Blog do Eliomar

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Camilo participa de passeio ciclístico pelas avenidas de Fortaleza

Uma das cidades com melhor sistema de ciclovias e ciclofaixas do Brasil, Fortaleza recebeu neste sábado (22) o passeio ciclístico pelas candidaturas Ciro Presidente, Camilo Governador e Cid Senador.

O passeio teve a coordenação do prefeito Roberto Cláudio e reuniu ainda um grande número de candidatos à Câmara Federal e à Assembleia Legislativa do Ceará. Salmito Filho (PDT), candidato a deputado estadual, destacou a conquista do fortalezense na mobilidade urbana.

O passeio teve início na avenida Beira Mar e terminou no Comitê Central, na avenida Sebastião de Abreu.

(Fotos: Divulgação)

Eleições 2018 – Seis governadores podem ganhar logo no primeiro turno. Na lista, Camilo

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A exatos 15 dias do primeiro turno das eleições deste ano, dez candidatos a governador têm chances de serem eleitos já nesta primeira fase da disputa, sendo que seis deles já ocupam o governo e buscam a reeleição. O levantamento foi
realizado pelo UOL com base nas pesquisas mais recentes divulgadas pelos institutos Ibope (para cada estado) e Datafolha (fez apenas em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Distrito Federal e Pernambuco). Além da intenção de votos total, foram analisados os percentuais de votos válidos.

Os seis governadores que lideram com folga as pesquisas e podem ser reeleitos
são: Renan Filho (MDB), em Alagoas; Rui Costa (PT), na Bahia; Camilo Santana (PT) no Ceará; Flávio Dino (PCdoB), no Maranhão; Wellington Dias (PT), no Piauí; e Mauro Carlesse (PHS), no Tocantins.

Os outros candidatos que sairiam vitoriosos já em 7 de outubro, segundo as pesquisas, são Renato Casagrande, no Pará; Ratinho Júnior (PSD), no Paraná; e Ronaldo Caiado (DEM), em Goiás.

Nesse cenário, o Nordeste é a região que mais concentra candidatos que podem ser eleitos já no primeiro turno – são eles Renan Filho, Rui Costa, Camilo, Dino e Dias.

Em todo o Brasil, 20 dos atuais 27 governadores buscam um segundo mandato, mas só metade deles aparece na frente nas pesquisas e despontam com boas chances de continuar no poder –alguns enfrentam dificuldades até em alcançar votos suficientes para chegar ao segundo turno.

*Confira a íntegra da reportagem aqui.

Uma eleição protagonizada por dois ausentes

Em artigo no O POVO deste sábado (22), a jornalista Letícia Alves ressalta que Lula e Bolsonaro, embora afastados presencialmente da campanha, seguem protagonizando a disputa eleitoral. Confira:

“Me aguardem. Primeiro turno, hein, pessoal?”, disse Jair Bolsonaro enquanto dava novos passos à recuperação da facada sofrida no início do mês. O vídeo com a declaração do presidenciável foi gravado quinta-feira, 20, no Hospital Albert Einstein, onde ele segue internado. Líder das pesquisas de intenção de voto, o candidato do PSL pode ser o primeiro presidente brasileiro – ao menos desde a redemocratização – a ser eleito sem participar da maior parte da sua campanha de rua.

O outro nome com potencial para este feito inédito era o de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que está preso em Curitiba, condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Antes de ter a candidatura indeferida, ele ocupava o primeiro lugar nas pesquisas – isso sem participar pessoalmente de nenhum debate, entrevista, comício ou outro ato político.

Embora afastados presencialmente da campanha, os dois seguem protagonizando a disputa, e a substituição do ex-presidente por Fernando Haddad (PT) não muda isso: o ex-prefeito de São Paulo fala por Lula e só fala do Lula, na esperança de absorver todos os votos do líder petista. Quem vota em Haddad é, também, quem sonha, de certa forma, em ter o governo Lula de volta.

Gostemos disto ou não, esta será uma eleição de Bolsonaro versus Lula, simbólica e objetivamente. Isso não significa que somente um dos dois possa vencer, é claro. É a polarização entre eles que tem dado o tom da campanha, mas ela também tem gerado uma busca, por parte da população, de um candidato que fuja dos tais “extremos”.

Esse cenário tem gerado uma disputa paralela entre os candidatos que querem ser vistos como uma “terceira via” possível. Quem larga na frente com essa estratégia é Ciro Gomes (PDT), que no início da campanha preocupou-se mais em ser o candidato da esquerda para herdar os votos de Lula. Já Geraldo Alckmin (PSDB) tem atacado igualmente o PT e o Bolsonaro, encarnando o bom e velho papel que as redes sociais batizaram de “isentão”.

Não digo que eles podem ser classificados tranquilamente como a opção “moderada” nem mesmo afirmo que aqueles dois primeiros, os líderes nas pesquisas, são extremistas. Acredito que nesta eleição dos inéditos, protagonizada por dois ausentes, a população não está interessada em quem quer manter seu lugar em cima do muro. Finalmente temos uma eleição movida a ideologias, seja isto bom ou não.

Letícia Alves, jornalista do O POVO

Twitter tem 48 horas para fornecer dados de perfis ofensivos a Jair Bolsonaro

O ministro Carlos Horbach, do Tribunal Superior Eleitoral, quer que o Twitter repasse dados de 16 usuários da plataforma digital comemoraram o ataque contra o candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, no dia 6 de setembro, em um ato de campanha em Juiz de Fora (MG). O TSE já havia determinado a retirada do conteúdo postado na rede social. A informação é do site Consultor Jurídico.

Na decisão, o ministro negou recurso do Twitter e deu prazo de 48 horas para que a empresa forneça as informações, sob pena de aplicação de multa diária de 50 mil reais e a possibilidade de responder pelo crime de desobediência a uma determinação da Justiça Eleitoral.

“A identificação do número de IP da conexão usada para realização do cadastro inicial dos perfis em que veiculadas as postagens e dados apresentados e os dados cadastrais dos responsáveis pelos perfis em que aparecem tais postagens são imprescindíveis à instrução do feito e necessários ante a eventual responsabilização dos usuários em eventual decisão de mérito pela procedência do pedido, não havendo contradição a ser sanada”, disse.

As postagens ofensivas propagam e incentivam ataques à integridade do candidato que variam em “Bolsonaro foi esfaqueado e não morreu, drogaaaa!”, “a facada do bolsonaro é uma estratégia para gerar comoção” e “vamos amigas orem pra ele morrer enquanto é tempo #OrePorBolsonaro”.

Em nota, a advogada do candidato, Karina Kufa, afirmou que “essa decisão foi importante para que o Twitter venha a colaborar com a justiça eleitoral na prevenção e punição de atos ilegais, os quais não devem ser relevados, ainda mais considerando a gravidade desse caso”.

Pedido de Identificação

A coligação de Bolsonaro foi ao TSE para questionar a veiculação dessas mensagens e identificar quem foram os autores das publicações. Em parecer favorável ao pedido da chapa do candidato do PSL, o Ministério Público Eleitoral destacou que o pedido também poderá levar a se propor ações de crime contra a honra ou eleitorais contra os responsáveis pelas mensagens.

(Foto – Reprodução de TV)

PT defende ciclos de Lula e Dilma para proteger projeto de poder

Da Coluna Política, no O POVO deste sábado (22), pelo jornalista Érico Firmo:

Entender o que deu certo e o que deu errado no passado é o caminho mais rápido para replicar acertos e evitar equívocos no futuro. Eleição costuma ser período em que a briga pelo poder suplanta, fácil, a reflexão. Não é propriamente cultivada a honestidade intelectual – grossíssimo modo, a disposição para se reconhecer errado quando os argumentos assim demonstrarem. Mesmo assim, há alguns espasmos nos quais as eleições podem ajudar a trazer luz para questões obscuras.

Para proteger o próprio projeto de poder, o PT tratou até então de defender os ciclos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Dilma Rousseff (PT) como algo mais ou menos uniforme, quando houve crescimento econômico e geração de emprego com distribuição de renda. Já a oposição trata como ciclo único no qual tudo foi errado. Os anos de crescimento da era Lula foram resultado de gastança desenfreada e desaguaram na crise de hoje. As duas visões são simplificações grosseiras. A realidade é mais complexa e policromática.

Henrique Meirelles (MDB) foi o primeiro a fazer a distinção nesta campanha. Por motivos óbvios. Defende o ciclo Lula, quando ele estava no Banco Central. E critica o de Dilma. Marina Silva (Rede) vai na mesma linha. E o próprio Fernando Haddad (PT) tem feito distinções. Na sabatina nesta semana na rádio CBN, disse que não usaria o preço dos combustíveis para tentar fazer controle inflacionário, como ocorreu nos últimos anos de Dilma.

Ocorre que, mesmo dentro dos períodos de Lula e Dilma, há nuances. O governo Lula começa com Antonio Palocci como guardião da ortodoxia. Até 2006, a lógica foi uma. Em março daquele ano, Guido Mantega substituiu Palocci e mudou as diretrizes. Sobretudo a partir de 2007. A lógica foi de estímulo ao consumo e ao crédito. Houve geração de emprego e crescimento econômico. Mas, não houve a gastança alardeada. Em 2006, o superávit primário ultrapassou a meta. Em 2007 e 2008, bateu recorde. Em 2009 e 2010, a meta estipulada não foi alcançada, mas houve superávit. Os problemas começavam ali. Em 2011, já no governo Dilma, a meta de economia voltou a ser atingida. A partir de 2012, começaram os problemas mais graves.

Ainda com Mantega, Dilma começa a tentar deixar sua marca na economia. Há medidas para reduzir tarifas por meio de subsídios, corte de impostos na expectativa de reduzir preços, estimular consumo e gerar emprego. Não deu certo. O emprego não aumentou e os preços subsidiados se tornaram, pouco depois, em explosão inflacionária.

Meta de superávit primário foi alcançada em 2012, mas já começavam as manobras fiscais. As “pedaladas” para disfarçar que a economia ia de mal a pior. Em 2013, o superávit foi o pior em 12 anos. Em 2014, houve déficit primário. O primeiro neste século, abrindo sequência que segue. Joaquim Levy entrou e tentou um ajuste, sem sucesso.

A visão de um ciclo único de 13 anos esconde equívocos, acertos e guinadas no percurso. Existe a visão ideológica petista de defesa de seu legado, de que tudo ia bem e só piorou porque houve boicote e um golpe. E outra visão, não menos ideológica, dos liberais utópicos, segundo os quais houve 13 anos de intervencionismo estatal que levaram à crise. Lula e Dilma tiveram diferentes conduções dentro dos próprios governos, com resultados diversos. Não houve linearidade. Lula teve acertos, mas também erros. Nas iniciativas de estímulo ao consumo, na crise mundial de 2008, alguns foram semelhantes aos que Dilma amplificaria mais tarde. Com a ex-presidente é difícil achar acertos na economia.

A percepção mais clara e menos genérica das mudanças ao longo do processo, dos resultados diversos, das ações e dos resultados, ajuda a construir a percepção do caminho a seguir.

Camilo Santana: “O Estado não faz acordo com criminosos!”

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O governador Camilo Santana (PT) comentou pela primeira vez as declarações do presidenciável Ciro Gomes (PDT) dando conta de que o Governo do Ceará havia negado proposta de acordo de paz com facções criminosas. Foi ontem quando de caminhada pelo bairro Pirambu. “A minha determinação é criminoso na cadeia”, enfatizou Camilo. “O Estado não faz acordo com criminoso, eu não fiz nenhum acordo”, garantiu.

Entretanto, o governador, que tenta reeleição, se esquivou de responder se chegou mesmo a receber proposta de facções. Ele restringiu-se a afirmar que esclarecimentos seriam atribuição da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS). “Isso é com a inteligência da Secretaria”, disse. Questionada, a assessoria do órgão respondeu que “a SSPDS não faz qualquer tipo de acordo com bandidos e que tem intensificado o combate ao crime organizado no Ceará”.

Na última quarta-feira, 19, Ciro Gomes participou de sabatina realizada pela rádio CBN. Partindo da própria afirmação de que o Governo de São Paulo fez acordos com o crime organizado e que isso explicaria o baixo índice de homicídios naquele Estado, segundo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), o pedetista argumentou: “Por que no Ceará o crime tá explodindo? Porque lá não se faz acordo. Você pensa que já não foi oferecida a possibilidade de fazer acordo?”.

Perguntado, durante a sabatina, sobre os autores das propostas, Ciro afirmou que foram “comandantes” das facções detidos em penitenciárias do Estado. O POVO solicitou mais informações à assessoria de comunicação dele, que respondeu: “O que ele tinha para dizer foi dito”.

Caminhada de Camilo Santana com apoiadores saiu da Areninha do Pirambu às 8h30min da manhã e percorreu ruas do entorno por aproximadamente duas horas.

Durante o ato de campanha, Camilo entrou nas casas para abraçar moradores, pedalou por alguns instantes e tomou café em padaria do bairro. O ato contou com a presença do prefeito Roberto Cláudio (PDT), que permaneceu apenas no início do percurso.

Outros apoiadores, como os vereadores Salmito Filho (PDT) e Acrísio Sena, que é presidente municipal do PT e candidato a deputado estadual, acompanharam o trajeto bairro adentro. Um carro de som anunciava feitos do governador na atual gestão e militantes empunhavam bandeiras e distribuíam santinhos.

(Foto – Arquivo)

Eunício usa adesivo de Haddad em Quixeramobim

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O senador Eunício Oliveira, candidato à reeleição pelo MDB, participou na noite desta sexta-feira (21) de caminhada em Quixeramobim, no sertão cearense, a 203 quilômetros de Fortaleza, na companhia do governador Camilo Santana (PT), também candidato à reeleição.

A novidade do ato conjunto foi o adesivo de Haddad na camisa de Eunício, na terra de Ciro Gomes e contra a candidatura de Henrique Meirelles, correligionário do senador cearense.

Eunício, que nunca negou apoio ao ex-presidente Lula, destacou sua parceria no Ceará com o também petista Camilo Santana, que resultou entre outras ações a liberação de R$ 65 milhões a mais, por ano, para o Hospital Regional do Sertão Central, que fica em Quixeramobim, além da destinação de recursos para o município para praças, pavimentações e ainda para a construção de novas unidades do Minha Casa Minha Vida.

“É essa força que vem do povo que nos motiva a seguir em frente, trabalhando forte pelo Ceará. Obrigado, povo de Quixeramobim”, ressaltou Eunício, sem comentar se, de fato, passou a apoiar a candidatura Haddad no Ceará.

(Foto: Divulgação)

Ciro consolida três frentes de apoio no Ceará

Um é candidato ao Senado, o outro à Assembleia Legislativa, ambos do PDT. O ex-governador Cid Gomes e o presidente da Câmara Municipal de Fortaleza, Salmito Filho, dividem suas campanhas a senador e a deputado estadual, respectivamente, com pedidos de votos a Ciro Gomes, candidato à Presidência da República pelo PDT.

Para Cid Gomes, Ciro é o candidato mais preparado para tirar o Brasil da crise econômica, que hoje possui mais de 13 milhões de desempregados.

Já Salmito aponta que Ciro é motivo de orgulho para o cearense diante de uma candidatura respaldada pela Ficha Limpa e pela experiência como prefeito de Fortaleza, governador do Ceará, deputado federal mais votado proporcionalmente no país e ministro em dois governos.

Nesta sexta-feira (21), Salmito participou de caminhada no Pirambu, ao lado do governador Camilo Santana (PT), enquanto Cid Gomes esteve em Pacajus, na Região Metropolitana.

A terceira frente de Ciro ocorre em Fortaleza, por meio do prefeito Roberto Cláudio, que tem coordenado bandeiraços, adesivaços e caminhadas.

(Fotos: Divulgação)

1,2 mil candidatos estão fora da disputa eleitoral após terem registro negado pelo TSE

Nas eleições gerais deste ano, dos 29.098 pedidos de candidaturas para todos os cargos em disputa, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já negou o registro de 1.210 candidatos. O tribunal indeferiu outros 1.371 candidatos, mas eles entraram com recurso e sua candidatura continua em aberto.

Além disso, renunciaram a participar das eleições 664 candidatos. O TSE também não reconheceu o pedido de 43 candidatos, enquanto 9 candidatos cancelaram o pedido de registro e 2 faleceram até esta data.

Do total de candidaturas definitivamente indeferidas, o TSE barrou até agora 160 com base na Lei da Ficha Limpa.

Para o ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Marcelo Lavenère, um dos idealizadores da Ficha Limpa, apesar de algumas críticas, essa norma representa um avanço.

“A Lei da Ficha Limpa foi uma resposta à exigência dos cidadãos de que uma pessoa que tivesse contas a prestar na Justiça não pudesse se candidatar, usar o horário eleitoral e, finalmente, se apresentar ao eleitor como se fosse uma pessoa limpa, que não tivesse dificuldades ou que não tivesse já cometido alguma ofensa ao mandato que tinha recebido”, afirmou Lavenère.

Uma das principais causas de impedimento de candidaturas por meio da Lei da Ficha Limpa é a condenação por um colegiado de juízes, a chamada condenação em segunda instância.

Especialista em Direito Eleitoral, a advogada Paula Bernadelli ressalta que a impugnação é o ato inicial da análise da inelegibilidade de um candidato.

“Quando um candidato requer o registro de candidatura, a Justiça Eleitoral publica um edital que abre prazo de cinco dias para que alguém impugne esse registro ou apresente uma notícia de inelegibilidade”, declarou. “Só quem pode impugnar é candidato ou o Ministério Público, e a notícia pode ser apresentada por qualquer cidadão. A partir disso, [o pedido] é analisado pelo tribunal, o candidato pode apresentar sua defesa e, ao final, é decidido pela inelegibilidade ou não daquele candidato.”

Paula Bernadelli, no entanto, considera que há uma “intervenção” da Justiça nas eleições. “Há uma questão de judicialização do processo político muito clara no Brasil, muito forte. Há muitas hipóteses que atraem a condição de inelegibilidade dos candidatos e isso permite essa judicialização excessiva do processo. E os registros acontecem junto com a campanha eleitoral, o que cria um cenário de instabilidade para o eleitorado”, afirma.

O número final de candidatos efetivamente aptos a serem votados ainda pode mudar – 369 registros de candidaturas sequer foram julgados pelo TSE até o momento. O primeiro turno das eleições será no próximo dia 7 de outubro.

(Agência Câmara Notícias)

Ministério da Defesa estima que até 14 estados podem pedir tropa federal para as eleições

O ministro da Defesa, general Joaquim Silva e Luna, disse hoje (21) que nove estados já pediram ajuda das Forças Armadas para a segurança nas eleições de 2018. Segundo o ministro, a previsão de sua pasta é que o número de pedidos possa chegar a 13 ou 14. Ele afirmou que todas as solicitações serão atendidas.

Luna participou da 15º Conferência Internacional de Segurança do Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro, e disse que um contingente de até 30 mil militares pode ser empregado para garantir a segurança durante o deslocamento de eleitores e de urnas eletrônicas. “Estamos trabalhando para que a eleição transcorra em clima de normalidade e para que as pessoas possam se deslocar para o local de votação.”

O ministro disse ainda que as Forças Armadas não têm que aceitar ou não aceitar o resultado da eleição, mas apenas garantir que as instituições funcionem. Ele destacou que “a Bíblia das Forças Armadas é a Constituição Federal” e que não existe risco de os militares não reconhecerem o resultado do pleito. “Não há risco nenhum de as Forças Armadas quererem aceitar ou deixar de aceitar aquilo que é legal ou institucional”, disse ele, que complementou: “Tem mais é que garantir as instituições funcionando normalmente e, quando solicitadas, garantir a lei e a ordem”.

O ministro respondeu a jornalistas sobre uma declaração dada pelo comandante do Exército, general Eduardo Villas Boas, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo. Na entrevista, o Villas Boas afirmou que o atentado contra o candidato Jair Bolsonaro (PSL) contribui para criar dificuldades para que o novo governo tenha estabilidade e pode gerar até questionamentos à legitimidade da eleição após a divulgação do resultado.

Luna e Silva disse que a fala foi conciliatória e expressa a preocupação de todos os brasileiros de que a a eleição deve transcorrer em clima de normalidade.

(Agência Brasil)

E por falar em fanatismo político…

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Com o título “Fanatismo político, facas e a eleição presidencial”, eis artigo de Caarina Rochamonte, professora da Uece. Em seu texto, ela diz: “Espero que em breve não tenhamos que escolher entre um militar que saúda uma ditadura do passado e um partido que apoia uma ditadura do presente”, refere-se ao PT. Confira:

O atentado, amplamente divulgado e comentado, teve por alvo o candidato a presidente Jair Bolsonaro e o seu agente foi um fanático político, Adélio Bispo. Constatar o fanatismo político do indivíduo em questão não significa porém, negar a existência de um mandante do crime e todos os indícios indicam para algo mais complexo do que o surto isolado de um psicopata. É muito suspeito, por exemplo, que um “lobo solitário” tenha à sua disposição, imediatamente após o atentado, os serviços de quatro caríssimos advogados e é muito sintomático que o fanatismo político tenha se revelado não apenas no criminoso mas também nas sentenças impiedosas que jornalistas, artistas, professores universitários e formadores de opinião em geral vomitaram nas suas redes sociais após o atentado. Frases do tipo “sou totalmente contra a violência, mas faltou acabar o serviço” ou “um pouco mais de sorte e competência para o próximo esfaqueador” proliferaram nas redes sociais.

O acinte, por sua vez, ao qual nos referimos ocorreu na distante Turquia, e foi praticado por um político fanático cujo deboche e indiferença em relação à miséria do seu povo acabou por indignar também os brasileiros que se compadecem do sofrimento dos irmãos do país vizinho. O ditador venezuelano, Nicolás Maduro, foi filmado sendo servido de suculentas carnes em um restaurante de luxo em Istambul, um dos mais caros do mundo, que cobra cerca de 1.000 dólares por refeição, tendo sido servido pessoalmente pelo célebre chef Nusret Gökçe, mais conhecido pelo apelido de Sal Bae. O que mais chama atenção no vídeo difundido na internet, divulgado pelo próprio Salt Bae, é a destreza deste chef no corte das carnes e a empáfia de Nicolás Maduro com seu charuto cubano. Por isso dizemos que foi um “acinte à faca”.

O que há, porém, de extraordinário em alguém ser servido por um chef em um restaurante de luxo? Da mais baixa e ordinária inconveniência política há o fato de que Nicolás Maduro é presidente de um país que está afundado na miséria e na fome, cujo povo está comendo carne estragada para conseguir obter a proteína necessária ao seu organismo.

Mas o que o repasto de luxo de Maduro tem a ver com o processo eleitoral brasileiro? Ora, o regime do acintoso, debochado e cruel ditador Nicolás Maduro é produto de uma concepção política chamada “Socialismo do Século XXI”, “chavismo” ou “bolivarianismo” e é sabido que correntes e partidos políticos da esquerda brasileira apoiam abertamente tal regime como é o caso do PT, cujo candidato à Presidência apresenta-se, pelas últimas pesquisas, com grandes chances de disputar o segundo turno com o candidato que sofreu o ainda não explicado atentado à faca.

Alguns afirmam que a eleição de Bolsonaro é um risco para a democracia. Nós afirmamos que a eleição do fantoche de Lula não é apenas um risco para a democracia brasileira, mas a sua sentença de morte. Espero que em breve não tenhamos que escolher entre um militar que saúda uma ditadura do passado e um partido que apoia uma ditadura do presente.

*Catarina Rochamonte

catarina.rochamonte@gmail.com

Doutora em Filosofia e professora da Universidade Estadual do Ceará (Uece)

PPS deve expulsar prefeito de Groaíras por infidelidade partidária

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O PPS do Ceará decidiu, nesta sexta-feira, em sua sede, durante reunião da executiva estadual, expulsar dos seus quadros o prefeito de Groaíras, Wellington Vasconcelos. O motivo é um só: infidelidade partidária.

Segundo o presidente regional da legenda, Alexandre Pereira, Wellington havia fechado compromisso de apoiar nomes do PPS para cargos proporcionais, mas, na prática, fechou com nomes de outras legendas.

“Esse tipo de atitude não admitimos. Havia acerto com o prefeito, único que temos no partido, e ele descumpre sem dar qualquer satisfação. Infidelidade a gente resolve com expulsão”, afirmou Alexandre Pereira para o Blog.

A oficialização da medida passará, no entanto, pelo Conselho de Ética, onde o prefeito deve apresentar sua defesa.

Ex-secretária Nicolle Barbosa inaugura comitê em Fortaleza

Com Lia Gomes, com quem faz dobradinha.

A ex-secretária do Desenvolvimento Econômico e ex-presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico do Estado, Nicolle Barbosa, agora candidata a deputada federal pelo PSC, inaugura, a partir das 19 horas desta sexta-feira, seu comitê central.

O evento promete ter a presença de lideranças da base aliada do governador Camilo Santana (PT).

SERVIÇO

*Comitê Central – Avenida Santos Dumont com Barão de Studart.

(Foto – Divulgação)

Especialista diz que urnas eletrônicas podem ser fraudadas

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Diego Aranha, professor de Engenharia da Computação da Unicamp e da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, é um ferrenho defensor da tese de que é possível fraudar as urnas eletrônicas – mesmo que improvável dada a complexidade do sistema.

E Jair Bolsonaro, que começou a levantar essa bola nos últimos dias, sabe disso.

Correligionários começaram a repercutir falas de Aranha neste sentido. Em uma recente palestra, ele chegou a mostrar como hackear as urnas para se votar em Darth Vader, icônico vilão da saga Star Wars.

(Veja Online)

Ciro Gomes nos deve explicações

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Com o título “Ciro Gomes nos deve explicações”, eis artigo de Ítalo Coriolano, jornalista do O POVO. Ele espera que a fala de Ciro Gomes dizendo que o Estado não quis acordo com facções para reduzir homicídios seja uma “bravata” do candidato para fugir do tema. Confira:

É muito grave a afirmação do candidato a presidente Ciro Gomes (PDT) sobre proposta de traficantes que, segundo ele, foi feita ao Governo do Ceará para reduzir número de homicídios. “Por que lá no Ceará homicídio está explodindo e os outros crimes não? Porque lá não se faz acordo. Você pensa que já não foi oferecida a nós a possibilidade de fazer acordo? Fecha os olhos para a passagem das drogas, que a gente dá um jeito de dar uma paz no terror”, declarou Ciro em entrevista à rádio O POVO/CBN no último dia 19, ressaltando que no governo de São Paulo esse tipo de acordo existe.

Algumas perguntas podem ser feitas a partir desta grave fala de Ciro. Quem, exatamente, chegou a fazer esse tipo de proposta? E de que forma? Um bilhete, um email, uma mensagem no WhatsApp, uma conversa tête-à-tête? Outra questão: quem teria recebido esse conteúdo? O Executivo chegou a negociar com criminosos? Por ser padrinho político do atual governador, Ciro tem acesso a informações privilegiadas? Os autores da ideia foram autuados? Que elementos o pedetista tem para acusar uma gestão de outro estado, comandada por um partido adversário, para acusá-lo de fazer acordos com grupo criminoso?

No tocante ao Ceará, autoridades procuradas pelo O POVO desconhecem a informação. Nem a secretária da Sejus, Socorro França, nem o diretor do Sindasp/CE, Natanael Andrade, nem presidente do Copen, Cláudio Justa, confirmam existir esse tipo de acordo. A vice-governadora do Ceará Izolda Cela (PDT), que também coordena o “Ceará Pacífico”, principal programa do Executivo com ações múltiplas de combate à violência afirma, “Não chegou ao meu conhecimento”.

Ora, se pessoas de dentro do Palácio da Abolição desconhecem essa suposta proposta, como Ciro Gomes chegou a ter informações sobre ela? E por que só agora tornou pública? Via assessoria, foram solicitadas ao ex-governador mais detalhes sobre o caso, que se resumiu a dizer que “o que ele tinha para dizer foi dito”. Entretanto, há, sim, ainda muita coisa a ser dita, e é dever do MP entrar no assunto para torná-lo mais claro.

O que se espera é que não seja mais uma bravata do pedetista para tentar escapar de algum tema que o incomoda. No caso, os alarmantes índices de assassinatos no Ceará. Em uma entrevista anterior, concedida ao Jornal Nacional, Ciro foi mais sensato quando tentou explicar a situação, alegando que a Polícia do Estado não estava preparada para a chegada das facções, que disputam diversos territórios. Ao menos cria menos constrangimentos para seus aliados aqui no Estado.

*Ítalo Coriolano

coriolano@opovo.com.br

jornalista do O POVO.

Candidatos às eleições não poderão ser presos a partir deste sábado

Os candidatos às eleições de 2018 não poderão ser presos ou detidos, a partir deste sábado, 22 de setembro. O mesmo acontecerá com os eleitores e autoridades em geral, a partir do dia 2 de outubro.

É o que determina o artigo 236 do Código Eleitoral, que garante o direito ao voto e o atendimento pleno da democracia tanto para os que votam, quanto para os que são votados.

As exceções só acontecem nos casos de crimes inafiançáveis e flagrante delito, informa a assessoria de imprensa do Tribunal Superior Eleitoral.

Tasso reafirma que o Ceará precisa de autoridade; General Theophilo acredita no 2º turno

Clima de carreata na chapa tucana pelo Cariri.

O senador Tasso Jeressaiti (PSDB) voltou a defender a eleição do General Theophilo para o Governo do Ceará como uma forma de resgatar a autoridade no Estado. Em Acopiara, o tucano discursou e bateu na tecla de que é preciso autoridade.

“Nós estamos propondo democracia, um governo com autoridade, geração de emprego e ficha limpa para nosso Estado”.

Em seguida, o General reafirmou certeza de que sua campanha tem demonstrado crescimento e que irá provocar segundo turno. “Vamos para o segundo turno. Nossa agenda de viagens tem mostrado que há uma esperança de mudança”.

No roteiro de campanha do General Theophilo e de Tasso estavam os municípios de Acopiara e Icó

(Foto – Divulgação)

Fátima Bernardes desmente notícia de que teria reformado casa do esfaqueador de Bolsonaro

Fátima e o namorado, Túlio.

A apresentadora Fátima Bernardes, 56, veio a público desmentir uma notícia falsa que está sendo veiculada a seu respeito nas redes sociais de que teria reformado a casa do agressor do candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL). O boato, espalhado no WhatsApp, afirma que a produção do Encontro com Fátima Bernardes (Globo) teria premiado a família do pedreiro Adélio Bispo de
Oliveira com R$ 350 mil, além de reformar a casa do esfaqueador do presidenciável.

No dia 6 de setembro, Oliveira esfaqueou o presidenciável durante ato de campanha em Juiz de Fora (MG).

O texto da rede social, que circula desde o dia 12 de setembro, afirma que a homenagem teria sido feita para demonstrar que “o homem é apenas uma vítima do sistema, da sociedade, capitalista, preconceituosa, odiosa e sem amor e porque era intimidado com os discursos de ódio de Bolsonaro”.

*Confira o vídeo no Instagram de Fátima Bernardes aqui.