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Eleições 2018 – Candidatos a presidente da República já gastaram mais de R$ 130,4 milhões na campanha

A 12 dias do primeiro turno das eleições, os candidatos a presidente da República já gastaram R$ 130,4 milhões, segundo dados disponíveis no portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Pelo menos R$ 64,8 milhões foram destinados à produção de vídeos para a internet e dos programas eleitorais gratuitos, o que representa 49,7% do total.

Nesse montante estão incluídas as despesas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que teve a candidatura rejeitada pelo TSE, por causa da Lei da Ficha Limpa. Lula foi condenado em segunda instância por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá (SP). Está preso na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, desde abril.

A campanha de Lula declarou gastos de R$ 19,1 milhões e arrecadação de R$ 20,6 milhões. Foram aplicados R$ 13,5 milhões na produção dos programas de rádio e televisão. No último dia 11 de setembro, o ex-presidente foi substituído por Fernando Haddad (PT), que já aparecia nos programas iniciais do horário eleitoral gratuito. A campanha de Haddad declarou despesas de R$ 450 mil, com impulsionamento de conteúdo na internet.

Maiores gastos

Até agora, o candidato que mais gastou foi Henrique Meirelles, do MDB. Meirelles financia a sua própria campanha: destinou R$ 45 milhões para as eleições. Ao TSE, a campanha de Meirelles declarou despesas de 43,3 milhões, sendo R$ 24, 8 milhões para a produção dos programas de rádio e televisão, mais R$ 5,8 milhões para criação e inclusão de páginas na internet.

O candidato que mais arrecadou foi o tucano Geraldo Alckmin, que concorre por uma coligação de nove partidos. Conforme declaração publicada no portal do TSE, Alckmin recebeu R$ 51 milhões, 97,8% do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), constituído de recursos orçamentários para o processo eleitoral.

A campanha tucana gastou R$ 42,9 milhões, sendo R$ 15,2 milhões destinados à produção dos programas de rádio e televisão, bem como de vídeos. Outros R$ 14,6 milhões foram repassados para candidatos aliados, R$ 6,9 milhões financiaram a confecção de material impresso e R$ 2,5 milhões custearam os deslocamentos do candidato e assessores pelo país.

Na outra ponta está o Cabo Daciolo (Patri). Ele foi o candidato que declarou a menor arrecadação e o menor gasto: R$ 9.100 arrecadados do financiamento coletivo e R$ 738 pagos para a empresa de arrecadação como taxa de administração. Daciolo quase não tem feito campanha. Optou por se recolher e rezar.

Fundo especial

Líder nas pesquisas de intenção de votos, Jair Bolsonaro (PSL), hospitalizado desde o dia 6 de setembro, quando levou uma facada na barriga em Juiz de Fora (MG), arrecadou R$ 998 mil, mas declarou à Justiça Eleitoral despesas de R$ 1,1 milhão.

Segundo os dados do TSE, R$ 347,5 mil foram destinados ao pagamento de serviços de terceiros, R$ 345 mil repassados a outros candidatos do PSL e R$ 240 mil para produção dos programas eleitorais.

A campanha de Ciro Gomes (PDT) recebeu R$ 20,2 milhões – 99% do fundo especial – e gastou R$ 8,4 milhões. Foram destinados R$ 2,4 milhões para impressão de propaganda eleitoral e R$ 2,2 milhões para produção dos programas de rádio e televisão. Marina Silva (Rede) arrecadou R$ 7,2 milhões e gastou a metade desse total na campanha.

Conforme prestação de contas à Justiça Eleitoral, o PSOL conseguiu R$ 6 milhões para a campanha de Guilherme Boulos, 99% do fundo especial. O presidenciável gastou R$ 3,6 milhões no processo eleitoral, sendo R$ 1,1 milhão na contratação de serviços de terceiros.

O candidato do Podemos, Alvaro Dias, declarou R$ 5,3 milhões arrecadados e R$ 5,7 milhões de despesas. Pouco mais de 80% desse total foram usados na produção dos programas do horário eleitoral gratuito. A campanha de Dias informou ainda gastos de R$ 1 milhão no deslocamento do candidato pelo país.

A campanha do partido Novo arrecadou R$ 2,8 milhões, sendo que R$ 100 mil doados pelo candidato João Amoêdo. Até agora, o partido declarou despesas de R$ 887,3 milhões. José Maria Eymael recebeu R$ 828 mil e gastou R$ 215,4 mil.

O fundo especial é a principal fonte de financiamento das campanhas do PSTU e do PPL. João Goulart Filho (PPL) arrecadou R$ 317,8 mil – 99% do fundo especial – e gastou R$ 209 mil, a maior parte na produção do horário eleitoral. Vera Lúcia (PSTU) recebeu R$ 402,8 mil – 99,3% do fundo especial – e gastou R$ 248,7 mil.

(Agência Brasil)

José Dirceu é a favor do apoio a Ciro Gomes num segundo turno, caso Haddad não passe

O ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu (PT), em entrevista exclusiva ao O POVO, classificou como normal a posição do governador Camilo Santana (PT) em relação à corrida presidencial, de não explicitar apoio nem ao correligionário Fernando Haddad (PT), nem a Ciro Gomes (PDT), líder grupo político Ferreira Gomes no Ceará.

“É uma coisa natural, ele é governador, governa numa aliança e tem que administrar politicamente essa aliança”, avalia o ex-ministro.

No seu primeiro ato de campanha, em 16 de agosto, Camilo Santana disse ser um “privilégio” ter dois candidatos a presidente, Lula e Ciro. No período, a candidatura de Lula ainda não havia sido indeferida no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), embora esta fosse a previsão. Mais recentemente, em 14 último, Camilo elogiou Haddad, apresentando-o como “preparado” e que está “à disposição para resgatar o projeto de Lula”.

Para Dirceu, em razão dos ex-governadores Ciro e Cid Gomes (PDT) serem “peças fundamentais” no Estado, além do risco de a oposição encabeçada por General Theophilo (PSDB) poder inviabilizar a reeleição, Santana conduziu a questão da maneira que deveria conduzir. “Não tenho nenhum reparo pra fazer em relação a isso”.

Dirceu veio a Fortaleza lançar o livro Zé Dirceu – Memórias, ontem, na sede do Partido dos Trabalhadores (PT) na Avenida da Universidade. Repetirá o ato nesta noite de quarta-feira, na sede da Associação Cearense de Imprensa (ACI).

Apoio a Ciro

Questionado se o PT apoiaria o PDT num eventual segundo turno, tornou a dizer que não fala pelo partido. Ele garantiu, entretanto, que, quando fora de disputas no segundo turno, o PT sempre apoia candidaturas de centro-esquerda. “Principalmente agora que (a questão) é a vitória de uma postura de extrema-direita”.

A última pesquisa Ibope, divulgada nessa segunda-feira, 24, mostra o candidato Jair Bolsonaro (PSL) na liderança, com 28% das intenções de voto. Ele é seguido por Haddad, com 22%, isolado na segunda posição após crescer 3 pontos em relação à pesquisa anterior. Ciro segue com os 11%, mesmo índice da pesquisa anterior.

Candidato a deputado estadual pelo PSOL denuncia que foi alvo de ameaças e intimidações

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O ator, diretor e jornalista Ari Areia, candidato a deputado estadual pelo PSOL, denunciou, por meio de sua página no Facebook, ter sido ameaçado de agressão por um grupo que teria conotação também política.

Segundo disse, estava panfletando nessa noite de terça-feira na calçada do Shopping Iguatemi, no bairro Edson Queiroz, quando sofreu intimidações e ameaças.

“Amigos, estava panfletando agora a noite na calçada do shopping Iguatemi e estou agora na delegacia”, contou ele, que, inclusive, registrou um Boletim de Ocorrência sobre o caso no 13º Distrito Policial.

 

Ari Areia relata ainda que um dos que o ameaçavam seria candidato. “Esses caras sabiam meu nome, sabiam sobre a peça e disseram que não iam me deixar fazer campanha”.

Em 2016, Ari foi protagonista de uma peça que falava sobre transexualidade. Intitulada “Histórias compartilhadas, apresentava cena em que ele despejava seu próprio sangue sobre uma imagem de Cristo. A peça gerou polêmica e críticas da parte de membros de religião.

Ele prometeu dar mais detalhes nesta quarta-feira.

(Foto – Facebook)

Ciro Gomes deverá ter alta nesta quarta-feira para participar de debate à noite, diz assessoria

O candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, deverá ter alta nesta quarta-feira (26), de acordo com informações da assessoria do pedetista.

Ciro passou por um procedimento de cauterização de vasos da próstata, realizado com sucesso pelo médico urologista Miguel Srougi.

Segundo ainda a assessoria do candidato, Ciro deverá participar nesta noite de debate com presidenciáveis, no SBT.

Ciro dará um tempo na campanha diante de problema na próstata

Em nota enviada à imprensa, a coordenação de campanha de Ciro Gomes informa o estado de saúde do candidato do PDT. Confira:

Ciro Gomes deu entrada no fim da tarde desta terça-feira (25/09) no Hospital Sírio Libanês. Após exames passou por um procedimento de cauterização de vasos da próstata.

O procedimento foi realizado com sucesso pelo médico urologista Miguel Srougi. Por ser um procedimento simples, Ciro Gomes poderá retornar às suas atividades o mais breve possível.

Acrísio participará nesta quarta-feira da caminhada dos surdos de Fortaleza

Nesta quarta-feira, haverá uma passeata dos surdos para marcar o Dia Nacional das Pessoas com Deficiência. Sairá às 8h30min,da Escola dos Surdos, que fica na avenida Rui Barbosa, com destino à Praça da Imprensa.

O vereador Acrísio Sena (PT), autor do Estatuto Municipal da Pessoa com Deficiência e postulante à Assembleia Legislativa, estará engajado nesse ato.

Acrísio, por sinal, esteve, nesta manhã cedo numa caminhada que contou com a presença do secretário estadual dos Esportes, Euler Barbosa. Foi pelas ruas do bairro Jardim União.

Aplicativo garante acompanhamento da apuração em tempo real

Já tem sua versão para 2018 o aplicativo da Justiça Eleitoral, campeão de downloads nas eleições de 2014. Por ele, o eleitor acompanha em tempo real a apuração do pleito. A expectativa é que novamente seja um recorde de acessos.

Neste ano, o aplicativo  rebatizado para “Resultados 2018”.

A ferramenta é gratuita e há previsão de que esteja disponível até o final de setembro para tablets e smartphones que operam com os sistemas Android e IOS.

(Com TSE)

Horário de Verão altera data para atender ao TSE

O horário de verão não vai começar no dia 28 de outubro como sempre ocorreu. Passou para 4 de novembro deste 2018. 

A mudança atende a um pedido do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), porque o segundo turno das eleições está marcado para o dia 28 de outubro (domingo) e a apuração dos votos poderia ser prejudicada devido à diferença de horário entre os Estados que têm horário de verão e os que não têm.

Com a mudança, o texto do Decreto n° 6.558/2008, que regulamenta o horário de verão em todo o país, teve que ser mexido. Agora, está escrito que: “Fica instituída a hora de verão a partir de zero hora do primeiro domingo do mês de novembro de cada ano, até zero hora do terceiro domingo do mês de fevereiro do ano subsequente, em parte do território nacional adiantada em sessenta minutos em relação a hora legal”.

Uma trincheira para derrotar Bolsonaro

Com o título “Quase todos, menos ele”, eis artigo de Fernando Costa, publicitário e sociólogo. “A trincheira inicial que deve ser defendida é o primeiro turno eleitoral e o objetivo é derrotar Jair Bolsonaro contra a vontade do mercado, da elite sonegadora e moralista, além de uma classe média apavorada”, diz o texto. Confira:

Se você nunca viu o filme O Ovo da Serpente, apresse-se em ver, porque ele está prestes a eclodir no seu colo. A elite financeira mais prepotente do mundo pariu a direita mais tacanha e bizarra que este País já viu. Feliz ou infelizmente, nós estamos vivos para ver, viver e combater esse retrocesso.

A trincheira inicial que deve ser defendida é o primeiro turno eleitoral e o objetivo é derrotar Jair Bolsonaro contra a vontade do mercado, da elite sonegadora e moralista, além de uma classe média apavorada.

Depois, seremos obrigados, mais uma vez, a nos entrincheirarmos em torno da combalida democracia brasileira, pois a crise institucional será agravada através da especulação financeira, e da ameaça de mais um golpe, desta vez com o auxílio tenebroso dos militares.

A matriz oficial das fake news já começou a operar contra os dois candidatos que podem impedir o fascismo de chegar ao poder. Primeiro, a tentativa de desconstrução de Ciro Gomes e logo mais o ataque final a Fernando Haddad, com o intuito de ligar a agressão a Bolsonaro ao PT, numa tentativa de repetir o caso do sequestro de Abílio Diniz na eleição de 1989. Mesmo com a declaração da Polícia Federal afirmando categoricamente que foi um ato isolado por parte do agressor, não fique surpreso quando as fake news forem lidas em tom alarmante pelo porta-voz global.

Por enquanto, a maior onda de combate ao fascismo partiu das mulheres brasileiras, sempre elas nos ensinando como sermos pessoas melhores, organizadas e organizando o movimento dentro das redes sociais.

Que esse combate seja ampliado no segundo turno, que promete ser um replay da disputa entre Lula e Collor, sem nunca nos esquecermos de que a história se repete, primeiro como farsa, depois como tragédia.

Para que a frase de Tasso de Castro não se torne mais uma vez realidade: “No Brasil, a democracia é um intervalo comercial”.

*Fernando Costa

fernando@vervecom.com.br

Sociólogo e publicitário.

Manifesto contra Bolsonaro já reúne mais de 180 mil apoiadores. Entre eles, Marina Lima

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Em apenas 24 horas de mobilização, 180 mil pessoas deixaram seu apoio ao manifesto Democracia Sim. Entre os signatários estão personalidades brasileiras ilustres como Gilberto Gil, Raí, Tereza Cristina, Bruno Mazzeo, Chico Whitaker, Marina Lima, Sergio Adorno, Maria Hermínia Tavares de Almeida, entre tantos outros. O manifesto Democracia Sim se diz apartidário e nasceu da articulação de um grupo de cidadãos com visões políticas diversas, mas alarmados diante dos riscos à democracia representados pela candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência da República.

O principal objetivo do movimento é constituir uma contundente oposição a Bolsonaro, de forma a barrar a franca ameaça que sua eleição significaria à integridade das instituições democráticas e aos direitos básicos do cidadão definidos pela Constituição Federal

Logo após a divulgação do manifesto, o grande volume de adesões quase derrubou o site do movimento. A hashtag #democraciasim ficou entre os trending topics do Twitter, tendo sido citada mais de cinco mil vezes em apenas uma hora. E as buscas pela palavra “democracia” no Google também chegaram ao quarto lugar após o início das mobilizações.

*O manifesto e o formulário de assinatura estão disponíveis em www.democraciasim.com.br

Leia a íntegra do manifesto:

Pela Democracia, pelo Brasil

Somos diferentes. Temos trajetórias pessoais e públicas variadas. Votamos em pessoas e partidos diversos. Defendemos causas, ideias e projetos distintos para nosso país, muitas vezes antagônicos.
Mas temos em comum o compromisso com a democracia. Com a liberdade, a convivência plural e o respeito mútuo. E acreditamos no Brasil. Um Brasil formado por todos os seus cidadãos, ético, pacífico, dinâmico, livre de intolerância, preconceito e discriminação.

Como todos os brasileiros, sabemos da profundidade dos desafios que nos convocam nesse momento. Mas além deles, do imperativo de superar o colapso do nosso sistema político, que está na raiz das crises múltiplas que vivemos nos últimos anos e que nos trazem ao presente de frustração e descrença.

Mas sabemos também dos perigos de pretender responder a isso com concessões ao autoritarismo, à erosão das instituições democráticas ou à desconstrução da nossa herança humanista primordial.
Podemos divergir intensamente sobre os rumos das políticas econômicas, sociais ou ambientais, a qualidade deste ou daquele ator político, o acerto do nosso sistema legal nos mais variados temas e dos processos e decisões judiciais para sua aplicação. Nisso, estamos no terreno da democracia, da disputa legítima de ideias e projetos no debate público.

Quando, no entanto, nos deparamos com projetos que negam a existência de um passado autoritário no Brasil, flertam explicitamente com conceitos como a produção de nova Constituição sem delegação popular, a manipulação do número de juízes nas cortes superiores ou recurso a autogolpes presidenciais, acumulam declarações francamente xenofóbicas e discriminatórias contra setores diversos da sociedade, refutam textualmente o princípio da proteção de minorias contra o arbítrio e lamentam o fato das forças do Estado terem historicamente matado menos dissidentes do que deveriam, temos a consciência inequívoca de estarmos lidando com algo maior, e anterior a todo dissenso democrático.

Conhecemos amplamente os resultados de processos históricos assim. Tivemos em Jânio e Collor outros pretensos heróis da pátria, aventureiros eleitos como supostos redentores da ética e da limpeza política, para nos levar ao desastre. Conhecemos 20 anos de sombras sob a ditadura, iniciados com o respaldo de não poucos atores na sociedade. Testemunhamos os ecos de experiências autoritárias pelo mundo, deflagradas pela expectativa de responder a crises ou superar impasses políticos, afundando seus países no isolamento, na violência e na ruína econômica. Nunca é demais lembrar, líderes fascistas, nazistas e diversos outros regimes autocráticos na História e no presente foram originalmente eleitos, com a promessa de resgatar a autoestima e a credibilidade de suas nações, antes de subordiná-las aos mais variados desmandos autoritários.

Em momento de crise, é preciso ter a clareza máxima da responsabilidade histórica das escolhas que fazemos.

Esta clareza nos move a esta manifestação conjunta, nesse momento do país. Para além de todas as diferenças, estivemos juntos na construção democrática no Brasil. E é preciso saber defendê-la assim agora.

É preciso dizer, mais que uma escolha política, a candidatura de Jair Bolsonaro representa uma ameaça franca ao nosso patrimônio civilizatório primordial. É preciso recusar sua normalização, e somar forças na defesa da liberdade, da tolerância e do destino coletivo entre nós.

Prezamos a democracia. A democracia que provê abertura, inclusão e prosperidade aos povos que a cultivam com solidez no mundo. Que nos trouxe nos últimos 30 anos a estabilidade econômica, o início da superação de desigualdades históricas e a expansão sem precedentes da cidadania entre nós. Não são, certamente, poucos os desafios para avançar por dentro dela, mas sabemos ser sempre o único e mais promissor caminho, sem ovos de serpente ou ilusões armadas.

Por isso, estamos preparados para estar juntos na sua defesa em qualquer situação, e nos reunimos aqui no chamado para que novas vozes possam convergir nisso. E para que possamos, na soma da nossa pluralidade e diversidade, refazer as bases da política e cidadania compartilhadas e retomar o curso da sociedade vibrante, plena e exitosa que precisamos e podemos ser.

(Foto – Divulgação)

Sindifort e Intersindical vão reforçar ato em Fortaleza contra Bolsonaro

O Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos de Fortaleza (Sindifort) e a Intersindical – Central da Classe Trabalhadora divulgaram, nesta terça-feira, nota. Anuncia engajamento à manifestação “ELENÃO!” – contra Jair Bolsonaro, candidato do PSL à Presidência da República, que ocorrerá sábado que vem em Fortaleza. Confira o teor da nota:

CONTRA O FASCISMO E O AVANÇO DA EXTREMA DIREITA!

O Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos do Município de Fortaleza (Sindifort) e a Intersindical – Central da Classe Trabalhadora vêm a público expressar seu repúdio ao fascismo e ao avanço do conservadorismo, da extrema direita e de qualquer candidatura que tenha como base os ataques às minorias e à classe trabalhadora.

Não toleramos posturas que sejam contrárias à democracia e à organização sindical e que façam apologia à violência e à tortura como “solução” para os problemas que vivemos. Não se pode aceitar que o trabalhador seja cada vez mais explorado, que a violência seja combatida com mais violência, que a discriminação e o racismo sejam cada vez mais aprofundados e que os direitos humanos continuem sendo atacados. Não aceitamos o desmantelo da Constituição, muito menos a ameaça de retorno aos tempos sombrios da ditadura militar!

Nossa luta é contra todos os retrocessos que já estamos presenciando: contra a terceirização, contra o congelamento de investimentos públicos, contra a reforma trabalhista e contra a reforma da Previdência! Lutamos por um país mais justo, com geração de empregos e trabalhadores valorizados, com aposentadoria digna e com direitos iguais e garantidos para todos e todas!

Por dias melhores para o Brasil, convocamos todos e todas a fazer parte do movimento #ELENÃO!

Neste sábado, dia 29 de setembro, o Sindifort e a Intersindical se reúnem a toda a população feminina de Fortaleza e do Ceará às 15 horas, na Praia dos Crushes (Praia de Iracema), para lutar contra o avanço do fascismo e pela garantia de nossos direitos.

Não aceitamos nenhum direito a menos!

*Sindifort – Intersindical – Central da Classe Trabalhadora.

Candidato do PSL ao Senado diz orar todo dia para que Bolsonaro ganhe logo no primeiro turno

O pastor Pedro Ribeiro, candidato do PSL ao Senado, afirma não entender o que houve com a pesquisa do Ibope. Ele diz que na primeira enquete aparecia com 7% e, agora, caiu para 3%. Indagado se não seri ao efeito Lula, com o ingresso de Fernando Haddad na disputa presidencial, preferiu lamentar a postura de muitos eleitores que acabam dando crédito a um líder que hoje é réu e está preso.

Por conta desse cenário, que afirma não ser bom para o País, o pastor Pedro Ribeiro garante estar orando diariamente para que seu candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL)m ganhe logo no primeiro turno.

General Theophilo registra a maior rejeição entre candidatos ao Governo

Na pesquisa do Ibope, divulgadas pela TV Verdes Mares nessa noite de segunda-feira, um dado: a maior rejeição entre os candidatos a Governador continua com o General Theophilo (PSDB), apoiado pelo senador Tasso Jereissati e pelo deputado estadual Capitão Wagner (Pros).

Ele registra 34%, seguido de Gonzaga (PST), com 33%, Aílton Lopes (PSOL), com 28%, Hélio Gois (PSL), com 27% e Camilo com 13%. A pesquisa entrevistou, de 18 a 24 deste mês de setembro 1.204 eleitores.

Pelo visto, ainda pesa o velho ranço contra generais. A ditadura continua no imaginário de muitos, mesmo sendo Theophilo uma pessoa preparada, como apregoam seus aliados.

DETALHE – Margem de erro: três pontos percentuais para mais ou para menos. Registro na Justiça Eleitoral: CE-09888/2018.

(Foto – Divulgação)

Camilo Santana tem aprovação de 58% da população

O governador Camilo Santana (PT) tem aprovação de 58% (ótimo e bom) da população, segundo pesquisa do Ibope, divulgada nessa noite de segunda-feira pela TV Verdes Mares.

Ele também registra 29% de regular e 9% de ruim/péssimo. Cinco por cento  dos 1.204 entrevistados não opinaram. O levantamento foi realizado de 18 a 24 deste mês de setembro.

A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

DETALHE – Registro na Justiça Eleitoral: CE-09888/2018.

Há futuro para a oposição no Ceará?

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A Coluna Política do O POVO, desta terça-feira, assinada pelo jornalista Érico Firmo, faz uma boa análise sobre o futuro das oposições no Ceará depois do pleito deste ano. Confira:

Nos 12 dias até a eleição, o papel que as pesquisas colocam para a oposição no Ceará é construir um futuro. Algum futuro. Salvo se os números estiverem errados de forma como nunca se viu no planeta, ou se houver uma hecatombe em menos de duas semanas, Camilo Santana deverá ser reeleito no primeiro turno. Isso era previsível. Uma coisa é a derrota, no primeiro turno que seja. Muito diferente é a oposição sair das urnas relegada a tamanho menor do que jamais teve.

Desde a redemocratização, a oposição nunca saiu tão pequena quanto indicam as pesquisas. Antes da eleição, Tasso Jereissati (PSDB) afirmou que não permitiria WO. Bom, falta de adversário não houve, mas a derrota se desenha um 7 a 1. Ou pior. No Ibope de ontem à noite, Camilo tinha 86% dos votos válidos. O General, 8%. Proporção de quase 11 para um. Um WO simbólico. Tasso também disse que nunca se sentiu tão só. Pode piorar.

O papel de Tasso

Tasso fará 70 anos em dezembro. Ao final do mandato de senador, terá 74. Para muitos políticos, é a flor da idade. Mas, para quem foi governador aos 39, é trajetória longeva. Em algumas ocasiões, ele já disse que não disputará outras eleições. Mudou de ideia várias vezes. Porém, se em 2018 mais uma vez ele foi cotado para concorrer a governador, essa hipótese será muito mais remota em 2022. Tasso ainda é símbolo para a oposição. Caso se retire de cena, não resta muita coisa.

*Confira mais aqui.

(Foto – Agência Senado)

MPF e PF vão investigar imagem de Lula em santinhos

A Procuradoria Regional Eleitoral do Rio e a Polícia Federal no estado vão investigar campanhas de candidatos fluminenses do PT que usam material com Lula. A informação é da Veja Online.

No panfleto apreendido, Lula aparece como presidenciável, apesar de seu registro ter sido negado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por estar inelegível.

O procurador regional eleitoral pediu à Polícia Federal a instauração de um inquérito criminal para investigar a conduta dos responsáveis pela impressão e distribuição dos panfletos de propaganda com o nome de Lula entre os candidatos.

VAMOS NÓS – Por aqui, isso vem acontecendo?

(Foto – Agência Brasil)

Justiça manda Google tirar do ar vídeo que usava montagem para associar Ciro a drogas

O candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, obteve uma vitória contra o Google e o YouTube na Justiça Eleitoral. Segundo informa a Painel, da Folha de Paulo desta terça-feira, o ministro Sergio Silveira Banhos determinou que o provedor excluísse da internet vídeo que apresentava o pedetista como dependente químico.

O filme utilizava montagens para transformar uma foto de um cigarro comum em um cigarro de maconha. O ministro, na decisão, frisou o direito à liberdade de expressão, mas ressaltou que há limites. “Não se pode entender lícita a conduta de difundir fatos sabidamente inverídicos”, disse.

Ouvido pelo ministro antes da tomada de decisão, o Ministério Público Eleitoral se manifestou a favor do pedido de Ciro. “Conquanto a circulação de opiniões e críticas seja essencial para a configuração de um espaço público de debate e, consequentemente, ao Estado Democrático de Direito, a conformação das liberdades de informação e de expressão pressupõe a responsabilidade pelos eventuais excessos praticados”, disse o órgão em parecer. “A mídia por meio da qual é propagado factoide sabidamente inverídico, calunioso e difamatório, deve ser removida”, concluiu.

(Foto  Reprodução de TV)

Ibope/TV Verdes Mares – Camilo lidera e ganharia logo no primeiro turno

A TV Verdes Mares e o Ibope divulgaram, nesta noite de segunda-feira, durante o CE TV -2ª edição, mais uma pesquisa para o Governo e o Senado.

Governador 

Camilo Santana (PT) – 69%

General Theophilo (PSDB) – 7%

Hélio Góis – 2%

Aílton Lopes (PSOL) – 1%

Francisco Gonzaga (PSTU) – 1%

Brancos/Nulos – 13%

Não sabe/Não respondeu – 6%

Disputa para o Senado

Cid Gomes (PDT) – 64%

Eunício Oliveira (MDB) – 39%

Eduardo Girão (Pros) – 10%

Dra. Mayra (PSDB) – 9%

Pastor Pedro Ribeiro (PSL) – 3%

Pastor Simões (Psol) – 3%

João Saraiva (Rede) – 2%

Dr. Márcio Pinheiro (PSL) – 2%

Anna Karina (Psol) – 2%

Alexandre Barroso (PCO) – 1%

Magela (PSTU) – 1%

Robert Burns (PTC) – 1%

Bardawil: não pontuou

Brancos/nulos vaga 1: 12%

Brancos/nulos vaga 2: 21%

Não sabe, não respondeu: 29%

Período: 18 a 24 de setembro

Entrevistas: 1.204

Rejeição dos candidatos a Governador

General Theophilo – 34%

Gonzaga – 33%

Aílton Lopes – 28%

Hélio Gois – 27%

Camilo – 13%

*DETALHE – Camilo tem aprovação de 58% (otimo e bom); 29% de regular e 9% de ruim/péssimo e 5% não opinaram.

*DETALHE 2– Margem de erro: três pontos percentuais para mais ou para menos
Registro na Justiça Eleitoral: CE-09888/2018.

Ibope – Bolsonaro tem 28%; Haddad, 22% ; Ciro, 11%; Alckmin, 8%; e Marina, 5%

Saiu pesquisa Ibope nesta segunda-feira (24). É a mais recente pesquisa de intenção de voto na eleição presidencial, que ouviu 2.506 eleitores entre sábado (22) e domingo (23). O nível de confiança da pesquisa, encomendada pela TV Globo e O Estado de Sã Paulo, é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem a realidade, considerando a margem de erro, que é de 2 pontos, para mais ou para menos.

Confira:

Jair Bolsonaro (PSL): 28%
Fernando Haddad (PT): 22%
Ciro Gomes (PDT): 11%
Geraldo Alckmin (PSDB): 8%
Marina Silva (Rede): 5%
João Amoêdo (Novo): 3%
Alvaro Dias (Podemos): 2%
Henrique Meirelles (MDB): 2%
Guilherme Boulos (PSOL): 1%
Cabo Daciolo (Patriota): 0%
Vera Lúcia (PSTU): 0%
João Goulart Filho (PPL): 0%
Eymael (DC): 0%
Branco/nulos: 12%
Não sabe/não respondeu: 6%

Rejeição

O Instituto também perguntou: “Dentre estes candidatos a Presidente da República, em qual o (a) sr. (a) não votaria de jeito nenhum? Mais algum? Algum outro?”. Neste levantamento, portanto, os entrevistados podem citar mais de um candidato. Por isso, os resultados somam mais de 100%.

Os resultados foram:

Bolsonaro: 46%
Haddad: 30%
Marina: 25%
Alckmin: 20%
Ciro: 18%
Meirelles: 11%
Cabo Daciolo: 11%
Eymael: 11%
Boulos: 11%
Vera: 10%
Alvaro Dias: 9%
Amoêdo: 9%
João Goulart Filho: 9%
Poderia votar em todos: 2%
Não sabe/não respondeu: 7%

Simulações de segundo turno

Haddad 43% x 37% Bolsonaro (branco/nulo: 15%; não sabe: 4%)

Ciro 46% x 35% Bolsonaro (branco/nulo: 15%; não sabe: 4%)

Alckmin 41% x 36% Bolsonaro (branco/nulo: 20%; não sabe: 4%)

Bolsonaro 39% x 39% Marina (branco/nulo: 19%; não sabe: 4%)

DETALHE – Registro no TSE: BR-06630/2018.

Você prevê dias sombrios para o Brasil?

Com o título “Prevejo dias sombrios” eis artigo de André Haguette, sociólogo e professor universitário. “A falta de renovação tanto no Poder Executivo quanto no Legislativo leva à repetição da mesmice política”, diz o articulista em seu texto. Confira:

Prevejo dias sombrios até o final das eleições e nos meses seguintes; pergunto-me o que nos trouxe até semelhante impasse político. Uma resposta pelo menos verossímil somente pode ser buscada, em uma sociedade politicamente organizada, no escrutar das instituições que moldam o agir político. É que indivíduos não agem uns sobre os outros diretamente, mas por meio de instituições que orientam e cercam suas ações; boas instituições produzem boa política; instituições inadequadas resultam em tensões, desmandos, desespero e extremismos fundamentalistas e fascistas. Antecipo o acirramento dos extremismos com a chegada ao segundo turno de Jair Bolsonaro e Fernando Haddad, amarrado o eleitor numa verdadeira sinuca de bico apta a desencadear vultosos processos de cólera nos defensores de cada candidato.

Nossas instituições democráticas deixaram de produzir os frutos que de uma democracia sã se espera, a saber, uma diminuição progressiva das desigualdades sociais de todas as espécies, econômicas, sociais e culturais, provocando, em vez, o acirramento dos interesses de classes. Com efeito, de uma democracia embalada por instituições certeiras, espera-se uma constante melhora da condição social de seus membros, nas palavras de Tocqueville; espera-se progressos sociais, nas de Bernstein.

Ocorre que nosso possível avanço republicano é bloqueado por quatro institutos principais: o presidencialismo de coalizão ou de cooptação, a multiplicação de partidos políticos ocos, o baixíssimo grau de renovação da classe política e uma difusa, mas consistente, cultura política popular personalista, clientelista e messiânica. O presidencialismo de coalização obriga a alianças oportunistas, de balcão, sempre frágeis e não raramente corruptas, impedindo uma boa governança; esse presidencialismo manco foi substituído nos governos petistas por um presidencialismo de cooptação, que levou ao aparelhamento do estado e ao silêncio de movimentos sociais reivindicatórios e das análises acadêmicas críticas, tornando dispensáveis e até indesejáveis reformas profundas.

Nossos partidos são ocos, vazios de representação dos interesses da sociedade civil e de correligionários realmente engajados, bastando ver a solidão dos candidatos à Presidência, à exceção do petista. Sem consistência programática, enlameados na corrupção, nossos partidos se desmancham após as eleições constituindo bancadas de interesses corporativos. A falta de renovação tanto no Poder Executivo quanto no Legislativo leva à repetição da mesmice política. Lula seria candidato pela 6ª vez; Ciro e Marina; pela 3ª; Alckmin, pela segunda vez, vindo de longos mandatos estaduais, como o Haddad, que foi prefeito. Os partidos são movidos a personalismos familiares, cujos membros pulam de galho em galho nas árvores dos cargos e dos poderes.

Somando a isso tudo uma cultura política messiânica generalizada num eleitorado voltado para interesses individuais, familísticos e corporativos, não surpreende essa onda de terror eleitoral, esse choque de classe e os extremismos da direita (Bolsonaro) e do PT. Prevejo dias sombrios, a classe média alta exalando ódios incontroláveis e os petistas fanatizados. Um choque está por vir e não sei o que dele poderá resultar de positivo para o bem comum.

André Haguette