Blog do Eliomar

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TRE anuncia locais exclusivos para justificativa do voto

O Tribunal Regional Eleitoral do Ceará disponibilizará no próximo dia 7 de outubro, 1º turno das Eleições 2018, 27 urnas exclusivas para justificativa de votos dos eleitores, em 16 locais, na capital e nos municípios de Aracati, Aquiraz (Porto das Dunas), Caucaia, São Gonçalo do Amarante (Pecém), Sobral, Juazeiro do Norte e Jijoca de Jericoacoara. A informação é da assessoria de imprensa do órgão.

O TRE priorizou os locais de maior circulação dos eleitores que estejam de passagem pelo Ceará, no dia das eleições, mas esclarece: a justificativa do voto pode ser feita pelo eleitor que esteja fora do seu domicílio eleitoral em qualquer seção de votação instalada em todo o Estado do Ceará.

Fortaleza

Em Fortaleza, as urnas exclusivas de justificativa funcionarão na Praia do Futuro, na Avenida Beira-Mar, na Praia de Iracema, no Ideal Clube, no Aeroporto Pinto Martins e nos Terminais Rodoviários João Tomé e do Antônio Bezerra. Veja, no site do TRE-CE, a relação completa dos locais exclusivos para justificativa.

Para justificar o voto, o eleitor deverá levar a qualquer seção eleitoral, fora do seu domicílio, o formulário de justificativa (formato PDF), disponível no site do TRE-CE, preenchido com o número do título e um documento oficial de identidade.

e-Título

Uma novidade este ano é o aplicativo e-Título, que além de substituir o documento na hora de votar, pode auxiliar os eleitores que vão justificar o voto. Para consultar os locais onde funcionam mesas receptoras de justificativa, basta ter no celular a versão mais recente do aplicativo, disponível para iPhone (iOS), smartphones (Android) e tablets.

SERVIÇO

*Mais Informações –  (85) 3453-3855 / 3856.

(Foto – Divulgação)

Camilo é uma “pedra preciosa”, diz Cid Gomes durante ato em Marco

“O Camilo é uma pedra preciosa. É um jovem talentoso, competente e humilde. O Ceará deve muito ao Camilo por esses três anos e meio que ele está à frente do estado”, disse, neste fim de semana de campanha, na cidade do Marco (Zona Norte), o candidato ao Senado pelo PDT, Cid Gomes.

Cid, ao lado de Camilo Santana e da vice-governadora Izolda Cela, aproveitou e pediu votos para o irmão. “O Ciro é a oportunidade da gente colocar no lugar mais importante do Brasil, que é a presidência do Brasil, uma pessoa que conhece o Ceará é que quer com o seu trabalho fazer com que os cearense tenham uma vida melhor”.

 

Camilo Santana destacou as ações realizadas em seu governo e que beneficiaram não só o município, mas todo o Ceará. “Nós ampliamos o programa de carteira popular para carro e o motociclista que tira carteira de motorista recebe o capacete de graça. Nós vamos voltar com o Cartão Mais Infância, pois identificamos que mais de 60 mil mães no Ceará ainda vivem em dificuldades para dar uma alimentação necessária e uma vida melhor para seus filhos”, disse.

(Foto – Divulgação)

Em clima de show de Alceu Valença, simpatizantes de Ciro marcam presença e protestam contra Bolsonaro

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Se depender dos que foram ao show gratuito do cantor Alceu Valença, nessa noite de domingo, no estacionamento do RioMar Papicu, em Fortaleza, o candidato Ciro Gomes (PDT) ganhará a disputa no Ceará. Pelo menos é o que se pode interpretar de dois atos ali registrados: um contra Bolsonaro…”Ele não!!” Os atos ocorreram após o show. Alceu não se pronunciou.

E um outro a favor de Ciro Gomes.

De qualquer forma, pelas pesquisas eleitorais, Jair Bolsonaro (PSL) continua mantendo a liderança (33%), seguido de Fernando Haddad (PT), com 23%. Ciro Gomes (PDT) vem em terceiro, com 10%, de acordo com a BTG pactual divulgada nesta segunda-feira.

Pesquisa BTG Pactual: Bolsonaro, 33%; Haddad 23%; e Ciro, 10%

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Se a eleição fosse hoje, Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) estariam no segundo turno, segundo pesquisa feita pelo BTG Pactual nos dias 22 e 23 deste mês. Na estimulada, Bolsonaro registrou 33%, Haddad, 23%, Ciro, 10%, Alckmin, 8%; Marina 5%, seguindo-se Amoêdo com 3%, Meirelles, 3%, Alvaro Dias, 2%, Outros, 1%. Há 7% que não votariam em ninguém. Brancos e nulos deu 2% e 0% não respondeu.

Por esse cenário, Ciro, que se distancia de Haddad, está empatado tecnicamente com Alckmin que, por sua vez, empata com Marina Silva.

Segundo turno

Num cenário de segundo turno entre Bolsonaro e Haddad, o candidato do PSL ganha: 44% a 40%. Com Ciro Gomes, Bolsonaro ficaria com 41% enquanto o pedetista marcaria 43%. Com Alckmin, Bolsonaro teria 41% e o tucano,40%.

Contra Marina Silva, o postulante do PSL obteria 46% e a candidata da Rede ficaria com 34%.

DETALHE – O Instituto FSB Pesquisa entrevistou, por telefone, 2.000 eleitores com idade a partir de 16 anos em todas as regiões do País. A margem de erro no total da amostra é de 2 pontos percentuais, com confiança de 95%.

Editorial do O POVO e um apelo ao bom-senso

Com o título “Um apelo ao bom-senso”, eis o Editorial do O POVO desta segunda-feira. Aborda este momento de eleições no País. Confira:

A menos de duas semanas para o fim do primeiro turno das eleições, é natural que a pressão se eleve mais ainda na corrida presidencial e os postulantes intensifiquem as críticas, seja nas ruas, seja nos debates televisivos.

Nesta reta final, porém, cabe ao eleitor deixar de lado o componente passional, que tem sido frequentemente acionado pelos candidatos, sobretudo num ambiente de polarização política, e passe a cobrar de si e de seus pares uma desapaixonada reflexão sobre nomes e propostas.

A partir de agora, é preciso que haja um apelo ao bom-senso não somente por se tratar de uma disputa na qual um dos lados vem dando mostras de desapreço à democracia, fato condenado pelo O POVO neste espaço nas duas últimas edições.

Mas porque estas são eleições especialíssimas. As primeiras sem financiamento empresarial de campanha e após quatro anos de exposição diária de um esquema orgânico de corrupção a implicar igualmente os setores públicos e privados.

Em condições normais, o País teria a oportunidade agora de repensar práticas e fracassos de modelos políticos e econômicos que pautaram a vida pública brasileira no derradeiro quadriênio.

A divisão radical, no entanto, sequestrou a pauta das eleições, deslocando o seu eixo para um debate apaixonado entre falanges em rota de colisão.

Ao eleitor interessado no futuro do País, restou o desamparo em meio a um clima de Fla-Flu na esteira do qual as tentativas de discutir medidas reais para os impasses da nação se frustram continuamente diante do vazio de propostas.

Daí o apelo. Não somente à sensatez, mas a que o pouco tempo que ainda há até o dia 7 de outubro possa ser mais bem aproveitado pelos presidenciáveis, que dedicariam seus últimos atos de campanha não ao vale-tudo pelo voto e à exacerbação das diferenças político-partidárias.

É hora de um último chamamento à temperança como mediadora social e à racionalidade como ingrediente indispensável da interlocução entre contrários. Que se estabeleça desde já um clima de civilidade e compromisso em face das graves dificuldades que o Brasil atravessa.

É mais que o destino de partidos que está em jogo neste momento. São os próximos dez ou 20 anos, no correr dos quais todos nós, eleitores convictos ou desolados, teremos de conviver com escolhas feitas no calor da hora.

(Editorial do O POVO)

Artistas e personalidades assinam manifesto contra Bolsonaro

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Um grupo com centenas de personalidades, incluindo muitos notáveis de áreas como artes e negócios, lançou neste domingo um manifesto contra a candidatura de Jair Bolsonaro, do PSL, à Presidência da República.

Até o início da madrugada, mais de 300 nomes subscreviam o texto. Entre eles estão o oncologista Drauzio Varella; o músico Caetano Veloso; a historiadora Lilia Schwarcz; o empresário Guilherme Leal; os atores Wagner Moura, Camila Pitanga, Alice Braga e Fernanda Torres; a socióloga Maria Alice Setubal; a editora Marisa Moreira Salles; a ex-jogadora de vôlei Ana Moser; o publicitário Washington Olivetto; o cineasta Walter Salles; entre outros. Nem todos eles confirmaram o apoio em suas redes sociais ou declarações públicas.

No artigo do movimento, denominado “Democracia sim”, o grupo não recomenda voto em nenhum outro candidato, mas é enfático ao citar que “a candidatura de Jair Bolsonaro representa uma ameaça franca ao nosso patrimônio civilizatório primordial”.

Diz o artigo: “Tivemos em Jânio e Collor outros pretensos heróis da pátria, aventureiros eleitos como supostos redentores da ética e da limpeza política, para nos levar ao desastre. Conhecemos 20 anos de sombras sob a ditadura, iniciados com o respaldo de não poucos atores na sociedade (…). Nunca é demais lembrar, líderes fascistas, nazistas e diversos outros regimes autocráticos na história e no presente foram originalmente eleitos, com a promessa de resgatar a autoestima e a credibilidade de suas nações, antes de subordiná-las aos mais variados desmandos autoritários”.

Leia abaixo a íntegra do documento, disponível no site Democracia Sim (acesse aqui).

Pela Democracia, pelo Brasil

Somos diferentes. Temos trajetórias pessoais e públicas variadas. Votamos em pessoas e partidos diversos. Defendemos causas, ideias e projetos distintos para nosso país, muitas vezes antagônicos.

Mas temos em comum o compromisso com a democracia. Com a liberdade, a convivência plural e o respeito mútuo. E acreditamos no Brasil. Um Brasil formado por todos os seus cidadãos, ético, pacífico, dinâmico, livre de intolerância, preconceito e discriminação.

Como todos os brasileiros e brasileiras sabemos da profundidade dos desafios que nos convocam nesse momento. Mais além deles, do imperativo de superar o colapso do nosso sistema político, que está na raiz das crises múltiplas que vivemos nos últimos anos e que nos trazem ao presente de frustração e descrença.

Mas sabemos também dos perigos de pretender responder a isso com concessões ao autoritarismo, à erosão das instituições democráticas ou à desconstrução da nossa herança humanista primordial.

Podemos divergir intensamente sobre os rumos das políticas econômicas, sociais ou ambientais, a qualidade deste ou daquele ator político, o acerto do nosso sistema legal nos mais variados temas e dos processos e decisões judiciais para sua aplicação. Nisso, estamos no terreno da democracia, da disputa legítima de ideias e projetos no debate público.

Quando, no entanto, nos deparamos com projetos que negam a existência de um passado autoritário no Brasil, flertam explicitamente com conceitos como a produção de nova Constituição sem delegação popular, a manipulação do número de juízes nas cortes superiores ou recurso a autogolpes presidenciais, acumulam declarações francamente xenofóbicas e discriminatórias contra setores diversos da sociedade, refutam textualmente o princípio da proteção de minorias contra o arbítrio e lamentam o fato das forças do Estado terem historicamente matado menos dissidentes do que deveriam, temos a consciência inequívoca de estarmos lidando com algo maior, e anterior a todo dissenso democrático.

Conhecemos amplamente os resultados de processos históricos assim. Tivemos em Jânio e Collor outros pretensos heróis da pátria, aventureiros eleitos como supostos redentores da ética e da limpeza política, para nos levar ao desastre. Conhecemos 20 anos de sombras sob a ditadura, iniciados com o respaldo de não poucos atores na sociedade. Testemunhamos os ecos de experiências autoritárias pelo mundo, deflagradas pela expectativa de responder a crises ou superar impasses políticos, afundando seus países no isolamento, na violência e na ruína econômica. Nunca é demais lembrar, líderes fascistas, nazistas e diversos outros regimes autocráticos na história e no presente foram originalmente eleitos, com a promessa de resgatar a autoestima e a credibilidade de suas nações, antes de subordiná-las aos mais variados desmandos autoritários.

Em momento de crise, é preciso ter a clareza máxima da responsabilidade histórica das escolhas que fazemos.

Esta clareza nos move a esta manifestação conjunta, nesse momento do país. Para além de todas as diferenças, estivemos juntos na construção democrática no Brasil. E é preciso saber defendê-la assim agora.

É preciso dizer, mais que uma escolha política, a candidatura de Jair Bolsonaro representa uma ameaça franca ao nosso patrimônio civilizatório primordial. É preciso recusar sua normalização, e somar forças na defesa da liberdade, da tolerância e do destino coletivo entre nós.

Prezamos a democracia. A democracia que provê abertura, inclusão e prosperidade aos povos que a cultivam com solidez no mundo. Que nos trouxe nos últimos 30 anos a estabilidade econômica, o início da superação de desigualdades históricas e a expansão sem precedentes da cidadania entre nós. Não são, certamente, poucos os desafios para avançar por dentro dela, mas sabemos ser sempre o único e mais promissor caminho, sem ovos de serpente ou ilusões armadas.

Por isso, estamos preparados para estar juntos na sua defesa em qualquer situação, e nos reunimos aqui no chamado para que novas vozes possam convergir nisso. E para que possamos, na soma da nossa pluralidade e diversidade, refazer as bases da política e cidadania compartilhadas e retomar o curso da sociedade vibrante, plena e exitosa que precisamos e podemos ser.

Barbosinha critica abandono das unidades prisionais no Interior

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Agentes penitenciários lotados em unidades prisionais do Cariri cearense ouviram, nesse fim de semana, as propostas do representante sindical licenciado, Valdemiro Barbosa, o Barbosinha, candidato a deputado estadual.

Ele criticou o abandono das unidades prisionais e a desvalorização profissional. A falta de armamento, viaturas, colete balístico e escudo tático foram outras reclamações da categoria.

Diante do baixo efeito, o candidato defendeu a nomeação imediata de todos os integrantes do cadastro de reserva, além da retificação do edital do último concurso para agente, possibilitando o ingresso dos candidatos remanescentes.

Segundo Barbosinha, há um déficit de quatro mil servidores penitenciários.

(Foto: Divulgação)

Audic e Bismarck promovem grande caminhada em Tauá

Vários grupos de eleitores tomaram as principais ruas do Centro da cidade de Tauá (Região dos Inhamuns) nesse fim de semana. Os candidatos a deputado estadual, Audic Mota (PSB), e a federal, Eduardo Bismarck (PDT), mobilizaram a militância em uma caminhada, com concentração no Parque Cidade, em direção à Pracinha Seu Castro, no bairro Bezerra e Souza.

A animação do grupo arrebatou pessoas de vários pontos da cidade. Audic e Eduardo foram prestigiados pelas principais lideranças políticas do município.

(Foto – Divulgação)

Camilo realiza carreata na Serra da Ibiapaba

O governador Camilo Santana, candidato à reeleição pelo PT, participou neste domingo (23) de carreata na Serra da Ibiapaba, na companhia do ex-governador Cid Gomes, candidato ao Senado pelo PDT, e do presidente do Legislativo de Fortaleza, Salmito, candidato a deputado estadual pelo PDT.

“Nossa carreata na Serra da Ibiapaba foi linda! Só tenho a agradecer a presença e o carinho de sempre”, comentou Camilo, que depois esteve à frente de reunião com agentes comunitários de saúde e endemias.

“Esses momentos são muito importantes para conversarmos sobre as ações que estão dando certo e sobre o que precisamos avançar ainda mais”, disse o candidato à reeleição ao Palácio da Abolição.

(Fotos: Divulgação)

Tasso: “Estamos na luta contra o maior acordo e ‘esquemão’ já montados no Ceará”

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O senador Tasso Jereissati (PSDB) defendeu neste final de semana, em Sobral, a eleição do General Theophilo (PSDB) ao Governo “como forma resolver o caos do Ceará”.

“Estamos na luta contra o maior acordo e esquemão já montados no Ceará. São 24 partidos, força do Estado, máquina do governo Temer, Camilo. Tudo isso com o objetivo de eliminar qualquer possibilidade de alternativa para o povo. Mas nós fizemos questão de formar um grupo de resistência com o General Theophilo, um grande cearense, com grande experiência e autoridade, que vem para enfrentar esse caos que o Ceará está passando na segurança, e com a Dra. Mayra, uma médica respeitada e conhecida, para levar dignidade ao Senado”, disse.

O General Theophilo criticou as obras “faraônicas” do atual governo e afirmou que as prioridades do Estado são outras. “É preciso repensar essas obras e investir dinheiro em outras frentes, como segurança, saúde e educação. A nossa campanha está pautada na vontade do povo. Estamos acreditando que as pessoas querem mudança justamente para acabar com essas oligarquias que dominam o nosso Estado há mais de 12 anos”.

Candidata ao Senado, Dra. Mayra disse que lutará não somente pela saúde, mas também pela educação de qualidade e geração de empregos. “Nos comprometemos logo no primeiro ano de mandato a visitar os 184 municípios, conversando com as pessoas e, em cada um deles, começando a construir um legado”, explicou.

(Foto: Divulgação)

Bolsonaro passa bem e tem dreno retirado do abdome

O candidato à presidência da República Jair Bolsonaro passa bem e teve retirado hoje (23) o dreno que havia sido colocado há três dias em seu abdome. Segundo boletim médico divulgado pelo Hospital Israelita Albert Einstein, devido à boa aceitação da dieta pastosa e recuperação dos movimentos intestinais, hoje Bolsonaro passou a receber uma dieta leve.

“O paciente apresenta boa evolução clínica, permanece sem dor, sem febre ou outros sinais de infecção. Não tem disfunções orgânicas e os exames laboratoriais estão estáveis. O dreno colocado no seu abdome há três dias foi retirado hoje pela equipe da radiologia intervencionista”, diz o boletim. O hospital informou ainda que estão sendo mantidas as medidas de prevenção contra trombose venosa, estão sendo realizados exercícios respiratórios de fortalecimento muscular e períodos de caminhada fora do quarto.

Na última quinta-feira (20), o candidato passou por um procedimento para drenagem de líquido que estava ao lado do intestino. Após constatarem febre de 37,7 ºC, os médicos fizeram uma tomografia de tórax e abdômen e os exames mostraram uma “pequena coleção de líquido ao lado do intestino”.

Bolsonaro recebeu uma facada durante ato de campanha no dia 6 de setembro, em Juiz de Fora (MG). Após ter sido atendido na Santa Casa da cidade, onde chegou a passar por uma cirurgia, ele foi transferido, a pedido da família, para o Hospital Albert Einstein, na capital paulista, na manhã do dia 7.

(Agência Brasil)

Tempos de defender a democracia

Da Coluna Valdemar Menezes, no O POVO deste domingo (23):

Daqui a duas semanas o Brasil vai às urnas na tentativa de salvar a democracia fortemente ameaçada desde que certos segmentos da elite nacional (alentados por interesses externos), voltaram mais uma vez a tumultuar o jogo democrático, como tem sido constante na história do País. Embora haja sinais concretos (reconhecidos no Exterior) de que vivemos um processo eleitoral anormal, não há outro caminho senão insistir no único jogo possível: o de tentar assegurar a livre expressão da vontade popular nas urnas para recuperar e assegurar a plenitude democrática. O regime vem demonstrando pouco apreço a essa vontade do povo, visto que viciou o jogo eleitoral impedindo de modo totalmente contestável (no Brasil e no Exterior) a candidatura Lula desejada pela maioria social, segundo os institutos de opinião. Suas manobras para produzir um resultado favorável a seus planos (candidatura Alckmin) não deram certo, até agora, graças à resistência do povo brasileiro que começa a sufragar cada vez mais o substituto do líder natural.

O jogo irresponsável dos velhos feiticeiros abriu a porta para o fascismo, através da figura de um ex-capitão, identificado como uma espécie de 4º cavaleiro do Apocalipse e seu séquito de obscurantismo, violência e barbárie. Desenha-se um cenário em que segmentos da elite estão dispostos a abraçá-lo, em última instância, como opção a um governo progressista, tal como o fez a elite alemã com Hitler. Como é muito desgastante essa alternativa (basta ver as advertências da revista The Economist sobre o dano que isso acarretaria para o futuro do Brasil e da América Latina), promovem agora um lance de desespero, tentando atrair Ciro Gomes – a quem detestam – para sua órbita. Isso a despeito de o ex-ministro não dar nenhuma sinalização de que se subordinará à artimanha.

Até 7 de outubro, há um chamamento às forças democráticas para que estejam alertas e vigilantes a qualquer tipo de armadilha que possa comprometer as eleições ou tirar do páreo as forças populares. É preciso não ceder a provocações de qualquer ordem e garantir um pleito pacífico: única maneira de resolver civilizadamente o atual impasse político. Teme-se pelo futuro da democracia em vista da movimentação de certos segmentos militares nos bastidores políticos. Nenhuma democracia aceita isso. No entanto, os militares brasileiros têm um histórico nesse sentido, a última vez foi em 1964.

A partir deste sábado, candidatos só podem ser presos em flagrante

A partir deste sábado (22), candidatos a cargos eletivos nas eleições de outubro não poderão ser presos, a menos que seja em flagrante. A Lei Eleitoral veda prisões nos 15 dias anteriores à eleição. Após o primeiro turno, no dia 7 de outubro, a restrição valerá apenas para os candidatos que forem disputar o segundo turno.

A Lei Eleitoral também proíbe a prisão de eleitores, mas somente cinco dias antes do pleito, ou seja, a partir de 2 de outubro, os eleitores só podem ser presos em flagrante ou para cumprir sentença condenatória por crime inafiançável. A regra vale até 48 horas após a votação.

O Artigo 236 do Código Eleitoral diz que: “Nenhuma autoridade poderá, desde cinco dias antes e até 48 horas depois do encerramento da eleição, prender ou deter qualquer eleitor, salvo em flagrante delito ou em virtude de sentença criminal condenatória por crime inafiançável, ou, ainda, por desrespeito a salvo-conduto”.

O juiz eleitoral ou até o presidente da mesa receptora de votos pode expedir a salvaguarda em favor do eleitor que sofrer qualquer tipo de violência na sua liberdade de votar, ou pelo fato de já haver votado. Quem desrespeitar essa garantia pode ser preso por até cinco dias.

Neste sábado deve ser divulgado o quadro geral de percursos e horários programados para o transporte de eleitores para o primeiro e eventual segundo turnos de votação.

Hoje é o último dia para os partidos políticos, as coligações, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o Ministério Público e as pessoas autorizadas em resolução específica impugnarem os programas a serem utilizados nas eleições de 2018, por meio de petição fundamentada.

(Agência Brasil)

Camilo participa de passeio ciclístico pelas avenidas de Fortaleza

Uma das cidades com melhor sistema de ciclovias e ciclofaixas do Brasil, Fortaleza recebeu neste sábado (22) o passeio ciclístico pelas candidaturas Ciro Presidente, Camilo Governador e Cid Senador.

O passeio teve a coordenação do prefeito Roberto Cláudio e reuniu ainda um grande número de candidatos à Câmara Federal e à Assembleia Legislativa do Ceará. Salmito Filho (PDT), candidato a deputado estadual, destacou a conquista do fortalezense na mobilidade urbana.

O passeio teve início na avenida Beira Mar e terminou no Comitê Central, na avenida Sebastião de Abreu.

(Fotos: Divulgação)

Eleições 2018 – Seis governadores podem ganhar logo no primeiro turno. Na lista, Camilo

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A exatos 15 dias do primeiro turno das eleições deste ano, dez candidatos a governador têm chances de serem eleitos já nesta primeira fase da disputa, sendo que seis deles já ocupam o governo e buscam a reeleição. O levantamento foi
realizado pelo UOL com base nas pesquisas mais recentes divulgadas pelos institutos Ibope (para cada estado) e Datafolha (fez apenas em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Distrito Federal e Pernambuco). Além da intenção de votos total, foram analisados os percentuais de votos válidos.

Os seis governadores que lideram com folga as pesquisas e podem ser reeleitos
são: Renan Filho (MDB), em Alagoas; Rui Costa (PT), na Bahia; Camilo Santana (PT) no Ceará; Flávio Dino (PCdoB), no Maranhão; Wellington Dias (PT), no Piauí; e Mauro Carlesse (PHS), no Tocantins.

Os outros candidatos que sairiam vitoriosos já em 7 de outubro, segundo as pesquisas, são Renato Casagrande, no Pará; Ratinho Júnior (PSD), no Paraná; e Ronaldo Caiado (DEM), em Goiás.

Nesse cenário, o Nordeste é a região que mais concentra candidatos que podem ser eleitos já no primeiro turno – são eles Renan Filho, Rui Costa, Camilo, Dino e Dias.

Em todo o Brasil, 20 dos atuais 27 governadores buscam um segundo mandato, mas só metade deles aparece na frente nas pesquisas e despontam com boas chances de continuar no poder –alguns enfrentam dificuldades até em alcançar votos suficientes para chegar ao segundo turno.

*Confira a íntegra da reportagem aqui.

Uma eleição protagonizada por dois ausentes

Em artigo no O POVO deste sábado (22), a jornalista Letícia Alves ressalta que Lula e Bolsonaro, embora afastados presencialmente da campanha, seguem protagonizando a disputa eleitoral. Confira:

“Me aguardem. Primeiro turno, hein, pessoal?”, disse Jair Bolsonaro enquanto dava novos passos à recuperação da facada sofrida no início do mês. O vídeo com a declaração do presidenciável foi gravado quinta-feira, 20, no Hospital Albert Einstein, onde ele segue internado. Líder das pesquisas de intenção de voto, o candidato do PSL pode ser o primeiro presidente brasileiro – ao menos desde a redemocratização – a ser eleito sem participar da maior parte da sua campanha de rua.

O outro nome com potencial para este feito inédito era o de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que está preso em Curitiba, condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Antes de ter a candidatura indeferida, ele ocupava o primeiro lugar nas pesquisas – isso sem participar pessoalmente de nenhum debate, entrevista, comício ou outro ato político.

Embora afastados presencialmente da campanha, os dois seguem protagonizando a disputa, e a substituição do ex-presidente por Fernando Haddad (PT) não muda isso: o ex-prefeito de São Paulo fala por Lula e só fala do Lula, na esperança de absorver todos os votos do líder petista. Quem vota em Haddad é, também, quem sonha, de certa forma, em ter o governo Lula de volta.

Gostemos disto ou não, esta será uma eleição de Bolsonaro versus Lula, simbólica e objetivamente. Isso não significa que somente um dos dois possa vencer, é claro. É a polarização entre eles que tem dado o tom da campanha, mas ela também tem gerado uma busca, por parte da população, de um candidato que fuja dos tais “extremos”.

Esse cenário tem gerado uma disputa paralela entre os candidatos que querem ser vistos como uma “terceira via” possível. Quem larga na frente com essa estratégia é Ciro Gomes (PDT), que no início da campanha preocupou-se mais em ser o candidato da esquerda para herdar os votos de Lula. Já Geraldo Alckmin (PSDB) tem atacado igualmente o PT e o Bolsonaro, encarnando o bom e velho papel que as redes sociais batizaram de “isentão”.

Não digo que eles podem ser classificados tranquilamente como a opção “moderada” nem mesmo afirmo que aqueles dois primeiros, os líderes nas pesquisas, são extremistas. Acredito que nesta eleição dos inéditos, protagonizada por dois ausentes, a população não está interessada em quem quer manter seu lugar em cima do muro. Finalmente temos uma eleição movida a ideologias, seja isto bom ou não.

Letícia Alves, jornalista do O POVO

Twitter tem 48 horas para fornecer dados de perfis ofensivos a Jair Bolsonaro

O ministro Carlos Horbach, do Tribunal Superior Eleitoral, quer que o Twitter repasse dados de 16 usuários da plataforma digital comemoraram o ataque contra o candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, no dia 6 de setembro, em um ato de campanha em Juiz de Fora (MG). O TSE já havia determinado a retirada do conteúdo postado na rede social. A informação é do site Consultor Jurídico.

Na decisão, o ministro negou recurso do Twitter e deu prazo de 48 horas para que a empresa forneça as informações, sob pena de aplicação de multa diária de 50 mil reais e a possibilidade de responder pelo crime de desobediência a uma determinação da Justiça Eleitoral.

“A identificação do número de IP da conexão usada para realização do cadastro inicial dos perfis em que veiculadas as postagens e dados apresentados e os dados cadastrais dos responsáveis pelos perfis em que aparecem tais postagens são imprescindíveis à instrução do feito e necessários ante a eventual responsabilização dos usuários em eventual decisão de mérito pela procedência do pedido, não havendo contradição a ser sanada”, disse.

As postagens ofensivas propagam e incentivam ataques à integridade do candidato que variam em “Bolsonaro foi esfaqueado e não morreu, drogaaaa!”, “a facada do bolsonaro é uma estratégia para gerar comoção” e “vamos amigas orem pra ele morrer enquanto é tempo #OrePorBolsonaro”.

Em nota, a advogada do candidato, Karina Kufa, afirmou que “essa decisão foi importante para que o Twitter venha a colaborar com a justiça eleitoral na prevenção e punição de atos ilegais, os quais não devem ser relevados, ainda mais considerando a gravidade desse caso”.

Pedido de Identificação

A coligação de Bolsonaro foi ao TSE para questionar a veiculação dessas mensagens e identificar quem foram os autores das publicações. Em parecer favorável ao pedido da chapa do candidato do PSL, o Ministério Público Eleitoral destacou que o pedido também poderá levar a se propor ações de crime contra a honra ou eleitorais contra os responsáveis pelas mensagens.

(Foto – Reprodução de TV)

PT defende ciclos de Lula e Dilma para proteger projeto de poder

Da Coluna Política, no O POVO deste sábado (22), pelo jornalista Érico Firmo:

Entender o que deu certo e o que deu errado no passado é o caminho mais rápido para replicar acertos e evitar equívocos no futuro. Eleição costuma ser período em que a briga pelo poder suplanta, fácil, a reflexão. Não é propriamente cultivada a honestidade intelectual – grossíssimo modo, a disposição para se reconhecer errado quando os argumentos assim demonstrarem. Mesmo assim, há alguns espasmos nos quais as eleições podem ajudar a trazer luz para questões obscuras.

Para proteger o próprio projeto de poder, o PT tratou até então de defender os ciclos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Dilma Rousseff (PT) como algo mais ou menos uniforme, quando houve crescimento econômico e geração de emprego com distribuição de renda. Já a oposição trata como ciclo único no qual tudo foi errado. Os anos de crescimento da era Lula foram resultado de gastança desenfreada e desaguaram na crise de hoje. As duas visões são simplificações grosseiras. A realidade é mais complexa e policromática.

Henrique Meirelles (MDB) foi o primeiro a fazer a distinção nesta campanha. Por motivos óbvios. Defende o ciclo Lula, quando ele estava no Banco Central. E critica o de Dilma. Marina Silva (Rede) vai na mesma linha. E o próprio Fernando Haddad (PT) tem feito distinções. Na sabatina nesta semana na rádio CBN, disse que não usaria o preço dos combustíveis para tentar fazer controle inflacionário, como ocorreu nos últimos anos de Dilma.

Ocorre que, mesmo dentro dos períodos de Lula e Dilma, há nuances. O governo Lula começa com Antonio Palocci como guardião da ortodoxia. Até 2006, a lógica foi uma. Em março daquele ano, Guido Mantega substituiu Palocci e mudou as diretrizes. Sobretudo a partir de 2007. A lógica foi de estímulo ao consumo e ao crédito. Houve geração de emprego e crescimento econômico. Mas, não houve a gastança alardeada. Em 2006, o superávit primário ultrapassou a meta. Em 2007 e 2008, bateu recorde. Em 2009 e 2010, a meta estipulada não foi alcançada, mas houve superávit. Os problemas começavam ali. Em 2011, já no governo Dilma, a meta de economia voltou a ser atingida. A partir de 2012, começaram os problemas mais graves.

Ainda com Mantega, Dilma começa a tentar deixar sua marca na economia. Há medidas para reduzir tarifas por meio de subsídios, corte de impostos na expectativa de reduzir preços, estimular consumo e gerar emprego. Não deu certo. O emprego não aumentou e os preços subsidiados se tornaram, pouco depois, em explosão inflacionária.

Meta de superávit primário foi alcançada em 2012, mas já começavam as manobras fiscais. As “pedaladas” para disfarçar que a economia ia de mal a pior. Em 2013, o superávit foi o pior em 12 anos. Em 2014, houve déficit primário. O primeiro neste século, abrindo sequência que segue. Joaquim Levy entrou e tentou um ajuste, sem sucesso.

A visão de um ciclo único de 13 anos esconde equívocos, acertos e guinadas no percurso. Existe a visão ideológica petista de defesa de seu legado, de que tudo ia bem e só piorou porque houve boicote e um golpe. E outra visão, não menos ideológica, dos liberais utópicos, segundo os quais houve 13 anos de intervencionismo estatal que levaram à crise. Lula e Dilma tiveram diferentes conduções dentro dos próprios governos, com resultados diversos. Não houve linearidade. Lula teve acertos, mas também erros. Nas iniciativas de estímulo ao consumo, na crise mundial de 2008, alguns foram semelhantes aos que Dilma amplificaria mais tarde. Com a ex-presidente é difícil achar acertos na economia.

A percepção mais clara e menos genérica das mudanças ao longo do processo, dos resultados diversos, das ações e dos resultados, ajuda a construir a percepção do caminho a seguir.

Camilo Santana: “O Estado não faz acordo com criminosos!”

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O governador Camilo Santana (PT) comentou pela primeira vez as declarações do presidenciável Ciro Gomes (PDT) dando conta de que o Governo do Ceará havia negado proposta de acordo de paz com facções criminosas. Foi ontem quando de caminhada pelo bairro Pirambu. “A minha determinação é criminoso na cadeia”, enfatizou Camilo. “O Estado não faz acordo com criminoso, eu não fiz nenhum acordo”, garantiu.

Entretanto, o governador, que tenta reeleição, se esquivou de responder se chegou mesmo a receber proposta de facções. Ele restringiu-se a afirmar que esclarecimentos seriam atribuição da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS). “Isso é com a inteligência da Secretaria”, disse. Questionada, a assessoria do órgão respondeu que “a SSPDS não faz qualquer tipo de acordo com bandidos e que tem intensificado o combate ao crime organizado no Ceará”.

Na última quarta-feira, 19, Ciro Gomes participou de sabatina realizada pela rádio CBN. Partindo da própria afirmação de que o Governo de São Paulo fez acordos com o crime organizado e que isso explicaria o baixo índice de homicídios naquele Estado, segundo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), o pedetista argumentou: “Por que no Ceará o crime tá explodindo? Porque lá não se faz acordo. Você pensa que já não foi oferecida a possibilidade de fazer acordo?”.

Perguntado, durante a sabatina, sobre os autores das propostas, Ciro afirmou que foram “comandantes” das facções detidos em penitenciárias do Estado. O POVO solicitou mais informações à assessoria de comunicação dele, que respondeu: “O que ele tinha para dizer foi dito”.

Caminhada de Camilo Santana com apoiadores saiu da Areninha do Pirambu às 8h30min da manhã e percorreu ruas do entorno por aproximadamente duas horas.

Durante o ato de campanha, Camilo entrou nas casas para abraçar moradores, pedalou por alguns instantes e tomou café em padaria do bairro. O ato contou com a presença do prefeito Roberto Cláudio (PDT), que permaneceu apenas no início do percurso.

Outros apoiadores, como os vereadores Salmito Filho (PDT) e Acrísio Sena, que é presidente municipal do PT e candidato a deputado estadual, acompanharam o trajeto bairro adentro. Um carro de som anunciava feitos do governador na atual gestão e militantes empunhavam bandeiras e distribuíam santinhos.

(Foto – Arquivo)