativa e erro, que é o próprio método usado pela vida.

Assim, é bom fazer um perfil do candidato para ver como ele se enquadra nessa perspectiva em defesa das liberdades.

Outra qualidade da democracia é agregar gente para tirar da pluralidade de percepções a radiografia das várias facetas da realidade e assim ter uma visão mais completa do real – que quase sempre é complexo. Já a perspectiva autoritária é linear, exclusiva e tende a absolutizar uma faceta do real, a partir da qual tira o restante do quadro, simplificando-o, a ponto de desconfiar de quem tenta mostrar angulações diferentes.

O líder democrático busca convencer pelo argumento, o autoritário pela força, fazendo da imposição o principal instrumento de “persuasão”. Um dirigente desse naipe, quando erra, arrasta multidões ao erro, por considerar ser portador da visão “certa”, não ouvindo ninguém. Já quem age democraticamente, ensejando o debate prévio, auscultando a sociedade, tem mais oportunidade de ser advertido de eventual erro. O outro tipo de liderança tende a fazer tudo curvar-se à sua visão e a lançar mão de instrumentos autoritários para fazer valer sua vontade.

Trabalhar dentro das regras constitucionais e sujeito aos controles institucionais é algo de difícil assimilação para o autoritário, por isso, diante de uma contrariedade, pode colocar tudo a perder. Essas características servem não apenas para identificar a personalidade, mas, igualmente o grupo, facção ideológica ou corporativa que age segundo um modelo ou outro de gestão do poder.

Os regimes democráticos também têm seus problemas, mas abusos de suas lideranças e de seu entorno podem ser controlados pelos meios institucionais consagrados, como está acontecendo no Brasil, desde a Constituição de 1988. No entanto, ao contrário disso, um regime autoritário sempre busca submeter todas as instituições ao seu controle, destruindo as bases da convivência democrática. Boa reflexão.

Chamado à razão

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Em artigo sobre o atual período eleitoral, o jornalista e sociólogo Demétrio Andrade avalia o desempenho de Bolsonato. Confira:

Há pouco mais de um mês, dando aula para meus alunos do MBA da Unifor, afirmei que Bolsonaro não iria ao 2º turno. Não tinha tempo de TV, recursos financeiros, capilaridade política e nem gente pra fazer campanha. A lógica dos pleitos que participei fazia-me crer, a priori, que candidatos do PT e do PSDB iriam novamente pro embate final. Pelo visto, errei pela metade. Afinal, política não é uma ciência exata.

Mas a questão central é: como e por que um candidato sem as condições listadas acima, com discurso medíocre e de um partido nanico chegou onde chegou? Acho que devia alguma explicação aos alunos e, principalmente, para mim mesmo sobre o fato. A história deverá debruçar-se sobre este episódio com mais clareza daqui a alguns anos, mas o presente nos oferece algumas pistas.

Em primeiro lugar: a campanha de 45 dias. O “tiro curto” – trocadilho infame, mas verdadeiro – favoreceu o candidato do PSL tão aferrado às armas. Primeiro, porque, num primeiro momento, com Lula adiante e podendo vencer no 1º turno, o PT era o alvo. Ele não foi levado a sério e cresceu livre e solto. Quando os demais candidatos viraram a artilharia contra ele, sua liderança já estava num percentual elevado e, o que é mais importante, sem tempo para queda (o que poderá ocorrer num 2º turno). Arrisco-me a dizer que, caso a campanha fosse mais longa, a tendência seria a de desidratação.

O tempo também foi cruel com Alckmin, que se viu rapidamente rifado por várias lideranças tucanas e aliadas ao não esboçar crescimento nas pesquisas. Para continuar falando de armamentos, o episódio da facada – condenável, sob todos os aspectos – teve importância menos pela comoção e mais para servir de desculpa perfeita para que entrevistas e debates fossem descartados. Afinal, as intervenções públicas do atual líder variam entre a nulidade e o desastre.

Além disso, a cada dia fica mais claro para mim que o voto do militar não é dele, ou seja, não lhe é dado por suas pretensas qualidades ou propostas, mas pela necessidade de negação de parte do eleitorado ao PT. E aqui cabe um parêntese: mesmo sob pancadaria há anos – com justiça ou não – o partido é, novamente, o eixo central decisivo de uma eleição presidencial, dividindo o Brasil entre quem o admira ou odeia, mostrando uma impressionante vitalidade.

Finalmente, tenho que registrar que, infelizmente, caiu por terra o mito da cordialidade brasileira. Um terço da população tirou do armário – provavelmente sem se dar conta – seu apego à violência, à arbitrariedade, à homofobia, ao racismo, ao machismo, à misoginia. Ao mesmo tempo, mostra-se sem paciência para a democracia e despreparada para aceitar a busca da igualdade social, econômica e política. O candidato que teve o despudor – outros talvez pensem igual mas têm vergonha de admitir publicamente – de gritar a favor de tais impropérios saiu na dianteira.

Aproveito para deixar claro que, como cidadão, não posso apoiar quem não possui o mínimo preparo para administrar a coisa pública e ainda se vangloria da própria burrice. Como democrata, rejeito quem usa a violência como método para resolver problemas. Como ser humano, abomino quem discrimina homossexuais, negros ou mulheres. Como cristão, repudio a tortura, a perseguição e a morte de quem quer que seja. Principalmente, usando o nome de Deus para justificar tal atrocidade. Como brasileiro, não quero isso para o meu país, para meus filhos e nem para quem possa considerar inimigo. #EleNão.

Demétrio Andrade

Jornalista e sociólogo

Tirar selfie? Cola eleitoral? O que pode e não pode no dia da votação

Neste domingo (7), eleitores irão às urnas em todo o país para escolher os futuros governantes. Pela Lei Eleitoral, os eleitores precisam respeitar algumas regras nos locais e no dia da votação.

Uso de bandeiras e camisetas do candidato

O eleitor pode demonstrar a preferência por um candidato, desde que seja de maneira individual e silenciosa. São permitidas bandeiras sem mastro, broches ou adesivos no local de votação. Uso de camisetas foi liberado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O eleitor poderá usar a camiseta com nome de seu candidato preferido, sem fazer propaganda eleitoral a favor dele. A camiseta não pode ser distribuída pelo candidato.

Cola eleitoral

O eleitor pode levar, em papel, os números dos candidatos anotados. A cola eleitoral (imprima aqui) é permitida e recomendada pela Justiça Eleitoral, pois o eleitor irá votar para cinco cargos (deputado federal, deputado estadual ou distrital, dois senadores, governador e presidente). Não é permitida a “cola” em celular na hora de votar.

Uso de celular e tirar selfie

Na cabine de votação, celulares, máquina fotográficas, filmadoras ou outro dispositivo eletrônico não são permitidos. Os equipamentos podem corromper o sigilo do voto, ou seja, não pode tirar selfie na hora da votação ou tirar foto do voto. O eleitor que baixou o e-Título vai apresentá-lo ao mesário e depositará o celular em uma mesa enquanto estiver na cabine de votação. Ao final, o aparelho será devolvido pelo mesário.

Acompanhante

O eleitor com deficiência ou mobilidade reduzida poderá contar com o auxílio de pessoa de sua confiança na hora de votar, mesmo que não tenha feito o pedido antecipadamente ao juiz eleitoral.

Alto-falante e carreatas

Uso de alto-falantes, caixas de som, comícios e carreatas são proibidos.

Saiba quem pode e quem não pode votar

Boca de urna

Tentar convencer um eleitor a votar ou não em um candidato é proibido. A propaganda de boca de urna também não é permitida. São consideradas boca de urna, por exemplo, a distribuição de panfletos e santinhos de candidatos, a aglomeração de pessoas usando roupas uniformizadas ou manifestações nas proximidades das zonas eleitorais.

Bebida alcoólica

A legislação eleitoral proíbe a venda de bebida alcoólica das 6h até as 18h no dia da eleição. No entanto, cabe a juízes e às Secretarias de Segurança Pública de cada unidade da Federação decidirem sobre a proibição da venda e do consumo nos estados ou até em cidades.

(Agência Brasil)

Ferramenta ajuda a conhecer melhor os candidatos

Da Coluna Eliomar de Lima, no O POVO deste sábado (6):

Nesta véspera do pleito, há muito eleitor não sabendo ainda em quem votar para presidente. Com razão, são 13 nomes mergulhado em um clima de incertezas e intolerâncias.

Para ajudar àqueles em dúvida ou que não fizeram ainda sua cola, entrou em cena a Chatbot Maker, startup da Casa Azul, que criou a ferramenta “Bot de Urna”.

A plataforma é vinculada ao Facebook e ajuda aos eleitores a conhecerem melhor os candidatos à Presidência da República e ainda faz a pesquisa de intenções de voto.

Os cearenses Thiago Amarante e Marlos Távora são os criadores da ferramenta. A ideia é que, através de um chat com um robô, os eleitores possam ver o programa de governo de cada postulante e obter informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Para acessar, basta ir na Fanpage do Bot de Urna no Facebook (www.facebook.com/BotDeUrna) ou buscar o chatbot no Facebook Messenger.

E bom voto!!

Valentim diz que é hora de maranguapense eleger político local para defender interesses do município

Emprego e renda foram os dois temas aprofundados na reunião do candidato do PCdoB à Assembleia Legislativa, George Valentim, com moradores da localidade de Penedo, em Maranguape, na Região Metropolitana de Fortaleza.

Valentim assegurou que, sendo eleito, buscará alternativas para diminuir o desemprego em Maranguape e região, que já foi a 9ª economia do Estado. Também considerou que a cidade não pode deixar de eleger um representante na Assembleia Legislativa.

“Faz mais de 30 anos que não elegemos um deputado estadual, filho de Maranguape. Isso faz toda diferença na negociação de qualquer pleito da cidade”, disse o Valentim, que pediu ainda o voto dos maranguapenses para o advogado Dênis Bezerra, candidato a deputado federal.

Bezerra criticou a reforma trabalhista que, segundo o candidato, aumentou os índices do desemprego no País, quando atualmente atinge quase 14 milhões de brasileiros.

Valentim destacou ainda a importância da reeleição do governador Camilo Santana, neste primeiro turno e, assim, trabalhar em parceria com o Executivo. O candidato recordou que, quando assumiu a suplência de deputado, requereu a implantação de uma Faculdade Pública e gratuita em Maranguape.

“Sonho com o governador inaugurando uma universidade pública para o nosso povo, e ele tem conhecimento da minha vontade”, declarou.

Valentim anunciou que trabalhará em parceria com Dênis Bezerra, em Brasília, por um polo da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), que já tem uma sede na cidade de Redenção.

(Foto: Ermilson Silva / Divulgação)

Minas Gerais – “Não desistam do Brasil”, pede Ciro em seu último discurso de campanha

O candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, encerrou na noite desta sexta-feira (5), em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, a 537 quilômetros de Belo Horizonte, seu discurso de campanha neste primeiro turno. Ciro falou para milhares de jovens e pediu para que a juventude não desista do Brasil.

“Revolta é uma boa energia, mas revolta sem causa é ódio. Revolta é um bom motino para a gente se mexer, mas revolta sem ideia, sem projeto, é violência”, disse Ciro, ao se referir ao que considera como extremismo nesta eleição.

O pedetista lamentou que, nos últimos três anos, 220 mil pontos de comércio fecharam as portas, “do desmantelo do governo Dilma para o desmonte final do governo Temer”.

Ciro Gomes afirmou que sente uma reação do eleitorado contra a polarização entre a extrema direita e a extrema esquerda. “Vai ser a eleição mais linda do Brasil”, idealizou.

(Foto: Divulgação)

TSE libera eleitor para votar com camiseta de candidato

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Por unanimidade, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu hoje (5) orientar a Justiça Eleitoral a liberar o uso de camisetas de candidatos pelos eleitores nos locais de votação neste domingo (7), primeiro turno das eleições.

Conforme a decisão, o eleitor poderá usar camiseta com nome de seu candidato preferido, mas como forma de manifestação individual, sem fazer propaganda eleitoral a favor dele.

De acordo com a lei eleitoral, está proibida a aglomeração de pessoas com vestuário padronizado, além de manifestações coletivas e ruidosas e qualquer tipo de abordagem, aliciamento ou persuasão de eleitores. A camiseta não pode ser distribuída pelo candidato.

A questão foi decidida a partir de um questionamento do Ministério Público Eleitoral (MPE) diante de divergências criadas na atuação de promotores eleitorais em todo país, responsáveis pela fiscalização de propaganda eleitoral irregular.

Em todo o país, ambulantes aproveitaram o engajamento dos eleitores no pleito para comercializar camisetas de candidatos.

De acordo com o MPE, a lei eleitoral proíbe a distribuição de material de campanha no dia da eleição, como adesivos, broches, adesivos, mas a norma é omissa sobre o vestuário do eleitor.

Neste domingo (7), os eleitores votam, em primeiro turno, para presidente da República, governador, senador, deputado federal e deputado estadual. O segundo turno será no dia 28 deste mês.

(Agência Brasil)

Juazeiro e Caucaia encerram agenda de General com carreatas

As campanhas majoritárias do PSDB no Ceará encerram neste sábado (6) as atividades, com carreatas em Juazeiro do Norte, no Cariri, e em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza. As duas atividades contarão com as presenças de General Theophilo, candidato ao Governo do Ceará, e com Dra, Mayra, candidata ao Senado. O senador Tasso Jereissati, também estará nas duas carreatas.

A primeira carreata, em Juazeiro do Norte, ocorrerá às 10 horas, enquanto a segunda, em Caucaia, será a partir das 16 horas.

(Foto: Divulgação)

CNJ recomenda que juízes não se manifestem sobre política nas eleições

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) emitiu hoje (5) uma recomendação para que todos os juízes brasileiros não emitam manifestações políticas nas redes socais, na imprensa e não participem de manifestações públicas durante as eleições.

A recomendação foi feita pelo corregedor nacional de Justiça, ministro Humberto Martins. Segundo Martins, a recomendação tem o objetivo de resguardar a imagem da magistratura brasileira. A proibição do envolvimento de magistrados com atividades políticas já está prevista na Lei Orgânica da Magistratura (Loman).

“O CNJ recomenda a todos os magistrados brasileiros, com exceção do Supremo Tribunal Federal, no exercício ou não da função eleitoral, que se abstenham de participar de manifestações públicas ou de emitir posições político-partidárias em redes sociais, entrevistas, artigos ou através de qualquer outro meio de comunicação de massa, de modo a afastar mácula à imagem de independência do Poder Judiciário brasileiro perante a sociedade, bem como para evitar influência sobre o livre exercício do voto consciente por parte dos cidadãos”, diz a norma.

(Agência Brasil)

“O que me assusta é o fascismo”, diz articulista

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Com o título “O que me assusta é o fascismo”, eis artigo de André Bloc, jornalista do O POVO. “Assusta que mesmo gente consciente, inteligente e bem intencionada fique cega pelo ódio e adira a um candidato anti-democrático – para não antecipar aquele termo lá de cima. Assusta que o presidente da corte máxima do País relativize o golpe de 1964, que rendeu uma brutal ditadura militar”, diz o articulista. Confira:

As palavras têm poder. O uso, no entanto, pode enferrujar essa potência. Exemplo claro disso é o “golpe” alardeado em 2016 e amplamente criticado por toda a esquerda progressista. Ao usar o termo, perdeu-se a dimensão de quebra institucional como aquela do golpe militar de 1964 para esta de agora, de um conluio promíscuo dentro do sempre governista centrão. Outro termo podia dimensionar bem a ruptura que foi o impeachment de Dilma.

Daí, mudo de termo e falo de fascismo. O PT, como tantos, acusava o governo do tucano Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) de ser fascista. A ideia era usar o termo forte para expor uma situação-limite que, sinceramente, estava longe de ser real. Se fascismo era aquilo, fascismo não é quebra, mas um desdobramento democrático.

Jair Bolsonaro (PSL), líder das pesquisas eleitorais há meses, não é um democrata. Mesmo com o discurso diluído que apresenta como candidato à Presidência, o capitão da reserva deixa claro que pretende governar para os dele – aqueles que insistem que o discurso escancaradamente machista, LGBTfóbico, racista e virulento do candidato é fabricação da mídia.

Assusta o quanto o discurso populista cola para uma parcela imensa de cerca de 30% dos votantes. Assusta saber que Bolsonaro está longe de ser exceção.

Assusta que mesmo gente consciente, inteligente e bem intencionada fique cega pelo ódio e adira a um candidato anti-democrático – para não antecipar aquele termo lá de cima. Assusta que o presidente da corte máxima do País relativize o golpe de 1964, que rendeu uma brutal ditadura militar.

Bolsonaro é a maior ameaça à democracia brasileira desde a redemocratização. O candidato se nega a apaziguar o ódio dos seguidores e faz questão de incitar uma polarização que já ultrapassou, há tempos, o limite do suportável. Para além de um projeto real e único para o País, falta ao capitão da reserva um compromisso inabalável com o jogo democrático. Até porque não seria o sangue dele derramado pela ditadura – quem sofre é quem não manda.

O Brasil é um País que esperneia contra a própria história. E me assusta o quanto ela corre o risco de se repetir. “Fascismo” e “golpe” deviam ter sumido do nosso vocabulário para só ressurgir em casos de crise profunda, quando só um termo extremo pudesse dar voz ao que se vive. Vivemos este momento. Vivemos esta ameaça.

*André Bloc

andrebloc@opovo.com.br

Jornalista do O POVO.

“Nunca mais piso nesse lugar”, diz Ciro Gomes sobre a Globo

O candidato a presidente da República pelo PDT, Ciro Gomes, esbravejou contra a TV Globo na sala de imprensa da emissora, no Rio, ao final do debate presidencial no começo da madrugada desta sexta-feira. Ele se queixava da emissora por, segundo relatou, ter autorizado a entrada de um oficial de Justiça em seu camarim para notificá-lo sobre uma ação movida por João Doria, candidato ao governo de São Paulo pelo PSDB, a quem chamou de “farsante” em diferentes ocasiões.

Como Ciro não foi até o camarim ao final do debate, o oficial seguiu atrás dele na sala onde haveria a entrevista coletiva. A ordem da Justiça determinava que o candidato fosse citado na Globo. Ao fim da coletiva, Ciro foi alcançado pelo oficial, que começou a ler a notificação. Apoiadores do pedetista empurraram o profissional, que acabou não conseguindo entregar o documento.

“Nunca mais piso nesse lugar”, disse Ciro, antes de deixar a emissora.

‘Farsante’

Ciro já usou o adjetivo “farsante” para se referir a João Doria mais de uma vez. Em setembro de 2017, fez isso durante um encontro com universitários no Rio de Janeiro.

Posição da TV Globo

Um oficial de Justiça esteve nos Estúdios Globo na noite desta quinta-feira, de surpresa, para entregar uma citação ao candidato Ciro Gomes, que participava do debate com os candidatos à Presidência da República. A pedido dos assessores do candidato, o oficial aceitou esperar o fim do debate para cumprir a diligência. A fim de evitar que o episódio fosse explorado politicamente, o oficial foi encaminhado a uma sala reservada, para que lá pudesse realizar a diligência de forma discreta. Ao final do debate, Ciro, informado da situação, se negou a comparecer à sala em que se encontrava o oficial para receber a citação. O oficial de Justiça então resolveu ir ao encontro do candidato, mas foi impedido pelos assessores ou seguranças de Ciro de se aproximar dele. Ciro deixou os Estúdios se negando a receber o documento.

(Veja/Foto – Agência Brasil)

Presidente do TRE, Corregedor e Ouvidor visitarão locais da votação no domingo da eleição

A presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará, desembargadora Nailde Pinheiro Nogueira, o corregedor regional eleitoral, desembargador Haroldo Correia de Oliveira Máximo, e o ouvidor regional eleitoral, desembargador Raimundo Nonato Silva Santos, visitarão locais de votação neste domingo (7/10), no primeiro turno das eleições 2018. A informação é da assessoria de imprensa do TRE.

Nailde Pinheiro Nogueira, estará, às 11 horas, no Colégio Ari de Sá (Avenida Washington Soares, 3737), ao lado da presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência no Ceará (CEDEF), Regina Tahim, em visita a uma seção eleitoral para acompanhar o atendimento de um eleitor surdo por intérprete de Língua Brasileira de Sinais (Libras) e a sua participação na quarta edição da campanha de identificação dos eleitores com deficiência ou com mobilidade reduzida no dia das eleições.

Já o vice-presidente e corregedor do TRE, desembargador Haroldo Máximo, visitará o Fórum Eleitoral Péricles Ribeiro, às 10 horas, onde estarão de plantão juízes, servidores das dezessete zonas de Fortaleza e policiais militares. Na capital, temos 1.776.365 eleitores, divididos em 620 locais de votação e 4.870 seções.

O ouvidor regional eleitoral do TRE-CE, desembargadora Raimundo Nonato Silva Santos, visitará, às 10 horas, a seção indígena da Escola Lagoa Encantada, situada na comunidade de mesmo nome em Aquiraz. Logo após, seguirá para o município de Pacajus, onde visitará, às 11 horas, a seção eleitoral numa comunidade quilombola, que funcionará na Escola Neli Gama Nogueira na comunidade Base.

O debate que a Globo não viu

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Com o título “O debate que a Globo não viu”, eis artigo do presidente estadual do PCdoB, Luís Carlos Paes. Ele analisa o último debate entre os candidatos a presidente da República, realizado nessa noite de quinta-feira pela Rede Globo, mas sem Jair Bolsonaro (PSL). Confira:

Haddad e a democracia foram os grandes vitoriosos do debate de ontem. Os comentaristas da Globo fizeram seu papel: construir uma narrativa, segundo os interesses de seus patrões, de que o debate teria sido frio, que ninguém teria levado vantagem, que Haddad teria ficado na defensiva e que Bolsonaro não teria sido atacado. Parece até que não assistiram ao debate. Todos criticaram a ausência do candidato fujão do debate, até o monotemático Álvaro Dias, que só abria a boca para falar de corrupção, atacar Lula, o PT e não tinha uma proposta. Fraco que nem caldo de bila, em sua primeira intervenção, sequer chegou a formular sua pergunta ao Meirelles tal a sua ânsia de atacar o Lula. Coitado! Álvaro do Podemos não pode nada. Marina, coitada, tentou encurralar o Haddad e foi surpreendida pela capacidade e firmeza do futuro presidente e ficou com cara de Amélia.

A melhor parte de Marina foi quando ela afirmou que Bolsonaro amarelou (arrancou aplausos da plateia), faltou ao debate da Globo, mas participou, no mesmo horário, de entrevista na TV Record, do Bispo Edir Macedo, aquele que emite passaportes para o céu e que já declarou seu apoio ao capitão. Os dois, o capitão fujão e o bispo da Universal, se merecem.

Ciro e Boulos se saíram muito bem. Este último afirmou, com todas as letras, a que serve a candidatura do capitão da reserva. É um instrumento das grandes corporações, principalmente dos grandes bancos e rentistas, que não conseguem mais impor suas políticas em um regime democrático. Precisam de um regime autoritário e, se necessário, fascista para calar o povo e implementar suas propostas, entre elas a reforma da previdência.

Haddad foi um gigante, mostrou que é um professor universitário que vive de salário, pai de família, casado há trinta anos, que já fez muito pelo Brasil como ministro da Educação de Lula e terá duas grandes obsessões em seu futuro governo: emprego e educação.
Não tem Globo, não tem Moro, não tem militar saudoso da ditadura que impeça a vitória do povo, do Brasil verde-amarelo de verdade e da democracia.

Haddad será o novo presidente do Brasil.

Abaixo o falso moralismo, a hipocrisia e a mentira!

Viva o Brasil soberano, verde e amarelo para os brasileiros e não submisso aos Estados Unidos e as velhas potências europeias.

Abaixo o fascismo e viva a democracia!

*Luís Carlos Paes,

Presidente do PCdoB do Ceará