Blog do Eliomar

Categorias para Eleições 2018

Com camisa azul, Haddad vota e faz sinal de vitória

Com camisa azul e calça jeans, ao lado da mulher, Ana Estela, vestida de lilás e branco, o candidato à Presidência da República pelo PT, Fernando Haddad, voltou hoje (28) por volta das 10 horas, em São Paulo. Desta vez, o vermelho, cor de seu partido, não apareceu. Na parte de fora do prédio da Brazilian Internacional School, em Indianópolis, eleitores ouviam a música Alerta, Desperta, ainda Cabe Sonhar e seguravam rosas e livros.

Otimista com a possibilidade de vitória, Haddad disse que lutará “até o fim”. “Há uma forte tendência de alta nas pesquisas nos últimos dias e eu estou muito esperançoso de que a gente vai ter um resultado positivo hoje à noite”, disse.

“Meu sentimento é que hoje o que está em jogo é a democracia no Brasil. Considero que hoje é um grande dia para o país, que está em uma encruzilhada. O projeto de nação que nós representamos ganhou as ruas nas últimas semanas. A nação está em risco, a democracia está em risco e as liberdades individuais estão em risco. Nós representamos a retomada do processo de aprofundamento da democracia, as liberdades e o combate à desigualdade no nosso país”, afirmou.

Apesar dos apoiadores, Haddad enfrentou resistência de opositores no caminho para Indianópolis, no bairro de Moema, zona sul da cidade. No prédio em frente ao local de votação, moradores batiam panela enquanto aguardavam a chegada do presidenciável.

(Agência Brasil)

Camilo vota em Barbalha e reafirma acreditar em “virada histórica” de Haddad

Acompanhado da primeira-dama Onelia Santana, o governador Camilo Santana votou por volta das 10 horas deste domingo (28), no distrito do Caldas, em Barbalha, no Cariri.

“Tenho convicção de que vamos conseguir uma virada histórica. Haddad é, sem dúvida, o mais preparado para presidir nosso país”, disse Camilo, reeleito governador do Ceará com 80% dos votos válidos.

(Foto: Divulgação)

Temer vota e garante “transição tranquila”

O presidente Michel Temer (MDB) votou, na manhã deste domingo, no Colégio Santa Cruz, na região de Pinheiros, em São Paulo. Temer chegou às 8h07min e estava acompanhado do ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab (PSD).

Questionado pela imprensa sobre se o MDB vai apoiar um eventual governo Jair Bolsonaro (PSL), o presidente que o partido vai decidir o que vai fazer. “No presente momento, não há nenhuma decisão.”

O presidente disse, no entanto, que o governo está preparado para fazer a transição de maneira tranquila.

(Valor Econômico)

Joguem cordas para a democracia

Da Coluna Valdemar Menezes, no O POVO deste domingo (28):

Os brasileiros estão sendo acompanhados, neste domingo, pelos olhares do mundo inteiro e, mais ainda, pela batida uníssona e sobressaltada de incontáveis corações, irmanados pela mesma angústia impotente, semelhante à que se apodera de alguém quando se vê diante da situação inesperada de testemunhar um grupo de pessoas sendo arrastado por uma correnteza caudalosa em direção a uma cachoeira colossal, enquanto alguns abnegados salva-vidas tentam jogar cordas para que agarrem e possam ser puxadas antes do mergulho fatal. Tal é a situação em que se encontra o Brasil nesta eleição mais decisiva de sua História, quando ou nada em direção às cordas salvadoras da democracia, ou mergulha, inapelavelmente, no abismo da ditadura. Terá o brasileiro vocação para o suicídio? Nunca pareceu, pelo menos até hoje.

Sempre que o povo brasileiro esteve à beira do precipício, foi empurrado para lá, nunca por espontânea vontade. Foi assim na maioria dos momentos históricos: geralmente outros tomaram a decisão em seu lugar. No máximo, serviu de bucha-de-canhão para que terceiros disparassem. Dessa vez, é certo, os eleitores caminham sem vendas nos olhos, ainda que aturdido pelos choques elétricos causados pelos ferrões virtuais que tentam mantê-los dentro do corredor polonês da desinformação e obrigá-los a pular no despenhadeiro mortífero no qual desemboca.

Mas a esperança é a última que morre, como se diz. Para salvá-los da sereia do autoritarismo e do ódio é preciso exortá-los a que se agarrem ao que restou do ordenamento democrático e cerrem fileiras em torno dos fiapos da Constituição do Dr. Ulysses. Do que se trata agora é de salvar a democracia e impedir que uma cultura louvada e admirada no mundo inteiro por sua alegria de viver, pela tolerância, pelo caldeamento de etnias, pelas ricas expressões culturais e pela sabedoria ancestral dos povos nativos, ou dos arrastados à força para cá, bem como pelos que vieram por opção, não tenham seu fio unificador rompido pela intolerância ditatorial e o ódio.

A propósito, é bom trazer à vista de todos o apelo e a admoestação do Conselho Episcopal Pastoral (Consep) da CNBB: “Exortamos a que se deponham armas de ódio e de vingança que têm gerado um clima de violência, estimulado por notícias falsas, discursos e posturas radicais, que colocam em risco as bases democráticas da sociedade brasileira. Toda atitude que incita à divisão, à discriminação, à intolerância e à violência, deve ser superada. Revistamo-nos, portanto, do amor e da reconciliação, e trilhemos o caminho da paz!”. Cristo, como se sabe, não pertencia à categoria dos considerados “homens de bem” (que se julgam superiores aos demais). Ele andava na companhia da escória do mundo: prostitutas, ladrões, mal-afamados e todos aqueles diante dos quais os “homens de bem” torcem o nariz, ainda hoje. A esses, diz: “Quem não tiver pecado, atire a primeira pedra” – logo eles que continuam a prendê-lo e torturá-lo. Certamente, hoje diriam: “Cristo bom é Cristo morto! ” Tanto, que O prenderam, torturaram e mataram.

Foi a um ladrão arrependido que Ele disse: “Hoje mesmo estarás comigo no Paraíso! ” Ou se dirigindo de novo aos “homens de bem”: “As prostitutas vos precederão no Reino dos Céus”. Que blasfemo, hein? Por isso, os bispos católicos se juntaram ao povo evangélico, esta semana, e repassaram as palavras que Jesus diria aos seus seguidores num dia como o de hoje: “Eleições são ocasião de exercício da democracia que requer dos candidatos propostas e projetos que apontem para a construção de uma sociedade em que reinem a justiça e a paz social. Cabe à população julgar, na liberdade de sua consciência, o projeto que melhor responda aos princípios do bem comum, da dignidade da pessoa humana, do combate à sonegação e à corrupção, do respeito às instituições do Estado democrático de direito e da observância da Constituição Federal”. Ele não recomendaria, certamente, levar um cabo e um soldado para fechar o STF.

A forma explícita de dizer as coisas foi bem expressa no artigo “Foi o eleitor quem puxou o gatilho”, de Daniela Lima, editora do Painel da Folha de S. Paulo: “Se houver uma caçada à imprensa, supressão de ONGs, retrocessos para os índios, fim de pactos ambientais; se o aparato estatal for usado para identificar e punir opositores, se os gays voltarem para o armário, se o fosso salarial entre mulheres e homens se aprofundar, se o ministro e guru da economia ficar de saco cheio e pedir para sair, se for possível gravar uma cena de faroeste por dia no trânsito… Se isso ocorrer, ninguém poderá dizer que não sabe de onde veio o tiro na democracia. Foi o eleitor quem puxou o gatilho”.

Bolsonaro vota com aparato de segurança de presidente

Grades por ruas de acesso à zona eleitoral, policiais federais espalhados pelo trajeto, seguranças particulares, soldados do Exército, correria, gritaria, cães farejadores, revista de eleitores…

Esse foi o aparato de segurança na Escola Municipal Rosa da Fonseca, na Vila Militar, zona oeste do Rio de Janeiro, onde há pouco votou o candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro.

Com colete à prova de bala, Bolsonaro evitou o contato com os eleitores, assim como não falou com a imprensa. Ele esteve acompanhado da mulher Michelle e posou ao longe para fotos e vídeos de eleitores, inclusive o gesto como segurasse armas, um dos símbolos de sua campanha.

(Foto: Reprodução)

Votação no exterior é encerrada em 16 países

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que a votação para eleitores brasileiros que estão no exterior foi encerrada em 16 países. De acordo com o TSE, o balanço se refere aos locais de votação, em geral as próprias embaixadas do Brasil, que estão à frente no fuso horário.

De acordo com o boletim, a votação já terminou na Nova Zelândia, Austrália, no Japão, na Coreia do Sul, China, em Taiwan, Cingapura, nas Filipinas, na Malásia, em Honk Kong, no Timor Leste, na Indonésia, no Vietnã, na Tailândia, Índia e no Nepal.

Os 500 mil eleitores que estão aptos a votar fora do país em 99 nações votaram somente para presidente da República. O resultado da votação no exterior será divulgado somente após o término da votação no Brasil.

(Agência Brasil)

Camilo acredita em “virada histórica”

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Em postagem no Facebook, o governador Camilo Santana (PT) acredita em uma “virada histórica” de Fernando Haddad, na eleição deste domingo (28) ao Palácio do Planalto.

Pesquisas divulgadas na noite desse sábado (28) apontam um crescimento de Haddad, mas ainda indicam vitória de Bolsonaro.

“Sempre digo que eleição só se decide no dia”, observou Camilo.

Bolsonaro prega apuração paralela

Em uma transmissão ao vivo pelo Facebook na noite desse sábado (27), Jair Bolsonaro fez seu último comunicado aos eleitores antes do término da campanha eleitoral. O candidato do PSL à Presidência da República pediu que seus eleitores fiscalizem a votação com vistas a “uma apuração paralela” que será feita por sua campanha. Segundo o candidato, as eleições não estão ganhas.

“Temos que lutar até o último momento, não vamos dar a oportunidade para eles”, afirmou. “Você vai ter que votar às cinco da tarde lá na sessão eleitoral e tirar uma fotografia da cabeça do boletim de urna. Automaticamente, (a foto) vai para um local onde nós fazemos a consolidação disso para que nós venhamos a ter certeza de que nós tivemos uma votação que nos dê esse mandato”, explicou. “A gente não pode, não tem como acreditar em se mudar 20 milhões de votos em dois dias. Isso é impossível, não tem como”, avaliou o candidato.

(Agência Brasil)

Brancos e nulos podem decidir – Ibope e Datafolha apontam vitória de Bolsonaro, mas diferença cai

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Candidatos à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT).

Os institutos Ibope e Datafolha divulgaram na noite deste sábado (27) as últimas pesquisas de intenções de voto para a eleição presidencial que ocorre neste domingo (28).

Pelo Ibope, Bolsonaro possui 54% dos votos válidos, enquanto Haddad soma 46%. Já a diferença do Datafolha é maior, com 55% dos votos válidos para Bolsonaro e 45% para Haddad.

A eleição, no entanto, pode ser decidida pelos eleitores que declararam votar branco ou nulo. Pelo Ibope, eles somam 10%. Já no Datafolha, o número chega a 8%.

Camilo puxa carreata no encarramento da campanha de Haddad no Ceará

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Uma carreata com início no Castelão e encerramento na Beira Mar marcou o fim da campanha de Fernando Haddad no Ceará.

A carreata foi puxada pelo governador Camilo Santana e contou ainda com as presenças dos deputados estaduais eleitos Salmito e Acrísio Sena e da deputada federal reeleita Luizianne Lins.

O veículos percorreram avenidas como Osório de Paiva, Mister Hall, Monsenhor Tabosa, Abolição e Beira Mar.

(Foto: Divulgação)

Haddad agradece apoio de Joaquim Barbosa

O candidato à Presidência da República pelo PT, Fernando Haddad, encerrou hoje (27) atos de campanha com uma caminhada pela comunidade de Heliópolis, em São Paulo. O petista agradeceu a manifestação de apoio de Joaquim Barbosa, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), que nas redes sociais declarou seu voto em favor de Haddad.

“É um apoio muito significativo, porque ele [Barbosa] tem uma representação muito forte, é uma figura que representa valores com os quais eu compartilho. Estou celebrando seu apoio porque ele é muito representativo dos riscos que o Brasil está correndo”, disse Haddad.

No Twitter, Joaquim Barbosa afirmou que: “Votar é fazer uma escolha racional. Eu, por exemplo, sopesei [equilibrar] os aspectos positivos e os negativos dos dois candidatos que restam na disputa. Pela primeira vez em 32 anos de exercício do direito de voto, um candidato me inspira medo. Por isso, votarei em Fernando Haddad”.

Haddad criticou as ações policiais em universidades públicas em vários estados. Para ele, a violência dos atos está associada ao discurso do adversário. “Estamos vendendo um sujeito truculento como uma pessoa da paz, uma pessoa razoável, Bolsonaro não é razoável. Olha o que aconteceu com as universidades públicas do Brasil na última semana, a truculência contra professores, contra as comunidades.”

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu uma liminar suspendendo todas as decisões relativas às ações policiais e fiscais nas universidades. Ela defendeu a liberdade de expressão e condenou quaisquer atos autoritários no ambiente universitário.

(Agência Brasil)

Joaquim Barbosa e Bolsonaro iniciam debate nas redes sociais, após ex-ministro declarar apoio a Haddad

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O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, e o candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, travaram na tarde deste sábado (27) um debate sobre o apoio do ex-ministro à candidatura do petista Fernando Haddad, pelo fato de Bolsonaro lhe inspirar medo.

Em resposta, Bolsonaro apontou que Barbosa, quando à frente do STF, o teria indicado como o único político não comprado pelo PT no esquema do mensalão.

Joaquim Barbosa respondeu, então, que Bolsonaro teria usado indevidamente seu nome na campanha deste ano, mas decidiu neste sábado desmentir o candidato do PSL “porque hoje reiterou-se a manipulação”.

“… desde 2014 jamais emiti opinião sobre a conhecida Ação Penal 470″, afirmou Barbosa.

Ciro não explicita apoio neste segundo turno e sugere “grande movimento” pela democracia brasileira

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“Todo mundo preferia que eu, com meu estilo, tomasse um lado e participasse da campanha. Não quero fazer isso por uma razão muito prática que eu não quero dizer agora. Porque se eu não posso ajudar, atrapalhar é que eu não quero”.

A declaração é do ex-governador do Ceará e ex-ministro Ciro Gomes, na tarde deste sábado (27), por meio de vídeo no Facebook. Ciro foi o terceiro colocado no primeiro turno à Presidência da República, com 13,3 milhões de votos.

“O que a gente precisa, a partir de segunda-feira, é que a gente construa um grande movimento. Que, de um lado, proteja a democracia brasileira. Do outro lado, proteja nossa sociedade mais pobre dos avanços contra os direitos. Que se proteja os interesses nacionais contra a entrega e a cobiça estrangeira. Tudo isso está armado nesse debate”, completou Ciro, sem apontar uma provável vitória de Bolsonaro, conforme indicam as pesquisas de intenções de voto.

“Não será com medo que nós vamos enfrentar o que quer que venha por aí e vocês sabem que eu estarei na linha de frente com todos vocês”, ressaltou Ciro.

(Foto: Reprodução)

Eleitores poderão justificar ausência na votação em nove aeroportos

Os eleitores que quiserem justificar o voto e que estão com viagem de avião marcada para amanhã (28) terão oportunidade de procurar os postos em nove aeroportos do país. Os postos funcionam no mesmo horário da votação, das 8h às 17h.

Há postos organizados nos aeroportos de Aracaju, Belém, Cuiabá, Goiânia, Maceió, Recife, Teresina, Vitória e Uberlândia (MG).

Para justificar a ausência, o eleitor deverá levar um documento oficial com foto, o título de eleitor ou o número do documento, além do requerimento de justificativa eleitoral preenchido – que estará disponível no site do Tribunal Superior Eleitoral e nos postos de justificativa.

(Agência Brasil)

Conquistas sociais – Eunício declara apoio a Haddad

O presidente do Congresso Nacional, senador Eunício Oliveira (MDB-CE), declarou neste sábado (27) apoio à candidatura de Fernando Haddad (PT) à Presidência da República, por representar “todas as conquistas sociais alcançadas nos últimos anos”.

“O Brasil tem um encontro marcado com a cidadania neste domingo, dia 28. Vamos às urnas, depositar nossa esperança em dias melhores para nossas famílias e para o nosso país. A democracia é o sistema político mais legítimo, e precisamos valorizá-la. Por todas as conquistas sociais alcançadas nos últimos anos, especialmente em benefício das camadas mais vulneráveis da sociedade, o meu voto é em Haddad 13 Presidente”, disse Eunício.

(Foto: Arquivo)

Carmen Lúcia concede liminar suspendendo ações em universidades

A ministra Carmen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu medida cautelar para suspender atos judiciais e administrativos em universidades contra a livre manifestação de pensamento. A decisão ocorre no momento em que várias universidades públicas foram alvo de ações policiais e de fiscais eleitorais. A medida tem caráter de urgência para impedir que a ocorrência de atos semelhantes aos registrados nos últimos dias.

Segundo as decisões judiciais expedidas, as ações policiais e administrativas baseavam-se na fiscalização de supostas propagandas eleitorais irregulares. Estudantes, professores e entidades educacionais, no entanto, viram as ações como censura.

De acordo com a ministra, a decisão tem carácter de urgência para evitar que as ações deflagradas nos últimos dias se multipliquem. A medida foi enviada ao presidente do STF, Dias Toffoli, que poderá submeter a decisão ao plenário.

Na decisão publicada hoje, Cármen Lúcia suspende “os efeitos de atos judiciais ou administrativos, emanados de autoridade pública que possibilite, determine ou promova o ingresso de agentes públicos em universidades públicas e privadas, o recolhimento de documentos, a interrupção de aulas, debates ou manifestações de docentes e discentes universitários, a atividade disciplinar docente e discente e a coleta irregular de depoimentos desses cidadãos pela prática de manifestação livre de ideias e divulgação do pensamento nos ambientes universitários ou em equipamentos sob a administração de universidades públicas e privadas e serventes a seus fins e desempenhos.”

A ministra Cármen Lúcia condena ações totalitárias, afirmando que “toda forma de autoritarismo é iníqua”. “Pior quando parte do Estado. Por isso, os atos que não se compatibilizem com os princípios democráticos e não garantam, antes restrinjam o direito de livremente expressar pensamentos e divulgar ideias são insubsistentes juridicamente por conterem vício de inconstitucionalidade.”

Nessa sexta-feira (26), a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, anunciou o pedido de liminar ao STF para “restabelecer a liberdade de expressão e de reunião de estudantes e de professores no ambiente das universidades públicas brasileiras”.

Raquel Dodge, que também é procuradora-geral eleitoral, apresentou ao Supremo uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF). Segundo a procuradora, esse tipo de ação busca reparar lesão a princípio fundamental da Constituição que tenha sido provocada por ato do Poder Público.

(Agência Brasil)

É preciso cautela

Editorial do O POVO deste sábado (27) avalia a tensão nos dias que antecederam a eleição deste domingo (28), Confira:

Nesses dias que antecedem a eleição foram registradas operações da Justiça para conter supostas práticas de propaganda eleitoral em universidades públicas de várias partes do País. Por decisão da Justiça Eleitoral, foram proibidas aulas públicas com temas presentes na campanha, como fascismo, democracia e ditadura. Foi o caso, por exemplo, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul e na de Grande Dourados (MS). Na Universidade Federal Fluminense, em Niterói, foi ordenado que se retirasse uma faixa com os dizeres “Direito UFF antifascista”. Várias outras instituições universitárias tiveram problemas parecidos.

Mas o alvo dos juízes eleitorais não se restringe às universidades. O bispo auxiliar da arquidiocese de Olinda e Recife, dom Limacêdo Antônio da Silva, foi notificado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) para que se abstenha de “fazer propaganda eleitoral de qualquer natureza (direta ou indireta) em benefício de quaisquer dos candidatos em tempos religiosos, em face da expressa proibição legal”.

Segundo o TRE-PE, a medida foi tomada devido a “denúncias” de que dom Limacêdo estaria “fazendo apologia de certa candidatura e dizendo para não votar na outra, induzindo o voto dos fiéis”. No entanto, a assessoria da arquidiocese afirma que o bispo não menciona nome de candidatos durante a pregação. Seus comentários, segundo a assessoria, restringem-se a destacar a importância de os eleitores votarem de acordo com os preceitos do Evangelho, respeitando os direitos humanos, a não-violência e a democracia.

O que, aliás, é o que consta de uma nota oficial da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) a respeito das eleições.

A lei eleitoral (9.504/1997) estabelece que só pode ser considerada propaganda eleitoral em instituições públicas quando há pedido explícito de voto a um determinado candidato, pelo seu nome ou número. Assim, como enquadrar os debates universitários sobre fascismo e democracia na lei, se não houver propaganda de um candidato ou de outro?

Quanto à proibição de o bispo Limacêdo de manifestar-se em suas homilias, é mais difícil ainda encontrar justificativa razoável na lei para a decisão do TRE-PE. Mesmo porque igrejas das mais diversas denominações vêm fazendo campanha aberta pelos candidatos de sua preferência, sem que seus pastores sejam incomodados.

Assim, tem razão o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, ao pedir “cautela” à Justiça Eleitoral para evitar exageros nas ações contra as universidades. Poder-se-ia acrescentar o mesmo conselho à Justiça Eleitoral de Pernambuco, em relação a dom Limacêdo.

Aos que farão história

Da Coluna Política, no O POVO deste sábado (27), pelo jornalista Érico Firmo:

A história não é linear. É construção sinuosa e conflituosa, com avanços e recuos. No caminho, ficam lições. Retrocessos ocorrem quando aprendizados são ignorados. O mundo se move, todavia. O atraso até prevalece ocasionalmente, mas não perdura.

É uma derrota que questões tão fundamentais e discussões dadas por superadas se tornem centrais no debate eleitoral. Com todas suas imperfeições e limitações, a experiência histórica não construiu nada melhor que a democracia. Ela não está em votação. Trata-se de garantia e direito de todos. Não pode ser suprimida nem pelo desejo da maioria. Não se trata apenas do regime em que decide quem tem mais votos. É, sobretudo, aquele no qual as minorias têm voz, espaço, representação e valor. O direito criticar e fazer oposição é fundamento civilizatório.

Assim como o respeito às diferenças, à multiplicidade social, cultural e ideológica é lição da história. Sempre que se tentou suprimir o diferente, houve violência. Simbólica, real. Houve sangue. Da mesma maneira como superar as desigualdades – os contrastes não de perfis, gostos e pensamentos, mas de oportunidades e direitos – é outro legado dos séculos de amadurecimento das sociedades.

O diálogo, e não a agressão; o respeito, e não o desprezo; a compreensão, e não a intolerância; a inclusão, em todas as suas dimensões, e não a segregação. Esse é um legado de quem acertou e errou antes de nós. Percursos já trilhados, e que nos ensinam.

A história não começa agora. Muitos erros, de muitos e muitos, trouxeram o Brasil até este momento. Mas, também houve acertos. Três indicadores: a taxa de analfabetismo da população com 15 anos ou mais chegou a 7% em 2017. Na década de 1950, era de 50,6%. Mais da metade da população não era capaz de ler e escrever (dados do IBGE). Em 1950, a mortalidade infantil era de 135 por mil nascidos. Em 2016, chegou a 14 por mil. Também em 1950, a expectativa de vida do brasileiro era de 48 anos. Hoje é de 75 anos. O País tem muito a avançar, mas o passado não era melhor. Era muito pior. Avançamos.

Hoje, as divergências, tão profundas, são tratadas nas urnas e no voto. No qual cada um vale tanto quanto qualquer dos outros. Isso é lindo e poderoso.

Pense o que pensar, cada um pode defender aquilo em que acredita. Isso não é dádiva gratuita. A liberdade de expressão é conquista pela qual muitos foram presos, torturados e morreram. Num Brasil tão dividido, é maravilhoso termos possibilidade de discordar, de se opor, de contestar, de debater.

Foram eleições furiosas, violentas. Parte do Brasil sai dessa eleição com olhar de incompreensão para a outra, e vice-versa. Não há, entretanto, opção ao reencontro. O entendimento terá de se estabelecer, sob bases mínimas de concordância. Há muitas divisões, mas a experiência histórica nos legou consensos mínimos, dos quais falei acima. É preciso lembrá-los e reafirmá-los. Não se pode jogar fora tudo que caminhamos. Não podemos reiniciar nossa caminhada do zero. Há uma história e um legado.

História que não é linear e está em permanente movimento. A eleição de amanhã estará nos livros como o dia em que o Brasil decidiu um caminho. Talvez como nunca em nossa história, as opções são radicalmente antagônicas. Nunca uma opção de voto foi tão contrastante com a outra. O momento é histórico, uma história a ser construída por cada eleitor. Cada decisão.

Amanhã é dia de fazer história com o voto, mas a construção persistirá na segunda-feira pelos anos porvir. A história não acaba. O início desse novo Brasil não pode ser delegado a quem quer que seja eleito. É tarefa coletiva e intransferível. Será preciso reencontrar as diferenças e os diferentes e construir entendimentos possíveis. Não será o País feito com alguns se nós e sem outros. Não existe opção à nossa diversidade, aos nossos contrastes e contradições. Seguiremos com eles.

Esta eleição tem um simbolismo. Há 29 anos, as eleições diretas para presidente foram retomadas. Depois de 29 anos sem o eleitor poder escolher o chefe do Executivo. Não foi conquista que veio de graça.

Confira os estados que vão adotar a Lei Seca neste domingo

Assim como no primeiro turno, diversos estados terão restrições à venda de bebida alcoólica neste domingo (28), segundo turno das eleições. A questão é definida pelos tribunais regionais eleitorais (TREs) e pelas secretarias de Segurança Pública de cada estado. A medida tem o objetivo de evitar que o abuso de álcool potencialize conflitos em um dia em que a disputa política costuma acirrar os ânimos.

Confira a situação em alguns estados

Acre
No Acre, cada zona eleitoral ficou responsável pela definição de horários próprios, que variam entre as cidades. Na capital, Rio Branco, em Porto Acre, Bujari, Sena Madureira e Santa Rosa, a proibição vai vigorar das 18h deste sábado (27) às 16h de domingo (28). Em outras cidades, o início e o fim da restrição são diferentes, como no caso de Xapuri, Capixaba, Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima, Marechal Thaumaturgo Porto Walter e Rodrigues Alves (desde a 0h de domingo), ou Basileia, Epitaciolândia e Assis Brasil (das 22h de sábado às 22h de domingo). O horário por cidade está disponível no site do TRE.

Alagoas
A proibição foi definida para todo o estado pela Secretaria de Segurança Pública e vai vigorar das 8h às 17h de domingo. Em quatro cidades (Anadia, Boca da Mata, Marimbondo e Tanque D´Arca), a comercialização só será liberada às 22h.

Amapá
O TRE e a Secretaria de Segurança Pública não disponibilizaram informações.

Amazonas
O consumo de bebidas alcoólicas em bares, restaurantes, mercearias e supermercados fica proibido da 0h às 18h do domingo.

Bahia
O TRE e a Secretaria de Segurança Pública não disponibilizaram informações.

Ceará
O TRE informou que, pelo menos na capital, Fortaleza, a venda será proibida da 0h às 19h de domingo. Nas demais cidades, deve ser feita a consulta junto à Zona Eleitoral.

Distrito Federal
Assim como no primeiro turno, no Distrito Federal, não haverá Lei Seca.

Espírito Santo
O TRE não disponibilizou informações.

Goiás
O TRE soltou lista com 138 cidades onde foi instituída a proibição tanto para o primeiro quanto para o segundo turno. O período fica a cargo do juiz de cada seção. A capital, Goiânia, não está na lista.

Maranhão
O TRE não disponibilizou informações.

Mato Grosso
O TRE não disponibilizou informações.

Mato Grosso do Sul
Não será permitida a venda de bebidas alcoólicas entre as 3h e as 17h, mas a limitação não vale para restaurantes que funcionem exclusivamente entre as 11h30 e as 14h30.

Minas Gerais
Será proibida a venda, a distribuição e o fornecimento de bebidas alcoólicas entre as 6h e as 18h de domingo.

Pará
O TRE não disponibilizou informações.

Paraná
Não haverá Lei Seca no estado.

Paraíba
Não haverá Lei Seca no estado.

Pernambuco
Não haverá Lei Seca no estado.

Piauí
O TRE determinou a proibição da comercialização e distribuição de bebida alcoólica no primeiro turno, mas não informou se a decisão vale também para este domingo.

Rio Grande do Norte
A comercialização de bebidas alcoólicas será proibida em todo o estado. A regra vale das 6h às 18h de domingo.

Rio Grande do Sul
Nem o TRE, nem a Secretaria de Segurança Pública do estado estabeleceram regulamentação.

Rio de Janeiro
Não haverá Lei Seca neste ano.

Rondônia
A venda de bebidas alcoólicas será proibida nas cidades de Ariquemes, Alto Paraíso e Monte Negro.

Roraima
No primeiro turno, a comercialização e distribuição de bebida alcoólica foram proibidas da meia-noite de sábado às 18 horas do domingo. Contudo, o site do TRE não explicitou se a decisão será mantida para o segundo turno.

Santa Catarina
Não haverá Lei Seca no estado.

São Paulo
Não haverá Lei Seca no estado.

Sergipe
O TRE de Sergipe não informou se adotará a restrição.

Tocantins
O TRE não disponibilizou informações sobre a limitação.

(Agência Brasil)