Blog do Eliomar

Categorias para Eleições 2018

Lula manda carta de apoio à reeleição de José Guimarães

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O petista José Nobre Guimarães, líder da minoria na Câmara dos Deputados, ganhou uma carta de apoio à sua reeleição assinada pelo ex-presidente Lula.

O parlamentar difunde essa carta em suas redes sociais, no que para membros da cúpula do partido, chega como importante reforço de campanha.

Entre petistas, ninguém se arrisca muito a falar sobre quantas cadeiras poderão ser conquistadas na Assembleia e em Brasília.

Confira:

(Foto – Divulgação)

Crítica Radical promove o ato #Elenao #Nemninguem na Praça do Ferreira

O Movimento Crítica Radical promove, a partir das 10 horas desta sexta-feira, um ato na Praça do Ferreira, no Centro de Fortaleza. Segundo a militante Rosa da Fonseca, o objetivo é começar a campanha que o grupo sempre promove a cada eleição: o Não Voto.

Neste ano, no entanto, a convocação mudou e se chama #Elenão #Nemninguem. Rosa dá detalhes da manifestação.

TRE disponibilizará plantão neste domingo do voto para receber denúncias sobre crimes eleitorais

A desembargadora Naílde Pinheiro Nogueira preside o TRE do Ceará.

O Tribunal Regional Eleitoral do Ceará disponibilizará uma equipe composta por juízes eleitorais, policiais militares e servidores para recebimento de denúncias neste domingo, 10, dia da eleição. Segundo a assessoria de imprensa do TRE, o plantão funcionará das 8 às 17 horas, na Central de Atendimento ao Eleitor, através dos telefones 3211-2603 / 2604 / 2605, e receberá denúncias relacionadas a propaganda irregular e crimes eleitorais, como: compra de votos e boca de urna.

Para informações diversas sobre locais de votação, números de zona e seção, situação cadastral, cancelamento de títulos, biometria, voto em trânsito, justificativa, mesários, dentre outras, o TRE também coloca à disposição do eleitorado o número 148, que funcionará das 7 às 17 horas neste domingo.

Jornal francês chama Bolsonaro de “racista, homofóbico e misógino”

O candidato à Presidência da República pelo PSL, Jair Bolsonaro, é destaque de reportagem no jornal francês “Liberatión”.

Sob o título “Racista, homofóbico, misógino, pró-ditadura – e no entanto ele seduz o Brasil”; a publicação, que o coloca na capa, afirma que Bolsonaro é o favorito para vencer a corrida presidencial.

Na semana passada, Bolsonaro ganhou espaço também na revista inglesa “The Economist”, que o tratou como uma “ameaça à América Latina”.

(Com Veja)

Eleições 2018 – Lei Seca vigora em Fortaleza

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Os 17 juízes eleitorais de Fortaleza assinaram portaria conjunta 1/2018, da “Lei Seca”, que estabelece as regras para a venda de bebidas alcoólicas, na Capital, neste dia 7 de outubro, primeiro turno das Eleições 2018. A portaria foi publicada no Diário da Justiça Eletrônico, informa a assessoria de impensa do Tribunal Regional Eleitoral.

De acordo com o documento, é proibida a venda e o consumo de bebidas alcoólicas em bares, restaurantes, mercantis, estabelecimentos congêneres e demais locais abertos ao público no município de Fortaleza, capital do Ceará, no horário compreendido entre 0h e 19h do dia 7 de outubro de 2018 (domingo).

Outros municípios

A Corregedoria Regional Eleitoral do Ceará recomendou aos juízes que, após análise das situações da circunscrição, decidam pela expedição, ou não, de portaria reguladora.

Até a presente data, os juízes titulares das seguintes zonas comunicaram ao TRE a edição de portarias semelhantes:
11ª (Quixeramobim); 14ª (Lavras da Mangabeira); 20ª (Crateús e Ipaporanga); 21ª (Ipu e Pires Ferreira); 22ª (São Benedito e Carnaubal); 39ª (Independência); 54ª (Santa Quitéria, Catunda e Hidrolândia); 59ª (Pedra Branca); 61ª (Tamboril e Monsenhor Tabosa); 62ª (Várzea Alegre, Farias Brito e Granjeiro); 68ª (Araripe e Potengi); 69ª (Aurora); 73ª (Ibiapina e Ubajara); 76ª (Mauriti); 86ª (Alto Santo, Iracema e Potiretama); 91ª (Tabuleiro do Norte e São João do Jaguaribe); 97ª (Trairi); 108ª (Chaval e Barroquinha), bem como as Zonas 28ª e 119ª (Juazeiro do Norte).

TSE promove mudanças em seu site para prevenir contra ataques cibernéticos

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vai promover mudanças em seu site institucional na internet, entre as 18h desta sexta-feira (5) e as 8h da próxima segunda (8), em resposta ao crescimento exponencial de demandas de acesso que costuma ocorrer às vésperas das eleições.
A ação integra um conjunto de iniciativas adotadas pelo tribunal para aumentar a segurança dos sistemas utilizados pela Justiça Eleitoral – em especial, os de totalização dos votos e divulgação de resultados.

Segundo Cristiano Andrade, coordenador de Infraestrutura da Secretaria de Tecnologia da Informação do TSE, a medida tem caráter preventivo, haja vista o esperado volume de ataques cibernéticos que possam acontecer no dia do pleito.
“Historicamente, as tentativas de invasão à rede de computadores da Justiça Eleitoral crescem à medida que se aproxima o dia do primeiro e segundo turno das eleições”, explica. Segundo Cristiano, no fim de semana do primeiro turno das eleições gerais de 2014, o TSE recebeu 200 mil ataques de negação de serviço (DDoS) por segundo.

Além desse método, são comuns investidas e ações de exploração de vulnerabilidades como defacement (pichação de sites), proliferação de cavalos de Troia (programas que abrem portas no sistema para conexões externas indevidas), phishing(captura de dados e senhas) e ‘SQL injection’ (inserção de comandos em bancos de dados por meio da internet).

Com a configuração a ser adotada a partir desta sexta, os sites do TSE e dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) vão operar apenas com as aplicações de maior relevância para o usuário, como consultas aos locais de votação, situação eleitoral, candidaturas e justificativa eleitoral.

(Com TSE)

Se ganhar as eleições, Bolsonaro visitará Trump antes da posse

Se ganhar as eleições presidenciais, Jair Bolsonaro (PSL) vai fazer uma série de gestos aos Estados Unidos.

Segundo informação da Veja, antes mesmo da posse, ele já avisou que quer visitar o presidente Donald Trump e anunciar duas medidas: a derrubada do visto para turistas americanos e uma redução de impostos para produtos daquele país.

(Foto – Reprodução de TV)

Bolsonaro diz que Haddad é fantoche de Lula

Em entrevista à TV Record, na noite dessa quinta-feira (4), o candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, disse que Fernando Haddad, do PT, é fantoche de Lula. Segundo institutos de pesquisas de intenções de voto, Bolsonaro e Haddad polarizam as eleições deste ano.

Sobre a agressão sofrida por meio de Adélio Bispo, Bolsonato afirmou que não quer antecipar fatos, mas não acredita que o agressor agiu sozinho.

Bolsonato negou que seja racista, homofóbico e agressor de mulheres. Disse que embate com a deputada Maria do Rosário foi uma reação, após ser chamado de estuprador.

Com relação às fake news, Bolsonaro alegou que Haddad espalha no Nordeste que a sua candidatura sugere acabar com o Bolsa Família. “Eles (petistas) fazem isso toda eleição”, reclamou. O candidato se disse contra às falsas notícias e alegou que não há como controlar milhões de pessoas que postam em redes sociais notícias que destacam sua candidatura, por meio de fake news.

Bolsonaro defendeu o general Mourão, seu vice de chapa, ao afirmar que ele não defendeu o fim do 13º salário. Aproveitaram uma fala mal interpretada do general para desgastar sua candidatura.

O candidato do PSL disse que o combate à corrupção passa pela mão indicação política a cargos no governo.

Bolsonaro afirmou que o ex-ministro Palocci está colaborando com a Justiça e que os depoimentos apontam para uma “tomada de poder” por parte do PT.

O candidato do PSL se diz necessário para o momento. “Querem trazer o socialismo, o comunismo. (…) Será o fim da nossa pátria, se o PT chegar ao poder”, ressaltou Bolsonaro, ao completar que respeitará os números das urnas.

Jair Bolsonaro disse desconfiar das pesquisas de intenções de voto, quando acredita que deverá vencer no primeiro turno.

(Foto: Reprodução)

Candidatos fazem as considerações finais

Alckmin diz que 20% dos votos são decididos nos últimos dias.

Álvaro Dias destaca o combate à corrupção e com o fim de privilégios, quando governador do Paraná.

Ciro ressalta que há 4 anos o país está parado pela política da divisão e agora corre o risco da política do ódio, o que não permite ao Brasil se reconciliar.

Meirelles afirma que agora é o momento de se comparar história dos candidatos. Ódio não gera emprego e vingança não combate a insegurança e não se cria melhoria para a saúde.

Haddad aponta raízes humildes e diz que aprendeu com Lula a ajudar a quem mais precisa. Levante bandeira do trabalho e da educação.

Marina agradece a Deus por não ter caído na tentação do ódio e se diz pacificadora. País não precisa de força física, mas de força moral.

Boulos afirma que domingo é dia de barrar o ódio e pede o voto da esperança.

(Foto: Divulgação)

Ciro diz que Bolsonaro fugiu ao debate, enquanto dá entrevista a outra emissora

Questões relacionadas aos direitos dos trabalhadores, reforma da previdência, desemprego e a desigualdade social deveriam ser esclarecidas pelo candidato Bolsonaro, líder nas pesquisas de intenções de voto.

A cobrança é de Ciro Gomes, em debate com Henrique Meirelles. Para Ciro, Bolsonaro foge ao debate, enquanto dá entrevista à emissora de televisão (Record).

Ciro pede esclarecimentos sobre declarações na campanha de Bolsonaro de perdas do adicional de férias e do 13º salário.

Meirelles aponta que entrevista concedida por Bolsonato tem o conforto na abordagem dos problemas do país.

(Foto: Divulgação)

Marina cobra de Haddad o reconhecimento dos erros do PT

Para a candidata Marina Silva, Haddad poderá cometer os mesmos erros do PT, nos governos Lula e Dilma, diante da dificuldade do partido em reconhecer as falhas cometidas ao longo de 14 anos.

Haddad alega que falou sobre o assunto em outras oportunidades, mas ressaltou conquistas dos governos petistas, como geração de emprego e oportunidades à pessoas menos favorecidas socialmente.

(Foto: Reprodução)

Bolsonaro é o principal alvo entre demais candidatos

Ausente no debate promovido pela Globo, o candidato Jair Bolsonaro (PSL) foi o principal alvo no primeiro bloco.

Ciro Gomes apontou que o país mão pode estar dividido e que não se pode votar pelo ódio. Haddad e Boulos afirmaram o risco do retorno da perca de direitos, como no tempo da ditadura militar. Marina e Álvaro Dias lamentaram declarações do vice de Bolsonaro, que criticou o 13º salário e adicional de férias. Meirelles e Alckmin apontaram questões do crescimento econômico e retomada do emprego.

(Fotos: Reprodução)

Após ataques, campanha por placas de Marielle já arrecada R$ 28 mil

Menos de um dia depois que circularam nas redes sociais imagens de dois candidatos do PSL-RJ exibindo uma placa destruída que homenageava a vereadora Marielle Franco, uma campanha feita por simpatizantes e apoiadores das causas defendidas por ela já arrecadou hoje (4) 14 vezes o valor definido como meta para fazer novas placas.

O valor estipulado foi de R$ 2 mil para a confecção de 100 placas. Em apenas 24 minutos, a quantia foi obtida. Por volta das 15h desta quinta-feira, as doações já somavam R$ 28 mil com a adesão de mais de mil pessoas. A organização da campanha fará mil placas e destinará o dinheiro restante para outras ações de homenagem à vereadora ainda não divulgadas.

Em um vídeo postado nas redes sociais, o candidato a deputado estadual Rodrigo Amorim, e o candidato a deputado federal Daniel Silveira, ambos do PSL-RJ, retiram a homenagem da placa que foi colocada na esquina da Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro, onde Marielle cumpria seu primeiro mandato quando foi assassinada.

No vídeo, Daniel defende que o assassinato não justificava colar a placa, o que classificou de vandalismo. Já Rodrigo afirma que outras 60 mil pessoas foram assassinadas no país.

Dias depois, os candidatos levaram a placa a um ato político para apoiadores em Petrópolis, na Região Serrana. O ato foi registrado em mais um vídeo postado nas redes sociais, e Amorim e Silveira exibem a placa quebrada ao meio. Os dois foram fotografados com os pedaços da placa nas mãos, e as imagens se espalharam nas redes.

Com a repercussão, os dois políticos fizeram uma transmissão ao vivo no Instagram em que afirmam que repudiam o assassinato de Marielle e defendem que seus algozes têm que ser investigados e punidos severamente.

Na gravação transmitida na internet, eles afirmam que não haverá pedido de desculpas e defendem que retiraram a homenagem como se fosse uma pichação qualquer, sem a intenção de atingir a imagem da vereadora, porque buscavam restaurar o patrimônio público havia sido depredado.

(Agência Brasil)

Pesquisa Datafolha: Bolsonaro sobe três pontos e Haddad avança um ponto

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O resultado da pesquisa Datafolha de candidatos a presidente foi conhecido na noite desta quinta-feira, 4 de outubro. A consulta foi encomendada pela Rede Globo e jornal Folha de S. Paulo.

Jair Bolsonaro (PSL) aparece isolado com 35% de intenções de voto. Fernando Haddad (PT) vem em segundo com 22%. Ciro Gomes (PDT) marcou 11%, enquanto Geraldo Alckmin (PSDB) aparece com 8%. Em relação ao levantamento anterior do instituto, divulgado na terça-feira, 2, Bolsonaro subiu três pontos, Haddad subiu um ponto; Ciro manteve o percentual e Alckmin caiu um ponto.

Confira o resultado da pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira:

Jair Bolsonaro (PSL): 35%; Fernando Haddad (PT): 22%; Ciro Gomes (PDT): 11%; Geraldo Alckmin (PSDB): 8%; Marina Silva (Rede): 4%; João Amoêdo (Novo): 3%; Henrique Meirelles (MDB): 2%; Alvaro Dias (Podemos): 2%; Cabo Daciolo (Patriota): 1%; Guilherme Boulos (PSOL), João Goulart Filho (PPL), Eymael (DC) e Vera Lúcia (PSTU) não pontuaram. Branco/nulos: 6%; Não sabe/não respondeu: 5%.

(O POVO Online)

Luciano Huck usa Instagram para pedir votos

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O apresentado global Luciano Huck usou sua conta do Instagram para pedir votos para candidatos do movimento Renova BR.

No Stories, ele ressaltou a importância das escolhas para o legislativo e recomendou candidatos a deputado, todos do PPS, partido pelo qual o apresentador cogitou lançar-se à presidência.

Os indicados foram Paulo Gontijo (estadual / RJ), Marcelo Calero (federal / RJ), Humberto Laudares (federal / SP), Diogo Busse (estadual / PR), Marrafon (federal / MT) e Will Bueno (federal / MG).

(Veja Online/Foto – Divulgação)

A Infeliz escolha

Com o título “Infeliz escolha”, eis artigo de Pedro Henrique Antero, cientista político. Ele bate na escolha do nome de Che Guevera para o Cuca da Barra do Ceará, aproveitando mote da visita recente da filha mais velha do revolucionário ao Ceará. Confira:

Na semana passada, a imprensa estampou a fotografia de Aleida Guevara, filha mais velha do revolucionário e criminoso Che Guevara, que lutou pela implantação da ditadura comunista em toda a América Latina, à semelhança do que havia ocorrido em Cuba. Segundo a notícia divulgada, ela veio ao Ceará para cumprir uma agenda oficial de visitas às escolas do MST, bem como proferir palestra no Cuca da Barra do Ceará que leva o nome do seu pai.

Aleida veio, sem dúvida, relatar experiências ocorridas em seu país que vive sob uma severa ditadura há 59 anos. Que contribuição, então, na área social, poderia essa senhora trazer para o nosso Estado ? Tratou-se, portanto, de um convite estranho e até mesmo inusitado. Isso revela, apenas, um comportamento ideológico de políticos mal resolvidos, que não abrem mão das regalias e acertos do capitalismo, mas temem o patrulhamento tradicional das esquerdas brasileiras.

A história do socialismo e do comunismo no mundo parece não ter sido suficiente, ainda, para demonstrar a muitos que esses regimes jamais proporcionaram a liberdade para seus povos. China, Cuba e Coréia do Norte, no momento, e União Soviética, no passado, são exemplos irrecusáveis de que tais regimes devem ser rechaçados, de qualquer maneira, enquanto o povo está livre. A esses regimes se assemelhou, também, com sinal trocado, o nazismo que matou um número de pessoas quase tão grande quanto o comunismo.

A história do Ceará é rica em nomes que se sacrificaram pelo bem estar do seu povo e pelas liberdades dos cearenses. Demócrito Rocha, fundador deste jornal, é um exemplo de cidadão que lutou pela liberdade de expressão em nosso Estado. Houve heróis, também, na luta contra a escravidão, na Confederação do Equador e em outros movimentos libertários. A Igreja Católica nos oferece, igualmente, centenas de exemplos de vigários que dedicaram suas vidas em favor do próximo, não havendo necessidade de designar um equipamento público com o nome de alguém que aqui nunca esteve e que representa o que há de mais cruel, despótico e retrógrado em política na América Latina. Luiziane Lins não foi feliz em sua escolha.

*Pedro Henrique Chaves Antero

phantero@gmail.com

Professor de Ciências Políticas.

Tasso acompanha Alckmin no debate dos presidenciáveis na Globo

 

O senador Tasso Jereissati (PSDB) embarcou, neste fim de tarde de quinta-feira, para o Rio de Janeiro. Ali, vai acompanhar o candidato a presidente da República pelo partido, Geraldo Alckmin, que participará do último debate televisivo dos presidenciáveis O debate será promovido pela Rede Globo, logo após a novela Segundo Sol.

Antes do evento, Tasso participará da última reunião do comitê do candidato no Rio. Tasso só retorna no fim da tarde desta sexta-feira e, no sábado, participará dos eventos que finalizarão a campanha, neste primeiro turno, do General Theophilo, postulante tucano ao Governo, mais precisamente no Cariri e na Região Metropolitana de Fortaleza.

DETALHE – Vai cumprimentar Ciro Gomes (PDT), em clima de Globo.

(Foto -Agência Brasil)

Placa de Marielle foi quebrada para restaurar a ordem, diz filho de Bolsonaro

Filho do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), o deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) afirmou, nesta quinta-feira, (4), que os dois candidatos do PSL que retiraram e quebraram uma placa em memória da vereadora Marielle Franco (PSOL), assassinada em março, estavam restaurando a ordem. A ação envolveu os candidatos a deputado estadual no Rio Rodrigo Amorim (PSL) e a deputado federal Daniel Silveira. A informação é do Portal Uol.

Considerada depredação ao patrimônio público pela dupla e por Flávio, que é candidato ao Senado no Rio, a homenagem estava colocada sobre a placa oficial indicando a praça Floriano, nome oficial da região da Cinelândia. A ação foi divulgada por Amorim em vídeo publicado em sua página no Facebook no domingo (30).

Na segunda (1º), Amorim, que foi candidato a vice de Flávio na campanha à Prefeitura do Rio em 2016, publicou uma foto sua ao lado de Silveira em que ambos, sorridentes, seguram a placa com o nome de Marielle quebrada – a imagem circulou pelas redes sociais nesta quarta.

No post que acompanha a foto, ele diz: “Nos acusam de intolerantes, nos acusam de fascistas. No entanto, tive meu comitê atacado várias vezes. Isso mostra que estamos no caminho certo. A missão é combater com força o PSOL e suas pautas repugnantes.” Ele também publicou junto uma foto de um banner seu depredado e com adesivos do movimento “Ele não”, contrário a Bolsonaro.

Depois de sair da casa do pai, na manhã desta quinta, Flávio disse que o ato foi “um posicionamento ideológico”.

“Na verdade, eles nada mais fizeram do que restaurar a ordem. Havia uma placa de [praça] Marechal Floriano. O PSOL acha que está acima da lei e pode mudar nome de rua na marra. Eles só tiraram a placa que estava lá ilegalmente”, declarou. “Se o PSOL quer fazer uma homenagem para a Marielle, apresenta um projeto de lei, pede à prefeitura para, ao construir uma rua, uma praça, botar o nome, dar
homenagem a ela. Agora não pode cometer um ato ilegal como esse”, afirmou Flávio.

“O pessoal tem que entender que eu não estou entrando no mérito de se homenagem é justa ou se não é justa”, acrescentou.
Questionado sobre se o assassinato de Marielle foi um atentado político, o candidato a senador declarou que “a dor da família dela é a mesma dor de todo mundo que tem um ente que morre”.

“E eu, por pouco, não passei por uma dor como essa ao perder meu pai, vítima de um atentado”, concluiu, em referência à facada que seu pai levou durante ato de campanha no dia 6 do mês passado, durante ato de campanha em Juiz de Fora.
(MG). O deputado estadual Marcelo Freixo, candidato a deputado federal pelo PSOL, afirmou já ter levado o caso à polícia.

(Foto – Divulgação)

Bolsonaro, um candidato sem propostas?

Com o título “A pior resposta”, eis artigo de Ricardo Alcântara, escritor e publicitário. Ele aborda a figura do candidato sem propostas, Jair Bolsonaro. Confira:

A pergunta é: por que um ente tão frágil como Jair Bolsonaro amalgama o entusiasmo de tanta gente? Há os ingênuos, que não acreditam, apesar de parecer evidente para muitos, nos desvios de caráter do candidato. A eles, só restará decepção, tardia talvez. Falemos dos outros, os mais perigosos, que simplesmente não veem mal algum nisso e, sim, até concordam: são também eleitores que têm do mundo uma visão conservadora e autoritária ou, numa hipótese mais condescendente e plausível, votam nele apesar disso tudo porque consideram haver um motivo mais relevante para escolher o capitão.

Eu disse “motivo”? Não. Não é bem um motivo. É uma decisão emocional! Emoções que emergem em meio a uma sensação aguda e generalizada de desordem – no mais das vezes associada a problemas de segurança, o descrédito nas lideranças e, nos mais pobres, também os péssimos serviços e a falta de perspectivas: o medo e, pelo incômodo de sua permanência, o ódio.

Repare bem: eleitores do Bolsonaro nada dizem sobre suas propostas, se é que as tem, para saúde, educação, emprego, meio ambiente. Todas as mensagens que dominam a consideração de seus eleitores estão relacionadas com aquelas emoções: a insegurança, a revolta e o preconceito. Nessa relação líder voto há de tudo, menos esclarecimento. Jair Bolsonaro é o homem-bomba da antidemocracia vigente no País e, na ausência de quem lhes aponte uma perspectiva compreensível de superação…que se exploda: não se vota nele tanto pelo que possa construir, mas por sua presumida capacidade de desconstrução.

O candidato atua por três décadas como político profissional sem nada de relevante em seus mandatos, mas amálgama um sentimento mal esclarecido de indignação contra a ineficácia efetiva da representação formal da classe política. Bolsonaro é uma resposta. Seria ótimo, se não fosse a pior resposta: o candidato é despreparado e tosco, não está tão isento aos desvios de conduta quanto aparenta e representa uma ameaça real aos meios democráticos pelos quais pretende chegar ao poder. Se chegar lá, não culpem os eleitores: quem o trouxe até aqui foram os seus colegas do ramo próspero da política.

Chegou a conta, meu patrão!

*Ricardo Alcântara

fortaleza.ricardo@gmail.com

Escritor e publicitário.