Blog do Eliomar

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A confortável reeleição de Camilo Santana

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Em artigo no O POVO deste sábado (29), a jornalista Letícia Alves diz que definição da eleição ao Palácio da Abolição, em primeiro turno, segundo pesquisas de intenções de voto, impede o debate com mais profundidade neste momento de crise. Confira:

Se os resultados das pesquisas para o Governo do Ceará se confirmarem no dia 7 de outubro, Camilo Santana (PT) será reeleito sem grandes aperreios – e sem segundo turno. Segundo o Ibope divulgado na segunda-feira, 24, o petista conta com 69% das intenções de voto, enquanto o General Theophilo (PSDB) ocupa o segundo lugar com apenas 7%.

A tranquilidade experimentada pelo governador até este momento da campanha não representa o cenário deste seu primeiro mandato, marcado por turbulências. Mal havia recebido a chave do Palácio da Abolição, ele enfrentou surto de sarampo e protestos de médicos contra corredores lotados dos hospitais.

O problema na saúde logo deu lugar à insegurança: ataques de criminosos a postos policiais, rebeliões em presídios e até ameaça de carro bomba na porta da Assembleia Legislativa. A partir da segunda metade do mandato, a força das facções criminosas tomou conta dos noticiários e do dia a dia da população: ataques a ônibus, expulsão de moradores de suas casas, chacinas.

Não se pode esquecer da seca, além, é claro, da grave crise econômica e política na qual o País está mergulhado. Evidentemente que Camilo não é o culpado direto de todos esses problemas, mas também não é possível isentá-lo por completo do que acontece no seu Estado.

As críticas dos adversários, sobretudo na área da segurança, não parecem estar fazendo efeito. Isso porque, além de estar na frente nas pesquisas, Camilo ainda é o candidato com menor taxa de rejeição. É um cenário extremamente confortável para ele, apesar da crise.

Esses números podem ser explicados sob diversas perspectivas. Na visão do governador, eles provariam o quanto sua gestão tem sido positiva. Para a oposição, eles podem ser o reflexo do desconhecimento dos oponentes de Camilo, uma campanha curta e uma disputa desigual – já que o petista conta com o apoio de 24 partidos, que administram quase todos os municípios do interior.

Falta ouvir a opinião do povo. Para mim, que não tenho a pretensão de falar por ele, isso pode significar uma democracia fragilizada. Não porque o governador não possa ser reeleito, se esta for a vontade da maioria da população, mas porque acredito que merecemos uma disputa que debata com mais profundidade este momento de crise, uma oposição que exponha os reais males da atual gestão e um governo que faça mea culpa sincera dos seus erros.

Letícia Alves

Jornalista do O POVO

Bolsonaro recebe alta médica, deixa hospital e vai para o Rio

O candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL), deixou o hospital Albert Einstein, no Morumbi, em São Paulo, na tarde deste sábado (29).

Ele recebeu alta médica às 10h, após passar 22 dias internado por ter sido esfaqueado em 6 de setembro durante um ato de campanha em Juiz de Fora (MG).

Bolsonaro seguiu para o Aeroporto de Congonhas, onde embarcará para o Rio de Janeiro, no voo das 15h40.

O presidenciável deixou o hospital por uma saída alternativa para evitar a movimentação da imprensa, que o aguardava na entrada principal do hospital.

Gustavo Bebbiano, presidente do PSL, informou que o candidato segue com a saúde frágil nos próximos 15 dias e que não fará campanha de rua. Ele avalia que, com isso, a campanha foi prejudicada.

“Porque [a campanha] não conta com muitos recursos, não aceitamos doações de empresários, fazemos uma política diferenciada. A campanha vinha sendo feita com base no contato de Bolsonaro com o público”, disse.

Bebbiano comentou sobre as polêmicas envolvendo o vice de Bolsonaro, general Mourão. “O general é um homem brilhante, uma pessoa especialmente inteligente, experiente, mas que, talvez, não tenha esse traquejo com a imprensa. Às vezes, ele pode expressar um pensamento pessoal, que não reflete o plano de governo de Bolsonaro”, declarou.

O presidente do PSL falou sobre os questionamentos de Bolsonaro a respeito da confiabilidade das urnas eletrônicas.

“O que nos incomoda é a impossibilidade da recontagem de votos. A gente tem uma contagem secreta de votos, que fica nas mãos de meia dúzia de técnicos. Infelizmente, isso contraria princípios da publicidade, transparência inerentes à administração pública”, finalizou.

(Agência Brasil / Foto: Reprodução)

No último fim de semana de campanha, Camilo aponta a educação como maior investimento na juventude

“Ampliaremos as escolas de tempo integral e os Centros Cearenses de Idiomas no apoio aos nossos jovens na busca por empregos de qualidade. Investiremos cada vez mais em educação, hoje a melhor do Brasil”.

A declaração é do governador Camilo Santana, candidato à reeleição pelo PT, neste sábado (29), em Maracanaú, na Região Metropolitana de Fortaleza, ao apontar a educação como maior investimento na juventude.

Camilo participou de caminhada pelo município, onde destacou ainda os investimentos em segurança pública. “Ampliaremos ainda mais o Batalhão do Raio, o Sistema de Videomonitoramento e iremos instalar novas delegacias 24 horas. Também farei novos concursos para a segurança pública e para a educação. Ainda concluiremos o IJF II, em parceria com a Prefeitura de Fortaleza, e o Hospital Regional do Vale do Jaguaribe. Construirei 100 novas creches, sendo 30 em Fortaleza, para zerar a fila de espera”, garantiu o governador.

(Foto: Divulgação)

CNJ afasta juiz que planejava determinar recolhimento de urnas

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Provocado pela Advocacia Geral da União (AGU), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) acolheu pedido para adoção de “providências cautelares”, a fim de evitar que o juiz Eduardo Luiz Rocha Cubas, do Juizado Especial Federal Cível de Formosa (GO), colocasse em prática os planos de conceder, ao fim do dia 5 de outubro próximo, uma liminar determinando ao Exército o recolhimento de urnas eletrônicas a serem usadas no pleito do dia 7 de outubro.

De acordo com a AGU, a decisão evitou que o juiz “prejudicasse deliberadamente” a realização da eleição. “A liminar seria concedida no âmbito de uma ação popular que questiona a segurança e a credibilidade das urnas.

O comportamento suspeito do juiz começou a partir do momento em que ele permitiu a tramitação da ação no juizado, uma vez que a Lei nº 10.259/11 (que regulamenta os juizados especiais federais) dispõe expressamente que tais juizados não têm competência para julgar ações populares”, informou por meio de nota a entidade.

Ainda segundo a AGU, após ter permitido a tramitação da ação, o juiz Eduardo Luiz Rocha Cubas teria deixado de digitalizar os autos e conferido ao processo sigilo judicial “sem qualquer fundamento legal”, além de não ter intimado a União para tomar conhecimento da ação.

“Além disso, o juiz foi pessoalmente ao Comando do Exército, em Brasília, onde se reuniu com militares para antecipar o conteúdo da decisão que prometeu proferir no dia 5 de outubro com a expectativa declarada de que as Forças Armadas pudessem desde já se preparar para o cumprimento da determinação futura que receberia para recolher urnas; não houvesse tempo hábil para a decisão ser revertida pelo próprio Judiciário”, diz a nota da AGU.

(Agência Brasil)

Precisamos avaliar os programas de governo

Em artigo no O POVO deste sábado (29), o administrador de empresas André Filipe Dummar de Azevedo aponta que são “muitas intenções e rasos caminhos de como chegar ao proposto” nos programas de governo dos candidatos. Confira:

Desde que comecei a votar mantenho um hábito em todas as eleições: ler o programa de governo de todos os candidatos que buscavam assumir posições de liderança na administração pública. Em 2016, período em que ocorreu o pleito para os municípios do estado do Ceará, escrevi o primeiro artigo analisando os planos. Dois anos depois e as conclusões pouco mudaram.

Na maioria dos casos, observamos uma lista de propostas com pouquíssimo substrato do ponto de vista técnico. Muitas intenções e rasos caminhos de como chegar ao proposto. Além disso, muitos dos programas demonstram claramente características e convicções ideológicas do candidato e obviamente sobre isso não tenho qualquer crítica, afinal, é legítimo e importante para o eleitor ter clareza dos princípios norteadores de uma proposta de gestão. Contudo, um plano, por mais bem fundamentado que seja do ponto de vista conceitual, precisa ser calcado em metas específicas, mensuráveis e alcançáveis, além de deixar claro a origem dos recursos e os responsáveis por sua execução.

Nunca a visão de Stephen Kanitz de que efetivamente não são os grandes planos que dão certo, são os pequenos detalhes fez tanto sentido. Deveríamos ter em mente que a “mudança”, tão verbalizada por vários candidatos e tão desejada por uma parte representativa da população deveria ser iniciada em uma modificação de mentalidade quanto a importância de construir um planejamento consistente capaz de transformar o que é proposto em realidade. Propostas que nem ao menos expliquem a origem dos recursos que proporcionarão sua implantação não devem ser vistas com seriedade.

Exercer nosso direito democrático é também crescer progressivamente nossa consciência. Que nestas eleições tenhamos cada vez mais discernimento quanto ao nosso papel de agentes de transformação e união.

André Filipe Dummar de Azevedo

Administrador de Empresas

TRE-CE multa Girão em R$ 53 mil e concede direito de resposta a Eunício

O Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) aplicou uma multa no valor de R$ 53,2 mil em desfavor do candidato do Pros ao Senado, Eduardo Girão, por “divulgação de pesquisa fraudulenta”. A relatoria foi da juíza Daniela Lima da Rocha, que entendeu que Girão veiculou dados não verdadeiros em sua página no Facebook com o “intuito de interferir no comportamento do eleitorado”.

A juíza também entendeu que o candidato do MDB ao Senado, Eunício Oliveira, terá direito de resposta no espaço eleitoral de Eduardo Girão, pois os dados errados da pesquisa também foram apresentados no horário político destinado à coligação do candidato do Pros, em prejuízo a Eunício.

A pesquisa, na verdade, tratava-se de dados do Google Trends, com a quantidade de buscas pelos nomes dos candidatos, não intenções de voto. Nesse critério, Girão apareceu com 17% e Eunício com 2%. Para a Justiça Eleitoral, o candidato do Pros usou “formato gráfico, próprio de pesquisas eleitorais”, (…) “caracterizando, em tese, manipulação de resultado e fraude”.

(Foto: Arquivo)

Fala de Ciro é problema para Haddad

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Da Coluna Política, no O POVO deste sábado (29), pelo jornalista Érico Firmo:

Ciro Gomes (PDT) disse ontem que não apoiará Fernando Haddad (PT) no provável segundo turno contra Jair Bolsonaro (PSL). A se confirmar tal posição, é um baque para o petista. Afinal, Ciro vem se posicionando como terceira força nesta eleição. O apoio dele seria, teoricamente, o mais natural para o PT no 2º turno. Por isso a posição surpreende.

É possível que, confirmado o segundo turno, Ciro adote outra postura. Agora, ele tenta demarcar posição que provavelmente tenta atrair antipetistas que votariam contrariados em Bolsonaro só para derrotar o PT. Mas, prefeririam outra alternativa.

O pedetista vê que os acenos aos simpatizantes petistas não têm surtido efeito. Esse segmento tem ido mesmo é para Haddad. Por outro lado, antipetista por antipetista, se o eleitor procura alternativa a Bolsonaro pode optar mesmo por Geraldo Alckmin (PSDB), que no Datafolha ontem ficou a um ponto de Ciro.

O mais curioso mesmo é a razão para Ciro dizer que não apoia o PT: o fato de o partido estar junto com Renan Calheiros e, no Ceará, estar com Eunício Oliveira, ambos do MDB.

Pera lá. O PT está junto do Renan Calheiros desde que chegou ao poder. Na mesma época em que Ciro virou ministro da Integração Nacional, Renan virou presidente do Senado, com apoio de Luiz Inácio Lula da Silva. Certo, Ciro menciona que isso veio depois de o PT denunciar um golpe. Renan, emedebista que é, votou pelo impeachment. Mas, foi o mais hesitante de todos eles. E foi quem costurou o arranjo para permitir a Dilma ser candidata agora.

Muito mais complicado é o argumento sobre Eunício. Ora, quem apoia o senador é o PT do Ceará, da cozinha de Ciro. É o governador Camilo Santana. Até a certo contragosto do PT nacional, que, no fim, acabou dando as bênçãos. E Cid Gomes, irmão do Ciro, topou fazer campanha ao lado dele. O PDT de Ciro topou não ter um segundo candidato para se compor com Eunício, de forma um tanto envergonhada.

Ciro diz que não dá para apoiar ao PT, mas segue junto do governo petista no Ceará. Com Eunício, com tudo.

Salmito e André Figueiredo participam de encontro em Maracanaú

O candidato a deputado federal Salmito e a deputado federal André Figueiredo, ambos do PDT, participam neste sábado (29), a partir das 9 horas, de encontro com a população de Maracanaú, na Região Metropolitana de Fortaleza, no Colégio Ateneu Industrial.

Os dois candidatos abordarão a importância do voto consciente, além do atual momento político no país, que no próximo domingo (7) também terá eleição para presidente da República. Durante o encontro, haverá apresentação cultural da Cia de Dança Cecília Torres.

Neste domingo (30), Salmito participa de carreata, a partir das 8h30min, com saída da Praça do vaqueiro (em frente ao antigo aeroporto), no bairro Vila União.

Nessa sexta-feira (28), o candidato a deputado estadual pelo PDT percorreu ao lado do vereador Raimundo Filho as ruas dos bairros Demócrito Rocha e Pici.

(Foto: Divulgação)

Datafolha – Bolsonaro e Haddad polarizam pesquisa, mas Ciro segue vencendo em todos os cenários de segundo turno

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O Jornal Nacional divulgou há pouco os números da mais nova pesquisa Datafolha, realizada entre a quarta-feira (26) e esta sexta-feira (28), com nove mil eleitores de 236 municípios de todas as regiões do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com confiabilidade de 95%.

Pela pesquisa, Jair Bolsonaro e Fernando Haddad dificilmente deixarão de disputar o segundo turno, com 28 pontos percentuais para Bolsonaro, o mesmo percentual da última pesquisa, e 22 pontos para Haddad, num crescimento de seis pontos, em relação á última pesquisa.

Ciro Gomes perdeu dois pontos percentuais, mas segue em terceiro com 11 pontos. Depois aparecem Geraldo Alckmin (10%), Marina (5%), Amoêdo (3%), Álvaro Dias (2%), Meirelles (2%), Daciolo, Boulos e Vera, 1% cada. Emayel e João Goulard não pontuaram. Brancos e nulos somam 10%, enquanto os que não souberam ou opinar ou não responderam somam 5%.

Na rejeição, Bolsonaro aparece com 46%, ao subir três pontos; Haddad passou de 20% para 32% e Ciro passou de 21% para 22%.

Na simulação de segundo turno, Ciro Gomes segue vencendo em todos os cenários: 48% x 38% Bolsonaro; 41% x 35% Haddad; 42% x 36% Alckmin. Bolsonaro e Haddad aparecem em empate, com 39% cada.

(Foto Arquivo)

Mais de 3 mil militares reforçarão a segurança do pleito em cinco cidades do Ceará

Cerca de 3.000 militares do Exército atuarão no reforço da segurança no 1º turno das eleições em Fortaleza, Caucaia, Maracanaú, Juazeiro do Norte e Sobral. O anúncio foi feito pelo comandante da 10ª Região Militar, general Fernando da Cunha Mattos. Ele apresentou o plano na presença da presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará, desembargadora Nailde Pinheiro Nogueira, e do vice-presidente e corregedor regional eleitoral, desembargador Haroldo Correia de Oliveira Máximo. Foi nesta tarde de sexta-feira, na sede do TRE, informa a assessoria de imprensa do Poder.

A tropa federal terá militares de sete batalhões do Exército, oriundos de Fortaleza, Crateús, Recife, Garanhuns, Petrolina e Salvador. Todos eles estarão a postos a partir de sexta-feira, 5, e no sábado, 6, véspera das eleições, quando farão reconhecimento das áreas de atuação.

“O foco da atuação da tropa federal no dia do pleito é a coibição dos crimes eleitorais. A nossa vocação no dia do pleito não é segurança pública, até porque os órgãos de segurança pública estarão atuando em sua plenitude. A distribuição da tropa é voltada ao número de eleitores. Em cada cidade haverá um comando de batalhão organizado e sendo responsável pela coordenação da tropa federal naquele município”, revelou o general Cunha Mattos.

As forças de segurança trabalharão integradas, pois haverá um Centro de Operações do Exército, com a participação das Polícias Federal, Militar, Rodoviária Federal e Abin em consonância com a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social no Centro de Coordenação de Segurança Integrada.

(Foto – Divulgação)

Juíza da propaganda proíbe carreata pró-Bolsonaro que coincidiria com carreta pró-PDT

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A juíza Adriana da Cruz, coordenadora de fiscalização da propaganda eleitoral e do poder de polícia de Fortaleza, proibiu a realização da carreata intitulada “Ato Nacional de Apoio a Bolsonaro 17”. O evento, promovido pela página do Facebook “Endireita Fortaleza”, estava programado para acontecer neste domingo, 30/9, a partir das 9 horas, com concentração na Arena Castelão e a utilização de boneco gigante. O ato não foi comunicado à Justiça Eleitoral, mas amplamente divulgado na redes sociais.

Segundo a assessoria de imprensa do TRE, a decisão foi motivada pela ocorrência de outro evento agendado para o mesmo dia e horário, noticiado previamente à Justiça Eleitoral e à Autarquia Municipal de Trânsito no dia 3/9, promovido pelo candidato Evandro Leitão (PDT).

A magistrada determinou que os fiscais da propaganda compareçam ao local, dia 30/9, às 9 horas, acompanhados da Polícia Militar, para cumprir a decisão, inclusive para coibir a utilização de boneco gigante, vedado pela legislação eleitoral, com a previsão de multa no valor de 2 mil a 8 mil reais.

Eunício Oliveira reúne prefeitos da Região da Ibiapaba no afunilamento da campanha

O senador Eunício Oliveira (MDB), candidato à reeleição, reuniu um total de 20 prefeitos e varias lideranças políticas da Região da Ibiapaba nesta sexta-feira. O objetivo foi mostrar força eleitoral no momento em que se afunila a campanha. O encontro ocorreu no município de São Benedito, organizado pelo prefeito Gadyel Gonçalves (PCdoB), que também preside a Associação dos Prefeitos do Estado do Ceará (Aprece).

Segundo Gadyel, votar em Eunício é a forma que os gestores têm de “agradecer por todo o empenho demonstrado por ele em defesa dos municípios.”

Participaram dessa reunião os prefeitos Zé Firmino (MDB), de Viçosa do Ceará, Augusto Brito (PCdoB), de Graça, Íris (PDT), de Hidrolândia, Ademir Martins (MDB), Carnaubal, Dr. Cárlisson (PDT), de Poranga, Marfisa (PDT), de Pires Ferreira, Áquila (PDT), de Moraújo, Canarinho (PCdoB), de Mucambo, Alex Melo (PDT), de Pacujá, Elmo Aguiar (PDT), de Cariré, Adail Machado (MDB), de Guaraciaba do Norte, Jacques Albuquerque (MDB), de Massapê, Helton Luis (PDT), de Frecheirinha, Dr. Jaydson (PTB), de Tianguá, Renê (PDT), de Ubajara, Osvaldo Neto (PDT), de Reriutaba.

(Foto – Divulgação)

Eduardo Girão realiza última viagem em campanha pela Região do Cariri

Eduardo Girão, candidato ao Senado pelo PROS, esteve, na Região do Cariri, pela quarta vez em timo de campanha. Acompanhado de Capitão Wagner, presidente regional do partido e de lideranças locais dos municípios dessa banda do Estado, ele disse que há um “forte sentimento de mudança” esboçando-se entre eleitores caririenses.

Essa a última viagem do postulante pela região antes do dia da votação.

No roteiro dele, entrou uma visita à fábrica da Cajuína São Geraldo, em Juazeiro do Norte, onde também, como empreendedor, Eduardo falou sobre a importância da iniciativa empresarial e sobre seus planos para ajudar na promoção de empregos.

(Foto – Divulgação)

O destino das eleições e tormenta de uma nação

Com o título “O destino das eleições e tormenta de uma nação”, eis artigo do advogado Leandro Vasques. Ele aborda o cenário eleitoral e diz, no texto, que é preciso refletir. “Como disse Zola, “não advertir a nação diante do perigo, para que se acautele e reaja, é fazer do silêncio o mais hediondo crime e a mais covarde e abjeta de todas as traições”. Confira:

A turbulenta corrida presidencial de 2018 se avizinha de sua reta final. Com todas as ressalvas possíveis à superficialidade da divisão binária entre “esquerda” e “direita”, as pesquisas de intenção de voto divulgadas recentemente têm consolidado uma nítida polarização, o que não indica dois caminhos claros para o destino político do País. Na verdade, nos sentimos diante de um abismo, temendo que o próximo presidente seja aquele inconsequente capaz de dar o passo à frente fatal para a democracia.

Nesse caldeirão eleitoral, o antipetismo – causado pela corrupção patológica, inflado pela Lava Jato e sustentado pela incrível incapacidade de mea culpa do PT – tem rendido intenção de voto principalmente a Jair Bolsonaro (PSL), em primeiro lugar nas pesquisas. No segundo pelotão, vem o insosso Fernando Haddad (PT), ungido por Lula como se um “messias” fosse. A seguir, o veterano Ciro Gomes (PDT), cujo elevado aprumo técnico é proporcional ao temperamento forte. Mais atrás, mas ainda com chances pela instabilidade do momento, vemos Geraldo Alckmin (PSDB) portador de experiência de quatro mandatos de governador mas que não tem conseguido converter sua ampla rede de apoio partidária e tempo de TV em intenção de voto; e Marina Silva (Rede), em queda livre e em progressiva desidratação eleitoral, para citar apenas alguns.

O panorama político-eleitoral atual não está nebuloso à toa: é a colcha de retalhos urdida a partir de vários episódios controversos, como a candidatura de um ex-presidente preso e barrado pela Lei da Ficha Limpa, ou o atentado a faca a um dos favoritos na disputa por um indivíduo, ecoando as contraditórias vozes da intolerância contra a intolerância. É preciso refletir. Como disse Zola, “não advertir a nação diante do perigo, para que se acautele e reaja, é fazer do silêncio o mais hediondo crime e a mais covarde e abjeta de todas as traições”.

Parafraseando Paulo Bonavides, nosso País “se encontra na vigésima quarta hora do seu destino” e diante desse grave acirramento, precisamos de serenidade para aplacar a paixão política que é, segundo Nelson Rodrigues “a única paixão sem grandeza, a única que é capaz de imbecilizar o homem”. E que Deus proteja esta nação.

*Leandro Vasques

leandrovasques@leandrovasques.com.br

Advogado, mestre em Direito pela UFPE e conselheiro da Escola Nacional da Advocacia (ENA).

Inácio Arruda promove neste sábado feijoada-adesão

O comitê do candidato a deputado federal Inácio Arruda (PCdoB) reunirá amigos, militantes, ativistas e simpatizantes de sua candidatura numa feijoada de confraternização. O encontro gastronômico-eleitoral acontecerá neste sábado, a partir das 12 horas, no Clube da Petrobras.

Inácio, bom lembrar, já foi senador e ocupava, até bem pouco tempo, o cargo de secretário da Ciência, Tecnologia e Educação Superior da gestão de Camilo Santana (PT).

SERVIÇO

*Clube da Petrobras – Avenida Dioguinho, 5530 – Praia do Futuro.

*Mais informações sobre convite pelo fone 32511324.

(Foto – Reprodução de TV)

O peso das redes sociais e a imposição do #EleNão

Com o título “O peso das redes sociais e a imposição do #EleNão”, eis artigo de Ítalo Coriolano, jornalista do O POVO. Ele analisa o peso das redes sociais no processo eleitoral deste ano e efeitos sobre Jair Bolsonaro (PSL), principalmente. Confira:

2018 deve entrar para a história como o ano em que as eleições no Brasil foram definidas pelo peso das redes sociais. Basta tomar como exemplo dois fenômenos: a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL), que chegou à liderança nas pesquisas com apenas 8 segundos de propaganda na TV, e o movimento #EleNão, que faz referência ao parlamentar e mobiliza milhares de pessoas. É no mundo virtual que as discussões entre eleitores estão se dando, que posições são tomadas, e que, muitas vezes, discórdias são aprofundadas.

No caso de Bolsonaro, uma legião de apoiadores criam vídeos, rebatem críticas, sobem hashtags, elaboram memes, impulsionando de forma inédita o nome do candidato. Na mesma medida, surgiu a campanha #EleNão. São artistas, movimentos sociais, ativistas das mais variadas organizações, pessoas comuns, políticos, todos atuando para fazer frente à força do bolsonarismo. Entretanto, diante da ânsia em conter a onda adversária, algumas pessoas têm exagerado. O episódio que concretiza a análise se refere à cantora Anitta. Internautas descobriram que ela seguia um eleitor de Bolsonaro, e passaram a pressioná-la para se posicionar claramente contra o candidato. Ela resistiu por algum tempo às críticas, mesmo sendo chantageada por admiradores, que ameaçavam deixar de ir aos seus shows e até desfazer fã-clubes.

Anitta chega a gravar vídeo alegando que não se envolveria com política, mas que jamais apoiaria candidato machista, homofóbico e racista, sem se referir a Bolsonaro. Não adiantou. Foi preciso outra cantora desafiá-la para que “aderisse” ao #EleNão. Mas Anitta acaba desafiando outras cantoras que também nunca se envolveram com política. Que por sua vez também passaram a ser pressionadas.

Algumas perguntas se impõem: vale a pena ter esse tipo de adesão forçada? Onde fica o direito das pessoas de não se envolverem diretamente em uma campanha? Não se deve mais respeitar a liberdade das pessoas quando decidem não participar de movimento A ou B? As pessoas se omitem de determinados processos por motivos que não cabe a nós ficar questionando.

Pagarão ou não um preço por isso. Podemos nos decepcionar com esse tipo de comportamento. Mas nada justifica agir com truculência contra quem pensa diferente de nós, ainda mais quando existem afinidades, quando sabemos que a pessoa está do mesmo lado nesse contexto de disputa.

*Ítalo Coriolano

coriolano@opovo.com.br

Jornalista do O POVO.

Ciro grava vídeos apregoando contra o ódio e criticando a polarização

O candidato a presidente da República pelo PDT, Ciro Gomes, gravou vídeos em que afirma que é preciso lutar contra o ódio e se apresenta como a antítese dos extremos.

A informação é da Coluna Painel, da Folha de S.Paulo, acrescentando que os filmes mencionam os nomes de Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL).

O material será distribuído nas redes sociais, mas a campanha estuda levá-lo à TV na próxima semana, a última antes da votação.

Depois de Alckmin e de Meirelles, a campanha de Ciro será a terceira a atacar diretamente a polarização PT x PSL. Além de se colocar como terceira via, ele fará gestos à população feminina na reta final da campanha.

(Foto – Reprodução de TV)

A Justiça Eleitoral e o voto cerceado

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Com o título “Voto cerceado”, eis artigo do advogado e professor universitário Marcelo Uchoa. Ele analisa a decisão da Justiça Eleitoral de barrar cerca de 3,5 milhões de títulos de eleitores a 10 dias do pleito. Confira:

Decidir se prefere julgar ou legislar é o maior problema do Judiciário brasileiro atualmente. Óbvio que o dilema afeta a aplicação da justiça. Não é fácil aceitar a decisão do STF, do último dia 26, de cancelar, a dez dias das eleições, cerca de 3,5 milhões de títulos de eleitores.

Quando define o direito de voto no art. 14, a Constituição não se refere a título de eleitor, muito menos a biometria, se refere a alistamento eleitoral e idade. Portanto, quem está dentro da idade e alistado eleitoralmente tem direito de votar. Não é razoável supor que alguém que tenha um título de eleitor na mão não esteja eleitoralmente alistado. O princípio mais importante em jogo não era o modelo de cadastramento a permitir a votação, se por papel ou biometria – o título por papel sequer já era necessário para votar, bastando ir-se à seção eleitoral correta, com documento de identificação oficial com foto. O princípio mais importante em discussão era a preservação do direito de voto, expressão maior da soberania popular num regime democrático.

Defender que alguém não possa votar por causa de uma irregularidade incidental é despropositado, inclusive porque é difícil precisar o quanto a população, sobretudo nas localidades mais distantes, teve acesso à informação de recadastramento eleitoral. O problema do Judiciário brasileiro é que ficou mecânico, com interpretações baseadas mais no acessório do que no principal. Existe, efetivamente, mais interesse em legislar do que encontrar a justiça.

É questionável sugerir que o STF tenha agido por motivação política na intenção de atingir uma candidatura específica pelo fato dos eleitores prejudicados serem maciçamente nordestinos. Porém, bem mais grave do que isso é considerar que, por causa de um detalhe, afrontou-se a dignidade cívico-eleitoral de 3,5 milhões de pessoas. Não de quaisquer pessoas, seguramente, as mais pobres, para quem a informação chega com maior dificuldade, ou sequer chega. É prova de que, no Brasil, há duas jurisdições em aplicação, uma que vale para alguns e outra, uma jurisdição de exceção, que vale para outros. Tem sido assim, seletivamente, a aplicação da justiça no país. Hoje, quem tem o direito de voto cerceado são os mais pobres. Amanhã, só o futuro dirá.

*Marcelo Uchôa

Advogado e professor Doutor de Direito da Unifor.

O debate, quatro opções e o eleitor

Da Coluna Política do O POVO, assinada, nesta sexta-feira, pelo jornalista Érico Firmo. Uma análise rápida e concisa do debate entre os governamentáveis, no qual Camilo Santana (PT) deu o ar da graça. Confira:

A grande expectativa para o debate promovido ontem pelo Grupo de Comunicação O POVO era pela participação de Camilo Santana (PT). Como era de se esperar, ele virou o alvo. E, conforme esperado, o enfoque principal foi segurança pública. Quando mais pressionado, ele ignorava os adversários e se dirigia diretamente ao público, à população. Estratégia de marketing pré-planejada.

General Theophilo (PSDB), também como esperado, atacou principalmente a segurança. Como Camilo fez por um lado, tentou desconstruir a imagem de sucesso do governo na educação. E, assim como o governador, apelou para a experiência da população, em contraponto à propaganda oficial.

Ailton Lopes (Psol) tratou de se diferenciar tanto de um quanto de outro. Fez a crítica mais ampla a Camilo. Por fim, chamou para o ato contra Jair Bolsonaro (PSL) neste sábado.

Por falar em Bolsonaro, Hélio Góis (PSL) tratou de nacionalizar o debate e se vincular ao candidato a presidente e, mais que isso, ao pensamento de direita. Questionou o socialismo de Ailton e afirmou até que o PSDB é de esquerda, enquanto o General se apresentava como centro.

Em síntese, o debate foi útil, sobretudo, por demonstrar com clareza os diferentes perfis de candidaturas.

(Foto – Mateus Dantas)

Ex-mulher acusa Bolsonaro de furtar cofre de banco, ocultar patrimônio e agir com desmedida agressividade”

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A revista Veja desta semana traz matéria com Ana Cristina Siqueira, ex-mulher de Jair Bolsonaro, candidato do PSL à Presidência da República. Ela  acusa o presidenciável de furtar um cofre de banco, ocultar patrimônio, receber pagamentos não declarados e agir com “desmedida agressividade”.

Em trechos da reportagem, Ana Cristina , após mais de dez anos juntos e um filho, resolveu se separar, mas o caso acabou na Justiça. Eles disputavam a guarda do filho, hoje com 20 anos, e ela alegava que seu ex-marido resistia a fazer uma partilha justa dos bens. Por isso, em abril de 2008, ela deu entrada com uma ação na 1ª Vara de Família do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

O processo, com mais de 500 páginas, ao qual VEJA teve acesso, contém uma série de incriminações mútuas que fazem parte do universo privado do ex-casal. Há, no entanto, acusações de Ana Cristina ao ex-marido que entram na esfera do interesse público porque contradizem a imagem que Bolsonaro construiu sobre si mesmo na campanha presidencial.

Agora, ela diz que as acusações que fez contra o ex-marido são fruto de excessos retóricos. Não é incomum que, em separações litigiosas, marido e mulher troquem acusações infundadas, destinadas a magoar ou tentar extrair alguma vantagem. Mas uma consulta ao processo e suas adjacências mostra que Ana Cristina não estava mentindo. O furto do cofre, por exemplo, realmente ocorreu. Em 26 de outubro de 2007, ela esteve na agência do Banco do Brasil e, misteriosamente, sua chave não abriu o cofre. Chamado ao local, um chaveiro destravou o equipamento, e Ana Cristina constatou que estava vazio. “Isso só pode ter sido coisa do meu ex-marido”, disse ela aos funcionários do banco. Um deles tentou acalmá-la, sem sucesso. “Ele pode tudo, e vocês têm medo dele”, respondeu ela. No mesmo dia, Ana Cristina registrou um boletim de ocorrência sobre o furto na 5ª Delegacia da Polícia Civil.

Outro lado

Ainda internado depois do atentado, Bolsonaro não quis se manifestar sobre as acusações da ex-mulher.

*Confira a íntegra na Veja aqui.

(Foto – Reprodução de TV)