Blog do Eliomar

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Escalada de Bolsonaro desafia Lula e a lógica

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Com o título “Escalada de Bolsonaro desafia Lula e a lógica”, eis tópico do Blog do Josias de Souza, do Portal Uol, que pode ser conferido nesta terça-feira. Ele fala sobre o fenômeno em que se transformou o candidato à presidência da República pelo PSL, Jair Bolsonaro.

Após três semanas de estabilidade, Bolsonaro subiu no Ibope de 27% para impressionantes 31% das preferências do eleitorado. Abriu dez pontos de vantagem sobre o vice-líder Haddad, que parou momentaneamente de subir. O desempenho do capitão desafia o prestígio de Lula e, sobretudo a lógica.

Todos os presidenciáveis ajustam seus discursos e suas táticas. Bolsonaro não. Suas (poucas) ideias continuam inabaláveis. Sua pregação não se alterou um milímetro, mesmo depois da facada. Muitos já disseram que a agenda de Bolsonaro é fascista. Houve quem enxergasse nele até pendores hitlerianos. O líder deu de ombros. Manteve-se fidel aos seus valores: o moralismo bisonho, o desprezo pelos
signos democráticos, o ódio à imprensa, a segurança imposta manu militarismo.

Noutros tempos a ciência política classificaria Bolsonaro como um candidato inviável. A sociedade brasileira, com seus valores escrachados e seus princípios flexíveis, revelava-se majoritariamente refratária à disciplina sanguínea do fascismo. Na década de 90, o nome de Bolsonaro seria Enéas e seu teto nas pesquisas não ultrapassaria os 7%.

O que mudou? Bolsonaro, até ontem um inexpressivo membro do baixo clero da Câmara, sintonizou-se com os brasileiros atropelados pela economia débil e afrontados pela roubalheira vigorosa. Sem estrutura, a bordo de um partido de aluguel, com ridículos 8 segundos no horário eleitoral, ele se impôs perante os velhos tecelões da política artesanal.

Perdendo ou ganhando, Bolsonaro consolida-se como principal fenômeno político desde Fernando Collor. De costas para os partidos, o mercado, a academia e a imprensa, ele capturou os principais focos de contestação social que se movem à margem da liderança populista de Lula e do sindicalismo companheiro da CUT.

Parte do tucanato e do centrãozão —versão hipertrofiada do centrão que inclui o MDB de Michel Temer— corre atrás do prejuízo, aderindo às pressas. Bolsonaro chega à beirada da urna como um líder paradoxal. Deputado há 27 anos, vendeu-se como um oposicionista extraparlamentar, avesso ao sistema. Direitista convicto, conquistou as massas como uma opção “jurássica” ao cleptodistributivismo
da chamada esquerda.

Assim, o fato mais inédito na política, a saber, o surgimento de um líder sem a enlameada plumagem tucana capaz de desafiar o projeto político-criminal de Lula, parece combinar-se com o desejo de um pedaço do eleitorado de restaurar uma ilusão de ordem e progresso de inspiração militar.

Repetindo: a associação do lodo que encobriu a modernidade tucana com o dinheirismo que sufocou os clichês varguistas do lulismo deram à luz Bolsonaro, uma novidade feita de resíduos verbais da década de 60.

Um pedaço do eleitorado ouve o poste de Lula falando num “Brasil feliz de novo” e chega à conclusão de que o futuro era muito mais feliz antigamente.

*Josias de Souza,

Jornalista.

Roberto Cláudio pede votos no Interior para seu ex-secretário

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Queirós Filho é nome lembrado até para a sucessão na Prefeitura.

Além de trabalhar pelo candidato a presidente da República, Ciro Gomes (PDT), o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, andou aproveitando os fins de semana para circular no Interior.

Mais precisamente em suas antigas bases do tempo em que era deputado estadual. Pediu votos para Queirós Filho, seu ex-secretário, que disputa vaga na Assembleia Legislativa pelo PDT.

(Foto – Balada In)

Propaganda eleitoral termina nesta quinta-feira

Os eleitores brasileiros irão às urnas, dentro de cinco dias, para escolher o futuro presidente da República, os governadores dos 26 estados e do Distrito Federal e 54 senadores, além dos representantes na Câmara dos Deputados, nas assembleias legislativas e na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Até a próxima quinta-feira (4), os candidatos poderão usar o horário de propaganda gratuita para conquistar os votos do eleitorado brasileiro, que soma 147.302.357 pessoas.

Pela legislação, é crime arregimentar eleitores ou fazer propaganda de boca de urna no dia da votação – neste ano, 7 de outubro, das 8 às 17 horas.

Essa proibição está prevista na Lei 9.504/97 e tem pena de detenção de seis meses a um ano, que pode ser convertida em prestação de serviços à comunidade, e multa.

Eunício admite que houve “cerceamento” de direito no caso do veto à entrevista de Lula

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“Eu não sou petista, sou lulista!”, disse, nesta terça-feira, o senador Eunício Oliveira, candidato à reeleição pelo MDB, durante entrevista ao programa O POVO no Rádio, da Rádio O POVO/CBN, apresentado pelo jornalista Luiz Viana.

O emedebista disse mais: em nenhum momento ajudou a promover o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, observando que foi um dos responsáveis, no partido, pela manutenção dos direitos políticos da petista. “Fui voto vencido”, ressaltou, mais uma vez, sobre o impeachment.

Sem traições

Eunício Oliveira descartou qualquer possibilidade de ser traído na campanha, agora nesta reta final, destacando que um acordo informal foi fechado entre ele com o prefeito Roberto Cláudio (PDT), com o ex-governador e postulante ao Senado, Cid Gomes (PDT), com o governador Camilo Santana (PT), e com o presidente da Assembleia Legislativa, Zezinho Albuquerque (PDT).

Com essas colocações, deixou claro que Ciro Gomes (PDT), que o ataca constantemente, não fez parte desse acordo informal e “presencial”.

O emedebista disse ainda que o prefeito de Sobral, Ivo Gomes, montou um comitê para ele nesse município.

Cerceamento

Sobre o caso da entrevista que o ex-presidente Lula – preso na carceragem da PF de Curitiba, daria ao jornal Folha de S.Paulo, e que foi barrada pelo ministro Luiz Fux, com endosso do presidente do STF, Dias Toffoli, Eunicio Oliveira, que preside o Congresso Nacional,não economizou nas palavras:

– Houve cerceamento de direitos e da liberdade de expressão!”

(Foto – Agência Brasil)

Jair Bolsonaro no lugar errado

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Da Coluna Política, do jornalista Érico Firmo, no O POVO destra terça-feira, o tópico “No lugar errado”. Confira

Campanhas eleitorais estão sempre repletas de candidatos a mandatos legislativos que prometem ações típicas do Poder Executivo. Levar saúde, educação, segurança e por aí vai. Isso não é algo no qual deputados e senadores possam intervir diretamente.

Jair Bolsonaro (PSL), por outro lado, é candidato a presidente cujas propostas, em grande parte, são prerrogativas do Congresso Nacional. Ele pouco fala do que pretende fazer na saúde. Na educação, quase se limita a falar de escolas militares, numa nítida dificuldade de sair da estreita lógica na qual atua. Mesmo na segurança, a pública, não fala muito do que irá fazer.

Por outro lado, facilitar porte de armas, rara proposta que defensores de Bolsonaro têm na ponta da língua, é prerrogativa do Congresso. Na semana passada, em entrevista à Jovem Pan, ele falou de outra medida, que é mudar a lei penal. Foi ao falar da punição a Adélio Bispo, homem que o esfaqueou. “Por que a pena dele (Adélio) tem de ser abaixo de um homicídio em si? Vamos mudar isso no futuro, se Deus quiser, caso eu seja Presidente. E mais ainda: vamos acabar com a progressão de pena”.

Para nada disso precisa ser presidente. Isso pode ser feito por parlamentar. Coisa que Bolsonaro é há 27 anos.

(Foto – Agência Brasil)

Resgate da liberdade de imprensa

Com o título “Resgate da liberdade de imprensa”, eis o Editorial do O POVO desta terça-feira:

Os meios jornalísticos foram surpreendidos, ontem, por uma medida polêmica tomada pela cúpula do Supremo Tribunal Federal (inicialmente pelo vice Luiz Fux e, depois, referendada pelo seu presidente, Dias Toffoli) de constranger a liberdade de imprensa e de retomar a censura prévia, sepultada pela Constituição de 1988. Tratou-se da cassação da decisão tomada anteriormente pelo ministro Ricardo Lewandowski de autorizar uma entrevista à imprensa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O estupor dos meios democráticos só foi contornado no meio da tarde de ontem, quando o próprio Lewandowski restabeleceu a normalidade do ordenamento jurídico, desfazendo a trapalhada de seu colega e emitindo um mandado à Justiça de Curitiba para que cumpra a determinação de liberar a entrevista, conforme determinara em despacho anterior, sob pena de punição.

Lewandovski havia entendido que impedir a entrevista seria uma violação à decisão anterior do STF quando julgou a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 130/DF, assegurando a plena liberdade de imprensa como categoria jurídica proibitiva de qualquer tipo de censura prévia. Mais grave ainda: a Corte já decidira que não cabe suspensão de liminar contra decisão de outro ministro do mesmo tribunal. No despacho, o magistrado afirma que a decisão tomada por Fux possui “vícios gravíssimos”, é “questionável” e “desrespeita todos os ministros do STF ao ignorar a inexistência de hierarquia jurisdicional entre seus membros e a missão institucional da Corte”. Além de ser uma censura à imprensa. Arguiu, igualmente a ilegitimidade do Partido Novo (PN) – uma entidade de direito privado – para promover esse tipo de ação, que só pode ser impetrada pelo Ministério Público e por entidades jurídicas de direito público.

A entrevista de Lula não é algo inédito: o Judiciário, em inúmeras oportunidades, já havia garantido o direito de pessoas custodiadas pelo Estado falarem a veículos de comunicação. E é de interesse público saber o que o ex-presidente pensa do futuro governo – se seu candidato e substituto for eleito (os institutos de pesquisa colocam-no como provável participante do 2º turno). Se o candidato diz que o ex-presidente será seu conselheiro, ouvir o que o próprio líder tem a dizer é importante para o eleitor se situar. E o papel da imprensa é prestar esse serviço.

Pena que tal ofício seja motivo de incompreensão e ameaças, sobretudo de onde menos se espera. Ainda bem que restam cabeças equilibradas e comprometidas com a Constituição, na própria Corte. Sem isso, a Justiça deixaria de atuar como elemento pacificador e assegurador da ordem legal democrática, trazendo, ao contrário, mais desassossego à democracia.

(Editorial do O POVO)

Família pressiona Bolsonaro a não ir ao debate da Globo

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Se depender da família, Jair Bolsonaro (PSL) não vai participar de nenhum evento de campanha no primeiro turno. Segundo informa a Coluna Radar, da Veja Online, isso inclui o debate presidencial que a TV Globo fará na próxima quinta (4).

Familiares consideram que, nesse momento, qualquer desgaste será um alto risco para sua saúde.

E querem preservá-lo para o segundo turno.

(Foto – Reprodução de TV)

Presidente do Ibope evita apontar favoritos na corrida presidencial

Bolsonaro X Haddad.

Presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro compartilhou com comerciários sua previsão de quem será eleito na eleição presidencial: “Nem pista, nem cheiro”.

Montenegro, segundo informa a Veja Online, não tem a menor ideia de quem será o sucessor de Michel Temer. “É, talvez, a eleição mais difícil de prever em 47 anos de Ibope”, disse.

Ainda que improvável, ele não descarta a ascensão de uma terceira via e nem que o pleito seja, de fato, definido no primeiro turno.

VAMOS NÓS – Ciro é apontado como uma terceira via por alguns observadores.

(Fotos – Reprodução de TV e Facebook)

Eduardo Girão publica em suas redes sociais direito de resposta de Eunício Oliveira

O candidato ao Senado pelo PROS, empresário Eduardo Girão, por determinação da Justiça Eleitoral, publica em suas redes sociais nota de direito de resposta em favor do senador Eunício Oliveira, postulante à reeleição pelo MDB.

A decisão se baseia em divulgação de “pesquisa fraudulenta” feita pelo postulante do Pros em suas redes sociais (Facebook e Instagram) no dia 14 de setembro. Nela, segundo a relatora do caso, juíza Daniela Lima da Rocha, o candidato apresentou enquete, como se fosse pesquisa, com números inexistentes para a corrida ao Senado.

Na enquete, Cid Gomes (PDT) aparece com 38%, Eduardo Girão (Pros) com 17% e Eunício Oliveira (MDB) com 2%. Dra. Mayra (PSDB) e João Saraiva (Rede) estão empatados com 1%. Os percentuais apresentados, no entanto, foram extraídos de consulta na internet por meio da ferramenta “Google Trends”, que afere os termos mais buscados num intervalo de tempo.

Confira o direito de resposta

 

Ibope aponta segundo turno entre Bolsonaro e Haddad

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O Ibope divulgou na noite desta segunda-feira (1º) a pesquisa de intenções de voto ao Palácio do Planalto. A pesquisa ouviu 3.010 eleitores entre sábado (29) e domingo (30). O nível de confiança da pesquisa é de 95% e a margem de erro é de 2 pontos, para mais ou para menos. A pesquisa foi contratada pela TV Globo e “O Estado de S.Paulo”.

Pelos números, Jair Bolsonaro (PSL) tem 31%, seguido por Fernando Haddad (PT): 21%, Ciro Gomes (PDT): 11%, Geraldo Alckmin (PSDB): 8%, Marina Silva (Rede): 4%, João Amoêdo (Novo): 3%, Alvaro Dias (Podemos): 2%, Henrique Meirelles (MDB): 2% e Cabo Daciolo (Patriota): 1%. Os demais candidatos não pontuaram. Branco/nulos somam 12%, enquanto Não sabe/não respondeu é de 5%.

Em um eventual segundo turno, Bolsonaro e Haddad empatariam em 42%, enquanto Ciro Gomes venceria Bolsonaro por 45X% a 39%.

TSE disponibiliza site para que você confira onde vai votar

O Tribunal Superior Eleitoral lembra: todo eleitor está cadastrado para votar em uma seção eleitoral específica. Por isso, é fundamental saber o número da sua zona eleitoral e o seu local de votação. Para tanto, a Justiça Eleitoral disponibiliza uma série de opções que permitem ao eleitor saber em qual seção deverá comparecer para exercer seu direito de voto.

No site do TSE, basta clicar na aba superior, no menu “Eleitor e eleições” e depois selecionar “Serviços ao eleitor”. Na lista, clique em “Título de Eleitor” e, em seguida, faça a consulta pelo “nome do eleitor” ou “número do título eleitoral”. No primeiro caso, é necessário informar nome completo, data de nascimento e nome da mãe. No segundo, é necessário ter em mãos o número do título e a data de nascimento.

Os sites dos respectivos Tribunais Regionais Eleitorais também destinam um espaço para consulta dessas informações. Ao fazer a consulta, o eleitor obterá o número de sua inscrição eleitoral, zona eleitoral e local de votação, com endereço completo.

SERVIÇO

*Para saber mais, clique aqui.

Candidatos ao Governo do Ceará participam do último debate televisivo nesta terça-feira

A TV Verdes Mares vai promover, a partir das 22 horas desta terça-feira (2), o debate entre os candidatos ao Governo do Ceará. Caberá ao jornalista Luiz Esteves, âncora do CE TV -1ª Edição, mediar o confronto de ideais.

Quatro candidatos participarão do debate: Ailton Lopes (PSOL), Camilo Santana (PT), General Theophilo (PSDB) e Hélio Góis (PSL).

De acordo com a emissora, serão cinco blocos daquele que será o último debate entre os postulantes ao Governo antes do primeiro turno das eleições, domingo próximo (7).

TSE disponibilizará aplicativo que mostra apuração em tempo real

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O aplicativo da Justiça Eleitoral, campeão de downloads nas eleições de 2014, já tem sua versão para 2018 e a expectativa é que novamente seja um recorde de acessos. Este ano, o aplicativo foi rebatizado para “Resultados 2018”.

A ferramenta é gratuita e a expectativa é que esteja disponível até o final de setembro para tablets e smartphones que operam com os sistemas Android e IOS.

Há quatro anos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a plataforma foi disponibilizada apenas para aparelhos com sistema Android e foi chamada de “Apuração 2014”. O aplicativo foi baixado em 2,7 milhões de dispositivos.

Pelo aplicativo, os eleitores poderão acompanhar a contagem dos votos em tempo real. É possível pesquisar desde o desempenho de um determinado candidato por meio de consulta nominal até um dado mais nacional.

Na tela da pesquisa, aparecerá, por exemplo, o quantitativo de votos para cada candidato com a indicação dos eleitos ou, no caso da disputa para governador e presidente da República, dos que irão para o segundo turno. Também é possível selecionar os candidatos favoritos e visualizá-los com destaque.

A ferramenta permite que o usuário selecione a abrangência que deseja acompanhar a apuração. Pode ser “Brasil” para a votação de presidente da República e “Estados” para acompanhar a votação para governador, senador, deputado federal, deputado estadual ou deputado distrital.

O eleitor também poderá conferir o desempenho nas urnas do candidato a presidente em cada estado. Além de visualizar o número de votos, é possível acompanhar o percentual de apuração das seções e ainda compartilhar essas informações nas redes sociais.

(Agência Brasil)

Uma eleição densa e imprevisível

Com o título “Eleição densa e imprevisível”, eis artigo de Emília Buarque, presidente do Lide Ceará, que congrega empresários em debates sobre temas relacionados à conjuntura do País. “Desta vez não vamos levar o voto no peito. Não existe ilusão. Definições ou apostas ocorrerão nos últimos minutos do segundo tempo”, diz trecho do texto. Confira:

Avizinha-se uma eleição das mais densas e imprevisíveis. Como se tivéssemos que deixar o Brasil de lado e apostar num futuro obscuro para fazer nossas escolhas, vamos todos exercer forçadamente nosso direito de eleger o próximo mandatário de uma nação em frangalhos. E assim, estamos atravessando um curto período eleitoral, onde paralisados tivemos que guardar no armário os projetos pessoais, novos investimentos, reestruturações e outros. Todos em compasso de espera.

Além disso, fomos surpreendidos pelo novo modus operandi da política. Sepulta-se definitivamente o discurso intelectualizado, a propaganda subliminar, a força da televisão isolada, o jeito recente que já virou velho de se fazer política. Sepulta-se também o Robin Hood maquiavélico – ladrão que rouba da nobreza para dar aos pobres, fazendo sem titubear o mal de uma só vez, já o bem, executa em parcelas para deixar o povo alegre e grato – o que remete a uma recaracterização dos movimentos dito opostos na política.

E apesar de, eleição após eleição, já termos convivido com o jogo sujo das campanhas, o baixo nível dos diálogos, dissimulados e inflamados; desta vez, para além do que o nosso fígado é capaz de aguentar, estamos vivenciando um momento em que indecisos e não convictos são a grande a maioria. O voto espontâneo é pouco representativo e a rejeição é das mais expressivas ferramentas que aferirão valor aos candidatos na decisão final. No final das contas, vamos sem emoção, apesar das ondas extremistas das redes sociais.

Desta vez não vamos levar o voto no peito. Não existe ilusão. Definições ou apostas ocorrerão nos últimos minutos do segundo tempo.

Por outro lado, há que se refletir, se das outras vezes não votamos apaixonados e cegos. Quero crer que sim. O fato é que na balança eleitoral nem as “bolsas” de cooptação – família sendo a mais famosa – nem tampouco o desemprego e a insegurança, são capazes de indicar a tendência de resultado deste pleito. O tema da educação passou ao largo, provavelmente o cerne da questão; sendo a falta dela, certamente causa do que estamos testemunhando. Nos resta acreditar que desta vez vamos acertar!

*Emília Buarque

presidencia@lideceara.com.br

Presidente do Lide Ceará.

Cid Gomes: Só Ciro pode tirar o Brasil do impasse de ter que escolher entre a visão reacionária e a dúvida

O candidato ao Senado pelo PDT, Cid Gomes, defendeu o nome do seu irmão, Ciro Gomes, para a Presidência da República por ser o único, em sua avaliação, em condições de tirar o País da crise e afastar os fantasmas do radicalismo e da dúvida. Referiu-se à candidaturas de Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT).

“Só ele (Ciro) pode tirar o Brasil desse impasse de ter que escolher entre uma visão reacionária e dúvida”, disse, em clima de comício, no fim de semana, em Tamboril – a 301 km de Fortaleza, ao lado do deputado federal Leônidas Cristino e do deputado estadual Jeová Mota. Ambos postulam a reeleição .

Ciro Gomes emendou: “De um lado, o radicalismo, que não respeita as mulheres, não respeita as minorias, que não respeita aquilo que a humanidade conquistou ao longo de décadas e dias de luta. E do outro, a preocupação. O medo de novo de as nossas empresas públicas serem usadas para fazer a farra de muitos políticos que não enxergam na política uma forma de servir, e sim, de ser servido”.

(Foto – Divulgação)

Barbosinha diz que jovem tem vontade de estudar e de prestar concursos públicos

“Por muitos lugares que andei, encontrei jovens carentes com vontade de estudar e de prestar concursos. Também tenho origem em família humilde, estudei e hoje sou profissional concursado do Estado. Devemos lançar a oportunidade de cursinhos gratuitos preparatórios para concursos públicos”, disse Valdemiro Barbosa, o Barbosinha, presidente licenciado do Sindicato dos Agentes e Servidores do Sistema Penitenciário do Estado do Ceará (Sindasp/CE) e candidato a deputado estadual pelo Avante.

Em visita à feira livre do Parque Santa Rosa, bairro onde nasceu em Fortaleza, Barbosinha assegurou que, caso eleito, irá trabalhar projetos na área da educação, estimulando o jovem para o mercado de trabalho.

Barbosinha também apontou o sistema prisional como gargalo da problemática da segurança pública. Disse que há um déficit de quatro mil agentes penitenciários e ressaltou a necessidade da nomeação de todos os candidatos do cadastro de reservar e a retificação do edital do último concurso.

(Foto: Divulgação)

Turma da Marina Silva não vai jogar a toalha, diz João Saraiva

A candidata a presidente da República pela Rede, Marina Silva, despencou nas pesquisas eleitorais. O fato foi registrado nas últimas pesquisas feitas por organismos como Ibope e Datafolha.

Em Fortaleza, o candidato ao Senado pela Rede, João Saraiva, continua em campanha e garantindo que, mesmo com Marina em dificuldades, o partido não vai jogar a toalha.

O bolsonarismo existe?

Com o título “O bolsonarismo existe?”, eis artigo de Adriano Oliveira, cientista político. Ele faz uma avaliação entre o Lulis,o e o Bolsonarismo. Confira:

Não comparo, de modo algum, o bolsonarismo com o lulismo. Continuo a afirmar que o bolsonarismo é o antilulismo incipiente. O lulismo é uma manifestação do eleitorado que advém da memória positiva que os eleitores do Nordeste, em particular das classes C e D, têm para com os governos do ex-presidente Lula.

O lulismo tem raízes, memória e valores. As raízes do lulismo são advindas das eras Lula. Os eleitores que conviveram com o governo Lula lembram, como bem revelam pesquisas qualitativas, que “com Lula, o Estado bateu em minha porta”. As políticas sociais dos governos Lula possibilitaram inclusão social e gerou oportunidades. Por consequência, o lulismo criou raízes e estas ativam a memória dos eleitores quando escutam falar em Lula.

O lulismo foi desprezado por muito tempo. Muitos não acreditavam na sua existência e força. Certa vez, um colega cientista político, me indagou: O que é lulismo para você? Forneci a mesma explicação contida neste espaço. O lulismo foi desprezado por diversos atores. Muitos afirmavam que a saída de Lula da disputa presidencial fortaleceria os competidores Ciro e Marina.

Às vésperas do 2° turno da disputa presidencial, Haddad lidera no Nordeste. É possível que ele tenha votação semelhante às votações de Lula nesta região. E foi o lulismo que alavancou Haddad. Não foi a biografia do atual presidenciável do PT que o fez subir aceleradamente nas pesquisas. Pesquisas quantitativas revelam que grande parcela do eleitorado verbaliza o 13 quando perguntado qual número digitará na urna no dia da eleição. Portanto, não resta dúvida quanto à existência do lulismo no Nordeste.

O bolsonarismo não cresce no Nordeste em razão do lulismo. Em regiões tradicionalmente antilulista, como Centro-Oeste e Sudeste, Bolsonaro continua a ter fatia considerável do eleitorado. Nas classes A e B, inclusive, na região Nordeste, o bolsonarismo também é presente. E são nestes estratos econômicos que Haddad não tem desempenho robusto.

O bolsonarismo continua a ser uma manifestação incipiente contrária ao lulismo. O desempenho de Bolsonaro no Nordeste é um indicativo que oferta veracidade à minha tese. De modo algum posso afirmar que o bolsonarismo representa a concordância do eleitor com as ideias de Bolsonaro. Parcela dele, e esta é uma hipótese, opta por Bolsonaro por não desejar o PT de volta, e não por apoiar o fim do 13° salário, por exemplo.

*Adriano Oliveira

adrianopolitica@uol.com.br

cientista político e professor associado da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Nova Câmara deve aumentar bancadas de esquerda e direita

A Câmara dos Deputados que sairá das urnas em outubro terá, além de um elevado índice de reeleição, nomes conhecidos na política brasileira, como deputados estaduais, senadores, ex-ministros, ex-prefeitos, ex-secretários e ex-parlamentares, ocupando as vagas dos que não tentaram ou não conseguiram renovar o mandato. As caras novas virão da escolha de policiais, evangélicos e celebridades ou da força do dinheiro e da relação de parentesco com oligarquias políticas.

 

A projeção foi feita pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), com base na estratégia dos partidos políticos de lançar nomes competitivos para disputar a Câmara dos Deputados. Para reforçar as bancadas de deputado federal, que definem os repasses do fundo partidário e o horário partidário, as legendas escalaram seus principais nomes para a Câmara e fizeram coligações competitivas.

Uma movimentação dos senadores indica, além de uma preocupação individual com a derrota na eleição majoritária, a estratégia dos partidos de reforçar a Câmara. Os senadores Aécio Neves (PSDB-MG), José Agripino Maia (DEM-RN), Gleisi Hoffmann (PT-PR), presidente nacional do PT, e Lídice da Mata (PSB-BA), por exemplo, disputam uma cadeira de deputado federal e tendem a puxar votos para suas legendas.

Nessa linha, o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL-RJ) concorre à Câmara, assim como o ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha (PT-SP), o ex-ministro da Cultura Marcelo Calero (PPS-RJ), o ex-ministro do Trabalho Manuel Dias (PDT-SC) e o ex-deputado federal Marcelo Itagiba (PPS-RJ).

Segundo levantamento preliminar, coordenado pelo analista político Antônio Augusto de Queiroz, diretor do Diap, a composição das bancadas não será muito diferente da atual. Conforme a análise, haverá um leve crescimento dos partidos de esquerda e de direita, acompanhado de uma discreta redução das legendas de centro.

O PT continuará tendo a maior bancada de deputados federais, com 55 a 65 integrantes, conforme o levantamento do Diap, seguido de MDB (44 a 50), PSDB (42 a 50), PP (40 a 48) e PSD (40 a 48). Em um segundo bloco, estão PR, DEM, PSB, PDT e PRB, com bancadas que devem ficar entre 20 e 40 deputados. PSL, PTB, Pros, PSC, PPS, PCdoB, Pode, PSOL e SD devem eleger entre dez e 20 deputados. Outros partidos não devem eleger mais do que dez parlamentares.

(Agência Brasil)

Acrísio Sena herda redutos políticos de Dedé Teixeira

O vereador Acrísio Sena (PT), candidato a deputado estadual, cumpriu agenda em Jaguaruana, Icapuí e outros municípios dessa região. Ele estava acompanhado pelo deputado estadual Dedé Teixeira, que está fora do pleito por decisão do TCU, mas que possui grande influência nessa banda do Estado.

Nessas localidades, Acrísio e Dedé foram recepcionados por lideranças políticas. Em Icapuí, houve carreata com parlamentares e líderes comunitários. Em Jaguaruana, a ex-prefeita Ana Teresa, acompanhada de vários vereadores, incluindo o presidente da Câmara, Inaldo Lima, também realizou reuniões para formalizar apoio a Acrísio Sena.

(Foto – Divulgação)